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Como a Estônia - sim, a Estônia - se tornou um dos mais ricos países do Leste Europeu
O país é o exemplo vivo de como o progresso humano está diretamente ligado à liberdade econômica

Por que alguns países são ricos e prósperos ao passo que outros parecem condenados ao flagelo da pobreza? Eis uma questão econômica que acompanha a humanidade há séculos.

Vários fatores já foram apresentados como determinantes para a prosperidade: geográficos, culturais, históricos, religiosos etc.

Entretanto, pelo menos desde a publicação do livro A Riqueza das Nações, em 1776, sabemos que instituições políticas e econômicas têm um papel decisivo nesta questão. Fatores como livre comércio, empreendedorismo da população, um arcabouço jurídico confiável que proteja a propriedade privada e impinja o cumprimento de contratos, baixa tributação, facilidade de empreender e uma moeda forte são condições necessárias para os países prosperarem.

O surgimento e a consolidação de instituições propícias ao crescimento econômico demoraram centenas de anos em nações como EUA e Reino Unido. Entretanto, nas últimas décadas vimos que as políticas adequadas podem significativamente acelerar o desenvolvimento econômico.

A Estônia é um exemplo paradigmático disso.

A história da Estônia

No dia 20 de agosto de 1991, a Estônia se tornou independente após 51 anos sob o jugo do comunismo. O país havia sido inicialmente ocupado pelo Exército Vermelho em junho de 1940 sob o Pacto de Não-Agressão entre alemães e soviéticos (Pacto Molotov-Ribbentrop), por meio do qual os dois regimes totalitários dividiram o Leste Europeu em esferas de influência. Um ano depois, o exército nazista invadiu a União Soviética, ocupando a Estônia até 1944, quando os soviéticos reconquistaram o país. A instabilidade política na União Soviética durante o início dos anos 1990 precipitou a secessão e a liberdade política no país báltico.

Desde o primeiro dia, o novo governo se comprometeu a implantar uma série pré-determinada de reformas de mercado, as quais criaram as bases para uma transição bem-sucedida do socialismo para o capitalismo. A agenda política incluía uma abrangente reforma monetária, a criação de uma zona de livre comércio, a imposição de uma lei que proibia déficits orçamentários do governo, a privatização de estatais, e a introdução de uma alíquota única para o imposto de renda.

O início das reformas econômicas na Estônia foi similar à experiência dos outros países do Leste Europeu e da Europa Central (também conhecidos como "economias em transição"), mas em algumas áreas o início foi pior. Ao passo que as nações da Europa central conseguiram começar suas reformas mais cedo, 1989-1990, as reformas estonianas só começaram em 1991-1992. Essa perda de tempo foi crucial e fez com que a economia da Estônia se deteriorasse acentuadamente neste período, entrando em hiperinflação (a inflação mensal ultrapassou 80%).

Assim, a primeira reforma real, e mais urgente, foi a reforma monetária. Sair do rublo e criar uma moeda própria, forte e confiável foi um enorme e importante desafio para a Estônia. Sem uma moeda forte e estável, que gere preços estáveis e previsíveis, nenhuma outra reforma econômica pode funcionar. Assim, em junho de 1992, o país se tornou o primeiro da ex-União Soviética a introduzir sua própria moeda. Como? Utilizando um Currency Board.

Currency Board

Currency Board é um regime monetário no qual não há política monetária e nem interferência política. É o sistema que se adota quando se quer adotar uma genuína "âncora cambial", o que faz com que a moeda de um país se torne um mero substituto de uma moeda estrangeira. Neste sistema, a moeda nacional é totalmente ancorada a uma moeda estrangeira a uma taxa de câmbio fixa (no caso da Estônia, a coroa estoniana nasceu ancorada ao marco alemão). A variação da base monetária nacional se dá de acordo com o saldo do balanço de pagamentos (saldo da quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia nacional).

A única função de um Currency Board é trocar moeda nacional (que ele próprio emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a uma taxa de câmbio fixa

Neste sistema, não há nenhuma política monetária. Todo o arranjo funciona como se estivesse no piloto automático. A base monetária do país é igual à quantidade de reservas internacionais (no caso, a moeda adotada como âncora), e varia de acordo com a quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia em decorrência das transações internacionais do país. Quando há um superávit nas transações internacionais, a base monetária doméstica aumenta; quando há um déficit, diminui.

Quando a quantidade de moeda nacional é idêntica à quantidade de reservas internacionais, é impossível haver um ataque especulativo, pois seria impossível exaurir as reservas internacionais (a moeda nacional teria de ser toda mandada para fora, algo por definição impossível).

O país que adota o Currency Board passa a funcionar como se fosse um estado do país emissor da moeda utilizada como âncora pelo Currency Board.  Para que tal sistema funcione plenamente, uma Caixa de Conversão (o Currency Board) é criada com a única missão de trocar moeda nacional (que ela própria emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a uma taxa de câmbio estritamente fixa.  (Veja detalhes completos sobre o funcionamento de Currency Boards aqui.) 

Um arranjo de câmbio fixo, para um país em desenvolvimento, é bastante superior a um arranjo de câmbio flutuante, pois gera estabilidade de longo prazo para os investimentos (os investidores sabem exatamente qual será a definição da moeda nos anos vindouros: ele se comportará identicamente à moeda-âncora; no caso da Estônia, o sólido marco alemão). Também acaba com as especulações cambiais e retira completamente das autoridades políticas do país a capacidade de fazer política monetária — e, consequentemente, de desvalorizar a moeda, o que afeta sensivelmente a taxa de retorno dos investidores estrangeiros.

Além de estabilizar a moeda, um Currency Board impõe forçosamente uma disciplina ao sistema bancário e às políticas fiscais do governo. Como o governo não pode imprimir moeda, seus gastos têm de ser financiados exclusivamente via empréstimos e impostos. Impostos não podem subir muito, pois inviabilizam toda a atividade econômica; e tomar emprestado levaria a um aumento sensível da taxa de juros.

Por isso, o governo da Estônia foi obrigado a se auto-restringir, jamais gastando mais do que arrecadava.

Orçamento equilibrado

Como slogan político, "equilibrar o orçamento" podia até soar popular. Porém, na prática, a medida era altamente impopular.

Ao passo que outros países do Leste Europeu e da Europa Central iniciaram sua "terapia de choque" liberando preços, a Estônia começou equilibrando o orçamento do governo em 1992 (em conjunto com a troca de moeda). A prioridade de eliminar os déficits orçamentários não apenas estava bem solidificada no pensamento econômico, como também, e de maneira mais prática, era a única solução para uma situação desesperadora. Os acontecimentos nos outros países da região, que também haviam saído do socialismo, indicavam que uma reforma monetária não tem como ser bem-sucedida se o orçamento do governo não estiver estritamente controlado.

Mas equilibrar o orçamento exigia cortes radicais em todos os tipos de subsídios e repasses a empresas estatais, bem como reduzir profundamente o tamanho do estado. Acima de tudo, envolvia a privatização das estatais.

Cada um destes cortes foi extremamente impopular, pois mexia com vários e poderosos grupos de interesse (de sindicatos de estatais a pessoas acostumadas a viver de repasses e ajudas). Porém, graças a uma coalizão no parlamento, os cortes foram feitos, e o estabelecimento de um orçamento equilibrado se tornou o objetivo mais importante.

Logo em seguida, foi aprovada uma lei estipulando que apenas orçamentos equilibrados podiam ser apresentados no parlamento da Estônia. Em outras palavras, foi aprovada uma lei proibindo o Congresso de apresentar um orçamento deficitário.

Essa lei permitiu que o governo, dali em diante, conseguisse aprovar orçamentos equilibrados mais facilmente, e fez com que o orçamento equilibrado se tornasse uma marca registrada da Estônia.

Sem a capacidade de imprimir dinheiro, o governo da Estônia só poderia equilibrar seu orçamento cortando gastos. A consequência? Eis a dívida total do governo da Estônia: apenas 9% do PIB, a segunda menor do mundo (só perde para Brunei).

Como consequência, subsídios para empresas estatais foram cortados. Isso foi crucial para o desenvolvimento de novas empresas privadas, pois subsídios preservam e protegem antigas e defasadas estruturas de produção, além de impedir mudanças estruturais modernizantes na economia. O corte de subsídios enviou uma mensagem simples, clara e direta para os dinossauros industriais da era soviética: comecem a trabalhar produtivamente ou morram.

Como mostraram os acontecimentos subsequentes, a maioria optou por começar a trabalhar.

Simultaneamente, várias estatais foram privatizadas: ou elas foram retornadas para seus proprietários originais (que as tiveram confiscadas durante o socialismo), ou foram vendidas para investidores estrangeiros ou foram privatizadas por meio do sistema de vouchers (as ações majoritárias eram vendidas em leilão para um único proprietário, e as ações minoritárias eram adquiridas via vouchers por vários pequenos investidores).

Digno de nota é o fato de que todos os bancos estatais foram privatizados. E os bancos privados recém-surgidos que apresentaram dificuldades financeiras não foram socorridos. Como resultado, a Estônia tem hoje o sistema bancário mais eficaz dos bálticos e menos protegido e corrupto do que o dos países da União Europeia.

Livre comércio

Pelo mesmo critério, a Estônia reduziu as tarifas de importação, bem como as barreiras não-tarifárias, além de efetivamente abolir todas as restrições às exportações. Isso, na prática, tornou o país uma zona de livre comércio.

O objetivo principal de se criar uma zona de livre comércio — além de permitir acesso fácil e barato a produtos que aumentam o padrão de vida da população — foi a constatação, segundo Mart Laar, o primeiro-ministro da época, de que tarifas protecionistas favoreciam exclusivamente os setores mais politicamente organizados, e pioravam a vida de toda a população, exatamente quem mais carecia de acesso a produtos bons e baratos.

Essa política de abertura comercial se comprovou altamente bem-sucedida, estimulando a concorrência, obrigando a um aumento da eficiência das empresas estonianas, e impulsionando o crescimento econômico e a reconstrução do país. A abertura comercial — em conjunto com a desregulamentação econômica, com a moeda estável e com um governo restringido — fez com que várias novas empresas estrangeiras se estabelecessem na Estônia, as quais abriram novas fábricas voltadas para a exportação.

Obviamente, a abertura às importações e a chegada de empresas estrangeiras geraram vários protestos contra, os quais sempre invocavam a "soberania nacional". Entretanto, tão logo os primeiros resultados positivos dessa abertura foram sentidos, a reversão dessas reformas se tornou muito mais difícil. Abertura comercial sempre será politicamente impopular, mas ninguém irá alterar um sistema que esteja funcionando.

Investimentos estrangeiros

Para uma economia em transição, como a Estônia, atrair investimentos estrangeiros era uma alternativa muito superior a pedir empréstimos para instituições internacionais, como Banco Mundial e FMI. Ajuda internacional sempre gera o risco de perpetuar o atraso de um país, pois ela normalmente consiste de tecnologia obsoleta e conselhos arcaicos, os quais não têm utilidade para ajudar países modernos. Ao recorrer a ajudas internacionais, países em desenvolvimento perdem a oportunidade de usar seu relativo atraso como mola propulsora para o desenvolvimento.

Como disse o primeiro-ministro da época, "não queremos ajuda, mas sim livre comércio".

Ato contínuo, foi aprovada uma lei sobre a venda de terras, a qual garantiu segurança jurídica para todos os investidores estrangeiros, pois agora sua propriedade estaria protegida por lei. Ao mesmo tempo, todos os privilégios especiais concedidos a alguns poucos e específicos investidores estrangeiros foram abolidos. O fim desse favorecimento explícito estimulou todos os tipos de investimentos. Rapidamente, já entre 1993 e 1994, a Estônia deixou de ser um lugar praticamente desconhecido no mundo e se transformou em uma meca para os investidores estrangeiros. A partir dali, os investimentos estrangeiros no país — os quais traziam capital e tecnologia extremamente necessários — só fizeram crescer anualmente.

Como resultado, a Estônia recebeu mais investimento estrangeiro per capita na segunda metade da década de 1990 que qualquer outro país do Leste Europeu e da Europa Central. Esse amplo influxo de investimento estrangeiro criou novas oportunidades de empreendimento, novos empregos, reconstruiu novas fábricas, trouxe novo conhecimento e novas tecnologias, e tornou a Estônia mais moderna e mais competitiva.

As consequências

Moeda forte, abertura comercial, governo restringido e com orçamento equilibrado, baixos impostos, e liberdade de empreendimento. Não é necessário mais do que isso para elevar um país da pobreza à pujança.

Um dos arquitetos desta agenda pró-mercado foi Mart Laar, o primeiro-ministro da Estônia durante dois períodos: 1992-1994 e 1999-2002. Laar afirmou que se inspirou no bestseller de Milton Friedman, Free to Choose, para implantar seu ambicioso plano de reformas de livre mercado.

Essas reformas pavimentaram o caminho para o incrível aumento no padrão de vida vivenciado pela Estônia desde sua independência. Hoje, a Estônia é considerada um país de alta renda pelo Banco Mundial, sendo membro da União Europeia e da zona do euro (a Estônia saiu do Currency Board e adotou diretamente o euro em 2011). O poder de compra dos estonianos aumentou 400% desde as últimas décadas, não obstante o severo impacto que a crise financeira de 2008 teve sobre as economias bálticas.

Evolução do PIB per capita da Estônia, em termos de paridade do poder de compra

A Estônia está hoje no topo da lista dos países com maior liberdade econômica. As finanças do governo demonstram uma invejável saúde, como mostra o fato de que a dívida pública é de apenas 9,5% do PIB. Em termos de mercado de trabalho, a taxa de desemprego da Estônia é de 5,3%, bem abaixo da média da União Européia. Finalmente, seu eficiente e atrativo sistema tributário (alíquota única de 20% sobre o lucro das empresas [no Brasil, essa alíquota chega a 34%], sendo que os lucros não distribuídos não são tributados) colocou a Estônia como centro mundial das empresas de alta tecnologia, impulsionando o investimento estrangeiro e o crescimento econômico.

Adicionalmente, a expectativa de vida subiu de 66 anos em 1994 para 77 anos em 2016.

Quando comparada às outras ex-repúblicas soviéticas, o progresso da Estônia é ainda mais surpreendente. Em termos de paridade do poder de compra, a Estônia está à frente de países como Rússia e Letônia, e bem acima da renda média. A figura é similar quando se recorre a outros indicadores, como expectativa de vida ou taxa de mortalidade infantil, em que a Estônia mostra que o progresso econômico tem um impacto real sobre o padrão de vida das pessoas.


Comparativo do PIB per capita da Estônia com outros países, em termos de paridade do poder de compra

A Estônia é o exemplo vivo de que o progresso humano está intrinsecamente ligado à liberdade econômica. Entretanto, há muitos outros. Países que há não muito tempo eram extremamente pobres estão abandonando o atoleiro do subdesenvolvimento e abraçando a prosperidade graças ao capitalismo. A receita para o crescimento econômico e para o progresso é bem conhecida.

A única coisa que podemos fazer é difundir as idéias de modo que todos os países ainda atrasados tenham a oportunidade de melhorar seu padrão de vida, assim como fez a Estônia no inicio da década de 1990.

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Leia também:

Os países bálticos e seu exemplo de recuperação robusta

Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo

O crescimento econômico é fácil e natural - basta o governo permitir

57 votos

autor

Luis Pablo De La Horra
é graduado em inglês e mestre em finanças. É membro da Foundation for Economic Education e do Institute of Economic Affairs.


  • Vinicius Costa  18/05/2018 16:02
    Esse fenômeno é tão amplamente conhecido que chega a ser incompreensível que os países mais pobres ainda não o tenham adotado. Vide a América Latina.
  • Lel  18/05/2018 16:31
    Não é. O sistema educacional básico e o ensino superior criaram uma realidade paralela dentro da cabeça da maioria das pessoas. Não é atoa que existem tantas pessoas no Brasil e no mundo que continuam votando em candidatos como Lula.
  • cmr  19/05/2018 16:07
    Não é atoa que existem tantas pessoas no Brasil e no mundo que continuam votando em candidatos como Lula.

    Então concluí-se que o problema é a democracia; que é a ditadura da maioria, maioria esta composta sempre pelos imbecis.
  • anônimo  19/05/2018 21:17
    Você ao menos Suíça?
  • Sandro Medeiros  18/05/2018 17:15
    Não adotam pq os governantes dos países pobres não estão preocupados com o desenvolvimento da nação, e sim em manterem-se no poder (ou aumentá-lo). Desenvolver uma nação significa dar poder a cada cidadão para que ele se desenvolva sozinho e juntos comporão o 'status quo' do país. Além do quê, podem sempre culpar o "imperialismo americano" como o responsável por suas mazelas...
  • Marcelo Gurgel  18/05/2018 19:03
    Resposta perfeita. É exatamente isso!
  • Sempre Mais do MESMO  19/05/2018 15:25
    .
    PERFEITO, Sandro Medeiros, ABSOLUTAMENTE PERFEITO!!!

    Há pessoas que querem viver do trabalho e pessoas que sabem, ou acreditam, que somente conseguirão viver do Poder.
    É fato que aqueles que se dedicam à política como meio de vida são exatamente pessoas muito ambiciosas que não reconhecem em si a capacidade de enriquecer, tanto quanto querem, através do trabalho. Seja por saberem-se preguiçosos ou absolutamente incapazes (ou ambos, na real totalidade). É fato que alguns se dedicam à política para manterem aquilo que foram capazes de criar, mas estes vão para a política como meio e não como fim para suas ações.

    Ora, quem tem a pretensão de viver do Poder e não do trabalho não esta se importanto em criar valor para a população, mas sim preocupado com os melhores ardis para enganar e corromper a população que pretende dominar e EXPLORAR.

    Ou seja o político profissional é sempre um sujeito que se percebe um INÚTIL. um INCAPAZ de viver honestamente tanto quanto é um sujeito extremamaente ambicioso seja por riqueza seja por Poder. São tipos que apreciam o Poder como AUTOAFIRMAÇÃO, dado o conceito que tem de si ele almeja compensa-lo impondo sua vontade e mesmo humilhando os demais a fim de convencer-se ou convencer o meio de sua desejada "superioridade".

    George Orwell foi perfeito ao perceber que a aferição do Poder se dá pela IMPOSIÇÃO de CONTRARIEDADES, pois fazer-se obedecer mesmo impondo desfavor é a forma de aferir o Poder ou domínio que tem sobre os OBEDIENTES.

    É exatamente por isso que os políticos JAMAIS farão qualquer coisa que beneficie a população. JAMAIS!!! ...não é este o objetivo deles, mas simo Poder.

    Beneficiar a população em geral implica em reduzir o próprio Poder e, principalmente, reduzir o próprio ganho material imediato.

    Uma população com grandes contingentes de miseráveis e frustrados com o próprio padrão é a melhor forma de MATER o PODER e ENRIQUECER: terá populações subservientes e ansiosas por migalhas, além de ignorantes e sem ânimo para pensamentos de longo prazo.

    Repare-se que a medida que houve ganhos de produtividade os governos se dedicaram a aumentar suas despesas com INUTILIDADES:

    - Os governos apassaram a patrocinar o meio artistico concedendo-lhes verbas e privilégios fiscais. AO custo de tomar impostos de uns e emprega-los na alegada "CULTURA" (matando 2 coelhos numa cajadada só).

    - Os governos passaram a patrocinar OUTROS PAÍSES cheios de miseráveis mesmo que no PRÓPRIO PAÍS eles existissem (e existem). Assim procedendo APENAS PARA MANTER a POBREZA LOCAL.

    - Os governos, ao verem os ganhos de produtividade se viram induzidos ao DESPERDÍCIO DELIBERADO da CARGA TRIBUTÁRIA. Assim empobrecendo os que produzem BENS e SERVIÇOS ÚTEIS (riquezas) ao TOMAR riqueza de uns para patrocinar INÚTEIS:

    ...tais como os GIGOLÔS da POBREZA, salvadores de tartarugas, salvadores da "mãe terra", "filantropos" que se enriquecem com ONGs caridosas, salvadores do mico leão dourado e tantas "pesquisas" inúteis quantas podem inventar para ESTERILIZAR CAPITAL.
    ...Também desperdiçam com financiamentos de ENTIDADES até INTERNACIONAIS INÚTEIS que em nada contribuem para a difusão de riqueza, MAS SOMENTE COM CONSUMO de RIQUEZA OBTIDA VIA IMPOSTOS. Como por exemplo ONU, OEA, Anistia Internacional, WWF, Green Peace e INÚMERAS ORGANIZAÇÕES de PARASITAS que APENAS CONSOMEM RIQUEZA SEM NADA PRODUZIR de útil.
  • JP  15/08/2018 17:21
    Há um porém, como sempre. Feliz da Estônia por ter conseguido esse modo de vida. Mas por exemplo a Romênia passou pela mesma tragédia e veja como está hoje, basta acompanhar na mídia. Outro exemplo, a própria Rússia pós-privatizações, mudança da KGB para FSB e subida do Putin ao poder.

    Se há mudança política na superfície, mas os agentes políticos continuam atuando sob outra nomenclatura mas com a mesma mentalidade comunista/socialista com certeza o ambiente econômico de livre mercado e de livre-iniciativa não irá prosperar.
  • Viajante  18/05/2018 16:05
    Grande artigo e ótima leitura sobre a Estônia. Estive lá em 2016 e achei o país sensacional. O povo foi surpreendentemente receptivo (esperava uma frieza russa). Tallinn é limpa, organizada e muito civilizada. E segura. E pujante (bem mais que eu imaginava).
  • Mochileiro  18/05/2018 19:02
    Perfeito! Fora a beleza das mulheres. Que país!!!
  • Mais Mises...  15/08/2018 17:37
    Bota belas mulheres nisso... Ai..ai... que boas lembranças..!!! kkkkkk
  • brunoalex4  18/05/2018 16:06
    Imaginem um choque "estoniano" aplicado no Brasil? Nosso país ia decolar!
  • D. Reis  18/05/2018 16:08
    Estive na Estonia em setembro de 2014. Foi um período curto (6 dias) na capital, mas que pude perceber algumas coisas bem interessantes neste país báltico:

    - Achei a capital um local seguro, a ponto de eu ver muitas crianças da capital (Tallin) pegar transporte público desacompanhadas.

    - Supermercados que não devem em nada a um supermercado alemão, canadense ou até mesmo a um americano. Estranhamente o biscoito OREO não caiu no gosto dos estonianos.

    - Nos supermercados, o próprio cliente é que pega o tipo de pão, embrulha, pesa e precifica. Achei isto o máximo. :-)

    - Facilidade em abrir uma empresa, principalmente uma consultoria ou uma start-up de TI.

    - Apesar de lá ter um dos salários mais baixos da Europa, o custo de vida é baixo, ou seja, um sujeito que consegue ganhar 800 euros por mês (descontados dos impostos), consegue muito bem pagar aluguel, pagar contas básicas, comprar comida, e ainda fazer uma poupança.

    - A demanda de oferta de trabalho especializado é alta, e algumas empresas auxiliam o trâmite de imigração, e também a burocracia para aluguel.

    - A Estonia possui uma ótima rede 4G (depoimento da recepcionista do hotel, me confirmando a cobertura de quase 100% e a qualidade), pois tem a livre concorrência de 3 empresas de Telecom (EMT, Tele2, Elisa).

    - O país apesar de pequeno em tamanho e população, tem vastas florestas e muito área verde para os habitantes locais. E o ar é mais limpo que muita cidade do Brasil.

    - A Torre Tallin, construção soviética para os jogos de 1980, hoje é privatizada, e uma das atrações do turismo local. O seu defeito ao meu ver, é estar distante do centro da cidade.

    - Os estonianos se orgulham de ser um país conectado, não só por conta do Skype, mas também porque muitas serviços públicos e particulares podem ser solicitados via internet (inclusive o voto) e unificados em um só documento de identidade.

    Gostei muito do país, e recomendo como uma das possibilidades de viver e trabalhar na Europa.
  • José Henrique  18/05/2018 16:14
    É por isso que sempre admirei a pequena Estônia. Um dia ainda debandarei para Tallinn!!!
  • Tannhauser  18/05/2018 16:15
    Alguém sabe me dizer por que a população da Estônia caiu de 1,5 milhão para 1,2 milhão entre 1990 e hoje?

  • Pedro  18/05/2018 16:25
    Muita gente caiu fora de lá tão logo o socialismo acabou e as fronteiras foram abertas. Fizeram o racional: entre esperar para ver o que vai acontecer ou cair fora imediatamente (vai que o regime é reimplantado e as fronteiras voltam a ser fechadas?), optaram por esta última.

    Ademais, a taxa de fecundidade é muito baixa. Morre mais gente do que nasce.

    pt.wikipedia.org/wiki/Demografia_da_Est%C3%B3nia#Nascimentos_e_mortes

    O que é realmente impressionante é que o país tenha crescido mesmo com essa queda populacional, o que mostra que sua mão de obra é extremamente produtiva.
  • Derval  18/05/2018 19:47
    Isso e uma eventual redução na taxa de natalidade, além de fronteira fechada pra milhões de "imigrantes"...
  • Nalbert  18/05/2018 16:16
    Terra de Arvo Pärt, um dos maiores compositores eruditos (música clássica) do século XX. Viveu sob regime soviético, mas continuou firme, sendo inovador e compondo grandiosas músicas e sinfonias. Gênio.

    pt.wikipedia.org/wiki/Arvo_P%C3%A4rt
  • FL  18/05/2018 16:17
    Estranho, ainda não apareceu nenhum sábio falando que "no Brasil isso não funcionaria, pq o território é grande, pq a cultura do povo é isso ou aquilo, pq o editor do Mises uma vez atravessou a rua fora da faixa, pq o pobre paulista peida no elevador e pede fim da corrupção" ou qualquer outra pérola.
  • Pobre Paulista  18/05/2018 16:52
    Ei, pare de difamar fake new sobre mim.

    Eu nunca pedi o fim da corrupção, pois sei que isso é impossível.
  • Pobre Catarinense  19/05/2018 05:15
    Hahahaha!

    Flatulento!
  • Pobre Mineiro  19/05/2018 16:19
    Não; no Brasil isso não funcionaria, pois é um país muito grande.

    Antes de tentar qualquer coisa do tipo aqui, teríamos que fragmentar essa porcaria de país em vários países menores.
    Eu sugiro transformar cada estado da federação em um país totalmente independente.

    Feito isso, aí sim podemos sonhar com a implementação de políticas estonianas aqui. (que só alguns poucos dos novos países as implementariam de fato). Até lá, como um bom pessimista, digo que sonhar com isso aqui no Brasil é coisa de alienando.

    Bons sonhos, ooppss!!! o despertador já está tocando, hora de acordar e ir trabalhar para sustentar a república democrática.
  • Xenon  18/05/2018 16:45
    E se um panaka aparecesse dizendo essa asneira ia sair correndo ouvido balalaica.
  • Cristiane de Lira Silva  18/05/2018 17:15
    "E os bancos privados recém-surgidos que apresentaram dificuldades financeiras não foram socorridos."

    Sério? E eu pensando que só a Islândia fazia isso.
  • Imigrante  18/05/2018 17:24
    Olha aí o Mises Brasil indicando mais um país para imigrar, escolham rápido seus destinos, chegaremos em breve na mesma condição da Venezuela.
  • Ademir Hanusch  19/05/2018 07:13
    Um país só não cresce porque todo mundo quer mamar nas tetas da República um país onde os jovens só pensam em se encostar numa estatal e não precisar produzir. Simplesmente chegar o fim do mês e receber. Como poderá isso dar certo? Se não houver empresas que geram impostos não há possibilidade alguma de sair do atoleiro. A falta de empreendedores é o grande motivo da estagnação, jamais um povo preguiçoso como o brasileiro que fica parado horas assistindo futebol e novelas vai ter cabeça para enxergar o erro que está cometendo.
  • William Meier  22/05/2018 06:18
    "O corte de subsídios enviou uma mensagem simples, clara e direta para os dinossauros industriais da era soviética: comecem a trabalhar produtivamente ou morram."
    "Como mostraram os acontecimentos subsequentes, a maioria optou por começar a trabalhar."

    O povo é preguiçoso quando o governo impõe isso. Se deixar o futebol e as novelas de lado e ir trabalhar for a única forma de sobreviverem, eles vão fazer isso para sobreviver. Socialismo estimula as pessoas a entrarem em sona de conforto e ficarem preguiçosas.
    Como no exemplo da Estônia, o livre comércio e a facilidade de negócios atraiu muitos investidores para o país, e o povo quando não é mais bancado por um sistema capitalista vai precisar trabalhar. Dessa forma aumenta a concorrência e consequentemente a criatividade, o que por fim deve trazer desenvolvimento.
    Eu sei que com a cultura brasileira pareça difícil esse formado que a Estônia adotou funcionar aqui, mas acredito também que a implantação dele já vá causar uma certa mudança cultural
  • Jailma Viana  21/06/2018 15:40
    Caro Adenir Hanusch,
    ".. jamais um povo preguiçoso como o brasileiro que fica parado horas assistindo futebol...."
    Te entendo perfeitamente. Este "sch" aí no teu sobrenome, creio, indica a tua origem germânica. E como tal é amante do trabalho árduo (louvável) e é quase certo que também gosta de obedecer ordens superiores (se é o caso, nem tão louvável).
    Eu, brasileira, me declaro preguiçosa, avessa ao trabalho, assisto novelas, gosto de futebol, cachaça e cerveja. E sabe lá o que mais. Jamais prestei concurso e não tenho emprego público. E graças a minha atitude recebo minha quota de miséria. Não me queixo. Até mesmo porque, como disse, faço aquilo tudo que relatei acima. Tecer o meu ócio me dá um prazer infinito. Ter ciência que o imposto que sou obrigada a pagar ao governo é só da minha cerveja me traz uma felicidade imensa. (eu penso assim, devo pagar mais impostos em outras coisas, mas não fiz as contas). Me declarar isenta de IR, diria que é quase orgástico. Não ter nenhuma empresa neste mar de burocracia me deixa leve, livre e solta. Enfim, em um país sem futuro, qual é a lógica de trabalhar duro e pagar a metade da minha renda para o pessoal de Brasília. Viva a preguiça! Tudo que prejudica a minha preguiça prejudica o meu trabalho! Tá vendo, alem de preguiçosa ainda fico plagiando poeta gaúcho).
    Um forte abraço!
  • Raquel  21/06/2018 15:57
    Empreender no Brasil é tarefa imensa,ainda mais pra quem é pobre.Basta ver a quantidade de gente que trabalha na informalidade.Conheço muita gente que gostaria de se formalizar,e nao consegue.
    Eu não sou funcionária pública,porém na minha família todo mundo é,e entendo o porque as pessoas optam por esse caminho.O Estado leva as pessoas a quererem esse caminho.
    Reduza o tamanho do Estado,reduza ao máximo os tributos,acabe com as regulamentações,e vai ter muita gente querendo empreender.Eu sou uma dessas.
  • Wendel  18/05/2018 18:19
    Belíssimo Artigo. Estava faltando falar da Estônia. Conferi também o de Singapura e o de Hong Kong.
  • Liux  18/05/2018 18:28
    Só uma curiosidade, pelo que eu me lembre o Marco Alemão deixou de existir, como a moeda está ancorada hoje?
  • Carlos  18/05/2018 18:37
    O marco alemão virou o euro, meu caro
  • Andre  18/05/2018 18:48
    O marco alemão em espécie ainda é aceito pelos bancos alemães e até alguns estabelecimentos, que o converte em euros, é comum achar algumas destas moedas em bolsos de paletós esquecidos em sótãos, cofrinhos e casas vazias de idosos que faleceram e as famílias demoraram muitos anos para fazer a limpeza do local.
    A Estõnia usa o euro desde 2011.
  • Rosana  18/05/2018 19:32
    Morei na Estônia por 6 anos, de 2011 a 2017 e gostaria de acrescentar alguns dados sobre o país: é um dos países menos religiosos do mundo; o aborto é permitido; a criminalidade é irrisória (chega a passar mais de mês sem homicídios); em Talin, a capital, o sistema de transporte público é gratuito para todos os residentes, mas os estacionamentos públicos ou privados são todos pagos - ou seja, quem quiser usar ônibus não paga, mas quem quiser usar carro, paga; a coleta de lixo é um serviço terceirizado e pago, mas todo supermercado aceita latas e garrafas plásticas para reciclagem e dá um voucher por elas - o que faz com que todo mundo leve suas garrafas pra reciclar, já que diminui a quantidade de lixo cuja coleta será cobrada e ainda diminui a conta do supermercado; a licença ao ter filhos lá não é licença maternidade, é licença parental - o casal decide quem vai tirar, e como dura 18 meses, podem até se revezar; os partos são quase sempre normais, cesárea é a exceção; as gestantes são acompanhadas por profissionais da área médica (Ämmaemand) específicos para cuidar de gravidez, parto e amamentação - não são médicos nem enfermeiros, é uma classe profissional específica e de formação mais curta e mais barata para o país, porém mais focada, que a de um obstetra; o sistema de saúde público é eficiente e barato - não existem hospitais particulares, porque os públicos são bons, porém existem clínicas particulares, em geral com vagas para o mesmo dia; existem médicos de família, e cada residente tem o seu e sabe seu telefone; também não existem escolas particulares (exceto as escolas internacionais) porque o sistema público é excelente; quase todo estoniano fala ao menos outras duas línguas, que aprendeu na escola pública - alguns chegam a falar 4 línguas estrangeiras, pois a escola se adequa às capacidades dos alunos; por fim, a carteira de identidade tem um chip que serve para quase tudo: tem todos os dados que o cidadão vai precisar, então ninguém precisa preencher formulário nem qualquer burocracia: basta passar o chip e todos os dados necessários são coletados, sejam no médico, que tem acesso a todo o histórico clínico do indivíduo via carteira de identidade, seja ao abrir uma conta em um banco ou ao registrar um filho, casamento, etc. Nenhuma burocracia na estônia leva mais de um minuto e o preenchimento do imposto de renda é automático e feito pelo(s) banco(s) onde o indivíduo tem conta(s).
  • Pedro  18/05/2018 21:31
    O transporte "público" de Tallinn é totalmente pago pelos turistas. E o preço da passagem cobrada dos turistas é bastante caro, criando assim o chamado subsídio cruzado (ou "subsídio turístico").

    Tallin é do tamanho de Jundiaí, só que recebe mais turistas do que o Brasil inteiro por ano. Assim, há uma situação bastante diferente daquela que os defensores do passe livre defendem. A tarifa de ônibus não é subsidiada por impostos, mas sim por milhões de turistas.

    É bastante duvidoso que esse subsídio turístico funcionaria no Brasil, pois simplesmente não temos essa quantidade toda de turistas. Aliás, poucas cidades do mundo se enquadram na categoria de Tallin: tamanho reduzido e grande número de turistas em relação a população.

    Pensando nas cidades médias brasileiras, nenhuma consegue chegar nem perto desse sistema. Jundiaí, por exemplo, é bem menos interessante que a cidade medieval de Tallin.
  • Sílvio  18/05/2018 21:35
    Ou seja, as leis econômicas valem do mesmo modo, seja no Brasil, seja na Cochinchina, ou melhor, na Estônia. Transporte público gratuito é um embuste, há sempre alguém pagando pelo serviço. Sempre. Fato é que uns são onerados para bancar a boa vida de outros.
  • Tulio  18/05/2018 21:37
    E mesmo para os habitantes locais não é gratuito, não. Um smartcard custa 2 euros para os residentes locais. Isso dá 9 reais, muito mais caro que em São Paulo, por exemplo.

    www.eltis.org/discover/news/one-year-free-public-transport-tallinn-estonia-0
  • Rosana  19/05/2018 03:46
    Eu não creio que o sistema de transporte público de Tallin seja financiado pelos turistas. O turismo é grande, sim, mas muito concentrado na parte medieval (Old Town), que pode ser cruzada a pé (e não passa nem ônibus lá dentro, as ruas são estreitas). Agora, de fato, there is no free lunch; o que acontece lá é que parte expressiva do imposto de renda é revertida para a cidade onde a pessoa é registrada como moradora e, até poucos anos (até 2013, eu acho) muita gente morava em Talin mas optava por não trocar seu lugar de registro original, para manter a renda da sua cidade de origem (em geral pequena e onde ainda tinha família). Assim, boa parte da renda que Talin poderia receber ia para outras cidades. A iniciativa de oferecer transporte gratuito para residentes envolve o registro da residência em Talin, e essa renda extra viabilizou a oferta do serviço. Participei das palestras iniciais desse sistema gratuito, e, segundo os palestrantes, boa parte do sistema de transportes já era subsidiado quando o transporte era pago, de modo que o custo extra de oferecê-lo totalmente de graça seria mais que compensado pelo incremento da receita com os registros; também deixaram claro que era uma tentativa e que, se não fosse compensador, retornariam ao sistema pago. Creio que tenha dado certo, já que o sistema segue em vigor.
  • Arquette  19/05/2018 14:35
    "Eu não creio que o sistema de transporte público de Tallin seja financiado pelos turistas."

    Minha querida, não é questão de você achar ou não. É uma questão de realidade.

    Public transport has been fare-free for Tallinn residents since 1 January 2013, making Tallinn the first European capital abolishing fares for city residents.[…] In spite of this, the public transport network is not completely fare-free, as fares continue to be charged to non-residents (including tourists and visitors) to the city.

    en.wikipedia.org/wiki/Public_transport_in_Tallinn#Tickets

    E não tem nada disso de "imposto de renda ser usado para subsidiar transporte municipal". E nem faria sentido. Imposto de renda é de competência federal, sendo que transporte público é de competência municipal.

    Eu ainda preciso entender essa mania do brasileiro de pensar que aquilo que ele "acha" é que é o que realmente ocorre no mundo.
  • Bruno Rangel  20/05/2018 12:58
    Salvo engano, o depoimento da Rosana e de quem morou 6 anos la e nao de quem pesquisou no wiki. Pode ter alguns equivocos? Sim; mas creio que sua reacao e desproporcional. Ademais, a menos que tenhamos competencias tributarias absolutamente iguais entre Brasil e Estonia, nada impede um sistema tributario diferente do que acompanhamos por aqui. Alias, se ha tanta diferenca, entre os paises em questao, pq seus servicos e tributos teriam que ter a mesma estrutura??? Desculpe a falta de acentuacao e alguns caracteres.
  • Jailma Viana  21/06/2018 16:39
    Caro Arquette,
    Creio que você interpretou equivocadamente o que a Rosane escreveu. Ela não contestou o fato de que os turistas pagavam a passagem e os residentes não.
    Ela colocou em dúvida de que o financiamento de todo o transporte público da capital da Estônia fosse feito pelos turistas através do pagamento da passagem. O que é bem razoável.
    O pagamento da passagem bem pode financiar apenas uma parte do sistema público de transporte. Foi a isto que ela se referiu.
    O que você pinçou da Wikipedia menciona apenas a " fare""(färe: the sum paid or due for transportation. Webster's Dictionary) Que é o pagamento da passagem. Nada sobre o financiamento total da atividade.
    Abraços
    Em tempo. Seria ótimo que as pessoas que aqui trazem (as vezes até com sua experiência pessoal) valiosas informações, elevando o debate e visivelmente de boa vontade, não fossem contestadas com grosserias.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  21/05/2018 15:44
    Deixe a minha amada cidade de Jundiaí fora disso...claro que não tem comparação !!

    Ela é pequena, meio provinciana, mas eu adoro esse buraco !!!

    Quer confusão é ?!
  • William  19/05/2018 14:59
    Rosana muito obrigado pelo seu comentário, foi enriquecedor. Minha esposa e eu estamos em busca de um lugar para emigrar do Brasil, pois só louco vive aqui, nem eu e ela temos descendência européia ou profissões muito especializadas em alta demanda no mundo desenvolvido, vou considerar a Estônia em minhas pesquisas graças ao seu comentário, não se importe com os detalhes que estas pessoas estão sobrevalorizando, pessoas como eu, desesperadas para sair daqui precisam muito de informações como estas que compartilhou para encontrar um lugar decente para viver e cuidar da família.
  • PABLO VINICIUS OLIVEIRA SILVA  18/05/2018 21:57
    Além da Estônia poderiam falar também sobre o modelo econômico da Geórgia, Letônia e Lithuânia que assim como a Estônia também são ex repúblicas soviéticas e apostaram numa economia mais livre.
  • Cristiane de Lira Silva  19/05/2018 14:52
    E por falar em Islândia, se tem um país que é realmente uma utopia feminista é ele! As donas de casa participam das greves pelos direitos das mulheres e há muita igualdade de gênero nos costumes. Empresas devem pagar o mesmo salário para homens e mulheres na mesma função ou são punidas pelo governo. Que pena que a gente não escolhe em que país nascer. Eu teria escolhido nascer lá e lá viveria para sempre. É um país gelado ( essa parte é um saco), mas diante de tantas vantagens e de ser um paraíso feminista vale muito a pena!

    E ainda se recuperou super rápido da crise de 2008!!!
  • Pobre Mineiro  19/05/2018 16:24
    E você deseja viver em uma "utopia feminista" ?.
    Vocês mulheres merecem mesmo o feminismo, só não vale chorar depois quando a conta chegar.

    Utopias cobram preços muito altos, muito além do que elas valem.
  • Um Cão  20/05/2018 09:52
    Parece que você é nova nos conceitos da escola austríaca. Sem problemas.

    Sugiro ler este artigo:

    Como o feminismo se equivoca em relação ao capitalismo
  • Cristiane de Lira Silva  20/05/2018 19:58
    Esse eu já li. Inclusive foi uma crítica que achei excelente (normalmente elas são péssimas, vem com argumentos religiosos ou "evolucionistas"muito duvidosos...) A questão é que eu não me importo muito com essa de que o governo vai interferir ou não na vida do patrão para este caso. Nesse problema específico de mulheres ganharem menos porque precisam cuidar da família como faltar pra ficar com um filho doente eu não acho legal descontos no salário. A responsabilidade pelo cuidado da família ainda recai na mulher. Isto está mudando, na Islândia já mudou muito, mas ainda será assim por algum tempo.
    Eu gostei do texto, mas não concordei com todos os pontos. Não sei se é tão verdadeira assim essa história de que as mulheres em liderança acabam assumindo menos responsabilidades que os homens, por exemplo.

    Que mulheres prefiram profissões relacionadas ao cuidar é muito esperado. Quando crianças elas recebem bonecas e reforços para os comportamentos ditos "femininos". Não acho isso necessariamente ruim desde que se reforcem outros qualidades também. O que não entendo é o porquê dessas profissões relacionadas ao cuidar serem tão desvalorizadas.

    De qualquer modo, com exceção deste rexto, o Mises continua muito ruim em críticas ao feminismo.

    Fiquei feliz pela Islândia ter deixado os bancos se ferrarem. Quero ver como vai agir na próxima crise.
  • Cristiane de Lira Silva  20/05/2018 20:07
    Mas o orgulho maior é por tudo o que as mulheres andam fazendo por lá.
  • Luiz Moran  20/05/2018 21:24
    Cristiane de Lira Silva, se você realmente apóia a "causa feminista", então deveria organizar uma expedição junto com algumas conhecidas que comungam da mesma cegueira, e partir para uma república islâmica (é só escolher, há várias). Chegando lá, se organizem e passem a praticar o ativismo feminista, as mulheres-escravas muçulmanas agradecerão.

    Boa sorte !

    Ah! já ia me esquecendo: cuidado para não perder a cabeça...
  • Felipe Lange  20/05/2018 01:04
    Leandro, agora que o FED está subindo continuamente os juros, será que eles estão finalmente no fim do ciclo econômico e a bolha estoura de vez? Que cenário econômico você esperaria para o Brasil diante disso? Sabe-se que o dólar está a quase 4 reais.
  • ed  20/05/2018 01:43
    Ao se implementar o currency board, extinguem-se as reservas fracionárias? Caso positivo, imagino que os bancos que estão por cima da carbe seca façam lobby para evitar que este tipo de idéia seja aventada, não?
  • Murphy  20/05/2018 14:55
    Currency Board não tem nenhum poder regulatório sobre o sistema bancário. O Currency Board não é um banco central. É simplesmente uma agência que funciona como uma casa de câmbio. Logo, as reservas fracionárias continuam normalmente.
  • Minarquista  21/05/2018 21:48
    Caros:

    O argumento principal do texto é que a liberdade econômica é a causa a riqueza das pessoas. Fiz sobre isso um exercício interessante: baixei a planilha de dados do heritage.org de 2017 - que mede justamente a liberdade econômica dos países do mundo.
    Correlacionei a coluna de GdpPPP (Pib Per Capita em Paridade de Poder de Compra) com diversas variáveis da mesma planilha, como tamanho do pib, crescimento, etc...
    A variável que obteve maior correlação com o GdpPPP foi a pontuação de liberdade econômica: 60% positiva.
    Notem que correlação varia de -100% a +100%.
    Nenhum outro fator chegou nem perto da correlação positiva que foi obtido com o score de liberdade. E notem que as demais colunas são: população, pib total, crescimento do pib, crescimento do pib nos últimos 5 anos, desemprego, inflação, investimentos estrangeiros diretos e dívida pública. Nenhum desses fatores se correlacionou de forma significativa com o GdpPPP, nem negativamente, nem positivamente.
    Sei que correlação não significa necessariamente causa e efeito. A relação pode muito bem ser inversa, ou os dois fatores podem ser consequência de um terceiro, ou ainda: pode ser apenas coincidência.
    Mas essa forte correlação é, no mínimo, um grande indício de que liberdade econômica enriquece as pessoas.

    E porque a correlação não foi ainda maior? Há uns poucos países em que o petróleo gerou muita riqueza para uma população pequena. Apesar da maioria desses países ser bastante livre, eles pulam algumas posições para a frente por causa do petróleo...

    []s
  • pedro frederico caldas  22/05/2018 00:08
    Vale notar que a Estônio é o único país do mundo cuja energia é toda gerada a partir do shale (xisto betuminoso) de que o país é rico. Isso dá uma grande vantagem comparativa. Além de ter um custo de energia menor, não dispende divisas com a importação de petróleo.
  • Diones  22/05/2018 00:30
    Não é totalmente verdade. A Estônia ainda é dependente do gás russo, que pelos últimos dados estava em 10% do aparato energético do país.

    Portanto, acho ingênuo atribuir o aumento do PIB da Estônia a este tipo de commodity.
  • Kira  16/08/2018 17:38
    É completamente ingênuo, para não dizer retardado e místico, atribuir toda a complexidade de riqueza de uma nação a um recurso natural ou mineral qualquer. É como achar que toda a economia de uma civilização consegue ser descrita por uma pedra filosofal ou panaceia mágica que pode fazer tudo evoluir. A riqueza dos países ricos não se dar pela panaceia de nenhum recurso natural específico. não importa se é algo ligado a setores base como energia ou combustível. Esse é o "discurso de ouro" usado por políticos para justificar protecionismos, mercantilismo e boicote até os dias de hoje.
  • Andre  22/05/2018 01:11
    Na Europa ser energeticamente independente vale ouro, já que as opções são importar da democradura russa ou importar caro pela via marítima.
  • Eduardo R., Rio  22/05/2018 03:46
  • J Edimar  22/05/2018 21:42
    Os países bálticos são os países mais livres da Europa., enquanto o Ocidente se prende ao socialismo e o Oriente se prende a burocracia.
    O único problema é fazerem parte da União Européia, e terem como moeda o Euro.
    Mais cedo ou tarde os países bálticos cederão as pressões da UE pelo socialismo.
  • Voltaire   24/05/2018 04:24
    Eles precisam da UE para sobreviver, visto que a velha Rússia pode invadir os três pequenos paraísos de liberdade por lá.
  • Emerson Luis  24/05/2018 11:31

    Leandro, uma pergunta sobre Currency Board:

    "Quando há um superávit nas transações internacionais, a base monetária doméstica aumenta; quando há um déficit, diminui."

    Essa característica do CB não gera o pensamento mercantilista "importar é ruim, exportar é bom"?

    * * *
  • anônimo  24/05/2018 14:46
    Esse pensamento nunca morreu. Aliás, segue vivo hoje, em que temos um câmbio flutuante.

    Por que ainda há histeria em relação a déficits na balança comercial?

    Não há motivos para acreditar que o pensamento seria mais intenso com um Currency Board, pois não tem como ser mais intenso do que já é.
  • Alyson Lima Vasconcelos  02/06/2018 20:27
    No caso do Currency Board, se a moeda ancora, o Marco Alemão aqui no caso, sofresse de Ciro Gomismo, os alemães passassem a imprimir dinheiro a rodo e a economia fosse para o ralo. Como teria ficado os Estonianos?

    E após a adoção do Euro, o que me parece uma péssima ideia. Como está a economia na Estonia?
  • DeusOdeia  22/07/2018 20:33
    "Entretanto, pelo menos desde a publicação do livro A Riqueza das Nações, em 1776, sabemos que instituições políticas e econômicas têm um papel decisivo nesta questão. Fatores como livre comércio, empreendedorismo da população, um arcabouço jurídico confiável que proteja a propriedade privada e impinja o cumprimento de contratos, baixa tributação, facilidade de empreender e uma moeda forte são condições necessárias para os países prosperarem."

    Porque não dizer também:"Uma mão pesada do estado e um controle autoritário, tão forte, mas tão forte quanto uma prensa hidráulica com ponta de diamante para garantir eleições DEMOCRÁTICAS livres de dois ou mais partidos?
  • DeusAma  15/08/2018 18:03
    Brasil realmente é uma potência próspera.
  • Rene  15/08/2018 19:43
    Uma dúvida que surgiu: Se um governo adota Currency Board, os bancos continuam operando normalmente com reservas fracionárias? Em caso positivo, ainda dá para firmar, que " a quantidade de moeda nacional é idêntica à quantidade de reservas internacionais"?
  • Neto  15/08/2018 21:56
    Sim para a primeira pergunta.

    Quanto à segunda, a teoria do Currency Board não afirma que a quantidade de moeda na economia é igual às reservas internacionais. Afirma, isso sim, que a base monetária é igual às reservas internacionais.

    E estas independem de reservas fracionárias.
  • Mário Freire  15/08/2018 20:52
    Fantástico!
  • gean  15/08/2018 21:05
    Sabe quando isso vai acontecer na república SOCIAL DEMOCRATA das bananas do brasil ? Nunca.

    O país é formado por gente atrasada e políticos profissionais jurássicos que vivem na década de 60 tentando implantar o socialismo/comunismo ou a social democracia ( socialismo democrático ). Daqui 1000 anos este país estará pior do que hoje.
  • Painel de promessas  16/08/2018 13:32
    Ciro Gomes - Tirar 60 milhões de pessoas do SPC;
    Alckmin - Zerar o déficit fiscal em 2 anos (Dado o histórico do homem é coisa de ficção científica);
    Bolsonaro - Zerar o déficit fiscal em 1 ano;
    Hadad - Diminuir o spread bancário.

    Pelo andar da carruagem eleitoral os candidatos estão armando estelionato eleitoral e governos inviáveis já em fevereiro de 2019, preparem-se para o caos econômico.
  • Lucas  16/08/2018 14:38
    Interessante essa do déficit fiscal.

    Como sou leigo no assunto,tem como explicar mais o menos o porquê de ser tão complicado zerar o déficit em pouco tempo ?

  • Túlio  16/08/2018 20:01
  • Estudante  16/08/2018 14:59
    Como eu me preparo pro caos econômico?
  • Painel de promessas  16/08/2018 23:21
    Estudante, seguem os passos para se preparar para o colapso econômico:

    pt.wikihow.com/se-Preparar-Para-um-Colapso-Econ%C3%B4mico

    Outro opção é emigrar fisicamente ou financeiramente. boa sorte.
  • Sérgio  16/08/2018 14:54
    Sou mais a Polônia e a Hungria, os países mais cristãos da Europa.
  • Cristiane de Lira Silva  16/08/2018 22:23
    Europa é cheia de paises cristãos com aborto legal. Quero um país cristão desses!
  • anônimo  18/08/2018 19:50
    na polonia e na hungria o aborto é proibido.
  • Karna  19/08/2018 12:42
    cheia de países """""""""""cristãos""""""""""""" kkkkkkkkk faz-me rir.
  • L Fernando  20/08/2018 01:13
    Já deveria ter existido o aborto na tua época.
  • cleidison  16/08/2018 15:59
    Painel de promessas o Ciro Gomes explicou como vai tirar os 60 milhoes do SPC, o governo vai comprar a divida dos endividados,então esses irão ficar devendo ao Estado que vai cobra a divida a juros menores, entendeu kkkk
  • Ninguem Apenas  16/08/2018 16:08
    Excelente leitura para complementar o artigo:

    jornalhoraextra.com.br/coluna/sera-que-o-educador-brasileiro-quer-mesmo-o-sistema-educacional-da-finlandia-e-da-estonia/
  • Mathias Negrão Kux  17/08/2018 03:27
    É impressão minha ou esse artigo é repetido? Acho que foi em maio que publicaram.

    www.youtube.com/watch?v=L2tv83nnyKw
  • Ombud  17/08/2018 14:36
    O editor está usufruindo (merecidas) férias de uma semaninha. Artigos inéditos serão publicados neste curto ínterim, embora com menor regularidade.

    Contamos enormemente com a compreensão de todos.
  • Mathias Negrão Kux  20/08/2018 07:22
    Sem problemas :)
  • Pepe Pereira  17/08/2018 12:25
    Taxar lucro e produção é tenso. 20% de impostos sobre o consumo ainda é alto.
  • Skeptic  23/08/2018 19:19
    Curioso que baseado no Milton Friedman tenham criado um sistema de Currency Board. Milton Friedman não era um forte defensor das taxas de câmbio flutuantes?
  • Marcos Rodrigues Bio  24/08/2018 15:02
    Você tem plena razão: eleições são decididas por maiorias e maiorias são geralmente , imbecis. Exemplos recentes, Jãnio Quadros (este um doido), Collor, Lula (2X) e Dilma incompetentes e corruptos. Getúlio Vargas foi uma personalidade polêmica e após 15 anos de ditadura (1930 a 1945) foi eleito em 1950 (teve a coragem e vergonha ao cometer suicídio). A democracia permite que pessoas abomináveis assumam o poder, mas como atribuído a Churchill: "é o pior dos regimes, excetuados todos os demais".
  • Karna  24/08/2018 17:53
    Monarquia absolutista>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
  • Pérsio   27/08/2018 13:00
    Excelente artigo!
    Talvez o Brasil tenha algo a aprender do pequeno país baltico. Pelo menos entenderia que mudanças fazer. Eu gostaria muito que o próximo presidente apresentasse a proposta de rever os benefícios do funcionalismo público. Não vejo problema nenhum em reajuste ZERO ou corte de benefícios. Mas tem que ser para todas as esferas do funcionalismo: deixar o Judiciário e os militares de fora não me parece justo.
  • Ninguem Apenas  14/09/2018 16:25
    Leandro,


    o que explica a alta inflação da Estônia atualmente?

    Está menor que a brasileira, mas ainda assim muito alta considerando que usa o euro (uma moeda mais forte), é um país mais responsável fiscalmente e bem mais livre economicamente que aqui, só que atualmente é a maior inflação da zona do euro.

    Olhei algumas notícias e os (poucos) comentaristas estão dizendo que isso é por conta da alavancagem do sistema bancário.

    Estaria a Estônia tomando o mesmo rumo da Espanha (liberdade de mercado + keynesianismo)? Será que logo podemos esperar uma reprise do que ocorreu em 2008 lá?


    Desde já agradeço!


    off: estou comentando aqui para não poluir os comentários dos artigos recentes sobre o tópico.
  • Leandro  14/09/2018 17:32
    Não estou vendo esta "inflação alta" (3,60%), principalmente quando você analisa o histórico da carestia do país e quando vê que ele acabou de sair de dois anos e meio de deflação --o que, por uma questão puramente matemática, já faz com que qualquer subida de preços seja magnificada, pois parte de uma base baixa.

    Confira aqui:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/estonia-inflation-cpi.png?s=estoniair&v=201809071126x&d1=19180101&d2=20181231&type=column
  • Ninguem Apenas  14/09/2018 18:09
    Verdade, dado o histórico do país não está muito anormal.


    No entanto, se compararmos com a Alemanha (desde 2000), Irlanda (desde 2009) e outros, uma inflação de 4% já é considerada alta.

    Não existe uma explicação do porque a inflação lá estar mais alta que o resto dos países da zona do euro?


    Por último e nem tão relacionado, mas existe algum indicador que mostra o compulsório mínimo que os bancos precisam aplicar por lei ou a taxa de alavancagem do sistema bancário ao longo do tempo e se no Trading Economics dá para consultar?


    Valeu pela resposta!
  • Leandro  14/09/2018 19:51
    Isso é perfeitamente normal em regiões geográficas distintas que utilizam a mesma moeda. Acontece também entre os diferentes estados do Brasil.

    Por exemplo, neste exato momento, o IPCA acumulado em 12 meses em São Luís (MA) é de 1,19%. Já em Porto Alegre é de 4,41%. Quase quatro vezes maior.

    Mesmo país, mesma moeda, diferentes regiões, diferentes carestias. Nada de anormal.

    Quanto a um site que compile as variáveis que você pediu, desconheço.
  • Ninguem Apenas  14/09/2018 20:20
    Entendido, vlw pela resposta Leandro.
  • Lucas  15/09/2018 21:15
    E sobre Luxemburgo ?

    Sempre que vejo listas de países mais produtivos,Luxemburgo está ali.Na saúde é a mesma coisa.Na renda per capita também.

    O que se passa por lá ?
  • Kalinka  21/10/2018 00:57
    Vostok 2018 me deixou com um certo medo de me mudar para a Estônia.


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