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Nem mesmo o Pentágono defende que as tarifas sejam necessárias para a defesa nacional
Sem argumentos econômicos, a Casa Branca recorreu ao argumento da defesa nacional - e perdeu

Quando políticos ficam sem bons argumentos, seu último refúgio sempre acaba sendo a alegação de que o que eles querem é "necessário para a defesa nacional".

Dado que simplesmente não há argumentos econômicos em prol de tarifas de importação, é natural que governos recorram ao argumento político da "defesa nacional".

Mais especificamente, ainda que a administração Trump fosse forçada a reconhecer a realidade e admitir que, sim, tarifas são ruins para a renda e para o padrão de vida da maioria dos americanos, o governo ainda poderia argumentar que todos devem fazer sacrifícios em prol da segurança nacional.

E foi exatamente o que ele fez: ao assinar o decreto, Trump afirmou que as "tarifas são necessárias para a segurança nacional".

Mas será que esse argumento faz pelo menos algum sentido, por mais mínimo que seja?

Em uma nota divulgada pelo Departamento de Defesa, em resposta às tarifas propostas por Trump (25% para o aço e 10% para o alumínio), o Secretário de Defesa declara que as tarifas não são necessárias para a segurança nacional:

As necessidades e demandas das forças armadas dos Estados Unidos da América por aço e alumínio representam apenas 3% da produção de aço e alumínio do país.

Consequentemente, o Departamento de Defesa não acredita que as conclusões do relatório [do Departamento do Comércio, que foi quem defendeu a implantação das tarifas] melhorem a capacidade dos programas do Departamento de Defesa de adquirir aço e alumínio necessário para satisfazer as necessidades da defesa nacional.

A nota do Departamento de Defesa vai adiante e defende uma tarifa muito mais limitada do que aquela proposta pelo governo Trump, afirmando que "o Departamento de Defesa está preocupado com o impacto negativo destas tarifas sobre nossos aliados estratégicos [...] Tarifas específicas sobre países específicos são preferíveis a uma tarifa global".

A nota conclui afirmando que, se o governo realmente quer impor tarifas, então que ele ao menos espere um pouco para impor as tarifas sobre o alumínio.

Dado que é do interesse do Pentágono sempre exagerar as ameaças à segurança dos EUA, a própria oposição do Departamento de Defesa ao escopo e à severidade das tarifas propostas pelo governo americano apenas ressalta quão realmente desnecessárias elas são.

O Departamento de Defesa está preocupado, e realmente deveria estar, como o fato de que as tarifas prejudicam as relações americanas com seus aliados, o que consequentemente afeta todos os esforços americanos de segurança.

Pior ainda: as tarifas são prejudiciais para a robustez da economia doméstica, que é a verdadeira fonte do poderio internacional americano.

Implantar políticas que irão diminuir a produtividade e a competitividade americana é uma medida que, em última instância, representa uma ameaça direta aos esforços de segurança de longo prazo do país.

Como persuasivamente argumentou o cientista político John Mueller, é o potencial poderio militar americano, e não o atual orçamento militar ou a atual produção industrial, o que sempre fez os outros regimes temerem um conflito com as forças armadas americanas. E esse potencial poderio militar é mensurado em termos da produtividade e da robustez econômica vigentes no país.

Quanto aço os EUA compram da China?

Mas mesmo se os EUA tivessem de se preparar para uma guerra iminente, e começassem a repentinamente demandar grandes quantidades de aço para seus maquinários, quanto dessa demanda realmente dependeria de fontes domésticas?

Bom, como o próprio Pentágono observou, a defesa nacional necessita de apenas 3% da produção doméstica total de aço.

Porém, em prol do debate, ignoremos esse número e vamos supor que o Departamento de Defesa necessitasse de aço estrangeiro para seus propósitos militares.

Quanto disso teria de vir da China?

Atualmente, de acordo com os próprios dados do Departamento do Comércio, os EUA importam da China apenas 2,2% de todo o aço que o país consome.

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Os principais países exportadores de aço para os EUA (em porcentagem de toneladas importadas pelos EUA)

Obviamente, o governo Trump tentou amplificar esse número alegando os chineses praticam uma "exportação disfarçada" para os EUA por meio do processo de "transbordo" (transshipment). Isso ocorre quando os chineses exportam para outro país, e então este país acrescenta valor ao aço e exporta o novo produto para os EUA.

Segundo administração Trump, isso ocorre muito, embora nunca tenham apresentado absolutamente nenhum dado.

Pesquisadores fora do governo, no entanto, estimaram que se esse aço de transbordo for incluído nas estatísticas, então o total de aço importado pelos EUA da China equivale a 4% do total de aço importado.

Por que isso é importante? Porque todo o "argumento da defesa nacional" se baseia na ideia de que potências estrangeiras hostis, em caso de guerra, poderão bloquear o acesso dos EUA ao aço — isto é, parariam de exportar para os EUA. No topo da lista destas "potências hostis" está, é claro, a China. O argumento também se baseia na ideia de que se essas determinadas potências hostis cortarem suas exportações de aço para os EUA, seria impossível compensar essa diferença recorrendo a importações dos aliados.

De início, perceba a ironia da situação: o governo americano, em nome da segurança nacional, está querendo reduzir as importações de aço da China com o temor de que, no futuro, a China poderá reduzir suas exportações de aço para os EUA...

Mas isso ainda é o de menos.

Como mostram os dados acima, a China representa uma ínfima fonte de aço para os EUA, e dentre os dez principais exportadores de aço para os EUA, sete são aliados de longa data, incluindo Canadá, Japão, México, Brasil e Alemanha. O Canadá, que mantém relações pacíficas com os EUA há 200 anos, é de longe o principal exportador de aço para os EUA, sendo responsável por 16,5% de todo o aço importado pelos americanos. Países da União Europeia, o Reino Unido e a Austrália, conjuntamente, oferecem mais 15%.

E, ainda assim, o governo Trump achou por bem impor uma brutal elevação das tarifas sobre todos esses aliados em conjunto com as tarifas impostas à China — depois, percebendo a besteira, recuou e isentou Canadá e México, mas apenas com a condição de que o NAFTA seja renegociado.

Apenas a China está sendo acusada de "dumping" e de outras práticas "injustas", mas os grandes prejudicados serão um grupo de países aliados dos EUA, cujo comércio exterior sofrerá ainda mais devido à sua maior proeminência no comércio de aço com os americanos.

É fácil entender por que o Departamento de Defesa dos EUA pediu mais cautela nesse esquema do governo americano de impor tarifas globais. Antagonizar desnecessariamente com aliados históricos dificilmente contribuirá para uma bem-sucedida defesa nacional.

E, finalmente, há o fato de que as tarifas de aço, além de afetar todas as indústrias que utilizam o aço como matéria-prima (caminhões, automóveis, maquinários pesados, cervejarias etc.), provavelmente também irão afetar a produtividade das empresas que possuem contratos junto ao governo para oferecer serviços de defesa.

Remy Nathan, da Associação de Indústrias Aeroespaciais, escreve:

Esta indústria [a aeroespacial] contribui para a segurança econômica e nacional dos EUA ao alavancar o acesso do país a uma cadeia global de suprimentos visando a produzir os melhores produtos aos melhores preços para nossos consumidores dentro de um mercado internacional altamente competitivo.

Precisamos de fornecedores globais de alumínio e de aço para permanecermos competitivos, e a demanda por esses produtos está aumentando. Cotas reduzem nosso acesso a estes materiais básicos. Tarifas não corrigem todas as distorções de mercado, como os custos de energia, para que uma maior produção de alumínio nos EUA seja viável.

Antes de impor tarifas ou cotas sobre o alumínio e o aço, o governo Trump deveria considerar os impactos do aumento de custos, da redução da oferta e das distorções sobre toda a cadeia de suprimentos para uma indústria que é essencial para a economia americana.

O histórico de nosso país em impor tarifas sobre matérias-primas como o aço não é nada auspicioso. Um estudo de 2003 feito pela Consuming Industries Trade Action Coalition Foundation demonstrou que a elevação dos preços em decorrência de uma tarifa de importação sobre o aço, imposta pelo governo americano em 2002, destruiu mais empregos na economia como um todo do que aqueles que existiam em toda a indústria do aço, o que felizmente levou à revogação desta tarifa. [Veja todos os detalhes aqui].

Em outras palavras, encarecer artificialmente o custo do aço e do alumínio simplesmente irá reduzir a quantidade de recursos disponíveis nos EUA para propósitos militares.

A incoerência

Mas isso provavelmente não irá mudar o pensamento de ninguém na Casa Branca. Como vários outros políticos antes dele, Trump justifica sua política externa invocando os cenários mais improváveis (e histéricos) imagináveis — ao mesmo tempo em que supõe não haver nenhuma oportunidade empreendedorial em se planejar para esses cenários.

A atual alegação é a de que os EUA devem estar preparados para a possibilidade de que todos os parceiros comerciais dos EUA irão bloquear o acesso do país ao aço — algo que tem aproximadamente zero chance de acontecer.

Ademais, é óbvio que a administração Trump realmente não acredita que isso tenha alguma chance de ocorrer, uma vez que ela não tem nenhum problema em fechar acordos para volumosas exportações de armas militares americanas para países estrangeiros. A administração Trump vem abertamente pressionando para maiores vendas de armas militares para outros regimes, inclusive para o governo da Arábia Saudita, que financia terroristas. Outros recebedores de armas militares americanas incluem Turquia, Índia, Iraque, Egito e Coreia do Sul. Os EUA mandam armas militares até mesmo para o Vietnã.

O Departamento de Estado dos EUA também fornece bilhões de dólares em financiamento para que os governos de Egito, Jordânia, Iraque e Paquistão comprem armas.

Em resumo: o governo americano recorre à paranóica suposição de que todo o mundo poderá repentinamente isolar os EUA do comércio exterior — ao mesmo tempo em que envia armas militares e oferece financiamento para esses mesmos países que supostamente irão conspirar para negar acesso dos EUA ao aço.

Conclusão

No final, nenhuma alegação feita pelo governo americano em prol das tarifas tem qualquer sustentação quando se considera todo o contexto.

Mas nada disso realmente importa, uma vez que já está bem claro que as reais motivações para as tarifas estão em outro lugar. O argumento da defesa nacional é apenas parte de estratégia política muito maior, que é a de ventilar várias possíveis justificativas para ver qual cola.

Em um dia, o governo está impondo as tarifas para corrigir "práticas comerciais injustas". No dia seguinte, é para "criar empregos". Depois, é para "reduzir o déficit da balança comercial". Agora, é para "a defesa nacional".  No final, o real motivo é um só: as tarifas, como ocorre em todos os outros países do mundo, são impostas apenas para proteger indústrias específicas e lhes garantir uma confortável reserva de mercado, e tudo para que o presidente possa ganhar pontos políticos perante um eleitorado populista.

Sempre ficou bem claro que a teoria econômica nunca teve nada a ver com as políticas de comércio exterior do governo Trump. Mas sua alegação de "segurança nacional", desmentida pelo próprio Departamento de Defesa e pelas empresas que fazem contratos com o governo, mostra que seus outros argumentos não-econômicos não são nada melhores.

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Leia também:

Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências


23 votos

autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Rodrigo  12/03/2018 15:49
    Isso se não estiver rolando uma troca de favores no estilo brasileiro. Você paga aqui e eu te protejo ali.
  • Matheus  14/03/2018 03:01
    Proteção da indústria nacional, protecionismo, empresas estratégicas, proibição de negociação entre duas empresas privadas. Essa última ação sequer é permitida pelas leis brasileiras. Aqui o governo não tem poder de impedir a compra de uma empresa privada por outra. Enfim, Trump segue chutando o traseiro do liberalismo econômico.
  • Mídia Insana  12/03/2018 15:51
    Como a (soviética) mídia americana está cobrindo a guerra da tarifa do aço? Estão entretendo argumentos típicos dos apoiadores do livre-mercado porque a implicância dos jornalistas com o Trumo é maior do que seu amor pelo estado?

    Alguém está acompanhando como a mainstream media está falando da tarifa?
  • Breno Andrade  12/03/2018 16:01
    Esse negócio de ficar xingando a mídia pelo fato de ela criticar "meu político favorito" é coisa típica de esquerda. Liberais, libertários e conservadores deveriam reconhecer que a mídia exerce um papel essencial no debate de idéias e na divulgação de informações.

    Se a mídia comete um erro em relação a algo, então esse erro deve ser atacado com rigor analítico, e não com xingamentos.

    Sobre a mídia americana em si, os únicos que estão defendendo as tarifas de Trump são os blogs obscuros da direita nacionalista, que simplesmente vêem em Trump um deus perfeito e incapaz de cometer erros. Todo o resto (direita conservadora, direita liberal, libertários e esquerda social-democrata) reconhece que sua medida é desastrosa.

    No entanto, criticar Trump por essa cagada não significa que todo o seu governo seja uma porcaria. Com efeito, esse foi até agora seu primeiro grande erro econômico. O fato de ele receber uma crítica (merecida) por um erro econômico não significa que toda a imprensa deva ser criticada e chamada de "soviética" -- o que aliás é uma ironia dupla: a imprensa soviética era sempre a favor do governo e contra livre comércio.
  • Guilherme  12/03/2018 16:13
    Perfeito comentário. Assino embaixo de cada vírgula. Tambem nunca entendi essa tara em xingar a mídia porque ela critica político. No fundo, é tudo uma questão de insegurança: "ai, se a mídia fala mal do meu querido, o povo vai se voltar contra ele!"

    Ora, se a pessoa adora um político e ele está sendo criticado pela imprensa, então que essa pessoa se mobilize para desmentir todas as críticas. A entrada na internet é totalmente livre. Você pode criar um blog de graça para combater "as mentiras de grande mídia".

    Aliás, se for seguir essa lógica de "mídia que critica é ruim", os admiradores de Temer deveriam estar em depressão.
  • FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO  12/03/2018 19:05
    Sua ingenuidade me comove.

    "a mídia exerce um papel essencial no debate de idéias e na divulgação de informações"

    Seria se operasse no livre mercado. Mas não é o caso e vc sabe disso.
  • Ferlinusortus  12/03/2018 16:55
    A sua ingenuidade me comove. Você fala como se a mídia mainstream não fosse comprada pelos agentes de esquerda.
  • Mídia Insana  12/03/2018 18:41
    Vocês realmente acham que a mídia americana é imparcial e objetiva?

    Muito além "do meu político favorito", a parcialidade da mídia americana pela plataforma democrata já existia muito antes de Trump surgir como candidato e é um fenômeno relativamente incontroverso. É tão fato da vida para os pundits como o latido dos cães.

    www.washingtonexaminer.com/what-media-bias-journalists-overwhelmingly-donated-to-hillary-clinton/article/2604762 (Hillary Clinton)
    www.washingtonpost.com/news/the-fix/wp/2014/05/06/just-7-percent-of-journalists-are-republicans-thats-far-less-than-even-a-decade-ago/?utm_term=.03e634270d6d (Quantidade de jornalistas republicanos em queda livre)
    www.politico.com/magazine/story/2017/04/25/media-bubble-real-journalism-jobs-east-coast-215048 (Como a falta de pluralidade política entre jornalistas facilitou a eleição do Trump)
    www.thegatewaypundit.com/2014/05/polls-confirm-journalists-overwhelming-liberal-bias-luckily-voters-recognize-it-and-take-their-news-with-a-grain-of-salt/ (
    www.washingtonpost.com/lifestyle/style/pew-study-obama-romney-get-nearly-equal-treatment-from-media-equally-negative/2012/08/22/e2d5c9dc-eca8-11e1-b09d-07d971dee30a_story.html?utm_term=.d57336310732 (Sobre a pesquisa do Pew Research comparando Obama vs Romney no tratamento da mídia)
  • Pobre Paulista  12/03/2018 18:26
    "a mídia exerce um papel essencial no debate de idéias e na divulgação de informações"

    Seria se operasse no livre mercado. Mas não é o caso e vc sabe disso.
  • WDA  12/03/2018 16:06
    Excelente artigo. Trata de maneira competente os vários pontos da questão.
  • Felipe  12/03/2018 16:22
    Liberais não aprendem. Não tem jeito. Entendam, a China não está comprando do Brasil, ela está comprando O Brasil. Se dependermos de vocês, todos viraremos chineses. Graças a Deus que Bolsonaro consegue filtrar aquilo que é útil do puro delírio infantil com lantejoulas.

  • Matheus Saraiva  12/03/2018 17:32
    Se tirarmos um raio - x da arcada dentária do senhor Felipe, nela encontraremos o saco escrotal de Jair Messias Bolsonaro, o político macho alfa dele.

    Observem senhores, um ser humano domesticado no IMB.
  • Pobre Paulista  12/03/2018 17:38
    Tudo a ver com o artigo.
  • Pobre Paulista  12/03/2018 17:45
    Agora troque "China" por "EUA", "Bolsonaro" por "Lula" e poste num blog de esquerda que vc será ovacionado.
  • Rodrigo  12/03/2018 17:55
    Deve ser uma vida particularmente tola. Viver sempre com medo, assustado. Na esperança que alguém vai salva-lo.
    Olha os Americanos maus. Papai Lula vai nos salvar do imperialismo Ianque.
    Olha os malvados chineses. Papai Bolsonaro vai nos salvar.

    E assim vai, sempre massa de manobra. sempre tolo...
  • Luiz Moran  13/03/2018 10:07
    Felipe, não adianta explicar essas coisas para garotos mimados que vivem em condomínios e dependem da mesada do papai, eles nem calo nas mãos tem, são arrogantes e tem o péssimo hábito de tentar esculhambar quem discorde da ideologia infantil deles. O destino mais provável desses meninos cheios de razão será o de lavar os pratos e engraxar os sapatos de um tirano comunista.


  • Guilherme  13/03/2018 12:39
    O Moran agora se superou. Caiu no conto do Troll. O Felipe é um troll libertário ridicularizando o discurso dos neoconservadores que veneram políticos. Apenas observe a última frase dele.

    Parabéns! Você conseguiu a façanha de descer mais um pouco.
  • Luiz Moran  14/03/2018 20:20
    A turminha libertária não tem jeito mesmo, criticam o D. Trump pela decisão de taxar as importações de aço e alumínio por não conseguirem tirar a viseira que só lhes permite enxergar pela ótica econômica.
    Aço e Alumínio = Porta Aviões, Caças, Mísseis, etc… acho que será preciso desenhar para essa turminha.
  • Engenheiro Metalúrgico   14/03/2018 20:42
    Opa, agora você falou certo. Porta-aviões, caças, mísseis etc.: tudo isso são produtos que utilizam aço e alumínio em sua composição. Logo, um aumento nos preços do aço e do alumínio irá simplesmente debilitar a produção destes itens e, logo, toda a segurança nacional americana.

    Aproximadamente 97% dos empregos na indústria americana que lida com alumínio estão nas indústrias pós-primárias, que acrescentam valor, como a aeroespacial e toda a indústria de defesa. Alumínio de alta qualidade é utilizado no revestimento de aeronaves, em toda a sua estrutura e tanques de combustível. Já o aço é utilizado em componentes e estruturas como trens de pouso, em que robustez e durabilidade são cruciais.

    Aumentar artificialmente os preços destes itens irá apenas debilitar essas indústrias que dependem destes insumos.

    Não é à toa que o próprio Pentágono divulgou uma nota implorando para que ao menos as tarifas sobre o alumínio fossem suspensas, e enfatizando que, em termos de segurança nacional, elevar tarifas sobre o aço é completamente desnecessário.

    www.commerce.gov/sites/commerce.gov/files/department_of_defense_memo_response_to_steel_and_aluminum_policy_recommendations.pdf
  • Frederico  14/03/2018 20:59
    Ouch ... Esse Luiz Moran é igual ao Nhonho, do Chaves. Ninguém lembra que ele existe, mas toda vez que aparece, apanha.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  13/03/2018 13:06
    Ah, claro...

    Tudo no Brasil está a venda...desde a padaria do seu Zé até a Petrobrás.

    E os chings vão comprar tudo, porque todo mundo no Brasil tá louquinho pra vender pra eles.

    Interessante...

  • Skeptic  13/03/2018 13:46
    Corram para as colinas, a China está dominando o mundo!
    hahahahaha, paracem esquerdistas que diziam que os EUA estão roubando a Amazônia.
  • contador libertario  13/03/2018 23:14
    meu deus, como essa galera "cânservadora" tupiniquim gosta de passar vergonha. Os caras são o exato equivalente do que tanto criticam (Lula e a corja massa de manobra do mesmo). Não podem nem mesmo COGITAR a ideia de que o "Deus politico" deles possa se equivocar no que pensa, as bolas do cara sao irresistiveis demais pra eles poderem tirar da boca. Em pensar que eu tinha como certo o meu voto no sujeito, mas essa galera nao percebe que sao eles mesmos os responsáveis por afastar quem estava incerto ate entao.
  • João Paulo  14/03/2018 13:42
    Mas normalmente é assim mesmo: quem tira votos de um candidato e gera aumento de sua rejeição não é ele próprio, mas sim a encheção de saco de seus eleitores fanáticos, que se comportam como membros de uma milícia. Caso Bolsonaro não controle seus acólitos, vai virar traço, assim como Trump (que só consegue aprovação de sua base fiel).

    Aliás, por que vocês acham que um tucano insípido sempre consegue chegar ao segundo turno? Exato, porque ele não tem adoradores milicianos. Não tendo adoradores enchendo o saco dos outros, ele acaba conseguindo manter uma rejeição baixa o bastante a ponto de levá-lo ao segundo turno.
  • Matheus Saraiva  12/03/2018 17:06
    Estás ai a minha aversão a políticos (principalmente os nacionalistas), sempre mascarando suas ações, muitas vezes corporativistas e lobistas, em prol de um "bem comum".
    Tudo muito belo. Ações governamentais pulverizando os mais pobres, com desculpa de defende-los as custas dos mesmo.
  • Giuseppe  12/03/2018 18:11
    Populista tolo. Vai reduzir o poder de compra de toda uma população pra fazer propaganda que isso salvou um punhado de empregos.
  • Noé  12/03/2018 18:32
    "Sempre ficou bem claro que a teoria econômica nunca teve nada a ver com as políticas de comércio exterior do governo Trump. Mas sua alegação de "segurança nacional", desmentida pelo próprio Departamento de Defesa e pelas empresas que fazem contratos com o governo, mostra que seus outros argumentos não-econômicos não são nada melhores."

    Porque a "segurança nacional" e demais argumentos nunca foram realmente argumentos, mas apenas desculpas e racionalizações. Tarifas são simplesmente uma punição imposta a todos como forma de se exercer poder em prol de alguns poucos.

    Trump é como o xerife que chega a uma cidade e sai impondo suas próprias leis e impostos (com a desculpa de estar criando "lei e ordem") para em seguida cumprir apenas as que interessam a ele e aos grupos que o apóiam.

    De certa forma, é de se admirar essa postura honesta que Trump tem em relação ao governo: ele trata tudo como se fosse um sindicato do crime organizado, do qual ele é o chefão. Que é exatamente o que ocorre.
  • Realista  12/03/2018 18:40
    Sim, nunca foi sobre segurança nacional (só alguns brasileiros bobinhos e trumpistas acreditaram nisso; vide a seção de comentários deste artigo). Tudo se resume a usar o poder de coerção do governo para elevar os custos dos concorrentes e com isso adquirir uma vantagem no mercado.

    É por isso que grandes empresas gastam enxurradas de dinheiro com advogados e lobistas para comprar e formar exatamente o governo que querem ter. Seus concorrentes e todos os prejudicados simplesmente não gastaram dinheiro o bastante para contratar os lobistas certos para proteger seus interesses no mercado político, que é onde o governo é comprado e vendido.

    Inúmeros artigos sobre isso aqui no IMB, mas é interessante ver como ainda há gente que se surpreende com isso (e não me refiro aos trumpistas delirantes, pois estes não têm salvação).

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos

    As diferenças econômicas e morais entre ser pró-empresas e pró-mercado

    O "rent seeking" é o comportamento que explica a economia
  • FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO  12/03/2018 19:02
    E novamente o pessoal do Mises ignora o aspecto geopolítico.
    O argumento da defesa nacional NÃO se baseia no fato de que o aço importado pode ser necessário para a indústria bélica.
    O argumento da defesa nacional se baseia no fato de que a China ajuda a Korea do Norte. Pelo mesmo motivo que a Korea do Norte está sofrendo embargos, os EUA estão impondo essas tarifas de importação que afetam majoritariamente a China.
  • Tulio  12/03/2018 19:55
    Sim. O pessoal do Mises, o Pentágono, a Lockheed Martin e todos os fabricantes de equipamentos militares americanos. Todos esses ignoram a genialidade geopolítica de Trump. Apenas alguns brasileirinhos que se informam via Facebook é que sabem de tudo.

    Sério, o fanatismo trumpista de alguns brasileiros supera até mesmo o fanastismo petista com Lula. Se isso for um prenúncio do que está por vir com bolsonaro, o sujeito poderá fechar a economia e voltar à década de 1980, e ainda haverá otário batendo palma dizendo ser isso uma "genial jogada geopolítica".

    Dá pena de gente que venera político.
  • anônimo  12/03/2018 19:55
    "Pelo mesmo motivo que a Korea do Norte está sofrendo embargos, os EUA estão impondo essas tarifas de importação que afetam majoritariamente a China."

    Sério, isso está além do analfabetismo funcional. Que parte dos dados que mostram que a "China exporta apenas 2% do aço consumido pelos EUA" você não entendeu?
  • Observador  12/03/2018 20:06
    Calma. O Filipe está apenas sendo irônico com os neoconservadores, fazendo troça do discurso deles (que é sempre absolutamente o mesmo). Apenas repare no sobrenome que ele escolheu. Foi genial.
  • marcela  13/03/2018 00:06
    Quer dizer então que a China com transbordo e tudo só exporta 4% aço que os americanos compram no exterior?Pelo visto os chineses só são fortes mesmo na área de smartphones,semicondutores,discos rígidos,equipamentos de transmissão etc.Assim sendo se o Trump quiser mesmo acabar com o déficit comercial com os chineses a saída é obrigar a Apple e a Samsung a mudarem suas fábricas para os EUA e mandar a NASA ir buscar terras raras lá em Marte.Outra opção seria taxar os brinquedos e roupas da China e acabar com a festa desses youtubers brasileiros nos EUA que se deslumbram com preços de Wall Mart e lojinhas de 1 dollar.
  • Demolidor  13/03/2018 01:41
    E essas Dollar Trees da vida são uma parcela significativa das exportações americanas. Mesmo com a dificuldade de se mensurar gastos realizados em dinheiro, turismo (e compras com cartão de crédito entram na estatística) são a segunda indústria exportadora americana. Seria por isso que Trump ainda não mexeu nisso?

    Me parece que a questão do aço é essencialmente populista mesmo. E quem pensava em montar fábrica nos EUA, usando aço em seus processos, certamente vai reconsiderar suas opções... dependendo do setor, até a China pode ser melhor.
  • daniel  13/03/2018 00:57
    se trata de geopolítica trump com sua jogada geopolítica restringi a china e assim possar ganhar folego para travar o expansionismo chines. o ocidente esta em evidente perigo esta alimentando o monstro que os engolira precisamos de planos geopoliticos serios
  • daniel  13/03/2018 00:59
    alem do mais esta previsto que o pib chines alcançara 49 trilhoes em 2050 justamente no ano em que xi jiping anunciou que ate la a china devera ser a maior superpotencia do planeta
  • anônimo  13/03/2018 11:30
    Por que tem tanta maconha nas escolas e universidades públicas ?

    Entregar os filhos ao governo está parecendo a mesma coisa, que entregar os filhos aos traficantes.

    Essas festas dentro das universidades são regadas a maconha.
  • anônimo  13/03/2018 13:37
    Há maconha em qualquer tipo de universidade, pública ou privada, mas são mais comuns naquelas frequentadas por filhos de pais ricos.
  • Andre  13/03/2018 14:30
    Porque é pública, já viu algo público no Brasil prestar?
  • Felipe Lange  13/03/2018 16:35
    Porque são estatais. Qualquer propriedade estatal não tem incentivo para ser bem gerenciada e, nem se tivesse vontade de burocrata, teria como ser bem gerenciada.
  • Sertanejo  13/03/2018 12:26
    O Brasil é o melhor exemplo disso.

    Nós temos empresas multinacionais que funcionam em outros países, e não funcionam no Brasil. Por exemplo, os carros da GM do Canadá são mais baratos e os funcionários ganham mais que no Brasil.

    O protecionismo deixa as pessoas pobres, causando problemas até para os protegidos. É um mar de insanidade.

    O protecionismo criou empresas que conseguem sobreviver apenas com proteção. E essa mesma proteção gera as crises, pois sempre vai faltar máquinas, matérias primas e riqueza.

    Nós só usamos roupas importadas e compramos algumas comidas importadas. O resto é tudo nacional. Os eletrodomésticos são nacionais. Os celulares e computadores são montados no Brasil. Os carros são montados no Brasil.

    Enfim, o protecionismo elevou os preços dos produtos que os protegidos compram. É bizarro.
  • Gorete  13/03/2018 14:03
    Protecionismo gera efeitos desastrosos em países burocratizados e proto-socialistas, como o Brasil e Índia.

    Em países capitalistas e sérios com alta liberdade econômica, como os EUA, mesmo se o protecionismo fosse feito no nível do Brasil o efeito seria apenas danoso.
  • cleidison  13/03/2018 13:33
    A China está de olho na empresa de celulose no municipio de Aracruz no ES,a FIBRIA, mas boa parte da população e também o governo é contra a venda.Talvez seja compreensivo que alguns governos queira empedir por exemplo que paises como a China que está crescendo muito economicamente e ganhando grandes proporções no mundo venha comprar nossas maiores empresas, se um dia ele entrar numa crise economica oque já é corriqueiro em paísses onde o governo gosta muito de se entrometer no sistema economico o brasil também será devastado . cadeia tipo efeito dominó.
  • seu creysson  13/03/2018 17:11
    Esse cleidison além de analfabeto funcional, deve ser olavete e seguidor de nando moura.
    Provavelmente deve ter uns 15 anos, e é mais um com medo da China, seguindo a cartilha da donzela acuada progagada pela "nova direita" bolsonariana.

    Gostaria de entender qual o problema se algum chinês realmente quiser comprar a Fibria. O que esses malucos acham que a "china" vai fazer com as "grandes" empresas brasileiras, caso as compre.

    Mais importante ainda é entender porque essa gente doida como o cleidison acha que ganhará algo se a empresa for brasileira, e não chinesa.

  • Repost  13/03/2018 14:34
    Os direitistas tem o pé no chão e sabem que há um aparato estatal indestrutível de 11 milhões de funcionários públicos vivendo do Estado, uma burocracia soviética para protegê-los e um povo doutrinado durante 30 anos para fazer parte desta estrutura, abrir o mercado nacional sem antes desmontar essa estrutura que suga a produtividade nacional vai devastar o que resta de indústria por aqui.

    E para desmontar essa estrutura os liberais no mundo da Lua acham que será como? Passando leis? Acha que essa corja vai ler umas linhas no diário oficial, ler que está dispensado e pegar suas coisas e ir pra casa produzir? olha este judiciário brasileiro, conheço universidades menos ideologizadas. A restauração nacional se dará pela força conservadora, força esta que liberais não possuem nem para emplacar politicamente seus ideais. Se quiserem ajudar bem, se não quiserem serão taxados e regulados até que voem para Miami.

    Quanto ao partido Novo veremos o que conseguem em 2018, torço para que logrem bons resultados, mas enquanto o centro de discussão liberal brasileiro for Miami não será fácil espalhar idéias liberais.
  • Reanswer  13/03/2018 15:29
    Ou seja, você está dizendo que, antes de adotarmos o livre comércio, temos de "desburocratizar geral".
    Isso é delírio.

    É delírio acreditar que o estamento burocrático será desmontado por mera vontade política, e que, aí sim, o livre comércio será liberado.

    A forma mais garantida de garantir uma desburocratização é justamente liberalizando o comércio exterior: com importados baratos e de qualidade chegando, não haverá outra alternativa aos políticos senão liberalizar imediatamente o mercado interno para que este consiga sobreviver e concorrer.

    A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

    Ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.

    O estado ferra várias empresas? Sem dúvida, mas isso não é justificativa para acabar com as liberdades do indivíduo (e suas decisões de consumo).

    Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores.

    Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

    Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina
  • Realidade Imposta  13/03/2018 20:04
    Liberalismo (mundo das ideias) x Protecionismo (mundo real)
  • Rafael Nascimento  13/03/2018 21:03
    Eu lí essa nota do Departamento de Defesa e ela não se posiciona especificamente contra (nem a favor) das tarifas. Dizer que o Trump "já perdeu " com base no argumento da segurança nacional ainda não procede .

    Em um determinado trecho a nota ainda afirma que " o uso sistemico de praticas comerciais injustas (China) prejudicam a inovação e a capacidade industrial dos EUA e representam (SIM) um risco à segurança nacional".
  • Thomas  13/03/2018 21:22
    "ela não se posiciona especificamente contra (nem a favor) das tarifas"[i]

    E nem poderia. Não é função do Departamento de Defesa falar contra ou a favor de tarifas de importação.

    Agora, o que a nota de fato deixou cristalino é que tributar o aço é uma medida que nada tem a ver com a "segurança nacional", argumento este que passou a ser o principal argumento de Trump.

    [i]"Dizer que o Trump "já perdeu " com base no argumento da segurança nacional ainda não procede "


    Aí você atenta contra a lógica.

    Ora, se o presidente americano diz que tributar o aço é uma questão de segurança nacional, mas logo em seguida o Pentágono divulga uma nota afirmando que a tributação do aço em nada afeta a segurança nacional, então, lamento, mas não há como dourar a pílula: o presidente americano falou uma mentira (oh, céus, que espanto!) ou, no mínimo, adotou uma política errada.

    Não há nada de errado em cometer erros, desde que se tenha a humildade de reconhecê-los e voltar atrás. O problema é que "Trump", "humildade" e "reconhecer erros" nunca conviveram em uma mesma frase.

    "o uso sistemico de praticas comerciais injustas (China) prejudicam a inovação e a capacidade industrial dos EUA e representam (SIM) um risco à segurança nacional"

    E aí o que faz Trump? Impõe uma tarifa de 25% que em nada afeta a China, mas que afeta intensamente os principais aliados dos EUA!

    Gênio!

    Parece aquelas cenas de Chapolin, em que o protagonista jura que está ajudando uma vítima, mas só está piorando a situação.
  • Realista  14/03/2018 03:09
    É dito neste artigo:

    "Como mostram os dados acima, a China representa uma ínfima fonte de aço para os EUA."

    É dito no artigo "Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências":

    "Em março de 2002, o então presidente George W. Bush impôs uma tarifa de 30% sobre o aço chinês. O objetivo, obviamente, era proteger empregos no setor siderúrgico. [...] Os resultados dessa tarifa foram caóticos, embora totalmente previsíveis pela teoria econômica. [...] 200.000 americanos perderam seus empregos em decorrência do aumento dos preços do aço em 2002".

    --------------------------------------------------------------------------------------------


    Se a China exporta tão pouco aço para os EUA, a tarifa que o Bush impôs sobre o aço chines nem deveria ter sido sentida. E se 200.000 empregos foram perdidos quando se taxou exclusivamente o aço chines, desta vez estamos na beira de um cataclismo visto que somente o aço canadense e mexicano estão livres.


  • Economista  14/03/2018 12:30
    A tarifa de 2002, assim como a atual, não foi apenas sobre a China. Assim como a atual, ela recaiu sobre todos os países que exportam aço para os EUA.

    en.wikipedia.org/wiki/2002_United_States_steel_tariff

    Não existe isso de "tarifa só para a China". A China foi apenas um dos países atingidos.
  • Pessimista  14/03/2018 12:50
    E ontem o celerado simplesmente bloqueou a compra de uma empresa privada americana por outra empresa privada que também é americana, mas cuja sede está em Cingapura.

    Certamente, isso deve ser mais uma medida genial contra o imperialismo... de Cingapura!

    www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/7329950/trump-bloqueia-acordo-117-bilhoes-que-seria-maior-historia-tecnologia

    Atentem que boçais como Ciro Gomes (a Dilma que sabe discursar) já estão recorrendo a Trump como argumento definitivo contra o liberalismo e, consequentemente, em prol do retorno das mesmas políticas desenvolvimentistas da era Dilma.

    Neoconservadores que batem palma para tudo o que Trump faz devem ser responsabilizados.
  • Demolidor  14/03/2018 15:27
    Parafraseando o que os jênios lulistas diziam: Trump deu uma guinada à esquerda hahaha.
  • Curioso  15/03/2018 00:14
    Exatamente por que Trump elevou as taxas sobre alumínio e aço?
  • Frederico  15/03/2018 02:01
    Nem ele próprio sabe ao certo. Cada dia era uma desculpa diferente. Mas sabe-se que ele recorreu à justificativa da segurança nacional porque esta é a única que permite que ele aumente tarifas por meio de uma ordem executiva, sem depender de Congresso.
  • Pedro Tassi  22/03/2018 16:54
    Só vou deixar isso aqui...

    Eu havia dito aqui que a lógica das ações do Governo Donald Trump é geopolítica e não econômica, de modo que nenhuma das últimas ações da cúpula governamental de Washington podem ser compreendidas pelo estreito instrumental teórico do economocismo liberal. Em resposta, me perguntaram sobre o Brasil e eu respondi que não havia com o que se preocupar. Pois bem, aí está.

    Tudo o que Donald Trump está fazendo é parar de sustentar um adversário geopolítico que sempre se valeu de toda sorte de trapaça -- política, legal, econômica e internacional -- para se firmar no sistema internacional e propagar seus valores iliberais e anti-ocidentais. Os EUA continuam respeitando as regras da ordem internacional, da qual ainda são os mantenedores, mas não estão mais dispostos a aceitar relações assimétricas com quem se aproveita das contradições dessas regras.

    P.S.: Se o Brasil eleger um candidato que entende o que está ocorrendo, como o Bolsonaro parece entender, poderemos ser os maiores beneficiários dessa movimentação americana para diminuir a dependência em relação à China.

    Felipe Martins

    g1.globo.com/economia/noticia/eua-vao-excluir-brasil-ue-e-outros-paises-de-taxacao-sobre-o-aco-diz-autoridade-de-comercio-norte-americano.ghtml
  • Amante da Lógica  22/03/2018 17:17
    Ou seja, primeiro o sujeito anunciou que iria sair tributando todo mundo. Aí, à medida que os países atingidos foram reclamando, o sujeito foi afinando e recuando (o que, por si só, denota frouxidão e fraqueza) e sua equipe econômica foi pedindo demissão por causa da burrada feita.

    E aí, no final, ele vai tributar só a China, e em um produto cuja exportação para os americanos é ínfima.

    Mas, no entanto, segundo os trumpistas brasileiros (mais fanáticos que os lulistas, embora tão burros quanto), tal jogada faz parte de uma "genial estratégia" para destruir o "capitalismo comunista chinês". A estratégia é tão lógica e sensata que parece diretamente saída da cabeça de Dilma.

    "Se o Brasil eleger um candidato que entende o que está ocorrendo, como o Bolsonaro parece entender, poderemos ser os maiores beneficiários dessa movimentação americana para diminuir a dependência em relação à China."

    A China é uma das principais responsáveis pela baixa inflação de preços nos bens de consumo que compramos. Se Bolsonaro abolir nosso comércio com a China, a inflação de preços vai dar um salto durante sua gestão, a popularidade dele irá para a latrina, e ele será o responsável direto pela volta do PT ao governo.

    Ignorantes que acham que bem-estar econômico não influencia o voto do povão em políticos populistas ainda não entenderam absolutamente nada do mundo. Eles se juram os "experts" em geopolítica, mas são incapazes de ver a relação entre preços ao consumidor (estáveis no mandato de Lula em que ele permitiu uma política econômica ortodoxa) e o voto do povão.
  • Emerson Luis  11/04/2018 09:42

    O protecionismo em qualquer forma é um erro e os argumentos apresentados são sempre infundados.

    Mas o motivo oficial nem sempre é o verdadeiro motivo. Temos que olhar a foto e o filme.

    Talvez seja a estratégia do cachorro louco:

    "Eu sei que essa decisão também vai me prejudicar; mas vai prejudicar muito mais a você, enquanto eu aguento o baque; você sabe disso, então é melhor você ceder às minhas outras exigências."

    * * *


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