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O capitalismo de estado, ou “rent seeking”, é o comportamento que explica a economia do Brasil
A mão visível do estado ajuda os que temem a livre concorrência

A luta dos taxistas contra Uber e Cabify, a propina das empreiteiras à Petrobras em troca de obras superfaturadas, a pressão dos deputados para ampliar o Refis, o dinheiro fácil do BNDES para a JBS: não há um dia em que alguma notícia de jornal não revele mais um caso de "rent seeking", comportamento que tem um potencial enorme para explicar o Brasil.

Rent seeking — ou "busca pela renda" — é a atividade de conquistar privilégios e benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Na prática, é a captura das instituições regulatórias, de políticos e de burocratas com o objetivo de obter privilégios em prol de grupos interesses.

Em uma economia baseada no rent seeking, indivíduos concorrem entre si para ganhar favores de políticos, e não para oferecer a clientes produtos e serviços melhores ou mais baratos. O grosso do lucro advém de privilégios garantidos junto ao governo e não da oferta de bens e serviços aos consumidores.

Os privilégios variam: crédito subsidiado, patrocínios estatais, tarifas de importação que deixam concorrentes estrangeiros fora do páreo, agências reguladoras que cartelizam o mercado e dificultam a entrada de novos concorrentes, regulamentações profissionais que aumentam a barreira de entrada de novos concorrentes, pensões, e contratos superfaturados.

Os contratos superfaturados, por exemplo, estão presentes em todas as esferas de poder. Quando a prefeitura da sua cidade recapeia uma rua ou avenida, são enormes as chances de que a empreiteira que faz aquela obra conseguiu o contrato via propina. Mais especificamente, o empreiteiro paga propina aos burocratas da prefeitura, a prefeitura então escolhe essa empreiteira e, no final, em troca da propina, a empreiteira faz uma obra superfaturada, a qual será paga pelos seus impostos. Empresa, burocratas e políticos ganharam, e você perdeu.[1]

Os discursos são fundamentais

Já o discurso que os grupos utilizam para nos convencer de que merecem privilégios segue um padrão uniforme: "Nós somos os X, acreditamos que Y, por isso o governo deve nos conceder benefícios".

Substitua "X" por qualquer minoria organizada: empreiteiras, grandes indústrias nacionais, cineastas, índios, deputados, funcionários públicos, militares, sem-teto.

Em "Y", insira uma justificativa que faça o interesse privado se disfarçar de interesse público: "somos importantíssimos para a soberania brasileira", "é preciso proteger a indústria nacional", "nossos ancestrais foram oprimidos", "queremos evitar a concorrência desleal", "é preciso fomentar a cultura local", "somos vítimas da especulação imobiliária".

Nem sempre a minoria que adota esse discurso tem consciência do que faz. Muitos taxistas se movem por uma preocupação legítima em manter o emprego, por exemplo. Mas o resultado de suas ações é o mesmo: o privilégio a 1% da população à custa dos outros 99% que se beneficiariam com mais competição no transporte urbano.

Os efeitos

Um caso explícito e irritante de rent seeking envolveu a Braskem, que pertence ao grupo Odebrecht e à Petrobras. Como a Braskem controla o mercado nacional de resinas plásticas, era de se esperar que o governo diminuísse tarifas de importação para evitar o monopólio. Em 2012, porém, a presidente Dilma Rousseff elevou a taxa de importação de 14% para 20%. Milhares de empresas plásticas reclamaram que a alíquota daria ainda mais poder para a Braskem controlar o preço das resinas. E foi exatamente isso o que ocorreu: as resinas ficaram 27% mais caras no ano seguinte. Quem poderia imaginar?

A economista Anne Krueger, no artigo de 1974 em que cunhou o termo "rent seeking", alertou para um efeito dessa prática: o ressentimento contra o capitalismo. As pessoas tendem a questionar um sistema que premia não os mais produtivos ou talentosos, mas sim os sortudos que são "amigos do rei" ou se mantêm por privilégios concedidos pelo governo.

Obviamente, tal arranjo é o exato oposto de capitalismo de livre mercado. Uma nomenclatura mais apropriada seria "capitalismo de quadrilhas", "capitalismo de laços" ou simplesmente mercantilismo. No entanto, no imaginário popular, tal arranjo é a definição exata de capitalismo, daí ocorrendo todo o estrago.

Outro efeito nocivo é a desigualdade ruim, aquela causada por privilégios e não pelo talento. Em "O Preço da Desigualdade", Joseph Stiglitz afirma que o rent seeking é uma causa relevante de concentração de renda principalmente na América Latina. Os supersalários de juízes são só um entre tantos exemplos.

Um país caro, fechado a importações, que exige diploma para qualquer profissão, desigual, ressentido contra o capitalismo e onde empresas disputam favores de políticos. Rent seeking tem tudo a ver com isso.

Conclusão

A solução? Nenhum empresário pode comprar favores de um burocrata que não tenha favores para vender.

Assim, a única maneira lógica de combater essa distorção é reduzir o estado a uma mínima expressão, limitando enormemente (ou até mesmo eliminar) a autoridade política que socialmente concedemos e reconhecemos ao estado. Se o estado perde seu poder de conceder privilégios àqueles grupos que o capturam, estes não irão adquirir autoridade política para obter privilégios à custa da sociedade. 

Um modelo intervencionista que anula o livre mercado — retirando o poder de decisão da sociedade (consumidores) e o entregando a políticos e burocratas, que então assumem a tarefa de decidir quais empresas irão prosperar (com o dinheiro de impostos dos cidadãos) — tem de ser abolido.

A concentração de poder no estado faz com que ele se torne um irresistível instrumento de redistribuição de renda: dos pagadores de impostos para as minorias organizadas (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas). Enquanto houver estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.

 

Uma versão resumida deste artigo foi publicada no jornal A Folha de S. Paulo

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[1] N. do E.: até mesmo coisas mais triviais podem envolver o rent seeking: a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados (devidamente fornecidos pela empresa que fez o lobby pela aprovação desta lei) em bares e restaurantes é um exemplo clássico atual. A imposição de kits de primeiros-socorros e a obrigatoriedade de extintores de incêndio nos automóveis (beneficiando as empresas que os fabricam) foram outro exemplo clássico.

Com efeito, o rent seeking pode estar onde as pessoas menos esperam: por exemplo, uma carga tributária alta ou um código tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos grandes empresários. Ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e cresçam, como ainda representam um grande custo para as pequenas empresas já existentes. Ao passo que as grandes, recheadas de contadores e tributaristas, conseguem navegar com facilidade por seus labirintos, as pequenas podem se tornar inviáveis por conta disso.

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autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


  • Matheus Evangelista   29/11/2017 13:32
    Muito bom o texto do Leandro Narloch, é sintomático o rent seeking na economia brasileira
  • Matheus Evangelista   29/11/2017 13:38
    Bastante elogioso, a nota de rodapé explicitando formas de rent seeking sutis como uma alta tributação,complexo sistema tributário,ou uma atuação política para se aumentar custos de produção,criando dificuldades artificiais.Muito bom !
  • Ricardo  29/11/2017 14:14
    Todo mundo que a America Latina é engolida pelo monstro neoliberal, por isso são as economias mais pobres do continente Americano. A única alternativa é o desenvolvimento econômico dirigido pelo estado com a parceria com a iniciativa privada assim como foi com os EUA industrializando através do protecionismo com as altas tarifas alfandegárias, portanto o país se tornou essa superpotência em que se tornou.
  • Leandro  29/11/2017 14:31
    Boa ironia.

    E, como sempre, vale aproveitar a deixa para falar as coisas básicas.

    O crescimento e a industrialização dos EUA começaram na década de 1820 com as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.

    Tudo isso antes de 1860 (quando realmente houve elevação das tarifas de importação, que foi o estopim da Guerra Civil).

    Os estados americanos que mais se enriqueceram durante esse período anterior a 1860 foram os do nordeste. E o motivo é simples: os grandes industriais europeus aportaram lá, na Nova Inglaterra. Esse é um fenômeno que simplesmente não pode ser ignorado em qualquer análise econômica minimamente séria.

    E aí houve o inevitável: regiões industrializadas sempre viram protecionistas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter. O sul queria livre comércio porque também era a única maneira de exportar sua produção.

    Isso impulsionou os estados do sul se rebelaram. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    (Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.)

    Com a vitória do norte, tarifas protecionistas foram implantadas que vigoraram até o ano de 1900, caindo a partir dali).

    Como consequência dessa imposição tarifária e da destruição do livre comércio, o sul empobreceu (e, até hoje, é mais pobre do que o norte).

    Tarifas fizeram exatamente o que prometiam: protegeram (de 1865 a 1900) aquelas indústrias do nordeste americano que já estavam estabelecidas, e empobreceram o resto do país. E, de quebra, mataram 600.000 civis em uma guerra.

    Alguns detalhes:

    1) Até 1913, a única forma de o governo federal americano se financiar (a única forma que era permitida pela Constituição) era por meio de tarifas de importação. Ou seja,toda a carga tributária federal se resumia a tarifas de importação.

    2) A Morrill Tariff elevou progressivamente a tarifa de importação de 15% em 1860 para 44% em 1870. Foi uma década perdida para os EUA.

    A partir de 1870 a tarifa voltou a cair, chegando a 27% em 1880, a 15% em 1910 e a 7,7% em 1917.

    E vale um adendo importante: como os preços só caíam por causa da moeda forte (os EUA viviam o padrão-ouro), os preços nominais dos produtos importados também só caíam. Logo, os custos nominais dessas tarifas -- que já eram decrescentes -- caíam ainda mais.

    3) É de crucial importância distinguir entre tarifas de importação com intuito protecionista e tarifas de importação com intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra.

    Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria.

    Já uma tarifa com intuito arracadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importar; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas. E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero -- exatamente o contrário do que ele almejava.

    Por uma questão de lógica simples, sabendo que o governo americano da época sobrevivia exclusivamente com as receitas dessas tarifas, então a conclusão lógica é que, à época (antes de 1860 e pós-1870), elas não tinham caráter protecionista. Se tivessem, o governo não teria receita.

    As tarifas de importação do governo Sarney e do governo Dilma, por exemplo, eram meramente protecionistas. Já as americanas eram arrecadatórias.

    E, ainda assim, eram mais baixas que as nossas atuais.

    4) Os EUA cresceram e se industrializaram porque havia ampla liberdade de empreendimento e o governo federal era mínimo (excetuando o período Lincoln). Não havia regulamentações (ao menos, não como as de hoje), e o governo federal coletava impostos unicamente via tarifas sobre importados, pois esta era a única maneira permitida pela constituição.

    Excetuando-se o período da Guerra Civil, os EUA cresceram de 1820 a 1929. E, até 1913, como não havia um Fed, era um crescimento com queda de preços.

    Livre mercado e moeda-forte. Combinação que jamais deu errado.
  • Martha  30/11/2017 12:22
    Leandro, como sempre, a tua resposta é excelente! A verdade pura e simples sempre é um tônico nestes tempos de "pós-verdades" e "minhas verdades".

    Apenas permita-me inserir um adendo à tua resposta para talvez melhorar a acurácia histórica: é preferível denominar a guerra citada de Guerra de Secessão Americana, e não Guerra Civil Americana. A causa da guerra, como você bem escreveu, foi uma medida protecionista do governo federal que concedia privilégios para certas unidades da federação (os estados industrializados do nordeste), em detrimento de outras (os estados agroexportadores do sul).
    Os estados prejudicados não queriam assumir o poder federal - o que caracterizaria uma guerra civil - mas exercer seu direito de secessão de uma união na qual entraram voluntariamente, mas que não os interessava mais, muito pelo contrário.
  • Constatação  29/11/2017 14:33
    Comediantes são sempre bem vindos. Tá quase chegando lá, mais um pouco de treino e o Capital Imoral perde o trono.
  • Demolidor  29/11/2017 14:45
    Precisa estudar melhor história, meu caro, para saber como realmente se deu o desenvolvimento americano.

    Para seu melhor entendimento, comece pelo básico, por aqueles pontos onde você tem deficiências. Comece por aqui:

    portugues.uol.com.br/gramatica/pontuacao-.html
  • Frederico  29/11/2017 14:18
    Como alguém disse em outro lugar, é mais fácil os chineses e até mesmo os norte coreanos diminuírem o tamanho de seus estados do que o povo brasileiro. O povo brasileiro vê no estado uma espécie de divindade, embora ache os políticos um bando de filhos da puta. É o paradoxo de Garschagen.
  • Ze da Moita  04/12/2017 10:46
    tanto que quem se opunha o PT queria a volta dos Militares(mais estado)
  • Constatação  29/11/2017 14:27
    Até o Paraguai, país tido há pouco tempo como rentista, vem abandonando essa prática. Creio que não demorará a colher os resultados da liberalização que está fazendo.
  • Hernan  29/11/2017 14:40
    Estive recentemente no Paraguai. É claro que se trata de um país ainda muito bagunçado, e seu histórico é de constante turbulência política e incerteza institucional. No entanto, a coisa lá tem encaminhado bem.

    Como não há política industrial, não há indústria pra ser protegida. Consequentemente, o governo não espolia a população para proteger grandes empresários. O comércio exterior (exportação e importação) chega a 82% do PIB (no Brasil, míseros 27%). O país importa (barato) quase tudo, sobra trabalho em novos galpões, há máquinas novas, ferramentas novas e projetos novos. Quem lá vive diz sentir que a economia parece crescer uns 10%.
  • Jorge  29/11/2017 18:35
    Interessante que estejam falando do Paraguai, pois envolve uma dúvida que tenho sobre a realidade do país.

    Estive lá recentemente, justamente na fronteira com Foz, e a impressão que tive, ao menos naquele local, foi a de um Estado bastante ausente, com bastante liberdade para a população.

    No entanto, ao invés de encontrar um paraíso capitalista, o que vi foi um verdadeiro caos. Um local diversos degraus abaixo na escala civilizatória, mesmo tendo um país lixo como o Brasil por referência.

    Pensei em algumas explicações para este cenário, mas, por desconhecer a real situação do país, não sei dizer se estão ou não corretas. São elas:

    - o Estado Paraguaio é grande sim, somente não estava visível naquele dia ou local;
    - o Estado omisso é um fenômeno recente no Paraguai, por isso o desenvolvimento ainda está em sua fase inicial. O que vi naquele dia já representa um grande progresso em relação ao que existia algumas décadas atrás;
    - eles não tem bens ou serviços relevantes para oferecer em troca ao restante do mundo, por isso o processo de acumulação de capital/criação de riqueza é lento;
    - o caos se deve tão somente ao fato de ser uma região de fronteira. Longe dali a situação é bastante diferente.

    Alguém que conheça melhor a realidade paraguaia tem a explicação para um local com aparente liberdade/pouca presença do estado ser tão podre?
  • Soárez  29/11/2017 18:54
    Ué, e nem teria como ser diferente.

    O Paraguai nunca teve estabilidade política e nem institucional. Nunca houve segurança jurídica e respeito a contratos. A moeda sempre foi vituperada pelo governo e a inflação de preços sempre foi alta.

    O que gera riqueza e prosperidade é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    O Paraguai tem alguma dessas características? Ter baixos impostos ajuda muito (tanto é que o Paraguai vem progredindo bastante), mas está longe de, por si só, resolver tudo.

    Querer que haja investimentos produtivos e que a sociedade seja rica em um cenário como este é revogar completamente a economia básica.

    Apenas muito recentemente é que as coisas começaram a se estabilizar por lá. E, veja só, os investimentos estão crescendo fortemente. Duplicou em sete anos.

    Dê mais algum tempo.
  • Um quase libertário  29/11/2017 17:14
    A minha mentalidade já está mudando. Ainda sou cético em algumas coisas, acho que o Estado ainda deve cuidar da segurança do seu território, principalmente contra inimigos externo, porque tem países que estão armados até os dentes (possuem armas nucleares, químicas, biológicas, grupos terroristas, ...). Do resto pode privatizar tudo, saúde, educação, etc e até mesmo conceder voucher aos mais "necessitados" no início do processo. Acho que sou meio conservador rs, até porque a gente vive em um país em que a ser até difícil imaginar essas alternativas sendo colocadas em prática.
  • Eduardo  29/11/2017 17:18
    Sempre lembrando que não basta privatizar. Tem de desestatizar geral.

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas
  • Rodrigo Brenno  30/11/2017 12:28
    Privatizar, desestatizar e ABRIR O MERCADO! De nada adianta formação de cartéis, sejam públicos ou privados!
  • PATRI  29/11/2017 17:27
    Há aproximadamente 200 milhões de pessoas no Brasil.

    Imagine que o Congresso irá aprovar uma lei — ou implantar uma determinada política — que irá custar a cada brasileiro R$ 1.

    Esta legislação está sendo implantada por causa de um lobby feito por determinados grupos de interesse. Mais especificamente, esta legislação beneficiará apenas 100 pessoas. Cada uma delas ganhará, caso a legislação seja aprovada, R$ 1 milhão.

    Isso significa que há 100 pessoas no Brasil que, em vez de perder R$ 1 com a implantação dessa lei, irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão.

    Qual é o resultado social líquido da aprovação dessa legislação?

    Duzentos milhões de pessoas perderão R$ 1. Isso dá uma perda de R$ 200 milhões.

    Cem pessoas ganharão R$ 1 milhão cada uma. Isso dá um ganho de R$ 100 milhões.

    Portanto, temos um ganho de R$ 100 milhões menos uma perda de R$ 200 milhões. Logo, o custo social total é uma perda de R$ 100 milhões para o país, em termos puramente utilitaristas.

    Essa legislação será aprovada? Tenha a mais absoluta certeza de que sim. Sempre.

    Aliás, todo o sistema político foi desenhado exatamente com o intuito de poder aprovar legislações desse tipo.

    Por quê?

    É simples. Para cada um de nós, essa legislação custará R$ 1. Sendo assim, com um custo per capita tão baixo, como será possível conseguir organizar e agitar um número grande o bastante de pessoas para fazer ativismo contra essa lei?

    Mais: suponha que, em um caso totalmente inédito, você consiga organizar um número suficiente de pessoas para protestar contra essa legislação e revogá-la em apenas uma hora.

    O que você ganhou? Um real por uma hora de esforço intenso. Eletrizante...

    Por outro lado, aquelas 100 pessoas irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão com esta legislação.

    Consequentemente, elas irão, com grande afinco, gastar várias horas de sua vida tentando descobrir qual a melhor maneira de fazer um lobby eficaz, quais políticos devem ser abordados para conseguir fazer com que eles aprovem essa legislação, qual a melhor maneira de propagandear de forma positiva essa legislação para o povo, e, principalmente, como fazer o povo acreditar que tal legislação será boa para todos.

    Essas 100 pessoas estarão perfeitamente dispostas a gastar, conjuntamente, centenas de milhares de reais para conseguir aprovar essa legislação. E ainda colherão belos lucros.

    Já você, que se opõe a essa legislação, teria de ser capaz de organizar 1% da população brasileira (número mínimo para qualquer Projeto de Lei de Iniciativa Popular) — isto é, 2 milhões de pessoas — para conseguir revogar essa lei.

    Mais ainda: você tem de encontrar 2 milhões de pessoas que tenham, em relação a essa legislação, o mesmo fervor que aqueles que querem aprová-la.

    Pior: o custo de você organizar essas pessoas irá superar, em muito, os eventuais benefícios de fazer isso.

    Ainda pior: mesmo que você consiga encontrar esses dois milhões de pessoas, e esteja disposto a incorrer em todos os custos para fazer isso, no final o seu manifesto será simplesmente enviado para o Congresso — a mesma entidade que está sendo assediada por lobistas muito mais bem organizados e financiados que você.

    Quais as chances de você vencer?
  • JOSE F F OLIVEIRA  29/11/2017 17:30

    Quem somos

    Sediada em Cidade do Leste, Paraguai, a coinPY tem como missão ser a maior mineradora de criptomoedas da América Latina e até 2020 ser responsável por 20% da mineração das moedas digitais de maior relevância no mercado internacional.

    Com um modelo de negócio único, sua operação comercial baseia-se em aproveitar sua cadeia de fornecedores e rentabilizar os espaços ociosos na sua "farm". Que se concretiza na venda de equipamentos (mineradoras), locação de espaços em hack com conexão à internet e fornecimento de energia elétrica. Somando-se a isso, a coinPY oferece aos seus clientes o know how da sua equipe técnica para a instalação e manutenção do equipamento de mineração.
    Mineração Bitcoin Criptomoedas Paraguay Latinoamerica . [https://coinpy.net/]
  • anônimo  29/11/2017 17:47
    A melhor coisa que existe para uma empresa capitalista é um Estado socialista, pois assim com muito menos gasto este lhe garante uma reserva de mercado, já que é mais fácil subornar um punhado de pessoas do que investir no desenvolvimento dos produtos e em boas iniciativas de marketing.
  • 4lex5andro  04/07/2018 14:21
    Não é qualquer empresa capitalista, mas grande empresa que tenha contratos [e contatos] com o Estado.

    E como constatação, nesse país, os maiores anunciantes por exemplo, serão ou o Estado ou [grandes] Empresas que vendem pra o Estado.

    Como é o caso do Brasil.
  • Lopes  29/11/2017 17:50
    "A conclusão é que os socialistas se reinventaram, trocaram seu rótulo para social-democratas, deixaram de lado sua ânsia de estatizar diretamente os meios de produção e optaram por um mais suave modelo fascista, no qual estado e grandes empresas atuam em conluio para se beneficiar mutuamente e prejudicar o cidadão, que tem de aceitar serviços ruins e caros, pois não há mais livre mercado. Exatamente o intuito original dos socialistas".

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores
  • Flávia  29/11/2017 17:53
    Não acredito que um estado muito menor, no sentido de excessiva desregulamentação seja positivo. Daria no mesmo, empresários sem controle algum iriam fraudar produtos, enganar consumidores, explorar trabalhadores. Tem que ter um meio termo.
  • Renato  29/11/2017 18:06
    "Não acredito que um estado muito menor, no sentido de excessiva desregulamentação seja positivo."

    Tudo bem, então fique com o que aí está. Não há uma terceira alternativa viável.

    "Daria no mesmo, empresários sem controle algum iriam fraudar produtos, enganar consumidores, explorar trabalhadores."

    Como assim?!

    Quer dizer que, se eu, na condição de empreendedor, quiser ter lucro, a primeira coisa que irei fazer é enganar consumidores e fraudá-los? Como é que eu vou ficar rico assim?

    Se eu fraudo e engano você, a primeira coisa que você irá fazer é me denunciar no Reclame Aqui, nas redes sociais, para seus vizinhos e amigos. Minha clientela irá despencar.

    Por favor, me diga como é possível eu ganhar dinheiro assim?

    Você não irá comprar, em uma padaria, uma picanha que não esteja fresca caso acredite que irá conseguir uma de melhor qualidade no supermercado mais próximo. Os comerciantes até gostariam de conseguir vender uma picanha do mês passado que já esteja se deteriorando, mas os consumidores, em conjunto com o interesse próprio dos outros vendedores, não deixarão isso ocorrer.

    As escolhas dos consumidores e as ações dos concorrentes restringem (isso é, regulam) até mesmo a qualidade dos produtos serão colocados à venda — para não falar dos que realmente serão vendidos —, pois os consumidores irão denunciar e falar mal daqueles estabelecimentos que vendem produtos de pior qualidade em relação aos outros.

    Em um mercado concorrencial, nenhum estabelecimento pode se dar ao luxo de desapontar ou de tentar ludibriar os consumidores. Sendo assim, eles são obrigados a manter uma qualidade decente, mesmo que não queiram.

    Dessa maneira, as forças do mercado regulam a qualidade melhor que burocratas e políticos, que não têm nada a perder ou ganhar (exceto propinas).
  • anônimo  29/11/2017 18:09
    O único arranjo em que é possível o cara enriquecer fornecendo péssimos serviços é justamente em mercados regulados, onde a concorrência é banida e você não tem opção a não ser continuar comprando do mesmo fornecedor. Exatamente o arranjo que a Flávia defende.

    É por isso que você consegue qualidade em restaurantes e padarias, mas não consegue no mercado de telefonia celular, no mercado bancário, no mercado aéreo, no mercado elétrico, no mercado de postos de gasolina etc., pois todos esses são estritamente regulados pelo governo via agências reguladoras.

    Não existe isso de falta de rgulação. Sempre haverá dois tipos de regulação: regulação feita por políticos e burocratas, ou regulação feita pelas forças do mercado. Regulação feita por decretos, ou regulação feita pela liberdade de escolha.

    E quem exerce as "forças do mercado" somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência. Não é nada complicado. Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, favor avisar ao mundo sobre essa revolucionária descoberta.
  • Renato  29/11/2017 18:12
    Aliás, como eu disse em outro comentário: essa lógica é sensacional. Empresas privadas, se não forem estritamente reguladas por políticos (esses seres tão honestos, angelicais e preocupados com o povo), irão matar todos os seus consumidores. Afinal, é exatamente assim que empresas capitalistas ganham dinheiro: matando seus consumidores.

    Só mesmo um povo que não entende absolutamente nada de capitalismo pode realmente pensar que há lucro ao se fraudar ou mesmo exterminar todo o seu público consumidor.

    Nossa mentalidade anticapitalista, que não entende nem sequer o básico sobre economia de mercado, leva a raciocínios esdrúxulos assim. Daí nosso atraso.
  • salvador Benevides  01/12/2017 17:47
    Mas, se o Estado se ausenta, sai de cena, e deixa tudo livre, o poder econômico dessas quadrilhas não se estabelecerá de modo a controlar - como um Estado - o mercado e seus nichos? Se as empresas se juntarem e formarem cartéis, agora livres do Estado, dos politicos, e determinarem preços, qualidades, etc? Quem me garante que saindo o Estado se estabelecerá uma concorrencia leal, decente? E se acontecer o que acontece por exemplo em varias partes do país, onde milicianos e empresarios mafiosos intimidam agentes da justiça (o que sobraria do Estado), compram policiais e eliminam concorrentes mais fracos pela força da violencia? Não estou querendo invalidar a tese liberal, acho ela muito interessante, mas, como impediriamos que esses maus empresários e bandidos vestidos de empresários usassem de meios criminosos para eliminar concorrentes, fechar portas, etc?
  • André Bolini  01/12/2017 18:03
    "Se as empresas se juntarem e formarem cartéis, agora livres do Estado, dos politicos, e determinarem preços, qualidades, etc? Quem me garante que saindo o Estado se estabelecerá uma concorrencia leal, decente?"

    Curioso, pois, empiricamente, tudo isso só ocorre exatamente em mercados regulados pelo estado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural


    Quem é a favor de estado é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.

    "E se acontecer o que acontece por exemplo em varias partes do país, onde milicianos e empresarios mafiosos intimidam agentes da justiça, compram policiais e eliminam concorrentes mais fracos pela força da violencia?"

    Mas, hein?! Milicianos sao agentes do estado!

    Sao policiais militares que, gozando do monopólio da violência que lhes é conferido pelo estado, aterrorizam favelados, que simplesmente não têm a quem recorrer. Se você é ameaçado de morte por um agente do estado, a quem você vai recorrer? Ao estado?

    Impressionante como as pessoas, mesmo vendo todos os males causados pelo estado, ainda pedem mais estado como solução.

    Ah, sim: dê-me um único exemplo -- um só -- de empresas e empresários que, sem a ajuda do estado "eliminam concorrentes mais fracos pela força da violencia". Só um.

    "como impediriamos que esses maus empresários e bandidos vestidos de empresários usassem de meios criminosos para eliminar concorrentes, fechar portas, etc?"

    Isso só ocorre quando estão em conluio com o estado, essa entidade benevolente que você jura ser indispensável para coibir exatamente o que apenas ela pode praticar.
  • Helvetico  05/12/2017 11:08
    Quero deixar bem claro que não sou a favor do Estado!

    Mas eu tenho um amigo que fechou sua padaria em Belém pq tinha q pagar bandido da "mafia" local pra poder funcionar. Mafia q, pasmem!, era financiada por outros empreendedores.

    O pqno empreendedor pode sofrer, sim, com a violência. Vendedores ambulantes, por ex., não deixam outro vendedor entrar em seu território.

    Repito, sou a favor de menos/zero Estado, mas imaginar q td será perfeito é ser ingênuo.
  • André  05/12/2017 11:48
    Em 100% dos casos, sem exceção, achacadores operam em conluio com as forças políticas e policiais locais. Parte do que os achacadores arrecadam de suas vítimas é compartilhada com os políticos e com os policiais da região. Sempre e sem exceção.

    Até porque, se não fosse asssim, o extorquido poderia simplesmente denunciar os achacadores. Mas ele não faz isso porque sabe que o próprio estado está envolvido.

    Seu amigo, portanto, não só é vítima de quadrilhas que operam em conluio com o estado, como também não pode recorrer ao estado (político e policiais) para salvá-lo, pois estes estão envolvidos.

    Defender um arranjo em que seu "protetor" lhe cobra impostos e ainda por cima protege quadrilhas que lhe extorquem é o ápice do masoquismo.


    P.S.: Sempre lembrando que as milícias que operam nas favelas do Rio também são compostas por policiais militares protegidos por políticos da ALERJ. É o estado ferrando o cidadão por todos os lados.
  • Ulysses  29/11/2017 17:58
    Livre concorrência e livre iniciativa são coisas muito arriscadas. Já capitalismo de estado é muito melhor. No capitalismo de estado seu sucesso é garantido pelo governo. É algo certo. Você está sempre protegido. Você tem subsídios e pacotes de socorro. Você dificilmente vai à falência.

    Já no liberalismo você tem de suar para agradar os consumidores. Não há nenhuma garantia de lucros. Há concorrentes por todos os lados. Se você fracassar, você vai à falência. Ninguém irá lhe socorrer. Você não receberá subsídios nem pacotes de socorro.

    Por isso , não há nenhuma chance de o povo trocar o atual arranjo (mercantilismo) pelo outro (livre mercado). Até porque ele nem sabe que é ele que banco essa farra toda.
  • Jorge  29/11/2017 18:18
    No final do texto está escrito:

    "A solução? Nenhum empresário pode comprar favores de um burocrata que não tenha favores para vender."

    A frase tem um "não" a mais ou deixei passar algo?

    Tenho a impressão de que o autor quis simplesmente dizer: "A solução? Nenhum empresário pode comprar favores de um burocrata."

    Mas o que estou lendo é: "quando o burocrata não tiver favores para vender o empresário não deve comprá-lo. Quando tiver, compra-lo é aceitável."
  • Marcos  29/11/2017 18:52
    "A frase tem um "não" a mais ou deixei passar algo?"

    Deixou passar algo.

    "Tenho a impressão de que o autor quis simplesmente dizer: "A solução? Nenhum empresário pode comprar favores de um burocrata."

    O autor é realista; ele sabe que algo não deixará de acontecer apenar por ser imoral. Por isso, não basta apenas dizer que "empresários não podem comprar favores de burocratas". Isso seria o equivalente a dizer que ninguém pode matar ou roubar.

    O que o autor quis dizer é: se nenhum burocrata tiver o poder de vender favores, então nenhum empresário irá comprar favores.

    E como fazer com que nenhum burocrata tenha poderes para vender favores? Encolhendo o estado ao mínimo possível.

    Não há outra alternativa.

    "Mas o que estou lendo é: "quando o burocrata não tiver favores para vender o empresário não deve comprá-lo. Quando tiver, compra-lo é aceitável.""


    Então você entendeu tudo errado. Mas espero que agora esteja mais claro.
  • NaReal  29/11/2017 20:51
    Só discordo em uma coisa sobre o texto:

    "A economista Anne Krueger, no artigo de 1974 em que cunhou o termo "rent seeking", alertou para um efeito dessa prática: o ressentimento contra o capitalismo. As pessoas tendem a questionar um sistema que premia não os mais produtivos ou talentosos, mas sim os sortudos que são "amigos do rei" ou se mantêm por privilégios concedidos pelo governo.

    Obviamente, tal arranjo é o exato oposto de capitalismo de livre mercado. Uma nomenclatura mais apropriada seria "capitalismo de quadrilhas", "capitalismo de laços" ou simplesmente mercantilismo. No entanto, no imaginário popular, tal arranjo é a definição exata de capitalismo, daí ocorrendo todo o estrago."

    Quando chega neste ponto, já não é capitalismo. É socialismo.

    Ou é capitalismo, ou não é!
  • Historiador  29/11/2017 21:25
    Socialismo, por definição, significa a expropriação seguida de estatização dos meios de produção. Essa é a definição clássica do socialismo soviético.

    Há também o socialismo de estilo alemão (adotada pelos nacional-socialistas, popularmente conhecidos como nazistas), no qual a propriedade privada dos meios de produção se mantém, mas os capitalistas apenas seguem ordens do governo. No socialismo de estilo alemão, era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

    Já o capitalismo de estado não segue nenhuma dessas duas características (nem socialismo soviético nem socialismo nazista), sendo, portanto, correta a definição adotada pelo autor.
  • Igor  30/11/2017 16:09
    Historiador, o termo "capitalismo de estado" foi utilizado por Bakunin no sentido de crítica à teoria socialista marxista (e não soviético — Bakunin faleceu bem antes da revolução russa), onde ele apontava que o estado, ao controlar os meios de produção, faria a mesma coisa que criticava no capitalismo, ou seja, a exploração da mão-de-obra dos proletários e camponeses e manteria a mais-valia. Ou seja: capitalismo de estado é sinônimo de socialismo (e não: não é capitalismo — menos ainda livre mercado).

    Bakunin estava certo na crítica ao socialismo marxista (sem querer ele refutou Marx... rs), só não no entendimento do que era realmente o capitalismo.
  • Reinaldo Schroeder  29/11/2017 22:07
    Se continuar assim, o Brasil viraria um país comunista de vez?
    O Estado não possui as fábricas ou fazendas, mas as controla com mãos de ferro através de regulações e tarifas.
    Na minha opinião é só começar a controlar quem entra e sai do território que viramos uma União Soviética Latina.
  • Zero  29/11/2017 22:46
    O Estado bostileiro não pára de nos surpreender.

    https://g1.globo.com/politica/noticia/stf-proibe-em-todo-o-pais-producao-comercializacao-e-uso-de-materiais-com-amianto.ghtml
  • Automobilista  29/11/2017 23:49
    A privatização de interlagos tem causado problemas, os argumentos se baseiam que é ''patromonio histórico'' e que a privatização levaria ao fim da pista para a especulação imobiliaria.
    Eu tenho uma página sobre automóveis que é relativamente fluente no meio, já cansei de bater nessa tecla mas os caras não entendem.

    Canso de falar que não importa se a pista for extinta(seria uma pena), uq importa é o ponto ético.
    Ai eles falam que a pista não da prejuizo e por isso ninguém paga a conta, só que o governo federal injeto recursos em uma reforma em 2015.
    Mas ai eles falam que gera empregos e etc...

    Enfim, seria ideal o IMB fazer um novo artigo(sei que tem mts sobre isso), aproveitando esse momento de discussão na prefeitura de são paulo sobre a privatização do autódromo e outros empreendimentos.
    Eu compartilharia na minha página com o maior prazer dando todo apoio reforçando o argumento, já cansei de explica a ética e até o ponto utilitario de que o estado não consegue fazer calculo racional e etc...

    Bom fica a sugestão, chega a me doer o estamago de ler os argumentos utilitaristas que só estão conforme a conveniência pessoal ignorando toda a ética.
    Não tem como, os caras apelam pra todo tipo de sentimentalismo e demagogia, isso me enjoa, as pessoas são imbecis o suficiente pra pensarem extremamente pequeno e ignorar tudo e só focar no conveniente.
    Só um desabafo... Juro que admiro a paciência de alguns aqui de explicar tin tin por tin tin nos comentários, muitos argumentos que não possui lógica ou razão, totalmente vazio querendo que o fim justifique o meio, que o fim conveniente seja alcançado independente do meio. Isso me da muita raiva.

    Forte Abraço a todos!
  • FL  30/11/2017 11:59
    Caro Automobilista, não é apenas Interlagos que deve ser privatizado: tudo deveria seguir este caminho.

    O argumento moral é simples: não faz sentido que o povo da cidade/estado/país pague para manter um aparelho de diversão de uma pequena minoria rica.

    O argumento econômico é melhor ainda: se o autódromo desse lucro, a prefeitura não estaria vendendo. Se ele efetivamente dá lucro e mesmo assim está a venda, não vão faltar interessados em comprá-lo e abocanhar essa oportunidade. Se ele dá prejuízo, a obrigação de venda é maior ainda - e uma vez vendido, o novo dono pode fazer o que bem entender com sua propriedade.



    Um artigo bom sobre um caso esportivo sem envolvimento governamental:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2489



    (Obs: a maior parte das críticas não ocorre por causa do projeto, mas sim por quem está fazendo - o atual prefeito. Fosse o prefeito antigo, aposto que estariam apoiando. A insanidade é tanta que são os que se dizem defensores dos mais pobres que estão defendendo a manutenção deste playground dos ricos nos moldes atuais)
  • Automobilista  30/11/2017 20:10
    Automobilismo tende a ser um esporte ''privatizado'', os recursos, financiamento ,marketing e tudo é feito através dinheiro privado, com contratos privado e leis privadas.

    Acontece que alguns casos, a relação com o estado existe, com autódromos públicos.

    Acontece que independente se algum autódromo público é bom no mundo, o ponto ético não é refutado por esse fato.
    A questão é que, eles defendem o próprio interesse de manter a pista lá, custe uq custar, eles querem que o fim(de manter a pista la) justifique qualquer meio, mesmo que seja aumentar impostos pros paulistanos até apontar um arma na cabeça deles.

    Da uma raiva isso, as pessoas passarem por cima da lógica e da razão pra provar um fim conveniente a si mesmo, eu fico indignado!
  • Felipe Lange  29/01/2018 16:49
    Há regulações estatais no processo de se tornar um piloto de corrida? Pelo que já me responderam na Internet é um processo extremamente custoso.
  • Fernando  30/11/2017 01:38
    A tropa liberal - conservadora está vindo e o tranco vai ser forte.

  • Daniela  30/11/2017 17:20
    Quanta informação!

    Se tivesse mais tempo passaria muitas horas lendo mais e mais artigos e comentários.
    Obrigada por elucidar muitas dúvidas sobre liberalismo, neo, capitalismo, livre mercado e estado mínimo.
    Artigos altamente elucidativos.

    Parabéns IMB!

  • 4lex5andro  09/12/2017 22:44
    Pois é, somente com o advento da net, conteudos fora do mainstream puderam ser conhecidos.

    Em resumo, o site do IMB oferece o lado que não é contado nas escolas e na maioria das universidades.
  • Murel Kenway  25/12/2017 19:04
    O livro (Por que o Brasil é um país atrasado?) fala muito sobre isso, mas ele usa muito o termo oligarquia, e explica que no Brasil só cresce quem tem privilégio Estatal, do governo e de burocratas, ele explica que no Brasil existem tantas regulamentações que ao invés de garantir direito e beneficio aos trabalhadores, só da autonomia para o Estado de controlar mais ainda a nação, e impede que exista novos empreendimentos, e isso consequentemente mina a economia nacional, isso ajuda com o levante de oligopólios monopólios etc... Leiam esse livro, é do descendente real Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
  • Emerson Luis  30/12/2017 20:17

    É desaconselhável o uso de termos com a palavra "capitalismo" ("capitalismo de quadrilhas", "capitalismo de laços", "capitalismo de compadres, etc.) porque eles reforçam a confusão sobre o que é o capitalismo e o ressentimento contra ele.

    É melhor usar o termo "mercantilismo" para enfatizar que o genuíno capitalismo é sinônimo de livre mercado, liberdade econômica. E também para enfatizar o que o capitalismo NÃO é: conluio entre governo e grandes empresas.

    Também vale lembrar o real significado de "fascismo": TUDO dentro do Estado; propriedade privada de jure, estatização de tudo de facto via controle.

    * * *
  • Carabao  29/01/2018 14:39
    Só um adendo: importante frisar que quem ditou a regra nesse caso foram os EMPRESÁRIOS donos da Braskem. O Estado, corrupto e clientelista, só fez cumprir a regra ditada pelos "grandões".
    Agora, digamos que inexista o Estado (impossível): os "grandões" imporiam regras do tipo do mesmo jeito. Só que ao invés de impor pela constitucionalidade, pela Lei, imporiam na força, ou de outra forma qualquer.
    O correto seria simplesmente o Estado cumprir o que seria seu papel: manter o equilíbrio do jogo, a Justiça. Um Estado interessado em cumprir seu papel, não em ganhar dinheiro ou adquirir vantagens para seus "patrões" plutocratas...
    Digo mais: um Estado assim seria possível ou apenas uma teoria? Resposta: na mesma medida que um "livre mercado" seria possível ou mera teoria...
  • Carabobo  29/01/2018 14:54
    "Agora, digamos que inexista o Estado (impossível): os "grandões" imporiam regras do tipo do mesmo jeito. Só que ao invés de impor pela constitucionalidade, pela Lei, imporiam na força, ou de outra forma qualquer."

    É mesmo? Diz aí como, por favor.

    Se não houvesse o estado, como é que meia dúzia de bostas da Braskem iria impedir 200 milhões de habitantes de transacionar livremente com qualquer pessoa do resto do mundo? Explica aí, por favor. Estou muito curioso.

    Artigo inteiro sobre esse devaneio:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2737
  • Rodrigo  29/01/2018 17:59
    Como a empresa iria fazer isso sem o monopólio da força?
  • Adrimar  02/08/2018 19:52
    Cada vez que leio um texto do IMB sinto um sabor agridoce. Fico muito feliz por estar aprendendo cada vez mais e enxergando algumas realidades que nunca tinha parado para pensar. Foi realmente muito libertador.
    Entretanto, ao mesmo tempo, me vem um sentimento ruim, de quase desesperança, pois vejo que nunca vamos evoluir para nenhum cenário de livre mercado por essas bandas (pelo menos não na minha geração, creio eu).
    Estou fazendo minha parte, leio cada dia mais os textos esclarecedores e vou repassando aos poucos para amigos e conhecidos, pois, se for muito ávido nesse repasse, creio que vão ficar assustados e sair correndo como cordeiros que viram uma raposa.
  • Internauta  04/08/2018 22:48
    www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2018/08/producao-de-energia-solar-em-casa-traz-polemica-para-o-pais.shtml

    Apenas observem o nível de discussão econômica que existe no Brasil. Será que alguém realmente acredita que esse país irá sair da mediocridade?

    E a coisa consegue ser ainda pior por causa da ignorância dos jornalistas e formadores de opinião.
  • Andries Viljoen  29/11/2018 20:27
    É possível um Capitalismo sem Estado?

    A crise de 1929 na Bolsa de Nova York, que levou a economia capitalista ao colapso, onde sobrava dinheiro de papel, faltava comida e vestimenta ao povo americano, prova que o capitalismo não vive sem a intervenção estatal.

    Quem tem o mínimo de inteligência e sabe um pouco sobre fatos históricos, sabe que o Capitalismo contribuiu e que criou novidades, principalmente no ramo da tecnologia - Bill Gates que o diga..kkkk

    Tudo o que temos de mais tecnológicos e inovador: internet, computadores, televisões, poderosos motores, satélites, etc, etc, tudo sai da indústria e que foi repassada para outras areas e a população em geral. Esse repasse de tecnologia que acontecia, por exemplo, nos EUA e não na URSS.

    Enfim a pergunta: Daria pra haver avanços tecnológicos e um capitalismo de verdade sem esse impulso do Estado? E sem ele, onde não houvessem trustes e cartéis para o lucro de poucas indústrias? E quantos minutos iria durar um mundo onde existisse capitalismo portanto sem o Estado?
    Capitalismo sem controle do estado vira anarquia.

    No capitalismo a inciativa é privada, agora o dinheiro é público, como o estado capitalista deixaria de favorecer o desenvolvimento científico?

    O capitalismo, em muitos casos na verdade ele bloqueia o desenvolvimento tecnológico. Por exemplo:

    Quanto tempo demorou sair o carro elétrico ? Ele poderia ter saído bem antes, agora as grandes indústrias de petróleo sempre boicotavam o projeto.

    Quanto tempo demorou sair a câmera digital, pq a Kodak queria vender filmes fotográficos mais tempo para ter mais lucros ...

    Ou seja: quando há um investimento, e isso gera um retorno lucrativo constante, há um certo refreio em liberar novas tecnologias no mercado, enquanto aquela antiga ainda está dando lucro.

    E quanto mais monopolizado o mercado, pior isso. Quando há pequenas empresas independentes, uma quer produzir algo melhor ou mais criativo ou útil que a outra, para tirar clientes da outra e vender. Mas quando a empresa domina o mercado, ela simplesmente proíbe o surgimento de novas tecnologias para continuar lucrando mais e mais com a tecnologia antiga.

    Estamos chegando nesse patamar neste momento, em que se formam grandes corporações que dominam o mercado e impedem o desenvolvimento tecnológico.

  • Vladimir  30/11/2018 00:06
    Putz, é tanta falácia e mentira embutida em cada frase que dá até preguiça. Vou me ater apenas às mais básicas.

    "A crise de 1929 na Bolsa de Nova York, que levou a economia capitalista ao colapso, onde sobrava dinheiro de papel, faltava comida e vestimenta ao povo americano, prova que o capitalismo não vive sem a intervenção estatal."

    Correção: não há crise que não tenha sido causada e prorrogada pela intervenção estatal. todas as crises econômicas são causadas e prorrogadas pelo estado.

    Uma queda no valor das ações na bolsa (que foi o que aconteceu em 1929) por si só não gera depressão. Em 1987, por exemplo, a bolsa americana caiu 22% e não houve depressão.

    O crash da bolsa de Nova York em outubro de 1929 teve suas origens na expansão do crédito feita pelo Federal Reserve em concerto com o sistema bancário de reservas fracionárias ao longo de toda a década de 1920. Tal expansão gerou um boom sem precedentes no mercado de ações, levando a uma euforia especulativa generalizada. Quando a expansão do crédito foi interrompida pelo Fed em decorrência de pressões inflacionárias, a euforia foi abruptamente interrompida, e deu-se início ao processo de correção.

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: aumentou impostos, aumentou gastos, e implantou políticas de controle de preços, de controle de salários, e de aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história). Para piorar: ele estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Em 1933, entrou em cena Franklin Delano Roosevelt, que simplesmente deu continuidade às políticas intervencionistas de Hoover, inacreditavelmente prolongando a Depressão até 1946.

    Um simples crash da bolsa de valores foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, em 1946.

    Leituras sugeridas:

    What - or Who - Started the Great Depression? (Trabalho acadêmico)

    New Deal policies and the persistence of the Great Depression (Trabalho acadêmico)

    Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência

    1920 - a última depressão na qual um governo não se intrometeu foi também a mais rápida

    Como Franklin Roosevelt piorou a Depressão

    A Grande Depressão - uma análise das causas e consequências

    Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)

    A Grande Depressão Americana


    "Daria pra haver avanços tecnológicos e um capitalismo de verdade sem esse impulso do Estado?"

    Que impulso?! O estado, com suas regulações, licenças, burocracias e impostos, retarda o progresso tecnológico. Por definição.

    Isso é questão de lógica básica: se eu tenho uma ideia e quero colocá-la em prática, como é que uma entidade que me tributa, que me exige licenças, carimbos e filas em cartório, que confisca meu capital via impostos, que me impõe uma caralhada de burocracias para empreender, e que diz o que eu posso e o que eu não posso fazer pode ser uma "impulsionadora" da tecnologia e do progresso?

    "Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!"

    Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos

    O que efetivamente cria a riqueza - e por que muitas pessoas são contra isso

    "E sem ele, onde não houvessem (sic) trustes e cartéis para o lucro de poucas indústrias? E quantos minutos iria durar um mundo onde existisse capitalismo portanto sem o Estado? Capitalismo sem controle do estado vira anarquia."

    Trustes, cartéis, monopólios e oligopólios só existem exatamente em ambientes regulados pelo governo. É impossível existir monopólio ou oligopólio quando não há regulamentação estatal impedindo a livre entrada de concorrentes no mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    Quem é a favor de estado é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.

    "O capitalismo, em muitos casos na verdade ele bloqueia o desenvolvimento tecnológico. Por exemplo: Quanto tempo demorou sair o carro elétrico ? Ele poderia ter saído bem antes, agora as grandes indústrias de petróleo sempre boicotavam o projeto."

    Carro elétrico?! Já existia no início do século XX um carro movido a eletricidade. Ninguém se interessou porque era uma bosta. Hoje é a mesma coisa. Ninguém quer comprar carro elétrico. Carro elétrico é fetiche exclusivo de bacana. O povão quer carro com motor a combustão interna, e os produtores apenas satisfazem essa demanda.

    Se você está bravo com essa voluntária demonstração de preferência da parte dos consumidores, vá fazer campanha contra o povo. Aliás, melhor ainda: tire a bunda da poltrona, pare de vagabundear na internet, e vá você empreender e criar um projeto de carro elétrico que o povo realmente queira. Até agora, ninguém conseguir agradar o povo. Quem sabe você não seja o primeiro?

    "Quanto tempo demorou sair a câmera digital, pq a Kodak queria vender filmes fotográficos mais tempo para ter mais lucros ..."

    Quê?! Você está dizendo que todas as produtoras mundiais de câmeras fotográficas postergaram a produção de câmeras digitais e gentilmente se recusaram a ganhar dinheiro com elas apenas para não incomodar a Kodak (que, a propósito, já morreu)?

    Na prática, você está dizendo que essas capitalistas odeiam dinheiro e não apenas não foram nada gananciosos, como ainda foram benevolentes para com um concorrente. Confesso que a primeira vez na história que vejo um esquerdista dizer isso.

    "Ou seja: quando há um investimento, e isso gera um retorno lucrativo constante, há um certo refreio em liberar novas tecnologias no mercado, enquanto aquela antiga ainda está dando lucro."

    Ou seja, Canon, Nikkon, Panasonic, Toshiba e todas as outras abriram mão de ganhar rios de dinheiro lançando câmeras digitais apenas para não incomodar a Kodak? Rapaz, o que quer que você tenha fumado deve ter sido um barato...

    Olha só: tire o atraso, coloque em dias suas leituras e só então volte aqui para continuarmos o debate.


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