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A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais
Ela não é oponente do fascismo, mas sim uma genuína representante

As ideias anti-capitalistas são hoje propagadas de maneira mais colérica por integrantes de movimentos ditos progressistas e "anti-fascistas".

Mas eis a grande ironia: embora estes auto-proclamados anti-capitalistas (e declarados "inimigos da direita") se rotulem de "anti-fascistas", a realidade é que, mais do que qualquer outra ideologia, o fascismo é exatamente o que caracteriza suas idéias.

Mas, afinal, o que é o fascismo e qual o conteúdo desta ideologia?

O "Manifesto Fascista"

O Manifesto Fascista foi proclamado em 1919 por Alceste De Ambris e Filippo Tommaso Marinetti.

Em seu panfleto, os autores defendiam a implantação de um salário mínimo estipulado pelo governo e de uma jornada de trabalho de apenas oito horas diárias (um valor pequeno à época). Defendiam também que os trabalhadores tivessem representantes no alto escalão administrativo das indústrias e que os sindicatos tivessem o mesmo poder decisório que os executivos do setor industrial e os funcionários públicos.

Os autores do Manifesto Fascista também exigiam um imposto de renda progressivo (alíquotas mais altas para quem ganhasse mais), seguro-invalidez bancado pelo estado, e outros tipos de benefícios sociais, além da redução da idade de aposentadoria.

Mais: o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas, bem como a estatização da indústria de armas.

E não parava por aí: os autores do Manifesto Fascista também defendiam a criação de um sistema corporativista de "Conselhos Nacionais" (semelhantes aos sovietes), os quais seriam formados por especialistas eleitos por suas respectivas organizações profissionais, os quais teriam poderes legislativos em suas respectivas áreas.

Finalmente, De Ambris e Marinetti exigiam um pesado imposto progressivo sobre os lucros e os ganhos de capital com o intuito de expropriar uma fatia de toda a riqueza dos capitalistas.

Em 1922, o socialista Benito Mussolini ascendeu ao poder na Itália sob o estandarte do fascismo, e prontamente colocou em prática grande parte deste programa fascista que havia sido proclamado no Manifesto alguns anos antes.

Comparado ao Manifesto Comunista

Uma comparação com o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, e publicado em 1848, revela a relação siamesa entre fascismo e comunismo.

O Manifesto Comunista de 170 anos atrás apresentava 10 medidas necessárias para que um país se tornasse socialista. Dentre elas:

  • Imposto de renda fortemente progressivo.
  • Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado usufruindo monopólio exclusivo.
  • Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte.
  • Unificação do trabalho agrícola e industrial com o objetivo de eliminar gradualmente o contraste cidade e campo.
  • Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas, eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual, e unificação da educação com a produção industrial.

Todos estes itens foram implantados pelos fascistas.

Ainda de acordo com o Decálogo Comunista, os itens que faltavam para que o socialismo pleno fosse alcançado sob o fascismo eram:

  • Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado. (Item 1)
  • Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. (Item 4)
  • Trabalho obrigatório para todos. Criação de exércitos industriais, em especial para a agricultura. (Item 8)

Mas melhora. Tanto os comunistas quanto os fascistas serviram de inspiração aos nazistas, que copiaram suas idéias no programa oficial do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, lançado em 1920.

As exigências do Partido Nazista

O próprio Adolf Hitler em pessoa estava presente quando os 25 pontos do programa do Partido Nazista foram anunciados no dia 24 de fevereiro de 1920. O termo nazismo já dizia tudo: era a abreviação de NSDAP, que significa Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães).

Em 1925, a Assembléia Geral do NSDAP declarou que o programa lançado em 1920 era "imutável". E, em 1941, Adolf Hitler determinou que todos os futuros líderes do Reich deveriam jurar obediência aos 25 pontos.

O Programa do Partido Nazista incluía demandas como:

  • Socialização de empresas monopolistas
  • Municipalização de grandes lojas de departamento
  • Expropriação de terras para propósitos caritativos
  • Proibição da especulação imobiliária
  • Expansão de todo o sistema educacional estatal
  • Um abrangente sistema de escolas públicas gratuitas, com generosos estipêndios e bolsas estudantis
  • Defesa do meio ambiente em conjunto com a promoção da saúde e do preparo físico da população

Em particular, o programa do Partido Nazista exigia:

  • abolição do "rentismo", isto é, a renda fácil não-oriunda do trabalho (item 11)
  • confisco dos lucros oriundos de atividades de guerra (item 12)
  • estatização de todas as empresas monopolistas (item 13)
  • distribuição dos lucros das grandes empresas (item 14)
  • generosa expansão de pensões e aposentadorias (item 15)
  • criação de uma classe média saudável (item 16)
  • reforma agrária adaptada às necessidades nacionais; criação de uma lei para a livre expropriação de terras para propósitos caritativos. Abolição do consumo da terra e proibição de toda e qualquer especulação imobiliária (item 17)

No item 20, o programa do partido exigia que "o estado deve garantir que todo o nosso sistema educacional nacional seja completamente expandido" por meio de um amplo sistema de subsídios para a educação.

No item 21, o programa estipulava que "o estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão da saúde nacional fornecendo centros de maternidade, proibindo o trabalho adolescente, aumentando a capacitação física por meio da introdução compulsória de jogos, olimpíadas e ginásticas, e encorajando ao máximo possível a formação de associações voltadas para a educação física dos jovens".

Os nazistas defendiam a criação de um "Exército Popular" — nada diferente daquilo que, mais tarde, os socialistas implantariam na Ásia e no Leste Europeu.

Não há diferença

Essa seleção de demandas existentes nas plataformas dos socialistas, fascistas e nazistas mostra o alto grau de similaridade entre as linhas de pensamento dessas três ideologias.

Aquilo que os socialistas expressam em seu slogan 'de cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades' é igual à máxima nazista de que 'o bem comum vem antes do bem privado'('Gemeinnutz vor Eigennutz') e igual ao lema fascista do 'tudo dentro do estado, nada fora do estado, nada contra o estado'.

Não é surpresa nenhuma que governos socialistas, fascistas e nacional-socialistas tenham agido como regimes repressores que não geraram nem prosperidade e nem paz, mas sim miséria, supressão de direitos humanos básicos e guerras.

Os atuais movimentos socialistas, que se definem como progressistas e anti-fascistas, simplesmente utilizam uma falsa terminologia para esconder sua verdadeira agenda. Ao mesmo tempo em que se rotulam "anti-fascistas" e declaram que o fascismo é seu inimigo, esse movimento "anti-fascista" é, essencialmente, fascista. Seus membros não são oponentes do fascismo, mas sim seus genuínos representantes.

Conclusão

No final, comunismo, socialismo, nazismo e fascismo são rótulos que se unem sob o estandarte do anti-capitalismo e do anti-liberalismo. São contra o indivíduo, contra a propriedade privada, e contra a liberdade empreendedorial.

O movimento progressista "anti-fascista" é, em si mesmo, um movimento fascista. O inimigo desse movimento não é o fascismo, mas sim a liberdade, a paz e a prosperidade.

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Leia também:

Cinco coisas que Marx queria abolir (além da propriedade privada)

O que os nazistas copiaram de Marx

Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou "terceira via"?


92 votos

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Aquele que enxerga  02/04/2018 16:02
    No espectro da ideologia existe apenas a liberdade, num extremo, e vários níveis de controle via força/violência, até chegar ao extremo oposto, que é a escravidão total.

    Existe apenas a liberdade e vários níveis de escravidão via força/violência.

    A liberdade sempre significou liberdade em relação à coerção. Liberdade em relação ao estado. Liberdade em relação àqueles que querem iniciar violência e coerção contra você. Liberdade em relação àqueles que querem confiscar sua propriedade. Liberdade em relação àqueles que querem escravizar você.

    Nós não abolimos a escravidão. Apenas colocamos um adorno sobre ela e a colocamos sob nova direção.

    Mesmo os escravos do século XIX tinham um certo nível de liberdade. Os senhores de engenho descobriram que os escravos seriam mais produtivos se tivessem um pouco mais de liberdade, e então criaram um sistema escravagista que confundia os escravos fazendo-os pensar que eram livres (pois tinham moradia e alimentação gratuitas, coisas que alguns escravos imaginavam que não iriam conseguir caso a escravidão fosse abolida).
  • Guilherme  02/04/2018 16:06
    Seriam os atuais socialistas a terceira onda dos fascistas? Tipo, Mussolini (que era do Partido Socialista) foi a primeira onda. Hitler (também do Partido Socialista) foi a segunda onda. É correto dizer que os atuais socialistas (que utilizam uma linguagem mais progressista, porém igualmente totalitária, redistributivista e "socialmente consciente") são a terceira onda?
  • Boulos  02/04/2018 16:21
    Fascista! Em nome da tolerância, não irei tolerar a sua intolerância!
  • shadow  17/10/2018 11:38
    Você é o fascista por ter um intelecto de um ser bestializado, não duvido nada. Você deve ter um conhecimento de um rinoceronte.... Você deve ser um analfabeto intelectual e funcional, por sinal, ainda tem problemas de alta agressividade. Você deveria estudar, ver que venezuelanos estão fugindo para o Brasil, isso ta afetando o Brasil. Comunismo nunca deu certo em lugar nenhum.
  • Trader  02/04/2018 16:27
    Não tinha percebido isso, mas parece fazer bastante sentido.
  • Ulysses  02/04/2018 16:23
    "Os fascistas do futuro serão chamados de anti-fascistas" - autor desconhecido.
  • Marcos  02/04/2018 17:49
    Winston Churchill
  • Emerson  02/04/2018 16:26
    Coletivismo: a total submissão do indivíduo e seus direitos naturais "às necessidades do povo (nação)". Você existe para glorificar a sociedade, e é em nome dela que toda a sua individualidade é abolida (e você é aniquilado caso não aquiesça).

    Comunismo, socialismo, fascismo, nazismo e progressismo: no fundo, é tudo exatamente a mesma coisa.
  • Amante da Lógica  02/04/2018 16:33
    "De cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades" cria incentivos para que o sujeito demonstre a mínima capacidade e a máxima necessidade.
  • 4lex5andro  03/04/2018 16:26
    É o anagrama daquele experimento em sala de aula, onde as notas de toda a classe eram somadas e depois divididas, e no final, tanto os estudiosos quanto os irresponsáveis acabavam com a mesma nota no boletim.

    Continuando nesse raciocínio, como seria se este 'método' valesse nos cursos das universidades, onde a maioria dos DCE e a UNE estão a disposição dos partidos comunas do Brasil?

  • anônimo  02/04/2018 16:44
    A partir do momento que os socialistas atuais perceberam que abolir a propriedade privada e tabelar preços de produtos é o caminho inevitável pro colapso econômico, mas ainda abraçam os outros pontos socialistas, eles escolheram o caminho do fascismo. Só ver os exemplos da Rússia e China.
  • Souza  02/04/2018 18:07
    A partir do momento que a esquerda moderna abandonou o marxismo e abraçou o intervencionismo, ela virou o que tanto demonizava.
  • Kira  02/04/2018 16:58
    Comunismo, Facismo, Nazismo, consistem todos de meios mais ou menos diferenciados de atingirem o mesmo objetivo final, que é uma espécie de biopolítica, onde o indivíduo é substituído pelo coletivo.

    O mais curioso é ver excressências como "O bem comum vem antes do bem privado" O que os idiotas não percebem é que, a sociedade é nada mais do que um conjunto de indivíduos privados, interagindo entre si, se o bem privado não vier antes de qualquer "bem comum" bem algum virá, e indivíduo algum terá direito algum, pois não existe "coletivos" existem indivíduos, se o direito privado não é prioridade o direito de ninguém será prioridade, pois o que sobrará? se a prioridade não está no bem privado dos indivíduos onde está esse bem, visto que a sociedade é nada mais que isso, um conjunto de indivíduos? estará no construto abstrato imaginário de ditadores? bem comum, é nada mais que o espantalho usado por uma minoria de perversos para direcionar a vontade deles sobre outros indivíduos pela força e somente pela força e coerção do estado.
  • Insurgente  02/04/2018 17:05
    Off topic

    No contexto ambiental, qual seria as premissas liberais para o tema?
  • Insurgente  03/04/2018 19:47
    Vladimir, agradeço a atenção dispensada!
  • Lucas-00  13/10/2018 18:12
    Ué, ele te deu os links e vc acha que ele te dispensou kkkkk
  • Rodrigo Wettstein  14/10/2018 16:49
    Acho que ele falou em dispensada no sentido de "concedida". E você pensou em despendida em confronto com dispendida, que não existe. "O medicamento foi dispensado de obrigações legais" em confronto com o sentido de "Este medicamento foi dispensado pelo farmacêutico ao paciente". Língua portuguesa é uma tortura e nem sei se estou correto.
  • Insurgente  15/10/2018 15:11
    Sugiro que releia sobre aposto, vocativo e uso de vírgulas.

  • keila lopez  02/04/2018 19:16
    Fascistas eram aqueles agroboys que bloquearam estradas com suas caminhonetes importadas e atacaram até onibus de linha que nao tinha nada a ver com a história. E são fascistas porque queriam impedir o livre transito e manifestação de ideias de um homem que implementou políticas sociais que tirou milhoes de brasileiros da miséria. Quem não tem argumentos parte pra ignorancia mesmo.
  • danir  03/04/2018 14:46
    Por favor Keila Lopez, contextualize para que possamos entender. Se você está falando de um grupo de agricultores (que sustentam a economia do pais) que estavam protestando (sem usar de violência), contra as ações políticas de um homem que está condenado em segunda instância em um dos vários processos que estão em andamento contra ele; então eu NÃO concordo com você. Se você está falando de algum grupo de guerrilheiros, que invadem propriedades rurais produtivas, agridem e até matam, além de se arrogarem a denominação de exército daquele criminoso condenado, então EU ESTOU com você. Por favor contextualize e coloque seus argumentos, para que se possa discutir a respeito.
  • keila lopez  03/04/2018 15:44
    acho que a direita cansou dessa tal de democracia. Quando as chances politicas da direita dependem da prisão de um homem, é porque chegaram ao fundo do poço. Sabem que nao vão poder contar com os votos do povo, então a esperança é o tapetão.
  • Karna  03/04/2018 18:07
    A direita eu não sei, mas os libertários odeiam a democracia, mesmo...
  • keila lopez  03/04/2018 19:17
    do dicionário Aurélio: democracia: Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente.

    karna, eu ja sei que os libertarios odeiam a democracia, odeiam o povo, não é novidade. Ainda vem que vcs ao menos admitem isso.
  • Rafael  03/04/2018 19:46
    Só otários acreditam nisso. A democracia é exatamente a abolição da soberania. A democracia é a espoliação da minoria pela maioria. A democracia é a anulação do indivíduo em prol da turba. Na democracia, apenas os larápios e espertalhões chegam ao poder. Na democracia, só se dá bem aquele que sabe recorrer aos instintos mais básicos do populacho.

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização

    Como os piores são eleitos

    Sociopatia e ausência de caráter - características fundamentais para se ter sucesso na democracia

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    A tragédia social gerada pela democracia

    Democracia é o oposto a liberdade e tolerância

    A liberdade é mais importante que a democracia
  • Kiko  16/06/2018 21:46
    Keila Lopez, entendo sua dor, desespero e frustração em ver seu deus, sua ideologia fracassada e seus sonhos comunistas e criminosos de poder desmoronar bem na frente dos olhos. É muito triste de ver a idolatria, a doutrinação e o fanatismo dominarem a pessoa a ponto de aceitar valores imundos e mal cheirosos como a corrupção, o roubo, a enganação, a mentira, a falsidade. Sinceramente espero que um dia esse sofrimento todo saia de você.
  • Insurgente  03/04/2018 19:42
    Keila lopez

    O povo e a maioria desse país, infelizmente, não tem informação e conhecimento suficiente para atrelar uma coisa à outra, sequer para votar. E por essa razão acredita que ele, esse ser que mesmo de maneira oculta aparece no seu comentário como o salvador, na verdade, não sabe ou não quer saber ou tem vergonha em aceitar que foi um dos responsáveis por essa conjuntura a qual encontramos.

  • S.Scussiato  18/10/2018 17:55
    Keila, acho mesmo que essa sua amargura é o fruto de uma negação da realidade. O que você defende desviou milhões para o partido e para os sindicatos que o sustentam. O projeto de manter-se no poder contava com o auxílio até de países onde a ditadura autoritária de instalou, pois o governo financiou obras faraônicas nesses países e perdoou dívidas enormes. O Mais Médicos era somente uma forma de enviar dinheiro para Cuba, pois para os profissionais que atuavam pouco sobrava. Para tudo isso seus admiradores fecham os olhos. Não adianta culpar outros, o partido que se manteve por 14 anos no poder poderia ter feito diferente, essa corrupção poderia ter acabado e nosso país se transformado numa nação com menos desigualdades para todos. Se não o fizeram, falharam e a prova disso são as declarações do braço de ferro do Lula, o Palocci.
  • L Fernando  20/08/2018 00:42
    Esta Keila (sic) só pode ser um troll.
  • Trump  17/10/2018 13:52
    Para de defender bandido, minha teoria diz que quem defende coisa errada é porque também faz.
    Parem de defender bandeiras e partidos, quem faz isso sao babacas, me desculpe a expressão.

    Vão trabalhar mais e depender menos de esmola de governo.
    Abraço

  • 4lex5andro  03/04/2018 16:29
    Por que não vai postar essas excrescências em uma lan house de havana ou pyongyang?

    Então saberás o que é fascismo de verdade.

    MAV fraco esse daí.
  • anônimo  16/06/2018 18:25
    Keila, então para ti seria melhor Lula livre??? Não há provas contra o Lula? Também não há provas contra o Zé Dirceu? Não há provas contra o Vaccari? Não há provas contra o Palocci? Não há provas contra o João Santana? Não há provas contra a Mônica Moura? Não há provas contra o Leo Pinheiro? Não há provas contra o André Vargas? Não há provas contra o Delúbio Soares? Não há provas contra o Eduardo Cunha? Não há provas contra o Sérgio Cabral? Não há provas contra o Geddel? Não há provas contra o Fernando Schain? Não há provas contra o Marcelo Odebrecht? Não há provas contra o Gim Argello? Não há provas contra o Luiz Argôlo? Não há provas contra o Cerveró? Não há provas contra o Pedro Correia? Não há provas contra o Renato Duque?

    Todos os mencionados acima faziam parte do maior esquema de desvio de recursos públicos que a Humanidade já teve conhecimento. Estratégia não só para se ficar rico mas para manter o PT eternamente no Poder, onde os corruptos dos outros partidos da base aliada (incluindo o PMDB de Temer) eram "alimentados" com propinas roubadas da Petrobrás e de outras estatais para continuarem a dar apoio ao governo corrupto do PT chefiado pelo Lula. Keila. acreditas que o Lula não sabia de nada?
  • Historiador  02/04/2018 21:58
    E todos esses três (socialismo, fascismo e nazismo) também são variantes do keynesianismo.

    No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

    A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, "Prefácio" da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203-05.)
  • Leo  02/04/2018 22:51
    Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de Keynes. Ele alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao "espírito animal" dos investidores.

    Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

    Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais. De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento e estipular seu preço, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

    Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

    Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo. Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. ... Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso. Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, "An Open Letter to President Roosevelt," New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

    Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista. Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível. O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais. A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica. O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos. O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado. Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta. Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.
  • AGB  13/10/2018 15:03
    Exatamente o que aconteceu na Alemanha nazista. Em 1939 a economia estava quebrada e a população ameaçada pela fome, pois não tinham como importar produtos essenciais. A solução adotada foi a invasão de países vizinhos para extorquir sua produção agrícola e mineral.
  • Kira  02/04/2018 23:07
    [i]"Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações. "[i]

    O mais idiota de tudo é que ele criticava oque as ideias dele mesmo causam, e de forma bem desastrosa. Inflacione a economia com crédito farto, roube dinheiro "socializando o capital alheio" não amiguinho isso nem vai criar bolhas e baques intermitentes na economia não.

    A única arma contra esses desonestos, é o tendendimento de que a economia não é estática e que contém externalidades e que há ajuste de mercado, além da preferência do consumo que por si só influencia e determina os agentes do mercado que se mantém, regula o preço, e os investimentos das empresas.
  • Natalia Matiazzo  03/04/2018 03:16
    O que acham da tal Economia Solidária? Já ouviram falar?
  • Pobre Paulista  03/04/2018 11:57
    Eufemismo pra comunismo
  • 4lex5andro  03/04/2018 16:33
    Por enquanto sem opinião, contra ou a favor.

    Contanto que não agrida a liberdade de livre associação e não conte com reservas de mercado junto a agentes de Estado.
  • Natalia Matiazzo  04/04/2018 17:46
    Bom, eu fiquei com um pé atrás com isso aqui pela questão política envolvida e por charlatões marxistas como um tal de Paul Singer, dizendo que agora sim é um meio pacífico para o comunismo, ou seja, o verdadeiro socialismo, já que seria uma alternativa ao modelo econômico dominante, que possui características de autogestão e igualdade entre os membros.

    Aqui tem algumas fontes:

    "A Economia Solidária pode ser definida em três dimensões:

    Economicamente, é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.

    Culturalmente, é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas. Neste aspecto, também simbólico e de valores, estamos falando de mudar o paradigma da competição para o da cooperação de da inteligência coletiva, livre e partilhada.

    Politicamente, é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos."

    "Economia Solidária é um termo recente, da década de noventa, criado com o objetivo de reunir diversos movimentos e iniciativas, novas e antigas, que possuem como valores comuns:

    posse e/ou controle coletivo dos meios de produção, distribuição, comercialização e crédito;
    gestão democrática, transparente e participativa dos empreendimentos econômicos e/ou sociais;
    distribuição igualitária dos resultados (sobras ou perdas) econômicos dos empreendimentos."

    "O movimento de economia solidária tem crescido de maneira muito rápida, não apenas na Europa e no Brasil mas também em diversos outros países.

    Compreender um tipo de sistema econômico autossustentável visando o contexto Brasileiro é significativo, pois proporciona uma relação confortável entre os membros afetados (capital e proletário). Este modelo vêem se desenvolvendo em todas as partes do mundo, porém o Brasil merece destaque, isto é, esse tipo de princípio colabora para a exclusão de determinadas propriedades exploratórias e sociais promovidas pelo capitalismo."




  • Rafael  20/05/2018 03:16
    Paul Singer não é marxista...
  • anônimo  03/04/2018 04:29
    Não existe maior exemplo de fascismo senão a tributação. E também seu motor principal, que é a fabricação de leis via democracia.
  • Nordestino Arretado  03/04/2018 13:44
    "o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas"

    Mas e o tratado de Latrão assinado por Mussolini?
  • Edson  03/04/2018 14:00
    Assinado em 1929, representando uma capitulação de Mussolini nesta questão. Ele, espertamente, percebeu que era muito mais sábio se aliar a esta instituição extremamente poderosa (a Igreja Católica na Itália) do que tentar combatê-la.

    Aliás, essa é exatamente a tática dos fascistas: aliar-se aos grandes em benefício próprio e ferrar os pequenos. Vários artigos neste site exatamente sobre isso: fascismo é mercantilismo, e mercantilismo é o conluio entre estado e grandes empresas.

    Vou recomendar só um:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2643
  • 4lex5andro  15/10/2018 13:08
    E coincidentemente - ou não - houve um exemplo disso nas eleições do Brasil.

    Um templo católico usado como palanque, com o beneplácito de adeptos da TL e da CNBB, com a qual dois dias antes, um acordo cooperativo foi fechado.

    Vigie sempre Igreja, vigie.
  • Minarquista  03/04/2018 19:42
    Por essas e por outras, acho que deveríamos rejeitar totalmente a escala esquerda x direita.

    O libertarianismo é o oposto de:
    a) socialismo de esquerda (que viola os direitos naturais econômicos dos indivíduos),
    b) social-democracia
    c) fascismo (ou socialismo de direita, se é que você concorda que isso exista)
    d) conservadorismo (facção da direita que contém uma violação dos direitos naturais civis dos indivíduos)

    Ou seja: não aceito que classifiquem o libertarianismo em nenhum lugar do espectro clássico. Simplesmente, seja qual for o lugar em que tentem me colocar, não suporto as companhias....

    Prefiro enxergar um único eixo vertical: o eixo percentual de liberdade, de 0 a 100%. Em baixo, fica todo esse lixo que mencionei (estado grande; violência). Em cima fica a liberdade (ancap no topo; minarquia um pouco abaixo).

    O jogo é se aproximar do topo tanto quanto possível...

    []s
  • Ancap  03/04/2018 20:58
    Falou um sujeito que se chama minarquista. Minarquismo é tão violador das liberdades alheias quanto qualquer um desses que citou.
  • Leigo  04/04/2018 11:59
    Ele ainda foi bonzinho de colocar essa ideologia utópica como algo a ser almejado.
  • Cristian  11/10/2018 17:47
    Qual ideologia utópica você está falando?
  • 4lex5andro  15/10/2018 13:30
    Os dois anarquismos são utópicos, e a realidade hoje, sem purismos, é votar no "17".

    Pois é preciso entender o momento do Brasil, o momento é de defesa urgente das liberdades individuais, mesmo que ainda atrelada a democracia formal do país.

    E também de valores conservadores cristãos, com os quais é possível a médio-longo prazo, engendrar as reformas {previdenciária, eleitoral, trabalhista e tributária, por exemplo} de base.
  • Padawan  04/04/2018 16:19
    O fascismo derivou diretamente do comunismo?
  • Amante da Lógica  04/04/2018 17:45
    O fascismo é uma variante (um pouco mais light) do comunismo.
  • Imperion  14/10/2018 06:49
    Quando o comunismo surgiu e ameaçou tomar o mundo com sua falta de liberdade e estatismo, inventaran o fascismo pra combatelo, com falta de liberdade e estatismo.
    Funciona assim, ja que a tendência é acabar com as liberdades, entre os países e concentrar poder, vamos fazer nosso próprio sistema pra concentrar poder, antes que os outros ( facção) faça e nos domine. Vamos roubar as liberdades dos outros antes e dominar di nosso jeito
    Assim o fascismo surgiu em resposta a ascensão dos comunistas, com aspectos semelhantes, pra tornasr um grupo elite.
    Os fascistas sao um grupo de elite, os comunistas outro. Mas sao inimigos e nao podem ser aliados pra concentrar poder. E ambos sao inimigos dis liberta rios, que querm a liberdade do individuo.
  • Pedro  04/04/2018 18:50
    Perigoso achar que as coisas ruins encontram -se só na esquerda. Enquanto somos coniventes com as ráposas.
  • Roger  05/04/2018 04:06
    A Esquerda é assim mesmo, não se enxerga, antes de chegar a este site eu estava lendo um Blog nojento de esquerda que apóia o Lula (ate demais) que dizia assim "A repulsa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT é pura alienação" Chega a ser irônico um alienado chamar os outros de alienado.
  • Patriota  08/04/2018 16:05
    A intolerância é uma benção, na qual não irei abdicar!
    E é a maior arma contra nossos inimigos!
    A tolerância vos dar liberdade para fazerem o que bem entenderem!
    Digam não à tolerância!
    Tolerar porcos é comer farelo!
  • Emerson Luis  23/04/2018 10:56

    Já viram um anti-cachorro?

    Ele tem cabeça, corpo e membros de cachorro, late e balança o rabo como um cachorro, corre atrás de carros como um cachorro.

    O anti-cachorro faz tudo o que um cachorro faz.

    Mas o anti-cachorro não é um cachorro!

    * * *
  • Rodolfo Andrello  20/06/2018 18:36
    O mais interessante no artigo são as citações diretas das propostas e programas fascistas. Estou certo, depois de ler os 25 pontos do programa nazista, que seria muito provável que uma corrente de WPP ou semelhante atingisse um número insano de compartilhamentos, sem que as pessoas se dessem conta de estarem a apoiar um pensamento hitlerista.
  • Mídia Insana  13/10/2018 17:43
    Sugiro que façamos isso mesmo, Andrello. É um pequeno experimento social que já foi feito na Câmara dos Deputados com muito sucesso:

    - pegue os pontos de alguma ideologia estigmatizada como o fascismo
    - envie às pessoas, especialmente àquelas que têm aversão pelo fascismo, para ver se concordam

    Quando foi feito na Câmara dos Deputados, o fascismo foi extremamente popular ainda em 2012. Não tenho dúvidas que continuaria popular hoje.
  • anônimo  08/08/2018 19:13
    O contexto geopolítico deve ser levado em consideração.
    No mundo real o anarco capitalismo é realizável? Você pode até se dizer um anarco capitalista, mas enquanto houver militância estadista, o seu projeto seria realizável. Enquanto o Islã estiver vivo seria este projeto realizável? Seria possível convencer as pessoas sobre idéias anarco capitalistas no mundo real?
    Suponhamos que você, anarco capitalista, fosse munido de todo o poder legislativo necessário para impor o seu modelo. Se ele fosse implementado hoje, qual a chance de amanhã sermos invadidos pelo ESTADO VENEZUELANO com suas centenas de milhares de soldados socialistas? Como iríamos combatê-los? Com exércitos privados?
    No mundo real IMPOSTOS existem entre outras coisas para manter as forças armadas e o Exército é uma instituição essencialmente estatal. Seria possível levar a sério uma proposta como esta em um contexto geopolítico em que vivemos?
    Liberalismo clássico ainda é o melhor modelo proposto em um contexto onde existe a idéia de garantir e preservar as liberdades individuais. Não tenho dúvidas quanto a isso.
    O que fazer com os estados constituídos e sociedades que não entendem muito bem a idéia de livre mercado e liberdade individual? Como negociar com o bloco russo/chinês que possuem projetos claramente globais? Como negociar com o mundo muçulmano, que também possui uma agenda de dominação global e que sequer separaram o estado da religião? Como negociar com as demais sociedades em que o estado ainda terá um papel fundamental e que serão ao longo do século XXI influenciadas pelos ideais socialistas?
    Até que ponto será possível levarmos de forma doutrinária o modelo liberal sem levar em conta os propósitos dos players que existem no mundo hoje?
    Seria sensato permitir que os chineses comprem todas as terras agriculturáveis no Brasil?
    O que fazer nestes casos?
  • Louco  13/08/2018 19:38
    E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada. Ié Ié....
  • Sônia Andrade  19/08/2018 16:30
    O corporativismo é um sistema político que atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista (que foi a principal diferença entre o regime fascista e o nazista). De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.

    Seu discurso, que propugnava a eliminação da luta de classes em prol de um modelo de colaboração entre elas, poderia a princípio ser confundido com a doutrina social e econômica do Marxismo, porém a diferença fundamental entre o comunismo e o corporativismo é que o primeiro acredita ser impraticável qualquer tentativa de colaboração entre classes em uma sociedade onde permanecem as distinções entre classes dominantes e dominadas, como é o caso nos regimes corporativistas. Já no caso do fascismo corporativista, apesar de ser mantida a existência do mercado, a propriedade privada não é mantida de maneira absoluta, pois todos os meios de produção teoricamente se agregam ao Estado, constituindo uma ditadura: "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado". O argumento fascista era o de que as diferentes vontades políticas das classes estariam representadas nas associações.

    A ênfase nas negociações coletivas e na intermediação política dos conflitos com a participação de sindicatos e representantes estatais caracteriza este meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores. Embora a propriedade privada dos meios de produção tenha sido preservada, esta extensiva intervenção do estado na sociedade capitalista industrial significou o declínio da doutrina liberal nos países onde foi adotada. Representou igualmente o ressurgimento de um tipo de organização da sociedade análogo ao que vigorara na Idade média e durante o período Mercantilista, em que o direito ao trabalho era regulado por guildas, e que fora justamente superado pelo triunfo das ideias liberais nos séculos XVIII e XIX.

    Esta transição todavia marcou, de certa forma, a autonomia dos mercados em relação às instituições nacionais.

    O regime Salazarista que vigorou em Portugal de 1933 até 25 de Abril de 1974 era expressamente corporativista. Também no Brasil, entre os anos de 1930-45, sob a liderança do presidente Getúlio Vargas implantou-se um modelo corporativo de Estado, o chamado Estado Novo. De igual forma, muitos outros países, tais como a França sob o governo do Marechal Pétain (1940-1945), a Argentina sob Juan Domingo Perón (1943-1952), o México sob Lázaro Cárdenas (1934-1940) e a Espanha do Generalíssimo Franco (1939-1973) estabeleceram uma imensa quantidade de leis e organizações inspiradas do ideário corporativista. Corporativismo tem sido também descrito como uma cartelização da economia.

    oglobo.globo.com/opiniao/origens-do-corporativismo-22222742
  • Fernando  10/10/2018 19:47
    Parabéns pelo artigo, muito esclarecedor.
  • Carlos  13/10/2018 17:59
    Permitam-me:

    Tive o desprazer de estudar este tema na década passada, quando estava na faculdade. Essencialmente a economia solidária visa a criação de uma economia paralela ao mercado "formal". Seriam, em tese, arranjos organizacionais "democráticos", nos quais, muitas vezes os donos seriam os próprios trabalhadores.
    Na teoria, como foi transcrito acima, é algo que parece ser interessante aos olhos dos desavisados e até, muito forçadamente, poderia ser comparado ao conceito libertário de contraeconomia. Porém, na prática, esta ideia de economia solidaria torna-se um arranjo de finalidades políticas. Se vocês analisarem o PL 4685/2012 (www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=559138) que está parado no senado, verao que as organizações terão status juridico semelhante a uma empresa formal, ganharão incentivos e subvenções fiscais, alem de cotas para participar em processos de compras governamentais. Ou seja, terao privilégios. Este projeto é uma porta aberta para ONGs de todos os tipos e objetivos conseguirem, mais do que ja conseguem na surdina, acesso fácil a dinheiro dos pagadores de impostos.
    Para empresas com fins lucrativos e de administração hierárquica, impostos, taxas e regulações mil.
    Para empresas "solidárias", benefícios e verba facilitada.
  • Imperion  14/10/2018 07:07
    Em suma é um arranjo pra transferir renda do setor produtivo pra setores inventados , que fingem que trabalham ou fazem algo util. Toda vez que se cria orgaos e empregos nao genuinamente solicitados pela sociedade, se destrói riqueza e produção.
    No gov lula e dilma , falou se muito em economia solidaria, inumeras ongs começaram a receber dinheiro dos pagadores de impostos, sindicatos comecaram a funcionar como orgaos juridicos e assembleias, decidindo pelos trabalhadores sem anuência desse, como nos soviets russos, onde nao tinha eleicao pra o governo, mas supostamente os soviets eram eleitos pelos trabalhadores, na pratica era uma maneira de excluir uma parte imensa da sociedade das tomadas de decisao.
    Esses orgaos criados na economia solidária tem o mesmo poder. Acabam tendo decisao propria e acabam tomando os direitos individuais de escolha dos cidadãos e se o giv controla esses orgaos , fica a um passo de eliminar tb a pluralidade na política e implantar o partido unico.
    É um comunismo disfarçado. Ja comeca errado em considerar o lucro errado, considerar correto tomar o lucro das empresas, querer impor regras ao consumo.
  • Imperion  14/10/2018 07:15
    Na economia solidária, teria se o absurdo de limite ao consumo. Cada um teria uma cota maxima para consumir. Acima disso a pessoa tem que depositar o excente de ganho na poupanca solidária. Que supostamente o gov iria usar ora dar pros menos favorecidos. Gannhar mais vira pecado. Comunismo puro disfarçado na pratica.
    Economia solidaria é um belo nome, mas esconde aquele velho problema, quem produz menos ou no prodyz quer ficar com a parte de auem produz mais , como um parasita. É um estimulo pra se produzir menos e provocar escacez na economia. Corra quando quem produz cruza os bracos. Nem tofo xinheiro do mundo compra o que se parou de produzir. E vai ser a mesma velha ladainha, o gov vai culpar os capitalistas que pararam de produzir pra sustentar quem colaborou menos ou nao colaborou.
  • Rodrigo Wettstein  14/10/2018 15:03
    Os termos Liberdade, Fascismo, Socialismo, Capitalismo, Nacionalismo, Populismo, são hoje confusos conceitos nas mentes de quem nunca discutiu abertamente e sem preconceitos. E a confusão de termos é insana lá fora. Por isso venho aqui sempre buscar um retorno à sanidade.

    Sobre as eleições para presidente, discuto apenas o Estado e não os candidatos. Se um pilar do Estado, o Executivo, se tornasse Liberal ao extremo, quais seriam os movimentos para os outros dois pilares, o Legislativo e o Judiciário? E a governabilidade? Um liberal conseguiria ter matéria aprovada no Legislativo e não desobedecida a favor da liberdade de expressão IRRESTRITA individual e jornalística? Conseguiria torná-la inatacável juridicamente? Lembro que chamar outro de "nazista" é por si só uma liberdade de expressão, mas o ataque em si leva indivíduos a procurarem a própria proteção (ou ataque) do Estado para censurar e/ou punir o primeiro. Estamos tão enraizados no Estado que nós mesmos pedimos a restrição da liberdade de expressão de outrem. E, pedindo, nós aceitamos perder também a liberdade (e aqui eu faço um elogio ao artigo que, em nenhum momento cerceou a liberdade dos detratores de esquerda, mas explicou e denunciou).

    Resumindo, qual seria a ação política de um liberal verdadeiro no Executivo frente a outros pilares que têm suas próprias existências calcadas na regulação? Talvez uma rediscussão dos três poderes no tocante às fronteiras da liberdade entre indivíduos e entre o Estado e os cidadãos? Uma refundação dos conceitos básicos de Liberdade, a saber, 1) propriedade não poder ser taxada, nem usurpada, nem ocupada ou dividida (exceto se em contrato for negociada; 2) liberdade de expressão total, desde que não cause violência física ou restrinja a liberdade de outro se expressar (pessoas gritando para abafar discursos contrários é um belo exemplo de cerceamento da liberdade de expressão que a esquerda utiliza frequentemente); 3) taxação de todos os contratos de negociação existentes a partir daí, para garantir a segurança dos próprios contratos pelo Estado. Pronto, estas seriam as cláusulas pétreas da refundação de uma Nação brasileira, a meu ver. A constituição brasileira deveria respeitar estas cláusulas, assim como o judiciário, o legislativo, o executivo, os governos estaduais e municipais.

    Não sei. Cada vez que escrevo, menos fico convencido de que isto possa acontecer.
  • Rodrigo Wettstein  14/10/2018 17:24
    Por outro lado, independente de quem ganhe a eleição, o executivo lidará com um judiciário em confronto com o legislativo. Sabendo de antemão que o fascismo é a concordância irrestrita dos três poderes a uma ideologia (ao contrário da ditadura, que é a amputação de um ou mais poderes), temos aqui conclusões coerentes frente ao que pode vir: 1) um executivo pró-judiciário ou 2) um executivo pró-legislativo. É difícil pensar em um executivo neutro frente a tantos eventos passados de confrontos, apesar de sabermos que houve uma grande renovação do legislativo. Desta forma, o fascismo está muito distante da nossa realidade, nos restando apenas pensar no caos, na anarquia, na desobediência de um poder perante o outro, caso haja mais conflitos de poderes. Outro caminho futuro possível, mas improvável e até com toques de conspiração, seria a união de dois poderes contra um e não sei que nome se daria a isso, mas estaria longe de ser uma democracia.

    Enfim, os libertários têm trabalho duro pela frente. Principalmente em esclarecer e evitar que seja engolfado pela esquerda ou outros enganos usados pelo Estado.
  • L Fernando  15/10/2018 16:36
    Como assim chamar alguém de Nazista é liberdade de expressão?
    "chamar uma pessoa de fascista ou nazista é crime contra honra. É considerado Injúria. Quem declarou isso foi a Justiça do Brasil em dois casos recentes."
    Chamar uma pessoa de "comunista" nesta situação retratada não configura crime, pois o comunismo é uma corrente política vigente, autorizada internacionalmente, presente em vários países e com partidos estabelecidos oficialmente, como no Brasil, em que há, por exemplo, o PC do B (Partido Comunista do Brasil) e o PCB (Partido Comunista Brasileiro).
  • Rodrigo Wettstein  17/10/2018 03:25
    Se você proíbe alguém de gritar Nazista, passará a condenar à censura todos aqueles que defendem argumentos históricos não oficiais do nazismo, as origens do nazismo, a confirmação histórica abafada de que muitos, principalmente os progressistas, apoiavam a eugenia, condenará à censura as afirmações estranhas de Tacito da Grécia sobre os judeus, condenará as conspirações elaboradas nas mentes mais férteis. Por fim, levará a um falso silêncio com ódio ressentido. E digo falso silêncio porque uma idéia passará cautelosamente para desavisados e sem que tenha alguém que converse com calma, sem censura e punição, explicando de onde vêm os vários ódios do mundo. Assim também vale para as etnias, gêneros, preferências sexuais, etc. Resumindo, mesmo que haja lei punitiva pelo Estado para cada ódio, o ódio só tenderá a se multiplicar, seja pela falta de liberdade de se expressarem, mesmo que sendo ódio, e serem debatidos com argumentos claros, mas também pela ineficiência e inalcançabilidade do Estado
  • Rodrigo Wettstein  14/10/2018 15:25
    Os termos Liberdade, Fascismo, Socialismo, Capitalismo, Nacionalismo, Populismo, são hoje confusos conceitos nas mentes de quem nunca discutiu abertamente e sem preconceitos. E a confusão de termos é insana lá fora. Por isso venho aqui sempre buscar um retorno à sanidade.

    Sobre as eleições para presidente, discuto apenas o Estado e não os candidatos. Se um pilar do Estado, o Executivo, se tornasse Liberal ao extremo, quais seriam os movimentos para os outros dois pilares, o Legislativo e o Judiciário? E a governabilidade? Um liberal conseguiria ter matéria aprovada no Legislativo e não desobedecida a favor da liberdade de expressão IRRESTRITA individual e jornalística? Conseguiria torná-la inatacável juridicamente? Lembro que chamar outro de "nazista" é por si só uma liberdade de expressão, mas o ataque em si leva indivíduos a procurarem a própria proteção (ou ataque) do Estado para censurar e/ou punir o primeiro. Estamos tão enraizados no Estado que nós mesmos pedimos a restrição da liberdade de expressão de outrem. E, pedindo, nós aceitamos perder também a liberdade (e aqui eu faço um elogio ao artigo que, em nenhum momento cerceou a liberdade dos detratores de esquerda, mas explicou e denunciou).

    Resumindo, qual seria a ação política de um liberal verdadeiro no Executivo frente a outros pilares que têm suas próprias existências calcadas na regulação? Talvez uma rediscussão dos três poderes no tocante às fronteiras da liberdade entre indivíduos e entre o Estado e os cidadãos? Uma refundação dos conceitos básicos de Liberdade, a saber, 1) propriedade não poder ser taxada, nem usurpada, nem ocupada ou dividida (exceto se em contrato for negociada; 2) liberdade de expressão total, desde que não cause violência física ou restrinja a liberdade de outro se expressar (pessoas gritando para abafar discursos contrários é um belo exemplo de cerceamento da liberdade de expressão que a esquerda utiliza frequentemente); 3) taxação de todos os contratos de negociação existentes a partir daí, para garantir a segurança dos próprios contratos pelo Estado. Pronto, estas seriam as cláusulas pétreas da refundação de uma Nação brasileira, a meu ver. A constituição brasileira deveria respeitar estas cláusulas, assim como o judiciário, o legislativo, o executivo, os governos estaduais e municipais.

    Não sei. Cada vez que escrevo, menos fico convencido de que isto possa acontecer.
  • Rodrigo Fernandes  15/10/2018 14:32
    Leandro,

    Qual é a sua opinião sobre isto?

    medium.com/s/powertrip/universal-basic-income-is-silicon-valleys-latest-scam-fd3e130b69a0

    Abraço!
  • Intruso  15/10/2018 15:48
    Mostra como a esquerda está cada vez mais delirante e despreparada. Segundo o gênio, empresas só prosperam com consumidores pobres. Quanto mais empobrecidos forem os consumidores, maiores os ganhos das empresas (deve ser por isso que as empresas da Venezuela são potências globais).

    Ainda mais bizarro é o sujeito dizer que a economia digital, em que os preços estão continuamente em queda, é um golpe para empobrecer consumidores (e, com isso, enriquecerem as empresas). Hoje, quanto mais os preços caem, mais os consumidores ficam pobres. E quanto mais os consumidores ficam pobres, mais as empresas obtêm lucros.

    Bizarrice assim é difícil de ser encontrada até mesmo em um programa do PCdoB.

    Acho que até o discurso do Andrade faz um pouquinho mais de sentido do que esse cara do Medium.
  • Vladimir  15/10/2018 15:53
    Lembrando que a Finlândia -- a rica Finlândia -- implantou a Renda Universal Básica e, um ano depois, aboliu o programa. O que não foi novidade nenhuma para leitores do site.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2599
  • Skeptic  15/10/2018 15:30
    Comprei o último livro do Antony Muller 'Os Fundamentos do Anarcocapitalismo' faz poucos dias, vou demorar um pouco antes de começar a ler, há alguns na fila. Mas o recomendo desde já:

    www.amazon.com.br/FUNDAMENTOS-DO-ANARCO-CAPITALISMO-Ordem-Brasil-ebook/dp/B07G2SC7JW
  • Rodrigo Wettstein  15/10/2018 16:06
    Pois é Skeptic. O Brasil está caminhando para o anarcocapitalismo. Pela perda de força política em geral com seus dois poderes, junto a um judiciário confuso, parece estar claro isto. O único porém é o caminho para o anarcocapitalismo, que é a substituição final e desesperadora pelos poderes ou pelo povo de um líder que termine amputando, com o apoio de um poder, os outros dois poderes e assim terminarmos no totalitarismo. Por isso, os poderes teriam que perder forças igualmente para se chegar a um liberalismo ou um anarcocapitalismo. E o nosso histórico brasileiro só demonstra o totalitarismo. Nunca houve um consenso para um fascismo e nem houve desinflação do Estado para um liberalismo ou anarcocapitalismo.
  • Skeptic  18/10/2018 06:39
    Que???
  • Rodrigo Wettstein  19/10/2018 00:33
    Odeio quando fazem pouco caso. E se isso acontece foi porque não alcançou a inteligência exigida. Vou resumir: Estado forte produz autoridade, liberalismo e anarcocapitalismo reduzem esta autoridade. Ficou fácil agora?
  • EDUVANDERLEI  21/10/2018 14:24
    Ou seja, esses idiotas que chamam quem não concorda com eles de fascistas vivem no fascismo desde sempre e não se dão conta, provavelmente idiotizados pelo mec do maternal à universidade.


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