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Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
A ideia de “crescimento guiado pelas exportações” não faz sentido

"A economia crescerá conduzida pelas exportações!", gritam 10 em cada 10 economistas desenvolvimentistas. Isso faz sentido?

Vejamos.

Crescimento e enriquecimento

O que gera crescimento econômico é um aumento na produção. E aumentos na produção requerem, além de investimentos, aumentos na especialização da mão-de-obra. Aumentos na especialização, por sua vez, requerem aumentos no comércio.

Se, por exemplo, você se especializa na produção de rolamentos, você só irá prosperar se houver várias pessoas com quem você possa fazer transações comerciais — não apenas compradores dispostos a adquirir seus rolamentos, mas também vários vendedores dispostos a fornecer a você vários bens e serviços que você poderá comprar com a renda adquirida com seus rolamentos. É exatamente o seu consumo destes bens e serviços o que irá aumentar seu padrão de vida.

Se você produzir e vender cada vez mais rolamentos, mas nunca gastar sua receita em bens de consumo, então você simplesmente estará elevando o padrão de vida de outras pessoas (aquelas que estão adquirindo seus rolamentos), e empobrecendo a si próprio.

Afinal, você trabalha e trabalha e trabalha, mas não adquire nada em retorno — apenas acumula dinheiro, o qual é inútil se você nunca gastá-lo para adquirir coisas que elevem seu padrão de vida.

As pessoas de um país podem, sim, se tornar mais prósperas ao se especializarem na produção de bens e serviços para então exportá-los para estrangeiros. Porém, esse aumento na produção e exportação fará esses produtores mais prósperos somente se eles gastarem suas receitas, como consumidores, em bens e serviços que importarem de estrangeiros.

O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Assim, um povo que exporta mais visando a importar mais irá enriquecer e melhorar seu padrão de vida; já um povo que exporta mais apenas para exportar mais e, com isso, "melhorar sua balança comercial" irá reduzir seu padrão de vida — afinal, ao mandar mais produtos para fora e não trazer mais produtos para dentro, a oferta interna de produtos cairá. Menos produtos no mercado interno implicam direta redução no padrão de vida.

Exportações geram crescimento econômico?

Tendo isso em mente, passemos à pergunta: é possível haver um crescimento econômico guiado pelas exportações? Sim, mas somente se você interpretar corretamente o significado desta expressão.

O crescimento econômico ocorre quando, e apenas quando, há aumentos na quantidade de bens e serviços disponíveis para a população de um país consumir. Quanto mais capazes de consumir, mais ricos os indivíduos são.

Como Adam Smith e outros já haviam reconhecido, a divisão do trabalho — isto é, a especialização — é limitada pela amplitude do mercado. Quanto maior o mercado, mais profunda é a divisão do trabalho. E quanto mais profunda a divisão do trabalho, maior é a produção total. Logo, dado que o comércio internacional expande o tamanho do mercado, então o comércio internacional aprofunda a divisão do trabalho e, consequentemente, aumenta a produção total.

Disso podemos concluir que maiores oportunidades para se exportar de fato geram vantagens econômicas reais. Mas essas vantagens serão reduzidas, ou até mesmo anuladas, se essas maiores exportações não se traduzirem em maiores importações.

Se exportarmos mais e recebermos, em troca desses produtos exportados, mais bens e serviços importados que valorizamos como itens de consumo — e os quais valorizamos mais do que os produtos nacionais —, então ficamos em melhor situação. "Crescemos" economicamente. Se, no entanto, aumentamos as exportações mas não recebemos em troca mais bens e serviços, então nossa situação em nada melhorou.

O que realmente interessa, portanto, é o que recebemos (em termos de bens de consumo) em troca daquilo que produzimos.

Assim, se o governo passa a artificialmente incentivar exportações, mas em nada facilita as importações, então o crescimento econômico que ele estará promovendo seria o mesmo de caso ele passasse a promover a produção de "coisas amarelas" ou "coisas retangulares" (para as quais nunca houve demanda). Produzir mais exportações apenas para exportar mais faz tanto sentido quanto produzir mais coisas amarelas ou retangulares apenas para se produzir mais coisas amarelas ou retangulares.

Por isso, não há nada de remotamente especial, ou superior, ou economicamente significante em "crescimento guiado pela exportação". Todo o crescimento, em última instância, é guiado pela produção — mas somente quando aquilo que é produzido é trocado por bens e serviços a serem consumidos.

(Se, por exemplo, Henry Ford aumentasse a produtividade de sua linha de produção do Modelo T — como ele de fato fez —, mas se recusasse a comprar qualquer bem ou serviço para ele e sua companhia em troca, esse menor custo unitário de produção tornado possível por essa produção em grande escala teria sido totalmente inútil para ele.)

Aproveitar oportunidades para produzir em maior escala será uma vantagem se houver economias de escala e se elas forem conduzidas por demandas de mercado. E um mercado global de fato possui um maior número de oportunidades do que qualquer mercado nacional, por maior que ele seja. No entanto, é sempre crucial ressaltar que qualquer crescimento econômico genuíno que porventura ocorra por esse aumento das exportações será por causa não daquilo que está sendo exportado, mas sim daquilo que está sendo importado.

Conclusão

Em uma economia de mercado, aumentamos nossa capacidade de consumo ao produzirmos maiores quantidades para outros consumirem — outros que, em troca, nos fornecerão aquilo que queremos consumir. Assim, cada um de nós "cresce" economicamente ao produzirmos mais coisas (mensuradas em termos de valor) para nossos parceiros comerciais consumirem, pois só assim nossos parceiros comerciais nos darão aquilo que queremos deles: mais coisas para nós consumirmos.

Assim como um indivíduo não irá prosperar caso entregue os frutos do seu trabalho para outros em troca de meros pedaços de papel (ou dígitos eletrônicos) que ele nunca irá gastar, nenhum grupo de pessoas irá prosperar se seguir essa mesma estratégia insensata.

Exportações são custos. Elas promovem crescimento econômico apenas se, em troca, a população do país exportador receber bens, serviços e ativos que melhorem sua qualidade de vida e sua capacidade de produzir. Qualquer país que insistir em exportar sua produção e, em troca, importar o mínimo possível (adotando tarifas de importação ou mesmo restringindo diretamente várias importações) estará no caminho certo para a pobreza.

Acumular dinheiro (no caso, moeda estrangeira oriunda das exportações) pode ser uma estratégia que eleva a prosperidade — mas apenas se esse dinheiro for gasto. Se ele jamais for gasto, todos os produtos enviados para outros países em troca deste dinheiro serão apenas presentes para os estrangeiros.

Por isso, qualquer povo que permita que seu governo adote esta política de estimular exportações e restringir importações estará apenas enriquecendo os outros e empobrecendo a si próprio.

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Leia também:

Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade



autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  10/01/2018 15:10
    O texto é muito bom, mas não se enquandra no Brasil.

    O governo está protegendo brasileiros de outros brasileiros. O protecionismo interno já é muito alto, seja entre estado e municípios.

    Já seria um grande avanço, se pelo menos a liberdade interna fosse alta.

    A guerra entre governos de estados e municípios já é radical. Até taxistas de outros municípios estão sendo proibidos.

    Enfim, estamos nos protegendo de nós mesmos.
  • Marcos  10/01/2018 15:38
    Tá por fora, hein?

    As 10 economias mais fechadas do mundo (Brasil lidera)

    De 110 países pesquisados pelo Banco Mundial, Brasil é o que menos importa bens e serviços como porcentagem do PIB

    exame.abril.com.br/economia/as-10-economias-mais-fechadas-do-mundo-o-brasil-lidera/

    O artigo não só se aplica perfeitamente ao Brasil, como, curiosamente, se aplica muito mais ao Brasil do que aos EUA (que é o país natal do autor).

    São alienações como essa sua -- que dizem que o que está péssimo na verdade não está tanto assim -- que nos atrasam.
  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  10/01/2018 16:10
    Marcão, você quer liberdade no comércio exterior, se ela nem existe no mercado interno dentro do próprio país ?

    Então você quer comercializar com o mundo, mas não tem problema o protecionismo dentro do seu próprio país ?

    Em momento nenhum eu disse que a economia é aberta. Eu só acho loucura pensar em comércio exterior, se nem o mercado interno é livre.

    Me diz um país que tem o comércio internacional aberto, mas a economia interna fechada ?

    Eu poderia ter me expressado melhor, mas nosso problema no mercado interno vem muito antes da abertura externa. Uma coisa é consequência da outra.

    O artigo foi escrito por uma pessoa de outro país, que nem conhece a nossa realidade interna. Por isso essa defesa das importações, como se não houvesse problemas muitos mais importantes.

    Fica sonhando aí...Parece que você quer andar de Ferrari em estrada de terra.
  • Marcos  10/01/2018 16:40
    "você quer liberdade no comércio exterior, se ela nem existe no mercado interno dentro do próprio país ?"

    Para começar, há sim maior liberdade no comércio interior do que no exterior. Eu posso comprar produtos de outros estados sem pagar tarifa de importação por isso (o fato de esta produção ser onerada pelos governos é outro assunto). Quem mora em SP tem muito mais liberdade para "importar" produtos da Bahia do que da Alemanha ou dos EUA. Ou não?

    Em todo caso, ainda que não fosse assim e ainda que o que você tivesse falado fosse verdade, a resposta à sua pergunta acima seria um redundante "sim, sem dúvida nenhuma!".

    Se a liberdade não existe no comércio interno, então que ela ao menos exista no comércio externo. Já você, pelo visto, acha que, dado que ela não existe no comércio interno, então de jeito nenhum os políticos devem permitir que haja no comércio externo. Já que estamos sendo ferrados de um lado, então o governo tem que nos ferrar do outro também, apenas para ficar tudo mais equânime.

    Isso é algo completamente sem sentindo, para não dizer masoquista.

    "Então você quer comercializar com o mundo, mas não tem problema o protecionismo dentro do seu próprio país ?"

    Já respondido acima. Mas respondo de novo: se há protecionismo dentro do país (o que não ocorre), mas há a chance de não mais haver em relação ao exterior, então é óbvio ululante que eu fico com esta segunda alternativa. Deixo de comprar produtos do Piauí, mas posso comprar da Suíça. Só um ignaro diria não.

    "Eu só acho loucura pensar em comércio exterior, se nem o mercado interno é livre."

    Por quê? Segundo você próprio, há apenas duas alternativas:

    1) Mercado interno e externo fechados (cenário atual, segundo você próprio);

    2) Mercado interno fechado e mercado externo aberto.

    Diga-me, por favor, por que a segunda alternativa seria pior que a primeira? Por que ela seria "loucura"?

    "Me diz um país que tem o comércio internacional aberto, mas a economia interna fechada ?"

    Desconheço. Nem mesmo o Brasil é assim. Quem teve esse devaneio foi você. Então, ora, é você quem tem de se explicar.

    "Fica sonhando aí...Parece que você quer andar de Ferrari em estrada de terra."

    Melhor do que andar de jumento, que é o que você defende como sendo um arranjo inquestionavelmente superior.
  • Edvaldo  11/01/2018 15:03
    Acho que você não conseguiu compreender.

    Ele não disse que o externo é menos importante, ele só disse que precisamos primeiro lutar para a guerra fiscal que ocorre internamente. Trabalho com contabilidade, e municipios brigam por ISS, estados por ICMS com o famoso DIFAL.

    Aqui no meu estado, o Espírito Santo, Vitória e Serra, duas cidades da "Grande Vitória" possuem uma região onde existem alguns negócios (lojas, supermercado, hospitais e etc) e os municípios brigavam entre si para pegar o ISS dos serviços prestados na região.

    Logicamente que os impostos de importação também são extremamente prejudiciais, mas acho que a intenção dele foi dizer que precisamos lutar de dentro pra fora.

    Espero ter entendido.

    Abraços!
  • vmos avordar  16/01/2018 13:13
    não use esse argumento " me mostre um pais que faz isso, ou já fez". Quem usa esse argumento nunca será pioneiro em anda?
  • Leandro C  10/01/2019 14:32
    "Quem usa esse argumento nunca será pioneiro"
    Puxa, muito bom este argumento e pode ser usado para praticamente qualquer aspecto de nossas vidas;
    Claro que não é inútil observar o que outros fazem, mas isto não pode ser um fator limitante; infelizmente nós somos treinados para nunca pensar assim, obrigado por expandir meus horizontes!
  • Pedro Lopes  09/01/2019 17:50
    Esse seu exemplo não configura o protecionismo aqui discutido. Essa é apenas uma típica disputa por quem recolherá o esbulho.
    O habitante de uma das cidades pode comprar produtos na outra sem pagar por taxas especiais atribuídas a protecionismo. Ele será taxado como o cidadão local.
    Não faz sentido algum criticar a posição do autor, independentemente do país em análise. E mesmo que a premissa fosse verdadeira, seria válido tecer severas críticas tanto ao "protecionismo doméstico" quanto ao convencional.
  • rodrigo jensen  09/01/2019 20:26
    só para informação , há diferença de icms em medicamentos sim entre estados , na cidade de catalão ou estado de goias todo o icms era zero a título de incentivo fiscal (atualmente não sei se ainda é ), além da ST (substituição tributaria) regime que alguns estados aplicam (MG e SP) o sistema de cálculo ser totalmente diferente para os dois estados
  • Tulio  10/01/2018 16:41
    Essa é sensacional. "Ah, já que o mercado interno é amarrado, então vamos fechar também o mercado externo. Aí sim fica tudo certinho. Senão tudo fica uma loucura!"
  • Thomas  10/01/2018 15:43
    Nêgo dizer que um artigo que critica a ideia desenvolvimentista de promover exportações e restringir exportações (que é simplesmente a principal ideia que circula na Unicamp, na USP, na UFRJ e nas outras federais) não se aplica ao Brasil é o cúmulo do desconhecimento da realidade.

    Queria eu viver no mesmo mundo desse cidadão acima. Certamente minha vida seria mais tranquila e despreocupada.
  • Gustavo  10/01/2018 16:39
    Acho que ele quis dizer que não se encaixa pelo fato da situação do Brasil ser muito pior... Quis dizer que estamos no fundo do poço
  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  10/01/2018 16:40
    Eu conheço vários importadores que ficaram ricos.

    Quem tentou produzir aqui se ferrou. Quem importou se deu bem.

    Se quem produz aqui se dá mal e quem importa se dá bem, quem está com problema ? Os importadores ou exportadores ?

    Faz uma comparação percentual de falências de empresas importadoras e exportadoras ?

    Eu nunca fui desenvolvimentista. Eu acho até que a importação pode ajudar muitas indústrias.

    É errado dizer que nosso problema é que não podemos importar.
  • Tulio  10/01/2018 16:50
    Segue sem entender o básico. A economia capitalista não existe para privilegiar produtores, mas sim os consumidores. Arranjo em que os produtores são privilegiados em detrimento dos consumidores é o mercantilismo/corporativismo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2796
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2664

    P.S.: dizer que importador tem vida fácil no Brasil é o ápice do delírio. Quando o dólar pula de R$ 1,56 para R$ 4,24, como ocorreu no governo Dilma, dificilmente sobra algum importador em pé.
  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  10/01/2018 21:25
    Em nenhum momento eu defendi o protecionismo.

    O problema da liberdade interna é 100 vezes pior do que a liberdade de importação.

    Um importador precisa preencher 3 papéis, enquanto uma indústria nacional precisa de dezenas de certificados, autorizações, comprovantes, declarações, etc.

    O importador também precisa de um patrimônio muito menor que o produtor.

    Outro detalhe, vocês querem importar sem ter dólares no país ?

    Se não tem investidores estrangeiros entrando no país, nós só poderemos importar se houver exportação. Um coisa está indiretamente ligada a outra.

    Nós entregamos muito pouco a outros países, por isso importamos pouco. Vocês são malandros que querem importar, sem exportar nada.

    Vocês querem importar usando o Real como moeda ? Não se importa coisas entregando frutas, madeira, carne, etc. Precisamos de dólares para importar, que são obtidos via exportação.

    Claro que é melhor ter importação mesmo com dificuldades internas, mas o problema só será resolvido com a liberdade dentro do nosso país. Só importação não vai resolver o problema.

    Cingapura importa 90% do que é consumido no país, mas exporta quase o dobro do Brasil em petroquímicos e circuitos integrados. Cingapura exportou muito antes de importar 90%.

    Enfim, dólar ainda não cai do céu.
  • Felipe Lange  11/01/2018 02:54
    Acho que esse Combo veio "trollar" aqui nos comentários, vai saber se ele não é uma cria do Capital Imoral.

    É a lógica do ladrão, que entre escolher que todos sejam roubados ou que uma parte seja roubada, ele vai escolher o primeiro pela "igualdade".
  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  11/01/2018 12:01
    Existe alto protecionismo no comércio de automóveis, celulares, televisores, etc; mas não podemos generalizar dizendo que tudo tem protecionismo.

    A lei permite importação quando não tem concorrência com fábricas brasileiras. Isso é protecionismo, mas não é uma regra geral que inviabiliza todas as importações.

    Os grandes mercados estão protegidos, mas tem como importar muitas coisas que não tem concorrência nacional.
  • Marcelo  11/01/2018 12:08
    Errado também. O meu ramo, oftalmologia e optometria, é protegido para ninguém, pois não tem fabricantes nacional. Mas as tarifas de importação são violentas.

    Precisei comprar um oftalmoscopio wellch&allyn. Nos EUA, 300 dólares; aqui 3.200 reais.

    E não existe um mísero fabricante nacional. A proteção se dá para os fornecedores de peças de reposição da indústria de ótica.

    Um autorefrator que custa 2.500 dólares nos EUA chega a 35 mil reais no Brasil. Comprei o meu seminovo por 15 mil reais com um ano de uso de um amigo que fechou o consultório.

    Parece que o objetivo é lascar quem tem problemas de visão porque não vejo razão minimamente racional pra fazerem isso.
  • Anti-Estado  11/01/2018 12:16
    Meu pai é médico ultrassonografista. Há alguns anos ele e a clínica em que trabalha compraram um aparelho importado novo. Só para resumir: o desembaraço demorou absurdos 2 anos, eles pagaram outros absurdos 300% de impostos e entregaram o aparelho quebrado e já obsoleto. Mas tudo isso é para nos proteger dos capitalistas satânicos!

    Um colega de trabalho ganhou, repito, GANHOU, repito novamente, AO CUSTO DE R$ 0,00 (zero reais), 3 CD's de instalação do Linux. A receita, em sua inacreditável criatividade maligna, taxou o coitado em 60% com base no preço do Windows. Qual a lógica disso?
  • Combo Liberdade Austeridade Justi  11/01/2018 13:10
    Você deve estar comprando de alguma revenda. Isso é um problema interno do país.

    Não existe isso de 300% em impostos.

    A lei diz que a importação pode multiplicar o icms, pis e cofins por até 7 vezes.

    Na realidade, os impostos de importação não passam de 80%, mas pode ter mais imposto se tiver revenda dentro do país.

  • Vladimir  11/01/2018 13:28
    Acabou de se contradizer.

    "Não existe isso de 300% em impostos. [...] A lei diz que a importação pode multiplicar o icms, pis e cofins por até 7 vezes."

    Ou seja, segundo você próprio, os impostos podem ser de 600%.

    Ah, sim, eis aqui um exemplo prático: se você mora no RS e importar algo que custa US$ 1.000 e cujo frete seja de meros US$ 20, você vai pagar um preço final de obscenos R$ 6.618,13.

    www.tributado.net/
  • Combo Liberdade Austeridade Justiça  11/01/2018 13:16
    Nesse caso você tem razão.

    A receita federal não deixa passar brindes e presentes.

    Isso sim é bizarro.
  • Imperion  09/01/2019 18:28
    Concordo em parte. Deve se acabar com as burocracias interna " e" externas . O gov protege as grades empresas das pequenas. E isso tambem trava o comercio interno. Devense acabar com o protecionismo dae campeas nacionais e ao mesmo tempo abrir para o mercado externo tambem.
  • Leandro C  10/01/2019 14:44
    Entendo o que você quis dizer e até acho que há uma lógica cultural nela, contudo, como as barreiras são jurídicas, perceba que derrubar tanto uma como outra seria igualmente fácil ou difícil, ou seja, o único problema é mesmo cultural.
    Outrossim, talvez seja bom pensar que a guerra fiscal tenha seu lado positivo na medida em que proporciona a alocação de recursos em locais que, supostamente, privilegiam a produção, ainda que a fonte de recursos principal seja, na prática, a mesma.
    A propósito, penso que a principal barreira interna sequer é fiscal no sentido que mencionou, mas sim no sentido patrimonialista do Estado, e não o consumidor, escolher quem irá prosperar, seja via fiscalização seletiva, seja mediante acordos mil.
    Neste sentido, a abertura externa teria até mesmo o condão de refrear os excessos e, justamente por isto, não é levada a efeito.
  • Pobre Paulista  10/01/2018 15:18
    Exportação: Diminui a quantidade de bens ofertados em um país, causando aumento de preços.

    Importação: Aumenta a quantidade de bens ofertados em um país, causando redução de preços.

    Como é que não conseguem entender o básico do básico?
  • Maicon  11/01/2018 01:52
    O básico dos básicos é que exportamos commodities e importamos produtos manufaturados de alta tecnologia. Aprendi isso no primário.
  • Pobre Paulista  11/01/2018 13:38
    Não entendi se você estava sendo satírico ou não, mas segue o artigo refutando que isso seja um problema:

    Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade - Esta "mágica" só é possível, e funciona perfeitamente, quando há liberdade
  • Andre  11/01/2018 18:17
    Pois até de commodities de pouco valor agregado o brasileiro médio é carente, o preço de petróleo e seus derivados por aqui facilmente coloca qualquer desempregado no limiar da miséria, sorte deste que o clima de Pindorama é predominantemente quente e ameno para não precisar gastar com aquecimento, a proteína animal que o exército de 14 milhões de desempregados oficiais pode ter acesso é ovo e miúdos, e até pra cozinhar esta espartana refeição faz falta o minério de ferro, ou o desempregado compra a panela ou a comida.

    Agora explique como uma população que sequer tem acesso às commodities mais básicas para suprir suas necessidades alimentares, de transporte e de vestimenta reunirá condições para chegar a mítica economia exportadora de manufaturados.
  • Ze da Moita  11/01/2018 11:50
    a maioria é analfabeta em economia(na verdade o analfabetismo funcional no brasil sempre foi alto)
  • João Nilton Birnfel  25/01/2019 00:03
    Na verdade qualquer país só deveria exportar seus excedentes.
    O Japão jamais vai exportar soja, milho, trigo etc.
    Vai exportar tecnologia ou produtos com alta tecnologia embarcada.
    O Brasil exporta trigo milho e soja, porque tem terra para produção desses bens.
    Exportar e Importar, no fundo é apenas uma troca entre as partes.
    Quem produz mais um um produto, troca com que produz outro do qual necessita.
    Esta é a lógica.
    Qualquer país do mundo sempre necessitará exportar e importar, pois jamais conseguirá produzir tudo.
    O resto é questão política de preços e interesses pessoais.
    Abraço à todos
    João Nilton Birnfeld - Curitiba -
    formado em ADM de empresas.
  • Bruno Carneiro  10/01/2018 15:20
    Achei que faltou falar de investimento. O acumulo de capital para investimento ao invés de meramente consumo.
  • Luís  10/01/2018 15:38
    Mais do que já foi falado?!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2665
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2590
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2575
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2427
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2766
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2755
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2804
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    Ontem mesmo teve leitor reclamando na seção de comentários que os artigos estavam ficando repetitivos, de tanto reforçarem a mesma tecla. É curioso ver que hoje, apenas um dia após essa reclamação de repetitividade, tem leitor exigindo ainda mais repetitividade.
  • Bruno Carneiro  12/01/2018 14:36
    Faltou falar neste artigo, obviamente.
  • Viajante  10/01/2018 15:44
    Do artigo:

    "O que gera crescimento econômico é um aumento na produção. E aumentos na produção requerem, além de investimentos, aumentos na especialização da mão-de-obra. Aumentos na especialização, por sua vez, requerem aumentos no comércio."
  • Yuri CW  10/01/2018 17:49
    Olá Bruno Carneiro,

    Investimento é uma abnegação voluntária do consumo no presente para poder aumentar a produção e em troca ter a possibilidade de consumir mais no futuro. O fim dos investimentos também é aumentar o consumo (só que no futuro), o aumento da produção é o meio para isso (conforme explicado no artigo de ontem).
  • Bruno Carneiro  12/01/2018 14:48
    Sei o que é investimento. A chave para para o aumento do consumo está no investimento, não no consumo de tudo que se produz. Por isto, o foco deveria estar no acúmulo para investimento. Da forma como o texto está escrito me pareceu que se colocou muito foco no consumo enquanto o investimento quase passou em branco. A palavra "investimento" só aparece uma vez no artigo enquanto a palavra "consumo"/"consumir" aparece 13 vezes.

    Enfim, é apenas uma opnião pessoal. Não entrarei em debates inúteis com pessoas exaltadas. Não estou me referindo ao autor da respeitosa mensagem a que estou respondendo, mas a outros, em geral.
  • Mateus Rizério  10/01/2018 17:24
    A gente ri com os lulopetistas que caem de paraquedas por aqui. Tão lendo bastante o site né?
  • Alexandre Barra Milhomens  10/01/2018 17:48
    Ótimo texto, porém uma coisa é clara: o excesso de importação gera desemprego no país importador.

    Primeiramente é preciso gerar/obter recursos financeiros e tecnológicos, aprimorar a mão de obra, gerar empregos e desenvolver a produção no país, para depois se pensar em aumentar as importações.
  • Xavier  10/01/2018 18:35
    Errado. Quanto mais livre comércio, mais empregos. Tanto a teoria quanto a própria empiria confirmam isso.

    Confira tudo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507

    E também aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2617
  • Kalil  10/01/2018 18:41
    "Primeiramente é preciso gerar/obter recursos financeiros e tecnológicos, aprimorar a mão de obra, gerar empregos e desenvolver a produção no país, para depois se pensar em aumentar as importações."

    Ou seja, só depois que o Brasil fizer tudo isso (vai sonhando...) é que o populacho poderá finalmente comprar um iPad a US$ 300. Antes disso, não, pois será deletério para todos!

    É realmente espantoso ver as reboladas que algumas pessoas dão para defender o indefensável, a saber: transformar a população em um gado preso em um curral.

    Quando o governo impõe uma sobretaxa aos produtos importados, esse encarecimento artificial dos produtos importados significa que os produtores nacionais estarão agora livres e despreocupados para elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos. Como não há mais concorrência estrangeira a quem os consumidores nacionais recorrerem, estes agora são obrigados a pagar mais caro por bens nacionais de qualidade mais baixa.

    Quem realmente perde mais com isso? Os mais pobres.

    É por isso que o protecionismo transforma a população em um gado: o povo, principalmente o mais pobre, fica praticamente proibido de comprar produtos estrangeiros baratos e é obrigado a comprar apenas os produtos nacionais mais caros produzidos por empresários e sindicatos protegidos e privilegiados.
  • Walter  10/01/2018 18:43
    Com o protecionismo, você consegue ver os empregos protegidos e os salários artificialmente elevados naquelas indústrias protegidas. Mas você não vê os empregos perdidos e a queda de salários naqueles outros setores da economia que tiveram sua demanda reduzida porque os consumidores tiveram de gastar mais dinheiro para adquirir os produtos daquelas indústrias protegidas.
  • Alexandre Barra Milhomens  10/01/2018 19:12
    Vejam, senhores Xavier, Kalil e Walter, em nenhum momento eu falei em protecionismo. Esta palavra foi citada exclusivamente por vocês.

    Se somente importar fosse a solução, a África poderia importar tudo e de todos e não haveria pobreza lá. Porém, para importar é preciso que o país importador tenha/produza riqueza. E, para se ter/produzir riqueza, "primeiramente é preciso gerar/obter recursos financeiros e tecnológicos, aprimorar a mão de obra, gerar empregos e desenvolver a produção no país".

    Fui claro agora?
  • Walter  10/01/2018 19:48
    Continua errado. O investimento estrangeiro direto garante importações. Basta você liberalizar a economia e garantir segurança jurídica que ele ocorre. Hong Kong e Cingapura fizeram isso -- liberalizaram, adotaram tarifa zero e atraíram investimentos estrangeiros -- quando ainda eram uma favela a céu aberto e com uma mão-de-obra de baixíssima qualificação.

    Na África isso não ocorre pelo óbvio motivo de que não há nenhuma segurança para se investir lá.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2477
  • Mauricio  10/01/2018 21:28
    A questão é que o Brasil exporta muito produtos primários como minério de ferro, soja, milho, açúcar, produzidos por meia dúzia de oligarcas e ruralista que enriquecem e pouco consomem, enquanto isso uma imensa massa de assalariados de baixo poder aquisitivo não possuem renda para comprar qualquer tipo de produto, inclusive importados. Então dá nisso as exportações de carne, soja, ferro, açúcar, café, milho, etc, crescem e mais crescem a cada ano e as importações não conseguem acompanhar.
  • Vitor  09/01/2019 16:40
    Considerando que o protecionismo em média dobra o valor dos produtos, é falacioso dizer que o brasileiro não tem renda. Imagine vários eletrônicos se tornando 40, 50 ou até 60% mais baratos. Claro que ficariam ao alcance de uma parcela muito maior da população.
  • João Nilton Birnfel  25/01/2019 00:14
    É verdade.
    Este é um problema crônico no Brasil.
    VALOR AGREGADO.
    Em vez de exportar soja, deveríamos exportar farelo e óleo de soja.
    Em vez de exportar minério de ferro, deveríamos exporta aço.
    Quanto mais o manufaturado, maior valor agregado.
    Este é o segredo da boa exportação.
    Além de gerar empregos e renda, exportamos produtos de grande valor.
    Assim que deveria ser em todos os seguimentos.
    João Nilton Birnfel - Curitiba
  • Demolidor  25/01/2019 02:52
    Está serto. Por isso a Nova Zelândia é um país miserável.
  • Frasista  10/01/2018 23:04
    O laissez-faire, o liberalismo completo, é a incivilização. O grande come o pequeno. O rico esmaga o pobre.
  • JOSE ARTUR LINHARES DE CARVALHO  11/01/2018 00:01
    Não vi ninguém falar que quem compra os produtos estrangeiros são pessoas. País é uma abstração.
    E uma pessoa só pode comprar usando seus recursos poupados ou usando o crédito ofertado pelos fabricantes ou pelo sistema financeiro.
    Impedir que uma pessoa, que pode comprar um Iphone X, tendo o recurso ou tendo o crédito é uma arbitrariedade.
    Podemos afirmar que vivemos praticamente em uma prisão.
    Obrigado
  • Luiz Moran  11/01/2018 11:21
    No Brasil, antes de mais nada, precisamos primeiro adotar o CAPITALISMO, algo que ainda não deu as caras por aqui até o presente momento.
  • Emerson Luis  16/01/2018 11:15

    Para termos saúde precisamos respirar focados na expiração: inspirar o mínimo (se possível, nada) e expirar o máximo possível.

    Assim nossa respiração vai ser ótima e nosso organismo, supersaudável!

    * * *
  • yurieu  16/01/2018 16:52
    Exportação só gera riqueza direto no bolso do "campeão nacional" e do político, enquanto o mercado interno permanece às moscas.
  • anônimo  16/01/2018 18:08
    Exatamente. Importação e exportação, por si só, não geram prosperidade. Dependem da maneira como são feitas.
  • Leandro C  11/01/2019 15:16
    Por si só talvez não gerem prosperidade ou, ao menos, talvez nem sempre;
    mas, perceba que em regra teríamos que sim, pois o comércio exterior nada mais seria que dispor de um mercado maior do que o nacional para realizar suas trocas e, se alguém não considera justa alguma troca, num ambiente livre, não tem porque realizá-la, não haveria coação para obrigá-lo ou desobrigá-lo;
    De todo modo, cabe a cada um verificar, considerar e apreciar se determinada troca faz, ou não, sentido, não ao governo; impedir, em regra via taxação diferenciada e exorbitante, que sejam efetuadas mesmo quando tragam prosperidade (como é a regra, senão não seriam feitas), não é apenas absurdo, como o cúmulo.
  • Pobre Paulista  09/01/2019 18:01
    Resumo: Exportar não importa.
  • anônimo  09/01/2019 22:06
    Nem importar.
  • Cardoso  09/01/2019 20:35
    Peço a gentileza de me ajudarem a compreender melhor:

    Entendi o argumento de que o dinheiro advindo das exportações deve ser consumido para que se tenha o real aumento de riqueza, mas eu não entendi por que esse recurso deve ser gasto com importações.

    Se o dinheiro for utilizado no comércio doméstico vai aumentar a demanda e estimular a produção. Se ele não for gasto, o acúmulo ajuda a baixar as taxas de juros e influenciar outros investimentos.

    Não tenho dúvidas de que uma abertura para o comércio aumentará nosso padrão de vida, mas eu não consigo ver que relação tem o aumento de exportações com o de importações.

    Obrigado
  • Eduardo  09/01/2019 22:19
    Chefe, se você exporta, você ganha dólares. Dólar não é moeda corrente no Brasil. Ou você usa esses dólares pra importar ou ele vira reserva internacional.

    Se não utilizar para importar, você mandou bens para o exterior. Seu mercado interno ficou desabastecido.

    Outra coisa: apenas guardar dólares auferidos com a exportação não gera aumento de investimentos. Tampouco propicia a produção de coisas.
  • Maurício Motta  09/01/2019 22:48
    Tenho uma dúvida. O Teorema da Regressão de Mises refuta as criptomoedas?
  • Wesley  10/01/2019 01:42
    Claro que interferência governamental maior nas importações do que nas exportações gera um uma deficiência de bens e serviços do país exportador.
    Mas perdoe a ingnorancia se eu estiver falando algo muito absurdo mas, se eu como empresário devido a regulamentação atual não exporto porque acredito que não compensa, e devido a um novo governo que flexibiliza mais o sistema de exportação eu decido produzir mais para exportar e, consequentemente gero mais emprego e tenho mais lucros dos países onde agora vendo. Vamos supor que eu não guardarei o dinheiro ganhado e sim usarei no país onde moro, e também não estou deixando o mercado nacional escasso porque antes eu não produzia tanto, então só houve um aumento de produção geral, e não houve escassez. Porque isso seria pior do que a situação anterior? Qual a justificativa? A moeda de outro país não significa mais riqueza para o meu país em último caso? Se nao por que? Espero que tenham entendido meu ponto de vista, de forma ALGUMA estou justificando ou defendendo regulamentações em nenhum dos sistemas só quero saber porque uma situação é pior que a outra já que o artigo diz que mais exportações do que importações gera pobreza...
  • Pobre Paulista  10/01/2019 13:14
    A moeda de outro país não significa mais riqueza para o meu país em último caso?

    Não, moeda é um pedaço de papel que compra as riquezas.
  • Wesley  12/01/2019 00:09
    E se eu troco essa moeda por um produto ou serviço no meu pais?
  • Eduardo  12/01/2019 01:23
    Como? Dólar não é moeda corrente no Brasil. Você não pode (legalmente) trocá-lo
    por nenhum bem ou serviço aqui dentro.

    Enremda o básico: se você exporta, você ganha dólares. Dólar não é moeda corrente no Brasil. Ou você usa esses dólares pra importar ou ele vira reserva internacional.

    Se não utilizar para importar, você mandou bens para o exterior. Seu mercado interno ficou desabastecido.

    A alternativa seria guardar esses dólares. Só que guardar dólares auferidos com a exportação não gera aumento de investimentos. Tampouco propicia a produção de coisas. Não serve pra nada.
  • Leandro C  11/01/2019 22:45
    Wesley,
    Eu acho que maior exportações geram maior riqueza na medida em que implicam em comércio exterior, comércio global, maior e, portanto, em melhor alocação global de recursos;
    Pense se vc só pudesse comprar e vender produtos da, e para, moradores da sua rua, o mercado seria muito limitado e, portanto, haveria escassez de toda ordem; conforme vc possa fazer o mesmo com moradores de todo o bairro a coisa já poderá dar um salto de qualidade, da cidade muito mais, então do estado e do país; comércio global geraria melhor alocação a ambos os negociadores, o outro país (o morador do outro país) não precisa perder para nós (o morador local) ganharmos, ao contrário até numa relação de longo prazo.
    Num todo, a balança comercial não tem que ser perfeita, pois isto implicaria em algum tipo de regulamentação estatal, o que justamente está sendo combatido no artigo, podendo, portanto, ocorrer em maiores importações e exportações em determinados períodos, como acontece com a gente também, por vezes gastamos mais, por vezes economizamos mais; mas, num geral, não havendo a mão estatal, acho que a coisa entraria naturalmente num equilíbrio da balança, pois você só poderia importar mais do que exporta em razão do crédito em vc depositado pelo vendedor (ou agentes financeiros), o que não costuma ser ilimitado.
  • Askeladden  10/01/2019 02:10
    Se exportar significa dólar barato e bens de qualidade barato. Que exportem tudo.
    Produzir no Brasil igual sindicato, impostos, licenças, processos trabalhistas etc.
  • Mais do mesmo de novo  10/01/2019 15:04
    Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza

    Correto, porém não funciona somente com essa liberdade, precisamos das outras liberdades, as liberdades domesticas e individuais, microeconomia, sem protecionismo interno e externo, muitas liberdades em conjunto garante crescimento no país!

    O que eu estou vendo é mais do mesmo, tiraram o lulabandido e colocaram um ideal, tanto a direita quanto a esquerda tem as mesmas ideias de forma diferente, porém tem o mesmo objetivo!

    Precisamos de renovação, bolsonaro é de esquerda, é um socialista de farda, vai enganar todos e todo o mundo, o Brasil nunca sairá dessa porcaria, enquanto tivermos cidadãos que tomam decisões com base religiosa!

    Esperança e coisa de pessoa irracional e religiosa!
  • Leandro C  11/01/2019 22:49
    Não acho que, até o momento (e são somente poucos dias), ele esteja indo tão mal, ao contrário, esperava (achava) que ele seria bem pior; como militar que ele é (ou era), estou achando ele até que bastante libertário.
  • Leandro C  11/01/2019 22:59
    "Esperança e coisa de pessoa irracional e religiosa!"
    Não acho não, ao contrário, pessoas firmes em sua religião possuem muito mais certezas do que apenas esperanças;
    Ademais, pessoas racionais podem não apenas ser religiosas, como também nutrir esperanças, enfim, vejo como coisas completamente distintas;
    Por fim, perceba que você propôs várias coisas que nós, enquanto brasileiros, precisamos; se precisamos é porque não temos; se vc expôs é porque possui esperança que venha a ter, portanto, vc é irracional religioso! A frase final foi muito taxativa e agressiva, incoerente e controversa.
    No mais, tamos juntos!
  • Dedé  10/01/2019 19:36
    " Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
    A ideia de "crescimento guiado pelas exportações" não faz sentido "

    Tá e a China?
  • Mussum  10/01/2019 19:56
    1) As exportações equivalem a 20% do PIB da China.

    2) Estaria você dizendo que o padrão de vida de um chinês é invejável? Se sim, você precisa urgentemente ir conhecer o país. Se não, então você corroborou o artigo.
  • Rodrigo  11/01/2019 03:07
    Não concordo com a ideia do texto.
    Bens de consumo aumentam sim a qualidade de vida, porém, ninguém enriquece acumulando bens de consumo e sim acumulando ativos geradores de renda (imóveis, empresas, ações, etc), que a partir de um momento, produzirão tanta renda que será possível adquirir uma quantidade enorme de bens de consumo.
    Bens de consumo (carros, barcos, viagens, computadores, roupas, celulares) sempre geram mais despesas (seguros, impostos, combustível, depreciação de valor, etc) que vão cada vez mais consumindo o salário do cidadão e impedindo que ele um dia alcance a riqueza. Se você gosta de fingir de rico andando de Range Rover sem ter cacife pra isso, provavelmente nunca ficará rico de verdade.
    Portanto, uma nação enriquece poupando dinheiro e investindo em ativos financeiros, recebendo juros sobre juros.
    Nações desenvolvidas "vivem de renda" investindo/emprestando dinheiro para os trouxas como os Brasileiros que adoram gastança.
    Lição básica aprendida no famoso livrinho Pai Rico, Pai Pobre.
  • Alfredo  11/01/2019 04:19
    Você até que entendeu bem as lições básicas do livrinho (que fala isso mesmo, e corretamente), mas não entendeu absolutamente nada do artigo, que nada tem a ver com esse assunto.

    O artigo diz que trabalhar, produzir e mandar tudo pra fora, e em troca de nada (pois não se pode importar, que é exatamante a contra-proposta de uma exportação), não gera nem bem-estar e nem prosperidade. Trabalhar em troca de nada não é o segredo do enriquecimento.

    Aliás, pensando bem, você também não entendeu o básico do Pai Rico, Pai Pobre: o autor do livro desce o cacete naqueles que trabalham em troca de nada. E esta é exatamante a situação de quem tudo exporta e nada importa.

    Releia tanto o artigo quanto o livro.
  • Emerson Luis  27/01/2019 23:24

    Vender para o mundo todo, mas continuar podendo comprar apenas dentro do Brasil (pagando caro por itens de baixa qualidade e variedade) não me parece ser uma "prosperidade" muito desejável.

    * * *
  • sidnei almeida  01/04/2019 19:20
    Não acredito que a exportação é o melhor caminho,ela é boa para algumas pessoas,os exportadores
    Um bom exemplo que ja vi diversas vezes ; Quando os paises por algum motivo,deixam de comprar
    carne de porco,frango do Brasil o preço aqui dentro despenca...ah eles preferem vender em dólaraes
    mas quando não tem saida,tem que vender para o mercado interno,o comercio é cruel não tem pena.
    Isso vai acontecer em breve...os paises que não concorda com a mudança da embaixada para Jerusalem
    vão boicotar as mercadorias produzida aqui...os EUA sabem jogar!!! e o Brasil? galinha que acompanha
    pato morre afogada.
  • Nilson Lucena  02/05/2019 13:24
    Eu entendi que essa troca entre exportação e importação é benéfica, porém não consigo entender a presente declaração:

    "As pessoas de um país podem, sim, se tornar mais prósperas ao se especializarem na produção de bens e serviços para então exportá-los para estrangeiros. Porém, esse aumento na produção e exportação fará esses produtores mais prósperos somente se eles gastarem suas receitas, como consumidores, em bens e serviços que importarem de estrangeiros."

    Por que de estrangeiros? estamos pressupondo que o mercado interno é uma porcaria? que não pode fornecer insumos de qualidade? a mais além, a frase diz que, praticamente, o mercado interno em nada tem a ver com o desenvolvimento da economia no país.

    Alguém pode me explicar essa afirmação?
  • Luciano  02/05/2019 15:21
    Se a população de um país produz só para exportar, sendo proibida de importar, então toda a produção vai para fora. Aí o mercado interno fica desabastecido (sem oferta), e consequentemente todo o padrão de vida desta população desaba (pois os melhores produtos foram enviados para fora e, ao mesmo tempo, a população está proibida de trazer produtos externos para dentro do país).

    As pessoas estão com dólares, mas são proibidas de trocar esses dólares por produtos importados. Ou seja, os dólares não servem para nada.

    Qual parte segue sendo difícil de entender?


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