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“É bolha! É um esquema Ponzi! Não tem lastro!” - Quais dessas acusações cabem ao Bitcoin?
No final, nenhuma

Com a recente sequência de aumentos explosivos na cotação do Bitcoin — a criptomoeda se valorizou incríveis 1.800% apenas este ano —, é inevitável o surgimento de alertas e recomendações do tipo "saia agora e mantenha-se afastado!"

Muitos alertas são bem-vindos, bem fundamentados e extremamente necessários; outros são apenas calúnias de seus detratores (e não podemos descontar também a carga de críticas feitas por invejosos que ficaram de fora e viram terceiros se tornar milionários).

No entanto, há três críticas ao Bitcoin que são recorrentes, e que devem ser abordadas. A saber: o Bitcoin está em uma bolha, o Bitcoin é um esquema Ponzi, e o Bitcoin é uma moeda (ou seria um ativo?) sem qualquer lastro.

A seguir, uma tentativa de uma abordagem imparcial sobre estes três quesitos.

1. "O Bitcoin é uma bolha!"

Há um fenômeno que é praticamente comum a todas as bolhas: dívidas, alavancagens e o uso de algo como colateral (garantia em caso de calote no empréstimo).

Por exemplo, uma bolha no mercado de ações é estimulada e mantida pela expansão do crédito. Especuladores pegam empréstimos e usam o dinheiro do empréstimo para comprar ações, muitas vezes operando extremamente alavancados. Os ganhos com aquela ação mais do que compensam os juros do empréstimo bancário a ser quitado. (Por isso, bolhas assim são típicas de um cenário de juros artificialmente baixos).

Eis um exemplo prático: sem contrair empréstimos, um investidor compra $100 de uma ação esperando que ela suba para $108 dali a algum tempo. Ganho de 8%.

Porém, se ele se alavancar em um fator de dez, contraindo empréstimos com juros de 4% — isto é, pegando $1.000 emprestados e tendo de devolver $1.040 —, ele poderá ampliar seu retorno em cinco vezes.

Funciona assim: o investidor investe $1.000 na ação e recebe $1.080 de retorno (ganho de 8%). Desses $1.080, ele paga $1.040 (juros de 4% sobre $1.000) para o credor de quem pegou dinheiro emprestado como alavancagem.  Lucro líquido: $40. 

Lucro que teria sem a alavancagem: $8. Com alavancagem: $40

Ou seja: ao assumir o risco adicional, um retorno de 8% virou um retorno de 40%, tudo em decorrência da mágica da alavancagem. 

Os ganhos desta ação estimulam outras pessoas a fazerem o mesmo. E aí a bolha vai sendo inflada.

Fenômeno idêntico também ocorre com vários papeis considerados junk bonds (títulos podres), títulos que oferecem altos rendimentos mas com baixa segurança.

Igualmente, uma bolha no mercado imobiliário também envolve expansão de crédito (dívida) e alavancagens extremas. O comprador se endivida junto ao banco para comprar um imóvel na esperança de que o valor deste imóvel suba continuamente. A garantia deste empréstimo é o próprio imóvel (se o sujeito der o calote, o banco toma o imóvel). Quando o preço do imóvel sobe — o que significa que agora o ativo dado como garantia vale mais que o empréstimo concedido —, o comprador volta ao banco e refinancia seu empréstimo, pegando mais dinheiro para poder gastar em consumo. Ele vai se alavancando.

Várias pessoas vão fazendo o mesmo e, consequentemente, elevando todos os preços dos imóveis. Até que tudo finalmente entra em colapso.

(Como curiosidade, vale enfatizar que este dois tipos de bolha são seguidamente reverenciadas e elogiadas pelo governo e pela mídia, que vêem nesta contínua valorização dos ativos o sinal de uma "economia robusta".)

Em suma, bolhas envolvem criação de dívida, alavancagens e o uso de colaterais.

Isso está ocorrendo com o Bitcoin? Até o presente momento, não. Criptomoedas, pelo menos até hoje, não possuem alavancagem e são praticamente impossíveis de serem compradas a crédito. (Bancos não fornecem financiamentos para este fim).

Portanto, e em outras palavras, dado que uma bolha de ativos é formada por expansão do crédito e alavancagem, e dado que, comparativamente, não há alavancagem no Bitcoin, então o que está empurrando sua cotação para cima é outra coisa.

Por fim, há também um argumento forte: ao passo que a oferta de Bitcoins é praticamente fixa (não superará 21 milhões de unidades), a demanda por Bitcoins é mundial. Gente de qualquer país, de qualquer cidade, de qualquer canto do mundo pode comprar Bitcoins. Basta ter acesso à internet. E o acesso à internet só irá aumentar nos próximos anos, assim como o acesso à informação. Tendo em vista esse cenário, seria até possível argumentar que o atual preço do Bitcoin, em termos de longo prazo, ainda está baixo. No entanto, eventuais correções no curto prazo irão ocorrer, como sempre.

2. "O Bitcoin não tem lastro!"

Essa é a parte mais técnica, e provavelmente entediará um pouco os mais leigos, mas vale a pena o esforço.

Ao contrário do que muitos imaginam, essa a acusação de "não ter lastro" é a mais fácil de ser rebatida (embora tenhamos de recorrer a tecnicismos), pois ela é feita por pessoas que simplesmente não entendem que criptomoedas se baseiam em algoritmos matemáticos, open-source, consenso e, acima de tudo, em bits computacionais.

O Bitcoin é lastreado por um serviço, e é este serviço quem garante a segurança e, acima de tudo, a escassez da oferta de Bitcoins. Eis como funciona.

Cada minerador investe capital próprio na forma de memória RAM ou de e de GPU, de largura de banda de internet, e de capacidade de seu Hard Drive (Disco Rígido) — e todos estes itens são mensurados (e precificados) em denominações de bits.

Esses bits são então "minerados" em Bitcoins como forma de pagamento pelo serviço de verificar a autenticidade dos Bitcoins que já existem.

Com efeito, se você aplicar o Teorema da Regressão de Mises, retrocederá até antes da característica monetária do Bitcoin e chegará os bits dos quais ele foi minerado.

Os bits usados para publicar este artigo — os quais foram comprados na forma de espaço no Hard Drive (Disco Rígido), Memória RAM, largura de banda de internet etc. — representam a mesma commodity da qual os bitcoins se originaram.

Os bits (que carregam informação) criptologicamente protegidos são a commodity que lastreiam o Bitcoin. O Bitcoin fornece seu serviço (o produto) por meio da troca de bits.

E se você considera esse raciocínio trivial ou mesmo forçado, saiba que você próprio o utiliza em sua moeda convencional. Vivemos em um mundo em que a esmagadora maioria das moedas fiduciárias opera por meio da transferência de bits de informação criptologicamente seguros. Seus cartões de crédito e de débito são, com efeito, bits eletrônicos de informação, criptologicamente protegidos e transacionados livremente.

Dito isso, podemos apenas escarnecer o fato de que tal acusação ao Bitcoin (não tem lastro) implica que as moedas fiduciárias que utilizamos atualmente são lastreadas em algo.

Com muita boa vontade — e, mesmo assim, "forçando bastante a barra", com o perdão do tom coloquial — podemos dizer que as moedas fiduciárias atuais são lastreadas exclusivamente pela capacidade de seus respectivos governos de honrar suas dívidas. E só.

Se um determinado governo der um calote em sua dívida — mesmo que seja apenas em parte dela —, sua moeda será imediatamente a abandonada. Afinal, qual investidor estrangeiro irá querer investir nos títulos públicos daquele país? Havendo uma fuga daquela moeda, sua taxa de câmbio entra em colapso, seu poder de compra se esfacela, e sua função como meio de troca é abolida completamente.

O mesmo efeito ocorrerá se essa moeda for hiperinflacionada pelo governo, como faz o da Venezuela.

Na prática, as moedas fiduciárias de hoje — mesmo as mais "bem geridas" — podem ser criadas à vontade pelos seus respectivos Bancos Centrais, os quais são livres para criar dinheiro e injetá-lo no sistema bancário em troca de títulos públicos em posse desses bancos.

Já com o Bitcoin, isso é simplesmente impossível de ocorrer.

Não é à toa que o poder de compra das moedas estatais — de expansão livre — só faz cair, não obstante o modelo ser gerido por Ph.Ds.

3. "O Bitcoin é um esquema Ponzi!"

Quem realmente sabe o que é um esquema Ponzi percebe que tal acusação não faz sentido nenhum.

Como funciona um esquema Ponzi? Simples: trata-se de um arranjo no qual novos investidores pagam os ganhos dos investidores antigos.

Para um esquema Ponzi — ou piramidal — funcionar, ele tem de atrair aplicadores mediante a promessa de pagar-lhes retornos muito altos. Esses retornos altos são obtidos com o dinheiro aplicado por novos entrantes, que sucessivamente aceitam entrar no esquema, sem qualquer base em lucros verdadeiros das aplicações.

É lógico que, para continuar a pagar retornos elevados, é necessário que o fluxo de pessoas que entram no esquema e o fluxo de dinheiro sejam crescentes. Obviamente, por não existirem retornos reais, já que o dinheiro é meramente repassado dos últimos entrantes para os primeiros, o sistema acaba mais cedo ou mais tarde ruindo e, dado que os membros mais antigos são pagos pelos novos membros, estes últimos, então, assumem o prejuízo.

Não é necessário um grande conhecimento econômico para constatar que tal arranjo é exatamente o mesmo utilizado pela Previdência Social.

Agora, observe: em um esquema Ponzi, os primeiros investidores são literalmente pagos com os fundos sendo injetados pelos novos investidores, e isso é totalmente diferente de um arranjo em que os últimos investidores têm de pagar preços mais altos para os primeiros com o intuito de induzi-los a abrir mão de seus ativos.

No mundo do Bitcoin, aqueles que entraram primeiro — e que hoje detém um ativo extremamente valioso — não estão recebendo Bitcoins dos últimos entrantes. Com efeito, ocorre exatamente o contrário: os últimos entrantes têm necessariamente de incitar os mais antigos a abrirem mão de seus Bitcoins. 

E dado que Bitcoins não podem ser criados à vontade (como fazem os Bancos Centrais com suas moedas fiduciárias), eles têm de ser minerados a uma taxa que cai ao longo do tempo (este ano, aproximadamente 640 mil novas unidades terão sido mineradas, uma taxa de crescimento de 3,8%). Consequentemente, a demanda por Bitcoins está simplesmente aumentando mais que a oferta de novas unidades sendo mineradas. Se tal tendência continuar, então um ciclo de retroalimentação irá ocorrer. Preços cada vez maiores serão necessários para induzir os primeiros entrantes a abrir mão de seus Bitcoins e vendê-los para os últimos entrantes.

E isso não tem nada de Ponzi.

24 votos

autor

Andrei Eklund
é planejador financeiro formado em engenheiro mecatrônica.


  • anônimo  20/12/2017 14:15
    Só uma correção...

    A mineração pode ser feita com GPU (placa de vídeo) ou com as máquinas já produzidas para mineração.

    A memória RAM e processadores convencionais tem muito menos performance do que as GPUs ou máquinas que só servem para mineração.
  • Demolidor  20/12/2017 16:21
    Na verdade, mineração de bitcoins (assim como bitcoin cash, dash, litecoin e algumas outras) é feita por hardwares específicos chamados ASICs, especializados em uma função hash específica. Em teoria é possível realizar a mineração com placas de vídeo, mas não é lucrativo. Na realidade, é imperativo que o ASIC seja de último modelo, para que o gasto em eletricidade não supere o retorno.

    Interessante avisar para quem deseja investir nisso que tais hardwares não podem ser usados para minerar moedas que usam algoritmos diferentes (por isso um Antminer S9 pode ser usado para minerar Bitcoin core e Cash, baseados em SHA-256, mas não Dash, por exemplo).

    No entanto, mineração por placa de vídeo não está morta. Há um número muito grande de moedas onde isso é lucrativo, como Ethereum ou Zcash, por exemplo.

    Por fim, nem mesmo mineração por CPU está morta. Monero, embora possa ser minerada por GPU, é bastante eficiente em CPU.
  • IRCR  20/12/2017 19:54
    Bitcoin Gold dá para minerar com GPU
  • IRCR  20/12/2017 21:55
    Bitcoin Gold dá para minerar com GPU
  • Paulo José  21/12/2017 14:44
    Bom mesmo é pegar na Pá e na Enchada, se é que os senhores acreditam em Capital e Trabalho, é claro que isto não se sustenta, tem muito TROUXA pagando para manter esse sistema de PIRÂMIDE.
  • Praxeologista  20/12/2017 14:36
    Orra, finalmente falaram do lastro, hein? Eu nunca consegui entender como foi que essa questão importante (aliás, crucial) estava passando despercebida até mesmo pelos melhores austríacos do mundo. O Bitcoin tem lastro e o teorema da regressão de Mises comprova isso.

    Quando ele é corretamente aplicado, o teorema da regressão não pára sua regressão no surgimento do bitcoin mas sim na commodity que deu surgimento a ele, que são os bits. E comprova que o Bitcoin, originado e lastreado em bits, tem sim totalmente capacidade para funcionar como meio de troca.

    Parabéns pela abordagem. Acho que foram os primeiros no mundo a fazerem isso.
  • Pobre Paulista  20/12/2017 14:49
    Na verdade ele passou bem longe da explicação, dada que ela é extremamente técnica, ele deu apenas uma idéia.

    O lastro mesmo é função de HASH utilizada, que garante a autenticidade e a propriedade da moeda.
  • Bruno  20/12/2017 14:56
    Ué, mas um hash nada mais é do que uma sequência de bits gerados por um algoritmo de dispersão.

    Exatamente o ponto do autor.
  • Pobre Paulista  20/12/2017 14:51
    Muito boa essa percepção sobre a bolha, não tinha pensado na questão da alavancagem.
  • Parrésia  20/12/2017 15:27
    Não,

    o Bitcoin não tem lastro. (Novamente os libertários não estão sendo sinceros com seus leitores)


    Você não faz nada com Bitcoin... é um pedaço de código, é uma abstração imaterial. Na verdade o seu ponto valioso é o blockchain mas essa tecnologia já foi aberta ao público e qualquer pessoa pode criar seu próprio Blockchain e sua própria criptomoeda. Aliás é importante frisar que existe várias moedas melhores que o Bitcoin atualmente, até mesmo em questão de anonimato.
    -----------
    SIM,

    Bitcoin é uma bolha.

    Não pense que vai valorizar indefinidamente e que é um ativo perfeito como pintam por aqui.
    Como já comentei no artigo anterior, VOCÊ pode perder tudo a qualquer momento.

    ----------


    O Bitcoin não é um esquema PONZI convencional,
    apesar de necessitar de cada vez mais gente pra minerá-lo e pra alimentar a própria rede Blockchain, e cada vez que a moeda fica mais escassa os mineradores ganham menos, fica parecendo realmente uma pirâmide.

    ---------

    Uma notícia para as pessoas ficarem alerta:

    ""as criptomoedas atuais como o bitcoin ou ethereum é uma preparação psicológica para o mundo sem cédulas no qual todas as pessoas se encontrariam no campo de concentração eletrônico-bancário".

    "No campo de concentração eletrônico-bancário existiria controle muito rigoroso. Agora há um controle rigoroso nas contas bancárias, mas uma parte das transações – transações com cédulas – está fora de controle. Quando forem eliminadas as cédulas, a liberdade desaparecerá"


    br.sputniknews.com/economia/2017121810096540-katasonov-bitcoin-fed-criptomoeda/


  • Vladimir  20/12/2017 16:47
    Grato por sua preocupação. Só faltaram os contra-argumentos. Gemeção eu dispenso.

    P.S.: não tenho Bitcoins.
  • Tannhauser  20/12/2017 15:31
    Sobre a bolha, não entendi como o autor concluiu que não existe alavancagem. Segue minhas dúvidas:

    1. O que impede que uma pessoa contraia um empréstimo no banco para comprar bitcoins?

    2. Caso um Governo venda títulos da dívida pública e compra Bitcoins, assim como o Banco Central Japonês vem fazendo com as ações japonesas, não geraria bolha?É certo que nenhum governo está fazendo isso?
  • Regis   20/12/2017 15:55
    1) Nenhum banco concede financiamento para este fim (pelo menos, não até hoje). Financiamento, por definição, exige colateral. E BTC não é colateral. Caso haja financiamento para a compra de BTC, os juros seriam altíssimos (muito risco por causa da volatilidade e nenhum colateral), inviabilizando qualquer operação.

    2) Isso nunca ocorreu e nem tem razão de ocorrer. E nem faria sentido.
  • Tannhauser  20/12/2017 16:36
    Existe empréstimo para comprar ações?
  • Eliseu  20/12/2017 16:43
    Algo totalmente corriqueiro nos EUA. Na época da bolha das pontocom, foram a principal forma de alavancagem. Normalmente, quem consegue os empréstimos são os próprios CEOs das empresas, que inflam as ações para aumentarem seus bônus. Gerentes de fundos de investimento e hedge funds também fazem o mesmo.
  • Luís Henrique Donadio Baptista  20/12/2017 18:44
    O meu banco me permite tomar até cerca de R$ 100.000,00 emprestados sem me perguntar para quê. Se eu quiser, posso pegar esse dinheiro emprestado e comprar bitcoins. Se um número considerável de pessoas começar a fazer isso (que geralmente é o que acontece quando a informação sobre a "mina de ouro" atinge um público amplo (tipo o executivo de Wall Street que decidiu vender todas as suas ações quando o engraxate lhe perguntou que ações comprar)), o mercado de bitcoin estará alavancado. Já aconteceu? Não sei, não tenho como saber. Mas tenho a impressão que estamos chegando no ponto em que os engraxates vão começar a perguntar sobre bitcoins.

    Agora, se a oferta de bitcoins é fixa, em 21 milhões de unidades, e o valor unitário é de R$ 60.000, então o mercado todo é de um trilhão e trezentos bilhões de reais. Para ficar todo completamente alavancado, portanto, é preciso que esse valor seja tomado de empréstimo. Significaria treze milhões de investidores do meu porte (classe média alta brasileira). Acho que só o Brasil tem quase a metade disso; no mundo inteiro com certeza há gente suficiente, com dinheiro suficiente, para transformar o bitcoin numa bolha. De novo, não sei se já aconteceu; de novo, acho que investidores com a capacidade de tomar empréstimos pessoais da ordem de R$ 100.000,00 se parecem muito com engraxates, quando tomados no contexto dos mercados especulativos internacionais.
  • Bernardo  20/12/2017 19:10
    "O meu banco me permite tomar até cerca de R$ 100.000,00 emprestados sem me perguntar para quê"

    Sim, isso é empréstimo para consumo livre (não confundir com financiamento, que é quando você explicita o que fará com o dinheiro, sendo que o objeto de sua aquisição entra como garantia em caso de calote). Só que os juros são de 130% ao ano aqui no Brasil. No resto do mundo é menor, mas essas são as modalidades mais caras que existem.

    s31.postimg.org/skhpfrgmz/cewolf_3.png

    Você pode até se arriscar, mas eu duvido que milhões de pessoas (o necessário para uma bolha) fariam o mesmo.
  • Luis Henrique  10/05/2018 15:18
    Mas isso é supondo que o artigo está correto ao dizer que só há bolha quando há alavancagem. Isso está escrito na Bíblia? Não me parece.

    Se olhar um gráfico do preço do bitcoin desde o início, vamos ver que há uma linha base ascendente, que imagino mais ou menos acompanha o uso real de bitcoins como base monetária para transações de algum tipo (que tipo? não sei, mas o Youssef deve saber). Dessa linha ascendente básica partem movimentos ascensionais muito mais íngremes, que duram algum tempo e depois são sucedidos por quedas bruscas, que trazem a oscilação de volta á linha básica.

    Geralmente é isso que se chama "bolha": essa curva em forma de... bolha..., que sobe de forma irracional, e depois cai de volta, por que a procura que a motivou não tem fundamento na economia real. E isso independe de alavancagem. Só porque todo mundo está especulando com seu próprio dinheiro, sem tomar empréstimos, não quer dizer que a especulação não seja fantasiosa e sem relação com a economia "real".

    (Isso sem contar o pessoal que, como a gente viu aqui mesmo, vende carro, casa, a sogra, para comprar bitcoins. Não toma dinheiro emprestado para comprar bitcoins, mas vai tomar dinheiro emprestado depois para recomprar o automóvel, o apartamento, etc.)
  • Viking  20/12/2017 16:25
    o máximo que a pessoa vai conseguir é um empréstimo pessoal, que ela pode usar pra qualquer fim, até pra comprar bitcoins
  • Tannhauser  20/12/2017 17:17
    Bem, o fato é que o bitcoin já caiu 90% em 2011 (levou 1 ano para recuperar) e 80% entre 2013 e 2015 (levou 3 anos para recuperar).

  • anônimo  20/12/2017 15:34
    por mais bom que o bitcoin seja, ainda acho que o ouro é melhor...
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  20/12/2017 15:44
    Eu consigo entrar no BITCOIN sem colocar o dinheiro "tradicional" ? (trocar R$ por BITCOINS)
  • Marcio  20/12/2017 15:57
    Sim, você pode vender um produto. Trocar por outras criptomoedas. Minerar moedas.
  • ed  20/12/2017 16:01
    Sim. Pode trocá-lo por outras moedas. Veja a shapeshift.
  • ed  20/12/2017 16:06
    Sejamos francos. O BTC não pode ser usado em nossa rotinas. Imagine o camarada comprando uma balinha e a transação dele demorando horas com taxa de mineração de 30 dólares? Por mais que se fale em LN há um limite para o número de modificações que se possa fazer no core do BTC.

    O pioneirismo do BTC é uma benção e uma maldição. Ele é o mais conhecido mas enfrenta hoje problema grandes que o seu criador não teve como prever.

    Por isso vou apostar em Raiblocks. Pesquisem sobre ela. Taxa zero e transação instantânea. Aparentemente, ela é ideal para ser usada em compras comuns. Vou comprar algumas dezenas e esperar alguns anos. Apostem pelo menos um troco nela. Não queiram perder mais um bonde.
  • Arnaldo  20/12/2017 16:17
    Minerando
  • Emerson  20/12/2017 16:28
    Consegue, você pode trocar Bitcoins por qualquer coisa que um dono de Bitcoins tenha interesse em trocar com você. Por exemplo sua mão de obra ou qualquer outro bem que vc possa produzir.
  • AI AI AI  20/12/2017 17:05
    Sim vc consegue é so trocar um serviço(sua mão de obra) ou bem material por bitcoin ou outras alts..
  • SERGIO MARDINE FRAULOB  20/12/2017 15:59
    A defesa do Bitcoin chega ser irresponsável. É óbvio que se adotado em larga escala haverá injusta transferência de riqueza para os que a compraram no início. Bill Gates seria um pobretão perto do enigmático criador da moeda. Em pleno ano de 2018, ainda mais num site como o do Mises, parece que tem gente que acredita em riqueza sem trabalho! Talvez seus apoiadores pudessem ser generosos e distribuir um milésimo de Bitcoin para cada cidadão do Brasil. Quando valorizar bastante ninguém mais vai precisar trabalhar... Juízo, porque irracionalidades como a febre das tulipas sempre resultam em fortes perdas para os indivíduos e a sociedade como um todo!
  • Guilherme   20/12/2017 16:44
    Anotado. E muito obrigado por sua sincera e abnegada preocupação (a qual, estou certo, nada tem a ver com inveja ou sentimentos similares).

    P.S.1: meu discurso também era idêntico ao seu quando eu estava fora perdendo tempo e dinheiro com Tesouro Direto;

    P.S.2: entrei no Bitcoin quando este custava R$ 5 mil. Hoje, valendo R$ 69 mil, vai ter de cair um tiquinho para eu me assustar. Mas, de novo, obrigado por sua sincera preocupação.

    P.S.3.: bolsa de valores, moedas (vide bolívar, peso argentino e dólar do Zimbábue) e qualquer investimento na economia real (de imóveis a restaurantes) também são arriscados, e a pessoas também podem perder tudo da noite para o dia (quem entrou na bolsa japonesa em 1990 até hoje não recuperou o dinheiro). Não há absolutamente nada de diferente no Bitcoin neste aspecto. Logo, você está chovendo no molhado.
  • Bruno  20/12/2017 17:24
    Parabéns pela aquisição e pelo sucesso nesta decisão.
    Minhas dúvidas: como você vai declarar em seu IR ?

    Na minha opinião não tem ganho bom ou ruim, até porque ruim é não ganhar. Porque então você não vende, já que não ganha BTC mantendo parada?

    Só pelo fato de contabilizar a BTC com outra moeda já caracteriza um ativo precificado. E como todos, a valorização é o objetivo. Valorização em... $$ moeda corrente.
  • SERGIO MARDINE FRAULOB  21/12/2017 02:15
    Guilherme, eu não tenho inveja, até porque tenho recurso para viver sem trabalhar kkk.
    É fácil imaginar as consequências econômicas de uma adoção ainda em maior escala e valorização extrema. Haveria demanda enorme por produtos caros sem correspondência com sua produção, transferência injusta de riqueza para os investidores iniciais, ou seja um bocado de problemas macroeconômicos para a sociedade.
    Daqui um par de anos, vamos ver quem tem razão, até lá concordo que o céu é o limite.
    Mas concordo que a tecnologia é boa, desde que controlada, sim, pela sociedade, através da criação de "Bitcoins aprimorados" nacionais.
  • Demolidor  20/12/2017 20:13
    Irresponsável? Olha, já li tudo quanto é tipo de opinião. E mesmo os mais otimistas dizem para as pessoas colocarem um dinheiro que se pode perder. O próprio Fernando Ulrich, a grande autoridade no Brasil sobre o assunto disse, nesses dias, que o Bitcoin passa por uma fase de mania e que é perigoso comprar neste momento. E mesmo os defensores mais ferrenhos admitem que a criptomoeda precisa de melhorias, no momento.

    Eu diria que irresponsáveis estão sendo seus detratores. Ignoram que o bitcoin já tem 9 anos e é mais velho que o Uber. Não entendem o básico da tecnologia, de mercado de capitais e, principalmente, de teoria monetária, e saem fazendo as afirmações mais absurdas e sem sentido. E pior, avaliam a criptomoeda com base em argumentos que revendedores de sistemas de pirâmide, estes sim irresponsáveis, proferem.
  • Bruno  21/12/2017 18:34
    Distribuição de Bitcoins por pessoa
    bitcoinsperperson.com
  • Gustavo  20/12/2017 16:44
    Sou leigo em econômia, de uma forma simplificada, o que é o lastro da moeda?
  • Leandro  20/12/2017 16:52
    É a moeda ter algo por trás dela, pelo qual ela pode ser trocada.

    Antigamente, as cédulas de papel eram redimíveis em ouro. O Banco Central e o Tesouro tinham a obrigação de restituir em ouro toda e qualquer cédula de papel apresentada a eles. O BC só podia imprimir uma cédula de papel se houvesse o correspondente em ouro em seus cofres. O ouro era o lastro da moeda.

    Hoje, isso não existe mais. As moedas de papel não têm lastro nenhum. Não são restituíveis em nada. Se você apresentar uma cédula de papel ao Banco Central ele não tem obrigação nenhuma de trocá-la por alguma coisa. E nem o Tesouro. A moeda de hoje, em suma, não tem lastro. Por isso ela é fiduciária: ela funciona apenas baseada na crença (fidúcia) das pessoas.
  • gabriel batista  20/12/2017 17:12
    Eu tenho bitcoins, mas infelizmente do jeito que se encontra o estado atual do bitcoin ela falhou em seu propósito de moeda.

    Transações com valores ridículos, se voce for pagar um café com ela, o preço da transação supera e muito o valor do produto do exemplo, impossibilitando o uso para pagamentos que é pra isso, ao meu ver, que serve uma moeda, trocar por bens e serviços.

    Espero que o Segwit seja ativado e isso possa ser corrigido, pois se não o bitcoin serve apenas para reserva de valor nada mais.
  • Paulo Henrique  20/12/2017 17:19
    Alguém poderia me tirar uma duvida sobre deflação?
    Se em uma economia onde você empresta 100 R$, e mais tarde esses mesmos 100 vão deflacionar e valer mais, aquele que emprestou teria que pagar 100 R$? Se sim, por que emprestar e correr o risco? Não é melhor poupar?
    Se não, e ele cobrasse 104 R$ (sendo 4 R$ os juros), isso não seria um juro real muito grande? Ele ganharia com a valorização da moeda durante o período que o dinheiro foi emprestado, e ainda ganharia com juros.. O que na pratica seria um custo maior para quem fez o empréstimo. Tanto maior quanto mais rápido a moeda deflacionasse
  • Leandro  20/12/2017 17:36
    Aí é preciso tomar cuidado com os conceitos.

    Está havendo queda de preços porque está havendo um aumento da produtividade ou porque está havendo uma contração da oferta monetária (esta o verdadeiro significado de deflação)?

    Se o motivo da queda de preços é o aumento da produtividade, então não há nada de errado. Com efeito, durante a vigência do padrão-ouro clássico, esta era exatamente a regra: os preços caíam (por volta de 1% ao ano) em decorrência da maior oferta de bens e serviços, os quais cresciam a uma taxa maior que a oferta monetária (o qual também crescia, embora mais lentamente).

    Neste cenário, os juros continuam funcionando normalmente.

    Exemplo (com o uso de uma matemática extremamente simplificada): se a oferta de bens aumenta 10% ao ano e a quantidade de dinheiro na economia aumenta 5% ao ano, então, consequentemente, os preços caem 5% (há 10% mais bens e serviços, e 5% mais moeda).

    Dado que a moeda continua crescendo, os juros seguem funcionando normalmente, pois a capacidade de pagamento não foi alterada.

    Já se estiver havendo deflação da oferta monetária, aí de fato a capacidade de pagamento fica comprometida e os juros poderiam até ficar negativo.

    Entretanto, tal cenário não é natural. Em um arranjo de liberdade, com qualquer ativo podendo ser livremente usado como moeda, o natural é que haja contínuo aumento da oferta monetária, e não sua deflação. A única entidade que pode causar deflação é o governo e suas políticas.
  • Paulo Henrique  20/12/2017 17:48
    Compreendo e obrigado pela resposta. Acredito então que essa seja a vantagem do ouro sobre essas moedas, o ouro ainda mantém uma oferta crescente, porem, uma moeda como o bitcoin, um dia, vai diminuir(a oferta vai parar e você vai ter acidentes como perda de carteira, etc) Esse é um ponto para se levantar sobre uma economia baseada em uma oferta limitada de moeda.. Inevitavelmente vai acontecer uma deflação monetária em uma moeda de oferta limitada. Só não da para saber a taxa
  • Skin in the game  20/12/2017 19:48
    Vou vender meu Onix pra colocar dinheiro com mais força no bitcoin. Loucura? Esperem e depois lembrem de mim.
  • Demolidor  21/12/2017 01:59
    Eu acho arriscado nos preços atuais. Eu mesmo não faria isso. Depois nos conte.
  • Luís Henrique  18/01/2018 18:46
    Se você comprou bitcoins em 20 de dezembro de 2017, comprou a cerca de 60 mil reais.

    Hoje, 18 de janeiro de 2018, eles estão valendo cerca de 40.000 reais.

    Portanto, neste momento, você está perdendo uma terça parte do que investiu. Ou seja, uma terça parte do seu Onix.
  • L. Simonetti   18/01/2018 19:25
    Ué, mas tal raciocínio seletivo também é válido para todo e qualquer investimento em todo e qualquer ativo. Vale inclusive e até mesmo para títulos públicos, que são considerados os mais seguros do mercado.

    Exemplo: quem comprou um Tesouro IPCA 2035 (NTN-B Principal 2035) no dia 24 de janeiro de 2013 pagou R$ 963,33 por título. Dali em diante, as taxas dispararam e os preços desabaram, chegando ao valor mínimo de R$ 554,74 em 4 de fevereiro de 2014 (mais de um ano depois).

    Ou seja, um ano após a compra, o cara perdeu 42% do capital.

    Pior ainda: sabe quando este título voltou a superar, de forma definitiva, o mesmo valor de 24 de janeiro de 2013? Só em 12 de julho de 2016 (três anos e meio depois).

    Traduzindo: quem comprou aquele que é considerado o investimento mais seguro do mercado em 24 de janeiro de 2013 teve de esperar até 12 de julho de 2016 (três anos e meio) apenas para voltar a ter o mesmo valor nominal inicial.

    E aí? Os títulos do Tesouro estavam numa bolha? Se sim, essa seria a primeira teoria sobre isso.

    Ah, quer falar sobre o Ibovespa? Esse é pior ainda. Quem aplicou no Ibovespa em maio de 2008 (73.500 pontos) só superou este valor em.... setembro de 2017 (mais de nove anos depois).

    E aí? Você também vai dizer que Ibovespa é a mesma coisa que Bitcoin? Pela sua lógica, sim.

    Observe que o Ibovespa demorou mais de nove anos para se recuperar. Já o Bitcoin está apenas com um mês de queda, e você já está fazendo elucubrações e dizendo que a queda atual é definiva.

    Eis a lição: todo investimento que não esteja atrelado ao CDI passa por flutuações (muitas vezes bruscas). Se o cara não souber a hora certa de entrar ou de sair, ele leva um ferro bonito. Até mesmo com títulos do Tesouro, os mais seguros do mercado.

    P.S.: não invisto em Bitcoins e, por enquanto, não pretendo (e muito menos recomendo vender carro para fazer isso). Entretanto, não tolero charlatanismos intelectuais.
  • Luís Henrique  19/01/2018 00:52
    "tal raciocínio seletivo também é válido para todo e qualquer investimento em todo e qualquer ativo." Não é válido para investimento produtivo, que gera valor.

    "E aí? Os títulos do Tesouro estavam numa bolha?" Não sei se o Bitcoin está numa bolha; não tenho informação suficiente para afirmar ou negar. Se houver muita gente tomando dinheiro emprestado para comprar Bitcoin (ou vendendo propriedade para comprar Bitcoin e depois se endividando para recompor o patrimônio), então provavelmente está. Se não houver, então, no momento não está, embora nada garanta que não entre numa no futuro.

    "Se o cara não souber a hora certa de entrar ou de sair, ele leva um ferro bonito."

    Poizé.

    E a hora certa de entrar não é quando o Bitcoin está a 60 mil reais, e todo mundo está falando que é um negócio maravilhoso, não tem como perder.

    Charlatanismo intelectual é tergiversar sobre não ser bolha, não ser pirâmide, ter lastro, etc., e não alertar o possível comprador para o fato de que, bolha ou não bolha, pirâmide ou não pirâmide, lastro ou não lastro, é um investimento de alto risco, altamente volátil, e está muito provavelmente sobrevalorizado, o que significa que a próxima "volatilidade" vai ser para baixo.

    E agora, o que você aconselha ao camarada que vendeu o carro para comprar Bitcoins? Que se livre disso e corte o prejuízo por aí, que segure e espere que daqui a meses, anos, décadas, vai voltar a valer 60 mil reais? Que tome um empréstimo para não ficar sem carro? Que se lasque, por que o mercado é assim mesmo, e este mundo é dos espertos?
  • L. Simonetti   19/01/2018 03:01

    "Não é válido para investimento produtivo, que gera valor."

    Pior que é. E, talvez, de maneira ainda mais intensa.

    Você investe $ 100 milhões para construir uma fábrica, comprar insumos e máquinas, contratar mão-de-obra, e finalmente começar a produzir.

    Tudo dando certo e saindo perfeitamente de acordo com o plano, você vai ter um fluxo de renda de aproximadamente $10 milhões ao ano. Assim, vai demorar uns 10 anos apenas para você reaver o seu principal (o qual já estará depreciado pela inflação). Só depois de 10 anos é que você vai começar a ter um lucro nominal.

    Ou seja, seu capital ficou imobilizado na esperança de que, dali a 10 anos, você começasse a ganhar alguma coisa. (Convenhamos, 10 anos de espera é um pouquinho pior do que uns 2 meses, que é a média de recuperação do Bitcoin).

    E tudo isso, é claro, supondo que seu investimento deu certo e que você realmente está atendendo as demandas dos consumidores. Se você tiver errado na escolha, perdeu tudo.

    "E a hora certa de entrar não é quando o Bitcoin está a 60 mil reais, e todo mundo está falando que é um negócio maravilhoso, não tem como perder."

    Concordo que, olhando em retrospecto, a hora de entrar era quando estava a 1 dólar. Mas por acaso estaria você dizendo que o Bitcoin nunca mais vai recuperar os 60 mil reais? Você está aqui, em público, fazendo esta afirmação ousada? Caso o Bitcoin ultrapasse os 60 mil, posso vir aqui lhe cobrar explicações?

    Acho que você está sendo um tiquinho precipitado.

    "Charlatanismo intelectual é tergiversar sobre não ser bolha, não ser pirâmide, ter lastro, etc., e não alertar o possível comprador para o fato de que, bolha ou não bolha, pirâmide ou não pirâmide, lastro ou não lastro, é um investimento de alto risco, altamente volátil, e está muito provavelmente sobrevalorizado, o que significa que a próxima "volatilidade" vai ser para baixo."

    Só de curiosidade, para quem essa sua agressão está direcionada? Não vi ninguém aqui dizendo que era para comprar bitcoin ao preço vigente (o próprio artigo, com efeito, alertou - corretamente, pelo visto -, que uma correção era inevitável, no último parágrafo do item 1).

    "E agora, o que você aconselha ao camarada que vendeu o carro para comprar Bitcoins? Que se livre disso e corte o prejuízo por aí, que segure e espere que daqui a meses, anos, décadas, vai voltar a valer 60 mil reais? Que tome um empréstimo para não ficar sem carro? Que se lasque, por que o mercado é assim mesmo, e este mundo é dos espertos?"

    Mas hein? Por que diabos eu, que nem tenho bitcoins, tenho de dar conselhos reconfortantes a esta pessoa (a qual, diga-se de passagem, você nem sequer sabe se realmente fez isso)? Ela é adulta e vacinada, ela que se vire. Por que você a trata como uma coitada incapaz?

    Aliás, por essa mesma lógica, vou tentar de novo, já que você fugiu. O que você aconselharia ao camarada que comprou Tesouro IPCA 2035 em 24 de janeiro de 2013, e que, um ano depois, tinha perdido 42% do principal investido? Que se livrasse disso e cortasse o prejuízo por aí? Que segurasse e esperasse que dali a três anos e meio iria voltar a valer o mesmo tanto? Que tomasse um empréstimo para recuperar o que perdeu? Que se lascasse, pois títulos do Tesouro são assim mesmo, e tal investimento é para os espertos?

    Repito as mesmas perguntas para quem entrou no Ibovespa em maio de 2008 e só recuperou o principal em setembro de 2017 (e ainda assim totalmente destroçado pela inflação acumulada no período). Quais seriam as suas respostas?

    No aguardo.


    P.S. de novo: não invisto em Bitcoins e não pretendo. Mas gosto de combater os indignados seletivos.
  • Lu%C3%83%C2%ADs Henrique  20/01/2018 13:35
    "O que você aconselharia ao camarada que comprou Tesouro IPCA"

    Aconselharia que trabalhe, que é a única coisa que não é aventura.

    Aconselharia que, se tiver dinheiro sobrando, invista. Mas que não se desfaça de patrimônio para investir.

    Aconselharia que, se for investir, entenda primeiro o que está fazendo. Sabe o que é Tesouro IPCA? Não sabe, não invista. Sabe o que é Bitcoin? Sabe o que são ações - e, nesse caso, o que faz a empresa cujas ações você vai comprar? Não sabe, não invista.

    Aconselharia o óbvio: ninguém vai te pagar para não fazer nada, a não ser que você já tenha muito dinheiro e possa viver do juro. Portanto, não jogue fora o que você conseguiu com anos de trabalho em busca de um sonho insensato. Melhor jogar na loteria: é pouco, e se você der muita sorte, ficará milionário, sem passar pelo stress.
  • Patriota Libertário  20/12/2017 20:00
    Se não estou enganado o Bitcoin pode ser fracionado ao par ou seja digamos que a unidade de Bitcoin chegue ao valor máximo de US$ 1.000.000,00,a unidade de Bitcoin estará subdividida em 100.000.000 subunidades onde a subunidade será igual a US$0,01 centavo de Dólar de maneira que quem tiver comprando hoje 1 unidade de BItcoin a US 20.000,00 dólares terá daqui alguns anos US$ 1.000.000,00 de dólares e se o dólar desaparecer ele terá um poder de compra em Bitcoins da ordem de 100.000.000 de subunidades e se ele for comprar um produto que custe US$ 1.000,00 ele vai precisar de 100.000 subunidades de Bitcoins?

    Bem se for o que eu estou pensando e se isso se concretizar vou correr para comprar bitcoins pois se ele substituir o dólar e demais moedas fiduciárias,eu ficarei rico de qualquer jeito seja em Dólar ou seja em Bitcoins,correto?

    Se for isto o Bitcoin é deflacionário e prova mais uma vez a tese de Mises de que a moeda controlada pelo Mercado enriquece com a deflação gerada,enquanto a controlada por governos empobrecem com a inflação gerada.Correto?

    Só se o governo proibir as transações em Bitcoins ou lançar criptomoedas ele poderá vence-lá? Ou em último caso coexistir com o Bitcoin?

    Desde já agradeço quem quiser tirar minhas dúvidas.
  • marcela  20/12/2017 23:29
    Quando o bitcoin atingir 21 milhões de unidades passará a ter uma quantidade fixa,e dado que a economia mundial continuará crescendo,um misero bitcoin comprará cada vez mais coisas.Temos então uma moeda que sempre está se valorizando,dessa forma os que entraram primeiro ganharão mais,mas os que entrarão por último também serão beneficiados por uma moeda forte.Quando o mundo estiver dominado pelo bitcoin o sonho ANCAP deixará de ser uma quimera e passará a ser algo factível,afinal explodir os bancos centrais e as receitas federais sempre foram o primeiro e o segundo dos nossos objetivos.
  • Luis  20/12/2017 23:50
    Como se da a precificacao do Bitcoin?
  • Weidmam Jacob  21/12/2017 00:40
    As pessoas estão hipotecando suas casas para comprar bitcoin.
    g1.globo.com/economia/noticia/investidores-estao-hipotecando-casa-para-comprar-bitcoin-nos-eua-diz-associacao.ghtml
    Estão vendendo seus carros e fazendo empréstimos ( contraindo dívida) para aplicarem em moedas digitais. Se isso não é alavancagem então vou ter que voltar para escola.
    Bitcoin tem lastro? Não é o que Emil Oldenburg diz:
    www.jb.com.br/economia/noticias/2017/12/19/nao-tem-futuro-cofundador-da-bitcoincom-vende-todos-seus-bitcoins/

    E por fim, comparar o complexo sistema previdenciário com um esquema ponzi é de uma maldade abissal !

    Só pra não me estender, me digam um esquema de piramide que alguém ganhe sem nunca ter contribuído e entrado na base do esquema?

    Pois é! A seguridade social garante um rendimento para as pessoas com deficiência que nunca contribuiram.
    Temos também o trabalhador rural que é assistido também pela seguridade social e consegue sua aposentadoria pois entende se que sua contribuição incide sobre a comercialização do produto rural e não em folha de pagamento( não existe).






  • Denis   21/12/2017 01:35
    Pra começar, vender carro pra comprar bitcoin não é alavancagem, meu caro. Está se trocando um produto por outro, sem que tenha havido criação de dinheiro (crédito bancário) e criação de dívidas.

    Quanto às pessoas que estariam "hipotecando a casa pra comprar Bitcoin", essa notícia já foi comprovada extremamente exagerada. A fonte dela é um burocrata responsável por regular as Securities americanas. Em um entrevista à rede CNBC, o cidadão afirmou em tom completamente casual, e sem apresentar qualquer evidência, que "pessoas estavam hipotecando casas". Toda a imprensa repercutiu sem qualquer verificação.

    Mas sabe quantas pessoas, confirmadas, já fizeram isso? Uma. Sim, uma.

    www.reddit.com/r/Bitcoin/comments/7g45vl/6_months_ago_a_guy_took_out_a_325000_equity_loan/

    Esse único indivíduo se transformou em "pessoas estão hipotecando suas casas". É assim que surgem as fakenews.

    Mas atenção: não estou negando que isso possa virar rotina daqui pra frente. Estou, isso sim, dizendo que é falso dizer que tal coisa está acontecendo maciçamente hoje. Até agora, apenas uma pessoa fez isso. Dificilmente você pode atribuir o preço do BTC a esta pessoa.
  • Fabio Santos  21/12/2017 01:00
    Eu tenho bitcoins comprados ha uns 6 meses. Na minha opinião esta sim virando uma bolha especulativa. Tem gente hipotecando a casa para comprar bitcoin (vide www.google.com.br/amp/s/www.engadget.com/amp/2017/12/12/bitcoin-mania-mortage-house-investors/). Gente usando cartao de credito para comprar bitcoin. Com os altos custos de transações (para eu liquidar uma parte de minha posição em bitcoins em taxas de transação, transferencia, etc, consumiu quase 1000 reais), altissimos custos de eletricidade para manter a mineração, nao vejo muito futuro nessa moeda. Atualmente so serve para especular, nem como reserva de valor, dada sua extrema volatiliade. Nao liquidei totalmente minha posição porque posso estar errado, mas tambem nao estou aumentando a posição no momento. E ja liquidei todo o principal investido, ficando apenas com os lucros. Vamos ver como sera nos proximos meses.
  • Demolidor  21/12/2017 03:40
    A ideia toda de Bitcoin como "investimento" está errada. Não, caros detratores, a ideia do Bitcoin não é você trocar por real ou dólar com lucro apenas aproveitando a valorização. A ideia é usar criptomoeda como substituto ao dinheiro fiduciário.

    Antes de comprar, pergunte-se: eu acredito que um dia usarei bitcoin cotidianamente? Acredito que é uma forma superior de transferência e reserva de valor em relação ao dólar ou real? Acredito que o bitcoin ainda é útil e retém valor mesmo que seja proibido, todas as exchanges fechem e eu não possa trocá-lo por dinheiro?

    Se a resposta for não, então não compre ou faça short. Se sim, compre o que pode perder (afinal não temos certeza do que ocorrerá, somente vemos as tendências) e segure. Não entre para aproveitar a valorização e fazer trade, pois isso é algo para profissionais. Não compre na subida para vender com prejuízo no primeiro dia em que cai 20%. Não compre pirâmide com rendimento em real. Isso não é bitcoin. Entenda a tecnologia e aprenda a armazenar seu bitcoin com segurança.

  • Paulo Henrique  21/12/2017 19:19
    Bitcoin nunca será usado como dinheiro, assim como ninguém mais usa o primeiro carro hoje, o próprio processo de mercado vai enterrar ele. Isso não significa que quem comprou o primeiro carro não ganhou.
    Sejamos francos e sinceros, o bitcoin falhou como moeda, e até que não solucionem seus problemas, ele apenas está atrasando que outras pessoas usem os substitutos realmente funcionais -- Raiblocks por exemplo não tem mineração, não tem taxas, e a transação é imediata, tem todas as qualidades de uma moeda, coisa que o bitcoin não tem (quem aqui vai comprar um chiclete e esperar horas para cair o pagamento e ainda ter de pagar uma taxa de transação elevada?)

    Sei que é duro admitir isso, como entusiastas do bitcoin, mas, ele cumpriu o seu papel e abriu um mercado novo, algo inédito, inédito mesmo. Coisa que já estava ficando rara no mundo da tecnologia.

    O bitcoin pode sim cair de preço no longo prazo conforme o mercado percebe seus defeitos e as alternativas se mostrem mais viáveis tanto para as casas de compra e venda quanto para os mineradores, e uma menor procura (que já está acontecendo devido as taxas) afetam o preço .

    Sei que todos que apostaram contra o bitcoin até hoje quebraram a cara, só que tudo precisa de um fundamento para justificar, e eu não vejo mais esse fundamento no bitcoin, ele perdeu seu pionerismo que justificava a adoção em massa e foi superado. O mercado tem um atraso de percepção, mas vai perceber isso. Não invistam em bitcoin se sua intenção é ganhar dinheiro no longuíssimo prazo (coisa de 20 anos ou mais)
  • Renegado  22/12/2017 10:44
    Estou apostando na iota também..
  • Demolidor  25/12/2017 12:22
    Paulo Henrique, isso que você diz pode acontecer. Eu não sou particularmente fã de Raiblocks (que ainda precisa mostrar que funciona bem com escala) ou Iota (que também apresenta problemas técnicos), mas o Bitcoin precisa ter seus problemas de escalabilidade sanados rapidamente.

    Ao meu ver, Bitcoin conseguiu se tornar este fenômeno porque foi sempre eficiente e muito útil. Com transações atrasadas e taxas caras, já perde muito de sua eficiência.

    Tecnicamente falando, eu vejo modelos como Waves, Dash e até mesmo Monero como boas alternativas, tanto em POS quanto em POW, com soluções que poderiam ser incorporadas ao core do Bitcoin. Blocos maiores ou flexíveis, validação de transações off e side chain, maior privacidade e remuneração de full nodes me parecem bem sustentáveis a longo prazo.

    As transações gratuitas de Iota e Raiblocks me fazem ter algumas dúvidas quanto às suas potencialidades de longo prazo. No fim das contas, no mínimo, sofrem do mesmo problema do Bitcoin de não remunerar os full nodes, aqueles que mantêm o banco de dados de transações, o que pode levar a centralização e gargalos. Mas como o Bitcoin funciona bem assim, não descarto que possam vir a ser muito úteis.

    Na minha visão, quem for investir em Bitcoin ou outras criptomoedas precisa entender dos fundamentos. Bitcoin é a principal moeda do meio e, embora esteja um tanto defasada tecnologicamente em relação a outras criptos, já há soluções que podem ser adotadas e que a tornariam, novamente, muito eficiente. No fim, é tudo uma aposta especulativa para ver qual (ou quais) será a criptomoeda vencedora. Convém diversificar.

    O que vejo, contudo, é que criptomoedas são uma tendência, muito provavelmente, irreversível.
  • Patriota Libertário  21/12/2017 14:29
    O que é minerar bitcoin,pois comprar e vender basta procurar uma casa de câmbio ou vender algo cotando e precificando em bitcoins,mas minerar bitcoin o que é e como fazer?
  • Renegado  22/12/2017 11:00
    Você pode entender melhor aqui:
    blog.foxbit.com.br/mineracao-de-bitcoin-entenda-como-funciona/
  • anônimo  21/12/2017 22:03
    Aparentemente já existem pessoas nos EUA hipotecando sim casas para comprar bitcoins, parece que mais cedo ou mais tarde, se o FED não segurar suas rédeas e se a moda pegar, o bitcoin pode de fato estourar.
  • Denis  21/12/2017 22:16
    Sim. Um cara fez isso. Um!

    Isso de "existem pessoas nos EUA hipotecando sim casas para comprar bitcoins" é uma notícia fake que já foi comprovada extremamente exagerada. A fonte dela é um burocrata responsável por regular as Securities americanas. Em um entrevista à rede CNBC, o cidadão afirmou em tom completamente casual, e sem apresentar qualquer evidência, que "pessoas estavam hipotecando casas". Toda a imprensa repercutiu sem qualquer verificação.

    Mas sabe quantas pessoas, confirmadas, já fizeram isso? Uma. Sim, uma.

    www.reddit.com/r/Bitcoin/comments/7g45vl/6_months_ago_a_guy_took_out_a_325000_equity_loan/

    Esse único indivíduo se transformou em "pessoas estão hipotecando suas casas". É assim que surgem as fakenews.

    Mas atenção: não estou negando que isso possa virar rotina daqui pra frente. Estou, isso sim, dizendo que é falso dizer que tal coisa está acontecendo maciçamente hoje. Até agora, apenas uma pessoa fez isso.

    Dificilmente você pode atribuir o preço do BTC a esta pessoa.
  • anônimo  22/12/2017 00:19
    Bom, concordo que o atual preço do BTC não deva ser atribuído somente a isso, mas sinceramente não encontrei nenhuma referência que vá contra ou desminta o exposto na entrevista da CNBC, se puder me indicar lhe eu agradeço.

    De qualquer forma eu realmente torço para que a bitcoin não culmine em mais um ativo financeiro especulativo e se valorize como um ativo monetário de fato, muito embora sua contribuição na introdução do conceito de criptomoedas no mundo já tenha feito ela valer a pena.
  • Roberto Celli  22/12/2017 11:40
    A bolha do bitcoin está estourando nesse exato momento. Tá próxima de 50% de queda desde seu pico dias atrás.

    O instituto mises jogou toda sua reputação em conhecimento de economia no lixo com esses artigozinhos fracos sobre bitcoin.
  • Ericsson  22/12/2017 12:02

    Como é que é o negócio aí? Em setembro, 1 Bitcoin custava 12 mil reais. Neste exato momento (três meses depois), está custando 49 mil reais. Ou seja, o preço ainda tem de cair 37 mil reais apenas para voltar para onde estava há três meses.

    Mais: em maio -- sim, no longínquo mês de maio -- quando o Bitcoin chegou a meros R$ 5 mil, foi publicado um artigo recomendando cautela aos novos entrantes.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2692


    Depois disso, todos os artigos publicados sobre o assunto ressaltavam que uma correção era inevitável. Este aqui, de 11 de dezembro, já falava explicitamente isso.

    "Com efeito, todos os modelos financeiros sugerem que uma correção de preços é necessária".

    Já este aqui ia ainda mais longe:
    "Muitos dos que entraram recentemente na onda do Bitcoin provavelmente estejam apenas em busca de ganhos de curtíssimo prazo e, consequentemente, irão desfazer suas posições quando o preço do Bitcoin se estabilizar ou mesmo cair (isso já ocorreu em várias ocasiões no passado e certamente vai ocorrer de novo).
    Entretanto, esse é um problema meramente secundário para a viabilidade de longo prazo desta criptomoeda.
    Depois desta eventual correção, permanecerão aqueles que almejam o longo prazo."

    Ainda mais importante: nenhum dos artigos recomendou a compra recente de Bitcoin (e nem muito menos aos valores atuais). Aponte um único que tenha feito isso, por favor. Caso contrário, você é só um caluniador barato.


    Ah, sim: estaria você dizendo aqui, em público e para todos, que o Bitcoin acabou? Se sim, diga isso em alto e bom som.

    Agora, se não é isso que você está dizendo, então seu comentário aqui foi completamente sem sentido, pois está ocorrendo exatamente aquilo que os artigos previram: correção de preços.
  • Régis  22/12/2017 12:04
    Opa, o preço tá caindo? Finalmente! Quando voltar a R$ 15 mil compro de novo (entrei a R$ 3 mil).

    Divirto-me com o tanto de desinformado que, a cada queda no preço (fenômeno totalmente inevitável e inerente a qualquer ativo), vem a público dizer que "acabou o bitcoin!"

    Essse pessoal se surpreenderia se descobrisse que, em julho desse ano, o Bitcoin se desvalorizou 50% e vários também prognosticaram seu fim. De lá pra cá, ele simplesmente foi de U$ 3 mil para US$ 18 mil.

    É sempre divertido ver o desespero de quem fala contra aquilo que não entende.


    P.S.: queda de 50% você disse? Neste exato momento está em R$ 49 mil. Para que sua conta esteja certa, o valor ápice teria de ser R$ 98 mil. Ora, mas ele nunca chegou a isso. O máximo que me lembro foi R$ 65 mil. Aprenda matemática básica.
  • Diego  22/12/2017 12:35
    Ah, nem... Fui conferir todo cheio de esperança achando que o preço já tinha voltado para patamares aceitáveis pra eu poder voltar a comprar... Decepção. Ainda tá 29 mil reais acima do meu preço de corte. Só volta a comprar quando desabar pra 20 mil.

    Vou ter que esperar bem mais.
  • Guilherme  22/12/2017 12:38
    É sério que esse cara escreveu isso?! Um ativo sofre uma queda de preço em um dia (e segue custando "míseros" 14 mil dólares) e o cara vem dizer que ele acabou?!

    E eu achando que já tinha visto de tudo...
  • Demolidor  22/12/2017 15:30
    Você tem razão. A desvalorização do bitcoin já é próxima daquela do real frente ao dólar de 2014 para 2015.

    Eu esperava por 2000%, mas vamos ter que nos contentar com pouco mais de 1000% em 2017.
  • Marty  22/12/2017 17:25
    Pô, eu fiquei todo animado quando começou a cair. Pensei: "Já tava na hora!". Esperava que o preço voltasse ao patamar de setembro (3.500 dólares), que foi a última vez que eu comprei.

    Aí caiu, caiu, caiu e.... voltou ao patamar do início deste mês! Ou seja, o negócio desabou, mas simplesmente voltou ao valor de 20 dias atrás! (E nas últimas horas já voltou a subir mais de 1.000 dólares.)

    E o gênio ali em cima disse que o Bitcoin acabou! Custando 13.000 dólares!

    É cada ignorante arrogante que despenca por aqui...
  • Fabrício  22/12/2017 17:37
    De fato o cidadão acima se precipitou (e caluniou também, o que é lamentável). Em outras eras o Bitcoin já caiu de U$S 100 para US$ 2, e de US$ 1.000 para US$ 120. Na época, todos falaram o mesmo: "acabou!".

    Quanto mais os críticos xingam e espumam mais o Bitcoin cresce.

    Aliás só para colocar as coisas em perspectiva, ele começou este mês de dezembro valendo US$ 10.000. No momento, após toda essa queda, vale US$ 13.000, o que significa que ele acumula uma valorização de 30% em dólares.

    Se uma valorização de 30% em 20 dias significa que algo "acabou", então não quero nem ver o que seria "bombar".

    P.S.: só volto a comprar quando cair para US$ 5.000, que é o preço que espero. Quando isso ocorrer, imagine qual será a reação do Roberto Celli?
  • Adriano  27/12/2017 15:09
    Pelo menos já sabemos como será a crise de 2029!
  • Emerson Luis  31/12/2017 23:47

    De qualquer forma, é claro que alguém investir em algo que não conhece, comprando e vendendo por impulso e sem compreender como funciona e o que está acontecendo, é uma receita certa para sofrer prejuízos. Seja qual for esse "algo".

    * * *
  • Yuri Silva Herdt  08/02/2018 20:13
    Venho querendo investir em criptomoedas. Entendo que elas estabilizaram após as ultimas noticias negativas que fizeram elas perderem valor de mercado e o entendimento intrínseco do valor real de uma criptomoeda é muito importante para que eu faça esse investimento.

    Embora o artigo sugeriu u mm valor bem volátil para o bitcoin baseado em confiança de crescimento e em liquidez, ainda me sinto inseguro acerca da questão pois essa liquidez está sendo questionada em diversas situações pelo fato de haver uma variação muito rápida em seu valor.

    Alguem chegou a comentar aqui que o maior valor seria na verdade o fato de ser uma moeda sem um governo ou instituição controlando que facilitaria a não haver taxas abusivas. Contudo este valor não deveria ser o mais relevante? Não entendi porque o artigo não abordou tal questão. Seria ela tão irrelevante assim afim de que taxas e controles de um governo limitaram tanto suas moedas?

    Que taxas e controles de um governo atrapalharam tanto suas moedas a ponto fds o mundo todo precisar de uma moeda descentralizada?

    Seria excelente ver um artigo sobre isso no misses.


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