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Políticos mudam e ditadores caem, mas o estamento burocrático se mantém
E é ele quem comanda toda a política

Há duas semanas, a queda do ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, ganhou as manchetes dos jornais do mundo inteiro, e foi recebida com grande alívio e esperança tanto pelos comentaristas internacionais quanto pelos zimbabuenses.

Como um todo, a sensação geral era a de um novo começo, algo extremamente necessário e desejado para um país afundado há quatro décadas em hiperinflação, corrupção e governo opressivo. Levando-se em conta a maneira como a notícia foi dada, parecia haver poucas dúvidas de se tratar de uma transformação crucial, definitiva e decisiva para esta nação africana.

E, no entanto, se formos olhar mais atentamente, há sinais de que, apesar de toda a sensação de esperança no Zimbábue, a remoção de Mugabe não trará a grande mudança esperada. Mugabe "aposentou-se" com imunidade, embolsou uma indenização de US$ 10 milhões, e receberá um salário pelo resto de sua vida.

Ele foi sucedido pelo seu vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, que liderou o suposto "golpe de estado" e faturou em cima dos protestos públicos que já vinham ocorrendo há mais de um ano contra Mugabe. Com o novo presidente, o domínio do partido União Nacional Africana do Zimbabwe - Frente Patriótica continuará intocado, assim como sua ideologia marxista-leninista e seu politburo.

Como é possível saber que as coisas não irão mudar?

É só olhar os padrões

Há muitas similaridades entre a recente história do Zimbábue e a não tão distante história das repúblicas socialistas, como a da minha terra natal, Romênia: de décadas de opressão e pobreza à enorme esperança de um novo começo após a revolução que derrubou o comunismo.

Um importante aspecto em comum entre os dois regimes — o de Ceausescu e o de Mugabe — é que nenhum dos dois era uma genuína autocracia, isto é, um estado "personalista". Um regime totalitário que dura quarenta anos não é uma façanha feita por um homem apenas; trata-se de algo necessariamente apoiado e protegido por todo um enorme aparato estatal, do qual o próprio ditador normalmente nada mais é do que um mero porta-voz.

Este aparato estatal normalmente acaba se degenerando em vários conflitos internos e em pequenos grupos de interesse competindo entre si pela captura do poder. Em algumas ocasiões, isso é alcançado por meio de mecanismos internos de "expurgos e purificações"; em outras, uma revolução popular é necessária para mudar a figura do chefe de governo. Ato contínuo, após a "revolução popular", o aparato estatal se reinventa e até mesmo troca seu rótulo e sua aparência externa, normalmente adotando uma postura mais democrática e mais tolerante do que antes. No entanto, sua composição interna em quase nada muda.

Para os cidadãos oprimidos, a queda do ditador pode parecer o fim da ditadura ao qual ele sempre esteve associado. Porém, embora ditadores caiam, o estado sempre permanece. A corrupta e opressiva rede de interesses políticos, extremamente habilidosa na arte da pilhagem, mantém seus tentáculos firmemente agarrados na economia, no sistema jurídico e, é claro, na própria máquina pública.

Assim, na prática, o aparato estatal é como um polvo que, ao ter uma cabeça derrubada, simplesmente cresce outra em seu lugar.

Na Romênia, a sangrenta revolução de 1989 foi sucedida por anos de transição e reformas econômicas que simplesmente culminaram no partido social-democrata — majoritariamente formado por ex-comunistas — capturando o poder e servindo aos seus próprios interesses. Em si, a morte do autocrata trouxe apenas pequenas alterações para o povo no front político e econômico. Embora tenha sido uma mudança, não foi nenhuma mudança profunda. Ela não alterou o sistema, o qual continuou — com a mesma ideologia e com os mesmos políticos de antes — afetando e destruindo a economia, e restringindo as liberdades da população.

Como sempre alertou Mises nesse contexto, "todo socialista é um ditador disfarçado".

Também nas democracias

É importante ressaltar que esse mecanismo de auto-proteção do estado não ocorre apenas nas ditaduras. Ele ocorre igualmente nas democracias. Só que, nestas, há todo um aspecto de legitimidade.

Frequentemente, as pessoas rejeitam a elite política — também chamada de "o establishment" — que as está espoliando. Ato contínuo, exigem sua derrubada. No entanto, mesmo que esta elite política seja retirada da linha de frente, o poder estatal e a máquina pública continuam intactos. O que normalmente acontece é que apenas a linha de frente (a face visível) da elite política é alterada; todo o resto continua impávido. Toda a gigantesca máquina de exploração legalizada, toda a burocracia, todas as leis criadas por políticos, todas as regulamentações, todos os jogos de bastidores e todos os demais poderes estatais continuam intactos.

No final, simplesmente houve uma troca da linha de frente da elite governante.

Esse novo establishment pode ser igual, pior ou ligeiramente melhor do que aquele do qual as pessoas acreditam ter se livrado. Por isso, na prática, tanto em uma ditadura quanto em uma democracia, o máximo a que você pode aspirar é trocar uma elite política ruim por outra que seja mais aceitável. E só. Todo o cerne do problema continua inatacado: o aparato estatal.

Como exemplos, o Leste Europeu derrubou seus establishments em 1989, mas manteve seus estados, dando origem a economias mistas e social-democratas. A Rússia se livrou dos bolcheviques em 1990 e colocou em seu lugar uma oligarquia autoritária. Em ambos esses casos, os regimes subsequentes eram melhores do que os anteriores. Por outro lado, na primeira metade do século XX, México, Rússia, Espanha, Alemanha, Itália e Argentina, e na segunda metade, Cuba e Venezuela derrubaram seus establishments e os substituíram por outros ainda piores.

Logo, a simples troca (ou derrubada) de um establishment ruim não é garantia de nada.

Conclusão

Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, não são os políticos, mas o estamento burocrático: isto é, a permanente estrutura burocrática formada por pessoas imunes a eleições ou a troca de regimes. São estes que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.

O estamento burocrático é uma máquina estável que sempre procura fazer o sistema funcionar em benefício próprio. Ele resiste a qualquer arroubo (revolucionário ou reacionário) que possa causar desconforto.

Considerando as perspectivas atuais, o Zimbábue pode até se auto-rotular agora como um país livre ou mesmo uma democracia; porém, seus problemas — inflação, corrupção, pobreza e falta de liberdade — continuarão normalmente. Acima de tudo, a mesma elite política continua no poder. A diferença entre o passado e o futuro do Zimbábue será visível, talvez, apenas no grau da opressão efetuada por seus governantes.

Uma genuína liberdade política e econômica requer ares completamente diferentes. Nunca será possível respirar enquanto políticos estiverem determinando como e quando as janelas podem ser abertas. É o ato de fazer este ar circular, e não o ato de mudar o rosto dos opressores, que faz com que revoluções populares possam ter um papel decisivo. A Revolução Americana continua sendo o melhor exemplo.

 

24 votos

autor

Carmen Elena Dorobat
é pós-doutoranda em economia na Universidade de Angers, na França, e professora na Bucharest Academy of Economic Studies.


  • Observador  04/12/2017 15:22
    Para fugir do sistema, você não tem de fazer uma revolução; você tem de fazer uma secessão. Você tem de retirar todo o seu apoio ao sistema vigente. Você tem de revogar a legitimidade que você conferiu a essas organizações. Você tem de fazer isso, e todas as outras pessoas também têm de fazer isso.

    E isso não é uma coisa que pode ser organizada antecipadamente. Escândalo após escândalo, já deveria estar evidente que o estamento burocrático é incorrigível e que o sistema é irreparável. Ele não pode ser reformado. Ele não pode ser "capturado desde dentro". Ele tem de deixar de ser financiado. O segredo da liberdade não é a revolução; o segredo da liberdade é a deixar de financiar a ordem centralizada existente.

    Por exemplo, o segredo da estabilidade monetária e de uma moeda forte não é capturar o Banco Central e colocar lá "um dos nossos", ou conceder a ela uma suposta independência. O segredo é a soberania monetária. Qualquer um utiliza a moeda que quiser sob uma ordem social de livre mercado. E isso só se consegue via secessão.

    O segredo de uma melhor educação não é capturar e controlar o sistema público de ensino. O segredo de uma educação melhor é utilizar a internet (o que reduz sobremaneira os custos da educação), descentralizar todo o processo, e colocar os pais no controle do programa educacional de suas famílias.

    O problema é que os conservadores e vários libertários são de lento aprendizado. Eles ainda insistem em dizer que o melhor a ser feito é capturar e controlar o sistema progressista, pois acreditam que têm um plano melhor para fazê-lo funcionar. Isso foi o que os bolcheviques fizeram com a burocracia do Czar. Isso foi o que os revolucionários franceses fizeram com a burocracia de Luís XVI. Isso foi o que os revolucionários americanos fizeram com a burocracia de George III. Isso é o que o sul dos EUA teria feito caso tivesse vencido.

    A revolução tecnológica, a revolução "open source", vai descentralizar o mundo de maneira mais intensa. A descentralização não vai levar a uma revolução. A descentralização vai levar à secessão. Refiro-me a uma secessão ao estilo de Gandhi. Refiro-me à retirada do apoio.

    Você não tem de pegar em armas contra o estado; você simplesmente tem de se recusar a cooperar com ele. Agindo assim, você faz com que seja mais difícil e mais custoso para o estado tentar tiranizar você.
  • Graciano   04/12/2017 17:15

    Eu sinceramente não tenho muito conhecimento para opinar, porem achei o artigo muito esclarecedor e inclusive de alguns comentaristas que deixam o tema ainda mais claro gosto demais dos artigos do instituto Mises não perco nenhum. O observador arrasou.
  • Olegário  04/12/2017 23:47
    O povo da Venezuela já retirou o apoio ao estado (aliás, eles já não têm nem como SE apoiar)
    O povo da Koreia do Norte já retirou o apoio ao estado (aliás, eles já não têm nem como SE apoiar)
    O povo de Cuba já retirou o apoio ao estado (aliás, eles já não têm nem como SE apoiar)
    O povo do Zimbabue já retirou o apoio ao estado (aliás, eles já não têm nem como SE apoiar)

    Esses países já não cobram mais impostos. Eles se contentam em inflacionar a moeda e escravisar (literalmente) o povo. Nesses locais, a simples secessão não adianta
  • Rafael Nascimento  06/12/2017 00:12
    Você desconsidera que a tecnologia é uma via de mão dupla e, portanto, também age em favor dos estados tiranos
  • Alberto Carlos  04/12/2017 15:25
    O estado, infelizmente, sempre será necessário para defender a propriedade privada. Afinal sem estado quem irá garantir que a sua casa é sua, e que ninguém mais forte irá tomar. Não vejo nenhuma solução além do estado para este problema.
  • Ricardo  04/12/2017 15:29
    Gozado. Quem toma a minha casa via "domínio eminente" ou "desapropriação" é o estado. Quem me assalta e confisca uma fatia do meu salário (minha propriedade) é meu estado. Quem confisca meu automóvel ou meus imóveis (minhas propriedades) caso eu não pague o arrego (IPTU e IPVA) é o estado. E quem me proíbe de ter uma arma para defender a minha casa contra a invasão de bandidos também é o estado.

    Ou seja, é justamente o estado que representa uma ameaça à minha propriedade e à minha segurança.

    E o que diz o Alberto Carlos? Que, se não fosse o estado, ninguém protegeria a minha casa, meus bens e meu salário.

    Dissonância cognitiva ou esperteza pró-estado?
  • Leigo  05/12/2017 12:40
    De certa forma concordo com o Alberto Carlos. Em um governo sem Estado, quem seria legitimado para tomar a casa que um mais forte tomou de um mais fraco? Ruas privadas não entram na minha cabeça. A justiça privada é interessante, será que todos os casos poderiam estar nela? Apesar disso vem o Alberto e aduz que o Estado está agindo sem limites, também concordo. Enfim, acho a segurança e justiça muito complexos. Um Estado fortemente descentralizado é o fundamental antes de qualquer coisa.
  • Sempre Mais do MESMO  05/12/2017 17:20
    A questão é livrar-se do VÍCIOMENTAL!!!

    tem quem "funcione" como aquela "pegadinha" onde o nome das cores são escritos na cor diferente e ao ler as palavras se erra a cor das letras. Ou ainda aquela que o cérebro é CONDICIONADO a fixar-se tonalidades (claro-escuro, preto branco) e depois disso pergunta-se o contrário de VERDE e o CONDICIONADO MENTAL não consegue perceber que é MADURO. ...afinal não se trata de cor ou tonalidade de cor, mas de outra categoria.

    As mentes fechadas não se livram de seu condiconamento e imaginam que somente um grande aparato estatal de coerção seria capaz de garantir a idéia de justiça e de proteção da vida, integridade e propriedade: NÃO É!!!

    Um exemplofácilimo de DESMISTIFICAR e DESCONDICIONAR isso são os JUSTICEIROS que acabam surgindo em certas cidades e comunidades.
    Esses JUSTICEIROS desobedecem o Estado e passam a fazer justiça contra bandidos.

    Qual a razão disso?
    Os seres humanos possuem ÍNDOLE, CONSCIÊNCIA, APTIDÃO e etc. diferentes. Os mais racionais, mais ionteligentes, RACIOCINAM como serem inteligentes e por tal mais COOPERATIVOS.
    Os humanos ANIMALESCOS ão são capazes de vislumbrar o quanto seria melhor o respeito mútuo ao direito de cada um (justiça) e euq isso levaria a cooperação com ganhos mútuos. Daí o RACIOSSIMIO e NÃO o raciocinio.

    Fataalamente a inexistência de uma gigantesca QUADRILHA de BANDIDOS com intenção monopolista (bando ou SÚCIA) FATALMENTE GERARIA organizações de JUSTICEIROS PRIVADOS que não imporiam tributos arbitrários à população, mas acabariam formando-se em organizações em REDE para proteção e mesmo para desenvolvimento de bens comunitários (estradas, ruas e etc.). Com isso todos pagariam POR SERVIÇOS que OBRIGATÓRIAMENTE DEVERIAM SER PRESTADOS ou CESSARIAM os PAGAMENTOS.

    Ora, o Estado surgiu exatamente como uma QUADRILHA de ASSALTANTES EXPLORADORES e PERVERSOS. Porém, foram as inconformidades, facínoras concorrentes e mesmo as reações de justiceiros que levaram à idéia de governantes que prestassem algum serviço aos seus cativos. A necessidade do apoio dos cativos deu origem a ESTRATÉGIA de prestar serviço e não apenas explorar.

    Essa estratégia foi incutida nas mentes sobretudo com a idéia de "PROTEGER" os submissos e mais modernamente ajudar os pobres, numa incontestável estratégia de SUN TZU. SIm a divisão da população lançando parcelas desta contra outras parcelas a fim do Estado (quadrilha dominante) SEMPRE obter APOIO de ALGUMAS PARTES INTERESSADAS em SE APROVEITAR de OUTRAS ATRAVÉS do Estado (da quadrilha monopolista).

    O que o comentarista observador parece ter em mente é que NENHUMA PARCELA APOIASSE a QUADRIOLHA ESTATAL ao AMBICIONAR UNIR-SE ao Estado para OBTER VANTAGEM DAS OUTRAS PARCELAS da POPULAÇÃO EXPLORADA.

    Ou seja, parece-me que a idéia do OBSERVADOR (comentarista) era a de que o ESTADO NÃO CONTASSE COM NENHUM APOIO da SOCIEDADE e assim o Estado estaria SOLITÁRIO e ANTAGONIZADO por TODOS os PAGADORES de IMPOSTOS, caso NENHUM PAGADOR de IMPOSTOS canalhamente SE UNISSE ao Estado visando APROVEITAR-SE de OUTROS PAGADORES de IMPOSTOS.

    Então, sob este aspecto o Observador esta CERTÍSSIMO.

    Se nenhum pagador de impostos se unir ao Estado e recusar-se SUBMETER-SE SERVILMENTE ao aparato estatal, fatalçmente esta QUADRILHA NÃO TERIA o PODER para SUBMETER TODA uma população.

    Bandidos que sonham em dominar são facilmente domináveis.
    Napoleão o afirmou magistralmente que QUEM SONHA SUBMETER aceita a SUBMISSÃO resignadamente.

    NÃO É OUTRA A RAZÃO de BANDIDOS pobres estarem sob as ORDENS de BANDIDOS RICOS.

    - Os soldados são pobres e logo se tornarão pagadores de impostos. è deles a força do goveno.

    - Policiais não ganham tanto quanto os inúteis que os comandam (comandam os comandantes) e etc..

    Qual a razão de remediados e mal remediados facínoras, em pleno exercício da bandidagem, obedecerem e SUBMETEREM-SE a seus ricos chefões??? ...Não é por senso de justiça!!! ...afinal, sua atividade é a injustiça.

    PENSEM NISSO!!! ...São condicionamentos subliminares que nocauteiam a racionalidade.

    NÃO É POR ACASO que os Estados chamam a seu JUDICIÁRIO de "JUSTIÇA" e a seus QUADRILHEIROS chamam de SERVIDORES PÚBLICOS. É uma TÉCNICA de SUBVERSÃO da RAZÃO por meio das palavras usadas contrariamente a seu significado. A TÉCNICA da CONTRADIÇÃO. (Marx entendeu isso!)

    Os tais "SERVIDORES PÙBLICOS" são RECEBEDORES de IMPOSTOS e SERVEM-SE dos PAGADORES de IMPOSTOS.

    Se essa injustiça dos que VIVEM do PODER (da FORÇA que EXPROPRIA) CONTRA os que VIVEM DO TRABALHO (da PRODUÇÃO OFERECIDA em TROCA) fosse percebida, fatalmente a SOCIEDADE SE UNIRIA CONTRA estes EXPLORADORES que VIVEM DA FORÇA e NÃO DO TRABALHO.
  • holder  04/12/2017 15:29
    derrubam o ditador, mas o bitcoin continua proibido por lá
  • Daniel  04/12/2017 15:39
    Excelente texto. É muito interessante ver o comportamento do estamento burocrático atualmente no Brasil. Todo esse estamento beneficiou-se incrivelmente com os governos petistas. No entanto, com a mera ameaça do regime ruir, praticamente todos se transformaram do dia para a noite em anti-petistas e críticos do intervencionismo. A burocracia é bastante ágil quando o assunto é a manutenção do seu poder de influência.
  • Nadienne  05/12/2017 12:48
    Texto de carmen, perfeito. E seu comentário, daniel, tbém. Que bom ler textos q são objetivos e claros, sobre coisas tão intrincadas qto política, economia, ser humano..rsrs. Amo seu site inst mises. Amo.
  • Raulrb  10/12/2017 17:08
    Concordo Daniel, 2018 os transformistas políticos vão aparecer em pencas dizendo que querem mudar o sistema.
  • Servidor Federal e empresário  10/12/2017 18:36
    Exatamente isto, o liberalismo é a nova moda em qualquer repartição pública atualmente, estão plenamente cientes da beira de abismo que o sistema se encontra e estão ansiosos para aplicar algum liberalismo para salvar seus benefícios.
  • Jefferson  04/12/2017 15:42
    O establishment já está um tanto perdido por causa das inovações tecnológicas. A elite governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação, do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase todo o resto. Os modelos antigos se tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo, organicamente, de maneira duradoura.

    Por isso, eleger um autocrata personalista, seja de esquerda (Lula) ou de direita (Bolsonaro, ainda que em menor intensidade), pode colocar tudo isso em risco. Um movimento político impulsionado pelo ressentimento pode conferir poder a uma nova forma de controle oligárquico, resultando em uma calamidade ainda maior, uma que ninguém poderá controlar.
  • Afrânio  04/12/2017 17:25
    Em conversas do dia-a-dia, quando o assunto é economia e política, o que mais ouço é"precisamos de um governo assim ou assado", ou "o governo deve fazer isso ou aquilo, que aí funciona". E isso partindo de gente supostamente esclarecida.

    A esmagadora maioria das pessoas, inclusive as que criticam as idéias de esquerda dizendo que elas são responsáveis pela atual situação do país (correto), nada deseja além de apeá-la do poder e substituí-la por algum tipo de "governo forte". Não há uma sequer, na minha convivência, que considere o estado desnecessário. No máximo, que ele deva ser reduzido. Então, até que se mude a cabeça do dito brasileiro médio e que ele aprenda a conviver com a idéia de libetdade, muito tempo ainda deve passar.
  • Daniela  04/12/2017 17:03
    Caro Mises,

    Num cenário em que todo o aparato burocrático (ministérios, agências reguladores, bancos) fossem supostamente extintos, e esse pessoal que não faz nada não tivesse mais o nosso dinheiro e as benesses do governo, de que forma seria o impacto no mercado e na economia?

    Att,
  • PP  04/12/2017 17:26
    A maioria das pessoas é medíocre, vivendo apenas para garantir estarem vivas no dia seguinte. Não têm e nem se dão um propósito às próprias vidas. Por isso é tão fácil o establishment se manter: Ninguém está nem aí em levar uma vida de semi-escravidão.
  • Demolidor  05/12/2017 01:06
    Não. A maioria das pessoas é de bem. Só querem produzir, sustentar suas famílias e levar uma vida confortável e pacífica.

    Nós mesmos somos vítimas de aproveitadores pelo simples fato de seguirmos as leis. E isso também nos torna vítimas. Se não as seguíssemos, provavelmente nem mesmo estaríamos reclamando delas aqui nos comentários.
  • Pobre Paulista  04/12/2017 17:49
    "Se queremos que tudo permaneça como está, tudo deve mudar" - Giuseppe Tomasi di Lampedusa
  • Gustavo  04/12/2017 18:15
    Podemos dizer que, ao final da década de 80, o Brasil trocou seu establishment por outro pior?
  • Primo  04/12/2017 20:41
    Na minha opinião o estamento burocrático se 'adaptou', não houve 'troca'. Penso nosso caso ser semelhante ao Zimbábue, tanto década de 80 como em meados dessa década. Normalmente os líderes, a contragosto de suas convicções, aplicam algumas medidas libertariezantes, em um ritmo bem devagar de um modo que a inércia escravista se mantenha.
  • Minerius  04/12/2017 20:53
    Não exatamente. Os milicos eram todos keynesianos e destruíram a economia com uma hiperinflação de países socialistas e protecionismo de União Soviética (hoje ainda tem, mas se comparar com essa época, já foi muito pior). Trocou por outras porcarias que fizeram algumas mudanças importantes mas... o Brasil permanece um país fascista.
  • Minerius  04/12/2017 20:53
    Por isso a única solução é a secessão. É isso que os gradualistas não entendem (ou não querem entender).
  • Ygor  05/12/2017 00:11
    Não. Desde a década de 30 é o mesmo.
  • Leigo  04/12/2017 19:46
    OFF

    Já houve aquele debate entre os austríacos e o Ciro Gomes? Se sim, alguém poderia me enviar uns links?
  • Atento  04/12/2017 19:51
    Não houve. Foi tentado três vezes. Nas três, a assessoria dele disse que "não havia espaço na agenda".
  • Demolidor  04/12/2017 22:22
    Se eu não tivesse família por aqui, eu daria risada.

    O estamento burocrático tupiniquim se tornou tão sem vergonha que isso ficou óbvio para toda a população.

    Interessante que a função básica do estado seria manter a paz, proteger o povo contra invasão de forças que o desdenhem, não permitir a escravidão e a pilhagem de seus cidadãos. Enfim, proteger o país de um monte de coisas que o estado brasileiro vem praticando contra seu povo.
  • Striker  05/12/2017 12:00
    O estado brasileiro ultrapassou todos os limites da ética e do respeito.

    O governo troca leitos de hospitais por shows artísticos, jogos de futebol, olimpíadas, etc.

    Parques, praças e museus são sustentados pelo estado, enquanto o povo toma tiro na rua por falta de segurança.

    Funcionários públicos ganham auxílio moradia, pago com o dinheiro dos sem teto.

    Enfim, o estado foi dominado por criminosos.
  • Juliana  05/12/2017 12:25
    Ótimo artigo, apesar das constatações nada animadoras.

    Um ponto que eu considero positivo nas democracias atuais é que elas têm sido bem-sucedidas em impedir justamente revoluções e, consequentemente, ditaduras. O bem-estar social deixou todo mundo muito acomodado para isso. Não é grande coisa, mas essa aparente tranquilidade é parada obrigatória para se lançar as bases para um "novo nível".

    Parafraseando Mises, se somente ideias não são suficientes para iluminar a escuridão, então só nos resta voltar a pensar em fazer revolução.
  • Anti-Estado  05/12/2017 12:52
    Duas palavras: desobediência civil.

    Mas para isso é preciso gente corajosa, coisa que anda em falta aqui no Pindorama.

    Tudo é bem simples de resolver na verdade.
    Quer se livrar das titânicas taxas e burocracias? Bitcoin. Não quer depender do Estado para te proteger? Compre uma arma. Quer atrapalhar o avanço do Estado? Não pague impostos.

    Simples.

    Mas, ninguém aqui tem coragem de tomar nem essas simples iniciativas.
    Já ouvi muito: "arma? Tenho medinho!", "bitcoin? Cruzes!!", "não pagar impostos? Que horror!"

    Bananeiros sempre colocam impedimentos: "não, veja bem, não é assim, o povo não vai entender, vai virar anarquia, vamos dialogar, etc, etc, etc".

    Não basta ser bananeiro, tem que ser cagão.

    Vim do mato e lá gostava de assustar as galinhas com um pisão do lado delas, algumas até aprendiam a voar, heheheh.

    Pois bem, esse é o brasileiro: dê um pisão que ele sai se cagando feito galinha.

    Povo de merda.

    Povo inferior.

    Merece cada imposto no lombo, cada político fungando no cangote e cada cusparada que leva na cara.

    Att,

    Anti-Estado
  • Sempre mais do MESMO  07/12/2017 11:53
    Perfeito!

    Mas não só o bananeiro, a maioria do tal "serumano" é ainda animal e aceita com normalidade a submissão.
    A fraqueza física possivelmente o faz gregário e isso acaba fazendo-o servil ao comando da manada. Acredito que o instinto animal ainda se sobrepõe à razão.

    A larga maioria de humanos são como gado e facilmente são conduzidos por "vaqueiros" de humanos.
    Um cão, por exemplo, ao ser condicionado não questiona suas reações e ações, simplesmente segue. O humano não difere: explique a razão de um humano matar e morrer pelo seu time de futebol. Não é possível conceber tamanha imbecilidade.

    Explique a razão de humanos afirmarem que, por exemplo as estatais e a Petrobras serem patrimônio do povo. Isso nem um jumento aceitaria. O "dono" desse patrimônio nada recebe dele e nem mesmo tem acesso às propriedades de "seu" patrimônio e ainda paga os maiores preços pelo que o "seu" patrimônio porcamente produz.

    Quem é capaz de explicar tais imbecilidades???

    Como um ser humano pode conceder a outros o total arbítrio sobre sua vida??? ...em que se baseiam estes tais humanos para aceitar que outros humanos decidissem sobre sua vida como se fosse um boi, uma galinha ou um cão? ...em qual razão se baseiam pára assim se submeterem tão resignadamente???


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