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George Soros quer as redes sociais estatizadas e divulgando apenas ideais progressistas
Ele é o último suspiro do establishment

O multimilionário George Soros, o principal financiador de todas as causas progressistas ao redor do mundo, está em campanha aberta contra as redes sociais. Em um artigo para o jornal britânico The Guardian, que vem causando grande repercussão, ele alertou que a sociedade aberta corre perigo por causa das redes sociais.

[Curiosamente, na mesma semana, a Folha de S. Paulo também defendeu a regulação das redes sociais].

O argumento de Soros é, essencialmente, o seguinte:

a) as redes sociais estão sendo monopolizadas por poucas e grandes empresas, como Google e Facebook;

b) tornou-se extremamente simples para essas plataformas utilizar seus enormes volumes de informação para manipular seus usuários;

c) os usuários podem ser manipulados pelas redes não só em relação a suas preferências comerciais, como também em relação a suas preferências políticas;

d) esta capacidade de manipulação política pode se tornar especialmente danosa caso tais "monopólios" privados se aliem a estados autoritários para sabotar os valores das sociedades abertas ocidentais;

e) exatamente por tudo isso, os estados democráticos devem destruir as plataformas das redes sociais mediante impostos e regulações asfixiantes.

Uma parte do diagnóstico de Soros até está correta: as redes sociais de fato têm a capacidade de influenciar politicamente seus usuários e, consequentemente, de torná-los instrumentos de estados autoritários que querem insuflar sua propaganda com o propósito de impor sua ideologia específica, o que pode até destruir as bases da convivência pacífica. Desconsiderar a existência deste perigo seria ingênuo e até desonesto.

No entanto, é igualmente ingênuo e desonesto acreditar — como faz Soros — que estes perigos podem ser resolvidos por meio de uma canetada que outorgue aos "estados democráticos" (na prática, apenas aqueles aprovados por Soros) a competência de controlar as plataformas das redes sociais.

Com efeito, tal ideia não é apenas ingênua e desonesta: ela é extremamente ameaçadora.

Problemas elementares

Soros diz temer uma aliança entre governos autoritários e os grandes "monopólios"[1] das redes sociais, mas, ao mesmo tempo, defende entregar o controle das redes sociais a outros governos — desde que sejam "democráticos".

Haverá aqueles que não vêem contradição — ou mesmo contra-indicação — nenhuma nessas sugestões: afinal, dirão eles, se as redes sociais forem administradas pelos governos e forem manipuladas a favor da democracia, então a sociedade aberta poderia até mesmo sair reforçada. Ou, em outras palavras, se nós somos bons e morais, não há o que temer em utilizar nosso poder para impor o bem perante o mal.

Por razões elementares, esta tese é totalmente problemática.

Primeiro, comecemos pelo mais básico de tudo: o que ocorrerá se, após tomarem o controle das redes sociais, os governos democráticos se tornarem autoritários? Neste caso, a principal proposta de Soros para combater o mal irá se converter em sua principal força-motriz: querendo vetar a influência de governos autoritários sobre as redes sociais, Soros estará lhes entregando o poder em uma bandeja de prata.

Mas qual a probabilidade de um governo democrático se tornar autoritário ou quase-autoritário? Enorme. De um lado, há o explícito exemplo da Venezuela (e, em menor grau, de Equador e Bolívia). De outro, da perspectiva do próprio Soros, governos como o de Trump e o de Viktor Orbán (Hungria) seriam quase-autoritários. E há também o exemplo da França, que quase foi para Marine Le Pen, de quem Soros é inimigo declarado.

Sendo assim, a pergunta inevitável é: por acaso Soros ficaria entusiasmado se Trump, Orbán ou Le Pen passassem a controlar o Facebook e o Google? É certo que não. No entanto, é exatamente isso o que ele está propondo ao defender que o estado controle as redes sociais.

A segunda razão por que esta tese é insensata: como determinar quais ideologias o governo deve tolerar em seu controle das redes sociais? Se o estado irá utilizar as plataformas das redes sociais para impor 'valores corretos' aos cidadãos, será o próprio governo quem irá estabelecer a fronteira entre os valores corretos e os incorretos.

É certo que Soros — progressista inflexível — tem sua opinião sobre quais são esses valores corretos. Com efeito, é até mesmo provável que ele tenha sua opinião sobre o quanto as pessoas podem se desviar desses valores corretos sem que a sociedade aberta se desmorone. Porém, banir de todas as redes sociais aqueles valores que o governo considere disfuncionais equivale a instaurar uma censura digital.

Além dos vários e óbvios perigos derivados de se outorgar ao governo o poder de censurar aquelas idéias que lhe são incômodas, resta a pergunta: como possibilitar um pensamento verdadeiramente crítico quando certos valores (no caso, os progressistas) são decretados como intocáveis ou inquestionáveis?

Se Soros estivesse, junto a Obama, no controle das redes sociais nos EUA, teria ele dado algum tipo de cobertura midiática a Trump ou teria distorcido as redes em favor de Hillary Clinton (de quem ele é amigo fiel)? E por que deveríamos supor que todas as idéias e propostas de Hillary eram preferíveis às de Trump?

Não há espaço para preferir honestamente alguém como Trump em relação a alguém como Hillary? Em que medida um governo democrático com poder de vetar várias opções políticas não irá se converter em um governo autoritário?

Em definitivo, na mais benevolente das hipóteses, George Soros erra ao, de maneira bem intencionada, querer propor um maior controle governamental sobre as redes sociais. Já na pior das hipóteses — que é a mais provável —, ele quer alimentar um alarmismo anti-redes sociais com o intuito de legitimar que os governos as controlem e as utilizem para aprofundar sua agenda progressista.

A real intenção

É fato que as redes sociais, ao se transformarem em meios de comunicação em massa e para as massas, se transformaram também em potenciais meios de manipulação das massas. No entanto, no que isso difere da grande mídia?

As redes sociais são hoje o que já foram os grandes jornais, o rádio e a televisão. No entanto, diferentemente do que ocorreu a essas outras tecnologias, o custo para o usuário de uma rede social é extremamente baixo: ele pode mudar de meio de comunicação, recorrer simultaneamente a vários meios de comunicação, ou até mesmo se tornar ele próprio um meio de comunicação — e tudo isso a um custo quase nulo.

E a verdade é que, mesmo sendo suscetíveis a manipulações, as redes sociais atualmente proporcionam ao cidadão comum muito mais armas para contra-atacar o risco de manipulação das notícias do que jamais proporcionaram a imprensa escrita, o rádio e as televisões.

Sendo assim, então de onde vem este atual pânico em relação às redes sociais? Dado que o eleitor sempre esteve à mercê da manipulação dos grandes meios de comunicação, e dado que a internet proporciona ao cidadão comum muito mais armas para contra-atacar essa manipulação do que jamais proporcionaram os outros meios de comunicação, então por que tantas vozes influentes estão gritando contra as redes sociais, e exatamente com a desculpa de ajudar ao cidadão comum?

É fácil: porque os meios de comunicação tradicionais eram muito mais facilmente controláveis e manipuláveis pelos governos. E é esse arranjo que Soros quer recriar.

Ninguém em sã consciência pode dizer que a mídia tradicional sempre foi de uma imparcialidade e ponderação inflexíveis, e que jamais espalhou notícias falsas (as 'fake news'). Ao contrário: a mídia tradicional sempre foi claramente percebida pela população como um meio alinhado aos interesses dos governantes da vez.

Logo, o estridente ataque de Soros às redes sociais busca reverter exatamente isso: ele quer recolocar as descentralizadas redes sociais sob as ordens do estado para, assim, restabelecer seu controle político sobre os meios de comunicação — e, com isso, tornar dominante o status quo progressista e social-democrata que ele sempre financiou.



[1] O termo 'monopólio' está entre aspas porque não há monopólio nenhum neste setor. Não há nenhuma regulação estatal proibindo o surgimento de redes sociais concorrentes. A proibição estatal à concorrência é a definição precípua de monopólio.

36 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Viajante  22/02/2018 15:40
    Parabenizo o autor pela concatenação dos contra-argumentos, os quais foram surpreendentemente respeitosos, mesmo em se tratando de um indivíduo desprezível como Soros. Isso exige esforço.
  • Sempre Mais do MESMO  22/02/2018 18:52

    Por aqui se defende que o trabalho intelectual deve ser remunerado esclusivamente por si mesmo, já que o autor sempre poderá usufruir dele.

    baseiam-se no ACHISMO marxista de que somente o trabalho braçal gera direito de propriedade, já que apenas o trabalho FÍSICO é capaz de concretizar fatos, realizar.

    Então Soros também ACHA muitas coisas e quem se baseia em achismos nem devia criticar achismos alheios.

    Ora um autor de um livro, de um filme ou projeto qualquer, segundo a idéia predominante no IMB, não merece direito de propriedade sobre os frutos de seu trabalho porque poderá manter consigo a cópia de seu livro, de seu filme ou de seu projetto qualquer.

    Bem, eles ACHAM muitas coisas nas quais baseiam seus desejos sobre o trabalho intelectual alheio.
    uma delas é essa de que o criador manterá consigo o seu produto mesmo que outros dele usufruam.

    bem um corpo, digo uma nadega, ao ser apalpada não a tira de sua dona. Logo, deveriam achar que uma vez que um simples usufruto por "apalpação" deveria ser permitido. Só não se poderia lebvar embora e deixa a dona sem suas nadegas. ...rsrs

    ...é, grandes empresas e aqueles fartos de capital adoram essa defesa que o IMB faz.
    Assim eles poderiam copiar ou usufruir do trabalho intelectual alheio realizando a produçaõ pela fartuura dismponivel de capital. Já o trabalhador intelectual não conseguiria enriquecer com sua idéia caso não possuisse capital próprio para investir.

    Marx tb achava que SÓ O TRABALHO BRAÇAL GERA DIREITO de PROPRIEDADE e daí tudo que o trabalhador braçal produzisse deveria ser do trabalhador e não do capitalista, burguês ou investidor.
    Marx admitia apenas que o capital investido devesse ser restituido ao investidor pelos trabalhadores braçais.

    Fora isso Marx ACHAVA que se tratava de EXPROPRIAÇÃO de parte do trabalho braçal e por tal expropriação da propriedade dos trabalhadores braçais.
    Por isso Marx afirmou que seria o CAPITAL gerando GANHO ILEGITIMO: O CAPITAL, assim, ESTARIA EXPLORANDO o TRABALHO.

    Aqui no IMB eles concordam com Marx até onde não lhes interessa. ACHAM injusto que o trabalho intelectual gere propriedade para o autor, mas ACHAM justo que o mero capital gere propriedade sobre os meios de produção concebidos intelectualmente, MAS REALIZADOS APENAS POR TRABALHADORES BRAÇAIS (trabalho físico), para o capitalista/investidor.

    Tudo é uma questão de ACHISMO de Marx ou dos ativistas do IMB (não sei se todos, mas muitos).


  • Arnaldo  26/02/2018 19:01
    Parei de ler no "esclusivamente"
  • ANTONIO  05/03/2018 15:15
    Quando este ser asqueroso vai conversar com o chefe dele no inferno?
  • anônimo  16/07/2018 05:52
    Perdão , pode concluir exclusivamente o final.
  • rrr  28/03/2018 00:54
    Voce eh uma fabrica de contradicao
  • Jacques   28/03/2018 14:44
    O termo multimilionário para designar alguém cuja fortuna se conta em bilhões de dólares, não estaria errado?
  • buga  23/02/2018 11:44
    é tudo mentira!@!!!!!!!!
  • Luis Alberto  23/02/2018 13:54
    Bem dito!
  • antonio   24/02/2018 14:22
    ESSE CRETINO, DIABÓLICO, ETC, INTEGRANTE DA NOVA (des)ORDEM MUNDIAL, QUER ACABAR COM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ESSE NARCOTRAFICANTE MUNDIAL (SEGUNDO O DR. ENÉAS) E CÃO RAIVOSO PRECISA, URGENTEMENTE, SER COMBATIDO.
  • Leonor Amelia Batista  25/02/2018 15:59
    Este ditador comunista vai entrar para a história como um Hitler, Stalin e outros demônios que infernizam o mundo.
  • Jesuel   07/07/2018 19:27
    Capaz essa desgraça não morre não !? Parece o Goday do Star Wars
  • Concorde  22/02/2018 15:45
    O governo teve alguma responsabilidade em relação a extinção do Concorde?
    Ou realmente foi uma decisão de mercado, livre sistema de preços demonstrou isso...
  • Constatação  26/02/2018 15:59
    Teve no ponto em que o governo norte americano proibiu vôos supersônicos do Concorde sobre o seu território (enquanto caças da USAF podiam e podem até hoje quebrar a barreira do som por lá...)

    Mas o custo-benefício do Concorde também não o ajudou.
  • 4lex5andro  06/07/2018 13:41
    Teve mesmo um incidente de um f4 da USAF que colidiu com um jato comercial na região de Califórnia nos Estados Unidos.

    Daí em diante houve um aumento nos investimentos em informatização dos controles de trafego civil em prol da segurança de voo.
  • Vinicius  22/02/2018 16:41
    E mais um vez ele, Soros, está fazendo o possível para disseminar seus pensamentos hipócritas
  • Ângelo  22/02/2018 16:48
    Sobre o controle da internet, a tática é a do sapo escaldado: primeiro só uma regulamentação de leve, com "boas intenções", para pouca gente reclamar. Depois vai intensificando. Até chegar ao ponto chinês, que é a inveja dos progressistas.
  • Vitor  22/02/2018 16:58
    Sem chance nenhuma.
  • Otimista  22/02/2018 17:00
    A tecnologia digital, por ser competitiva em termos de preços, permeia a grande massa de indivíduos no Ocidente. O acesso a ela é barato, e por isso ela é inerentemente descentralizada. Cada indivíduo poder ter seu próprio jornal nesse novo sistema.

    A capacidade dos governos em controlar a difusão de ideias não consegue manter o ritmo da capacidade da internet em permitir às pessoas comunicar suas ideias. O sistema concorrencial tornou-se assimétrico. Mas, desta vez, a assimetria não está a favor do governo; a assimetria está a favor dos cidadãos. São eles que estão com o martelo.

    Sim, é verdade que os governos podem temporariamente confiscar o martelo. Eles podem fechar a internet (pelo menos os governos dos pequenos países do Oriente Médio podem fazer isso). Mas, no mundo todo, a tendência é de descentralização do sistema de telecomunicações. O governo que ousar interromper a difusão das telecomunicações está pedindo para perder a próxima eleição.
  • cmr  22/02/2018 20:31
    Ponto chinês ?, que ponto chinês ?.

    Estive na China e acessei todos os sites ocidentais através de VPN.

    Detalhe, a China Mobile, me ofereceu uma VPN para navegar em sites ocidentais, e não foi nada escondido.
    A propaganda da VPN era inclusive a Grande Muralha da China pegando fogo, isso assim em um cartaz. kkkkk
    Eu estava em Xangai.
  • Kira  23/02/2018 02:37
    Se é tão livre, porque você precisou de uma VPN então para acessar sites ocidentais? Porque o governo chinês bloqueia o acesso direto? Não tem coerência nenhuma o que você disse. Já parou pra pensar na idiotice que você afirma ter experimentado em xangai? já parou pra pensar também que a china tem uma extensa população pobre, com algumas cidades ricas devido a menor regulamentação? Porque o partido comunista bloqueia a rede comum? você era turista? você acha que eles aplicam as mesmas censuras para turistas? O simples fato de ter usado uma VPN para burlar um evidente bloqueio já mostra a idiotice da situação.
  • Johny  28/02/2018 21:03
    Ah ta. Estando na China, procura por "praça celestial" no google, vai em imagens. Se você achar um tanque de guerra, eu corto os pulsos.
  • cmr  07/07/2018 16:05
    Sim, já procurei saber sobre o incidente da praça da paz celestial na China, eu estando na China.

    Existem sites chineses, que não consigo acessar daqui do ocidente, contando a versão dos chineses sobre aquele incidente.
    Tudo está traduzido em dezenas de idiomas estrangeiros, inclusive em português.

    Por que é inacessível daqui ?, quem está bloqueando o acesso ?.
    Isso me colocou uma pergunta perturbadora na mente: "nós ocidentais somos realmente livres, ou só acreditamos que somos ?, se sim, estamos numa Matrix"

    A versão dos Chineses é similar a essa versão fictícia tupiniquim abaixo:

    No ano 2100 foi eleito um presidente no Brasil com ideais mais liberais, dentre suas medidas destacamos:

    1- Rompimento com o MST, MTST e similares.
    2- Rompimento com a CUT e todos os sindicatos.

    Consequência: o país pegou fogo, precisou de o exército ir para as ruas e para as fazendas tentar conter a baderna, a destruição causada pela esquerda.

    Dias depois a esquerda brasileira vai à ONU denunciar o "excesso" cometido pelas forças armadas brasileiras, sendo que foi a esquerda que começou a baderna.

    Pois é...

    Segundo a versão chinesa, quem estava lá, estava protestando pelo status quo e não contra ele. Lembrando que a China estava passando por reformas na época.

    E agora ? em quem acreditar ?. Eu pessoalmente não duvido de mais nada.
  • euclides de oliveira pinto neto  10/07/2018 00:30
    Será que na China ninguém usa internet ? É fiscalizado 24/7 ? Sua fonte de informação é confiável ?
  • FL  22/02/2018 16:49
    Sempre que alguém aparece falando de "monopólio das grandes empresas", pergunto qual sistema operacional eles usam nos seus computadores.

    Se a resposta for o Windows (e sempre é), acabou o argumento. O cara pode usar o Linux, de graça, mas prefere pagar para usar o Windows. Não existe monopólio algum, apenas uma empresa que fornece um produto melhor e que, por isso, é escolhido pelos consumidores. Fim.

    A mesma coisa vale para os browsers de internet. No início, a Netscape dominava todo o mercado. A Microsoft se movimentou e lançou o Internet Explorer, que rapidamente dominou mais de 90% do uso, mesmo sendo uma porcaria de programa. Exatamente por ser uma porcaria, surgiram seus principais concorrentes, Firefox e Chrome, que começaram a ganhar mercado até ultrapassarem o IE. Tudo sem regulação alguma, apenas seguindo a vontade dos consumidores.
    Vale uma olhada nos gráficos.
  • Vladimir  22/02/2018 17:12
    Exato. Lembro de uma vez que um leitor (provavelmente paraquedista) chegou aqui e disse que havia monopólio do Google e livre mercado no setor de postos de combustível no Brasil. Dose.
  • Memória Privilegiada  22/02/2018 17:17
    Foi aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1994

    Leitor Gustavo.
  • Kira  25/02/2018 01:42
    Concordo plenamente! inclusive sobre a comunidade linux, que tanto reclama do "monopólio" da Microsoft, mas produz um sistema operacional pouco ou dependendo da distribuição totalmentel anti prático para usuário final. Versões mais "amigáveis" como Ubuntu levaram anos para chegar o patamar de agora, até ter mais aceitação de drivers e jogos na Steam, mas ainda exigem ações não amigáveis como uso de terminal, e outras coisas não são tão intuitivas para configurar via interface. Ainda que cogitemos que algo como Ubuntu possa se tornar prático como um windows ou Mac, vale salientar o tempo que estas comunidades de desenvolvedores levam. Os linuxers não conseguem entender que não adianta querer "evangelizar" as benecies do linux quando quase ninguém enxerga praticidade ou conveniência. Tudo isto porque os Devs vivem em uma espécie de mutualismo, sem fins lucrativos e baboseiras do tipo. Não entendem que se não fizerem uma companhia para ganhar dinheiro vendendo o software e otimizando ele de forma rápida em relação aos concorrentes, dificilmente o mercado vai aderir, como o android por exemplo que é baseado em linux, android é um sistema para smartphone e prático de usar, fácil aceitação do mercado, a tão poderosa Microsoft tentou concorrer e não conseguiu aceitação para o Windows phone.
  • Demolidor  25/02/2018 08:19
    Infelizmente a comunidade Linux era cheia de idealistas. Nem os socialistas que não querem nada com capitalismo nem aqueles libertários que defendem o fim da propriedade intelectual foram de grande ajuda. O ponto da virada foi a entrada de grandes empresas voltadas ao lucro, como Red Hat, Ubuntu, IBM, Dell e outras, ajudadas pela introdução das licenças GPL versão 2 e, posteriormente, 3.

    Mesmo assim, um exemplo de como o ativismo foi exagerado foi o processo da Free Software Foundation contra a Tivo, sem punição desta, simplesmente porque Richard Stallman não gostou que a empresa colocasse um controle em hardware que não permitia a instalação de outros sistemas operacionais que não a sua distribuição customizada de Linux. Stallman entendia que tudo deveria ser livre.

    www.lexology.com/library/detail.aspx?g=af98fe0c-83ae-4710-9caa-4ab2688ca98a

    Algo que pouca gente se dá conta, no entanto, é que o Linux é o sistema operacional mais popular do mundo hoje em dia. Primeiro que domina o mercado voltado a servidores, com quase toda a Web rodando o trio LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP); segundo que todo smartphone Android (sistema da Google, feito para ganhar dinheiro) roda um sistema de máquina virtual baseado em Java, sobre Linux, que fica responsável pela interface mais de baixo nível com o hardware, além de outras tarefas críticas.

    Tem muita gente que acha que o simples fato de ser open source é um exemplo de como a propriedade intelectual é desnecessária. Nada poderia ser mais errado. Na verdade, a força do Linux provém de sua licença: quem quiser usar toda sua robustez e flexibilidade em um projeto, pode fazê-lo de graça, mas qualquer modificação deverá ser open source, acompanhada do código (GPL versão 2) ou indicando onde pode ser baixado (GPL versão 3). Isso faz com que as melhorias possam ser incorporadas aos fontes oficiais, tornando o sistema melhor à medida que mais grandes empresas voltadas ao lucro passam a utilizá-lo em seus projetos. Já houve até um processo desse tipo em relação ao binutils, ferramentas normalmente distribuídas com Linux (FSF vs Cisco):

    www.theguardian.com/technology/blog/2008/dec/12/cisco-fsf-opensource

    Uma questão que particularmente me incomoda em alguns comentaristas deste site é a questão da propriedade intelectual. Pegam exemplos anedóticos e que, na minha opinião, deveriam ser considerados como "fair use", como o de alguém que foi pego assobiando uma música em um vídeo de família no Youtube ou de um vídeo gravado num lugar público que tinha uma música de fundo, e colocam como sendo o problema da existência da propriedade intelectual.

    Ora, existem coisas que necessitam de um bom senso. Um helicóptero voando sobre sua casa não constitui invasão de propriedade, assim como uma foto de terceiros onde a mesma apareça ao fundo. Do mesmo modo, os exemplos acima não deveriam ser considerados violação de propriedade intelectual, exceto se usados como propaganda.

    O que não percebem os críticos, contudo, é o caos que a abolição da propriedade intelectual geraria. Simplesmente, nenhum contrato de licença por adesão teria validade. De início, provavelmente o desenvolvimento do Linux estancaria, pois as empresas passariam a simplesmente internalizar as modificações e fechar seu fonte (foi exatamente o que houve, num link que mandei acima); estas mesmas empresas estariam em situação precária, pois quaisquer projetos desenvolvidos poderiam ser facilmente apropriados por parceiros e empregados; a indústria cultural provavelmente passaria a ter somente artistas indie de baixa qualidade; haveria muito poucos desenvolvedores de conteúdo profissionais, passando este a ser amplamente copiado ou produzido em baixa qualidades para fins de propaganda.

    De onde tirei tudo isso? Olhem quão relevante é o desenvolvimento de remédios, software, livros, música, filmes etc., em países onde a proteção à propriedade intelectual é precaria e vejam se não ocorre o que eu disse acima. E o complicado é que essa falta de respeito com PI normalmente vem acompanhada da supressão de outras liberdades.

    Para se ter uma ideia do quão indesejável é um mundo sem propriedade intelectual, considerem o guia do Google para webmasters, sobre conteúdo copiado:

    support.google.com/webmasters/answer/2721312?hl=en

    Notem que as regras são mais exigentes do que a própria legislação sobre direitos autorais, não aceitando cópias ou modificações nem mesmo de obras de domínio público. Em resumo: faça algo diferente e/ou melhor que seu concorrente, mas não copie algo que já existe.
  • Kira  25/02/2018 17:14
    Não acredito que abolição da propriedade intelectual seria um problema. O público tende a buscar o original se o original mostrar melhor qualidade, qualquer empresa que investir milhões vai se preocupar em criar um produto que funcione o suficiente para ter retorno. Artistas não teriam problema também, pois nada impossibilita que tenham contrato com gravadoras, o público também sabe diferenciar cópia do original, lembre-se que hoje em dia devido a massiva pirataria vender cd quase não dá lucro, mas sim ingresso de shows. O rendimento de artistas vem de fato de Shows e não de venda de cd, pode se informar isso com qualquer produtor musical, o mesmo vale para o cinema, e a maior parcela de lucro das gravadoras não vem de suas vendas, mas dos contratos pagos por empresários que financiam o direito de artistas de usarem o espaço da gravadora para gravarem seus materiais e usarem seus instrumentos, além das redes sociais monetizadas que contém milhões de views hoje e as gravadoras lucram bastante pondo clipes e música grátis para serem ouvidas. O que você disse sobre artistas ao meu ver não faz sentido. Não tem como o público não ter noção de quem é o artista original e dar os devidos créditos. Lembre-se que cópia sempre foi visto como sinônimo de incapacidade ou evidente auxência de originalidade e criatividade. Ninguém gosta de cópia, a única cópia que dá certo é a pirataria, mas todos sabem de quem é o trabalho. O mesmo se aplica a softwares e hardware. se uma empresa copia da original e acrescenta algo melhor, a original pode usar engenharia reversa e recopiar e acrescentar diferença, etc... o público vai decidir quem tem mais qualidade. Ter um software de código fechado não é impossibilidade de copiá-lo, nem de apropriar-se de recursos, e se não houvesse mesmo lei de propriedade, nenhuam empresa poderia retrucar a apropriação de outra. Não adianta usar exemplos atuais, pois atualmente não existe abolição de leis de propriedade, sempre há uma jurisprudência para inibir os critérios de engenharia, se o linux usa direito de propriedade já está claro que os conflitos decorrentes advém de tal lei. Independente de empresas fecharem o código, qual o problema disso? a criatividade e originalidade continuará sendo a referência para criar produtos inovadores.
  • Kira  25/02/2018 17:22
    Uma outra solução para remédios e livros, seriam empresas privadas de fiscalização, especialmente no sentido de criar um rank de confiabilidade de diversos produtos, cartórios privados poderiam gravar a data original do lançamento do livro, autor e obra e isto teria acesso público para consulta e dúvidas, todos poderiam saber quem foi o autor original e isto poderia também ser uma forma de marketing. lembre-se que em uma sociedade assim, as pessoas teriam a intuição básica de verificar quem foi o original para ter certeza de que o que leram foi algo deturpado ou não, e isto poderia está em registro público, o que inclusive já existe hoje em obras de autores de séculos atráz. O mesmo poderia se dar com marcas de remédio, laboratórios e universidades de medicina poderiam se oferecer como fiscalizadores privados, empresas online poderiam ter um banco público de confiabilidade e rank de qualidade com prévias justificativas. há muitas formas de se contornar os aparentes problemas usando o próprio bom senso. Consumidor deve aprender que ele tem responsabilidade pelo que procura e compra também. Não invalidaria a existência de contratos não, afinal, confiabilidade pessoal, talento e aceitação do público, marca, etc... são fatores fundamentais também para manutenção de contrato.
  • Demolidor  26/02/2018 00:04
    Meus parabéns! Você acabou de reinventar a propriedade intelectual... só que ainda propôs cartórios para regulamentar e burocratizar o processo e provavelmente pensa que o cumprimento de contratos é algo opcional,a ser resolvido à bala entre as partes envolvidas. Se ao menos tivesse proposto blockchain ou tribunais e cortes de arbitragem privados... eu só não entendo por qual razão não usar o que já funciona bem.

    Além disso, essa questão do registro original já é resolvida na maior parte da propriedade intelectual existente. Na web, o Google, por exemplo, vai além. Sabe a data original em que uma determinada página com certo conteúdo foi criada. E, como eles precisam e prezam conteúdo original, eles sim são o consumidor que sabe quem é o original e dão o devido valor, pois sabem que sua sobrevivência depende disso. Ou seja, você pode até copiar um conteúdo do meu site, mas só vai aparecer bem se impulsionar no Facebook ou tiver um bom número de seguidores em outras redes sociais. Na grande maioria dos casos, no Google, você não terá a menor chance.

    Ocorre que essa vantagem não existe no varejo. Prova de quão equivocado você está reside no enorme mercado de réplicas de produtos de luxo. Tem gente que até procura uma bolsa Louis Vuitton falsificada. Outros são simplesmente ludibriados comprando relógios réplica como se fossem originais, por preço similar ou pouco abaixo. Pelo seu entender, isso é uma questão do consumidor com o estabelecimento, sem que a empresa que teve seu nome e marca utilizados para revender produto falsificado tenha qualquer direito a tomar qualquer ação, não é mesmo?

    Sem contar o número enorme de filmes e games revendidos ou distribuídos gratuitamente por canais não oficiais, como torrents, sem que o produtor receba um centavo da receita auferida por distribuidores.

    Olha que maravilha de situação isso gera:

    www.nbcnews.com/id/13617619/ns/business-world_business/t/chinas-piracy-hurting-its-own-industries/

    Tudo isso que você disse, dos artistas gerarem mais receitas com shows, etc., são uma adaptação à pirataria similar à das empresas chinesas citadas acima. Não questiono se é viável impedir a pirataria de música ou filmes ou não (eu sinceramente tenho minhas dúvidas), mas é pretensão demais dizer que isso não afeta os produtores e que o consumidor só busca o original (especialmente se for mais caro).

    De qualquer forma, propriedade intelectual é um conceito muito mais amplo que simplesmente pirataria. É o conceito que possibilita que você tenha direito de agir contra mim se eu estiver usando seu nome ou marca sem seu consentimento, por exemplo.

    Lendo seus comentários, tive até vontade de postar algumas besteiras por aqui como Kira. Você não se importaria, não é?
  • Kira  26/02/2018 18:03
    Você entendeu tudo errado. A existência de cartório não significa reinventar a propriedade intelectual, apenas que indivíduos podem confirmar que eles são os autores originais de uma obra qualquer se assim desejarem. isso não obriga que outras entidades não possam se apropriar do trabalho do mesmo ou pagar royalits. um registro de confirmação pública e voluntário nada tem haver com obrigações fiscais de terceiros.
  • Kira  26/02/2018 18:11
    Não é possivel impedir a pirataria. e quem copia o produto tem o desafio de convencer clientes de que vale mais apena que o original. Um mercado puro de cópias fica facilmente defasado, é inevitável que investidores busquem inovação. se uma cópia consegue ser melhor que o original a ponto de fazer a empresa original falir isso não é um problema, e é benéfico para o consumidor pois significa que o consumidor enxergou mais valor. Nunca disse que pirataria é bom ou não, ou deixa de prejudicar produtores, apenas que a venda direta de mídia não é a fonte primária de lucro. E na verdade gravadoras e produtoras lucram sim de forma indireta com a pirataria, e a lógica é simples: Uma pessoa pode gostar de dezenas de artistas, ou centenas de artistas e bandas, como praticamente ninguém tem dinheiro para comprar todos os albuns e trabalhos de todos estes artistas, mesmo os que estão vinculados as mesmas gravadoras e produtoras, para certos artistas é mais fácil apostar que o público tenha conhecimento gratúito atravéz da pirataria e futuramente aumente a probabilidade de consumir seu produto por shows ou compra de mídia original do que nunca conhecer o trabalho, visto que sempre há uma resistência do consumidor a comprar um produto que desconhece, especialmente mídia, afinal você pode gastar dinheiro e odiar o trabalho, ou pode testar gratuitamente e aumentar sua chance de consumir futuramente. A indústria lucra indiretamente com a pirataria.
  • Kira  26/02/2018 18:15
    "Ocorre que essa vantagem não existe no varejo. Prova de quão equivocado você está reside no enorme mercado de réplicas de produtos de luxo. Tem gente que até procura uma bolsa Louis Vuitton falsificada. Outros são simplesmente ludibriados comprando relógios réplica como se fossem originais, por preço similar ou pouco abaixo. Pelo seu entender, isso é uma questão do consumidor com o estabelecimento, sem que a empresa que teve seu nome e marca utilizados para revender produto falsificado tenha qualquer direito a tomar qualquer ação, não é mesmo? "


    Você é o único que fala besteira aqui. Você confunde cópia de engenharia de uma marca com cópia de registro da marca. Se você não entendeu a diferença é bem objetiva: no primeiro caso você pode usar engenharia reversa e criar um produto atravéz do conhecimento similar de engenharia de produção, no outro caso você está copiando um registro de marca, e isto é fraude e viola a propriedade privada ou induz a violação, pelo fato de que ao fazer isto, está induzindo tanto o cliente, quanto a justiça a erro, você estaria atribuindo um produto ou serviço a um grupo que não é responsável por aquilo usando uma marca que não é sua. Isso é fraude, diferente de ter a liberdade de apropriar-se da engenharia de um outro produto já existente e criar seu próprio design e marca.
  • Demolidor  26/02/2018 21:36
    no outro caso você está copiando um registro de marca, e isto é fraude e viola a propriedade privada ou induz a violação, pelo fato de que ao fazer isto, está induzindo tanto o cliente, quanto a justiça a erro, você estaria atribuindo um produto ou serviço a um grupo que não é responsável por aquilo usando uma marca que não é sua. Isso é fraude, diferente de ter a liberdade de apropriar-se da engenharia de um outro produto já existente e criar seu próprio design e marca.

    Exato. E marca é propriedade intelectual. Propriedade privada, como você disse. Dá na mesma.

    Está evoluindo. Só falta admitir que o cumprimento de um contrato não é algo opcional, onde só restaria à parte lesada espernear ou resolver a pendenga à bala. Existem câmaras de arbitragem e tribunais privados para isso. E nem é preciso ter um corpo legal único, já que existem lugares como os EAU, com dois sistemas legais distintos, no mesmo território.
  • Kira  26/02/2018 23:24
    Você é que não sabe nada sobre anarcocapitalismo, nada sobre como a filosofia ancap trata a questão da propriedade intelectual. A auxência de propriedade intelectual dentro do conceito ancap sempre está ligada a possibilidade de livre cópia de formulas ou engenharia industrial, ou intelectual, sem necessidade de haver restrições legais ou de pagar royalities, que servem para gerar lobbie de mercado. Outra coisa é a identidade do sujeito ou organização, atribuir um feito a um grupo que não fez é fraude. Isso nada tem haver com a liberdade de copia de um material e apartir daquilo criar sua própria marca. Hoje essa liberdade de cópia é proibitiva, você não pode criar uma empresa e fazer engenharia reversa de um processador Intel por exemplo e usar a arquitetura x86 e encima disso criar um outro tipo de marca e vender para estabelescer concorrência, precisa pagar um custo muito caro de "propriedade industrial" o que inviabiliza ou dificulta a concorrência, e em muitos casos tal "direito industrial" dependendo do mercado tem prazo para que não seja "violado." em um sistema sem propriedade industrial isso não existiria, qualquer um poderia copiar a ideia em si, mas dizer que foi a Intel que Fez sem ser, isso seria fraude, e não há qualquer contradição aqui, é questão de entender a que se destida o argumento da abolição de propriedade intelectual. O nome de uma marca não é somente um nome, envolve diversos indivíduos e fatores conjuntos, atribuir a um grupo o que não foi o tal grupo que fez pode induzir a crimes de propriedade real objetivo e material, além de induzir o cliente a erro. Não há contradição aqui. Você não entende do que se trata, postou um monte de espantalho e exemplos errados e sem conexão e vem aqui posar de "refutador".

    Não entedi até agora o que você quiz dizer com impossibilidade de estabelecer contratos, ou que contratos não devem ser cumpridos. Outro espantalho que nada tem haver. se uma empresa fizer contrato com algum fornecedor ou outra empresa para que não copie sua tecnologia, este contrato só vale para as partes que assinaram e concordaram, não para o resto da concorrência. Da mesma forma uma empresa jamais poderia colocar nos critérios do seu produto que ninguém jamais poderia copiá-la, não poderia criar um contrato de venda impedindo que clientes não possam copiá-la, pois ao comprar o produto passa a ser propriedade do cliente e isso seria contraditório. Se não há lei de propriedade não se pode impedir alguém de copiar.
  • Kira  26/02/2018 23:35
    Só lembrando que como toda tentativa de cartel privado é desfuncional, provavelmente nenhuma empresa ou fornecedor cederia a contratos proibitivos em termos de engenharia e propriedade intelectual, logo como já disse, se não há lei de propriedade intelectual, não há contrato que me permita vender propriedade e ao mesmo tempo ser dono dela ou controlá-la. Seria contraditório, vender o que é uma troca voluntária de propriedade, e limitar o uso por meus critérios após vender a propriedade.


  • Kira  26/02/2018 23:44
    Pode ser confuso ainda mas vou tentar sintetizar mais uma vez:

    1) Não existe propriedade intelectual;

    2) O produto vendido é uma propriedade física e não uma ideia abstrata, por tanto pode ser encarado como propriedade;

    3) Ao comprar o produto, eu sou o novo proprietário;

    4) Não se pode trocar propriedade vendendo o produto e me proibir de copiá-lo futuramente, pois além de não haver lei de propriedade intelectual, uma vez que o produto comprado é meu, eu o submeto ao procedimento que quizer, inclusive de cópia.
    5) Por conclusão, é provável que contratos contraditórios entre empresas como os que citei não pudessem ocorrer, o que nada tem haver com quaisquer outras formas de contrato entre artistas e gravadoras e empresários. contratos ocorrem entre entidades, grupos e pessoas que aceitam se dedicar a um projeto em comum, e é feito por confiança de cumprimento dos acordos entre as partes contratantes. Pessoas de fora do contrato não vão investir no grupo ou participar dos lucros, mas nada impede que se apropriem do material produzido (não há propriedade intelectual).



  • Demolidor  27/02/2018 00:07
    Por conclusão, é provável que contratos contraditórios entre empresas como os que citei não pudessem ocorrer, o que nada tem haver com quaisquer outras formas de contrato entre artistas e gravadoras e empresários. contratos ocorrem entre entidades, grupos e pessoas que aceitam se dedicar a um projeto em comum, e é feito por confiança de cumprimento dos acordos entre as partes contratantes. Pessoas de fora do contrato não vão investir no grupo ou participar dos lucros, mas nada impede que se apropriem do material produzido (não há propriedade intelectual).

    E um contrato por adesão, que deixa bem claro que um software é para ser utilizado exclusivamente por você, tem validade? Ou você aceitaria os termos, mas poderia ignorá-los sem consequências?

    Um contrato de leasing de um carro que te proíba de andar mais de 5 mil km por ano ou de ceder a direção a terceiros também teria validade?

    E quanto a marcas? Por que seria fraude eu usar o nick Kira se isto foi um acordo implícito entre você e o site Mises, através do formulário de comentários, sendo que eu sou um terceiro que não participou nem concordou que você usasse esse nick e estou usando meu próprio sm smartphone e conexão à internet para escrever?
  • Kira  27/02/2018 01:04
    Você consegue entender que copiar a matemática de um software ou engenharia de um motor não significa que tenho que criar um carro ou software exatamete igual? que na prática é por si uma forma de contrato sem sentido? e como eu mesmo já disse, empresas não podem fazer isso, pois não faz sentido e é contraditório, ainda que o produto copiado não seja 100% igual. Isso vale pra qualquer coisa.

    Eu não fiz contrato com o instituto Mises para usar o nome kira especificamente ou permitir que seja compartilhado, isto é um sistema de anonimato, é irrelevante. mas seria fraude se não houvesse anonimato e a entidade/grupo ou organização/pessoa pudesse ser identificável, não pela cópia do conteúdo, mas atribuir ações ao indivíduo da qual o indivíduo ou entidade original não participou. Nada tem haver com os meios usados, e sim com a atribuição falsa de responsabilidade e/ou atribuição sem provas. Eu já respondi tudo isso, é o mesmo princípio do que já falei, não existe arrumadinho, Não há propriedade intelectual, e contratos que entrem em contradição não são válidos.
  • Demolidor  27/02/2018 02:34
    Você usa um espantalho que sequer é entendido como propriedade intelectual em lugar algum do mundo. O que você coloca se chama concorrência. E não é proibido.

    Um dos perigos de se registrar uma patente é que você dá a ideia a um concorrente que pode criar um processo ou desenho um pouco diferente e concorrer contra você. Lembre-se de que a patente protege um método ou desenho tornado publico

    Se você
  • Demolidor  27/02/2018 02:55
    Você tem sérios problemas com o entendimento de patentes e propriedade intelectual.

    Tanto que usa um espantalho que sequer é coberto por proteção de patentes em lugar algum do mundo. Pelo menos que eu conheça.

    Aliás, um dos riscos de se registrar patente é que, ao tornar um método ou processo público, isso pode inspirar os concorrentes a criar métodos e desenhos alternativos para o mesmo fim.

    Se você é da indústria farmacêutica, tudo bem, estará bem protegido. Qualquer pequena modificação tornará as propriedades do remédio radicalmente diferentes. O mesmo não ocorre com métodos de software e, principalmente, design de produtos, a ponto de vários especialistas até argumentarem sua utilidade. A indústria da moda é um grande exemplo disso.

    goldsteinpatentlaw.com/educationcenter/beyondthebasics/patents-valuable-others-worth-little/

    Faça uma busca por patentes de qualquer produto. Digamos, carrinho de bebê. Veja quantas soluções diferentes e bastante similares entre si existem para um mesmo fim.

    Mas já estou satisfeito. Você mesmo admitiu a importância da propriedade intelectual, já que reconhece que alguém vendendo réplicas como se fossem originais seria fraude, passiva de intervenção por entidade mediadora.

    Mas não use situações específicas, com as quais não concorda, ou não existentes, como espantalho, por favor. Isso é coisa do lado de lá, dos esquerdistas.
  • Kira  26/02/2018 18:19
    "Lendo seus comentários, tive até vontade de postar algumas besteiras por aqui como Kira. Você não se importaria, não é? "

    Como já respondi, usar meu nick seria fraude, pois eu não seria o criardor do comentário ou artigo, mas reproduzir o que comento não seria fraude, mesmo que não me dê os créditos, ainda que você deturpe qualquer comentário meu, os originais sempre estariam aqui gravados no site e uma pessoa qualquer poderia verificar. em uma sociedade assim a possibilidade de fraudes intelectuais seria tão grande e tão evidente que intuitivamente as pessoas teriam a noção de precaução para sempre ter curiosidade sobre quem foi o autor original, e isto motivaria os originais a registrarem sua marca, mesmo que isso não implique em cobrar royalities. Seria uma questão de educação primária, uma noção fundamental que circularia inclusive nas escolas, que também teriam gosto por buscar as obras originais.
  • Vitor  22/02/2018 16:52
    Em 2011, o ditador da Tunísia foi derrubado em menos de um mês após estar no poder por 23 anos. Não há dúvidas sobre como os oponentes de seu regime conseguiram derrubá-lo. Duas palavras descrevem tudo: Facebook, Twitter.

    Essas duas redes sociais permitiram que os manifestantes tomassem as ruas, organizassem a oposição, recrutassem novos manifestantes e sobrepujassem as forças policiais e militares.

    Não há dúvidas de que, caso o governo tivesse optado por utilizar metralhadoras para reprimir os protestos, ele provavelmente teria conseguido suprimir a rebelião. E se ele tivesse combinado metralhadoras com o fechamento completo da internet, ele teria conseguido aniquilar os protestos, literalmente e digitalmente.

    Porém, para conseguir fazer isso, o regime teria de ter agido de modo extremamente rápido, e tal medida certamente geraria uma ampla condenação internacional. Ademais, isso teria criado uma oposição permanente, pronta para se rebelar novamente.

    Hoje, as forças de oposição a qualquer regime estão conectadas. Isso nunca aconteceu antes na história do mundo. As massas podem se comunicar instantaneamente com outras pessoas de ideias iguais. O preço? Um computador e uma conexão de internet.

    Nos tempos da União Soviética, ainda na década de 1960, os líderes teriam aplicado aquele grau de força sem hesitar um minuto. Porém, não estamos mais na era da União Soviética. Estamos vivendo a era digital, e praticamente nada pode ser mantido escondido do público por muito tempo. Se um tirano é fraco, isso rapidamente se torna conhecimento geral. Há poucos Golias e vários Davis online.

    Do ponto de vista econômico, isso é fácil de explicar. Quando o custo de uma mobilização política cai, a demanda por ela aumenta. Quando as pessoas conseguem mobilizar milhares de manifestantes sem fazer uso de qualquer agência de comando central e sem ter qualquer organização que possa ser infiltrada e subvertida, elas ficam na posição de impor enormes danos políticos a qualquer regime existente, desde que o regime de fato seja corrupto, tirânico e odiado.
  • marcelo lanzara  22/02/2018 17:09
    Infelizmente é apenas questão de tempo para isso ocorrer. Quem detém o $$$, detém o poder! Sempre.
  • Xenon  23/02/2018 08:37
    Nem sempre $$$ quer dizer poder e para se alcançar o poder absoluto tem -se usar outros meios além desse como:

    Politico, militar, religioso, técnico, social, pessoal, estratégico, quem pensa que só dinheiro traz poder está muito enganado.
  • Robin  22/02/2018 17:52
    "Ele é o último suspiro do establishment"

    Santa inocência, Batman !!!
  • Richard Gladstone de Jouvenel  22/02/2018 18:25
    Quando ouço o velho Soros usando com oportunismo o termo sociedade aberta, até no nome da sua ONG, fico com a impressão de que sir Karl Popper vai acabar se levantando do túmulo para refutá-lo...
  • Pobre Paulista  22/02/2018 19:18
    Mas essa "apropriação cultural" de palavras é tática velha dos progressistas. Já fizeram isso com o termo "Liberal", hoje já é consolidado (na língua inglesa) que "Liberal" é aquele que defende que o estado intervenha na economia. No futuro, obviamente a "Sociedade aberta" será aquela cujo governo controla tudo. E assim por diante.
  • SATANÁS DE BRUXELAS  22/02/2018 19:19
    Olá turma do progresso !

    George Soros é o nosso braço direito aí na superfície, ele é o maior fomentador dessa esquerdalha doente e recheada de idiotas úteis (ah, como eu adoro esses idiotas...), estamos orgulhos dele aqui no 13.º sub-solo do inferno.

    Faremos de tudo para o sucesso dele e dos nossos adoráveis metacapitalistas, pois são eles que estão viabilizando a destruição da civilização cristã e tradicional, abrindo desta forma caminho para o totalitarismo na versão globalista (ou islâmica, tanto faz) e a tão almejada ERA das TREVAS.

    Saudações satânicas !
    SATANÁS DE BRUXELAS
  • Capitalismo de Bem Estar  23/02/2018 12:35
    Nós já estamos experimentando esse controle da comunicação.

    O resultado foi uma dominação completa da mídia pela esquerda.

    A mídia tradicional e as concecionárias de TV fazem propaganda ideológica dia e noite.

    A internet é apenas um espaço para se debater a realidade. A mídia quer pautar o debate, por isso ficam falando mal do debate na internet.

    A esquerda ficou p da vida por perder o controle dos debates e da comunicação na internet.

    A internet só retirou o controle dos debates da esquerda. A esquerda não vai pautar a nossa discussão.


  • Capitalismo de Bem Estar  23/02/2018 12:50
    Nenhuma escola conseguiu ensinar história mais do que a internet.

    Nenhuma emissora de TV conseguiu divulgar mais fatos políticos do que a internet.

    Nenhuma emissora de TV conseguiu debater assuntos mais do que a internet.

    Nenhuma instituição pública conseguiu esclarecer fatos mais do que a internet.

    Nenhuma instituição pública divulgou conhecimentos sem cobrar nada em troca. Só a internet conseguiu fazer isso.

    A internet foi mais eficiente do que os orgãos controlados pelo governo.
  • 4lex5andro  06/07/2018 13:45
    Explicado o porquê do ímpeto governamental e de certas mídias "de renome" em prol de maior regulamentação, marco civil da internet e agências de fact checking.
  • Daniel costa  24/02/2018 12:38
    A internet é um ambiente anarcocapitalista e por isso antidemocrático, ainda bem. A corja progressista social democrata já identificou, e com precisão, que a democracia está desmoronando graças às redes "anarcosociais".
  • Daniel costa  24/02/2018 12:47
    Agora mesmo, na TV Record, Paulo Henrique Amorim comandava uma reportagem apregoando que o Google e outros gigantes da internet estão influenciando negativamente as pessoas.
  • LEANDRO  24/02/2018 17:53
    Esse esquerdopata do Soros injetou milhões em grupinhos de propaganda socialista de redes sociais como o "Mídia Ninja". Tais grupinhos falharam miseravelmente e são constantemente linchados moralmente. Como perdeu a batalha e viu que não pode vencer em território livre e desregulado, agora quer simplesmente proibir. É o típico "anti-fascista" que quer proibir tudo o que não lhe convém.
  • ANTONIO CARLOS GOMES  27/02/2018 14:41
    Não sendo adepto de religiões ou compactuando de ideologias de extrema direita, em meu prisma de visão ou achismo como acharem melhor, Sr. Soros é um masoquista, jogador obstinado que objetiva apenas vencer, por simples diversão e prazer pessoal, colocou nas mangas cartas do 'progressismo' por mero oportunismo ao seu anseios casuístas.
    Não creio na teoria da conspiração, para mim notoriamente é narcisismo, ele sabe que é perpétuo e suas ações são claramente de cunho a sua satisfação pessoal, ganhar ou perder dinheiro são meras consequências.
  • anônimo  01/03/2018 15:47
    Esse sujeito asqueroso deveria levar um tiro na cara!
  • Emerson Luis  15/03/2018 11:15

    Soros parece certos vilões de histórias de super-heróis. O problema é que não existe nenhum super-herói para contrapor-se a ele. Então todos nós, dentro de nossas respectivas limitações e individualidades, temos que fazer nossas pequenas grandes partes sendo heróis do cotidiano.

    * * *
  • Celia  29/03/2018 23:15
    O que aumenta o crédito da mentira é a ausência de verdades circulantes para combatê-la e de opiniões divergentes para questioná-la. O que nos prejudica não é o excesso de mentiras, é a falta de verdades provocada pela censura. E esses caras sabem disso.
  • Tereza Penteado  06/07/2018 03:22
    Samarco, Vale e Soros...

    Quem comprou a Vale em 2015?
    www.youtube.com/watch?v=nnhtipFf4R4
    A Samarco, mineradora pertence à brasileira Vale e à anglo-australiana BHP Billiton.
    E segundo o Dr Enéas , no link do video acima, quem comprou a Vale foi Jorge Soros.
    E segundo a revista EIR o sr Jorge Soros é o rei do narcotráfico wlym.com/archive/oakland/brutish/SorosDrugPush.pdf
  • Leléo  06/07/2018 11:18
    Esse velhaco asqueroso e safado está demorando muito na Terra.
  • anônimo  18/10/2018 15:16
    Parece que o plano do George Soros já está em ação.

    Acionistas unem forças para tirar Zuckerberg da presidência do Facebook

    Os tesoureiros estaduais de Illinois, Rhode Island, Pensilvânia e o controlador-geral da cidade de Nova York, Scott Stringer, que possuem ações do Facebook, se uniram ao Trillium Asset Management, que reclama que a presidência do conselho diretor seja um cargo separado da gerência geral.


    www.nytimes.com/reuters/2018/10/17/business/17reuters-facebook-shareholders.html


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