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Sobre a questão populacional, vários progressistas concordam com este supervilão
Seu plano supremo segue as mesmas ideias de alguns autores ambientalistas

O filme Vingadores: Guerra Infinita segue destruindo nas bilheterias mundiais, quebrando sucessivos recordes de arrecadação. Em apenas 11 dias de exibição, o filme já superou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. No momento, a arrecadação total está em US$ 1,6 bilhão. E o filme ainda nem estreou na China, que é o segundo maior mercado do mundo.

O filme mostra a luta de um time de super-heróis contra um supervilão com poderes divinos chamado Thanos. E qual o grande plano? Matar metade da população do universo. O motivo? Há muita gente e poucos recursos.

À primeira vista, isso pode parecer aquele típico plano cartunesco que apenas um vilão de histórias em quadrinhos poderia conceber. No entanto, o que é realmente assustador é que tal raciocínio é bastante semelhante às posições de vários ambientalistas do mundo atual, que não se cansam de espalhar temores infundados sobre os perigos do superpovoamento do mundo.

Thanos e Ehrlich

Vingadores: Guerra Infinita é a culminação de 18 filmes anteriores e 10 anos de trabalho dos Estúdios Marvel. O filme gira em torno de vários heróis que unem forças para impedir que Thanos, o antagonista supremo do Universo Marvel, consiga obter todas as seis "pedras infinitas". Se Thanos obtiver a posse dessas pedras, ele poderá alcançar seu objetivo supremo: a destruição de "metade de toda a vida do universo".

Thanos acredita que há recursos finitos no universo (uma ideia adequadamente insensata, considerando-se que o universo é infinito e está em constante expansão). Assim, se o crescimento populacional permanecer irrestrito, a crescente demanda por recursos irá inevitavelmente trazer devastação e ruína para todos. Reduzir a população universal à metade seria, na mente de Thanos, "não um sofrimento, mas sim uma salvação", pois seria uma medida feita para evitar a pobreza e a inanição.

A premissa é equivocada, mas é impressionante como várias pessoas aqui na terra concordam com ela.

As preocupações de Thanos são idênticas àquelas de Paul Ralph Ehrlich, professor de Stanford e guru do movimento ambientalista. Em seu extremamente influente livro, publicado em 1968, chamado The Population Bomb (A Bomba Populacional), Ehrlich previu que o rápido crescimento populacional faria com que a demanda pelos recursos finitos da terra superasse enormemente a oferta, o que resultaria no colapso de todas as sociedades.

Mais especificamente, Ehrlich previu que haveria uma enorme escassez de comida nos EUA e que "já na década de 1970 ... centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país".  Ehrlich afirmou que, entre 1980 e 1989, 65 milhões de americanos literalmente morreriam de fome, e que, até 1999, a população americana encolheria 22,6 milhões de habitantes.

Sua previsão para a Inglaterra era ainda mais desesperadora: "Se eu fosse um apostador, apostaria uma quantia substantiva de dinheiro que a Inglaterra deixará de existir até o ano 2000". (Essa previsão é especialmente divertida, dado que estou escrevendo este artigo em 2018 em um café no centro de Londres).

No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich alertou: "Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos oceanos estarão extintas. Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas por causa do fedor de peixe morto".

Em uma entrevista concedida em 1979, Ehrlich previu que "em algum momento dos próximos 15 anos, o fim virá — e por "o fim", refiro-me a um total colapso da capacidade do planeta de sustentar a humanidade".

Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico. Até hoje ele continua fazendo previsões apocalípticas, e até hoje a realidade sempre insiste em comprovar como ele sempre esteve espetacularmente errado. O que fazer quando a realidade insiste em contrariar suas previsões? Dobrar a aposta e fingir que não errou, é claro. Ainda no mês passado, Ehrlich declarou que "o colapso da civilização é uma certeza nas próximas décadas".

Previsões ruins, políticas monstruosas

Um pouco menos divertidas que as previsões erradas foram as horrendas políticas implantadas no mundo real em decorrência dos catastrofismos previstos por Ehrlich.

Embora não tão diretas quanto o plano de Thanos de exterminar diretamente metade da população mundial, é fato que as idéias de Ehrlich geraram vários abusos de direitos humanos ao redor do mundo, incluindo milhões de esterilizações forçadas no México, na Bolívia, no Peru, na Indonésia, em Bangladesh e na Índia — bem como a draconiana política chinesa de apenas um filho por casal. Em 1975, funcionários do governo esterilizaram 8 milhões de homens e mulheres na Índia. Apenas para efeito de comparação, a Alemanha de Hitler esterilizou compulsoriamente de 300 mil a 400 mil pessoas.

Desde que Ehrlich escreveu A Bomba Populacional, em 1968, a população mundial mais do que dobrou, indo de 3,5 bilhões para 7,5 bilhões. Desde 1968, as mortes por inanição acabaram, exceto nas zonas flageladas por guerras. E o consumo diário de calorias per capita aumentou mais de 30%.

Na Ásia — a região do planeta que consumia a menor quantidade de calorias e que apresentava a mais acelerada taxa de crescimento populacional em 1968 —, o consumo de calorias aumentou 40%, mais rápido que a média global.

Desde 1990, o número total de pessoas famintas diminuiu em 216 milhões, não obstante o fato de a população mundial ter aumentado mais de 1,9 bilhão de pessoas neste mesmo período.

Mais ainda: nos últimos 20 anos, a proporção da população mundial vivendo na pobreza extrema caiu pela metade. Hoje, menos de 10% da população mundial continua a viver na pobreza extrema. E uma pessoa sai da pobreza extrema a cada segundo.

Adicionalmente, mais de 80% das pessoas ao redor do mundo têm acesso à eletricidade. As taxas de mortalidade infantil, que estavam em 6,5% (65 mortes a cada 1.000 partos) em 1990 caíram para 3,05% em 2016. E mais de 80% de todas as crianças com um ano de idade ao redor do mundo já foram vacinadas contra alguma doença.

Nossos recursos vão muito bem, e estão longe de acabar

Ainda assim, alguns podem contra-argumentar dizendo que todas essas tendências positivas não invalidam o principal argumento de Ehrlich e Thanos: o de que o progresso, em algum momento, chegará ao fim, pois esgotaremos todos os recursos naturais.

Qual o problema com esse argumento? Ele ignora completamente um fator crucial: a engenhosidade humana.

O economista Julian Simon, da Universidade de Maryland, fez uma observação fundamental em seu livro O Recurso Supremo, de 1981: o cérebro humano é o "recurso supremo". Humanos sempre são capazes de inovar para contornar a escassez. Eles fazem isso se tornando mais eficientes, criando substitutos e aumentando a oferta.

A lógica é básica: se, de um lado, uma população maior significa mais bocas para comer e mais recursos sendo consumidos, de outro, também significa mais cabeças para pensar e mais mãos e pés para produzir. Quando a população aumenta, aumentam também a oferta e variedade de habilidades, tornando os processos de produção cada vez mais eficientes.

Um número maior de pessoas significa maior especialização. Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo. Cada indivíduo se concentra naquilo que ele faz de melhor; naquilo em que ele possui uma maior vantagem comparativa em relação aos outros. A divisão do trabalho se aprofunda.

E estamos vivenciando isso continuamente. Novas tecnologias e melhores e mais aprimorados métodos agrícolas permitiram à humanidade utilizar menos terra e, ao mesmo tempo, produzir muito mais comida, a qual, por sua vez, está sendo vendida a preços reais cada vez menores. Em 2013, o mundo utilizou 26 milhões a menos de hectares do que utilizou em 2000.

Peguemos os cereais como exemplo: um hectare hoje produz em média 118% mais do que produzia há 50 anos. Se todos os agricultores mundiais conseguirem chegar ao mesmo nível de produtividade de um agricultor médio americano, um pedaço de terra do tamanho da Índia poderá deixar de ser usado para fins agrícolas, sendo então retornado para a natureza.

Quanto aos recursos finitos de que depende nosso mundo moderno, considere os combustíveis fósseis. Graças às modernas tecnologias de perfuração e aos avançados métodos de descoberta e exploração, há hoje muito mais reservas de petróleo e gás sendo exploradas. Desde 1980, as reservas de petróleo comprovadas já aumentaram 151%. Para o gás, esse aumento foi de 163%. Para colocar esses dados em perspectiva, em 2015, nós humanos utilizamos 34 bilhões de barris de petróleo; ao mesmo tempo, descobrimos outros 53,2 bilhões de barris a cada ano entre 2010 e 2015.

Estamos resolvendo os problemas da fome, da pobreza, do analfabetismo, das doenças, das mortalidade infantil, da produção de comida e muito mais a uma taxa sem precedentes. E, em vez de se tornarem mais escassos, os recursos naturais estão, na realidade, ficando mais baratos em termos reais.

O crescimento da população, longe de ser um problema, é uma solução

Os seres humanos não são apenas consumidores. Cada consumidor é também um produtor. E foi exatamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual. Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana em conjunto com a maior oferta de mão-de-obra disponibilizada pelo crescimento populacional. 

Podemos seguir esta sequência lógica: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; mas os seres humanos também produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos. À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade e nosso bem-estar material. E, melhor de tudo, a redução no sofrimento humano foi impressionante.

A mente humana em conjunto com a maior oferta de mão-de-obra disponibilizada pelo crescimento populacional foi o que possibilitou isso. E quanto mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas. A cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com sete bilhões de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

Conclusão

Quando você estiver assistindo a Vingadores: Guerra Infinita, divirta-se com este que tem tudo para ser o maior filme de todos os tempos. Mas lembre-se: a legitimidade dos temores de Thanos quanto ao superpovoamento do mundo é tão fictícia quanto o próprio personagem. A humanidade vai continuar prosperando.

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33 votos

autor

Alexander Hammond
é pesquisador do instituto HumanProgress.org. É pós-graduado em História e Política pela University of Exeter, no Reino Unido


  • Viajante  16/05/2018 16:20
    O que é realmente irônico é que o colapso poderá ocorrer por falta de gente no mundo. O fator sub-população já está ocorrendo na Europa e Japão causando problemas econômicos e sociais. Aqui no Brasil está faltando mão de obra no nível médio, especialmente em infraestrutura, área mecânica, química, agrícola, construção civil. Na China está faltando mulher, tanto é que os homens estão disputado mulheres á tapa.

    E no futuro próximo haverá crise econômica, principalmente na questão previdenciária, por causa da sub-população.
  • anônimo  16/05/2018 16:25
    "E no futuro próximo haverá crise econômica, principalmente na questão previdenciária, por causa da sub-população."

    Exato. O declínio populacional iria afetar justamente esse arranjo que é tão caro às esquerdas adeptas do controle populacional: a seguridade social. E isso não é nem uma questão ideológica ou econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos. Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos.
  • cmr  16/05/2018 17:04
    Só que na Europa essa população está sendo reposta por africanos, indianos, muçulmanos, e outras porcarias inúteis que de fato só consomem recursos.

    A tal engenhosidade humana é para pouquíssimos povos, a maioria é de fato só consumidora de recursos.
    Aqui mesmo no Brasil está cheio que gente que só consome e nada produz de engenhoso.
  • Rony   17/05/2018 08:45
    E a engenhosidade humana está ligada a raça e a nacionalidade de um indivíduo?! Pelo que ando aprendendo aqui e pelo mote do artigo, não.
  • Pensador Capitalista Prático  17/05/2018 13:14
    Cmr o indivíduo precisa de qualificação para ser produtivo e como a oferta de educação é monopólio do estado mundo afora...o sujeito fica bitolado e dependente do leviatã,então é preciso mudar o sistema educacional para fazer com que este contingente humano aumente sua produtividade e isto independe de ideologia,religião,etnias,pois todo fanático ideológico,todo religioso e/ou todos os membro de um grupo étnico querem prosperar e para tal precisa se munir dos instrumentos necessários para tal mister,ou seja só depois de estar qualificado,conscientizado do seu potencial é que poderemos julgar o caráter dos mesmos,pois do contrário é só preconceito contra os mesmos,enfim julgue menos e analise mais,pois os grupos citados por tu merecem uma oportunidade na vida e só depois,somente depois é que serão passíveis de julgamento.
  • Demolidor  17/05/2018 13:58
    Só que na Europa essa população está sendo reposta por africanos, indianos, muçulmanos, e outras porcarias inúteis que de fato só consomem recursos.

    O atual CEO da Alphabet é indiano. O CEO da DP World de Dubai também é indiano. Corre lá avisar a Google e os sheikhs que há lixo administrando suas empresas.

    Confesso que nutro uma profunda antipatia e desprezo por racistas. Mas é racionalmente justificado pois, no fundo, não passa de uma visão ignorante, simplista e essencialmente errada da realidade.

    Coloco racistas no mesmo saco de esquerdistas. Gente que não sabe nada do mundo e fica jogando a culpa nos outros. Aliás, o fato de que certos grupos étnicos ficam "consumindo recursos" e morem em regiões onde a polícia não entra, é obra da esquerda que aparece em qualquer lugar do mundo. Basta comparar com a situação em favelas do Rio.

    Por fim, pegue um táxi ou Uber numa cidade europeia. Há grandes possibilidades do motorista ser de origem árabe, africana ou indiana. Isso revela bem quem, geralmente, está trabalhando para pagar impostos.
  • Felipe Lange  17/05/2018 17:02
    Vale lembrar que o racismo foi algo defendido pela esquerda. De fato a Europa está atraindo improdutivos, mas isso é algo totalmente esperado de uma social-democracia. Seria surpresa se não estivesse atraindo pessoas de maneira artificial. Quem paga a conta é o cara que se muda para gerar bens e serviços.
  • cmr  17/05/2018 21:03
    Há povos que são mais inteligentes que outros NA MÉDIA.

    Veja isso:
    iq-research.info/en/average-iq-by-country

    Vai me dizer agora que a constatação de que, por exemplo, a maioria dos somalis são muito burros é racismo ?, claro que deve ter somalis inteligentes, mas é muito raro, é mais fácil encontrar um japonês inteligente do que um somali.

    Quanto aos indianos, o QI médio deles é em torno de 82, não é um povo, na média, inteligente.

    Igualdade não existe, tem raças menos inteligentes sim.
  • Demolidor  17/05/2018 22:51
    Há povos que são mais inteligentes que outros NA MÉDIA.

    Veja isso:
    iq-research.info/en/average-iq-by-country

    Vai me dizer agora que a constatação de que, por exemplo, a maioria dos somalis são muito burros é racismo ?, claro que deve ter somalis inteligentes, mas é muito raro, é mais fácil encontrar um japonês inteligente do que um somali.

    Quanto aos indianos, o QI médio deles é em torno de 82, não é um povo, na média, inteligente.

    Igualdade não existe, tem raças menos inteligentes sim.


    Indiano-americanos têm QI, na média, de 106 (comparável ao asiático):

    thealternativehypothesis.org/index.php/2016/04/15/iqs-of-races-in-the-united-states/

    Indiano-americanos são, inclusive, a etnia que mais ganha dinheiro nos EUA, com mediana de US$ 100,000 de renda por lar:

    www.census.gov/newsroom/facts-for-features/2015/cb15-ff07.html

    Parecem lixo para você?

    Natural que uma sociedade predominantemente agrária, com 1/3 de analfabetos, como a indiana, vai ter gente com QI mais baixo que uma sociedade urbana, bem educada, de alta tecnologia e onde o ambiente favoreça o raciocínio lógico, como os EUA. A empiria demonstra isso.

    A educação indiana está longe de ser exemplar e, em muitos lugares, especialmente naqueles onde vivem imigrantes pobres, a americana também não é lá muito boa. Mas bastou que indianos fossem morar nos EUA e suas potencialidades, no ambiente adequado, apareceram, apesar de tudo.

    História, cultura e nível de educação explicam sim desigualdade e QI. Thomas Sowell escreve e fala muito sobre isso. No entanto, isso é apenas história, explica o que ocorreu para trás. Geneticamente, as evidências demonstram que os seres humanos são muito parecidos entre si.
  • INTJ  17/05/2018 22:52
    Embora o QI médio de um indiano seja baixo, há castas na Índia cujo QI médio é de aproximadamente 110 (casta superior e brahmins), que juntas compõem cerca de 220 milhões de pessoas. Assim, a despeito do QI médio indiano ser insignificante, há uma população equivalente à brasileira com QI médio de 110 , e que pode fornecer mão-de-obra para o mundo todo.

    Fonte: pumpkinperson.com/2014/09/29/caste-iq-in-india/
  • Rothbard Marvel  23/05/2018 13:42
    Deturparam totalmente o Thanos no UCM, ele quer que a metade da população do universo morra pq é uma oferenda para a sua amada, a Entidade Morte.
  • Felipe  16/05/2018 16:21
    Não confio em ninguém que seja contra o aumento populacional e ainda não cometeu suicídio.
  • Rodrigo  17/05/2018 12:56
    Kkkk.
    Boa!
  • Inquisitor  20/05/2018 14:44
    Ora, essa sua frase não faz o menor sentido.

    Se alguém é contra o aumento populacional, para que ele não seja um hipócrita basta que não se reproduza, o que aumentaria a população e iria de encontro ao que ele prega.

    Incoerente seria alguém a favor da diminuição populacional não cometer suicídio.

    Sugiro revisar as premissas que adota na disponibilização de sua confiança.

  • Lopes  16/05/2018 16:22
    Esse argumento malthusiano é exaustor de tão recorrente. O fato de ainda existir é pura miopia (ou desonestidade) intelectual daqueles que o perpetuam. É a completa ignorância dos mecanismos de preço, da história tecnológica dos últimos dois séculos, da escassez de recursos e das milhares de formas já desenvolvidas para suspendê-la através do empreendedorismo.
  • Jonatas  16/05/2018 17:57
    Correto. Quem fala em superpovoamento está pensando apenas na metrópole em que vive. Mas enquanto os indivíduos forem livres para comprar e vender terra por um preço mutuamente acordado, a questão da densidade populacional em uma determinada localidade será resolvida automaticamente.

    Por exemplo, se já há muita gente morando em um pequeno pedaço de terra — como ocorre em Hong Kong —, o preço do metro quadrado irá inevitavelmente aumentar, desestimulando mais pessoas de se mudarem para lá. O problema da densidade populacional é resolvido automaticamente pelo sistema de preços.
  • Pobre Paulista  16/05/2018 16:22
    Eu desconfio que Thanos tenha inspiração em Thomas Malthus.
  • André  16/05/2018 16:28
    Sou otimista. Não só não vai haver subpopulação como também não vai haver superpopulação.

    Sempre que um ciclo de intervencionismo dura muito tempo, como nos séculos XX e XXI, é seguido de um ciclo mais liberal. E um ciclo mais liberal vai fazer a população aumentar, bem como as riquezas disponíveis.

    Quando a população começar a aumentar mesmo, tipo 10, 15 bilhões a próxima fronteira será o espaço e outros planetas.

    Imagina a riqueza que será produzida com a mineração de asteróides?
  • André C.  16/05/2018 16:32
    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO

    População mundial: 7 bilhões de habitantes.

    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados

    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.

    Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.

    Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.

    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.

    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA

    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2

    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2

    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).

    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.

    Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.

    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA

    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]

    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.

    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s

    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s

    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.

    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS

    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.

    Área da África do Sul: 1.221 mil km2

    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3

    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3

    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas

    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.

    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.

    A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).


    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços
  • anônimo  16/05/2018 18:02
    Excelentes pontos, André. Uma aula.

    E faço só um acréscimo: os atuais seguidores de Malthus, ao dizerem que o mundo está superpovoado, possuem uma perspectiva enviesada: olham apenas as ruas congestionadas das grandes metrópoles.

    Segundo o Google, não apenas toda a população mundial caberia no estado do Texas, como também cada indivíduo teria para si uma área de terra de 100 metros quadrados. Isso é o espaço de um apartamento de classe média alta para cada um dos mais de 7 bilhões de habitantes do mundo. E se toda a população mundial fosse para o estado do Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba.

    Há vastas extensões de terra completamente desabitadas ao redor do globo. Canadá, Austrália, África, Rússia, EUA e Brasil possuem uma inacreditável quantidade de espaços abertos e não-povoados. No Brasil, apenas 0,2% do território está ocupado por cidades e infraestrutura.
  • Raquel  17/05/2018 20:49
    Eu ja li a respeito disso.Porém,apesar de termos imensas áreas desabitadas na região Norte ,por exemplo,quem vai querer abrir mão de seu conforto e praticidade de morar numa metrópole, para morar no meio do nada, sem estrada,sem eletricidade,sem os confortos da vida urbana?
    Eu toparia numa boa,em sair do caos do Rio de Janeiro,e morar numa cidade de médio porte no interior de SP.Mas ir morar numa vilazinha no meio do Mato Grosso,é algo que não me anima,e acho que não anima a maioria das pessoas.
  • Tarantino  18/05/2018 02:28
    Acho que a única coisa mais limitada atualmente na Terra é a cabeça de esquerdista-progressista
  • Tarantino  18/05/2018 02:36
    Então o tal de Thanos quer matar metade da população justamente para evitar que metade da população morra?
  • Ninguem Apenas  16/05/2018 16:37
    Leandro,

    Uma duvida que ficou com relação aos juros 0 e negativos na Europa. Nos EUA pra mim ficou claro, o governo imprimiu dinheiro em uma quantidade capaz de gerar uma hiperinflação mas ao mesmo tempo passou a pagar juros para evitar que o dinheiro recém criado entrasse na economia.

    A Europa até onde pude ver não fez a mesma coisa, não ocorreu nenhuma hiperinflação de base monetária como a americana e nem uma política de pagar juros por reservas, como então o BCE fez pra fazer os juros despencarem até mesmo nos países menos sólidos?

    A Suíça pelo que compreendi, me parece que teve seus juros zerados e negativados tanto por ser boa demais quanto por efeito crowding-out, além do fato de ser o país mais responsável da Europa, como o BCE (de alguma forma) baixou os juros na zona do euro toda, a Suíça foi tendo sua demanda por títulos aumentada até torná-lo negativo, mas ao que percebi não houve medidas forçadas para redução do juros pelo que vi.

    Queria compreender melhor qual foi o mecanismo usado e no que ele se diferenciou do americano.

    Além disso me ficaram dúvidas sobre o atual "aperto quantitativo" americano e seus efeitos na Tedspread e Libor (dois indicativos que não compreendi mt bem), sei que é pedir demais, mas será que é possível explicar um pouco qual é a atual medida americana de reverter os QE? Eu vi que a Libor deixou de existir durante a crise de 2008 e retornou posteriormente, mas não compreendi o porque.

    Já sobre o tema do artigo, só comentando que seria um bom momento para a tradução para o português das "5 cartas à Malthus" de J. B. Say kk


    No mais, agradeço desde já a paciência kk
  • Leitor Antigo  16/05/2018 17:30
    Esse tipo de pergunta deveria ser feito nos artigos relacionados ao tema, hein?

    Por exemplo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2497
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2435
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2440
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

    Aqui o assunto é totalmente diferente.
  • Leandro  16/05/2018 17:52
    "Como então o BCE fez pra fazer os juros despencarem até mesmo nos países menos sólidos?"

    Na Europa, foi feito o exato oposto do que foi feito nos EUA, e o resultado em termos de juros foi exatamente o mesmo.
    Ao passo que nos EUA o Fed passou a pagar para os bancos deixarem seu dinheiro parado nos cofres do Fed, na Europa o BCE passou a cobrar dos bancos que deixassem dinheiro parado no BCE.

    Só que o efeito final foi o mesmo: a oferta monetária passou a crescer muito pouco, gerando pressão nula sobre a inflação. Consequentemente, os juros de longo prazo desabaram. Acrescente a isso o fato de que as incertezas econômicas fizeram com que investidores e empresas despejassem suas economias nos títulos públicos dos governos (o que reduziu ainda mais os juros de longo prazo), e o cenário está completo.

    "sei que é pedir demais, mas será que é possível explicar um pouco qual é a atual medida americana de reverter os QE?"

    Na teoria? Não rolar os títulos do Tesouro que estão em posse do Fed. Ou seja, tão logo esses títulos vencerem, o Fed irá exigir do Tesouro a quitação deste título. Isso irá reduzir a base monetária americana.

    Na prática? Nada disso será feito. E tudo continuará sendo levado no gogó. "Se funcionou até aqui, vai continuar funcionando para sempre".
  • Ninguem Apenas  16/05/2018 18:32
    Obrigado pela resposta Leandro.

    Eu não comentei em artigos antigos porque não sei como fica o recebimento do comentário e as respostas neles quando o artigo está fora de foco, mas a partir de agora eu passo a fazer as perguntas direto nesses artigos.

    Obrigado pelo aviso!
  • Capital Imoral  16/05/2018 16:43
    Agências de Fact-Checking; ou, sobre o futuro das redes sociais

    O Facebook anunciou recentemente uma parceria entre a empresa e diversas agências especializadas em checar a veracidade das informações que circulam pelo país, são as agências de Fact-Checking. Embora eu seja contra a existência de uma rede social capitalista, ainda sim, sou favorável a existência dessas agências pois existe uma manipulação das massas através do avanço tecnológico.

    O Facebook estava servindo como ferramenta de manipulação das massas
    No mundo existe uma tendência a produção em massa de plataformas sociais, porém, não há pessoas capacitadas para consumi-las. Esta relação entre o excesso tecnológico e a falta de capacitação dos próprios consumidores serve como ferramenta para manipulação de massas.

    Você já se perguntou quantas redes sociais existiam em 2002? E quantas existem hoje? Se você fizer as contas verá que ocorreu um aumento substancial no número de redes sociais em todo mundo, pesquisas recentes afirmam que são criadas mais de 100 novas redes sociais todos os anos somente no ocidente. Inversamente ao avanço tecnológico que há no mundo, está ocorrendo um aumento da ignorância e analfabetismo funcional entre consumidores. Quero dizer que as pessoas estão tendo acesso ao que há de melhor em tecnologia e avanço estético, mas, ao mesmo tempo, a grande maioria dessa massa de consumidores não sabem ler e escrever. E isso é culpa do capitalismo que deixa as pessoas burras. A consequência de tudo isso será refletida nas eleições presidenciais no qual muitas pessoas serão influenciadas por fake news e por ideologias retrógradas que já foram há muito tempo refutadas pelos progressistas (basta averiguar a ascensão do neoliberalismo e da extrema-direita nas redes sociais).

    Podemos concluir que existe uma influência do capitalismo através da eficiência tecnológica e estética que vai controlando a mente de pessoas que são mais ignorantes. Com a mentalidade que dominante que existe hoje entre o povão, o mundo iria voltar ao tempo das trevas em questão de anos. Por isso as redes sociais precisam ser reguladas, porque as pessoas não estão preparadas para tamanho avanço, antes elas precisam aprender filosofia e o próprio domínio da língua.

    Como será as redes sociais quando o comunismo dominar o mundo
    Por mais que os neoliberais e conservadores façam barulho, cedo ou tarde, o comunismo irá dominar o mundo e controlar todos habitantes da terra; é da nossa natureza a busca pelo progresso social.

    Uma das coisas mais interessantes do comunismo será o acesso a internet e a única rede social do governo que valerá para todo mundo. Isso mesmo, uma única rede social para o mundo inteiro, ela será vermelha. Para ter acesso a esta maravilha tecnológica você somente precisará tirar seu passaporte de acesso à rede, isso significa que você terá que fazer um curso de um ano para aprender como se portar nessas ambientes virtuais sem ofender minorias de gênero, cor, raça, e verdurix (Pessoas que pensam que são verduras) além de sua formação básica em filosofia e línguas que você já deve ter aprendido na escola estatal. Mas por que tudo isso? Este pequeno controle social visa não deixar nossos irmãos vítimas da própria ignorância como está ocorrendo hoje.

    Tudo será tão maravilhoso, neoliberal. O debate será outro nível, iremos discutir com mais beleza e profundidade sobre como o modo de comer de alguém pode ser ofensivo para o gênero beterraba; poderíamos discutir sobre a beleza da nova religião, Et bilu, em nossa dia a dia; e obviamente, falar sempre sobre a revolução que nunca acaba. Afinal, tudo se trata sobre o progresso. Não é mesmo, neoliberal? Não se preocupe caso haja mensagens de ódio em nossa rede social, o próprio sistema irá apagar a mensagem e reduzir pontos sociais de uma pessoa na vida real. O respeito irá imperar entre todos na internet, vamos olhar para o passado com vergonha dessa baderna anárquica que está ocorrendo nos dias hoje. O Facebook deu o primeiro passo para um futuro maravilhoso.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Libertariozinho  16/05/2018 19:51
    Interessante essa sua ética aí, onde umas palavrinhas ofensivas em um ambiente virtual devem ser consideradas agressão e imediatamente barradas por uma entidade, adivinha só, que em sua essência é criminosa como o Estado. Não importam seus argumentos utilitaristas ou econômicos, o que vale aqui é a ética.
  • gilson  16/05/2018 21:05
    Sério ?
  • Pobre mineiro  16/05/2018 16:51
    Só tem um porém, o que não falta no mundo é gente inútil, gente que de fato só consome recursos.
  • Milionário  17/05/2018 01:30
    E? Desenvolva, por favor.
  • Renato Arcon Gaio  16/05/2018 17:15
    Bom artigo como sempre, mas posso fazer uma correção construtiva, muda o nome do "visionário" citado por Paul Ralph Ehrlich, pois eu fui procurar no google sobre o Paul Ehrlich e veio um Imunologista que morreu em 1915, fiquei confuso quando o autor informou que o mesmo continua com polêmicas.
    Somente para as pessoas que por acaso queiram pesquisar sobre ele ficarem confusas e acharem que o site está errado, o que não é verdade pois faltou o segundo nome.

    Abraços Mises Brasil, continue com o bom trabalho
  • brunoalex4  16/05/2018 17:22
    Só pra descontrair...

    O próximo super-herói da Marvel poderia ser o Capitão Mises.
  • Felipe Lange  16/05/2018 18:00
    Faço licenciatura no IFSULDEMINAS em biologia e eu lamento que alguns colegas meus acabem indo na ideologia ambientalista sem se darem conta disso. Se para a esquerda tradicional o problema do capitalismo era a exploração dos proletários, hoje para o ambientalista é de alterar o clima e prejudicar a vida dos minhocuçus.

    E pensar que na URSS o negócio era se entupir de indústria poluidora para fazer tanques e foguetes...
  • Surfista Prateado  16/05/2018 18:27
    Cada vez que você enfrentar uma fila(daquela que você fica horas esperando impaciente) ou um engarrafamento aí você vai se lembrar de que Thanos estava certo (risos)

    Se você odeia competir e dado que com a superpopulação você tenha que competir com cada vez com mais gente, no tempo do seu avô eram 20 por 1 vaga e agora são 1000 por 1 vaga, vai se lembrar dos ecos de Thanos.



    Por mais libertário que você seja, existe um Thanos em cada um de nós.




  • Pobre Paulista  16/05/2018 18:51
    Uns buscam vagas, outros as criam.

    Viva feito gado e você será prontamente abatido.
  • Pobre Mineiro  16/05/2018 20:52
    Prontamente abatido não, primeiro vamos engordar o gado...
  • Pobre Catarinense  16/05/2018 21:36
    Hahahaha! Boa mineiro!

    Múúúúúú!
  • Ninguem Apenas  16/05/2018 20:58
    _no tempo do seu avô eram 20 por 1 vaga e agora são 1000 por 1 vaga, vai se lembrar dos ecos de Thanos. _

    a solução de Thanos seria matar as pessoas, mas daí de fato teria menos concorrentes, mas também inevitavelmente teria menos vagas...

    É tipo a solução do Collor pra inflação, ao confiscar todo o dinheiro de todo mundo realmente não vai ter inflação, mas também não adianta de nada se ninguém vai ter dinheiro e então não vão poder comprar nada.

    Conclusão:

    A conclusão é sua.
  • Leigo  17/05/2018 02:30
    "Cada vez que você enfrentar uma fila(daquela que você fica horas esperando impaciente) ou um engarrafamento aí você vai se lembrar de que Thanos estava certo (risos)"

    Engraçado que esse tipo de coisa acontece nos serviços estatais ou com interferência estatal.

    "Se você odeia competir e dado que com a superpopulação você tenha que competir com cada vez com mais gente, no tempo do seu avô eram 20 por 1 vaga e agora são 1000 por 1 vaga, vai se lembrar dos ecos de Thanos."

    No tempo do meu avô o capitalismo não tinha riqueza o suficiente para eu viver bem como agora, a concorrência grande trouxe a qualidade de vida melhor que a do meu avô.


    "Por mais libertário que você seja, existe um Thanos em cada um de nós."
    Isso eu devo concordar, cadê a jóia da realidade, você precisa ver como as coisas são.
  • Luiz Amorim  16/05/2018 21:07
    Me assustou ver meus amigos ao sair do filme dizendo que a ideia de Thanos possuia certa razão, o malthusianismo é disseminado nas escolas ao mesmo passo em que nas aulas de demografia do ensino médio se ensina que essa teoria já se mostrou inválida, o que é uma contradição do sistema de ensino.
  • Paulo Henrique  16/05/2018 22:17
    - O próprio capitalismo esta reduzindo a taxa de natalidade, se você olhar globalmente, está caindo até em países pobres da africa , então, é um tanto estranho alguém defender um capitalismo e ao mesmo tempo desejar natalidade maior ; é preciso dizer antes de mais nada, eu defendo livre mercado, mas também acho que é bom para o mundo que a natalidade caia.

    - O mundo real é um pouco mais complexo, as fronteiras não são abertas, sim, recursos são abundantes, mas, eles estão espalhados pelo globo, o Indiano não pode migrar facilmente para o Brasil, por exemplo. De modo que as fronteiras e barreiras migratórias se tornam verdadeiras ''prisões'' populacionais. E um mundo sem fronteiras migratórias é algo irrealista. Na pratica, se um indiano manter uma taxa de natalidade elevada, não é irreal imaginar 7 bilhões de pessoas em um país como aquele. Todas competindo por terras, água, recursos escassos de base primária. Sim, é possível trocar recursos com outros países, mas, não é possível transferir espaço de terras de um lado para o outro , a densidade populacional vai ser desbalanceada; países verticais, com custos de moradias crescentes, e países com grandes espaços sub-explorados.

    Hong Kong é um exemplo, cheio de favelas verticais, de tanto chines migrando para lá em busca de salários melhores. Nenhum problema com isso, é escolha individual deles, mas a qualidade de vida seria melhor se houvesse mais espaço para hong kong se expandir. Assim como os custos de moradia cairiam.

    O sistema de preços nesse caso não funciona bem em um mundo com barreiras migratórias. Ele não reflete o espaço disponível no mundo, ele reflete o espaço disponível naquele país em específico e a demanda de moradia dentro dele.

    Agora, imagine um mundo inteiro como a índia. Existe algumas externalidades sérias que não podem ser ignoradas. Principalmente sobre o meio ambiente.

    g1.globo.com/natureza/noticia/mundo-vive-sexta-extincao-em-massa-e-e-pior-do-que-parece.ghtml

    A ONU estima que até o fim do século exista de 9 a 11 bilhões de pessoas no mundo. Grande parte desse aumento populacional vai ocorrer na Africa.

    Atualmente nasce aproximadamente 300 mil pessoas por dia, dentre as quais 100 mil morrem. Considerando que poucas vão viver no campo. É como se uma cidade de 200 mil pessoas surgisse, ao dia, no mundo.

    Em 5 dias, você tem uma cidade de 1 milhão de pessoas . Acho que colocando nesses termos, é possível ter uma ideia da escala populacional que o mundo recebe.

    O capitalismo é tão produtivo, que ele consegue reduzir a miséria global mesmo sobre essas condições de aumento populacional. Mas isso ao custo da tomada de espaço para aumentar a produtividade;

    Por pura questão de física e matemática, é impossível um mundo limitado manter uma taxa de natalidade ilimitada e com consumo crescente. Vamos ter de explorar outros locais. Só que isso é conjectura, e até lá, esse planeta limitado é usado cada vez mais ;

    Ainda bem que a natalidade está caindo de forma natural. E talvez os liberais-libertários devessem comemorar esse feito ao invés de vê-lo como um pesadelo que afeta a produtividade.

    A produtividade pode subir por outros meios, como a automação e a inovação. Embora essas duas coisas estejam relacionadas ao número de pessoas que existem no mundo, também é possível aumentar a instrução das que existem. Os EUA foi, por muito tempo, o país com mais registro de patentes do mundo, mas ele não detêm a maioria populacional.
  • Pobre Paulista  17/05/2018 00:05
    " eu defendo livre mercado, mas também acho que é bom para o mundo que a natalidade caia."

    Legal, sua opinião é muito importante para o desenvolvimento de teorias apriorísticas sobre economia. Só que não.

    " as fronteiras não são abertas"

    Jura? Acredita que esse site defende que as restrições de comércio entre países sejam reduzidos, e preferencialmente abolidos? Que coincidência!

    "a qualidade de vida seria melhor se houvesse mais espaço para hong kong se expandir."

    Certo, as milhares de pessoas que moram lá não sabem nada a respeito de qualidade de vida. Sugiro alertá-las, elas não sabem o que estão perdendo. (Nem eu).

    ". Existe algumas externalidades sérias que não podem ser ignoradas."

    [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1148]Podem sim[/i].

    " é impossível um mundo limitado manter uma taxa de natalidade ilimitada e com consumo crescente."

    Também disse Malthus. E Ehrlich (citado no texto). E tantos outros. E erraram todos.

    "Ainda bem que a natalidade está caindo de forma natural"

    Ainda estou a espera do cálculo exato do número correto de pessoas que tem o direito de existir no planeta.

    "Os EUA foi, por muito tempo, o país com mais registro de patentes do mundo"

    E justamente por isso ele LIMITOU o desenvolvimento dos demais países.

    Falou, falou e não disse nada.
  • Bruno Feliciano  17/05/2018 11:42
    Isso não tem nem o que discutir, o próprio sistema de preços livre equilibra isso, é impossível haver super população em uma mundo capitalista

    Recursos mais escassos = maiores preços, isso torna procriar mais custoso e tira o incentivo de ter mais filhos.
    Recursos mais abundantes = menos preços, isso torna procriar mais barato e incentiva a ter mais filhos



    A então os recursos estão mais escassos e por isso as pessoas tem menos filhos hoje em dia?

    Não, é uma mudança cultural. A comida não esta extremamente cara, assim como a agua, energia e o espaço.
  • Leonardo Magalhãoes  17/05/2018 17:00
    Ia argumentar seguindo essa lógica. Seguindo a mesma lógica, mas na acredito que o "problema" levantado "sub-população" não é de fato algo indesejado, mas simplesmente a consequência de uma análise que acredito ser eminentemente econômica (embora certamente envolva vários fatores) por meio da qual o indivíduo conclui por não ter filhos, a fim de investir tempo e dinheiro no próprio lazer e desenvolvimento pessoal e profissional. Essa análise parece ser corroborada pela observação do locais onde esse fenômeno é mais evidente: países desenvolvidos, onde o "custo de oportunidade" de se ter filhos é maior, em função do espaço e serviços (escolas, creches, babás) serem mais caros.
  • FL  17/05/2018 15:27
    Sobre a superpopulação e falta de recursos, lembro de ter lido em algum lugar (talvez aqui no Mises mesmo) que toda a população do mundo caberia no estado do Texas. Fui pesquisar...

    O Texas tem uma área de 695,662 km²... o que dá 695.662.000.000 m² (aproximadamente o tamanho de MG, RJ e ES juntos)... se você dividir essa área pela população de 7,5bi, dá um pouco mais de 92m² por pessoa. E ainda sobra o resto do mundo inteiro para plantar, cultivar, fazer o que quiser... temos essa impressão de que o mundo está superpopulado pois nos amontoamos em cidades, mas basta uma simples viagem pelo interior para ver o tanto de espaço livre.
  • Cristiane de Lira Silva  17/05/2018 15:40
    Poxa, nem meus livros de geografia do ensino fundamental falaram disso. Pelo contrário, disseram que existe muito alimento é que se produz cada vez mais só que está mal distribuído. E é claro que ele falou do papel do governo em promover uma distribuição justa dessa produção, mas nada de falar de bomba populacional. Inclusive um dos meu livro de geografia do ensino fundamental criticava Washington pelo"plano secreto" (que já não é secreto) de promover políticas de controle populacional no mundo a fim de evitar que os pobres se multipliquem. E não ficou só no plano. Por outro lado isso foi bom para aqueles que jamais quiseram ter 15 filhos mais não tinha informações sobre como controlar a natalidade. Agora boa parte das pessoas pode decidir se quer ter 15 filhos ou só um ou nenhum. Se dependesse da igreja católica até hoje ninguém usaria nem pílula anticoncepcional. Claro, sexo só se for para procriar. Ridículo.
  • Cristiane de Lira Silva  17/05/2018 15:42
    Falando em política chinesa de um filho por casal, é graças a essa imposição que as feministas chinesas lutam CONTRA o aborto. É que lá é forçado.
  • Geraldo  17/05/2018 20:59
    Sério?! Que ironia... no mundo inteiro elas são a favor do aborto, todo mundo sabe disso.
    Onde você viu isso? Tem um link?

    OBS.: o Politburo chinês viu que essa política do filho único estava produzindo consequências desastrosas, e deu uma "aliviada" substituindo-a por uma de no máximo dois filhos.
    en.wikipedia.org/wiki/One-child_policy
  • ricardo  19/05/2018 22:49
    o pesadelo do thanos e o mr catra
  • Cesar  20/05/2018 01:41
    Uma correção: dizemos que o universo é infinito pois seu tamanho é tão grande que podemos aproximar disso, mas não é realmente infinito, além disso, o fato de o universo se expandir não significa que está sendo criado novos recursos, apenas que o tamanho está aumentando.
  • Bruno  20/05/2018 15:17
    Ué, e o tamanho aumenta gerando vácuo? Se algo se expande, então, por definição, a quantidade de materiais (recursos) nele contido também se expande. Não?
  • Temer  20/05/2018 17:23
    Não. Apenas o espaço-tempo está aumentando, a matéria não.
  • cmr  20/05/2018 17:33
    Se algo se expande, então, por definição, a quantidade de materiais (recursos) nele contido também se expande. Não?

    Não.

    Imagine um gás comprimido dentro de um cilindro, quando o gás se expande, não são criadas mais moléculas desse gás.
    Imagine uma panela cheia de água, quando se ferve a água e esta evapora, não está sendo criada mais moléculas de água.

    Sim, o tamanho aumenta gerando vácuo.
    O universo está se expandindo, mas não está sendo criada mais matéria, está sim sendo criado mais vazio.

    Matéria e energia não são criadas e destruídas.
  • Karna  20/05/2018 20:58
    No caso do nosso Universo, não. A quantidade de matéria continua a mesma.
  • Kira  20/05/2018 21:57
    Não, não há como ter certeza disso, pois não se sabe exatamente como a matéria efetivamente surge, mesmo a partir do big bang. A expansão do espaço não garante o surgimento e mais matéria, ou mesmo de matéria aproveitável para uso humano. Há estudos que evidenciam que flutuações no vácuo possam criar partículas, mas não há evidências efetivas em escala, no tecido do universo como um todo.
  • Thor  21/05/2018 00:05
    Flutuação quântica de vácuo não pode criar nenhuma matéria nova.

    Quem afirma isso por aí é porque não entendeu o experimento do Efeito de Casemir.
  • Emerson Luis  22/05/2018 11:17

    "Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico. Até hoje ele continua fazendo previsões apocalípticas, e até hoje a realidade sempre insiste em comprovar como ele sempre esteve espetacularmente errado. O que fazer quando a realidade insiste em contrariar suas previsões? Dobrar a aposta e fingir que não errou, é claro."

    Viu só? Não é apenas no Brasil que isso acontece, nem apenas no campo econômico! Esquerdice é um fenômeno mundial!

    "...logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem..."

    Mas para isso ocorrer é necessário um mínimo de respeito à vida, à propriedade privada e à liberdade econômica, além de uma cultura que valoriza e promove uma série de virtudes individuais. Portanto, esquerdagem é uma profecia autocumpridora.

    * * *
  • Diogo  22/05/2018 16:04
    Não me parece razoável afirmar que a capacidade produtiva crescerá "SEMPRE", no mínimo, na mesma proporção que a população mundial. O infinito é algo que normalmente habita o desconhecido e que, com frequência, após algum amadurecimento da matéria, se revela finito.

    Acho bem bizarro categorizarmos a capacidade humana de otimizar processos como "certamente infinita" e, ao questionarmos isso, questionamos a conclusão do artigo.
  • Montoro  22/05/2018 16:22
    "Não me parece razoável afirmar que a capacidade produtiva crescerá "SEMPRE", no mínimo, na mesma proporção que a população mundial."

    Eis o que realmente foi dito:

    "Se, de um lado, uma população maior significa mais bocas para comer e mais recursos sendo consumidos, de outro, também significa mais cabeças para pensar e mais mãos e pés para produzir. Quando a população aumenta, aumentam também a oferta e variedade de habilidades, tornando os processos de produção cada vez mais eficientes.

    Um número maior de pessoas significa maior especialização. Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo. Cada indivíduo se concentra naquilo que ele faz de melhor; naquilo em que ele possui uma maior vantagem comparativa em relação aos outros. A divisão do trabalho se aprofunda."

    Isso não é nem sequer teoria, mas sim prática. Basta olhar o mundo à sua volta.

    No entanto, o que você pode dizer, aí sim, é que é possível aumentar a produtividade e a eficiência sem que haja aumento populacional. Aí tudo bem. É mais complicado provar isso, mas ao menos você teria um ponto.

    "O infinito é algo que normalmente habita o desconhecido e que, com frequência, após algum amadurecimento da matéria, se revela finito."

    Isso passa completamente fora do que foi dito no artigo, o qual, com efeito, não fala absolutamente nada nem remotamente semelhante a isso.

    "Acho bem bizarro categorizarmos a capacidade humana de otimizar processos como "certamente infinita""

    Procurei esse trecho no artigo e não achei. Fiz uma busca pelo termo infinita e a única coisa que achei foi esse trecho:

    "Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo"

    Em momento algum o artigo diz que "a capacidade humana de otimizar processos é "certamente infinita"".

    Sendo assim, você se traiu e se revelou um mero criador de espantalhos. Inventou algo que nunca foi dito, criticou essa invenção e a atribuiu ao texto.

    Isso depõe contra sua honestidade.

    "e, ao questionarmos isso, questionamos a conclusão do artigo"

    A única coisa que é realmente questionável é sua integridade. Atribuir a alguém algo que nunca foi dito, e então criticar esse alguém com base nessa sua própria invenção é coisa de caluniador barato.
  • Diogo  24/05/2018 15:23
    Vamos lá camarada, te ajudo a entender. Eis o que foi realmente dito:

    "A lógica é básica: se, de um lado, uma população maior significa mais bocas para comer e mais recursos sendo consumidos, de outro, também significa mais cabeças para pensar e mais mãos e pés para produzir. Quando a população aumenta, aumentam também a oferta e variedade de habilidades, tornando os processos de produção cada vez mais eficientes.

    Um número maior de pessoas significa maior especialização. Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo. Cada indivíduo se concentra naquilo que ele faz de melhor; naquilo em que ele possui uma maior vantagem comparativa em relação aos outros. A divisão do trabalho se aprofunda."

    Como o próprio autor diz, e concordo, a lógica é básica. Assume-se que quanto mais pessoas, mais os processos de produção são eficientes.

    "O crescimento da população, longe de ser um problema, é uma solução."

    Não é apresentada nenhuma condição para a validade da afirmação do autor, ou seja, não é estabelecido nenhum limite a partir do qual o crescimento da população deixaria de ser uma solução e passaria a ser um problema. Por lógica, é possível concluir a partir desta afirmação que o autor defende que mesmo um cenário de crescimento infinito da população não será um problema.

    Após, argumenta-se sobre o que está respaldando tal afirmação:

    "Os seres humanos não são apenas consumidores. Cada consumidor é também um produtor. E foi exatamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual. Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana em conjunto com a maior oferta de mão-de-obra disponibilizada pelo crescimento populacional.

    Podemos seguir esta sequência lógica: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; mas os seres humanos também produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie."

    Basicamente o argumento é que o ser humano é capaz de produzir recursos e, portanto, o resultado de um crescimento populacional é o constante e, mais uma vez por lógica, no mínimo a mesma taxa, crescimento da oferta de recursos. Tal crescimento da oferta de recursos, conforme já destacado acima, é decorrente da capacidade inesgotável de otimização dos processos produtivos.

    Portanto repito, não me parece razoável afirmar que a capacidade produtiva crescerá "SEMPRE", no mínimo, na mesma proporção que a população mundial.


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