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O outro lado do consumismo - ele mostra as maravilhas geradas pelo capitalismo
Ser contra o comércio é ser contra a própria vida

A importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e, consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade. 

E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.

No entanto, estou começando a crer que o epíteto "consumismo", quase sempre evocado de forma pejorativa, é apenas outra palavra para a expressão "usufruir liberdade no mercado". 

A verdade é que o mercado está, diariamente, nos proporcionando uma quantia cada vez maior de bens e serviços, e sempre com avanços tecnológicos que eram inimagináveis há apenas alguns anos.

Quem imaginaria, dez anos atrás, que um GPS que mostra o trânsito em tempo real se tornaria algo tão corriqueiro nas ruas das nossas cidades? (O Waze se mantém via anúncios publicitários). Quem imaginaria, dez anos atrás, que ao simples clique em um aplicativo de celular teríamos motoristas particulares que nos locomovem a preços inacreditavelmente baixos? Uber, Cabify, Lyft e vários novos concorrentes, que surgem quase que diariamente, fazem isso.

Ou quem imaginaria, dez anos atrás, não mais depender de hotéis e poder escolher mais de 2 milhões de imóveis em 190 países ao redor do mundo? Com o AirBnB, você pode se hospedar em imóveis com banheira de hidromassagem e piscina, ou pode ficar em um quarto de uma casa, ou mesmo apenas em um sofá. Você escolhe de acordo com seu orçamento.

Recorrer a esses prodígios significa usufruir a maravilhosa liberdade de escolha e de consumo que o mercado nos oferece.

Acima de tudo, o que dizer então da onipresença dos smartphones, cada vez melhores, e sua infinidade de aplicativos que facilitam nossas vidas? Nos países mais ricos, as pessoas alegam que estão sendo submetidas a uma avalanche tão grande de produtos tecnologicamente avançados — os quais supostamente as estariam tornando "anti-sociais" —, que elas não aguentam mais. "Diga não!" à mais recente engenhoca!

Mas é claro que, na prática, nenhum de nós realmente quer essa interrupção. Ninguém, por exemplo, quer ter seu acesso à internet negado ou encarecido. Ao contrário: queremos acessar a internet de forma cada vez mais rápida, mais barata, e com mais variedade de meios (tablets, smartphones, laptops, Smart TVs etc.). Queremos a liberdade de fazer downloads de músicas, filmes, seriados, livros, monografias e tratados sobre absolutamente todos os assuntos imagináveis. Nenhuma informação é considerada excessiva quando algo específico está sendo procurado.

E isso não é tudo.

Queremos mais variedades da comida, de bebida, de produtos de limpeza, de pastas de dente, de barbeadores. Queremos eletrodomésticos mais práticos e mais eficientes. Queremos mais ar-condicionado (ou mais calefação) em nossas casas, ambientes de trabalho e estabelecimentos comerciais. Queremos acesso a toda uma gama de estilos para o mobiliário de nossa casa.

Se algo está quebrado, queremos as peças de reposição prontamente disponíveis. Queremos peixes frescos, carnes suculentas, frutas frescas, roupas limpas e cheirosas, pão quentinho, e carros modernos com cada vez mais tecnologia embarcada. Queremos restaurantes variados e abertos 24/7. Queremos pronta-entrega e suporte técnico 24 horas. Queremos usufruir o que está na moda em todas as partes do mundo.

O comércio se adaptou e fez essa transição. Novos mundos são abertos para nós diariamente.

Há várias maneiras de se comunicar com pessoas distantes gratuitamente. O email está se tornando obsoleto e os torpedos já estão gratuitos. Podemos conversar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo por meio de aplicativos como Skype e WhatsApp, que são gratuitos. Televisões de tubo e telefones de linha fixa — artigos de luxo no século XX — já foram abandonados em prol de modelos muito superiores de tecnologia de informação.

Queremos agilidade. Queremos velocidade. Queremos redes sem fio e internet 5G. Queremos acesso. Queremos aperfeiçoamentos. Água limpa e filtrada tem de sair diretamente de nossas geladeiras. Queremos todos os tipos de bebidas: energética, esportiva, espumante, suculenta. Queremos água importada das ilhas Fiji. Queremos casas melhores. Queremos apartamentos melhores. Queremos segurança. Queremos educação. Queremos saúde. Queremos infraestrutura. Queremos serviços. Queremos liberdade de escolha.

Estamos conseguindo essas coisas? As que são estatais, como segurança, educação, saúde, água encanada e infraestrutura, não muito. E as outras que não são fornecidas pelo estado? Sim. Como? Por meio deste incrível mecanismo de produção e distribuição chamado 'economia de mercado', que nada mais é do que uma arena na qual bilhões de pessoas voluntariamente cooperam e inovam com o único intuito de melhorar a própria vida.

Contrariamente ao que dizem os detratores desse arranjo voluntário, não há nada de "selvagem" nele. A concorrência nada mais é do que empreendedores e capitalistas se esforçando — alguns ganhando, outros perdendo — para conquistar a preferência do público consumidor.

Obviamente, é muito fácil olhar para tudo isso e simplesmente sair gritando: "consumismo odioso!" Porém, se estamos utilizando o termo "consumir" nos referindo ao ato de comprar produtos e serviços com o nosso próprio dinheiro com o intuito de melhorar nossa condição, então quem realmente pode se declarar inocente do "crime" de consumismo?

Condenando a prosperidade

Toda a história do debate de idéias sempre girou em torno de como criar algum sistema que servisse mais ao homem comum do que apenas às elites, aos governantes e aos poderosos. Quando a economia de mercado — e sua estrutura capitalista — surgiu, esse tão sonhado sistema havia finalmente sido descoberto.

Com o subsequente advento da ciência econômica, passamos a entender como tudo isso funciona. E começamos finalmente a entender como é que bilhões de escolhas econômicas voluntárias e não planejadas por nenhum comitê de planejamento centralizado podem conspirar para criar um belo sistema global de produção e distribuição que servem a todos os indivíduos.

E como os intelectuais respondem a isso? Denunciando o sistema exatamente pelo "crime" de ele fornecer um excesso de coisas e de, com isso, incitar os desejos "consumistas" das massas.

Algumas pessoas estão se endividando para comprar coisas supérfluas sem as quais elas podem viver perfeitamente bem? Certamente. Mas isso é motivo para condenar todo esse arranjo maravilhoso? A culpa não deveria ser apenas individual?

Ademais, quem é que deve decidir de maneira inquestionável o que é uma necessidade e o que é um mero desejo? Um ditador onisciente à frente de um comitê de planejamento? Como podemos garantir que os desejos dele estarão de acordo tanto com as minhas necessidades quanto com as suas?

Em uma economia de mercado, desejos e necessidades estão interligados, de modo que as necessidades de uma pessoa são satisfeitas justamente porque os desejos de outras pessoas foram realizados.

Um exemplo prático de uma maravilha diária

Eis um exemplo que vivenciei recentemente.

Minha neta estava desesperadoramente doente, o que fez com que meu desejo mais premente fosse levá-la a um médico. Seu consultório ficava aberto até tarde, assim como a drogaria imediatamente ao lado. Ainda bem. Fui ao consultório, recebi a indicação do remédio, fui à farmácia ao lado e já saí de lá com o remédio e todos os demais materiais necessários para restaurar a saúde dela. Ninguém vai me dizer que isso foi uma demanda superficial.

Mas agora é que vem o principal. A farmácia só pôde ficar aberta até tarde porque ela está localizada em um edifício comercial cujo acesso é fácil e o custo total do aluguel pode ser dividido por todos os outros estabelecimentos comerciais que alugam as outras salas desse edifício.

E quais são esses outros estabelecimentos comerciais? Cabeleireiros, manicures, sorveterias, docerias, lojas de materiais esportivos, e até mesmo uma loja que faz a decoração de festas. Ou seja, todas elas lojas que vendem coisas "superficiais". Todas elas pagam aluguel. E isso possibilitou a existência daquela farmácia.

O edifício não teria sido construído se a incorporadora não imaginasse que ele também seria demandado para essas coisas menos urgentes, e os proprietários dos imóveis não os alugariam caso também não houvesse essas necessidades menos urgentes. E aí provavelmente aquela farmácia não estaria ali.

O mesmo raciocínio é válido para os equipamentos e a mão-de-obra utilizados no consultório médico que me atendeu. Eles são menos caros e mais acessíveis do que seriam em outras circunstâncias justamente por causa da existência de demandas não-essenciais de consumo. Por exemplo, os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas "não-essenciais".

E o mesmo ponto pode ser feito sobre "bens de luxo" e tecnologias de vanguarda. Os ricos são os primeiros a adquiri-los e a utilizá-los. Ao fazerem isso, os defeitos inerentes a todo e qualquer produto recém-criado vão sendo descobertos e corrigidos. Ato contínuo, os imitadores começam a surgir e o produto começa a se popularizar. Capitalistas empreendedores, em busca do lucro, começam a fornecer produtos semelhantes e mais baratos, sempre querendo se aproveitar de um nicho de mercado ainda não atendido. 

Com o tempo, os preços despencam e aquela mesma tecnologia que antes estava restrita apenas aos mais ricos se torna disponível para as massas.

Pense em qualquer bem ou serviço que hoje seja amplamente tido como uma necessidade básica: você descobrirá que ele utiliza produtos, tecnologia e serviços que foram inicialmente criados para atender demandas superficiais. Por esse prisma, não é errado dizer que foram os ricos que forneceram o capital necessário para esses investimentos.

Apenas olhe ao seu redor

Talvez você pense que qualidade de vida não é algo muito importante. Afinal, é realmente importante que as pessoas tenham acesso imediato a farmácias, supermercados e produtos tecnológicos? Sim, é. 

A resposta mais fácil é aquela que recorre aos direitos naturais: um indivíduo deve ter a liberdade de escolher e de consumir o que ele quiser. Mas há outra resposta, ainda mais poderosa, que está escondida em alguns dados que raramente ocupam nossas mentes.

Considere a expectativa de vida nessa nossa era do consumismo. Em 1900, as mulheres em média morriam aos 46 anos de idade, e os homens, aos 44. Hoje? As mulheres vivem até os 82, e os homens, até 79. Essa mudança se deveu a uma maior oferta de alimentos, a empregos menos perigosos, a melhores condições de saneamento e de higiene, a um maior acesso a serviços médico (os quais também melhoraram de qualidade), e a toda uma gama de fatores que contribuem para aquilo que chamamos de "padrão de vida".

Atualmente, não apenas a mortalidade infantil despencou em decorrência da invenção de remédios e vacinas para todas aquelas doenças que matavam crianças (paralisia infantil, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, rubéola, sarampo, varicela, hepatite etc), como ainda fetos com problemas pulmonares recebem uma injeção intra-uterina e o problema é resolvido instantaneamente. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou 36 anos.

É fácil olhar esses números e imaginar que eles também poderiam ter sido alcançados sem capitalismo e sem mercado, mas sim com um comitê de planejamento central no qual burocratas controlariam tudo relativo à saúde ao mesmo tempo em que evitariam todo esse odioso consumismo gerado por ela. O problema é que esse tipo de planejamento central já foi tentado nos países socialistas, e seus resultados foram exatamente na direção contrária em termos de estatísticas de mortalidade. Mesmo nos países que adotaram o socialismo apenas recentemente, observa-se total regressão em todos os indicadores de bem-estar.

Conclusão

Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.

Esse desejo por um retorno ao primitivismo nada mais é do que uma tentativa de dar um polimento lustroso aos inevitáveis efeitos das políticas socialistas. O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.

Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada as impede. 

Mas não deixe que elas digam que são contra o "consumismo". A nossa própria sobrevivência depende do ato de vender e comprar. Ser contra o comércio é ser contra a própria vida.

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Leia também:

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Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece

34 votos

autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Andre  24/11/2017 15:05
    "os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas "não-essenciais"."

    Graças aos avanços tecnológicos financiados pelo aficionados em videogames é que existem, por exemplo,
    máquinas de ressonância magnética que geram imagens tridimensionais em tempo real. Dentre muitas outras coisas que só processadores rápidos permitem fazer.

    "Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.".

    Nessas horas eu digo: Tire suas roupas e vá já para a floresta, sem levar NADA, só assim você ficará livre de todas as coisas inventadas pelo homem, livre de qualquer consumismo.

    Os hipócritas nunca foram.
  • Rennan  24/11/2017 15:12
    E tudo começou com o Kinect, que foi desenvolvido para que os usuários do videogame Xbox pudessem jogar sem a necessidade de controles ou outros acessórios.

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  • Demolidor  25/11/2017 04:31
    Inteligência artificial é toda baseada em placas de vídeo para games. Agora, recentemente, é que surgiram as Nvidia Tesla dedicadas para isso. Mas no fundo, são só Geforce mais confiáveis.
  • Skeptic  26/11/2018 03:17
    Tem uma coisa que as pessoas não se dão conta, mas uma das áreas mais pioneiras no uso de tecnologias é a industria pornográfica. Streaming, RV, HD e FullHD, e várias outras coisas surgiram ou se popularizam nesses meios, sem contar coisas mais antigas que podem ter surgido desses meios e eu nem imagino como fita VHS.
  • Mauricio  24/11/2017 15:13
    Belíssimo ponto de vista. Eu não aceito nenhum burocrata ou movimento organizado me dizendo o que comprar e o que não comprar. Eu sei muito bem o que me faz bem e o que me faz mal.
  • Maurício  24/11/2017 15:14
    Muitos usam o termo "consumismo" para condenar o livre-mercado. Porém, outros o usam para se referir a comportamentos viciosos como a compra compulsiva. Precisamos analisar o contexto das palavras de alguém para entender o que ele quer dizer com certo termo. Por isso concordo com o autor e com sua colocação.
  • Andre  24/11/2017 20:47
    Concordo Maurício.

    Este site, inclusive, possui vários textos (artigos) em que o conceito de consumismo está ligado aos ciclos econômicos e é associado à prática do governo de diminuir os juros artificialmente, o que sinaliza às pessoas que é hora de consumir o máximo possível (a fase do boom) e, como a economia não vai crescer na mesma proporção uma vez que não houve uma produção efetiva de riqueza, uma hora o governo aumenta os juros e quebra todo mundo (a fase do burst). Claro que, no contexto do ciclo econômico, o consumismo (o ismo muda todo o sentido) é associado com algo ruim, já o consumo "normal" é algo extramente oportuno e vai nascer justamente do oposto ao consumo que é a poupança.

    Já o presente artigo ele toma o termo consumismo quase como sinônimo de consumo.

    Palavras, palavras...

    Abraços
  • Murilo  24/11/2017 15:24
    Não sou contra o consumo, mas penso que ele deveria ser feito de forma sustentável, vivemos em um planeta FINITO, então logo seus recursos irão acabar, então uma sociedade de consumo sustentável, isto é que reaproveite seus próprios produtos defasados é fundamental. Li em um artigo uma vez, que se todos os habitantes do planeta vivessem igual aos norte-americanos e europeus, em 2025 precisaríamos de mais 2 planetas igual ao nosso. Resumindo o consumo é fundamental para o nosso desenvolvimento e a nossa vida moderna, porém deve ser feito de forma racional e sustentável, afinal não temos recursos infinitos, e a população aumenta de tamanho e consome cada vez mais, o que esgotará os recursos, tem que haver uma reciclagem dos produtos, e não somente mandarmos os produtos defasados de navios para países de terceiro mundo.
  • anônimo  24/11/2017 15:33
    Murilo, com muito esforço eu acredito que teu comentário seja sincero, e por isso me disponho a respondê-lo.

    O artigo que tu leu é uma idiotice. A economia está intimamente ligada à escassez de recursos, então, esta possibilidade de 'consumirmos' dois planetas é uma babaquice tão grande que dificulta a explicação. Veja bem, tão logo os recursos passassem a ficar mais escassos, mais caros estes ficariam (menos acessíveis), obrigando naturalmente uma redução do consumo.

    Esse papo de que deve ser feito de forma "racional e sustentável" é arrogante, percebe? Pois, todo consumo já é feito de forma racional e sustentável, desde quando tu mata um porco e utiliza até as orelhas até quando tu desliga a luz da tu empresa para economizar da conta de energia elétrica (todos os recursos têm seu preço). O único consumo feito de forma irracional é o do estado, que como adquire parte de sua parte de seus recursos via criação de dinheiro do nada e a outra parte por meio do roubo (ou tributação), gasta deliberada e ineficazmente, sem preocupar-se com a escassez ou aumentos de preços.

    Portanto, não caía nessa ladainha de ambientalistas arrogantes que desejam controlar a vida de outras pessoas. A imensa maioria de 'documentários' e 'estudos' alarmistas sobre meio ambiente é financiada com verba pública. Essa escória que se acha superior ao restante dos mortais que levam o mundo nas costas.

    Abraço
  • anônimo  27/11/2017 11:08
    "O artigo que tu leu é uma idiotice. A economia está intimamente ligada à escassez de recursos, então, esta possibilidade de 'consumirmos' dois planetas é uma babaquice tão grande que dificulta a explicação. Veja bem, tão logo os recursos passassem a ficar mais escassos, mais caros estes ficariam (menos acessíveis), obrigando naturalmente uma redução do consumo. "

    Justamente, agora imagine que os recursos na área da saúde ficassem escassos e o governo tivesse que dar saúde ao povo, o governo quebraria instantaneamente.
  • George  24/11/2017 15:39
    Recolha qualquer pedaço de terra em uma concha, em qualquer lugar do mundo, e sua análise revelará que ali há nada mais do que uma mistura de elementos que vão do alumínio ao zircônio.

    Mensurada desde as camadas superiores da atmosfera, e descendo até 6.400 quilômetros para dentro do núcleo da terra, a magnitude dos elementos químicos que constituem a terra é de 1,083 trilhão de quilômetros cúbicos.

    Essa enorme quantidade de elementos químicos representa a oferta de recursos naturais fornecida pela natureza. A ela juntam-se todas as forças energéticas dentro e em volta da terra, desde o sol e o calor fornecido por bilhões de quilômetros cúbicos de ferro fundido no núcleo da terra, até o movimento das placas tectônicas que formam sua crosta e os furacões e tornados que pontilham sua superfície.

    A oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis será sempre uma pequena fração da oferta total de recursos naturais fornecidos pela natureza. Com a exceção do gás natural, mesmo hoje, após mais de dois séculos de rápido progresso econômico, o total da oferta de minerais explorados pelo homem anualmente corresponde a algo substancialmente menor do que 104 quilômetros cúbicos.

    Trata-se de uma taxa que poderia ser mantida pelos próximos 100 milhões de anos, quando, só então, chegar-se-ia a algo perto de 1% da oferta total da terra.

    (Essas estimativas advêm do fato de que o total anual da produção global de petróleo, ferro, carvão e alumínio pode ser respectivamente alojado em espaços de 4,79, 0,58, 1,21 e 0,16 quilômetros cúbicos, baseando-se no número de unidades produzidas e na quantidade que cabe em um metro cúbico. A produção de gás natural totaliza mais de 2.500 quilômetros cúbicos, mas se reduz para 4,58 quilômetros cúbicos quando liquefeito.)

    Nessa mesma perspectiva, a oferta total de energia produzida pela raça humana em um ano é ainda muito menor do que aquela gerada por um único furacão.

    Logo, não apenas estamos lidando com uma fração muito pequena da oferta de recursos naturais fornecida pela natureza, como também estamos lidando com uma fração que pode ser substancialmente aumentada por um considerável período de tempo vindouro. As atividades de minerações poderiam ser aumentadas em 100 vezes a sua escala atual durante o próximo milhão de anos e, ainda assim, estaríamos utilizando menos de 1% da terra.

    A oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis se expande à medida que o homem aumenta seu conhecimento em relação à natureza e seu poder físico sobre ela. A oferta se expande à medida que o homem obtém avanços na ciência e na tecnologia e aprimora e amplia sua oferta de equipamentos (bens de capital).

    Por exemplo, a oferta de ferro como um recurso natural economicamente utilizável era de zero para o povo da Idade da Pedra. O ferro passou a ser um recurso natural economicamente utilizável somente após terem descoberto alguma utilidade para ele e após terem percebido que o ferro poderia contribuir para a vida e bem-estar do homem ao ser forjado em vários objetos.

    A oferta de ferro economicamente utilizável era ínfima quando ele podia ser extraído somente por meio de escavação com pás. Ela se tornou substancialmente maior quando escavadoras mecânicas e de motor a vapor substituíram as pás manuais. E se tornou ainda maior quando se descobriram métodos para separar o ferro de compostos contendo enxofre.

    E assim tem sido, e pode continuar sendo, para cada recurso natural economicamente utilizável. Sua oferta aumentou e pode continuar aumentando por um período de tempo indefinido.
  • Aurélio Delmar Martins Filho  28/11/2018 11:57
    Ótima teoria sobre recursos. Mas quero entender onde ficam as outras espécies de animais e plantas nessa tua matematica? Extinção de especies e de sistemas ambientais únicos e complexos parece que não entram em conta, ou tens alguma teória?

    abraço
  • Humberto  24/11/2017 15:44
    A única entidade que pode realmente esgotar os recursos naturais é o estado por meio de seus controles de preços e de sua proibição à propriedade privada destes recursos escassos.

    Por exemplo, se eu tenho livre acesso a um rio, e se eu não tiver de pagar nada para jogar lixo nesse rio, então o rio certamente ficará mais poluído do que ficaria caso fosse propriedade de alguém. Da mesma maneira, se houver uma fonte de energia mais limpa e mais eficiente do que os combustíveis fosseis, mas se ninguém puder explorá-la lucrativamente porque o estado impede (seja por meio da proibição direta ou por causa de regulamentações restritivas ou de tributação excessiva), então o valor que teria sido criado jamais aparecerá.

    Se quisermos proteger um lago ou um vale porque os consideramos bonitos, e quisermos impedir que eles sejam utilizados para fins de desenvolvimento, o que devemos fazer?

    Até certo ponto, é possível fazer aquilo que algumas organizações privadas já fazem: elas compram a terra que querem proteger, e os resultados têm sido espetaculares. Porém, nem sempre isso é possível, especialmente quando a terra não é controlada por pessoas físicas, mas sim pelo governo, que adora fazer acordos com seus empresários favoritos naquele arranjo mercantilista que é eufemisticamente chamado de parcerias público-privadas. Nesse caso, a eventual alteração do cenário natural deve ser atribuída ao governo.

    A questão é que, havendo direitos de propriedade, os mecanismos de mercado fazem com que as pessoas sempre encontrem um equilíbrio entre consumo e conservação, o qual pode ser chamado de "sustentável". Mas é necessário que haja um mecanismo de mercado plenamente operante. E é isso que muitas pessoas não aceitam.

    Somente quando algo é propriedade privada é que haverá custos inerentes ao seu uso, de modo que sua exploração será racional. Por exemplo, pense na diferença entre o que acontece quando uma madeireira é dona de sua própria terra vis-à-vis quando ela faz uma locação de curto prazo para explorar uma terra cujo dono é o estado.

    Quando uma empresa é dona de sua própria terra, ela possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, ela vai ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano. E ela terá esse incentivo para conservar a natureza justamente porque está pensando no lucro.

    Observe que, quanto maior for o preço da madeira — isto é, quanto mais escassas forem as árvores —, maior será o incentivo para a preservação e o replantio.

    Já quando a madeireira possui um arrendamento de curto prazo, seu incentivo é ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que o período de locação expire.
  • Constatação  24/11/2017 16:51
    Esse tal artigo que pede dois planetas Terra para 2025 tem toda cara de Malthus
  • Marcelo  24/11/2017 15:46
    Hoje em dia, ao menos no Brasil, virou modinha falar mal do consumismo. Porém, ninguém abre mão dos celulares e afins tecnológicos. A retórica dessa gente beira a imbecilidade, se já não é realmente uma estupidez comprovada. O refrão consumismo é somente repetido sem o menor entendimento. Conheço uma professora universitária que é marxista, porem adora se emperiquitar com artigos de grife. Alguém consegue entender isso?
  • Eliseu  24/11/2017 16:48
    "Conheço uma professora universitária que é marxista, porem adora se emperiquitar com artigos de grife. Alguém consegue entender isso?"

    Claro que sim. Você conhece algum marxista que deseje, depois do advento da revolução, integrar o proletariado e viver como um abnegado?

    Todos querem a revolução, mas desde que, após a revolução, eles façam parte da casta superior que irá mandar em toda a sociedade. Eles querem ser "comissários do povo", "planejadores centrais" e fazer parte da burocracia estatal. Marxismo não passa de um truque aplicado contra os tolos para ganhar o poder.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2759

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2770
  • marcelo  25/11/2017 12:22
    consumo é uma consumismo é outra. tem mais a ver com 'quantidade' do que com 'qualidade'.
  • marcelo  25/11/2017 12:37
    Bom artigo. Eu noto alem de outras coisas que essa critica ao consumismo, tambem essa 'volta ao passado', minimalismo, cosciencia ecologica etc. vem de gente que tem tudo, que estudou muito, viajou o mundo inteiro, comeu, bebeu e experimentou do bom e do melhor, teve todas as oportunidades na vida, gente que tipo assim 'chegou lá'.
  • ROGÉRIO  24/11/2017 16:55
    "Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. "
    "O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.
    Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada as impede. "
    A CONCLUSÃO FOI UM EXCELENTE ARTIGO. OBRIGADO, IMB.
  • Xenon  24/11/2017 16:59
    Recursos naturais só são úteis quando se precisa deles, quando esse recurso se torna obsoleto ex: Bronze e estanho eram muitos valosos antes da chegada do ferro, hoje em dia o bronze só e usado em ornamentos.

  • AGB  25/11/2018 19:47
    Bronze é uma liga de cobre e estanho, criada pelo homem.
  • brunoalex4  24/11/2017 17:07
    Viva o capitalismo, a liberdade e o livre mercado!!!
  • Pensador Consciente  24/11/2017 18:31
    Países pequenos sem livre-comércio estariam falidos e sem população,enfim eles com o livre-comércio tem um consumo diversificado e abundante,enquanto o "paraíso socialista Cuba"está cada dia mais pobre e sobrevivendo de doações para fechar suas contas externas!!!
  • Leon Ilitch  24/11/2017 19:36
    Existem investimentos que custosos e importantes que só dão lucro a longo prazo como Hidreletrica e Ferrovia portanto inviavel de ser construido pela iniciativa privada. Em um regime de minarquia ou ancap como seria resolvido essa questão?
  • Economista  24/11/2017 19:45
    Qual a diferença entre esses investimentos e outros igualmente de longo prazo? Por que esses não seriam rentáveis mas os outros sim?

    Desde quando transportes de passageiros e de cargas não são financeiramente rentáveis? Desde quando produção de energia não é rentável?

    Não sei se você sabe, mas as grandes ferrovias americanas foram construídas privadamente.

    Por fim, uma charada para você: há destilarias que produzem uísques que demoram de 8 (mínimo) a 20 anos (às vezes, até mais) para ficarem prontos para consumo. O tempo de maturação de um uísque vai de 8 a 20 anos. Nesse ínterim, o produtor não aufere receita nenhuma, pois ele ainda não vendeu sua produção. E aí? Como a destilaria sobreviveu antes vender o primeiro lote de uísque, tendo de esperar no mínimo 8 anos para ter sua primeira receita?

    Pela sua lógica, uma destilaria é um investimento inviável que deveria ser feito exclusivamente pelo estado. Mas não há estatais de uísques (ainda bem!). Como você explica isso?
  • MB  24/11/2017 20:49
    Se for um petista levou uma porrada, mas se for um novato querendo aprender, pense: o que é mais arriscado: investir sozinho em um alambique e\ou destilaria de médio porte ou investir lançando ações na bolsa de valores e com este dinheiro construir qualquer obra de infra-estrutura de longo prazo? Pense nas rodovias pedagiadas: investimento de longo prazo, e são melhores do que as rodovias públicas.
  • Demolidor  25/11/2017 04:37
    Tá serto cara! Ferrovias são importantes para qualquer nação desenvolvida do nosso século, o 19. Se não dão lucro, o governo precisa intervir.

    Alguém me explica essa tara de esquerdista por tecnologia ultrapassada?
  • ironduke  25/11/2017 16:36
    explique tecnologia ultrapassada.
    A esquerda é inimiga da tecnologia com exceção daquelas que deem poder absoluto sobre os indivíduos.
  • Demolidor  25/11/2017 19:29
    Explico.

    Trens, como meio de transporte, já tiveram seu tempo. Foram populares durante a Revolução Industrial e século XIX, mas a partir do século XX entraram em declínio. Mesmo na Europa, famosa por seus investimentos na área e por seus subsídios ao setor de transporte ferroviário, sua participação é pequena no transporte de mercadorias:

    ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/File:Modal_split_of_inland_freight_transport,_2014_(%25_of_total_inland_tkm)_YB17.png

    Seu uso se restringe, principalmente, ao transporte de passageiros por lá. Países que se desenvolveram recentemente, como Emirados Árabes, sequer contam com uma malha ferroviária entre as cidades. Seu uso se limita a metrô e trens urbanos. Nos Estados Unidos, mesmo o uso urbano se limita, em sua maior parte, à cidade de Nova York.

    Ou seja, é tecnologia ultrapassada. Mesmo com trens e trilhos mais modernos, é algo de uso específico e restrito.

    Concordo que a esquerda objetiva tecnologias que ampliem o controle, mas como eles precisam de uma economia que funcione, e consideram vontade política como mais importante que uma análise racional de custo/benefício, suas escolhas nessas áreas costumam ser péssimas. Pode ver os setores que escolhem para estimular. Nunca há uma área de tecnologia realmente de ponta. A intenção é normalmente substituir importação em setores que já estão consolidados em outros países, o que normalmente leva a uma oferta de produtos piores e mais caros que os similares estrangeiros. Qualquer empresário de mercado com poucos neurônios de tino comercial perceberia que não há como crescer muito com um arranjo assim.
  • Ferlinusortus  25/11/2017 19:49
    Mas ferrovias são de fato importantes. Não são uma tecnologia "ultrapassada". Se for assim, o automóvel e o avião são igualmente a ultrapassados.
  • Demolidor  25/11/2017 21:56
    É mesmo? Então você deveria explicar isso aos sheikhs.

    Mostre-me dados que comprovem que são importantes. E, principalmente, onde operam sem subsídios.

    Acabei de mandar um link com a participação delas nos fretes europeus. Faça o mesmo antes de afirmar algo.
  • Sandro   25/11/2017 13:21
    Amigos, sou novo no site e estou maravilhado com os artigos postados diariamente. Gostaria que me tirassem uma dúvida dentro da seara do "consumismo". Qual a justificativa teórica para definir a hipocrisia dos socialistas/marxistas de iphone? Alguns deles dizem que isso é um estereótipo para deslegitimá-los. Existe algum artigo que explique melhor essa contradição? Abraço!
  • marcelo  25/11/2017 17:22
    A teoria é que eles tem dinheiro. Dinheiro não tem ideologia, não é capitalista nem socialista nem comunista, eles tem dinheiro, compram o que querem.
  • Gabriel  25/11/2017 13:48
    "E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia."

    Saindo do escopo do consumismo, como mudar a mentalidade brasileira para incentivar a poupança e o investimento?

    O brasileiro têm um histórico nada elegante em relação a inflação, o hábito de poupar não existe no Brasil por tantos e outros motivos como o receio de ter sua poupança congelada, destruída pela inflação e por assim diante.

    Como seriam essas ações que mudariam essa mentalidade brasileira?

    Juros determinado pelo mercado?
    Determinar a meta de inflação a 0% ou 1%?
    Colocar o governo para atividades essenciais como educação, segurança e saúde e deixar o resto para a iniciativa privada?
  • anônimo  26/11/2017 11:15
    "Colocar o governo para atividades essenciais como educação, segurança e saúde e deixar o resto para a iniciativa privada?"

    Você quer colocar "atividades essencias" na mão do inimigo ?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1447
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2725

    Fora que ele NUNCA será economicamente mais eficiente (a priori) do que a "iniciativa privada".

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2715
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1107

    E é exatamente por causa da sua mentalidade que:

    "O brasileiro têm um histórico nada elegante em relação a inflação, o hábito de poupar não existe no Brasil por tantos e outros motivos como o receio de ter sua poupança congelada, d
    estruída pela inflação e por assim diante."

    Infelizmente muitos pensam igual a você:

    "Colocar o governo para atividades essenciais como educação, segurança e saúde ..."
    "Juros determinado pelo mercado?"

    Quem vai construir as estradas ? O mercado ?
  • Edujatahy  26/11/2017 12:09
    "Saindo do escopo do consumismo, como mudar a mentalidade brasileira para incentivar a poupança e o investimento?

    O brasileiro têm um histórico nada elegante em relação a inflação, o hábito de poupar não existe no Brasil por tantos e outros motivos como o receio de ter sua poupança congelada, destruída pela inflação e por assim diante.

    Como seriam essas ações que mudariam essa mentalidade brasileira?"

    Primeiramente esquecer esta mentalidade de vira lata e deixar de pensar em coletivos. O Brasileiro não existe, existe eu, você, e indivíduos.

    Agora vamos lá, não é porque alguém nasceu no Brasil e ou em qualquer outra parte do mundo que ele, como ser humano, irá deixar de reagir a incentivos. Te pergunto então:
    - Qual entidade tenta estimular o consumo através de crédito barato, financiamentos a imóveis e tudo mais (sendo esta mesma entidade estimulará por economistas que sinceramente acreditam que estimular o consumo é a solução para o desenvolvimento econômico)?
    - Qual entidade promove a ideia de uma previdencia social onde não cabe mais ao indivíduo e sim ao estado cuidar da sua poupança?
    - Qual entidade, mesmo cobrando tudo que você produziu durante toda sua vida, ainda insiste em querer tirar mais ainda quando você deixa herança para seus descentes?

    Que tal, antes de se preocupar com o "brasileiro", tirarmos a entidade que DESESTIMULA a poupança do cenário?
  • Australopitecus  25/11/2017 19:22
    Se vcs acham que a gente é consumista hoje precisavam ver a humanidade no paleolítico. Aliás, foram nos últimos 10 mil anos que começamos a contrariar um pouco isso reaproveitando o solo e criando animais.
  • Xenon  26/11/2017 11:51
    Respondo sobre transporte sobre trilhos:
    Pergunta qual meio de transporte com exceção do pluvial e marítimo que oferece mais carga transportada e pessoas?
  • Só respondendo...  27/11/2017 12:43
    Puxa, o cara quis parecer "entendido" e mandou meio mal... "Pluvial"? Que tipo de transporte é esse? É o transporte das chuvas? Não seria fluvial? Agora, deixo com o Demolidor...
  • Xenon  26/11/2017 11:55
    Quando desenvolverem tecnologia antigravidade efetiva aí sim pode-se dizer que tal tecnologia é obsoleta.
  • Demolidor  26/11/2017 13:43
    Obrigado por confirmar o ponto que coloquei. Transporte ferroviário é tão desimportante que fica atrás do rodoviário e marítimo.

    Reforçando o que expus, Emirados Árabes, que conta com o maior shopping e mais visitada construção do mundo, o Dubai Mall (o que requer escala para um lugar só), sequer tem transporte ferroviário de cargas.

    Aproveitando:

    Primeiro, clique em Responder para que a discussão fique aninhada e outros leitores possam acompanhar.

    Segundo, não crie espantalhos. Pela minha "lógica', automóveis e aviões não estão obsoletos. Pelo contrário, expus dados que demonstram que mesmo na Europa, onde são comuns subsídios ao setor ferroviário, o transporte rodoviário supera o ferroviário em carga transportada em todos os países, exceto Lituânia. Quanto ao segundo espantalho, pesquise um pouco sobre Maglev antes de falar besteira. Por sinal, continua sendo uma tecnologia implantada em trens que não muda o fato de que é algo de uso específico.

    Terceiro, traga dados, números, fatos para o debate. Não fique apenas repetindo chavões e slogans. É intelectualmente desonesta sua argumentação.
  • Xenon  27/11/2017 11:23
    Então me responda as seguintes questões:
    Qual meio de transporte oferece grande autonomia de peso versus potencia?
    E vai a qualquer lugar, mesmo aos locais inóspitos?
    Ir a grandes distâncias ex: De um contingente ao o outro com auta capacidade de carga?
    Que oferece grande economia de combustível?
    Que oferece facilidade de dirigibilidade a grandes velocidades?
    Que teve avanço tecnológico radical?
    É por esses quesitos que se avalie se um meio de transporte é um não obsoleto.
  • Só respondendo...  27/11/2017 12:45
    Continuando... "Auta" capacidade de carga. Deve ser a capacidade de carga autista... só pode. Bom, deixo novamente com o Demolidor. Está ficando interessante.
  • Demolidor  27/11/2017 13:51
    Exceto pela velocidade, frotas de caminhões. Você pode colocar milhares de caminhões na estrada entre São Paulo e Santos e cada um vai como unidade autônoma aos rincões mais longínquos, levando carga na escala correta e exatamente ao local onde o frete é necessário.

    Caminhões conseguem transitar até por uma Transamazônica cheia de barro e buracos. Trens, se houver um único trilho torto em milhares de quilômetros, podem descarrilar.

    Tente colocar centenas de vagões num TGV ou dois ou três trens em cada trecho para ver o que acontece. Essa história de que trens oferecem escala sempre, é mito.
  • brunoalex4  27/11/2017 19:22
    Boa tarde.

    Aproveitando a polêmica discussão entre os modais de transporte, gostaria de saber a opinião dos senhores a respeito de outra polêmica: carros elétricos x carros de motor com combustão interna. Pergunto isso pois vários países já "decretaram" data para morte dos carros convencionais a motor de explosão e sinceramente prefiro carros convencionais aos elétricos.

    Grato.
  • Tulio  27/11/2017 20:44
    Eu também. Pode até vir a acontecer, mas vai demorar muito. De minha parte, jamais comprarei carro elétrico enquanto não for obrigatório.
  • Demolidor  27/11/2017 21:50
    Vejo futuro, mas não presente, nos elétricos.

    No modelo atual, é muito tempo de carga para pouca autonomia, sem contar o gasto maior com energia elétrica. Do lado econômico fica pior: sempre contam com subsídios dos pagadores de impostos. E/ou dos concorrentes, como ocorre com a Tesla.

    Único projeto realmente interessante que achei foi da Hanergy, que abastece a bateria por paineis solares no teto e capô. Depois de algumas encrencas que levaram a empresa a ter as negociações de suas ações suspensas em Hong Kong, e posterior demissão da diretoria, estão de volta e firmaram parceria com a Audi. Pode vir coisa bem interessante por aí.
  • Felipe Lange  25/11/2018 22:03
    Países europeus infelizmente estão contaminados por esse ideologia ambientalista asquerosa. Os burocratas não sabem nem cuidar de uma calçada e agora querem se meter em quem quer ter um carro à combustão.
  • AGB  28/11/2018 13:40
    No Brasil, o principal problema dos veículos elétricos é o reabastecimento que significa a implantação de uma rede gigantesca de pontos de recarga com tensão elevada (440 V é o mais econômico) . Alem disso, deve-se calcular o custo do kW/h. Ignoro os valores do Brasil mas sei que nos EUA atingem R$ 0,80. Como dependemos de um regime pluvial incerto, seria sensato iniciar um programa de centrais termoelétricas.
  • Tadeu  29/11/2017 17:03
    Leandro, olha só esse comentário de um professor da UFPI !
    "[29/11 14:52] Leonardo: Não repondo sem ler.
    Acho que vc não entendeu o que escrevi.
    Esse cara aí atribui a escola austríaca o que não é deles. Quem disse isso foi Keynes e Kalecki.
    A escola austríaca tá equivocada. Pura lógica matemática para explicar as relações econômicas. Furada.
    E o Keynes disse que a dinâmica do capitalismo depende dos investimentos, claro ampliam capacidade produtiva, gera emprego e renda. Poupança se faz a partir dos investimentos e não antes. Pois isso cria o chamada parcimônia. Quebra o país.
    Individualmente para tu ter condições de poupar e investir, a macroeconomia tem que funcionar favoravelmente. Tu deixando esses idiotas arrebentarem o país, no longo prazo tentaremos apenas sobreviver.
    Conheço bem os princípios da poupança e investimento. E pratico.
    Não sou contra o capitalismo. Aliás o prático bem.
    O que gostaria que pudéssemos enquanto nação praticá - lo para o bem da nação e não como vem sendo feito hoje, aliando o país para o exterior e grandes capitalistas que vão ferrando a vida de todo mundo.
    Entendo que um mundo melhor é aquele onde todos estão bem. Nós temos condições de fazer isso no agregado, mas somos burros. Dançamos a valsa dos desenvolvidos. É como se eles tomassem Picolé da boca de criança. Parece ainda como os índios entregando ouro e recebendo espelho. Isso é burrice.
    As nações desenvolvidas defendem seus interesses para uma nação sólida. Nós jogamos na lata do lixo. Defendemos, aliás, o interesse deles.
    Por isso temos que mudar mentalidades, consciente e isso só se faz como as nações desenvolvidas fizeram. Com estado forte que defenda o interesse de nação. O que a China faz hoje.
    Aqui parece que somos altistas.
    [29/11 14:52] Leonardo: Imagina o quanto vc já consumiu e não utiliza. Tipo sua necessidade é de um pequeno carro de deslocamento urbano, vc comprar uma grande pickup que polui mais, atrapalha o trânsito e não usa 5% de sua capacidade. Um super computador que não usa 2%. E assim vai.
    [29/11 14:52] Leonardo: Além disso, concordo com a tese que a liberdade do consumidor não existe. Nós somos levados a consumir sem necessidade. O mercado domina e fascina mentes frágeis. Isso cria uma alienação e um materialismo burro, onde o ser é apenas um objeto e não um humano, ser social, carregado de valores.
    [29/11 14:52] Leonardo: Aliás por que não um sistema público de transporte urbano de qualidade. Opção burra carro em cidade.
    [29/11 14:52] Leonardo: Fortalece as multinacionais. Pois não temos capacidade de fazer um carro nacional."
  • AGB  25/11/2018 20:06
    Os índios do Brasil nunca entregaram ouro por espelhos. Eles estavam na idade da pedra e não tinham como produzir ouro. Que, aliás, praticamente não existia à flor da terra nessa região do continente. Os nativos forneciam aos europeus alimentos, madeira, pele de animais e produtos semelhantes. Em troca exigiam facões, machados e outros artefatos de metal.
  • Tio Patinhas  27/11/2018 16:21
    Sobre: "Aliás por que não um sistema público de transporte urbano de qualidade. Opção burra carro em cidade. "

    A cidade de São Paulo tinha um sistema privado de bondes e a empresa queria transformar esse sistema em subterrâneo (ou seja metrô). Mas o governo não deixou e proibiu o bonde.

    A cidade ficou sem o bonde, sem o metrô e sem a empresa que fez um e faria o outro.

    Então não tem um sistema de qualidade pq o governo assim não quis...
  • AGB  28/11/2018 13:27
    Quando terminou a 2ª guerra, os bondes, trilhos, rede elétrica estavam desgastados e necessitavam de reposição. O que significava investimentos, seja das reservas da companhia, seja de empréstimos. Mas para isso, a tarifa teria que ser corrigida. Como ser transportado era um direito inalienável dos usuários, o governo manteve os valores baixos, garantindo que os estrangeiros não explorassem a população carente. Resultado: o sistema continuou igual por mais 20 ou 30 anos até ficar totalmente inviável. Ignoro se a rede tranviária de SP foi estatizada como em outras cidades mas as consequências foram exatamente iguais. E nem se fale sobre direitos dos funcionários, legislação trabalhista e quejandos.
  • Emerson Luis  30/12/2017 16:49

    Muito do que se chama de "consumismo" na verdade é simplesmente "consumo".

    Mesmo quando um comportamento de fato é consumista, precisamos tomar cuidado com concordar prontamente com o que os "conscientes" dizem porque em geral a reprovação deles é motivada pelo desprezo à liberdade econômica e pela inveja.

    Podemos reprovar o consumismo sem reprovar o consumo em si nem a liberdade.

    * * *
  • Imperion  26/11/2018 01:48
    Produção e consumo. Melhor que pagar um funcionário pra cavar um buraco e tampar
  • Igor  26/11/2018 11:09
    Só não pode esquecer que o consumismo está destruindo o planeta e criando desequilíbrios ecológicos. Muito brevemente a gente não vai ter mais água potável (assim como praticamente não temos mais alimentos de qualidade por causa da reutilização exagerada do solo). O consumismo é realmente muito bom no curto prazo, mas temos que nos preocupar com o futuro do planeta se quisermos perpetuar nossa espécie. Capitalismo e livre mercado é bom mas não é só mar de rosas!
  • Yuri  26/11/2018 19:09
    Ao contrário: ambos garantem que os recursos naturais sejam utilizados da maneira mais eficiente possível, inclusive aumentando sua durabilidade.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2965
  • anônimo  26/11/2018 15:25
    Vocês mudaram a configuração HTML da página ? Não consigo mais utilizar a ( a visualização do leitor do FIREFOX ) tecla de atalho F9. Se não for pedir muito , retorne ao formato antigo de páginas WEB.
  • Bozonaro  26/11/2018 22:15
    Que maravilha não é mesmo. O meio ambiente agradece.
  • Emerson Luis  14/12/2018 19:18

    O Youtube seria da forma e do tamanho que é (cheio de informações úteis e recursos de busca, etc.) se não fossem os inúmeros canais frívolos?

    Uma das definições de "riqueza" é a capacidade de usufruir de supérfluos.

    Cabe a cada indivíduo a tarefa de praticar autoexame e autocorreção constantes. Mas os "progressistas" querem substituir a consciência individual pela heteronomia.

    A antiga esquerda acusava o capitalismo de causar pobreza por não gerar riqueza suficiente para todos; a nova esquerda acusa o capitalismo de ser eficiente demais na crianção de riqueza e causar consumismo e outros males.

    Aconteça o que acontecer, esquerdistas estão sempre certos! Impressionante!

    * * *


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