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Três luzes verdes, duas amarelas e uma vermelha - a Argentina segue balançando (dados atualizados)
O que melhorou, o que ficou no meio do caminho e o que se tornou crítico desde a posse de Macri

Nota do Editor

O dólar está se fortalecendo em todo o mundo, mas na Argentina a coisa está sendo especificamente mais feia. Desde abril deste ano, o dólar já subiu 10%. E desde abril do ano passado, já subiu incríveis 43,5%.

Para conter essa escalada, o Banco Central da Argentina acabou de anunciar, nesta sexta-feira, 4, uma elevação da taxa básica de juros para 40% ao ano. Para se ter uma ideia, a taxa estava em 27,25% há apenas uma semana. A instituição já havia aumentado os juros ontem (quinta-feira) e elevou hoje de novo. E, na sexta-feira da semana passada, também já havia elevado. O objetivo é tentar conter a maior demanda por dólares e a consequente desvalorização do peso. Em uma semana a taxa básica subiu 12,75 pontos percentuais. 

Desde que Macri foi eleito, este Instituto vem repetindo em nossos artigos sobre a Argentina: o câmbio é o segredo da estabilidade (de qualquer governo). Se ele se descontrolar, sua presidência vai ser curta. E o segredo para não deixar o câmbio descontrolar é restringir a expansão monetária e controlar o déficit fiscal. O governo Macri, dominado por gradualistas, não fez nada disso. Se continuar gradualista, corre o risco de não terminar o mandato — como, aliás, ocorre com todo argentino não-peronista.

O artigo a seguir, publicado originalmente em janeiro de 2018, contém algumas atualizações que explicam a atual situação.

_______________________________________________

O que houve de melhor e de pior na economia argentina desde a posse de Maurício Macri, em dezembro de 2015? Quais os avanços? O que ainda pode melhorar? Houve retrocessos?

A melhor maneira de fazer uma análise abrangente e ao mesmo tempo concisa é recorrendo à metáfora do semáforo de trânsito, com cada "luz" indicando o melhor, o mediano e o pior das medidas e políticas implantadas nestes últimos dois anos.

O balanço geral é que, levando-se em conta a herança que recebeu, o atual governo argentino está se movendo relativamente bem, gerando melhores expectativas e condições para o investimento.

Entretanto, é imprescindível destacar um pronunciado divórcio entre os discursos e as medidas concretas.

Luzes verdes

Não há dúvidas de que a primeira luz verde da economia foram as reformas mais liberalizantes do primeiro semestre da administração. Tudo aquilo que para a grande parte da opinião pública pareceu brutal foi o que de melhor fez o governo desde seu primeiro momento.

A abolição do cepo cambial[1], a eliminação das "retenções" (taxação média de 30% das exportações da indústria e dos produtos agropecuáriosexceto a soja, cuja tarifa de exportação foi reduzida de 35 para 30%), o acordo os credores estrangeiros, e a atualização das tarifas dos serviços de utilidade pública (congelados durante o governo Kirchner) foram medidas extremamente necessárias para normalizar a economia.

A Argentina estava afogada em um emaranhado de controles e intervenções que haviam levado o país ao estancamento econômico. Ainda há muito a ser desregulamentado, mas, sem dúvidas, o que já foi feito indica um movimento na direção correta.

Outra luz verde deste período foram os discursos presidenciais. Desde aquela vez em que Macri disse que o papel do governo era como o de um zelador de um campo de futebol (que tem de aparar a grama e pintar as linhas dos contornos, mas deixar que o setor privado "jogue a partida") até os seus mais recentes, em que destaca a necessidade de reduzir o gasto público para a economia voltar a crescer, o presidente parecia estar marcando um rumo claro e de acordo com os pedidos dos economistas mais sensatos.

O problema da decadência argentina é o excesso de estatismo, o qual se transformou em um gasto público impagável, em um emaranhado de regulações paralisantes, e em um pronunciando isolamento em termos de comércio internacional. Em suas declarações mais recentes, Macri reconheceu esses problemas e afirmou estar disposto a encará-los.

A terceira luz verde é a atual recuperação da economia. Após o inevitável reajuste de 2016, a recuperação subsequente era previsível. Hoje, a grande maioria dos setores cresce e o setor privado voltou a criar emprego.

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Gráfico 1: crescimento econômico acumulado em 12 meses

O mais positivo, ademais, é que desta vez a economia não está se recuperando em decorrência de políticas fiscais e monetárias ultra-expansionistas, mas sim com um Banco Central cujo objetivo passou a ser realmente o de reduzir a inflação de preços e um Ministério da Fazenda que se autoimpôs metas fiscais mais rígidas (mais abaixo veremos com que grau de êxito).

Ou seja, atualmente, a economia argentina cresce não por um estímulo ao consumismo de curto prazo, mas sim porque há maior confiança e mais liberdade econômica para investir, poupar e produzir.

Luzes amarelas

A primeira luz amarela destes dois anos é a luta contra a inflação de preços.

A carestia, de fato, está desacelerando. Com efeito, terminou o ano de 2017 em seu mais baixo nível desde 2011, sendo quase a metade do que foi em 2016. Esta, a priori, é uma notícia muito boa.

inflacion.png

Gráfico 2: taxa de inflação de preços acumulada em 12 meses

Não obstante, apesar da queda, o fato é que o Banco Central não cumpriu suas metas. A inflação de preços foi de 25% em 2017, ou 8 pontos percentuais acima do teto da meta estabelecida. [N. do E.: como se nota, na Argentina a tolerância com a inflação é abismal; daí o profundo empobrecimento vivenciado pelo país nas últimas décadas].

Trata-se de uma diferença importante, a qual afeta a credibilidade do Banco Central e, consequentemente, de todo o sistema.

Pode até ser que o Banco Central tome medidas para que isso não volte a acontecer no futuro; porém, dado que as metas não foram cumpridas, e considerando que o país segue tendo uma das inflações de preços mais altas do mundo, o combate à mesma segue sendo uma conta pendente.

Outra luz amarela são as grandes reformas ainda pendentes. O governo se jacta de estar negociando junto ao parlamento o pacote de reformas mais ambicioso da história. No entanto, esse pacote — anunciado após a vitória de seu partido nas eleições de 2017 e com um enorme capital político — foi formulado em conjunto com aqueles que são os responsáveis pelos problemas mais prementes do país.

A reforma trabalhista, por exemplo, está sendo negociada com os sindicatos, os principais inimigos de um mercado de trabalho mais livre e flexível, o qual os faria perder privilégios.

A reforma tributária, por sua vez, embora tenha pontos positivos e reduza impostos para alguns setores, prevê aumento de impostos para outros setores, com o argumento de que será "neutra" em termos de arrecadação. A verdade é que, para que a reforma fiscal tenha um efeito verdadeiramente positivo, ela não deve ser "neutra" em termos de arrecadação, mas sim tem de reduzir a arrecadação em conjunto com o gasto público. O que se viu neste sentido, até agora, foi pouco e nada.

Estas reformas anunciadas, por enquanto, ficam apenas na metade do caminho, e é possível (e preocupante) que não cheguem a ter um efeito real no crescimento econômico de que o país tanto necessita.

Luz vermelha

A luz vermelha mais brilhante da era Macri é o desequilíbrio das contas públicas. E ela está afetando tudo.

"Não é sustentável este déficit orçamentário da Argentina; tem de ser diminuído. Tem de haver uma atitude do cidadão de exigir austeridade, de que o governo cuide bem do dinheiro."

Estas palavras não são minhas, mas do próprio presidente do país. Como dito acima, seus discursos são bons, mas e a prática?

Desde que tomou posse, Macri, para ficar politicamente de bem com todos, anunciou aumentos para os aposentados, para os salários dos professores, e aceitou frear o ajuste tanto das tarifas (congeladas durante todo o governo de Cristina Kirchner) quanto da reforma do setor público.

Tudo isso gerou um déficit de quase 5% do PIB

desequilibrio.png

Gráfico 3: déficit fiscal do governo federal em relação ao PIB

E, para cobrir esse déficit, o governo Macri recorreu às duas magias tipicamente argentinas: endividamento e inflação monetária. Mas, mesmo com a Argentina sendo novamente aceita no mercado internacional de crédito, o governo não conseguiu abrir mão de sua outra forma de financiamento, que sempre foi a principal: criando dinheiro.

Como mostra o gráfico abaixo, a expansão da base monetária — uma variável totalmente sob controle do Banco Central argentino — foi de mais de 65% desde janeiro de 2016.

argentina-money-supply-m0.png

Gráfico 4: evolução da base monetária argentina

Como consequência, a oferta monetária segue crescendo intensamente sob o governo Macri. O M1 cresceu mais de 70% no mesmo período.

argentina-money-supply-m1.png

Gráfico 5: evolução do M1 argentino

Essa mistura de frouxidão fiscal coberta por expansão monetária está sendo fatal para o câmbio. O dólar já encareceu mais de 100% desde o final de 2015.

historical.png

Gráfico 6: evolução da taxa de câmbio da Argentina

Tudo isso, obviamente, começa pelo déficit fiscal coberto com emissão monetária.

O governo federal da Argentina teve, por três anos seguidos, um déficit fiscal superior a 5% do PIB. Não há muitos países no mundo em condições similares [excetuando-se os países da África e aqueles em guerra, apenas Brasil, Bolívia e Venezuela estão piores], e até o próprio Ministro da Fazendo disse que "se não reduzirmos o déficit fiscal iremos nos expor a uma crise macroeconômica".

Sendo assim, o que o governo está esperando para reduzi-lo?

Conclusão

Os dois anos e meio do atual governo Macri merecem uma avaliação positiva em termos gerais, mas também apresentam algumas contas pendentes e, pior, luzes vermelhas que merecem atenção imediata — as quais, se não forem domadas, colocarão tudo a perder.



[1] Implantado pelos Kirchner, o cepo cambial consistia no controle do mercado de dólares pelo governo, que dificultava a compra de dólares para importações e obrigava os exportadores a converter os dólares de suas exportações em pesos a uma taxa artificialmente valorizada, o que diminuía as receitas em peso; o Banco Central pagava aos exportadores somente 63% do valor de seus produtos vendidos para o exterior. A inevitável consequência dessa medida foi estimular os produtores a estocar sua produção e vendê-la no mercado paralelo.


autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Vitor  17/01/2018 15:15
    "Os argentinos querem que empresas emblemáticas como Aerolíneas Argentinas e YPF continuem nas mãos do estado, que os subsídios tarifários continuem generosos e que os gastos com salários e pensões não parem de subir. Mas, ao mesmo tempo, querem menos impostos, inflação de preços baixa e sob controle, e serviços de qualidade. É a quadratura do círculo.

    Houve mudança de governo, mas não houve mudança na opinião pública. Sem isso, será muito difícil que a Argentina implante as reformas de que tanto necessita. Friedrich Hayek já havia chamado a atenção para isso há mais de meio século: a única maneira de mudar o curso de uma sociedade é mudando primeiro suas idéias."

    Juan Carlos Hidalgo
  • Edson  17/01/2018 15:29
    Pois é. Eu só irei começar a dar algum crédito para Macri quando reverter sua ridícula promessa de campanha de não re-privatizar a Aerolineas Argentinas, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um prejuízo de 1,2 milhão de dólares por dia para os pagadores de impostos. US$ 1,2 milhão por dia!

    Quero ver se terá cojones para enfrentar os sindicatos dessa empresa.
  • holder  17/01/2018 19:19
    e por falar em mudar as ideias, existe instituto mises argentina?
  • Felipe Lange  17/01/2018 21:35
    É uma mentalidade parecida com a existente aqui. Querem direitos mas não querem pagar por eles.
  • Sempre Mais do MESMO  04/05/2018 19:09
    PERFEITO:

    "a única maneira de mudar o curso de uma sociedade é mudando primeiro suas idéias."

    Essa é uma inegável verdade que o bundamolismo bom mocista sempre negou.
    Tudo que é contra o socialismo é dito que vai afastar apoiadores.
    Lembro que qdo o Partido Federalista tentava se iniciar, escrevi colocando idéias e sugerindo que se DISSESSE a VERDADE e esclarecesse pontos manipulados pela esquerda.

    A resposta que obtive dos tontos é que não tinha que contrariar o socialismo, mas assumir cargos com o discurso semi esquerda e depois, SÓ DEPOIS, mudar as coisas.

    Ora, eu sempre disse que primeiro á que mudar as idéias e depois assumir os cargos de governo para FAZER ACONTECER.

    Vide os imbecis e os safados que diziam que a prisão de Lula o tornaria vítima e blá blá blá.
    Tudo que for efetivo contra a esquerda é dito favorável à esquerda e Lula preso não virou vítima, virou presidiário e NÃO TEVE REBELIÃO dos mortadelas.

    É o MEDO dos imbecis que favorece a esquerda.
    O marxismo se opôs à Igreja e à religião e os religiosos aderiram ao socialismo.

    É o medo dos imbecis que prejudica a Liberdade.
  • Marcos  17/01/2018 15:18
    Uma coisa que impressiona negativamente na Argentina é como a destruição da moeda se tornou corriqueira e rotineira. Lá, uma inflação mensal de 2% é tida como natural e normal. E uma de 1% é comemorada como grande vitória do povo.

    www.lanacion.com.ar/inflacion-y-precios-t46867
  • Salazar  17/01/2018 15:21
    Na América Latina, muitos falam do exemplo do Chile, mas poucos se lembram de outro caso de sucesso que foi o Fujishock no Peru. Feito em 1990, foi um raro exemplo de bom senso econômico neste continente.

    Com uma inflação de 7.000%, com uma economia toda fechada e engessada, com déficits orçamentários gigantescos e com todos os gastos indo para o funcionalismo público e subsídios, o governo (utilizando um plano elaborado pelo grande economista Hernando de Soto) reverteu tudo isso de uma vez só: zerou o déficit, acabou com os subsídios, acabou com a inflação monetária, passou a tesoura no funcionalismo público e abriu a economia para as importações.

    O negócio foi tão radical que até o ministro da economia da época pediu a ajuda de Deus em cadeia nacional, e apesar de todo o peso do ajuste, a população aceitou e anos mais tarde referendou a atual constituição liberal que rege o Peru.

    Mas, desde então, foi o país que mais cresceu na América Latina, e o que mais reduziu a pobreza. Hoje o Peru é o maior caso de sucesso do continente. Um país que era paupérrimo hoje compete de igual para igual no mercado internacional. Deixou os bolivarianos de lado e hoje é aliado de Chile e Colômbia (os dois países mais sérios da América do Sul) no mercado do Pacífico.

    Mas como é um país pequeno, poucos dão a devida atenção.
  • Ze da Moita  18/01/2018 10:13
    lembro de um trabalho que fiz de direito constitucional que tinha que comparar o direito a propriedade no Peru com o do Brasil, com a constituinte mais recente deles, acabaram com a desapropriação por interesse social, o que foi mantido no Brasil e é bem mais difícil para o governo desapropriar, além de que a indenização tem que ser em dinheiro

  • Capital Imoral  17/01/2018 15:23
    Precisamos aprender a valorizar o que é público.

    O grande problema da sociedade atual, e isso inclui ignorância ideológica sobre os serviços públicos, é que ninguém sabe explorar corretamente sua cidade. No artigos de hoje vamos conhecer os serviços públicos que todo mundo ama, utiliza, mas que mesmo assim preferem falar mal.
    Se você é libertário muito provavelmente você já deve ter visto um daqueles vídeos em que mostra a empresa privada como a melhor coisa do mundo, que todo mundo ama, e o serviço público seria o "inferno na terra" no qual todos queremos fugir o mais rápido possível, tendo como grande exemplo, no vídeo, uma fila enorme e muita burocracia. Mas será que isso é inteiramente verdadeiro? Neste artigo irei te mostrar coisas que você ama e que são públicas.

    Escolas e Bibliotecas Municipais
    Temos uma visão muito negativa sobre às escolas atuais, associamos ao crime organizado, violência, e doutrinação. Mas o que está escondido em todas escolas municipais é um grande centro do saber, mesmo que você discorde ideologicamente de um professor, você nunca poderá dizer que o saber não está acessível. Pois vemos um esforço tanto dos professores quanto da prefeitura para disponibilizar livros, palestras, e até mesmo teatro; praticamente todo município tem uma Biblioteca Municipal, e vou te contar um segredo: É inteiramente de graça. Sim! é isso mesmo! você não precisa mais bancar burguesinho indo na Saraiva ou Cultura, basta visitar a biblioteca do seu Município e levar o livro inteiramente de graça.

    Esporte e o Ginásio Municipal
    Pagar 90 reais para usar academia cheia de gente escrota? que tal utilizar o Ginásio Municipal da sua cidade e aprender a praticar novos esportes? Neste espaço público haverá um professor para te ensinar futebol, volei, basquete; mas se você só curte levantar um peso, para parecer burguesinho padrão, no problem, sempre haverá equipamentos nesses espaços para que você pratique seu esporte. Isso sem contar os parques para caminhada e lazer, sempre haverá um espaço para você caminhar entre as árvores e agradecer a Deus por esse mundo ainda haver bastante verde. E adivinha só? Tudo isso é um serviço público e de manutenção pública.

    Cultura e Museus
    O Brasileiro é um povo tão ignorante sobre o que o Estado faz, que os museu acabou se tornando um espaço frequentado somente por professores de história e alunos que são obrigados por esse professor de história, a fazerem visitas. É muito triste saber que em diversos municípios existem museus que contam a história da cidade ou de uma cultura, mas que é porcamente frequentada. (O que é muito frequentado é Mcdonalds, imundos).
    Outra coisa que está relacionada à cultura, são os eventos promovidos pelo ministério da cultura da sua cidade. Acredite, todos os anos essas pessoas trabalham duro para trazer mais cultura para sua cidade, e você não dá a mínima para tudo isso. Lembro-me que no ano passado trouxeram para minha cidade um lindo teatro, com bonecos e gente linda, promovido pelo Sesc Sp. É uma pena que houveram poucas pessoas para prestigiar.

    Conclusão
    Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre serviços públicos que você ama, e muitas vezes utiliza, mas não dá o minimo valor. Poderia falar sobre a Câmara Municipal, sobre o Mercado Municipal, sobre radios e canais de TV públicos, sobre universidades e centros de aprendizado. Eu poderia falar que talvez você odeias ficar em uma fila de espera para obter uma permissão estatal, mas você ficaria de joelhos para entrar em uma USP. Essa que é a verdade. Realmente, talvez você não goste da burocracia presente no Estado, mas adora usufruir dos principais produtos e serviços públicos da sua cidade, inteiramente de graça. Não sejamos hipócritas. Talvez o principal problema do Brasil atual esteja na ignorância ou na falta de informação sobre os serviços que são oferecidos pelo Estado. Precisamos aprender a utilizar a cidade e seus serviços antes de sair por aí falando mal.

    Nota: O Estado malvadão da minha cidade está promovendo uma grande caminhada pela saúde. A verdade é que poucas pessoas vão comparecer, mas ao mesmo tempo, não faltará gente para reclamar da falta de saúde na cidade. Hipócritas.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Fernando Campos  17/01/2018 16:48
    Eu estava acompanhando com curiosidade até que no capítulo "Cultura" você cometeu um "houveram pessoas". Daí você me perdeu de vez.
  • Apenas um Libertário  17/01/2018 20:57
    Sua cara de pau é gritante, ainda mais se você for bait mesmo! (E entrou muito bem no seu personagem, conseguiu até refutar o Mises :D) Um abraço!
  • John Snow  17/01/2018 21:14
    Obrigado por divertir tanto o principal público deste blog com comentários polidos e arrogantes. O que vejo por aí de pseudo-intelectuais estadistas não está no gibi.
  • João de Alexandria  18/01/2018 18:44
    Capital Imoral pode até ter refutado Mises, mas pelo visto conhece tanto de realidade dos municípios brasileiros quanto eu conheço mecânica quântica.
  • Estvevao  20/01/2018 10:28
    Poh, cara ! você falou tanto e não disse nada. Talvez seu município seja um caso em um milhão. A realidade é bem diferente. O estado sempre faz aquilo que é conveniente. Veja a mastodôntica discrepância entre o ensino publico básico e o superior. Sem falar que "ensino publico" já é por si só um absurdo. Aliás, se o ensino publico básico é tão bom, não deveria ser compulsório.
  • Marcos  07/05/2018 17:02
    Esqueceu da caminhada dos apaixonados por animais em prol dos cães e gatos de rua, que só tem animal com pedigree.
  • Carlos Lima  07/05/2018 18:42
    quem valoriza o que é público, pelo simples fato de ser público, com certeza sofre algum tipo de retardamento mental.
    o que deve ser valorizado é o que presta, e o serviço público não presta. ponto.
    escolas e bibliotecas municipais? na grandessíssima maioria são ruins de correr água.
    esporte e ginásios municipais? belas porcarias.
    cultura e museus? puro lixo.
  • Luiz Carlos  08/05/2018 18:57
    Capital Imoral é filósofo? Um playboy-zinho que vive com os pais e só escolheram filosofia porque não sabem fazer contas matemáticas. Um maconheiro vagabundo e lunático. Tipinho que frequenta parada gay e marcha da maconha.
    Refutou Mises? Você é um bosta que está no lugar errado. Vai ler suas revistinhas da CUT e do MST e saia deste site.
    Imbecil
  • Hernan  17/01/2018 15:28
    Há uma significativa recuperação econômica na Argentina, mas os empregos melhor pagados só se recuperarão na indústria, que está muito sucateada e depende de importações brasileiras para reativar. Mas acompanhando as condições fiscais do governo brasileiro podendo criar uma nova crise econômica, parece que a Argentina não poderá contar com ajuda do Brasil para seu crescimento.
  • Marcos  17/01/2018 15:34
    Cortar gastos não é tanto um problema econômico, é político. Há privilégios, e se você se voltar contra eles será atacado. A questão aqui é saber quais guerras você deve lutar, quando lutar e qual estratégia usar. É um jogo de xadrez.
  • anônimo  17/01/2018 15:39
    Exato. Em um mundo político "ideal" (coisa que todos sabem que está longe de ser) o liberalismo teria que ser feito igual Rothbard ensinou, ou seja, de uma vez só e rápido.

    Mas no mundo real, pelo fato do liberalismo econômico demorar para dar frutos visíveis para a população (comparado ao populismo e assistencialismo) e pelo fato de que há jogo de interesses e privilégios pelos burocratas, deve ser feito aos poucos e de forma gradual.

    Se fizer de uma vez, sua popularidade cairá e no mais extremo dos casos o político liberal perderá seu poder de exercer o cargo. E, para o horror dos horrores, a fama do liberalismo econômico ficará ainda mais manchada do que já é, ficando mais difícil de eleger políticos liberais e de ser posto em prática no futuro.
  • Político  17/01/2018 16:24
    Bem observado, de maneira geral o executivo do governo de qualquer esfera entende a importância do corte de gastos e sabe perfeitamente quais são os gastos mais inúteis e os principais privilegiados, mas para manter a governabilidade abrem-se os cofres e mais atualmente, preenche-se títulos de dívida.
    Quando o presidente Macri proferiu a seguinte frase:

    "Não é sustentável este déficit orçamentário da Argentina; tem de ser diminuído. Tem de haver uma atitude do cidadão de exigir austeridade, de que o governo cuide bem do dinheiro."

    Está corretíssimo, não haverá possibilidade de corte de gastos enquanto esta não for uma demanda clara da população, ainda que tola, o déficit público nas alturas é uma escolha democrática do povo.
  • Cristian William Souza da Silva  05/05/2018 02:41
    Adorei o teu raciocínio. Pouco comum, muito sofisticado.
  • Prognosticador  17/01/2018 15:41
    Eis o que vai acontecer: a duras penas a economia vai acertar, os investimentos voltarão e a estabilidade retornará. Aí, no futuro, o povo colocará outro populista na presidência para dividir o que foi conquistado durante anos de trabalho. Passadas algumas gerações, ninguém lembrará do passado ou procurará saber. E assim o círculo vicioso irá se repetir...

    Sempre foi assim na América Latina (com as aparentes exceções, ao menos por enquanto, de Peru e Colômbia) e sempre será.
  • Apenas um Libertário  17/01/2018 21:08
    É como o Vitor disse acima, somente mudando primeiro as ideias de uma sociedade que ela mudará seu curso (citando grandíssimo Hayek).
  • anônimo  06/05/2018 12:24
    O estatismo é como uma droga, quanto mais tempo é usado, pior será a recuperação do país.
  • Dalton C. Rocha  17/01/2018 16:49
    Já há décadas finados, meu avô e dois irmãos dele, eram militares brasileiros da ativa, durante toda a Segunda Guerra Mundial.
    Eu tinha um agora finado tio-avô, José Belém Rocha, um finado oficial da Marinha do Brasil, que lutou contra os submarinos da Alemanha e Itália, em toda a Segunda Guerra Mundial e lutou contra Intentona Comunista, em 1935. Desde de que eu era criança, ele me contava umas coisas.
    Primeiro, que na época e lugar onde ele havia nascido, a decisão de se tornar militar, que ele tomou foi altamente acertada, pelo bem que ele fez ao Brasil e ao mundo. A segunda é que ele se orgulhava de não ter nenhum descendente militar pois, segundo ele, há quase 30 anos atrás, a perspectiva real para nossos militares, se resume a bater continência a mafiosos.
    Este mesmo tio-avô finado, me contava muitas coisas da Argentina maravilhosa, que ele viu ainda nos anos 1920 e, o desgosto de ver no que a Argentina havia se tornado de Perón(1946), para cá. Tanto era o desgosto dele com o destino da Argentina, que já no final dos anos 1970, ele decidiu nunca mais ir para aquele país. Que a Argentina maravilhosa que ele conhecera, vivesse só na lembrança. Na Argentina de 1976 a 1983, não foi o mesmo, que no Brasil do Regime Militar. Foi bem pior.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais desde 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
  • Gustavo  17/01/2018 18:12
    Problema é cultural. A mentalidade do brasileiro é de dependência do Estado, é da crença no almoço grátis. Eu praticamente não vejo saída pra nós, nas próximas eleições, o único não-esquerda forte no páreo é Jair Bolsonaro... até desanima, acho que ele nem entenderia este texto; quem dera tivéssemos um Macri (que não é o melhor possível, mas já é algo).

    Diga-se de passagem, grande parte dos problemas que o Brasil tem hoje, é culpa dos militares que ele tanto ama (foram criados ou mantidos e fortalecidos pelos governantes); vide Petrobrás e empresas públicas, CLT e a bagunça da JT, agências reguladoras, problemas habitacionais, etc.

    Enfim, são muitos anos de intervenção estatal na vida do brasileiro; o buraco é muito fundo.
  • João de Alexandria  18/01/2018 19:00
    As Agênciare reguladoras são criação do governo FHC. Coisa típica de social-democrata, que sabe que não vive sem o mercado,mas não confia nele, então regula.

    O poder da Justiça do Trabalho se acentuou com a Constituição de 1988, aquela em que pode tudo e ninguém precisa pagar nada. E olha que nós conseguimos nos livrar daquela excrescência chamada de "Juiz classista".
  • Vitor  18/01/2018 00:44
    Um país cuja meta de inflação é 17% está fadado ao fracasso absoluto.
  • Guilherme  18/01/2018 02:48
    Na verdade, a meta de inflação era entre 8 e 12%. Agora elevaram para 15%. Para 2019 serão 10%. E 2020, 5%.

    Pago para ver.

    www.eleconomista.com.ar/2017-12-la-meta-inflacion-2018-15/
  • Amante do Capitalismo  18/01/2018 01:01
    O ponto principal é que as pessoas precisam amar o capitalismo.

    Amar o capitalismo é ter paixão pela liberdade.

    Nossa liberdade é que nos faz acordar todos os dias.

    A igualdade é uma ex-namorada que nos prejudicou. O socialismo é um romance que não deu certo, que nos fez pagar pensão, repartir nossos bens e duvidar da boa vontade.

    Amar o capitalismo é como um casamento até o último dia de vida. Nós viveremos juntos até a morte, com a certeza de que seremos felizes pelo resto da vida.

  • Pensador Consciente  18/01/2018 15:43
    Concordo em gênero,número e grau.A Liberdade e o Capitalismo é o casamento perfeito em vida,enquanto a democracia e o assistencialismo é o casamento promíscuo em vida e o controle(s) e o socialismo é o casamento da opressão em vida.
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 10:54
    .
    Já que o assunto é casamento, o que se pode facilmente perceber é que o ESTADO É O MARIDO da SOCIEDADE.

    Sim, o Estado é aquele marido vagabundo que bota a esposa para trabalhar e sustentar a familia enquanto ele bebe no boteco com os amigos. è aquele que bate na mulher e toma todo o dinheiro que ela ganha com o trabalho e ainda acha que o certo é a mulher ser submissa a ele. Já que afirma que o "chefe da familia" é o marido. Mesmo sendo um vadio bebum.

    Aproveito para falar dos comentário abaixo sobre a quantidade de bancos comerciais:

    - Alguém nunca percebeu que CONFORME A ESQUERDA CRESCEU a QUANTIDADE de BANCOS COMERCIAIS DIMINUIU???

    Esse é um FATO que pode ser coincidência ou não.

    - Nas décadas de 70 e 80 e mesmo 90 haviam DEZENAS de BANCOS COMERCIAIS PRIVADOS.

    Aí veio o FHC e a CONCORRÊNCIA entre BANCOS FOI RAREANDO até que com LULA INEXISTE CONCORRÊNCIA entre BANCOS COMERCIAIS ...Há um CARTEL ABSOLUTO.

    É coincidência????
  • Alexandre Dias  09/05/2018 16:37
    Corretíssimo!

    Mas isso não ocorreu apenas no setor bancário. Observe como açougues de bairro são cada vez mais raros ao mesmo tempo em que a esquerda cresceu e a JBS tomou conta do mercado. Observe a quantidade de empresas operadoras de telecomunicações dominando um mercado com quase 210 milhões de habitantes, compare com a Alemanha, com 80 milhões de habitantes e dezenas dessas empresas disputando clientes. Observe quantas grandes redes de supermercados dominam o mercado. Cadê as empresas aéreas de aviação regional, que nunca foram muitas no Brasil, mas, que praticamente sumiram nos últimos anos. E por aí vai.

    Onde quer que se olhe constata-se que a concentração de mercado é cada vez maior ao mesmo tempo em que cresceu o intervencionismo estatal.

    E ainda tem gente que jura que é o Estado é o fiel da balança do capitalismo.

    PAKABÁ!
  • Pedro Mendes  18/01/2018 12:56
    Off Topic: O que vocês acham da Miriam Leitão? Hoje me surpreendi que até ela admitiu que o sistema bancário é um monopólio de 4 grandes Bancos.
  • João de Alexandria  18/01/2018 18:57
    Não falou nada que nem meu afilhado de 12 anos também não saiba.
  • Andre Cavalcante  20/01/2018 00:48
    Como todo repórter a Miriam Leitão fala de tudo sem entender de nada.

    Em áreas como é esporte isso é logo percebido e o carinha que fala besteira é colocado pra escanteio rapidinho (literalmente). Mas com economia, em todos os veículos de comunicação, esse povo se cria.

    Como ela fala de tudo, defende tudo e ataca tudo, às vezes ao mesmo tempo, ela acaba acertando algumas vezes. Eu também acerto às vezes :)

    Mas não se iluda, é apenas um efeito estatístico. Dali não se aproveita quase nada e, mesmo acertando, ela não tem a mínima ideia do que falou ou fala. Provavelmente amanhã ela vai lançar uma matéria na CBN dizendo tudo ao contrário, e, talvez, nem se a perceba disso.
  • Lu%C3%83%C2%ADs Henrique  20/01/2018 14:20
    "Sendo assim, o que o governo está esperando para reduzi-lo?"

    Vai ser difícil sem reduzir os juros, e vai ser difícil reduzir os juros sem repique inflacionário.

    O cobertor é curto.
  • Luis Henrique  10/05/2018 15:22
    O cobertor é curto e o inverno chegou.
  • Emerson Luis  22/01/2018 15:47

    Não se pode esperar muito, visto que os argentinos são um povo profundamente estatista. Macri ter sido eleito e estar tentando implementar essas reformas já foi uma surpresa.

    Como diz a Wikipédia sobre Macri: "Em 23 de novembro de 2015 foi eleito, por 52% dos votos, para ser o 56º presidente da República Argentina, pondo fim a doze anos de kirchnerismo. Foi a primeira vez, em cem anos desde a instituição do voto no país, que é eleito um candidato civil não peronista nem radical socialdemocrata."

    Se Macri completar esse mandato em 2019 mantendo essa política reformista e sem ser derrubado antes, será outra surpresa; reeleger-se, um verdadeiro fenômeno; terminar o segundo mandato ainda reformando e fazer seu sucessor, quase um milagre!


    * * *
  • Felipe Lange  30/01/2018 11:29
    A Argentina precisa copiar o modelo político suíço, aí não tem falha.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  23/01/2018 19:20
    A continuação uma serie de notas relacionadas ao governo de Macri.
    Algumas pessoas querem ele fora do governo.


    www.infobae.com/politica/2018/01/23/mauricio-macri-zaffaroni-deberia-ser-el-primero-en-defender-los-valores-de-la-democracia/

    www.infobae.com/politica/2018/01/19/eugenio-zaffaroni-sobre-el-gobierno-quisiera-que-se-fuera-lo-antes-posible/

    www.infobae.com/politica/2017/12/01/las-32-razones-por-las-que-zaffaroni-piensa-que-el-gobierno-de-macri-es-el-peor-de-los-ultimos-34-anos/

    Na última nota, quero ressaltar o ponto 31: "endeudar astronómicamente a la Nación".

    Aqui
    brasil.elpais.com/brasil/2018/01/01/internacional/1514832832_626904.html
    encontramos:
    - O Observatório Fiscal Federal estima que a relação dívida/PIB já é de 60%.
    - O ministro das Finanças negou que a relação dívida/PIB atual seja perigosa para a economia argentina, situando-a em torno de 28,5% se não forem considerados os juros.

    Porque tanta diferença entre ambos valores (60% contra 28.5%)?

    A moeda argentina já está em movimento:

    www.infobae.com/economia/2018/01/22/dolar-estable-a-la-espera-de-una-rebaja-marginal-de-tasas/

    Gostaria de entender este aumento da dívida.
    Estará Argentina frente a outra devaluação?

  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  08/02/2018 15:57
    Novamente, estou anexando as seguintes

    o dolar

    www.eltribuno.com/salta/nota/2018-2-8-12-21-12-el-dolar-vuelve-a-subir-y-supera-los-20-pesos

    a interferencia do papa comunista na economia

    www.ambito.com/911846-aca-estan-los-troscos-de-dios-le-dijo-intimo-francisco-al-delegado-del-inti-despedido

    Macri - ou Argentina como consequencia - está com DUAS luzes vermelhas. O papa é a segunda.

    Ainda que USA é protestante.......
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  15/02/2018 19:00
    Um pouco de história

    Genial!!

    El histórico monólogo N° 2000 de Tato Bores

    www.youtube.com/watch?v=X1rm8I2UT2Y

    No aprendimos nada

    www.youtube.com/watch?v=h3rc7ZWAN7U

  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  04/05/2018 01:03
  • Hernan  05/05/2018 03:43
    Os argentinos aprenderam com os brasileiros a conviverem com inflação alta por anos a fio e os brasileiros aprenderam com os argentinos como transformar um país cheio de possibilidades de desenvolvimento em um buraco. Estes povos se merecem.
  • anônimo  05/05/2018 09:16
    O problema da Argentina é que todo presidente eleito também é argentino, aí não tem como mudar pra melhor. O ideal seria eleger um britânico, aliás, essa seria a solução para qualquer país latrino-americano.
  • Demolidor  06/05/2018 02:31
    Na verdade, há uma comunidade significativa de descendentes de britânicos na Argentina. Nomes como Banfield (nome de cidade e de time de futebol), Newell's Old Boys (fundado pelo inglês Isaac Newell), Temperley (outra cidade na região de Buenos Aires) atestam a influência britânica naquele país.

    Eles, inclusive, já tiveram três presidentes com sobrenomes britânicos, todos eles militares (Arturo Rawson, Edelmiro Julián Farrell e Roberto Marcelo Levingston). Farrell teve, inclusive, um papel preponderante no surgimento do peronismo, uma vez que Perón foi seu ministro da guerra e venceu as eleições convocadas durante seu mandato.

    Seguindo a tradição argentina, todos os três tiveram mandatos curtos.

    Também não creio que japoneses resolveriam, já que o Peru teve um presidente como Fujimori e que acabou preso por corrupção. Questão não é quem ocupa a presidência, mas sim qual o sistema político/econômico vigente no país.
  • Emerson Luis  14/05/2018 19:00

    Você nunca ouviu falar que o argentino é um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês?

    * * *
  • Luiz Moran  06/05/2018 08:28
    A América Latrina já é dos russos e chineses.

    Caia fora daqui enquanto há tempo, pois quando estourar a guerra estaremos do lado errado.
  • anônimo  06/05/2018 11:14
    A cultura é a chave para a mudança. E a cultura britânica é a do livre comércio, isso está no sangue deles. Politicamente eles tem se inclinado para a social democracia, mas os princípios básicos de mercado são fortemente liberais, e isso não muda pra eles. Quando a política chega a um ponto que precisa mudar a cultura free trade deles, aí eles recuam. Foi o caso do Brecht, e mais ainda da libra esterlina, que eles nunca abriram mão. O livre comércio para eles está acima de qualquer outra decisão, por isso a cultura britânica mais favorecer o capitalismo de verdade.
  • Aquila  06/05/2018 19:39
    Existem grandes instituições detentoras de quantidades elevadas de títulos de divida argentina? de que forma um colapso da economia deles pode afetar o resto do mundo?
  • Andre  06/05/2018 23:20
    Leandro, qual sua opinião sobre este artigo do Adolfo Sachisda? Ele descreveu muito sobre a conhecida e desastrosa situação fiscal e liberdade econômica que o país se encontra, mas é possível que exista ainda mais esqueletos no armário? Como a Grécia de 2009, ou este crescimento morno quase frio que vivemos é só resultado do balde de água fria que o governo jogou em 2017 quando subiu os impostos dos combustíveis e de nossa incerteza política digna de países da Africa Subsaariana?

    bdadolfo.blogspot.com.br/2018/04/tem-algo-de-muito-errado-escondido-no.html

    Parabéns pelo excelente trabalho e mais pela impressionante precisão do instituto com relação ao artigo sobre a Argentina.
  • Leandro  07/05/2018 13:03
    Sim, a situação fiscal é grave e acarreta os problemas descritos no artigo abaixo, emperrando o crescimento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828

    Mas o principal motivo da pasmaceira é o que está na resposta ao comentário do leitor "Without Rules", logo abaixo: desalavancagens e incertezas políticas.

    Muito obrigado pelo reconhecimento, e grande abraço!
  • Without Rules  07/05/2018 12:07
    Leandro,

    Assisti sua palestra "Economia Brasileira: Águia ou Galinha" que mais uma vez foi brilhante.

    Entretanto, você saberia explicar o porquê que, nesse momento, está acontecendo exatamente o que você disse na sua palestra (queda da Selic) mas o Saldo em Conta Corrente não extá expandindo? Estou analisando o M1.

    A hipotese que eu teria seria a da retração dos bancos estatais, agindo um pouco mais conforme leis de mercado. Mas não sei se procede.
  • Leandro  07/05/2018 12:59
    Mas os saldos em conta-corrente estão se expandindo, sim. Confira aqui:

    s18.postimg.cc/73e13agix/cewolf.png

    O que está acontecendo desta vez é que ele está se expandindo a um ritmo mais lento que o observado nas outras vezes. Isso se deve majoritariamente a duas coisas:

    1) Bancos estatais mais contidos (o BNDES, por exemplo, está se desalavancando, algo nunca antes visto na história);

    2) Incerteza política. Como ninguém sabe quem o que acontecerá nas eleições deste ano, ninguém está se arriscando a contrair empréstimos para investir.


    P.S.: caso tenha interesse, uma versão daquela palestra foi publicada aqui como artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852


    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Master  07/05/2018 17:33
    Então 2019 vamos ter BNDES inundando novamente o mercado com seus juros subsidiados, com espaço inflacionário e expansão mais lenta dos saldos em conta corrente os economistas estatais farão a leitura de que falta estímulo para a economia e voltaremos para a era Dilma.
  • Altcoin  08/05/2018 15:39
    Qual site bom para ver a inflação histórica no Brasil e a previsão para o ano atual e os anos vindouros?
  • Vladimir  08/05/2018 15:56
    Banco Central. Há todos os dados para o passado e há também as expectativas do mercado financeiro para os dados futuros, via Relatório Focus.
  • Altcoin  09/05/2018 14:19
    Pode me passar o link, confrade?
  • Neto  08/05/2018 18:58
    O peso continua em queda livre, e a inflação já começa a adquirir contornos sombrios. Se Macri não instalar um Currency Board vai rodar rapidinho.
  • Paulo Henrique  08/05/2018 20:35
    O Brasil tem alguma possibilidade elevada de virar uma argentina caso os gastos não sejam controlados?

    E por que não estamos tendo inflação elevada com esses deficits?
  • Leandro  08/05/2018 21:32
    "O Brasil tem alguma possibilidade elevada de virar uma argentina caso os gastos não sejam controlados?"

    Há um risco de perda de confiança na capacidade do governo de seguir honrando sua dívida, o que pode levar a uma fuga de capitais e a uma súbita desvalorização cambial. Embora um tanto improvável, esse cenário pode sim ocorrer dependendo do resultado das eleições em outubro.

    E dada a situação das nossas contas públicas, a situação de fato é muito delicada.

    "E por que não estamos tendo inflação elevada com esses deficits?"

    Porque a oferta monetária sofreu uma enorme contração em 2015 e 2016. Não há pressão inflacionária no momento.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2663
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694
  • Luis Henrique  14/05/2018 20:37
    Uma diferença importante é que os governos "populistas" e "irresponsáveis" do Brasil contrariaram o FMI, que aconselhava não acumular reservas por ser "irrelevante". Por isso, o Brasil tem reservas internacionais muitíssimo maiores do que a Argentina. Embora o governo "sério" e "responsável" de Michel Temer esteja dilapidando essas reservas, elas ainda fornecem um colchão bastante significativo que protege o Brasil de turbulências externas, e diminui a capacidade do capital especulativo atacar a moeda brasileira.
  • Luís Henrique  16/06/2019 17:41
    Naturalmente, o governo ainda mais "sério e responsável" de Jair Bolsonaro aprofunda a crise brasileira, de modo que o colchão de reservas herdado do "populismo irresponsável" tende a se esgotar.

    O Brasil é uma economia muito maior do que a Argentina, o que lhe oferece alguma proteção adicional. Mas a irresponsabilidade da aliança liberal-fascista, que deliberadamente ataca parceiros comerciais importantes por questões "ideológicas" é muito perigosa. Até porque não se percebe nenhuma sensibilidade do desgoverno a feedbacks negativos. A "fuga para a frente" parece ser a única tática que o desgoverno conhece.
  • Daniel  16/06/2019 22:09
    Concordo com você. Por isso tenho saudades insanas do governo Temer, que foi o melhor disparado desde a criação do real.

    Por mim, Temer deveria ser presidente para sempre, junto com Meirelles na Fazenda (o mesmo que, aliás, fez tudo o que houve de bom no governo Lula, e cuja saída gerou a catástrofe do governo Dilma) e Ilan no Banco Central (que derrubou o dólar de R$ 4,24 no auge da catástrofe do governo Dilma para R$ 3,05 em fevereiro de 2017, antes do golpe do Janot).

    Concorda?
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  08/05/2018 22:44
    Seguir o que está acontecendo na Argentina nestes dias é show!
    Encontrei este video aqui
    .economiaparatodos.net/en-3-minutos-le-explico-que-esta-pasando-hoy-con-el-dolar-y-la-inversion/
    Então o que estão fazendo estes MALUCOS é uma "timba" financeira!!
    *
    timba
    sustantivo femenino - Partida de juego de azar.
    es.thefreedictionary.com/timba
    *
  • Juan  09/05/2018 00:34
    Déficit público elevado + acesso restrito ao mercado de crédito + "soberania" monetária (Banco Central livre pra imprimir) = inflação + crise cambial + corrida ao FMI com o chapéu na mão.

    A Argentina de hoje é igual à de ontem.
  • Bruno  09/05/2018 02:13
    Já era...vai congelar os preços. Acabou!
  • Igor  09/05/2018 17:25
    Em um cenário como a Argentina como vocês "explorariam" essas ineficiencias geradas no mercado para lucrar? Eu trabalho com especulação no mercado brasileiro mas estarei me mudando para Argentina, eu trabalho de casa então não pretendo arrumar nenhum emprego lá, mas gostaria de explorar situações, e possíveis investimentos que um país como a argentina pode gerar.
  • Trader  09/05/2018 17:33
    Para começar, jamais, em hipótese alguma, converta reais ou dólares em peso. Jamais converta sua poupança para peso. Se fizer isso, a inflação comerá tudo.

    Pode utilizar normalmente seus reais lá. Os argentinos não só o aceitam, como ainda dão desconto em troca dele.
  • Rodrigo   10/01/2019 08:03
    Muita fé pra pouco milagre.
  • Rodrigo   10/01/2019 08:04
    Hmmm... comentário com moderação. Liberais? Ou não?
  • Leitor Antigo  10/01/2019 12:52
    Conhece o conceito de propriedade privada? Pois é, este site [u]é uma propriedade privada[/b], e, como tal, seu zelador tem a total autonomia sobre o que tolerar e o que não tolerar, sobre quem pode comentar e quem não pode comentar. Simples assim.

    Este é o princípio mais elementar da propriedade privada: meu site, minhas regras.

    Estranho seria se um site libertário e pró-propriedade privada desconsiderasse esse princípio elementar e desrespeitasse a própria propriedade, mantendo-a desguarnecida contra arruaceiros. Perderia completamente meu respeito.

    E você? Dorme com a porta da sua casa aberta? Não? Então você está sendo incoerente. Você não pode pedir que os outros mantenham sua propriedade privada escancarada para estranhos ao mesmo tempo em que você resguarda a sua.

    Comentários em sites devem seguir a mesmíssima regra: o proprietário do site decide o que é tolerável e o que não é. E quem é contra essa regra e sai chorando em público simplesmente não está preparado para a vida em uma sociedade civilizada.


    P.S.: Liberais não. Libertários.



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