clube   |   doar   |   idiomas
No Brasil, empreender e gerar empregos legalmente é tarefa para heróis. Ou para masoquistas
Por aqui, imposto é caridade

Imagine que você queira abrir uma loja para vender sapatos. Para isso, terá de obter autorização do governo. Como a burocracia no Brasil é enorme, você só conseguirá essa autorização dentro de aproximadamente cinco meses.

Para efeitos de comparação, se você vivesse na Nova Zelândia, em menos de um dia (!) já poderia abrir a sapataria.  

Ou seja: enquanto na Nova Zelândia você tem a ideia de abrir a empresa hoje e já pode começar a operar amanhã, no Brasil, você deixaria de vender sapatos e, portanto, de ganhar a receita das vendas por quase cinco meses. Nesse período, estaria apenas lidando com papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos e licenças (e provavelmente teria de "molhar" a mão de vários fiscais para conseguir alguma "agilidade").

Mais: supondo que você desejasse contratar dois vendedores para trabalharem na loja, durante esses cinco meses essas duas pessoas não teriam os seus empregos. Na Nova Zelândia, ambos já estariam empregados amanhã.

Assim, a primeira conclusão é que, no Brasil, as instituições (no exemplo dado, a burocracia e a intromissão do governo na vida das pessoas) desencorajam qualquer pessoa que queira trabalhar e produzir para melhorar de vida. Em outros países, como a Nova Zelândia, as instituições estimulam as pessoas que desejam progredir.

Continuando.

Após abrir a sua sapataria, você terá de trabalhar até o dia 2 de junho de cada ano apenas para pagar os 93 tributos (impostos, taxas e contribuições) que existem no Brasil. E pagar esses impostos requer 2.600 horas apenas para preencher os formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Quem não pagar é punido com cadeia e confisco de bens.

O estado argumenta que a receita dos tributos é para ser revertida em educação, saúde, justiça, segurança e infraestrutura. 

A inevitável pergunta é: apesar de, como brasileiro, sermos obrigados a trabalhar mais de cinco meses do ano para o governo, temos um sistema de educação bom? De saúde? Nossa justiça é boa? Vivemos com segurança? Nossas estradas e portos são bons? Ainda mais importante: por que esses cinco itens devem ficar nas mãos do governo? Na prática, estamos trabalhando cinco meses de graça.

Paulo Francis já dizia: no Brasil, imposto é caridade. Você dá seu dinheiro para o governo já sabendo que não receberá nada em troca.

E agora piora para todos.

Se você contratar um empregado com um salário de mil reais por mês, esse empregado pode chegar a lhe custar, aproximadamente, dois mil e oitocentos e trinta reais por mês — ou seja, mais do que o dobro do salário. (O corriqueiro é que ele custe, no mínimo, dois mil reais).

Isso acontece porque existem os chamados encargos sociais e trabalhistas, como INSS, FGTS, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S, 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado, rescisão contratual, vale-transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Tais encargos fazem com que, além do salário, o empregador tenha de pagar o equivalente a outro salário só com estes custos. 

Considerando o salário mínimo de 2017, de R$ 937, o empregador terá de pagar R$ 2.651 por empregado. Isso significa que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.

O resultado disso é que, na melhor das hipóteses, em vez de empregar aqueles dois funcionários, você vai empregar apenas um na sua sapataria. Se muito.

A diferença entre o custo total do trabalhador e o valor total recebido por esse trabalhador é chamada de "custo da legislação trabalhista". 

Não é necessário ser profundamente douto em economia para perceber que esses encargos provocam um "desemprego artificial", impossibilitando a contratação de pessoas que realmente estão dispostas a trabalhar, mas que não conseguem emprego porque o governo elevou artificialmente o preço de sua mão-de-obra.

Sendo o trabalho formal no Brasil muito caro em relação à produtividade, a inevitável consequência é que, das 90 milhões de pessoas que integram a população economicamente ativa no Brasil, apenas 34 milhões têm carteira assinada.

Por outro lado, 10 milhões de trabalhadores estão no mercado informal (dados mais abrangentes falam de 44 milhões).

Para completar seu pesadelo empreendedorial, ainda falta mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. 

Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal.  Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

E tudo isso sem considerar todas as incertezas jurídicas e empreendedoriais (impossíveis de ser calculadas) causadas pela Justiça do Trabalho, instituição esta que faz com que contratar um empregado seja um ato de altíssimo risco financeiro, o qual pode inclusive destruir todo o seu capital acumulado.

No final, o custo de todo esse sistema tanto para o empreendedor quanto para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que o governo afirma que ele oferece (se é que há alguma).

Não tem como dar certo

O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da criação de riqueza e dos negócios, a oferta de empregos diminui e a economia fica estagnada. Com o empreendedorismo legal e mercado de trabalho artificialmente encarecidos pelo governo, um número cada vez maior de pessoas (as mais preparadas) passa a almejar um posto nas instituições públicas, dedicando a fase produtiva de sua vida a estudar para concursos.

Assim, cria-se um círculo vicioso: o governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos e o desemprego algo. Os menos preparados são empurrados para a informalidade. Os salários baixos da economia formal empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários.

Mas todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos por essa mesma iniciativa privada já asfixiada. Isso deprime ainda mais os salários do setor privado, o que empurra ainda mais jovens preparados para o setor público.

Conclusão

Nossa pobreza, ou "falta de riqueza", não é uma questão de falta de vontade política ou de votarmos em pessoas erradas, mas uma mera consequência do nosso arranjo institucional e tributário: presos em um emaranhado de altos tributos, burocracias e regulações, pequenos empreendedores não encontram nem tempo nem espaço para produzir, trabalhadores não podem receber salários estimulantes, e o governo suga a pouca riqueza disponível para sustentar a máquina pública e o salário de seus funcionários, os quais são retirados da iniciativa privada.

45 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

Leandro Roque é economista e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



  • Nascimento  27/11/2017 14:53
    Excelente artigo. É realmente complicado.

    Eu, que tentei convencer meu empregador a permitir que eu pedisse demissão, abrisse empresa e continuasse trabalhando, fui barrado por causa da possibilidade de entrar com ação alegando que fui obrigado a fazer isso.

    Não há nem segurança jurídica.
  • Humberto  27/11/2017 14:58
    Detalhe: a Justiça do Trabalho deu aos trabalhadores brasileiros que recorreram a ela no ano passado um total de R$ 8 bilhões em benefícios; no decorrer desse mesmo ano, gastou R$ 17 bilhões com suas próprias despesas de funcionamento.

    www.conjur.com.br/2016-out-29/jr-guzzo-desordem-transforma-judiciario-numa-imensa-piada-fiscal

    Ou seja, a Justiça do Trabalho brasileira custa em um ano, entre salários, custeio e outros gastos, o dobro do que concede em ganhos de causa à classe trabalhadora deste país. Pela aritmética elementar, o melhor seria a Justiça do Trabalho não existir mais, pura e simplesmente. Se o poder público tirasse a cada ano R$ 8 bilhões do Orçamento e entregasse essa soma diretamente aos trabalhadores que apresentam queixas na Justiça trabalhista, todos eles ficariam tão satisfeitos quanto estão hoje, as empresas reduziriam a zero os seus custos nesse item e o Erário gastaria metade do que está gastando no momento. Que tal?

    Não existe nada de parecido em país algum deste mundo, ou de qualquer outro mundo. Como seria possível, numa sociedade racional, consumir duas unidades para produzir uma — e achar que está tudo bem?

    A Justiça trabalhista é acessível a apenas 40% da população; os outros 60% não têm contrato de trabalho. Ela não cria um único emprego — ao contrário, encarece de tal forma o emprego que se tornou hoje a principal causa de desestímulo para contratar alguém. Não cria salários, nem aumentos, nem promoções. Apenas tira do público o dobro do que dá.
  • Gustavo  28/11/2017 01:03
    Correto, além de todos os problemas que cria, a justicinha tem um custo exorbitante para o próprio Estado, porém, eu discordo do seu último parágrafo:

    " A Justiça trabalhista é acessível a apenas 40% da população; os outros 60% não têm contrato de trabalho. Ela não cria um único emprego — ao contrário, encarece de tal forma o emprego que se tornou hoje a principal causa de desestímulo para contratar alguém. Não cria salários, nem aumentos, nem promoções. Apenas tira do público o dobro do que dá. "

    Este é um dos problemas da justicinha, não se precisa ter contrato de trabalho... Mesmo ao trabalhador informal, ou àquele que realiza um contrato de prestação de serviço ou empreitada, por exemplo, pode, um juízeco da seara trabalhista reconhecer o vínculo e enfiar goela abaixo do empresário todas as custas trabalhistas (FGTS, INSS, férias, 13º, etc).

    A "Justiça" Trabalhista é um grande empecilho para o crescimento econômico do país e é absolutamente desnecessária, um contrato de trabalho poderia ser julgado por um juiz de Direito como qualquer outro contrato (embora não haja respeito ao princípio do pacta sunt servanda no Brasil), sem essa imposição ideológica e tratamento do trabalhador como se fosse parcialmente incapaz.
  • Leigo  28/11/2017 10:24
    Falem isso para quem trabalha na Justiça do Trabalho, as leis trabalhistas já são dogmas para os ministros, por sorte, apareceu o tal Ives Gandra. No Brasil, todos os leigos querem defender os trabalhadores, mas não sabem como as coisas funcionam... Ainda me aparece esse Ciro Gomes bizarro, na boa, cadê esse debate que não saiu ainda? Entre EA e o Ciro? Esse cara ta indo em mil debates e todo mundo ta achando lindo, pena que não sabem dos horrores do protecionismo.
  • Ana Rodrigues  15/02/2018 12:49
    Beleza. Então vamos colocar em prática isso hoje mesmo. Acaba com a Justiça do Trabalho. Abre uma portinha e paga para cada trabalhador o que ele pedir sem que nenhuma alegação dele seja verificada. Na prática é essa a proposta. Daqui a seis meses vamos ver no que isso vai dar. É por isso que a direita não pega nesse País. O raciocínio dos que os defendem é puro vexame. Precisamos antes de esquerda e direita, de pessoas sérias e de boa fé. Não vejo isso para qualquer lugar para onde olho.
  • Larssen  15/02/2018 14:41
    Ué, e sabe onde é assim? Exato, nos países nórdicos. Lá não há nem salário mínimo. E muito menos uma Justiça do Trabalho como a nossa.

    E eu pensava que a esquerda queria imitar a Suécia e a Dinamarca...

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar
  • Vinícius  22/07/2018 16:24
    Essa fala de que só existe justiça do Trabalho no Brasil é pura mentira. Existem ramos judiciais especializados em diversos países, tais como Alemanha, Espanha, França, DINAMARCA (país "nórdico"), México, Chile,Inglaterra, entre outros. Além disso, onde não existe justiça especializada, cabe à justiça comum decidir conflitos trabalhistas, como ocorre nos EUA.
  • Alcides  22/07/2018 22:07
    Informe-se melhor. No Brasil, antes da reforma trabalhista, havia 3 milhões de novas reclamações trabalhistas por ano. A título de comparação, nos Estados Unidos o número de processos não passa de 110 mil; na França, 52 mil; e no Japão, 3,5 mil processos (Fonte).
  • Raul  27/11/2017 14:55
    Só defende a CLT quem não gosta de trabalhar.
  • Anti-Estado  27/11/2017 14:59
    Bostil não é um país: é um castigo.
  • Lel  27/11/2017 15:03
    Artigo muito bom. Ótimo para tentar tocar despertar os estatistas brasileiros.
  • Henrique Z.  27/11/2017 15:14
    Tudo isso fez com que a informalidade no Brasil se tornasse um fim em si mesma. E tenho visto com meus próprios olhos.

    Tenho muitos, repito, muitos amigos empresários que simplesmente fecharam suas empresas no papel e estão operando somente no dinheiro ou cheque, localmente.

    Empresas de todo o Brasil estão colocando suas mercadorias em caminhões próprios e transportando sem nota, sem nada, com o pagamento sendo feito na hora da chegada. Muitos são barrados nas fronteiras dos Estados, está um loucura.

    Tenho um amigo que é dono de um dos maiores armarinhos do centro de São Paulo, e ele mesmo com o porte que tem, está trabalhando 90% no dinheiro, que não vai para os bancos para não ser rastreado. Ter uma empresa no Brasil é quase ilícito, tamanho é o arrocho imposto a quem quer simplesmente trabalhar.
  • zanforlin  27/11/2017 16:34
    Lendo o comentário acima, do Henrique Z, percebe-se a razão não evidente da IN RFB 1761, de 20/11/17 - recentíssima - que obriga o indivíduo a informar a receita federal toda e qualquer operação que se faça em moeda, em espécie. Como disse o Henrique Z, se esse "amigo que é dono de um dos maiores armarinhos do centro de São Paulo, e ele mesmo com o porte que tem, está trabalhando 90% no dinheiro, que não vai para os bancos para não ser rastreado", fizer pagamentos em espécie acima de 30 mil reais, quem receber essa quantia, terá de "preencher" formulário lá especificado e "dedurar" quem lhe fez o pagamento. Ou seja, busca a receita taxar qualquer ação defensiva do indivíduo. Mas, sabemos nós, "echa la ley, echa la trampa...". E mais: o comentário do Mauro di Palma, ao comparar o número dos "humilhados e ofendidos" e o dos fiscais, mostra que a beira do precipício está mais perto do que imaginam os Três Poderes!
  • Rogério  27/11/2017 16:58
    Olha o só o número da IN: 1761. Lá na RFB deve ser assim: a mulher do sujeito dorme de calça jeans daí ele, para descontar a raiva do mundo diz: "vou criar uma IN".
    Agora pergunto: qual mortal consegue seguir o calhamaço de legislação apenas de UM órgão de UMA esfera de poder????
  • Mauro Di Palma  27/11/2017 15:15
    Excelente texto! Observo que os últimos acontecimentos começam a mostrar as diferenças entre os que trabalham e produzem riquezas, e aqueles que só se aproveitam do estado para enriquecer e reprimir os que desejam trabalhar.

    Moro na Tijuca-RJ, próximo à Praça Saenz Pena, e recentemente o número de vendedores ambulantes aumentou substancialmente. Pelo modo de se vestirem nota-se que são ex-trabalhadores alguns oriundos da indústria e que, volta e meia, saem correndo com suas mercadorias pela aproximação dos Guardas Municipais.
    Os políticos parecem não ver que esse pessoal está tentando sobreviver e manter o sustento de suas famílias.

    Ou seja, a situação está se aproximando de um limite. Várias lojas aqui já fecharam provavelmente por não conseguirem pagar os impostos.

    Os vendedores ambulantes ainda não se deram conta de que estão em maior número que os Guardas e se por acaso aparecer alguém com algum conhecimento ou carisma para a liderança, a situação poderá se inverter e fugir ao controle. Esse é o tipo de movimento que uma vez iniciado não tem como parar, ganha inércia própria como o estouro de um boiada.

    Será que precisaremos chegar nesse nível?
  • Minerius  27/11/2017 18:38
    Pois é... daqui a pouco vai ter que espancar os guardinhas... por mim juntava os ambulantes e ia pra cima deles.
  • Cético  27/11/2017 23:27
    Ou compre OGX também.
  • Tarantino  28/11/2017 01:57
    Os políticos não querem saber se você está trabalhando, ou precisa sustentar sua família. Eles querem que você pague seus impostos e taxas e cale a boca.
  • holder  27/11/2017 15:16
    ao invés de empreender no Brasil, compre Bitcoin
  • Anti-Estado  27/11/2017 17:39
    Ou minere Ether, ZCash, Siacoin e Monero
  • Fernando  27/11/2017 15:17
    Estive em Cingapura ano passado.

    Em Cingapura não tem produtos piratas, quase não tem camelôs (apenas algumas barracas de comida), o número de lojas é impressionante, os estabelecimentos comerciais sem a menor estrutura é enorme, etc. Dos estabelecimentos de luxo às barraquinhas, todos estão seguindo as leis.

    O governo brasileiro cria dificuldades pra vender facilidades. Se um camelô mal consegue fazer a conta do troco de um pagamento, como ele vai conseguir seguir milhares de páginas de regulamentações governamentais ?

    No final das contas, o governo brasileiro só autoriza quem paga impostos e propinas, porque quase todo mundo não consegue seguir as leis.
  • Narciso  27/11/2017 15:18
    Bular as regras do governo (municipal, estadual e feredal) é motivo de honra. Não existe problema em sonegar pagamentos à tiranos, milicianos, ditadores, burocratas, autoritários, confiscadores, estelionatários, etc.

    Quando alguém paga por alguma coisa e não recebe, só pode ser estelionato ou roubo. Não existe isso de incompetência. É estelionato ou roubo.
  • Eduardo  27/11/2017 15:27
    Quem empreende e consegue sucesso no Brasil, o faz em qualquer país minimamente civilizado.
  • Giuseppe  27/11/2017 15:33
    Gerar emprego de baixa qualificação é realmente bem difícil no Brasil.
  • anônimo  27/11/2017 15:57
    Gerar emprego de qualquer tipo de qualificação é difícil no Brasil. Brasil é uma Índia melhorada.

    O piso de um engenheiro nesse país, pela lei, é de aproximadamente 6,5 mil reais. Agora tente achar um único engenheiro com menos de 35 anos que ganhe isso.

    É muito mais prático tentar ser porteiro e segurança trabalhando em vários lugares ganhando vários salários mínimos do que gastar tempo estudando para ganhar o que uma profissão que gera desenvolvimento ganha. Um país assim nunca vai ser sério.
  • Lel  28/11/2017 11:28
    35 anos? É dificílimo você achar engenheiro de 40 e poucos anos ganhando esse piso (R$6200). Mas as empresas agem de uma forma esperta, contratam engenheiros sob o nome de outros cargos.

    Essa realidade só comprova o que esse site sempre disse: qualquer regulamentação no Mercado irá causar distorções que precisarão de novas regulamentações para serem corrigidas, até chegar ao ponto que a situação se tornará completamente inviável. Ponto, aliás, que esse país já está sentindo.

    Como você disse de forma exagerada: vale mais a pena ser porteiro e segurança trabalhando em vários lugares do que estudar para ganhar o que um engenheiro ganha.
    O salário mínimo, os encargos sociais, as regulamentações absurdas, o sistema tributário parasitário, etc, tudo isso inibe investimentos em empresas de tecnologia no Brasil.
    Existem dois tipos de engenheiros elétricos e de petróleo no Brasil: os que ganham bem e os desempregados. A Eletrobrás e a Petrobras usufruem do quase completo monopólio do mercado.

    Ser engenheiro de áreas tecnológicas é muito difícil em países de terceiro mundo. A menos, lógico, que você seja muito rico. Aí você você próprio abre sua multinacional.
  • Giuseppe  28/11/2017 15:14
    Talvez meu caso seja muito específico do mercado financeiro, então. Não somos muitos, mas todos os nossos funcionários ganham bem mais do que isso de salário fixo e se pagam em múltiplos do que ganham.
  • Heinrich  29/11/2017 17:42
    Mercado financeiro é diferente.

    Primeiro que o mercado financeiro praticamente ignora a CLT. Quem já trabalhou em banco de atacado sabe que não existe esse negócio de trabalhar só 8 horinhas por dia, fazendo corpo mole. Se você trabalha menos de 12h por dia, logo logo vai ser demitido.
    No mercado financeiro eles também põem um salário apenas representativo, porque quem trabalha lá está mesmo atrás dos bônus altíssimos, proporcionais ao que você gera. É um sistema extremamente meritocrático.

    Segundo que os grandes bancos tem vários acordos com os governos, não foi por acaso que o dono do BTG Pactual, André Estevez, foi preso. Duvido nada que o Setúbal, do Itaú, tambem não tenha coisa com o governo. (Lembrando que o Itau "doou" 600 milhões de reais pra campanha da Marina Silva pra presidente em 2014)

  • Francisco  27/11/2017 15:38
    Recentemente vi um vídeo de um vendedor ambulante secando as próprias lágrimas com os seus panos de chão que estava vendendo após a polícia confiscar seu carrinho com todo o material. É muito triste ver essas cenas. O estado empurra os pobres para a informalidade e então passa a criminalizá-los. Um trabalhador decente tratado como bandido apenas porque não estava pagando devidamente o arrego para a máfia.
  • Andre  27/11/2017 15:54
    Comparar empreender no Br com Nz é exagero, já somos facilmente superados por México, Turquia, África do sul e Colômbia, e com algum esforço até pela República Islâmica do Irã.
    Deixem comparações com a Nz para esculhambar países do sul da Europa

  • WestBerlin  27/11/2017 17:52
    É verdade. Recentemente tenho visto várias notícias de como as empresas brasileiras estão fugindo pro Paraguai, que eles chamam de China da América do Sul. O último apague a luz.
  • Anônimo  28/11/2017 01:28
    O Brasil venceu a guerra contra o Paraguay em 1870, suas poucas posses foram pilhadas e levadas para o RJ, mas agora o Paraguay está devolvendo toda humilhação a que foi submetido, empresários levam suas empresas e máquinas voluntariamente para o território paraguaio em busca de segurança, já é o segundo maior destino de imigrantes brasileiros, ficando atrás apenas dos EEUU
    Rohayhu Paraguay.
  • Lucas  14/08/2018 16:51
    Até mesmo Portugal está muito à frente do Brasil em facilidade para fazer negócios, está em 29º no ranking do Douing Businnes, enquanto o Brasil está na posição 125. Apesar de algumas burocracias, abre-se uma empresa lá com menos de 5 dias, o sistema tributário, embora haja muitos impostos também, é bem mais simples de entender.
  • Ismael   27/11/2017 16:20
    É crime querer empreender no Brasil porque o governo e a população têm um ódio inexplicável por aqueles que empreendem aqui devido ao enraizamento socialista nos pensamentos dos políticos e de uma parte da população.
  • Barnabé  27/11/2017 16:23
    "Queremos mais estado e mais direitos!", grita o desempregado com as contas atrasadas (recheadas de impostos) e com uma moeda (monopólio do estado) que perde poder de compra continuamente.
  • Dam Herzog  27/11/2017 16:29
    Este artigo demonstra um arranjo institucional perverso, verdadeiro anti povo, que quer arrecadar mais mas ao mesmo tempo impossibilita a criação de riqueza. Só com os deficits anuais do orçamento ocorre um avanço sobre a poupança privada e assim impede a criação de novos em empreedimentos privados ao competir em adquirir a poupaça privada. Nesta ação aumento o desemprego, emite dinheiro do nada e manipula a taxa de juros e tambem reduz a valorização do trabalho da iniciativa privada cuja renda resta defasada. Deficits orçamentario revelam sempre uma injustiça social, mesmo deixado para as futuras gerações, e incerteza no presente ao se pensar no futuro. Mas elegemos mais de 500 representantes que só faltam soltar foguetes quando há um crescimento do deficit publico. Gastar o que não se tem é um atentado a lógica. A politica de se oferecer tudo ao povo do berço a sepultura não pode dar certo, já que a riqueza tem primeiro que ser criada para depois ser consumida. A socialismo democratico ou social democracia esta nos levando pouco a pouco no caminho do socialismo do seculo XXI vulgo chavismo da Venezuela ou caminho da servidão. Vivemos sob a tirania da maioria ou seja da democracia, arranjo que leva os povos a tirania. Que Deus abra a cabeça de nossos politicos, sobre livre iniciativa, governo pequeno, sobre privatização, direito de escolha, mercado livre, abertura de fronteiras, moeda forte, orçamento equilibrados, direito de entrar e sair do mercado, choque de capitalismo, ver a injustiça da justiça social ou seja tirar o social da politica. Por isso somos um pais sem qualidade na saude, sem qualidade na educação, sem segurança pública, com intervencionismo destruidor, com inflação por causa dos deficits, com poder de compra menor a cada dia,sem perpectivas futuras. Vamos pensar que o problema é o governo. Mais Mises, chega de Keynes, um rebelde com causa deturpada.
  • Lee Bertharian  29/11/2017 16:12
    "Que deus abra a cabeça de nossos políticos..."
    E é exatamente assim que caminhamos para a mediocridade: passando procurações para que nosso "destino" seja decidido por iluminados, desde as mais baixas até as elevadas esferas.
    Mas cada povo tem o "messias" que merece, e o nosso Jair vai fazer-nos lamentar o dia em que o confundimos com um liberal...
  • Luiz Moran  27/11/2017 16:29
    Na verdade é uma espécie de suicídio mesmo.
  • Ricardo  27/11/2017 16:58
    "Assim, a primeira conclusão é que, no Brasil, as instituições (no exemplo dado, a burocracia e a intromissão do governo na vida das pessoas) desencorajam qualquer pessoa que queira trabalhar e produzir para melhorar de vida. Em outros países, como a Nova Zelândia, as instituições estimulam as pessoas que desejam progredir."

    "Assim, cria-se um círculo vicioso: o governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos e o desemprego algo. Os menos preparados são empurrados para a informalidade. Os salários baixos da economia formal empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários."

    "Nossa pobreza, ou "falta de riqueza", não é uma questão de falta de vontade política ou de votarmos em pessoas erradas, mas uma mera consequência do nosso arranjo institucional e tributário: presos em um emaranhado de altos tributos, burocracias e regulações, pequenos empreendedores não encontram nem tempo nem espaço para produzir, trabalhadores não podem receber salários estimulantes, e o governo suga a pouca riqueza disponível para sustentar a máquina pública e o salário de seus funcionários, que são retirados da iniciativa privada."

    Falando assim parece que ninguém empreende, mas ao contrário, olha a empírica para refutar essa falsa narrativa: https://www.empresometro.com.br/

    Existem 21.490.264 de empresas ativas no Brasil e o número não para de crescer, o que refuta totalmente a visão apresentada neste artigo.

    Tenta outra neoliberais.
  • Marcelo  27/11/2017 17:05
    Apesar da clara tentativa de humor (imagino ser um liberal fazendo troça da mentalidade esquerdista), vale ressaltar que, desse número, simplesmente a metade é formada por MEIs compostas de um único indivíduo (que é o autônomo tentando sobreviver e sem empregar ninguém).

    g1.globo.com/economia/pme/noticia/numero-de-empresas-criadas-no-1-tri-de-2017-e-recorde-diz-serasa-experian.ghtml

    E há também entidades legais criadas com outros propósitos que não o de empregar pessoas. A coisa vai desde de empresas de fachada (para lavar dinheiro) até veículos de investimentos.

    Já de acordo com a Serasa Experian, o aumento é impulsionado pelo surgimento de novos microempreendedores individuais, "principalmente pela perda de postos formais no mercado de trabalho por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma, meios alternativos de geração de renda".
    Do total de novas empresas criadas em 2016, os microempreendedores Individuais (MEIs) totalizaram [...] 77,3% do total.

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/numero-de-empresas-abertas-cresce-142-em-fevereiro-aponta-serasa.html


    Ou seja, são empresas formadas por uma pessoa só, exatamente por causa do nosso manicômio tributário, trabalhista e regulatório. Muito bom...
  • Economista  27/11/2017 17:08
    Pela lógica do Ricardo, a explosão do número de MEIs que sempre se segue a uma explosão no desemprego é sinal de economia forte e pujante. Acho que nem mesmo o mais ferrenho defensor de Michel Temer e Henrique Meirelles usaria esse argumento em proveito próprio. Que seja um esquerdista a fazê-lo mostra bem o nível do intelecto dessa gente.
  • Demolidor  27/11/2017 17:15
    E você esperava que desempregados fizessem o quê?

    Já ouviu falar das MEI?

    É cada jênio que aparece...
  • Laudelino   28/11/2017 10:18
    De maneira alguma.
    O artigo fala de heróis. Bingo, já podem ser contados.
  • Laudelino   28/11/2017 10:25
    Uma contribuição ao artigo.
    Uma visão que ao meu ver poderia dar mais um tempero.
    Se o patrão estava disposto a pagar R$ 2700 reais pelo funcionário, significa que em condições normais ele poderia receber diretamente esses R$ 2700 reais.
    Quando o governo fica com R$ 1800 e o funcionário com R$ 900, significa que nesse caso já houve uma tributação de 66% do salário do empregado.
    Esse mesmo funcionário irá pegar seus R$ 900 reais e encontrar uma carga tributária nas ruas de ~40%, ou seja, o governo ainda levará R$ 360,00 do coitado.
    Terminamos a conta com:
    R$ 2160 na mão do governo
    R$ 540 na mão do empregado
    Isso termina com uma carga tributária de 75%.
    Fiz um vídeo sobre isso, mas estava menos feio.
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=-WhtBNke4lU
  • Servidor Federal  27/11/2017 17:00
    Artigo de qualidade mediana, se por um lado empreender no Brasil não é nada fácil por outro lado a moral dos emrpesários desta nação não ajuda em nada melhorar o ambiente, mesmo quando os impostos no Brasil eram mais civilizados nos idos dos anos 70 a sonegação e jeitinho eram regras.
    O artigo malha o Estado reprimindo pobres ambulantes, mas quem realmente pede pela intervenção estatal para removê-los são os logistas querendo evitar a concorrência e dar visibilidade para suas lojas.
    O mercado de trabalho não é muito atrativo mesmo, mas mesmo com mínimo de qualificação e pró atividade é possível auferir salário para sustentar uma família e o que se vê são jovens recém empregados incapazes de executar simples tarefas do Word e Excel, em tempos de YouTube e massiva inclusão digital.
    E para os corajosos empreendedores da informalidade só lhes cabe mesmo ese único adjetivo, corajosos, pois a qualidade dos serviços é péssima, anos e anos não conseguiu ganhar produtividade em seu trabalho.
  • Doutor Valdemar  28/11/2017 13:50
    O pior do Brasil é o brasileiro...

    Vc vai comer algo na rua, nesses vendedores ambulantes(informais), corre o risco de passar mal. Você não vê nenhuma preocupação do sujeito com questões HIGIÊNICAS.

    e depois vc tem que ler o Mises reclamando pq o governo põe um burocrata(agente da vigilância sanitária) pra multar o infeliz ou taxá-lo por cobrar regras básicas de higiene.

    O povo aqui faz as coisas mal feita, não se importa com o outro.
    A gente tem LEI pra coisas que são básicas, que são óbvias... que é o mínimo que a pessoa deveria fazer. Em outras países eu duvido que seja assim. Só aí você já percebe que não é retirando a figura do Estado que vai melhorar a situação.



    Antes de tudo, o problema do Brasil é MORAL
  • Zé das Couves  28/11/2017 14:34
    "Vc vai comer algo na rua, nesses vendedores ambulantes(informais), corre o risco de passar mal. Você não vê nenhuma preocupação do sujeito com questões HIGIÊNICAS."

    Ninguém é obrigado a comer de ambulantes. Só come quem quer. Eu como churrasquinhos de ambulantes semanalmente, há vários anos, e nunca passei mal. Você, pelo visto, é um total incapaz, pois não consegue fazer absolutamente nada sem ter um burocrata como babá, apontando o que você pode ou não pode fazer.

    Impressionante a propensão de certas pessoas a glorificar funcionários públicos e vê-los como seres oniscientes e genuinamente preocupados com o bem-estar das pessoas.

    E pior ainda é ver marmanjos completamente incapacitados para a vida adulta, exigindo que Sarney e Temer cuidem dele até para comer um cachorro-quente. Juro que não sei como um derrotado destes sequer consegue sair da cama.

    "e depois vc tem que ler o Mises reclamando pq o governo põe um burocrata(agente da vigilância sanitária) pra multar o infeliz ou taxá-lo por cobrar regras básicas de higiene."


    Agora deixa eu lhe explicar como funciona o mundo real.

    Suponha um grupo de reguladores cuja função é fazer inspeções sanitárias e garantir credenciamento de empresas alimentícas. Eles fiscalizam tanto as grandes quanto as pequenas empresas para ver se elas estão cumprindo todas as normas impostas pela agência reguladora.

    Tais normas, por definição, acarretam vários custos para todas as empresas.

    Só que, logo de partida, já está óbvio que tal regulação é positiva para as grandes empresas: dado que as regulações representam um custo, as pequenas terão mais dificuldade de arcar com elas do que as grandes, que possuem muito mais capital. Logo, essas regulações afetam a capacidade das pequenas de concorrer com as grandes.

    Mas tudo piora.

    As grandes empresas, exatamente por terem mais dinheiro, poderão perfeitamente fazer conchavos com os fiscais (por meio de subornos diretos e outros agrados), e com isso ganhar um passe-livre da fiscalização e ainda assim serem credenciadas. Já as pequenas não terão essa mesma capacidade e poderão até mesmo ser descredenciadas.

    Assim, as grandes conseguem uma segunda vantagem: elas não apenas se livraram da fiscalização, como ainda conseguiram manter as pequenas estritamente fiscalizadas (e até mesmo descredenciadas).

    No final, quais as consequências? As grandes pagaram para se livrar da fiscalização, as pequenas foram sufocadas pela fiscalização, criou-se um oligopólio das grandes empresas, a população pagou impostos para bancar todo esse programa de fiscalização, e os preços acabaram sendo mais altos do que poderiam ser, pois tanto as grandes quanto as pequenas incorrerem em custos para lidar com essa fiscalização.

    Quem realmente ganhou? As grandes empresas e os fiscais. Quem perdeu? As pequenas empresas e os consumidores.

    Começou a entender ao menos o básico?

    "O pior do Brasil é o brasileiro..."

    Não. O pior do Brasil é a esquerda elitista que odeia qualquer coisa fora do estado, inclusive -- e principalmente -- trabalhadores da iniciativa privada (que são os que bancam o estado e a corja dos funcionários públicos).

    Você, acima de tudo, é o grande exemplo da mentalidade que destroça este país.
  • Doutor Valdemar  28/11/2017 16:13
    Eu não sou a favor de burocratas tendo que multar pessoas.

    MAS se pessoas não fazem as coisas direito, então os burocratas vão aparecer.

    E é disso que eu to falando Zé Topeira.

    Seria lindo um mundo em que pessoas vendem seus produtos sem a intenção de prejudicar ninguém, sempre zelando pela qualidade e higiene. Mas não é assim na vida real.


    Num país em que se faz empada com carne humana, é de uma inocência sem tamanho defender a liberdade.



  • Demolidor  28/11/2017 18:26
    O pior do Brasil é o brasileiro...

    Reparem como começa o comentário do cidadão. Só faltou dizer que brasileiro faz serviço de preto, como "doutores" de algumas épocas passadas diriam.

    Já notaram como as repartições públicas nacionais estão cheias desses "doutores"? Eu não acredito que eles se enxergam, de fato, como brasileiros. Precisam dissociar-se daqueles a quem controlam e impingem suas leis e regulações, colocando seus títulos como fator superior à sua nacionalidade.

    São pessoas que se consideram moralmente superiores. Daí a colocar as exigências mais esdrúxulas e draconianas contra terceiros é fácil. E, se nada funcionar (como normalmente acontece com ideias esquerdistas), a culpa é do povo, o brasileirinho inferior, malandro, preguiçoso, sonegador, etc etc., que merece uma chibata e um "cala a boca".

    Somos vistos de maneira análoga a escravos, por eles.
  • Raquel  26/05/2018 18:15
    E qual garantia vc tem de estar comendo num restaurante fiscalizado pelo governo?Eu ja passei mal,depois de comer num restaurante japonês caríssimo aqui na minha cidade.
    Enquanto isso quando saio da faculdade como várias besteirinhas ali próximo na Central do Brasil,tipo churrasquinho de gato,vaca atolada,dobradinha,angu a baiana,e nunca tive nada,absolutamente.
    Quanto vc come na rua,vc assume o risco,e não é o Estado que vai te proteger de nada.
  • Pergunta  27/11/2017 19:01
    A China só tem estatal?
  • Ulysses  27/11/2017 20:41
    Não. Mas para ser grande e prosperar, tem de molhar a mão de vários burocratas. Aliás, nada de muito diferente do Brasil.
  • Alexandre  27/11/2017 20:43
  • L%C3%83%C2%A9o Ferreira Isidoro  27/11/2017 19:35
    O pior de tudo é ver que ha muitos que ainda culpam o empreendedor, mesmo você apresentando dados, apresentando informações, fazendo perguntas das quais a resposta é culpar a alta falta de incentivo ao empregador, ainda assim para alguns a culpa é do patrão!

    Enquanto o brasileiro continuar pensando assim, permaneceremos em um constante ciclo de repasse!

  • JOSE F F OLIVEIRA  27/11/2017 19:59
    Os libertários jamais deveriam conceder qualquer superioridade moral àqueles que insistem em interferir coercivamente na liberdade alheia.

    O ônus da prova tem de estar sempre sobre aqueles que querem agredir pessoas inocentes e que querem confiscar sua renda e regular seus empreendimentos, e não sobre aqueles que querem simplesmente ser deixados em paz para viver suas vidas da forma que acharem melhor, sempre respeitando esse mesmo direito para os outros.
    [www.mises.org.br/Article.aspx?id=2611&ac=190049]
  • Ana   28/11/2017 02:32
    Leandro, li que você aprova o atual governo Temer e suas políticas econômicas e, que se ele se candidatasse em 2018, você seria seu eleitor. Então gostaria de saber sua opinião a respeito dos acordos de leniência como os do Banco Central pelas "irregularidades" e outros bancos estatais e o perdão da dívidas e "incentivos" bilionários como no caso da "Oi" e Banco Itaú.
  • Leandro  28/11/2017 11:43
    Não sei muito bem onde você leu isso, dado que nunca escrevi nada a respeito. Embora tenha elogiado medidas como a lei do teto de gastos (a mais importante de todas), sou crítico ferrenho da política de aumento de impostos sobre a gasolina, como deixei bem claro aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2728


    "que se ele se candidatasse em 2018, você seria seu eleitor."

    Se a alternativa for Lula, Marina e Ciro Gomes, sem dúvida. Quanto a Bolsonaro, ainda vou esperar (muito embora ele esteja melhorando substantivamente na questão econômica).


    Quanto aos bancos estatais, defendo a total abolição deles, pois foram os principais causadores do atual descalabro. Já escrevi longamente sobre eles:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2371

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854


    Finalmente, sobre a Oi, falei especificamente sobre ela aqui, e por que ela deve quebrar:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2446

  • Paulo Henrique  28/11/2017 15:25
    Leandro, o Bolsonaro tem a intenção de Indicar o Paulo Guedes para a fazenda. Isso é um ótimo sinal? Paulo Guedes é leitor da Escola Austríaca de longa data, desenvolvimentista ele não é e criticou muito o dirigismo da economia na era petista;
    Embora não sei qual a liberdade que ele vai ter naquele cargo, e ainda tem o problema do apoio político.


  • Leandro  28/11/2017 15:55
    É um excelente nome.

    O único problema é que isso não é garantia de nada, pois todos esses caras, tão logo chegam ao governo, alteram-se completamente.

    Paulo Rabello de Castro escreveu "O Mito do Governo Grátis", no qual criticava, dentre outras coisas, o BNDES. No entanto, bastou assumir a presidência do próprio BNDES, que ele já alterou completamente o discurso, dizendo agora que o banco deve emprestar mais e a juros ainda mais subsidiados (ele criticou ferrenhamente a abolição da TJLP e a adoça da TLP).

    Henrique Meirelles, quando estava fora do governo, escrevia excelentes colunas na Folha de S. Paulo criticando a carga tributária e mostrando a imperativa necessidade de sua redução. Porém, tão logo assumiu a Fazenda, apressou-se em sair aumentando impostos (duplicou os impostos sobre a gasolina) e continuamente faz ameaças sobre a volta da CPMF.

    No caminho inverso -- mas comprovando a teoria do "dentro e fora" --, Nelson Barbosa melhorou acentuadamente após ter saído do governo.

    O único que realmente manteve alguma coerência tanto dentro quanto fora do governo foi, até o momento, Gustavo Franco.

    A sugestão de Paulo Guedes é excelente, mas não prenda a respiração.
  • Marko  28/11/2017 11:48
    Muito bom o artigo! Mas cada vez que ouço falar em diminuição de encargos na folha de pagamento eu penso "será que o empresário brasileiro pagaria melhor se não houvesse todos esses encargos?"... Acho essa uma dúvida bem importante porque se, hipoteticamente, houvesse o fim de todos os encargos e tributos sob a folha de pagamento e diminuísse drasticamente o imposto sobre o lucro das empresas, e ainda assim, o empresariado continuasse pagando esses salários ridículos que pagam hoje, seria apenas o radicalismo por parte dos empresários, ocorrendo no mercado, assim como há o radicalismo do Estado atualmente. Ou seja, mais uma vez, uma meia dúzia estaria sendo privilegiada em detrimento da maioria.

    Quem sabe um dia veremos se isso ocorre ou não.
  • Alcides  28/11/2017 12:05
    Nada garante que haveria aumentos, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos.

    Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.


    Quanto a "salários ridículos", bem, se você acha que é fácil pagar salários altos com toda a carga tributária e toda a baixa produtividade que há no Brasil, então comece você próprio dando o exemplo: abra um empreendimento e contrate pessoas a salários nababescos. Segundo sua lógica, isso vai ser tranquilo.
  • Marko  28/11/2017 16:33
    Sim, se haverá esses aumentos ou não é que é a questão. De fato, da forma como é hoje realmente é difícil de isso acontecer.

    Com relação aos salário ridículos, vou te dar um exemplo prático: Dias atrás vi alguns anúncios em que a empresa exige ensino superior e inglês e paga R$1200 reais. Achei estranho, olhei mais algumas vagas semelhantes e vi que isso é mais comum do que se imagina. É esse tipo de remuneração que chamo de ridícula, (por motivos óbvios que não vou discorrer aqui agora porque é um outro assunto) isso me parece bem desproporcional. Quando falo em aumento de salário não estou falando em 15 mil, 16 mil reais de salário, como nós sabemos que ocorre no serviço público, mas de uma quantia que seja digna, ao menos, da qualificação do profissional que está sendo contratado.

    Não falei que seria fácil pagar salários altos na atual situação e inclusive concordo, como já disse, que é difícil. Mas a questão que coloquei foi: "Se houvesse menos encargos e etc, o empresário pagaria melhores salários aos seu funcionários.".

    Já essa questão dentro da empresa pode ser melhor avaliada e decidida. Se a pessoa não atinge determinado índice de produtividade, isso deve ser tratado diretamente com o funcionário e até desligando ele da empresa e na verdade, apenas desligar é o mais usual. Só que problema maior é que o inverso não ocorre entende. Se o cara produz acima da média, na maioria das vezes ele não tem nenhuma compensação por isso, sendo esta uma das observações para o questionamento de haver uma melhora real ou não para TODOS os envolvidos.



  • de Tropoja  28/11/2017 18:29
    Na boa, duvido MUITO da veracidade desta sua informação. R$ 1.200 é o quanto pago para minha empregada doméstica semiletrada em um cidade pobre do interior de MG.

    Dizer que empresa oferece este salário pra quem fala inglês e tem curso superior é mentira da grossa. O simples fato de você falar inglês já eleva seu salário em 61%. Dado que o salário mínimo é R$937, uma pessoa que fala inglês tranquilamente consegue mais de R$ 1.500.

    Qualquer auxiliar de pedreiro ganha mais que R$ 1.200.
  • Marko  28/11/2017 19:34
    Pois é!! Por isso falei salário ridículo...
  • Marko  28/11/2017 19:44
    E que bom que vc paga 1200 em ctps para sua empregada doméstica... E outra coisa, não sei aonde que eleva em 61% o salário quando tem idioma, e ainda assim, 1500 não é lá essas coisas para quem investiu num segundo idioma. Enfim.
  • Vanessa   20/07/2018 19:19
    Salário de 1200 para quem tem superior completo ou cursando, e inglês é verdade, aqui na minha cidade, já vi anúncios assim. É patético, mas é real.
  • Pobre Paulista  28/11/2017 12:30
    Não faz diferença. Com mais dinheiro na mão do empresário, ele tem três opções, todas favoráveis ao mercado:

    1. Aumentar salários, o que aumenta a renda;
    2. Aumentar os investimentos, o que aumenta a produtividade;
    3. Gastar, o que gera mais empregos em mercados que realmente atendem às demandas das pessoas.

    Não estando nas mãos do governo, o dinheiro está em boas mãos.
  • Marko  28/11/2017 16:39
    Pobre Paulista,

    Tenho dúvidas com relação ao item 1 que você colocou, mas espero que você esteja certo. Quantos as demais, pode ser mesmo e isso realmente seria bom para todo o mercado.

    Pois é, esse governo só limita o mercado. Mesmo com as incertezas de como poderia ser o livre mercado na prática, atualmente prefiro testar essa tese aqui do que deixar tudo na mão do governo.
  • Pobre Paulista  29/11/2017 10:57
    Como assim tem dúvidas? São as opções que o empreendedor tem. Você acha que aumentar salários não é uma opção?
  • Marko  29/11/2017 20:04
    Se a questão 1 realmente ocorreria. Mas pelo que foi explicado aqui diversas vezes, parece que minha visão era equivocada e a tendência é que realmente haveria aumentos.


  • Demolidor  28/11/2017 13:22
    Pior que o indivíduo vê uma situação abusiva como essa e ainda conclui que é a vítima que é malvada e mesquinha.

    Ora, claro que vai haver aumento. Isso é inevitável. Fruto da pura e simples competição por mão de obra e maior nível de recursos disponíveis. Ou agora o pessoal que vive em Miami, Dubai, Cingapura, Suíça, ganha mal? Os chilenos não melhoraram?

    O resultado de uma liberalização e diminuição de impostos é aumento de salários. Sempre. Ocorreu em todos os lugares do mundo.

    Toda vez que ouço que é o empresário brasileiro que é malvadão e, por isso ele precisa ter 80% da renda confiscada, me dá vontade de xingar. Brasileiro pode ser negro, branco, amarelo, índio, mestiço, mulato, mameluco, mas na visão desses jênios, por alguma razão etérea, o fato de terem nascido no Brasil os torna naturalmente crueis, preguiçosos, aproveitadores, gente que deve ser mantida sob uma chibata. Sendo brasileiro, eu me sinto ofendido.
  • Marko  28/11/2017 16:54
    Demolidor,

    Eu não acho que os empresários são os "malvados da história"... Calma, não precisa me xingar, não confunda a minha fala com as que você (pelo jeito) está acostumado a ouvir. Apenas levantei a questão sobre a remuneração que as empresas praticam, que ao meu ver, em muitas delas, é bem incompatível sim com o que elas solicitam de seus candidatos.

    Não acho que os empresários sejam "os malvadões da história" não. Bem pelo contrário. Mas você há de convir comigo que muitos "empresários" teriam escravos se ainda fosse possível.




  • Demolidor  29/11/2017 06:07
    Sem problemas, Marko. Este é um lugar comum e eu havia entendido assim.

    Quanto à questão dos salários, há uma série de fatores envolvidos que podem fazer com que uma secretária bilingue ganhe menos que uma diarista. Podemos enumerar algumas racionalizações dos agentes de cabeça:

    - oferta descasada com a demanda. Se há um grande contingente querendo empregos bilíngues em poucas empresas e pouca gente querendo ser diarista em muitos lares, naturalmente o primeiro emprego terá uma pressão para baixo nos salários, enquanto o segundo terá uma pressão para cima. Há um artigo neste site que fala sobre isso.

    - baixa produtividade: se gente que fala inglês gera pouco valor em empresa que só lida com mercado interno, a tendência é que o salário seja baixo, também.

    - risco do empregador: está cheio de gente aí que diz falar inglês e, na verdade, não sabe se virar no idioma. Pior ainda em setores de tecnologia, onde a empresa pode não ter realmente nenhum meio de avaliar o quão bem um determinado candidato domina sua área. Se demitir fosse mais fácil, os salários iniciais poderiam ser mais altos. Esta também é uma vantagem para as diaristas, inclusive por não haver necessidade de vínculo, por mais que muito esquerdista conteste.

    - custos de oportunidade do postulante à vaga: um sujeito desempregado tende a ficar desesperado atrás de outra vaga. Afinal, quem perde o emprego, perde 100% de sua renda. Isso tira poder de barganha. O mesmo não ocorre com uma diarista que perdeu um ou dois clientes. Pode ficar apertada, mas não fica sem renda.

    Por fim, não há problema algum em empregos de baixa qualificação receberem melhores rendimentos. No Canadá, é comum que as melhores casas sejam de propriedade de pedreiros, por exemplo. São as preferências dos consumidores que determinam quem vai ganhar bem ou mal.
  • Marko  29/11/2017 20:00
    Demolidor,

    Sim, entendo que o estereótipo seja a primeira coisa a vir em mente quando há uma fala como a que fiz. Agradeço pela compreensão!

    Bom, mau entendido resolvido, vamos lá:

    Compreendo que a lei da oferta e procura e o mercado é que determina os salários, mas eu apenas gostaria de entender melhor como isso funciona na prática, já que, como disse, vi anúncios com salários baixos e achei estranho...

    Bem, eu também já sabia sobre a questão onerosa da folha de pagamentos e ainda acredito que o investimento em pessoas deve ser compatível e isso depende de cada empresa, de cada ramo e o quanto se dispõe para tal investimento e isso depende diretamente dessas onerosas despesas com o sócio leão, o que só faz bem a ele.

    Bom, e no fim, mais uma vez, a conclusão que posso (ou podemos) é que de fato o governo é que "detona" tudo ... Eu, já há algum tempo, mudei completamente minha visão de governo, de Estado... Hoje eu vejo que somos tolhidos de diversas coisas por vários controles do governos. Órgãos como RF, Conselhos profissionais, agência disso, agência daquilo, órgãos ambientais, não passam de uma aparelhagem para manter essa cambada que está lá e sei lá, algum outro objetivo obscuro que não sabemos mas, tudo que o Estado faz aqui é atrasar a vida das pessoas, é inacreditável... Não acho que devamos viver em anarquia, mas da forma como está parecemos mais com a venezuela do que com qualquer país capitalista.

    Com relação a baixa produtividade e risco do empregador, me parece, que isso pode ser resolvido na própria empresa, ou não?! Como é feito o recrutamento e seleção, existem avaliações? Há planejamentos das atividades, existem processos claros e mensuráveis? Me parece uma deficiência na gestão de pessoas (Me corrija se estiver errado). Faço esses questionamentos a fim de entender melhor a realidade das empresas, não como uma oposição do que se coloca.

    Já sobre os empregos de baixa qualificação serem melhor remunerados que os demais, também não vejo problema algum nisso, porém, seria bom isso ocorrer com todos, não com determinados ramos ou parcelas de trabalhadores. Mas enfim, isso não ocorre por diversas razões que até já foram citadas.

    E sobre os empresários mesquinhos... Precisamos do livre mercado urgente!

    agradeço as explicações






  • Demolidor  29/11/2017 12:53
    Faltou responder a isso.

    Mas você há de convir comigo que muitos "empresários" teriam escravos se ainda fosse possível.

    Claro que sim, ora. E não tem sistema melhor para quebrar e colocar fora do mercado empresários mesquinhos que o livre mercado. Negar isso seria o mesmo que dizer que Suíça é baseada em mão de obra escrava. Lá não existe nem salário mínimo.
  • SRV  28/11/2017 15:57
    Marko ,

    Recentemente eu estava discutindo esse tópico com uma pessoa online, e ela comentou o seguinte: "sempre que houve desoneração da folha, os empresários apenas aumentaram seus lucros".

    Eu pensei por uns 2 minutos e concluí o seguinte: Se a desoneração não for "confiável", ou seja, se o empresário acreditar que a desoneração será revogada em pouco tempo, ou se ela for sabidamente temporária, então não haverá aumento salarial, pois o empresário entende que assim que a desoneração sumir, ele terá um custo salarial maior que tinha antes. E se antes ele já não havia feito contratações, é porque concluira que não havia espaço para tal.

    Resumidamente, há o componente de expectativa. Se a desoneração for permanente, aos poucos os empresários vão perceber a nova realidade e irão se ajustar, seja aumentando seus lucros (e consequentemente seus investimentos ou consumo próprio), seja contratando novos trabalhadores.

    Portanto dar um alívio de alguns meses nos impostos realmente não deve gerar nenhum emprego. Dar um alívio permanente vai gerar empregos no médio e longo prazos.
  • Eliseu  28/11/2017 16:05
    Exato. E como bem disse o Pobre Paulista, se os salários irão aumentar ou não no curto prazo é algo totalmente imaterial. O que interessa é que haverá menos dinheiro nas mãos de burocratas e mais dinheiro nas mãos de empreendedores, com os quais eles poderão investir, expandir sua capacidade de produção e aumentar a oferta de bens e serviços disponíveis. Isso já faz toda a diferença.
  • Marko  28/11/2017 17:03
    SRV,

    Sim. A desoneração deve ser permanente.

    Falando nisso, vocês acreditam que estamos próximos de algo do tipo? Uma redução de tributos, principalmente, para encargos sociais?

    Isso é muito discutido aqui no Mises e tal e até acredito que estejamos próximos de uma mudança política que possa, talvez, possibilitar algo do tipo. O que vocês acham?
  • Edujatahy  29/11/2017 09:11
    Primeiro, não é o empresário que define salário de ninguém. Independente de ser empresário brasileiro, sueco ou de qualquer outro canto do mundo (incluindo VOCÊ) o interesse SEMPRE será pelo menor salário possível.
    Quem define salário é o mercado, através de um processo chamado oferta x procura. POR ISSO que todo mundo não recebe apenas o salário mínimo, e POR ISSO que qualquer custo artificial gera desemprego.
    Então voltando. Se houver espaço para aumento BEM como demanda de mercado os salários subirão. Não tem relação nenhuma com vontade ou falta de vontade dos empresários. NÃO existe diferença entre rempreserio tupiniquim, chinês ou suíço.
  • Marko  29/11/2017 19:26
    Então, que haja logo uma desoneração da folha para vermos se, de fato, haverá melhora. Mas parece que sim não é, o Mr. M também apontou nesse sentido que você falou, agora só falta o governo "largar o osso"...
  • Mr. M  29/11/2017 11:22
    Marko, sobre seu receio se uma desoneração permanente de folha iria realmente aumentar os salários, entendo que sim, iria. "Sentar" em cima do lucro seria um estímulo enorme para q os concorrentes contratem meus funcionários e aumentem seus lucros.

    Suponhamos que tenho uma empresa com 100 funcionários, pagando 1.000 por mês para cada, com um custo total de 2.000 e lucro zero. Do dia para noite, acaba a oneração da folha, reduzindo meu custo com pessoal de 200k para 100k por mes e aumentando meu lucro de 0 para 100k por mês.
    Meu concorrente tem uma empresa similar. Ele tem um estímulo enorme de dobrar o tamanho da sua empresa oferecendo um salário um pouco maior para os meus funcionários, além de me deixar seriamente debilitado, dado que para recontratar vou ter custos de treinamento, além de uma provável queda em produtividade e qualidade.

    O que acha desse exemplo simplificado? Convenci?

    Abraços
  • Marko  29/11/2017 19:24
    Obrigado pela explanação explicativa. Realmente parece ser bem positiva a mudança.
  • Demolidor  29/11/2017 06:16
    Raciocínio muito bem fundamentado e que certamente reflete bem a expectativa dos agentes.

    No entanto, permitam-me fazer uma pequena intervenção.

    Nem todos os agentes do mercado são conservadores ou agressivos, nem a lucratividade de suas empresas é a mesma. O normal é que exista uma grande distribuição de "personalidades" de empresários, e vários deles podem inclusive mudar de conservador para agressivo, e vice versa, devido às circunstâncias.

    Faço essa observação porque existe uma dinâmica, em todos os mercados, que faz com que se formem tendências de preços, capazes de durar meses, anos ou décadas. Nessas tendências, sempre há pequenos grupos mais arrojados que se aproveitam da nova situação instantaneamente, enquanto outros preferem esperar a tendência se confirmar para tomar suas decisões. Novamente, depende muito também do mercado e situação da empresa no momento. Não fosse assim, também não existiriam bolhas.

    A tendência é que, sim, os salários já comecem a subir imediatamente após uma desoneração, pois empresas mais agressivas e com margens mais altas tendem a se aproveitar da nova situação mais rapidamente, contratando mais gente talentosa, antes que seus concorrentes o façam. Alguns podem até ter dúvidas sobre a durabilidade do arranjo, mas agem assim mesmo. Os mais céticos demoram mais. Num mercado que reage de maneira lenta, como o de trabalho, pode levar anos ou décadas para que os resultados sejam sensíveis, mas o início da tendência é imediato.

    O processo, contudo, pode ser rápido. Num caso extremo, como o da Alemanha Oriental, foi assim.
  • Demolidor  30/11/2017 06:38
    Senhores, onde escrevi Alemanha Oriental, leia-se Alemanha Ocidental. Foi um lapso.
  • Hans Kennedy  28/11/2017 15:55
    Falando no inferno que é empreender no bostil, será que o Leandro poderia fazer uma nova versão do 'Um plano de governo para o próximo presidente brasileiro' ? Seria ótimo.
  • Leandro  28/11/2017 16:04
    Só que eu realmente não mudaria absolutamente nada do que foi escrito naquela postagem de blog. Oito anos depois, todas aquelas sugestões (escritas ligeiramente com "a pena da galhofa e a tinta da melancolia") ainda se mantêm.
  • Andre Silva  28/11/2017 17:54
    Olá, Pessoal!

    Alguém conseguiria me ajudar com a memória de cálculo do valor que foi apresentado sobre o custo de um trabalhador? Eu vi o valor de R$ 2.651, para um trabalhador que recebe R$937, mas não consegui chegar ao mesmo valor. Preciso mostrar para outra pessoa. Alguém pode me mostrar?

    Grato.
  • Tulio  28/11/2017 18:01
    $937 mais 183% de $937 é igual a 2.651.

    Oitava série.
  • SRV  28/11/2017 18:38
    Andre Silva:

    Segue link para notícia que menciona que o custo do trabalhador é em média 183% do salário:
    Estadão

    A pesquisa na qual se baseou a noticia é da FGV, pode vê-la com memória de cálculo e apêndice sobre os custos aqui:
    Pesquisa FGV
  • Juliana  28/11/2017 20:20
    Muito bom! Ótimo artigo para compartilhar.

    Inclusive porque tem muitas pessoas por aí, bastante mal informadas, associando esse aumento da informalidade no mercado de trabalho à recente "reforma trabalhista". Como se só agora, depois e por causa dela, é que ninguém mais quisesse assinar uma carteira de trabalho. Não se enxerga que este é um problema estrutural em sua maior parte.

    Mas é um assunto em que as pessoas ficam muito na defensiva, pois mudanças singnificam uma eventual "perda de direitos" do trabalhador.
  • holder  28/11/2017 23:39
    pelo contrário, ainda há o risco do judiciário anular parte da reforma trabalhista. Com isso quem for contratar agora não tem nem segurança jurídica.

    Assim ninguém vai contratar mesmo
  • Demolidor  30/11/2017 12:17
    Bem que você disse:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/11/1939191-juiz-reverte-demissao-em-massa-e-diz-que-reforma-e-inconstitucional.shtml
  • Ygor  30/11/2017 12:47
    Isso era completamente previsível.

    Quem viveu a época do Sarney e do Collor, viu que o sacrifício para se reduzir o Estado brasileiro não servir para quase nada. FHC poderia ter transformado o Brasil numa Dinamarca, mas preferiu transformar numa Grécia.

    Esse país não possui solução pelas vias constitucionais. Quem quer melhorar de vida, vá embora o mais rápido possível para algum país mais sério.
  • Demolidor  30/11/2017 14:29
    Esse país não possui solução pelas vias constitucionais. Quem quer melhorar de vida, vá embora o mais rápido possível para algum país mais sério.

    Estava pensando nisso mesmo agora há pouco.

    Vamos admitir a verdade. Nosso país foi ocupado por uma horda de estrangeiros, os "dotôres", racistas que não gostam de brasileiros, que nos escravizaram. Sua principal característica é começar frases com "o brasileiro é safado/preguiçoso/corrupto/ganancioso/ladrão/[coloque aqui o seu pejorativo preferido] e sair desfiando maldades e medidas intervencionistas e confiscatórias para por um cabresto nessa gente considerada, por eles, como inferior.
  • Geraldo  29/11/2017 18:49
    É realmente difícil como o estado nos atrapalha, principalmente o estado vangloria a CLT mas na verdade é só uma forma de intervir na vida das pessoas sem necessidade. No meu ponto de vista os empregadores deveriam abrir o jogo com seus funcionários e dizer quanto eles custam para a empresa e o quanto os dois lados perdem com o modelo da CLT
  • Vinicius Costa  29/11/2017 21:19
    Esta recente e excelente reportagem do Jornal Nacional fala exatamente sobre isso:

  • Emerson Luis  30/12/2017 19:54

    O empregado reclama que recebe pouco.

    O empregador reclama que paga muito.

    E os dois estão certos, pois metade vai para o governo.

    * * *
  • Khetlen Marinho  19/01/2018 14:31
    O artigo é mais uma demonstração do quão foi necessário a Reforma Trabalhista e o pouco progresso que representa para um maior incentivo dos que se esforçam e não dos altos impostos cobrados sem retorno algum.
  • Paulo Lopes  20/01/2018 00:31
    [b]Considerando o salário mínimo de 2017, de R$ 937, o empregador terá de pagar R$ 2.651 por empregado. Isso significa que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.[b]

    Óbvio que essa conta está muito errada, aliás, se eu contrato alguém gastando R$ 2.651 e ele me retorna exatos R$ 2.651, então não vale a pena contratar. Melhor ficar sem funcionário.
    Só se contrata se houer lucro, logo o funcionário precisa trabalhar pelo menos, digo eu, mais metade do seu esforço para valer a pena.

    [i]PS: Entendi o quê o texto disse, só estou parafraseando.[i]
  • Indignado  02/05/2018 03:39


    Metade dos salários são de encargos. Será que existe essa aberração em algum outro país do planeta?
  • Luiz Fernando  12/05/2018 02:35
    Esse é um dos pilares da cleptocracia, criar dificuldades para vender facilidades e advinha quem paga a conta?...
  • anônimo  14/05/2018 03:18
    Para mudar essa situação somente mudando de regime para o glorioso Império do Brazil onde havia somente 14 impostos!


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.