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Para superar a pobreza, é crucial premiar a criação de riqueza, e não puni-la
Sendo a pobreza a ausência de bens materiais, sua solução é evidente

Um casal caminha pelas ruas da metrópole. Após algumas quadras, eles vêem uma pessoa dormindo na calçada em meio a caixotes, papelões e cobertores que as pessoas caridosas da vizinhança forneceram.

O casal lamenta a cena triste e começa a comentar sobre a questão da pobreza.

Mas por que eles começaram a falar sobre o assunto? Isto é, como foi que eles perceberam que aquela pessoa dormindo na calçada era pobre? A questão pode parecer trivial e a resposta, óbvia demais. Ainda assim, é necessário abordá-la com clareza.

A situação de pobreza daquele mendigo sem-teto decorre de sua carência de bens materiais.

Os pobres são pobres exatamente porque não possuem um mínimo de suas necessidades materiais satisfeitas. Suas posses são escassas.

Mensuramos o nível de pobreza de um indivíduo em relação a outro pela quantidade de bens e serviços disponíveis a ele. Uma pessoa será mais pobre que a outra quando possui menos bens e serviços à sua disposição para satisfazer suas necessidades.

O casal seguiu seu caminho discutindo essa situação até chegarem à sua casa. Ali, eles possuem um teto, eletricidade, comida farta na geladeira e roupas em abundância, além de várias amenidades, como televisão, forno microondas, cafeteira, computadores, sofás e internet wi-fi.

A diferença entre riqueza e pobreza é explícita neste caso. Quanto mais bens e serviços disponíveis a um indivíduo, mais rico ele será.

No caso de países, a situação é similar. Quanto mais bens e serviços disponíveis a seus habitantes, melhor será sua condição de vida e menor será o nível de pobreza.

Colocando de outra forma, o padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da população. 

Uma maneira de garantir uma farta oferta de bens para a população é tendo uma moeda forte e liberando as importações. Sob este arranjo, as importações serão baratas e a oferta de bens sempre será farta. Não é à toa que os países que possuem a melhor qualidade de vida são aqueles que mais praticam o livre comércio.

Outra maneira óbvia — e que deve sempre ser adotada em conjunto com a anterior — é facilitar a produção de bens e serviços domésticos.

Tendo apenas isso em mente já é possível entender a crucial importância do crescimento econômico para que uma população prospere. Se a economia cresce mais, isso significa que mais bens e serviços estão sendo produzidos. Consequentemente, maior será a qualidade de vida da população. Maior crescimento econômico tambem significa aumento da renda da população, o que por sua vez permite mais importações, reforçando assim todo o ciclo virtuoso.

Logo, a solução para a pobreza está exatamente em facilitar ao máximo o crescimento econômico. E, para que isso ocorra, o óbvio tem de ser feito: desburocratizar, desregulamentar, reduzir impostos (o que implica reduzir gastos do governo), facilitar o empreendedorismo e ter uma moeda forte. O crescimento econômico é fácil e natural; depende apenas de o governo permitir.

As objeções

No entanto, algo que parece óbvio, infelizmente, ainda não é bem compreendido.

Essa abordagem que preconiza o crescimento econômico como o solucionador da pobreza não satisfaz a todos: a questão sobre como essa riqueza será distribuída continua sendo o centro do debate.

Assim, para tais pessoas, não bastaria apenas ter crescimento econômico; a riqueza criada tem de ser "corretamente" distribuída.

E aí começam as sugestões problemáticas.

Por exemplo, embora possua falhas, o melhor indicador para retratar a verdadeira riqueza de um país ainda continua sendo o PIB per capita. Essencialmente, o PIB per capita representa a divisão entre o total de bens e serviços produzidos por uma economia e o total de sua população. O indicador busca apresentar uma mensuração média da riqueza dos indivíduos de cada país.

Consequentemente, quanto maior o PIB per capita, maior a riqueza média de cada indivíduo, e, por definição, menor a sua pobreza.

Entretanto, há uma crítica bastante comum ao PIB per capita: ele não mensura as desigualdades da distribuição de renda. Se João tem duas galinhas e Pedro não tem nenhuma, o PIB per capita desta pequena economia será de uma galinha, o que oculta a realidade de que Pedro não possui nenhuma.

Consequentemente, dizem os críticos, o governo tem de resolver essa desigualdade tributando os ricos (João) para subsidiar os pobres (Pedro). Somente assim podem João e Pedro apresentar uma riqueza mais bem distribuída, além de retirar Pedro da pobreza.

Se o governo tributar João a uma alíquota de 50% de sua riqueza para subsidiar Pedro, o PIB per capita passaria, aí sim, a refletir a real situação da economia (uma galinha por pessoa), e nenhum dos dois seria pobre.

Obviamente, esta conclusão só é possível em uma economia estática e simplificada, formada por pessoas imunes a incentivos e punições. No mundo real, formado por economias complexas recheadas de fatores dinâmicos, este exemplo não tem nenhuma validade.

Afinal, se o governo começar a punir a riqueza, os incentivos para criá-la serão bastante reduzidos, e consequentemente todos estarão mais pobres. Ainda pior: é impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda. Redistribuir a riqueza de modo equânime levaria ao colapso de toda a economia (entenda todos os detalhes aqui).

Sendo assim, é crucial encontrar um sistema no qual a criação de riqueza não apenas não seja punida, como ainda melhore a situação de todas as pessoas.

Já há

Felizmente, há uma ótima notícia: este sistema já existe. E é de sucesso comprovado. E não requer nenhuma mágica ou heterodoxia. Apenas bom senso.

De acordo com os dados coletados e preparados pela Universidade de Oxford em seu site Our World in Data (Nosso Mundo em Dados), há uma relação inversa (e explícita) entre PIB per capita e a fatia de pessoas vivendo na pobreza. Ou seja, quanto maior a economia, menor a pobreza.

A-4.jpg

Gráfico 1: no eixo Y, a porcentagem da população vivendo na extrema pobreza (menos de US$ 1,90 por dia); no eixo X, o PIB per capita (quanto mais à direita, maior)

A publicação, seguindo o Banco Mundial, considera que uma pessoa está na "extrema pobreza" quando ganha menos de US$ 1,90 por dia. E conclui que:

Não há nenhum país que, tendo um PIB per capita acima de US$ 15.000, apresente mais do que 5% de sua população vivendo na pobreza extrema.

Por outro lado, na maioria dos países cujo PIB per capita é menor que US$ 4.000, há entre 25 e 75% da população vivendo na pobreza extrema.

A Universidade de Oxford também cita um estudo de 2002, de Dollar e Kraay, que conclui que "na média, o crescimento beneficia os pobres tanto quanto o resto da sociedade".

Isso significa que o aumento médio da renda per capita se traduz em um aumento da renda dos grupos mais pobres da sociedade.

Outra maneira de ver isso é observando como a pobreza extrema diminui em cada país à medida que o PIB per capita aumenta. O gráfico abaixo mostra essa evolução.

Saved-Pictures.jpg

Gráfico 2: no eixo Y, a porcentagem da população vivendo na extrema pobreza; no eixo X, o PIB per capita (quanto mais à direita, maior)

O PIB per capita está no eixo horizontal. À medida que nos movemos para a direita, aumenta a riqueza do país. O eixo vertical reflete a porcentagem da população vivendo na pobreza extrema (isto é, ganhando US$ 1,90 por dia). À medida que nos movemos para baixo, menor é a porcentagem da população que vive na pobreza extrema.

O gráfico mostra com clareza como em países como China, Índia, Indonésia e Brasil, entre outros, a relação entre crescimento e redução da pobreza é direta.

Aliás, os dados apenas confirmam tudo aquilo que a teoria econômica sempre explicou: deixe a economia crescer e prosperar, e a pobreza será automaticamente aniquilada.

Conclusão

De nada adianta debater políticas redistributivas e assistencialistas sem antes se implantar as medidas que realmente garantem crescimento econômico.

No final, para se superar a pobreza em definitivo, é crucial ter crescimento econômico. É crucial estimular a criação de riqueza em vez de puni-la.

Maior crescimento econômico significa maior riqueza para todos. E é isso o que realmente importa.

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autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Antônio  19/04/2018 16:18
    Olhar apenas o crescimento do PIB é enganoso exatamente por causa da questão demográfica. De nada adianta o PIB crescer 5% se a população estiver crescendo 10%. Igualmente, um crescimento do PIB de 2% é excelente se a população estiver estagnada.

    Há anos venho dizendo que o "estrondoso" crescimento do PIB brasileiro na década de 70 se deveu muito mais a fatores demográficos (além do forte crescimento populacional, houve a entrada da mulher no mercado de trabalho) do que a alguma política econômica.

    Aliás, a própria década de 80 (a década perdida) também apresentou números robustos para o PIB. Pudera: a população brasileira cresceu forte naquela época, e a mulher entrou com ainda mais força no mercado de trabalho. O crescimento do PIB veio como que por gravidade.

    Atualmente, é muito irrealista querer que o Brasil cresça 5% ao ano durante a próxima década. Não com a nossa demografia. Também é irreal querer que qualquer país europeu cresça mais de 2% ao ano. Não com a demografia deles.

    Por isso o PIB per capita é o único indicador que deve ser olhado - se for para ser olhado.
  • Tiago  19/04/2018 16:21
    E mesmo o PIB per capita por si só não mostra o quanto aquela economia está melhorando (ou piorando) a vida das pessoas.

    Se o PIB per capita de um país cresce 1%, isso quer dizer que a renda média dentro daquele país cresceu 1%. Porém se a população cresceu, sei lá, 5% devido à imigração, e esses imigrantes tinham uma renda per capita metade da que passaram a ter tão logo se mudaram para o novo país, então esse salto de 100% na renda dessas pessoas deveria ser contabilizado também, se quisermos falar em progresso proporcionado por essa economia. A renda que os imigrantes tinham antes de vir para o território deveria ser contabilizada.

    Acredito que se fosse possível medir dessa forma, Hong Kong teria um dos desempenhos mais impressionantes.
  • Antônio Galdiano  19/04/2018 23:43
    A única variável econômica possivelmente significativa é a renda do indivíduo em moeda forte.
  • Dúvida  20/04/2018 05:12
    Quanto ao argumento que protecionistas costumam usar de que se não houver protecionismo para produtos importados isso iria reduzir o emprego interno do país?
  • Bernardo  20/04/2018 12:51
    Teórica e empiricamente falso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507
  • Don  20/04/2018 12:59
    E, ainda que fosse verdadeiro (não é), ele não seria um argumento válido contra a liberdade de comércio e consumo.

    Se o fato de você preferir comprar um pano chinês em vez de um pano fabricado por mim causar meu desemprego, isso não é argumento para que eu recorra à violência e impeça você de transacionar livremente com quem você queira.

    Não aceitar o definhamento de determinadas indústrias ou determinados setores da economia é não aceitar que as pessoas mudam suas preferências de consumo.

    Não aceitar essa realidade econômica é querer que alterações nas preferências dos consumidores sejam violentamente reprimidas pelo governo, o qual deve então obrigar as pessoas a, contra a sua vontade, manter suas preferências de consumo eternamente inalteradas apenas para garantir a rentabilidade de determinados setores já obsoletos da economia.

    Aliás, dado que os protecionistas consideram "injusto" os consumidores alterarem suas preferências de consumo, eis algumas perguntas a serem respondidas por eles:

    Deveriam os consumidores de um estado ser livres para comprar produtos fabricados em outro estado? Tamanha liberdade poderá gerar desemprego no primeiro estado.

    Deveriam os consumidores ser livres para comprar carros usados? Deveriam eles ser livres para permanecer com um mesmo carro pelo tempo que quiserem? Ao fazerem isso, eles estão reduzindo a demanda por carros novos domesticamente produzidos. Isso pode gerar queda nas receitas e desemprego na indústria automotiva.

    Deveriam os consumidores ser livres para comprar roupas de varejistas especializados em vender vestuário de segunda mão? Tamanha liberdade significará menor demanda tanto para a indústria de vestuários novos quanto para todo o setor varejista que vende apenas roupas novas.

    Deveriam as pessoas ser livres para comprar máquinas de lavar roupa, ferros elétricos, aspiradores de pó e lava-louças? Esses produtos acabaram com os empregos de várias empregadas domésticas.

    Deveria ser permitido que um novo restaurante fosse aberto na esquina da sua rua? Esse novo restaurante certamente vai afetar as receitas dos restaurantes já estabelecidos, podendo até mesmo gerar desemprego.

    Deveriam as pessoas ser livres para escolher suas próprias profissões? Caso o façam, pode haver uma enxurrada de novos entrantes em determinadas profissões, como engenharia mecânica ou enfermagem. E essa maior oferta de mão-de-obra derrubaria os salários dessas profissões.

    Deveriam os consumidores ser livres para mudar sua dieta? Tal mudança irá gerar queda de receitas em várias empresas tradicionais do setor alimentício, podendo gerar demissões.

    Caso um empreendedor desenvolva um motor mais eficiente e que consome menos combustível, poderia ele livremente colocar este motor à venda no mercado? Isso irá causar desemprego em vários outros setores da indústria automotiva, principalmente naqueles ligados à fabricação de motores tradicionais.

    Você é a favor de as mulheres terem liberdade para trabalhar? Isso não apenas eliminou alguns empregos para homens e adolescentes, como também pressionou os salários para baixo em decorrência da maior oferta de mão-de-obra.

    O livre trânsito de pessoas dentro das fronteiras de um país deve ser permitido? Quando pessoas migram em massa de uma região para outra, ou mesmo do campo para a cidade, isso gera grandes distorções econômicas em ambas as regiões.

    Deveriam as pessoas ser livres para comprar e-books? Isso afeta o mercado de impressoras e de editoras, além de reduzir o número de balconistas de livrarias.

    Deveriam as pessoas ser livres para consultar aplicativos (gratuitos!) de meteorologia em seus smartphones? Esses aplicativos estão reduzindo enormemente a demanda por meteorologistas humanos no rádio e na televisão.

    Por que deveríamos permitir qualquer uma dessas liberdades de consumo e tolerar tamanha concorrência econômica sem antes mensurar empiricamente os ganhos e perdas gerados por essa liberdade e por essa concorrência?

    Deveríamos permitir tamanha liberdade e concorrência apenas caso seja comprovado empiricamente que seus efeitos "distributivos" serão do nosso agrado?
  • Breno  19/04/2018 16:26
    O PIB per capita é muito maior na Austrália do que na Índia. Mas existe mais desigualdade social na Austrália do que na Índia.

    Qual situação é melhor?
  • Rogério  19/04/2018 17:00
    A da Austrália é melhor.
    E desigualdade não é o problema. O problema é a pobreza.

    mises.org.br/Article.aspx?id=2848
  • Davi Pereira Gomes  17/08/2018 18:37
    Desigualdade nao é ruim,como dito acima,o problmea é a pobreza,pense em uma sociedade com 70% de ricos,e 30% de muito ricos,alguem se importaria com essa desigualdade ? Alguns que possuem tanto outro pouco,nao se importariam.
  • Daniel  19/04/2018 16:30
    Não é nada surpreendente que os intervencionistas insistam em ressaltar a desigualdade como o maior problema de todos, em vez de abordarem a pobreza absoluta e maneiras de permitir um maior crescimento de classe média.

    O debate sobre pobreza e desigualdade se tornou uma desculpa para novas intervenções, e não um meio para debater como continuar o processo de enriquecimento das pessoas. Intervencionistas não querem que os pobres sejam menos pobres; querem apenas que os ricos sejam menos ricos. Para o burocrata, o objetivo é manter o aparato estatal plenamente operante, e não torná-lo desnecessário.

    O intervencionismo assume que a desigualdade é um efeito negativo, e não uma consequência natural da prosperidade. Aliás, alguma desigualdade sempre será positiva. Se meus colegas de trabalho são mais bem-sucedidos do que eu, isso será um incentivo para eu me aprimorar. Somente quando há uma desigualdade gerada pelo sucesso é que as sociedades progridem, e o bem-estar de todos aumenta.

    Não há maior desigualdade e injustiça do que o igualitarismo, o qual elimina os incentivos para o aprimoramento próprio. O igualitarismo, longe de reduzir a pobreza, acaba por intensificá-la.
  • Eusébio  19/04/2018 16:37
    Mesmo a pobreza é um conceito totalmente relativo. Pobreza em Bangladesh, Sudão ou Etiópia é totalmente diferente de pobreza nos EUA. E até mesmo no Brasil. Aliás, dentro da mesma cultura o conceito de pobreza muda.

    No EUA, um "pobre" tem TV de tela plana, saneamento básico, acesso pleno à rede esgoto, recebe food stamps e subsídios pra moradia, e tem pelo menos um iPhone 5.

    Nos países africanos, uma pessoa realmente pobre não sabe se estará viva amanhã.

    E, curiosamente, é com o primeiro tipo de pobre (o americano) que os progressistas se preocupam, dizendo que os ricos devem ser tributados mais pra ajudá-lo. Já como enriquecer o africano, ah, isso é totalmente secundário. Afinal, o pobre urbano é eleitor; o africano não.
  • anônimo  19/04/2018 16:38
    É porque o enfoque na desigualdade serve apenas para enriquecer os próprios redistributivistas.
  • anônimo  19/04/2018 16:32
    Sabem qual o mercado mais desregulamentado de quase qualquer lugar do mundo? O de eletrônicos e o de alimentos.

    E sabem qual o mercado que mais produziu e cresceu nos últimos 50 anos? O de eletrônicos e o de alimentos.

    A esquerda se apavora com o rumo que o mundo tomou depois da segunda guerra mundial. Mais e mais países escolheram o lados dos EUA e deixaram a URSS e os Fascismo para trás. Não é a toa que o mundo está cada vez mais rico.
  • Luiz Moran  19/04/2018 16:37
    O Brasil merece ser um país pobre, miserável, marxista, comunista e desgraçado enquanto a audiência da TV Globo continuar sendo o que é.
  • Edson  19/04/2018 16:43
    Tudo a ver... aliás, qual a diferença entre os ataques à Globo feitos por petistas e por conservadores? Até a retórica é idêntica.

    E o pior de tudo é a arrogância: estão dizendo que os pobres são pobres por causa de uma rede de televisão.
  • Luiz Moran  19/04/2018 16:53
    Arrogância ? onde você enxergou isso ?

    Nunca deixe de assistir o Jornal Nacional, afinal você precisa se manter super bem DESinformado, certo ?

    Ah! não vá perder o capítulo da sua novela, o BBB e o futebol.... e se der, de manhã tem a Fátima Bernardes, uma maravilha de "POGRAMA".

    Viva a Burrice !
  • Lee Bertharian  19/04/2018 18:31
    Todas as redes de TV têm programas similares aos da Globo. No caso dos telejornais (assisto todos) chega a ser hilário: parece que um "escritório central" redigiu uma pauta única, só mudando a ordem de apresentação.
    Mas fica pior: a conclusão sub-reptícia de todos eles é que o "governo fez" ou o "governo deveria fazer", levando os burocratas ao orgasmo ao lembrar da máxima de Mané Garrincha ("Falem mal, mas falem de mim!").
    Se o governo acabasse (suspiro...), o que ia ter de "cientista político" desempregado... Talvez por isso a Globo seja atacada ora de pró-esquerda, ora de pró-direita - na verdade, todas são "Pró-Estado".
    Regimes populistas (pleonasmo) SEMPRE vão criar um inimigo externo, lembre disso ao fazer coro com estatistas.
  • Luiz Moran  19/04/2018 19:56
    Lee Bertharian,

    Onde quer que vc vá: barbearia, cafeteria, botecos, restaurantes self-service, padarias, etc.. que tenha uma TV, em 90% dos casos está sintonizada na porcaria da Globo.

    Me desculpe, mas isso é doença mental: tanto de quem assiste quanto do comerciante.

    País nenhum sai do lixo com um povo assim.

    Viva a burrice brasileira !
  • Ricardo S. I.  20/04/2018 13:24
    Peraí... Críticar a programação da Globo, "ok"... Você tem o direito de criticar a qualidade do conteúdo que ela apresenta.

    Mas dizer que o Brasil é pobre por causa da Globo é absurdo! Todos os países (ricos e pobres), possuem canais com qualidade semelhante ao da Globo...

    BBB/Novelas são programas de entretenimento... E as pessoas que escolhem assistir a esses programas, e a globo só coloca esses programas no formato que coloca porque "dá audiencia"... Quer culpar alguém, culpe às pessoas que escolheram assistir ao programa. (Temos alguns canais de TV aberta com alternativas... As pessoas que, livremente, escolheram assistir os programas da Globo).

    Em relação ao jornalismo... A Globo tem uma visão própria das notícias, como qualquer canal de notícia em qualquer lugar do mundo... Em alguns momentos está "coerente" e em outros não.


  • Régis  20/04/2018 13:39
    "Vamos culpar a Globo!" - dizem a esquerda e a direita

    "A culpa é da Globo, e não nossa" - dizem a esquerda e a direita

    Eu nem sei onde fica a Globo (não tenho televisão em casa), mas não sou ignaro ao ponto de atribuir nosso socialismo a uma emissora de televisão. As nossas escolas (públicas e privadas) controladas integralmente pelo MEC fazem muito mais estrago em uma hora de aula do que a Globo em toda a sua existência.

    Cadê você agitando pelo homeschooling? Estaria fazendo um bem muito maior do que simplesmente pedir a censura da Globo (algo que faz os petistas salivarem).
  • L Fernando  20/04/2018 14:03
    Cara, tu deveria ser mais inteligente.
    A Globo independe da esquerda ou direita
    A Globo é um câncer culturalmente falando.
    E 90% dos seus principios atuais é se basear no politicamente correto, no vitimismo e desconstruir os valores morais.
  • Guitar Hero  20/04/2018 14:04
    Culpar o sistema educacional também é só ver parte do problema. Em todos os países do mundo o conteúdo que é ensinado é praticamente o mesmo, com poucas diferenças, graças a UNESCO.
    Não é surpresa que a mentalidade de esquerda estejam em alta, mesmo com todos os fracassos em tempo real do socialismo no último meio século.

    A cultura de uma população é tão (ou mais) importante do que o que é ensinado. Você realmente acha que os pais brasileiros são capazes de ensinarem a seus filhos conteúdos "difíceis" se não conseguem nem ao menos educá-los?
    O governo brasileiro destruiu completamente o intelecto da população brasileira ao longo dos anos, especialmente depois de 1988. Implementar o homeschooling não irá resolver em nada os problemas da educação sem antes mudar a mentalidade fútil da população.
    A única solução para o Brasil é uma reforma completa do "Mecanismo". Ficar fazendo pequenas reformas como essas do Temer, além de mudarem poucas coisas, irão dar mais munição para a esquerda internacional apontar e dizer: "estão vendo, não funcionou!".
  • Ciro Gomes  19/04/2018 17:24
    Que tipo de liberal defende uma rede de televisão que sempre recebeu privilégios e subsídios do estado?

    Pior do que ter tendido ao progressismo recentemente, é o fato dela sempre ter apoiado o intervencionismo brasileiro, afinal é uma das maiores beneficiadas.
  • Wozniack  19/04/2018 17:13
    Lendo esse artigo lembrei daquele caso do "Mendigo gato" rsrs

    Alguém descobriu esse mendigo na rua e bateu uma foto, depois ele virou modelo. E você pensar que nem todo mendigo vai ter essa sorte. Que mundo maluco.

    O capitalismo é esse sistema de trocas, as pessoas ficam igual formiguinhas vistas de cima, trocando coisas o tempo inteiro e o valor é SUBJETIVO.

    Olha só que loucura...o valor é subjetivo. Como viver em um mundo em que o valor é subjetivo ? O cara que tava na rua mendigando virou modelo da noite pro dia. Você não consegue entender como as pessoas valorizam algo e você tem que gerar valor. Uma coisa pode perder valor de forma passageira...tipo uma música. Não tem uma explicação.

    É muito louco isso, cara.


    Tem um mendigo aqui perto de casa que deve ter mais de 2metros de altura... daria um bom pivô de basquete (risos)

    É um azar que ele nasceu no país do futebol
    e que talvez ninguém descubra "valor" nele por aqui. É muito difícil esse sujeito sem instrução,sem recursos se inserir no "jogo das formiguinhas". Sinceramente, não vejo solução pra ele.
    Vou voltar pra minha casa, igual ao casal do artigo, pensando sobre essa questão.

  • Marcos  19/04/2018 17:28
    Pois é... O valor tinha que ser objetivo, de preferência estipulado pelo governo, por decreto. Quem melhor do que político para estipular o valor de todas as coisas que existem no mundo? Não tem como dar errado.
  • Investidor Invisível  19/04/2018 18:01
    Cuidado que eles escutam e lançam o tal decreto mesmo.
  • Capital Imoral  19/04/2018 17:49
    Você só esqueceu de citar que o mendigo era um "gato". Essa sociedade fútil, de gente escrota que se deixar guiar pela estética em vez do coração foi que levou um homem que já tinha méritos burgueses ao sucesso. É muito fácil aparecer uma mulher bonita do nada querendo casar com um cara quando ele tem olhos azuis, dentes saudáveis, e um corpo sarado. Difícil mesmo é alguém querer mudar a vida de um mentindo que está podre por dentro e por fora, que está com furúnculos por todo corpo; ajudar alguém que é até difícil se aproximar devido ao mau hálito e a falta sociabilidade.

    Deixe-me te contar quem faz o trabalho sujo de ir salvar os "feios". Sim, somos nós, o governo, os funcionários públicos, e socialistas com consciência social.

    É muito louco isso, né, cara? Um belo dia você está quase morrendo de podridão, e no outro aparece algum funcionário público para te ajudar.

    E viva ao valor subjetivo, não é mesmo?

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Mad Marx  19/04/2018 20:45
    "Sim, somos nós, o governo, os funcionários públicos, e socialistas com consciência social.
    É muito louco isso, né, cara? Um belo dia você está quase morrendo de podridão, e no outro aparece algum funcionário público para te ajudar. "

    Mas que cosia linda, estou inundado de emoção e esperança. O governo, os funcionários públicos, e os socialistas , essa combinação perfeita, eficaz e cheirosa. Graças a vocês hoje quase não há mais pobres.

    Também fico feliz em saber que fazem todo o trabalho sujo de ir salvar os "feios", tudo isso sem precisar arrancar nem um centavo sequer da população que produz. São uma espécie de super humanos. (Capital Imoral como sempre trolando)
  • Caco Antibes  19/04/2018 17:58
    Eu tenho HORROR à pobre!
  • Leigo  20/04/2018 13:38
    Então ajude-os a enriquecer.
  • Samuel  19/04/2018 19:27
    Ao ler este artigo me lembrei um pouco da Pirâmide de Maslow. Alguém saberia me dizer se tem alguma relação?
  • Marcos  19/04/2018 19:39
  • Pérsio  19/04/2018 19:33
    Mais um excelente artigo do Instituto Mises. Eu sempre acreditei que a sociedade está dividida em dois tipos de pessoas: as que PAGAM impostos e as que se BENEFICIAM dos impostos. O texto mostra, claramente, que o aumento do PIB de um país beneficia a sociedade como um todo (paises com PIB mais alto têm menor número de pobres).
    Um argumento tremendo contra o assistencialismo e as políticas equivocadas de "redistribuição de renda".
    Parabéns!
  • anônimo  19/04/2018 21:36
    Meu Deus...Tem gente aqui nos comentários que não sabe o que é o PIB.

    Recomendo:
    - Por que o PIB é uma ficção
    - Como a mensuração do PIB distorce a realidade da economia
    - Os cinco graves problemas com o PIB
  • anônimo  19/04/2018 22:58
    Opa! O artigo também!

    Veja o que ele fala do PIB:

    "Por exemplo, embora possua falhas, o melhor indicador para retratar a verdadeira riqueza de um país ainda continua sendo o PIB per capita. Essencialmente, o PIB per capita representa a divisão entre o total de bens e serviços produzidos por uma economia e o total de sua população. O indicador busca apresentar uma mensuração média da riqueza dos indivíduos de cada país.

    Consequentemente, quanto maior o PIB per capita, maior a riqueza média de cada indivíduo, e, por definição, menor a sua pobreza."

    Agora, veja a própria premissa que ele usou: "possua falhas".

    "O cálculo do PIB tem o propósito de mensurar a atividade econômica. Só que ele não mensura — e nem tem como mensurar — a qualidade, a lucratividade, a amplitude, as melhorias e os avanços dos bens e serviços produzidos. E é isso o que realmente importa para uma economia."

    "o PIB não avalia corretamente o valor dos bens e serviços fornecidos por uma economia, e, consequentemente, é incapaz de estimar o padrão de vida de uma sociedade. O PIB é uma régua com uma métrica totalmente irregular"
  • Pérsio   19/04/2018 21:55
    O texto de Ivan Carrino está muito bem escrito. Entretanto, os gráficos 1 e 2 me levam a pensar numa coisa: como está a situação dos Brics HOJE? E quais são as perspectivas para o médio prazo (de hoje para daqui a quatro ou cinco anos?
  • Pérsio   19/04/2018 23:13
    Muito obrigado!
    O gráfico do link que você postou foi muito esclarecedor.
  • a  19/04/2018 21:55
    Repetindo: o óbvio tem de ser feito: desburocratizar, desregulamentar, reduzir impostos (o que implica reduzir gastos do governo), facilitar o empreendedorismo e ter uma moeda forte. Os Estados Unidos da América farão isso sempre. O Brasil deve imitá-lo.
  • anônimo  20/04/2018 00:14
    Bom, pelo seu comentário parece que você almeja um dedinho mínimo (Estado mínimo) naquele lugar...e você adora quando os Estados Unidos da América faz isso com você...mas, eu tenho uma novidade para você, o dedinho dos Estados Unidos da América, é agora uma piroca enorme, então é melhor você correr e gritar: "eu quero um dedinho menor!".
  • Guitar Hero  20/04/2018 03:04
    Se esse texto for lido para uma pessoa leiga, é um perigo, especialmente no Brasil.

    Esse país possui pós-doutorado na aplicação da falácia desenvolvimentista do multiplicador keynesiano para "crescer a economia".
  • Felipe Lange  20/04/2018 12:44
    Leandro, tempos atrás li um comentário seu dizendo que a expansão monetária consegue interferir até mesmo na qualidade dos interiores dos carros. Como isso acontece? Por que ocorre? Isso acontece no mundo inteiro?
  • anônimo  20/04/2018 13:19
    Expansão monetária gera aumento dos preços das matérias-primas, bem como de todos os produtos que compõem o interior dos automóveis. Consequentemente, para manter os custos de produção contidos, as fábricas têm de trocar os componentes por substitutos mais baratos, o que inclui, especialmente, plásticos mais simples (e mais barulhentos).
  • Felipe Lange  21/04/2018 01:45
    Isso afeta países com histórico de moeda que ganhou poder de compra ao longo de um certo tempo?
  • Nordestino Arretado  21/04/2018 23:33
    Concerteza acontece no Brasil, de uns tempos para cá a qualidade dos automóveis populares está despencando absurdamente. O carro mais vendido no país tem 0 estrelas de segurança no Latin NCAP, ou seja bateu morreu!
  • Felipe Lange  22/04/2018 16:13
    Sim, no Brasil isso é muito evidente. Pior, nos últimos anos não é brincadeira, não consigo nem listar todas as "depenações" que carros nacionais já sofreram.

    Na Europa o novo Fiesta melhorou no interior em relação ao anterior, ao menos aparentemente.
  • Demolidor  22/04/2018 23:00
    Europa não serve muito de exemplo. Embora muitos lançamentos venham de lá, os carros acabam indo mais para as grandes capitais e mercados como o americano, o inglês e o alemão. Povão mesmo compra carroças bem peladas. Tente andar em uma cidade italiana e ver se você acha carros automáticos ou mesmo com vidro elétrico, por exemplo.

    Na verdade, na Europa também ocorre expansão monetária há tempos. Aliás, isso virou regra no mundo todo. O socialismo via expansão monetária chegou a tal ponto que até o banco central suíço teve mais lucro que a Apple, tudo graças a seus "investimentos":

    www.foxbusiness.com/features/switzerlands-central-bank-made-55-billion-last-year-more-than-apple-3rd-update

    E o FED tem mais de 4,5 trilhões de dólares em seu balanço:

    www.investopedia.com/insights/how-will-fed-reduce-balance-sheet/

    O efeito disso é uma belíssima bolha em ativos, que geram retornos muito pequenos em juros e dividendos. Mas claro que parte acaba indo parar na economia em geral e se reflete no preço ou qualidade dos produtos. Carros até não subiram tanto, na média:

    www.in2013dollars.com/New-cars-and-trucks/price-inflation/2008-to-2018?amount=20000

    Mas mesmo nos EUA, muitas picapes novas aparecem agora com preços na casa dos 50 mil dólares.
  • Nordestino Arretado  25/04/2018 03:32
    É mas se você for olhar os carros europeus possuem motorizações potentes, 1.8, 2.0, V6, V8. Aqui no Brasil só dá carro com motor 1.0, chega dá desgosto fazer uma ultrapassagem numa subida num treco 1.0, tem que desligar o ar condicionado senão o bicho não anda. Pobre aqui não tem como manter carro com motor acima de 1.6 L.
  • Demolidor  25/04/2018 12:53
    Só que esses carros europeus de motorização maiores são majoritariamente para mercados fora da Europa, para exportação, sendo os EUA o principal mercado. Nem mesmo na Alemanha é comum encontrar esses carros.

    Note que, na Europa, predominam os carros movidos a diesel, com motores de baixa potência. Isso pode ser visto em qualquer site de classificados por lá:

    auto.meinestadt.de/muenchen/suche?brand=74&initialBrand=74&model=2084&initialModel=2084&ortswechsel=80331&radius=100&vehicleType=C&sort=priceAsc&priceMin=1000&price_min=0&price_max=100000&mileage_min=0&mileage_max=200000®istrationDate_min=2012®istrationDate_max=2018&seats_min=0&seats_max=7&ps_min=0&ps_max=350&cat=U&#ms_resultlist_4094001

    Veja os modelos mais vendidos. Não é algo tão diferente do Brasil:

    www.best-selling-cars.com/europe/2017-full-year-europe-top-selling-car-models/

    E note como uma parcela significativa da produção é exportada:

    www.acea.be/statistics/article/top-10-destinations-for-eu-passenger-car-exports-in-2016

    Por fim, eis os europeus mais populares nos EUA. Lista completamente diferente daquela dos mais vendidos na Europa:

    www.autoguide.com/auto-news/2016/05/top-10-most-popular-european-cars-in-the-us.html
  • Felipe Lange  25/04/2018 13:32
    Demolidor, sim, é fácil achar carros com vidros à manivela e sem transmissão automática (mas hoje já está mudando). Dá para encontrar BMW's com calotas, entre outras coisas. Em contrapartida são mais acessíveis e, nesse ponto é um massacre, muito mais seguros. Na década de 2000 já tinha carro de entrada ganhando controle de estabilidade e bolsas infláveis laterais e de cortina. Só comparar o March mexicano exportado para cá com o Micra vendido para eles (acho que é indiano).

    Motores V8 são muito raros lá, a maioria é de motores quatro-cilindros e três-cilindros. V8 vai achar mais nos EUA. Carros com motores 1,0 litro aspirados aqui viraram praga por causa da legislação tributária idiota. Pergunte para um colombiano ou argentino se ele já dirigiu algum Onix ou Corsa com motor 1,0 litro que ele não irá entender.
  • Bruno  20/04/2018 14:50
    Porque o IMB nunca falou sobre absurda lei do casamento?

    Essa arbitrariedade chamada União estável.
    Bem resumido:

    O cara namora uma mulher, mora com ela durante uns 5 anos por exemplo.
    Durante esses 5 anos, ele trabalha e ela não. Ela se concentra em somente cuidar do lar enquanto ele trabalha e paga todas as contas.
    Durante esse tempo, houve acréscimo patrimonial onde com o trabalho, ele adquiriu imóveis, carros e afins.
    Ai eles se separam, ela entra na justiça querendo provar união estável e clamar por metade do patrimonio.

    Qual o sentido disso?

    Além de insegurança jurídica e o desincentivo para ter união estáveis que poder levar a uma possível degeneração moral, conflito de família e etc.
    Isso é completamente imoral e anti-ético, atenta contra o direito de liberdade e propriedade

    Veja bem, não to falando em contrato, onde as partes assinam um acordo.
    To falando de um simples namoro onde as pessoas moram junto.

    Porque nunca falaram isso? É completamente anti-ético isso

    Fora ainda a maciça regulação do estado no casamento, ditando os contratos. Uma zona só!
    Interferencia do estado na família.


    Abraços

  • Wilson  20/04/2018 16:18
    Ué, e precisa? Essa é uma lei totalmente inventada pelo estado, por políticos. E o IMB é contra a existência de estado. Pedir para criticar uma lei criada por políticos é o mesmo que pedir para um pacifista criticar um maníaco homicida.

    Quanto ao casamento, há um artigo sobre isso defendendo a total desestatização do casamento (e critica o movimento gay, que quer exatamente o contrário: que o estado interfira em suas relações).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=881
  • Wilmar  20/04/2018 16:17
    Caros comentaristas do Instituto Mises, me considero um conservador, ou seja, alguém que defende o livre mercado, mas que também sabe que a história humana nos trouxe ao arranjo de Estado e que, por enquanto, essa foi a melhor maneira a qual conseguimos nos organizar para o nosso desenvolvimento e enriquecimento.

    Para meu aprendizado e para melhorar meus argumentos gostaria de fazer duas perguntas:

    1) Para que o livre mercado possa realmente funcionar, seria necessário que TODOS os Estados, sem exceção, derrubassem suas barreiras protecionistas. Caso contrário, de que adianta liberar minhas fronteiras se meu vizinho não liberar as dele? Pensem na China: um governo Comunista está crescendo e enriquecendo. Isso não representa um risco de futuro ataque e consequentemente tomada de poder pelo Governo Comunista Chinês em outras nações? Isso não representa um perigo de extinção de todo o desenvolvimento civilizatório do ocidente?

    2) Pensando internamente, se adotássemos medidas 100% pró-mercado, como garantir que grandes grupos não formem um monopólio do capital a ponto de querer exercer o poder através da força e acabar por escravizar os grupos economicamente mais fracos? (Se não me engano era Marx que tinha uma teoria de que o capitalismo poderia levar a escravidão)

    São argumentos que normalmente vejo vindo da parte de burocratas estatistas. Eu gostaria de ter melhores argumentos para refutá-los.
  • Tulio  20/04/2018 16:28
    1) Não.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2853

    2) Monopólios e oligopólios só existem em ambientes regulados pelo governo. É impossível existir monopólio ou oligopólio quando não há regulamentação estatal impedindo a livre entrada de concorrentes no mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    "Para impedir que os ricos influenciem a política, temos de aumentar o estado!". Faz sentido?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    Quem é a favor de estado é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.
  • Capital Imoral  23/04/2018 15:54
    Juarez e sua incapacidade de lidar com dinheiro

    Dizem que o dinheiro é apenas uma ferramenta, tão indiferente quanto um lápis e um pedaço de papel; mas será mesmo que é isso que ocorre no mundo real? ou será que o dinheiro é como um revólver, que em mãos erradas, pode levar alguém ao suicídio? Vamos aprender sobre isso na história do senhor Juarez.

    Juarez foi uma menino que teve uma péssima educação; garoto de família pobre, lutava bravamente para sobreviver com a família em um mundo sem misericórdia.
    Quando se tornou adulto foi para São Paulo em busca de uma vida melhor, o ano era 2009, e logo conseguiu um emprego como zelador em um edifício de classe alta. Ele fez amizade com o filho de um engenheiro, o garoto era um verdadeiro nerd.

    Os dias se passavam, e entre uma conversa e outra, o garoto nerd afirma: "Cara! Você precisa comprar Bitcoins! Eu sei que ninguém acredita em mim, mas isso será o futuro do dinheiro; o paraíso será implementado na terra quando o indivíduo ter pleno controle de seu dinheiro." Juarez logo pensou: Esse muleke ta fumando muita maconha, mas quer saber? Vou pegar esses cinco reais da pinga e vou ali comprar uns Bitcoins (e depois uns amendoins).

    Mal sabia juarez que aqueles cinco reais seriam transformados em quase 500 mil reais.

    Foi um tremendo choque essa mudança drástica de condição de vida para juarez. De um dia para outro, ele podia comprar o que quisesse. Logo, mulheres bonitas começaram a se interessar por ele, e de fato, ele não perdeu tempo, logo se casou com a mulher mais bonita da cidade; obviamente, existia um abismo humanitário e intelectual entre os dois, mas isso não importava, o que importava era a matéria e o bem-estar. Juarez ficou louco pelo poder que o dinheiro permitia, ele não sabia dizer não para ninguém; às vezes, se sentia como Jesus Cristo na terra: tudo era uma questão de somente dizer sim, e a palavra se transformava em matéria.

    Juarez vivia no paraíso, mas, interiormente, ele sabia que havia algo errado. Era como se ele não pertencesse àquele mundo.

    O tempo passou e o dinheiro foi acabando. Infelizmente, Juarez era um homem que tinha uma incapacidade para levar uma vida intelectual e posteriormente lidar, de forma adulta, com o dinheiro. Ele não sabia dizer não para ninguém, sua mulher e filhos gastavam rios de dinheiro com luxos que juarez não mais estava conseguindo sustentar. A conta começou a ficar no vermelho, ele não tinha o saldo positivo, mas agora estava devendo para todos bancos da cidade. Passou-se anos, e a situação foi piorando mais a cada ano, porque a mentalidade não estava preparada para riqueza e poder.

    Juarez se encontrava endividado, devia para todos bancos; e o pior de tudo, é que agora ele devia também para sete agiotas. Chegou-se numa situação em que ele e a família estava correndo risco de vida porque os agiotas não paravam de ameaçar sua família.

    Seu filho adolescente pensou: "Dever para um agiota é como ter câncer. É como algo que vai te corroendo por dentro e você não consegue se livrar, até que chega o último dia, e você está morto.

    O que fazer agora? Os telefonemas não paravam, e as ameaças também não. Sua mulher pediu separação e o deixou sozinho na casa que logo seria confiscada pelo banco. Os telefonemas não paravam. A vida estava obscura. O que fazer agora?

    Era uma tarde de domingo, os telefones estavam desligados. Um alaranjado forte dominava a sala central no qual ele estava pensando: Será que devo usar um revólver ou me enforcar? Pois o meu mundo que nunca foi grande coisa, chegou ao fim.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Emerson Luis  03/05/2018 11:53

    Você quer acabar com a "desigualdade" ou com a pobreza?

    Você prefere (a) todo mundo bem, com alguns melhor do que outros, ou (b) todo mundo* mal, mas igualmente mal?

    Você quer ajudar os pobres ou atacar os "ricos"**?

    São buscas mutuamente excludentes, você TEM que escolher uma ou outra.


    *QUASE todo mundo, pois no igualitarismo sempre existem os "mais iguais do que os outros" e a desigualdade é maior e pior do que quando há liberdade.

    **"Rico": qualquer um que seja minimamente melhor do que você em qualquer aspecto, mesmo que imaterial.


    * * *


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