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A Argentina continua inviável. Qual realmente é o problema com o país?
O mesmo de sempre

Na semana passada, mais uma vez a Argentina sofreu um novo episódio de "crise cambial". Na quinta e na sexta-feira (4 e 5 de maio), o peso argentino se depreciou 9% em relação ao dólar, caindo de 20,50 pesos por dólar para 22,25 pesos por dólar.

Para tentar conter essa desvalorização, o Banco Central da Argentina aumentou a taxa básica de juros de 30,50% para 40% ao longo do curso de dois dias consecutivos. Isso ocorreu apenas uma semana após ele já ter elevado os juros em 3,25 pontos percentuais (de 27,25% para 30,50%), e de ter vendido US$ 7,3 bilhões de suas reservas internacionais.

O Banco Central argentino também anunciou que utilizaria "todas as ferramentas disponíveis" para reduzir a inflação de preços — que, em março, chegou a 25% no acumulado de 12 meses — para a sua meta, que é de 15% (um valor insanamente alto).

Políticos do governo se uniram ao Ministro da Fazenda e declararam, em uma coletiva de imprensa, que o governo reduziu sua meta para o déficit fiscal deste ano, de 3,2% do PIB para 2,7% do PIB.

Já ontem, dia 9 de maio, o governo anunciou que estava recorrendo ao FMI para negociar um empréstimo de US$ 30 bilhões (o que equivale à metade das atuais reservas internacionais do país). O objetivo é usar esses dólares para tentar conter a desvalorização cambial.

O roteiro é o mesmo de sempre: os investidores estrangeiros começaram a sair do país, trocando pesos por dólar. Ato contínuo, o governo anunciou medidas monetárias e fiscais mais "austeras", mas essas não foram suficientes para acalmar o mercado financeiro. O movimento de saída continuou. Isso obrigou o governo a recorrer ao FMI, que empresta sem seguir critérios de mercado.

Ou seja, dado que os credores dos títulos argentinos estão perdendo seu encanto com o país, o governo recorreu ao FMI, que faz empréstimos mais baratos e não mais exige "severos" cortes de gastos, como fazia antes.

Por ora, o peso parou de se desvalorizar. Após o dólar bater em 23,15 pesos, ele voltou para os atuais 22,50 pesos. De acordo com alguns analistas da mídia financeira (ver aquiaqui e aqui), a crise foi, ao menos temporariamente, resolvida.

O problema: o mesmo de sempre

Há um fato que deve ser ressaltado: a depreciação do peso não é, em si mesma, uma crise que requer tratamento paliativo. A depreciação do peso é meramente uma consequência. Mais ainda: ela é um alerta salutar, assim como a coluna de mercúrio subindo em um termômetro.

Sendo assim, vender reservas internacionais e tentar reverter a saída de capitais por meio de aumento na taxa básica de juros — tudo para tentar arrefecer o aumento dos preços das moedas estrangeiras — equivale a submergir o termômetro em uma água gelada, o que não tem serventia alguma para resolver a doença do paciente.

Eis a verdadeira crise que aflige a Argentina: sua política monetária, a qual sempre foi um fracasso. Curiosamente, isso nem sequer é comentado pela "mídia especializada", que não aborda o assunto ao falar da recente depreciação do peso.

Muitos imaginavam que, desde que o supostamente "pró-mercado" Maurício Macri se tornou presidente em dezembro de 2015, a Argentina entraria no caminho virtuoso da desregulamentação, da desburocratização, e do maior rigor fiscal e monetário. [N. do E.: este Instituto sempre alertou que isso não estava acontecendo]. Mas esses desejos não se concretizaram.

Por mais que Macri tenha tido algum êxito em algumas políticas pontuais, a realidade é que, no campo monetário, ele tem se mostrado tão ruim quanto — se não pior que — sua antecessora, uma populista de esquerda.

Para comprovar isso, basta olhar para apenas três indicadores que comprovam essa afirmação: a taxa de câmbio peso-dólar e a evolução da base monetária e da oferta monetária desde que Macri assumiu a presidência.

Como Ludwig von Mises já havia explicado ainda no início do século XX, o mais sensível indicador da inflação de preços de um país é sua taxa de câmbio. Como podemos ver no gráfico abaixo, o preço do dólar disparou de aproximadamente 10 pesos ao final de 2015, quando Macri aboliu o cepo cambial, para os 22 pesos atuais.

Isso significa que o dólar encareceu mais de 100% em dois anos e meio — ou, o que dá no mesmo, que o peso se desvalorizou 54% neste período.

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Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio da Argentina

A única causa de tamanha depreciação da moeda e de toda essa inflação de preços cronicamente vivenciada pela Argentina — a inflação de preços média do país é de 30% — é, como Mises também ensinou, a expansão da quantidade de dinheiro na economia.

Como mostra o gráfico abaixo, a expansão da base monetária — uma variável totalmente sob controle do Banco Central argentino — foi de mais de 65% desde janeiro de 2016.

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Gráfico 2: evolução da base monetária argentina

Como consequência, a quantidade de dinheiro em posse de pessoas físicas e jurídicas continuou crescendo tão ou mais intensamente sob o governo Macri em relação ao governo Kirchner. O M1 cresceu mais de 70% no mesmo período, o que equivale a uma inflação monetária média de 24% ao ano.

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Gráfico 3: evolução do M1 argentino

Com tamanho descontrole monetário — o qual só perde para a Venezuela —, não é de se estranhar que a Argentina tenha uma inflação de preços cronicamente alta e sofra frequentes crises cambiais.

[N. do E.: a título de comparação, essas mesmas variáveis para o Brasil são incrivelmente módicas. Veja a expansão da nossa base monetária e do nosso M1 para o mesmo período. Por isso nossa inflação de preços é menor e nossa taxa de câmbio oscila muito menos].

Mas por que ocorre todo esse descalabro monetário na Argentina?

Todos querem ser bancados pelo governo

Como a Argentina possui um longo histórico de calotes nos investidores estrangeiros (o último ocorreu em 2014), o governo tem dificuldades para financiar seus déficits orçamentários. Consequentemente, ele recorre àquela medida que sempre foi uma tradição na América Latina: utilizar seu Banco Central para imprimir dinheiro e financiar diretamente o governo. (A Venezuela também faz isso, mas em escala várias vezes maior).

Consequentemente, a base monetária e a oferta monetária do país aumentam sem qualquer restrição.

O mais curioso é que o déficit fiscal da Argentina não foi gerado por uma carga tributária baixa, mas, pelo contrário, por uma excessiva. O relatório de competitividade global do Fórum Econômico Mundial 2017-2018 mostra que a Argentina é a 92ª entre 128 nações analisadas. Ainda mais impressionante: a carga tributária da Argentina é simplesmente a mais alta das 138 economias.

Entre 2002 e 2017, a carga tributária do país — federal, províncias e municípios — aumentou mais de 10 pontos percentuais em relação ao PIB. Ao mesmo tempo, a inflação de preços — o imposto sobre os mais pobres — também se descontrolou.

Esses dois fatores, inflação e alta carga tributária, impactam negativamente a competitividade do país e sua facilidade de atrair capital, investir e criar empregos, relegando um país de enorme potencial às últimas posições do ranking mundial.

Mas eis o mais impressionante de tudo: segundo o relatório, os gastos públicos consolidados do país chegaram a 47,9% do PIB em 2016, uma cifra claramente desproporcional.

E, de acordo com o Ministério do Trabalho, em apenas duas províncias do país o funcionalismo público representa menos que 30% da população total empregada. Em sete províncias, a força de trabalho empregada no setor público é maior que a do setor privado (entre 51% e 69% da força de trabalho são funcionários públicos). No geral, em 65% das províncias, a fatia de funcionários públicos excede 40% da força de trabalho empregada.

O Ministério do Trabalho estima que mais de 4 milhões de empregos são bancados por impostos, uma cifra que aumentou 60% desde 2002. Destes 4 milhões de funcionários públicos, pelo menos 300.000 foram indicados por critérios políticos pelo governo Kirchner e simplesmente nem sequer aparecem para trabalhar

O próprio Macri, ao tomar posse, anunciou aumentos para os aposentados e para os salários dos professores, e não fez nenhuma indicação de que privatizaria a Aerolíneas Argentinas, que foi estatizada pelos Kirchners, e que dá um prejuízo ao Tesouro argentino de 2 milhões de dólares por dia

Mas não é só o setor estatal o principal causador do problema. O governo também concede generosos subsídios ao setor privado. Consequentemente, a Argentina possui um modelo que aumentou desproporcionalmente a carga tributária sobre os setores mais produtivos para subsidiar os setores menos produtivos e também para pagar o enorme aumento ocorrido no funcionalismo público.

Ou seja, trata-se de um modelo que desestimula o investimento privado em setores não subsidiados e estimula os setores protegidos pelo governo. Trata-se simplesmente da premiação do rent-seeking.

Sendo assim, não é surpresa nenhuma que a produtividade argentina seja muito baixa e que as receitas tributárias não sejam suficientes para cobrir os gastos do governo, mesmo tendo aumentado 10 pontos percentuais em relação ao PIB. E como o país não possui confiança no mercado de crédito, restou ao governo — que não quer cortar gastos — apenas imprimir dinheiro para bancar tudo isso.

E isso gerou toda a atual situação.

Conclusão

Reduções nos déficits e aumentos nas taxas de juros não impedirão novas crises cambiais caso o governo argentino continue imprimindo dinheiro para financiar seus gastos, os quais claramente não cabem no orçamento. Preços continuarão subindo e a moeda continuará se desvalorizando.

Se o governo argentino realmente quiser abolir suas crises cambiais, a solução tem de ser radical: seu Banco Central tem de ser proibido de imprimir dinheiro para financiar o Tesouro. Adicionalmente, novas expansões da base monetária também têm de ser abolidas.

Isso faria com que os juros subissem ainda mais no curto prazo. Haveria recessão, demissões e vários investimentos seriam abortados. No entanto, essa política monetária mais restritiva faria com que o peso se apreciasse no mercado internacional. Neste ponto, com o peso estável, o Banco Central argentino deveria ser abolido e a economia, dolarizada (o que seria mais fácil do que parece, dado que vários argentinos já poupam em dólares).

Caso tal medida seja considerada muito radical, simplesmente abolir todas as barreiras legislatórias que proíbem transações legais em moeda estrangeira, ou mesmo em ouro ou prata, já traria concorrência ao Banco Central argentino, que seria obrigado a gerenciar o peso de maneira menos pródiga.

Fora isso, nada mudará.

 

32 votos

autor

Joseph Salerno
é o vice-presidente acadêmico do Mises Institute, professor de economia da Pace University, e editor do periódico Quarterly Journal of Austrian Economics.

 

  • Vladimir  09/05/2018 16:27
    Gradualismo sempre dá nisso aí. E o pior é que política populista sempre descamba pra ajuste gradual, o qual não resolve nada, e só aumenta a insatisfação dos eleitores, que irão voltar para os populistas originais.
  • LM  09/05/2018 16:31
    Nunca alimentei grande otimismo com o governo Macri, mas esperava algum bom senso. Fora algumas pouquíssimas coisas (eliminar retenções), houve apenas um inútil ajuste gradualista (cortando subsídios da eletricidade aos poucos).

    E vou repetir o que sempre digo: ajuste bom mesmo foi o Fujishock de 1990 no Peru. Um raro exemplo de bom senso econômico neste continente.
  • Carlos  09/05/2018 16:37
    Na América Latina, só o Fujishock (Peru) e os Chicagos Boys (Chile) fizeram reformas que realmente foram incorporadas, respeitadas e se mantêm até hoje. Nos outros países, houve só arremedos e paliativos.
  • Andre  09/05/2018 17:12
    Carlos, não deixe de considerar as fortes reformas econômicas implementadas por Duarte Frutos no Paraguay em 2003 durante uma severa crise econômica, bases do atual crescimento robusto apresentado por este país nos últimos 10 anos.
  • Henrique Z  09/05/2018 16:44
    Sim, mas é preciso entender as diferenças culturais entre os dois povos.

    O Fujishock e todas as reformas liberais passam pelo povo. E falo por experiência própria: peruanos adoram trabalhar. Seja como empregado, agente de trading ou como empreendedor eles dão duro em tudo que fazem. Logo, foram ELES que pediram pelas reformas.

    Já o argentino padrão criou as mesmas bases morais socialistas que o venezuelano: precisamos de um Estado enorme, muitos direitos positivos e impostos para os ricos. Lamentável.

    Por isso advogo pela tese do povo guiando o destino de um país: a Suíça tem o Estado mais servil do mundo. Lá qualquer lei pode ser referendada com 50.000 assinaturas, independente da vontade de seus políticos. Por que então não fazem leis socialistas? Porque eles tem uma virtude pouco apreciada por socialistas: vergonha na cara.

    Se o argentino não quer reformas, é porque ele não quer trabalhar. Não é questão de ignorância. Não estamos avisando crianças que esse ano não vai ter presente no natal. São adultos plenos, conscientes do que estão fazendo... quase duas décadas de caos. É o mesmo caso da Venezuela.

    Eles não querem ruptura, não querem liberdade. Querem um messias que arrume grana para eles, e se for de empresário/capitalista/imperialista melhor ainda.

    O brasileiro também é assim, mas por algum motivo que não sei explicar as coisas aqui sempre foram um pouco mais racionais que na Argentina.
  • Vinicius  09/05/2018 17:22
    Henrique Z, pode descrever um pouco melhor sua experiência sobre o Peru?

    Estou muito interessado no país, estive lá recentemente e é deste jeito mesmo que descreveu, o povo peruano trabalha muito, se esforçam para atender o cliente da melhor forma possível e para melhorar constantemente suas modestas instalações, adoram negociar preços de tudo e falar de dinheiro não é tabu de forma alguma, são muito conservadores e possuem um senso cívico muito apurado.
  • Salazar  09/05/2018 17:32
    Foi feito em 1990 e foi um raro exemplo de bom senso econômico neste continente.

    Com uma inflação de 7.000%, com uma economia toda fechada e engessada, com déficits orçamentários gigantescos e com todos os gastos indo para o funcionalismo público e subsídios, o governo (utilizando um plano elaborado pelo grande economista Hernando de Soto) reverteu tudo isso de uma vez só: zerou o déficit, acabou com os subsídios, acabou com a inflação monetária, passou a tesoura no funcionalismo público e abriu a economia para as importações.

    O negócio foi tão radical que até o ministro da economia da época pediu a ajuda de Deus em cadeia nacional, e apesar de todo o peso do ajuste, a população aceitou e anos mais tarde referendou a atual constituição liberal que rege o Peru.

    Mas, desde então, foi o país que mais cresceu na América Latina, e o que mais reduziu a pobreza. Hoje o Peru é o maior caso de sucesso do continente. Um país que era paupérrimo hoje compete de igual para igual no mercado internacional. Deixou os bolivarianos de lado e hoje é aliado de Chile e Colômbia (os dois países mais sérios da América do Sul) no mercado do Pacífico.

    Mas como é um país pequeno, poucos dão a devida atenção.
  • Raphael  10/05/2018 03:09
    Engraçado que se pesquisar esse "Fujishock" no Google, quase não aparece nenhum artigo em português. Ou seja, o Brasil (na verdade a América abaixo do EUA toda, com algumas exceções) ainda fica tentando sair da lama usando o combo do atraso do populismo mais socialismo. Vão se passar outros 500 anos e ainda estaremos no mesmo lugar.
  • Flav Oliveira  01/06/2018 03:50
    É uma herança cultural dos índios andinos (a escória de lá, sem surpresas, é a Amazônia rs). Mesmo na esquizofrênica Bolívia (e talvez o Equador) existe honra no trabalho e o senso de comunidade, chamado ayllu. A título de exemplo, trabalho infantil é permitido por essas bandas. Se os maias são os gregos e astecas os romanos, os andinos são os chineses... Ou melhor ainda os coreanos. Infelizmente existe ainda muito desprezo pelos índios e acho que nisso vive o perigo de abandonar também esses traços importantes de ajudar o próximo e trabalhar. Globalização nem sempre traz coisas boas.
  • Reginaldo Alves (microempreendedor)  09/05/2018 16:47
    Hoje em dia 90% das pessoas têm a mentalidade social democrata, incluindo as pessoas mais instruídas (veja que a população argentina é considerada bem instruída, muito mais que a brasileira). Mas elas não são culpadas por esse defeito intelectual. Foram doutrinadas nos últimos 40 anos para pensarem assim. Construíram todo o seu ideário político e econômico em cima de bases falsas.

    Agora é muito difícil mudar isso. Qualquer tentativa de questionar a social democracia equivale a destruir os alicerces de um prédio. O cérebro das pessoas reage com mecanismos psicológicos de proteção. Por isso, negação e violência são o padrão contra ideias libertárias. Quase ninguém é capaz de ligar os pontos, e associar o caos atual à falta de liberdade.
  • AGB  12/05/2018 14:03
    Nos últimos 40 anos? Nos últimos 70 anos, desde que Peron assumiu o governo ao fim da 2ª Guerra.
  • Pedro  13/05/2018 14:21
    O que vc considera bem-instruído? Talvez que tenham passado pelo sistema de ensino? Mas, hoje, se este sistema só mostra idéias progressistas, dá para considerar "bem-instruído" alguém que tenha até mesmo terceiro grau? Dá para considerar que essa pessoa saiba todas as correntes que existem? Um exemplo, em geral as pessoas "bem-instruídas" conhecem a escola austríaca?
  • Renato  15/05/2018 00:42
    A Argentina não é tão instruída hoje como já foi. Toda a educação básica e universitária do país desabou Os estudantes deles conseguem a proeza de tirar notas PIORES que os brasileiros em testes internacionais, como o PISA.
    Testes em que os melhores do continente são, evidentemente, os chilenos.
    Liguem os pontos e entenderão.
    E nas universidades, nem se fala, aquilo lá virou um antro de doutrinação marxista e esquerdista há muitos anos. Faz a USP parecer a Oxford dos anos 20.
  • Domingo  09/05/2018 16:53
    Esse negócio de funcionário público fantasma parece ser uma cultura latino-americana.

    Segundo o La Nación:

    Ñoquis en el Estado: hay 4 millones de empleados públicos, de los cuales entre el 5% y 7% serían "fantasma"

    Já o ministro da modernização (sim, tem isso lá), que era o encarregado de fazer o saneamento, simplesmente nomeou a mulher para um cargo público:

    argentinatoday.org/2016/02/26/andres-ibarra-que-combate-a-los-noquis-nombro-a-su-mujer-directora-de-canal-7/

    Aqui no Brasil, principalmente na esfera estadual, nas assembléias legislativas, o que mais tem é funcionário fantasma (os ñoquis argentinos). Como se esquecer desse inesquecível vídeo?



    Eu mesmo conheço uma pessoa que ganha a vida assim. Está há mais de 35 anos fantasma na assembléia legislativa. Não acontece nada. Os sindicatos dos funças simplesmente não permitem demissões. E nenhum governo tem coragem de mexer com eles.

    Na Argentina certamente é a mesma coisa.
  • Ulysses  09/05/2018 17:02
    Haha não conhecia esse vídeo! É tão gozado quanto revoltante.
  • Raquel  09/05/2018 21:20
    Eu ri muito.O pior é que convivo com funcionários públicos,apesar de nao ser uma,e é quase isso mesmo.
    Conheço gente que chega as 12h,vai direto almoçar,voltas as 15h,bate o ponto,finge que fez alguma coisa,e vai embora numa boa.
  • Olavo  09/05/2018 16:57
    Novidade nenhuma. Sem uma mudança cultural, não há qualquer chance de um país adotar alguma racionalidade econômica. (Só seria possível sob uma ditadura, a qual também não tem garantia nenhuma de que será economicamente racional).
  • Eduardo  09/05/2018 17:03
    Antes de sinalizar qualquer medida para liberalizar a economia, um governante precisa enfraquecer os grupos de interesse que só existem graças a privilégios ou financiamento dados pelo governo. Esses grupos são os mais ativos defensores do intervencionismo e do governo grande, portanto, sempre farão oposição a reformas.

    Concordo com o que você disse da "mudança cultural", mas enfraquecer os grupos de interesse (tanto do setor público quanto privado) é também crucial.
  • Dalton Catunda Rocha  09/05/2018 19:15
    O Regime Militar prestou grandes serviços ao Brasil. Dois deles foram: tranquilidade política e, imensos investimentos em infraestrutura.
    A produção brasileira de petróleo cresceu mais de 8 vezes, a capacidade de refino de petróleo multiplicou-se mais de 12 vezes, a produção de soja aumentou mais de 60 vezes, extinguiu-se a varíola, decuplicou-se o número de vagas em escolas públicas, universalizou-se a previdência social, multiplicou-se a produção de eletricidade mais de dez vezes, etc.

    Tudo correu bem, até o final do governo Médici, em março de 1974. Só que sob Geisel, os árabes aumentaram os preços do petróleo de US$3 o barril, em 1972, para mais de US$12 o barril, em 1974. E passou de US$34 o barril, de 1979 em diante. O Brasil que tinha dívida externa líquida de US$6 bilhões, em janeiro de 1974, passou a dever mais de US$90 bilhões, em janeiro de 1983. A inflação estava em cerca de 10% ao mês, de 1982 em diante e o desemprego era alto. A partir daí a queda do Regime Militar tornou-se inevitável. A isto se deve acrescentar, o caráter incompetente do mulherengo e último general-presidente, João Figueiredo, que semanas antes de sair do governo, deu uma entrevista à televisão, pedindo que o povo o esquecesse. Como disse o filho de Médici, Roberto Nogueira Médici: "Figueiredo devia ter comandado uma retirada ordenada, mas ele comandou uma rendição incondicional. "

    O Regime Militar foi destruído por dentro, inclusive pelo agente do SNI de codinome "Barba", que é chamado de Lula. Quando o lulista Delfim Neto colocou a inflação a 10% ao mês e o desemprego lá em cima, o povo brasileiro se desesperou e, ficou contra o Regime Militar. Um povo desesperado, se agarra ao primeiro bando de demagogos que aparecer.
    Não basta derrotar uma gangue terrorista com tiros e algemas. Tem de se impedir que as ideias do terror, se tornem dominantes na política, depois. Como exemplo disto, nós teríamos os exemplos da derrota das Brigadas Vermelhas, na Itália, que foram formadas, no mesmo tempo em que o terrorismo atacava no Brasil. As Brigadas Vermelhas não foram só derrotadas militarmente; elas foram derrotadas militarmente e depois, também extintas politicamente. O mesmo pode ser dito sobre o Symbionese Liberation Army nos Estados Unidos, a Gangue Baader-Meinhof na então Alemanha Ocidental, etc. Todos eram movimentos marxistas violentos e foram derrotados militarmente e depois, completamente extintos politicamente. Naquela mesma época, não foi o que aconteceu, com os movimentos marxistas do Brasil e Argentina, que foram facilmente derrotados militarmente, pela polícia e militares, mas se tornaram hegemônicos politicamente, sem dar um tiro, logo depois. Assim o foi pois, o terrorismo é mais de 99% guerra psicológica, contra menos de 1% de tiros e bombas.
    Em suma: 1- Afora o caso do Chile de Pinochet, todos os regimes militares da América Latina apostaram no estatismo e colheram corrupção , endividamento, desemprego, fracasso e por, uma completa queda.
    2- A luta contra o terrorismo; inclusive contra o terrorismo islâmico é acima de tudo, uma luta psicológica. Toda a esquerda latino -americana venceu tal guerra psicológica.

    Sobre a morte do estudante Edison Luís, em 1968 e demais coisas, que veja o site seguinte: ( www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=15225&cat=Artigos ).

  • Lando  11/05/2018 03:27
    Os milicos brasileiros fariam inveja a o que qualquer esquerdista brasileiro moderno deseja.

    Não foi por acaso que o país faliu no anos 80, estatismo puro por 20 anos só poderia resultar nisso.
  • Capital Imoral  09/05/2018 17:04
    Lula é como Nelson mandela no exílio

    Completou um mês desde a prisão do homem mais honesto que já passou por este país, lula, o pai dos pobres. Durante a história dos homens sempre houve pessoas com coragem para lutar contra a ideologia burguesa, e de certa forma, essas pessoas carregam semelhanças ideológicas (ser de esquerda) e uma profunda bondade para com os mais pobres; é como se a pessoa fosse um santo não ordenado pela Igreja católica; vemos claramente essa semelhança entre Lula e Nelson mandela.

    O apartheid foi um exemplo desta semelhança entre o passado e presente. Assim como acontece hoje, a direita atrapalhava o desenvolvimento social e humano das minorias e pobres, e isso ficou representado através do apartheid na áfrica do Sul.Para quem não sabe, o apartheid foi um regime de segregação racial adotado entre 1948 e 1994 pelo governo Nacional (de direita) no qual os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca e cristã; Nelson mandela foi perseguido por lutar a favor dessas minorias pobres, isso significa que, assim com Lula, ele foi um preso político e não um político preso como gostam de afirmar os neoliberais. Por isso sua principal bandeira política foi a resistência não-violenta, pois ele sabia que a próprio discurso de ódio e violência que é natural do livre mercado iria acabar em mais miséria humana.

    Por ter lutado pelos pobres e contra a burguesia, Nelson mandela acabou como réu em um infame julgamento, assim como Lula, no qual o sistema de escravidão conhecido como capitalismo começou a persegui-lo{1}. Mandela passou 27 anos na prisão por essa perseguição ideológica.

    O que há em comum entre Nelson mandela e Lula?
    Mal sabia a direita delirante que Nelson mandela viria a se tornar o prisioneiro político mais famoso do mundo, e posteriormente, o homem responsável pela refundação de seu país. Sim, ele ficou 27 anos em profundo exílio até que houvesse uma mudança, mas não pense você que ele estava morto, ele estava apenas se preparando para o retorno triunfal que cedo ou tarde iria acontecer. Podemos pensar que o mesmo está acontecendo com Lula. Você realmente acha que Lula está morto? Lula vive no coração da maioria dos brasileiros. Ele até pode passar 30 anos na cadeia, não importa, ele irá retornar e vencer essa guerra; porque o bem sempre vence o mal. Vocês podem continuar com sua ideologia nojenta; quando ele retornar, a história do Brasil será refeita do zero. E tomara que seja banida a ideologia neoliberal deste país.

    {1} Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, logicamente, havia uma perseguição ideológica por parte da política americana. goo.gl/M926Ky

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Fortalecendo as ideias austríacas  09/05/2018 18:49
    O que resta explícito é que, dada o afastamento do Lula do cenário político, pode ser que agora a teoria austríaca ganhe campo para florescer e assim fortalecer as ideias misesianas sobre liberdade.

    Até que incauto retorne, até lá, teremos tempo para solidificar a ideia na sociedade.

    Capital Imoral, fortalece Mises mais pra gente!
  • BS  09/05/2018 19:50
    kkkkkk muito bom.
  • Walterson Almeida  10/05/2018 01:33
    Se o Mortadela lesse mais o site que frequenta, saberia que o Mandela foi condenado à prisão perpétua por terrorismo e não por defender a população negra, até porque a maioria de suas vítimas eram negros. Quando foi preso a polícia encontrou nada menos que 51 MIL minas terrestres em sua casa e não consta que a África do Sul estivesse em guerra.

    Quanto a ficar "em profundo exílio", na verdade sua mulher Winnie Mandela fazia lá fora tudo que ele ordenava, inclusive continuando com a política terrorista contra negros. Quando lhe foi oferecida a liberdade em troca de suspensão dos atos terroristas, ele simplesmente recusou. E esta pessoa foi agraciada com o Nobel da Paz.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1758
  • Felipe Lange  09/05/2018 18:01
    "Se o governo argentino realmente quiser abolir suas crises cambiais, a solução tem de ser radical: seu Banco Central tem de ser proibido de imprimir dinheiro para financiar o Tesouro. Adicionalmente, novas expansões da base monetária também têm de ser abolidas."

    Ou seja, colocar lá uma LRF ou melhor, abolir o Banco Central e adotar o CV.

    Leandro, uma pancada na taxa de juros lá não poderia ter o mesmo efeito do que aqui no Brasil quando a equipe econômica do primeiro governo Lula fez tal medida, que fez a confiança dos investidores subir?

    Argentina quer ser a Grécia bananeira pelo jeito.

    Nova Zelândia não cresceu com falsas-reformas gradualistas e cheias de concessões. Aprenda Macri.
  • Leandro  09/05/2018 18:19
    Não, pois lá, ao contrário daqui, o BC pode financiar diretamente o Tesouro.

    Mais ainda: lá, ao contrário daqui, o BC emite títulos próprios. Lá, não são só os títulos públicos que são usados para fazer política monetária. O BC também entra no esquema. O BC emite as LEBACs (Letras do Banco Central). Na prática, o BC emite uma LEBAC a 40% ao ano, você compra, e daqui a um ano o BC devolve seu dinheiro acrescido de 40%.

    Ou seja, o próprio BC cria inflação ao tentar controlar a inflação.

    Uma taxa de juros alta hoje pode até ajudar a conter um pouco a oferta monetária. Mas daqui a um ano, a enxurrada monetária virá ainda mais forte.
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  09/05/2018 22:56
    Onde o Banco Central arranja dinheiro para resgatar suas LEBACS,pois com os títulos públicos ele aufere receitas com os juros destes títulos,mas das LEBACS como funciona este mecanismo de lançar e resgatar títulos próprios,enfim peço-lhe encarecidamente que nos explique como funciona essa operação do Banco Central argentino e do Brasileiro antes da LRF?
  • Trader  09/05/2018 23:10
    O BC tira dinheiro do mesmo lugar que qualquer outro BC tira para comprar qualquer ativo: ele simplesmente cria dinheiro do nada (apertando uma tecla num computador).

    Os BCs são as únicas entidades do mundo que não só podem fazer isso legalmente, como são estimulados a fazer isso (pois isso é chamado de "política monetária expansionista").

    Vale observar que as LEBACs foram criadas em 2002. De lá pra cá, a inflação argentina nunca mais ficou abaixo de dois dígitos.
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  10/05/2018 02:59
    Trader

    No caso dos títulos públicos o Bacen age igual um intermediário financeiro entre o Tesouro Nacional e o sistema financeiro,enfim ele compra os títulos públicos com dinheiro do nada igual o antigo ourives trocava o recibo de Depósito(Armazenado em seu cofre)por moedas de ouro e com o tempo percebeu que era lucrativo emitir recibos sem lastro(Não havia ouro em seu cofre para tantos recibos emitidos,havia uma fração delas depositada)ou seja mesmo sem moedas de ouro suficientes para resgatar este recibo e hoje em dia os recibos foram substituídos por papel-moeda sem lastro em ouro de maneira que o lastro do papel-moeda são os títulos públicos resgatáveis com o dinheiro dos impostos(Seja com o aumento das alíquotas ou com a criação de novos impostos)ou com inflação.Ou seja virou um fim em si mesmo,mas os Títulos Próprios do Banco Central são vendidos ao sistema financeiro e este papel-moeda é recolhido aos cofres do Banco Central e com isto é controlado a inflação.

    Com a retirada deste dinheiro de circulação com a venda dos Títulos do Bacen o indíce geral de preços cai e a inflação que o povo conhece é na realidade a carestia e esta fica controlada,mas a pergunta é a seguinte:

    Para resgatar estes títulos o saldo de papel-moeda volta a ser o mesmo de antes.Exemplo fictício tem R$100.000.000,00 em papel-moeda circulando na economia e o Bacen vende seus títulos próprios no valor de R$ 5.000.000,00 resgatáveis dentro de 1 ano no valor de R$6.000.000,00,portanto o Bacen terá em seus cofres R$ 5.000.000,00 e no Mercado estará circulando somente R$95.0000.000,00 e ele só terá de emitir sem lastro mais R$ 1.000.000,00 de reais para resgatar estes títulos,tal operação voltará a inflacionar a oferta de moeda e irá influenciar o índice geral de preços novamente levando a carestia e ao descontentamento popular devido ao aumento do custo de vida.

    Ao operar somente com títulos públicos o Bacen elimina mais esta fonte de inflação que era os títulos próprios igual no passado(LBC,NBC,LABACS na Argentina,etc),ou seja o Banco Central só irá emitir R$ 5.000.000,00,pois quem irá resgatar os títulos comprados será o Tesouro Nacional com os impostos arrancados de nós ou fazendo inflação ao rolá-los no Mercado Aberto,enfim a minha pergunta seria esta explicação minha está correta ou eu não enxerguei direito a questão!?

    Aproveito também para indagar ao caríssimos comentaristas que explanem como funciona as operações com swaps comuns e swaps reversos e qual a conta patrimonial que o Bacen usa para registrar o caixa(Dinheiro que ele usa para pagar suas despesas rotineiras igual pagamento da compras de numerário na Casa da Moeda,transporte de numerário entre suas dependências Brasil afora,despesas com a folha de pagamentos,despesas com material de expediente,despesas com reformas de suas dependências,com o cafezinho dos funcionários,despesas com a custódia de dinheiro no Banco do Brasil? Já ouvi dizer que não é a conta caixa do ativo patrimonial,mas me parece que fica registrado em contas de compensação...portanto gostaria que algum contador versado em contabilidade bancária elucidasse esta questão de preferência com riqueza de detalhes).Ou indicasse algum livro que trate do tema.

    Agradeço desde já quem quiser responder minha humilde pergunta.Viva o IMB cultura e conhecimento a serviço de nós libertários e\ou minarquistas de boa vontade.
  • Felipe Lange  09/05/2018 18:02
    Só corrigindo meu comentário, é CB (currency board) não CV.
  • Magico Gonzalez   09/05/2018 18:49
    "Isso faria com que os juros subissem ainda mais no curto prazo. Haveria recessão, demissões e vários investimentos seriam abortados."

    Haveria caos social com a falência de serviços básicos ofertados pelo Poder Pùblico. E com pessoas invadindo supermercados e se matando por aí.


    Acho que salvar a economia é muito importante, mas nós temos que salvar o "barco" com os passageiros e não apenas com o barco.

    Isso torna muito mais difícil as coisas. Eu não vejo nenhuma preocupação na fala desse site com as pessoas.

  • Amante da Lógica  09/05/2018 19:09
    "Haveria caos social com a falência de serviços básicos ofertados pelo Poder Público"

    Caos social ocorre quando há hiperinflação e escassez (fenômenos causados por moeda fraca), e não com um desemprego pontual e passageiro. Muito menos há "caos social" quando há de benefícios de funcionários públicos fantasmas e altamente bem remunerados.

    Sua moral está torta.

    "E com pessoas invadindo supermercados e se matando por aí."

    Pessoas invadem supermercado exatamente quando há hiperinflação e escassez -- ou quando há confisco da renda, como o "corralito", cujo efeito é o mesmo de uma hiperinflação: o dinheiro que você tinha perde todo o poder de compra da noite para o dia.

    "Acho que salvar a economia é muito importante, mas nós temos que salvar o "barco" com os passageiros e não apenas com o barco."

    A sua solução de "salvar o barco com os passageiros" é exatamente o gradualismo que vários economistas defendem. É exatamente o gradualismo que sempre foi aplicado na Argentina, e que transformou o país outrora mais rico do mundo em uma piada mundial.

    De nada adianta tentar "salvar o barco" se os próprios passageiros não querem que ele seja salvo. No final, o barco afunda e todos morrem. E você aplaude. "Ei, pelo menos não tentaram salvar só o barco".

    "Isso torna muito mais difícil as coisas. Eu não vejo nenhuma preocupação na fala desse site com as pessoas."

    Ao contrário: dado que este site só faz falar sobre como criar uma economia pujante, próspera e rica, então ele, por definição, só pensa no bem-estar das pessoas.

    Já quem defende populismo, keynesianismo e gradualismos, estes sim não estão nem aí para as pessoas. Estão defendendo políticas que são boas apenas para uma fatia da população (funcionários públicos e grandes empresários em conluio com o governo).

    Qual deles é você?


    P.S.: ah, sim: as leis da economia não podem ser abolidas com efusões de coitadismo e afetações de vitimismo. Dizer que é para "pensar mais nas pessoas" não irá revogar leis econômicas básicas, como oferta, demanda e as causas da hiperinflação e da escassez. O coitadismo e o vitimismo são as principais causadores das tragédias econômicas da América Latina.
  • Nicolás  09/05/2018 19:12
    Concordo com você, caro Mágico Gonzalez. Vocês têm de parar com essa obsessão com economia e começar a pensar mais no povo e no social.

    Um exemplo de governo que vem demonstrando ter grande sensibilidade social, e que corajosamente não se curva às malditas leis da economia, é o venezuelano. E os resultados estão sendo ótimos:

    A catástrofe humanitária do socialismo venezuelano: 90% da população vive hoje na pobreza

    É assim que se faz. Espero que o Macri passe a "pensar mais em pessoas", exatamente como vem fazendo Maduro.
  • Coelha Cartola  09/05/2018 19:46

    [i]"Haveria caos social com a falência de serviços básicos ofertados pelo Poder Pùblico. E com pessoas invadindo supermercados e se matando por aí."[i]

    É mesmo? Por quais motivos isso acontece, oh Senhor!?

    [.]"Acho que salvar a economia é muito importante, mas nós temos que salvar o "barco" com os passageiros e não apenas com o barco."[i]

    Cara, em que planeta você está orbitando?

    [i]"Isso torna muito mais difícil as coisas. Eu não vejo nenhuma preocupação na fala desse site com as pessoas. ''[i]
    Ent]ao tudo o que até agora foi demonstrado nesse site, até este momento, exatamente tudo, só causou preocupação aos jumentos, asnos e porcos?

    Tá difícil, hein?

    links pra te ajudar a raciocinar.

    mises.org.br/Article.aspx?id=2225

    mises.org.br/Article.aspx?id=2570

    mises.org.br/Article.aspx?id=1353
  • Felipe Lange  09/05/2018 23:33
    É hilário ver o pessoal aqui vindo com argumento emocional achando que vão sair sem serem rebatidos.
  • Dalton Catunda Rocha  09/05/2018 19:05
    Já há décadas finados, meu avô e dois irmãos dele, eram militares brasileiros da ativa, durante toda a Segunda Guerra Mundial.
    Eu tinha um agora finado tio-avô, José Belém Rocha, um finado oficial da Marinha do Brasil, que lutou contra os submarinos da Alemanha e Itália, em toda a Segunda Guerra Mundial e lutou contra Intentona Comunista, em 1935. Desde de que eu era criança, ele me contava umas coisas.
    Primeiro, que na época e lugar onde ele havia nascido, a decisão de se tornar militar, que ele tomou foi altamente acertada, pelo bem que ele fez ao Brasil e ao mundo. A segunda é que ele se orgulhava de não ter nenhum descendente militar pois, segundo ele, já quase 30 anos atrás, a perspectiva real para o futuro de nossos militares, se resumiria, a bater continência a mafiosos.
    Este mesmo finado tio-avô, já quando eu era uma criança, me contava muitas coisas da Argentina maravilhosa, que ele viu ainda nos anos 1920 e, o desgosto de ver no que a Argentina havia se tornado de Perón(1946), para cá. Tanto era o desgosto dele com o destino da Argentina, que já no final dos anos 1970, ele decidiu nunca mais ir para aquele país. Que a Argentina maravilhosa que ele conhecera, vivesse só na lembrança. Na Argentina de 1976 a 1983, não foi o mesmo, que no Brasil do Regime Militar. Foi bem pior.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais desde 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
  • Cristiane de Lira Silva  09/05/2018 19:44
    Você pode fazer textão também dizendo como nasceu o capitalismo e também também como nasceu a propriedade privada.

    A propriedade privada deve ter nascido assim: no começo os humanos eram nômades e faziam caça e coleta. Depois inventaram a agricultura e aprimoraram armas. Deve ter sido aí que algum humano primitivo resolveu dizer que algo material era seu e a moda se espalhou até que os recursos eram pouco eles resolveram brigar uns com outros e matar uns aos outros para tomar as propriedades uns dos outros. Então alguns poucos indivíduos se tornaram donos de tudo, até de outros indivíduos. Daí evoluíram um pouco mais e criaram leis para declarar que é errado tomar a propriedade dos outros e que a propriedade deve passar para os descendentes. E claro que também criaram leis pra dificultar que outros adquiram propriedade. Fim da selvageria. Uns ficaram com muitas propriedades e outros só com o próprio corpo.
  • Guilherme  09/05/2018 19:55
    Viver na Argentina é ótimo, se estiver em posição favorável e ganhar em moeda forte crise nenhuma te abala, sendo desenvolvedor de softwares aufiro minha renda do exterior e posso usufruir de um padrão e qualidade de vida que jamais conseguiria em qualquer cidade do Bostil, essa crise vai fortalecer ainda mais a cena de TI de B.A. atraindo profissionais em busca de melhores condições para ser nômade digital, ainda mais para os que não dominam inglês como eu.
    Crises cambiais e econômicas afetam a economia velha e carcomida das fábricas, da construção e dos serviços tradicionais, a nova economia, a digital só se fortalece.
  • Régis  09/05/2018 20:34
    De fato, quem mora na Argentina e aufere sua renda em dólares deve realmente viver bem. Eu não encararia, porque não gosto de viver em países de regimes populistas: sempre há alguma escassez (lembro-me que em 2014-2015 chegou a faltar preservativo em Buenos Aires por causa dos controles de preços).

    A ideia de poder comer bem e barato em Buenos Aires (em dólares) não compensa os apagões sucessivos e nem as eventuais escassez de coisas. (Fazendo uma comparação extrema, mas válida, de nada adianta morar na Venezuela e ganhar em Bitcoins se você não tem o que comprar).

    E, em termos de segurança, há várias cidades muito boas no interior do Brasil para quem pode trabalhar de casa (como é o meu caso).
  • Bagua  09/05/2018 22:28
    Pois até ganhando em moeda forte o Brasil é péssimo para viver. Sorte que encontrou seu jeito colega, no Brasil é perigoso até criar porcos que dirá filhos.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  10/05/2018 20:26
    Se você aufere renda em moeda forte, até em uma caverna você vive bem.

    E quanto a boas cidades pra se viver nessa situação, só no Brasil posso te apontar umas dez, porque já morei em tudo que foi buraco deste país, já que sou gestor de projetos.

    Gosto de Buenos Aires,mas senti uma certa animosidade das pessoas nas vezes em que a visitei.
  • Guilherme  11/05/2018 02:06
    Richard, obrigado pela sua resposta, em B.A. e MVD minha carga tributária efetiva está em 17%, retorno 21% do IGV e não pago IR, modalidades não disponíveis para um cidadão bostileiro residente no Bostil recebendo em moeda forte, me permitindo padrões de consumo nababescos com rendimentos de programador mediano.
    Gosto de metrópoles não cidades médias cheias de velhos querendo fazer suas aposentadorias render, e agitadas, com estrangeiros europeus, americanos e mesmo paraguayos são interessantes e bons de conversa, ainda que estes estejam de retorno à seu país em pleno milagre econômico, para interagir, não os haitianos e africanos da África subsaariana que são os únicos estrangeiros que o Brasil é capaz de atrair, principalmente minha querida e arruinada São Paulo, de longe o pior centro de cidade dentre todas as grandes cidades do continente. Quanto à animosidade está certíssimo. Mas como disse, estou aqui pelos estrangeiros, eles gostam de mim e eu deles.
  • Renato  15/05/2018 12:53
    Gostaria de conhecer a Argentina e a Buenos Aires que vc acaba de descrever. Talvez seja aquela Buenos Aires de Pernambuco.

    A capital da Argentina, onde eu morei 3 anos, não se parece com nada do que vc falou. Exceto na parte dos paraguaios, que de fato são gente boa e trabalhadora.

    Os europeus que conheci lá eram os mesmos ripongas que vc vê no Rio ou em Salvador, gringos em busca de aventuras no terceiro mundo sudaca.

    Já haitianos e senegaleses vi aos montes, vendendo bijuterias na rua. Esses ao menos se davam bem, porque não pagavam os impostos escorchantes do Estado argentino.

    Agora, viver num country ganhando em dólares, com o gerador elétrico privado (o que impede os apagões), segurança privada (o que impede os assaltos de rua, muito comuns no centro) , aí sim, vale mesmo a pena.
    Nem o populismo bananeiro do local, que volta e meia dá as caras, acaba atingindo.
  • Renato  15/05/2018 00:57
    Outra dúvida é: como alguém que trabalha em TI e não domina inglês pode ganhar o salário que vc diz ganhar?

    Fanfic detectada.
  • Guilherme  15/05/2018 13:41
    Renato obrigado pela resposta, não ganho mais do que ganhava no Brasil, sou um profissional comum e ordinário de média produtividade, exceto por dominar espanhol e haver muito trabalho neste idioma, apenas aproveito as vantagens tributárias de uma offshore uruguaya e as vantagens de retorno do IGV que a Argentina permite. Modalidades não disponíveis no Bostil. Como disse, saí de um sistema onde pagava 70% dos meus rendimentos em impostos para um onde pago 17%. Tal aumento substancial me permite viver em excelente e belo bairro, com bons serviços à disposição, feriados prolongados esquiando ou nas boas praias de SC e eventuais viagens intercontinentais, antes, com rendimento muito parecido eu morava numa periferia péssima da ZL de Sampa, feriado prolongado em praias da baixada santista lotadas e viagem internacional era impossível. Lamento que não tenha aproveitado a oportunidade de redução de impostos que B.A. - MVD permitem.Também não moraria aqui pagando impostos como um argentino comum.

    As brechas no sistema financeiro/político estão aí para serem usadas, exceto no Bostil onde essas brechas para a classe média já se extinguiram ou nem sequer foram criadas e onde os bonobos que a habitam lutam para defender o sistema que os empobrece.
  • Miguel  11/07/2018 22:56
    Ser brasileiro fora do Brasil é maravilhoso, também vivo na Argentina, em Cordoba, qualidade de vida muito superior ao Brasil. Brasil só para praias.
  • Paulo Henrique  09/05/2018 21:19
    É possível você ter um país quebrado/dando calote, mas sem inflação? Acho que bastaria o Macri atacar a forma como os bancos financiam o deficit do governo (principalmente o banco central) e ele passaria a resolver o problema inflacionário e do câmbio.

    Só que isso poderia levar o país a uma moratória, correto?

    Argentina me lembra muito os governos no Brasil em hiperinflação, alguns até tentaram cortar gastos, privatizaram, tipo o Collor. Mas falharam na política monetária. O que praticamente destruiu seus governos, que até poderiam ser chamados de liberais não fosse isso. (Collor abriu o mercado para importação, fechou estatais, etc)



  • Trader  09/05/2018 21:46
    Sim, é exatamante o que o Leandro falou nesse artigo: você pode ter uma economia aberta e bastante livre, mas se fizer cagada na área monetária, tudo vai pro saco.

    Money dominates.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • Cesar  09/05/2018 21:49
    Alguém poderia me explicar a comparação que foi feita com a economia brasileira? Ali onde mostra os dois gráficos, não entendi a comparação
  • Maia  09/05/2018 22:04
    Evolução da base monetária na Argentina, de 2016 até hoje: 65%

    Evolução da base monetária no Brasil, de 2016 até hoje: 8%

    Evolução do M1 na Argentina, de 2016 até hoje: 71%

    Evolução do M1 no Brasil, de 2016 até hoje: 10%

    Entendeu melhor, agora? O Brasil pratica uma política monetária muito mais austera que a da Argentina. Por isso aqui a inflação de preços ficou controlada (quem está ferrando tudo é a Petrobras) e não houve nenhuma súbita desvalorização cambial.

  • Paulo Henrique  10/05/2018 01:55
    Ou seja. A culpa é do Macri mesmo, e não da governabilidade. Não creio que seja muito difícil passar uma lei que restrinja a brincadeira do banco central , é mais fácil que a da previdência, que passou recentemente
  • Monetarista  09/05/2018 22:26
    Por isso que austríacos são inúteis pra lidar com a realidade. Totalmente inviável politicamente frear a expansão da base monetária de uma hora pra outra. O governo já corre o risco de não terminar o mandato e, com essa medida, seria certeza de não terminar. Chamem os ortodoxos, que resolve.
  • Estudioso  09/05/2018 22:51
    Correção: chame os ortodoxos, que fica tudo exatamente como está. O atual presidente do BC argentino, Federico Sturzenegger (formado no MIT), e o atual ministro da fazenda, Nicolás Dujovne (Stanford), são ortodoxos. Exatamente por isso são gradualistas frouxos.

    Se tivessem adotado um tratamento de choque no primeiro dia de governo, hoje já estaria tudo arrumado.

    No final, Macri será a ponte mais curta entre o kirchnerismo e o peronismo. Ortodoxia invejável.


    P.S.: até onde sei, elevar juros para combater desvalorização cambial é exatamente o que manda o receituário ortodoxo. Pelo visto, você próprio nem sabe o que defende.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  10/05/2018 14:24
    Duas perguntas:

    - que significa ortodoxo neste contexto?

    - se estes senhores estudaram em MIT (Federico Sturzenegger ) e Stanford (Nicolás Dujovne), que tipo de economia ensinam estas intituições?

    Obrigado
  • Alfie  12/05/2018 01:25
    "que significa ortodoxo neste contexto?"

    Pessoas que seguem a economia mainstream, isto é, aquela que é ensinada nas universidades (e que não conseguem acertar nada).

    Mas, ainda assim, é melhor que a economia heterodoxa, que é aquela ensinada na Unicamp.

    Artigo sobre isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2413

    "se estes senhores estudaram em MIT (Federico Sturzenegger ) e Stanford (Nicolás Dujovne), que tipo de economia ensinam estas intituições?"

    Economia mainstream (ortodoxa).
  • Carlos  10/05/2018 01:33
    Quem ignora a realidade são aqueles que acreditam que "dosando" ao longo do tempo as medidas a serem tomadas vai resolver alguma coisa.

    Se for pra fazer algo, que faça tudo de uma vez, porque senão depois os esquerdistas ainda vão ficar berrando para a massa ignorante da sociedade que a culpa foi do liberalismo porque o presidente era um dito liberal.

    como diz aquela frase "se for fazer o mal faça tudo de uma vez".
  • Bruno  09/05/2018 23:41
    O texto é bom, mas a conclusão...
    O governo acabou. Todas as medidas sugeridas deveriam ser adotadas no início do mandato. Agora, é impossivel reverter a situação. Ano que vem tem eleição e o estrago político já foi consumado. Não adianta saber o que fazer se vc não tem uma boa estratégia. Até pode vencer uma ou outra batalha até lá, mas já perdeu a guerra.
  • Trader  10/05/2018 12:56
    E a conclusão tem de ser aquela mesma. Não tem nem como ser diferente. Se a tragédia argentina sempre esteve em sua política monetária, então simplesmente não há solução que não passe por um reforma completa do Banco Central. Se alguém sabe de uma melhor, é só falar.
  • Celso Silva  10/05/2018 00:11
    Nesse texto, muito bem exposto, chamo a atenção para o número de funcionários públicos mantidos pelos diferentes níveis de governos argentinos. Contagem aos milhões, para nenhuma produção! Aqui é diferente???
    Tempos atrás fiz um levantamento com base em dados oficiais. No Brasil eram nessa época, coisa de mais ou menos um ano atrás, cerca de 15 milhões de funcionários públicos, divididos entre federais, estaduais e municipais. Quantos deles de fato produzem algum tipo de serviço? Uns 10% ??
    Deixo sugestão à editoria para que seja montado algum texto abordando exatamente esta questão e quantos bilhões de reais são gastos anualmente com os tais funcionários...
  • Vitor  10/05/2018 12:57
  • Natalia  10/05/2018 04:30
    Off-topic

    Já ouviram falar da editora marxista Boitempo?

    Está há 20 anos ativa no mercado promovendo um conteúdo predominante de ideias socialistas.

    Como explicar uma empresa capitalista com um viés desse?

    Será que ainda há tantas pessoas iludidas assim no Brasil?

    Há os que defendem, alegando que ela somente se dedica ao estudo do marxismo, mas isso é falso pela omissão de praticamente todo estudo contrário a essa corrente de pensamento, de dados históricos, os gulags por exemplo, e ao enaltecimento de Karl Marx e da Revolução Russa.


    O que acham disso?


  • ed  10/05/2018 15:04
    Nada demais. Se há demanda por livros socialistas então a empresa consegue sobreviver.
  • Pobre Paulista  11/05/2018 01:51
    Não é curioso que o socialismo só sobreviva sob o capitalismo?
  • anônimo  10/05/2018 05:29
    A solução para a Argentina mora ao lado: Brasil. Fechem o BC urgentemente é adotem uma cesta de moedas, com Real, dólar e euro. Ponto final. Serviços públicos pagos diretamente pela população e redução de tributos seria outra medida que ajudaria. Fora desestatização, que era pra ontem. Me ouça, Macri.
  • Leigo  10/05/2018 14:31
    Exímia conclusão.
  • Cristiane de Lira Silva  10/05/2018 14:35
    Mudei de idéia sobre Hyek, os comentários indicaram um livro sobre a família que eu ainda não tinha visto. Parece interessante. Que eu não me decepcione... O chato é que tá em inglês. Eu prefiro em português. Eu não sou tão rápida pra ler em inglês quanto sou pra ler em português. Será que ele fala das famílias diferentes desse modelo moderno e ocidental com um homem, uma mulher e n filhos?
  • Luís Henrique  10/05/2018 15:05
    "Muitos imaginavam que, desde que o supostamente "pró-mercado" Maurício Macri se tornou presidente em dezembro de 2015, a Argentina entraria no caminho virtuoso da desregulamentação, da desburocratização, e do maior rigor fiscal e monetário. "

    Pois é, o capitalismo real continua sendo tentado. E continua sendo um desastre.
  • Vitor  10/05/2018 15:29
    Capitalismo real na Argentina, onde o governo controla 50% do PIB, a economia é fechada por tarifas de importação, o funcionalismo público e os sindicatos dominam a economia, e há um Banco Central destruindo o dinheiro?!

    Se isso é o capitalismo real, então o que seria o capitalismo de Hong Kong e Suíça? Lá deve ser um capitalismo tão além do real, que vira até fictício...

    É cada coitado que desaba por aqui.
  • Fabrício  10/05/2018 15:35
    Calma, o cidadão quis tentar fazer um trocadilho com o título deste artigo aqui (Sim, o "socialismo real" já foi tentado. E foi um desastre ), mas o coitado não se atentou para a lógica. E acabou demonstrando um incontornável problema cognitivo.

    Os socialistas dizem que o socialismo só irá funcionar quando for pleno (ou seja, não poderá haver nem sequer uma mercearia privada). Até lá, qualquer coisa que meramente se aproxime de socialismo, mas que não socialize tudo, será trágico.

    Já os liberais dizem que quanto mais próxima uma economia se aproxima do liberalismo, melhor ela será, ainda que o liberalismo pleno jamais seja alcançado.

    Ou seja, é o exato oposto do que dizem os socialistas sobre o socialismo.
  • Engenheiro  10/05/2018 15:24
    A Petrobras não é o problema, o problema são os impostos

    A petrobras nem sequer tem o monopolio, o mercado é aberto a outras empresas.


    E os nossos preços(sem impostos) são praticamente igual dos EUA, Alemanha e etc..


    Não são as estatais que deixam o Brasil e a Argentina inviavel
  • Wellington  10/05/2018 15:34
    "A petrobras nem sequer tem o monopolio, o mercado é aberto a outras empresas."

    PQP! De novo essa mesma ladainha? É toda semana agora? Esse site está sendo invadido por aspones da Petrobras?

    Prezado engenheiro, informe-se melhor.

    A Petrobras, segundo seu próprio presidente, detém 100% do refino no país. (Na verdade, detém "apenas" 98%).


    istoe.com.br/nao-e-bom-para-o-pais-a-petrobras-ter-100-de-monopolio-no-refino-diz-parente/

    Se isso não é um monopólio, então nada mais é monopólio. Se isso é um "mercado é aberto a outras empresas", então até os Correios também são abertos.

    Entenda esse básico: a Petrobras nunca terá qualquer concorrência, pois para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    De resto, quanto à exploração de petróleo, vale lembrar que o mercado nacional de petróleo ficou completamente fechado de 1953 a 1997, período em que a Petrobras deteve, por lei, o total monopólio do setor. A consequência inevitável é que, com a abertura do mercado após mais de 40 anos de monopólio, a Petrobras já havia se apossado das melhores reservas do país, não havendo espaço para a concorrência privada. Hoje, é quase que impossível alguém concorrer com a estatal. Embora o monopólio de jure não exista mais, o monopólio de fato continua praticamente intacto.

    Sua ingenuidade em relação ao mundo real, e especialmente à política, é realmente comovente.

  • Tannhauser  10/05/2018 16:01
    Leandro, dado que o M0 e M1 o Brasil não está expandindo muito, menos que nos EUA, a tendência do dólar é cair no longo prazo?
  • Leandro  10/05/2018 18:46
    Tudo o mais constante, sim. Só que aqui no Brasil há uma encrenca: os preços administrados pelo governo.

    Os preços livres -- aqueles formados pelo mercado -- estão bastante estáveis (exatamente por causa da evolução da oferta monetária), mas os preços controlados seguem em "desabalada carreira". Preço da gasolina, do gás, da energia elétrica, dos pedágios, dos remédios, da taxa de água e esgoto etc., tudo continua subindo (por ordens do governo).

    Consequentemente, e dado que a taxa de câmbio reflete o poder de compra da moeda, é sim possível que um contínuo encarecimento dos preços administrados gere uma desvalorização do câmbio.

    A conferir.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2499
  • NEO  10/05/2018 17:28
    "Eis a verdadeira crise que aflige a Argentina: sua política monetária, a qual sempre foi um fracasso. Curiosamente, isso nem sequer é comentado pela "mídia especializada", que não aborda o assunto ao falar da recente depreciação do peso."

    A tal "mídia especializada" foi a mesma que pintou Macri como um ultra-neoliberal (quando estava na cara já nas eleições que era apenas um social-democrata fiscalmente sensato) e agora é a mesma que nem ao menos sabe porque a moeda argentina possui inflação historicamente absurda, mas já joga a culpa é do liberalismo.

    A mídia brasileira e internacional é louquinha pra eleger candidatos de esquerda e fazem de tudo para defendê-los mesmo que pareça o contrário. Veja se algum veículo de imprensa defende que retirem o Maduro do poder, mesmo com as atrocidades que ele e Chavéz fizeram desde a década passada.
  • Luiz Moran  10/05/2018 17:58
    O problema argentino é o mesmo de toda AL: comunofascimo.
  • Felipe Lange  10/05/2018 18:03
    Leandro, será que haverá outra bolha imobiliária no Brasil? Pergunto isso porque minha família está tentando vender uma casa e a situação está complicada, apesar de que Mococa é ruim mesmo em épocas melhores.
  • Leandro  10/05/2018 18:48
    Dado que os depósitos em conta-corrente retrocederam ao mesmo nível de 2010, não é de se imaginar uma grande explosão na demanda por ora.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • Pobre Paulista  11/05/2018 01:49
    Não entendi seu comentário, não seria o oposto?
  • Leandro  11/05/2018 13:29
    Dado que os depósitos em conta-corrente retrocederam ao mesmo nível de 2010, não é de se imaginar uma grande explosão na demanda por imóveis agora.

    Dado que a oferta monetária diminuiu, não é de se esperar que a demanda por imóveis seja alta.

    O leitor disse que está tentando vender um imóvel, mas não encontra comprador. Faz sentido que ele não encontre comprador (ao preço exigido), pois a oferta monetária se retraiu. Com a oferta monetária retraída, a demanda tende a cair.

    Acho que agora ficou mais claro. (E olha que eu sempre fui acusado de ser excessivamente repetitivo, hein? Na única vez em que não fui, gerei dúvidas).

  • Pobre Paulista  11/05/2018 19:45
    Era isso mesmo que tinha imaginado, obrigado.
  • George  11/05/2018 20:04
    "Com a oferta monetária retraída, a demanda tende a cair. "

    Isso não seria uma visão um tanto keynesiana? Parece estar lidando com agregados bastante consideráveis.
  • Thomas  11/05/2018 22:25
    Claro que não. É teoria monetária básica: dinheiro cria demanda, mas não cria oferta. Já a teoria keynesiana diz que um aumento na oferta monetária causa aumento na demanda (correto), e tal aumento na demanda automaticamente gera aumento na oferta (errado).

    Tanto é que impressão de dinheiro sem um simultâneo aumento na oferta gera apenas inflação de preços. De novo: teoria monetária básica.

    Se você ganhar 10 milhões de reais na loteria, sua demanda irá aumentar. Mas a oferta não. Se todos ganharem 10 milhões na loteria, a demanda explodirá. Mas isso gerará apenas inflação de preços.

    Para entender tudo isso, sugiro este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • anônimo  10/05/2018 19:35
    Um país que tem pouca indústria e muito funcionário público mamando nas tetas realmente está fadado ao fracasso! Hoje o empresário Laerte Codonho proprietário da empresa Dolly foi preso por fraude fiscal de R$ 4 bilhões vejam que o governo socialista Brasileiro está perseguindo os empresários se eu fosse empresário não investiria no Brasil e sim nos EUA assim não alimentaria essa máfia da política esquerdista e essa população conivente que insiste em dar poder a esses pulhas.
  • Ciro  10/05/2018 23:04
    Eis o problema de se apoiar pequenas reformas de mercado: propaganda.

    Esquerdistas estão usando os dados do desemprego como prova de que as reformas trabalhistas extremamente tímidas do Temer (que não mudaram praticamente nada) foram apenas para "retirar direitos dos trabalhadores".
    Mas o problema não é esquerdista falar borracha, afinal isso é normal, o problema é a mentalidade extremamente estatista do brasileiro médio ouvir esse tipo de coisa.

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/desemprego-fica-em-131-em-marco-e-atinge-137-milhoes-de-pessoas.ghtml

    Quando o país está mergulhado na maior crise da história e com desemprego em níveis recordes, o que o governo faz? Abre mais 15 mil vagas para concursos até agora nesse ano. Estão fechando empregos da iniciativa privada, mas o governo acha que é uma boa ideia abrir empregos na burocracia.
    Do que adianta reduzir 1 papelzinho que você precisa para abrir seu negócio, se mantém a absurda lei marxista de indenização por tempo de trabalho? Do que adianta permitir terceirização mais facilmente, mas aumentar os impostos?
    Quando toda a economia é estatizada e apenas uma pequena parte é livre, não há milagre que crie empregos produtivos e aumente a renda da população.

    Não será possível mudar a realidade do país como foi feito na década de 90, se não for feito de forma radical, privatizando tudo, abolindo 100% a CLT (não ficar fazendo reforminhas nessa joça), destruindo agências reguladoras e reduzindo a carga tributária bruscamente principalmente de pessoas jurídicas.

    Ficar apoiando pequenas reforminhas de mercado não vai nem aumentar nossa liberdade e nem melhorar a economia. Além, claro, de ser uma anti-propaganda do capitalismo.
    Ou é 8 ou 80. Qualquer coisa no meio disso é ajudar esquerdistas e prejudicar a liberdade, já que eles são bagres ensaboados em adaptar o discurso à realidade.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  11/05/2018 20:59
    Boa noite.
    Estou refazendo as perguntas que já fiz em 10/05/2018 14:24

    - que significa ortodoxo neste contexto?

    - se estes senhores estudaram em MIT (Federico Sturzenegger ) e Stanford (Nicolás Dujovne), que tipo de economia ensinam estas intituições?

    e agregando mais uma:

    - que significa ir a pedir dinheiro (dólares USD) ao FMI quando o M0 ou M1 (pesos argentinos ARS) continuam a crescer?

    Obrigado.
  • Alfie  12/05/2018 01:24
    "que significa ortodoxo neste contexto?"

    Pessoas que seguem a economia mainstream, isto é, aquela que é ensinada nas universidades (e que não conseguem acertar nada).

    Mas, ainda assim, é melhor que a economia heterodoxa, que é aquela ensinada na Unicamp.

    Artigo sobre isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2413
    "se estes senhores estudaram em MIT (Federico Sturzenegger ) e Stanford (Nicolás Dujovne), que tipo de economia ensinam estas intituições?"

    Economia mainstream (ortodoxa).

    "que significa ir a pedir dinheiro (dólares USD) ao FMI quando o M0 ou M1 (pesos argentinos ARS) continuam a crescer?"

    Se a oferta de pesos aumenta explosivamente, o preço do dólar em pesos dispara. Ato contínuo, o país precisa de mais dólares para contrabalançar essa disparada do preço do dólar e, com isso, estabilizar o câmbio.

    Isso foi explicado no artigo.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  12/05/2018 14:24
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  12/05/2018 17:41
    Desculpem se não consigo pensar rápido.
    Mas se esta gente possue muitos pesos em relação a dólares e vao buscar mais dólares para contrabalançar, então porque não começam a retirar pesos de circulação, evitando assim ter que entrar com prestamistas?
  • Humberto  12/05/2018 20:52
    Bingo. E é isso mesmo que deve ser feito (aliás, nem precisa retrair a oferta monetária; apenas parar de imprimir já basta). Mas mesmo algo tão simples assim já é considerado muito radical.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  13/05/2018 11:42
    kkkkkk...
    Consegui chegar a esta conclusão em ir a Stanford!
  • Fábio Colla  11/05/2018 21:03
    1,4 trilhões é o M1 ou estou enganado ?
  • Humberto  12/05/2018 05:03
    Exato. 1,4 tri só em cédulas de papel, moedinhas metálicas e depósitos em conta-corrente. Para você ter uma ideia, aqui no Brasil, esse mesmo mensurador é de 350 bilhões (ou 0,35 tri) para uma população 5 vezes maior. Entendeu agora por que a moeda deles não vale nada?

    E o que estão fazendo em relação a isso? Nada. Por isso que a única solução realmente efetiva é fechar o BC argentino.
  • gabriel  12/05/2018 19:09
    olha so isso www.youtube.com/watch?v=RVSWM4bfhmg
  • Guilherme   12/05/2018 22:06
    Graciela afirma achar difícil que Macri consiga convencer os investidores a deixarem seu dinheiro no país, já que membros do próprio governo mantêm recursos fora. Segundo dados da Receita argentina, do patrimônio total do alto escalão do governo, 43% estão no exterior. "Que segurança tem um país onde os ministros mantêm seu dinheiro fora?", questiona a aposentada. Ela e o marido também estão entre a grande parte dos argentinos que não acredita no sistema bancário nem na moeda do país: a poupança do casal é em dólares, escondida dentro de casa.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,colapso-de-2001-volta-a-assombrar-os-argentinos,70002305954

    Só dolarização total ou Currency Board ortodoxo podem salvar a Argentina.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  13/05/2018 12:00
    Mas isto de dolarizar foi tentado em 1998/2000 .
    O projeto não foi adiante.
    O assunto seria mais de ordem mental ou psiquiátrica. Porque esta gente insiste em repetir sempre o mesmo.
    Alias, conforme esta nota, para Peña o problema está no "cambio de contexto internacional".
    www.eleconomista.com.ar/2018-05-recurrimos-al-fmi-no-haya-una-crisis-sino-evitarla
  • Guilherme  13/05/2018 14:22
    Exato, não foi adiante. E como consequência, o país só se afundou.

    Cambalache - a história do colapso econômico da Argentina
  • Cristian Rahmeier  14/05/2018 03:05
    Encíclica de Leão XIII: "Há hoje, sem dúvida, um certo número de homens que, fiéis ecos dos pagãos de outrora, chegam a fazer, mesmo dessa caridade tão maravilhosa, uma arma para atacar a Igreja; e viu-se uma beneficência estabelecida pelas leis civis substituir-se à caridade cristã; mas esta caridade, que se dedica toda e sem pensamento reservado à utilidade do próximo, não pode ser suprida por nenhuma invenção humana. Só a Igreja possui essa virtude, porque não se pode haurir senão no Sagrado Coração de Jesus Cristo, e é errar longe de Jesus Cristo estar afastado da Sua Igreja."
  • Ivan  15/05/2018 13:22
    No ano, o dólar já encareceu 30% e a inflação acumulada até agora já se aproxima de 12% na Argentina. Economistas vêem um cenário recessivo.

    Lindo cenário para se analisar as "desvalorizações cambiais competitivas", como defende Ciro Gomes e sua equipe econômica (que inclui Luiz Gonzaga Belluzzo).

    Quem defende desvalorização da moeda como forma de "estimular a economia" só pode ser jumento. Não tem outra explicação.
  • anônimo  15/05/2018 13:59
    É aqui que você percebe como a "mídia especializada" mostra mais uma vez que não entende bulhufas de econonia.
    Os economistas mainstream SEMPRE, sem exceção, defenderam isso o que você falou de desvalorizar o câmbio para a economia brasileira "competir no mercado externo" (quem acompanhou a economia brasileira entre 2008 e 2014 vai lembrar com extrema clareza disso).

    Agora que um candidato que foi pintado como "direita neoliberal" pela mídia desde o início (e que não fez nada para justificar esse rótulo) fez o dólar subir no país seguindo os mesmos princípios que já estavam no BC argentino, princípios esses que seriam aprovadíssimos por Ciro e Belluzzo e cia se fosse sob o governo de Dilma, esses princípios são tidos como políticas monetárias ruins.

    A mídia é tipo aquele torcedor corneteiro que xinga o técnico, mas não faz a menor ideia de como se arrumaria o time. Acaba dando palpites que, por coincidência, são feitos pelo técnico e quando dá errado, ele continua xingando o técnico como se ele continuasse sendo um cara inteligente.
    A mídia está cada vez mais se superando na ignorância e ideologia.
  • João Neves  15/05/2018 16:08
    Eu não entendo como existem pessoas que votariam no Ciro logo depois do que a Dilma fez. É trocar seis por meia dúzia.
  • Renato  15/05/2018 21:58
    A inflação do MÊS DE ABRIL é idêntica à do Brasil em todo o ano de 2017.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  16/05/2018 19:21
    JUMENTOS PELOTUDOS (posso usar esta palavra?)

    Encontrei estes artigos interessantes:


    16/maio/2018
    economiaparatodos.net/es-hora-de-aplicar-ciencia-economica-en-vez-de-vender-humo-de-optimismo-y-entusiasmo/

    7/fev/2018
    economiaparatodos.net/las-alquimias-financieras-y-monetarias-no-son-sustitutos-de-la-baja-del-gasto-publico/

    8/nov/2017
    economiaparatodos.net/converge-el-gradualismo-a-un-menor-deficit-fiscal-o-lo-aumenta/

    Macri-Dujovne-Sturzenegger, no campo monetário, mostraram ser piores que a antecessora.


  • Emerson Luis  17/05/2018 10:37

    "O Banco Central argentino também anunciou que utilizaria "todas as ferramentas disponíveis" para reduzir a inflação de preço"

    "Todas", exceto parar de emitir dinheiro sem lastro.

    * * *


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