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Cresci em uma economia socialista. Eis o que as pessoas não entendem sobre liberdade
Socialismo e liberdade são conceitos totalmente antagônicos

A liberdade individual só pode existir em um contexto de capitalismo de livre mercado. A liberdade pessoal prospera no capitalismo, entra em queda em economias reguladas pelo governo, e desaparece no socialismo.

Quanto mais o estado se expande e assume o controle (mesmo que apenas regulatório) de vários setores da sociedade, mais a liberdade (empreendedorial e social) do indivíduo encolhe.

Por isso, as populações daqueles países cujas economias não são socialistas, mas estão debilitadas por amplas e intrusivas regulações estatais, necessitam ter um apreço mais intenso pela liberdade individual e pelo capitalismo.

Nasci e fui criada na Romênia socialista durante a Guerra Fria. Era um país no qual o governo era o proprietário de todos os recursos e meios de produção. O estado controlava praticamente todos os aspectos de nossas vidas: nossa educação, a escolha de nossos empregos, o momento do dia em que teríamos água quente, e tudo o que podíamos dizer em público.

Assim como os outros dos países do Leste Europeu, era comum o resto do mundo se referir à Romênia como um país comunista. Na escola, fomos ensinados que vivíamos em um país socialista. O nome do país antes de a Revolução de 1989 derrubar o regime de Ceausescu era República Socialista da Romênia.

Do ponto de vista econômico, uma ínfima fatia das propriedades ainda estava sob controle privado. Em um sistema comunista, absolutamente toda a propriedade está sob controle do estado (por isso, o comunismo pleno é um sistema impossível). Assim, embora não fosse tecnicamente correto dizer que a Romênia era uma economia comunista, seu pesado sistema de planejamento centralizado e a imposição de um controle estatal totalitário sobre todos os cidadãos romenos faziam jus ao epíteto de país comunista.

O socialismo cria escassez e racionamento

Não obstante o fato de que a Romênia era um país rico em recursos, havia racionamentos por todos os lados. Comida, eletricidade, água e praticamente cada item básico e essencial da vida cotidiana eram escassos. O prédio em que eu vivia tinha água quente para os chuveiros por apenas duas horas pela manhã e duas horas à noite. Tínhamos de ser rápidos e pontuais, caso contrário perderíamos a oportunidade. Creiam-me: ter racionamento de eletricidade e de água quente sob invernos rigorosos não é nada charmoso.

Chicletes Wrigley e chocolate suíço, comuns em toda a Europa, eram raridade para nós. Lembro-me vivamente de como fiquei feliz quando consegui um pacote de gomas de mascar estrangeiras e uma barra de um delicioso chocolate ao leite. Tão raros eram que decidi guardá-los carinhosamente, esperando uma ocasião especial para consumi-los.

Batom, perfume francês e jeans eram itens disponíveis apenas no mercado negro e aos quais você só tinha acesso se tivesse as conexões certas. Que Deus abençoe esses empreendedores do mercado negro, pois foram eles que possibilitaram que nossas vidas fossem mais toleráveis. Foram eles que nos davam a oportunidade de comprar coisas que desejávamos intensamente, mas que não conseguíamos obter nas lojas estatais, cujas prateleiras estavam ou permanentemente vazias ou cheias de itens feios, repulsivos e de baixa qualidade.

É verdade que não precisávamos de nada elegante, mas tínhamos de comer. Neste aspecto, as mercearias não eram muito melhores. O pão, duro e sem gosto, era vendido por centímetro, e as poucas postas de carne sobre as mesas imundas dos açougueiros tinham um aspecto cinzento e nada atrativo. Ovos? Raridade. Frutas frescas? Nunca vi. Sendo assim, o velho provérbio romeno "A consciência passa pelo estômago" fazia muito sentido.

A partir do final da década de 1970, a vida na Romênia passou a piorar a um ritmo mais intenso. Nem mesmo as carnes cinzentas estavam mais disponíveis. Consequentemente, nossos pais tiveram de se virar e aprender a preparar o fígado, o cérebro, a língua e outras entranhas que a maioria das pessoas no Ocidente nem sequer consideraria experimentar.

Nas raras ocasiões em que o governo anunciava que leite, manteiga e ovos estariam temporariamente disponíveis nas mercearias estatais, minha mãe — assim como todos os nossos vizinhos — acordava às duas da manhã e ia para a fila, na esperança de ter alguma chance de conseguir essas iguarias. A mercearia abria às 6 da manhã, de modo que, se ela não chegasse cedo à fila, perderia a oportunidade de conseguir comida.

Em 1982, o estado mandou seus funcionários à casa das pessoas para fazer o censo. Feito o censo, o programa de racionamento de comida foi implantado. Para uma família de quatro pessoas, como a minha, nossa cota era de 1 quilograma de farinha e 1 quilograma de açúcar por mês. Isso significa que, ao comparecermos a uma mercearia estatal, tínhamos de apresentar o cartão de racionamento. Ele nos daria direito a essa cota de farinha e açúcar — mas, obviamente, apenas se tais raridades estivessem disponíveis e se tivéssemos a sorte de estar no lugar certo e na hora certa quando elas estivessem sendo distribuídos.

O único canal de televisão era, obviamente, estatal. Sua programação era a mesma: ou elogiava o governo ou apresentava programas sobre a criminalidade e a pobreza no mundo ocidental. A nós era dito que as pessoas ao redor do mundo eram pobres e estavam sofrendo por causa do capitalismo, e que por isso precisávamos do socialismo para resolver as desigualdades da humanidade.

O capitalismo e a propriedade privada

Tendo vivenciado a escassez e o racionamento criados por uma economia controlada pelo governo em meu país natal, passei a compreender e apreciar ainda mais o capitalismo, o único sistema que se mostrou capaz de elevar, e de maneira substantiva, a civilização humana, retirando-a de miséria e elevando-a à pujança.

Eis uma definição de capitalismo: sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção. É caracterizado pela poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pela busca do lucro, pela livre concorrência, pelo sistema de preços, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam.

Ou seja, trata-se de um sistema econômico no qual as pessoas e empresas incorrem na produção de bens e serviços, fazem transações voluntárias e comercializam produtos e serviços sem interferência governamental. Um sistema de capitalismo de livre mercado funciona da maneira mais eficiente quando não adulterado por intervenções do governo, do banco central ou de bancos estatais nos mercados de crédito, na política monetária e na manipulação das taxas de juros.

Propriedade privada e direitos de propriedade estão no cerne do capitalismo. Em minha escola romena, aprendi que a propriedade privada não só torna as pessoas gananciosas, como ainda é algo nefasto para a sociedade. A propriedade privada era associada ao capitalismo, o sistema que nossos livros escolares anunciavam que havia fracassado.

Alocação de recursos

A Romênia era rica em recursos naturais. No entanto, a diferença entre nosso padrão de vida e o do Ocidente era dramática. Isso, por si só, era um indicativo de quão fracassado era o sistema econômico ao qual os países do Leste Europeu aderiram durante a era soviética.

Ainda assim, a pergunta permanece: por que havia tanta pobreza, tanta escassez e tanto racionamento em um país abundante em recursos naturais?

A ciência econômica é o estudo da alocação de recursos escassos por meio do sistema de preços livres. Os preços livremente formados indicam quais recursos estão escassos, quais estão em abundância, e quais recursos devem ser primordialmente alocados para um determinado setor em vez de para outro setor (confira uma explicação detalhada e sucinta aqui). Em suma, trata-se do estudo da alocação de recursos escassos que possuem vários usos alternativos.

A eficiência, portanto, é uma preocupação primária quando objetivo é o progresso econômico.

Em um ambiente de planejamento centralizado, não há sistema de preços livremente formados. Os preços são estabelecidos por burocratas do governo. Sendo assim, é impossível saber quais recursos são escassos e quais são abundantes. Também não há a busca pelo lucro. Logo, é impossível saber em qual setor há uma maior demanda do consumidor, necessitando de mais investimentos para expandir a produção. São os vários burocratas do estado que têm a tarefa de planejar toda a economia e, consequentemente, de fazer toda a alocação de recursos escassos. (Confira aqui).

É absolutamente impossível burocratas saberem como alocar adequadamente os recursos escassos de todo um país, não importa quão espertos, sábios e sensatos eles sejam. Escassez e racionamentos são uma das consequências de uma má alocação de recursos escassos.

Já o livre mercado, por meio das múltiplas e espontâneas interações entre empreendedores e consumidores, é capaz de direcionar eficientemente a alocação de recursos escassos por meio deste incrível processo de oferta e demanda. É exatamente por meio do sistema de lucros e prejuízos (a busca pelo lucro e aversão ao prejuízo) que a eficiência econômica é estimulada, algo impossível de ocorrer sob o socialismo.

Devido à busca pelo lucro, o capitalismo estimula a inovação. A inovação leva ao progresso e a um aumento no padrão de vida. Mas o progresso e o ambiente que oferece aos seres humanos um alto padrão de vida não podem ser criados sem o capital que irá transformar recursos primários em bens de consumo que aumentam nosso padrão de vida. E o capital busca ambientes em que é bem tratado: ambiente de menor regulação, de menor intervenção estatal e de menor tributação. Em suma, o capital se move para onde há mais liberdade econômica.

Comunismo, socialismo, fascismo ou qualquer outro sistema controlado pelo governo não possui o incentivo da busca pelo lucro. As pessoas, que são os recursos humanos, não têm o estímulo de incorrer em atividades empreendedoras quando a recompensa é proibida (a menos que seja no mercado negro). Elas aceitam que o estado e seu aparato burocrático controlem sua vida e ditem seu destino. Não há capital, não há investimentos que produzem bens de consumo que elevam o padrão de vida.

Consequentemente, o padrão de vida se torna dramaticamente menor que na maioria dos países mais capitalistas, e a pobreza é acentuadamente maior. O país que adota um sistema coletivista se afunda em uma armadilha econômica e social da qual é difícil de sair. Somente o capitalismo pode salvar uma nação do fracasso de seu planejamento econômico centralizado.

O capitalismo nos ajuda a ser indivíduos melhores

De uma maneira pavorosamente similar ao velho estilo de vida soviético, uma típica família da Venezuela possui preocupações cotidianas que nós já temos como superadas. Elas acordam diariamente preocupadas se conseguirão encontrar algo para comer, onde conseguirão, e como pagarão por isso. Além de se preocuparem com como e onde conseguir comida, ainda têm de se preocupar se haverá itens básicos nas prateleiras dos supermercados (que já se encontram sob controle estatal), se encontrão papel higiênico, se conseguirão remédios básicos, se haverá sabonete, e se conseguirão manter seus filhos minimamente nutridos.

Nós, que temos a sorte de viver em um sistema de mercado relativamente livre, não temos esse tipo de preocupação. Vamos diariamente ao nosso trabalho, vemos televisão, gastamos horas de lazer com Netflix ou nas redes sociais, ficamos com nossas famílias, lemos livros, escolhemos o que e onde comer, podemos nos locomover de maneira extremamente barata via aplicativos de transporte, e ainda desfrutamos alguns hobbies. Em suma, temos a liberdade pessoal de praticar e usufruir uma variedade de eventos cotidianos por causa do capitalismo.

Mas há outro importante — e quase sempre ignorado — motivo para se desejar viver em uma sociedade capitalista: dado que não temos que nos preocupar com as necessidades básicas de amanhã (sabemos que sempre haverá comida e itens básicos à disposição, sem perigo de racionamento), temos mais tempo para ler, explorar e inovar. Consequentemente, somos livres para criar e implantar todos os tipos de idéias empreendedoriais, não importa quão malucas elas possam parecer à primeira vista.

Não fosse o capitalismo e a abundância que ele nos permite, nossa preocupação diária seria exclusivamente em como iríamos nos manter vivos amanhã, como encontraremos comida e como provermos nossas necessidades básicas. Apenas isso ocuparia nossas mentes. Tendo vivido na Romênia socialista, conheço bem essa sensação. Ou então pergunte a um venezuelano.

Assim, por nos fornecer diariamente acesso aos itens essenciais para nossa sobrevivência, o capitalismo nos permite estar sempre em busca de desafios, ter objetivos e metas, e nos esforçarmos para conseguir alcançá-los. Ele nos dá a liberdade de tentar coisas novas e de explorar novas oportunidades. Ele nos dá a chance de criar mais oportunidades. Ele nos ajuda a fortalecer nosso caráter, pois, quando tentamos, também fracassamos, e sem fracassos, como podemos saber que cometemos erros? Sem fracassos, como podemos saber que precisamos mudar?

A liberdade individual só pode existir em um mercado livre

Antes de imigrar para os EUA, tive de passar por um rigoroso processo. Um dos eventos memoráveis foi minha entrevista com o orientador americano que, entre várias outras perguntas, queria saber por que fugi da Romênia e por que quis vir para os EUA.

Minha resposta curta foi: 'liberdade'. E então ele fez uma pergunta interessante: "Se os EUA passarem por um período de devastação econômica, com escassez e racionamentos similares aos da Romênia, você ainda se sentiria da mesma maneira?". Não pensei muito sobre isso, e apenas respondi: "Sim, é claro, desde que eu tenha liberdade".

Hoje, olhando em retrospecto, vejo que esta foi uma resposta tola e insensata. A liberdade individual — esta condição humana básica e essencial — só pode existir em um arranjo econômico de livre mercado. Se uma economia entra em colapso, se escassez e racionamentos se tornam a rotina, não há nenhuma possibilidade de liberdade individual.

Escassez e racionamentos são criados pela intervenção do estado neste intrincado e complexo arranjo que é o mercado (a livre interação entre consumidores e empreendedores), seja por meio de controle de preços ou de uma insensata alocação de recursos.

E quando a escassez é intensa e prolongada o bastante para afetar de modo dramático a vida das pessoas, elas tendem a se revoltar. E revoltas populares geram sérias contra-reações do governo, dentre as quais (mas sem se limitar a isso) a abolição total dos direitos individuais (o direito à liberdade de expressão e de ter armas), a implantação de um estado policial e, acima de tudo, a criação de um poderoso aparato de propaganda estatal.

Sobre este último, o grande Theodore Dalrymple certa vez disse o seguinte:

Em meus estudos sobre as sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito das propagandas feitas pelo regime não era persuadir ou convencer os cidadãos, nem tampouco informar; o propósito era humilhar. Consequentemente, quanto menos a propaganda correspondesse à realidade, melhor.

Quando as pessoas são obrigadas a permanecer em silêncio ao mesmo tempo em que lhe contam as mais óbvias mentiras; ou, pior ainda, quando elas são forçadas a repetir elas próprias essas mentiras, perdem todo o senso de honestidade.

Consentir com mentiras óbvias faz com que você, de certa forma, se torne também uma pessoa perversa. Qualquer resistência é erodida, e acaba sendo totalmente destruída.  Uma sociedade formada por mentirosos emasculados é fácil de ser controlada.

Por isso, é impossível haver liberdade em um ambiente cujo estado é poderoso e cuja economia é por ele controlada. A consequência lógica deste arranjo sobre a população é a contínua abolição das liberdades mais básicas do indivíduo.

O capitalismo de livre mercado é o único caminho para os direitos individuais e a liberdade, ambos os quais representam os sólidos fundamentos de uma sociedade livre. Já socialismo e liberdade são conceitos completamente antagônicos.

 

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autor

Carmen Alexe
fugiu da Romênia socialista durante a Guerra Civil. Seu objetivo era a liberdade individual. Atualmente, trabalha como consultora imobiliária. Sua paixão é estudar sobre (e praticar) como viver livremente em um mundo que ainda não é livre.

  • Francisco  16/03/2018 16:47
    E como o governo está no completo controle da situação (acima de tudo, ele possui o monopólio das armas), não há nada que as pessoas possam fazer quanto a isso, o que torna a situação ainda pior.

    Esse é o principal motivo do desarmamento tão defendido pela esquerda. Nunca teve nada a ver com segurança pública, mas sim com o controla da população. A esquerda não é contra armas. Ela é contra os civis terem armas. Mas totalmente a favor de o governo (controlado por ela) ter todas as armas existentes.

    Uma população desarmada jamais conseguirá organizar um levante contra um eventual governo controlado por vagabundos vermelhos.
  • A. Franco  16/03/2018 16:52
    A propósito, a Venezuela já superou Cuba, Congo e Zimbábue e Eritréia em termos de socialismo:

    www.heritage.org/index/ranking

    Agora no pódio ela está em segundo lugar, atrás apenas da Coreia do Norte.

    Eis o pódio, em ordem crescente de socialismo:

    3º lugar: Cuba
    2º lugar: Venezuela
    1º lugar: Coreia do Norte

    Cansado de ter problemas capitalistas? Ansiando pelo Socialismo e Liberdade? Vá para um desses três países e esses problemas não lhe incomodarão mais. E aproveita que a Venezuela é pertinho.
  • Vinicius Costa  16/03/2018 16:58
    Sempre lembrando que os defensores deste modelo aqui no Brasil podem voltar ao poder em janeiro de 2019. Aliás, o mais fervoroso defensor, o senhor Guilherme Boulos, já é o candidato oficial do PSOL.
  • jackson  16/03/2018 17:05
    da até mal-estar pensar que um otário desses tem passe livre (se duvidar ate apoio) pra pleitear eleição. Brasil não é para amadores de fato
  • anônimo  16/03/2018 17:06
    A esquerda brasileira acha que está em 1917 (os mais avançados, na década de 1950). Tem muita gente que não entende que o muro caiu.

    A esquerda brasileira é marxista, estatizante, igualitária, etc. Eles defendem tudo que deu errado e causou mais de 100 milhões de mortes.

    O socialismo e o comunismo são motivos de piada em muitos países, mas aqui conseguiu um monte de apoiadores.

    O marxismo ainda existe em muitos países, mas de forma manipulada, obscura, com fake news, etc. Aqui os caras tem orgulho em dizer que são marxistas.

    O debate se tornou impossível, porque não tem como discutir com que quer destruir o sistema capitalista. É perda de tempo discutir com petistas, psolistas, comunistas, etc.

    Enquanto a esquerda de muitos países aceitou o capitalismo, nossa esquerda parece que gosta de destruir o capitalismo.
  • Marcos Alexandre  25/03/2018 16:34
    O povo é idiotizado a cada momento pela mídia, tipo uma lavagem cerebral onde os tornam massa de manobras para o governo corrupto.
    É lamentável o que se passa no Brasil, sugiro que a galera da Mises Brasil e todos os seus membros divulguem e espalhem o capitalismo( EVANGELIZEM) os incautos, abrindo-lhes suas mentes para uma país de livre mercado.
    Eu sou capitalista e pequeno investidor na bolsa de valores, e gostaria de ver meu país com liberdade no livre comercio, e que o povo de todas as classes sociais ascenda para uma classe superior ex: classe D ascenda para a classe C ou B, classe C ascenda para a B ou classe A, e a classe A ascenda para a classe AA e assim por diante.
    Livre comercio e liberdade, libertários é o que prego aos meus amigos compartilhem a informação para que todos no Brasil saibam que existe coisa muito melhor que esta porcaria de comunismo disfarçada de democracia, onde se fala que o Brasil todos são iguais( igualdade social,religiosa,cor pura mentira ).
  • Marcos Alexandre  21/04/2018 17:58
    Não se esqueça que o exercito esta do nosso lado e a qualquer momento pode haver uma INTERVENÇÃO MILITAR.
    mesmo sabendo que existe corrupção nas forças armadas vide general da aviação.
    A maioria doas forças armadas querem tomar o poder dos corruptos.
    Sou a favor de não pagar impostos(sonegação liberalizada) para estes vermes, ja que não temos retorno destes impostos para a população, devemos sonegar impostos para eles sentirem na pele o que é bom para a tosse.
  • Dalton C. Rocha  16/03/2018 17:00
    Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós." > conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/

    "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos." > subversivoxxi.blogspot.com.br/2017/07/os-crimes-de-stalin-trajetoria.html

    "Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?" > www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A


  • Fabrício  16/03/2018 17:08
    O socialismo não é natural, não é espontâneo. O capitalismo é. Imagine o esforço monumental que seria necessário para planificar economicamente o próprio universo? Eis aí o custo do socialismo. E tudo para quê? Para destruir a ordem espontânea. Desejo de gente ruim e ruim de matemática.
  • Breno  16/03/2018 17:09
    Socialismo é dor, é sofrimento, é morte. A máxima não é "quem não trabalha não come", e sim "quem não obedece não come e se brincar ainda morre".

    Igualdade não existe em lugar nenhum do mundo. E, nos países socialistas, a desigualdade é elevada aos píncaros: existe o estamento burocrático poderoso, com vida luxuosa, e com livre acesso a bens importados, e existe o populacho faminto, mas igual em seu esfaimamento.

    No mais, nem num mesma ambiente familiar existe duas pessoas iguais. O ser humano já nasce individualista, único, e egoísta.

    No Camboja, a ditadura socialista matou pessoas pelo simples fato de usarem óculos ou serem professores ou por terem um diploma. Isso denotava uma inaceitável "desigualdade intelectual".

    Dor, sofrimento, fome e miséria física e mental são subprodutos do socialismo. Socialismo é incompatível com a vida e com a dignidade das pessoas.
  • Theodoro  16/03/2018 17:12
    Uma característica do pensamento e do discurso político contemporâneos é o triunfo da conotação sobre a denotação. Corresponde a dizer que os sentimentos ou emoções provocados pelas palavras tornaram-se mais importantes, muito mais importantes, do que qualquer significado pelo qual elas estejam vinculadas ao mundo fora de nossas mentes.

    Nesta palestra, o médico e escritor Theodore Dalrymple argumenta como o mito da igualdade de oportunidades não apenas é inalcançável como também indesejável para o desenvolvimento de uma sociedade livre e próspera, analisando os motivos pelos quais o desejo pelo igualitarismo é tão forte entre certas pessoas.

    Recomendo muito. O Dr Theodore expõe de forma visceral a gênese psicológica da ideia de igualdade de oportunidade, um dos mantras socialistas hoje em dia. Sempre acreditei que o que move psicologicamente/espiritualmente o socialismo era a inveja, e este vídeo reforçou minha crença.

  • Socialista Convicto  16/03/2018 17:14
    Escravidão é viver no capitalismo, onde eu posso viajar e comprar o que eu quiser desde que eu tenha dinheiro para tal.

    Liberdade é viver em um regime autoritário de coletivismo e mutualismo, onde eu sou obrigado a trabalhar pelo bem da sociedade.
  • Emerson  16/03/2018 21:12
    É sempre impressionante a capacidade do esquerdismo de fazer as pessoas enxergarem o oposto do que estão vendo.
  • João Paulo  16/03/2018 17:17
    Mesmo para construir estradas socialistas, pontes socialistas, escolas socialistas, fábricas socialistas, é necessário capital. Ou você vai trabalhar de graça? Os socialistas acham que sim, mas é óbvio que as pessoas não o farão por altruísmo, esperando que outra pessoa esteja lá trabalhando para produzir alimento, e que outra pessoa esteja trabalhando para produzir roupa para eu me vestir. Todos só farão isso sob ameaça de fuzilamento.

    O resultado é escravidão, com as pessoas sendo obrigadas a produzir em troca de não serem fuziladas. Caso contrário, a sociedade entra em colapso.
  • Filósofo da Unicamp  16/03/2018 18:26
    Vocês neoliberais reacionários e fascistas não têm a profundidade filosófica necessária para entender a grande sensibilidade social gerada por um sistema de racionamento.

    Entendam, reaças: em um sistema de racionamento de comida, TODOS têm sua fatia assegurada. Assim, ao passo que é verdade que não existe exuberância e nem pança cheia, também não existe fome. Este processo não só é mais justo como é mais lógico também (afinal, por que comer mais que o necessário?)

    E outra: por mais vilipendiadas que sejam por essa visão individualista do capital, as filas enormes e demoradas nada mais são do que um espaço onde pessoas de diferentes culturas, religiões, classes sociais, etc se reúnem para discutir política, filosofia, contar casos pessoais e por aí vai. Eu diria que as filas nada mais são do que uma Ágora moderna e popular. São invenções estatais que aprofundam o contato social e intensificam emocionantes experiências filosóficas.

    Ademais, esperar longas horas na fila para ser recompensado com farinha, açúcar, pão, manteiga e leite apenas faz com que a degustação destes itens se torne ainda mais prazerosa, fazendo com que o ajuntamento da família à mesa seja um momento de profunda celebração (o capitalismo e seu nefasto sistema de pronta-entrega rouba a família desta experiência).

    Infelizmente, a burguesia tem uma aversão tão grande a pobres que acaba incitando esse comportamento anti-social de demonizar as filas. Preferem ficar em suas coberturas pedindo comida pelo iPhone, privando-se do necessário contato com seu semelhante. Apenas o socialismo estimula a saudável e emocionante interação humana.


    P.S.: vocês neoliberais zombam das filas e do racionamento socialista, mas ao menos lá o pão era dado de graça pelo governo. Nada pode ser mais humano do que isso. Já aqui neste país ultra-mega-hiper capitalista o governo nem pão dá! Você tem que pagar por ele! É essa a liberdade neoliberal fascista que vocês defendem?
  • Daniel Rodríguez  16/03/2018 18:30
    Aproveitando o clima:

    Um inglês e um francês estão no museu, admirando uma pintura de Adão e Eva no Jardim do Éden.

    O inglês observa que se trata de uma paisagem tipicamente britânica, pois Adão divide a maçã com a esposa. Para o francês, por outro lado, a cena é claramente francesa, já que Adão e Eva estão nus.

    Um venezuelano que ouviu a conversa resolve se manifestar: "Desculpem a intromissão, caballeros, mas é claro que eles são da Venezuela. Não têm nada pra vestir, praticamente nada para comer e supostamente estão no Paraíso.
  • Ary  16/03/2018 18:38
    Um garoto venezuelano chega da escola faminto e pergunta para a mãe:

    – Mãe, o que tem pra comer?
    – Nada, filho.

    O menino olha para o papagaio e pergunta:
    – Então por que não comemos o louro com arroz?
    – Porque não tem arroz, diz a mãe.
    – E o louro ao forno?
    – Não tem gás.
    – E o louro no forno elétrico?
    – Não tem energia elétrica.
    – E o louro frito?
    – Não tem azeite nem óleo de soja.

    O papagaio então enche o peito e grite contente:
    – Viva Maduro!
  • BS  17/03/2018 14:40
    rsrs..
  • daniel  18/03/2018 22:43
    Uma piada da época mais dura da ditadura romena reflete todo o gênio e desolação do humor socialista: "O que é mais gelado do que a água gelada na Romênia? A água quente".

    Madri 1 MAR 2017 - 00:34 CET
    Um espião da Stasi prova diferentes disfarces, em uma imagem recuperada pelo fotógrafo Simon Menner.
    Um espião da Stasi prova diferentes disfarces, em uma imagem recuperada pelo fotógrafo Simon Menner. REUTERS
    As pessoas que viviam sob o jugo das ditaduras comunistas inventaram uma válvula de escape que lhes permitia enfrentar o absurdo, quando não o terror, de sua vida cotidiana. Não tinham nada, mas a propaganda insistia em dizer que viviam no paraíso da abundância. Era uma situação parecida à mencionada por Chico Marx em uma das melhores frases de Diabo a Quatro: "Em quem você vai acreditar, em mim ou nos seus olhos?". As piadas se difundiam e eram contadas até mesmo durante os expurgos estalinistas. Era algo tão presente na vida cotidiana que alguns historiadores suspeitavam que os regimes faziam vista grossa porque pensavam que era um inofensivo resquício da liberdade de expressão. Pareciam ignorar uma velha frase de George Orwell: "Uma piada é uma pequena revolução".

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    O ensaísta argentino de origem húngara Tomás Várnagy acaba de publicar um minucioso estudo dessas piadas, que receberam o nome de anekdot, chamado Proletários do mundo todo... Perdoem-nos!, um assunto sobre o qual o jornalista Ben Lewis escreveu anos atrás um delicioso ensaio, Hammer & Tickle (jogo de palavras que pode ser traduzido como "o martelo e as cócegas"). Uma piada da época mais dura da ditadura romena reflete todo o gênio e desolação do humor socialista: "O que é mais gelado do que a água gelada na Romênia? A água quente".

    Comparar os países do socialismo real com os EUA é tão absurdo como aquelas piadas comunistas, mas é inevitável pensar nelas quando encaramos os "fatos alternativos", a gloriosa expressão criada pela assessora do presidente, Kellyanne Conway, e o próprio Donald Trump se referindo a um atentado jihadista na Suécia que nunca aconteceu. Livros como 1984, de George Orwell, e As Origens do Totalitarismo, da ensaísta alemã exilada nos EUA Hannah Arendt, voltaram às listas dos mais vendidos. As piadas comunistas, outra lembrança dos tempos em que a propaganda tentava ser mais importante do que a realidade, também voltaram a ter notoriedade.

    Diante da enxurrada de críticas pela menção ao inexistente atentado na Suécia, Trump respondeu que o viu na Fox News, a rede de televisão ultraconservadora norte-americana, o que tem tudo a ver com essa piada do começo da ditadura do proletariado na URSS, reunida por Várnagy: "Trotsky acorda e um ajudante lhe pergunta: 'Como o senhor está hoje?'. 'Não sei', responde Trotsky, 'ainda não li os jornais". Na era da pós-verdade, é bom lembrar que a palavra Pravda, nome do jornal oficial do Partido Comunista soviético, significava "a verdade", e circulava essa anekdot sobre a precisão de suas informações: "É verdade que Kuznetsov ganhou 100.000 rublos na loteria de domingo? Sim, é verdade, mas não foi no domingo, foi na segunda. E não foi Kuznetsov, foi Ivanov. E não foi na loteria federal, mas em um jogo de cartas. E não foram 100.000, foram 100. E ele não ganhou, na verdade perdeu".

    Comparar os países do socialismo real com os EUA é tão absurdo como aquelas piadas comunistas, mas é inevitável pensar nelas quando encaramos os "fatos alternativos", a gloriosa expressão criada pela assessora do presidente

    Também é bastante atual essa piada da época em que a imprensa oficial soviética, seguindo instruções do Governo, não falava do acidente nuclear de Chernobyl para ver se tinha sorte e, com essa técnica, fazer com que ele não tivesse ocorrido. "Qual é o melhor mecanismo contra a radiação na Europa Central e Leste Europeu? A Tass, a agência de notícias oficial da União Soviética".


    "Sabe qual é a diferença entre um conto de fadas ocidental e um soviético? O conto ocidental começa dizendo: 'Era uma vez...', e o conto de fadas soviético começa: 'Será uma vez...".

    As anekdot também não poderiam deixar de falar de um dos grandes fenômenos da Guerra Fria: a espionagem. Essa piada resume a escassez na antiga URSS: "Um espião soviético é cuidadosamente treinado para se infiltrar nos EUA. Tem passaporte, fala inglês perfeitamente e domina cada detalhe de sua falsa biografia. Mas é detectado e detido no primeiro dia de sua estadia. Como? Ao estacionar seu carro retirou as varetas do para-brisas e levou-as consigo"


    'Uma delegação da Georgia visita Stalin. Eles vão em seu escritório, depois vão embora. Logo que saem, o ditador começar a procurar seu cachimbo. Abre gavetas, armários, e nada. Então ele grita para o chefe da polícia secreta:
    'Perdi meu cachimbo, vá até a delegação e veja se alguém ficou com ele.'

    Algumas horas depois, Stalin encontra, sem querer, seu cachimbo em uma das gavetas e grita novamente para o chefe da polícia secreta:
    'Tudo bem, achei meu cachimbo!'

    'Tarde demais', responde o chefe, entrando na sala.
    'Metade da delegação confessou ter pego e a outra metade morreu durante o interrogatório.''

    As anekdoty eram piadas que os cidadãos dos países sob o domínio soviético faziam sobre o próprio regime ou situações que o comunismo ali aplicado lhes faziam passar.

    Essas piadas eram a maioria das vezes repassadas do modo mais discreto possível de uns com os outros, a fim de evitar represálias da Polícia Secreta Soviética, a qual, considerando as piadas como uma "Propaganda Anticomunista", mantiveram censura e represálias absurdas, características marcantes dos regimes comunistas, sobre tais expressões de dissidência política.

    Na URSS, uma mulher vai a uma concessionária comprar um carro e o vendedor diz: "Tudo bem, em 10 anos você pode vir pegar seu carro". "De manhã ou à tarde?", questiona a mulher. "Que diferença faz?", pergunta o vendedor. "O encanador vem de manhã", responde a mulher.

    'Stalin lê seu relatório ao Congresso do Partido. De repente, alguém espirra. "Quem espirrou?" Silêncio. "A primeira linha! De pé! Atire!" Eles são fuzilados, e ele pergunta novamente: "Quem espirrou, camaradas?" Nenhuma resposta. "Segunda fila! De pé! Atire!" E estes são fuzilados também. "Bem, quem espirrou?" Por fim um grito soluçante ressoa no salão do Congresso, "Foi eu!" Stalin diz: "Saúde, camarada!"'


    'Na América, você sempre acha um partido.
    Na União Soviética, o partido sempre acha você.'


    Na época da União Soviética, um cachorro Americano encontrou-se num canil no Reino Unido com um cachorro Polonês e um cachorro Russo, e conversando, explicou como funcionavam as coisas na terra dele:
    -Funcionava assim, quando eu estava com fome, eu latia, se não aparecesse ninguém, eu ficava latindo direto até que aparecia alguém e me trazia um bife.
    Aí o cachorro Polonês falou: -O que é bife?
    E o cachorro Russo: -O que é latir?

    Um cidadão soviético correu pro escritório local da KGB e pediu pra fazer um boletim de ocorrência.
    -Pronto. O que foi que aconteceu, cidadão? (disse o oficial que anotava)
    -Meu papagaio de estimação sumiu.
    -E você veio até aqui só pra reportar isso? Porque não reportou simplesmente pra sua policia local?
    -Sei lá, eu apenas queria que se vocês o achassem, soubessem que eu não concordo em nada com as opiniões dele sobre o regime.

    "Quando os universitários americanos são questionados sobre o que querem fazer depois de se formarem, eles respondem: 'Ainda não sei, não decidi'. Os russos respondem à mesma questão dizendo: 'Não sei, não me disseram'."

    Eufórico, um amigo diz a outro ter conseguido emprego em Moscou, no topo da sino de Ivan, o Grande. Ficar lá em cima esperando para dar as badaladas da Revolução Mundial. "Deve ser tedioso", argumenta o outro. "É, mas é um trabalho para a vida inteira".
    Na URSS, um secretário escuta gargalhadas no gabinete de um juiz. Entra e pergunta o que está acontecendo:
    - Acabei de ouvir a melhor piada da minha via.
    - Então, me conte.
    - Não posso, acabei de condenar uma pessoa a cinco anos de trabalhos forçados por fazer isso.


    No Gulag, um prisioneiro, condenado a 15 anos, reclama que é inocente. Seu companheiro de infortúnio: "É mentira, os inocentes são condenados a apenas cinco anos".


    "Qual a diferença entre um dissidente soviético e um agente da KGB? O dissidente inventa as piadas, o agente da KGB as espalha." Como toda anedota, essa pegadinha explicava a razão pela qual, sob Kruchev, pararam de prender os contadores de piadas. Era inútil contê-las. Se um funcionário da KGB ouvisse alguma, tinha de descrevê-la num relatório entregue aos superiores, que o repassavam aos secretários-gerais. O resultado é que mais de 50 burocratas conheciam as piadas e iam contar aos familiares e amigos. Era impossível conter o humor, inerente à comunicação humana, sobretudo porque acabava reciclado e divulgado pelos próprios apparatchiks (integrantes do aparato estatal).

    A pesquisa de Lewis foi incansável. Ele percorreu arquivos, entrevistou personagens de todas as épocas, visitou a Romênia, a Hungria, a Polônia e a Tchecoslováquia. As piadas húngaras e polonesas eram simpáticos pastelões, as stalinistas, de um cinismo impiedoso, mas as romenas, sob Nicolae Ceausescu, no seu misto de luto e crueldade, surgiam insuperáveis. "Quando foram lançadas as fundações da economia romena? Nos tempos bíblicos. Jesus foi colocado na cruz, mandaram que ele abrisse os braços e bateram um prego em cada mão. Então disseram: 'Por favor, cruze os pés. Só tem mais um prego'.

    1. A piada mais curta: comunismo.
    2. Em seu discurso, o orador diz que o comunismo já desponta no horizonte. Um espectador pergunta:

    - O que é "horizonte"?

    - É uma linha imaginária, onde o céu a terra se juntam e que se afasta de nós à medida que tentamos nos aproximar dela.

    Na pauta da reunião do partido de um "kolkhoz" (fazenda coletiva) havia duas questões na ordem do dia:

    a) construção de um barracão;

    b) construção do comunismo.

    Devido à falta de tábuas, decidiu-se passar direto para a segunda questão.

    Um socialista, um capitalista e um comunista marcaram um encontro. O socialista chegou atrasado.

    -- Desculpem pelo atraso, tive de enfrentar uma fila para comprar salame.

    -- O que é fila? -- perguntou o capitalista.

    -- O que é salame? -- perguntou o comunista.
    O comunismo é uma ciência?

    -- Não. Se fosse ciência, seria inicialmente testada em cobaias de laboratório.

    Qual a diferença entre a matemática e o comunismo científico?

    -- Na matemática fornece-se algo e deve-se comprovar algo. Já no comunismo científico tudo está comprovado e nada é fornecido.

    O orador começa a enumerar as conquistas do "Plano Quinquenal":

    -- Na cidade X foi construída uma usina elétrica...

    Uma voz da sala:

    -- Acabei de vir de lá. Não existe por lá nenhuma usina elétrica!

    O orador continua:

    -- Na cidade Y foi construída uma indústria química...

    A mesma voz: -- Estive lá a semana passada. Não havia nenhuma fábrica!

    O orador não se contêm:

    -- E o Sr., camarada, deveria ler mais jornais e parar de bater pernas por aí!


    Por que na URSS não há desemprego?

    -- É porque todos estão ocupados: uns constroem, enquanto outros -- destroem.

    Por que os comunistas não aceitam a Bíblia?

    -- É que conforme a Bíblia, no início havia o caos que depois foi colocado em ordem pelo plano Divino. Já a experiência comunista ensina que antes existia o plano e depois veio o caos.



  • Coxinha opressor  19/03/2018 15:07
    KKKKKKKKK

    Vc é o dono desse espaço, cara... vc é demais.kkkkk

    Figuraça
  • Sérgio Moraes  21/03/2018 17:17
    Este Filósofo da Unicamp é sensacional!!!!!!
  • Renan D  16/03/2018 18:30
    Eu percebo que os defensores do socialismo usam os mesmos argumentos de um marido abusivo:

    - "Todo mundo te odeia. Vc é explorado(a). Vc está sozinho(a). Todo mundo ri de vc. Ninguém te trata bem, só o partido. O único que te ama é o partido. Se entregue pra ele."

    Se você ver bem, é muito triste.
  • Henrique  16/03/2018 20:24
    Boa tarde a todos.


    O texto diz que socialismo e liberdade são contraditórios, mas será que vocês não se esqueceram de como a polícia militar é necessária no sistema que defendem para manter os excluídos quietos e com medo? Para que não façam nada a respeito?
    Vejam os números de assassinatos cometidos por policiais na periferia.


    Abraços.
  • Meirelles  16/03/2018 20:47
    Não entendi muito bem. Você está dizendo que a PM (um órgão estatal estadual) é necessário para impedir que os pobres façam uma revolução socialista, tomem o poder e transformem o Brasil numa invejável Venezuela?

    Curioso porque, até hoje, todas as revolução socialistas (todas, sem exceção) foram feitas por pessoas de classe média alta, e exatamente com o apoio das forças armadas.

    Por favor, ilumine-nos mais com sua sapiência. Gosto de diversão de qualidade.
  • Desconhecido  16/03/2018 21:09
    "Vejam os números de assassinatos cometidos por policiais na periferia. "

    Deve ser porque está cheio de bandido lá, talvez seu politicamente correto não aceite isso, mas aposto que quando entra em uma periferia ou favela sobe correndo a janela do carro.
  • Gabriel  17/03/2018 03:22
    "O texto diz que socialismo e liberdade são contraditórios, mas será que vocês não se esqueceram de como a polícia militar é necessária no sistema que defendem para manter os excluídos quietos e com medo?"

    Que sistema é esse? Parece socialismo.
  • Charles  16/03/2018 21:10
    O povo que mais sofreu nas mãos do socialistas foram os ucranianos. Os chineses e norte coreanos são magros até hoje, mas nada se compara a Ucrânia.

    No final da tragédia socialista, teve até a explosão nuclear em Chernobyl, deixando milhares de ucranianos contaminados pela radiação.

    Até hoje tem russos enchendo o saco na Ucrânia.
  • +55  17/03/2018 16:21
    A Ucrânia antes dos anos 30 era conhecida como "o celeiro da Europa" e era mais industrializada que a própria Rússia.
    Depois da URSS dominar o país por 70 anos e destruí-lo completamente, deixou seu legado transformado-o em um país proto-socialista pior que a Rússia.
  • Proletário Rico  17/03/2018 12:59
    Os socialistas só entendem a linguagem da força. Falar com a esquerda é perda de tempo.

    Pelo que eu tenho observado durante meus 40 anos de vida, os socialistas só entendem a linguagem da força e da opressão.

    Não existe negociação com os socialistas. É impossível ocorrer uma negociação para ter livre mercado em troca de alguns benefícios.

    Os socialistas não aceitam o capitalismo, nem que seja próximo aos modelos sueco, dinamarquês ou norueguês.

    O socialista é um parasita que não tem interesse em preservar o hospedeiro.

    Com certeza, nós podemos encontrar milhares de conservadores e liberais dispostos a negociar e ceder algumas coisas, trocando um pouco de imposto por benefícios sociais. Já do lado da esquerda, o capitalismo é de fachada e só serve quando há formas de aumentar o poder político.

    A esquerda sempre se importou mais com o poder do que com as pessoas.
  • O Necessitado   17/03/2018 22:30
    ME AJUDEM! Por favor
    Sou estudante de Direito e nesta ultima sexta-feira, tive respectivamente as cadeiras de Direito Constitucional e Economia Politica.

    Vocês não tem a menor ideia do que eu tive que ouvir nessas 2 aulas.

    Pra começar, o professor de Constitucional, por mais de 2 horas, só falava em como a constituição deve nos garantir a educação(gratuita), a saúde(gratuita), o trabalho(como se alguém fosse obrigado a nos empregar) Falou que o Brasil só é subdesenvolvido pq o governo não atuou na redistribuição de renta, e que não investiu no social e foi muito liberal. Enfim, foram tantas asneiras q nem as relembro por completo(Imagine vc ficar 2 horas ininterruptas ouvindo um cara desses)

    Já passado o intervalo, me deparei agora com a aula de Economia Politica, ai veio a loucura total, nesta aula me foi ensinado que Keynes nos salvou da crise de 1929, e de 2008. Aprendi que para se sair da crise o governo deve imprimir mais dinheiro para incentivar a demanda(como se a demanda já não fosse infinita) Aprendi como o dumping destrói nossas industrias, me foi ensinado que a desigualdade é deletéria para a economia, que a poupança é ruim pois não há consumo, mais uma vez, se imagine no meu lugar ouvindo isso e mais tantas e tantas outras coisas q já não lembro, isso por mais de 2 horas.

    O problema é q daqui 15 dias eu tenho prova, devo eu escrever que Keynes nos salvou? e que o estado deve nos prover tudo?
    Aqui no interior onde eu vivo não consigo falar com absolutamente ngm que entenda minimamente do que estou falando. (me restou a boa vontade de vcs em me responder)

    Desculpe se é OFF, mas preciso da ajuda de vocês. Obrigado se puderem me ajudar em como proceder.

    OBRIGADO.
  • Andre  18/03/2018 01:10
    Sim, o ensinamento mais valioso do ensino superior é dissimular o que você é e pensa. A maioria da massa laboral vai trabalhar em empregos que odeia e em profissões mal escolhidas e para executar bem isso vai ajudar muito adquirir esse depressivo hábito desde cedo.
    Viver e auferir renda de acordo com seus valores tem um nome, sucesso.
  • anônimo  19/03/2018 14:16
    Muda para o curso de engenharia.

    Na engenharia tem menos professores aloprados.

  • Luis  08/05/2018 23:44
    creio q vc deve escrever o q seu professor comunista gostaria de ouvir. na verdade conhecer tão bem os argumentos esquerdistas, faz com que seja mais fácil contrapor, na ocasião apropriada. lembro de ter visto um depoimento de ben shapiro dizendo q foi aluno de muitos professores esquerdistas e hoje ele usa o diploma q eles lhe deram contra eles.
  • Laranja Mecânica  18/03/2018 12:40
    A janela de oportunidade está aberta.

    A esquerda está se auto-destruindo.

    O partido Novo é uma realidade…Até os suíços terão inveja dos nossos políticos.
  • Mauricio Antonio de Avila Macedo  20/03/2018 23:44
    A janela de oportunidades chama -se NOVO.

    PARTIDO NOVO

    Sera um tempo de curto,medio e longo prazo de mudancas estruturais .

    Com muito esforco da sociedade e privatizacoes essenciais iremos equilibrar o Brasil novamente.

    SEM BLA BLA BLA DE FILA .

    Mas trabalho direcionado, correto ,sem roubo,sem conchavos com outros paises , liberdade,simples,

    Sempre cumprindo a Constituicao Federal.

    !!!!!!!simples assim !!!!!!!!
  • Emerson Luis  15/04/2018 19:27

    Entre os mais fervorosos defensores do socialismo estão jovens mimados (de rende média para cima) que amam a liberdade irresponsável e vivem bradando que fazem o que querem e que ninguém manda neles...

    * * *
  • Mila  17/11/2018 18:32
    Esse filósofo da Unicamp ainda está no Brasil??
    Devia comprar uma passagem só de ida para a Coréia do Norte.


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