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Políticos erram e quem arca com as consequências somos nós
Governar é a arte de errar à custa dos outros

É extremamente raro — se não inédito — ver um político reconhecer que seu governo errou

Sem dúvida, o simples fato de um político reconhecer que o governo falhou já é um avanço. Só que isso nem sequer deveria ser necessário.

O conhecido aforismo em latim "errare humanum est" já deixa manifesto que o erro é inerente ao — e inseparável do — ser humano. Sendo assim, a menos que um político esteja implicitamente sugerindo que os governantes estão acima dos comuns mortais (não duvide disso), um reconhecimento de erro acaba sendo redundante. É claro que os políticos se equivocam: o sobrenatural seria se eles não errassem.

No entanto, vale enfatizar que o aspecto mais relevante do "erro político" não é que ele exista, mas sim as consequências que ele acarreta. 

Quando um indivíduo qualquer se equivoca, os custos e os prejuízos vinculados ao seu erro são arcados por ele próprio. A responsabilidade individual consiste exatamente em aceitar as consequências de nossas ações, em não culpar os outros por nossas falhas, e em não descarregar nem culpas nem ônus sobre terceiros inocentes.

Na teoria econômica, com efeito, criou-se o termo "externalidades negativas" para descrever custos que são arcados não pelo indivíduo que as produziu, mas sim por terceiros.

Já os políticos, por sua vez, são inteiramente capazes de transferir o custo de seus erros para todo o conjunto da população, de modo que eles próprios acabam muitas vezes escapando ilesos. 

No final, quem são os grandes prejudicados pelos fiascos das políticas implantadas pelo governo senão a própria população?

A lista

Eis uma lista de erros clássicos que, embora cometidos por políticos e seus governos, são inteiramente arcados pela população.

a) A política de congelar o preço dos combustíveis, obrigando a Petrobras a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados, destruiu o capital da estatal, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 60 bilhões. (Valor este que, diga-se de passagem, é muito maior do que o desviado pela corrupção na estatal).

Para compensar este estrago, o governo teve de elevar os preços dos combustíveis (o próprio presidente da Petrobras admitiu que sua nova política de preços era explicitamente voltada para refazer o caixa da empresa), fazendo com que eles sigam batendo recordes quase que diários. Quem arcou com tudo isso?

b) A política de aumento contínuo dos gastos públicos gerou um explosivo déficit orçamentário e um grande aumento na dívida pública. Tamanha deterioração das contas do governo levou ao aumento de impostos, como a duplicação do PIS/COFINS sobre gasolina e diesel, afetando a renda do cidadão, além de restringir a criação de empregos e investimentos. Quem arcou com tudo isso?

c) A política de crédito subsidiado concedido pelos bancos estatais para grandes empresas não apenas foi inerentemente inflacionária, como ainda distorceu todo o mercado de juros e piorou a situação fiscal do governo

No final, quem arcou com o aumento de preços, com os juros mais altos e com a elevação de tributos para reequilibrar as contas do governo?

d) A política de crédito subsidiado para a compra de imóveis, além de também ser inerentemente inflacionária, gerou um forte aumento nos preços dos imóveis, inclusive dos mais populares.

Quem arcou com o aumento dos preços dos imóveis (o que gera maior endividamento para a aquisição da casa própria) e, em vários casos, acabou tendo de viver de aluguel ou mesmo sendo forçado a morar em barracões?

e) A política de obrigar geradoras e transmissoras de energia elétrica a baixar suas tarifas na marra inviabilizou vários investimentos destas, e consequentemente obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto prazo, cujos preços são muito maiores. Assim, as distribuidoras tiveram de comprar caro e revender barato, pois o preço da revenda estava congelado pelo governo.

Como consequência, as distribuidoras ficaram desabastecidas e endividadas, e tiveram de ser socorridas pelo Tesouro (nossos impostos). O montante repassado chegou a R$ 39 bilhões e as tarifas ao consumidor dispararam 80%, ficando muito mais caras do que antes da intervenção. Quem arcou com tudo isso?

f) A política de criar agências reguladoras serviu para criar uma reserva de mercado para os grandes empresários já estabelecidos, protegendo-os de eventuais concorrentes (veja aqui a lista de agências reguladoras e como elas afetam a livre concorrência).

Isso impediu que houvesse uma maior oferta de serviços no mercado, assim como preços mais baixos e produtos de maior qualidade. Quem arcou com tudo isso?

g) A política de aumento generalizado das tarifas de importação — para proteger o grande baronato industrial e os poderosos sindicatos dos trabalhadores dessas indústrias — ajudou a encarecer sobremaneira os preços de vários bens de consumo, além de ter tornado a indústria nacional mais ineficiente. Quem arcou com tudo isso?

h) A política de encargos sociais e trabalhistas encareceu artificialmente a mão-de-obra e, com isso, não apenas impediu que os salários fossem maiores, como ainda empurrou 44 milhões de pessoas para a informalidade. Quem arcou com tudo isso?

Nós somos os responsáveis solidários

Tendo arrogado para si próprios um poder quase absoluto para decidir sobre nossas vidas e economias, os políticos, ao cometerem erros, detêm o benefício de converter a sociedade em responsável solidária por seus erros. 

Aquilo que no livre mercado seria considerado inaceitável e motivo de acionamento judicial — as ações de um indivíduo repercutirem adversamente sobre um outro que não é obrigado a arcar com elas —, torna-se a regra quando o envolvido é o estado: os erros dos políticos se transformam estruturalmente em um fardo compartilhado por todo o conjunto da sociedade.

Sim, os políticos e governantes erram porque são seres humanos; porém, e à diferença de todo o resto dos seres humanos, eles não assumem a responsabilidade pelos erros gerados por suas próprias decisões. Ao contrário: eles conseguem transferir as consequências de seus erros para outras pessoas que não deveriam ser obrigadas a arcar com este ônus.

Isso, e nada mais do que isso, é a síntese da política estatal: uma maciça socialização dos prejuízos imposta sobre o conjunto de cidadãos inocentes por um grupo de pessoas irresponsáveis que se arrogam a autoridade de governar a todos — inclusive governar aqueles que não votaram neles e que não aprovam suas políticas.

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Leia também:

Cartéis, postos e preço da gasolina - de quem realmente é a culpa pela forte alta?

Por que não faz nenhum sentido manter a Petrobras estatal


56 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

Leandro Roque é economista e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



  • César Borges  19/01/2018 14:44
    Muito bom!
  • anônimo  19/01/2018 15:00
    A política da Petrobrás de vender abaixo do preço importado de mercado foi uma das piores políticas já feitas pela empresa.
    E pior, na época mesmo economistas não-liberais já tinham cantado a bola, tamanha a obviedade das consequências que isso geraria.
  • JK  20/01/2018 02:11
    Até o Lula admitiu o erro. Para você ver o nível do que foi feito.
  • Johny  22/01/2018 18:09
    Pelo menos o petróleo é nosso! (ahuhauhauhauhauahu)
  • JP  25/05/2018 02:54
    Se temos isso para o momento, e então o que acham senhores(as)?

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7436031/entrevista-alckmin-irrelevante-centro-tera-que-escolher-quem-apoiara-turno
  • Vladimir  25/05/2018 04:31
    Sim, é o melhor de todos. E é o que tem pro momento.
  • Leigo  25/05/2018 13:54
    Até pensei no Amoêdo e tudo mais, mas visto que estamos em uma democracia...
  • Um observador  25/05/2018 15:57
  • Sempre Mais do MESMO  26/05/2018 16:52
    O curioso nessa MENTIRA é que em outros países efetivamente importadores a gasolina ERA MAIS BARATA do que no brasil que "a Petrobras vendia abaixo do custo".

    Isso é falso, foram retirados impostos e além disso o Dolar estava baixo.

    A Petrobras jamais vendeu abaixo do custo sobretudo porque a quase totalidade do petroleo consumido era com CUSTO em REAIS e NÃO em DÓLAR.

    Nos balanços não apresentava prejuizo. Nem poderia. Sem contar que ESTATAIS NÃO RECOLHEM TODO o MONTANTE de IMPOSTOS DEVIDOS.

    Mesmo nesse periodo de "subsidio" os combustíveis ainda estavam caros se COMPARANDO os PREÇOS com PREÇOS de OUTROS PAÍSES. Principalmente em paises onde a renda/salário é várias vezes a dos bananeiros.

    Essa MENTIRA foi adotada pela vontade de acusar o petismo, mas o interesse em aumentos extorsivos nos combustíveis era de acionistas e mesmo distribuidoras que lucrariam mais com a mesma margem aplicada.
  • Trotsky  27/05/2018 14:12
    Como assim uma mentira criada pra acusar o petismo?

    Até Lula e Dilma admitiram que erraram em congelar os preços dos combustíveis.

    O resultado dessa brilhante canetada política gerou 60 bilhões de prejuízo para a estatal.

    Você não possui a mínima ideia do que está falando, cidadão.
  • Sempre Mais do MESMO  30/05/2018 18:41
    Vamos lá...

    - O governo determina congelamento dos preços na Petrobras e esta assume um prejuizo gigantesco.

    - Os acionistas privados não reclamam ao constatarem um prejuizo deliberado. Nenhum acionista privado contestou o prejuizo deliberado.

    - Até Lula e Dilma assumiram isso. Que lindo! Os preços deveriam ser mais altos para acompanhar as cotações estrangeiras. Certamente sempre pagamos combustível baratíssimo, né?
    ...Ou É MAIS COMODO ASSUMIR um ERRO do que a CORRUPÇÃO?
    ...Afinal a corrupção na Petrobras foi e faraônica.

    - Aí você diz que é caro por causa dos IMPOSTOS. Então eu concordo plenamente com você e acrescento a ineficiência da Petrobras que possui custos elevados. Já que um cabide de empregos e de incompetentes e relapsos.

    - Ora, o governo mantém preços baixos e causa prejuizo a uma empresa mista PORQUE CONTINUA COBRANDO ELEVADOS IMPOSTOS. A empresa cheia de prejuizo persiste pagando impostos e o governo, mantendo a margem da tributação, acaba arrecadando menos impostos.

    Bem melhor teria sido EQUACIONAR a redução dos impostos com a elevação do preço Petrobras.
    Sobretudo porque reduziria endividamento e economizaria no juros. Poderia mesmo subsidiar havendo parte faltante no preço forçado.

    Seriam soluções bem melhores do que simplesmente forçar um preço baixo (congelado) para arrecada menos (no volume) ao manter a mesma taxa de impostos. Simplesmente para deliberadamente causar prejuizo a Petrobras. ISSO NÃO FAZ SENTIDO.

    Bons acionistas que só processaram a Petrobras com o escandalo do Petrolão, sem atentarem para sucessivos prejuizos de uma politica de preços imposta pelo goveno para causar deliberado prejuizo.
  • Trotsky   30/05/2018 19:06
    "ISSO NÃO FAZ SENTIDO"

    Mas lógico que isso faz sentido. O Brasil não segue uma lógica de mercado, o Brasil segue uma lógica populista.

    Dilma, com uma canetada, determinou que o preço da gasolina fosse reduzido para sua popularidade não diminuir. E você realmente acha que o governo iria retirar ou reduzir os impostos que existe na gasolina? Logicamente que não. Assim como é lógico que a Petrobras também não iria demitir nenhum aspone, afinal ela não tem nenhum risco de ir à falência.

    No final a Petrobras teve de diminuir os seus preços, diminuindo drasticamente sua receita, mas não diminuiu seus gastos. Tendo, assim, prejuízo bilionário.

    E a Dilma fez a mesma coisa com a energia elétrica. Quando as concessionárias estavam aumentando o preço para "acompanhar" a inflação, ela quebrou os contratos e exigiu que os preços ficassem como antes.
    Só que nesse caso, ela teve de "recuar" sua decisão bem mais cedo porque poucas concessionárias estavam querendo aceitar o acordo. E se começasse a faltar energia pelo país, aí sim sua popularidade iria despencar.
  • Sempre Mais do MESMO  01/06/2018 20:49
    Trotsky,
    outra vez:

    Se você não se lembra, dolar baixo e CIDE zerada e o vice da Dilma, o Temer, AUMENTOU IMPOSTOS sobre combustíveis.

    Não tem essa de preço subsidiado porque a Petrobras ainda vedia mais caro que nos EUA, por exemplo, descontando-se os impostos diretos.

    Os acionistas também são populistas que não se importam do governo congelar preços e dar deliberado prejuizo?
    Esses acionistas privados são também adeptos do populismo?
    Porém eles protestaram e processaram a Petrobras ao tomarem conhecimento da roubalheira

    Na verdade essa difusão do "preço com prejuizo forçado" VISA EXATAMENTE ATENDER o INTERESSE dos ACIONISTAS que querem tudo que puderem da Petrobras.

    Faz a propaganda do "PREJUIZO FORÇADO" de baixos preços e se ELEVA os preços PARA COBRIR o ROMBO (roubo) na Petrobras em tempo recorde.

    Imagina o governo-Petrobras informando que vai ELEVAR os PREÇOS para COBRIR o ROMBO e atender os acionistas. A MANADA POPULAR ia ficar meio chateada.

    Contudo, difundindo em TODA mídia esse papo fiado de "prejuizo forçado", numa empresa onde as contas SEMPRE FORAM TORTUOSAS deliberadamente, além de ser um cabidão de empregos e alta ineficiência, o REBANHO POPULAR ACEITA e POR INCRIVEL que PAREÇA o REBANHO POPULAR ESTA ANUINDO COM ELEVAÇÃO LEONINA dos PREÇOS

    ...Quem está mais enfático nessa defesa do "prejuizo forçado" SÃO os MESMOS que defendem o MONOPÓLIO "ESTRATÉGICO" da PEtrobras e consideram que seja "patrimônio publico" que gera orgulho ao povo por sua "eficiencia"
    ...rsrs ...o Alcool também deve estar acompanhando cotações internacionais, pois tb tem subido muito ...rsrs

    Eis aí bons motivos para difundir a Estória do "prejuizo forçado" ...a culpa não é do puleiro de parasitas ineficientes e o INCHAÇO de funças concursados, contratados e terceirizados, nem da roubalheira, mas SOMENTE do "PREJUIZO FORÇADO" ...rsrs

  • Sempre Mais do MESMO  01/06/2018 21:00
    Pos é Trotsky,

    fiz minhas colocações há pouco e completo com o seguinte, já que você afirma que a Petrobras/governo não vai aceitar demitir aspones e vagabundos em geral e nem mesmo corruptos ela vai aceitar fastar do "pote":

    É EXTAMANTE por NÃO DESEJAR e muito menos AGIR contra o CABIDE de empregos, nem cobrar eficiência e lisura para melhorar a produtividade e reduzir a ROUBALHEIRA,

    EXATAMENTE por ISSO que se DIFUNDIU a PATACOADA de que TODA A CULPA do PREÇO ALTO se deve ao "PREJUIZO FORÇADO" ...Assim até se justifica uma elevação leonina no preço e o REBANHO POPULAR CONCORDA com essa patacoada.

    A Petrobras ta quebrada porque houve ROUBALHEIRA e porque é um CABIDÃO de EMPREGOS e repleto de parasitas. Além de atender interesses de TERCEIRIZADOS.

  • Lopes  19/01/2018 15:02
    Paralelamente, quando o empreendedor realiza um empreendimento (sendo ele humano como qualquer outro e passível de falha), é ele quem arca com o sucesso (lucro. Ele está provendo um bem ou serviço que as pessoas desejam) ou fracasso (prejuízo. Indicando que ele não está consumindo recursos escassos e não está provendo bens ou serviços corretos ou está fazendo de uma forma completamente errônea).

    Metade das empresas não passa do terceiro ano de vida E o que ocorre com os empreendedores fracassados - senão 3, 4, 5 ou 6 anos de dívidas? Uma parcela significativa da vida de qualquer pessoa: você poderá dificilmente casar, financiar um carro, imóvel ou mais - no Brasil, há até mesmo a prática de ir embora do país.

    Olha-se muito (em olho grande, inclusive, por parte do estado) os empreendimentos de sucesso, que logram atingir seus 5, 10 anos de vida; é omitido que somente uma minoria dos capitalistas entende os sinais do mercado com perfeição e são capazes de sustentar um empreendimento até aquele ponto. Geralmente, as empreitadas de sucesso advém justamente "dos primeiros a chegar e últimos a sair" - um mandamento cabal em qualquer listinha de dicas para novos empresários.

    O ato do empreendedorismo - de adiantar bens presentes (gastar seu capital: pagar salários, alugar terreno, adquirir máquinas, etc) na esperança de que consegue fazê-los render mais do que seus custos ao prover um novo bem e serviço às outras pessoas - é inerentemente suscetível à tragédia da incerteza: o mercado é, como explanado, BRUTAL com erros no direcionamento de recursos escassos.

    Enquanto isso, na política, o estado pode servir quaisquer serviços e esses não precisam satisfazer ninguém para existir - na escola pública, por exemplo, a satisfação das crianças é completamente irrelevante para o mantenimento do empreendimento e dos empregos. Seus erros são remunerados com mais recursos direcionados a serviços que não têm motivo para funcionar; completa lógica inversa do empreendimento.
  • Rene  25/05/2018 16:14
    E vc está esquecendo de uma coisa importante: O empresário, com todas as dificuldades que você mencionou acima, inerentes ao ato de empreender, ainda vai se obrigado a ter um sócio majoritário, que não assume nenhum risco junto contigo, mas que abocanha a maior parte dos lucros. Um sócio que vai te pedir para fazer várias coisas que irão destruir a tua produtividade. E ainda que vai te punir com rigor caso você descumpra qualquer uma das suas exigências malucas. Um sócio que descumpre todas as obrigações do negócio que, em tese, seriam de responsabilidade dele (Sempre dizendo para você que a grana que você passou para ele não é suficiente. Ele precisa de mais). E ainda por cima, tem a cara de pau de ostentar gastos supérfluos com o teu dinheiro. Será que eu preciso dizer aqui de quem eu estou falando?
  • anônimo  19/01/2018 15:07
    O estado tem o monopólio da maior arma de propaganda que existe: o controle da educação.

    De geração a geração é vendida a idéia que o estado é necessário (vejo isso diariamente na faculdade) e insubstituível, e que os políticos são nossos representantes e fazem apenas aquilo que nós mandamos. Aliás, sejamos sinceros, isso também acontece em praticamente em todos meios, rádio, TV e internet (embora nesta haja alguma reação contrária) .
  • 4lex5andro  19/01/2018 19:21
    Com sinceridade, é na net, o único espaço onde a "imperatividade" do Estado é contestada, nos outros meios dos grandes veículos de comunicação [e alguns com concessões estatais quase pétreas] há um silêncio estarrecedor diante de tantas crises que o Brasil passou e ainda vem passando.

    Um país fascista pode até disfarçar-se de democrático [mesmo as nações comunistas do leste europeu assim se denominavam, como a antiga Alemanha Oriental vulgo "DDR", Democratik Deutsch Republik], mas seu capitalismo vai ser sempre em função do Estado, bem como seus mecanismos e jamais, como deveria ser, em função do mercado livre.

    Por ser muito constrangedor reconhecer, mas é isso que o Brasil se tornou.

    Mas nenhum meio de comunicação além de sites como este, terá honestidade de admitir divulgar isso.
  • Erick  19/01/2018 15:09
    Muito bom o artigo. Os políticos são escória mesmo e saem impunes.
    Mas e quanto a empresários que despejam seus resíduos químicos nos rios de toda uma cidade? E favelados que usam de esgoto o córrego? Eles também estão impunes.
  • Vladimir  19/01/2018 15:21
    Quem cuida dos rios é o Ministério do Meio Ambiente, que, com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", protege as indústrias com boas influências políticas e discrimina novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.
  • Pensador Consciente  19/01/2018 17:31
    Vladimir existe também a alternativa da comunidade prejudicada pela poluição entrar com ação coletiva contra a indústria poluidora,mas como a Justiça é lenta,os advogados da indústria poluidora são poderosos e o lobby no congresso para favorece-lá é fortíssimo o que demonstra que o estado está envolvido até o pescoço na catástrofe e ainda vem gente defender este modelo de gestão dos serviços públicos,ou seja privatizar todos os serviços públicos é a melhor opção,não será o paraíso na terra,mas com certeza com a concorrência no fornecimento destes serviços(Justiça,Educação,Saúde,Segurança,Infra-estrutura,Controle da Poluição,dentre outros)o custo e a eficiência serão maiores e melhores do que é hoje,ou seja o sujeito só será miserável se quiser,pois hoje em dia estamos sendo forçados a viver miseravelmente para sustentar este monstrengo parasita e que pessoas bem-intencionadas chamam de mal-necessário e que nós libertários chamamos de Leviatã.
  • Jonas Naves  19/01/2018 15:39
    As brechas inevitáveis nas regulamentações e subsídios que a esquerda tanto defende.

    As leis não se aplicam ao corporativismo de políticos e empresários oligarcas.
  • Andre Cavalcante  19/01/2018 16:25
    Olá,

    "Mas e quanto a empresários que despejam seus resíduos químicos nos rios de toda uma cidade?"

    Isso é um erro? Uai e quem se arvorou de fiscalizar esse erro? Você acabou colocando mais um item ao artigo:

    i) A política ambiental, que no fundo só faz a proteção de empresas já estabelecidas (vide Vale do Rio Doce), faz com que empresários gananciosos despejem toneladas de resíduos químicos nos rios, cuja responsabilidade de fiscalizar é do governo e, por erro (não-intencionalmente e intencionalmente) dos agentes públicos, que não fazem a fiscalização de forma correta redunda em consequência na piora da vida de milhões de pessoas que dependem daquele recurso natural.

    "E favelados que usam de esgoto o córrego? Eles também estão impunes"

    Mais um item:

    j) Como o estado se arvora de ser o garantidor monopolista da propriedade privada e da justiça, milhões de pessoas que moram em favelas não conseguem nem um simples título de propriedade, o que lhes impede acesso a um sistema financeiro (que poderia modificar a sua vida), nem ir à justiça contra eventuais vizinhos poluidores. Nem tampouco vizinhos prejudicados pela poluição da favela vai conseguir ir à justiça (vai processar quem? a comunidade? o governo?) Quem arca com esses prejuízos? Toda a população que vive ao redor das favelas.

    --

    Engraçado como as pessoas não pensam em como o sistema está montado justamente pra beneficiar o estado em detrimento do restante! E ainda acham que certos "erros" do sistema não são fruto justamente da ineficiência ou da pré-meditação das ações dos ditos "agentes públicos".

  • Pensador Consciente  19/01/2018 18:17
    Bem lembrado André Cavalcanti o esgoto e o lixo da favela nos córregos é culpa do estado ou da população,pois quando é a industria poderosa,o capitalismo é demonizado e satanizado,já quando é o povo o poluidor a esquerdalha, os estatistas e os desinformados os chamam de vítimas,enfim o estado é o grande vilão nos dois casos ao se omitir de fazer seu papel de fiscal e mantenedor do meio ambiente nas vias urbanas e dos recursos hídricos no campo e nas cidades.
  • Insurgente  28/05/2018 12:50
    Alguns colegas e comentaristas de facebook continuam colocando a culpa no imperialismo americano, ao dizer que parte das coisas ruins que estão acontecendo - no caso a paralisação/greve dos caminhoneiros e o preço dos combustíveis, por exemplo - estão associados ao fato de que os estrangeiros querem tomar o petróleo dos brasileiros, via empresas gringas que " sugará o nosso dinheiro e levará as nossas riquezas". É mole?

  • Neto  19/01/2018 15:12
    Existem vários tipos de erros:

    1- Erros honestos, em que a pessoa sinceramente buscou agir certo, mas dispunha de informações insuficientes e/ou inexatas;

    2- Erros cognitivos, em que a pessoa de algum modo processou as informações de forma errônea;

    3- Erros deliberados, em que a pessoa age de forma propositalmente errada.
  • Andre Cavalcante  19/01/2018 16:29
    Diria que 90% dos erros dos políticos são do tipo 3. Uns 9% são do tipo 2 (ignorantes úteis, que são peões nas mãos dos outros mais espertos) e só uns 1% são de fato erros do tipo 1.

    Estatísticas completamente minhas e ninguém tem nada a ver com isso! :) :) :)

    Abraços

  • thiago  25/05/2018 13:30
    Erros do tipo 3 são os chamados crimes e se baseiam na má-fé.
  • Henrique  19/01/2018 15:20
    O livre mercado também não está imune a erros. Por exemplo:

    Um empreendedor privado pode muito bem pegar um empréstimo em um banco privado, investir em um negócio, contratar mão de obra, ser mal sucedido e quebrar. É correto afirmar,nesse caso, que apenas esse empreendedor será punido pelo seu erro?

    A resposta:

    Pessoas ficaram desempregadas e o banco ficou com prejuízo , então não se pode afirmar que só o indivíduo que cometeu o erro foi punido, outras pessoas também foram punidas pelo erro, então quem pagou foi a sociedade; pessoas que não tiveram participação na decisão arbitrária de um indivíduo que almejava um sucesso particular.

    Seguindo o mesmo exemplo...

    Vários indivíduos podem fazer o mesmo e, ao mesmo tempo, movido por uma especulação serem mal sucedidos em determinado setor econômico. O prejuízo pode ser imprevisível e quem vai pagar pelo erro dessa minoria? A sociedade.

    A sociedade é assim, poucos tomam decisões para tentar beneficiar muitos. E não dá pra dizer que só tivemos prejuízos, que não houve progresso nesses últimos anos no Brasil. Muita gente melhorou de vida, passou a ter um conforto que antes não tinha.

    Houve erros inaceitáveis, principalmente por questões ideológicas, que o governo anterior cometeu. Exageros em incentivos econômicos e muita auto confiança com relação ao futuro do país. Houve também a mentira em tentar esconder a crise que já estava dando sinais claros antes das últimas eleições. A resultante disso é o que estamos passando hoje.

    Governantes erram e a única punição que o povo pode dar é a sua não reeleição.
  • Paul Kersey  19/01/2018 15:44
    "Um empreendedor privado pode muito bem pegar um empréstimo em um banco privado, investir em um negócio, contratar mão de obra, ser mal sucedido e quebrar."

    Bom, até aí não houve nenhum "erro de livre mercado". Houve apenas um fracasso empreendedorial, algo que ocorre diariamente.

    "Erro de livre mercado" seria quando conjuntamente todos os empreendedores fazem merda.

    "É correto afirmar,nesse caso, que apenas esse empreendedor será punido pelo seu erro?"

    Sim.

    "Pessoas ficaram desempregadas"

    Pessoas que voluntariamente escolheram trabalhar nesse empreendimento. Ninguém foi forçado a isso. E, ademais, tais pessoas ganharam dinheiro enquanto estavam trabalhando (é extremamente comum os assalariados de um empreendimento recém-iniciado ganharem dinheiro antes do patrão). Como isso é ser prejudicado?

    Era preferível nem sequer ter trabalhado e ficado sem ganhar dinheiro?

    Falar que demissão é "erro de livre mercado" é nonsense total.

    "e o banco ficou com prejuízo"

    Na verdade, não, pois bancos só concedem empréstimos tendo colaterais. Provavelmente ativos do tomador do empréstimo serão arrestados. Não precisa ficar com pena dos bancos.

    "então não se pode afirmar que só o indivíduo que cometeu o erro foi punido, outras pessoas também foram punidas pelo erro"

    Pessoas que voluntariamente decidiram se associar ao empreendedor fracassado. Ninguém foi coagido a nada. E, ademais, tais pessoas ganharam dinheiro enquanto estavam trabalhando (é extremamente comum os assalariados de um empreendimento recém-iniciado ganharem dinheiro antes do patrão). Como isso é ser prejudicado?

    "então quem pagou foi a sociedade; pessoas que não tiveram participação na decisão arbitrária de um indivíduo que almejava um sucesso particular."

    Oi?! Que salto de lógica foi esse?

    Um sujeito abre uma padaria na minha cidade e um mês depois fecha. Como é que eu fui prejudicado?

    Desculpe, mas perdi o interesse em ler o resto.
    Quando as premissas são completamente falhas, a continuidade do raciocínio não tem como apresentar algo inovador.
  • Camila Gonçalves da Silva  26/05/2018 22:57
    Obrigada, esse comentário me deixou aliviada, pensei que somente eu não estava entendendo o raciocínio do colega.
  • Tulio  19/01/2018 15:46
    "Governantes erram e a única punição que o povo pode dar é a sua não reeleição."

    Uma punição bastante suave, não?

    Aliás, essa é a demonstração mais clara de como os políticos são capazes de externalizar seus erros com impunidade: a responsabilidade de um governante que destrói a economia se limitar apenas à sua não-reeleição.

    O estrago gerado é totalmente desproporcional a essa eventual "punição".
  • Kira  20/01/2018 06:12
    Sempre que um político prejudica a economia, ele está causando um efeito tão deletério quando um invasor de própriedade que causa danos ao seu dono, rouba e prejudica a subsistência e saúde de milhões de indivíduos, tudo isso de foranos, ma sistemática e em diversos níveis. Deveríam nem existir, mas existindo deveriam ser punídos por crimes que competem a estes delitos. O simples fato de intervirem é uma invasão que os coloca como seres que por algum motivo teriam uma mítica e anômala justificativa para manipular os preços do mercado e os serviços dos outros, tudo usando desculpas como "justiça social", ao fazerem isto, já se arvoram como detentores do martelo existencial, algo lhes confere alguma moral acima dos homens para os tornar capacitados de oferecer a panacéia. Quem os garante legalidade e moralidade acima de todos para decidirem de quem tomam e por outrem?
  • Felipe Lange  19/01/2018 15:21
    E ainda existe o caso do político causar isso propositalmente para ganhar mais votos e ajudar o estado a se expandir ainda mais.

    Estado é a encarnação do demônio na Terra.
  • Cientista Político  19/01/2018 15:49
    Vale lembrar que os governantes só representam, a rigor, aqueles que votaram neles, e não aqueles que não votaram neles. Consequentemente, ninguém deveria ser obrigado a pagar pelos erros daqueles governantes que não receberam seu voto.

    Presidentes e governadores de estado têm poder sobre seus não-eleitores simplesmente porque a lei assim obriga, e não porque esse é o desejo de seus não-eleitores. A representação não-consentida faz com que aquele involuntariamente representado pague pelos erros de seu político não-desejado.
  • Andre Cavalcante  19/01/2018 16:05
    O item c) dá a entender a política de crédito farto, que gerou o aumento no preço dos imóveis foi muito ruim para o comprador, mas há também a questão do vendedor. Com preços majorados no período anterior e, agora, vivendo-se em plena crise de crédito (necessário ajuste pela esbórnia de crédito no período anterior), ninguém tá conseguindo vender nada, ou ao menos não consegue-se vender pelos valores esperados. A sensação é que o preço dos imóveis implodiu: casa avaliadas em 500, 600 mil reais uns anos antes, hoje podem se vistas por 350, 400 mil, e olha que a inflação não foi baixa. Interessante, hoje os imóveis estão caros para quem compra (não se tem dinheiro e nem crédito pra isso) e estão baratos para quem vende (não se consegue vender a preços de hoje, mas somente a preços de muitos anos atrás), ou seja, ruim pra todo mundo (não só pro consumidor).

  • Breno  19/01/2018 16:22
    Até concordo com você, mas ainda assim há a questão de que o vendedor de hoje nada mais é que o comprador de ontem, ou seja, aquele cara que entrou no mercado no auge da bolha e que, por isso, se estrepou todo.

    Só que, apesar de estar com seu imóvel encalhado, esse cara ao menos está em posse de um imóvel. Na pior das hipóteses, ele tem onde morar. Já o resto do povão ficou sem condições de comprar casa (por causa dos preços altos) e teve de recorrer ao Minha Casa Minha Vida, endividando-se para o resto da vida e ainda assim tendo de enfrentar preços igualmente crescentes.

    Já a outra fatia foi para as favelas.

    Ou seja, o vendedor encalhado de hoje (nada mais do que um cara que especulou errado) ainda consegue estar em uma situação muito melhor que a do resto.
  • Mais Mises...  28/05/2018 12:04
    Então, foi nesse 'descompasso' (imóveis mais baratos e falta de crédito no geral) é que consegui comprar o meu apartamento. Felizmente, após longos 15 anos poupando, quando o mercado demonstrou queda nos preços, lá estava eu e minha esposa com a grana exata pra comprar o que 2 anos antes estava 20% mais caro!
  • Político  19/01/2018 16:13
    Culpar políticos e burocratas pelos erros do governo eleito é como culpar o pão bolorento ingerido intencionalmente pela intoxicação alimentar. Os políticos são premiados com votos pela má gestão dos recursos públicos, leia-se políticas populistas.
  • Amante do Capitalismo  19/01/2018 16:21
    Se o ministério público fosse sério, nego pulava pela janela do prédio depois de ler esse questionário.

    O MP virou um defensor do estado, deixando a população como meros escravos do estado. O último objetivo do MP é defender as pessoas. A defensoria pública não passa de oportunistas, que usam as leis abusivas para fazer " justiça social" e defender seus próprios emprego.

    Essa lista tem os pontos principais, mas ainda tem muita coisa. O FGTS é saqueado dos trabalhadores impondo rendimento abaixo da inflação. As pessoas pagam IPVA, mas andam em ruas que parecem trilhas asfaltadas. Pagam ônibus com wifi e interface usb, mas não usam transporte público.

    Enfim, ame o capitalismo. O seu chefe sempre vai estar mais preocupado com você do que o governo.
  • Daniel  19/01/2018 16:23
    Isso que dá a eleição de analfabetos.
  • Pobre Paulista  19/01/2018 16:59
    Algum minarquista pra defender que um "estado limitado" (sic) consegue impedir que os políticos pratiquem TODOS os itens acima?
  • Pedro Mendes  21/01/2018 00:48
    Como digo pro meu colega MIMInarquista, eu não me preocupo nem perco tempo debatendo política, se fulano tá aprovando projeto ou "melhorando" algo, que se dane!

    Eu digo o contrário: Que sejam alvo de desprezo e repúdio, política é barganhar a própria escravidão!
  • LiberRJ  23/01/2018 20:11
    Se é, de fato, um estado mínimo, não há leis que impeçam o cidadão comum de ter a posse de um fuzil.

    Entretanto, o preço da liberdade, seria a eterna vigilância sobre essa "pequena gangue", para que a mesma não se tornasse um "governo federal" intrujão, desses por aí.
  • gabriel batista  19/01/2018 17:03
    Boa tarde.

    Ótimo texto como sempre todos os dias venho aqui ler, mas faz pouco tempo.

    Uma dúvida é sobre o tesouro do governo, o governo emiti divida, isso que não entendo, seria como ele me emiti R$ 50,00 em divida eu compro isso, ele usa meu dinheiro e eu ganho uma porcentagem em cima disso?

    Outra coisa é a divida publica, eu entendo que o governo não gerar riqueza apenas nos rouba com impostos, mas e quando ele está sem dinheiro o que ele faz? simplesmente imprimi mais ou ele pode pegar emprestado com "alguém" e quem é esse alguém que pode financiar um governo?

    pode ser duvidas simples mas essas ainda não compreendi.

    obrigado.

  • Demolidor  19/01/2018 18:36
    Isso mesmo. Se não aumentar impostos, o governo inflaciona a base monetária e/ou emite dívida. Ambas são medidas inflacionárias no longo prazo.

    No caso da dívida, ele não usa seu dinheiro. No momento em que você compra, a base monetária do momento é reduzida. Os juros que você recebe são parte da expansão monetária nos anos seguintes. Ou seja, mesmo com a deflação no curto prazo, o contrato determina que tudo termine em inflação, de qualquer modo.
  • Demolidor  19/01/2018 18:42
    Creio que cometi um lapso. Onde eu disse que o governo não usa o seu dinheiro, eu quis dizer "não necessariamente". É comum que títulos de dívida emitidos pelo banco central sirvam como instrumento para controlar a alta dos preços resultante da inflação da moeda.

    Na realidade, o governo também poderia pagar tua dívida por aumento da arrecadação, mas via banco central, normalmente é o caso que descrevi que acontece.
  • Economista  19/01/2018 20:13
    Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele incorre em um déficit orçamentário. Ato contínuo, para fechar as contas, ele emite títulos do Tesouro. Quem compra esses títulos? Pessoas físicas (via Tesouro Direto), pessoas jurídicas, fundos de investimento e, acima de tudo, bancos.

    O governo então usa esse dinheiro arrecadado e o gasta. E os detentores da dívida (que estão em posse dos títulos) serão remunerados no futuro, com juros.

    O governo -- no caso, o Banco Central -- não mais pode imprimir dinheiro para financiar diretamente o Tesouro. Isso era permitido até meados da década de 1990 (o que causou a hiperinflação). Hoje, é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e está na Constituição.
  • Djalma  19/01/2018 23:09
    Pelo que vc falou e se eu entendi direito, a culpa da hiperinflação dos anos 80 era única e exclusivamente do governo que já naquela época não controlava seus gastos fazendo com que o banco central ano a ano imprimisse mais dinheiro para saldar as dívidas da máquina pública?
  • Economista  20/01/2018 00:10
  • Paulo Henrique  20/01/2018 00:51
    É preciso não confundir o deficit como causa da inflação. Collor, por incrível que pareça, tentou reduzir o deficit - e até abriu um pouco a economia do Brasil para importação - mas não atacou a principal causa da inflação na época, a moeda estar sendo esfacelada.
    Um governo pode vivenciar déficits e ficar com inflação relativamente controlada , essa, alias, é a nossa situação atual.
    O nosso modelo atual impede que o governo financie diretamente seus gastos por meio da criação direta de dinheiro. Eu disse diretamente. Ainda existe outros meios que podem provocar inflação. Mas nada que possa nos levar a uma hiperinflação. Nesse sentido, aqueles que falam que o Brasil pode se tornar uma Venezuela pode ficar tranquilo por enquanto. Antes precisamos virar uma argentina.
  • Andre  20/01/2018 01:43
    É sério que tem gente que ainda tem dúvida disso? Até o Sarney e Collor na época já confessaram isso.
  • Jango  22/01/2018 05:38
    E ainda hoje há esquerdistas que não aceitam.
  • Jfox  19/01/2018 18:01
    Um individuo inepto, corrupto, e insano que não assume seus atos principalmente sendo um politico pode causar inclusive o colapso de civilizações inteiras deveria ser enjaulado e jogar a chave fora.
  • Geraldo  19/01/2018 19:39
    [OFF] O que dizem do que aconteceu com essa moça?

    g1.globo.com/economia/noticia/fico-pensando-em-leis-enquanto-limpo-privadas-a-advogada-que-virou-faxineira-em-sao-paulo.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

    O que dizem de ela não conseguir emprego em lugar nenhum porque processou seus antigos patrões porque estes a assediavam moralmente?

    E pior que esse não é um caso isolado: no Brasil, processou um, não arruma mais emprego.
  • Andre  20/01/2018 16:43
    Já vi antes casos se advogados fracassados antes, mas esta superou todos, a base da relação empregado empregador é a confiança, na mesma proporção que uma empresa que costuma atrasar salários vai pegando má fama no mercado e afastando os bons profissionais, um empregado que processa sua antiga empresa vai pegando fama de encrenqueiro e afastando oportunidades de trabalho. Qualquer peão de obra sabe que para cada má recomendação que tem no mercado de trabalho precisa de duas boas, a advogada em questão errou nao em processar o antigo empregador, errou em não montar um poderoso network para se recolocar adequadamente em sua área de estudo.
  • Felipe Lange  20/01/2018 20:47
    Quando se vive em um cenário estatista...

    Agora, deduzo que a pessoa até arrume emprego porque já que existe esse risco de não arrumar emprego, por que então o Brasil continua o país com maior número de processos trabalhistas por ano?

    Acho que uma empresa que pratica assédio moral merece um severo boicote social. Mas é aí que está: o que é assédio moral para eles?
  • Kira  20/01/2018 05:59
    "Isso, e nada mais do que isso, é a síntese da política estatal: uma maciça socialização dos prejuízos imposta sobre o conjunto de cidadãos inocentes por um grupo de pessoas irresponsáveis que se arrogam a autoridade de governar a todos"

    "SOCIALIZAÇÃO DE PREJUÍZOS" o argumento que define tudo sobre o estado e o seu controle sobre os meios de produção. A única coisa verdadeiramente socializada são seus prejuízos.
  • Jfox  20/01/2018 12:04
    que vai ser revogada num futuro próximo entre outras coisas
  • Jonas Fagá Jr.  20/01/2018 15:28
    Excelente artigo, para variar. Chega a ser um fato tão básico, mas TÃO BÁSICO, que é realmente surpreendente (para não dizer decepcionante) continuar escutando gente supostamente "respeitável" defendendo a constante intervenção do Estado nos negócios. Criadores de pobreza, é o que são.
  • Mar  21/01/2018 13:14
    Me surpreendo como mesmo em mentes menos estudadas ainda há um requinte de sofisticada sabedoria.

    Lembram-se do radialista Alborghetti? Ele mesmo já dizia, "tudo que pinta de novo, pinta na bunda do povo".
  • Gordo Capitalista  21/01/2018 14:31
    Socialismo é uma doença mental chamada burrice.

    O socialista não arruma emprego e não produz nada, depois quer que todo mundo redistribua sua renda.

    No máximo, o socialista arruma um emprego de jornalista, para aumentar o número de reclamações.
  • Estado não é Deus e não manda na minha vida  21/01/2018 23:57
    A maioria dos que defendem a constituição e usam corrupção como argumento de ataque a política não conhece nem a constituição nem mesmo a história pregressa desse país. Só em saber que a república foi fruto de um golpe na tentativa de barrar o ingresso da revolução industrial, que diga-se de passagem, o Brasil foi um dos últimos lugares do mundo a adotá-la.. chegou tardia aqui, no final os republicanos não tiveram escolha, mas essa foi a intenção original, apenas isso para uma pessoa honesta é suficiente para não levar qualquer coisa redigida des de então e chamada de lei a sério. E como se vê, os tais republicanos não se arrependeram do seu propósito original, pois ainda abominam o mercado que é fruto da mesma revolução industrial. O país só teve ditadores des de então, socialismo é algo intrincado na cultura da america latina. Voltando a questão da cosntituição, apenas costuma defender os hipócritas demagógicos, ou os ignorantes que querem se sentir importantes como alguém que "participa e se preocupa" muita gente se comporta assim e engoliu o argumento da corrupção. Isto é tão verdade que como se pode comprovar rápido, basta verificar o conhecimento do brasileiro médio a respeito de outras constituições como a dos EUA e de países de primeiro mundo em geral. O conhecimento é nulo, até mesmo o passado anterior a república é nebuloso e o conhecimento da constituição anterior também. O brasileiro vive numa bolha continental, e quando alguém argumenta o que existe la fora as respostas são as mais caricatas: "não somos EUA" "são problemas deles, temos que cuidar do que vivemos aqui" "não tem como comparar" tudo isso é em grau mais direto ou menos direto outra mentalidade de neandertal incrustrada aqui pela esquerda que é o ódio ao capital estrangeiro, aos EUA, ao "imperialismo". Esse país é uma bolha medíocre de gentinha arrogante e pretenciosa, que persegue tudo o que é externo. Qualquer possibilidade de mudança dessa mentalidade ainda deve passar por mais de 5 gerações, isto se no meio do processo alguma delas não destruir tudo no caminho pondo tudo a perder. Não se tira esse povo da ignorância de uma só vez, não importa o quanto a verdade seja posta com exemplos. A maioria ainda vive uma ezquisofrenia em detestar o estado e ao mesmo tempo odiar o mercado, ao passo que reclama do desemprego (que só pode deixar de existir como algo crítico com o aumento de oferta, o que implica aumento de mercado), o brasileiro médio é um povo perdido em uma selva escura e sem trilhas.
  • kira  22/01/2018 01:40
    Se você é contra o sistema de cotas os esquerdistas te chamam de racista, facista, nazista e porcarias do tipo. Mostrar o óbvio é despertar o ódio contra você que é na psicose deles a encarnação do mal. Ora, até parece que agregar um valor de nota completamente artificial para o exame de um indivíduo que teve toda uma construção cognitiva, cultural defasada pela educação estatal é algo que pode solucionar de fato o problema de inclusão nesse país! Um indivíduo que entra na faculdade nessas condições, não se tornará um gênio da noite para o dia, normalmente encontará imensa dificuldade, somada as suas dificuldades já financeiras, tenderá a levar mais tempo a concluir e muitas vezes simplesmente não consegue, oras, a solução não é criar um crescimento educacional ridiculamente fajuto, mas simplesmente modificar toda a educação básica e melhorá-la, (não que eu acredite que o estado seja capaz ou interessado nisso), mas a verdade não deixa de ser verdade pela falta de interesse de nossos governantes.

    Falar obviedades como essa de que tudo isto não passa de um meio populista e político para agariar idiotas úteis que sendo eles verdadeiramente preconceituosos e segregadores acreditam em "justiça social" ou "dívida histórica" a ser paga por indivíduos que nada tem haver com o que foi cometido por acenstrais de mais de 500 anos e ironicamente pelo próprio estado! Tudo se resolve com cotas na cabeça desses imbecis e qualquer um que discorde é chamado de nazista. com o argumento do "preconceito velado" que de fato existe, precisam sair acusando qualquer um que veem sem conhecer e sem qualquer pudor, de que todos são racistas, homofóbicos, a sociedade o construto abstrato de suas psicoses o é. Na perspectiva deles não há possibilidade de defesa. Isso e tantos outros fenomenos que ocorrem aqui, são um exemplo dessa mentalidade de " gentinha arrogante e pretenciosa" como você mesmo mostrou, te ofendem e acreditam que tem algum monopólio ou "liberdade moral para isso" gentinha nojenta e imunda, idiotas a serviço de outros palhaços ladrões que vivem as custas dos escravos que são obrigados a pagar impostos para sua senzala o estado brasileiro. Este tema mesmo que coloquei aqui é um ótimo exemplo da esquizofrenia que vc fala.
  • Jango  22/01/2018 05:34
    O Brasil teve a mesma sorte da Argentina, Uruguai e Venezuela de ter atraído milhões de imigrantes europeus (e consequentemente investimentos estrangeiros) desde a sua origem. E ainda assim não conseguiu aproveitar quase nada.

    Por que esse lixo de país não foi colonizado por ingleses ao invés de portugas burros?
  • 4lex5andro  22/01/2018 14:35
    Nem tanto; Guiana e Jamaica foram colonizados pelo Império Britânico e isso não mudou muita coisa, bem como Suriname e Antilhas no caso dos Países Baixos.

    O que importa na colonização de um país é a cultura de geração de valor pelo trabalho, e pelo trabalho assalariado; sorte dos países protestantes foi ter adotado o trabalho servil em menor tempo e escala nas américas, central e do norte.

    Diferente de Portugal que fez disso a base de sua (limitada e fugaz) prosperidade.

    O valor do trabalho remunerado, e prosperidade advinda disso, era algo que causava aversão aos países ibéricos.

    Daí o Brasil ser o que é.
  • João Pedro  25/05/2018 01:34
    Quais são as fontes que os países ibéricos tem aversão ao trabalho, 4lex5andro ?
  • Luiz Moran  22/01/2018 10:07
    Já há no título do artigo um equívoco quando afirma que [..] Políticos erram...[...].

    Não houve erro nenhum, o que houve foi um esquema criminoso impetrado pelas quadrilhas que estão nos 03 Poderes que pilhou as riquezas do Brasil nos deixando uma conta impagável que carregaremos por décadas nas costas.

    O Brasil é uma nação criptocomunista "funcionando" num modelo econômico fascista.

    A grande mídia, que é o chamado "4.º poder", também faz parte da quadrilha.
  • anônimo  22/01/2018 20:14
    O governo erra porque o dinheiro não sai do bolso dele e o pior que não é punido por esse erro!
  • Lel  23/01/2018 04:43
    Esse artigo condensou perfeitamente a verdadeira essência do Estado.
  • Emerson Luis  31/01/2018 10:23

    "É extremamente raro — se não inédito — ver um político reconhecer que seu governo errou"

    Pelo que sei, FHC gostaria de não ter feito as privatizações. Serve?

    * * *
  • Marcelio  01/02/2018 13:08
    Leandro e Ubiratan

    Acho que este estudo do controle de preços da Petrobrás é melhor do que esse que você postou na alínea 'a':

    zbn.com.br/controle-de-precos-da-petrobras-chegou-hora-de-pagar-conta/

    Tem dados mais robustos que sustentam a argumentação.
  • Anônimo  24/05/2018 15:58
    Galera, vamos compartilhar esses artigos do mises o máximo possível, no whatsapp, twitter, tudo. Isso é muito importante para valorizar o trabalho dos caras, e para ajudar as pessoas a entenderem melhor o que está acontecendo no nosso país. A mudança tem que começar de baixo, na mentalidade, na cultura e etc. Abs.
  • Amante da Lógica  24/05/2018 16:07
    Estamos apenas vivenciando mais um exemplo prático de como o governo destrói a economia. Pode observar: todos os problemas atuais do Brasil se resumem a um ponto: o governo tem de confiscar o máximo de renda possível da população para bancar seus gastos.

    E quais são os gastos do governo? Basicamente, bancar políticos e funcionários públicos marajás (como o pessoal do judiciário e seu privilégios nababescos).

    E como o governo gasta mais do que arrecada, ele tem que se endividar. Quem se endivida, paga juros.

    Portanto, o governo tem de confiscar renda da população tanto para bancar seus próprios marajás como para pagar quem empresta dinheiro ao governo. Há algum candidato denunciando isso?

    Aumentar impostos sobre combustíveis e reonerar folha de pagamento é apenas mais uma fonte de renda para o governo manter seus marajás -- e com isso destruir a economia.
  • Paulo  24/05/2018 16:46
    Ainda acrescentaria a bolha de caminhões, que levou a um excesso da frota, derrubou os fretes, isso, aliado ao aumento dos combustíveis e a carestia da economia, explica boa parte do descontentamento dos caminhoneiros

    Segundo a Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC), a redução do valor pago pelo frete entre a safra 2013/14 e a safra 2014/15 foi de aproximadamente 25%.

    O diretor executivo a ATC, Miguel Mendes, cita exemplos de preços de frete reduzidos de municípios do Médio-norte de Mato Grosso até o porto de Santos (SP). Partindo de Sorriso, o frete passou de R$ 315 em 2014 para R$ 235 em 2015; de Lucas do Rio Verde, passou de R$ 300 em 2014 para R$ 220 em 2015.

    Mendes afirma que o maior número de caminhões disponíveis para o frete foi o principal fator responsável pela queda no preço da atividade, já que muitos empresários e motoristas autônomos conseguiram adquirir seu veículo de carga pelo financiamento do BNDES.

    [...]

    [...] o empresário Édio Moreira de Castro, tem 60 caminhões atualmente, mas no ano passado sua frota era composta por 80 caminhões. Em uma conta rápida, ele calcula que está tendo prejuízo de cerca de R$ 453 por viagem caso faça um frete de Lucas do Rio Verde para Rondonópolis, com um caminhão de 7 eixos cobrando R$ 70 por tonelada.

    Castro aguarda agora uma resposta do governo sobre as reivindicações. "Minha vontade é de vender todos os caminhões, porque do jeito que está a atividade fica inviável, estamos tendo prejuízo e assim vamos à falência", diz.


    Artigo citando o texto aqui
  • Andre  24/05/2018 17:03
    A atual greve de caminhoneiros colocou o Brasil no caos e para solucionar o governo vai providenciar um caos pior ainda adiante. 2019 será um ano inesquecível para os brasileiros.
  • Paulo  24/05/2018 17:07
    Essa alta do petróleo esta relacionado ao dólar? Eu li uma vez um comentário nesse site correlacionando a força do dólar com o preço das commodities
  • Tulio  24/05/2018 17:48
    Sim e não. O dólar deu uma enfraquecida mundial entre julho de 2017 e abril de 2018, voltando a subir depois. Nesse meio tempo, o petróleo encareceu. No último mês, tumultos no Irã e na Venezuela fizeram aumentar o preço.

    Mas, ora, se o dólar barateia e o petróleo encarece, então o resultado líquido é nulo. Você pega menos para comprar dólar, mas paga mais em dólar para comprar petróleo.
  • Paulo  24/05/2018 18:42
    Exatamente essa correlação. Dólar fraco gera commodities em alta ; Dolar forte gera queda no preço das commodities ;

    Se você olhar o preço dessas commodities antes de 2008 e a força do dólar, percebe-se uma correlação entre os dois.

    No governo Obama, com Dólar se fortalecendo, o petróleo chegou a preços baixos..

  • Mauro  24/05/2018 17:55
    Mas o problema nem é esse. O problema é a política de preços da Petrobras. O próprio Pedro Parente veio a público afirmar explicitamente que essa política de preços foi adotada pela Petrobras com o único intuito de refazer o caixa da empresa, dizimado pela corrupção e pelo congelamento de preços do governo Dilma. Disse ele (grifo meu):

    "Quando o presidente Temer me convidou, nós conversamos longamente sobre como eu penso que deveria ser gerida a Petrobras e como ele pensa. Houve uma convergência muito grande sobre a necessidade de a empresa ter liberdade de lidar com uma variável que é fundamental para reduzir a dívida e fazer a virada"

    blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/pedro-parente-faz-o-que-prometeu-nao-fazer/

    Ademais, esse negócio de variar o preço diariamente é algo totalmente insano e anti-mercado. O trigo também é uma commodity cujo preço internacional varia diariamente, mas você não vê nenhuma padaria reajustando o preço do pão diariamente. Tampouco o fazem as pizzarias. O mesmo ocorre com a carne. E com a laranja. E com o café.

    Empresa oscilar preço diariamente pra cima e pra baixo é o exato oposto do funcionamento de uma economia de mercado. E o fato de essa empresa deter o monopólio do mercado (monopólio esse protegido pelo estado) só faz piorar a coisa.

    E piora: embora a Petrobras, como empresa, esteja correta em buscar a maior margem possível (eu também faria o mesmo), o que não dá é ela fazer isso enquanto goza de um mercado protegido pelo estado, sem ter nenhuma concorrência.

    Se é pra ter uma estatal que vai vender para o mercado interno seguindo preços estipulados pelo mercado externo, então, por definição, o governo tem de liberar a concorrência interna e externa, pois a estatal está seguindo política de mercado externo. (Variar preços internos diariamente de acordo com a cotação internacional é algo que só faz sentido se houver concorrência interna e externa.)
    Sendo assim, por que pirocas o governo tributa a importação de gasolina? E por que ele fecha o acesso ao mercado de produção e refino de petróleo? Por que ele regula o setor de distribuição e de postos tão pesadamente?


    Ou seja, o governo quer uma estatal funcionando "seguindo os preços do mercado externo", mas não quer que ela sofra nenhuma concorrência (nem interna e nem externa) de empresas privadas. Só em Banânia.
  • Paulo  24/05/2018 18:34
    Os importadores de café estão sim suscetíveis a variação diária do seu preço, os mercados voltado ao consumidor também podem variar o preço do café na prateleira, mas, essa variação é reduzida devido a concorrência e um menor impacto do preço externo do insumo , devido a estoques, ter comprado antes, etc. (Tanto que esses insumos sobem ao consumidor caso o dólar suba, quando os mercados tem de refazer seus estoques e comprar do fornecedor mais caro)

    No caso da gasolina, os postos de combustíveis seguram os reajustes da Petrobras, até mesmo reduzindo suas margens de lucro.
    Não vejo algo anti-mercado nessa política de preços da Petrobras, embora concorde que maior concorrência faria ela reduzir esse repasse as refinarias, e as próprias refinarias precisam de concorrência, por exemplo, quando o petróleo estava baixo, o Brasileiro não viu uma queda equivalente na bomba;
  • Bruno Diniz  25/05/2018 00:43
    Refinarias? 98% do refino no Brasil é feito pela Petrobras!

    istoe.com.br/nao-e-bom-para-o-pais-a-petrobras-ter-100-de-monopolio-no-refino-diz-parente/

    Começou a entender a encrenca?

    Praticamente todas as refinarias são da Petrobras e só há 3 distribuidoras: BR (Petrobras), Shell (Raízen e Cosan) e Ipiranga. Tente você entrar neste mercado altamente protegido pelo governo para concorrer com estas.

    Solução: liberar totalmente a concorrência estrangeira com a Petrobras, abolir as regulamentações para a abertura de refinarias, distribuidoras e postos, zerar o imposto de importação de petróleo, e reduzir drasticamente os impostos indiretos sobre a gasolina.

    Qual governo fará isso? Nenhum, pois isso afetaria as receitas de Petrobras e, logo, as mamatas dos políticos e apadrinhados empoleirados na estatal.

    O petróleo é nosso!
  • Luiz Moran  24/05/2018 18:43
    Eu SEMPRE desconfio das verdadeiras intenções quando uma greve é organizada por sindicalistas, muitos daqueles que hoje se dizem a favor dos caminhoneiros poderão se decepcionar quando descobrirem os reais motivos dessa paralização.

    Não podemos nos esquecer que somos uma republiqueta comunofascista, e que as grandes empresas do setor de transportes também são "financiadas" com $$$$$ dos pagadores de impostos, num obsceno troca-troca público-privado.

    Não vai demorar e assistiremos a esquerda "tomando para si" esses movimentos grevistas em nome do "povo" e "contra" esse governo "golpista", se apresentando como a solução para o problema que a própria esquerda criou.

    Não duvido que essa greve desencadeie mais paralizações em outros setores. O Brasil está a beira de uma ruptura.
  • Paulo Fernandes  24/05/2018 20:58
    lembrando sobre o debate do Igor Fuser com o Flávio Morgenstain de 2014 onde o socialista defendeu que só tínhamos petróleo por causa da PetroBrás que as forças da direita demonizavam a estatal que é um monopólio. Hoje estamos sem petróleo, Fuser diz isso no vídeo www.youtube.com/watch?v=5h3jnaGz59Q&t=2198s a partir do minuto 36:06
    esses caras só atrapalham o crescimento do Brasil.
  • Padawan  24/05/2018 22:46
    Boa noite, meus caros. Preciso de argumentos para a seguinte matéria:

    www.revistaforum.com.br/associacao-de-engenheiros-da-petrobras-explica-o-que-esta-acontecendo-na-empresa/

    Grato.
  • Vladimir  25/05/2018 00:57
    Nada mais que funças da Petrobras defendendo sua reserva de mercado (e é impressionante ver leitor do Mises, que deveria saber melhor, caindo neste engodo).

    E o pior é que os caras são tão toscos e imbecis (ou ao menos juram que os leitores são imbecis; aliás, sendo a revista A Fórum, eles estão certos), que eles na prática estão dizendo que a gasolina encareceu porque está havendo mais importação de concorrentes!

    Sério, que lógica econômica é essa que diz que mais concorrência e mais importação aumentam os preços?

    Ademais, percebeu que eles não apresentam uma mísera fonte?

    Permita-me então responder:

    O Brasil consome 3,09 milhões de barris de petróleo por dia, o que equivale a 1,13 bilhão de barris por ano.


    amazonasatual.com.br/consumo-de-petroleo-no-brasil-deve-atingir-309-milhoes-de-barris-por-dia/


    As importações foram de 207 milhões de barris em 2017.


    Ou seja, consumimos 1,13 bilhão por ano e importamos 207 milhões por ano. Isso significa que as importações representam apenas 18% do consumo. Uma mixaria.

    E esses babacas da Petrobras estão dizendo que essas importações de 18% elevaram todo o preço!

    Mas, como eu disse, não é que eles sejam burros ou ignorantes. Eles simplesmente sabem que os leitores d'A Fórum são assim.

    Agora, desanimador mesmo é ver um leitor do IMB passando aperto e pedindo arrego pra refutar um bando de funça e sindicalista corporativista...
  • Padawan  25/05/2018 01:42
    Hahaha. Não se preocupe que não caí em engodo nenhum. Inclusive, engenheiro da Petrobrás não seria nenhum exemplo de isenção. Já cansei de "espancar" os argumentos do cara que me enviou o link da Fórum. Mas é sempre bom buscar mais informação com outros leitores do IMB.
  • Marcos Rocha  25/05/2018 14:33
    Tem uma coisinha ali que eles falaram que é certa, e é interessante que poucos estão dando destaque a isso (o presente artigo até deu, mas muito rapidamente): a Petrobras passou a cobrar preços significativamente acima dos internacionais (para recuperar o caixa).

    Isso, de certa forma, realmente abriu uma janela para se importar petróleo. Mas, duh!, de que adianta importar petróleo se 98% do refino está sob monopólio da Petrobras?

    Num cenário assim, cobrar preços significativamente acima dos internacionais irá apenas gerar preços maiores para todos os consumidores. Não tem como entrar concorrência se o mercado é fechado por leis e regulações.
  • Kaio  26/05/2018 17:17
    Importação de combustível faz ter competição sim. Mas o estado brasileiro taxa de forma abusiva para que a importação se torne inviável (margem de lucro parecida, mas incertezas grandes) protegendo a reserva de mercado da Petrobras. E ainda assim 18% do combustível que está em circulação é importada.
  • Beto  25/05/2018 02:01
    O Brasil não precisa importar combustível e por isso é auto-suficiente

    Porque diabos precisamos acompanhar o preço do Barril?

    E outra, como privatizar a empresa sendo que todos os postos de extração esta com ela? Seria só dar o monopolio publico pro privado.
  • Bruno Feliciano  25/05/2018 03:44
    Boa Noticia? Ou Otimismo? Vejam só:

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/petrobras-monopolio-refino-gasolina.htm

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/04/petrobras-da-inicio-a-processo-de-venda-de-refinarias.shtml

    ''O plano é passar para frente 60% de participação em quatro de suas unidades, sendo duas no Nordeste e duas no Sul. "É uma maneira de trazer mais opções de empresas e ampliar o mercado", diz Valois.... - Veja mais em economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/petrobras-monopolio-refino-gasolina.htm?cmpid=copiaecola''


    Seria o começo de um processo de desestatização? O que acham?
  • Muricy Ramalho  25/05/2018 10:53
    Essa paralisação dos caminhoneiros serve para mostrar como o Estado brasileiro, além de ser completamente ineficiente, impede que os setores se desenvolvam pelos seus próprios esforços. É a bênção do nacionalismo tupiniquim.
    A malha ferroviária foi destruída pela companhia limitada de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Além de terem sucateado esse setor pioneiro, que foi criado majoritariamente por investimentos privados estrangeiros, dificultaram ao máximo para que nenhum empresário pudesse criar suas próprias ferrovias e vagões modernos.

    Foi excelente essa paralisação dos caminhoneiros. Serviu para mostrar para todos como nosso país é completamente atrasado e centralizado nas mãos dos burocratas iluminados que estão em Brasília.
    Serviu para mostrar que nossa logística de transportes (que mesmo alguns liberais acham que deve ser papel do Estado) é muito frágil e pouco diversificada. O setor de transportes é protecionista, com péssimas rodovias no interior do país e está a mercê de uma única empresa estatal. Ferrovias e malha portuária costeira são inexistentes no Brasil. E a malha aérea está no mesmo nível que da Índia.
    Viva o Estado bostileiro.
  • Ex-técnico  25/05/2018 13:42
    Caro Muricy, verdade o que você disse, mas garanto a você que parte considerável do burrinho, quero dizer, povinho brasileiro está lamentando que há pouca intervenção estatal nisso tudo. Haja paciência!
  • Andre  25/05/2018 13:47
    O estado brasileiro sairá fortalecido desta paralisação dos caminhoneiros, quem sairá enfraquecido é o governo Temer, está escancarado que os brasileiros médios estão pedindo ajuda para o estado:

    Pedindo que lhes proteja do aumento brutal de preços da escassa gasolina nos postos de combustíveis;

    Pedindo ao estado para que lhes assegure fornecimento de medicamentos;

    Pedindo que o estado desbloqueia as rodovias;

    Pedindo ao estado que intervenha para que garanta mais previsibilidade no preço do diesel;

    Pedindo que o estado puna severamente o locaute, atitude patronal que impede os seus empregados de exercerem sua função e engrossar a paralisação;

    Pedindo que o estado garanta que os supermercados limitem a quantidade de produtos vendidos por cliente.

    A incompetência absoluta ficou na conta do Temer e seus asseclas, os juízes, fiscais do procon, policiais rodoviários e federais estão sendo exaltados como ícones máximos da capacidade do estado em salvar a população de aproveitadores. Não ficaria surpreso se após esta confusão qualquer ímpeto privatizador se esvaziasse.
  • Ancap radical  27/05/2018 13:58
    Essa greve também serviu para mostrar que um exército privado com recursos e bem organizado consegue tomar esse país com pouco esforço, com poucos corpos e em poucos dias. O exército brasileiro é muito burocratizado por seguir ordens de pessoas que não possuem o profundo conhecimento de como funciona o país e sem a mínima ideia de como atuar de forma eficiente.

    Se eu fosse um bilionário, já estaria me planejando pra conseguir meu país continental.
  • Fernando  25/05/2018 14:23
    Qual a posição do IMB em relação aos caminhoneiros?
  • Marcos Rocha  25/05/2018 14:40
    A deles eu não sei, mas a posição libertária em relação a greves é: você pode parar de trabalhar quando quiser, mas não pode proibir outras pessoas de o fazerem em seu lugar. E tampouco pode abolir a liberdade de movimento das pessoas.

    Se você quiser encostar seu caminhão em um local adequado e ficar dormindo, sem problema nenhum. Mas você não pode proibir outros caminhoneiros de trabalhar, ameaçando apedrejar seus caminhões e furando seus pneus.

    Quem faz isso é criminoso. E é isso que muitos estão fazendo.

    A solução caso a greve continue? Liberar caminhoneiros da Argentina, do Uruguai e do Paraguai (e, obviamente, de quaisquer outros países) para vir fazer fretes aqui. Atualmente, a ANTT não deixa.
  • Fernando  25/05/2018 15:24
    Boa resposta, valeu!
  • Libertários = VERGONHA ALHEIA  25/05/2018 18:13
    Que vergonha de vcs hein


    Acontecendo tudo isso e cadê o IMB ??

    O momento oportuno pra todo mundo pedir menos ESTADO, menos IMPOSTOS e vcs não fazem nada ?

    A direita no Brasil é ridícula

    É por isso que esse país não sai do lugar

    Decepção total
  • Minerius  26/05/2018 22:23
    E desde quando o IMB é de direita?
  • Vladimir  27/05/2018 12:03
    Pois ainda bem que não entraram nessa patuscada. Qual a demanda das transportadoras (sim, a greve é das transportadoras e não dos caminhoneiros)? Subsídios, isenções e privilégios. Não há nenhuma pauta de redução do estado. Apenas querem transferir o ônus de uns para outros (ah, e querem intervenção militar, certamente para estatizar o pouco que resta).

    Essa gente (donos de transportadoras) estocou suas despensas antes de mandar seus motoristas fazerem greve. Quem vai de estrepar somos nós.

    Se o IMB tivesse apoiado esse locaute seria o fim da sua reputação. O fato de não tê-lo feito (ao contrário de outros institutos liberais) simplesmente mostra como ele é gerido por pessoas racionais e sensatas.

    E mostra também como você é totalmente incapaz de ler a realidade.
  • Carlos  27/05/2018 12:06
    Apoiar gente bloqueando estrada, impedindo a concorrência e exigindo subsídios? É sério que você achou que o IMB iria defender isso? Realmente, como disse o colega acima, você não entendeu absolutamente nada do que se passa.
  • LIBERTÁRIOS = VERGONHA ALHEIA  27/05/2018 15:33
    VOCÊ É UM BANANA !!! UM FROUXO

    Vc e todo esse pessoal do IMB !!!



    A Greve é pela redução dos impostos, era a chance de todo mundo se unir e brigar pela REFORMA TRIBUTÁRIA, brigar por MENOS ESTADO e vcs estão aí parados comendo mosca. Vcs não fazem NADA.


    Caíram na conversa da mídia dizendo que é Locaute

    E a GREVE DOS PETROLEIROS ??? É LOCAUTE TBM ???


    VCs libertários são fracos...
    os caminhoneiros essa semana provaram o PODER DO COLETIVO
    se o povo se unisse junto com os caminhoneiros, a gente podia mudar esse país

    A hora é agora

    MAS VCS SÃO FRACOS
    Só sabem criticar, não acreditam na força do coletivo
    parecem velhas rabugentas que só falam e não fazem nada

    nem um novo artigo sobre o ocorrido tiveram a decência de criar, fizeram reupar o artigo antigo.

    Lamentável....




  • SRV  28/05/2018 16:53
    Ao iludido do "vergonha alheia"

    Se vc conseguir se recuperar da vergonha que passou ao criticar o IMB, leia isto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2897

    Parabéns por ser mais um idiota útil que caiu na conversinha dos caminhoneiros e transportadoras.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  27/05/2018 15:59
    Mais um bestinha que se diz libertário, mas não estuda o mínimo pra saber como se comportar.

    Como eu sempre digo:Brasil, país dos especialistas de orelhada...o cara lê um ou dois artigos, umas orelhas de livro e já saí por aí cobrando coerência das pessoas...vergonhoso...
  • Bernardo  28/05/2018 01:32
    Eis a real pauta da greve: garantir 30% dos fretes da Conab para esses caminhoneiros e estabelecer a tabela mínima de frete.

    Temer acabou de ceder. Eles conseguiram.

    Ou seja, eis o que realmente queriam: reserva de mercado e controle de preços.

    Já pensou se o IMB apoiasse isso? Seria o fim. Fizeram muito bem em não se pronunciarem a favor, como também fizeram em 2015, quando os caminhoneiros estavam reclamando das consequências não-premeditadas de medidas intervencionistas implantadas para ajudar a eles próprios (empréstimos subsidiados do BNDES, os quais aumentaram o número de caminhões e derrubaram o preço do frete).
  • Yuri  28/05/2018 01:45
    Toda categoria profissional no Brasil quer sempre a mesma coisa: mais privilégios, mais mamatas, mais boquinhas.

    No setor público, fazem greve por aumento salarial e manutenção de mordomias. No setor privado, fazem greve por reserva de mercado e controle de preços.

    Caminhoneiros nunca quiseram redução de impostos por serem anti-estado. Eles queriam o governo reduzindo o preço do diesel simplesmente porque estava afetando os lucros deles. Se o governo retirasse os impostos do diesel e os remanejasse para os remédios, por exemplo, os caminhoneiros bateriam palma e voltariam a circular na hora.

    Taí o que queriam: reserva de mercado e tabela mínima para frete.

    Otário mesmo é quem acredita que pode haver uma pauta libertária (ou mesmo de direita) em uma greve, que é um ato inerentemente de esquerda.
  • Thom  28/05/2018 02:43
    Quais serão as consequências dessa política?
  • anônimo  28/05/2018 03:05
    Frete mais caro, alimentos mais caros, empresas pagando mais impostos sobre a folha de pagamento para bancar mais subsídios ao diesel (o governo não apenas reduziu o PIS/Cofins, com ainda aumentou os subsídios ao diesel) e taxas de juros de longo prazo maiores, pois o governo naturalmente terá de se endividar mais para bancar tudo isso (o que, por sua vez, exigirá mais impostos futuros).

    Os milionários que dirigem utilitários a diesel, como meu vizinho, estão rindo a toa.
  • Minerius  26/05/2018 22:23
    Exatamente Marcos. Nessa greve tem bandidos infiltrados que não respeitam o direito de propriedade dos outros, como foi em 2015.
  • Giuseppe  25/05/2018 16:42
    E, quando todo o intervencionismo desmorona, chamam o exército.
  • Libertários = VERGONHA ALHEIA  25/05/2018 18:18
    A greve fracassou

    1º - a categoria dos caminhoneiros é desorganizada... uma parte assinou o maldito acordo com o Conde Temer
    e isso deu brecha pra ele dizer q já fez a parte dele e já negociou (agora ele vai mandar a polícia/exército pra acabar com a greve)

    2º - a MÍDIA NÃO ta do lado dos caminhoneiros... já começou a dizer q é locaute, que se o governo ceder, eles vão pedir mais, enfim a MÍDIA dessa latrina mais atrapalha do q ajuda

    3º - A DIREITA desse país sumiu... cadê esses filhos da puta ? A hora era agora
    o povo tinha q ta do lado dos caminhoneiros, era pra paulista ta tomada
    cadê o povo batendo panela ? Reforma TRIBUTÁRIA JÁ !!!

    O prédio da Petrobrás era pra ser depradado, o povo não tem que pagar as merdas q fizeram com a Petrobrás...
  • Minerius  26/05/2018 22:22
    Pois é. Tinham que ter ido na casa dos políticos e lá no Palácio do Planalto. E tem outra coisa, esse tipo de greve não vai durar muito tempo (se já não tiver acabado) porque como eles vão ficar doando mantimentos para os caminhoneiros se estão faltando caminhoneiros para transportar esses mantimentos para os supermercados e afins?

    Só mais uma encheção de saco para prejudicar a vida de um monte de gente (muito melhor seria sonegação em massa). Bom a direita é lixo puro, são em grande maioria neoconservadores estatistas.
  • Anônimo  26/05/2018 15:53
    Alguém sabe me responder se é possível dividir a Petrobras em várias empresas antes de privatizar? Já que ela detém grande parte do território de exploração de petróleo, seria difícil uma concorrência mesmo desregulamentando.
  • Leigo  28/05/2018 13:15
    Esse artigo responde sua pergunta: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1837
  • anônimo  28/05/2018 15:29
    Muio obrigado, vi sua resposta só agora
  • anônimo  26/05/2018 23:27
    Acredito que qualquer governo Brasileiro não há erro e sim delapidação pois eles sabem o que estão fazendo.
  • Paulo  27/05/2018 04:19
    Algo que eu não compreendi.
    Se o governo ter um deficit amanha maior por reduzir impostos e não cortar gastos(exemplo hipotético de solução para essa paralização), ele apenas alterou sua forma de conseguir recursos(emissão de títulos), então, qual seria pior? Manter os impostos com deficit menor , ou ter deficit maior com impostos menores?

    Digo isso, pois tenho essa mesma dúvida em relação ao trump, nos EUA; ele não cortou gastos mas cortou impostos, isso por si só fez o deficit subir, o que exige maior captação de recursos

  • Felipe Lange  27/05/2018 15:53
    Para o futuro será pior pois não apenas haverá aumentos de impostos mas também as questões previdenciárias (e da dívida), no caso do Brasil. Pode ser bom se no caso eles cortarem gastos nesse momento. Nos EUA bem capaz de aparecer algum para fazer alguns cortes, o país tem esse histórico. No Brasil é bem mais difícil.
  • ed  27/05/2018 18:06
    Imposto SEMPRE deve ser reduzido mesmo que o estado não reduza seus gastos.

    Imagine se um bandido te assaltasse e disesse que não pode deixar de ter assaltar pois o mesmo não pode/consegue reduzir seus gastos.
  • Paulo  27/05/2018 23:06
    Ok, mas nesse caso, o bandido para de te rouba diretamente, mas ele passa a te roubar com emissão de títulos que serão comprados por empresas, bancos, etc; qual dos dois é pior para a economia? Manter os impostos com o deficit menor, ou aumentar o deficit com captação de recursos (seja por meio inflacionário - bancos, ou tungando os recursos privados) para conseguir recursos que não por imposto direto;

    Me parece que ambas as coisas são equivalentes, na verdade me parece até que o deficit é pior, se for atacado por inflação

    É entre preferir que o assaltante roube um pouco da sociedade diretamente, ou falsifique o dinheiro dela;

  • Pobre Paulista  28/05/2018 13:50
    Abaixar imposto sem reduzir custos do estado não resolve nada. Não muda absolutamente nada.

    O governo continuará se financiando, por dois meios ainda piores que os impostos: Endividamento ou emissão de moeda. Ambos os meios inerentemente inflacionário.

    Ou seja, você nominalmente está "economizando", porém seu dinheiro vale muito menos do que a "economia" dos impostos.

    Foi esse o regime que vigorou no Brasil nos anos 80, por exemplo.

    Então não tem solução, tudo TEM que passar pela redução do estado. Primeiro tem que cortar os gastos, depois o governo tem que ter superávit, e só aí dá pra cortar impostos. Sem isso só se causa inflação.
  • Ygor  27/05/2018 21:21
    Aumentar impostos é pior.

    Os EUA podem se dar ao luxo de abaixar impostos e manter gastos porque o mundo inteiro está interessado em emprestar dinheiro para eles, mesmo com juros não tão altos dos títulos americanos. Isso aumenta a produtividade das pessoas e os juros do país não aumentam tanto.

    No Brasil é o mesmo raciocínio, com a diferença que menos pessoas querem emprestar dinheiro para o governo brasileiro, que então precisa elevar os juros dos títulos para a procura dos títulos ser maior, o que eleva os juros do país (se há mais dinheiro sendo emprestado para o governo, por definição, há menos dinheiro para ser emprestado para pessoas e iniciativa privada).
  • Desenludido  27/05/2018 15:03
    E agora o governo já avalia o congelamento do diesel por pelo menos sessenta dias.
  • Andre  28/05/2018 11:18
    já congelou e após os 60 dias fará pequenas correções a cada 30 dias, suspensão da cobrança do eixo levantado e para autõnomos uma cobrança mais amigável do IPVA, tudo pago pelo pagador de impostos que não fez greve. Destaque para o tabelamento de preços de frete e participação de caminhoneiros autônomos para transportes estatais.
    Subsídios, tabelamento de preços e reserva de mercado. Inocente de quem acha que alguma liberdade prosperará nestas terras. 2019 será o ano da vida dos brasileiros.
  • Luiz Moran  28/05/2018 11:26
    Caminhoneiros CRITICAM o governo MAS pedem mais governo para resolver os problemas da categoria ? Não estou entendendo:
    - tabela de preços regulado pelo governo (frete mínimo)
    - reserva de mercado garantida pelo governo (30% CONAB)
    - redução do preço garantida pelo governo por 60 dias...
  • Russo  31/05/2018 22:05
    Na Russia é estatal e funciona, porque no Brasil não pode funcionar também?

    www.brasildefato.com.br/2018/05/29/na-russia-empresa-publica-comanda-a-producao-de-petroleo-gasolina-custa-rdollar-232/

    É "monopólio", é estatal, tem imposto alto e é barato. Assim funciona o preço dos combustíveis com a Estatal Gazprom, a maior companhia energética do mundo.

    Combustível barato não vem com privatização ou redução dos impostos. Combustível barato vem com controle nacional da produção e refinação do combustível.

    O combustível não aumentou por causa do imposto, aumentou porque está deixando de refinar petróleo no Brasil (que sai barato) para refinar no estrangeiro que sai no preço da cotação do dólar (super caro).

    Mesmo se reduzir imposto hoje, daqui a dois meses volta tudo igual. Para resolver o problema de uma vez por todas tem que tornar a Petrobrás 100% brasileira!
  • Americano  31/05/2018 22:30
    Ué, então por que na Rússia a gasolina é mais cara que nos EUA, que não tem estatal e o mercado é aberto à concorrência? Explica essa:

    Preço do litro nos EUA:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-gasoline-prices.png?s=unitedstgaspri&v=201805041606v&d1=20160131&d2=20180331&type=column

    Preço do litro na Rússia:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/russia-gasoline-prices.png?s=russiagaspri&v=201805291637v&d1=20160131&d2=20180331&type=column

    A única função da estatal russa é alimentar os cofres de Putin e seus cupinchas. Não vou negar que o modelo é extremamente eficiente neste aspecto.

    Em termos de mercado de combustíveis, não tem conversa: o modelo a ser copiado é o americano.

    Livre entrada no setor (de exploração, refino, distribuição e venda), sem subsídios, importação de petróleo a alíquota quase zero (5 centavos por barril), e nenhuma estatal controlando o mercado.

    As várias empresas privadas que atuam no setor concorrem entre si e, como consequência, a gasolina está sempre acessível.

    (Neste momento, nos EUA, um litro de gasolina na bomba está saindo por R$ 2,81, sendo que os americanos, em termos per capita, são 4 vezes mais ricos do que nós).

    Não é preciso reinventar a roda. Basta copiar aquilo que comprovadamente funciona.
  • robson santos  31/05/2018 23:13
    Mas saiu em alguns sites a notícia de que 45% da produção de petróleo americana é subsidiada.. consultei as informações, relatórios, e o que vi é que se refere a informações de janeiro de 2017, citando um estudo ambientalmente alarmista e usando a cotação do barril em US$50 como base, ou seja o americana suportava naquele momento 45%. E me parece que os subsídios citados são anedóticos se comparados aos lucros das empresas citadas, isso sem falar que boa parte eram incentivos fiscais ou bônus contratuais por metas de produção à partir de 2011, então me parece que os valores podem ser frutos de lobby, como se fossem contratos fajutos, para favores políticos depois..

    Mas afinal, uma parte da produção americana, como o shale oil, é ou não subsidiada de alguma forma ?
  • Vladimir  01/06/2018 13:24
    Não, não há subsídios nenhum. O que há é isenção tributária, que é exatamente o oposto de subsídios.

    Subsídio é o governo tomar dinheiro de Paulo e repassar a Pedro.

    Isenção fiscal é o governo simplesmente não tributar Paulo. Ou Pedro.

    Subsídio é imoral (pois envolve roubo e repasse) e economicamente ineficiente (pois o beneficiado passa a trabalhar com o dinheiro recebido gratuitamente de terceiros).

    Já isenção é o governo retirar uma barreira que ele próprio erigiu e que nem sequer deveria existir.

    Igualar isenção tributária a subsídio sempre foi uma medida insensata. De nenhuma maneira uma pessoa, empresa ou instituição está sendo subsidiada quando o estado simplesmente se abstém de confiscar uma fatia de sua propriedade privada (renda).

    A ideia de que uma isenção tributária configura um subsídio se baseia na suposição de que toda a riqueza de uma pessoa, empresa ou instituição pertence exclusivamente ao governo, de modo que qualquer fatia dessa riqueza que permaneça com ela está sendo, de alguma maneira, retirada do seu "dono legítimo", o governo.

    Trata-se de uma ideia radicalmente socialista.

    Permitir que você mantenha sua renda (isenção tributária) não é o mesmo que tomar a renda de terceiros e repassá-la a você (subsídio). Isenções tributárias não representam um esquema coercitivo de redistribuição de renda. Já os subsídios representam, pois só há subsídio se houver impostos. Consequentemente, subsídios beneficiam alguns produtores à custa de outros.

    Em um subsídio, o recebedor adquire um privilégio à custa de terceiros; já no caso de uma isenção fiscal, o beneficiário está evitando um ônus. Enquanto o subsídio é feito à custa de terceiros, a isenção não impõe tal custo aos outros. Culpar o beneficiário da isenção por não pagar imposto é o mesmo que culpar um escravo de fugir de seu senhor.

    Infelizmente, não são poucos os veículos que confundem esses dois conceitos e os igualam. Nos EUA, o setor energético tem "tax preferences", ou seja, pagam impostos abaixo da média dos outros setores. E isso eles chamam de "subsídios", como faz incorretamente a Wikipedia.

    en.wikipedia.org/wiki/Energy_subsidies#United_States
  • robson santos  01/06/2018 15:38
    Ou seja, classificar tudo de subsídio é apenas para inflamar a opinião pública e por tabela desviar a atenção sobre a questão fundamental: mercados livres ou pouco regulados x estado intervencionista.

    Obrigado pela resposta amigo!
  • Russo  01/06/2018 16:55
    Americano, seu link da Russia não abre.

    E nos EUA tem isenções fiscais, ai é fácil...
  • Americano  01/06/2018 20:00
    Aqui está:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/russia-gasoline-prices.png?s=russiagaspri&v=201805291637v&d1=20160131&d2=20180531&type=column

    E você está dizendo que as distribuidoras russas, estatais, pagam mais impostos que as americanas privadas?
    Ah, sim, e quero saber por que o modelo americano não pode ser implantado no Brasil, coisa que você não respondeu.
  • Raíssa Montiel  01/06/2018 16:04
    Petfeito !!!
  • Daniel Luiz Ribeiro  05/06/2018 01:47
    Olá pessoal do Instituto Mises. Suas colocações sobre economia são sempre muito boas.

    Aproveito a ocasião para perguntar o seguinte: vocês viram as acusações que a ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DA PETROBRÁS (AEPET) fizeram ao Pedro Parente?

    Me pareceram desprovidas de uma sensata análise econômica, principalmente porque foram redigidas por engenheiros da petrobrás (isto é, pessoas que entendem de petróleo, e não de economia).

    Gostaria de saber a visão de vocês sobre isso. Principalmente sobre estes pontos:

    "Por que manter preços no mercado interno acima dos internacionais, viabilizando a importação por concorrentes, enquanto a estatal perde participação no mercado e suas refinarias ficam ociosas?

    Por que vender ativos valiosos, sem concorrência, em negociatas diretas, ao arrepio da lei, ao mesmo tempo em que a empresa mantém em caixa somas astronômicas, sempre superiores a US$ 20 bilhões?"

    Ou ainda:

    "PEDRO PARENTE finge desconhecer os graves equívocos no plano de negócios e gestão/planejamento estratégico, elaborado por sua orientação, vendendo gasodutos e termelétricas, ativos que monetizam e agregam valor ao gás natural, sabidamente combustível de transição para uma economia mais limpa. Retirando a companhia da Petroquímica, renunciando à produção de Biocombustíveis, etanol e biodiesel, abandonando empreendimentos do Refino e da produção de Fertilizantes. Decisões que já resultam em prejuízo na geração operacional de caixa e comprometem a segurança energética e alimentar do País."

    E tem vários outros pontos também, que me deixaram em dúvida.

    Fonte:

    www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/engenheiros-da-petrobras-condenam-gestao-de-pedro-parente-saiu-sem-explicar-gestao-entreguista/


    Valeu, abraços!
  • Atento  05/06/2018 02:48
    Já respondido aqui mesmo na seção de comentários deste artigo. Era só procurar.

    Vou copiar as respostas, com ligeiros acréscimos e modificações:


    Vladimir disse:

    Nada mais que funças da Petrobras defendendo sua reserva de mercado.

    E o pior é que os caras são tão toscos e imbecis (ou ao menos juram que os leitores são imbecis; aliás, sendo o site Diário do Centro do Mundo, eles estão certos), que eles na prática estão dizendo que a gasolina encareceu porque está havendo mais importação de concorrentes!

    Sério, que lógica econômica é essa que diz que mais concorrência e mais importação aumentam os preços?

    Ademais, percebeu que eles não apresentam uma mísera fonte?

    Permita-me então responder:

    O Brasil consome 3,09 milhões de barris de petróleo por dia, o que equivale a 1,13 bilhão de barris por ano.


    amazonasatual.com.br/consumo-de-petroleo-no-brasil-deve-atingir-309-milhoes-de-barris-por-dia/

    As importações foram de 207 milhões de barris em 2017.

    Ou seja, consumimos 1,13 bilhão por ano e importamos 207 milhões por ano. Isso significa que as importações representam apenas 18% do consumo. Uma mixaria.

    E esses babacas da Petrobras estão dizendo que essas importações de 18% elevaram todo o preço!

    Mas, como eu disse, não é que eles sejam burros ou ignorantes. Eles simplesmente sabem que os leitores d'O Diário do Centro do Mundo são assim.


    Marcos Rocha acrescentou:

    Tem uma coisinha ali que eles falaram que é certa, e é interessante que poucos estão dando destaque a isso (apenas este Instituto falou sobre isso): a Petrobras passou a cobrar preços significativamente acima dos internacionais (para recuperar o caixa).

    Isso, de certa forma, realmente abriu uma janela para se importar petróleo. Mas, duh!, de que adianta importar petróleo se 98% do refino está sob monopólio da Petrobras?

    Num cenário assim, cobrar preços significativamente acima dos internacionais irá apenas gerar preços maiores para todos os consumidores. Não tem como entrar concorrência se o mercado é fechado por leis e regulações.
  • Reinaldo  05/06/2018 02:52
    Juro que não sei por que essa cartinha dos sindicalistas da Petrobras está fazendo tanto auê.

    A Petrobras ainda mantém o monopólio de refino de petróleo no país. Enquanto for assim, a empresa como corporação — pouco importando se há no comando um liberal ou um esquerdista — alimentará a tentação de governar o Brasil porque a ela caberá definir, sozinha, SEM A AJUDA DO MERCADO, o preço dos combustíveis.

    Submeter o mercado a variações da cotação do barril do petróleo e a oscilações do câmbio não faz de uma monopolista um exemplo de respeito às regras do mercado. Isso apenas nos diz que ela, Petrobras, está cuidando do seu caixa, ainda que os políticos estejam sendo obrigados a recorrer às Forças Armadas.

    O Brasil vem da maior recessão de sua história. A renda média que o brasileiro tinha em 2013 deve se recuperar — e a conta era de quando havia otimismo pela frente — só em 2023. O desemprego ainda é brutal. E a Petrobras, a monopolista do refino, era parte dessa equação do desastre.

    Pode-se pôr na estatal um presidente — E, INFELIZMENTE, ELA NÃO É UMA EMPRESA PRIVADA QUE CONCORRA COM OUTRAS EMPRESAS PRIVADAS — que pense na monopolista segundo o país que a abriga e a situação objetiva de seus acionistas majoritários: o povo. E se pode fazer de conta que a tal empresa monopolista está abrigada na Lua, em Marte ou na Noruega.

    Está correta a chamada "política de desinvestimento" implementada por Pedro Parente. Mas a sua política de preços era, para ficar no paradigma, um barril de pólvora. Aliás, ele próprio ouviu um figurão do primeiro escalão do governo, que está longe de ser esquerdista ou heterodoxo, dizer ao presidente Michel Temer que a sociedade brasileira não estava aceitando a política de preços da Petrobras.

    Convenham: é fácil demais tirar do bolso do consumidor, dia a dia, o custo da variação do barril — que oscila segundo os humores de Donald Trump, dos aiatolás do Irã, dos mulás das Arábia Saudita e do delinquente Nicolás Maduro — e da cotação do dólar, sujeita aos humores da política. Enquanto os brasucas, com renda deprimida, topam pagar a conta, a coisa vai bem. Difícil é quando eles dizem: "Não topo".

    E o momento chegou.
  • Marcos Rocha  05/06/2018 02:57
    Eu mesmo já falei isso várias vezes aqui. Esse negócio de variar o preço diariamente é algo totalmente insano e anti-mercado. O trigo também é uma commodity cujo preço internacional varia diariamente, mas você não vê nenhuma padaria reajustando o preço do pão diariamente. Tampouco o fazem as pizzarias. O mesmo ocorre com a carne. E com a laranja. E com o café.

    Empresa oscilar preço diariamente pra cima e pra baixo é o exato oposto do funcionamento de uma economia de mercado. E o fato de essa empresa deter o monopólio do mercado (monopólio esse protegido pelo estado) só faz piorar a coisa.

    E piora: embora a Petrobras, como empresa, esteja correta em buscar a maior margem possível (eu também faria o mesmo), o que não dá é ela fazer isso enquanto goza de um mercado protegido pelo estado, sem ter nenhuma concorrência. Mais ainda: tendo o monopólio do refino no país.
    Se ela tem o monopólio do refino, então acabou. A variação de preço que ela estipular será chegará ao consumidor. Em uma economia de mercado, como nos EUA, vários ofertantes fornecem para várias refinadoras concorreres. Aqui no Brasil, uma ofertante (Petrobras) fornece para uma refinadora (Petrobras) pelo preço que quer. E todo mundo acha isso lindo e maravilhoso.

    Se é pra ter uma estatal que vai vender para o mercado interno seguindo oscilações diárias do mercado externo (as quais estão sob a influência até mesmo dos tuítes de Trump), então, por definição, o governo tem de liberar a concorrência interna e externa, pois a estatal está seguindo o mercado externo. (Variar preços internos diariamente de acordo com a cotação internacional é algo que só faz sentido se houver concorrência interna e externa.)

    Sendo assim, por que pirocas o governo tributa a importação de gasolina? E por que ele fecha o acesso ao mercado de produção e refino de petróleo? Por que ele regula o setor de distribuição e de postos tão pesadamente?
  • Demolidor  05/06/2018 05:05
    Claro que, com a alta do petróleo no mercado externo, o preço mais alto acabaria chegando ao consumidor final. Não há como escapar disso. Também não há como escapar de certa volatilidade.

    No entanto, tem muita coisa que depende de preços de mercado que oscilam todo dia... como produtos importados, que dependem da cotação do dólar, produtos produzidos a partir de commodities em geral, etc.

    Mesmo porque há instrumentos financeiros para isso: diante de um cenário incerto à frente, potencialmente volátil, é comum os produtores ou atacadistas "travarem" um preço à frente nos mercados futuros, para manter o preço ao consumidor final previsível.

    Em um mercado em livre concorrência, esse comportamento também pode existir. E de fato ocorre. Mas se um único concorrente acerta nos futuros e pode vender mais barato, os demais acabam se vendo obrigados a reduzir suas margens.

    A situação da Petrobras, no entanto, é única. Como monopolista, pode repassar seu mark up sem preocupação alguma com os concorrentes. E os governos ainda avançam agressivamente com impostos sobre o combustível. O caminhoneiro ficou sem escolha.

    Reivindicação legítima, mas o método adotado levou a essa situação: apropriação do movimento por grupos de interesse e ainda mais intervenção estatal.

    Espero que somente por enquanto, porque a revolta popular foi bastante generalizada.


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