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Estamos mais ricos e melhores do que imaginamos - mas as estatísticas não capturam isso
Educação e saúde baratas e de qualidade? Como mostra a história, basta o governo permitir

No início do século XX, automóveis eram ainda mais raros do que os então extremamente escassos milionários. Se você tivesse um carro em 1900, isso era um sinal de sua imensa prosperidade.

Com efeito, se você conhecesse uma pessoa que possuía um carro, isso era evidência de que você estava próximo da mais alta camada da sociedade.

Henry Ford — que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946 — foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. 

Sua grande fortuna pessoal — adquirida em decorrência da introdução de grandes aprimoramentos na eficiência da produção automotiva, o que fez com que o preço de um automóvel novo caísse de US$ 10.000 no início do século XX para US$ 300 em meados da década de 1920 — foi utilizada para tornar possível a produção em larga escala de milhões de automóveis.

Foi amplamente graças ao fato de Ford ter reinvestido seus lucros na expansão da produção, que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903. Mais ainda: foi graças a isso que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar. 

Em 1987, a Mercedes-Benz lançou seu modelo 560 SEL sedã. O carro era belíssimo, repleto de dispositivos tecnológicos, como rádio digital, toca-fitas cassete, volante de couro, e tudo o mais que os ricaços da época podiam desejar. Para os mais preocupados com a segurança, o carro oferecia como opcionais freios ABS e airbags para o motorista e para o passageiro da frente. Os assentos do SEL eram eletricamente ajustáveis, assim como os retrovisores. Para os compradores dispostos a gastar um pouco mais, também havia a opção de assentos com aquecimento elétrico. As revistas especializadas da época, em especial a Car & Driver, escreveram sobre o carro usando termos superlativos. O preço do carro, à época, era de US$ 68.000 — o equivalente a US$ 147.300 hoje (ou R$ 486.000).

Hoje, um dos carros mais populares da Ford [nos EUA] é o Ford Taurus. Curiosamente, o modelo já foi considerado ultrapassado e até chegou a ser retirado de linha em 2006. Entretanto, o modelo 2018 voltou com tudo. Custa US$ 27.500 e vem com ABS nas quatro rodas, airbag duplo para o passageiro da frente (inclusive para sua nuca), faróis que se acendem automaticamente ao entardecer, alerta de risco para pontos cegos do retrovisor (o que evita acidentes envolvendo principalmente motos), sensor de estacionamento, câmera traseira e volante com aquecedor. Bancos elétricos já são triviais.

Ou seja, um carro trivial de hoje [nos EUA, cujo setor automotivo está sujeito à concorrência de importados, ao contrário do Brasil, cuja indústria é protegida] possui como itens de série tudo aquilo que o carro mais chique de 1987 oferecia apenas como opcional. Desnecessário dizer que a qualidade desses itens se aprimorou enormemente desde então.

Em 1970, a empresa Texas Instruments lançou uma das primeiras calculadoras de bolso. À época, essa máquina de somar e subtrair custava US$ 400 (US$ 2.554 hoje, ou R$ 8.170). Hoje, calculadoras muito mais completas são acessadas gratuitamente na internet, e já vêm de série em qualquer smartphone.

Quanto aos computadores, a história todos já conhecem. Os primeiros computadores foram colocados à venda no mercado pela IBM na década de 1960 e custavam mais de US$ 1 milhão apesar de possuírem apenas uma microscópica fração das capacidades encontradas nos modelos que hoje você consegue comprar por menos de US$ 200.

Considere agora as primeiras televisões 4K de ultra-alta definição. Os modelos originais foram lançados nos EUA em 2012 e custavam US$ 20.000. Em 2013, os preços já haviam caído para US$ 7.000. Na Black Friday de 2017, a loja Best Buy estava oferecendo um modelo 4K Sharp de 50 polegadas (com Roku incluído) por US$ 180.

Em 2006, apenas os quartos mais caros dos hotéis mais luxuosos ofereciam televisão de tela plana. Todos os demais hotéis tinham apenas as televisões em formato de caixote. Já em 2015, televisões de tela plana já haviam se tornado padrão não só em todos os hotéis e motéis, como também em bares e restaurantes populares.

Embora telefones celulares representassem o supremo símbolo de status nas décadas de 1980 e 1990, hoje eles são objetos triviais entre todas as classes sociais. Os primeiros celulares lançados em 1983 custavam US$ 3.995 (US$ 9.780 hoje, ou R$ 31.000) e eram totalmente obscuros. Raramente você conseguia falar com alguém. Hoje, celulares são objetos realmente universais.

Os smartphones fizeram com que mesmo as pessoas mais pobres tenham acesso a confortos e amenidades que teriam assombrado os bilionários de não muito tempo atrás: além de nada mais serem do que computadores de bolso de alta tecnologia que dão acesso a literalmente todo o conhecimento existente no mundo, os smartphones também oferecem transporte barato com motorista particular ao toque de um aplicativo e a possibilidade de assistir a filmes, seriados e documentários em qualquer lugar.

Recentemente, o economista William Easterley, da Universidade de Nova York, postou em seu Twitter a imagem de um anúncio comercial da loja RadioShack no qual os itens domésticos mais demandados no início da década de 1990 estavam em promoção. Quais eram esses itens? Rádio-relógio, calculadora, celular, toca-fitas, CDs, filmadora, câmera fotográfica e computador. Disse ele: "todos estes itens estão hoje disponíveis em um smartphone de US$ 200". Corretíssimo.

E quanto a roupas? O que é interessante é que os apartamentos antigos e mesmo as casas mais chiques de outras épocas raramente tinham closets. E, quando tinham, era impossível entrar neles. Já nos apartamentos modernos, closets espaçosos feitos para as pessoas entrar neles são padrão. E é assim simplesmente porque o vestuário se tornou algo cada vez mais acessível para as pessoas de todas as classes sociais, e elas precisam de mais espaço para armazenar todas as roupas que possuem.

Viagens aéreas? Há algumas décadas, quem era rico o bastante para voar só levava seus chinelos em suas malas despachadas. Eles se vestiam elegantemente para aquilo que era considerado um luxo raro. Hoje, pessoas de todas as classes sociais entram nos aviões trajando chinelos de dedo, bermudas, camisa regata, e outros trajes altamente informais. Voar se tornou algo que todos nós fazemos.

Essa incrível melhoria em nosso padrão de vida não foi capturada por nenhuma estatística. Mensurações do PIB não mostram isso.

As estatísticas também não capturam os benefícios da internet

Na atual era da internet, há inúmeras coisas que são ofertadas gratuitamente aos consumidores. Todos os aplicativos que usamos gratuitamente hoje (eles auferem receitas via propagandas) teriam custado uma fortuna há algumas décadas — caso houvesse algum serviço equivalente.

E isso não é capturado nas estatísticas econômicas.

Os serviços ofertados pela Google ou mesmo pelo Facebook trazem enormes benefícios para nós consumidores. Temos acesso gratuito e instantâneo a informações cruciais, algo que simplesmente não existia há uma década. E informação é algo essencial para nossas vidas.

Mas esse fato não aparece nos cálculos do PIB.

Com efeito, podemos ir muito além. A comunicação, por exemplo. Quanto custava uma ligação telefônica para uma pessoa na Austrália ou na Índia há uma década? Hoje, podemos conversar via Skype com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo gratuitamente, e sem aqueles atrasos que eram comuns nas ligações telefônicas — a pessoa demorava uns 5 segundos para receber sua voz, o que tornava toda a conversa uma bagunça.

Além do Skype, podemos também mandar mensagens (voz, vídeo e texto) gratuitas e instantâneas via WhatsApp. Hoje, familiares, amigos e parceiros comerciais dialogam rotineiramente via WhatsApp a custo zero. Uma atividade que antes dependia de telefonemas e mensagens de texto pagas, hoje se tornou gratuita e corriqueira. A comunicação entre as pessoas cresceu explosivamente em decorrência disso.

Tal realidade era inimaginável há meros dez anos.

Todos esses benefícios não são computados por nenhuma estatística. Mensurar o impacto econômico de todas as maneiras pelas quais a internet mudou a vida das pessoas é impossível exatamente porque grande parte dos serviços oferecidos não possui preço. E esse é um problema antigo na economia. O PIB mensura transações monetárias, e não bem-estar.

Sendo assim, não há nenhum mensurador de bem-estar que mostre como esses fenômenos impactaram positivamente nosso bem-estar.

O que tudo isso significa?

No geral, os preços de vários bens de consumo — que inicialmente eram de luxo e hoje se popularizaram — desabaram. Os preços de utensílios domésticos como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas, forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica, aspiradores de pó etc. caíram 81% entre 1960 e 2013 em termos de horas de trabalho necessárias para comprar esses itens.

Já os preços de vários serviços que também eram luxo — comunicação e informação — não apenas desabaram, como caíram para zero.

A primeira conclusão é que o "luxo" é um conceito efêmero. O luxo de hoje é o popular de amanhã. Ludwig von Mises já havia explicado, ainda na década de 1950, que, graças ao capitalismo, aquilo que é um brinquedo caro e acessível apenas aos mais ricos de hoje se torna algo comum e popular ao resto dos mortais amanhã. E é assim porque, em uma economia de mercado, os preços tendem a cair. E eles tendem a cair porque capitalistas visando ao lucro fazem contínuos investimentos com o objetivo de produzir mais por menos.

A livre concorrência faz com que novas empresas sejam atraídas para aqueles mercados que apresentam altas taxas de lucro. Essa entrada de concorrentes provoca uma redução de preços, o que reduz essas altas taxas de lucros. Consequentemente, todos aqueles que estão neste mercado têm de encontrar novos métodos de produção que sejam menos custosos, na tentativa de voltar a aumentar seus lucros.

Com o tempo, esses novos lucros acabam atraindo novos concorrentes. Ato contínuo, os produtores têm de reinvestir uma fatia ainda maior de seus lucros para expandir sua capacidade produtiva e, com isso, manter-se à frente dos novos concorrentes.

Essa contínua ameaça da concorrência vai eliminando os altos lucros e fazendo com que os baixos custos de produção tenham de ser repassados ao consumidor na forma de preços mais baixos. 

O que nos leva à segunda e derradeira conclusão: esse fenômeno da queda de preços só é visível naqueles setores pouco regulados pelo governo, no qual há liberdade de entrada para empreendedores investirem. É exatamente nos setores menos burocratizados e menos restringidos pelo governo que os preços estão em declínio constante e a qualidade está sempre aumentando.

Já naqueles setores amplamente regulados pelo governo — educação e saúde sendo os mais clássicos — ocorre o contrário: a qualidade é decrescente e os preços, cada vez maiores.

Com efeito, pode observar: sempre que políticos, jornalistas e especialistas falam que um determinado setor da economia está em crise — isto é, preços em alta e qualidade de serviços precária —, trata-se de um setor fortemente regulado pelo governo, um setor no qual as forças do mercado jamais puderam atuar livremente.

Sendo assim, não é de se estranhar, por exemplo, que sempre haja uma "crise" na saúde e na educação, mas nunca haja crise na alimentação. Ao passo que saúde e educação são setores rigidamente regulados e restringidos — quando não monopolizados — pelo estado, alimentação é algo que, felizmente, os governos deixam a cargo do mercado. Saúde e educação sempre estiveram em "crise", e para sempre estarão enquanto forem regulados pelo governo.

Da mesma maneira que itens antes escassos e caros se tornaram populares e acessíveis a todos tão logo empreendedores tiveram a liberdade de transformá-los em bens corriqueiros, saúde e educação também irão se tornar serviços baratos e populares tão logo empreendedores dotados de capital possam atuar irrestritamente neste setor. Já é assim com carros, computadores, celulares e alimentos; será também com a saúde e a educação.

A única barreira a uma queda nos preços e uma melhora na qualidade destes serviços é uma escassez de empreendedores dotados de capital e liberdade econômica. Com efeito, sob a ótica do livre mercado, um bem ou serviço estar caro não é uma "crise" mas sim uma oportunidade para tornar acessível aquilo que atualmente ainda não é.

Conclusão

Como mostra a história, a única maneira de fazer com que determinados bens ou serviços de luxo se tornem acessíveis a todos e com qualidade crescente é permitindo a livre concorrência.

A diligência empreendedorial, guiada pelo mercado, possui um brilhante histórico de transformar escassez em abundância. É assim que funciona o capitalismo. Ele substitui bens e serviços por outros melhores, introduz novos bens e serviços que antes eram impensáveis, e tudo isso invariavelmente é feito em conjunto com queda nos preços.

O livre mercado é o único arranjo capaz de reduzir a desigualdade de consumo entre ricos e pobres.



  • Carlos  29/01/2018 13:34
    Em primeiro lugar, conheci a Escola Austríaca recentemente, nem mesmo sabia o que significava liberalismo econômico, ou porque os desenhos norte americanos que eu assistia quando criança faziam tanta apologia à suposta "liberdade". Como criança eu pensava, "grande coisa, a gente também é livre aqui no Brasil". Ledo engano , como percebi enquanto crescia e me inseria no mercado de trabalho.

    Encontrar o IMB foi como encontrar uma família perdida.

    Mas, de volta ao artigo:

    Sempre fiquei impressionado com os benefícios que a internet nos traz, as facilidades, os serviços gratuitos... enquanto que no mundo "real" somos tarifados por tudo, parece que a internet se esforça para oferecer serviços gratuitos. Como disse, antes de conhecer a EA, achava que o que ocorria na internet se dava graças a pessoas "excêntricas", que por algum motivo pessoal disponibilizavam conteúdo inovador em troca de nada ou muito pouco.

    Hoje entendo perfeitamente que a internet é o maior bastião do liberalismo que já existiu, e que suas benesses não são frutos do acaso, nem nos foram dados como "favores" por pessoas maravilhosas e abnegadas.

    Só pra exemplificar alguns pontos de surpresa, que não precisam de nenhuma leitura ou erudição liberal para explicar mesmo ao mais inculto brasileiro como a "desregulação" é benéfica para o povo:

    - e-mails, sites de busca e aplicativos só se tornaram gratuitos porque hoje são a nova plataforma de marketing da era digital.

    - youtube hoje permite artistas divulgarem seu material, não importa quão específico venha a ser seu público alvo, ou quanto dinheiro para capital inicial eles tenham.

    - Kickstarter e outros métodos de croudfunding e croudsourcing.

    - Todos os aplicativos gratuitos dos smartphones, principalmente aqueles que permitem o empreendedorismo sem fronteiras (como o OpenBazaar e AirBnB).

    Ou seja, a Internet (com maiúscula mesmo) é uma celebração ao indivíduo. Sem planejamento central, sem barreiras nacionalistas, o conteúdo que você quer "vender" pode ser tão específico ou tão abrangente quanto você quiser.
  • Marcio L.  29/01/2018 13:36
    Todos os trabalhadores deveriam saber que o a força revolucionária do livre mercado. Excelente artigo.
  • Bezerra  29/01/2018 13:37
    Muito bom artigo. Se o autor quisesse enfatizar mais o progresso sob o livre mercado, poderia lembrar que há duzentos anos o processo de produção era o mesmo de mil, dois mil, três mil anos atrás. Praticamente ainda viviamos sob os frutos da Revolução Agrícola ocorrida na Pré-História. O que abriu as portas para a Revolução Industrial foi a implantação das idéias dos economistas liberais, particularmente Adam Smith, no final do séc. XVIII, como já disse Mises.

    É uma tristeza as salas de aula do Brasil verem os professores pregando que alguns países são ricos por causa de sindicalismo, socialismo, intervencionismo ou revoluções. Aliás coisas que América Latina e África estão cheios, porém são os continentes mais pobres do mundo.
  • Ze da Moita  30/01/2018 11:12
    os professores jogam no capitalismo a culpa da miséria da áfrica, mas, "esquecem" que maior parte dos países são socialistas
  • Leandro C  14/11/2018 02:53
    Até para usar o banheiro o capitalismo oferece condições melhores; pense nas vezes em que, estando fora de sua casa ou de parentes ou amigos, teve que usar o banheiro, raramente utilizei sanitários públicos, na quase totalidade usei o de postos de combustível, bares, lojas, shoppings etc.
  • Vitor  29/01/2018 14:08
    Frédéric Bastiat em seu livro Harmonias Econômicas já tinha explicado como o livre mercado e a livre concorrência "transformam utilidades onerosas em utilidades gratuitas".

    A transmutação dos bens da natureza em "coisas gratuitas" é exatamente o que políticos vivem prometendo, mas que, na prática, o livre mercado entrega.
  • Capital Imoral  29/01/2018 14:10
    A direita estragou até o carnaval brasileiro

    Haaaa, como eu adoro o carnaval! É uma época em que as pessoas estão alegres por algum motivo que não sabemos bem, mas mesmo assim, estão alegres. Talvez seja apenas uma maneira de conseguir sexo fácil, ou uma maneira de encher a cara para esquecer as mazelas desse país; não importa, o carnaval é uma das melhores épocas do ano.

    O carnaval tornou-se a época em que o país fica mais colorido, mais diversificado, mais alegre, mais carinhoso com todos que fazem parte da liturgia sou da paz. Todas pessoas que batem palmas para o sol se encontram na rua; todas pessoas que acreditam em más energias se encontram para praticar o amor e encher o país de boas vibes. - Eu fico impressionado como o Brasil ainda não deu certo, diante de tantas boas vibrações; como isso foi acontecer com meu pais? Eu não quero ficar triste, estamos no carnaval, alegre-se.

    Vou relatar como foi o melhor carnaval da minha vida: Lembro-me que o ano era 2011 e nossa mãe Dilma havia sido eleita recentemente. Tudo era tão feliz, todo mundo estava feliz, à direita nem sequer existia; nesse ano eu estava tão empolgado que decidi sair da minha cidade para visitar o Rio de Janeiro. O "bloco soviético" era o melhor bloco de carnaval do país, todo mundo que tinha conciencia social, queria participar. Eu, por exemplo, que sempre morei nos altos edifícios de um bairro nobre da Paulista, sai de São Paulo e fui para o Rio, unicamente, por causa do Bloco soviético.

    Os melhores bofes do mundo você encontra no Bloco soviético; não me venha com papinho! se você quer encontrar a nata da pureza social, humanitária, estética, você tem que ir para o bloco soviético. 2011, foi o ano em que beijei mais bofes por metro quadrado - afinal, tinha que compensar o alto gasto com a viagem de primeira classe - era tanto homem bonito, tudo de olho azul e loirinho. - Embora eu não tenha preconceito social com os favelados cabelo de cascão, só quero que eles fiquem longe de mim, por segurança. Mas voltemos ao melhor bloco do Rio de Janeiro, neste bloco você só vai encontrar gente cool, gente colorida, gente que se diferencia da ralé periférica, careta, que vive em culto evangélico. Quem dera o Brasil inteiro fosse um grande bloco soviético, iremos evoluir um país inteiro somente pela estética.


    Bloco "Porão do Dops"
    Voltemos ao ano de 2011, nesta época, os malas, os chatos, os que não usam desodorante, ficavam em casa enquanto nós, adultos, iamos fazer sexo e construir o Brasil. O que aconteceu posteriormente foi que após a revolução ideológica que ocorreu no Brasil, entre os anos de 2013 e 2016, esses monstros começaram a sair do esgoto e começou um processo de tomada de espaço dentro da cultura. O bloco "Porão do Dops" é o que chamamos de bloco de carnaval de "direita" - esqueceram que não existe nada mais anti-carnaval do que um bloco de direita. O que eles vão fazer neste bloco? Rezar? Falar sobre bitcoins? Ler os gráficos deturpados de Leandrinho rock? a esquerda deve ter total monopólio desta festa pois a ideologia de esquerda e as minorias que são representadas pelo carnaval formam uma simbiose estética que traz uma vibe perfeita para o Brasil. Não tem sentido juntar uma boa vibe com um gordinho careta que fica roubando gráficos do banco central.

    Eu estou puto da vida com esse maldito bloco de direita. Será que eles não pensaram nas vitimas do Dops? Será que eles não pensaram na violência que é comer carne vermelha durante uma festa em que se deve ter respeito pelos animais e minorias? Definitivamente, esse bloco acabou com o carnaval Brasileiro. Até eu que sou apaixonado pelo carnaval, fiquei desanimado com essa tomada de poder, indevido, de algo que é tão da esquerda. Vocês não levam jeito para canaval! Se afastem desta festa! Mas de qualquer forma, eu te desejo um feliz carnaval, senhor neoliberal.

    Dicas do Capital Imoral para este carnaval
    Eu sei que estou escrevendo para uma Insituto que só tem gente fracassada que ganhou algum dinheiro com bitcoin e esta gastando com prostitutas para tentar reverter sua falta de capacidade para lidar com pessoas. Mas mesmo assim, eu gostaria de recomendar alguns blocos de carnaval para esse ano: Se você quer beijar muito, e é pobre, eu recomendo o bloco "Boladão do amor", lá, provavelmente, você irá encontrar o povão do funk e o pessoal do tipo cascão. Mas se você é um pouquinho mais limpo e tímido, eu recomendo o bloco "Casa comigo", provavelmente você deve encontrar alguns forever alone, classe média alta, que ouve Sandy. Outra dica importante é não encher a cara e sair dando a bunda pra todo mundo; cara! você pode pegar aids e morrer. Fica brincando de bumbum guloso pra ver o que acontece com você. Drauzio varella, com aquela cara de morto-vivo, vai te visitar. Feliz Carnaval. ;D

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Arnaldo  29/01/2018 15:23
    doeu de ler "conciencia"
  • Djalma  30/01/2018 03:34
    Nunca vi sequer uma de seus argumentos fazerem sentido. Você sempre é humilhado pelos mestres aqui do IMB.
    Agora continua a choradeira Capital Imoral que ta pouco ainda. O povo está começando a abrir os olhos. E essa sua "direita" que você fala foi mais esquerda que a sua Esquerda. Estatizou a nação, embarrerou o livre mercado e o pior deu espaço para as asneiras da esquerda dos corruptos.
  • Ze da Moita  30/01/2018 11:10
    aproveitando o tema carnaval, o que vc acha de pagadores de impostos custearem as escolas de samba do rio?? porque as escolas de samba não podem se manter só com financiamento privado??

    se vc jogar conservadores e liberais no mesmo balaio chamado direita fica complicado, agora liberal curte o carnaval numa boa, pode tanto ir beber e se relacionar com outras pessoas como pode ir pra propriedade dele no interior ou no litoral, também pode trabalhar nessa época vendendo produtos 10x mais caros como água de coco ou marmitas que no rio em época de carnaval são um assalto...
  • Ze da Moita  30/01/2018 16:50
    pior que respondi sério e depois li de novo e vi que foi trolagem...
  • Capital Imoral  30/01/2018 17:03
    Caro Zé da Moita, Você levantou um tema muito apropriado diante do momento político, materialista e neoliberal, em que estamos vivendo. Pois neste momento, a sociedade está aceitando com normalidade a precificação do que sempre foi gratuito: o carnaval. O Carnaval foi uma festa popular que nasceu no seio do povo e para o povo com objetivo de unir a sociedade civil.

    É uma Bobagem sem tamanho dizer que esta festa deveria ficar a cargo da iniciativa privada pois seria a mesma coisa que dizer que uma festa que nasceu com o objetivo de alegrar, pobres e minorias, mudaria seu rumo para algo precificado onde somente pagantes poderiam usufruir.. Sendo mais objetivo: Seria o mesmo que dizer que a felicidade tem um preço, material, que poderia ser facilmente comprado.

    Não existe nada mais grosseiro, culturalmente falando, que a venda de espaços fechados dentro da rua pública com um carro elétrico berrando pela cidade. Isso não é carnaval! Isso nunca foi carnava!! Carnaval sempre foi algo popular que reunia vizinhanças e pessoas da comunidade para celebrar. Celebrar o quê? A vida, ora essa. Compare esses simples carnavais de bairro com aqueles carnavais, grotescos, dos grandes trios elétricos, e verá o porque é um absurdo que está festa esteja a cargo da iniciativa privada.

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Cesar Oleskovicz  30/01/2018 12:13
    CAPITAL IMORAL, nunca deixe de postar suas respostas aqui!
    Elas são NECESSÁRIAS.
    São necessárias para confirmar minhas convicções que aqueles que são contra a liberdade são ignorantes e não tem nenhum argumento que possa ser verificado a luz da razão.
    Se isso é o melhor que os socialistas podem escrever, continuo um Liberal e admirador incondicional de Misses.
    Um abraço e aguardo suas próximas respostas.
  • marcela  30/01/2018 14:30
    No começo pensei que o tal do capital imoral fosse apenas um humorista tentando trolar o IMB,mas depois de hoje estou convicta de que se trata de complexo de fourier já em nível executivo.Precisamos urgentemente fazer uma vaquinha e mandar essa pobre alma para uma clínica psiquiátrica afim de que ele possa tratar suas neuroses e se livrar do seu preconceito contra o capitalismo.
  • FABIANO BRUM PIRES  30/01/2018 18:36
    e a "Trafico-Contravenção"???
  • Milton Hayek  29/01/2018 14:12
    Brilhante e excelente maneira de explicar para aqueles que desconfiam da liberdade e do livre mercado que tal arranjo é a maneira mais justa e pacífica de criar prosperidade para todos e, ao mesmo tempo, aliviar a pobreza extrema.
  • Legalista - Império das Leis  29/01/2018 14:16
    Nós estamos vivendo numa década de forte pressão comunista. Após a Intentona de 1930 e das guerrilhas de 1960, agora veio mais uma tentativa de revolução.

    O muro caiu, a URSS foi dissolvida, a China abriu a economia, e vários países socialistas e comunistas adotaram a democracia.

    Como muita gente morreu e a conta foi atribuida aos comunistas, a revolução armada acabou e começou a revolução cultural. Agora não são os comunistas que matam as pessoas. A escola de Frankfurt mandou "terceirizar" as mortes, transferindo todo o radicalismo para organizações criminosas, religiosos radicais, terroristas, pobres e favelados que querem viver do crime, corrupção generalizada, empresários criminosos, estudantes criminosos, jornalistas criminosos, etc.

    Os comunistas estão fazendo as mesmas coisas de sempre, só que dessa vez eles não vão pagar a conta. Eles terceirizaram os crimes.

  • brunoalex4  29/01/2018 14:35
    Excelente texto!!!

    Toma aí meu like!!!
  • Felipe Lange  29/01/2018 16:01
    "Ou seja, um carro trivial de hoje [nos EUA, cujo setor automotivo está sujeito à concorrência de importados, ao contrário do Brasil, cuja indústria é protegida] possui como itens de série tudo aquilo que o carro mais chique de 1987 oferecia apenas como opcional. Desnecessário dizer que a qualidade desses itens se aprimorou enormemente desde então."

    Enquanto isso, as porcarias vendidas aqui aumentam de preço continuamente (nem os pouquíssimos importados foram perdoados)...

    Jeep Renegade tem aumento de preços em janeiro
    Jeep Compass tem aumento de preços em janeiro
    Chery QQ recebe aumento de preços de até R$800
    Ford Ka e Ka+ ganham aumento de preços
    Fiat Argo tem seu primeiro aumento de preços e parte de R$47 990
    Chevrolet Equinox tem aumento de preços de até R$6 mil
    Ford Ecosport recebe aumento de preços de até R$1500
    Trailblazer ganha aumento de preço de R$2 mil
    HB20 e HB20S ganham aumento de preços
    3008 tem outro aumento de preço, preço agora é de R$142 mil
    Outro aumento do QQ...
    A porcaria indo-tupiniquim já aumentou de preços também
    Corolla tem novo aumento de preços e parte de R$92 690
    Tracker LT recebe aumento de preço de R$2900
    Duster ganha aumento de preços e versão de topo chega a R$88 890
    Nissan Versa ganha aumento de preços e porcaria com motor 1,0 litro custa agora R$48 490

    Tudo para proteger vagabundos da indústria nacional. Os britânicos estão preferindo comprar o Ka dos indianos do que o feito aqui, só para verem como esse país é uma palhaçada. Além de mais barato, o Ka é mais seguro, também (enquanto aqui três estrelas é louvável, para eles carro com quatro estrelas já é considerado porcaria). Isso sem falar na montagem vergonhosa do Ka feita aqui no Brasil, com plásticos vagabundos e frágeis, além de desalinhamentos e outras coisas, num carro com menos de 30 mil Km... realmente estamos num buraco mais fundo ainda, perdendo até para a China em facilidade de se fazer negócios.
  • Felipe Lange  02/02/2018 20:01
    Leandro, lembro de ter lido um comentário seu sobre o fato da inflação monetária interferir na qualidade dos materiais nos interiores dos carros. Por que isso acontece? Isso é exclusivo do Brasil ou ocorre também em países com mais liberdade econômica? E em países com deflação monetária?
  • Hugo  05/02/2018 17:11
    Sei que esta pergunta é para o Leandro, mas já adiantando:

    A inflação muito alta prejudica o chamado "cálculo econômico dos preços", ou seja, há muita incerteza para se determinar um preço para os produtos pela acelerada perda de poder de compra da moeda, com isso a alocação dos recursos fica prejudicada pelo horizonte de planejamento dos investimentos ser encurtado (já que a moeda perde poder de compra rapidamente). Com o encurtamento do horizonte de planejamento de investimento a empresa não consegue fazer as compras com mais critério, não se preocupando muito com a qualidade com que se produz.
  • Pobre Paulista  29/01/2018 16:34
    De acordo com o PIB, se eu comprei um carro fabricado aqui, estamos mais ricos, mas se eu comprei o mesmo carro de outro país, estamos mais pobres. No final das contas eu tenho um carro, mas para o PIB estamos mais ricos ou pobres dependendo de que lado da linha imaginária ele foi fabricado.
  • Capitalismo de bem estar  30/01/2018 12:54
    O comércio exterior é menos de 15% do PIB.

    Esse câmbio controlado via swap é bizarro. Custa caro e não aumenta as exportações.

    Precisa entrar dólares no país. Defendo a moeda forte, mas precisa entrar dólares no país.

    É muito difícil ter moeda forte sem entrar dólar no país. É um esforço gigantesco via juros, swaps e bloqueio de importações, sendo que a melhor forma seria com exportação, desregulamentação e baixos impostos para empresas.

    O Brasil precisa ter um PIB acima de 10 trilhões de dólares. Vai ser difícil chegar nesse valor sem investimento estrangeiro e sem moeda forte.

    Enfim, não vai ser com "bolsa dólar" ou "meu dólar, minha vida" que o país vai ser rico. Temos que exportar para que entre dólares no país.
  • Vladimir  30/01/2018 15:00
    Acho que você tá meio atrasado. Diria que uns três anos atrasado.

    O swap cambial era utilizado pelo BC do Pombini em sua tentativa desesperada de impedir que o dólar chegasse a R$ 4,50 e levasse a economia pra breca. O BC não faz mais swap cambial desde 2016.

    Aliás, não que eu queira defender, mas o atual BC está fazendo extamente o contrário: ele está se desfazendo destes swaps cambiais.

    Por que o povo aqui iria criticar isso? Aliás, pela sua lógica, você deveria era aplaudir isso, pois o BC está desfazendo uma política que você critica.
  • Adrimar  29/01/2018 16:51
    Caros,

    Percebo, apesar de ser por documentários e noticiário, que a educação e saúde em países europeus, principalmente nos nórdicos, é muito boa e pública. Eles terem alcançado esse patamar foi uma questão de altos impostos, cultura, ou alguma outra explicação que me foge a percepção?

    Claro que entendo que a realidade brasileira é bem distinta. O país é muito maior, tem mais corrupção, políticos incompetentes, etc.
    Mas nem estou falando de comparação e creio que no Brasil, por nossas peculariedades. isso não funcionaria.
  • Demolidor  29/01/2018 18:51
    Na verdade, você precisa parar de levar panfletagem ideológica em formato de documentário a sério:

    www.thelocal.se/20170807/swedens-hospital-bed-shortage-exposed-in-these-stats
  • Lucas  29/01/2018 18:56
    Exato. Você sabe só por documentário. A realidade é um tiquinho diferente.

    g1.globo.com/mundo/noticia/servico-de-saude-britanico-sofre-crise-humanitaria-diz-cruz-vermelha.ghtml

    www.dailymail.co.uk/news/article-2240075/Now-sick-babies-death-pathway-Doctors-haunting-testimony-reveals-children-end-life-plan.html

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1824

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2016

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Como mostram os artigos acima, os sistemas realmente estatizados (Reino Unido, Canadá, Suécia e Brasil) estão em crise. Já naqueles mistos, em que todas as pessoas são obrigadas a pagar um seguro (todo o resto da Europa é assim, algo não exatamente pró-pobre), a coisa dura mais.

    Surpresa nenhuma.
  • Marcos  29/01/2018 18:59
    Dizer que a educação europeia é excelente é pra lá de forçado. Na Europa existem alguns centros de excelência. E só.

    Qual foi a última grande invenção europeia? Qual foi a última grande contribuição da Europa para o mundo? Infelizmente, nada de bom tem saído daquele continente. Tudo o que é criado de bem vem ou dos EUA ou da Ásia.
  • Felipe Lange  29/01/2018 19:54
    Fato.
  • Ze da Moita  30/01/2018 11:08
    o CERN?
  • Capitalismo de bem estar social   29/01/2018 23:21
    Você está falando da educação na Finlândia ?

    As creches públicas custam 300 euros na Finlândia. No primeiro grau e ensino médio, os livros são pagos e uma parte da escola é paga pelos pais dos alunos. Os pais dos alunos finlandeses tem um custo médio de 300 euros por mês. Quem não tem dinheiro, não precisa pagar por educação na Finlândia.

    Isso é a Europa sendo Europa. Ali passaram os maiores genocidas da história da humanidade. Foi preciso duas guerras mundiais para eles tomarem o mínimo de vergonha na cara.

    Milhões de pessoas morreram para que os cidadãos europeus começassem a respeitar as leis, a democracia e a liberdade. O custo social é meio bizarro, mas acho que foi uma maneira para evitar o aparecimento de mais psicopatas na política.

    Essa conversa de estado de bem estar é uma falácia. A verdade é que os europeus se cansaram de tantos genocidas, comunistas, fascistas, agitadores, etc. Acho que esse modelo de livre mercado, império das leis e benefícios sociais, foi uma medida liberal com um bloqueio político, para não aparecer mais genocidas.

    Ainda existe uma minoria de políticos psicopatas na Europa, mas o enfrentamento democrático ainda está segurando esses malucos.
  • Capitalismo de bem estar social  29/01/2018 23:31
    Faz o seguinte...Experimenta cortar os benefícios sociais nos países nórdicos.

    Em meia hora a educação vai pro fundo do poço, e aparece um comunista ou um genocída de plantão.

    O povo europeu está quieto, porque tem mamata do governo. Se acabar as mamatas do governo, em meia hora eles viram os piores bichos da face da terra.

    Esse estado de bem estar europeu é movido à suborno.
  • Karna  30/01/2018 02:55
    Fonte: Comic Sans
  • Vladimir  30/01/2018 12:53
    Pois permita-me, então apresentar as fontes.

    A explicação para a educação da Finlândia -- e a da Estônia, quase tão boa quanto -- é outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

    Desde 2006, a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

    Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

    Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

    Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.

    Obs: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

    Segunda observação

    Na Finlândia, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

    Terceira observação

    Atualmente, a Finlândia já caiu para a 5ª colocação no ranking da Pearson, ficando atrás de Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Hong-Kong.

    thelearningcurve.pearson.com/index/index-comparison

    Quarta observação

    A educação finlandesa é sempre usada como coringa pra justificar a gerência estatal da educação, mas muito pouco se vê de estudos detalhados sobre os reais motivos da eficiência do sistema educacional finlandês.

    Tem muita coisa que é simplesmente ignorada, como a descentralização do sistema finlandês em contraste com sistemas engessados como o brasileiro:

    Finland has a government school monopoly, as does the United States. However, in contrast to the USA's obsession with national standardized testing and federal mandates, the Finnish have chosen to allow wide discretion to local authorities in how money is spent for students. National standardized testing regimes at government schools is unheard of in Finland.

    Essentially, districts in Finland compete for students (who bring funding with them) and this is facilitated by the fact that many large city schools have extremely small catchment areas. Essentially, the Finnish have discovered that the principle of subsidiarity and de facto competition result in extremely high quality educational outcomes.


    Também nada se diz sobre os fatores culturais que fundamentam a organização social do povo finlandês - valores como responsabilidade individual, dedicação, valorização do crescimento intelectual, algo muito presente também nas sociedades asiáticas - o que explica não apenas o sucesso dos sistemas educacionais desses países (Coréia do Sul, Singapura e Japão inclusive ultrapassaram a Finlândia nos últimos testes internacionais) mas também o fato de que asiáticos se saem melhor nos estudos mesmo após várias gerações vivendo nos EUA

    www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/05/05/hard-work-really-is-the-reason-asian-kids-get-better-grades-study-finds/

    Quinta observação

    Encontrei esse relato pessoal de um finlandês que ajuda a compreender o peso do fator cultural na educação:

    Mikko Arevuo:

    As a native Finn I must throw in my two cents' worth. Although I left Finland a long, long time ago after completing my secondary education, and I never attended university there, the obsession with the Finnish education system is a gift that keeps giving me much amusement.

    Now we are obsessing about national IQ and the lack of Nobel laureates. Oh dear! To me the answer is pretty straightforward. Finns have always valued education; it has never been "cool" to be dim or lazy.

    Finland is a relatively homogeneous society and the country has few valuable natural resources. When I was a schoolboy it was hammered to us at school, and most importantly at home, that for Finland to succeed internationally we can't rely on our good looks, Father Christmas, or timber exports alone. Knowledge, particularly technological knowledge, was the source of national competitive advantage.

    Finland may have a great pedagogically sound education system. However, in my opinion, the success of the Finnish educational attainment is based on the core societal values of aspiration and continuous self-improvement. No amount of money or pedagogy can deliver results if pupils themselves and their families do not consider education as a priority.

    I have never come across a Finnish family, regardless of their social or economic standing, that does not value education. Finns may be nation of introverts and a rather melancholy lot, but there is a deeply embedded belief shared by all that the next generation will be more successful than the previous. And this can be only achieved through education and hard work. Now, what was this talk about the lack of Nobel laureates?


    www.adamsmith.org/blog/education/explaining-the-success-of-the-finnish-education-system/

    Sexta observação

    Recomendo também esse ótimo livro, que não fala especificamente sobre educação, mas ajuda a compreender o papel dos valores culturais no progresso das sociedades e ajuda a desmistificar essa crença no poder mágico da gerência estatal.

    www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765

    Sétima observação

    Os EUA gastam mais com educação por pessoa do que a própria Finlândia!

    static2.businessinsider.com/image/4f0b5867eab8ea4c24000033/spending-per-pupil-by-country.jpg

    Oitava obervação

    A educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?

    Nona observação

    Somados, Finlândia e Estônia não possuem a população da cidade de São Paulo. Sendo assim, uma educação pública pode ser "universal" de qualidade com maior facilidade do que em um país continental como o Brasil ou os EUA.
  • anônimo  30/01/2018 09:49
    Qualquer um sabe que a social-democracia é um modelo tão popular e louvado porque agrada a gregos e troianos.
    Possui a economia de mercado e várias benesses sociais. Agrada a capitalistas e socialistas, mesmo não totalmente.

    Mas a esquerda precisa começar a entender que quem sustenta esse sistema é a parte capitalista, ou seja, o mercado.
    Se o governo começar regular e tributar cada vez mais o mercado, a produtividade irá ser cada vez menor e irão ter cada vez menos benesses sociais.

    Para driblar essa queda de produtividade, os países europeus estão se endividando para conseguir continuar o aumento de gastos. Mas isso possui consequências que não poderão ser empurradas com a barriga para sempre, aliás os europeus já estão sentindo essas consequências inevitáveis.
  • Pedro Lopes  29/01/2018 20:58
    Não é preciso ser douto em economia - nem mesmo fazer análises com exuberante acurácia - para perceber os imensuráveis benefícios gerados pelo mercado ao longo da história. Isto é tão óbvio que chego a crer que muitos burocratas realmente sabem disso, mas continuam acreditando apenas no discurso populista como forma de angariar votos de maneira mais rápida e lucrativa.
  • anônimo  30/01/2018 00:11
    São parasitas. Por isso corporativismo e social-democracia são os arranjos favoritos dos políticos.

    No socialismo é o estado quem precisa produzir, mas como burocratas são incapazes de produzir, então preferem simplesmente parasitar as pessoas produtivas do mercado.
  • Patriota Libertário  30/01/2018 00:45
    A doença dos custos de Baumol explica alguma coisa? Leandro Roque por favor me socorra.Pois esta teoria procura explicar por que os salários do setor público são altos independente de sindicatos e lobbies de grupos de interesse bem como de atividades culturais.Gostaria de saber a crítica austríaca quanto a esta teoria?
  • Vladimir  30/01/2018 04:44
  • LUIZ FERNANDO MORAN FILHO  30/01/2018 11:03
    Fico pensando: quando será que o Brasil irá respirar um pouco de capitalismo ? Até agora nada.
  • Capitalismo de bem estar  30/01/2018 13:17
    Tem muito liberal de fachada aqui.

    Tem poucos comentários e críticas sobre os swaps cambiais do BC. Não é todo mundo, mas tem muita gente que gosta do "bolsa dólar" e do "meu dólar, minha vida".

    A turma está acomodada com os swaps do BC. Esse protecionismo aos investidores também não deveria ser respeitado. Se é livre comércio, não pode ter proteção a ninguém.

    Tenho nostalgia de quando a principal pauta do IMB era fechar o banco central. Muita gente defende o currency board aqui, mas estão confortáveis com o swaps do BC.

    O CB seria uma alternativa viável para proteger o povo de psicopatas brincado de fábrica de dinheiro. Porém, eu ainda prefiro o câmbio flutuante sem intervenção estatal, desde que o teto da inflação seja 2% ao ano. O CB parece ser um fortalecimento artificial da moeda, e o flutuante ser uma forma de forçar a entrada de dólares. Se não entra dólar, não vai ter como ter moeda forte.

    Não sou economista, mas parece ser paranóia querer uma moeda forte sem entrar dólares no país.
  • Felipe Lange  31/01/2018 02:46
    "O CB seria uma alternativa viável para proteger o povo de psicopatas brincado de fábrica de dinheiro. Porém, eu ainda prefiro o câmbio flutuante sem intervenção estatal, desde que o teto da inflação seja 2% ao ano."

    Sobre o Currency Board se tiver dúvidas sobre você pode ler esse artigo, assim como ver esse vídeo. Câmbio flutuante você pode checar esse artigo, também esse. Essa questão de metas de inflação é uma bobagem total, pois mesmo 2% já são o suficiente para gerar custos adicionais para os empreendedores e consumidores e, ninguém garante que eles vão cumprir meta. Tem um artigo sobre aqui.
  • Fábio  30/01/2018 15:26
    Sério, o pessoal do Mises deveria dar uma coluna para o Capital Imoral. Ele está cada vez mais hilário!
  • Emerson Luis  07/02/2018 09:53

    Nos final da década de 1990 era considerado ridículo falar no celular em um coletivo:

    "Tem dinheiro para comprar um carro, mas prefere ter um celular e andar de ônibus!"

    * * *
  • Financista  09/02/2018 15:16
    Acho que o artigo se equivoca quando aponta o setor de alimentos como pouco regulado (existr algum setor pouco regulado no mundo? ) e que nao ha crise de alimentos. Agro industria eh um setor altamente regulado e protegido pelo governo e que recebe muitos subsídios do governo. A indústria de alimentos tbm eh fortemente regulado pela anvisa e etc com padrões rígidos de controles de qualidade e até da composição do produto.
    Um exemplo mais apropriado é o mercado de tech, criptomoeda e blockchain. Esse mercado edta passando por um período de regulação, mas o estado nao sabe como faze-lo.
  • Realista  09/02/2018 15:49
    Discordo. O setor alimentício é sim um dos menos regulados do mundo, inclusive aqui mesmo no Brasil. Qualquer pessoa pode virar agricultor e plantar o que quiser. Eu mesmo tenho um parente que possui uma pequena roça às margens de uma estrada. Nesta roça, ele planta tomates e vende (tomate e extrato) para os restaurantes das redondezas. Nunca pagou imposto sobre isso e nunca foi amolado pelo estado.

    Aliás, arrisco a dizer que a esmagadora maioria da comida que você come em restaurantes de estrada (tanto os mais chiques quanto os mais simples) é comprada de fornecedores locais, gente que possui pequenas fazendas nas redondezas e planta e vende para esses restaurantes, tudo por baixo do pano. Não há fiscalização estatal nenhuma (ainda bem) nesse processo, e por isso mesmo a comida é farta. Nunca houve crise de abastecimento de comida no Brasil -- nem mesmo durante o Plano Cruzado.

    A regulação ocorre com mais força, aí sim, é sobre os grandes produtores rurais que mexem com gado. Mas esses são os peixes grandes, gente que movimenta bilhões voltados para a exportação. E mesmo estes, embora sejam mais fiscalizados, também recebem empréstimos subsidiados do Banco do Brasil, de modo que uma coisa anula a outra.

    Já o pequeno produtor (que é a esmagadora maioria do Brasil e é quem realmente nos alimenta), o governo nem sabe que ele existe. Ainda bem.
  • Financista  11/02/2018 19:53
    O fato dele plantar e vender ilegalmente nao faz o setor menos regulado. A agricultura familiar tem um marco regulatorio de 2006. Se vc tem terras pra plantio tem que seguir seguir leis, pagar taxas e impostos, tem todo um controle sobre platio, uso de agrotóxicos, controle de pragas e etc. Citar um fato anedótico não é evidência de regra. E estou falando do setor inteiro de alimentos, indústrias de carne e etc. Criação de gado para comércio eh fortemente regulado, pois existe regulaçao em toda a csdeia de produção, desde a criação no campo a vende no mercado, como ISOs e regras de corte, embakagem e refrigeraçao do alimento. Existe regulação sobre higiene do locar de processamento de alimentos, unifirme dos funcionários, numero de nutricionista ou engenheiro de alimentos, laudis sobre a precedência dos alimentos. A regulação eh tao absurda, que você nao pode mais deixar sal nas mesas dos restaurantes, condimentos fora do gelo, fazer maioneses com ovo, tem que ter sempre tabela nutricional em embalagens e nos cardápios( o que obrigatoriamente exige di r3etaurante a contratação de serviços de um nutricionista ou engenheiro de alimentos). O fsto do governo nao conseguir acompanhar tudo(indeoendete de ter pouca ou muita regulação) não interfere na qjantidade de intervenção do governo no setor. Caso você seja pego por um fiscal, nao tem choro, eh multa e as vezes confiscos de propriedade.
  • Douglas  12/02/2018 14:25
    Independente de ser regulado ou não (afinal todos os setores são regulados em alguma intensidade e todos também recebem subsídios), o mercado de alimentos é o menos regulado do Brasil e também do mundo.
    No Brasil, qualquer um pode plantar o que quiser, no lugar que quiser e vender pra quem quiser, pelo preço que bem entender.
    Quem está sob alguma fiscalização são os grandes vendedores de gado, mas são estes também quem recebem subsídios, então fica elas por elas.
  • Financista  16/02/2018 00:40
    Qualquer um pode fabricar remedios em casa e vender pra quem quiser, pelo preço que bem entender. Isso não é prova de que o mercado de medicamentos é pouco regulado. Fica a dica. Há lugares no mundo onde existe preço mínimo. O brasil está se encaminhando para esse modelo no mercado de leite.


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