clube   |   doar   |   idiomas
A pavorosa situação fiscal do governo brasileiro - em dois gráficos
Para um país ainda em desenvolvimento, as cifras beiram o surreal

Quando se fala em corte de gastos, os economistas desenvolvimentistas e de todas as vertentes keynesianas imediatamente gritam que tal medida é recessiva. A máxima deles é a de que "despesa corrente é vida".

Nada mais falso. Dizer que gastos do governo geram crescimento econômico é uma grande contradição. O governo, por definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para gastar. O governo só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro. 

Só que tanto tributação quanto endividamento geram consequências negativas sobre a economia.

Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia. A tributação nada mais é do que uma destruição direta de riquezas. Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em burocracias improdutivas (ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais), maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas, subsídios para grandes empresários amigos do regime, propagandas e em péssimos serviços públicos. 

Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, o que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.

Pior: ao tributar, o governo faz com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

Já ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos —, o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou para as famílias consumirem.

Não há mágica ou truques capazes de alterar essa realidade: quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. Isso significa que o governo está dificultando e encarecendo o acesso das famílias e das empresas ao crédito. 

E isso é fatal, sobretudo, para as micro, pequenas e médias empresas.

E piora: a emissão de títulos gera o aumento da dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio de mais lançamento de títulos.

E isso leva ao reinício do ciclo vicioso.

Os números

O governo brasileiro é uma insana e insaciável máquina de destruição de riqueza. E isso não é uma frase ideológica ou meramente demagógica. Uma simples olhada em seus números fiscais nos permite constatar isso.

Como ele gasta muito mais do que arrecada via impostos — pois tem um grande estado de bem-estar social para sustentar —, ele incorre em déficits orçamentários contínuos. Logo, ele tem de se endividar (pedir empréstimos) para poder manter seus gastos.

As consequências? O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um acumulado de déficits. Assim, o gráfico abaixo mostra o volume de dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o financiamento de investimentos produtivos:

dividatotal.png

Gráfico 1: evolução da dívida total do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 5 trilhões já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$ 5 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.

Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.  

Para entender o que empurrou essa dívida tão aceleradamente para cima, é necessário ver o tanto que o governo gastou a mais do que arrecadou a cada ano. O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada).

deficits.png

Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

O descalabro, que começou realmente ao final de 2011, mas que se intensificou a partir de meados de 2014, é inaudito. (O surto ocorrido pontualmente em 2009 se deveu à recessão daquele ano, que fez com que as receitas do governo caíssem).

Atualmente, em um período de 12 meses, o governo gasta R$ 550 bilhões a mais do que arrecada via impostos. Ou seja, em 12 meses, o governo federal se endivida em um montante de R$ 550 bilhões. São R$ 550 bilhões que ele absorve do setor privado a cada 12 meses. São R$ 550 bilhões que deixam de financiar investimentos produtivos apenas para fechar as contas do governo.

Mas agora vem a parte realmente assustadora: pegue esses R$ 550 bilhões que o governo federal absorve via empréstimos em 12 meses e some aos R$ 2,170 trilhões que as três esferas de governo arrecadaram em 2017 via impostos. São R$ 2,720 trilhões que o estado retirou do setor privado e destruiu no financiamento de sua própria máquina.

Isso equivale a 42% do PIB.

E aí você começará a entender por que será difícil para um país ainda em desenvolvimento enriquecer e prosperar sob esse atual arranjo. Não há mágica capaz de subverter essa realidade.

A lógica é inescapável

Quanto maior é o governo, maiores serão seus gastos. Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos e o endividamento do governo. 

Quanto maiores forem os impostos, menores serão os incentivos ao investimento e à produção. 

Quanto maior for o endividamento do governo, maiores serão as oportunidades perdidas em investimentos que não puderam ser feitos (porque o governo se apropriou desse dinheiro que poderia ter sido emprestado para o setor privado), maiores serão os gastos com juros, e maior terá de ser a carga tributária para arcar com esses gastos com juros.

Quando políticos falam que não há como cortar gastos, o que eles realmente estão dizendo é que não há como reduzir os custos sobre os indivíduos produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos impostos. Um governo com gastos elevados está, na prática, onerando aqueles que levantam cedo e vão trabalhar.

No final, aqueles que afirmam que gastos do governo geram crescimento estão afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Como diz o ditado, está afirmando que "tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar".

Conclusão

Onde o governo deve cortar? Em qualquer lugar e em todo lugar.

Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério do Esporte, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério das Comunicações, Ministério do Turismo, Ministério da Educação, Ministério dos Transportes e Secretaria de Assuntos Estratégicos poderiam ser imediatamente abolidos.

Veja aqui o total das despesas de cada ministério. Excluindo-se o Ministério da Fazenda (que gasta R$ 1,043 trilhão), todos os outros ministérios gastam aproximadamente R$ 400 bilhões por ano. (Na era Dilma, eles empregavam mais de 113 mil apadrinhados e seus salários consumiam R$ 214 bilhões. Ainda não se sabe os números exatos da atual administração.)

Adicionalmente, o cancelamento de todos os aumentos prometidos ao funcionalismo público bem como a extinção dos super-salários do setor público são imprescindíveis.

A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também seriam um bom começo (embora isso resolveria apenas um problema de estoque e não de fluxo).

A venda (ou mesmo a abolição) destas 18 estatais que queimam 86% do orçamento com funcionários muito bem pagos e que dependem de transferências do Tesouro também é imperativa, assim como a venda das 151 estatais do governo, as quais recebem um aporte anual de R$ 20 bilhões do governo.

Acima de tudo, a reforma de previdência do setor público, que é de longe o maior ralo de dinheiro do país, é absolutamente crucial.

Mas quem fará isso? Por enquanto, ninguém se apresentou.

 

39 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

Leandro Roque é economista e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



  • Edson  12/01/2018 14:45
    Esse insight de que "déficit nominal mais arrecadação tributária total" representa a real riqueza que o estado chupa da economia é fundamental para o leigo ao menos começar a entender o tanto que ele está sendo espoliado e privado de uma qualidade de vida melhor.

    Mesmo aquele funcionário público beneficiado por este arranjo está vivendo pior do que poderia viver caso a economia fosse menos dilapidada pelo estado e, consequentemente, mais riqueza e mais bens e serviços pudessem ter sido criados.
  • En%C3%83%C2%A9as  12/01/2018 17:49
    Entendo pouco de economia, mas vejo essas notícias que a economia do nosso país vai mal e que o país está quebrado economicamente eu tenho lá minhas dúvidas.

    Penso e acredito que o Brasil é um país rico, mas que precisa ser gerido por governantes que não pensam apenas no seu umbigo, mas que pensam no povo que paga seu tributos anuais.

    Falta homens de verdade que honrem a Deus em primeiro lugar, a sua família e ao povo brasileiro. Que não negociam sua consciência e ética, por qualquer tipo de barganha ou privilégios que possam receber.

    Essa é minha cosmovisão!
  • João Paulo  13/01/2018 18:18
    Você confunde riqueza com um suposto potencial para a riqueza. Todo país tem potencial para a riqueza, porém a maioria da população entende que medidas confiscatórias irão gerar mais riqueza. Sugiro que você saia desse sonho de pessoas que um dia adminstrarão bem o país.
  • Gustavo  15/01/2018 12:31
    quase todos os países africanos são "ricos" então :)
  • Capital Imoral  12/01/2018 14:47
    Como será o Brasil quando Lula for presidente?
    Eu tenho visto muitos companheiros de luta, assim como amigos do Psol, Pcdob, PT, Livres, etc.,estarem desanimados com a possível prisão de Lula.Talvez seja nos piores momentos da nossa história que devemos sonhar longe e imaginar um futuro onde as idéias neoliberais não tenham mais espaço. Eu sonho com esse futuro todos os dias e vou relatar neste artigo como será o futuro do Brasil quando lula for presidente.

    Não irá existir pobreza material ou intelectual
    Imagine um mundo onde não existe mais pobreza, estamos em 2025, e lula foi um presidente tão genial no ano de 2018, que houve um grande choque cultural onde juntou duas coisas fascinantes: A genialidade humana mais um Estado grande e controlador. Dessa grande união a matéria chegou ao estado da arte e o dinheiro foi abolido. Não existe mais fome, absolutamente tudo é de graça, ninguém mais precisa trabalhar; a realidade do ano de 2025 é que 100% das pessoas ficam em suas casas confortáveis filosofando na internet, elas ficam relatando o quão maravilhosa é a vida em uma sociedade socialista, e vão ficar neste paraíso a vida inteira, não irá haver intrigas ou tédio.

    Eu acho que você ainda não tem noção do quão formidável será o ano de 2025 com Lula no poder, portanto, eu irei continuar a relatar sobre este ano. Imagine um país onde 200 milhões de habitantes sabem falar cinco línguas diferentes? Quando eu acordo, eu gosto de ir na padaria pedir um pão em Francês, e certamente, o atendente voluntário que estará lendo poemas em Espanhol, ela irá ter uma conversa agradável comigo, tambem em Francês; no horário da noite eu gosto de conversar sobre jazz com meus amigos da Cultura FM {2}, neste momento nós conversamos em Inglês, mas também poderíamos falar em Italiano.

    Todo mundo irá se vestir tão bem, porque a própria roupa não terá preço, será a arte pela arte.

    Mas, certamente, eu preciso relatar sobre um dos pontos mais importantes desta sociedade deslumbrante criada por lula: Não irá existir mais carros ou veículos a motor. Sim! é isso mesmo que você está lendo, todos os carros do Brasil serão abolidos e todo mundo vai andar de bicicleta, inclusive para transporte de cargas.{1} Será tudo tão lindo, neoliberal; você já imaginou uma pessoa que fala cinco línguas e ainda anda de bicicleta pela cidade com roupa cool? Me apresenta esse bofe que eu quero namorar! Mas ainda sim temos uma indagação importante: não basta existir uma sociedade intelectual, é preciso que esta sociedade seja saudável fisicamente. Por isso, seguindo orientações do dr.Drauzio Varella, o Brasil foi o primeiro país do mundo a criminalizar o consumo de carne e também foi o primeiro país a legalizar o aborto em larga escala; é tudo tão limpo, eu fico impressionado com a limpeza desta sociedade, faz mais de 10 anos que não ouço um choro de criança, alias, faz 10 anos que não vejo uma criança. Mas o que me impressiona é a beleza física dos Brasileiros, absolutamente todos são magros e saudáveis, imagine um país onde 200 milhões de habitantes são modelos? geralmente ocorrem nos supermercados estatais longas conversas intelectuais sobre as propriedades do alface ou da fruta do momento; eu geralmente gosto de discutir sobre a beleza do alface, mas há aqueles que preferem discutir sobre esportes, e este será nosso próximo tópico.

    Quando a religião foi abolida no Brasil, um novo deus assumiu o lugar das antigas religiões obscuras, este deus se chama esporte. Mas não podemos falar sobre esportes sem antes adentrarmos na questão do controle social do sexo, como você sabe, houve políticas públicas para promover o aborto em larga escala, mas também era necessário que o sexo não fosse tão "Hetero", porque sexo hétero é uma coisa muito chata, algo que remete muito ao conservadorismo retrógrado do passado, por este motivo houve diversas publicações para conscientizar à população sobre as vantagens de experimentar novos gêneros. Dito isto, agora podemos entrar na questão dos esportes e da igualdade de gênero; o esporte deixou de ser algo tão feminino ou algo tão masculino, hoje é comum um homem lutar contra uma mulher e não há nenhum preconceito com relação a este quesito. Nossas políticas de conscientização social sobre a questão do gênero, foi algo tão eficaz, que a mulher se tornou tão máscula e o homem se tornou tão afeminado, que não existe mais diferença corporal entre ambos, houve uma igualdade entre gêneros no sentido físico, ambos são magros e bonitos.

    Conclusão
    Veja que eu não tenho espaço suficiente para relatar o quão maravilhoso é este mundo que está sendo desenhado pelo intelectual lula. Mas você certamente já viu, nestas linhas preliminares, a grandiosidade e beleza deste mundo.Por este motivo devemos lutar com unhas e dentes para que lula seja eleito em 2018, lula ser presidente do Brasil, significa políticas sociais para os mais pobres e minorias oprimidas pelo capital. Sim! se lula chegar ao poder, cedo ou tarde nós vamos chegar ao futuro que relatei acima, e tudo será tão maravilhoso, neoliberal. Isso porque eu nem tive espaço para falar sobre as rodas de intelectuais em volta do conjunto nacional, pertinho da livraria cultura estatal. Você não consegue ver a luz? é tudo tão belo, é tudo tão colorido e feliz. Por que você luta contra isso?

    {1} Alguém poderia levantar a questão de que uma bicicleta não pode levar cargas. Isso só mostra ignorância sobre a beleza e sutileza das bicicletas. sim! uma bicicleta pode levar cargas e de uma maneira muito mais Cool do que um caminhão fedorento. Veja no site Cycle chic que bonitinho o senhor levando a família inteira na bicicleta cargo: www.copenhagencyclechic.com/2017/01/cargo-bike-workhorse-that-you-dont-have.html

    {2} Por favor ouça o concerto do meio dia que sempre ocorre na rádio Cultura FM.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Gustavo  12/01/2018 17:46
    seria Capital Imoral o Unabomber? {1}
  • Ernane Oliveira  13/01/2018 12:42
    Capital Imoral

    " Eu sonho com esse futuro todos os dias", o Admirável mundo novo ou 1984 chegará para vc, aguarde.
    Sugestão procure um outro fornecedor pois a que vc consome ta estragada ou contaminada com coco de mula.
  • Gustavo  15/01/2018 12:32
    isso que é fé... "nossos problemas nao estão sendo resolvidos, mas um dia serão!!" o lula tá virando um dom sebastião malacabado
  • Matheus  17/01/2018 15:27
    Sério, Capital Imoral, foi genial o seu discurso.
    Não consigo dizer se você está falando a verdade e realmente acredita nisso ou está sendo extremamente sarcástico.

    Só queria saber uns detalhes:
    1)Se ninguém vai precisar trabalhar, quem vai oferecer os serviços de internet pra que possamos ficar filosofando na internet? Quem vai instalá-la?

    2)Se não precisaremos mais trabalhar, como iremos na padaria ter uma conversa em francês com o atendente voluntário? Se nunca haverá tédio, por que precisaremos de um "atendente voluntário"? Não seria melhor ele ir pra casa e filosofar na internet (que não irá existir) como é lindo apreciar a alface antes de comê-la?

    Mas de verdade, ainda não consigo dizer se você está sendo sarcástico.
  • PJ  18/01/2018 14:09
    Caso você tenha querido ser sarcástico, meus parabéns!

    Mas caso tenha falado sério, recomendo que procure um bom tratamento psiquiátrico.
  • Inácio  12/01/2018 15:00
    Desenvolvimentismo só possui alguma chance de dar certo se a economia for de alguma forma livre (burocracia, trabalhismo, fiscal, etc).

    Um país proto-socialista e proto-fascista como o nosso nunca dará certo com nenhuma política, ainda mais com uma política de privilégios de políticos para magnatas (capitalismo de compadres).
  • anônimo  13/01/2018 13:31
    Ninguém é contra o desenvolvimentismo.

    As pessoas querem invistir em educação, em indústrias novas, em energias renováveis, em melhores hospitais, em melhores escolas, em alimentos mais saudáveis, em ajuda aos mais pobres, etc.

    O problema é um grupo de burocratas e corruptos roubando a narrativa do desenvolvimento e das coisas boas. Esse sequestro do discurso positivista, de melhores condições de vida, da caridade, da ajuda ao próximo, acabou virando uma malandragem usada por pessoas que não entendem o mínimo de economia e do conceito de sociedade.

    Os caras querem viram Santos sem nunca ter trabalhado na vida.

    Por exemplo, quem começou a fornecer energia elétrica no Brasil foi uma empresa privada.

    Aquela velha frase dos liberais mostra isso: A fome no mundo diminuiu muito por causa da ganância dos agricultores..
  • Ninguem Apenas  13/01/2018 15:59
    Acho que você confundiu as palavras desenvolvimento e desenvolvimentismo.

    Desenvolvimentismo é a política de tentar desenvolver o país por meio de estímulos keynesianos e grandes gastos públicos, inflacionismo como política monetária e hiperativismo do tesouro como política fiscal.

    Quanto a isso, todos aqui somos contra.
  • Tubaína  12/01/2018 15:08
    O Brasil é uma Índia que quer gastar como uma França.

    Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que não é aumento gastos e nem aumento de intervenção do Estado que qualquer país irá se tornar desenvolvido. Um país precisa ser de economicamente livre para isso ser possível.
  • anônimo  12/01/2018 15:32
    Eles não acreditam seriamente no que propagam.
  • Célio  12/01/2018 15:10
    João Amoedo, do Partido Novo, se propos a fazer grande parte disto.
    Em princípio, à exceção do BNDS, que ele quer remodelar.
  • Skeptic  15/01/2018 10:30
    Até mesmo o Amoêdo que não tem a menor chance de ser eleito seria muito soft para a necessidade fiscal do Brasil. Isso sem considerar as complicações do legislativo.
  • Skeptic  15/01/2018 10:38
    Ótimo artigo! Gostaria de ver um artigo sobre esse mesmo tema com dados do Produto Privado Remanescente, como Rothbard fez no livro A Grande Depressão Americana.
    Ainda faz sentido dentro da EA usar o PPR?
  • marcela  12/01/2018 15:18
    Eu tento ser otimista com o Brasil mas é evidente que o Ubiratan Jorge Lorio e o Leandro Roque sabem o que dizem e entendem mais de economia que todos nós leitores juntos.Assim sendo não tem como não cair na real.Triste pelo nosso povo quando essa bomba explodir de vez!
  • anônimo  13/01/2018 00:50
    Fala por ti, Marcela. Se tu não é da área das Ciências Econômicas, não fale em meu nome.
  • marcela  13/01/2018 13:42
    Não tá mais aqui quem falou,anônimo.Mas corrigindo, o Ubiratan e o Leandro entendem mais de economia do que "EU" e seguindo 'minha interpretação pessoal' dos seus textos é melhor se preparar para o pior.Eles não me mandaram mas de livre vontade eu decidi que o negócio é investir em criptomoedas e se preparar para uma possível fuga do Brasil.Mas que fique claro que o IMB não tá dizendo que o país vai quebrar,apenas está trazendo dados e fatos que cada um interpreta como bem entende.
  • WDA  16/01/2018 11:22
    Seu comentário foi inteligente e humilde Marcela. Já o anônimo que respondeu a você deve ser um novo Mises, o Capital Imoral ou um keynesiano maluco.

    Deve ser um novo "gênio" que desponta sem o conhecermos. Não ficarei surpreso se esse daí lançar um livro com o pseudônimo Thomas Piketty.
  • zanforlin  12/01/2018 16:00
    Poxa, pra começar o ano com um banho frio desse tipo, só mesmo esperar o carnaval...
    Como nem gosto de carnaval, e banho frio faz bem, o que devemos fazer é, antes de tudo, nos indignarmos. A indignação leva à crítica, que pode causar ainda mais indignação e à conscientização de que não somos nada mais que grãos de areia, se não houver união. Dispersos, o vento espalha; juntos nos tornamos sólidos.
    Palavras? Sim: "verba volant, scripta manent", mas imagine-se uns 100 milhões de votos nulos, com que cara os "representantes" se apresentariam aos seus representados para aumentar tributos ou manter privilégios. Seriam reduzidos ao signo que resta depois da igualdade quanto todos os termos de uma equação do segundo grau são transferidos para o lado esquerdo... 0.
  • Victor  12/01/2018 16:00
    Qualquer estrangeiro informado possui imensas dificuldades para compreender como o Brasil chegou nesta situação e não consegue sair, atendendo clientes pelas américas do Sul e Central, durante reuniões todos demonstram curiosidade sobre a situação econômica do Brasil e explico mencionando resumidamente o que diz o artigo, pois 9 em cada 10 ficam muito surpresos quando descobrem que o problema é fiscal e não corrupção, pois uma crise fiscal é relativamente fácil de resolver em seus países, o governo corta gastos, equilibra o orçamento e a confiança dos investidores locais retorna.

    Me sinto um alienígena explicando conceitos e fatos como gastos obrigatórios, déficit primário, aumentos para o funcionalismo em plena recessão, estabilidade dos servidores, direito adquirido e aposentadoria sem idade mínima, os questionamentos são sempre:

    -Por que o governo é obrigado a gastar dinheiro que ele nem sabe se vai arrecadar?
    -Défict primário? Você não quis dizer déficit nominal?
    -Numa economia em recessão o normal é que os salários abaixem.
    -Por que todos os servidores precisam de estabilidade?
    -Direito adquirido se supõe que uma contraparte tem um dever adquirido contra sua vontade.
    -Aposentar aos 50 anos?

    O destino do Brasil é o mesmo da Argentina de 2001.
  • Vitor  13/01/2018 01:33
    Minha experiência é um pouco diferente. Geralmente, não ligam muito para economia e finanças. A pergunta geralmente é: Por que brasileiros não conseguem parar de matarem uns aos outros?
    Pergunta difícil.
  • Antônio Galdiano  15/01/2018 13:04
    "Minha experiência é um pouco diferente. Geralmente, não ligam muito para economia e finanças. A pergunta geralmente é: Por que brasileiros não conseguem parar de matarem uns aos outros?"

    Porque é proibido à população punir ou passar medo nos bandidos. A segurança é monopólio estatal e, consequentemente, uma droga.
  • WDA  16/01/2018 11:26
    Perfeita reposta, Antônio!
  • Inbert  12/01/2018 16:03
    A verdade é que o Brasil se tornou um país inviável. É muito caro investir aqui. Tudo é caro demais. Hoje só investe quem tem muito incentivo fiscal e empréstimo do BNDS.

    Só um milagre muda essa situação, por força humana normal, natural, não muda.

    Hoje é melhor investir no Paraguai, tem menor custo fiscal, trabalhista e especialmente custo de energia elétrica.

    Quem esta estabelecido, com sua empresa, vai tocando enquanto pode, mas muitos estão queimando as reservas, o país esta empobrecendo.

    A segurança nas grandes cidades não existe. A não ser a de Deus.

    Mas os nossos políticos não conseguem ver isso. Desta forma teremos dois caminhos, ou volta a inflação, ou quebra tudo.
    Independente de quem vencer as eleições este ano, vai ser muito difícil.
  • anônimo  12/01/2018 16:17
    O grande problema do Paraguai é o sistema trabalhista, protege mais que aqui. E ainda possui o problema burocrático para se abrir empresas.

    tcdata360.worldbank.org/indicators/lbr.free.scr?country=BRA&indicator=755&viz=line_chart&years=2013,2016

    Se não fosse esses dois fatores, o Paraguai já poderia ser o Chile.
  • Felipe Lange  12/01/2018 20:19
    Apesar disso no ranking de competitividade o Paraguai já está a frente do Brasil. Certamente muitos brasileiros ainda irão se mudar para lá.
  • Everson  12/01/2018 22:13
    Afinal o que está acontecendo no Paraguai? Está todo mundo falando bem de lá, aqui na rodoviária de Salvador sai um ônibus para Assunção toda semana, pensei que estaria cheio de sacoleiras mas para minha surpresa estava cheio de peões e mestres de obra e falaram que tem muitas obras de prédios e infraestrutura e que acabam uma obra que já têm outra começando.
  • Marcelo  15/01/2018 13:48
    "É muito caro investir aqui. Tudo é caro demais. Hoje só investe quem tem muito incentivo fiscal e empréstimo do BNDS. "

    E é exatamente essa a nossa jabuticaba: os salários são baixos mas os custos trabalhistas são altíssimos. Ou seja, os empregadores pagam muito mas os empregados recebem muito pouco. Toda a diferença vai para o governo e para o funcionalismo público. É claro que a coisa não irá se sustentar por muito tempo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2808
  • Rafael Lima  12/01/2018 16:23
    A saída para o déficit fiscal do Brasil não atingir o cidadão comum é o aeroporto.
    Os brasileiros capazes de exercer produtivamente uma profissão/empreender, administrar decentemente suas finanças e falar outro idioma não ficarão no Brasil catastrófico que se aproxima, destes, os ricos irão para os Estados Unidos, os descendentes de europeus irão para Europa e os pobres irão para o Paraguai.
    Dos que ficarem no Brasil, políticos e seus amigos, funcionários públicos, profissionais medíocres, recém formados pela educação completamente estatizada e inúteis para o trabalho, os idosos e qualquer um incapaz de auferir patrimônio líquido em volume significativo para dispô-lo em momento de necessidade, pagarão a pesada conta na íntegra.
    Se um dia daqui 10 anos o Brasil conseguir domar seu estado gigante não haverá quadros qualificados para reconstruir o país, será a Ucrânia dos trópicos.
  • Anderson Souza  12/01/2018 22:02
    Olá Rafael! Vc é o Rafael do idéias radicais?
    Sempre vejo seus vídeos!
    Parabéns pelo trabalho...
    Realmente não vai rolar ajuste fiscal nenhum e as saídas são essas aí mesmo citadas por vc...
    Abração
    Anderson
  • anônimo  13/01/2018 12:47
    Você tocou num ponto importante.

    Quem tem dinheiro está mandando os filhos para outros países.

    O problema de incapacidade de liderança já está ocorrendo. Veja os vereadores e deputados atuais das cidades do interior. A boa educação no interior acabou em 1970.

    A política já tem muitos analfabetos, bandidos, pessoas sem nenhuma formação escolar ou profissional, pessoas sem vida e convivência familiar, pessoas com nome sujo e dívidas, etc.

    Nenhuma pessoa capacitada, honesta e bem intencionada vai querer conviver com esse tipo de gente.

  • Rafael Ctba  17/01/2018 18:41
    Perfeito, melhor escrito impossível
  • Rafael Ctba  17/01/2018 18:49
    Por favor, gostaria muito de um artigo citando os top 10 países para imigrar.
  • Kira  12/01/2018 16:32
    E tem gente que ainda acredita nessa lorota de "redistribuição de renda" o estado é claramente um inevitável concentrador de renda, a maior parte é perdida em salários da casta do funcionalismo público, outra parte em corrupção inevitável e o resto desperdiçado em pura ineficiência estrutural. Nem um estado governado por Deus aboliria a lei da matemática, o que é arrecadado é inevitavelmente fracionado em todo o custo da burocracia até a pouca fração dos bilhões que sobrar ser usada ineficientemente em uma ou outra coisa que parece algum serviço do que quer que seja.
  • The inquisitor  12/01/2018 16:34
    carteirarica.com.br/wp-content/uploads/2015/09/gastos-publicos.jpg

    Se analisarmos esse gráfico, veremos que mesmo com os cortes que os autores propõem, ainda será necessário uma alta carga tributária para pagar o serviço da dívida e a previdência (mais de 60% do PIB). Ou seja, desinchar a máquina é o mesmo que cortar o cabelo esperando perder peso.
  • Breno  12/01/2018 16:54
    Pelo visto, você tem dificuldades para interpretar números. As porcentagens deste gráfico que você mandou se referem ao orçamento e não ao PIB.

    Logo, a soma de juros e amortização da dívida mais previdência social dá 60% dos gastos do governo e não 60% do PIB.

    E cada coitado que desaba por aqui...
  • Leandro  12/01/2018 16:57
    Adendo: como surgiram a dívida e os juros pagos sobre ela? Exato: dos próprios gastos do governo.

    Quem critica os gastos do governo com a dívida, mas defende aumentos de gastos, exatamente o que causou a explosão da dívida, está incorrendo em incoerência.

    Afinal, o que gerou a dívida alta se não os gastos que a esquerda tanto defende? A dívida não surgiu do nada. Ela é a simples e inevitável consequência dos gastos. Foi exatamente para gastar mais que o governo se endividou.

    Defender mais gastos e xingar suas consequências (aumento da dívida e dos gastos com juros) é coisa de quem não compreende nem mesmo o princípio mais elementar da matemática contábil.
  • Tim  14/01/2018 06:44
    A esquerda ainda não aprendeu a causa e efeito das coisas.

    Defender aumento de gastos e ao mesmo tempo reclamar do aumento da dívida e dos juros é apenas um dos casos de completa ignorância e incoerência econômica dessa gente.
  • WDA  16/01/2018 11:36
    Leandro, toda hora eu tenho que explicar isso a algum atrapalhão desavisado e obcecado com o "pagamento da dívida"...

    P.S.: sim o correto é atrapalhão e, não, "trapalhão".
  • Paulo Henrique  12/01/2018 16:46
    O Brasil só não é chamado de socialismo ainda por capricho no nome. Economia fechada para importação, imposto de renda elevado, imposto sobre consumo elevado, regulamentação excessiva..

    Se isso aqui estivesse bem seria um bom motivo para rever toda a teoria econômica
  • Volta Lula!  12/01/2018 16:50
    Mas, e quem vai ajudar os pobres?
  • Inbert  12/01/2018 17:21
    Logo, logo, não vai mais ter pobres, porque não vai mais ter ricos. Todos seremos nivelados por baixo, como Cuba.

    Alias ficam uns poucos ricos amigos do estado.

    Como não teremos mais pobres, e nem ricos, não vai ter a necessidade de ajudar ninguém.

    O risco do comunismo tomar conta de tudo não esta afastado. ainda temos muito trabalho pela frente.
  • Luiz Moran  12/01/2018 16:58
    Isso aqui já era, é um caso perdido.
    O caos ainda reinará a todo vapor e quando isso ocorrer o totalitalismo de esquerda, sanguinário e assassino, entrará em vigor.
  • Político  12/01/2018 17:13
    O pouco que o governo faz para melhorar as contas públicas é impedido pela justiça.
    Suspensão do reajuste do funcionalismo levou canetada do Lewandowski, privatização da Eletrobrás suspensa pela justiça, reforma trabalhista graças ao TST só é válida para contratos novos. Está difícil.
  • Felipe Lange  12/01/2018 17:51
    Esse é o país onde juristas vagabundos ("adevogados" e "dôtores") querem se meter onde não sabem. Bem provável, entretanto, que o Temer passe por cima (Brasília manda em tudo), como já fez quando um outro jurista suspendeu aumento de impostos sobre combustíveis.
  • Liberdade Austeridade Justiça  12/01/2018 17:18
    Como sempre, a faxina depois dos calotes será realizada pelos liberais.

    Sempre foi assim. Os keynesianos, desenvolvimentistas, progressistas e socialistas quebram o país, depois os liberais "malvadões" precisam limpar a sujeira.

    O mais bizarro é que ninguém publicou uma lista de medidas que devem ser tomadas, com leis, emendas constitucionais, extinção de regulamentações, redução de burocracia, imposto único, etc.

    Ninguém começou a resolver o problema. Ninguém apresentou um plano para resolver.

    A crise não será resolvida sem planejamento e com tentativas aleatórias de melhorias. Será necessário um pacotão de "maldades" para resolver.

    Enfim, a impressão que dá, é que não existem grupos de trabalho pensando na resolução do problema. Parece uma guerra contra e a favor de privilégios.
  • Patriota Libertário  12/01/2018 17:21
    Calma gente o país vai quebrar,mas nós não iremos...e ai vocês perguntam como cara pálida não seremos afetados,simplesmente comprando ouro,dólar e criptomoedas,enfim poupando ao máximo e gastando o mínimo,o tempo se encarregará de mudar esta história de quebradeira ou seja esse desespero quem deveria ter são os alienados e os que vivem de esmolas estatais,enfim acalmem-se,pois o IMB está apenas apontando o caminho em que estamos indo enquanto nação e economia "subdesenvolvida",terceiro mundista,"latino-americana sem dinheiro no Banco e vindo do interior",eu não me desespero mais e procuro focar nas saídas do ponto de vista individual,somos libertários e apolíticos,apartidários,o Facebook está um porre de tanto FAKE NEWS para todo lado,a grande imprensa idem e na realidade não precisamos deles para nada,pois mesmo com toda esta opressão nós temos meios de burlar este elefante branco que é o estado,portanto queridos acalmemos os ânimos e vamos focar na solução pois o diagnóstico está apontando para o caos,mas nós renasceremos das cinzas feito a Fênix da mitologia grega.OBS:Se em Cuba,Coréia do Norte e Venezuela onde a qualidade de vida é péssima as pessoas estão vivendo imagina nós que não estamos em uma ditadura,mas sim vivenciando a falência do mostrengo e devemos defender nossas finanças deste caos,pensem nisto.Esperança e fé em Deus digo aos religiosos e muita força aos ateus,pois esta situação só se vence com poupança a salvo do estado,fé e força de vontade,quantos aos alienados que se estrepem no bom sentido,já que querem ser parasitas que se estrepem,eles é quem devem ficar desesperados.
  • Cidadão escorchado  12/01/2018 17:23
    O que aconteceu a entre 2014 e 2016 (gráfico 2) é algo absolutamente criminoso. Dilma, Mantega, Arno Augustin, Luciano Coutinho, Nelson Barbosa e acima de Lula (que foi o responsável por colocar todos estes lá) deveriam pegar pena de morte por isso.
  • eugenio  15/01/2018 00:41
    Sim,pena de morte, enquanto funcionarios públicos e politicos roubarem e enviarem para paraisos fiscais ,sem solução, não se tatando nem de recursos mal aplicados mas sim de roubo,caso de policia.
    UM politico protege o OUTRO, os tribunais de contas do PRÓXIMO governo serão do PARTIDO QUE ROUBA HOJE, as contas "estarão em boas mãos" dos companheieos e assim vem sendo,um acordo entre LADRÕES
    Antes de "KEYNES ou não", Liberalismo ou não, é caso de policia e ladrão.
    Quão longe estamos que não vemos o óbvio.
    PÃO ou bolsa familia, + CIRCO e futebol,BBB,CARNAVAL
    A FÓRMULA DE JULIO CÉSAR,pão e circo ,ARENAS...
  • Igor  12/01/2018 17:43
    Qual a possibilidade do Brasil fazer ao menos fazer ajuste fiscal necessário mínimo para evitar o caos econômico em 2019?
  • Lord  13/01/2018 08:22
    Difícil falar pelo mercado, mas diria que o prazo vai até primeiro semestre de 2019. Isso depende, evidentemente, de quem será eleito. Este ano, é muito improvável que a reforma da previdência passe. Ela não vai melhorar o país num passe de mágica, apenas vai permitir que ele continue vivo dando fôlego à parte fiscal. Alguém mais radical poderia falar: deixa quebrar tudo mesmo. Talvez só assim realmente surja outro país, mas não é indolor nem garantido. Meu palpite é que o próximo presidente vai ser governista e gastará seu capital político pra passar a reforma conforme o prazo citado anteriormente. Não haverá pânico, o país continuará salvo e meia boca, com relativas oportunidades ainda para os seres produtivos. Dá pra tocar.
  • Karna  12/01/2018 17:44
    Se for pra abolir ministérios, então que abulam todos, exceto o de Justiça, Defesa e Relações Exteriores.
  • anônimo  12/01/2018 17:47
    Deveriam ter deixado a Dilma sangrando, agora quem será visto como culpado pela crise econômica será a suposta direita neoliberal
  • L  12/01/2018 18:05
    Sim. Mas o risco disso era transformar o Brasil na Venezuela.
  • Patriota Libertário  12/01/2018 19:00
    Também compactuo desta ideia deveríamos ter deixado ela sangrar,mas boa parte do congresso todo enrolado não deixaram isto acontecer por saber que ela ia deixar o pau quebrar,ela era pau mandado do PT,mas não sujou as mãos feito os outros,acho que falhamos em ter pedido a cabeça dela.Hoje Lula estaria condenado e ela e o PT mais desmoralizado do que nunca politicamente e economicamente,seria um caos,mas seria o fim total do PT e de seu sonho comunista,quem pensa diferente me explique onde estou equivocado,por favor.
  • Político  12/01/2018 21:11
    Não foi o povo que tirou a Dilma do poder, foram os políticos desesperados em parar a operacão Lava Jato que a julgavam pouco dedicada a tarefa, a depressão econômica durante o processo de impeachment e oa panelaços foram mera coincidência, tanto que o então presidente da Câmara acolheu o processo no dia 02 de dezembro, um dia depois que perdeu todas as esperanças de que o PT salvasse sua pele na comissão que o levaria a cassação do mandato. Nas semanas que antecederam a votação para o afastamento de Dilma, o trabalho pesado era convencer deputados a vontarem contra o impeachment, o status quo queria a saída, não a permanência de Dilma no cargo.

    Na época também considerei melhor deixar Dilma e o PT sangrarem, mas isso era peça de ficção científica, o status quo já a havia fritado. O povo apenas paga a conta, nada opina, nada pode, é que às vezes o interesse popular converge com o da classe política.
  • WDA  16/01/2018 12:13
    Foi sorte nossa a terrorista ser sido "impichada". A Dilma ficar "sangrando" seria o Brasil ficar sangrando - muito mais do que está.

    Caos é tudo o que a esquerda quer. Sempre foi assim e sempre será. Pois é isso que Marx prega. É através do caos que se faz a "revolução".

    Mas essas bestas costumam esquecer que normalmente isso implica que perderão a cabeça as primeiras gerações de revolucionários, devido a lutas internas pelo poder, como mostra a história.

    Em todo caso, Dilma, PT e os demais partidos da esquerda mais radical, queriam transformar o Brasil em Venezuela e estavam conseguindo.

    Felizmente, houve pressão popular e também toda um conjunção de fatores - que envolve mesmo o que o comentarista "Político" mencionou - medo da Lava-Jato e a tentativa de fazer um "acordão", um grande pacto político para salvar o sistema político vigente e o status quo.

    Também é verdade como mencionou o "Político" -e como sempre digo aos que me conhecem -, que o Cunha só ajudou a Dilma. Diante de inúmeros pedidos de Impeachment ele só aceitou o que tinha o argumento mais complicado (embora verdadeiro), o argumento que poderia gerar mais lenga-lenga jurídica, mais contestações, mais recursos, e mais munição para o marketing do PT. E segurou a Dilma no poder enquanto pode. E depois de usado foi descartado como todos que servem ao PT. E ainda acabou prestando a eles um último serviço: o de bode expiatório - muito conveniente para o PT.

    Dilma, por sua vez, saiu impune, devido ao acordo de bastidores com Renan Calheiros e Lewandowski. Eles cometeram crime e rasgaram a Constituição (mais uma vez), para manter Dilma impune.

    A propósito, Renan Calheiros quando se sentiu ofendido pelos ataques da petista Gleisi Hoffman - a "amante' - aos demais integrantes do Congresso, não teve pudor nenhum em dizer em rede nacional que ela não tinha direito de dizer aquele tipo de coisa pois foi garças à intervenção dele junto ao STF que ela e o marido foram salvos da prisão.




  • Felipe Lange  12/01/2018 20:07
    O problema de uma democracia é que para passar reformas como essa vai depender de votos e, no caso brasileiro, vai ter que passar por juristas e políticos.

    Muito provavelmente, se o governo de Pinochet não tivesse sido uma ditadura, dificilmente as reformas econômicas que ele propôs passariam pois essa mentalidade de esquerda contaminou a América Latina e haveria políticos no meio barrando ou tentando barrar.

    Pode parecer uma defesa da ditadura (ou uma monarquia absolutista), mas é fato que é difícil fazer reformas desse tipo num lugar cheio de eleitores e políticos estatistas (há quem fale que há lugares piores nesse quesito que aqui, eu conheço só a Grécia). Primeiro tem que mudar as ideias das pessoas, mostrando o que há de errado na economia brasileira. Certamente se 40% das pessoas soubessem o básico de economia austríaca, o estado iria cair no dia seguinte.

    E principalmente, ideias como as de secessão do estado de São Paulo, da região Sul do país e afins.

    Até me surpreendi pelo Temer ter conseguido colocar a PEC dos gastos, só isso já faz uma diferença considerável e, se for cumprida (e não revogada por nenhum sucessor), fará um estrago na expansão estatal dos gastos. Tendo a concordar com o Leandro, deixa esse lixo do Temer aí que é o que dá para fazer agora.
  • O Brasil será o melhor país do mundo  13/01/2018 00:41
    Desistir não é uma opção.

    O início da recuperação depende desses pontos principais. Sem essas coisas, não teremos a mínima chance de virar um país rico, ou até chegar a ser o melhor país do mundo.

    Primeiro: Acabar com CLT, exceto com a contribuição a previdência

    Segundo: Imposto único, onde a taxa desce ou sobe para todo mundo, mesmo para produtos importados.

    Terceiro: Acabar com as exigências aos planos de saúde privados, exceto o cumprimento dos contratos. As empresas só deverão cumprir os contratos.

    Quarto: Acabar com auxílios e reembolsos no setor público

    Quinto: Dividir os impostos em 33% para municipio, 33% para o estado e 33% para a união. Depois o dinheiro é dividido por região de acordo com o número de pessoas .

    Sexto: Acabar com todas as regulamentações sobre as empresas, exceto a responsabilidade sobre o lixo, acidentes e financeira. As autorizações, atestados e certificações são retirados, mas a responsabilidade possui lei

    Sétimo: Aposentar apenas pessoas com incapacidade física

    Oitavo: O governo deve fornecer apenas saúde básica, emergência e remédios. Operações e tratamentos avançados serão fornecidos por planos privados, com vouchers para quem não tem dinheiro

    Décimo: Privatizar as universidade públicas e oferecers vouchers ou FIES para quem não tem dinheiro

  • O Brasil será o melhor país do mundo  13/01/2018 03:37
    Esqueci o nonô: A boa e velha privatização de quase tudo, exceto justiça, polícia e uns funças do legislativo.

    Isso é só o começo, até a miséria ser reduzida.
  • Lord  13/01/2018 07:11
    Isso que é artigo! Parabéns, Leandro e Bira.
  • Simplicidade e Harmonia  13/01/2018 12:28
    Lamentável ver a situação na qual o Brasil se encontra...
    O problema é que o governo não dá sinais de querer cortar quaisquer dos seus benefícios, muito pelo contrário.

    "O governo brasileiro é uma insana e insaciável máquina de destruição de riqueza. "
    Frase muito bem elaborada, gostei.


    Para mim, o Brasil foi um dia o país do futuro. Pena que esse futuro ficou no passado e nunca chegou.



  • Igor  13/01/2018 12:46
    Em que a nossa situação se difere da do Japão, que também possui uma dívida monstruosa?
  • Tetsuo  13/01/2018 13:12
    1) Os déficits do Japão são bem menores. Ao passo que aqui no Brasil eles estão girando em torno de 9% do PIB (uma insanidade), no Japão eles são de 4,5% do PIB (metade do Brasil), e com tendência de queda.

    2) Mais importante: a população japonesa é muito mais rica e muito mais produtiva que a brasileira. Assim, quem investe em títulos japoneses sabe que tais títulos estão lastreados na riqueza, no trabalho, na produtividade e na capacidade de pagamento do povo japonês. Acima de tudo, estão lastreados em um povo cuja cultura é confiável e responsável, e que nunca deu calote. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do Brasil.

    3) Os títulos japoneses pagam juros ínfimos, tamanha é a demanda por eles. Um título de 10 anos paga o ridículo juro de 0,08% ao ano. No Brasil, o mesmo título paga 10,30% ao ano.

    4) Tendo dito isso, vale ressaltar que a situação japonesa está longe de ser tranquila, e o país não cresce há duas décadas (exatamente quando sua dívida começou a se tornar explosiva). Se com o Japão a juro zero foi assim, imagine com o Brasil.
  • José R.C.Monteiro  13/01/2018 12:57
    Professor Iório, soi acontecer, muito bem!
    Não aprecio usar a régua "PIB" para indicar alguma coisa.
  • Leonardo  13/01/2018 13:46
    Esse texto precisa ser interpretado "cum grano salis".

    Não é todo serviço público que é desperdício de dinheiro público. Aliás, alguns serviços públicos são essenciais para que um país tenha condições minimas de se desenvolver, ex. segurança pública, educação básica de qualidade, judiciário eficiente, etc.

    Muito serviço prestado pelo estado deveria ser extinto, é a mais pura verdade, mas há serviços públicos que são essenciais e que precisam é ser melhorados.

    No Brasil, infelizmente, sofremos tanto com os serviços públicos como os privados ruins.

    Outra coisa que se divulga bastante, mas com omissão de todas as informações necessárias para entender melhor o problema, é a de que a previdência do servidor público é a responsável pelo déficit previdenciário.

    Os servidores públicos pagam a mesmíssima alíquota de contribuição da previdência privada, ou seja, 11%. E ainda paga essa mesma contribuição de 11% depois que se aposenta (o que não acontece por quem se aposenta pelo INSS), só que apenas sobre o que ultrapassa o teto do valor do INSS (o que ultrapassa cinco mil e pouco).

    Esses 11% de contribuição do servidor público é sobre tudo o que ele ganha (se o cara ganha R$10.000,00, paga R$1.100,00 de contribuição), enquanto que o empregado que contribui para o INSS contribui com 11% até o teto do valor que pode receber do INSS (11% de cinco mil e pouco) o que passa desse cinco mil e pouco fica livre de qualquer contribuição previdenciária.

    Então, se o déficit da previdência do setor público é bem maior que a do INSS, significa dizer apenas que desviaram/roubaram muito mais as contribuições que os servidores públicos fizeram ao longo dos anos do que as contribuições do INSS.

    Sou a favor de existir o mesmo teto de aposentadoria para o servidor público e empregados do regime privado (cinco mil e pouco, por exemplo), assim, o servidor público terá a liberdade de fazer o que melhor lhe aprouver com o que não será confiscado do seu salário a título de contribuição previdenciária, que, afinal, é um mal negócio (contribuir para a aposentadoria, quando há investimentos bem melhores no longo prazo).
  • Marcos Rocha  14/01/2018 13:13
    "Outra coisa que se divulga bastante, mas com omissão de todas as informações necessárias para entender melhor o problema, é a de que a previdência do servidor público é a responsável pelo déficit previdenciário."

    E é.

    No Brasil há dois regimes de previdência: o "Regime Geral", válido para os trabalhadores do setor privado e gerido pelo INSS, e o "Regime Próprio", gerido pelo Ministério da Fazenda, para os funcionários públicos.

    O "Geral", que abrange mais de 29 milhões de aposentados e pensionistas — os quais recebem uma aposentadoria média mensal de R$ 1.200 —, acumulou déficit de R$ 150 bilhões no ano passado.

    Já o "Próprio", feito para apenas 3 milhões de funcionários públicos civis e militares, somou um déficit maior, de R$ 164 bilhões. Nesta classe estão os cidadãos com maior aposentadoria mensal média: R$ 7.500 para o funcionário público civil, R$ 9.500 para o militar, R$ 18.000 para servidores do Ministério Público Federal, R$ 25.700 para o Judiciário e R$ 28.500 para o Legislativo (confira todos os escandalosos valores aqui).

    Só um completo ignorante em matemática pode fazer esta sua afirmação.

    "Os servidores públicos pagam a mesmíssima alíquota de contribuição da previdência privada, ou seja, 11%. E ainda paga essa mesma contribuição de 11% depois que se aposenta [...]."

    Segue sem entender o básico. Funça não paga previdência nenhuma. E isso é fácil de mostrar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 1.100 (11%) são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $1.100 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 1.100 e repassa os $8.900 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $1.100 de impostos. Afinal, eles não geraram esses $ 1.100 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 1.100 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    No final, quem paga a previdência dos funcionários públicos são os trabalhadores da iniciativa privada.

    "Então, se o déficit da previdência do setor público é bem maior que a do INSS, significa dizer apenas que desviaram/roubaram muito mais as contribuições que os servidores públicos fizeram ao longo dos anos do que as contribuições do INSS. "

    Errado. Significa apenas constatar que o arranjo é imoral, indecente e deve ser abolido. Funça já tem estabilidade e salário garantido. Eles que banquem suas próprias previdências. Querer que os desdentados do país continuem garantindo o bem-bom desses parasitas após sua aposentadoria é coisa de gente sem absolutamente nenhuma moral.

    "Não é todo serviço público que é desperdício de dinheiro público. Aliás, alguns serviços públicos são essenciais para que um país tenha condições minimas de se desenvolver, ex. segurança pública, educação básica de qualidade, judiciário eficiente, etc."

    Só falou trivialidades. Quero ver argumentar que, no Brasil, para manter esses serviços essenciais, é necessário o governo sugar 42% do PIB.

    No aguardo. E boa sorte.
  • Leonardo  16/01/2018 11:30
    Para que essas suas ideias façam o mínimo de sentido, é melhor você defender a extinção de qualquer forma de estado e passar a defender a anarquia ou coisa parecida, pois qualquer sociedade organizada precisa de um poder constituído e qualquer poder constituído, ou mesmo qualquer organização pública ou privada, necessita de pessoas para trabalhar.

  • Gilbertpo  13/01/2018 15:42
    Neoliberalism – the ideology at the root of all our problems
    George Monbiot, The Guardian


    www.theguardian.com/books/2016/apr/15/neoliberalism-ideology-problem-george-monbiot
  • Vladimir  14/01/2018 13:31
    E ele está certo, ainda que por vias tortas.

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    "Neoliberalismo é uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos."

    "O neoliberalismo surgiu entre ex-socialistas que haviam percebido que o socialismo não funcionava, mas que também não queriam abraçar inteiramente o liberalismo clássico."

    "O neoliberalismo possui uma agenda abertamente intervencionista, ainda que menos intervencionista que o próprio socialismo. Historicamente, neoliberais defendem monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações, ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado."
  • Carabao  13/01/2018 16:38
    www.sitraemg.org.br/post_type_artigo/o-estado-esta-inchado/

    Esse artigo mostra que os gastos com funcionalismo vêm caindo, e a tendência é continuar em queda. A concepção de estado inchado pelo excesso de funcionários públicos com salário avantajado é errônea. Como diz o autor do artigo, a maior parte da riqueza do Brasil escoa para o bolso do capital financeiro por meio da dívida pública, que atualmente consome quase 50% do orçamento da União.
  • Carabina  14/01/2018 13:53
    "os gastos com funcionalismo vêm caindo, e a tendência é continuar em queda."

    O artigo linkado -- que é ruim e mal escrito que dói -- não mostra nada disso. Tenta de novo.

    "A concepção de estado inchado pelo excesso de funcionários públicos com salário avantajado é errônea."

    Não, a coisa é pior ainda.

    Em novembro de 2017, o Banco Mundial divulgou um abrangente e detalhado relatório sobre o setor público brasileiro.

    Segundo o estudo, o gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

    Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

    Ou seja, em relação à renda, o Brasil gasta 45% a mais que os países mais ricos com seus funcionários públicos. Em relação ao Chile, gastamos incríveis 104% a mais.

    E um detalhe curioso: ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

    A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles.

    Mais: considerando todo o funcionalismo público federal, nada menos que 83% dos funcionários estão no topo da pirâmide da renda, compondo assim a parcela mais rica da população. E sete em cada dez estão no grupo dos 10% mais ricos do país.

    Adicionalmente, entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

    Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais.

    Esta é a média da diferença entre os salários do setor público e do setor privado no Brasil. Para se ter uma ideia, no resto do mundo, o setor público paga em média "apenas" 16% a mais que o setor privado.

    Ou seja, a situação brasileira simplesmente não tem par.
  • Rodolfo  13/01/2018 17:32
    Fiquem tranquilos, o progresso do mundo todo já está "planejado". Até 2030 a terra será um verdadeiro paraíso, então seguramente o Brasil será beneficiado por esse plano, confiram: nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
  • Alerson Molotievschi  13/01/2018 19:38
    Dúvida (apesar de parecer bem idiota):

    Quando se fala: "O governo, por definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para gastar. O governo só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro" (...) temos duas únicas alternativas de "renda" para o "guloso" estado (em minúscula mesmo!).

    Como entram os lucros das "estatais" nessa equação? (supondo que num "mundo"/Brasil ideal elas dessem lucros e fossem, de fato, concorrentes num mercado livre).
  • Nelson  14/01/2018 16:35
    Mesmo que dessem lucros e estivessem concorrendo em um genuíno livre mercado, ainda assim haveria distorções. Sendo uma estatal, ela sabe que será socorrida com dinheiro de impostos caso haja lambança. Logo, ela sabe que poderá inchar sua folha de pagamentos e empregar apadrinhados políticos. Acima de tudo, ela sabe que sempre poderá ser mais ineficiente do que uma empresa privada, pois sabe que, sempre que necessário, poderá receber aportes do Tesouro (dinheiro de impostos).

    Aliás, nem precisamos de ficar na teoria. Veja a empiria ao seu redor. Veja o que está acontecendo neste exato momento com a Petrobras. A empresa voltou a ter lucros, mas está fazendo isso escorchando o povo com uma das gasolinas mais caras do planeta (houve aumento de quase 30% só em 2017).

    Conclusão: quando uma estatal é gerida politicamente (governos Lula e Dilma), ela fode com o orçamento do governo (e leva a economia junto). Quando ela é gerida mais eficientemente (gestão atual de Pedro Parente), ela esbulha o consumidor, pois tem de gerar altas receitas para garantir os salários de todos os apadrinhados políticos e ainda conseguir ter lucros.

    Não existe estatal boa para a economia.
  • junior  13/01/2018 19:57
    Olá Leandro tudo certo? o que você acha de paulo guedes?
  • Leandro  14/01/2018 14:02
    É um excelente nome.

    O único problema é que isso não é garantia de nada, pois todos esses caras, tão logo chegam ao governo, alteram-se completamente.

    Paulo Rabello de Castro escreveu "O Mito do Governo Grátis", no qual criticava, dentre outras coisas, o BNDES. No entanto, bastou assumir a presidência do próprio BNDES, que ele já alterou completamente o discurso, dizendo agora que o banco deve emprestar mais e a juros ainda mais subsidiados (ele criticou ferrenhamente a abolição da TJLP e a adoção da TLP).

    Henrique Meirelles, quando estava fora do governo, escrevia excelentes colunas na Folha de S. Paulo criticando a carga tributária e mostrando a imperativa necessidade de sua redução. Porém, tão logo assumiu a Fazenda, apressou-se em sair aumentando impostos (duplicou os impostos sobre a gasolina) e continuamente faz ameaças sobre a volta da CPMF.

    No caminho inverso -- mas comprovando a teoria do "dentro e fora" --, Nelson Barbosa melhorou acentuadamente após ter saído do governo.

    O único que realmente manteve alguma coerência tanto dentro quanto fora do governo foi, até o momento, Gustavo Franco.

    A sugestão de Paulo Guedes é excelente, mas não prenda a respiração.
  • Felipe Lange  14/01/2018 15:06
    Não se pode confiar em políticos e burocratas. Trump agora está com essa história de aumentar impostos sobre negócios online.
  • Felipe Lange  14/01/2018 15:20
    Leandro, decidi fazer uma pequena pesquisa sobre o histórico de inflação de preços na Suíça e me surpreendi pelos altos valores que o país atingiu em alguns anos entre as décadas de 1970 e 1980, tendo tido o último grande pico no começo da década de 1990. Interessante que depois foram caindo as inflações de preços, que nos dados mais atuais não chegam a 1%.

    Mas por qual motivo, afinal, ocorreram esses picos? Algum presidente ou burocrata tentou imprimir dinheiro loucamente nesses períodos?

    Bom, como sempre, o nojento mainstream pseudo-econômico critica negativamente a deflação de preços, me fazendo lembrar os discursos da Dilma falando que "um pouco de inflação é bom para a economia."

    Interessante mencionar como a inflação de preços chinesa é baixa (se forem dados confiáveis), isso é explicado pelo que exatamente?

    PS: A única moeda estatal que hoje dou confiança é o franco suíço. Pena que não há mercado paralelo para isso no Brasil, pelo jeito...
  • anônimo  14/01/2018 16:17
    Encarecimento do petróleo (última metade da década de 1970). E, ainda assim, observe que o "surto inflacionário" foi extremamente curto, tendo durado apenas alguns meses. Já no ano seguinte a inflação já havia caído para 0%.

    Ou seja, foi apenas um choque pontual, o qual não durou nada, exatamente porque não houve expansão monetária.

    De resto, cá pra nós: o ápice da inflação lá na década de 1980 ter sido de 6%, e mesmo assim apenas pontualmente, durando poucos meses, é um tantinho invejável, não?
  • Felipe Lange  14/01/2018 17:46
    "De resto, cá pra nós: o ápice da inflação lá na década de 1980 ter sido de 6%, e mesmo assim apenas pontualmente, durando poucos meses, é um tantinho invejável, não?"

    Com certeza, embora tenha havido anteriormente também um pico de 12%.

    Esse encarecimento do petróleo então causou maior inflação de preços em todas economias do mundo?
  • Che  13/01/2018 23:44
    Existem previsões climáticas de que os invernos serão mais rigorosos e duradouros até pelo menos 2060. Esse fenômeno já começou. Significa que parte da agricultura do setentrião sera afetada, reduzindo a produção de alimentos. O consumo de petróleo sera crescente, bem ao contrário das atuais estimativas. O Brasil tera papel de destaque na produção de alimentos e petróleo e a poupança externa pode financiar nossa infraestrutura. A China deu passos iniciais para preparar essa mudança. Muito dinheiro sera direcionado ao Brasil, tornando toda essa dívida uma merreca. Esqueçam essas previsões catastrofistas, típicas dos míopes. A escola austríaca é ótima para explicar os fatos e entender a economia, mas é inútil para para fazer previsões. Deixem isso para os profissionais.
  • Financista  14/01/2018 05:25
    Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia.

    Isso nao está correto. O governo pode gastar o dinheiro confiscado em politicas de distribuição de renda, como educação, saúde e bolsa família. Esse dinheiro nao necessariamente será gasto com burocracias, mas com consumo das famílias e investimentos (educação e saúde). Os impostos são mais um problema moral que econômico.
  • Economista do mundo real  14/01/2018 13:20
    "Esse dinheiro nao necessariamente será gasto com burocracias, mas com consumo das famílias e investimentos (educação e saúde)."

    Genial. O governo vai reduzir o consumo de uns (retirando sua renda via impostos), vai aumentar o consumo de outros (repassando esse dinheiro de impostos) e, com isso, vai elevar o consumo de todos. Uma mágica que faria inveja em Houdini.

    Mais: o governo vai tomar dinheiro de uns, repassar a outros e, assim, enriquecer a todos. Vai tirar água da parte funda da piscina, despejar na rasa e, com isso, vai elevar o volume total de água da piscina. Até Mister M daria gargalhadas.

    Você simplesmente está repetindo a falácia da multiplicação de renda inventada por Keynes. Sugiro se informar melhor:

    Por que o "efeito multiplicador" é uma brutal falácia keynesiana

    O erro central da teoria keynesiana em uma única frase

    Adendo: educação e saúde estatais são geridos por burocracias. Por isso são uma porcaria. Saia do seu mundo cor-de-rosa e venha para a realidade.
  • Financista  15/01/2018 16:52
    "Genial. O governo vai reduzir o consumo de uns (retirando sua renda via impostos), vai aumentar o consumo de outros (repassando esse dinheiro de impostos) e, com isso, vai elevar o consumo de todos. Uma mágica que faria inveja em Houdini."

    Parece que não é só a escola pública que forma analfabetos funcionais. Em nenhum momento eu defendi multiplicador keynesiano ou que redistribuir renda elevano consumo geral. O que eu escrevi foi a limitação da defesa do professor aos gastos do governo e o erro de achar que o problema maior dos gastos e confiscos eh econômico, quando o que libertários devem defender é o problema moral do estado.

    Dando sequência ao seu post, o governo pode nao gerir educação e saúde, podendo conceder vouches para a população usar em serviços privados. Nao vou discutir as consequências econômicas no aumento dos preços, mas so estou mostrando que existe alternativa e que o dinheiro nao eh inteiramente gasto vom burocratas. Investir em educação nao tem como objetivo aumentar o consumo, mas qualificar mão de obra para o mercado de trabalho e diminuir a desigualdade social.

    "Adendo: educação e saúde estatais são geridos por burocracias. Por isso são uma porcaria. Saia do seu mundo cor-de-rosa e venha para a realidade."

    Saia dessa bolha, broder. Um dos paises com maior pib per capita do mundo possui educação quase toda subsidiada pelo governo(SINGAPURA), enquanto o pais que estano topo do ranking da OCDE tem educação 100% estatal (Finlândia). O problema maior não eh o fim alcançado ou a ineficiência dos gastos (ou retorno aos pagadores de imposto), mas a questão moral.







  • Analista  15/01/2018 20:02
    A explicação para a educação da Finlândia -- e a da Estônia, quase tão boa quanto -- é outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

    Desde 2006, a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

    Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

    Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

    Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.

    Obs: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

    Segunda observação

    Na Finlândia, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

    Terceira observação

    Atualmente, a Finlândia já caiu para a 5ª colocação no ranking da Pearson, ficando atrás de Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Hong-Kong.

    thelearningcurve.pearson.com/index/index-comparison

    Quarta observação

    A educação finlandesa é sempre usada como coringa pra justificar a gerência estatal da educação, mas muito pouco se vê de estudos detalhados sobre os reais motivos da eficiência do sistema educacional finlandês.

    Tem muita coisa que é simplesmente ignorada, como a descentralização do sistema finlandês em contraste com sistemas engessados como o brasileiro:

    Finland has a government school monopoly, as does the United States. However, in contrast to the USA's obsession with national standardized testing and federal mandates, the Finnish have chosen to allow wide discretion to local authorities in how money is spent for students. National standardized testing regimes at government schools is unheard of in Finland.

    Essentially, districts in Finland compete for students (who bring funding with them) and this is facilitated by the fact that many large city schools have extremely small catchment areas. Essentially, the Finnish have discovered that the principle of subsidiarity and de facto competition result in extremely high quality educational outcomes.


    Também nada se diz sobre os fatores culturais que fundamentam a organização social do povo finlandês - valores como responsabilidade individual, dedicação, valorização do crescimento intelectual, algo muito presente também nas sociedades asiáticas - o que explica não apenas o sucesso dos sistemas educacionais desses países (Coréia do Sul, Singapura e Japão inclusive ultrapassaram a Finlândia nos últimos testes internacionais) mas também o fato de que asiáticos se saem melhor nos estudos mesmo após várias gerações vivendo nos EUA

    www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/05/05/hard-work-really-is-the-reason-asian-kids-get-better-grades-study-finds/

    Quinta observação

    Encontrei esse relato pessoal de um finlandês que ajuda a compreender o peso do fator cultural na educação:

    Mikko Arevuo:

    As a native Finn I must throw in my two cents' worth. Although I left Finland a long, long time ago after completing my secondary education, and I never attended university there, the obsession with the Finnish education system is a gift that keeps giving me much amusement.

    Now we are obsessing about national IQ and the lack of Nobel laureates. Oh dear! To me the answer is pretty straightforward. Finns have always valued education; it has never been "cool" to be dim or lazy.

    Finland is a relatively homogeneous society and the country has few valuable natural resources. When I was a schoolboy it was hammered to us at school, and most importantly at home, that for Finland to succeed internationally we can't rely on our good looks, Father Christmas, or timber exports alone. Knowledge, particularly technological knowledge, was the source of national competitive advantage.

    Finland may have a great pedagogically sound education system. However, in my opinion, the success of the Finnish educational attainment is based on the core societal values of aspiration and continuous self-improvement. No amount of money or pedagogy can deliver results if pupils themselves and their families do not consider education as a priority.

    I have never come across a Finnish family, regardless of their social or economic standing, that does not value education. Finns may be nation of introverts and a rather melancholy lot, but there is a deeply embedded belief shared by all that the next generation will be more successful than the previous. And this can be only achieved through education and hard work. Now, what was this talk about the lack of Nobel laureates?


    www.adamsmith.org/blog/education/explaining-the-success-of-the-finnish-education-system/

    Sexta observação

    Recomendo também esse ótimo livro, que não fala especificamente sobre educação, mas ajuda a compreender o papel dos valores culturais no progresso das sociedades e ajuda a desmistificar essa crença no poder mágico da gerência estatal.

    www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765

    Sétima observação

    Os EUA gastam mais com educação por pessoa do que a própria Finlândia!

    static2.businessinsider.com/image/4f0b5867eab8ea4c24000033/spending-per-pupil-by-country.jpg

    Oitava obervação

    A educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?

    Nona observação

    Somados, Finlândia e Estônia não possuem a população da cidade de São Paulo. Sendo assim, uma educação pública pode ser "universal" de qualidade com maior facilidade do que em um país continental como o Brasil ou os EUA.

  • Financista  16/01/2018 02:42
    Vou dar uma olhada nos links!

    Abaixo transcrevo parte da entrevista do ex diretor di instituto nacional de educação de Singapura:

    "É necessário saber para que queremos educar nossas crianças, em que áreas e quais as habilidades elas têm que aprender para que tenham capacidade de se empregar e possam contribuir com a sociedade", diz Kong

    Não sei vcs, mas eu nao gosto de governos fascistas dirigindo a sociedade, mesmo que isso resulte em pib elevadíssimo, pleno emprego e maior distribuição de riqueza.

    Isso tudo demonstra que não necessariamente uma educação financiada por impostos e dirigida pelo governo resultará em uma educação ineficiente.

  • Liberdade Austeridade Justiça  14/01/2018 14:43
    Isso que você está defendendo não está totalmente errado. O próprio Milton Friedman escreveu sobre isso.

    O problema é que o governo destruiu tudo, depois as pessoas ficam com esse mimimi, alegando que os pobres estão sofrendo.

    Aí, aparece um monte de burocratas, "juristas", "humanistas", "cientistas", funcionários públicos, etc; dizendo que possuem responsabilidade social e todas essas asneiras progressistas.

    Isso está parecendo mais uma epidêmia de esquisofrênia.

    Se a liberdade é restringida, todas as pessoas serão reféns de bolsas, mamatas, isenções, subsídios, lobbies, etc.
  • Samuel Ferreira  14/01/2018 11:08
    O Jair Bolsonaro não seria o homem que poria a cara a tapa pela diminuição dos impostos?
  • Andre  14/01/2018 14:34
    Com o atual quadro fiscal o Brasil está no limite das contas públicas e do descrédito internacional, não importa o eleito, nos 6 primeiros meses de 2019 a agenda é passar reformas econômicas mais abrangentes do que as atuais, cortar gastos e subir as receitas, qualquer coisa diferente disso é o abismo, redução de imposto no Brasil é ficção científica.
  • Nope  14/01/2018 16:49
    Não.
  • anônimo  14/01/2018 17:50
    Essa crise não vai passar com uma canetada tirando ou colocando imposto.

    Quem fizer isso, só vai estar mexendo numa coisa errada.

    O imposto único é a solução. Uma nota fiscal eletrônica pode ter mais de 50 campos a serem preenchidos, que resulta em erro, perda de tempo e perda de dinheiro pelo governo ou pelo contribuinte.

    O imposto único vai abrir essa caixa preta da receita federal. A receita federal e o CoAF viraram uma caixa de Pandora, onde estão todos os males do mundo.

    O ideal é imposto único até na renda.
  • Realista  14/01/2018 18:01
    Um parasita como o Bolsonaro não faria isso por dois motivos: 1) por ser antiliberal assumido que vê problemas até na importação de bananas do Equador (dose!) 2) porque é incapaz de fazer qualquer articulação com o congresso. Só adolescentes acham que basta eleger um presidente pra mudar as coisas.
  • Andre  15/01/2018 01:06
    Realista mesmo, olha aí o Bolsonaro liberal:

    www.youtube.com/watch?v=rBf0CUp5M4o
  • Jango  15/01/2018 00:22
    Primeiro precisará cortar gastos radicalmente e desburocratizar toda a economia (as duas coisas mais difíceis).

    Depois, só depois, deverá cortar impostos (outra coisa muito difícil).

    Esse país não possui solução enquanto depender do Congresso pra mudá-lo.
  • OFF  14/01/2018 19:27
    Gostaria de uma opinião dos(as) senhores(as) sobre a seguinte publicação: exame.abril.com.br/economia/a-automatizacao-nao-assusta-os-trabalhadores-suecos/
    Achei totalmente contraditório, são os keynesianos que temem a falta de emprego.
  • Sven  15/01/2018 00:06
    "Na Suécia, se você perguntar a um líder sindical se ele tem medo das novas tecnologias, ele vai responder que não. Se os postos de trabalho desaparecerem, treinamos as pessoas para novos postos. Não protegemos empregos, mas sim os trabalhadores".

    Ô, inveja. É o que eu sempre falei: qualquer esquerda minimamente sensata tentaria proteger trabalhadores e não empregos. Ficou desempregado pela tecnologia? Treine para uma nova função em vez de tentar abolir a tecnologia.

    Aqui a esquerda quer abolir a tecnologia e o progresso para proteger empregos obsoletos. No que dependesse dela ainda estaríamos usando máquinas de escrever, carroças e luz de velas. E teríamos ascensoristas até em elevadores residenciais.

    "Eu realmente não estou preocupado. Existem tantos empregos nesta mina que, mesmo que esta função desapareça, outra surgirá. A empresa cuidará de nós."

    Ô, inveja de novo. Exatamente o que este Instituto sempre falou: a tecnologia irá gerar empregos que hoje ainda não existem, que exigirão pouco ou nenhum esforço físico, aumentando continuamente a qualidade de vida das pessoas.

    Artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2045

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2603

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2405

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2638
  • Felipe Lange  16/01/2018 01:17
    Quando existe liberdade trabalhista, o líder sindical protege os trabalhadores e deixa de ser um vagabundo que vive de imposto sindical e que pede por privilégios estatais... hoje no mundo há locais onde sindicatos têm quase nenhuma força? Só conheço a China, onde quem tem a força é só o Politburo e os burocratas que vivem no luxo.

    Que inveja dos suecos. É claro que esse detalhe os socialistas aqui nunca irão mostrar.

    Bom esse ludismo imbecil me lembrou o meu professor de matemática da FATEC que começou a contar a história de quando havia vários cortadores de cana e os bancos eram lotados de funcionários... se dependêssemos desse pessoal estaríamos usando carroças, lamparinas, caravelas e contratando monges copistas para escrevermos um texto. Parece bonito, mas o que não se vê eles não irão demonstrar.

    Por que esse povo não tenta viver uma vida como eles idealizam? Porque sabem inconscientemente que isso seria terrivelmente desconfortável comparado com a vida que eles vivem hoje.

    Um ditador marxista não vive sem uma família burguesa, assim como um ativista socialista não vive sem os seus aparelhos eletrônicos e suas dezenas de aplicativos.
  • anônimo  16/01/2018 02:22
    A única coisa que os sindicatos deveriam cobrar dos patrões é o cumprimento dos contratos trabalhistas e as indenizações por acidente de trabalho em alguns casos.

    Salário mínimo, imposto sindical, não poder demitir sem pagar indenização, obrigação de aumentar salários, etc, é puro fetiche marxista que todos os países estão seguindo em alguma intensidade.
  • Leandro Campos  14/01/2018 23:15
    Instituto Mises está de sacanagem.

    Vejo o noticiário e nosso querido governo só comemora a situação econômica do país. É inflação em queda, superavit na balança comercial, criação de empregos.

    Henrique Meirelles nosso salvador da pátria, o presidenciável eleito por alguns sites de notícias, ao ser confrontado pela rebaixamento das agências de risco, diz que é normal...

    Normal para mostrar o quanto está ruim, mas a resposta dele é temos que fazer reformas, principalmente na previdência, parece que todo o problema do país é em cima dos trabalhadores do setor privado. O salário dele nem um centavo é retirado
  • Wesley  15/01/2018 06:02
    Eu queria saber o que vem depois. Porque a reforma da previdência não vai passar esse ano por causa das eleições. O que vai acontecer depois que o Brasil quebrar? Vamos voltar a hiperinflação ou a situação do país ficará igual a do Rio? Porque se ficar igual o Rio até que não será tão ruim. Ver os dependentes do governo se estreparem até que não será tão ruim. O problema é voltar a hiperinflação ou ter confisco de poupança.
  • FL  15/01/2018 11:42
    Caros, uma pergunta relativamente off-topic:

    Como é feito o cálculo oficial da inflação no Brasil? Dá pra confiar no índice de 2,95% divulgado?
  • Felipe  15/01/2018 12:11
    E vai só piorar. Segundo o Valor, "o número de servidores que pediram aposentadoria entre janeiro e novembro de 2017 aumentou quase 50% na comparação com o mesmo período em 2016".

    www.valor.com.br/brasil/5257897/pedidos-de-aposentadoria-de-servidores-federais-sobem-50
  • A conta do Estado de bem-estar  15/01/2018 12:18
    "É espantoso que alguns dos mais barulhentos defensores da manutenção do Estado do bem-estar social estejam igualmente na vanguarda da defesa do atual sistema previdenciário, que é deficitário porque estimula aposentadorias precoces e porque privilegia escandalosamente a elite do funcionalismo público. Essa situação traz graves prejuízos para o conjunto dos contribuintes, em vários aspectos.

    O problema mais imediato é a necessidade de recorrer ao dinheiro dos impostos para cobrir o rombo da Previdência, que em 2017, até outubro, alcançou R$ 257 bilhões, 12% superior ao déficit de 2016. Um levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostra, por exemplo, que em 2017, até outubro, cada servidor civil da União aposentado recebeu dos contribuintes incríveis R$ 63,3 mil, dinheiro que deveria ter sido destinado a outros fins – e o que não falta, no Brasil, são setores importantes carentes de recursos.

    Os impostos cobrem o déficit dos sistemas previdenciários público e do INSS, mas os grandes destinatários são mesmo os servidores inativos – os da União recebem 13 vezes mais do que os aposentados pelo INSS, enquanto os dos Estados ganham 8 vezes mais. Assim, está mais do que evidente que uma reforma da Previdência, para ser efetiva, deve atacar essa distorção."

    opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-conta-do-estado-do-bem-estar,70002149794
  • Gustavo  15/01/2018 12:30
    a partir do momento em que vocês dizem que eles estão enganados. ao invés de dizer que fazem isso intencionalmente pra sabotar a independencia das pessoas pra continuar as vampirizando, já entram no campo de batalha derrotados
  • Julio C  15/01/2018 12:43
    Caro Leandro
    O que você tem dizer sobre o seguinte artigo: brasil.elpais.com/brasil/2018/01/05/economia/1515177346_780498.html
  • Auxiliar  15/01/2018 13:02
    Já perguntado e respondido:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1933#ac210444
  • Julio C  15/01/2018 13:43
    Valeu! Já estou lendo.
  • Tiago Júlio de Moraes  15/01/2018 12:56
    Infelizmente o cenário é desanimador!

    Pois para diminuirmos o Estado, necessariamente, passa por uma nova constituinte. Isso para o país, por 02 anos.

    Quem vai ter coragem? Ninguém.
  • Guardião da Liberdade  15/01/2018 14:31
    O melhor é deixar o país sangrando, até o povo começar a amar o capitalismo.

    Nós já estamos vendo o crescimento de uma esquerda radical, porque a social democracia não funcionou.

    Essa esquerda radical vai empurrar milhões de pessoas para a direita.

    Nenhum país muda em uma eleição. Enquanto a eficiência e a competição não estiverem sendo defendidas, nenhuma constituinte vai resolver.

    Nós só temos que ficar mostrando os resultados da social democracia. É exatamente o que esse artigo está fazendo.

    Pergunte a um venezuelano se ele prefere o socialismo ou o capitalismo. Pode esperar, daqui uns 20 anos a Venezuela vai se tornar um país rico, porque o povo vai odiar o socialismo.


    Essas transições democráticas do socialismo para o capitalismo sempre serviram para salvar o socialismo.
  • WDA  16/01/2018 12:45
    É, vai empurrar milhões de pessoas para a Direita igualzinho como fez na Venezuela. E o país vai sangrar até virar um paraíso feito Cuba!

    Deixe de ser imbecil e para de dar esse tipo de orientação tosca, que nunca funcionou em lugar nenhum do mundo.


  • Lel  15/01/2018 19:26
    Os brasileiros não aprenderam absolutamente nada com a década de 80.
  • Anos 80  15/01/2018 23:31
    Claro que aprendeu, aprendeu que pode facilmente resolver todos os problemas de déficit fiscal apenas imprimindo dinheiro.
  • Guardião da Liberdade  15/01/2018 15:04
    O ponto principal da guerra política e cultural, é que a liberdade não deve ser negociada.

    Todas as transições democráticas com negociações serviram para salvar o socialismo.

    O resultado disso foi nefasto. Países com milhares de mortos pelos socialistas, ainda defendem coisas que foram a base de sustentação do socialismo.

    Não defendo revolução. A única coisa certa a fazer é não negociar e não ceder à pautas socialistas ou anti-capitalista.
  • 4lex5andro  15/01/2018 16:08
    Um link sobre a dívida dos US em tempo real;

    www.usdebtclock.org/

    Se tiver um link do Br seria útil.
  • Edgard Silva  15/01/2018 18:23
    O problema principal, e que ninguém comentou, é a CONSTITUIÇÃO de 1988 feita, sob medida, para os Políticos e Burocratas. Essa Constituição atual possui umas toneladas de "Despesas Obrigatórias" e outras muitas outras.

    E como mudar isto sem passar pelos POLÍTICOS? E como "votar" em um país com apuração ultra-secreta de votos pelo TSE e com urnas vindas da Venezuela?

    Creio que estamos em um Ponto sem Volta, rumo a um Caos de tal ordem que esta geração (os que hoje estão vivos) não verá melhorar em nada!

    Só Deus pode nos ajudar individualmente. Mas, como nação, o Brasil já foi pro brejo!
  • Ingles  15/01/2018 20:18
    A Tatcher privatizou a agua e a eletricidade, vocês consideram isso um sucesso?

    Na america do sul, a privatização da agua só deu certo no Chile, graças a grande regulação no setor.

    Eu acho que tem que privatizar tudo, mas na agua eu tenho receio pelo resultado que deu...
  • Britânico  15/01/2018 23:36
    Ué, no Reino Unido, mesmo não tendo havido nenhuma desestatização (o governo continua firmemente no controle dos setores via agências reguladoras, estipulando preços e determinando serviços), os serviços melhoraram substantivamente.

    E, de novo, como este Instituto nunca cansa de repetir, de nada adianta privatizar sem desestatizar. De nada adianta vender uma empresa mas deixar que o estado continue controlando o mercado. Mais importante do que privatizar é desestatizar.

    Artigos para você:

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Não basta privatizar - tem de desregulamentar e liberalizar
    Como as privatizações criaram novas estatais no Brasil
  • Mauricio  15/01/2018 23:34
    As propostas do João Amoedo, do Partido Novo, cobrem praticamente tudo isso.
  • Amante do Capitalismo  16/01/2018 00:14
    A proposta do João é a melhor. O Bolsonaro já está pensando em proibir a importação de bananas.

    Ganhar a eleição seria bom, mas nesse momento precisamos de gente séria e com ideias novas, acabar com a gastança, acabar com o populismo, acabar com a fantasia socialista, etc.

    O país não vai mudar sem o fortalecimento das ideias, princípios e valores.
  • Pobre Paulista  16/01/2018 17:33
    Sério mesmo que vocês da equipe do Amoedo vão usar essa técnica surrada e imbecil de colocar comentários aparentemente despretensiosos em sites com "potenciais" eleitores?

    Isso aqui não é G1 não.
  • Pedro Mendes  16/01/2018 16:21
    Uma dúvida: Se o Brasil arrecada anualmente 2,170 trilhões e o país está quebrado, então a máquina pública gasta muito mais que isso?

    E todo santo ano são sempre novos trilhões em arrecadação? (A URSS ficaria até com inveja)
  • Pobre Paulista  16/01/2018 17:22
    Sim.
  • yurieu  16/01/2018 16:51
    Vamos jogar isso para uma esfera microscópica, que é onde a coisa acontece.

    O pai ou a mãe, funcionários públicos, chegam em casa depois de um dia de trabalho. A filha está no quarto, sonhando em ganhar um Iphone; o irmão só passou em engenharia na PUC com Prouni. A avó daquela família recebe uma aposentadoria e necessita de remédios caros porém de graça "na rede". Como convencer milhares de pessoas nessa situação de que é necessário extinguir cargos públicos? A Odebrecht criou um demônio.
  • Andre  17/01/2018 02:33
    Não é possível convencer, não há discurso que os convença dos malefícios do estado, é mais que doutrinação, é fé inabalável na estrutura estatal. Vide RJ e RS, a despeito de incríveis 2 anos sem receberem o salários em dia, maior parte de seus funcionários públicos seguem em suas funções acreditando que tudo se resolverá.
    O Brasil já passou por hiperinflação, confisco dos ativos do país e pesadas recessões e em todas essas ocasiões o estado saiu mais forte do que entrou.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.