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É impossível haver socialismo e liberdade - como nos mostra a Venezuela
Esqueça os slogans descolados. Socialismo é escravidão

Em seu livro O Caminho da Servidão, Friedrich Hayek aniquila a ideia de que é possível o estado controlar a economia sem que isso gere tirania e perda das liberdades individuais.

Em parte, seus argumentos são extremamente convincentes porque Hayek ressalta o indiscutível fato de que tudo em nossas vidas está ligado à economia. Se a economia se deteriora, nosso padrão de vida vai junto. E, com ele, nossas mais básicas liberdades civis.

O controle dos especialistas

O impacto que a área econômica tem sobre nossas vidas diárias não é facilmente reconhecido pela maioria das pessoas. Preocupadas com suas necessidades mais imediatas e com suas tarefas diárias, indicadores econômicos não apenas parecem desconectado de nossas vidas, como também aparentam ser quase que completamente irrelevantes para os cidadãos comuns.

E, dado que algo tão complexo quanto a economia nacional é geralmente deixado sob o controle de "especialistas", muitas pessoas também supõem que se trata de uma questão completamente fora do controle delas. E essa pressuposição é essencial para os planejadores econômicos, pois é assim que eles reforçam sua autoridade.

Só que a economia está intrinsecamente conectada a todos os aspectos de nossas vidas. Das roupas que vestimos à comida que comemos, dos nossos empregos à nossa educação: a economia está em todas as coisas. E, sem liberdade econômica, não é possível haver liberdade. Ponto.

E qualquer pessoa que ainda tenha alguma dúvida de que o controle da economia pelo governo irá necessariamente levar à tirania e à opressão pode simplesmente olhar para a Venezuela.

Por que detestar a liberdade comercial?

É impossível ver alguma lógica em quem diz defender o socialismo e a liberdade. Pitorescos são aqueles socialistas que dizem acreditar fervorosamente nas liberdades sociais e ao mesmo tempo desprezam a liberdade econômica.

É por isso que vários proponentes do socialismo e de outras formas de controle estatal defendem vários tipos de restrições econômicas sem qualquer preocupação com as consequências sobre as liberdades civis. Eles genuinamente acreditam que ambas as coisas são entidades completamente distintas e separadas, cada uma existindo sem exercer nenhum impacto na outra.

No entanto, tão logo a economia é colocada sob total controle do estado, a abolição dos direitos individuais se torna inevitável. Isso sempre ocorreu em todos os países que tentaram o socialismo ao longo da história. Atualmente, temos a infelicidade de testemunhar ao vivo isso ocorrendo em um país que já teve a quarta população mais rica do planeta e que hoje está em total estado de desintegração civil graças à tragédia de ter colocado sua economia sob total controle do governo.

A situação na Venezuela se tornou tão pavorosa, que caberia perfeitamente no roteiro de uma novela distópica. O que começou como uma crise econômica se transformou em um pesadelo humanitário sem qualquer perspectiva de fim.

A mistura de hiperinflação (gerada pela impressão desmedida de dinheiro), controle de preçosestatização de fábricas e de lojas e redistribuição de riqueza bagunçaram completamente a economia. Elas não apenas não conseguiram gerar oferta abundante de nenhum bem (como prometiam os socialistas), como, ao contrário, geraram desabastecimento generalizado, com racionamento de papel higiênicocomida, cervejaeletricidadeágua e remédios.

Até mesmo os hospitais ficaram sem papel higiênico e sem remédios. A taxa de mortalidade de recém-nascidos disparou. As pessoas de classe média que antes tinham emprego estão hoje esfomeadas, tendo de literalmente revirar latas de lixo e matar gatos e pombos nas ruas para ter o que comer. A população está desnutrida. (Recentemente, para aplacar a fome, os venezuelanos passaram a matar vacas a pedradas. Este vídeo publicado pelo jornal britânico The Daily Mail mostra pessoas apedrejando uma vaca aos gritos de "estamos com fome" e "estamos sofrendo".)

Particularmente curioso foi o que ocorreu no setor petrolífero. A Venezuela já foi o país com as mais abundantes reservas de petróleo do mundo, das quais sua economia dependia fortemente. Com efeito, essas reservas eram responsáveis por 95% de toda a exportação. Em seu ápice, o país era capaz de produzir 3,4 milhões de barris de petróleo por dia. No entanto, após a chegada de Hugo Chávez ao poder e uma subsequente greve de petroleiros, o líder decidiu demitir todos os grevistas e substituí-los por pessoas leais ao seu governo.

Essa tomada pelo governo da fonte primária de riqueza do país significou que aquelas pessoas com mais experiência no setor foram expulsas e substituídas por trabalhadores inexperientes mas com lealdade política. E, após anos de malversações e decisões ruins tomadas pelo estado, a produção de petróleo começou a cair significativamente.

Segundo dados recentes, a produção de petróleo já havia caído para 2,1 milhão de barris por dia, uma queda de quase 40%. E a tendência é de mais queda.

De acordo com a lógica seguida por aqueles que se recusam a reconhecer a conexão direta entre liberdade econômica e liberdades civis, nenhum desses fenômenos citados deveria ter qualquer efeito sobre a vida cotidiana dos venezuelanos. Obviamente, isso não é o caso.

Como Hayek já havia alertado:

O planejamento econômico centralizado não afeta apenas aquelas necessidades que consideramos marginais e secundárias quando falamos com desdém sobre aquilo que é puramente econômico. O planejamento centralizado, com efeito, significa que os indivíduos não mais podem nem sequer decidir o que é secundário.

A autoridade que está dirigindo a atividade econômica irá controlar não somente aquele lado de nossas vidas voltado para as coisas secundárias; irá controlar também a alocação de todos os recursos escassos, afetando a satisfação de todas as nossas necessidades primárias. Quem estiver no controle de todas as atividades econômicas irá controlar os meios para a consecução de todos os nossos desejos, e consequentemente terá o poder de decidir quais devem ser satisfeitos e quais não. Esse é realmente o cerne da questão.

E é exatamente isso o que está acontecendo na Venezuela.

À medida que a situação econômica foi piorando, os cidadãos foram perdendo o controle de suas vidas. Como a eletricidade se tornou escassa no país — devido ao controle de preços e às estatizações ocorridas no setor —, o governo assumiu a função de determinar quem pode e quem não pode usar energia elétrica, e por quanto tempo. Mas isso não significa apenas que os cidadãos desafortunados ficam em casa no escuro e sem uma geladeira funcionando; significa também que vários estabelecimentos comerciais irão à falência.

Um comerciante relatou sua frustração quando estava tentando passar um cartão de débito em sua máquina. Como todo o país está sujeito blecautes repentinos sempre que o governo considera necessário, a eletricidade acabou exatamente quando ele estava tentando processar o pagamento.  Obviamente, ele não conseguiu finalizar a transação e a venda não foi realizada. Ele ficou sem o dinheiro e o consumidor não conseguiu comprar o que queria. Ambos ficaram em pior situação.

Se a economia não tem liberdade para funcionar, não há como obter ganhos com transações comerciais e, consequentemente, não há como ter prosperidade econômica.

Mas isso ainda nem de perto representa o pior.

Estatização da economia é humilhação

Alimentos e itens essenciais, como papel higiênico e remédios, não apenas estão escassos, como também estão completamente sob controle estatal. O estado passou a ser o responsável por sua distribuição. Consequentemente, aqueles que querem adquirir esses itens têm de acordar cedo, muito antes do nascer do sol, e ir para a fila dos centros de distribuição (a maioria dos supermercados foi estatizada e toda a distribuição de alimentos foi colocada sob supervisão militar desde 2015).

Só que há um detalhe: enquanto esperam nas longas filas que se formam fora dos supermercados (um venezuelano gasta, em média, 8 horas por semana na fila de um supermercado para conseguir itens essenciais), os "consumidores" — se é que podem ser chamados assim — se tornam um alvo fácil para os ladrões.

Tornou-se corriqueiro assaltantes violentos apontarem armas para pessoas que estão na fila e roubá-las de absolutamente todas as eventuais riquezas que ainda possuem. Houve um caso escabroso: um homem foi assassinado na fila por tentar proteger seu telefone celular. E, enquanto ele estava no chão, agonizando, ninguém se ofereceu para socorrê-lo e a fila continuou intacta, pois, quem quer que fosse ajudar o homem perderia seu lugar na fila, e consequentemente tal pessoa não conseguiria obter os itens essenciais para sua família.

É comum os venezuelanos passarem um dia inteiro na fila apenas para descobrirem que o estabelecimento está completamente vazio e sem suprimentos.

Obviamente, cidadãos frustrados que querem mudar a situação ou ao menos protestar abertamente também não podem fazer isso, pois a liberdade de expressão foi abolida pelo governo. Qualquer oposição vocal ao estado pode colocar você na cadeia, de onde você não conseguirá ajudar ninguém.

Essa catástrofe também se espalhou para os hospitais. Dado que água e eletricidade se tornaram escassas, os hospitais não mais conseguem esterilizar os equipamentos e nem mesmo lavar as manchas de sangue das camas cirúrgicas. A mortalidade infantil disparou, pois as crianças nascidas sob tais condições insalubres e sem acesso a alimentos têm poucas chances de sobrevivência. Segundo dados divulgados pelo próprio governo, houve um aumento de 30% nos óbitos de crianças e um salto de pelo menos 65% nos falecimentos de gestantes em partos.

Mas o mais doloroso de tudo é a desnutrição infantil. As cenas de crianças esqueléticas e bebês se desmanchando em ossos, em conjunto com famílias inteiras revirando latas de lixo nas ruas das cidades, são um espetáculo dantesco demais para ser ignorado. (ATENÇÃO: CENAS FORTES).

Enquanto isso, Nicolás Maduro continua louvando o socialismo e demonizando o capitalismo. Ele próprio chegou a dizer que "a Venezuela deve aprofundar o socialismo para melhorar a economia". Até mesmo ajuda humanitária internacional foi recusada pelo governo de Caracas, pois o auxílio era oriundo de "países capitalistas".

O livre mercado é a libertação

Aqueles que defendem a economia planificada acreditam que ela irá libertar os indivíduos da mundana tarefa de ter de fazer escolhas. Apenas se esquecem de que é exatamente o direito de escolher o que nos torna livres acima de tudo.

"Nossa liberdade de escolha em uma sociedade competitiva jaz no fato de que, se uma pessoa se recusa a satisfazer nossos desejos, podemos recorrer a outra. [...] E se uma determinada maneira de alcançar nossos fins se mostra cara demais para nós, somos livres para tentar outras maneiras", disse Hayek. E ele está certo. Na Venezuela, os cidadãos não podem optar por comprar papel higiênico de vendedores diferentes. Eles simplesmente têm de esperar na fila até conseguir um (na melhor das hipóteses, depois de várias horas).

Quando o governo assumiu o controle da economia, o poder de escolher foi inteiramente dado ao estado. E ao estado não interessa qual marca de papel higiênico você usa ou qual preço você está disposto a pagar. A ele não importa qual remédio é crucial para que você continue vivo. Ele apenas determina uma lista de itens que serão disponibilizados, a qual será elaborada totalmente de acordo com os critérios arbitrários e subjetivos dos controladores. Sob este arranjo, todos são iguais porque todos se tornam igualmente insatisfeitos.

E, como o governo está no completo controle da situação (acima de tudo, ele possui o monopólio das armas), não há nada que as pessoas possam fazer quanto a isso, o que torna a situação ainda pior. Como Hayek explicou: "Nada torna as condições mais desesperadoras e intoleráveis do que o fato de você saber que nenhum esforço seu poderá mudar a situação".

O que é pior, os defensores do socialismo glorificam esse arranjo dizendo que essa ausência da necessidade de fazer escolhas é libertadora. Agora que o estado decidiu quando, onde e a que custo algo pode ser adquirido, os venezuelanos foram finalmente libertados deste pesado fardo. Eis aí algo realmente inspirador...

Conclusão

Para aqueles que ainda querem acreditar que fatores econômicos podem ser perfeitamente separados da liberdade individual, Hayek dá o recado:

Para nós, cidadãos comuns, valores econômicos aparentam ser menos importantes do que as outras coisas da vida exatamente porque nas questões econômicas somos livres para decidir o que é mais importante e o que é menos importante para nós.

Mas tão logo o governo assume o controle da economia, esses valores econômicos deixam de ser um dado meramente trivial de nossa vida e assumem uma importância suprema, capaz de decidir vida e morte.

A Venezuela está logo ali para nos lembrar diariamente disso.

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36 votos

autor

Brittany Hunter
é fundadora do website generationopportunity.org e membro da Foundation For Economic Education.

 

  • Luiz Moran  27/10/2017 13:57
    Junto com a destruição da economia, a mentira socialista é de longe a mais assassina de todas.
    Um exemplo dessa tirania é o desarmamento da população, como podemos constatar na comparação entre Brasil e Suíça.
    O número de homicídios no Brasil, onde a população foi ilegalmente DESARMADA, gira em torno de 148 por dia: 25,7 por 100 mil habitantes.
    Na Suíça, onde todo cidadão é convocado pelo Estado a portar uma ARMA, o número de homicídios por ANO é menor do que 50: 0,60 por 100 mil habitantes.
    Em suma: no Brasil mata-se, por dia, 03 X mais do que em um ano inteiro na Suíça.
  • Gustavo  27/10/2017 16:47
    Desculpa, mas o desarmamento não é a causa dessa diferença entre Brasil e Suiça. Se essa farsa fosse revogada no Brasil, diminuiria um pouco o número, mas longe de resolver o problema e muuuuito longe de ficar próximo à Suiça.
  • cmr   27/10/2017 17:26
    Essa é a falácia da falsa causa.
    No Japão,China, Coréia, a criminalidade é muito baixa sendo o armamento civil terminantemente proibido...

    Se liberarem as armas no Brasil, a criminalidade cairá muito; por isso eu sou a favor.
    Mas nunca seremos uma Suíça, nosso povo não tem capacidade para isso.
  • Victor Magno  27/10/2017 17:37
    São uma sucessão de problemas, mesmo liberando as armas, não resolveria de todo; os problemas.
    Temos por exemplo um diferença gritante no tamanho da população dos dois países, cultura e doutrinação diferentes. Temos menos policiais que países desenvolvidos e ao mesmo tempo os policiais brasileiros tem praticas menos efetivas contra os crimes. Para piorar a situação, algumas pessoas são punidas por se defender.
    Arma ofereceriam a oportunidade de se defender, mas não resolveriam o problema.
  • MB  27/10/2017 18:21
    Pode não resolver o problema da sociedade,mas o meu problema ela irá resolver,enfim parem de pensar feito gado e ficar comparando o tempo todo o Brasil com outros países,libertarianismo é liberdade individual e a sociedade pouco importa.Ou como dizem no serviço,"se vira".
    OBS:É lógico que eu gostaria que nosso povo tivesse o nível cultural e sócio-econômico que suíços e outros povos tem,mas se formos esperar este milagre acontecer no curto prazo,"melhor esperar sentado,pois em pé cansa".
  • Victor Magno  27/10/2017 19:19
    Concordo plenamente, liberdade para portar armas seriam um passo. Mas parar de punir quem se defende e planejar estrategias mais efetivas contra criminosos.

    Dado o fato de que se um criminoso te matar para pegar sua arma, sofreria a mesma punição que você sofreria se matasse ele para se proteger.
  • Carlos Lima  28/10/2017 22:27
    Com todo respeito, ninguém está querendo resolver o problema liberando armas para todos. O que se quer é que o cidadão possa se defender mesmo, deixando de ser alvo passivo pra se tornar alvo reativo. O problema é insolúvel. Não é possível um cidadão sequer sonhar com a diminuição das mortes. Elas podem até aumentar, mas com uma pequena diferença: do outro lado vai morrer gente também. Quando existe uma guerra, os dois lados precisam se armar, quer gostem, quer não gostem. Aquele que não se armar será massacrado, exterminado. E é isso que está acontecendo agora no brasil, onde essa mistura de raças que não deu certo prefere votar nos seus ladrões preferidos a combate-los abertamente.
  • Giuseppe  16/01/2018 14:56
    Interessante, Luiz Moran.

    Se o debate sobre segurança pública resume-se a armar a população, como você explica o Japão?
  • Takahashi  16/01/2018 15:34
    Japão? Pode deixar que eu explico.

    Há três coisas interessantes sobre o Japão:

    1) Pra começar, o Japão é uma das sociedades mais homogêneas do mundo. Aliás, é uma das poucas que ainda é assim. E sempre foi assim. Os japoneses possuem uma identidade cultural extremamente rígida.

    Mais: o Japão foi uma sociedade de castas por milhares de anos. O povo -- os camponeses, que formavam nada menos que 98% da população -- nuca teve armas. Nunca houve a mais mínima idéia de democracia no Japão feudal e o povo japonês -- que era dominado por uma aristocracia, por guerreiros e por mercadores; todos eles representando apenas 2% da população -- nunca considerou a hipótese de se insurgirá contra seus senhores.

    Ou seja, é uma sociedade historicamente formada por pessoas complacentes, ordeiras e submissas à autoridade. Se uma sociedade é formada por indivíduos ordeiros, totalmente homogêneos, e cumpridores devotos de qualquer lei (inclusive das ruins) e com tendências à submissão, dificilmente essa sociedade será violenta. (Você já viu sequer alguma greve no Japão? Houve violência?)

    Dica: comece analisando a composição de uma sociedade e sua evolução.

    2) A lei do Japão é esquisita: você não pode ter um .38, mas a compra de rifles e espingardas é liberada, desde que você se declare caçador ou esportista.

    en.wikipedia.org/wiki/Overview_of_gun_laws_by_nation

    3) A polícia japonesa tem total liberdade para prender pessoas sem motivo aparente e torturá-las a rodo (até arrancar uma confissão incriminadora). Isso é algo bastante desconhecido por aqui, mas muito debatido por lá.

    Se o argumento contra o desarmamento é ter uma polícia violenta e completamente irrefreável, será legal ver um esquerdista falando sobre isso.

    Japan crime: Why do innocent people confess?

    Criminal justice in Japan: Forced to confess

    Psicólogo diz que polícia japonesa pratica tortura mental para suspeitos confessarem crimes

    Recentemente, um casal foi inocentado depois de ficar 20 anos na prisão por uma confissão forjada

    "Policiais japoneses têm autorização para torturar em busca de provas", diz brasileira

    Eu aceito a tese de que um estado policial violento, totalitário e irrestrito coíbe bastante a criminalidade (dizem que na Iugoslávia do ditador Tito não havia um único assalto de rua). A esquerda aceita a tese de ter uma PM ultraviolenta, atuando sem restrições e com liberdade para obrigar inocentes a confessar crimes que não cometeram? É assim no Japão.

  • Felipe Lange  16/01/2018 22:12
    Muito interessante a sua observação. Em países de perfil de como foi a Iugoslávia e hoje são Coreia do Norte e Cuba o estado já monopolizou o crime. Bom no Japão há uma cultura totalmente distinta de outras partes do mundo, o que me intriga de certa forma.
  • kira  17/01/2018 00:59
    No japão como consequencia de toda proibição estatal a armas os bandidos continuam tendo livre acesso a elas, seja do governo ou seja da própria márfia.
  • ANA KARINA MACHADO MOREIRA  26/01/2018 16:00
    Olha, sou contra uma política armamentista. Mas devo admitir que estou com medo. Nunca seria capaz de matar alguém,mas se tivesse que defender a minha própria vida ou a de algum inocente acho que o faria. Quando vejo Bolsonaro falar em política armamentista o critico , mas é preciso observar o que vem por trás disso .Estamos a beira de um conflito armado em caso de Lula ser preso e inelegível . Sabemos que eles ,os vermelhos, andaram armando o PCC e sabe-se Deus o que pode vir a ocorrer em caso de uma pseudo revolução socialista no Brasil. Acho que caímos numa grande cilada com o PT. Acho que o plano socialista deles ainda não acabou. Acredito que é possível que libertem LULA e o coloquem aqui em uma ditadura socialista. Viraremos uma Venezuela. O Brasil está dividido.
  • Victor  27/10/2017 14:00
    O povo venezuelano tem sua parcela grande de culpa, votou no chavismo mesmo depois de 2007 quanto este assumiu definitivamente o discurso socialista. Maioria manifestou seu livre direito de escolha.
  • Lee Bertharian  27/10/2017 16:23
    Alguém poderia informar se as taxas de analfabetismo (inclusive funcional) são semelhantes às nossas? E, principalmente, se esse contingente é OBRIGADO a votar?
    Seria um paralelo interessante que diria muito sobre as "democracias" bananenses...
  • Luiz Moran  27/10/2017 16:42
    Victor, no seu comentário vc despreza o fato de que dificilmente exista um candidato em quem se possa confiar, e, pior ainda, mesmo que esse candidato exista vc também despreza a hipótese (para mim é um fato, tanto lá quanto aqui no BR) de que as eleições sejam FRAUDADAS em todo o seu processo: pesquisas eleitorais fraudulentas, urnas eletrônicas inauditáveis e apurações secretas, caracterizando-se portanto numa falsa democracia.
    Pense nisso.
  • Victor  27/10/2017 17:42
    Luiz Moran agradeço a resposta.
    Você está fazendo um exercício de suposição amenizando a parcela de culpa de uma população que nunca foi muito liberal, na Venezuela as pessoas, ao contrário deste artigo, não estão protestando contra o socialismo e sim contra o Maduro, a maior parte do povo venezuelano ainda está esperando o paraíso socialista prometido por Chávez e, segundo os venezuelanos médios, deturpado por Maduro que enganou a população e está roubando tudo para si, família e amigos.
    Tive a felicidade de frequentar tal país durante muito tempo, descomunalmente belo, e constatei esse ambiente, politicamente os venezuelanos apoiam socialismo, SO-CI-A-LIS-MO com todas as letras, bem diferente do Brasil onde este aparece na opinião política da população maquiado de coletivismo e estatismo, na Argentina de peronismo e Peru senderismo.
    Pessoalmente considero a Venezuela socialista bem aqui em nosso continente uma dádiva. Agora que temos países na região com razoável PIB per capita como Chile e Uruguay e países bem mais modestos crescendo de forma razoável graças à reformas econômicas liberalizantes como Peru, Colômbia e Paraguay. A Venezuela é o exemplo perfeito do que não fazer, e ela não pode melhorar, tem que ficar alí como uma zumbi, putrefata e escancarada para todos verem e ótimos artigos como este serem difundidos com frequência.

  • Luiz Moran  28/10/2017 10:07
    Victor, não há o que se concluir quando se trata de FRAUDE eleitoral e apoio explícito da Rússia de Putin ao assassino bolivariano.
    Quanto ao Brasil, a mentalidade da maioria dos brasileiros é marxista e adora um Estado-babá, portanto somo SIM (e infelizmente) uma Nação socialista.
  • Igor  01/11/2017 14:51
    " Tive a felicidade de frequentar tal país durante muito tempo, descomunalmente belo, e constatei esse ambiente, politicamente os venezuelanos apoiam socialismo, SO-CI-A-LIS-MO com todas as letras, bem diferente do Brasil onde este aparece na opinião política da população maquiado de coletivismo e estatismo, na Argentina de peronismo e Peru senderismo."

    Se assim fosse, Hugo Chávez não teria sofrido tão forte oposição logo no seu primeiro mandato. Quem dirá a tentativa de golpe...

    Não dá para ter uma resposta objetiva sobre a Venezuela. A sua afirmação de que os venezuelanos apóiam o socialismo é tão exercício de suposição quanto do Luiz – sendo que o dele é baseado em acusações formais.

    Já no primeiro mandato de Chávez houve alteração forte da Constituição através de uma manobra política para criar um superpoder do executivo. Em seguida, começou o fechamento de emissoras de televisão. Houve cerceamento à imprensa – principalmente jornais. O governo armou milícias como forma de patrulhamento popular – inclusive matando pessoas. Houve a instituição de círculos bolivarianos (a qual tive oportunidade de conhecer pessoalmente – sim, já fui à Venezuela também, e como militante político de esquerda na época) como forma de controle em comunidades pobres através propagandas governamentais, inibição de reais demandas populares e falsa legitimação do governo. Chávez sempre contou com forte apoio militar, e ainda conseguiu unificar o judiciário a seu favor – o TSJ se trasnformou literalmente em um tribunal bolivariano. E o único poder com possível capacidade de oposição, o legislativo, foi neutralizado.

    Com forte aparelhamento das instituições públicas e populares, força armada contra vozes destoantes, e com um legislativo sem poder, como você pode afirmar que o povo venezuelano apóia o socialismo? A ingenuidade – com todo respeito – de sua constatação é a mesma que afirmar que os cubanos apóiam o regime, ou os norte-coreanos choram por seu ditador: se a pessoa não estiver sorrindo na foto, vai ter sérios problemas com o governo!

    Aqui no Brasil o socialismo também é bem forte. Aliás, aqui o socialismo é presente em boa parte de nossa história contemporânea. A esquerda brasileira é quase toda marxista – até a social-democracia segue Marx aqui no Brasil, diferente do que acontece na Europa. Até mesmo quem não é socialista acaba seguindo, inconscientemente, preceitos impostos pelos marxistas, ora se voltando contra o capitalismo, ora dando mais importância ao coletivo e a igualdade do que a liberdade individual. O que diferencia o nosso socialismo (que é apoiado abertamente, e não "maquiado" de coletivismo e estatismo) do de lá é o estágio avançado da guerra de posições - [i]estratégia gramscista[/i}. Na Venezuela, Chávez demorou um único mandato para fazer mais do que Lula e Dilma (e os partidos que compõe sua linha auxiliar) em toda dinastia do PT. Isto chegou a ser alvo de crítica da própria militância da esquerda tupiniquim contra Lula e o PT.

    Por isto você observou mais "apoio" ao socialismo lá do que aqui. Enquanto no Brasil eu posso falar sem medo que sou contra o socialismo, e dizer abertamente que não votei na esquerda, se lá você começar a fazer isto... é bem capaz de entrar na estatística de violações de direitos humanos, que diversas organizações internacionais já denunciaram! Isto se não sumir misteriosamente...
  • Victor  01/11/2017 15:41
    Igor agradeço a resposta.
    Há uma parte fundamental do meu comentário anterior que ficou de fora da sua análise, transcrevo para você:

    "...na Venezuela as pessoas, ao contrário deste artigo, não estão protestando contra o socialismo e sim contra o Maduro, a maior parte do povo venezuelano ainda está esperando o paraíso socialista prometido por Chávez e, segundo os venezuelanos médios, deturpado por Maduro que enganou a população e está roubando tudo para si, família e amigos."

    Se quer ouvir com seus próprios ouvidos venezuelanos comuns pedindo socialismo e por motivos óbvios tem medo de visitar a Venezuela, faça uma agradável viagem a Lima no Peru, em seu centro histórico há centenas de venezuelanos vendendo suas tradicionais arepas, se puxar conversa 8 em 10 vão falar que o socialismo de Chavez era bom e que Maduro estragou tudo.
    Aqui no Brasil ainda não vi senhoras que vendem salgado e pessoas comuns que têm um emprego, criam seus filhos na fé cristã, motoristas de uber e que não vivem do aparato estatal defenderem tal sistema, você já viu?

    "Não dá para ter uma resposta objetiva sobre a Venezuela. A sua afirmação de que os venezuelanos apóiam o socialismo é tão exercício de suposição quanto do Luiz – sendo que o dele é baseado em acusações formais."

    Esta resposta ao Luiz fiquei devendo, por conhecer bem a Venezuela deveria ter explicado muito melhor, a dureza da realizada das eleições venezuelanas entre chavismo e a oposição, é como se no Brasil as eleições fossem disputadas entre PT x PSOL. Pessoalmente também acredito que as eleições foram fraudadas, mas sejamos práticos, eleger socialista radical uma única vez é mais que suficiente para arrebentar democraticamente, economicamente e moralmente qualquer nação por décadas, se a população fez isso por inocência ou ignorância pouco importa, elegeram seu livre direito de escolha, o sistema democrático não é capaz de parar a ameaça vermelha.
  • Igor  01/11/2017 23:26
    Oi Victor, tudo bem?

    Eu não conheço a Venezuela tão bem como você (acho que deve ter morado lá), mas conheço tanto a Venezuela quanto alguns venezuelanos. E como moro na capital fluminense, cidade que recebe estrangeiros do mundo inteiro (principalmente na zona sul, onde resido), já tive papo com venezuelanos visitando o Brasil.

    Com exceção de um bolivariano que conheci em uma palestra para militantes de esquerda, muitos anos atrás, e alguns militantes venezuelanos que conheci quando fui à Venezuela a primeira vez, desconheço quem aprova o regime. No máximo, conheci pessoas que não associam o governo ao socialismo (como no Brasil acontecia isto com o PT), e que elogiavam porque o país estava — na época — com "boa" (artificial) condição econômica.

    Não sei se você conhece bem a história de Hugo Chávez, mas ele só foi conhecer Gramsci depois de ser solto pela tentativa de golpe ("revolução") na década de 90. Ao contrário do Brasil, que praticamente todos os partidos de esquerda seguem a literatura gramsciana desde a década de 80. Chávez sequer veio de uma vertente genuinamente socialista: ele era bolivariano. E o bolivarianismo, ao contrário que se prega aí na internet, não tem origem socialista, mas sim foi cooptado pelos marxistas (como o que acontece com o Keynesianismo no Brasil). E é da tradição bolivariana que o povo se espelha, e não no socialismo em si.

    Ademais, se você pesquisar os regimes socialistas pelo mundo, concluirá que nunca o apoio popular é maciço. Tanto que o citado Gramsci observa que há necessidade de infiltração nas instituições civis em busca de um consenso da classe operária (trabalhadora/proletária), sabendo que o socialismo está longe de ser majoritário. O máximo de apoio popular que você observa são nos candidatos com comportamento social-democrata, que prometem ser moderados e seguir políticas econômicas consideradas "corretas". E o que Chávez fez? Prometeu manter a política econômica do seu sucessor (Rafael Caldera), fazer reformas sociais e não fazer revolução — igual a Lula em 2002. Se comportou como um social-democrata, fez um pebliscito com caráter popular assim que chegou no poder, alterou a Constituição e... pimba: começou a armar sua perpetuação no poder! Fez aquilo o que disse acima.

    E aqui, finalizando, volto ao que falei: o povo não apóia maciçamente o socialismo. Muitos sequer sabem o que é direito — como no Brasil. O povo é coagido a "gostar" do governo (e isto era facilitado em tempos de economia sem crise), sob pena de ser perseguido, preso, torturado e/ou morto. Talvez seja isto que você não tenha observado em sua vasta experiência na Venezuela, e que eu passei a observar depois que abandonei o marxismo — e passei a ser contra. É igual quando fui à Cuba: o medo de se opor é tão grande que as pessoas acreditam piamente que o povo apóia o regime socialista e seus líderes, mas basta sair da zona de conforto e criar confiança que você observa uma situação muito diferente do que aparenta.

    Ah, já ia me esquecendo: é normal o povo se rebelar contra o líder, ao invés de contra o regime diretamente. A revolta do povo é contra Maduro, mas também tudo o que ele representa — e hoje é violência, miséria, fome e mortes —, ou seja, o socialismo bolivariano!

    Bom feriado!
  • Felipe Lange  16/01/2018 22:17
    Muito bom comentário.
  • Gabriel Batista  27/10/2017 14:27
    Muito esclarecedor o texto, gostaria se possível de um auxílio, como eu poderia, dado um certo país, analisar sua economia, Brasil por exemplo, sei que vivemos em um corporativismo, mas como analisar isso? se um país é rico porque ele é rico? se ele é pobre porque ele é pobre?

    Sei que quanto mais liberdade de mercado tivermos mais riquezas vamos gerar, mas como determinar que temos mais liberdade de mercado?

    obrigado.
  • Tanure  27/10/2017 14:38
    a) Carga tributária sobre empresas e empreendedores
    b) complexidade da burocracia
    c) facilidade de empreender (o que inclui quão rígidas são as leis trabalhistas)
    d) total dos gastos do governo (e em que ele gasta)
    e) quantidade de empresas que recebem subsídios e empréstimos subsidiados via bancos estatais
    f) alíquota das tarifas de importação
    g) quantidade de agências reguladoras (quanto mais agências reguladoras, mais cartelizado e fechado é um mercado)
    h) facilidade de empreender em um determinado mercado (se há agências reguladoras, é praticamente proibido entrar concorrência ali)
    i) imparcialidade do sistema judiciário

    Sobre o que torna países ricos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2665
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956
  • Gabriel Batista  27/10/2017 14:53
    Obrigado Tamure vou ler os arquivos lincados e procurar os demais que vc sitou.
  • carcará  27/10/2017 15:22
    Talvez isso possa ajudá-lo: www.heritage.org/index/

    Explore os indicadores de cada país, tire suas conclusões e use-as como ponto de partida de sua pesquisa.
  • Pobre Paulista  27/10/2017 15:40
    Deturmaram Marx S/A
  • Citan  27/10/2017 15:47
    Quando vejo na internet jovens universitários bananenses dançando e cantando comemorando o governo de Nicolas Maduro ("Sou do levante, tô com Maduro"), imediatamente me torno seguidor ardoroso de Hans-Hermman Hoppe:

    "Não pode haver tolerância para com comunistas em uma ordem social libertária. Eles terão de ser fisicamente removidos e expulsos da sociedade."
  • Sindicalista  27/10/2017 15:49
    Mas pelo menos a Venezuela é uma nação igualitária.
  • anônimo  05/11/2017 01:03
    Sim Sim igualitários na miséria...
  • Vinicius Costa  27/10/2017 15:50
    Sempre lembrando que os defensores deste modelo aqui no Brasil podem voltar ao poder em janeiro de 2019. Aliás, o mais fervoroso defensor, o senhor Guilherme Boulos, já é o candidato oficial do PSOL.
  • Vladimir  27/10/2017 16:03
    Essa é uma dúvida minha. Defender socialismo não é mesma coisa que ameaçar agredir as pessoas? Não violaria o PNA?
  • William  27/10/2017 16:12
    Sim. Idéias não existem no vazio. Quem tem idéias quer colocá-las em prática, não importa o quão ruim elas sejam. Se alguém está com a idéia de me escravizar, essa pessoa não precisa receber contra-argumentos, mas sim uma bala na cuca.

    Como explicou o George Reisman, o socialismo necessariamente requer métodos brutais para ser implantado.

    A única maneira de o socialismo realmente ser implantado por meios pacíficos seria com os donos de propriedade voluntariamente doando sua propriedade ao estado socialista.

    Porém, se o socialismo tivesse de esperar que os donos de propriedade doassem voluntariamente sua propriedade para o estado, este certamente teria de esperar para sempre. Logo, se o socialismo tem de ser implantado, então ele só pode existir por meio da força — e força aplicada em escala maciça, contra toda a propriedade privada.

    Nessas circunstâncias, os donos de propriedade irão quase que certamente resistir e tentar defender seus direitos — pela força, se necessário —, e estariam totalmente corretos em agir assim.

    Por isso, todo socialista defende desarmamento. Eles sabem que têm de ir a campo e roubar toda a propriedade dos homens. E sabem também que, se quiserem ser bem sucedidos nessa empreitada, é melhor irem armados e preparados para matar os donos de propriedade, os quais certamente tentarão defender seus direitos. Daí a importância de se desarmar a população.
  • Vinicius Costa  27/10/2017 15:53
    Jamais se esqueçam desta que tem tudo para ser a maior pérola da história da internet brasileira, quiçá mundial:

    Venezuela: o socialismo que deu certo
  • Lel  27/10/2017 22:27
    Rivalizando fortemente com esse:

    https://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/02/27/o-capitalismo-de-estado-venceu-e-melhorou-a-vida-do-pobre
  • Francisco  27/10/2017 15:59
    "E, como o governo está no completo controle da situação (acima de tudo, ele possui o monopólio das armas), não há nada que as pessoas possam fazer quanto a isso, o que torna a situação ainda pior."

    Eis aí o principal motivo do desarmamento tão defendido pela esquerda. Nunca teve nada a ver com segurança pública, mas sim com o controla da população. A esquerda não é contra armas. Ela é contra os civis terem armas. Mas totalmente a favor de o governo (controlado por ela) ter todas as armas existentes.

    Uma população desarmada jamais conseguirá organizar um levante contra esses vagabundos vermelhos.
  • Andre  27/10/2017 16:02
    A Venezuela já superou Cuba, Congo e Zimbábue e Eritréia em termos de socialismo:

    www.heritage.org/index/ranking

    Agora no pódio ela está em segundo lugar, atrás apenas da Coreia do Norte.

    Eis o pódio, em ordem crescente de socialismo:

    Cuba
    Venezuela
    Coreia do Norte

    Cansado de ter problemas capitalistas? Vá para um desses três países e esse problemas não lhe incomodarão mais. E aproveita que a Venezuela é pertinho.
  • Renegado  27/10/2017 17:48
    E todos eles são o paraíso na Terra. Todos seguem os princípios de igualdade social. Por exemplo, em Cuba, cerca de 99,8% das pessoas são alfabetizadas. Infelizmente nem todas tem emprego por lá, mas isso é um mero detalhe. É muito melhor ser um intelectual estudado e não ter emprego do que alguém com comida na mesa e totalmente ignorante.
    Já na Venezuela dizem que não há nem sequer papel higiênico feito por empresas capitalistas opressoras (pleonasmo). Por outro lado, há centenas de goiabeiras (entre outras) para que o povo possa limpar o rabo igualitariamente. Não há nada mais ecologicamente correto e democrático que isso, pois não é necessário derrubar nenhuma árvore para este fim e se alguém não gosta da sensação causada pela folha de goiabeira, o mesmo poderá substituir esta pela folha de bananeira por exemplo. Outro ponto muito importante: as folhas de goiabeira (e outras) com a "sujeira" derivada da limpeza, podem agora ser usadas como excelente adubo nas plantações da Venezuela, contribuindo desta forma, para o equilíbrio ecológico e diminuindo o lucro de empresas opressoras fabricantes de adubos em geral e minimizando, desta forma, o impacto no aquecimento global.
    Ouvi dizer que com uma folha de bananeira grande, é possível limpar as "partes baixas" de uma família média por uma semana. Muito bom. Pais e filhos usando inclusive a mesma folha de bananeira, não há maior símbolo de igualdade do que este.
    Já na coreia do norte, as habilidades de canto deste povo em questão já se fazem perceber desde jovens. Com 5 anos de idade, uma criança já tem decorado e muito bem afinado o vasto repertório musical existente neste país (aproximadamente 10).
    Com um sorriso no rosto, todo dia ao acordarem, essas criança cantam todo o repertório musical da coreia do norte, onde, em comum em todas as letras destas músicas, é a admiração que as crianças tem pelo seu governador Kim Jong-un e seus antecessores.
    A fonte de toda alegria e felicidade destas crianças tem sido um mistério por décadas o que levantou a curiosidade de pesquisadores norte coreanos. As pesquisas mais recentes tem sugerido que toda essa euforia é devida a vasta riqueza nutricional deste país. Pois a base alimentar adotada pela coreia do norte tem sido as algas marinhas. Estas vastamente encontradas nas areias das praias, caíram no gosto da população, onde uma variedade de pratos, entre eles: algas ao molho, algas ao vapor e algas in natura são os preferidos da população. No entanto, no aniversário do senhor Kim Jong-un, os habitantes locais se dão ao luxo de prepararem o famoso prato de algas marinhas a milanesa que também é muito apreciado no âmbito internacional.
    Podemos concluir que apesar de algumas ressalvas, todos estes países são exemplos de igualdade, consciência social e preocupação ambiental.
    É bem verdade que alguns vão dizer que nestes países todos são igualmente fudidos, mas é como dizem, um copo pode estar meio cheio ou meio vazio, dependendo do ponto de vista. Para estes povos, o copo parece estar sempre meio cheio....
  • Vinicius Aita  30/10/2017 19:54
    Ei! Esse espaço é do Capital Imoral!
  • Sensato  16/01/2018 16:47
    Zimbabwe é o paraíso Keynesiano.

    Possui uma carga tributária maior que todos os países nórdicos graças à impressão desenfreada de dinheiro e dívidas do governo.

    Acho que nenhum país na história levou o Keynesianismo tão a sério como o Zimbábue.
  • anônimo  17/01/2018 10:28
    Queria saber o motivo dos austríacos não darem tanta atenção para o Zimbábue como estão dando para a Venezuela.
    A Venezuela não é o paraíso socialista porque ainda há propriedade privada. Mas o Zimbábue é o paraíso keynesiano, tudo o que os keynesianos pregam é feito à risca no Zimbábue.
    Os políticos geralmente interrompem as políticas keynesianas quando percebem que o país está indo pro brejo, mas em nenhun momento esse foi o caso do Zimbábue.
  • Sandro Medeiros  27/10/2017 16:15
    Parabéns pelo texto!

    Eu fico particularmente feliz pelas citações ao livro de F. Hayek, pois foi justamente sua obra "O Caminho da Servidão" que abriu os meus olhos para o tanto de doutrinação e manipulação a que eu estava sendo submetido, sem perceber. Se antes eu era simpático ao socialismo e à utopia do comunismo, e mesmo alguma coisa no meu íntimo me incomodando, tentando me dizer que havia algo errado com aquilo mas que eu não sabia o que era, somente após a leitura desse livro (que só tomei conhecimento de sua existência acidentalmente, via Internet, pois era praticamente impossível tal tipo de obra ter qualquer divulgação em meu ambiente de convivência) pude realmente vislumbrar a realidade e a verdade dos fatos. E aquilo foi um choque para mim!

    Hoje comparo o ato de ler a obra de F. Hayek, e o livro "As 6 lições" de Mises, e alguns trabalhos de Milton Friedman, como o ato de tomar a pílula vermelha de Matrix! A sensação de retomar a minha liberdade de escolha é algo por demais precioso, do qual não mais abrirei mão.

    Continuem com o bom trabalho!
  • Típico Filósofo da Unicamp  27/10/2017 16:24
    Em seu ímpeto reacionário, os neoliberais fascistas apressam-se em narrar a situação do povo venezuelano e a conspiração da CIA contra a felicidade advinda dos programas sociais de Maduro. Como sempre defensor do povo, sacrifico-me ao ousar refutar as críticas maliciosas dos autores, que ostentaram neste artigo o absurdo de afirmar que é o povo que sofre com a escassez gerada pelos controles de preço ao invés do grande capital e das oligarquias internacionais.

    - Explicando a infame questão do papel higiênico: O ato de 'defecar' é essencial para a manutenção da conjuntura capitalista sob uma perspectiva marxista-polilógica, pois aliena o trabalhador da condição de exploração em que vive ao expô-lo a um trono produzido industrialmente (visando a burguesia prendê-lo às condições de produção, como explicado genialmente pela Escola de Frankfurt), onde ele é torturado pelos alimentos que consumiu, incapaz de refletir e lutar pela justiça social.

    O fim da luta de classes trará alterações inevitáveis não só no psicológico do proletariado como também em seu corpo. Enquanto no sistema capitalista o proletariado é forçado a eliminar grande parte dos alimentos consumidos, de modo a demandar mais alimentos (e gerar mais lucros à burguesia agrária e à do mercado de produtos higiênicos), no sistema socialista será mera questão de tempo para que os velhos hábitos impostos pela burguesia sejam exclusivamente contemplados pelos livros de biologia.

    Como explicado por Trotsky e Marx, o fim da luta de classes com a ascensão do proletariado inevitavelmente tornará ilimitada a capacidade física e intelectual do proletário, fazendo-o não mais protestar pelas futilidades antes impostas pela sociedade burguesa, como o 'papel higiênico', retomando a sociedade ao belo passado bucólico quando não era necessário sentir-se oprimido por seus desejos orgânicos e bastava jogá-los pela janela. A Venezuela enfrenta um processo de mudança necessário e em breve, o proletariado esquecerá do hábito imposto pela burguesia neoliberal a seu povo.

    - O "gás verde": Sendo a Venezuela uma produtora de petróleo, é mister que Maduro esteja preocupado em limpar sua imagem perante a vanguarda revolucionária fabiana ambientalista, utilizando de gás verde para apaziguar as multidões pagas pela CIA para oporem-se ao regime, criado de uma belíssima forma simbólica, uma 'paz verde' (Greenpeace).

    - Os "saques" aos supermercados: Trata-se de pura restituição de mais-valia não consolidada. Quando as elites contratam trabalhadores para aumentarem seu lucro, os neoliberais reacionários maliciosamente se omitem; porém quando estes vão às suas lojas, quebram as vidraças e trazem os bens produzidos para casa ao ponto de que não mais haverá contratações (ou seja, fim da exploração do povo venezuelano), os neoliberais reacionários chamam de "saque". Trata-se de apenas um exemplo da luta de classes em ação, impedindo os autores burgueses de enxergar a libertação do povo.

    - A "inflação galopante" venezuelana: O senhor Maduro está mais do que correto: se os índices de preço estão fixos, é simplesmente impossível que esteja ocorrendo uma inflação (aumento de preços). Na verdade, o que está a ocorrer na Venezuela é uma deflação, pois a burguesia unida à CIA deseja entesourar sua riqueza, abdicando no curto prazo de sua própria alimentação, energia e sustento para que o proletariado não triunfe na Venezuela; daí o aumento de mais de 1.000 vezes na quantidade de dinheiro em circulação no país, trata-se de uma imprescindível ação do estado para manter de pé a demanda agregada perante uma armadilha de liquidez da burguesia e uma conspiração do capital internacional.

    - "Apagões" na Venezuela: Trata-se de mais um exemplo do paradoxo da luta de classes em ação: apenas os reacionários sentem os apagões enquanto os trabalhadores estão nas ruas a festejar as conquistas sociais do país por ordem do Ministério da Suprema Felicidade Social, eventualmente entrando em conflito com os agentes da CIA a enfrentar a revolução.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    O autor verdadeiramente extrapolou em suas "acusações" contra o Bolivarianismo neste artigo, chegando, data venia, ao ridículo. Recomendo que venha à Unicamp como estudante e tome um curso de ciências sociais para que aprenda como de fato funciona o mundo.
  • Victor Magno  27/10/2017 18:31
    Seu texto é bizarro.

    Explicando a infame questão do papel higiênico: Isto é paranormal, diria ate uma evolução instantânea, nega algumas teorias quase comprovadas de Darwin. Você quer dizer então que no fim da luta de classes o corpo humano vai se desenvolver a ponto de não precisar mais "cagar" porque o corpo só joga o alimento fora, para poder consumir mais e fortalecer o capitalismo.
    Logo se não "cagamos", não precisamos de papel. Faz sentido!
    ...E se for verdade, os porcos capitalistas são Deuses que criaram a raça humana só para consumir seus produtos.

    O "gás verde" Venezuela se recusou a assinar vários documentos ambientalistas mesmo antes de Maduro, e hoje sequer são convidados para estas convenções. A poluição diminui de fato, mas em mesmo ritmo que a pobreza.

    Os "saques" aos supermercados Supondo que deixe o povo venezuelano se libertar dos opressores. Quem vai levar comida ate eles, o governo. Dado ao fato que o governo esta racionando. Maduro continua gordo!

    A "inflação galopante" venezuelana Nem intendi o que quis dizer nesta. Mas porque a burguesia não sai da Venezuela ao invés de abdicar de sua riqueza para prejudicar nosso rei Maduro? Nunca saberemos, será que é porque seus bens estão expropriados pela ditadura.

    "Apagões" na Venezuela Este vive no mundo da fantasia. Existe inclusive um paradoxo. Os trabalhadores saem para festejar - supondo que por espontâneo vontade - porque o "Ministério da Suprema Felicidade Social" precisa dar uma ordem e apagar as luzes?

    O autor verdadeiramente extrapolou em suas "acusações" contra o Mises.org e seu argumento neste texto, chegando, data venia, ao ridículo. Inclusiva quando diz que o sistema digestório e o cú são apenas para a exploração burguesa, e ainda diz que a biologia vai ficar apenas nos livros após a revolução.
    Venezuela esta tão ruim que ate os defensores do socialismo, estão negando ela.

    O autor que não revela seu nome, ao contrario de todos os outros comentaristas. Mas deixou uma dica de qual ´faculdade não escolher.
    UNICAMP ensinando os indivíduos a ignorar os fatos, a ciência e a biologia.
  • robson santos  27/10/2017 20:32
    filho, qual a marca do seu pára-quedas?
  • Daniel   30/10/2017 13:51
    Sério que vocês não perceberam que esse texto é uma piada? Olha o título de usuário do desinfeliz. "Típico Filósofo da Unicamp".
  • anônimo  30/10/2017 16:05
    Acho que você não soube diferenciar quem respondeu quem.. Mas isso talvez seja culpa da falta de um bom sistema de comentários por aqui, que há tempos alguns já pediram. Existe o Disqus por exemplo. Seria extraordinário num site de altíssimo nível como esse.
  • anônimo  27/10/2017 18:42
    Os socialistas querem a liberdade para entrar na nossa casa, sentar no nosso sofá e tomar a nossa cerveja.

    Essa é a liberdade que eles querem.
  • Elimar  27/10/2017 21:15
    O interessante é que os socialistas em seus argumentos nunca confrontam o capitalismo ou, melhor dizendo, o liberalismo de verdade, como o apresentado no artigo.

    O inimigo é sempre o neoliberalismo, ou o imperialismo yankee, ou o capital internacional.

    Eu penso que a primeira regra para se acreditar no socialismo seja saber enganar a si mesmo. Depois de tantos fracassos, essa é a única explicação plausível.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/10/2017 23:09
    Leandro, você pode me explicar o que causou a crise asiática de 1997?
  • Substituto  28/10/2017 00:28
    Taxas de câmbio atreladas via Banco Central em vez de fixas via Currency Board.

    Artigo inteiro explicando por que tal arranjo é propenso ao colapso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Felipe Lange S. B. S.  27/10/2017 23:51
    Leandro, vou te encher o saco de novo, é que eu gostaria de refutar esses trechos que peguei de uma apostila de cursinho minha (sobre a situação econômica do Japão):

    "[...]Em 2001, ocorreu queda nas exportações e consumo interno, além do aumento do desemprego. O período é marcado pela deflação, ou seja, queda generalizada de preços causada pela redução do consumo. A economia começa a se recuperar a partir de 2002, quando se implanta políticas de desregulação econômica, cortes nos gastos públicos e privatizações.

    Em 2006, o Japão sai do período de quase dez anos de deflação.

    Em 2008, com a crise mundial, o Japão é um dos mais afetados por depender basicamente de suas exportações, principalmente para os EUA.

    Em 2010, o governo japonês intervém na cotação do iene, favorecendo as exportações.

    O Japão é empurrado para outra recessão, em 2011, agravando a dívida pública, devido a um grande terremoto, seguido de um tsunami, que destruíram indústrias, afetando setores vitais como o automobilismo e o eletroeletrônico. Para reconstruir as áreas afetadas pelo terremoto, aumenta a dívida japonesa que ultrapassa 230% do PIB do Japão.

    Em 2011, a redução do fornecimento de eletricidade, após a desativação temporária das usinas nucleares empurra a economia para recessão.

    Em 2012, o gasto extra com importação de petróleo e gás para substituir a geração de energia nuclear e a redução do comércio com a China, por causa das disputas pelas ilhas SENKAKU afetam a economia do Japão. O acirramento, em 2012, pela disputa das ilhas SENKAKU deve-se à presença de petróleo e gás. O Japão disputa, em 2012, com a Coreia do Sul DOKDO e TAKESHIMA."


    Se puder me ajudar eu agradeço.
  • Felipe Lange S. B. S.  28/10/2017 01:23
    Mas e quanto aos anos de 2001, 2006, 2008, 2010, 2011 e 2012? Houve políticas de desestatização e cortes de gastos?
  • Ninguem Apenas  28/10/2017 20:10
    Leandro,

    Já li nos seus artigos do IMB que o câmbio atrelado leva a um descasamento entre política monetária e cambial e que isso leva o arranjo a um colapso no longo prazo.

    Mas é possível manter essa política no longo prazo de alguma forma? Como Cingapura conseguiu? Lá opera um regime de cambio atrelado em relação a uma cesta de moedas, não?
  • Leandro  28/10/2017 21:29
    Sim, mas só é possível com imensa disciplina fiscal e monetária, e economia extremamente aberta.

    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=364
  • Ninguem Apenas  29/10/2017 14:46
    Opa, vlw Leandro k

  • anônimo  29/10/2017 01:12
    Acho que Cingapura não fez só isso.

    A propriedade privada é defendida com radicalismo em Cingapura.

    Um furto de um produto em um mercado pode gerar 7 anos de cadeia.

    Jogar lixo na rua paga multa de 1.200 dólares.

    Comer ou beber no metrô de Cingapura é multa de 400 Dólares.

    Pescar na Marina Bay paga multa de 3.000 dólares.

    Ou seja, a defesa da propriedade privada e pública é radical.

    O resultado foi bancos e casas de câmbio sem nenhuma parede blindada.
  • Cliente do Uber  29/10/2017 11:30
    Infelizmente, nossos amigos anarcomiguxos não perceberam que nós temos que expropriar o estado das mãos dos socialistas.

    O capitalismo já existe. A nossa missão é combater o mal, os bandidos, os assassinos, os expropriadores, etc.

    Se o estado está sendo usados pelos socialistas, pelos bandidos e por pessoas ruins, por que o estado não pode ser usado para defender o capitalismo, a paz e a liberdade ?

    O estado pode ser dominado por qualquer grupo, até mesmo pelas pessoas honestas, capitalistas, pacíficas, etc.

    O bem não fez nada, por isso o mal dominou o estado.

  • saoPaulo  06/11/2017 16:04
    Se o estado está sendo usados pelos socialistas, pelos bandidos e por pessoas ruins, por que o estado não pode ser usado para defender o capitalismo, a paz e a liberdade ?
    Pois então explique para seu amiguinho anarcomiguxo aqui como o estado seria "usado para defender o capitalismo, a paz e a liberdade".
    Esse mesmo estado composto por políticos mitomaníacos e sedentos por poder, que vencem eleições prometendo coisas de graça (socialismo), retroalimentando e expandindo o ciclo anti-capitalista.
    Seu comentário foi tão surreal quanto dizer que podemos usar o PCC para lutar contra o uso de drogas.
    E ainda somos nós anarcocapitalistas que somos adolescentes estúpidos merecedores do rótulo miguxos...
  • Mr Richards  29/10/2017 21:41
    "Em seu livro O Caminho da Servidão, Friedrich Hayek aniquila a ideia de que é possível o estado controlar a economia sem que isso gere tirania e perda das liberdades individuais."

    É como eu sempre digo que o brasileiro têm mentalidade de escravo, que sonha em liberdade. O pensamento escravista brasileiro é baseado na onipotência e onipresença do estado para regular tudo e todos no território nacional, mas ao mesmo tempo sonha em ter liberdade. Ora isso é totalmente nonsense, ou você defende a liberdade ou a onipresença do estado.

    Fato é que o brasileiro não sabe o que é liberdade. Assim como nunca tiveram.
  • anônimo  30/10/2017 11:22
    A esquerda brasileira acha que está em 1917. Tem muita gente que não entende que o muro caiu.

    A esquerda brasileira é marxista, estatizante, igualitária, etc. Eles defendem tudo que deu errado e causou mais de 100 milhões de mortes.

    O socialismo e o comunismo são motivos de piada em muitos países, mas aqui conseguiu um monte de apoiadores.

    O marxismo ainda existe em muitos países, mas de forma manipulada, obscura, com fake news, etc. Aqui os caras tem orgulho em dizer que são marxistas.

    O debate se tornou impossível, porque não tem como discutir com que quer destruir o sistema capitalista. É perda de tempo discutir com petistas, psolistas, comunistas, etc.

    Enquanto a esquerda de muitos países aceitou o capitalismo, nossa esquerda parece que gosta de destruir o capitalismo.


  • Daniel   30/10/2017 13:18
    Nessas horas dá saudade do Pablo Escobar. Já pensou, ele invadindo a Venezuela com seus capangas para sentar o chumbo nos guardas estatais venezuelanos, e depois transformar a Venezuela num próspero produtor de cocaína enquanto compra o apoio da população com suas caridades costumeiras?

    Seria lindo.
  • Anti-estado  30/10/2017 18:18
    ¿Qué es esto, hermano?
  • Vinicius Aita  30/10/2017 20:12
    Que visão!
    Imagina a quantidade de riqueza que iria gerar um país que produzisse drogas legalmente, vulgo sem perseguição nem impostos.
  • João Guilherme  30/10/2017 21:24
    A Venezuela viveu poucos ou nem um momento de estabilidade econômica, não sei como seria esse país se o estado não fosse socialista, mas não vejo, caso fosse qualquer um dos governos anteriores, uma situação melhor. Estamos falando de uma completa especulação histórica e que deve ser evitada.
  • Rodrigo  31/10/2017 09:58
    Se vc acha que ter comida não é melhor que não ter ok.
  • Ultra-conservador  31/10/2017 10:47
    O artigo é bom, mas não foi escrito por um especialista em marxismo.

    O artigo parou exatamente na realidade, onde os ditadores socialistas nunca largam o osso.

    Os socialistas acabam gostando do dinheiro e do poder, e nunca entram no comunismo.

    No final das contas, os socialistas só querem que os capitalistas comam as sobras dos pratos deles.

    A liberdade nunca vem pelo socialismo, porque os "camaradas" só querem mandar, doutrinar, expropriar, etc. A maioria dos socialistas só quer mandar nas pessoas e a "liberdade" do comunismo nunca chega.
  • Primo  05/11/2017 17:32
    "É impossível haver socialismo e liberdade - como nos mostra a Venezuela. Esqueça os slogans descolados. Socialismo é escravidão"

    Ok, mas temos que concordar que também é impossível haver capitalismo e liberdade. Logo, chegamos a conclusão que o termo liberdade é apenas uma palavra cunhada que está vinculada ao raciocínio humano da argumentacão e não tem qualquer relação com as escolhas práticas do dia a dia.
  • Tio  05/11/2017 23:06
    "Ok, mas temos que concordar que também é impossível haver capitalismo e liberdade."

    Ué, apresente seus argumentos. Cadê eles?

    No capitalismo, você tem a liberdade de fazer o que quiser, desde que, é claro, isso não implique a escravidão alheia.

    Você tem a liberdade de trabalhar naquilo que quer e de consumir o que quiser (exceto aquilo que é proibido por políticos, o que nada tem a ver com capitalismo), desde que em troca crie valor para terceiros. Nada pode ser mais ético e moral do que isso.

    Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá a liberdade de ter e consumir o que quiser. Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, então você realmente não tem serventia nenhuma. Consequentemente, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    No capitalismo, sua liberdade é proporcional ao valor que você cria para terceiros. Se você é um bosta, então não há por que ter livre acesso aos bens e serviços que outros indivíduos trabalharam duro para criar. Isso seria o ápice da imoralidade.

    Artigos para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2194

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1468
  • Júlio   05/11/2017 23:16
    "Ain, não posso viajar de graça pra Europa, nem ficar de graça num hotel 5 estrelas e nem comer de graça nos melhores restaurantes. Eis a prova de que não há liberdade no capitalismo!"

    O argumento é sempre - sempre! - alguma variante do raciocínio acima. Ou seja, para essa gente, não poder escravizar terceiros -- obrigando-os nos servir de graça, a nos transportar de graça, a nos dar mordomias de graça, e a nós alimentar de graça -- é a prova suprema de que não há liberdade no capitalismo!

    Eis aí a novilíngua orwelliana: escravizar os outros é liberdade, ao passo que não poder escravizar os outros (e remunerá-los de acordo) é ausência de liberdade.
  • Felipe Lange  16/01/2018 22:21
    É fato. É o típico discurso de vagabundos que acham que os outros são obrigados a se sacrificar por eles. O socialismo é um discurso de vagabundos, ladrões e bandidos de todo tipo.
  • Primo  07/11/2017 14:47
    Tio, os argumentos estão no seu próprio comentário. Você usa a palavra liberdade sempre seguida de inúmeros condicionais. No socialismo você terá liberdade se seguir as ordens do líder, apenas uma condicional. No capitalismo você terá liberdade se atender o desejo do mercado, se não interferir na liberdade de terceiros, se trabalhar muito, se tiver dinheiro, se o dinheiro valer alguma coisa e se ....
    A liberdade com inúmeras restrições não é liberdade é marketing agressivo.
    Amanhã você será livre, mas amanhã já é hoje e amanhã fica para outro dia.
    Convenhamos, o termo liberdade não significa nada, se for criticar o socialismo aconselho a não medir nível de liberdade.
  • Amante da Lógica  07/11/2017 16:01
    "No socialismo você terá liberdade se seguir as ordens do líder, apenas uma condicional."

    Errado. Nem assim. Para começar, seguir ordens compulsórios é o exato oposto de liberdade. Ademais, se você desobedecer, você será fuzilado.

    Bela liberdade.

    "No capitalismo você terá liberdade se atender o desejo do mercado"

    Você não precisa atender ao desejo do mercado. Se você encontrar alguém voluntariamente disposto a lhe sustentar, você não tem de atender aos desejos de ninguém. E ainda viverá muito bem, fazendo o que quiser.

    "se não interferir na liberdade de terceiros"

    Ué, e desde quando não interferir na liberdade alheia significa coerção? Se você pensa que não invadir a propriedade alheia configura uma intolerável restrição à sua liberdade, isso apenas mostra a sua real mentalidade.

    "se trabalhar muito"

    Errado. Outro falácia. No capitalismo não existe isso de "trabalhar muito para enriquecer". Isso é um espantalho inventado por detratores. No capitalismo enriquece quem cria valor para terceiros. E criar valor para terceiros não necessariamente requer "trabalhar muito".

    Há pessoas extremamente produtivas e competentes que ganham dinheiro trabalhando menos que três horas por dia e sem sair de casa. São pessoas que sabem criar valor.

    Já no socialismo, aí sim, o indivíduo trabalha igual a um condenado. E em troca de nada. Ele nada pode fazer com seu soldo, pois nada há para ele comprar ou com o que se divertir.

    "se tiver dinheiro"

    Dinheiro é simplesmente um certificado de performance. É a prova de que você criou valor para terceiros. Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros.

    Não houvesse dinheiro aí sim a escravidão estaria generalizada.

    "se o dinheiro valer alguma coisa"

    O dinheiro é monopólio do governo. O governo está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade da moeda será diretamente proporcional à qualidade do governo que a gerencia.

    Logo, se o dinheiro não vale nada, isso é culpa do governo, e não do livre mercado (o qual, aliás, é proibido pelo governo de criar moeda para concorrer com a moeda estatal).

    No entanto -- surpresa! --, é exatamente a moeda privada (no mercado negro) o que mantém o poder de compra das pessoas evita que elas morram fome.

    "A liberdade com inúmeras restrições não é liberdade é marketing agressivo."

    Quais restrições?

    "Amanhã você será livre, mas amanhã já é hoje e amanhã fica para outro dia."

    Você é discípulo do Karnal? Para falar tantas platitudes sem qualquer nexo, mas com aparência de grande profundidade, só pode ser.

    "Convenhamos, o termo liberdade não significa nada, se for criticar o socialismo aconselho a não medir nível de liberdade."

    Acabei de fazê-lo. E com argumentos. E aí?
  • Vinicius   09/11/2017 01:34
    Vá para a Venezuela. Empresto papel higiênico para vc limpar a Bunda primo...
  • Emerson Luis  26/12/2017 22:44

    Se dependesse da mídia "tradicional", não faríamos nem ideia do que passa na Venezuela.

    Só uma ressalva:

    "proponentes do socialismo ... defendem ... restrições econômicas sem qualquer preocupação com as consequências sobre as liberdades civis. Eles genuinamente acreditam que ambas as coisas são entidades completamente distintas e separadas, cada uma existindo sem exercer nenhum impacto na outra."

    Os soldados rasos podem até acreditar nisso, mas as altas lideranças apenas fingem acreditar, eles sabem perfeitamente o que estão fazendo (promovendo mortes, miséria, violência, destruição, etc.) e que suas narrativas são mentirosas.

    * * *
  • Tiago Júlio de Moraes  16/01/2018 16:05
    Adorei o texto, sucinto e explicativo!

    Creio que este texto deixou claro que é necessário o livre mercado, etc. Mas, parando para refletir, como fica a questão do monopólio, oligopólio? Mesmo num mercado livre e competitivo, é possível uma empresa adquirir outras e assim dominar o mercado, estabelecendo preços. Sou favorável ao livre mercado, no sentido competitivo; mas, é evidente, que todos os setores precisam de uma regulação mínima.

    Gostaria de ouvir o IMB sobre um modelo eficiente de agência reguladora, pois o modelo brasileiro é mais um cabide de emprego.

    Um exemplo: na cidade de São Paulo, nossos estúpidos vereadores, aprovaram uma lei que disciplina o transporte por aplicativo. Resultado: com a nova regulamentação, mais de 50 mil motoristas estão fora do mercado. Uma agência reguladora deveria ter precedência sobre o legislativo em questões técnicas - a mesma coisa aconteceu com a pílula do câncer, pois a ANVISA não autorizou o uso e o Senado, em sua sapiência, fez uma lei autorizando, que logo foi suspensa por um ADIN.

    Como regular o mercado sem burocratiza-lo?


  • Eduardo  16/01/2018 17:26
    "Mas, parando para refletir, como fica a questão do monopólio, oligopólio? Mesmo num mercado livre e competitivo, é possível uma empresa adquirir outras e assim dominar o mercado, estabelecendo preços."

    Errado. Monopólio e oligopólio só ocorrem exatamente em mercados regulados pelo estado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos:
    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    O estado, longe de garantir a livre concorrência, é exatamente quem garante a concentração do mercado, os privilégios, os oligopólios e os monopólios.

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural


    Quem é a favor de estado regulador é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.

    "Sou favorável ao livre mercado, no sentido competitivo; mas, é evidente, que todos os setores precisam de uma regulação mínima."

    Ou seja, você é a favor de um pouco de oligopólio, monopólio e cartel.

    "Gostaria de ouvir o IMB sobre um modelo eficiente de agência reguladora, pois o modelo brasileiro é mais um cabide de emprego."

    Ora, mas todas as agências reguladoras são cabides de emprego (e que bom que ao menos esse ponto você concede). Elas foram criadas exatamente para isso (afinal, é ridícula a noção de que a livre concorrência deve ser implantada e regulada por burocratas). Varia apenas a explicitude com que o clientelismo é praticado.

    "Um exemplo: na cidade de São Paulo, nossos estúpidos vereadores, aprovaram uma lei que disciplina o transporte por aplicativo. Resultado: com a nova regulamentação, mais de 50 mil motoristas estão fora do mercado."

    Ué, mas sendo você um defensor da regulação (ainda que "mínima"), você deveria aplaudir isso. Essa é exatamente a função de regulação: expulsar do mercado os novos concorrentes e garantir uma reserva de mercado para os já estabelecidos. Não existe regulação pró-concorrência. Toda regulação é, em todo e qualquer lugar, pró-estabelecido.

    "Uma agência reguladora deveria ter precedência sobre o legislativo em questões técnicas"

    Aí lascou. Você quer uma agência reguladora com poder de suplantar outra agência reguladora (o legislativo nada mais é do que uma enorme agência que cospe regulações). Por que -- por favor, me diga -- você acha que combater regulações com ainda mais regulações irá aumentar a livre concorrência?

    "Como regular o mercado sem burocratiza-lo?"

    Simples: dando liberdade e poder de escolha aos consumidores, que são os únicos e verdadeiros reguladores de todo e qualquer mercado.

    "Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!"

    A mão invisível transforma ganância em benevolência

    É impossível existir um mercado desregulamentado
  • Tiago Júlio de Moraes  17/01/2018 14:04
    Eduardo,

    Obrigado pela resposta.

    Mas o cerni é: qualquer empresário poder comercializar tudo e de qualquer forma? Se sim, ai não precisa de regulação mínima; se não, precisamos a burocracia mínima, até mesmo para estabelecermos a concorrência justa.

    Da maneira exposta, me parece que o anarquista seria uma conquista, pois as pessoas são boas e justas por natureza e o mercado agiria sempre bem.

    Sou a favor, o Estado mínimo, da regulação mínima e da livre concorrência. Não existe apenas monopólio Estatal e oligopólio dos privilegiados pelo Estado. Também existe fusões e incorporações de empresas com práticas antitrust, isso é fato.

    Um órgão regulador técnico, sem apadrinhamento político com meritocracia interna para cargos de direção, é um caminho plausível .

    E sua frase:
    "Simples: dando liberdade e poder de escolha aos consumidores, que são os únicos e verdadeiros reguladores de todo e qualquer mercado. "

    Muito simplista para o comercio, que pode até funcionar; mas como seria uma concorrência com o fornecimento de água, luz, saneamento básico - mesmo quando o serviço é concessionado.


  • Eduardo  17/01/2018 15:13
    "Não existe apenas monopólio Estatal e oligopólio dos privilegiados pelo Estado. Também existe fusões e incorporações de empresas com práticas antitrust, isso é fato."

    Se é fato, apresente as fontes.

    Coloque aí uma notícia sobre empresas operando em um mercado livre e desregulamentado (isto é, um mercado que não é controlado por agências reguladoras) que se juntaram, fizeram um truste e acabaram por monopolizar definitivamente todo o mercado.

    Faça isso e concedo-lhe total e irrestrita vitória argumentativa.

    "Um órgão regulador técnico, sem apadrinhamento político com meritocracia interna para cargos de direção, é um caminho plausível."

    É tão plausível quanto "imposto neutro" ou "estupro amoroso".

    "mas como seria uma concorrência com o fornecimento de água, luz, saneamento básico - mesmo quando o serviço é concessionado."

    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    (Embora eu recomende a leitura integral do artigo acima, caso esteja com pressa pode pular direto para a seção "Desestatizando" e ler até o final).
  • Tiago Júlio de Moraes  17/01/2018 16:51
    Eduardo,

    Segue um exemplo de antitrust nos EUA (creio que seja um exemplo de livre mercado):

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,empresas-aereas-pagam-us-504-mi-por-truste-nos-eua,196293

    www.tecmundo.com.br/google/87090-google-sendo-acusada-monopolio-agencia-governo-americano.htm

    Na teoria, uma liberdade irrestrita seria positiva, mas é uma tendencia natural das empresas quererem eliminar a concorrência - mesmo sem regulamentação setorial.

    Posso dizer o protecionismo do mercado local torna-o obsoleto; mas deixar o mercado operar sem uma regulamentação mínima (e tecnicamente voltada a estimular a concorrência setorial) seria um 'vale tudo'.
  • Eduardo  17/01/2018 17:29
    Viu só? Exatamente como eu havia previsto, você não faz a mais mínima ideia do assunto (desculpe a sinceridade).

    Empresas aéreas?! Operam protegidas dentro de um mercado completamente controlado pelo governo. Apenas para começar, o governo simplesmente proíbe que empresa aéreas estrangeiras façam vôos nacionais dentro dos EUA (o governo brasileiro faz exatamete o mesmo). Igualmente, é o governo quem decide qual empresa aérea pode fazer qual rota e em qual horário. É o governo quem aloca os slots.

    No Brasil, quem faz essa regulação é a ANAC. Nos EUA, é a FAA (Federal Aviation Administration).

    Com as empresas aéreas atuando protegidas contra qualquer concorrência estrangeira e usufruindo de um mercado cativo de 300 milhões de consumidores, é até um milagre que os preços não sejam ainda maiores.

    Para enfatizar: vários economistas temem um oligopólio no setor aéreo simplesmente porque eles próprios cometeram o erro de criar um arranjo no qual empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais dentro deste país. Sendo assim, com o mercado nacional fechado ao mercado global, e com as empresas aéreas nacionais usufruindo uma reserva de mercado (por obra e graça das regulamentações estatais, que proibiram empresas aéreas estrangeiras de fazerem voos nacionais), a possibilidade de fusões e aquisições neste setor realmente irá levar a um oligopólio.

    Ato contínuo, os próprios criadores deste cenário de reserva de mercado passam a aplicar políticas que visam a impedir o surgimento deste oligopólio — como leis anti-truste — ou que, em última instância, visam a tentar regular esse oligopólio.

    Perceba, no entanto, que o erro foi cometido lá no início — quando o governo proibiu empresas aéreas estrangeiras de fazer voos nacionais —, e o que se está fazendo agora é um mero paliativo. A partir do momento em que o governo fecha um mercado à concorrência externa, tentar regulá-lo é um esforço inútil. É impossível tornar mais eficiente, por meio de imposições burocráticas, um mercado fechado que foi fechado à concorrência.

    Por outro lado, se o mercado aéreo de um país é aberto ao mundo, de modo que empresas estrangeiras não são proibidas de — ao contrário, são bem-vindas para — fazer vôos nacionais, não há a mais mínima possibilidade de fusões que levem a um oligopólio. Para isso acontecer, todas as empresas aéreas do mundo teriam de se fundir em uma só.


    Google é monopólio?! Monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo. O governo impede a entrada de concorrentes contra a Google? Como?

    Qualquer pessoa é totalmente livre para entrar e concorrer com a Google. Mas poucos fazem isso? Sabe por quê? Porque os consumidores se mostram satisfeitos com os serviços ofertados pela Google. Tanto é que só usam essa ferramenta de busca.

    No entanto, há mais de uma dúzia de concorrentes do Google, por exemplo. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, implorando para você utilizá-los.


    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pela Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia a Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google. Nem eu.

    Sigo no aguardo de um único exemplo de empresas operando em um mercado livre e desregulamentado (isto é, um mercado que não é controlado por agências reguladoras) que se juntaram, fizeram um truste e monopolizaram o mercado.

    Dica: faça menos afirmações e mais perguntas.
  • Bernardo  17/01/2018 17:35
    Dizer que empresas aéreas são exemplos de empresas que operam em um mercado livre e desregulamentado, sem protecionismos do governo, foi mesmo dose.

    Aliás, nos EUA, vale lembrar que a United Airlines, após anos operando no vermelho, entrou em concordata em 2002. Foi a maneira de os consumidores dizerem que não mais queriam seus serviços. No entanto, o governo federal, contrariando os desejos dos consumidores, utilizou dinheiro de impostos (dos próprios consumidores) e socorreu a empresa: nada menos que US$ 644 milhões.

    Com isso, o governo anulou o desejo dos consumidores, e manteve a empresa viva contra as demandas dos consumidores.

    Dizer que isso é um mercado livre, competitivo e sem protecionismos estatais não pode ser uma afirmação séria.
  • Tiago Júlio de Moraes  17/01/2018 18:17
    Então,

    Os exemplos dados foram casos de antritust, ou seja, como as empresas agem efetivamente no mercado.

    Os EUA ocupam 17º posição de liberdade. Até Hong Kong, que está em 1º lugar tem regulamentação!

    Já que não conheço sobre a matéria, e você sabe muito mais, diga-nos, no mundo real, qual país adotou o mercado totalmente sem regulamentação?

    Para podermos avaliar se é possível adota-lo.


  • Eduardo  17/01/2018 22:01
    Sugiro não tentar se ardiloso. Este é o fórum menos recomendado da internet para isso.

    Primeiro você disse que é "um fato" que existem cartéis e monopólios em um mercado livre. Expliquei que não (isso é uma impossibilidade prática) e pedi para você dar exemplos reais (nunca houve um na história do mundo).

    Aí você manda um link falando do setor aéreo americano e da Google.

    Eu, então, respondo mostrando que o setor aéreo é inteiramente regulado pelo governo (em prol das empresas aéreas) e que a Google não só não tem monopólio nenhum, como ainda tem vários concorrentes.

    Aí você espertamente agora diz que está falando de antitruste em geral, sendo que este nunca foi o tema. Ora, é óbvio que há cartel e oligopólio em mercados controlados pelo estado. É exatamente para isso que o estado está ali: para proteger e privilegiar empresas.

    Qual portanto é o seu ponto? Decida-se! Você está falando que há oligopólio no atual arranjo (o que é uma obviedade, pois o estado está no controle) ou que há oligopólio no livre mercado (uma impossibilidade)? Escolha um lado e fique nele. Até agora, você só ofereceu opiniões que se contradizem mutuamente.
  • Sensato  16/01/2018 16:41
    Não dou nem 15 anos para os esquerdistas forçarem a narrativa que a culpa foi do capitalismo.
  • WestBerlin  16/01/2018 18:45
    15 anos? Isso já está ocorrendo agora. Vá em qualquer universidade pública e ouvirá a repetição do que o fascista Maduro tem dito: "está ocorrendo uma sabotagem da economia por parte dos empresários capitalistas que não gostam que os pobres melhorem de vida", e por aí vai.
  • Lel  16/01/2018 19:50
    A queda da URSS foi muito mais impactante para a esquerda mundial do que a situação na Venezuela. A maioria dos especialistas esperavam que a URSS virasse a China do Xiaoping.

    Hoje a porta de entrada para o socialismo não é mais o discurso marxista e sim a social-democracia. Eu estou só vendo qual vai ser a próxima estratégia quando a União Europeia falir e levar um terço das riquezas do mundo junto.
  • López  16/01/2018 19:21
    Venezuelanos famintos recorrem ao "trabalho em troca de comida"

    MARACAIBO, VENEZUELA -- Leonard Altamar, um encanador de 41 anos, carrega sua caixa de ferramentas -- e um pacote com um quilograma de macarrão -- ao entrar em um restaurante em Maracaibo.

    Este pai de dois filhos não vai utilizar a comida empacotada para consertar o vazamento em um dos banheiros encharcados do estabelecimento, mas ele não deixaria o pacote de macarrão em sua bicicleta por nada neste mundo. Trata-se de um tesouro que ele acabou de ganhar.

    "Acabei de consertar uma lava-louças e fui pago com esse spaghetti. Recebi também um pouco de carne e 200 mil bolívares (aproximadamente US$ 1,20). Comecei a aceitar esse tipo de pagamento em setembro. Assim, pelo menos minha família pode comer", disse Altamar. [...]

    A fome é algo rotineiro na casa de Altamar. Em outubro, ele perdeu 8 quilos em apenas algumas semanas. Seus filhos já se acostumaram a ir dormir passando fome, admitiu ele.

    Altamar faz parte de uma crescente massa de trabalhadores venezuelanos disposta a receber alimentos em troca de serviços. Seu pai e seus dois irmãos, que são eletricistas e carpinteiros, também trabalham em troca de comida.

    "Tenho de me ajustar à situação. Pergunto aos meus clientes 'O que você tem na sua despensa?' quando estamos discutindo o preço dos serviços. Nos dias atuais, essa é a única solução", diz ele.

    Farinha, arroz, óleo vegetal, açúcar, maionese, refrigerantes e itens de cuidado pessoal são fortes moedas de troca para ele.

    Empregadas domésticas, motoristas de táxi e de ônibus, carpinteiros, sapateiros, enfermeiras, empregados de lava-jatos, comerciantes e até mesmo profissionais estão dispostos a participar deste arranjo "trabalho por comida" para não morrer de fome.

    Na última sexta-feira, Leonard recebeu de um cliente, em troca de seus serviços, aproximadamente dois quilos de farinho de milho, dois quilos de arroz e um litro de óleo vegetal.

    O telefone toca e a entrevista é interrompida. Um cliente lhe pede para consertar sua lavadora que está vazando. O encanador marca o serviço para o dia seguinte. Seu preço?

    "Você tem alguma manteiga? Isso vai servir", diz ele ao cliente.

    [...]

    Fernando Aristiguieta, 34 anos e dono de uma empresa de contabilidade, tem dois tipos de clientes: os que pagam com dinheiro e os que pagam com comida.

    Ele começou a aceitar pagamento em comida -- quilos de carne, frango, manteiga, desodorantes ou outros produtos difíceis de conseguir -- quando a crise passou a demolir o orçamento de sua família em 2017.

    "Ao menos assim eu não tenho de passar longas horas na fila de um supermercado e tendo de pagar preços excessivos", diz ele.

    Até mesmo seu cabeleireiro aceita comida em troca de cortes de cabelo. Recentemente, diz ele, o estilista saiu no braço com um cliente que queria pagar por dois cortes de cabelo com apenas um quilo de farinha. O cabeleireiro queria dois quilos.

    Os clientes acertam suas contas com Aristiguieta permitindo que ele pegue produtos de suas lojas.

    "Nunca pensei que teria de fazer isso em minha carreira profissional. É uma necessidade e não um desejo. Temos de nos adaptar à crise", diz ele.

    www.miamiherald.com/news/nation-world/world/americas/venezuela/article194511929.html

  • marcela  17/01/2018 17:26
    Há uma contradição aqui.Em primeiro lugar o site leva o nome de Mises.Em segundo o site foda-seoestado.com explica que toda forma de estado é socialismo(foda-seoestado.com/por-que-toda-forma-de-estado-e-socialismo/).Em terceiro Mises defendia o seguinte:"A fim de estabelecer e preservar a cooperação social e a civilização são necessárias medidas para impedir que indivíduos antissociais cometam atos que poderiam desfazer tudo o que o homem realizou desde que saiu das cavernas. Para preservar um estado de coisas onde haja proteção do indivíduo contra a ilimitada tirania dos mais fortes e mais hábeis, é necessária uma instituição que reprima a atividade antissocial. A paz — ausência de luta permanente de todos contra todos — só pode ser alcançada pelo estabelecimento de um sistema no qual o poder de recorrer à ação violenta é monopolizado por um aparato social de compulsão e coerção, e a aplicação deste poder em qualquer caso individual é regulada por um conjunto de regras — as leis feitas pelo homem, distintas tanto das leis da natureza como das leis da praxeologia. O que caracteriza um sistema social é a existência desse aparato, comumente chamado de governo." Ludwig von Mises, Ação Humana, capítulo XV.
    Além disso, em Ação Humana Mises deixa claro a necessidade da existência de impostos:
    "A manutenção de um aparato governamental de tribunais, polícias, prisões e forças armadas requer despesas consideráveis. Cobrar impostos para pagar estas despesas é inteiramente compatível com a liberdade que um indivíduo desfruta numa economia de livre mercado." (Ludwig von Mises, Ação Humana, XV. 6).Se socialismo e liberdade são incompatíveis,então é melhor mudar o nome do site para Instituto Hoppe Brasil,pois tentar provar que imposto não é roubo e não fere a liberdade é impossível.É claro que respeitamos Mises e Milton Friedman por terem divulgado a liberalismo,mas temos de ser coerentes com nossas posições.
  • Mercado Negro  17/01/2018 18:11
    Eu nunca vou te abandonar, sempre que precisar de um produto inviável pelos meios legais lá estarei para ofertá-lo sem nenhum questionamento, seremos abastecido pelo meu irmão Contrabando,para mim, servir a você e sua família é um fim em si mesmo.
    E em caso de desastre econômico invocaremos nosso pai Escambo para te dar tanto poder de compra quanto for possível, eu nunca vou te abandonar porque você nunca faria isso comigo.
  • Nill  18/01/2018 02:06
    Olhe o que acontece na Bolivia. PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA. www.youtube.com/watch?v=gzvhuhAhnMo

    noticias.gospelprime.com.br/na-bolivia-lideres-cristaos-protestam-contra-evo-so-teremos-paz-nos-cemiterios/

    noticias.gospelprime.com.br/maduro-exige-punicao-para-lideres-religiosos-que-oraram-contra-corrupcao-de-seu-governo/
  • Emerson Luis  21/01/2018 22:31

    Os socialistas acreditam que na pré-história os humanos viviam em um "comunismo primitivo" e que, após a revolução comunista e ditadura do proletariado globais, a Humanidade retornará ao "comunismo primordial".

    Aliás, a palavra "revolução" originalmente se refere a um astro completar uma órbita em torno do outro. É referência ao "do paraíso perdido ao paraíso recuperado" judaico-cristão. Pior: é mais uma "apropriação cultural" dos comunistas em relação ao cristianismo.

    E aprendemos que no Paleolítico os caçadores usavam pedras e paus. Vendo essa cena horrível de pessoas matando uma vaca a pedradas (além de cruel, provavelmente era propriedade de outra pessoa e foi "socializada"), percebemos que o comunismo é eficiente para destruir toda civilidade e devolver as pessoas à pré-história.

    * * *
  • Horácio  07/02/2018 01:25


    Querem ver um show de ignorância econômica? Vejam esse vídeo sobre a Venezuela.
  • Cascão  07/02/2018 15:47
    O infame "erro" de achar que é a carga tributária quem determina se um país é socialista ou não. Essa ideia estúpida é muito comum entre os esquerdistas americanos que ainda "não aprenderam" a distinguir entre socialismo e social-democracia.

    Os estados de países socialistas, por definição, possuem uma participação baixa ou média no PIB de um país. Se o governo controla todas as empresas, todos os preços dos produtos, todas as transações comerciais, todos os salários recebidos, como diabos a carga tributária pode ser alta?

    O estado soviético controlava absolutamente tudo dentro do território da URSS, no entanto a participação no PIB não chegava nem próximo dos 50%, inclusive foi por muito tempo menor que dos Estados Unidos.

    www.quora.com/What-was-the-percentage-of-government-spending-in-the-Soviet-Unions-GDP

    Portugal, França e Espanha possuem uma carga tributária maior que Cuba. Será que esse idiota acha que esses países são socialistas e Cuba não?

    Um idiota que se diz socialista, possui um canal sobre marxismo e não saber disso é prova que possui probleminhas mentais e não merece nunca ser levado a sério.
  • Cebolinha  07/02/2018 23:32
    Essa ideia é tão absurda que se for levada mesmo a sério, China, Rússia, Índia, Síria, Venezuela, Zimbábue e a Coreia do Norte são mais liberais que os Estados Unidos.

    Outro erro comum é achar que olhar a carga tribuária, é o mesmo que olhar quais países cobram mais impostos.
    Querer que a Índia (que já cobra +40% de impostos das empresas, há os dados no Doing Business) pague todos os impostos exigidos é estar com a cabeça em uma outra dimensão.
    Não é simplesmente aumentando impostos como bem quiser que a carga tributária irá aumentar, AINDA MAIS em países pobres.
  • Jango  08/02/2018 13:00
    Na realidade essa argumentação esquerdista sobre a carga tributária é apenas uma estratégia usando a falácia do franco-atirador texano.
    Como o socialismo é um sistema fracassado (e que até hoje eles ainda defendem), pegam a social-democracia de alguns países ricos e colocam junto ao socialismo para a defesa do socialismo ser mais efetiva.

    Países socialistas não possuem uma carga tributária alta, como você bem falou. Se o governo já controla quase toda a econonia, é muito improvável ele ter uma participação alta no PIB.
    Esses dados da URSS comparados ao EUA são bem interessantes, já tinha lido sobre isso.
  • marco aurelio  02/11/2018 01:22
    o que se passa na Venezuela hoje e cruel, não desejo isso para nenhum país nem nenhum cidadão, eu falo um pouco sore socialismo no meu blog também faz uma visita lá depois para trocarmos experiencias esteticamentefalando.com ou Ebook: Tudo Que Não Te Contaram Sobre o Socialismo


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