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A “guerra comercial”, além de ser uma contradição em termos, possui um histórico pavoroso
E o protecionismo é a arma dos covardes

No colégio, nunca me ensinaram o que era um oximoro. Tampouco na universidade. Com efeito, a primeira vez que li essa palavra tive de pesquisar em dicionários (ainda não havia Google).

Foi aí que entendi que oximoro é quando se juntam duas palavras que, na realidade, querem dizer coisas exatamente opostas. Exemplos de oximoro são "o fogo que esfria", "um instante eterno", "socialismo libertário" e "capitalismo marxista".

Recentemente, voltou ao noticiário outro oximoro que possui décadas de antiguidade. Trata-se da famosa ideia da "guerra comercial", que China e EUA começaram a travar (mas que foi iniciada pelos EUA), e a qual ameaça arrastar o resto do mundo.

Os conceitos de "guerra" e de "comércio" estão tão distantes, que dizer que é necessário haver uma 'guerra comercial' (como o fez Donald Trump) é praticamente o mesmo que dizer que é necessário haver uma "guerra do amor". Guerra e comércio são conceitos tão opostos, que o mundo só começou a se civilizar quando substituiu um pelo outro, isto é, quando deixou de fazer guerras e descobriu as vantagens das trocas voluntárias.

No comércio, ambas as partes envolvidas sempre ganham. Afinal, se a transação comercial fosse deletéria para ao menos um dos lados, então, por definição, tal transação simplesmente não ocorreria. No comércio, um lado entrega o dinheiro (voluntariamente) e o outro lado entrega o produto ou serviço (voluntariamente). E cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Não fosse assim, a transação não ocorreria. Por definição.

Logo, dado que cada lado da transação valora mais aquilo que recebe do que aquilo que está entregando, o comércio beneficia a todos os envolvidos.

Neste arranjo, também por definição, não há nenhuma "guerra", mas sim um pacífico acordo voluntário que melhora a situação de todos.

O temor sem sentido dos déficits comerciais

Por isso, a noção de "déficit comercial" entre países — algo sempre lamentado por Trump em seu Twitter — não faz sentido; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Os americanos compram mais dos chineses do que os chineses compram dos americanos. E, até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos chineses. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

Assim como você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro —, os americanos possuem essa mesma relação com os chineses, que lhes fornecem bens e serviços em troca de dinheiro. Não há nenhum problema com este arranjo.

Porém, segundo Trump, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos americanos (compradores voluntários) e cidadãos chineses (vendedores voluntários) é deletéria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

Tarifas, Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial

Se formos analisar a história, os prospectos desta nascente guerra comercial entre China e EUA não são nada animadores.

Com ambos os países bloqueando suas fronteiras um para o outro, a tendência é que seus produtores tentem desovar seus produtos em outros países. Consequentemente, os políticos destes outros países irão querer "proteger" suas indústrias contra esta desova, aumentando também as tarifas de importação (em um claro atentado contra o bem-estar de toda a população consumidora).

E aí as perspectivas se tornam sombrias.

Uma simples viagem pela memória, especificamente de volta aos anos 1930, nos traz uma imagem fúnebre do que pode potencialmente ocorrer caso esta guerra comercial se concretize e se espalhe para outros países.

Logo após a forte queda da bolsa de valores americana em 1929 — um evento que, por si só, não teria nenhum potencial depressivo — o então presidente Herbert Hoover acreditou que era necessário "fazer alguma coisa". Contrariamente às narrativas históricas convencionais, Hoover recorreu a uma série de medidas intervencionistas — dentre outras, aumentou gastos, aumentou impostos, implantou controle de preços e de salários, e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços — em seus esforços para estimular a economia americana e manter os salários artificialmente elevados.

De particular relevância para essa atual discussão sobre tarifas foi a implantação, por lei, da tarifa Smoot-Hawley, em 1930. De autoria dos senadores Reed Smoot e Willis Hawley, e sancionada por Hoover, essa medida aumentou as tarifas sobre mais de 20.000 produtos, elevando a alíquota média das tarifas de importação para aproximadamente 40%. (À época, mais de 1.000 economistas fizeram um abaixo-assinado implorando ao presidente Hoover para que não implantasse a tarifa).

Após a implantação da Smoot-Hawley, países como Canadá e Itália retaliaram, e implantaram tarifas de importação punitivas sobre produtos americanos. Isso gerou um efeito dominó, desencadeando várias guerras comerciais ao redor do mundo, o que resultou em uma queda de espantosos 66% no comércio mundial entre 1929 e 1934.

Não apenas esse ambiente de guerra comercial exacerbou a já depressiva situação econômica dos países, como também estimulou o despotismo irracional e o militarismo que levou à irrupção da Segunda Guerra Mundial.

Após a Segunda Guerra, os políticos aparentemente demonstraram ter aprendido as lições da desastrosa experiência da Smoot-Hawley, e o mundo vivenciou um período de crescente abertura comercial, a qual trouxe resultados comprovadamente positivos.

Mas nada está a salvo para sempre.

O que conta são os grupos de interesse

Infelizmente, todo e qualquer debate sobre os méritos do livre comércio e sobre a destruição e ineficiência econômica geradas por tarifas de importação acaba se tornando fútil no mundo real, dominado por políticos e pela política. Ideais são importantes, mas, no mundo político, elas não têm relevância prática.

No final, a política nada mais é do que o poder de conceder privilégios a grupos de interesse com boas conexões políticas. A política é o poder de alguns poucos, por meio de sua maior capacidade de fazer lobby, ganharem à custa dos concorrentes e dos consumidores. Este poder é viciante e, em relação a ele, qualquer teoria econômica correta acaba sendo secundária e até mesmo impotente.

Especificamente, tarifas de importação são um exemplo clássico de rent seeking — ou "busca pela renda" —, que é a atividade de conquistar privilégios e benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Tarifas de importação são implantadas a pedido de poderosos empresários do setor protegido, e servem exatamente para protegê-los da concorrência externa e, com isso, permitir que eles elevem preços e sejam mais ineficientes sem serem punidos pelos consumidores, que agora não mais podem recorrer à concorrência estrangeira.

Com o protecionismo, empresários poderosos conseguem uma maneira fácil de obter privilégios e políticos ganham o apoio destes poderosos empresários, algo que sempre ajuda nas eleições. Esse círculo viciante é aparentemente inquebrantável e imune a teorias econômicas sólidas.

Como disse Walter Williams:

Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis. Já suas vítimas são invisíveis. Os políticos adoram esse arranjo. E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre.

Conclusão

No final, guerras comerciais ocorrem para proteger produtores ineficientes que não estão produzindo bens que atendem aos reais desejos dos consumidores. É por isso que tais produtores recorrem ao governo federal: para protegê-los dos concorrentes estrangeiros que são superiores no fornecimento deste bem específico.

Por isso, o protecionismo nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa. 

Foi Bastiat quem alertou: se, em vez de nos permitirmos os benefícios da livre concorrência e do livre comércio, começarmos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras nações, não deveríamos nos surpreender caso boa parte daquela inteligência e habilidade que combatemos por meio restrições de importações acabe se voltando contra nós no futuro, produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores bens de consumo que eles querem e podem produzir, e os quais nós queremos voluntariamente consumir.

Quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem. 

No longo prazo, ninguém ganha com as guerras comerciais. Todos só perdem. E muito.

33 votos

autor

José Niño
, nascido na Venezuela, faz mestrado na universidade de Fort Collins, Colorado. Já morou no Chile, na Venezuela e nos EUA. Atualmente, ele é analista do Círculo Acton, do Chile.

  • Eduardo  03/04/2018 16:18
    James Buchanan chama a atenção para esses pequenos grupos capazes de garantir renda extraordinária através de protecionismo, regulamentação, etc. Como criar uma organização política resistente a esse tipo de "ataque"? Parece que não há como. Se é impossível nos EUA, muito mais impossível será aqui no Brasil. É difícil convencer mesmo as pessoas mais sensatas que riqueza se ganha com produtividade e não com protecionismo e abolição da concorrência. No final, os incentivos políticos para a erosão da liberdade são muito mais fortes. E, contra eles, há apenas a teoria econômica. Sem chances.

    Obrigado pelo ótimo texto.
  • César R.  03/04/2018 16:34
    Excelente abordagem. Para mim, ademais, o protecionismo nada tem a ver com ideologia, nem com técnica de gestão, muito menos com preocupação social, ao contrário: é apenas reserva do quintal para que os "investidores de campanha" depenem as galinhas sem misericórdia.
  • anônimo  03/04/2018 16:46
    Concordo.

    E digo que, dos que defendem o protecionismo, parte deles, os passivos, defendem a estapafúrdia idéia por mera ignorância. A outra parte, aqueles que tem muito a ganhar, os ativos, defendem por pura safadeza.
  • Joao  03/04/2018 17:28
    Como o texto abordou, o protecionismo é explicado não apenas pelos interesses de grupos privados ineficientes, mas também por ignorância de governantes e governados, sobretudo pelo temor infundado dos deficits comerciais.
    Um exemplo de protecionismo motivado por ignorância é o de tributos incidentes sobre importação de produtos que não são produzidos no próprio país.
    Nesse caso, a barreira pode ter sido eventualmente instituída para viabilizar a atividade empresarial de algum grupo local mas, igualmente, apenas para impedir "as saídas de capitais para o exterior".
  • thiago  06/06/2018 12:46
    Dá para pensar o protecionismo também quando aplicado por pais em relação a seus filhos; uma forma de encarar a vida e o mundo.
  • Pensador Consciente  03/04/2018 16:45
    Liberdade,ideal almejado,sonho impossível,enfim um luxo de poucos.
  • Rodolfo  03/04/2018 16:49
    E a investida de trump contra a Amazon? Mesmo caso?
  • Rodriguez  03/04/2018 16:59
    Sim, mesmo caso: completa ignorância econômica.

    Mas, no caso específico da Amazon, há dois ingredientes adicionais: ela revende muita coisa importada da China (o que enfurece o ignaro laranja que ocupa a Casa Branca) e, principalmente, ela estava começando a se tornar uma ameaça concorrencial para os grandes bancos.


    P.S.: o "argumento" de Trump de que a Amazon ao utilizar os serviços dos Correios estava gerando prejuízo à estatal é de uma ignorância atroz. Na prática, segundo o ignaro, quando um serviço ofertado é demandado, isso gera prejuízo ao ofertante! Por essa lógica, absolutamente ninguém empreenderia no mundo. Em termos de sabedoria econômica, Trump parece estar à esquerda do PSOL.

    thehill.com/homenews/administration/381234-trump-post-office-loses-a-fortune-on-amazon

    twitter.com/realDonaldTrump/status/981168344924536832
  • Igor  03/04/2018 17:08
    Essa dos Correios realmente foi foda. Eu sempre defendi Trump e sempre torci por ele, mas de uns tempos pra cá ele entrou numa espiral descendente que tá dose. A retórica econômica dele está cada vez mais parecida com a de Brizola: ataque às grandes empresas (agora ela fala que a Amazon é monopolista) e ataque a estrangeiros via protecionismo (daqui a pouco ele começa a falar de "perdas internacionais", assim como Brizola).

    Ultimamente, a única coisa que me mantinha na defesa de Trump era sua postura em relação ao porte de armas. Só que nem isso mais restou depois que ele proibiu a venda de bump stocks, algo que nem Obama tentou fazer. E podem anotar aí: novos ataques à Segunda Emenda ocorrerão sob Trump;

    O IMB já tinha alertado e eu tinha achado que era exagero, mas é verdade: pior que um democrata na Casa Branca, só um republicano. Ambos são igualmente estatizantes e só fazem merda, mas os democratas ao menos fazem merda deixando claro que são de esquerda (exatamente como a Dilma, ainda bem) ao passo que os republicanos fazem merda recorrendo a uma retórica de livre mercado (que nunca seguiram), o que configura estelionato e falsidade ideológica.
  • Felipe Lange  03/04/2018 17:41
    Pois é Igor. Eu esperaria isso caso Bolsonaro for eleito. Vai fazer um monte de cagada e a sua militância vai arrumar desculpas esfarrapadas. Por isso que eu falo que gradualismo e alternância de poder são uma aberração.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  04/04/2018 13:59
    Com as ações que tem tomado, Trump está trilhando um caminho em que se tornará um lame duck no meio do mandato. E essas trapalhadas tendem a garantir um longo período presidencial para o Partido Democrata já a partir do próximo mandato.
  • Humberto  04/04/2018 17:38
    E o detalhe é que Trump é mais desarmamentista que Obama. Além de ter proibido importação de armas de fogo da China, o sujeito está destruindo a segunda emenda.

    www.independent.co.uk/news/world/americas/trump-gun-control-confiscate-second-amendment-right-bear-arms-nra-conservative-republicans-a8234606.html

    Disse ele:

    "I like taking the guns early. Take the guns first, go through due process second."

    www.nytimes.com/2018/02/28/us/politics/trump-gun-control.html?emc=edit_na_20180228&nl=breaking-news&nlid=48047180&ref=cta

    Imagina se fosse Obama falando isso? É absolutamente insano ver conservadores defendendo esse sujeito.
  • Eduardo Bolsonaro  03/04/2018 17:01
    Quanto alarde, é só uma medida temporária para forçar melhores termos comerciais, continuem fazendo bons conteúdos econômicos e deixem que os conservadores os coloquem em prática da maneira que for possível. Não se esqueçam, China é uma ditadura.
  • Demolidor  04/04/2018 03:44
    Eu espero que isso que você disse esteja correto. E bate com o que Trump prega em "Art of the deal". Já no começo do livro ele diz que muitas vezes funciona agir como um louco.

    Ameaçar sair do negócio, mesmo tomando prejuízo, é parte do arsenal de técnicas dele para conseguir termos melhores. Ele é, inclusive, alguém que usa blefes frequentemente, escondendo o que realmente pensa e suas verdadeiras intenções.

    Talvez, portanto, a coisa não seja como estamos (e estou, como já comentei em posts anteriores) vendo. Embora eu reconheça que é uma evidência anedótica, vários seguidores dele nos EUA afirmam isso. Eles entendem que os preços vão subir e que a medida é ruim, pelo menos no curto prazo. O jogo é político.

    Nos EUA, qualquer um pode montar empresa e fazer negócio como bem entender. Pode-se, também, montar empresa no exterior e exportar para o país sem dificuldades. A recíproca, contudo, não é verdadeira: a China taxa pesadamente quase todo tipo de produto importado e obriga quem for fabricar lá a ter um sócio chinês e repassar tecnologia; Brasil, União Europeia e mesmo o México, dentro do NAFTA, taxam pesadamente alguns importados e, em alguns casos, obrigam ao mesmo expediente. E a OMC não tem feito muita coisa para coibir isso.

    Portanto, não seriam os EUA que estariam começando uma guerra comercial. Esta já foi iniciada e o que está havendo seria somente uma retaliação americana, dentro do que é possível. Faz sentido.

    O que preocupa é o nonsense econômico e a retórica nacionalista de Trump. Os argumentos soam absurdos. Espero que esteja somente "jogando para a galera" e, na verdade, apenas sendo duro com outros governos para que comecem a se comportar de maneira mais aberta e livre, como o americano vinha fazendo até então.
  • Demolidor  09/06/2018 23:54
    Acredito que eu estava correto:

    www.cnbc.com/2018/06/09/trump-says-at-g-7-summit-trade-should-be-tariff-free-barrier-free-subsidy-free.html

    "No tariffs, no barriers, that's the way it should be — and no subsidies," the president said at a press conference.

    Se é isso mesmo que ele quer e é o motivo pelo qual começou a guerra comercial, está na direção correta.
  • Carlos  11/06/2018 13:47
    Acredito que você está errado, e se deixando levar pelas palavras de um político (algo imperdoável para leitores deste site). Enquanto Trump fala que defende o livre comércio, as tarifas protecionistas sobre a União Europeia acabaram entraram em vigor no dia 2 de junho.

    Tributar a China até fazia algum sentido de um ponto de vista exclusivamente geopolítico (embora fosse ignaro do ponto de vista econômico). Agora, tributar os países da UE, exatamente os grandes aliados dos EUA? Coisa de jegue.
  • Demolidor  11/06/2018 15:57
    Acredito que você está errado, e se deixando levar pelas palavras de um político (algo imperdoável para leitores deste site). Enquanto Trump fala que defende o livre comércio, as tarifas protecionistas sobre a União Europeia acabaram entraram em vigor no dia 2 de junho.

    Carlos, eu só acredito vendo. Eu afirmei em relação à evidência anedótica que tenho de seus defensores, não em relação à minha avaliação da situação. Mantenho-me cético, inclusive pela ambiguidade dele, provavelmente proposital. Como eu disse no meu comentário anterior (e discordando de todos os posts que eu tinha feito anteriormente, onde criticava sua retórica protecionista):

    Ameaçar sair do negócio, mesmo tomando prejuízo, é parte do arsenal de técnicas dele para conseguir termos melhores. Ele é, inclusive, alguém que usa blefes frequentemente, escondendo o que realmente pensa e suas verdadeiras intenções.

    Talvez, portanto, a coisa não seja como estamos (e estou, como já comentei em posts anteriores) vendo. Embora eu reconheça que é uma evidência anedótica, vários seguidores dele nos EUA afirmam isso. Eles entendem que os preços vão subir e que a medida é ruim, pelo menos no curto prazo. O jogo é político.
  • Humberto  04/04/2018 17:40
    Conservador que defende Trump é o grande aliado das esquerdas. Trump é mais desarmamentista que Obama.

    Disse ele:

    "I like taking the guns early. Take the guns first, go through due process second."

    www.nytimes.com/2018/02/28/us/politics/trump-gun-control.html?emc=edit_na_20180228&nl=breaking-news&nlid=48047180&ref=cta

    Imagina se fosse Obama falando isso? É absolutamente insano ver conservadores defendendo esse sujeito.


  • Amante da Lógica  04/04/2018 17:44
    Rapaz, vídeo pavoroso. A coisa tá pior que eu imaginava. Trump cada vez mais progressista e esquerdista. Todo amiguinho da senadora democrata, rindo para ela e exigindo, junto com ela, leis mais restritas contra a compra de armas. Perto desse aí Obama era ultraconservador.
  • Luiz Carlos  09/04/2018 21:19
    Concordo com Eduardo nesse caso. O problema não é econômico. É cultural, existencial, democrático ou qualquer outro aspecto. Se os americanos podem comprar de quem quiser, qual o problema de não quererem negociar com a China comunista safada? Isso é uma questão singular. Se não o fosse, eles embargariam todo o mundo.
    A questão da troca voluntária vale quando estamos tratando de países semelhantes, livres e democráticos. Mas quando um canalha faz bombas com seu dinheiro e diz que vai jogar em você é meio ruim (fda) fazer troca vonlutárias né?
  • Igor  09/04/2018 21:45
    "Se os americanos podem comprar de quem quiser, qual o problema de não quererem negociar com a China comunista safada?"

    Outro que cai na falácia da parte pelo todo. Achei que essa burrice fosse monopólio da esquerda.

    Cidadão, não confunda governo (políticos e burocratas) com cidadãos. Não confunda medida arbitrária de políticos com ações voluntárias de consumidores.

    Quem estabelece tarifas e restringe transações são políticos e burocratas. Os consumidores não fazem isso. São apenas reféns. Eles não optaram por isso (parar de comprar barato dos chineses). Os consumidores americanos não optaram por "não querer negociar com a China comunista safada". Quem fez isso foram políticos. Não confunda ação arbitrária de políticos com ação voluntária de consumidores.

    Dizer que a ação de políticos representa o povo é mentalidade típica de esquerdista.

    P.S.: o governo Dilma impediu o povo brasileiro de comprar carro estrangeiro importado barato ao impor uma tarifa de importação de 35%. E, atualmente, o governo também proíbe o brasileiro de comprar smartphones baratos, sem tarifas de importação. Proibir o brasileiro de comprar BMW barata ou smartphones baratos foi uma decisão do povo ou de políticos? Inacreditável este seu raciocínio.
  • Luiz Carlos  11/04/2018 14:03
    Tá bom então bonitão. Então o Estado não representa o povo. Nem na América. Beleza. Então como se faz?
    Esse sonho libertário é tão idiota quanto o comunismo. É só o outro lado...
    Saia do campo da sua economia iludida e veja que existem vários outros aspectos geo-políticos relacionados.
    Trump fez guerra comercial porque não pode fazer guerra militar.
    Olavo tem razão. Liberais só analisam aspectos econômicos e acham tudo lindo.
    Creio que vocês estão parcialmente certos...
  • Bonitão  11/04/2018 14:56
    "Tá bom então bonitão. Então o Estado não representa o povo. Nem na América. Beleza."

    Ah, entendi. Quer dizer então que todas as medidas tomadas pelos governos Lula e Dilma representavam integralmente você? Quer dizer que você concordava integralmente com tudo aquilo? Sentia-se representado por tudo aquilo?

    Se você disser que não, então você é um baita de um incoerente. (Deixe Olavo saber que você defende as FARC e o Foro de São Paulo...)

    Sendo assim, dado que você concorda com tudo o que foi feito por eles, mantenha distância de mim. Você é um ser imoral e defensor de canalhices (por confissão própria).
  • Magalhães  11/04/2018 15:22
    Explica aí! Por que deve ser feito guerra contra a China?
    O que o governo chinês fez para deflagrar essa guerra?
  • Luiz Carlos  12/04/2018 14:36
    Senhores. Acreditam realmente que cidadãos iranianos podem fazer trocas voluntárias com cidadãos de israel?
    Coreia do Sul com do Norte? etc... Trocas voluntárias valem quanto se está falando de culturas semelhantes.

    O que a China fez? Rouba propriedade intelectual do Ocidente. Escraviza seus trabalhadores. Constroi ilhas militares no mar do sul da China à revelia de outras 7 nações. Transfere tecnologia nuclear para Coreia do Norte que por sua vez ameaça os EUA. Ser uma ditadura comunisma já diz muito. Para a China negociar livremente com o ocidente ela deveria adotar padrões de trabalho e produção semelhantes ao do ocidente e estrategicamente não acho bom para os americanos abrirem mão da produção de aço e alumínio local. Este protecionismo é singular com a China e não atingiu outros países. Fora o aspecto econômico, há questões culturais, militares, éticas, de informação, etc.
    A Coreia do Norte é financiada pela China e ameaça os EUA. O Trump que representa seu povo (goste você ou não) precisa conter isso. Vejam que foi só cortar na economia que o Kim já aceitou conversar.
    Olavo fala do caso do sujeito que está pegando a sua mulher e você acha ele legal porque fazem trocas voluntárias.
    Um presidente da república precisa governar. Tomar ações de verdade. Não é filosofia e nem teoria. Entendo o Instituto Mises, mas devemos olhar a realidade ou o que é possível fazer.

    Sim. Um governo representa seu país mesmo que seja uma M. Não concordo com Dilma, aliás, não concordo com ninguém, mas ela foi eleita e você conhece um monte de gente que votou nela... Fazer o quê? Pegar em armas e revolucionar? Estilo revolução de 1917? Ela foi colocada lá para isso... O povo elegeu o povo tirou. Este tipo de democracia é o que temos para hoje... quando inventarem algo melhor poderemos discutir.
  • Luiz Carlos  12/04/2018 19:06
    Amigo. Está comparando padrão chinês com brasileiro? Estava falando de EUA e Europa. Gente grande amigo!!!
    As crianças ficam de fora. Deixa eu trabalhar que tenho mais que fazer.
    Prefiro debater investimentos que me dão maiores alegrias
    :)
  • Luiz Carlos  17/04/2018 15:58
    Bom, já que fui moderado na 1ª resposta, envio mais um Tomahawk.
    Só rebateu um aspecto... e os demais? Gente ressentida. Como sempre só vêem economia.
    Já ouviu falar de segurança do trabalho? Medicina ocupacional? Acha que condição de trabalho é só salário?
    Tudo bem que a escola austríaca é de economia e não de engenharia, produção ou política. Mas é bom sair do monólogo e ver que o mundo não é só circulação de moeda e livre comércio.
    Gosta de link?
    www.bbc.com/portuguese/internacional-43784592
    www.institutomillenium.org.br/artigos/guerra-comercial-ou-jogo-de-cena/
  • Capital Imoral  03/04/2018 17:10
    O Brasil vai acabar se condenarem Lula


    Talvez este seja o texto mais triste que vou escrever neste instituto ao longo de minha história, pois não cabe em palavras a dor que estou sentindo. Como relatar que um País inteiro acabou? Como relatar que o Brasil entrará em guerra civil e que isso irá trazer milhões de mortes? Como relatar que toda verba para cultura corre risco de chegar ao fim? Não há palavras para dizer o que pode acontecer caso lula seja condenado. Caso o pai dos pobres seja condenado.

    O Brasil se desgasta diante da possibilidade de sentenciar Lula à cadeia. Sim, só existia um homem capaz de colocar esse país nos trilhos do socialismo e liberdade: Lula. Ele era a última esperança de sobrevivência desta pátria amada e diversificada, no qual os pobres da favela teriam voz e continuariam a entrar na USP aos montes (inclusive mais que os ricos); Um país no qual dona Zefa, líder comunitária, continuaria a viajar de avião pela Europa; Um país em que Mix Reynold, bissexual de 12 anos, teria liberdade para escolher seu parceiro. Este país já foi um lugar muito bom, de fato, uma pátria orgulhosamente socialista e livre. O que fizeram contigo? eu não sei, foi tudo tão rápido, quando me dei conta os neoliberais já estavam destruindo tudo. Quando me dei conta as minorias já estavam sendo perseguidas. Tudo estava sendo coordenado para condená-lo, foi como se estivessem atacando um pai de família que protege seus filhos negros, bissexuais, sindicalistas, funcionários públicos (todos oprimidos obviamente) dos predadores do livre mercado. Foi isso que aconteceu: atacaram um bebé indefeso chamado Brasil, com ideias do estrangeiro, e agora estão querendo prender o único homem que poderia defendê-lo.

    O Brasil está chegando ao fim, agora só existe um grande buraco negro no qual grupos de direita e conservadores se perpetuam. Malditos sejam vocês! Por pertencer a uma classe privilegiada pelo livre mercado, formada por ricos de olhos azuis, que estão organizando manifestações contra lula; Malditos sejam vocês! por tentarem impor uma cultura ultrapassada neocristã que ninguém de cabelo azul dá a mínima; Malditos sejam vocês! por não querer cooperar (novamente) com o socialismo e liberdade. É só isso que Lula está pedindo para fazer o socialismo dar certo: Uma pequena cooperação do povo e do STF, mas vocês tinham que estragar tudo, canalhas!

    Como vou dizer para um menino negro da favela que a vida dele, a partir de agora, será uma merda constante? Como dizer que ele não vai mais entrar na USP e que esta universidade será de uma elite branca e rica? Eu não tenho coragem de dizer para este garoto que Brasil será o inferno a partir de agora. Eu não tenho coragem de dizer que tudo que era gratis, para ele, será pago a partir de agora. Eu não tenho coragem de dizer que muito provavelmente ele será morto em poucos anos depois da eleição de algum neoliberal. O sistema é cruel meu amigo.

    ó Pátria amada, o que fizeram contigo? O que fizeram com o teu pai, Lula? O que fizeram com tua mãe, Dilma? ó Pátria amada, o que fizeram contigo? Tu eras a mais bela entre mil. Tu Eras um pequeno paraíso na terra. Era o meu bebê predileto, meu amor, e tu fostes tão ferozmente corrompida, tão desumanamente corrompida pela direita neoliberal.

    Que o Deus Estado (STF) tenha misericórdia desta nação.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Joao  03/04/2018 17:39
    Dizem que o Capital Imoral é apenas alguém que se diverte reproduzindo o pensamento da esquerda para provocar polêmicas no site.
    Se isso é verdade, e realmente parece ser, o fato que mais me chama a atenção é ele gastar mais tempo produzindo estes textos do que alguns dos mais árduos defensores do socialismo.
    No final, ele se dedica mais à causa socialista do que o próprio grupo que pretende satirizar.
  • Régis  03/04/2018 18:08
    O Capital Imoral frequenta este site há pelo menos uns quatro anos, semanalmente, fazendo troça com o discurso da esquerda. O fato de ainda haver gente se espantando com ele é um ótimo sinal: mostra que o número de leitores novatos está crescendo.
  • Felipe  03/04/2018 20:19
    Um dos melhores textos do Capital Imoral nos últimos tempos! Gargalhei alto no "bissexual de 12 anos"
  • Woyzeck  03/04/2018 17:36
    "No comércio, ambas as partes envolvidas sempre ganham"

    Não sei porquê o IMB insiste nessa falácia.

    A gente sabe que comércio nem sempre ambas as partes ganham.

    Quem aqui nunca tomou prejuízo em alguma compra ? Quem aqui não se arrependeu de algo que comprou ? Quem aqui literalmente comprou algo sabendo que tava tomando prejuízo ?

    A gente sabe que na prática não é assim que funciona. Parem de tratar seus leitores como idiotas.

    É uma guerra. Se o consumidor pudesse, ele levaria de graça. E se o vendedor pudesse ele colocaria o valor "+infinito" possível. É uma guerra e eu diria que é RARO quando essa relação é positiva para os dois lados. Acontece sim mas é muito raro.
    Parem de prostituir a palavra "voluntário".


    Comércio e Guerra envolvem PODER. Envolvem POLÍTICA. Não chega a ser um oxímoro.

    Eu concordo que protecionismo é ruim, que protege os ineficientes mas ele acontece porque justamente existe o lado político, existe os interesses. O consumidor muitas vezes(ou quase sempre) nem sabe o que acontece nos bastidores.
  • Amante da Lógica  03/04/2018 18:09
    "Quem aqui nunca tomou prejuízo em alguma compra ? Quem aqui não se arrependeu de algo que comprou ?"

    Arrepender-se posteriormente de uma compra não refuta o fato de que você, ao fazer aquela compra, julgou estar melhorando sua situação.

    Ninguém faz uma compra sabendo de antemão que aquilo irá piorar a sua situação.

    Agora, se você voluntariamente compra algo já sabendo antecipadamente que ficará em pior situação em decorrência dessa compra, então, desculpe a sinceridade, mas você é um imbecil.

    E o que é pior: julga que todo o resto da humanidade é tão imbecil quanto você, e que, por isso, deve ser protegida por políticos e burocratas, que deve nos impedir de comprar coisas para o nosso próprio bem.

    Impressionante como tem gente doidinha pra voltar pra senzala e levar todo o resto da humanidade junto.

    "Quem aqui literalmente comprou algo sabendo que tava tomando prejuízo?"

    Oi?! Você já comprou algo sabendo antecipadamente que estava fazendo merda?! Como eu disse, realmente é um néscio. (E isso não é xingamento, não. É apenas um diagnóstico possibilitado pelo seu próprio relato.)

    "A gente sabe que na prática não é assim que funciona. Parem de tratar seus leitores como idiotas"

    Rapaz, a carga de ironia contida nesta frase é tão grande, que mesmo eu não consigo fazer piada com ela.
  • Ulysses  03/04/2018 18:19
    "É uma guerra. Se o consumidor pudesse, ele levaria de graça. E se o vendedor pudesse ele colocaria o valor "+infinito" possível."

    E desta "guerra" surge algo absolutamente mágico, que é o sistema de preços, que é exatamente o que coordena toda a economia de maneira pacífica, impede que haja escassez, garante que sempre haverá suprimentos e direciona recursos escassos para aqueles setores cuja demanda do consumidor é a maior.

    "É uma guerra e eu diria que é RARO quando essa relação é positiva para os dois lados. Acontece sim mas é muito raro."

    Entendi. Quer dizer então que quando eu vou ao Outback comer algo delicioso, em troca de dígitos eletrônicos, estou declarando guerra e fazendo algo que não é positivo para mim?

    Quando entro num avião e vou para a Europa conhecer lugares, em troca de dígitos eletrônicos, estou declarando guerra e fazendo algo que não é positivo para mim?

    Quando almoço, compro roupas ou mesmo quando compro um smartphone, estou declarando guerra e fazendo algo que não é positivo para mim?

    Desculpe, mas não sou tão ignaro quanto você. Só entro em transação voluntária sabendo que irei me beneficiar dela. Se eu sei que ela não será positiva para mim, simplesmente não faço.

    Já você, pobre coitado, deve ser daqueles que paga R$ 100 num pirulito no semáforo, se arrepende, e aí passa a exigir que políticos coloquem uma camisa de força em você para impedi-lo de continuar fazendo merda.

    De fato, estou com pena.

    "Parem de prostituir a palavra "voluntário"."

    Eu só faço transações voluntárias. Se você não, então é porque é burro mesmo, e ninguém pode fazer nada por você. Nem políticos, esses seres que você tanto venera.
  • Rodrigo  03/04/2018 23:31
    Nao e o fato de vc comprar coisas que nao quer, ser indeciso e incapaz de decidir sobre a propria vida que todos somos assim.

    Pede para algum tutor cuidar de vc. Mas por favor, fique longe da minha liberdade.
  • Pobre Paulista  04/04/2018 00:09
    "Quem aqui não se arrependeu de algo que comprou?"

    Esse é o cerne da Teoria Marginalista, maior contribuição de Carl Menger à economia, quiçá à humanidade.

    O preço não é uma característica intrínseca do produto, e sim um acordo instantâneo entre comprador e vendedor.

    Tanto um quanto o outro podem se arrepender do preço praticado no instante seguinte da transação, mas isso não muda que o preço praticado foi aquele e esse é o sinal que foi dado a todo o sistema econômico.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  04/04/2018 14:05
    O Brasil é um país com muito pasto pra jumento se criar...
  • Leigo  04/04/2018 14:50
    Na prática o que comprei de alimento no último ano foi bom pra mim, o meu último celular também, as peças do computador, aquele quadro que melhorou a estética da minha casa, aquele cortador de unha, aquele plano de internet (não tão bom porque não está livre o suficiente), aquele filme que assisti, aquele videogame (maravilha), aquele tênis, aquele carro (que me leva pra cima e pra baixo). Já o Woyzeck não tá sabendo comprar o que beneficia ele, deve precisar de um tutor.
  • Lee Bertharian  04/04/2018 16:22
    Estão vendo a beleza do mercado?
    Elogiamos o Capital Imoral pelas merdas que ele escreve e logo aparece um concorrente querendo escrever merdas maiores...
  • Jairdeladomelhorqptras  27/06/2018 01:54
    Caro Lee,

    O Woyzeck aí é o Capital Imoral. Só pode ser.
    Rapaz, como vocês tem uma paciência infinita argumentando com estes caras. Admiro muitíssimo.
    Até penso que vocês respondem a estas sandices como um "exercício de anarcocapitalismo". Não é possível ter tanta boa vontade com estas figuras.
    Abraços
  • Felipe Lange  03/04/2018 17:39
    "(À época, mais de 1.000 economistas fizeram um abaixo-assinado implorando ao presidente Hoover para que não implantasse a tarifa)."

    E hoje, será que seria a mesma coisa se aparecesse mais um político com protecionismo? Assim o Trump se esforça para se parecer com a Dilma.
  • Patriota Libertário  03/04/2018 22:40
    Trump se continuar com estes intervencionismos será mais do mesmo,enfim mais uma prova de que o Poder corrompe e o estado é desnecessário,relembrando que sou a favor de uma Justiça,Polícia e sistema prisional estatal,mas sendo estes serviços abertos a concorrência e só assim eles morrerão de inanição ou irão mudar e melhorar suas atividades ao concorrerem em pé de igualdade com os demais grupos promotores de Justiça,serviços de Polícia e sistema prisional privado.Quanto ao resto privatiza tudo e fecha o parlamento esse serviço de editar normas e leis péssimas e também péssimo fiscalizador do dinheiro arrecadado a força de todos nós,enfim sucateado e péssimo prestador de serviço.
  • thiago  06/06/2018 13:01
    queria entender melhor como funcionariam sistemas concorrentes de segurança e justiça.
  • thiago  06/06/2018 13:06
    As guerras fiscais entre estados brasileiros, tratadas de forma negativas, haja vista o uso do termo "guerra", não seriam naturais, legais e positivas? Se os estados têm autonomia financeira, qual o problema de, por exemplo, abaixarem impostos para atrair mais investimentos? Isso pode aumentar a arrecadação final do estado, ou talvez melhorar a qualidade de vida da sua população.
    Sobre os oximoros, não seria "igualdade de gênero" um oximoro?
  • Eduardo  06/06/2018 13:36
    Sim, são positivas. Estados reduzindo impostos para atrair empreendedores sempre é algo positivo, inclusive para os consumidores. Não é à toa que os desenvolvimentistas são contra. Eles gostam de estados aumentando impostos (como tarifas de importação) para proteger empresas ineficientes, que então se tornam dependentes do estado.
  • andre carlos  03/04/2018 23:41
    acredito que o problema principal não é o deficit comercial na relação CHINA X EUA mas sim a transferência forçada de tecnologia uma trapaça comercial dos chineses.Ao mesmo tempo eles proíbem os estrangeiros de investirem em ' AREAS ESTATRÉGICAS".
  • Leo  04/04/2018 02:16
    Do que você está falando? Que transferência forçada? Que trapaça comercial?
  • Luiz Carlos  12/04/2018 19:11
    Cessão forçada de propriedade intelectual. Patentes, desenhos industriais e modelos de utilidade. Também direitos autorais. Para produzir na China você é obrigado a ceder direitos de propriedade intelectual.
    Não percebeu que todos os produtos chineses não passam de imitação barata de algo desenvolvido em outros países?
  • Xi Jinping  04/04/2018 12:41
    Olá camaradas !

    Quero agradecer todos os libertários que tem muito ajudado a China, com vossa ideologia, a seguir impondo nosso plano de dominação através da ocupação de várias Nações por meio de "investimentos estratégicos" via "livre comércio" sempre tratado diretamente com os respectivos governantes destas nações (a maioria traidores e corruptos... hahahahaha) Ops ! quero dizer, "amigos e parceiros para o bem comum das nações".

    Sendo assim, deixo aqui o meu forte abraço vermelho e sufocante hahahahaha, e espero continuar contando com vocês pelo tempo que for necessário (depois irei descartá-los, é claro...hahahaha)

    Saudações tiranas e totalitárias !
  • Pensador Consciente  04/04/2018 17:26
    PIADA MAIS SEM GRAÇA.
  • Xi Jinping  05/04/2018 08:52
    Olá camarada Pensador Consciente,

    Isso não é piada, é a realidade dos fatos.

    Eu não sou Católico, muito pelo contrário, já que aqui na China eu estou perseguindo os religiosos..., mas tem uma frase do Santo Tomás de Aquino que eu gosto muito: "contra fatos não há argumentos".

    Continue nos ajudando camarada útil. hahahahahaha...

    Abraço vermelho!




  • uriel  07/04/2018 19:06
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    morri de rir com isso

    esses liberazoides nao entendem que a china e um perigo do ponto de vista militar e economico. o artigo fala claramente em mentalidade mercantilista pois eu falo em mentalidade geopolitica e geoeconomica. o artigo fala em que ambos os lados estao ganhando com o comercio internacional e e isso que fortalece ainda mais a china justamente por ela estar ganhando trump quer que a china aceite suas condiçoes ou nao ira ganhar mais nada com os eua ja que os chinas nao compram na mesma proporçao que os americanos.

    a guerra comercial nao e pelos deficits e sim por questoes geopoliticas entedam isso de uma vez liberteens

    va fazer negocio na china que dependa de tecnologia a primeira exigencia e transferir tecnologia para os chineses e o pateta brasileiro diretor geral da omc nada faz para contornar essa situaçao e nessa guerra comercial pode ter certeza que a omc tera que fazer algo a respeito e ainda o lide chines vem a midia dizer que a china esta aberta ao mundo e intensificara o livre comercio e os incautos acreditam nessa lorota so estao fortalecendo a china o que significa fortalecer o partido comunista chines
  • Luiz Carlos  12/04/2018 19:18
    Piada muito engraçada e inteligente.
    Os liberais estão contribuindo muito com o plano chinês.
    Coisa séria. China e Rússia não são brincadeira.
    Putim no 4º mandato, não vai sair.
    Xi também já disse que não. Em 2050 ele quer a China em 1º lugar. Claro que ele quer vai ficar para ver...
    Mas com Trump o buraco é mais embaixo. Não é paspalho como Obama...
    Strike group neles!!!
    Quem dera o Brasil ter um cara assim...
  • Emerson Luis  24/04/2018 10:37

    "as vítimas [de políticas protecionistas e de políticas de subsídios] não sabem quem culpar pelo desastre"

    Como não? Tudo culpa do capitalismo malvadão!

    * * *
  • Anonimo  12/06/2018 04:09
    Nossa,esses esquerdistas sempre inovando na arte de escrever baboseira. Os caras nao se cansam de passar vergonha.
  • Katia Elias  03/07/2018 01:40
    Com certeza.
    Idem
  • Katia Elias  03/07/2018 01:40
    Engraçado, quando comecei a ler esta matéria pensei, realmente, que iria ler algo construtivo. Como você publica tenho todo o direito de opinar que você é um esquerdista que tenta dar doses homeopáticas com toda essa balela. Curiosamente este povo fala e fala de outros países e sempre querendo se aproveitar desses mesmos países
    Fale de seu país e das maravilhas que encontramos.
    Acredito que tenhas muita coisa há mais para se ocupar como o seu país do que falar dos USA.
  • Daniel  03/07/2018 21:13
    Prezados,

    Assim como a maioria que aqui esta sou contra protecionismo e acredito que essa "guerra comercial" somente trará malefícios para o mundo. Não tenho pensamento alinhado com a forma de Trump lidar com a economia porém devemos considerar um ponto de relativa importancia nessa questão. Diversos dos produtos produzidos pelo chineses e consumidos nos EUA (e em diversos outros países) possuem um diferencial competitivo de custo que se deve as condições de trabalho na China (remunueração e padrão de vida baixíssimos, especialmente se comparados a EUA, Europa e Japão). Sabemos que em países desenvolvidos ou em países com leis trabalhistas mais duras (boas ou ruins não entrarei nesse mérito) é impossível produzir os mesmos produtos com o nível de custo dos chineses.

    Até o momento nenhum país no mundo se posicionou com relação as condições de trabalho dos chineses que são o proncipal fator que dá à eles seu diferencial competitivo de custo e que compromete a geração de empregos em outros países pois as grandes Corporações produzem aonde terão menores custos, essa é uma velha prática de mercado conhecida e que Trump também tem questionado (vejam as ameaças que tem feito as grandes montadoras de automoveis).

    Vimos sim, em diversas ocasiões, os chineses serem questionados por manter o câmbio artificialmente depreciado para favorecer as exportações. Porém a desigualdade social entre os países "produtores" que gera essa distorção em custo de produção, algo muito mais profundo e difícil de se equacionar nunca foi debatido.

    Gostaria de ler a opinição e comentários (contrários e a favor) dessa questão e como isso poderia ser equacionado em uma economia global reduzindo as desigualdades.
  • Economista  03/07/2018 22:45
    "Diversos dos produtos produzidos pelo chineses e consumidos nos EUA (e em diversos outros países) possuem um diferencial competitivo de custo que se deve as condições de trabalho na China (remunueração e padrão de vida baixíssimos[...] Até o momento nenhum país no mundo se posicionou com relação as condições de trabalho dos chineses que são o proncipal fator que dá à eles seu diferencial competitivo de custo"

    Tá bem por fora, hein, cidadão?

    Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil

    Salário médio da indústria da China supera o do Brasil e do México

    Por essa sua lógica, portanto, é para EUA e Europa tributarem pesadamente os produtos que compram do Brasil. Afinal, dado que nossos salários são ainda menores que os dos chineses, então temos uma enorme vantagem em relação aos trabalhadores europeus e americanos, que devem ser protegidos de nós, certo?

    Lógica impressionante...

    Aliás, ainda mais impressionante é essa "lógica" que diz que quanto menores forem os salários e quanto piores forem as condições de trabalho, maior será a capacidade destes escravos de quebrarem as indústrias dos países ricos...

    Sério, será que as pessoas realmente pensam antes de falar merda? Dizer que trabalhadores mal pagos e com péssimas condições de trabalho conseguem produzir produtos de qualidade ao ponto de quebrar grandes indústrias americanas é o cúmulo da ignorância econômica.

    "Vimos sim, em diversas ocasiões, os chineses serem questionados por manter o câmbio artificialmente depreciado para favorecer as exportações"

    Outra baboseira que repetem sem se dar ao mais mínimo trabalho de verificação.

    A moeda da China não é desvalorizada. Muito pelo contrário: é bem forte.

    A afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

    A moeda da China está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então).

    E essa política monetária de valorização da moeda é um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

    Dizer que a China está continuamente desvalorizando sua moeda é atestado de desinformação econômica.


    P.S.: É impressionante como as pessoas repetem clichês surrados sem se darem ao mais mínimo trabalho de fazer uma simples e rápida pesquisa.


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