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A neutralidade de rede foi revogada nos EUA - vitória da liberdade e derrota das reservas de mercado
Enquanto vigorou, os investimentos caíram e os serviços pioraram

Nos EUA, desde o surgimento da internet até o ano de 2015, nunca houve uma queda de investimentos no setor. A cada ano, os investimentos aumentavam em relação ao ano anterior.

O acesso à internet tornava-se cada vez mais amplo e universal, e a velocidade e a qualidade do tráfego de dados melhoravam anualmente.

Em 2015, no entanto, os investimentos em banda larga caíram 6% em relação ao ano anterior. Foi a primeira vez que isso aconteceu. O que houve?

Em uma frase: imposição de regulação governamental voltada a proteger as empresas estabelecidas. E tudo em nome de se estar "protegendo o consumidor".

Foi em fevereiro de 2015 que a FCC (Federal Communications Commission, agência do governo americano que regulamenta a área de telecomunicações e radiodifusão) implantou a neutralidade de rede no país. O então governo Obama decidiu que deveria "consertar" um problema que sequer existia.

A ideia da neutralidade de rede soava bonita aos ouvidos dos leigos: o governo passaria a regular os provedores de serviços de internet (os ISPs) para que eles não impedissem o livre acesso das pessoas à rede. Isso, inevitavelmente, gerou a pergunta: quem estava tendo seu acesso à rede negado? Ninguém.

A ideia vendida ao público era a de que os provedores estariam proibidos de discriminar e restringir o conteúdo que trafegava nos cabos, e não podiam cobrar preços diferenciados para cada conteúdo. Assim, uma pessoa que usa a internet apenas para checar emails deveria pagar o mesmo tanto pelos serviços do que aquela que usa a internet para ver filmes, ouvir musica e baixar volumosos dados.

Na prática, os provedores de serviços de internet ficaram proibidos de oferecer planos de acesso específicos, ao gosto do consumidor. E ficaram também proibidos de cobrar das empresas geradoras de tráfego (como Netflix, Skype, Youtube, Facebook, Twitter, Amazon etc.) por esse serviço, o qual exige uma grande largura de banda. 

A neutralidade de rede, portanto, determinou que os próprios provedores de serviços de internet (ISPs) deveriam arcar com os altos custos desse serviço.

Fazendo uma analogia, imagine que uma mobiliária pudesse obrigar as transportadoras a arcar com todos os custos do envio de seus móveis. Por meio de um decreto governamental, as transportadoras não poderiam cobrar preços distintos não importa se elas estivessem transportando apenas uma simples cadeira ou todos os móveis de uma mansão. As mobiliárias seriam a favor de tal arranjo? Com toda a certeza. Elas até poderiam chamar isso de "neutralidade de móveis" e ludibriar o público incitando-o a apoiar essa lei, dizendo que, sem essa lei, as transportadoras passariam a controlar o mercado de moveis.

Por isso, a medida contou com o entusiasmado e irrestrito apoio de todos os principais nomes do ramo de disponibilização de conteúdo: Amazon, eBay, Facebook, Google, Microsoft, Netflix, Twitter e Yahoo.

E contou também com o apoio — embora mais silencioso — dos grandes provedores de serviços de internet (ISPs), como Comcast e Verizon (mais sobre isso abaixo).

A oposição, por outro lado, foi representada por pessoas sem grande peso na indústria, por provedores de hardware como a Cisco, por institutos pró-livre mercado, por alguns intelectuais desengajados, e por um pequeno grupo de articulistas e comentaristas que entendem um pouco sobre liberdade e economia de livre mercado.

Em benefício dos grandes

O efeito da neutralidade de rede, como ocorre em todas as regulamentações governamentais, foi o de cartelizar a indústria e transformar um terreno até então genuinamente livre e voluntário em um sistema gerenciado pelo governo.

O exemplo mais explícito disso foi o ataque da FCC, ainda sob o governo Obama, à empresa de telefonia celular T-Mobile. Por meio de seu programa Binge On, a operadora estava oferecendo dados gratuitos para determinados serviços de transmissão contínua de dados (streaming). A operadora não cobrava pelos dados usados na transmissão de Netflix, Spotify, Hulu e de vários outros serviços. Mas cobrava para YouTube. O governo disse que isso violava as regras de neutralidade de rede e atentava contra o consumidor (o qual, vale lembrar, voluntariamente optou por adquirir esse pacote).

Ou seja, o governo, na prática, determinou que consumidores que querem receber dados gratuitos de empresas que se dispõem a ofertá-los é algo ilegal. Mas, ué, a lei não era para beneficiar o consumidor? Obviamente, a proibição à T-Mobile de ofertar esse serviço era do interesse das grandes ISPs.

Eis o que realmente ocorreu: os grandes líderes da mais emocionante e empolgante tecnologia do mundo se juntaram e decidiram fechar o mercado em suas condições até então vigentes para se proteger de todos os concorrentes — e potenciais concorrentes — que surgiam quase que diariamente neste vibrante mercado. A imposição de uma regra contra a utilização do sistema de preços de mercado como forma de alocar recursos de largura de banda foi uma medida para proteger as empresas estabelecidas contra possíveis inovações que iriam abalar seu domínio.

Aquilo que foi vendido como igualdade econômica e um maravilhoso favor aos consumidores era na realidade um procedimento operacional padrão por meio do qual as gigantes do setor estavam tentando acabar com ameaças da concorrência ao seu poder de mercado. 

A posição das grandes empresas geradoras de tráfego é fácil de entender. Como já dito, Netflix, Amazon e todas as outras grandes não queriam que os provedores de serviço de internet (ISPs) cobrassem nem delas nem de seus consumidores pelo conteúdo que elas transmitem, o qual exige uma grande largura de banda. Elas queriam que os próprios ISPs arcassem com os altos custos desse serviço. Neste caso, o benefício é óbvio: pedir ao governo para tornar ilegal a discriminação de preços era do interesse dessas empresas. Significa que não haveria ameaças ao seu modelo de negócios.

Mas isso ainda não responde a questão de por que as ISPs não se opuseram severamente à neutralidade de rede. Nesse ponto, as coisas ficam mais complexas. Após vários anos de experimentos na oferta de serviços de internet — saímos da internet discada para a de linha fixa, depois para as conexões T1 e hoje já estamos na 4G e 5G —, o vencedor no mercado (por enquanto) tem sido as empresas de TV a cabo. Os consumidores estão demonstrando preferir a velocidade e a largura de banda em detrimento de todas as alternativas.

Mas, e quanto ao futuro? Que tipo de serviços irá substituir os serviços de TV a cabo, os quais são oligopólios protegidos pelo estado? É difícil saber com exatidão, mas já há algumas ideias interessantes sendo ventiladas. Os custos estão caindo para todos os tipos de serviços wireless e até mesmo para sistemas distribuídos.

Sendo assim, se você é um agente dominante no mercado — nos EUA, Comcast (TV a cabo) e Verizon (telecomunicações); no Brasil, Claro e Vivo —, você lida com duas ameaças ao seu modelo de negócios. Você tem de manter sua atual base de clientes e você tem de se proteger contra novos entrantes que querem capturar uma fatia de sua clientela. Neste cenário, a imposição da neutralidade de rede pode até elevar seus custos, mas há um esplêndido efeito positivo: seus potenciais concorrentes futuros também terão de lidar com esses mesmos custos. 

Você, sendo um agente já estabelecido no mercado e usufruindo uma grande clientela cativa, está em uma posição muito mais privilegiada para absorver esses custos. Já seus potenciais concorrentes, ao contrário, não terão capital para absorver esses custos. Isso significa que você pode até reduzir seus planos de desenvolvimento, esfriar seus planos de investimentos em fibras óticas, e se dar ao luxo de descansar sobre seus louros. Sua fatia de mercado está protegida.

E foi exatamente isso o que ocorreu nos EUA, com os investimentos em banda larga caindo 6% em relação ao ano anterior pela primeira vez na história.

Mas como seria possível você vender a ideia desse plano nefasto? Fazendo conluio com os reguladores. Você defende a ideia como um todo, educadamente expressando algumas reservas, ao mesmo tempo em que distorce a legislação ao seu favor. Você sabe perfeitamente bem que isso elevará os custos para seus futuros concorrentes. Quando a legislação for aprovada, você a classifica como sendo um voto "pela internet livre", o qual irá "preservar o direito de se comunicar livremente online".

A neutralidade era uma enganação

Ao se analisar mais detidamente os efeitos, a realidade se revela exatamente oposta: o mercado foi fechado para a concorrência em geral, e o governo e seus aliados corporativos passaram a decidir quem podia e quem não podia atuar no mercado. A legislação erigiu enormes barreiras à entrada de novas empresas ao mesmo tempo em que vastamente subsidiava as maiores e mais prósperas empresas fornecedoras de conteúdo.

E quais foram os custos para nós mortais? Não houve nenhuma redução nos preços dos serviços de internet. Ao contrário: alguns preços aumentaram e a concorrência diminuiu. Houve também a supracitada redução no ritmo do desenvolvimento tecnológico devido à redução na concorrência. Em outras palavras, tudo ocorreu como sempre ocorre com todas as outras regulamentações governamentais: a maioria dos custos não foi percebida, e os benefícios ficaram concentrados nas mãos das classes governantes e de seus amigos corporativos.

E houve uma ameaça adicional: o governo reclassificou a internet como um serviço de utilidade pública. Isso significou um cheque em branco para o governo controlar o serviço completamente. Pense nos serviços aéreos, que são regulados pelo governo e controlados por um cartel de empresas ligadas ao governo, as quais não sofrem risco de concorrência externa para vôos domésticos. Esse era o futuro da internet a sob a neutralidade de rede.

Conclusão

A neutralidade de rede será abolida no dia 14 de dezembro de 2017. Que vá em paz. Nada mais de governo controlando a indústria. Nada mais de controle de preços. Nada mais de grandes corporações usando o poder do governo para proteger suas estruturas monopolistas.

É claro que o fim da neutralidade de rede não significará um imediato surgimento de um mercado livre para serviços de internet. Mas é um passo na direção certa. Se esse experimento durar, sem incertezas jurídicas, a tendência é que haja uma entrada maciça de concorrência no setor. Haverá mais liberdade de escolha para o consumidor, que poderá escolher entre uma variedade de pacotes, dos minimalistas aos maximalistas, dependendo de como você usa o serviço. Ou então você poderá escolher um plano que cobre apenas o que você consome, em vez de ter de subsidiar aqueles que usam muito mais que você.

Com a abolição dos controles de preços, haverá novos entrantes no mercado porque agora fará sentido investir para inovar. Os consumidores terão mais poder em vez de ter de rastejar e implorar por serviços, sendo obrigados a pagar aquilo que o fornecedor exige.

O fim da neutralidade de rede é, até então, a melhor iniciativa de desregulamentação já tomada pelo governo Trump. Devemos sempre aproveitar toda e qualquer desregulamentação que eventualmente ocorra. É algo raro.

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28 votos

autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Marcos almeidaa  23/11/2017 14:57
    Até hoje eu tento entender a logica de regulamentar um certo produto em defesa do consumidor, sendo que isso só trás maleficios pro mercado diminuindo a qualidade do produto e aumento o preço do mesmo, como isso pode ajudar os consumidores?, ou melhor, como isso era beneficiar os consumidores mais pobres?
  • André  23/11/2017 15:08
    Nunca, em lugar nenhum do mundo, uma regulamentação foi feita para beneficiar consumidores. Sempre, em todos os lugares do mundo, regulamentações são feitas para beneficiar produtores, formar cartéis e garantir extração de renda dos consumidores.

    Tudo isso começou com o Sherman Act.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1999


    Já no Brasil, as regulações são ainda mais explicitamente anti-consumidores e pró-grandes empresas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2769
  • Gustavo  23/11/2017 17:43
    eles tem várias ideias que beneficiam eles e nos prejudicam.. algumas dessas ideias tem a cara tão boa a ponto de a própria vítima defender com unhas e dentes.. pois bem, são essas as ideias que colocam em prática.. ter aparencia positiva pro cliente é uma condição sine qua non
  • RaulRB  23/11/2017 18:53
    Horas, isso é a coisa mias simples de entender... Pense na seguinte situação:

    - Você é um genuíno politico eleito com o poder do povo para ser representante dessa gentalha no congresso federal. Da noite para o dia, passa a ter status de imperador e autoridade sobre como os mortais da republica do jaburu devem seguir a vida. Você muito bem intencionado, tem assessores iluminados pela divindade intelectual do poder do achismo, os mesmos lhe apresentam um projeto para ajudar a população, por causa que alguém na sua comunidade comeu um pastel que estava estragado em uma feira livre. E agora querer regular os pasteleiros de todo Brasil para que os consumidores não seja mais ferido.

    Essa decisão por mais bem intencionada que seja, não leve em conta questões econômicas, digamos que o politico está apenas querendo mostrar serviço para população... Por onde você olha não tem solução, mesmo não sendo corrupto, mesmo se ele realmente querer ajudar o consumidor, ele não sabe o efeito econômico que essa decisão tem.



  • Fabio de Souza  17/12/2017 11:18
    O problema é pior.O político toma a iniciativa de regular, sob pressão de lobby.
  • Ze da Moita  24/11/2017 14:50
    povo burro, não sabe q regulamentação gera custo e qualquer discurso demagogo de político convence de que a regulamentação é necessária e benéfica ao consumidor
  • Só mais um esquerdista  23/11/2017 15:00
    Mas... mas... o Trump é fascista, otimista, eletricista e tem chulé!
  • Alexandre Dias  23/11/2017 15:43
    A vizinha da prima do dono do cachorro da cunhada do tio do amigo do colega do trabalho da chefe do namorado da filha do padeiro vizinho ao açougue do patrão da moça que tem um papagaio da cor do carro do amigo do meu primo disse que Trump ronca a noite e tem a unha do dedão do pé encravada.
  • Eita poha  23/11/2017 20:11
    Mas ele tem mesmo, eu vi na CNN... acredite! Na Folha tbm saiu uma matéria dizendo que pessoas que roncam e tem unha encravada são racistas e homofóbicos. Eu acreditei mais ainda quando vi os atores da Globo confirmando tudo isso.
  • Victor Magno  24/11/2017 12:47
    Eu também li no Washington post.

    "Como o chulé e a unha encravada de Trump influenciam sua ações."
  • Rafael  23/11/2017 16:05
    Ótimo artigo! Sempre acreditei que a internet seria o começo de uma revolução tecnológica pra chegarmos um dia a vivermos num mundo mais livre. Aí, com o Marco Civil, vi que estavam dando um jeito de frear a evolução da humanidade novamente. Essa notícia dos EUA é inspiradora!
  • Ezequiel Arantes  23/11/2017 16:11
    Quando o Marco Civil foi imposto durante o governo petista, todos os petistas vibraram e demonstraram ardoroso apoio à lei (óbvio, o governo passaria a regular a internet).

    Mas agora que eles são oposição ao atual governo, é bem provável que, ao menos silenciosamente, tenham virado a casaca e se tornado contra (não irão se manifestar, é claro, pois dará muito na cara).
  • Frederico  23/11/2017 16:35
    Neutralidade de rede nunca foi sobre igualdade, mas sobre controle. Tão logo o governo adquire o poder de supervisionar e regular, ele começa a usar seus "equipamentos" para monitorar tudo para garantir que "todos os dados estão sendo tratados de maneira igual".

    Que existam pessoas tão ingênuas a ponto de acreditar em políticos bem intencionados é algo que me escapa.
  • Sérgio Vieira  23/11/2017 16:36
    Imagina então como eles vão ficar a partir de 2018 com Bolsonaro no controle?
  • Igor  23/11/2017 16:39
    Eis quem promoveu o Marco Civil no Brasil:



    Só de ver esse cara falando já tenho engulhos.
  • Eliseu Drummond  23/11/2017 16:50
    Mesmo antes deste ataque à T-Mobile já estava claro que o objetivo da Neutralidade de Rede era acabar com o zero rating, que é essa prática que se caracteriza pelo oferecimento gratuito de certas aplicações por parte das operadoras de rede, comumente as empresas de telefonia móvel.

    Ainda em 2015, o órgão regulador da Eslovênia multou duas das principais empresas de telecomunicações do país por quebra da neutralidade de rede. Uma por oferecer gratuitamente aplicativo de música; a outra por não cobrar por serviços de back-up de dados de seus usuários.

    Na Holanda, a Vodafone foi multada por ousar oferecer a seus clientes, sem custos, acesso ao aplicativo de vídeos da HBO.

    Já no [link=www.telesemana.com/blog/2015/01/30/canada-tambien-considera-el-zero-rating-como-anti-competitivo/]Canadá, duas operadoras de telefonia celular foram obrigadas a interromper o serviço gratuito de mobile TV a seus clientes. O ente regulador local decidiu que o zero rating é ilegal por constituir uma prática anti-competitiva, uma vez que isso "prejudica" outros produtores de conteúdo na Internet.

    No Chile de Michelle Bachelet, o zero rating desde maio de 2014.

    No Brasil, o Ministério Público atacou a TIM por oferecer uso sem custos do WhatsApp.

    Quero muito entender como é que essa porcaria de lei é pró-consumidor.
  • Gabriel  23/11/2017 16:55
    As empresa oferecendo serviços GRÁTIS e o estado proibindo?!?! Isso não pode ser sério. E mesmo assim ainda tem idiotas no mundo todo que apoiam o estado?! Só podem ser dementes.

    "Obrigado estado por me privar de ter acesso à serviços GRÁTIS"..
  • Marco  17/12/2017 15:18
    "Grátis?" Não são vocês que dizem que "não há almoço grátis"?
    Isso é um total retrocesso. Volta ao passado, quando a energia elétrica para iluminação e utilidade tinham tarifas diferentes e o consumidor contra-atacava com bocais de lâmpadas no lugar das tomadas.
    A Internet só existe porque é neutra, uma rede de redes burras que levam qualquer pacote a qualquer lugar. Sem distinção entre LOCAL, DDD e DDI. É o que as grandes teles querem: transformar a Internet, uma iniciativa pública, num novo tipo de linha telefônica.
    A Internet com o princípio do "best effort", que é a forma mais simples rápida e barata de operar. Qualquer switch de R$ 30,00 opera assim. Caro é discriminar conteúdo, destinos, portas. Caro e lucrativo para quem fornece a ferramenta. Manter tabelas gigantes de portas, destinos e regras de banda é algo extremamente complexo que poucos fornecedores (aka Cisco, um monopolista) fornecem.
    Resultado: mais lucros para a Cisco e a volta do sistema AOL-Compuserve pré-Internet. Talvez até a "Hipervia da Informação", The Microsoft Network volte dos mortos.
  • Brambilla  17/12/2017 16:53
    Bocejos. O que realmente impressiona é que até agora não houve absolutamente nenhum, nem um único, argumento contra o que foi apresentado no artigo. O que falar, por exemplo, sobre a queda dos investimentos e a consolidação do cartel após a imposição da neutralidade de rede? Até agora, nenhum contra-argumento.
    De 1995 até 2015 a internet progrediu exponencialmente, sem qualquer tipo de retrocesso. Aí em 2015 burocratas decidiram que estava na hora de o governo assumir o controle da internet e simplesmente congelar todos os avanços que haviam ocorrido até então. E com isso consolidaram-se vários oligopólios, expulsando do mercado as potenciais entrantes.

    E tá cheio de otário batendo palma pra essa intervenção estatal em um mercado que até então havia progredido de maneira acentuada exatamente por causa desta ausência de intervencionismo.

    Se você, assim como eu, também acha incrível toda a evolução da internet até hoje, é no mínimo bizarro afirmar que agora é o momento de congelar tudo por meio da intervenção estatal.

    A paixão por políticos nunca deixa de me impressionar.
  • PP  23/11/2017 16:59
    De uma maneira geral, a informática trouxe um problema muito sério para os governos em geral, pois ela transcendeu a lógica do controle físico das coisas. Um byte não é uma coisa física e portanto não há como associar os antigos conceitos de controle e de propriedade sobre algo que é basicamente virtual.

    Quando eu copio um Byte para você, ninguém foi subtraído de nada - ou seja, a informática transformou rapidamente os bens escassos (livros e músicas por exemplo) em bens não escassos (pdf e mp3, por exemplo), e expôs o que sempre foi uma verdade já conhecida pelos liberais: Os bens não escassos não estão sujeitos às leis econômicas.

    Isso obviamente gerou muitos prejuízos aos antigos empresários dependentes do estado, sobretudo àqueles que dependem de leis de propriedade intelectual para sobreviver. Daí surgiu a primeira leva de ataques à internet (Lembra do Napster?)

    Mas nesse ponto da história o estado ainda não tinha muito o que temer com a internet. Foi só depois do poderio econômico virtual emergir e das redes sociais se estabelecerem que o estado começou a perceber que aquele movimento era perigoso mas poderia lhe ser útil.

    Assim, grandes empresas do ramo virtual trataram de rapidamente murar os seus feudos. Não à toa que empresas como AT&T, IBM, Dell, etc, fazem forte lobby no congresso dos EUA (por aqui temos exemplos patéticos como Oi, Claro e Vivo, não tem nem graça) para blindar a entrada de potenciais concorrentes menores e mais eficientes.

    Claro que sempre com o mesmo discurso de sempre: tornar a internet melhor, melhorar a segurança da rede e blablabla. Mentira, sabemos do que isto se trata. E se aliar ao estado é uma estratégia para lá de conhecida.

    Este tipo de conluio é a norma, é a velha relação espúria entre grandes empresários e o estado: Um garante o poderio do outro, e quem perde é o consumidor.

    E muitas pessoas bem intencionadas caem nestas conversas.

    Infelizmente, a internet ainda depende de um "meio físico" para existir - servidores e cabos. Estes servidores estão sempre em "algum lugar" e assim os governos conseguem "dar um jeito" de impor suas vontades à rede.

    Só o futuro dirá quem vai ganhar esta batalha.
  • Heinrich  29/11/2017 04:56
    Pois é. E não se acomodem achando que vão parar por aí. Com certeza mais está por vir, se a gente tiver um governo de esquerda em 2019, pode ter certeza que uma das primeiras medidas do governo será aprovar regulações na internet na calada da noite.

    Aliás, quem não lembra do Humaniza Redes da Dilma? Com certeza aquilo ali era terreno pra fomentar regulação na internet, regular o que você poderia ou não dizer na internet. Quem não lembra dos juízes proibindo o whatsapp no país inteiro duas vezes? Usando justamente essa lei do Marco Civil.

    É só o começo meus caros, a tendência por enquanto, infelizmente, é a regulação e destruição da liberdade na internet, com a velha desculpa do "bem estar coletivo"

    Só nós mesmos, digo nós mesmos incluindo você aí no PC lendo isso, que podemos alertar para esses males. Somos um grupo pequeno, mas só nós mesmos liberais/libertários que teremos conhecimento para alertar o perigo do controle sobre a internet.

    Já vão aprendendo a usar VPN, deep web (que foi difamada porque o Estado não consegue controlá-la) e outras maneiras de driblar o controle estatal, vocês irão precisar se quiserem ser livres
  • Marko  29/11/2017 10:51
    Lembro do caso do Napster. Foi um grande alvoroço!

    a indústria fonográfica ficou escandalosa por causa da grande ameaça que o Napster representava: o fim da escassez de um produto.

    Lembro que houve até campanha contra o Napster, lembro da banda Metallica fazer campanha no VMA da MTV que, na época, era um evento importantíssimo para aquele mercado.

    Mas felizmente, a indústria se adaptou e conseguiu se inserir no mercado mesmo com a internet aí. E atualmente, mais de 20 anos depois, até o Metallica está em aplicativos de streaming como o spotify.
  • Ângelo Filho  23/11/2017 16:51
    Parabéns ao IMB por já ter cantado essa bola há muito tempo. Desde 2014 vocês previam essas consequências.
  • Quentin  23/11/2017 17:02
    Marco Civil em ação:

    Justiça notifica TIM por propaganda de acesso ilimitado ao WhatsApp

    olhardigital.uol.com.br/noticia/justica-notifica-tim-por-propaganda-de-acesso-ilimitado-ao-whatsapp/48212

    "O Ministério Público havia alertado, em janeiro, que a promoção da TIM que promete acesso ilimitado ao WhatsApp fere o Marco Civil da Internet e os princípios de neutralidade da rede. Agora, a operadora foi notificada devido à propaganda do plano."

    E pensar que teve otário defendendo isso.
  • Heinrich  29/11/2017 05:02
    Até hoje não vi uma aplicação positiva dessa porcaria de Marco Civil.

    Só lembro daqueles juizes impedindo o uso do whatsapp no país todo numa canetada

    Claro, criação do PT é só com objetivo de aparelhamento.

    Um dia vocês tem que abordar o ENEM, e o controle estatal na educação. Fiz a prova este ano (estou mudando de engenharia pra economia, pois o IMB me fez me apaixonar por esse tema) e fiquei impressionado como eles estão mais discarados a cada edição, junto com o apoio da mídia. Só pegar uma prova antiga do ENEM, só tinha aquelas besteira de reforma agrária, coisa mais suave, mas o que tá na moda é pauta LGBT, então o ENEM tá forçando a barra mesmo pq é a cartinha na manga pra esquerda prosseguir no poder ano que vem.
  • Paulo Henrique  23/11/2017 17:53
    Estou queimando a língua com o trump até agora, seu governo está ótimo, principalmente pq ele está desregulando o mercado, mas suas medidas mais ''protecionistas'' não foram feitas ainda. Vamos aguardar;

  • Ricardo  23/11/2017 18:06
    O setor de telecomunicações deve ser regulado pelo Estado por ser tratar de um setor que está estritamente ligado ao conteúdo de informações, se as empresas não investiram é porque não aguentaram a garantia da concorrência estabelecida pelo Estado. Aproveitemos para destacar que uma empresa de rede social na China ultrapassou o Facebook chegando ao total no valor de mercado em US$500 bilhões, isso representa a clara superioridade do modelo nacional-desenvolvimentista em detrimento do liberalismo morfado vigente no mundo, portanto devemos aproveitar esta onda para votar em Ciro Gomes ano que vem para transformar o Brasil numa verdadeira potência que merece.
  • Luiz Moran  23/11/2017 18:58
    Ricardo, vc só pode estar de gozação, não

    O ciro gomes é filiado ao partido comunista chinês, e, como tal, não poderia nem ser candidato no Brasil.

    Caso esse keynesiano meia-boca vença, o que é muito pouco provável, o Brasil ficará ainda mais de 4 para china do que já está.
  • Ricardo  24/11/2017 13:03
    Ciro Gomes é nacionalista, o apoio dado do PCC a ele nada mais é do que um simbolismo que representará a parceria estratégica entre China e Brasil quando ele for eleito, ele mesmo já disse que setores estratégicos como petróleo serão estatizados com o devido pagamento indenizatório mesmo se for o chinês, contrariando totalmente a visão e ação neoliberal vigente no Brasil.
  • Constatação  24/11/2017 09:39
    Ou é "Concorrência", ou é e "estabelecida pelo Estado". Decida.
  • Bela santos  27/11/2017 14:18
    Ricardo

    Deve ser porque tem 1 bilhão de pessoas na China . E porque na China o Facebook é broqueado. a mesma coisa acontece com o Baidu que so e o terceiro maior buscador porque o Google e proibido por lá.
  • Zero  28/11/2017 11:57
    Brasil virar uma "potência" como a China? Você é sadomasoquista? Até a qualidade de vida nesse lixo de país é melhor que na China.

    Ah sim, 500 zilhões de valor de mercado. Pergunta: quem mais usa o serviço dessa rede social que não sejam chineses e russos? Que posição essa rede social está em comparação com outras redes sociais no quesito do que os internautas acham dos serviços prestados?

    Se os burocratas de Brasília decidirem criar um navegador, um site, um anti-vírus ou um mecanismo de busca OBRIGATÓRIO para qualquer brasileiro internauta usar, o valor de mercado desse empresa também vai disparar. Mas não porque os serviços para o consumidor são bons e sim porque 200 milhões de pessoas são obrigadas a utilizarem esse serviço.
  • Alexandre  16/12/2017 11:11
    Exatamente isso..
    A eh a rede mais usada no mundo pq so tem chines la.. Já que facebook é proibido.
    Chinas uma grande potencia?? Uma grande farsa.. pesquise sobre a bolha imobiliaria da China.. as cidades fantasmas onde construiram contruiram q nao tem quem compre.
  • Luiz Moran  23/11/2017 18:49
    Intervenção de governo sempre gera distorções e tem como finalidade controlar o que não precisa ser controlado.

    Governos são inimigos dos consumidores, da livre iniciativa, do livre mercado, dos empreendedores e trabalhadores. Aqui no Brasil, entretanto, classificar o governo como sendo um inimigo é dar salvo conduto, é fornecer elogio, é como que exaltá-lo.

    Quem gosta de governo intervencionista é quem vive das reservas de mercado por ele criadas, e que se aproveita de um mercado cartelizado mesmo sem a competência ou conhecimento necessários.

    O Intervensionismo é a essência de uma economia de modelo fascista, e, como tal, deveria ser crime.
  • Andre  23/11/2017 18:54
    Go America go America.
  • Eduardo  23/11/2017 19:08
    Essa intervenção estatal foi "tão boa", que até o socialista Bernie Sanders passou a criticar os serviços, dizendo que a internet da Romênia (onde de fato há um livre mercado) era muito melhor e deveria ser copiada.
  • Ferreira  23/11/2017 20:32
    A analogia apresentada é muito tendenciosa. O custo do transporte de uma cadeira ou de todos os móveis de uma casa é diferente porque são objetos diferentes sendo transportados. O que é transportado na Internet são pacotes de bits. Outra comparação seria com o serviço de abastecimento de água. Uma molécula de água tem o mesmo custo que qualquer outra, da mesma forma que um bit ou um pacote IP completo tem o mesmo custo que qualquer outro. Extinguir a neutralidade de rede causaria o mesmo efeito que uma concessionária de água cobrando X para a água usada para lavar louça, Y para a água usada para tomar banho e Z para descargas. Essa analogia é no mínimo tão ruim quanto a apresentada no artigo, mas mostra como neutralidade de rede impede táticas abusivas.
  • Eduardo  23/11/2017 21:22
    Faltou só o seu argumento contrário. Se você não gostou da analogia, é livre para criar outra. (A sua própria analogia dos bits mostra que você não entende nada do assunto). Mas isso é o de menos. Quero ver seus argumentos a favor da neutralidade de rede agora que a estrovenga já foi testada e as consequências práticas já foram vivenciadas. Boa sorte.

    Antes, os defensores ficavam apenas na promessa de um mundo melhor e no emotivismo da "liberdade de expressão". Meras marionetas das grandes corporações. Otários.

    Ah, sim: por que nada disso (proibição de tráfego) nunca ocorreu desde a invenção da internet até 2015, ano da imposição da legislação? Sempre fui muito curioso quanto a isso. Inventaram uma lei proibindo algo que nunca sequer tinha ocorrido, e os otários caíram direitinho. E para deleite das grandes corporações.

    Aliás, nunca imaginei ver isso: a esquerda em conluio com as grandes corporações e contra os microempresários. Quer dizer, minto. Já vi, sim. Aqui no Brasil, no governo Dilma.
  • Roberto  23/11/2017 21:34
    Quer ter a certeza absoluta de que nenhum provedor de internet vai restringir acessos? A solução é fácil: feche a Anatel (que carteliza o mercado e protege as empresas estabelecidas) e libere completamente a entrada de empresas (nacionais e estrangeiras) no mercado. A simples ameaça dessa concorrência fará com que nenhuma provedora jamais sonhe em impor restrições.

    A esquerda é tão patética que, em vez de defender liberdade de mercado, defende mais burocracia e mais poder a políticos e empresas, jurando que assim está aumentando a liberdade do consumidor.
  • Eliseu Drummond  23/11/2017 21:36
    Ei, Ferreira, já que a Neutralidade de Rede é pró-liberdade e pró-consumidor, explica aí essas ocorrências baseadas na neutralidade de rede:

    Em 2015, o órgão regulador da Eslovênia multou duas das principais empresas de telecomunicações do país por quebra da neutralidade de rede. Uma por oferecer gratuitamente aplicativo de música; a outra por não cobrar por serviços de back-up de dados de seus usuários.

    Na Holanda, a Vodafone foi multada por ousar oferecer a seus clientes, sem custos, acesso ao aplicativo de vídeos da HBO.

    Já no Canadá, duas operadoras de telefonia celular foram obrigadas a interromper o serviço gratuito de mobile TV a seus clientes. O ente regulador local decidiu que o zero rating é ilegal por constituir uma prática anti-competitiva, uma vez que isso "prejudica" outros produtores de conteúdo na Internet.

    No Chile de Michelle Bachelet, o zero rating é proibido desde maio de 2014.

    No Brasil, o Ministério Público atacou a TIM por oferecer uso sem custos do WhatsApp.

    Quero muito entender como é que essa porcaria de lei é pró-consumidor.
  • SRV  24/11/2017 12:05
    Ferreira,

    Seu exemplo foi ruim. O consumidor doméstico paga o mesmo valor por métrico cúbico que o consumidor industrial? Não. Mas o custo de transportar cada molécula de água não é igual?

    https://www.caesb.df.gov.br/tarifas-e-precos.html

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/03/1600903-sabesp-divulga-grandes-consumidores-de-agua-que-tem-tarifa-diferenciada.shtml

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/05/apos-fim-de-multa-na-conta-sabesp-sobe-tarifa-da-agua-e-esgoto-em-84.html
  • Skeptical  28/11/2017 04:25
    Quem defende neutralidade de rede deveria por coerência defender a proibição do ConectCar ou SemParar, Sedex e tal.
    Um bit não é tudo igual não, para um email pode ser alguns milhares, para um streaming em HD vários trilhões. É muito sem noção achar que tudo tem que ser igual, tem que ter a mesma velocidade, e pior ainda, regulado pelo governo.
  • Skeptical  28/11/2017 04:27
    *bytes
  • Lel  28/11/2017 11:45
    Exatamente. Não basta querer regular, tem que ser uma regulamentação completamente sem noção de realidade.
  • Felipe Lange   23/11/2017 20:56
    O pior é que eu vi um idiota útil postando um tópico no Reddit Cars favorável a manter a neutralidade da rede. O negócio na íntegra é este, no qual o trecho é:

    "Comcast, Verizon and AT&T want to end net neutrality so they can control what we see & do online. First, they want to gut FCC rules. Then, they plan to pass bad legislation that allows extra fees, throttling & censorship. But Congress can put a stop to all of this. Write them first, then call!"

    "Comcast, Verizon e AT&T querem acabar com a neutralidade da rede então eles podem controlar o que nós vemos e fazemos online [nota minha: por que não citam o que a NSA e Patriot Act fazem?]. Primeiro, eles querem esvaziar as regras do FCC (não achei tradução melhor para "to gut"). Então, eles planejam passar má legislação que permite taxas extras, repressão e censura. Mas o congresso pode parar tudo isso. Escreva os primeiro, então ligue!"

    É esperado que eles mantenham essa medida de acabar com esse lixo de neutralidade da rede (ao contrário do Brasil onde uma migalha de liberdade de reforma trabalhista já pode ser alterada ou abolida por juristas vagabundos), o Trump poderia aproveitar e acabar também com o FCC. Que vergonha a Google, Amazon e afins terem apoiado essa aberração (não vou deixar de usar Google e Facebook por isso, entretanto), isso prova que o demônio estatal as seduziu e as corrompeu. Sua empresa começa a ficar grande e o estado já cresce o olho em cima de você. Experimenta você não cumprir as ordens deles (do estado e de seus capachos) para ver o que eles fazem com você.

    Brasil? Bom, ninguém vai querer abolir o Ministério das Comunicações e a Anatel... os romenos e guatemaltecos riem da nossa cara.
  • Heinrich  29/11/2017 05:23
    "Que vergonha a Google, Amazon e afins terem apoiado essa aberração (não vou deixar de usar Google e Facebook por isso, entretanto), isso prova que o demônio estatal as seduziu e as corrompeu"

    Sério que você está surpreso? Há tempos que google, facebook e amazon compraram o discurso politicamente correto, pautas progressista e apoiam democratas em troca de poder dentro do Estado, e vice-versa, com espionagem e apoio em campanhas.

    Toda empresa tem por objetivo ser e se manter eternamente um monopólio, mas ela só consegue ser um monopólio eternamente com ajuda do Estado. E só num Estado grande, popular, é possível que as empresas usem o Estado como meio de se tornar um monopólio. Em geral, empresas grandes com amigos no senado e no governo apoiam o Estado forte, pra poder fazer todas essas trocas de favores, "leis para proteger o consumidor" que já conhecemos bem os resultados.

    Tudo que facebook, google e Amazon querem é algo que os favoreça em direção a um oligopólio. Como a administração Obama só aumentou o Estado, não é de se surpreender que empresas já consagradas queiram usá-lo para fechar concorrência.

    Pergunta pro presidente da Tim se ele é a favor do fim da ANATEL. Quem conhece a escola austríaca já conhece a resposta. Sem a Anatel, a Tim nem existiria mais, considerando a péssima qualidade de serviço que eles provém perderiam espaço no mercado pro primeiro concorrente melhorzinho que aparecesse.

  • Eduardo  24/11/2017 09:56
    A queda da neutralidade é exatamente o que o cartel de operadoradoras protegido pelo estado precisava para expandir sua área de atuação para o campo dos serviços over-the-top.

    É exatamente como se as montadoras instaladas aqui no Brasil recebessem, além dos inúmeros privilegios que já possuem, permissão para controlar com exclusividade as principais rodovias e carta branca para cobrar pedágios exorbitantes dos automóveis das marcas concorrentes.

    Por mais pró-mercado que eu seja, não consigo perceber como uma situação como essa seja vantajosa para alguém que não faça parte do cartel protegido pelo governo...

    Todos os bytes são iguais, mas uns são mais iguais que outros?
  • Gustavo  24/11/2017 11:14
    Isso que você falou não faz sentido nenhum. Com o fim da neutralidade, empresas de celular poderão oferecer pacotes de 5G gratuitos para o que quiserem (hoje, isso é proibido). Assim, serão concorrentes diretos para as empresas de TV a cabo.*

    Adicionalmente, com o fim do controle de preços, novas concorrentes poderão entrar no mercado e desafiar as empresas grandes. Hoje, com o controle de preços, isso é inviável.

    Sempre me surpreendo como pessoas que se dizem liberais não resistem ao poder sedutor do estado. Basta o estado levantar um pouco a saia e mostrar a meia-calça, e este suposto liberal já se derrete todo. Na prática, você está dizendo que um arranjo com controle de preços e queda de investimentos é melhor do que um com preços livres, entrada aberta para a concorrência e operadoras de celular podendo oferecer pacotes gratuitos sem serem punidas pelo governo.

    Difícil...


    * Eu mesmo, quando estou em casa, uso mais minha 4G do que minha internet a cabo. Na 4G eu tenho 8Gb e ela é bem rápida. Já a minha internet a cabo vive caindo e é mais lenta (óbvio, ela opera sob controle de preços e não tem concorrência).
  • Gabriel  17/12/2017 18:55
    'Adicionalmente, com o fim do controle de preços, novas concorrentes poderão entrar no mercado e desafiar as empresas grandes. Hoje, com o controle de preços, isso é inviável. '

    Isso só seria verdade se revogassem o orgão regulador ou todas as suas regulações não apenas uma parte.
    O ambiente ainda é cartelizado de qualquer forma, é inocência crer que isso fara aumentar o numero de concorrentes no mercado de telecom. Vai ler a biblia que é a regulamentação pra entrar nesse mercado pra vc ver como vai ser 'simples' entrar nele depois de tirar apenas a neutralidade da rede (que não existia a poucos anos atras e o mercado já era cartelizado da mesma forma)
  • Roberto  17/12/2017 19:50
    Muito boa a sua lógica. Já que o estado regula uma parte do mercado, então o ideal é colocá-lo no comando de tudo. Ele no comando de tudo é preferível a ele apenas no controle parcial.

    Gênio.

    E, até agora, o artigo segue sem nenhuma refutação.
  • Skeptical  28/11/2017 04:31
    "Todos os bytes são iguais, mas uns são mais iguais que outros?"

    Depende muito do que você tá enviando e recebendo.

    Com uma internet ruim, ficar mandando e recendo arquivos de texto é tranquilo, mas você não tem como ver um vídeo no Youtube normalmente.

    Tratar todos os dados de forma igual é uma regulamentação pra lá de idiota e não tem nada a ver com livre mercado.
  • Pensador Consciente  24/11/2017 11:15
    A NSA faz espionagem virtual e nós simples mortais estamos por ora fora do radar dela. O Snowden alertou para o mundo que todos nós estamos vulneráveis, de maneira que podemos ser vítimas da ação maléfica destes sujeitos. Agora as grandes empresas conspirarem com o governo isto vai depender de cada circunstância, ou seja se for lucrativo elas se aliam ao leviatã, se der prejuízo elas se afastam ou dependendo do caso entram com ação na Justiça para recuperarem seus preciosos recursos. Enfim neutralidade da rede é um nome pomposo que esconde o verdadeiro objetivo que é intervir no mercado e favorecer grupos poderosos em detrimento de nós consumidores e contribuintes forçados. Abaixo a ditadura leviatã, seja de que partido político ou grupo favorecido.
  • Matheus  24/11/2017 16:41
    Jovem, com essa frase eu não tenho certeza se você entendeu o que é neutralidade da rede:

    "Fazendo uma analogia, imagine que uma mobiliária pudesse obrigar as transportadoras a arcar com todos os custos do envio de seus móveis. Por meio de um decreto governamental, as transportadoras não poderiam cobrar preços distintos não importa se elas estivessem transportando apenas uma simples cadeira ou todos os móveis de uma mansão."

    Uma analogia mais correta seria o seguinte:

    "Imagine que você e seu vizinho estão se mudando para a mesma cidade. Você conversa com ele e descobre que ele enviou a geladeira Eletrolux dele para a outra cidade por 200 reais. Você entra em contato com a empresa e descobre que para enviar a sua geladeira Consul, que tem o mesmo tamanho, custaria 600 reais porque ela não faz parte das marcas aprovadas pela transportadora."

    Na verdade até mesmo a minha analogia é falha, porque você pode dizer que o mercado se regularia e outras transportadores iriam surgir. O que não é verdade sobre a internet, levando em conta o investimento necessário para se iniciar as operações. Não estou nem falando de TIM, Net, Vivo, etc.. A neutralidade da rede não iria valer para as empresas que fornecem o LINK para as telecos.

    Enfim, fica aqui minha contribuição para o debate.
  • Eduardo  24/11/2017 17:01
    Quero ver seus argumentos a favor da neutralidade de rede agora que a estrovenga já foi testada e as consequências práticas já foram vivenciadas. Boa sorte.

    Antes, os defensores ficavam apenas na promessa de um mundo melhor e no emotivismo da "liberdade de expressão". Meras marionetas das grandes corporações. Otários.

    Ah, sim: por que nada disso (proibição de tráfego) nunca ocorreu desde a invenção da internet até 2015, ano da imposição da legislação? Sempre fui muito curioso quanto a isso. Inventaram uma lei proibindo algo que nunca sequer tinha ocorrido, e os otários caíram direitinho. E para deleite das grandes corporações.

    Aliás, nunca imaginei ver isso: a esquerda em conluio com as grandes corporações e contra os microempresários. Quer dizer, minto. Já vi, sim. Aqui no Brasil, no governo Dilma.
  • Eliseu Drummond  24/11/2017 17:03
    Quem sabe o Matheus sabe responder essa, já que nenhum antes dele conseguiu. Gentileza explicar, e defender, essas ocorrências baseadas na Neutralidade de Rede:

    Em 2015, o órgão regulador da Eslovênia multou duas das principais empresas de telecomunicações do país por quebra da neutralidade de rede. Uma por oferecer gratuitamente aplicativo de música; a outra por não cobrar por serviços de back-up de dados de seus usuários.

    Na Holanda, a Vodafone foi multada por ousar oferecer a seus clientes, sem custos, acesso ao aplicativo de vídeos da HBO.

    Já no Canadá, duas operadoras de telefonia celular foram obrigadas a interromper o serviço gratuito de mobile TV a seus clientes. O ente regulador local decidiu que o zero rating é ilegal por constituir uma prática anti-competitiva, uma vez que isso "prejudica" outros produtores de conteúdo na Internet.

    No Chile de Michelle Bachelet, o zero rating é proibido desde maio de 2014.

    No Brasil, o Ministério Público atacou a TIM por oferecer uso sem custos do WhatsApp.

    Quero muito entender como é que essa porcaria de lei é pró-consumidor.
  • Matheus  28/11/2017 16:30
    Oi Eliseu,

    A principal questão é a neutralidade da rede ser uma extensão da lei anti-truste. Imagino que todo mundo aqui nesse site gosta da livre concorrência e acha que o consumidor é beneficiado quando as empresas competem livremente.

    O problema disso é quando uma empresa utiliza a sua posição dominante no mercado para impedir a livre concorrência. Isso pode ser feito através do Dumping: Vender abaixo do custo até que a concorrência fique insolvente (e então, sem concorrência, aumentar os preços acima dos patamares anteriores); Cartel: Fixar junto com os principais players do mercado um preço; Truste Vertical: Utilizar o fato que a sua empresa detêm a cadeia inteira de produção para negar serviços básicos a um concorrente.

    Um exemplo de Truste seria se, por exemplo, a Eletrobras quisesse entrar no mercado de fabricação de automóveis. Para destruir a concorrência, ela se nega a fornecer energia elétrica (ou fornece a um preço muito elevado) para todas as indústrias que não a dela.

    Enfim, acredito que até aqui não se tenha muito o que discutir. Todos amamos o livre mercado, todos odiamos monopólio, todos ficamos felizes quando uma empresa pequena vem e gera muitos benefícios para o consumidor.

    Como isso se aplica a neutralidade da rede? Pra não ficar tão longo, vou citar só do caso da Eslovênia. A operadora decidiu não cobrar pelos dados de backup do seu próprio serviço. Isso parece benéfico no curto prazo, até pensarmos que todos os outros serviços de backup são cobrado, ou seja, tem uma desvantagem competitiva que não diz nada a respeito da eficiência da empresa deles em fazer backup.

    O serviço de backup da operadora pode ser extremamente ruim, caro e inseguro. Desde que somando-se ao custo de transferência de arquivos ele seja mais barato que as outras empresas, as pessoas vão compra-lo. No longo prazo, isso vai fazer com que as outras empresas de backup fechem as portas e restaria apenas o serviço ruim, caro e inseguro da operadora. Que agora, sem concorrência, não tem mais incentivo para deixar a transferência gratuita e pode começar a cobrar.

    Minha visão: As pessoas são muito boas para notar monopólios em empresas tradicionais (automobilística, tv, comida, etc), mas elas tem uma dificuldade muito grande de ver isso nas empresas digitais. Se você for parar pra pensar a internet hoje é um oligopólio de quatro empresas (Google, Facebook e Amazon). 90% do tempo que você está na internet, você acessa o servidor de uma dessas empresas. Entrou no Whatsapp? É do Facebook; Entrou no Youtube é da Google; Entrou no Netflix? Está nos servidores da Amazon; Dropbox? Spotify? Reddit? Pinterest? Amazon de novo; Instagram? Facebook.
  • Eliseu  28/11/2017 18:05
    "Isso pode ser feito através do Dumping: Vender abaixo do custo até que a concorrência fique insolvente (e então, sem concorrência, aumentar os preços acima dos patamares anteriores);"

    Cristo Rei, e ainda tem desinformado que acredita neste mito?!

    Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.
  • Guilherme   28/11/2017 18:09
    Ou seja, deve ser proibido cobrar barato (dumping), deve ser proibido cobrar caro (monopólio) e deve ser proibido cobrar preços médios e iguais (cartel).

    Ora, então vamos abolir o sistema de preços livres e entregar a políticos a tarefa de estipular preços. Estão fazendo isso atualmente na Venezuela. Os resultados têm sido espetaculares.
  • Reginaldo  28/11/2017 18:19
    Google monopolista?! Isso é sério? Não pode ser.

    Há mais de uma dúzia de concorrentes do Google. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né? E ainda o critica justamente por lhe fornecer todas essas comodidades.

    Eis os concorrentes da Apple: Google, Samsung, Sony, Motorola, HP, Lenovo, Nokia, Microsoft, IBM, Dell e Adobe.

    Facebook? Snapchat, Instagram, Pinterest, Orkut, MySpace Google+, Twitter, Kik, Yahoo, Microsoft e AOL.


    Todos estão aí, implorando para você usá-los. Mas você não abre mão de nenhum dos três que você citou. Compreensivelmente, aliás. Você gosta de qualidade.

    Outra coisa: monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo.

    Logo, a pergunta é: o governo impede a entrada de concorrentes em alguma dessas áreas?
  • ?????  27/11/2017 16:36
    Eu uso o site Tumblr, site dominado por adolescentes americanos. É assustador ver que a maioria deles são extremamente esquerdistas e apoiam todo o tipo de lixo, inclusive esse do artigo.
  • Heinrich  29/11/2017 05:05
    Não sei como você tem paciência pra Tumblr. Mas já que você tá lá, divulgue as ideias liberais, de maneira inteligente, quem sabe você não salva algumas almas (literalmente, já que o socialismo é mortal)
  • Augusto  28/11/2017 13:34
    O pessoal enlouqueceu, querem dar mais poder para o cartel de operadoras amigas do estado.
  • Heinrich  29/11/2017 05:03
    Quem criou esse Cartel? Então de quem temos que cobrar isso?

    Tá parecendo taxista que reclama do Uber ter menos taxas e quer aumentar as taxas do Uber ao inves de diminuir a deles
  • Nelson   28/11/2017 17:22
    Pontos para o Trump, quando teremos um por aqui?
  • Vinícius  04/12/2017 14:49
    "O então governo Obama decidiu que deveria "consertar" um problema que sequer existia."

    Certeza? https://arstechnica.com/tech-policy/2017/11/comcast-throttling-bittorrent-was-no-big-deal-fcc-says/
  • Techno  04/12/2017 15:19
    Sim, certeza. Nunca houve problema de restrição de acesso. Ninguém nunca bloqueou o acesso à internet. E sempre houve expansão dos investimentos e aumento contínuo na velocidade e na largura de banda. Isso antes da Neutralidade. Depois da Neutralidade houve queda nos investimentos, concentração do mercado (destruição de pequenos provedores e monopolização dos grandes), e piora na qualidade dos serviços.

    E a esquerda defende este último arranjo: monopólio para os grandes, destruição dos pequenos, e piora nos serviços.

    Típico.
  • Fabio  05/12/2017 15:12
    Ninguém fala do bloqueio dos Torrents. Do P2P. Do IPTV, do iks, do VPN.
    É mais bonito falar do fim dos pacotes gratuitos.
  • Paulo Henrique  14/12/2017 22:55
    www.theverge.com/2017/12/14/16776298/net-neutrality-disney-comcast-internet-providers-free-speech

    E ainda teve lobby das grandes empresas em cima do governo pra acabar com a neutralidade da rede

    www.theverge.com/2014/3/10/5491908/comcast-buys-congress
  • Lucas  15/12/2017 00:35
    Nenhum dos seus dois links comprova a sua afirmação. O primeiro traz apenas adivinhação sensacionalista (normal da esquerda). Já o segundo link, de 2014, nem sequer é sobre o assunto, mas sim sobre fusão e empresas.

    Acho que você está bastante perdido.

    Por outro lado, eis aqui uma comprovação de como as grandes defendem qualquer lei que restrinja a entrada de concorrentes:

    www.techdirt.com/articles/20160204/05121433515/states-wake-up-realize-att-lobbyists-have-been-writing-awful-protectionist-state-broadband-laws.shtml


    Ah, e tem também essa: executivo da Comcast exigindo que o Congresso crie uma nova lei de neutralidade de rede:

    www.phillyvoice.com/comcast-executive-congress-must-protect-net-neutrality/
  • Paulo Henrique  15/12/2017 18:33
    As teles Brasileiras estão apoiando e só pode vir -- desculpe a palavra -- trolh2 em cima do consumidor. Elas vivem em um mercado cartelizado, achar que só o fim da neutralidade da rede vai acabar com isso é inocência, assim como existe privatização falha, pela metade, que acaba dando força para cartéis, existe desburocratização falha, que acaba aumentando os lucros dos cartéis e os custos aos consumidores. O que elas mais quebrem é achar uma desculpa para cobrar mais por serviços que são suas concorrentes diretas.

    Muitas das ISP nacionais ofertam TV por assinatura, nada melhor do que cobrar muito para o seu filme pirata ou a Netflix, neutralidade da rede permite que o ''pacote especial com netflix'' seja mais desvantajoso..

    O pacote com ''rede p2p'' , que consome muita banda, custe caro (vai pagar a mais pra minerar bitcoin)


    Hipoteticamente , seria uma oferta de serviços personalizados , na prática, é um fortalecimento de um cartel Brasileiro
  • AI AI AI  15/12/2017 02:22
    Amigo nenhuma operadora (provedor) bloqueia torrent! o máximo que eles fazem é diminuir a velocidade para essa rede(que consome muito tráfego),no mais você é tão preguiçoso e não"raciocinou" direito, que deu a resposta para o seu "problema" no seu comentário 'VPN'. Se a operadora "bloquear" o seu acesso a rede p2p torrent use 'VPN' e seja feliz, pois é isso que tao fazendo para baixar com maior velocidade um torrent, pois hoje em dia ninguém mais baixa torrent nú usa-se sempre uma vpn para mascarar seu ip pois na Europa paga-se multas gigantes por baixar conteúdo pirateado(ILEGAL), não que vc faça isso, mas a maioria do tráfego na rede p2p torrent é para pirataria.
  • Alexandre Nicolau  15/12/2017 09:55
    Quando uma empresa oferece um flat rate para uma aplicacao esta na realidade a fazer concorrencia desleal a todas as outras aplicacoes que oferecem um serviço semelhante.
    Imagine q era programador informatico e desenvolvia uma aplicacao semelhante ao whatsapp . A sua aplicacao ate tinha melhores funcoes, mais seguranca, etc. Mas como o whatsapp tem trafego gratuito e a sua nao, dificilmente alguem ira mudar para a sua, suportando mais custos.
    Imagine que é dono de um blog ou jornal online. Numa net nao neutra um operador pode simplesmente bloquear ou tornar extremamente lento o acesso à sua pagina, ou cobrar um valor extra. Isso é condicionar o livre acesso à informaçao que é a pedra basilar do sucesso da internet.
    Com a neutralidade de rede os operadores sao livres de oferecer pacotes diferenciados de volume e velicidade de acesso. O consumidor depois escolhe onde quer gastar o seu trafego, nao tem sites e aplicacoes pre-escolhidos pelo operador.
    Eu por, exemplo uso um pacote de 30gigas mensais, mas com trafego wireless. Pelo mesmo preço (ou menos) poderia ter cabo com trafego ilimitado em casa, mas escolhi o q mais se adequava ao meu perfil de consumo. Vou gerindo os dados q gasto (por exemplo posso ver videos em definiçao menor ou comprar mais dados), mas seria impensavel para mim ter um pacote de acesso e depois so poder aceder aos sites e aplicacoes que o operador selecionou (pode usar vimeo, mas nao youtube, google drive mas nao dropbox, etc)
  • Muller  15/12/2017 18:04
    Parece que voltaram atrás. O estatismo nunca desiste.
  • Leonardo Fonseca  17/12/2017 11:07
    Como escreveu Rodrigo Constantino: Quando você entra em um restaurante Self-service e come só salada, esta ajudando a pagar a saborosa carne com bacon que como.
  • Thalles Eduardo  18/12/2017 14:22
    www.youtube.com/watch?v=s-nTmDvRrDA
  • Edson  18/12/2017 15:00
    Bom vídeo. Aos 29:24, o cara -- que é pró-intervenção -- diz que nunca viu nenhum tipo de restrição de tráfego feito pelas provedoras. E disse que tal prática é extremamente cara. Sempre bati nessa tecla, mas os idiotas pró-estado, pró-regulação e amantes de políticos simplesmente não entendem isso.

    Ainda segundo ele, "sempre que alguém me acionou para verificar alguma lentidão na internet dizendo que operadora estava praticando restrição, o problema estava no roteador".
  • Higor Franco Ribeiro  19/12/2017 00:05
    Proposta interessante, só não gostaria d ter q pagar mais p acessar o site de vocês, e nem vocês terem q pagar passagem as operadoras p continuarem a existir na internet.
  • Gustavo  19/12/2017 01:17
    E quando é que isso já ocorreu? Nenhum provedor no mundo faz traffic shaping, simplesmente porque, ao contrário do que fantasiam os intervencionistas, isso é extremamente complicado de ser feito e bastante oneroso. O custo operacional seria altíssimo.

    Pena que sempre que a esquerda entra em cena o debate perde qualidade, pois a razão vai embora e fica apenas a emoção, o coitadismo e o vitimismo.
  • Moreira  22/12/2017 23:19
    Adquiri um aparelho chamado "Azamérica" (receptor modelo S-1009), que custou pouco mais de R$ 460,00 e funciona com internet e via satélite (utilizei uma velha antena da GVT que eu tinha em casa).

    E o que o referido aparelho faz? Nada mais, nada menos, que oferecer TODOS os canais das TV's pagas sem pagar mensalidade nenhuma. Tenho há quase um ano e funciona muito bem.

    Sei que isso não tem quase nada a ver com o assunto "neutralidade de rede", bem como pode não parecer correto. Apenas quis dizer que, se já conseguiram isso é porque obviamente surgirá alguma ideia para "quebrar" qualquer restrição ou intervencionismo, seja lá de quem for.



  • Emerson Luis  30/12/2017 19:33

    Um dos padrões da esquerda é dar nomes bonitos às suas práticas e dizer que são em nome de um grupo de pessoas vulneráveis. Quem nos salvará de nossos salvadores?

    * * *
  • Fernando  03/01/2018 16:41
    Alguém sabe me dizer exatamente por que existem poucos provedores de internet nos EUA? A baixa concorrência parece ser a maior preocupação dos opositores da revogação. Aqui no Brasil a cartelização da ANATEL é uma velha conhecida de todos, lá nos EUA acontece o mesmo?
  • Glock  11/01/2018 15:14
    É verdade que o Google recebeu subsídios do governo para se desenvolver? Ou só recebeu isenção de impostos? Queria fontes.
  • Barreto  11/01/2018 15:27
    Apenas isenção fiscal e mesmo assim muito recentemente. Nunca houve subsídios.

    O problema é que vários portais de notícias ignorantes em economia iguala isenção fiscal a subsídio. Veja aqui um caso clássico:

    "The study gives many examples, including one in which Google pitted North Carolina and South Carolina against each other even though the search giant planned to build a data center in each state, according to news reports cited by Good Jobs First. Google eventually won tax exemptions in both states, with $254 million in North Carolina subsidies offered in exchange for a promise of 210 jobs, roughly $1.2 million per job."

    www.marketwatch.com/story/why-governments-are-giving-billions-in-tax-breaks-to-apple-amazon-and-other-tech-giants-2016-10-13


    Em tempo:

    Isenções fiscais são o oposto de subsídios e não geram distorções


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