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Se você é contra a economia de mercado, você nunca viveu fora dela
A diferença entre ignorância e estupidez é a diferença entre prosperidade e miséria

Uma das mais desafiadoras e importantes tarefas de um professor de economia é ensinar aos alunos o quão pouco nós sabemos sobre o mundo.

Meu grande amigo e colega, o doutor Thomas Sowell, costuma dizer que "É necessário ter um conhecimento considerável para se dar conta de quão grande é a sua própria ignorância".

Já o economista austríaco, e ganhador do prêmio Nobel, Friedrich August von Hayek alertou: "A curiosa tarefa da economia é demonstrar aos homens o quão pouco eles realmente sabem sobre aquilo que eles imaginam poder planejar".

O fato de que somos extremamente ignorantes sobre como o mundo funciona é algo ignorado pelas elites políticas e progressistas que juram saber o que é melhor para nós mesmos e que, por isso, querem controlar nossas vidas.

Vejamos alguns exemplos que, embora rotineiros e triviais, mostram toda a complexidade do mundo.

Café da manhã, almoço e supermercado

Um supermercado tradicional e bem estocado possui entre 60.000 e 65.000 itens diferentes. Um supermercado de uma grande rede, como o Walmart, possui aproximadamente 120.000 itens distintos.

Agora, imagine que toda a economia tenha sido estatizada e que o governo tenha nomeado você para a tarefa de produzir e abastecer este supermercado com apenas um item: maçãs.

Toda a cadeia de produção de maçãs, agora estatizada, está sob seu comando. Sendo assim, você não pode simplesmente comprar maçãs no atacado. Já que tudo é do governo, não há mercado para os produtos. Logo, não há preços.

Consequentemente, você terá de descobrir todos os insumos necessários para cultivar maçãs, colhê-las e transportá-las ao supermercado. Você é o responsável por todas as etapas de produção e distribuição de maçãs. Vejamos apenas algumas etapas.

Você precisará de caixotes de madeira para transportar as maçãs. Contabilize todos os insumos necessários para produzir esses caixotes. Você precisa, obviamente, de madeira. Mas, para obter a madeira, será necessária uma serra elétrica para cortar as árvores. A serra elétrica é feita de aço, o que significa que minério de ferro terá de ser extraído das minas. Para isso, máquinas e equipamentos pesados de mineração serão necessários. Eles terão de ser fabricados. E não se esqueça de que todos os trabalhadores necessitam de roupas e sapatos.

A lista completa de insumos e matérias-primas necessários para simplesmente levar maçãs ao mercado é incontável. Com efeito, deve ser impossível precisar um número exato. Esqueça um item — como velas de ignição ou correia do alternador — e você provavelmente não conseguirá levar maçãs ao supermercado. Imagine, então, todos os outros alimentos. (É por isso que o povo passa fome em economias socialistas).

A tarefa de abastecer um supermercado com maçãs, algo que o mercado faz diariamente sem necessitar de nenhum comitê de planejamento central dando ordens, é bem menos complexa do que gerenciar todo o sistema de saúde de um país inteiro. E, no entanto, o governo se arvora a capacidade de fazer este último.

A beleza de toda a alocação de bens e serviços feita pelo mercado, em contraste às ordens do governo, é que nenhuma pessoa precisa saber de tudo o que é necessário para levar maçãs ao seu supermercado. O sistema de preços se encarrega de tudo.

O sistema de preços, quando deixado a funcionar livremente, é um engenhoso método de comunicação e coordenação capaz de aprimorar substantivamente as condições de vida dos seres humanos. Entender o sistema de preços é entender como bilhões de indivíduos completamente estranhos uns aos outros, espalhados pelo globo, falando dezenas de idiomas diferentes, e cada um preocupado apenas com o bem-estar próprio e o de sua família, fazem escolhas e agem de uma maneira que torna completamente possível a nossa atual prosperidade — possibilitando desde a existência diária de todos os tipos de alimentos frescos nas gôndolas dos supermercados até a incrível oferta de todos os tipos de bens de consumo e de serviços à nossa disposição.

O livre mercado, em conjunto com o livre comércio e o livre sistema de preços, nos torna mais ricos ao economizar a quantidade de conhecimento ou de informação necessários para produzir bens e serviços.

Agora, pense no café da manhã. Suponha que você e sua mulher tenham comido bacon e ovos. Você tomou café e sua mulher, pó de cacau. O preço total deve ter ficado em torno de $25 a $30. Agora, quanto será que teria custado tudo se, em vez de depender da ganância de terceiros, você fosse autônomo e produzisse seu próprio café da manhã?

Você sabe criar porcos? Você sabe abatê-los? Você sabe como transformar o porco em bacon? E os ovos? Você precisa entender de galinhas. Você precisa criar galinhas. Você sabe como alimentar porcos e galinhas? Adicionalmente, você teria um grande problema com o café e o cacau, pois seu cultivo não pode ocorrer em qualquer lugar. Depende de clima e solo.

O que é realmente garantido é que seu café da manhã seria muito mais caro do que no arranjo em que você depende dos benefícios trazidos pelas habilidades de terceiros, algo que só ocorre quando há divisão do trabalho e livre comércio.

Por fim, pense em uma metrópole, como Nova York, Londres ou São Paulo. Hoje, em cada uma delas, aproximadamente 10 milhões de pessoas irão almoçar (ou já almoçaram). Decidir a variedade de alimentos e a quantidade exata de comida disponíveis no lugar certo e na hora certa para fazer com que tudo funcione fluentemente é um problema de impressionante complexidade, o qual se torna ainda mais complicado pelo fato de que, normalmente, várias pessoas se decidem apenas no último minuto sobre onde irão comer e o quê.

Quem estará no controle supremo deste arranjo? Será que há um comissário ou mesmo um comitê central em cada uma destas metrópoles coordenando tudo isso? Há um ser tão onisciente capaz de tamanha façanha? Você seria capaz de coordenar todo este arranjo? Com efeito, por que um sistema tão crucial quanto este não é subsidiado? Como ele pode ser tão pouco regulado e funcionar tão bem?

Ainda mais importante: você confiaria em um político para tal tarefa? Se você não confia em um político para coordenar seu almoço, por que confiaria a ele o controle da educação de seus filhos, dos hospitais que você utiliza e das estradas nas quais você viaja?

Conclusão

O ponto principal é que cada um de nós é extremamente ignorante quanto ao mundo em que vivemos. E não há absolutamente nada de errado com essa ignorância. A estupidez está, aí sim, em acreditarmos que políticos podem nos proporcionar uma vida melhor do que aquela obtida por meio de transações pacíficas e voluntárias — coordenada pelo sistema de preços — com outras pessoas de qualquer lugar da terra.

 


autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Poucas Trancas  17/11/2017 14:34
    Sem mais, meretíssimo. A defesa encerra.
  • A Mão Invisível Desenha (Youtube)  12/11/2019 16:10
    Fiz um vídeo animado deste artigo. Veja:

  • JOSE F F OLIVEIRA  17/11/2017 14:45
    A criatividade do LIVRE MERCADO e da ABERTURA PLENA é muito mais versátil e dinâmica. A não UTILIZAÇÃO é postergar para o amanhã com maiores encargos.

  • Bruno Torres  17/11/2017 14:57
    Para mim, a existência de supermercados, mercadinhos, mercearias e qualquer lugar que venda comida está entre as coisas mais fantásticas já criadas. A existência de um Carrefour ou de um Pão de Açúcar, por exemplo, que atende a milhões de pessoas e jamais fica sem produtos é um verdadeiro milagre.

    E ainda assim essas maravilhas que são os supermercados são consideradas como coisas naturais e corriqueiras, como se fosse um dado da natureza. Até mesmo economistas, principalmente os de esquerda, pensam assim.

    A oferta diária de comida fresca em quase qualquer lugar da cidade deixaria qualquer pessoa da Idade Media, inclusive o rei de Roma, de queijo caído com a "mágica" que fazemos hoje

    E, para destruir toda essa mágica, basta impor controle de preços.
  • Marcos  17/11/2017 15:14
    Na União Soviética, quando o alimento aparecia na mesa de alguns poucos privilegiados, isso era o resultado de comando e controle. A ideia de que a ordem poderia emergir sem o planejamento central era inconcebível.

    Assim, considere este experimento mental. É 1980 em Moscou. Em uma reunião institucional de planejamento, alguém diz:

    - "Camaradas, nós precisamos de menos planejamento, e não mais. Se abrirmos mão de fiscalizações e estabelecermos direitos de propriedade, o livre-mercado vai abastecer nossos mercados com profusão, com preços muito mais baratos do que podemos imaginar. Temos apenas que sair do caminho."

    As respostas certamente seriam mais ou menos assim.

    - "Camarada, você propõe uma fantasia. Quem ordenaria aos agricultores o que plantar, quanto plantar e quando plantar? Quem organizaria a colheita de alimentos?" (Alimentos muitas vezes apodreciam em plantações soviéticas por falta de colhedores.) "Quem organizaria o transporte? E isso é só a parte mais fácil. Quem organizaria o fornecimento e distribuição? Como saberíamos o quanto de pão e salsicha teríamos que produzir?"

    A única resposta possível seria esta:

    - "Nós não precisamos responder essas questões. O sistema de livre mercado fornecerá as soluções para todas estas perguntas sem precisar de nenhum auxílio nosso. Ademais, em um mercado livre, as decisões serão atualizadas continuamente, de acordo com o que nosso país precisar no momento."

    Não, isso não aconteceria. Na URSS, a escassez de alimentos foi criada por uma crença de que controles eram necessários; os burocratas não tinham a capacidade de olhar para a escassez de alimentos "fora da caixinha", para entender que era exatamente aquele sistema de crenças que estava causando o problema.

    Se um determinado esforço produzisse poucos resultados, então mais esforço, mais planejamento, mais controle, mais manipulação e mais coerção seriam necessários.

    fee.org/articles/but-who-will-stock-the-supermarkets/
  • Andre  17/11/2017 15:01
    No Chile, a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano. E tudo isso no deserto mais seco do mundo. Esse arranjo resultou num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta. A consequência? A atração de empresas dessanilizadoras de água do mar, para produzir água potável em busca de lucros altos:

    www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/

    É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta. Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil hab) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.
  • Ninguem Apenas  17/11/2017 15:35
    O problema do capitalismo é a sua eficiência, quanto mais tempo ele existe, mais eficiente ele fica, e se torna menos necessário sua existência para a produção do básico. Na idade média durante o século XIII a Feira de Champanhe não era tributada e funcionava reunindo mercadorias de diversas províncias na Europa e Ásia se reunindo em um vasto local com pessoas de diversas nações, e mesmo assim, o número percentual de pessoas com fome era muito maior que o existente atualmente.

    Até que chega um certo momento em que até uma minuscula quantidade de capitalismo será capaz de produzir o básico, e é bem possível que nesse momento teremos novamente planos quinquenais e ministérios de produção...
  • Marcio Rossi  17/11/2017 16:18
    Muito interessante o vídeo apresentado pelo Sr. Milton Friedman, porém gostaria de mencionar que dentre as muitas verdades apresentadas ele conta uma grande mentira.
    A borracha(seringueira) não foi levada à Malásia por um "business man" a serviço das S.M. e sim pelo primeiro biopirata de nossa história, Sir Henry Wickham (1846-1926) que havia morado em Santarém e teria roubado mais de 70.000 sementes de seringueira da Amazonia, levando-as para Londres em flagrante contrabando, fazendo mais tarde a riqueza dessa colonia Inglesa. Um verdadeiro picareta.
  • ROGÉRIO  17/11/2017 17:35
    E daí, nós também mandamos uma missão oficial a Guiana (ou Suriname) para obter mudas de café e hoje somos os maiores produtores.
    O eucalipto veio da Austrália e hoje exportamos até a tecnologia de plantio.
    No caso da borracha, a seringueira nativa aqui tinha muitas pragas que inviabilizavam o plantio comercial. A Ford construiu uma cidade na selva para produzir borracha (Fordlândia), que posteriormente a selva engoliu.
    E hoje nos beneficiamos dos pneus mais baratos feitos na Malásia com a "nossa" seringueira.
  • Marcio Rossi  17/11/2017 18:54
    Concordo, porém não posso admitir a informação mentirosa do Sr. Friedman. Só isso.
  • Askeladden  26/12/2018 22:06

    Mafiosos chamam a si mesmo de business man.

    O Brasil é um dos maiores beneficiários da pirataria.
    Hoje comemos a vaca indiana, logicamente não queria, vender, então nós compramos vacas que foram vendidas a circos e fizemos churrasquinho.

    O café foi mais louco ainda. Foi descoberto na Etiópia, levado para os Árabes, roubado por um Indiano, contrabandeado para Holanda que deu uma muda ao rei da França, roubado por um oficial francês que seduziu uma das amantes do rei e levado para as Américas e trazido para o Brasil por outro oficial brasileiro que seduziu a mulher do governador da Guiana Francesa.

    Dentre as 20 frutas mais consumidas no Brasil, apenas três são nativas: abacaxi, goiaba e maracujá. Aquelas que não pertencem ao país são: abacate, banana, caqui, coco, figo, laranja, limão, mamão, manga, marmelo, maçã, melancia, melão, pera, pêssego, tangerina e uva.
  • MB  17/11/2017 19:00
    Rogério lembremos também da cana de açúcar que veio da Índia,o milho que veio do México,a soja que veio da China,enfim viva o livre-comércio e abaixo toda forma de monopólio.
  • joao  18/11/2017 15:45
    como se diz entre os botânicos: "árvores não conhecem fronteiras"
  • Tarantino  18/11/2017 16:33
    Fazendo a riqueza da Malásia, colônia inglesa? O Brasil estava com u tesouro nas mãos, não aproveitou porque é ignorante e burro.
    Se você enxerga oportunidades onde outros não vêem, e assim se torna milionário, você por acaso estará roubando alguém?
  • Felipe Lange S. B. S.  19/11/2017 15:39
    Camarões ornamentais anões provavelmente também foram trazidos aqui no Brasil por "contrabandistas" e que "estavam roubando riquezas da Ásia", longe dos olhos de meros agentes estatais de autarquias criminosas.

    Esse pensamento bobo de dar relevância para meras fronteiras artificiais delimitadas de maneira ilegítima por burocratas precisa acabar. Pedaços de terra estatizados não são legítimos. O que é "roubar do Brasil"? Pegar algum potencial bem econômico que possa estar em qualquer pedaço de terra estatal, que crime gravíssimo, um atentado contra a dignidade dos burocratas e demais políticos inúteis e parasitários. Pobres almas, desperdiçando dinheiro com "gestão pública eficiente" (para que cursos de graduação de gestão pública? Jogar SimCity ensina muito mais que isso e ainda não irá agredir a vida das pessoas que estão sob seu poder caso ocupar um cargo político.), após mandarem seus capachos assaltarem a população produtiva.

    E mais, o fato de, por exemplo, do petróleo ter sido "do Brasil" por tantas décadas, somado com o fato de grande parte do capital da empresa ser "nacional" nunca me beneficiou em nada pois continuei pagando por um combustível que eles chamam de gasolina, e claro, eles terem repassado a farra de corrupção nessa estatal parasitária para todos os consumidores que dependem do combustível.

    E mesmo que eu me beneficiasse continuaria sendo ilegítimo pois qualquer legislação estatal que intervenha no direito de propriedade e no livre mercado é uma agressão, assim como a própria existência da instituição é ilegítima. Os Correios também "são do Brasil" e são um outro exemplo de distorção econômica criada pelo estado e, como em qualquer migalha do estado que eles chamam de "serviço público", eles têm incentivo de serem cada vez piores, aumentando prazos de entrega, aumentando preços e com furtos e danos as encomendas, por meros funcionários parasitas cujos cargos estarão garantidos pela bíblia estatal, o que eles chamam de "constituição". Piores que os ladrões de rua pois eles ao menos são honestos o bastante em dizerem que querem te assaltar e admitem que são ladrões, enquanto esses seres desprezíveis que cometem essas aberrações nos Correios muito provavelmente irão dizer que são "servidores públicos" e que lutaram arduamente para passarem em provas de concursos estatais e que têm "o direito ao emprego".
  • Felipe Lange  21/12/2018 22:58
    Um grande empreendedor, isso sim. Essas seringueiras eram propriedades de quem? Dos burocratas da Coroa Portuguesa?

    Foram com contrabandistas que chegaram coisas interessantes como, por exemplo, camarões ornamentais red cherry. Um verdadeiro ato heroico e hoplítico.

    Idiotas foram os habitantes daqui que não aproveitaram. Lá fora já criam tetras-cardinais em cativeiro (que só são nativos aqui no Brasil e regiões vizinhas), e aqui continuam com a atrasada prática de extrativismo, como se ainda estivéssemos jogando um Age of Mythology na Idade Arcaica.
  • Askeladden  30/12/2018 00:04
    Ao contrário do que se imagina espécies de espécies nativas se dão melhor em outro continente pois suas pragas naturais não são exportadas junto e encontram ambiente favorável já que não existem predadores naturais.
  • Socialista Vermelho  17/11/2017 16:24
    "Por fim, pense em uma metrópole, como Nova York, Londres ou São Paulo. Hoje, em cada uma delas, aproximadamente 10 milhões de pessoas irão almoçar. Decidir a variedade de alimentos e a quantidade exata de comida disponíveis no lugar certo e na hora certa para fazer com que tudo funcione fluentemente é um problema de impressionante complexidade, o qual se torna ainda mais complicado pelo fato de que, normalmente, várias pessoas se decidem apenas no último minuto sobre onde irão comer e o quê."

    Nossa.. que grande dificuldade este desafio, até virei capitalista depois disso(risos cômicos)! Todos os restaurantes fazem comida em excesso e SEMPRE sobra comida. É só ir num restaurante self service 15 minutos antes deles fecharem para ver que há comida sobrando... Grande planejamento este que o mercado faz... Faz desperdiçar comida! Hipócritas! Sabiam que eles jogam fora o que sobra? E não é nem pros cachorros de rua, é no lixo mesmo. No caso de um regime socializado cada um receberia um marmitex em casa com a quantidade exata que deve e pode comer, sem excessos, sem desperdício, sem obesidade. O ser humano é ganancioso, cada um recebendo um marmitex em casa não ficaria ávido por mais comida, mas quando vê aquela panelona no restaurante a pessoa fica com vontade de comer mais do que deve, engorda, desperdiça e dá lucro pro dono do restaurante escravocrata que maltrata os funcionários pra eles produzirem mais e ficarem em pé durante horas atendendo.
  • Homem Racional  17/11/2017 16:32
    Apesar de ser um comentário sarcástico com o intuito de ridicularizar os clichês da esquerda, é exatamente assim mesmo que eles pensam.

    Curiosamente, eles não vêem que, ao fazer essa crítica, estão fazendo um elogio rasgado ao capitalismo: estão dizendo que o sistema é tão produtivo, que até mesmo algo outrora tão escasso no planeta (comida) passou a sobrar e a ser desperdiçado (o que não é verdade, mas tudo bem).

    Aliás, dado que operar restaurante não apenas é essa mamata toda como ainda gera comida farta diariamente, por que então os socialistas não abrem um restaurante e passam a distribuir comida gratuita para os pobres? Já que a comida sobra tanto, e o empreendimento é moleza de ser operado, a fome dos pobres poderia ser diariamente aplacada a custo zero.

    Cadê a coerência dessa gente?
  • Tarantino  18/11/2017 16:36
    Excelente artigo

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2595
  • Constatação  17/11/2017 16:59
    Agradeça ao estado, responsável pela criação de leis que obrigam o estabelecimento a jogar comida fora mesmo que esteja boa, sob pena de multa.
  • Julio C  17/11/2017 17:28
    "Todos os restaurantes fazem comida em excesso e SEMPRE sobra comida. É só ir num restaurante self service 15 minutos antes deles fecharem para ver que há comida sobrando... Grande planejamento este que o mercado faz... Faz desperdiçar comida! Hipócritas! Sabiam que eles jogam fora o que sobra? E não é nem pros cachorros de rua, é no lixo mesmo."

    Não, meu caro Socialista. Engano seu. O que vai para o lixo é a comida deixada nos pratos por pessoas que não sabem comer. Este tipo de pessoa existe em qualquer lugar do mundo, inclusive nos tão sonhados - por você, é claro - países socialistas. Alimento custa caro e ninguém, em sã consciência "joga no lixo" o que investiu o seu suado dinheiro (e a realidade é esta. Vocês socialistas esquecem que exite uma minoria com muito dinheiro. Aliás,que não investem em restaurantes). Sabe aquele pedaço de carne que sobrou no almoço, vira carne moída para o jantar. E se sobrou, vira croquete o almoço de amanhã.

    "No caso de um regime socializado cada um receberia um marmitex em casa com a quantidade exata que deve e pode comer, sem excessos, sem desperdício, sem obesidade"

    Sim. E se só tem frango (porque o maravilhoso governo socialista resolveu que todo mundo tem comer esta ave) e eu estou com vontade de comer um gostoso filé com fritas? Vou ficar obeso! Problema meu, assumo as consequências dos meus atos. Quem é o governo para dizer o que eu tenho que comer.

    "... dono do restaurante escravocrata que maltrata os funcionários pra eles produzirem mais e ficarem em pé durante horas atendendo."

    Como em qualquer lugar do mundo , inclusive nos tão sonhados - por você, é claro - países socialistas, quem trabalha em restaurante fica em pé durante a jornada de trabalho. Logo, o socialismo também é escravocrata.
  • Julio C  17/11/2017 17:49
    "O ser humano é ganancioso..." E você é o quê?
  • Edvaldo  17/11/2017 18:02
    Não vou perder meu tempo com um comentário tão inútil desse. Só queria reforçar que, o fato dos restaurantes jogarem comida fora não é pela ganância e nem pela maldade do ser humano. Sabe porque jogam? Porque existe estado, porque existe governo, e dentre eles existe um órgão chamado Vigilância Sanitária que PROIBE, isso mesmo PROIBE a venda desses produtos num preço melhor para instituições como creches por exemplo e até mesmo distribuição gratuita.

    Seu boçal!
  • Ricardo  17/11/2017 19:30
    Isso aqui é um dos absurdos do Brasil. Nos países onde não existem esses absurdos as lojas ao fim do dia dão a comida não vendida aos mais pobre, mendigos e, inclusive, têm a admiração de seus consumidores por isso! Ou seja, de alguma forma, essa caridade que fazem traz retorno financeiro, pois os consumidores pagantes se tornam mais fiéis a loja por conta disso.
    Como exemplo que sei pesquise pela rede Prêt a Manger. Deve haver outras tantas que desconheço que fazem isso.
    Aqui não pode porque a Vigilância Sanitária não deixa e mesmo que o dono do restaurante quisesse ignorar isso não seria boa idéia, pois se uma pessoa aceita essa comida e passa mal, entra na Justiça e ganha a causa contra o bem intencionado dono de restaurante que optou por doar a comida que sobrou.
    É o legislativo e judiciário sempre trabalhando para manter os desfavorecidos em situação sempre pior. No Brasil, até ser pedinte é mais difícil do que em outros países.
  • Hideki  22/11/2017 12:25
    Lógica socilista.
    Se a carne e o frango estão caros.
    Coma ovos.
  • Daniel  17/11/2017 17:18
    Excelente. Leitura diária, cada vez mais prazerosa desde 2015.
  • Léo Ferreira Isidoro  17/11/2017 20:25
    Texto perfeito, simples e mesmo assim cheio de informação!
  • José Carlos de Andrade  18/11/2017 03:24
    "De uma lucidez estupefata sobre como misturar alhos com bugalhos!", diria minha Vovó com a sua modéstia acadêmica.
  • Felipe Lange S. B. S.  18/11/2017 12:05
    Leandro, me tire umas dúvidas agora... eu sei que a Alemanha é referência em seus produtos, seja nos carros seja em outras coisas (a ração dos meus camarões ornamentais é alemã, da Sera, até me surpreende que seja isento do Ministério da Agricultura, mas na verdade o produto veio de maneira independente, custou nos EUA uma pechincha enquanto no Brasil sequer há "equivalente" nacional, fora das rações de farinha da Alcon) por causa da moeda forte, ambiente de investimentos favorável e da questão de tarifa de importação. É essa última parte que me intriga. Sei que entre os países-membros da UE, as restrições ao comércio são praticamente nulas, mas e fora do bloco? A Alemanha paga também baixas tarifas e tem pouca restrição para importar coisas de fora da UE? Eu posso supor que não porque os preços do Mazda 3 e do Golf, o primeiro é feito fora da UE (deve ser japonês ou mexicano) enquanto o segundo é feito dentro do bloco. Pode me confirmar isso por favor?

    Note que interessante: é possível que se feche a fábrica do Golf paranaense por causa das baixas vendas. Cadê os desenvolvimentistas anti-importação agora para tentarem justificar? Criam empregos artificiais e depois esses empregos somem por causa da baixa demanda? Bom o que fizeram depois de nacionalizarem o carro foi uma vergonha total. Pena que é possível que se caso eles pararem a produção não tenhamos mais o bom Golf alemão, mais barato e melhor que o paranaense.

    Estou aguardando os seus novos artigos!
  • Intruso  18/11/2017 14:09
    Entre os países da União Europeia, o comércio é livre (união aduaneira).

    Para os países de fora da UE, aplica-se a Tarifa Externa Comum, que é, em média, 1,5% para todos os países.

    Para carros, a alíquota é de 10% (se não me engano, é o produto importado que paga a maior alíquota pra entrar na UE).

    www.caranddriver.com/features/free-trade-cars-why-a-useurope-free-trade-agreement-is-a-good-idea-feature

    Comparado aos 35% do Brasil, isso é quase que troco.

    E sempre lembrando que, para carros produzidos dentro da UE, a tarifa é zero. Se um alemão quiser comprar uma Ferrari, uma Lamborghini, ou uma Maserati, a taxa de importação é zero.
  • Felipe Lange S. B. S.  19/11/2017 11:49
    Eu desconfio que seja mais de 35% dos carros importados no Brasil. Deve ter custos embutidos e ocultos.
  • Mídia honesta  18/11/2017 13:51
    Hitler era de direita, a prova disso é que ele só tentou se filiar em partidos de extrema- direita.
    Link: https://m.oglobo.globo.com/sociedade/historia/documento-revela-que-hitler-foi-recusado-por-partido-de-extrema-direita-22008264
  • Indivíduo inteligente   18/11/2017 14:43
    Sim, ele era da direita anti-capitalista e pró-intervencionismo. Ou seja, ele era da direita socialista.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2797

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
  • anônimo  18/11/2017 20:55
    E existe direita socialista?

    O que classifica direita ou esquerda é justamente ser capitalista ou socialista.
  • Indivíduo Inteligente  19/11/2017 14:04
    Eu estava tentando ser irônico apenas para mostrar os absurdos contorcionismos ideológicos que a esquerda faz para tentar se afastar do faro de que as políticas econômicas de Hitler foram idênticas àquelas que a esquerda sempre defendeu.
  • L Fernando  18/11/2017 18:40
    Que tiro no pé esta prova
    Como ele foi recusado virou um esquerdista psicopata para dar nos dedos da direita
  • anônimo  18/11/2017 14:31
    O resultado deste excesso de divisão de trabalho, é esta geração leite com pêra, que não sabe fazer nada, que praticamente pagam para os outros fazer tudo...
  • keila  18/11/2017 18:54
    isso é o que acontece quando deixa-se tudo ao sabor do livre mercado: Muitos donos de embarcações preferem trabalhar com outros produtos, que possibilitam um lucro maior no valor do frete.

    g1.globo.com/pernambuco/blog/viver-noronha/post/moradores-de-fernando-de-noronha-esperam-horas-para-comprar-agua-mineral.html
  • Muniz  18/11/2017 19:02
    Haha, excelente ironia. A distribuição de água em Noronha é responsabilidade do estado. Deu nisso.

    Aliás, como diz a própria matéria: "Cerveja nunca falta em Fernando de Noronha, mas a água mineral está difícil".

    Óbvio.

    E aí completa a matéria:

    "O superintende de Finanças da Administração da Ilha, Rodrigo Valença, disse que o Governo vai estudar o problema. "Estamos na gestão do Distrito há dois anos é a primeira vez que enfrentamos o problema. Água mineral é gênero de primeira necessidade, vamos procurar uma solução", informou Valença."

    Estado no controle da distribuição é isso aí. Sobra cerveja (mercado) e falta água (estado).
  • Felipe Lange S. B. S.  19/11/2017 15:13
    Governo estudar problema? Isso é piada de mau-gosto. Do jeito que esses burocratas são, capaz deles aumentarem ainda mais o controle sobre a questão da água.
  • Gustavo  18/11/2017 19:19
    Ué, Keila, mas uma cerveja em Noronha custa R$ 6 num supermercado.

    www.farrabadares.com/o-preco-das-coisas-em-fernando-de-noronha/

    Dado que a água sai por R$ 25, então seria muito mais negócio transportar água do que cerveja, exatamente o contrário do que você afirmou. Transportar água daria muito mais lucro. Eu mesmo, se morasse ali perto, abriria hoje mesmo um empreendimento nessa área. E nunca mais faltaria água em Noronha.

    Resumo da história: o mercado entrega cerveja baratinho (considerando que se trata de uma ilha) e o estado entrega água caríssimo (R$ 25).

    Formidável.

  • keila  19/11/2017 13:18
    pelo que entendi a agua é $25 o galao de 20litros. a sua cerveja é $6 a long neck.
    (ter de chegar ao ponto de explicar isso a alguem aqui inviabiliza o debate :(
  • Fernando  19/11/2017 12:48
    Olá !

    Existe alguma relação de crescimento e inflação com a balança comercial ?

    Vocês não acham que uma moeda valorizada vai gerar uma briga generalizada entre importadores, exportadores e produtores nacionais ?

    Não é melhor colocar a meta de balança comercial zerada para ninguém encher o saco ?

    Eu entendo que valorizar a moeda é importante, mas antes é preciso realizar a redução de impostos sobre as empresas, reduzir processos trabalhistas e desburocratizar.

    Achar que valorizar a moeda vai forçar a produtividade é um erro, porque as regras do jogo são diferentes.
  • Leandro   19/11/2017 13:31
    Tanto a teoria quanto a empiria mostram: moeda forte aumenta as exportações e fortalece a economia.

    O motivo é óbvio: produtos que dependem de insumos e bens de capital mais complexos para ser fabricados são afetadas diretamente pela força da moeda (câmbio). Com moeda forte, a qualidade do produto produzido é maior. Indústrias não só podem importar maquinário de maior qualidade a preços menores, como também conseguem peças de reposição mais baratas. A produtividade aumenta, o que permite redução do preço (aumentando as exportações).

    Pode conferir no gráfico abaixo a evolução das exportações brasileiras em quilogramas. Produtos mais bem acabados e mais intensivos em capital têm suas exportações aumentadas quando a moeda se valoriza (2003 a meados de 2008; de 2010 a 2011; e a partir de 2016), e reduzidas quando a moeda se desvaloriza (de 2012 a 2015).

    s1.postimg.org/1wp5h7ti7j/figura1.png


    Três artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2321

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507
  • Fernando  20/11/2017 13:11
    Obrigado Leandro !

    Minha dúvida maior é sobre o bombardeio de desinformação e brigas que isso pode gerar.

    As pessoas não entendem que por conta de 100 mil empregos em um setor da indústria, 200 milhões de pessoas terão o poder de compra reduzido e a vida dificultada.

    Por exemplo, parece meio bizarro querer ser competitivo, fazendo as pessoas andarem a pé, porque não pode importar carros mais baratos

    Ou então, as pessoas irão comer comida de pior qualidade, porque não é permitido importar alimentos.

    Os pobres estão usando roupas velhas, porque as roupas importadas tem muitos impostos.

    Sem contar que a indústria acaba com a água do país e gera muita poluição.
  • Felipe Lange S. B. S.  19/11/2017 15:11
    Pessoal vocês acham que compensa eu convencer a minha mãe sobre o austro-libertarianismo?

    Ela veio hoje me falando algo como "Esse pessoal desse negócio de libertarianismo fica estragando a cabeça dos novinhos com essas ideias... esqueça isso, para de ficar ouvindo esses vídeos desse pessoal e viva na realidade, falo isso para o seu bem.". Eu realmente não sei de onde ela tirou isso. Me sinto como se fosse uma cabeça de gado que saiu da cerca e o restante do gado pensando "Esse é subversivo, ele é contra isso e contra aquilo."

    Só porque ela acha que CLT é bom para ela e eu discordo? Ela tende a concordar comigo com algumas coisas do assunto envolvendo austro-libertarianismo.
  • Rodrigo  20/11/2017 14:48
    Eu vou dizer algo que eu gostaria de ter ouvido quando novo. Teria me poupado muito esforço.

    Acredito que sua mãe está preocupada com o seu futuro. E nesse ponto ela está certa. As ideias do site e da teoria libertária, que concordo e prático em sua maioria, não vão te ajudar, de cara, a conseguir seu sustento.

    Acredito que nessa fase, vc devia focar em conseguir renda e independência (da forma que julgar melhor). As vezes está gastando muito energia aqui. E gastando de menos nisso. E isso tenha preocupado sua mãe.

    De resto acredito que ela está apenas preocupada com você. E como bom filho libertário, você deve se dedicar ao maximo em ser produtivo, garantindo o seu futuro e o dela. A menos que vc acredite em aposentadoria. Kkkk

    De resto é isso. Boa sorte porque a vida e bruta e só os mais fortes se libertam.
  • Paulo Henrique  20/11/2017 00:35
    Notícia do ano?

    CUT lança programa de demissão, e funcionários ameaçam greve
    www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/11/1936350-cut-lanca-programa-de-demissao-e-funcionarios-ameacam-greve.shtml
  • Coroné  20/11/2017 16:26
    Êta Corporativismo maravilhoso.

    https://www.oantagonista.com/brasil/71192/
  • Edvan  20/11/2017 19:02
    Realmente, o mercado é um sistema complexo, gigantesco e intrigante. Mas, da forma que você o descreveu, só atende a quem pode adquirir o que ele, com toda a sua eficiência, dispõe nas gôndolas dos supermercados. Ou seja, o mercado funciona bem para quem pode comprar.

    Como você vê o mercado atendendo a quem não tem dinheiro?

    Para elaborar sua resposta, considere o fato de que mais de 700 milhões de pessoas vivem com menos de US$ 1,90 por dia.
  • Juan  20/11/2017 19:40
    "Como você vê o mercado atendendo a quem não tem dinheiro?"

    Com mais capitalismo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2788
  • Rômulo  20/11/2017 19:43
    Sempre lembrando que, no livre mercado, dinheiro é simplesmente um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Por isso, no livre mercado, você tem a liberdade de trabalhar naquilo que quer e de consumir o que quiser (exceto aquilo que é proibido por políticos, o que nada tem a ver com capitalismo), desde que em troca crie valor para terceiros. Nada pode ser mais ético e moral do que isso.

    Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, então você realmente não tem serventia nenhuma. Consequentemente, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Não houvesse dinheiro, a escravidão estaria generalizada.

    No entanto, tais pessoas que não sabem fazer nada não precisam atender ao desejo do mercado. Se elas encontrarem alguém voluntariamente disposto a lhes sustentar -- como você, estou certo --, elas não precisarão atender aos desejos de ninguém.
  • Otávio  24/11/2017 21:31
    O IBGE acaba de divulgar dados da sua pesquisa nacional por amostra de domicílios.

    Em 2016, 92% dos lares brasileiros contavam com, ao menos, um celular (fornecido pelo mercado), enquanto apenas 66% tinham tratamento de esgoto (monopólio estatal). Na região Norte, a pior, o tratamento de esgoto não chega a 20%.

    E ainda tem gente querendo menos mercado e mais estado. Todos voltaremos a cagar na fossa.
  • Emerson Luis  30/12/2017 09:29

    A cadeia de produção e distribuição de qualquer produto, mesmo os mais simples, é extremamente complexa quando analisada nos mínimos detalhes. Como um todo, está fora do alcance da mente humana.

    Mas essa cadeia logística é dividida em inúmeras partes e etapas, cada uma sob a responsabilidade de um grupo de pessoas que precisa conhecer a fundo e cuidar apenas do respectivo segmento.

    E assim os seres humanos em conjunto conseguem fazer aquilo que está além do alcance de qualquer indivíduo ou grupo.

    Tudo descentralizado, voluntário e cada um beneficiando os outros em busca dos próprios interesses e vice-versa.

    * * *
  • Anonima feminista  21/12/2018 16:12
    Preferi o exemplo da maçã do que o do porco. Deliciosa fruta, como a maioria das frutas. Já o porco é um nojo. Não sei como alguém tem coragem de comer porco e seus derivados, blegh!!
  • Sideshow Bob  21/12/2018 18:07
    Bacon, a melhor fruta que existe
  • anônimo  21/12/2018 18:57
    Mas tem coisas injustas numa economia de mercado. Imagine que ocorra um furacão numa cidade, e centenas de milhares de pessoas fiquem desabrigadas. É justo que o preço dos imóveis aumente 100% porque a demanda por moradia dobrou em decorrência do furacão?
  • Yuri  21/12/2018 19:36
    É justo que preços sejam proibidos de subir dado que a demanda dobrou?

    Entenda o básico: economia não funciona na base do vitimismo e nem do coitadismo. Se você pensa que, ao congelar preços, continuará obtendo a mesma oferta, repense. Congelar preços e exigir mais oferta é o mesmo que trabalho escravo. Você quer que a pessoa trabalhe mais (produza mais) sem cobrar por isso.

    Eis um artigo sobre isso, que mostra exatamente as consequências nefastas deste vitimismo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2898
  • Dane-se o estado  21/12/2018 23:43
    Existe uma coisa chamada agência de seguros em cidades assim! E se o preço dos imóveis aumenta, obviamente porque o custo preventivo de viver em uma cidade que pode ser devastada é mais do que justificável.
  • Bruno Feliciano  23/12/2018 05:36
    O preço DEVE aumentar, é pra isso que serve o sistema de preços. Com o aumento dos preços, torna-se atrativo construir na cidade devastada.
    Isso cria o incentivo, atrai-se mais construtoras para cidade. Uma vez que os imóveis la estão mais caros, esta mais lucrativo agora construir la, isso gera um grande incentivo para construir la. Sendo assim, no médio prazo terá uma enxurrada de construtoras construindo imóveis e com o tempo o preço vai abaixar conforme o aumento da oferta.

    LÓGICA, RAZÃO E PURA CIÊNCIA.

    Mantenha os preços baixos que ninguém vai la construir, acho que você não tem a mínima arrumação intra-cromossomial especifica pra sequer entender do que esta falando. Isso é pura OFERTA X DEMANDA, é isso que equilibra o mercado, é assim que se auto-regula. Nego acha que preço ta la de enfeite, que não serve pra nada. Preços são informações do mercado, sem preços reais não há mercado.

    OS PREÇOS DEVEM SUBIR, PRECISAM SUBIR, é justo, necessário, belo, moral e ético.
    Criminoso, escatológico e sem palavras para descrever é regular o preço, isso só coisa de imbecil.
  • Dane-se o estado  21/12/2018 19:08
    O livre mercado é o único sistema ético pois é fundamentado no direito que o indivíduo possui de sem agredir a propriedade alheia, reunir sua propriedade, seus bens, seu capital e arriscar-se voluntariamente em produzir e investir algo buscando gerar, emprego, valor, inovação, lucro. E também igualmente no direito do consumidor de escolher consumir aquilo que bem lhe aprouver, quanto, e de quem quizer escolher ou considerar mais conveniente, pelo preço que achar melhor. Trata-se da liberda humana, o direito do indivíduo de ser livre e não ser impedido de correr seus próprios riscos e de criar algum valor.
  • anônimo  21/12/2018 19:31
    Vai falar isso pra Dona Jocicleide lá do Sertão do Nordeste que tem 10 filhos e tem sustentá-lo com um salário de R$ 1000,00.
  • Antônio  21/12/2018 19:37
    Falar o quê?

    Os 10 filhos da dona Jocicleide surgiram do nada? Apareceram de repente? E eu aqui, inocente, achando que era ela quem os tinha fabricado...

    Em tempo: tenho 9 irmãos e sou filho de um mecânico com uma professora primária, nascido na década de 1940, em uma cidade do interior de MG que você nem encontra no mapa. Foi difícil, sim, mas estou aqui e com muita saúde. E sem me fazer de coitado perante os outros.
  • Leo Ferreira Isidoro  21/12/2018 19:53
    Dona Jocicleide ganha R$1000,00 reais pelo seu trabalho, poderia ganhar mais? Obviamente que sim, contudo como já demonstrado por diversos artigos deste renomado site, Dona Jocicleide tem descontos estatais que a impedem de receber mais.

    O mais interessante é que este salário da Dona Jocicleide esta cálculado pelo swu patrão, que paga 2 vezes ao estado para mantê-la empregada.

    Neste ponto pergunto: O que é melhor? Ela ficar desempregada ou ganhar "apenas" R$1000,00?

    Outro ponto o livre mercado também beneficiária dona Jocicleide, uma vez que não tendo o estado na jugular dos empreendedores, haveria oferta de emprego, como esta ocorrendo nos EUA, onde ela poderia sair deste que considera um salário inadequado a ela e entraria em outro com salário maior.

    Você concorda que isso é algo positivo para Dona Jocicleide?

  • rdnazev  22/12/2018 01:52
    Você acha que Dona Jocicleide não gostaria de ganhar mais?

    O problema se chama Estado Socialista. Que já decidiu que o Nordeste deve ser miserável, e outras partes do país, cidades, interiores, bairros, etc. Sem isto, como o socialismo poderia dividir a população e colocar uns contra os outros, levando à guerra de classes?!

    A culpa não é deles, mas sim, do Estado Socialista. Senão com o que os socialistas iriam"brincar" meu pai?!

    Lembrar que São Paulo, Curitiba, Florianópolis, e Porto Alegre, possuem seus "Nordestes" pessoais, onde possuem miséria monstruosa, escassez, e várias donas Jocicleides.

    Os humilhados serão exaltados. Tenho quase certeza que no próximo governo, o Nordeste virará uma vitrine para o mundo. Eles possuem de tudo, pessoas guerreiras, honestas, sinceras, acolhedoras, e com vontade de trabalhar. Se os investimentos correrem para lá como imagino que estão prometendo, ficarei muito feliz por eles.

    Que lugar maravilhoso e com espaço de sobra para investir.

    Se Deus quiser isto acontecerá, e muitos que zombaram daquele povo, os respeitarão, e porque não querer fazer parte, não é mesmo?!

    Não sou nordestino, mas torço muito por aquele povo. Enquanto muitos dormem, eles trabalham, enquanto uns assistem TV, estão no smartphone, mesmo na maior dificuldade existente neste mundo, eles trabalham.

    Tenham certeza, vagabundos existem em qualquer lugar. Mas lá, admiro muito aqueles que pegam na enxada 5 da manhã, trabalham até o entardecer.

    Nós todos temos muito o que aprender com este povo, pois na frente deles, se for comparar, nós somos nada mais nada menos que preguiçosos arrotando ignorância nos 04 cantos do país.

    Dêem graças à Deus pelo que vocês têm. E em vez de ficarem de mimimi, torçam para que a mudança que eles tanto querem, chegue de verdade desta vez.

    Nordestino não fica de mimimi. Mimimi é feio. Existem uma Dona Jocicleide em todas as camadas do Brasil, e não só no Nordeste. A diferença e que Dona Jocicleide do Nordeste não tem oportunidade, já a de outras partes do país, é vagabunda mesmo.

    Amém.
  • Daniel Alves da Silva  22/12/2018 00:18
    Esta ai uma coisa que eu realmente sou, ignorante.
    Falhei em perceber a mudança da sociedade, hoje todos os serviços mais valorizados tem um viés mais abstrato, e todas as Minhas habilidades está no campo físico, perdi a janela de tempo, resumindo não consegui visualizar as tendencias do mercado. a única coisa positiva é que observando os crimes no brasil, acho que se eu fosse um criminoso, com a minha mentalidade atual eu seria um criminoso de sucesso.
  • Liberal Inteligente e Educado.  22/12/2018 05:30
    O que é melhor hoje no Brasil: ser um empreendedor bem-sucedido, mesmo que exposto aos riscos e flutuações do mercado, ou um funcionário público federal? Pergunto do ponto de vista utilitário-pragmático e não do ponto de vista ético-moral.
    Preciso tomar essa decisão, pois estou considerando seriamente mudar de uma posição para outra.
    A resposta me parece clara no Brasil de ontem e de hoje, mas já não tenho tanta certeza em relação ao futuro. Hoje é Bolsonaro com Paulo Guedes, amanhã pode ser Ciro Gomes com Delfim Neto.
    Para mim, isso é um dilema tão grande quanto viver de renda com juros do tesouro direto ou investir em ampliar o negócio ou simplesmente em ações.
    Preciso de iluminação.
  • Felipe Lange  22/12/2018 23:52
    Empreender "legalmente" no Brasil é para masoquistas. De maneira informal só dá certo em certos segmentos, o sujeito fica estagnado e não pode crescer senão vem o estado pedir a sua casquinha. Se houver oportunidade saia do país.

    Só não viraria funça se fosse em funções como fiscal da RF, fiscal de alguma agência reguladora e afins. Rothbard escreveu um artigo interessante sobre.
  • Andre  23/12/2018 22:49
    Liberal inteligente, se você dispõe de algum tempo e recursos para aplicar na melhora de sua condição pessoal, de longe a melhor escolha é investir no aprendizado de habilidades profissionais exportáveis, aprendizado de idiomas e ir embora do Brasil, este país já era, poucos investimentos são tão rentáveis como sair daí.

    Ser funça é apenas uma ilusão de segurança, conviver com essa gente e em seu ambiente típico afetará sua psique de maneira brutal, é a gente que mais consome remédio tarja preta e mais lota os consultórios de psiquiatria.
  • Lionel Messi  22/12/2018 18:48
    Olá. Meu primo está querendo comprar algumas coisas ilegais no mercado negro, pois ele está cansado da burocracia estatal. Acha isso uma boa ideia? E se ele comprar, há algum risco dele sofrer uma punição, como multa ou até mesmo detenção?
  • Felipe Lange  22/12/2018 23:49
    Quando o jurista acerta e não faz mais que a obrigação. Adivinhem quem foi contra a negociação? Sindicalistas.

    Imaginem se aparece também um sindicalista em cada negociação, fusão e afins. Ou o fim da Renault-Nissan (que abaixou os custos de manutenção e reposição), cancelamento da venda da Opel para a Groupe PSA... precisam ler esse artigo.
  • Nurbur  26/12/2018 19:25
    Ok, texto publicado já há mais de 1 ano. De qualquer forma, se alguém passar por aqui: me considero um liberal com ressalvas a segurança, saúde e educação infantil. De qualquer forma, eu quero entender melhor o comportamento do livre mercado e a mágica da cadeia produtiva x preços ao consumidor no setor financeiro.

    Quero enteder como este explica a crise do sub-prime nos USA. Um setor altamente desregulado pelo Estado e com seres/empresas altamente gananciosos operando - o que na teoria é bom num livre mercado -, levando a inovação dos produtos oferecidos (novas formas de derivativos, como exemplo os CDOs).

    O livre mercado estabeleceu espaço para a criação dos CDOs, propiciando lucro no curto prazo, e oferecendo um produto péssimo a pessoas - na sua maioria imigrantes -, estes sem conhecimento do que estava sendo ofertado. O resultado todos conhecem: profunda recessão no mundo inteiro, com efeitos sentidos até hoje (+10 anos depois).

    De que forma o livre mercado e a sua mágica, teria evitado tal resultado num mercado altamente desregulado pelo Estado? Abs.
  • Guilherme  26/12/2018 20:01
    "Quero enteder como este explica a crise do sub-prime nos USA. Um setor altamente desregulado pelo Estado e com seres/empresas altamente gananciosos operando - o que na teoria é bom num livre mercado -, levando a inovação dos produtos oferecidos (novas formas de derivativos, como exemplo os CDOs)."

    Mais um que vem aqui só pra repetir clichês. Impressionante como as pessoas realmente se rebaixam a apenas repetir lugares-comuns surrados, típicos de um DA de universidade pública, sem se preocupar em como isso os faz passar vergonha:

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • Diego Castro  27/12/2018 13:16
    O artigo me lembrou um pouco sobre a reforma da Previdência Social, onde o governo e o INSS vem á anos criando a mesma história: "A Previdência está quebrada. Vamos reformar ou todo mundo vai ficar sem aposentadoria".

    Na prática é bem diferente.

    O que está quebrada é o regime próprio, fruto da incompetência dos governadores. O INSS está com superavit e continuará assim por um bom tempo.

    Caso alguém duvide, como o governo quer diminuir a aposentadoria do segurado, mas ao mesmo tempo aumentar a quantidade de porcentagem em que pode retirar do INSS? Qual o sentido disso?

    Saber mais, leia noneste site


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