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Os dez pontos que realmente interessam sobre o Bitcoin
Em meio ao recente frenesi, uma pausa para considerar o significado de tudo

Após o Bitcoin ter ultrapassado o marco dos US$ 15.000 [neste exato momento, um Bitcoin vale R$ 55.000], a mídia financeira convencional finalmente começou a se dar conta de que esse negócio realmente é importante.

Os veículos estão alvoroçados e atabalhoados, tentando entender o significado de tudo isso. Alguns reforçaram a aposta na velha tese de que tudo não passa de um embuste; outros apenas desprezam o fenômeno dizendo que ele nada mais é do que uma bolha (com efeito, todos os modelos financeiros sugerem que uma correção de preços é necessária). Alguns medalhões, como Joseph Stiglitz, já exigiram que o Bitcoin seja banido, como se fosse possível banir um protocolo matemático.

As confusões abundam. Tendo acompanhado o desenvolvimento desta tecnologia desde 2010, eis os dez pontos que considero mais importantes sobre o Bitcoin e todo o setor de criptoativos.

1. Não foi inventado pelo governo

Desde a antiguidade, alega-se que o dinheiro pertence à esfera do governo, o qual não só deve salvaguardar a moeda, como também deve criá-la, impingi-la sobre todos e gerenciá-la.

Sempre se acreditou que o dinheiro foi criado pelo estado. Com efeito, no final do século XIX, toda uma escola de pensamento econômico foi criada em torno dessa ideia: a Teoria Estatal da Moeda. Este tratado escrito por Georg Friedrich Knapp surgiu em 1905 (com tradução para o inglês em 1924) e ajudou a fortalecer a noção de que todo o dinheiro de um país (à época, o ouro) não só pertence ao âmbito do governo, como também deve ser colocado sob o estrito controle de um Banco Central.

Mas Carl Menger já havia explicado que não era assim. A moeda boa sempre surgiu das transações livres feitas pelos indivíduos e do empreendedorismo. Foi isso o que ocorreu ao longo da história humana. Foi só depois que os governos se apossaram delas, efetivamente as estatizando.

E o Bitcoin mostra que Menger estava certo e que os defensores da teoria estatal da moeda estavam errados.

2. Não foi inventado pela academia

O protocolo do Bitcoin foi criado por um programador anônimo, o qual o enviou para uma pequena lista de email. Dali, o protocolo se difundiu.

Os economistas acadêmicos — para não mencionar os cientistas políticos e os sociólogos — ficaram totalmente de fora do arranjo.

Isso é fascinante porque a hierarquia intelectual convencional sempre coloca a academia no topo e todo o resto do populacho abaixo. Diz-se que os diplomados e Ph.Ds determinam o curso da história e, como consequência, todo o resto da humanidade se beneficia disso — como se as idéias seguissem uma estrutura de produção pré-determinada, de cima para baixo.

A falácia dessa teoria foi explicitada pelo surgimento do capitalismo, quando os praticantes, e não os teóricos, começaram a implantar todas as boas idéias. E então o contra-ataque intelectual veio no século XX: os especialistas — keynesianos, fascistas, socialistas, comunistas e nazistas — é que deveriam gerenciar a sociedade. Deu no que deu.

Hoje, de novo, estamos (re)descobrindo esse antigo fenômeno, o qual continua fascinante: as melhores idéias vêm daqueles que fazem o trabalho prático.

3. Nem tudo é sobre o Bitcoin

De certa forma, os astronômicos retornos trazidos pela criptomoeda acabam distraindo e desviando a atenção da real genialidade tecnológica que está na base da criação: o livro-contábil — ou livro de registros — chamado Blockchain.

Todas as transações feitas no mundo inteiro com a moeda estão registradas ali. Toda vez que uma transação é feita, um novo código é gerado e adicionado ao código preexistente do Bitcoin, tornando impossível sua falsificação. Para um hacker roubar um bitcoin, ele precisaria hackear todos os computadores da rede ao mesmo tempo.

Essa tecnologia gerou um setor financeiro tão grande quanto o próprio Bitcoin, com milhares de aplicações, incluindo todas as formas de contrato. O Blockchain pode até mesmo levar a reviravolta na relação entre o indivíduo e o estado.

O detalhe mais importante a ser entendido sobre a tecnologia é este: trata-se da melhor maneira até hoje já inventada para documentar e impingir reivindicações de títulos de propriedade. Em outras palavras, trata-se de uma tecnologia de registros de títulos de propriedade que conta com um livro-contábil praticamente imutável — uma vez efetuado o registro, é computacionalmente impraticável revertê-lo.

Se você não entende o significado dessa afirmação, lamento, mas você não entende o valor dessa tecnologia.

4. As velhas regulamentações não funcionarão

Essa tecnologia é completamente nova, ao passo que todo o atual aparato financeiro e regulatório depende de uma tecnologia mais antiga, a qual deve ser manuseada impositivamente para funcionar de uma determinada maneira. Apenas alterar as regulações vigentes para adaptá-las a essa nova tecnologia é algo que simplesmente não tem como funcionar. Irá apenas criar bagunça e confusão, desacelerando o progresso, mas jamais o impedindo.

Burocracias estabelecidas e grupos de interesse contrários a essa tecnologia irão brigar e espernear, mas nada pode deter essa revolução, a qual é digital e sem fronteiras, o que a torna impossível de ser controlada.

Ademais, regulações, por si sós, não têm poder para reverter tendências. Você realmente acredita que se o governo houvesse banido, por exemplo, a eletricidade, o motor de combustão interna, os computadores e os aviões, tais invenções teriam sido interrompidas e jamais existiriam? Governos são apenas um aborrecimento; nunca são os autores da história.

5. O dinheiro será concorrencial

Várias pessoas vêem os atuais acontecimentos como uma batalha entre o dólar e o Bitcoin. Isso é extremamente simplista e reducionista. A verdadeira batalha é entre o dinheiro estatal monopolizado pelo governo e um recém-criado sistema concorrencial. Essa concorrência se dá entre criptomoedas e criptoativos.

As pessoas querem saber quem será o vencedor. Mas isso também é um pensamento típico do mundo velho. O processo concorrencial nunca irá acabar. Eventuais vitórias serão temporárias, e um novo desafiante surgirá e ganhará os holofotes. Este é um novo mundo. Nenhuma pessoa viva sabe como ocorrerá tudo isso, pois a moeda estatal sempre foi protegida pelo estado das pressões de mercado. Especificamente os americanos terão de se acostumar a um mundo em que o dólar não mais será rei.

6. O sistema bancário e o crédito irão mudar

Toda a instituição do Banco Central se baseia na ideia de um monopólio monetário, o qual, por consequência, permite o total controle sobre a macroeconomia.

Já a criptomoeda não precisa se tornar o mais usado dos ativos para destruir toda essa presunção. Tudo o que ela precisa fazer é apenas destruir o monopólio. E, com um valor de mercado de meio trilhão de dólares, isso pode até já ter acontecido.

Ademais, o sistema de redes distribuídas unificou a moeda e os sistemas de pagamento, abolindo a necessidade de haver atravessadores (sistema bancário). Consequentemente, sistemas antiquados de processamento e compensação de transações financeiras (bancos e Banco Central) irão se tornar obsoletos, assim como a atual maneira como se concede crédito. Novos entrantes estão surgindo diariamente.

7. Os desbancarizados também têm direitos

Estima-se que o número de pessoas que não possuem conta em banco — os desbancarizados — seja de dois bilhões. Mas tal número certamente está subestimado. Pense em todo o mundo subdesenvolvido e em desenvolvimento, mas não se limite a isso.

Onde vivo (Atlanta, EUA), os desbancarizados estão por todos os cantos, e eles são desbancarizados por uma variedade de razões. Alguns temem intrusões em sua privacidade. Outros possuem estilos de vida e fontes de renda que não são enquadrados como convencionais. Alguns têm profissões atípicas e intermitentes. E outros são jovens demais. Talvez seja uma tradição familiar. Ou então eles temem ser capturados pelo sistema. E isso tudo em uma cidade grande no país mais rico do mundo. Já em países mais pobres, os pobres não têm conta em banco simplesmente por serem considerados não-qualificados pelo próprio sistema bancário.

Qualquer que seja o motivo da desbancarização, é inquestionável que tais pessoas ainda assim têm direitos econômicos, e a tecnologia Blockchain lhes dá uma opção. Pela primeira vez na história, essas pessoas podem transacionar digitalmente sem depender do sistema bancário.

Estas são as pessoas que irão estimular o empreendedorismo neste setor.

8. Ninguém estará no comando

A tecnologia Blockchain não possui um ponto único de falha. Também não possui uma capacidade de controle abrangente e universal. Embora os intermediadores financeiros não sejam completamente removidos do arranjo, eles não são essenciais. Os sistemas do passado, regulados pelo governo, se degeneraram em cartéis (como sempre ocorre); os sistemas do futuro serão cada vez mais descentralizados, com uma contínua e irreversível desintermediação.

Qualquer um que almeje o controle total irá diariamente vivenciar ilusões despedaçadas. Isso vale tanto para grandes conglomerados financeiros quanto para governos. O fundamento lógico das políticas tradicionais está arraigado na presunção de que uma visão única deve ser imposta sobre todos. Já o futuro descentralizado estará arraigado na realidade de que haverá disrupturas contínuas. Nenhuma ideologia pode parar isso.

9. É um modelo para tudo

O Bitcoin não diz respeito apenas ao Bitcoin. É algo muito maior. Acima de tudo, é sobre a liberdade humana. Seres humanos não foram feitos para viver enjaulados em arranjos construídos artificialmente por governos, utilizando apenas os meios de troca e os sistemas permitidos pelo governo. O objetivo da vida humana sempre foi o de encontrar um caminho para a liberdade.

Governos e seus lacaios sempre escarneceram e tripudiaram de toda esta revolução, desde 2009 até hoje. Não há como um pássaro fugir, disseram eles.

Agora já é tarde demais.

10. Ninguém sabe o futuro

Ninguém poderia ter antecipado que isso ocorreria. Ninguém é capaz de saber exatamente o que irá ocorrer mais à frente. O futuro será na base da contribuição colaborativa.

Este aparente caos irá se encaminhar espontaneamente para a ordem harmoniosa, maciçamente aprimorando a vida na terra.

Exatamente como tem de ser.

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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • FL  11/12/2017 15:14
    O problema do bitcoin, hoje, é que virou um mero ativo especulativo.

    Quase ninguém está comprando para utilizá-lo para o seu princípio ideal, que é como forma de pagamento para substituir o papel moeda. Isso tem gerado uma volatilidade absurda, ao ponto de empresas que aceitam bitcoins estarem suspendendo este método de pagamento até que haja um mínimo de estabilidade.


    www.businessinsider.com/valve-owned-steam-has-stopped-accepting-bitcoin-2017-12


  • Fausto Nilo  11/12/2017 15:19
    Isso é imaterial. O que realmente deve ser celebrada é a tecnologia Blockchain. Tudo o mais é secundário. O Bitcoin é excelente e eu acho que veio para ficar. Mas mesmo ele empalidece perante a maravilha que é o Blockchain.
  • Gabriel  11/12/2017 15:22
    A tecnologia blockchain pode ser usada para armazenar documentos como registros de nascimento e de óbito? Isso tornaria os cartórios (ainda mais) irrelevantes.

    Outra coisa: o blockchain permite que o cidadão tenha a "propriedade genuína" sobre esses registros, de modo a não haver riscos de fraude? Tais documentos, assim como nossos registros médicos, são íntimos e pessoas e não deveriam ser acessados sem nossa permissão.
  • Tasso  11/12/2017 15:30
    Sim para tudo. Você será o guardião da sua informação. Alias, isso ja existe e está se materializando neste exato momento.

    Para históricos médicos já existe uma coisa chamada medibloc: medibloc.org

    Aliás, já dá até para monetizar seus dados de busca para ganhar com publicidade, fornecendo exatamente a quantidade de informações que você deseja. Um bom exemplo disso é o
    basicattentiontoken.org/

    O futuro é promissor, meus caros. Por isso sugiro estudarem bastante esse assunto, pois é para ali que estamos indo.
  • Marko  12/12/2017 11:38
    Gabriel

    Pensei exatamente a mesma coisa quando ouvi falar em blockchain pela primeira vez. Cartórios só existem para atrasar e arrecadar grana né, seria um salto gigantesco em eficiência e economia de custos se substituíssem todos eles pelo blockchain!
  • Daniel Andrade  13/12/2017 11:38
    Isso já está em teste.
    www.reuters.com/article/us-sweden-blockchain/sweden-tests-blockchain-technology-for-land-registry-idUSKCN0Z22KV
  • Pobre Paulista  11/12/2017 15:24

    A meu ver, os entusiastas do bitcoin é que estão exagerando. O BTC não tem características de moeda, e sim de commodity. E é basicamente por isso que virou um ativo meramente especulativo, no momento atual.

    Moeda serve para dar preços. E não dá para precificar nada em algo que muda de valor a cada minuto e cuja transação leva vários minutos (ou até várias horas) para ser efetivada. Moeda tem liquidez instantânea, BTC não tem.

    Então nada mais natural que estejam especulando com Bitcoin.
  • Fausto Nilo  11/12/2017 15:35
    Mas de fato não é moeda (ainda). É apenas um ativo que pode ser usado tanto para especulação (como absolutamente todos os outros ativos, inclusive moedas estatais) quanto para se proteger da sanha estatal.

    E, de novo, isso é (muito) menos importante que a tecnologia Blockchain, que é o que realmente interessa (e para a qual pouquíssimos dão importância).
  • FL  11/12/2017 16:55
    Caros Fausto, Tasso, Gabriel e Pobre Paulista, concordo com absolutamente tudo, especialmente sobre a tecnologia do blockchain.

    Meu ponto é que simplesmente não é essa a ideia original do bitcoin. Ele não foi criado para ser uma commodity. A revolução proposta pelo BTC foi de mudar como o dinheiro é usado como método de pagamento, basicamente excluindo governos e bancos da jogada. Ao classificarmos o BTC como uma commodity, estamos caminhando para uma espécie de escambo: ao invés de trocar 2 cabeças de gado por 100kg de arroz, estou trocando um ativo virtual altamente volátil por qualquer outra coisa (hoje, apenas dinheiro).

    O problema é que isso, pelo caminhar da carruagem, pode acabar com toda a ideia do projeto inicial. Sendo uma commodity, e sendo altamente especulativa, perde-se a credibilidade. Pior, perde-se o uso prático. Uma tonelada de trigo pode perder valor, mas ainda consegue ser trocada e aceita comercialmente. Se o BTC não consegue ser aceito comercialmente, qual valor ele tem?


    Isso está no próprio projeto inicial do Satoshi Nakamoto:

    bitcoin.org/bitcoin.pdf

    "A purely peer-to-peer version of electronic cash would allow online payments to be sent directly from one party to another without going through a financial institution. "


    É uma boa discussão, gostaria de ler mais opiniões.
  • Kalil  11/12/2017 17:03
    A privacidade financeira nunca foi o real objetivo do criador original. O objetivo era apenas provar que um sistema monetário descentralizado era possível. E isso foi 100% alcançado.

    O que será feito de agora em diante vai depender de nós. O fato de o Bitcoin estar tendo uma valorização explosiva não é um defeito, mas sim uma virtude. Agora, se o povo quer usar para especular e não para transacionar, nada pode ser feito quanto a isso.

    Aliás, o mesmo "problema" ocorre com o franco suíço: todo o mundo corre para ele em épocas de turbulência para se proteger (pois a moeda é vista como um porto-seguro), e não para usá-lo como meio de pagamento. Consequentemente, temos aí o mesmo "problema": quem corre para o franco suíço para se proteger não está usando o franco como uma moeda -- mesmo porque o franco não é usado como moeda corrente fora da Suíça --, mas sim como um ativo especulativo.

    Qual a diferença?
  • FL  11/12/2017 17:19
    Caro Kalil, em algum momento o franco suíço teve uma variação na sua cotação de 1000% num curtíssimo período de tempo? Em algum momento ele deixou de ser aceito como moeda transacional? Meu ponto é apenas esse (e nisso concordo plenamente com você, se as pessoas querem usar para especular, nada pode ser feito): pelo modo como o BTC está sendo utilizado, a credibilidade - que é o que mantém o franco suíço - vai pro espaço, o valor derrete e as diversas possibilidades de uso se perdem. Hoje não há uso algum para o BTC a não ser o especulativo - com as suas variações atuais, ele sequer serve para proteção de turbulências econômicas.
  • Marcio  11/12/2017 23:44
    Não, em nenhum momento o franco suiço variou tanto. Entretanto, o franco suiço não é um novo tipo de dinheiro ou commodity completamentamente diferente de tudo o que já se viu .
    Suponho que o franco suiço quando foi criado era lastreado ao ouro ou a prata, que passaram por toda uma evolução até se tornarem moeda. A estatização da moeda burlou todas as etapas que o dinheiro precisaria passar.
    O Bitcoin surgiu a 8 anos atrás e sua valorização de 1000% não o fez deixar de ser moeda transacional, pois note que ele nunca foi moeda transacional. Hoje o Bitcoin é muito usada para especulação, sim. Quando não foi? Ele hoje varia muito? Ontem também.
    O número de transações comerciais processadas pele rede é maior do que foi no passado, não é a maioria claro, mas também nunca foi. Essa e a grande diferença entre o franco suiço e o BTC.
    Se pudessemos rever o surgimento do ouro como moeda provavelmente veríamos um comportamento semelhante, mas temos essa criptomoeda e podemos supor que o fato dela passar de 0 a 40.000 reais, ter uma volatilidade tão alta, parecer mais com uma commodity do que com moeda, devam ser caracteristicas aceitáveis para um possível novo dinheiro que surge das forças do mercado e precisa da aprovação deste.
  • Andre Cavalcante  11/12/2017 21:43
    FL, o dinheiro não nasce apenas por obra e graça dos governos. Na verdade, o dinheiro de verdade não é nada mais que o bem (commodity) mais líquido de uma economia.

    Então, o fato de o bitcoin ser usado hoje como um ativo, como uma commodity para reserva de valor ou especulação é, na verdade o nascimento do futuro dinheiro baseado na blockchain.

  • IRCR  11/12/2017 18:58
    Criptos só vão ser usadas como precificação (unidade de conta), quando se tornarem o bem mais liquido da economia. O que não é uma tarefa muito simples e rápida de acontecer.

    Falando em especifico de Bitcoin, O Bitcoin é o ouro digital, está cada vez mais se tornando uma reserva da valor. Da mesma maneira que o ouro é.
  • IRCR  11/12/2017 18:53
    Steam parou de aceitar Bitcoin muito mais por causa das altas taxas de transferencia. O sujeito vai comprar um jogo de 5 dolares e paga mais 5, 10, 20 dolares de taxa. E que pode demorar algumas horas para validar a transação. Ainda mais se a rede estiver sobrecarregada.

    Agora a Steam va aceitar Litecoin, que apesar de ser tão volatil quanto o Bitcoin tem taxas bem mais baratas de transferencia e é mais rapida.
  • Bruno  12/12/2017 10:41
    O homem está perdido, vendo a atenção do ouro ser diluída pelo bitcoin kkkk

  • Capital Imoral  11/12/2017 15:23
    Bitcoin e o egoismo humano

    Talvez todos nós já devemos ter lembrado em algum momento na nossa vida do homem pequeno burgues, rentista, de terno e gravata, fumando charuto igual uma chaminé. Sempre assistíamos a essa cena nos desenhos animados e nas novelas. Durante minha juventude, absolutamente ninguém, tinha admiração por esse homem. Por quê? víamos essa pessoa como um vagabundo, um preguiçoso, um rentista que é totalmente oposto do homem trabalhador que carrega cimento nas costas. Tínhamos clareza moral sobre o que era o trabalhador e o que era a burguesia. Mas parece que tudo se inverteu, hoje, temos jovens que tem orgulho de ficar segurando o Bitcoin na carteira, lucrando com a especulação alheia. Neste artigo irei tecer comentários sobre isso.

    Se você pensa que é sobre Bitcoin que irei falar, você esta muito enganado. O que vou falar é sobre a coisa mais velha que já passou pelo mundo, mas que sempre volta com uma nova roupagem: Trata-se da mesquinharia e egoismo humano. Antes de falar sobre os Hodlers [1]; eu gostaria que você tivesse em mente um velho ranzinza que guarda dinheiro debaixo do colchão, imagine que a família deste velho está passando fome e realmente precisa do dinheiro dele para se alimentar, mas logo o velho afirma: "Eu preciso guardar dinheiro para que no futuro eu fique mais rico." Se você é um ser humano normal, provavelmente, você iria achar isso uma absurdo, não é mesmo? É exatamente isso que os Hodlers fazem com o Bitcoin: são pessoas que se apegaram a moeda virtual e não querem gastar de jeito nenhum. Eles partem da premissa que a moeda irá se valorizar nos próximos anos e, egoisticamente, se recusam a vender para outras pessoas ou até mesmo gastar com itens básicos como vestimenta e comida.

    Estão matando o conceito de vivencia comunitária
    A grande importância da teoria Keynesiana esta na afirmação de que devemos ter uma visão social antes de pensarmos no individuo. Por isso à teoria Keynesiana sempre teve muita aceitação nas politicas públicas; sim é necessário fazer um pouquinho de sacrifico para que ocorra o bem comum, e isso só poderia ocorrer se houvesse antes um estimulo para o consumo, em vez de guardar egoisticamente. Pensávamos antes no trabalhador braçal do que no intelectual do mercado financeiro. Todo homem se sacrificava sorrindo pelo próximo. Em outras palavras, isso significa que o Banco Central imprimia dinheiro para financiar politica públicas e isso criava um estimulo social para que as pessoas pudessem gastar o dinheiro sem uso. Pois o dinheiro gasto irá para o ser humano de carne e osso, como o padeiro, o açougueiro, o professor, etc. Esse dinheiro girava à economia e todo mundo ficava feliz. Só que alguns vagabundos que ficam o dia inteiro na frente do computador acompanhando gráficos, decidiram que isso não era algo bom para o capital financeiro, ou seja, banqueiros e financistas que nunca colocaram a mão na massa começaram um processo gradual de transformar o indivíduo comum em um financista do mercado financeiro. Isso acaba completamente com o giro da economia visando o social; o dinheiro que estava indo para o padeiro, deixou de ser recebido, e agora esta nas mãos de qualquer moleque espinhento e descascador de banana. Em resumo colocaram nas mãos do um moleque uma decisão que atinge diretamente à sociedade.

    É inadmissível que as pessoas sejam tão egoístas como estão sendo agora com essa onda do Bitcoin. Mas isso não é novidade, Há muito tempo que a cultura do capitalismo vem destruindo às pequenas comunidades sociais de consumo. Temos um exemplo claro sobre isso na bolha da internet e nas diversas bolhas que ocorreram na bolsa de valores. O que ocorria de fato é que as pessoas buscavam como porcos famintos o lucro somente pra elas.

    É como se cada investidor estivesse pisando um em cima do outro, e que se ferre os menores. Essa é a cultura do Capitalismo Selvagem. Durante a história do Capitalismo, o Governo sempre teve que intervir no mercado para acabar com esse instinto selvagem e desumano. Ou você vai negar que esta ocorrendo exatamente isso com o Bitcoin?

    Em uma sociedade socialista não iria haver essas loucuras sociais: Todo mundo iria trabalhar duro e se ajudar. Quem fosse pego fazendo atos de egoismo seria rigorosamente castigado. As teorias Keynesianas é apenas uma maneira de remediar o egoismo do sistema financeiro que sempre busca guardar tudo pra si.

    Ninguém deveria ser premiado por ter acesso à informação
    Aquela velha imagem do porco capitalista lucrando sem fazer absolutamente nada nos vem a mente diante do sistema financeiro que está surgindo. Só que ao invés de um velho que odiava a si próprio por causa disso, temos agora, jovens de 14 anos que tem orgulho de guardar dinheiro debaixo do colchão virtual. Esses jovens perderam a percepção de que o trabalhador comum carrega mais valor do que um metido, boca mole, de terno e gravata. Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network". Porque informação não se come, meu amigo. Ninguém mora em cima da informação. Somente em uma sociedade socialista tal realidade, amável ao trabalhador real, seria possível. Mas vamos continuar nos iludindo com esse sistema financeiro podre que somente privilegia pessoas bem informadas e ignora totalmente os trabalhadores braçais. O erro da atual geração consiste, principalmente, em querer ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar. São vagabundos que ficam se escondendo atrás de um notebook com uma carinha de intelectual. Vocês não são nada! Vocês não são ninguém!

    Tomará que a ganancia de vocês seja tão grande, mas tão grande, que vocês percam absolutamente tudo.

    [1] www.urbandictionary.com/define.php?term=hodl

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Autonomo  11/12/2017 15:46
    Cala boca seu asno. Você bate todos os recordes de asneiras. Já pensou em ir pra Venezuela? Vai logo, e para de encher o saco de todo mundo aqui.
  • charles  11/12/2017 16:09
    Da até preguiça de responder!
  • Douglas Martins  11/12/2017 16:15
    1º) Estude crase.

    2º) Seu texto é cheio de achismos e de espantalhos.
    ...eu gostaria que você tivesse em mente um velho ranzinza que guarda dinheiro debaixo do colchão, imagine que a família deste velho está passando fome e realmente precisa do dinheiro dele para se alimentar, mas logo o velho afirma: "Eu preciso guardar dinheiro para que no futuro eu fique mais rico."
    Primeiro espantalho. Segurar dinheiro significa austeridade, mas ninguém segura dinheiro quando sua família está passando fome. Isso é achismo tirado diretamente do meio de suas nádegas.

    A grande importância da teoria Keynesiana esta na afirmação de que devemos ter uma visão social antes de pensarmos no individuo. Por isso à teoria Keynesiana sempre teve muita aceitação nas politicas públicas; sim é necessário fazer um pouquinho de sacrifico para que ocorra o bem comum, e isso só poderia ocorrer se houvesse antes um estimulo para o consumo, em vez de guardar egoisticamente.
    Devemos vírgula. Deva você se quiser, ninguém é obrigado a nada. Querer moldar as atitudes dos indivíduos é uma atitude totalitária.

    Em outras palavras, isso significa que o Banco Central imprimia dinheiro para financiar politica públicas e isso criava um estimulo social para que as pessoas pudessem gastar o dinheiro sem uso.
    Estímulo é um bom eufemismo para compulsoriedade. Quem escolhesse não gastar estaria perdendo dinheiro pois o BC está desvalorizando a moeda e criando inflação. Não há valor sendo gerado, é artificial. Picaretagem estatal.

    Só que alguns vagabundos que ficam o dia inteiro na frente do computador acompanhando gráficos, decidiram que isso não era algo bom para o capital financeiro, ou seja, banqueiros e financistas que nunca colocaram a mão na massa
    Espantalho feat. ad hominem e dados tirados da bunda.

    É inadmissível que as pessoas sejam tão egoístas como estão sendo agora com essa onda do Bitcoin. Mas isso não é novidade, Há muito tempo que a cultura do capitalismo vem destruindo às pequenas comunidades sociais de consumo.
    Inadmissível segundo quem? Por quais padrões? Inadmissível pra você? O livre mercado destrói apenas tentativas de controle sobre dinheiro que não é seu. Se as "comunidades sociais de consumo" não conseguem sobreviver sem tirar dinheiro dos outros, é porque não são nem muito comunitárias, nem muito sociais e principalmente não muito de consumo. Antes do consumo, vem a produção.

    É como se cada investidor estivesse pisando um em cima do outro, e que se ferre os menores. Essa é a cultura do Capitalismo Selvagem. Durante a história do Capitalismo, o Governo sempre teve que intervir no mercado para acabar com esse instinto selvagem e desumano. Ou você vai negar que esta ocorrendo exatamente isso com o Bitcoin?
    Os maiores monopólios e corporativismos da história são fruto do governo. O Bitcoin possui a vantagem de ser imune a controle estatal, então todos possuem a mesma chance de competitividade. E é graças ao instinto de competitividade que o mercado se auto-regula.

    Em uma sociedade socialista não iria haver essas loucuras sociais: Todo mundo iria trabalhar duro e se ajudar. Quem fosse pego fazendo atos de egoismo seria rigorosamente castigado. As teorias Keynesianas é apenas uma maneira de remediar o egoismo do sistema financeiro que sempre busca guardar tudo pra si.
    Esse trecho me fez pensar se não era alguém apenas querendo trollar mesmo. O socialismo até hoje resultou em fome, distribuição de pobreza e o saqueamento do povo por uma elite governamental. O objetivo do socialismo é sugar dinheiro do povo até quebrar o país e esse objetivo foi alcançado com sucesso em todas as suas experiências.

    Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network".
    O Valor é subjetivo. A teoria do valor-trabalho já foi refutada há muitos anos, o que você escreveu não faz sentido algum.
    Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network".

    Somente em uma sociedade socialista tal realidade, amável ao trabalhador real, seria possível.
    Falácia do escocês de verdade. As amáveis sociedades socialistas demonstraram seu amor aos trabalhadores matando eles e suas famílias de fome.

    O erro da atual geração consiste, principalmente, em querer ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar. São vagabundos que ficam se escondendo atrás de um notebook com uma carinha de intelectual. Vocês não são nada! Vocês não são ninguém!
    Pela primeira vez, concordo. Você descreveu perfeitamente a geração atual: esquerdistas. Querem ganhar dinheiro fácil sem trabalhar (como você defendeu no texto inteiro), são vagabundos que se escondem no notebook com carinha de intelectual (seu texto, novamente) e não são nada, assim como você. Não são ninguém. E agora que vão perder a mamata, estão esperneando muito.

    Abraços.
  • AGB  11/12/2017 19:04
    Sugiro que traduza "true scotsman" por escocês autêntico.
  • Francisco Amado  12/12/2017 10:22
    O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.
    Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria.
    Winston Churchill

    Isso resume esse texto. Pare de pensar com a cabeça dos outros FRACASSADO!
  • Marko  12/12/2017 12:41
    Vc é socialista é... ?!?! hum !
  • Nordestino Arretado  12/12/2017 13:37
    O pessoal perde mesmo a cabeça com o capital imoral, será que vcs ainda não perceberam que se trata de um troll? kkkkkkk A parte do moleque espinhento descascador de banana foi o máximo, só faltou ser jogador de pokemón Go! kkkkk
  • Giuseppe  11/12/2017 15:29
    O próprio conceito de Clearing House tornar-se-á obsoleto. Estamos nos livrando, finalmente, desse câncer.

    Carga ideológica a parte, o artigo é muito bom. Parabéns.
  • Dam Herzog  11/12/2017 15:57
    Quando achavamos que não havia esperança de uma falência do socialismo e no país onde êle foi mais rigidamente aplicado (URSS), eis que em 1989 esse regime criminoso desmoronou se como uma fruta podre que cai de uma arvore. Assim tambem alguêm anónimo não pertencente ao governo 'bolou' o dinheiro da liberdade, livre da influencia de qualquer cartel de bancos ou instituição do governo elevando a liberdade a patamares jamais vistos e livre das desvalorizações da moeda estatal. Quem compra uma fração do Bitcoin sabe que esta livre das intervenções dos politicos que manipulam a moeda e a taxa de juros provocando os ciclos economicos, seguidos das depressões que afeta dolorosamente a vida das pesssoas realmente dilapidando seus ativos e destruindo a sua poupaça unica fonte de criação de riqueza. Por isso o metodo da moeda Bitcoin é imune as intervenções politicas que desvalorizam a moeda e interfere na taxa de juros perversamente destruindo a poupança que os idosos acumularam durante a sua vida, para usufruirem quando estiverem doentes ou sem condições de trabalho no intuito de não precisar do assistencialismo do governo. Ela é o primeiro passo para a moeda da liberdade e da privacidade descentralizadas que são direitos naturais do homem.
  • Luciano viana  11/12/2017 16:08
    O gov pode montar suas proprias mineradoras, investindo pesado em maquinas pra fabricar o dinheiro. Ao mesmo.pode impedir mineradores no seu territorio, com leis e retricoes as maquinas, e encarendo aquisicao dessas.
  • Henrique Wenz dos Santos  11/12/2017 21:10
    Se isso acontecer e o número de mineradores diminuir, a dificuldade da mineração diminui e precisa de menos poder computacional, o que leva mais gente a minerar já que agora é possível minerar com máquinas menos potentes (descentralizando ainda mais a rede).
  • Luciano viana  12/12/2017 00:40
    Segundona tecnologia, quanto mais bitcoins sao minerados, mais dificil fica o calculo do blockchain.
  • Marcos  11/12/2017 16:20
    Muito romântico o texto.(risos)

    A gente consegue sentir o entusiasmo, a vibração do autor.

    Mas quero perguntar aos amigos aqui presente... a tecnologia Blockchain também não pode ser usada pelo Estado ?


    Teve um artigo aqui que comentava sobre isso www.mises.org.br/Article.aspx?id=2793


    Isso não pode ser MUITO perigoso no futuro ?
    O que vocês acham ?


    - Outra pergunta... com relação ao momento que o Bitcoin chegar no seu teto(21 milhões), e não haverá mais a necessidade de minerar. Como ficará a moeda nesse estágio ? E a demanda monetário ? O que vocês acham ?

  • Matheus  11/12/2017 16:46
    O estado pode usar a tecnologia Blockchain para criar uma criptomoeda própria, mas não pode interferir no Blockchain das outras criptomoedas.

    O artigo para o qual você linkou nada fala sobre estado interferir nas Blockchains; apenas diz que o estado também pode criar criptomoedas, o que é óbvio. Até mesmo o governo da Venezuela disse que irá fazer isso.

    Sim, os governos futuramente irão tentar controlar o Bitcoin por meio de regulações sobre as exchanges. Mas isso é o máximo que eles podem fazer (foi isso que o artigo linkado falou). Fora isso, eles nada podem fazer quanto ao Blockchain, exceto usá-lo para criar uma moeda própria e tentar concorrer.

  • SRV  11/12/2017 19:53
    Marcos,

    Sobre mineração, permita-me explicar:

    Os mineradores ganham de 2 formas.

    A primeira é através da geração de novas bitcoins. Essa forma foi pensada para ser um incentivo inicial e se provou muito correto. Grosso modo, quando você minera, "concorre" a ser o ganhador de um "sorteio", o da emissão de novas bitcoins. Se você for o "escolhido" de forma aleatória, receberá a nova bitcoin que for emitida. Quanto mais capacidade de processamento você doar ao sistema, maior sua chance de ganhar a loteria. Essa é uma explicação bem simplista.

    A segunda forma é o fee de transação. Quando alguém manda um bitcoin, essa pessoa pode escolher um valor que quer pagar para ter prioridade no processamento da sua transação em relação às demais. Quanto maior for esse valor, mais prioridade a transação terá. Assim esse fee é enviado para os mineradores. Essa forma de remunerar foi pensada também no início do bitcoin para ser o método para manter os mineradores interessados em processar as transações, e mais uma vez se mostrou correto.

    Quando não existir mais emissão de bitcoins, a única remuneração será a 2. E aqui teremos uma situação de oferta e demanda: fees menores incentivam menos o processamento, que pode levar a transações se acumulando, fees maiores levarão a mais investimento em processamento, e portanto menos transações se acumulando.

    É uma explicação bem simplista e com várias imprecisões, mas te ilustra bem como funciona.
  • Marcos  11/12/2017 23:43
    O Bitcoin é um ativo que a medida que a demanda por ele aumenta, a sua oferta diminui relativamente. Neste aspecto como moeda, tem um caráter deflacionário. Mas até que ponto isso pode chegar ?

    Pq o ouro dependia da extração, se encontrasse e explorassem uma reserva nova por exemplo, inflacionava a economia, se não, deflacionava, por não acompanhar o crescimento da demanda monetária.

    Como isso vai se proceder com o Bitcoin ao passar do tempo ?
  • Demolidor  12/12/2017 04:09
    Já está tudo programado, desde o princípio.

    No momento, 12,5 bitcoins de prêmio para o descobridor do bloco, o que ocorre a cada 10 minutos.

    A cada 4 anos, a recompensa cai pela metade. Em meados de 2020, cada bloco renderá 6,25 bitcoins.

    A oferta diminui gradativamente até 2140, quando chegaremos ao limite de 21 milhões de bitcoins e mineradores serão remunerados exclusivamente pelas taxas de transação.

    Isso não muda, não importa quantas máquinas existam minerando na rede. Se alguém investir trilhões em mineração, a dificuldade aumentará e continuará sendo produzido um bloco a cada 10 minutos, com sua respectiva recompensa. Se 80% dos mineradores pararem suas atividades, a dificuldade diminui e ainda estaremos vendo um bloco a cada 10 minutos.
  • Demolidor  12/12/2017 04:12
    Eu não ouso fazer recomendações de investimento. Mas quando vejo um gráfico desses, me sinto seguro com criptomoedas:

    tradingeconomics.com/united-states/money-supply-m1
  • Paulo Henrique  11/12/2017 16:36
    Não vejo nenhuma razão tecnológica para o bitcoin estar em primeiro atualmente. O próprio fork dele, o bitcoin cash, tem melhorias. Sem contar as outras 800 e crescendo moedas.
    Tem problema de FEE elevado, o que praticamente anula qualquer transação de pequeno valor (impossibilitando que seja usado no comercio de pequenos e médios valores). Alem de ter lentidão na transação.
    Mas ele fez o papel dele, inicar uma corrida de criptomoedas em constante evolução e que já corrigiram esses problemas (atualmente deve ter umas 900 moedas e a lista deve estar crescendo)

    Anos de debate político e econômico não fariam isso no mundo, chegou o bitcoin, e praticamente mostrou o dedo para o monopólio do governo
  • Mídia Insana  11/12/2017 17:19
    Não gosto do recente crescimento do BitCoin. Muita gente está comprando sem entender o que é e como funciona. Sobrarão pessoas falando mal de nós quando ocorrer um dip tipo o de 2013.
  • Zézão Cianureto  11/12/2017 18:25
    Ainda prefiro a boa e velha permuta.
  • ed  11/12/2017 18:33
    Ao meu ver o principal problema do Bitcoin é justamente a sua principal vantagem: o pioneirismo. Como toda tecnologia inicial, ele possui falhas que outras tecnologias podem corrigir.

    Ele não é anônimo per se, o que inviabilizaria o seu uso cotidiano. Alguém aqui se sentiria confortável em divulgar o seu extrato bancário? Pois é isso que acontece quando você divulga o seu endereço público para receber algum pagamento. É só ir no site BitRef, inserir algum endereço e ver o histórico de transações.

    É possível contornar o problema criando, por exemplo, vários endereços, ou usando algum outro serviço online mas isso dificulta o uso da tecnologia.

    Algumas criptomoedas como a Monero já possuem transações anônimas por padrão. Seriam essas apostas mais seguras no longo prazo?

    Outro problema são as confirmações das transações, que podem demorar bastante. Imagine você pagar e ter que esperar 10 min. Bem incoveniente. Mais uma vez sei que há "soluções" mas o ideal seria a própria moeda já ter tudo embutido.

    Mas se quiserem entrar na onda dou a dica: Controle de risco. Não coloquem muito dinheiro nisso.

    Eu mesmo fiz um trade no passado com Litecoins. Ganhei alguns milhares de reais de um dia para o outro. Dei sorte. Mas apostei pouco dinheiro.
  • Marcio  11/12/2017 22:18
    Qualquer inovação que ameace a soberania da criptomoeda pode ser resolvida pelos programadores do Bitcoin, absorvendo essa mesma inovação nas linhas de códigos do BTC.
  • Léo Ferreira Isidoro  11/12/2017 19:24
    Li vários comentários e venho aprendendo muito sobre o BTC, já que pretendo no futuro começar a investir uma parte de meus ganhos nessa nova moeda. Então ainda possuo algumas duvidas quanto se realmente vale apena começar a comprar frações da moeda BTC ou se devo comprar outras moedas de menor movimentação? Desculpe se são duvidas bobas!

    Outro ponto que preciso entender é se o BTC passar a ser usado como moeda comercial, seu valor não iria cair? Ou pelo fato dele ser usado faria com que valesse ainda mais? Este segundo argumento, não faria com que ficasse inviável utiliza-lo já que seu valor bateria recordes ainda maiores?

    Agradeço a quem puder responder!
  • anônimo  11/12/2017 23:25
    Aqueles que pesam que o Blockchain pode ser desacoplado de um sistema de incentivos (como o do Bitcoin), estão completamente enganados, pois, eles não sabem como a tecnologia do Blockchain realmente funciona. Eu tentarei explicar de maneira bem superficial porque o Blockchain sem um sistema de incentivos falhará.

    O Blockchain é um banco de dados distribuído homogêneos, que tem como objetivo registar dados de uma rede peer-to-peer de maneira confiável e imutável. A mineração de blocos fornece ao Blockchain integridade e imutabilidade dos dados registrados.

    O Bitcoin tem um sistema de incentivos no qual ele recompensa os mineradores por bloco minerado com criptomoedas, o que dá ao Blockchain do Bitcoin integridade e imutabilidade nas transações.

    Se o Blockchain não recompensar de alguma forma os mineradores, não haverá incentivos para minerar os blocos, logo o Blockchain falha.
  • Bruno  12/12/2017 10:54
    Exatamente, manter por manter uma blockchain não faz sentido sem uma unidade de valor.

    Eu especulo que no futuro esse armazenamento de informações como a de cartórios será feita na blockchain do bitcoin, seja diretamente seja por meio de sidechains.

    O bitcoin será a referência, o tronco para outras blockchains.
  • K-WAVE  12/12/2017 04:21
    Sobre ciclos de kondratiev, ou melhor K-wave.
    Escola austríaca acha oque sobre isso?

    Um parecer austríaco sobre essa teoria por favor.

    abraços
  • anônimo  12/12/2017 10:42
    Eu posso comprar Bitcoin em um banco e vender em outro ?

    A carteira de Bitcoin é vinculada ao banco ?
  • Anti-Estado  12/12/2017 17:42
    Correção: banco = exchange

    Sim, você pode comprar em uma e vender em outra. Para isso você precisa fazer o withdraw (saque) para sua carteira
    privada. E a carteira privada... bem... é privada! É 100% sua.
  • Luiz Moran  12/12/2017 11:01
    " Quando a esmola é muita o santo desconfia "

    Pense na balança de poder entre Bancos Centrais x Bitcoin: eu vou arriscar um placar de 7 x 1.

    Calçando os sapatos de um burocrata estatal lotado num banco central qualquer, de qualquer país, eu daria "linha pro peixe" e na hora certa o fisgaria.

    O destino mais provável para as criptomoedas é o de se tornar um ativo dos governos, e, como tal, um arriscadíssimo investimento a ser feito atualmente.

    Para quem gosta de especular e arriscar, é uma ótima oportunidade.
  • anônimo  12/12/2017 11:02
    Se o P2P do Bitcoin usa a porta 8333, qualquer operadora pode fazer o bloqueio.

    Se eles usam a porta 443/https, ainda pode ser bloqueado pela URL do certificado. Dessa forma não deve ser fácil, porque cada minerador deve ter um certificado.




  • Richard Stallman  12/12/2017 13:14
    1 - Evitem moedas baseadas em ICO. ICO = Ponzi.
    2 - Evitem moedas em que tem um valor alto mas ninguém usa na pratica para nada, isso é sinal que só estão comprando para revender e em busca de um trouxa maior.
    3 - Evitem moedas centralizadas.
    4 - Evitem moedas que não são anônimas.
  • Marcos  12/12/2017 13:45
    Sobra o quê, então ? (risos)
  • FLAVIO  13/12/2017 07:46
    Preciso fazer um elogio público a todos que comentaram até agora.

    Nunca tinha visto na internet uma sequência de comentários tão inteligente, articulada, educada e com tanto respeito à lingua portuguesa.

    Independentemente de opiniões divergentes, estão todos de parabéns.
  • Edson  13/12/2017 14:43
    Sim, esta é a característica distintiva dos comentaristas deste site. Embora às vezes haja agressões verbais, mesmo estas vêm recheadas de argumentos, fontes e fatos. Nada é gratuito.

    Por isso, este é sem dúvida o melhor lugar de discussões (econômicas e de filosóficas libertária) de toda a internet em língua portuguesa. Entro aqui ao menos três vezes por dia para me atualizar de algo. E sempre aprendo algo novo. Não me lembro de um único dia em que não tenha aprendido nada.
  • Tarantino  14/12/2017 01:34
    Já imaginaram se todas as pessoas do planeta vivessem de renda?
  • Jose L Silva  17/12/2017 18:15
    Muito legal o artigo!

    Mas notei que os sites de compra variam muito os preços, vejam www.cotacaobitcoin.net
    Em qual site devo comprar?
  • Emerson Luis  31/12/2017 21:49

    É difícil alguém entender o que é uma criptomoeda

    enquanto ele não entender o que realmente é uma moeda.

    - - -

    PS: Estou lendo esse livro, é interessante:

    Inevitável - As 12 Forças Tecnológicas Que Mudarão o Nosso Mundo

    * * *
  • Satoshi Nakamoto  11/01/2018 23:08
    a tecnologia, nos ensina a história, é algo transponível, mutável e volátil. Hoje o que é, amanhã não o será. O btc não transcende e muito menos é insuperável, ao revés, é apenas uma partícula neste novo universo. 21 milhões de bitcoins podem ser processados ( criados, aos menos avisados ), Satoshi Nakamoto possui 1 milhão em seu poder. Não sei quem é, onde mora e muito menos a face do seu rosto. Será ele o salvador do mundo, ou, na minha humilde opnião, um excelente jogador. Se o bitcoin não derreter e subir a estratosfera, Satoshi Nakamoto será o governador deste mundo. Acho difícil, existem forças que não irão deixar. Enfim: NÃO INVISTA EM ALGO QUE PODE SER SUPERADO FACILMENTE, POR OUTRO ALGO, NESTE CASO: NOVA TECNOLOGIA.


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