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Se a economia mista é tão ruim, por que este arranjo é o preferido?
Em nossa economia regulada, os resultados trágicos são evidentes - e ignorados

N. do E.: o artigo a seguir foi adaptado à realidade brasileira

A ideia de que a economia deve ser planejada chegou ao ápice ainda no longínquo ano de 1937, quando a editora Prentice-Hall publicou um tomo de 1.000 páginas intitulado The Planned Society: Yesterday, Today, Tomorrow: A Symposium by Thirty-Five Economists, Sociologists, and Statesmen. (A Sociedade Planejada: Ontem, Hoje, Amanhã: Um Simpósio com 35 Economistas, Sociólogos e Estadistas).

No prefácio, o famoso historiador e sociólogo americano Lewis Mumford escreveu que "a questão que nos aflige hoje não é se devemos planejar ou não a economia, mas sim como devemos planejá-la".

Todos os colaboradores do livro — keynesianos, socialistas, comunistas e fascistas — concordavam neste ponto, incluindo notáveis como Benito Mussolini, Joseph Stalin e Sidney Hook.

Mas ao menos o livro era honesto e sincero. Ele colocava no mesmo balaio Stalin e Keynes, o fascismo e o New Deal, mostrando que todos tinham as mesmas idéias econômicas. Os planos de cada um não eram idênticos, obviamente, mas todos eles concordavam que o governo era "racional" e que o livre mercado era "caótico", sendo, portanto, preferível ter "racionalidade" do governo ao "caos" do livre mercado.

A maioria dos autores defendia a "economia mista", um arranjo econômico que mistura capitalismo e socialismo. Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o "melhor" do socialismo e do capitalismo. Não existe isso de "o melhor" do socialismo, escreveu ele, pois mesmo uma pequena quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre. Qualquer tentativa de mistura é necessariamente instável, e inevitavelmente levará a economia na direção do estatismo.

Esta previsão de Mises não apenas se concretizou, como, pior ainda, estamos hoje vivenciando e sentindo suas consequências.

Nossa realidade

Apenas veja a economia na qual você vive: não há uma única área dela que não seja afetada pelos gastos do governo, que passe incólume pelas consequências dos déficits orçamentários, que não seja sufocada pela burocracia e por impostos, e que não seja estritamente controlada e protegida por agências reguladoras.

Defendido por quase todos os economistas, o estado regulatório hoje domina e arruína a economia. O comunismo perdeu, mas a social-democracia triunfou e reina soberana.

Na economia mista na qual vivemos, é função do estado planejador:

  • garantir o "pleno emprego" (dado que as próprias políticas do governo federal geram desemprego);
  • estimular a "inovação tecnológica" (não por meio do mercado, mas por meio de subsídios);

Para o estado planejador, tudo o que há de bom é decorrência de suas ações; e tudo o que há de ruim é culpa de interferências de externas.

Mais ultrajantes ainda são as mentiras patológicas. Os políticos, burocratas e todos os seus defensores insistem em querer nos fazer acreditar que:

  • o governo pode criar um pleno emprego — sendo que suas políticas econômicas não apenas destroem empregos como ainda impedem a criação de novos empregos ao artificialmente encarecer a mão-de-obra, ao criar burocracias que atazanam os pequenos empreendedores e ao criar um terrorismo tributário que coloca qualquer empreendedor na condição de criminoso;
  • é o governo quem melhora nosso padrão de vida — sendo que, sempre que o governo decide criar políticas para melhorar nosso padrão de vida, este desaba;
  • o governo protege o consumidor e estimula a concorrência — sendo que, principalmente nos grandes setores, a concorrência foi abolida pelo governo, em prol das grandes empresas já estabelecidas e contra os interesses dos consumidores. Setores bancárioaéreotelefônicointernetelétricopostos de gasolina etc. — em todos eles a concorrência foi abolida pelas agências reguladoras para proteger as empresas já estabelecidas e prejudicar a liberdade de escolha dos consumidores;
  • o governo combate a pobreza — sendo que suas políticas fiscal, monetária, tributária, trabalhista, social, imobiliária e comercial apenas mantêm os pobres na pobreza.

Em última instância, um único raciocínio dá sustento a todas essas políticas: a ideia de que políticos, burocratas e reguladores são mais espertos e oniscientes do que todos os indivíduos da sociedade praticando trocas livres e voluntárias, poupando, investindo, produzindo, vendendo e comprando voluntariamente no livre mercado.

Não tem como dar certo.

Os custos e por que o arranjo perdura

Quanto essa economia mista nos custa? Impossível saber. 

Impossível calcular os efeitos das tecnologias que deixaram de ser criadas, das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados, das recessões geradas pelas políticas do governo, da destruição da moeda efetuada pelo governo, e dos preços artificialmente mais altos por causa de impostos, burocracia, regulamentações e gastos do governo.

Sabemos apenas que o efeito é gigantesco e destruidor. E está só aumentando.

Mas se a economia mista é todo esse desastre, por que ainda insistimos nela?  

Simples: porque ela permite que aqueles bem-conectados politicamente espoliem a todos nós em um arranjo social-democrata disfarçado de "capitalismo democrático".

Porque ela permite que grandes empresas não concorram abertamente no livre mercado — no qual teriam de encarar desafios e sofrer prejuízos —, em vez disso sendo protegidas e socorridas pelo governo.

Porque ela permite que milhões de indivíduos ganhem a vida trabalhando para o governo, onde os salários são gordos, há estabilidade e as cobranças são quase inexistentes, e não na iniciativa privada, onde há cobranças, exigência de resultados e nada é garantido.

Porque ela permite que várias pessoas alcancem seus objetivos mesmo sendo improdutivos e sem ter de satisfazer os desejos dos consumidores, mas sim por meio do parasitismo e da espoliação dos produtivos.

Porque ela permite que grandes empresários ganhem dinheiro por meio de privilégios especiais concedidos pelo governo em vez de por meio da produção de bens e serviços de qualidade, e da satisfação dos consumidores.

Porque os grandes empresários sempre preferem receber subsídios, privilégios, e ser protegidos por tarifas de importação e agências reguladoras.

Porque a classe política prefere viver parasiticamente à custa do trabalho dos outros e adora exercer seu vasto poder sobre toda a população.

Porque lobistas e grupos de interesse sempre conseguem (tanto de forma legal quanto ilegal, mas sempre imoral) ganhar benefícios especiais quando recorrem ao estado.

Porque outros milhões preferem viver de assistencialismo.

O único antídoto contra a economia mista é a adoção de um mercado livre e irrestrito, sem protecionismos, privilégios e barreiras à entrada em qualquer mercado. Mas isso inevitavelmente passa pela redução brutal do tamanho do governo e pela consequente assunção de responsabilidade própria por cada indivíduo — do pobre ao megaempresário protegido —, que não mais poderá contar com o dinheiro alheio para viver.

Mas tamanho nível de responsabilidade própria ninguém quer.

O livro A Sociedade Planejada, citado lá no início, não mencionou tudo isso, mas é fato que vivenciamos hoje o inevitável resultado de tudo aquilo que ali foi recomendado.



autor

Diversos Autores

  • Capital Imoral  10/04/2018 15:55
    Juarez e sua incapacidade de lidar com dinheiro

    Dizem que o dinheiro é apenas uma ferramenta, tão indiferente quanto um lápis e um pedaço de papel; mas será mesmo que é isso que ocorre no mundo real? ou será que o dinheiro é como um revólver, que em mãos erradas, pode levar alguém ao suicídio? Vamos aprender sobre isso na história do senhor Juarez.

    Juarez foi uma menino que teve uma péssima educação; garoto de família pobre, lutava bravamente para sobreviver com a família em um mundo sem misericórdia.
    Quando se tornou adulto foi para São Paulo em busca de uma vida melhor, o ano era 2009, e logo conseguiu um emprego como zelador em um edifício de classe alta. Ele fez amizade com o filho de um engenheiro, o garoto era um verdadeiro nerd.

    Os dias se passavam, e entre uma conversa e outra, o garoto nerd afirma: "Cara! Você precisa comprar Bitcoins! Eu sei que ninguém acredita em mim, mas isso será o futuro do dinheiro; o paraíso será implementado na terra quando o indivíduo ter pleno controle de seu dinheiro." Juarez logo pensou: Esse muleke ta fumando muita maconha, mas quer saber? Vou pegar esses cinco reais da pinga e vou ali comprar uns Bitcoins (e depois uns amendoins).

    Mal sabia juarez que aqueles cinco reais seriam transformados em quase 500 mil reais.

    Foi um tremendo choque essa mudança drástica de condição de vida para juarez. De um dia para outro, ele podia comprar o que quisesse. Logo, mulheres bonitas começaram a se interessar por ele, e de fato, ele não perdeu tempo, logo se casou com a mulher mais bonita da cidade; obviamente, existia um abismo humanitário e intelectual entre os dois, mas isso não importava, o que importava era a matéria e o bem-estar. Juarez ficou louco pelo poder que o dinheiro permitia, ele não sabia dizer não para ninguém; às vezes, se sentia como Jesus Cristo na terra: tudo era uma questão de somente dizer sim, e a palavra se transformava em matéria.

    Juarez vivia no paraíso, mas, interiormente, ele sabia que havia algo errado. Era como se ele não pertencesse àquele mundo.

    O tempo passou e o dinheiro foi acabando. Infelizmente, Juarez era um homem que tinha uma incapacidade para levar uma vida intelectual e posteriormente lidar, de forma adulta, com o dinheiro. Ele não sabia dizer não para ninguém, sua mulher e filhos gastavam rios de dinheiro com luxos que juarez não mais estava conseguindo sustentar. A conta começou a ficar no vermelho, ele não tinha o saldo positivo, mas agora estava devendo para todos bancos da cidade. Passou-se anos, e a situação foi piorando mais a cada ano, porque a mentalidade não estava preparada para riqueza e poder.

    Juarez se encontrava endividado, devia para todos bancos; e o pior de tudo, é que agora ele devia também para sete agiotas. Chegou-se numa situação em que ele e a família estava correndo risco de vida porque os agiotas não paravam de ameaçar sua família.

    Seu filho adolescente pensou: "Dever para um agiota é como ter câncer. É como algo que vai te corroendo por dentro e você não consegue se livrar, até que chega o último dia, e você está morto.

    O que fazer agora? Os telefonemas não paravam, e as ameaças também não. Sua mulher pediu separação e o deixou sozinho na casa que logo seria confiscada pelo banco. Os telefonemas não paravam. A vida estava obscura. O que fazer agora?

    Era uma tarde de domingo, os telefones estavam desligados. Um alaranjado forte dominava a sala central no qual ele estava pensando: Será que devo usar um revólver ou me enforcar? Pois o meu mundo que nunca foi grande coisa, chegou ao fim.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Xavier  10/04/2018 16:29
    A questão é a seguinte: economistas defendem esse arranjo porque a maioria é keynesiana e precisa do governo para trabalhar, pois se aplicarem as mesma medidas no setor privado logo serão demitidos. Veja o número de engenheiros que estão assumindo cargos antes considerados de economistas. O fato é simples: resultados.
  • Amante da Lógica  10/04/2018 16:47
    Isso é consequência da Arrogância Fatal desses economistas.

    A economia é formada e criada por milhões de decisões tomadas diariamente por indivíduos. A única função do economista em uma sociedade livre seria tentar entender e explicar como tudo isso acontece. Só.

    Já num mercado regulado pelo governo, a demanda por economistas aumenta: afinal, serão eles que irão fazer essas regulações.

    Ademais, no livre mercado, não há a necessidade de planejadores tentarem "equilibrar" oferta e demanda. As próprias transações diárias e voluntárias de milhões de consumidores, em conjunto com empreendedores que se arriscam em seus empreendimentos, já fazem isso. É a economia mista quem cria a demanda para que planejadores econômicos queiram gerenciá-la. Aí, de novo, entram os economistas.

    A grande verdade é que economistas seriam de pouquíssima serventia em um livre mercado. O economista não pode prever as futuras demandas do consumidor e os custos futuros tão bem quanto os empreendedores, pois, se pudesse, então ele seria o empreendedor. O empreendedor é quem ele é precisamente por causa de sua superior habilidade de previsão do mercado.

    O papel do economista em uma sociedade livre seria puramente educacional. Mas quando o governo intervém no mercado, a "utilidade" do economista se expande. Quando o governo sai criando várias intervenções e regulamentações, a demanda por economistas explode.

    Exatamente por isso as universidades são dominadas por economistas keynesianos defendendo economia regulada. Eles estão apenas defendendo sua existência
  • Karen  13/04/2018 13:32
    Xavier e "Amante da Lógica", concordo com vossas colocações acerca de economistas keynesianos e burocratas, tal qual esses que assinam esse livro citado no artigo. Porém, permitam-me acrescentar que há uma série de pessoas com formação em economia atuando em áreas privadas como consultoria de empresas, mercado financeiro ou empreendendo, que com certeza não tem tal insegurança de "perder espaço" ou que "não dão resultados". Pesquisem a formação de alguns financistas, empresários e pensadores inclusive liberais, e verão uma série deles com essa formação que vocês resumiram como burocratas que precisam do governo pra existir. Abraços
  • Iuri Pulga  16/04/2018 17:01
    Oh... "Amante da Lógica" irracional. Em que mundo você vive? Você esta parecendo um Rousseau romancista. Pela tua lógica então não devemos ter formações superiores, pois se não há necessidade de um Economista para entender o fluxo econômico em um livre mercado (conforme tuas palavras), também não há a necessidade de um Administrador na empresa para ditar o rumo dela. Também podemos excluir o Contador, pois conforme tuas palavras: "...O empreendedor é quem ele é precisamente por causa de sua 'superior habilidade' de previsão do mercado."
    Onde fica a Moeda nessa balela sua? O Empresário com sua superior habilidade também pode controlar a emissão de moeda, prever a inflação, saber a Taxa de Juros, etc ?

    Sabes o que é Econometria? Qual sua finalidade?

    Vai estudar um pouco antes de falar asneira.

  • Ivan Barata  16/04/2018 18:04
    "Pela tua lógica então não devemos ter formações superiores, pois se não há necessidade de um Economista para entender o fluxo econômico em um livre mercado (conforme tuas palavras), também não há a necessidade de um Administrador na empresa para ditar o rumo dela."

    Mais um ignaro que acha que um diplominha universitário confere sapiência inatacável ao seu portador.

    Caro senhor Pulga, os melhores administradores que conheço (tanto pessoalmente quanto os mais famosos) são exatamente aqueles que NÃO possuem curso superior e nem muito menos diploma em Administração de Empresas -- um mero curso caça-níquel, quase sempre ministrado por quem nunca gerenciou nem carrocinha de cachorro-quente.

    É claro, é óbvio, é ululante que empresas precisam de administradores. Mas está longe de ser necessário que estes administradores tenham formação universitária em Administração de Empresas.

    Só acredita nisso professor universitário que quer defender seu emprego.

    "Também podemos excluir o Contador, pois conforme tuas palavras: "...O empreendedor é quem ele é precisamente por causa de sua 'superior habilidade' de previsão do mercado.""

    Mas, hein? Onde, por favor, esta frase que você selecionou refuta a necessidade de uma empresa fazer sua contabilidade e manter um livro-caixa?

    É cada ignaro arrogante que vem aqui achar que tá abafando... E o que é pior: quanto mais ignorante e lógico-deficiente é o sujeito, mais arrogante ele é.

    "Onde fica a Moeda nessa balela sua? O Empresário com sua superior habilidade também pode controlar a emissão de moeda, prever a inflação, saber a Taxa de Juros, etc ?"

    Cristo Rei! Nem sei o que dizer!

    Quer dizer então que você acha imprescindível para uma economia ter burocratas manipulando juros e oferta monetária? Você realmente acha que fazer controle de preços (determinar juros é controle de preços puro e duro) e falsificar moeda (imprimir dinheiro é falsificação pura e dura) são medidas indispensáveis para o êxito empreendedorial? Será que você nunca estudou a causa dos ciclos econômicos?

    Uma aulinha básica para você, voltada para o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852

    "Sabes o que é Econometria?"

    Infelizmente sei.

    "Qual sua finalidade?"

    São duas:

    1) Garantir emprego para acadêmicos que nunca teriam vez no livre mercado, tamanha sua incapacidade de explicar ou mesmo de prover coisas com a mais mínima acurácia.

    2) Atormentar o mundo com toneladas de monografias inúteis sobre o assunto, sendo que todas defendem exatamente a mesma ideia totalitária: a capacidade de economistas de prever a ação humana de milhões de indivíduos (sendo que, obviamente, nunca acertam).

    "Vai estudar um pouco antes de falar asneira."

    E o que o espelho respondeu?

  • anônimo  10/04/2018 16:30
    Isso é o que chamam de "permission society": uma sociedade em que os indivíduos sempre precisam pedir autorização para um burocrata para poder fazer alguma coisa.

    www.encounterbooks.com/books/the-permission-society-how-the-ruling-class-turns-our-freedoms-into-privileges-and-what-we-can-do-about-it/
  • Anti-Estado  10/04/2018 16:35
    Triste...
  • Andre  10/04/2018 16:49
    Excelente comentário e indicação de leitura, fico impressionado com a subserviência do cidadão médio, sempre necessitado que algum terceiro, de preferencia com cargo no governo, lhe ateste a legalidade e criando filhos ainda mais bovinos que ele próprio. O futuro é sombrio.
  • Edson  10/04/2018 16:54
    É por isso que todo empresário que é bem sucedido e quer continuar bem sucedido sempre acaba entrando pra política (ou então mandando um preposto em seu lugar): fazendo parte do estado, ele pode criar leis que favoreçam a ele mesmo e a todos os seus colegas bem sucedidos.

    E assim o atual arranjo se perpetua, sendo defendido por político, economistas desenvolvimentistas e empresários, e com o povo sem oferecer qualquer resistência.

    O artigo acima é um ótimo complemento para o artigo do mecanismo e para o artigo sobre empresários na política. Aliás, muito bem pensada essa sucessão de artigos (foi de propósito?), com um completando o outro.

  • anônimo  10/04/2018 17:09
    Marx, Lenin e Stalin teriam vergonha de verem a esquerda moderna apoiarem esse modelo fascista.
  • Renan  10/04/2018 16:58
    Outro dia o Ciro Gomes (o grande defensor desse arranjo) deu uma palestra na PUC e defendeu um ajuste com mais impostos, principalmente sobre fortunas e herança. Aí um garoto perguntou se mais imposto não seria ruim pra economia e ainda disse que entendia o Ciro, visto que o papel de politico era aumentar imposto.

    Aí o coronel espumou e no alto de sua arrogância soltou: "VOCÊ PODERIA TER DISPENSADO ESSE COMENTÁRIO IRÔNICO, PAPEL DE POLITICO E CORRESPONDER AS EXPECTATIVAS DA SOCIEDADE!"

  • anônimo  10/04/2018 17:05
    Além de nos expropriarem e viverem às nossas custas, essa escumalha ainda fica bravinha quando ouve algumas verdades.
  • Márcio de Paula  10/04/2018 19:16
    Queria ver um debate político em que esses fatos fossem apresentados. Gostaria de ver que argumentos usariam para tentar derrubá-los e justificar a manutenção deste arranjo.
    Edua
  • Fernando Fbrigo  10/04/2018 19:06
    Isto persiste por que ser economista é ser keynesiano. São praticamente sinônimos. Qual o sentido em ser economista se você não puder interferir na economia? Por outro lado, a massa ignara espera um governo protetor e salvador. A esquerda, invejosa, parcela significativa da população sempre vai pressionar por intervenção estatal.
  • Eros C.  10/04/2018 19:12
    Artigos combativos como esse são cruciais. Gosto bastante dos artigos teóricos mas esses que vão direto na jugular, mostrando como as coisas realmente são, são tão importantes quanto. É de suma importância que os teóricos da economia do Mises continuem publicando artigos explicativos e que se aproximem da realidade do cidadão comum. Textos combativos como esse são muito bem vindos, um belo " tapa na cara e acorda" pra qualquer leitor.
  • Trader  10/04/2018 19:19
    Então você vai gostar desses dois, que vão na mesma linha:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2763
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2769
  • Felipe Lange  10/04/2018 20:28
    Só ver a birra que grandes artistas estão fazendo com o fim da obrigatoriedade de registro recentemente...

    O estado é a encarnação do demônio.
  • Paulo  10/04/2018 23:40
    E como explicar a Noruega e seu setor petrolífero? Será que seria melhor que o petróleo deles estivesse nas mãos do setor privado, e deixar de oferecer assistencialismo a população com os dividendos do petróleo? Foi a distribuição da renda do petróleo, aliado a uma economia de mercado por trás, que os colocou em primeiro no IDH; Um ''sistema misto'', que não exagera na dose, mas soube aproveitar um setor de potencial e não deixou que o lucro ficasse privado
  • Professor  11/04/2018 00:22
    Noruega? A Statoil simplesmente vende a gasolina mais cara do mundo!

    Atualmente, um litro de gasolina na Noruega está custando 15,63 coroas norueguesas.

    Ao câmbio de hoje (7,74 coroas por dólar), dá 2,02 dólar por litro.

    Já nos EUA, um litro de gasolina está custando US$ 0,75 por litro.

    A renda per capita dos noruegueses é 1,22 vez maior que a dos americanos.

    Mas sua gasolina custa 2,69 vezes mais. E o país é totalmente autossuficiente, ao contrário dos EUA.

    Seria interessante vender esse arranjo como pró-pobre. "Estatize a produção de petróleo e tenha a gasolina mais cara do mundo".

    Ou seja, a Noruega, que bóia em petróleo e que possui uma estatal monopolista para gerir o setor, paga 2,7 vezes que os americanos, que importam gasolina e que a consomem como se não houvesse amanhã. E cujo setor está fora das mãos do estado.

    É tudo uma questão de lógica: se o país flutua em petróleo, o preço do petróleo para seus cidadãos tem de ser, no mínimo, mais baixo do que os preços praticados em países que não bóiam em petróleo, que importam petróleo e que não recebem subsídios do governo. A Noruega não passa nesse teste.

    E aí? Vamos copiar a estatal norueguesa? Nossos pobres voltarão a andar de jegue.
  • Kira  11/04/2018 18:03
    Mais ou menos como a Venezuela, só que a venezuela resolveu estatizar tudo. então não só tudo ficou mais caro, como tudo sumiu das pratileiras.
  • Paulo  11/04/2018 19:39
    Mas isso porque eles escolheram pagar a gasolina mais cara e usar o dinheiro para financiar a assistência do estado. Ao invés de ter uma gasolina subsidiada como na Venezuela..
    E criaram um fundo soberano(o maior do mundo ou um dos maiores do mundo), o que praticamente evita que o país passe por choques de dívida ou devido a queda do preço do petróleo; garantindo o modelo deles por um longo tempo
  • Marcos  11/04/2018 20:48
    "Mas isso porque eles escolheram pagar a gasolina mais cara e usar o dinheiro para financiar a assistência do estado. Ao invés de ter uma gasolina subsidiada como na Venezuela.."

    Ou seja, de nada adiantou ter petroleira estatal ou ser autossuficiente. O almoço não só não saiu grátis, como continuou caríssimo.

    Ter gasolina cara é um arranjo nojentamente elitista. Significa que só os ricos podem andar de carro. Nos EUA, com gasolina privada e barata, qualquer pé-rapado tem a liberdade de se locomover de carro, por conta própria, para onde quiser.

    "E criaram um fundo soberano(o maior do mundo ou um dos maiores do mundo), o que praticamente evita que o país passe por choques de dívida ou devido a queda do preço do petróleo; garantindo o modelo deles por um longo tempo"

    A função do fundo soberano não é esta. O fundo soberano da Noruega funciona exatamente como qualquer fundo de investimento: pega as receitas do petróleo e aplica em ações e papeis ao redor do globo.

    www.marketwatch.com/story/norways-sovereign-wealth-fund-rakes-in-131-billion-return-thanks-to-2017-stock-rally-2018-02-27

    E com um detalhe: o governo não usa os ganhos deste fundo em seu orçamento.

    en.wikipedia.org/wiki/Government_Pension_Fund_of_Norway#Debate
  • Kira  12/04/2018 05:23
    Incrível o esforço retórico desse povo pra defender o indefensável. Além do indivíduo não ter liberdade para escolher de quem deve consumir ou se negar a subsidiar uma empresa da qual não tem interesse, para "compensar" crises que o próprio estado cria. Patético. A lógica é sempre essa: se parece útil, a liberdade pouco importa, apenas o que eu e meu grupinho achamos que é melhor para todos então todos tem obrigação de agir como queremos e se submeterem as regras que nós queremos. Assistencialismo, como dinheiro dos "assistenciáveis" roubados pelo próprio estado. E de quebra O mito do estado nórdico eficiente. www.mises.org.br/Article.aspx?id=632
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=113
  • Luiz Moran  11/04/2018 08:04
    O braziu comunofascista é uma republiqueta sindicalista que opera sob as bases de uma criminosa comunhão entre os inúmeros assaltantes dos cofres públicos (lotados nos 03 poderes), narcotraficantes, jornalistas vendidos e mega empresários com boas conexões políticas. A esquerda transformou o nosso país numa LATRINA.

    Em tempo: as eleições 2018 também serão fraudadas.
  • Pobre Mineiro  11/04/2018 18:54
    Fraudada ou não, nada mudará.
    Para o desespero dos bolsominions.

    Quem tem dinheiro, ou cidadania estrangeira, que fuja para outro país.
  • Maicon  11/04/2018 19:57
    Por que está todo mundo falando essas coisas de fugir do Brasil? Tenho 18 anos, meu pai era americano, faleceu quando eu era criança, quase todo mundo fala para eu sair daqui o mais rápido possível, o que vai acontecer?
  • Nordestino Arretado  12/04/2018 02:43
    Esse papo de urna fraudada é balela, as tais urnas são auditadas na presença dos representantes dos partidos políticos, será que todos formam um grande complô para que coligação X seja eleita? Acho improvável.
  • Demolidor  12/04/2018 03:06
    Talvez não tão improvável:

    www.psdb.org.br/acompanhe/auditoria-do-psdb-nas-urnas-eletronicas-mostra-que-sistema-eleitoral-brasileiro-e-vulneravel/

    g1.globo.com/politica/noticia/2015/11/auditoria-do-psdb-nao-encontra-fraudes-no-2-turno-das-eleicoes-2014.html
  • Edson  12/04/2018 12:47
    "Esse papo de urna fraudada é balela"

    O que é realmente interessante é o raciocínio por trás da tesa da "urna fraudada".

    Quem diz que as urnas foram fraudadas está dizendo, na prática, que o brasileiro sabe votar muito bem, mas que, por causa da fraude nas urnas, os resultados foram outros.

    Ora, qual o argumento para dizer que o brasileiro sabe "votar bem"? Mais ainda: qual o argumento para afirmar que o povão votou maciçamente contra o PT em 2014? Será que o povão é tão iluminado assim?

    Pois eu digo que o fato de Dilma ter vencido com apenas 3 milhões de votos de diferença para Aécio foi algo realmente surpreendente. Dada a mentalidade do povão (que adora votar em coisas esculachadas), eu esperava que ela vencesse com pelo menos 10 milhões de votos de diferença.

  • pedro Marcio  14/04/2018 00:36
    Excelente artigo. Concordo com tudo, mas o tempo fará o correção desses erros.
  • Emerson Luis  29/04/2018 22:06

    "O estado é a grande ficção da qual
    todo mundo se esforça para viver às custas de todo mundo." Frederic Bastiat

    "Quando as pessoas querem o impossível,
    apenas os mentirosos podem satisfazê-las" Thomas Sowell

    * * *



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