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Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional
Eis os 10 passos recomendados

Aproveitando férias com a família, depois de um dia de muita diversão, comecei uma aula com meus filhos (13 e 15 anos) sobre mercado digital, o potencial da internet e o oceano de oportunidades que este novo mundo apresenta.

Logo após a aula, eles me fizeram uma pergunta:

"Pai, diante do que você acabou de apresentar, por que as pessoas saem de casa, passam um tempão no trânsito para chegar a um escritório para trabalhar 10 horas por dia, para em seguida voltarem para casa num enorme engarrafamento em troca de um salário geralmente baixo?"

Minha resposta não poderia ser mais simples e direta:

"Porque a escola não ensina para elas o que estou ensinando agora para vocês. Ao contrário, a escola ensinou para elas que todos precisam e dependem de um salário para sobreviver e, por isso, muitos se sujeitam a esse estilo de vida."

Outro dia, um conhecido me fez essa pergunta:

"Flávio, eu não paro em nenhum emprego. Que conselho você me dá?"

Respondi:

"Quem disse que você precisa de um emprego fixo? Abra sua mente para um novo mundo e liberte-se deste mundinho comum que o sistema insiste em lhe enfiar goela abaixo."

E, todas as vezes que falo sobre isso, alguém me pergunta:

"Mas, Flávio, se todo mundo pensar assim, não vai ter mais gente para trabalhar nas empresas..."

Sempre respondo:

"Jamais todos vão pensar assim, pois nem todos terão a coragem de sair do fluxo da boiada. Lá, a maioria se sente ilusoriamente mais segura."

Para começar, fique longe do sistema educacional convencional

Aparentemente, as pessoas ainda não se deram conta de como o sistema de ensino convencional, cujo currículo é totalmente comandado pelo governo via Ministério da Educação, condicionou as grandes massas à inércia intelectual. Quando não estão doutrinando idéias revolucionárias de inspiração claramente marxista, apenas ensinam que o ápice da sua aspiração deve ser ou um concurso público ou um emprego de carteira assinada.

A maioria segue esse fluxo sem questionar. Vivem desse jeito porque seus pais viveram assim e seus avós também. Por terem se acostumado ao cativeiro, imaginam-se brutalmente inseguras fora dele. A ideia de voarem com suas próprias asas e de caçarem sua própria comida literalmente as aterroriza. Sentem-se com medo de ficarem sem o alpiste e a água no copinho que consomem diariamente dentro de sua gaiola. 

Sim, a escola e a faculdade — ou seja, todo esse sistema de ensino retrógrado — estão formatadas para formar empregados, e não para criar empreendedores. E isso naquelas instituições consideradas de excelência. Nas instituições públicas há a prevalência do fator político voltado para o controle das massas, que usa a prerrogativa do currículo ministrado pelo governo para doutrinar politicamente jovens dizendo se tratar de "causas sociais".

Resultado desse show de horrores: de um lado, um amontoado de jovens desperdiçando seu grande potencial fazendo concursos públicos (para então viver sugando os impostos dos mais pobres); de outro, mais um amontoado de jovens sem nenhuma experiência prática disputando a tapa as vagas de emprego no mercado de trabalho, o que exerce uma pressão para baixo no valor dos salários.

Consequentemente, por não terem experiência prática e por causa da enorme oferta de mão-de-obra, aqueles que conseguem a vaga de emprego recebem salários baixos. E reclamam.

O que eles aparentemente não entendem é que você não ganha um salário de acordo com sua pessoa ou carisma, mas sim de acordo com sua capacidade de gerar valor. Acima de tudo, de acordo com sua raridade. Um bom professor é muito importante, mas o Messi é mais raro e, por isso, é disputado por muitos clubes; e, como consequência desse leilão, ganha muito mais.

E fazer-se raro é sempre uma consequência de ter a coragem de sair voando de sua gaiola. Dentro dela, você vale muito menos. Você é apenas mais um na multidão de escravos modernos que têm um estilo diferente dos escravos de antigamente. Esses, antes da carta de alforria, tinham até moradia e comida pagos pelo seu dono. Hoje, os escravos modernos se endividam junto aos bancos do governo para passar os próximos 30 anos pagando por um apartamento, entram no rotativo do cartão de crédito até para fazer compras no supermercado, pagam uma quantia obscena de impostos, pensam que a CLT é um benefício que lhes dá alguma segurança, pagam contribuição sindical para sustentar pelegos controlados por partidos políticos, acreditam que as escolas e hospitais públicos são de graça, e acham normais as mordomias dos donos da corte.

Ao final da vida, sem poupança acumulada, enfrentam a triste fila do INSS para receber uma aposentadoria gerenciada pelo governo — que, a cada ano, aumenta o prazo mínimo para receber o benefício e diminui o reajuste.

O máximo que lhes é permitido é ir para o trabalho resmungando na segunda-feira ou depois de um feriado.

É algum pecado ser empregado? Claro que não. Eu mesmo tenho milhares deles. É um enorme desperdício, isso sim, você acreditar que não tem alternativas e, consequentemente, pautar sua vida pela lavagem cerebral pela qual passou dentro do sistema de ensino.

O que eu faria se tivesse 18 anos

Recentemente, alguém me perguntou: "Flávio, se você tivesse minha idade (18 anos), com seu conhecimento e experiência, o que você faria?"

Respondi:

1. Para começar, jamais teria um emprego de carteira assinada.

2. Jamais me envolveria com pirâmides que prometem ganhos fáceis.

3. Venderia algum produto. Qualquer um: picolé, bala, bombom, relógio, pão etc. Escolheria o produto com o qual mais me identifico e estudaria tudo sobre ele.

4. Em uma segunda fase, depois de conquistar um pouquinho de capital, criaria modelos recorrentes de venda desse produto, tipo um serviço de entrega de pães todas as manhãs para os consumidores associados. Eu me dedicaria a vender esse plano. Tudo sem muito capital, mas que me permitisse começar pequeno e sonhar grande e com escala.

5. Viveria com não mais do que 50% do que ganhasse para ampliar meu capital de giro.

6. Estudaria, com grande afinco, todas as fases do processo a fim de começar a fabricar meu próprio produto, e investiria em minha própria marca.

7. Ampliaria meu mix de produtos.

8. Criaria canais de distribuição alternativos. Por exemplo, franquias, online, venda direta, B2B etc.

9. No auge da companhia, venderia para um fundo, banco ou concorrente, embolsando uma enorme liquidez.

10. Com 5% do capital conquistado, começaria tudo de novo e investiria os 95% em investimentos conservadores.

Os problemas mais frequentes

1. O sistema de ensino convencional não prepara para nada isso.

2. A sociedade discrimina os que começam esse tipo de jornada, mas bajula os que chegam ao final dela.

3. As pessoas têm medo de sair do quadrado.

4. Você raramente terá apoio se disser que não quer mais seguir a boiada — isto é, fazer faculdade para conseguir um diploma.

5. Capital é bom, mas é possível conquistá-lo vendendo.

6. Pessoas convencionais têm preconceito com vendas.

7. Muitos, ao conquistarem seu primeiro sucesso, querem logo comprar um carro zero como sinal de status. Em vez de ampliarem seu capital de giro, ampliam suas dívidas.

8. Outros ficam apegados ao negócio que criaram e, assim, perdem o timing para vendê-lo.

9. Lucro não é pecado e sonhar não é para alienados.

10. Você irá atrair interesseiros. Saiba distinguir quem é quem nesse jogo.

Teoria e prática

Muitos desavisados, quando leem isso, pensam que é tudo apenas blá-blá-blá teórico, e imediatamente disparam: "Falar é fácil, mas a prática não é tão simples assim".

Bem, nos últimos 20 anos, fundei uma dezena de empresas. Comecei minha vida vendendo relógios do Paraguai e, em seguida, vendi curso de inglês. Hoje, vendo empresas. Não, não é nada simples, mas de uma coisa eu tenho a certeza: se eu tivesse 18 anos de idade com o conhecimento que tenho hoje, certamente não seguiria a boiada nem o modelinho convencional para o qual a grande multidão é diariamente treinada dentro das escolas e universidades.

Se a mim for dado o privilégio de viver por mais algumas décadas, eis o que gostaria que meus olhos testemunhassem:

a) que meus filhos, como eu, nunca tenham uma carteira de trabalho assinada;

b) que eles nunca dependam de governo e que voem com suas próprias asas, sem medo e sem serem tolhidos pelo sistema de ensino (quanto a isso, eles já colocam a escola em seu devido lugar: pouca ou nenhuma significância em sua educação).

Como minha esfera de influência direta são apenas meus filhos, minhas pretensões se restringem apenas a eles.

Quanto a você, não aceite nada menos que o seu potencial possa lhe dar. E faça por merecer. Não se permita ser doutrinado por ambiciosos lobos vestidos de cordeiro, seja nas redes sociais, na escolas e universidades, ou nos palanques da vida.

Viva seu sonho e coloque-o em prática, ainda que tenha de lidar com os medíocres de plantão que acham que voar é para pássaros alienados que seguem modismos. Modismo mesmo é seguir a boiada e viver de alpiste pelo resto da vida.

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110 votos

autor

Flávio Augusto
é um dos principais ícones do empreendedorismo no Brasil. Fundou a Wise Up e, mais tarde, o Ometz Group, que englobou uma série de empresas fundadas por ele e em 2013 foi vendido para a Abril Educação, da qual passou a ser sócio. No mesmo ano, adquiriu o Orlando City, clube da principal liga norte-americana de futebol. É também o idealizador do Geração de Valor, projeto focado em inspirar jovens que estão iniciando a carreira e desejam chegar mais longe, aprendendo com a experiência de um empreendedor de sucesso. Fundou também o MeuSucesso.com e a T-BDH Capital. Ouça seu podcast para o IMB.

  • Patricia Barcelos  26/10/2017 14:25
    Fantástico o texto! Obrigado por me ajudar a revisar meus conceitos e mais do que isso acreditar que não estamos loucos quando decidimos fazer o que a maioria não faz.
  • Kaynnã Rodrigues   26/10/2017 14:27
    Tenho 23 e já fundei minha escola de cursos profissionalizantes livres, busco estudar desde contabilidade a psicologia, é desafiador empreender!
  • Victor Magno  27/10/2017 22:56
    Eu tenho 19 anos e montei meu primeiro negocio com 17.
    Ganho mais que minha família inteira. E não trabalho quase nada, mas eles acham que eu estou fazendo um negocio ilegal ou roubando, é foda!

    É tão legal ver este tema que fiquei martelando da cabeça dos meus pais por anos desde que larguei o ensino médio.
    Posso contribuir também para te ajudar a empreender.


    Os livros que abriram minha mente para este tema:

    Pai Rico, Pai Pobre de Robert Kiyosaki. "O livro mais importante que existe na minha opinião"
    Fala sobre a diferença entre as entre os ativos e passivos. Bens que dão dinheiro e itens que te tirão dinheiro, como os trabalhos e negócios tradicionais não deixam ninguém rico e como alcançar a liberdade financeira.
    Ate uma criança entende este livro e da para ler em um dia.
    Leio ele pelo menos 3 vezes no ano.

    Rápido e Devagar de Daniel Kehniman.
    Este fala sobre o pensamento rápido (intuitivo e compulsivo) e devagar (logico e racional) afetam nossas felicidade e riquezas e como a falta de auto controle(ansiedade, medo, egoismo, individualismo, consumismo excessivo) é responsável pelos males da nossa sociedade. E ensina como podemos contornar explorando o melhor dos dois

    Rápido e Devagar de Daniel Kehniman.
    Este fala sobre o pensamento rápido (intuitivo e compulsivo) e devagar (logico e racional) afetam nossas felicidade e riquezas e como a falta de auto controle(ansiedade, medo, egoismo, individualismo, consumismo excessivo) é responsável pelos males da nossa sociedade. E ensina como podemos contornar explorando o melhor dos dois

    Como Fazer amigos e influenciar Pessoas de Dale Carnegie.
    O título diz tudo. Obrigatório e imemorial. Intender este livro pode ser a diferença entre o fracasso e o sucesso do empregador e empregado. Serio mesmo. Leio ele pelo menos um vez por ano, apesar de ser uma leitura chata.


    GoPro de Eric Worre. "Este ninguém vai te apresentar."
    É sobre Marketing de Rede. Mas tem um conteúdo que você não vai encontrar em nenhum livro sobre como influencia os empregados a trabalhar felizes e com vigor. Não to zoando!

    Dicas para anular seus gastos.
    Comprar ativos No brasil, devido a alta inadimplência e impostos, tem investimentos de renda fixa que rendem de 8% a 14% de juros ao ano. Só para ter ideia, nós estados unidos raramente passam de 4%.
    Por exemplo, se você comprar um título do tesouro (que você empresta dinheiro pro governo pagar a divida publica) com rendimento de 10% ao ano, com alíquota de imposto de 15%.
    Supondo que aplique 200 reais por mês, no fim de 11 anos (acredite é pouco tempo), seus custos de vida vão ficar 200 mais baratos e você ainda recebe todo o dinheiro de volta.
    * Você pode aplicar ate os rendimentos superarem seus gastos, assim seu estilo de vida sai de graça.
    * Você pode aplicar ate os rendimentos superarem os gastos da empresa e quem sabe usar eles para pagar seus funcionários e eles saírem de graça.
    * E é muito mais confiável que aposentadoria.
    Tesouro Direto Atualmente rendem 9,5%a.a. Mas durante a crise chegaram a 15%a.a.
    Lci/Lca/Cdb/Letra de Credito Podem render ate entre 9 e 14%a.a. O lucro depende do tamanho da aplicação.
    Moedas virtuais Tem um grande risco, mas sem risco não há lucro. Na época que comecei a investir nelas investi pouco, mas renderam mais 200% em menos de um ano.
    Comprar Imoveis Só vale a pena se o valor do rendimento não for anulado pelo IPTU, as pessoas quiserem comprar ou alugar e você não ter nenhum trabalho com isto, colocar na mão de uma corretora de imoveis. No brasil é arriscado.
    Ações Eu odeio ações, mas se conhecer no que esta investindo e TER PÉ NO CHÃO. O lucro é infinito.
    Montar um negocio auto-gerenciável Esta é insana, eu nunca fiz. Mas conheço que fez, trata-se de montar um negocio complexo em que seus próprios empregados gerenciam a empresa, empresas ou franquias. Tem que ter sangue frio e saber influenciar as pessoas. Geralmente fazem isto com franquias, mas você pode fazer com sua própria empresa.
    *Minha empresa é parcialmente desta forma. Mas eu trabalho vendendo pela internet e só tenho dois empregados.
    Comprar qualquer besteira que pode ficar mais caro no futuro O nome diz tudo. Mas tem que ter cuidado, alguns investimentos que parecem bons agora podem ser uma fria no futuro.
    Marketing de Rede Por sua conta e risco, cuidado para não entrar em sistemas de piramide. É um negocio difícil e os lucros apesar de serem bons, raramente são alcançados por pessoas normais. Se encontrar uma empresa confiável pode conciliar com seu trabalho.
    *Tenho ativos de 3000 reais em uma empresa que tem mais de 5 anos neste setor. Sem preconceitos!

    Deixar seu dinheiro no lugar certo
    A maioria dos bancos brasileiros é lixo corporativista (Todos os tradicionais que a maioria dos brasileiros de classe media usam), mas dentre eles se destacam os bancos sem taxas. Aconselho assim você pode acompanhar seu dinheiro e seus investimentos e saber se estão te roubando (Acredite, acontece). Eu uso o Intermedium S/A, mas há outros. Você pode economizar ate 500 reais no ano, isto enquanto esta começando a investir é a diferença.
    * Quanto ao risco, bancos como o que eu uso dificilmente quebram. Quando quebram, o sensacionalismo da tv faz parecer que todos os bancos que não são grandes são instáveis. Uma besteira que te impede de crescer.


    Montar uma sociedade anônima limitada
    Essa é a mãe das dicas. Supondo que tenha ativos superiores a 2000 reais (Eu escrevi ativos, não salario ou rendimento da sua empresa) Você sacrifica um pouco deste dinheiro e monta uma sociedade anônima. Pode escolher sua esposa ou irmão para ser seu sócio(precisa de pelo menos 1). Coloque todos os seus bens em nome da Sociedade Anônima.
    pode contratar advogados e contadores para te aconselhar.
    Com uma Sociedade anônima é possível abaixar os impostos sobre todos os seus bens e às vezes ate anular. Juntando seus ativos você talvez possa ate viver de graça.
  • LOURENCO INACIO BORGES  30/10/2017 14:47
    Legal, cara.

    Já li alguns. As dicas realmente são boas.
  • investidor  06/11/2017 23:25
    caralho,seu midset e foda,meus parabens,so fui acorda com 19 anos.
  • Ze da Moita  07/03/2018 11:55
    no caso da sociedade anônima, é possível também pagar aos sócios como dividendo de lucro e assim nem pagar imposto de renda, certo?
  • Luciano viana  03/08/2018 20:19
    Dividendo pago ja vem descontado o imposto, qie ja foi pago anualmente pelanimpresa
  • Joao Felipe  10/04/2018 22:15
    Fala, cara! tranquilo? Pô, gostei da sua visao. Tenho 16 anos e critico essa sistema há um tempo já, e busco sempre me educar apesar da escola. Mas gostei muito do seu mindset. Queria trocar uma ideia com voce, para ainda mais falar sobre o seu negócio. Quer me passar seu número?

    Abraços.
  • D. Casella  26/10/2017 14:29
    Minha contribuição com o artigo:

    Se eu pudesse voltar a ter 18 anos, investiria em conhecimento, em experiências e novas vivências nacionais e internacionais. Investiria em falar pelo menos 3 idiomas, em cultura universal, em subsídios para estruturar bem minha plataforma humana!

    Depois, sim, com visão de muita coisa, focaria no meu real PROPÓSITO!

    Vou ilustrar:

    No maravilhoso "O Livro da Bruxa", Roberto Lopes conta a história do executivo que decidiu tirar uma semana de férias numa vila de pescadores.

    O executivo gostava do mar e desejava sossego. Então, alugou uma modesta cabana numa vila de pescadores e partiu para lá com seu carro abarrotado de mantimentos.

    Uma semana sem fazer nada, longe do estresse diário, sem celular nem televisão, apenas vivendo no paraíso.

    No primeiro dia, ele acordou bem cedo, pegou sua esteira, seu guarda-sol, passou protetor solar e foi à praia. Ainda estava arrumando suas coisas na areia quando viu seu vizinho pela primeira vez. Era um pescador local. Tinha a pele bronzeada, uma aparência saudável e, apesar dos cabelos branco, um corpo jovial. O pescador colocou uma canoa na água, remou até passar a formação das ondas e jogou a rede. Ao puxá-la, vieram uns cinco ou seis peixes. Ele escolheu dois e devolveu os outros ao mar. Voltou com o barco, guardou os peixes e passou o resto do dia passeando pela praia.

    No dia seguinte a mesma cena se repetiu. Curioso com a atitude de seu vizinho, o executivo não resistiu e abordou o pescador quando ele retornava da pescaria:

    - Desculpe-me a intromissão, mas por que você joga a maioria dos peixes que pesca de volta ao mar?

    - É porque eu só preciso de dois, um para o almoço e outro para o jantar – respondeu o pescador.

    O executivo ficou inconformado com tamanha ignorância.

    - Você está fazendo errado. Deve trazer todos, assim poderá vendê-los – recomendou.

    - Para quê? – perguntou o pescador, surpreso.

    - Porque com o dinheiro da venda você poderá comprar rede melhor e pegar ainda mais peixes.

    - E o que eu faria com mais peixes?

    - Ora essa! Vendendo mais peixes você poderá comprar um barco maior e pescar ainda mais peixes... Com o dinheiro da venda destes poderá comprar outro barco e contratar pessoas. Seus barcos poderão fazer pesca em alto-mar, e assim você ganhará mais e mais dinheiro.

    - É mesmo?

    - Claro! E quando você tiver bastante dinheiro não precisará mais trabalhar. Já pensou? Se quiser, poderá ficar na praia o dia todo sem fazer nada – exclamou o executivo.

    O pescador coçou a cabeça sem entender, olhou para o homem à sua frente e disse:

    - Pois é, mas isso eu já faço pescando só dois peixes por dia...



    A ideia não é sugerir que você se conforme com o que tem, muito menos sugerir acomodação (longe disso!!!), mas talvez as coisas sejam muito mais simples do que imaginamos...

    E saber calibrar nossos PROPÓSITOS talvez seja o que perseguimos a vida inteira, muitas vezes sem saber o que estamos procurando...
  • Engenheiro Falido  26/10/2017 15:21
    Mas se o mesmo ficar doente, não terá renda para adquirir remédios. Fim.
  • Daniel  26/10/2017 16:50
    Que refutação magistral! Sem ironia.
  • Daniel  26/10/2017 16:56
    Acredito que, se houvesse um livre-mercado, a lógica do emprego como o conhecemos (ser pago simplesmente pelo tempo gasto num trabalho) estaria em extinção.

    Ser pago pelo tempo é justo apenas em trabalhos passivos, sob demanda, como vigilante e caixa de supermercado. Nesses trabalhos, realmente não dá para medir a "produtividade".

    Mas para a maioria das tarefas, nem haveria vínculo empregatício. A maioria das pessoas seria freelancer. Faz a tarefa, recebe, e tchau.



  • Daniel  26/10/2017 17:01
    Outro conselho aos jovens: não acreditem nessa bobagem propagada pela escola de que "todo conhecimento é útil". Vocês não têm nada a ganhar ao pesquisar sobre a musicologia do shakuhachi (a flauta japonesa de bambu), em termos materiais.

    Por isso, invista em conhecimentos que possam resolver problemas. Coisas que tenham demanda. Aprenda a instalar ar condicionado, instalar uma rede elétrica, desenhar um website, fazer uma lasanha.

    Eu, tardiamente, estou investindo em tradução de textos, depois de estudar aspectos da bioquímica do exercício na faculdade que NENHUM personal trainer utiliza em seu trabalho.
  • Gilberto Jamelli Junior  27/10/2017 15:14
    D.Cesilla
    Não é calibrar nossos propósitos é ser apessoa que impactou a história da sua família.
    Não é só ter dinheiro para pagar o remédio como o Engenheiro falido falou muito bem.
    É oferecer aos seus filhos e netos a capacidade de expressar sua verdadeira individualidade.
    Uma vida que vai impactar uma descendência.
    Essa é a verdadeira lição que o personagem falou pro pescador.
    Não é perseguir o dinheiro mas sim saber jogar o jogo.
    Tem uma frase do Einstein que ele fala:
    "Aprenda as regras do jogo e jogue melhor que todo mundo".
    Ou citando um versículo da bíblia:
    "Saia do meio da sua parentela."
    Mude a sua forma de pensar empreenda com o objetivo de impactar vidas
    e a sociedade pela riqueza que sua empresa gera.
    E consequentemente ficando livre das agruras que a falta dele gera.
  • Victor Magno  27/10/2017 23:13
    Ridículo! O impacto de fazer dinheiro não é comprar mais coisas ou mais comida, isto é a consequência.

    Com o dinheiro você pode diminuir a probabilidade de um negocio dar errado, garantindo sua sobrevivência a eventos que não pode prever.
    Acumular ele significa investir em mais projetos e correr menos riscos.
  • Kira  06/08/2018 04:43
    Você pode ir atravessar a rua, ser atropelado e morrer também. Na vida acontece de tudo. Grande bosta seu comentário.
  • Kira  06/08/2018 04:47
    Se o cara quer ser um vagabundo, ótimo, dês de que ninguém seja obrigado a pagar as consequências da inércia voluntária financeira dele.
  • Economista do futuro UFSC  26/10/2017 14:29
    Caramba, que artigo sensacional!
  • Prando  26/10/2017 14:36
    O modelo educacional precisa evoluir e muito.
    Mais liberdade de escolha e alinhamento com a curiosidade individual deveriam ser itens básicos nos guias de educação.
    Existem algumas iniciativas nesse sentido, posso até citar uma bem próxima, a YggBoard, que permite às pessoas definirem seus caminhos de desenvolvimento com base em habilidades que gostariam de desenvolver.
    A internet seria o caminho mais óbvio para a oferta de conhecimento não estruturado, mas ainda é muito visível como algumas pessoas preferem se sujeitar ao tradicional, pelo medo e ainda pela falta de referências de caminhos alternativos.
    Ao mesmo tempo, imagino que essas referências já estejam sendo criadas, só precisam de tempo para se firmarem no mercado.
  • Político  26/10/2017 15:11
    O modelo educacional atual está perfeito, filhos de políticos são instruídos para serem políticos, filho dos ricos são instruídos para tocar negócios, os filhos da classe média são instruídos para pagar a conta e os filhos dos pobres são instruídos para serem classe média.
    É por isso que empreender e obter lucro precisa ser difícil e pesadamente taxado, se for mais fácil mais bois escaparão dessa boiada e vão colapsar o mundo como ele deve ser com cada um em seu devido lugar.
  • Samuel Risso  04/03/2018 12:52
    Disse tudo!
  • Sensato  26/10/2017 15:12
    Empreender no Brasil é suicídio. A melhor opção libertária no contexto desse país é ser investidor ou trader.
  • anônimo  26/10/2017 17:47
    Ou cair fora.
  • anônimo  26/10/2017 15:38
    Um belo choque no cérebro. Segui a carreira até aqui do "jeitinho ensinado" pela "sociedade", mas acho que boa parte do processo deu errado porque:

    1- Nunca achei que a escola me formasse para algo que eu realmente quisesse ser, daí sempre li além, fui atrás de cursos diferentes, de vídeos e experiências fora do meio acadêmico.

    2- Sempre fui a que causava a polêmica da sala em meu curso por achar que em minha faculdade de Administração tinhamos excelentes matérias para administrar qualquer negócio, menos o nosso próprio (?!).

    3- Formei feliz por ter feito o curso que eu queria mas com uma sensação gigantesca de que eu aprenderia bem mais se tivesse seguido um caminho mais livre, afinal, as coisas mais importantes que sei hoje aprendi foi fora do modelo convencional.
  • Paulo Ricardo  26/10/2017 15:46
    Uma dúvida. A pirâmide financeira na qual ele se refere, é o marketing multinivel?
  • Diogo  26/10/2017 15:57
    Não. Marketing multinível nada tem a ver com pirâmide (embora toda pirâmide se disfarce de marketing multinível).

    Neste vídeo, ele explica toda a diferença entre os dois:


  • anonimus  27/10/2017 10:31
    Se tem adesivo da marca em carro caro, é piramide.
  • Andre  26/10/2017 16:11
    Sim, há vídeos do Flávio Augusto no YouTube falando quase o artigo todo e em um deles descreve sua opinião sobre pirâmides financeiras e marketing multinivel, o último apesar de também existir dinheiro honesto, a promoção é feita com técnicas do Edir Macedo e as chances de sucesso não são maiores do que enrolar seus próprios brigadeiros e ir vender no terminal de ônibus de sua cidade.
  • Emerson Luis  26/12/2017 22:11

    Suponho que ele se referiu à Previdência Social (INSS, aposentadoria).

    * * *
  • Luiz Moran  26/10/2017 17:12
    O problema é que no Brasil empreender é sinônimo de sofrer, e, se mesmo assim você decidir empreender e obtiver sucesso, logo surgirá uma enxurrada de invejosos te criticando (em vez de tentar aprender algo) e de quebra você será rotulado de vários adjetivos que a esquerda parasitária adora:
    - coxinha
    - extremista de direita
    - burguês capitalista
    - conservador retrógado
    - xenófobo
    - sexista
    - machista
    - misógino
    - fascista
    - nazista
    - supremacista racial
    - caucasiano-greco-romano
    - militarista
    - opressor
    - egoísta
    - olavete
    - bolsominion
    - babaca preconceituoso
    - reaça desgraçado
    - fanático religioso
    - homofóbico
    - racista
  • Robson  20/07/2018 18:54
    Rapaz, até já me xingaram de patrâo.
  • Ronaldo  26/10/2017 18:26
    Com todo respeito ao autor, mas parece que li uma resenha do livro Pai Rico Pai Pobre.

    É indiscutível a importância dos empreendedores para o sucesso de uma sociedade, eu particularmente já sonhei muitas vezes em empreender, no passado.

    Mas de fato eu ODEIO vender, já apreendi que convecer pessoas a adquirir um produto ou serviço está bem longe de ser uma qualidade minha.

    Sou uma pessoa analítica, gosto de dados e de trabalhos introspectivos, prefiro passar horas sozinho na frente de uma computador do que apresentando um produto.

    E esta é a beleza do capitalismo, eu não preciso comercializar produtos para viver, e quem gosta de vendas não precisa se obrigar a ficar sentado na frente de um computador como eu.
    O capitalismo permite que eu troque as minhas horas sentado na frente de uma tela por dinheiro. Eu fico aqui desenvolvendo produtos que é o que sei fazer melhor. Enquanto isto, alguem que não entende de desenvolvimento vai lá para rua, vender o que eu crio de uma forma muito mais eficiente do que se eu estivesse vendendo.

    Nem muito ao norte e nem muito ao sul, uma sociedade liberal deve ter lugar para todos os tipos de pessoas, e é isto que quero ensinar para os meus filhos (quado os tiver).

    Eles não cairão no conto do almoço gratis, saberão que não existe serviço público gratuíto, que precisarão aprender o mínimo necessário de economina para administrar as próprias finanças e criar a seu fundo de previdência individual.
    Não confundir previdência inidividual com fundos de previdência privada. Acredito que cada pessoa deve acumular e administrar diretamente o seu capital. Faço isto e invisto parte do meu capital sabe onde? Na bolsa, onde existem empresas criadas por pessoas que sabem empreender melhor que eu.

    Se eu tivesse 18 anos novamente, faria tudo exatamente como fiz, aprendi uma profissão alheia ao ataque ideológico dentro das universidades (pelo menos até o momento), fiz intercâmbio, aprendi outra lingua, outras culturas, aprendi sobre economia. E usei tudo que aprendi para tirar o melhor possível da minha carreira.

    Não mudaria nem o fato de ter estudado para concurso público, serviu para aprender mais sobre como funciona as cabeças dos agentes públicos e como o governo é ineficiente. Mas disto só não me arrependo porque não passei no concurso que queria, porque neste caso seria mais um infeliz sanguessuga preso no sistema, rs.
  • Antero  26/10/2017 18:50
    Meu caro, todos nós somos vendedores. Seja você um autônomo ou um empregado de carteira assinada, você é um vendedor. Não tem escapatória.

    Como empregado, você tem de vender sua força de trabalho. Você tem de convencer seu empregador a comprar a sua força de trabalho. Você tem de convencer seu empregador a abrir mão do dinheiro dele em troca do seu talento. Se você não tiver um bom talento para vender, não haverá empregador para você. Ninguém abrirá mão do próprio dinheiro para adquirir os serviços oferecidos por seu talento.

    Como autônomo, aí a coisa é ainda mais direta. Você tem de convencer seu potencial contratante de que você é bom o suficiente para ele abrir mão do próprio dinheiro e comprar os serviços fornecidos por você.

    Você se engana ao se imaginar como um não-vendedor. Mesmo você sendo "uma pessoa analítica, que gosta de dados e de trabalhos introspectivos, e de passar horas sozinho na frente de uma computador", você ainda assim é um vendedor. Afinal, se você não convencer ninguém a abrir mão do próprio dinheiro para comprar seus serviços, você não terá renda nenhuma.

    Não há nenhuma diferença entre você convencer alguém a comprar seus serviços intelectuais ou você convencer alguém a comprar um produto que você fabricou. É a mesmíssima coisa.

    Você, em suma, está no mercado convencendo as pessoas de que elas devem abrir mão de seu suado dinheiro para comprar seus serviços. Isso é ser vendedor. E você, a julgar pelo seu sucesso, é um vendedor nato e não se deu conta disso.
  • Gabriel  26/10/2017 18:52
    Qualquer ato não-coercitivo por meio do qual você ganha dinheiro configura uma venda. Não há meio termo -- a menos, é claro, que você seja um mendigo e viva da piedade alheia.
  • Pobre Paulista  27/10/2017 01:31
    O autor desse texto é um dos dois únicos brasileiros que "dá bilhão" sem ajuda do governo (o outro é o M. dias branco).

    O autor do "Pai rico Pai pobre" é um vendedor de sonhos e enganador profissional, que FALIU sua própria empresa.

    Você pode até não ter gostado do texto, mas tenha mais cuidado na hora de fazer essas comparações ;-)
  • Guilherme  29/10/2017 04:12
    Pô, cara. Que infelicidade nas suas palavras em. Então quer dizer que a jornada de um empreendedor/empresário deve ser perfeita? Ele não pode errar? Kkk, quer dizer que agora quando uma empresa entra em falência o seu fundador é um "charlatão" ? Aprende uma coisa amigão, todo e qualquer ser humano vai errar nessa vida, fracassar é a única coisa que nos faz aprender realmente. Mas bom saber que agora falir é sinônimo de ser um perdedor, pois praticamente todos os bilionários já passaram por isso e devemos dizer à eles que seus patrimônios mostram que eles são mentirosos e vendedores de sonhos kkkk
  • Emerson Luis  26/12/2017 22:20

    Certa vez fiz parte da equipe de vendas de uma escola de inglês;

    Um gerente vaidoso em certo momento disse que determinado autor não teria moral para falar sobre administração, etc. porque este teria falido uma empresa;

    Não muito depois, no mesmo dia, esse mesmo gerente apontou certo empreendedor famoso como exemplo para nós porque teria falido umas três vezes e persistido.

    * * *
  • Pobre Paulista  06/03/2018 12:10
    Vocês não se atentaram ao cerne da minha crítica: "Vendedor de sonhos". Aparentemente os senhores compraram bastante dele. Falir uma empresa é consequência, não causa.

    (E ainda assim esse tal não soube gerenciar o dinheiro que vcs voluntariamente transferiram pra ele, isso é um fato)
  • anônimo  26/10/2017 18:52
    Sei bem o que é aprender por conta própria fora do sistema educacional. Eu terminei o segundo grau e não fiz faculdade. Comecei a aprender a programar com 15 anos de idade em um 286, hoje tenho 39. Infelizmente nunca consegui passar de sênior, perdi a conta da quantidade de boas oportunidades que eu perdi porque não tinha o diploma, mesmo que hoje na empresa em que eu trabalho eu seja o que mais tem conhecimento na área de TI, não somente de domínio de tecnologias antigas como também as tecnologias novas. Mas o que manda nesse país é o papel enrolado.
    Hoje sei que só terei sucesso de verdade sendo empresário e estou concentrando todos os meus esforços para este fim.
  • Antonio Jorge Barbosa  26/10/2017 21:16
    Fantástico. `Parabéns.
  • João Victor Marques  26/10/2017 22:00
    Muito bom o artigo, quando cheguei em casa já abri logo o mises.org (eu ví esse artigo quando estava na escola rsrs). Eu tenho 13 anos e tenho essa dificuldade de vender algo, por mais "simples" que seja, por exemplo, eu penso em estudar anos de física quântica e engenharia da computação, para quando for considerado "competente" eu possa empreender. De fato atualmente não há a possibilidade de eu empreender em algo tão complexo. O principal aprendizado foi justamente o "vender um produto qualquer". Bem, eu sou de uma família comum que foi doutrinada e não me apoia nesse sentido de empreender (eles preferem que eu me prepare, justamente, para concursos públicos), não estou reclamando dos meus pais como ambiente social, agora no quesito "sonhar grande", não tenho NINGUÉM que possa me auxiliar pessoalmente. Obrigado pelo artigo.
  • USPiano  27/10/2017 05:13
    Amigo, entendo você. Tenho 19 anos e uma vontade de empreender desde os 16. Estudo computação, mas já entrei enxergando a universidade apenas como uma chave para abrir portas(minha família é pobre). Estou engajado no inicio de um projeto de Startup e me arrependo de não ter começado a fazer pequenas coisas antes. Então minha dica: já aprende programação, não é difícil. Depois bota a mão na massa e vai criando suas coisas. Abç :)
  • Heinrich  28/10/2017 03:42
    queria te dar uma dica pessoal:

    TODO MUNDO NASCE AUTODIDATA
    isso mesmo, é o que a escola não quer que você saiba, é o que os professores mais odeiam: um aluno que sabe que é autodidata, que não depende do sistema, e questiona o sistema

    você tá no caminho certo lendo artigos aqui no mises

    Vou te dar uma dica boa que nao tinha em grande volume na minha época:
    Todo conhecimento que existe em faculdades está disponível na internet, no youtube por exemplo
    Aulas, textos, exercícios, TUDO. E você aprende bem mais rápido pela internet que com professor, se nao entender, volta e ve de novo. Sem alunos vagabundo atentados te atrapalhando, professores picaretas, nem nada. Desde física quântica até negócios, tudo mesmo tá aqui, inclusive muito melhor explicado que nas aulas. Então é uma questão de fazer um planejamento do que você quer aprender primeiro e seguir um plano. Logo logo você vai estar falando 4 línguas e excelente em programação ou o que for que você queira aprender.

    Comece aprendendo inglês,n fique fluente, porque aí você terá acesso aos materiais de melhor qualidade. Aprendi inglês sozinho assistindo vídeo e jogando video game, como muitos outros.

    Cuidado com armadilhas: se você tá só tirando 10 na sua escola, não fique acomodado. Muitas vezes aquilo apresentado na escola nem é tão util pra carreira que você for seguir. Tire 10 na escola, mas priorize seu projeto para ganhar uma grana logo cedo. Seu futuro eu agradecerá.
  • Condtatação  26/10/2017 22:06
    A lei da oferta e da procura não está sendo entendida pot milhares de funcionários. Trágico.
  • Capital Imoral  26/10/2017 23:13
    Pastor Flávio Augusto e a epidemia de inovação

    Talvez um dos homens que melhor represente a "Epidemia de inovação" seja o Pastor Flávio Augusto. Esse "pastor da iniciativa privada" prega nas redes sociais e pelo Brasil inteiro uma maneira de ser e agir que visa somente o mundo corporativo; como se o capitalismo fosse uma grande religião que nunca pode parar; só que, detalhe, ele está trazendo essa insatisfação para dentro do homem moderno, para dentro da alma humana.

    Vivemos uma grande epidemia de inovação onde as pessoas buscam a todo momento "se reinventar". Como se a alma humana fosse uma startup competindo com outras startups em um mercado infinito que nunca pode parar de competir. Lembre-se que isso, antigamente, era restrito somente às empresas e a certos indivíduos conhecidos como tarados por trabalho, psicopatas sociais, e hoje se tornou a coisa mais normal do mundo. Como qualquer outra startup, as exigências são infinitas: Saber falar no mínimo 3 línguas; Saúde física e mental perfeita; Beleza estética; domínio financeiro e matemático; domínio pleno da língua pátria, etc. Isso acaba criando uma distopia onde todo mundo está em constante competição; só que ninguém aguenta mais, mas ninguém pode parar de competir.

    Uma Escola para o homem "perfeito"
    Mas não basta o Pastor ensinar o modo como você deve viver. Ele quer que seu filho seja uma réplica desse homem corporativo desenhado a dedo. Esse homem que não pode chorar ou se entregar ao fracasso, que não pode sentir o gosto do tédio ou dor. Esse homem que está constantemente insatisfeito consigo mesmo. Neste novo mundo, seu filho será uma máquina perfeita que sabe calcular, falar, comer, beber, respirar. A consequência óbvia dessa constante inovação será o fim da religião e dos valores culturais de uma nação. É impossível inovar sem destruir o passado; tudo começa no homem.

    Consequências
    Essa distopia criada pelo Pastor Flávio Augusto já está trazendo consequências terríveis para sociedade. Se é necessário ser perfeito nesta distopia, essa mesma perfeição acaba produzindo níveis de mal estar. Porque, de fato, lembremo-nos, somos seres humanos cheios de falhas e erros. Nesta busca pela perfeição, obviamente, muitos irão ficar para trás, só que ainda sim, a pressão social irá continuar; a consequência é um esgotamento da nossa capacidade intelectual e afetiva. Cria-se uma tristeza por não conseguir atender as demandas infinitas da sociedade ou de pessoas como o Pastor Flávio Augusto; diante disso, nossos jovens tornam-se instáveis e pessoas depressivas.

    As pessoas estão cheias de obsessões, estão precisando tomar remédios e usar drogas para aguentar viver. Você não está percebendo isso? Isso está evidente! As taxas de suicídios não param de aumentar no Brasil e no mundo[1]. Tudo isso é consequência de um sistema que obriga o sujeito a competir sem descansar por um minuto sequer. Como se ele fosse uma commodity em busca do "melhor investimento". Isso acaba completamente com a natureza humana. É como se houvesse uma constante insatisfação existencial como imperativo para inovação.

    Em um mundo assim a pessoa nunca vai ter paz. O que sobra é o suicídio.

    [1] taxa de suicidios no mundo: apps.who.int/gho/data/node.sdg.3-4-viz-2?lang=en

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Minerius  27/10/2017 00:01
    "E fazer-se raro é sempre uma consequência de ter a coragem de sair voando de sua gaiola. Dentro dela, você vale muito menos. Você é apenas mais um na multidão de escravos modernos que têm um estilo diferente dos escravos de antigamente. Esses, antes da carta de alforria, tinham até moradia e comida pagos pelo seu dono. Hoje, os escravos modernos se endividam junto aos bancos do governo para passar os próximos 30 anos pagando por um apartamento, entram no rotativo do cartão de crédito até para fazer compras no supermercado, pagam uma quantia obscena de impostos, pensam que a CLT é um benefício que lhes dá alguma segurança, pagam contribuição sindical para sustentar pelegos controlados por partidos políticos, acreditam que as escolas e hospitais públicos são de graça, e acham normais as mordomias dos donos da corte."

    Não gosto desse termo "escravo moderno" porque já me lembra o pessoal da esquerda que usa de falácias marxistas (me lembrou também a conversa furada de "escravidão do salário") para de alguma forma tratar as pessoas como se fossem todas coitadinhas (pelo menos discordo disso relacionado com o fato da pessoa ter a vida de um assalariado comum). Agora, se é para falar de escravidão moderna eu posso falar disso. Cada pessoa tem seu papel na sociedade: tem aquelas que preferem o comodismo e então adotam o caminho tradicional (há sempre os custos e os benefícios de ser assalariado, o mesmo para empreender, cada qual com um custo e um benefício diferente, o que dependerá do cálculo econômico individual de cada pessoa com cada perfil) e outras não (esta a minoria da minoria). Penso que, quando ele se referiu ao "sistema", ele esteja falando do sistema estatal, que é o que gera a grande maioria dos problemas atuais hoje.


    "2. A sociedade discrimina os que começam esse tipo de jornada, mas bajula os que chegam ao final dela."

    Não exatamente. Não faltam pessoas invejosas que defendem que o governo roube mais os ricos.

    Não precisa nem seguir esses conselhos. É mais fácil sair do Brasil mesmo. É interessante começar um empreendimento, até vir um fiscal ou algum ladrão do estado roubar tudo que você tem (ou talvez te sequestrar). Aí fica na informalidade mesmo. Ou cometer autoimolação, o que alguns empreendedores fizeram no Egito após terem seus bens confiscados e serem multados pelo estado.

    Gostaria de estar mais a fundo neste mundo de empreendedorismo, mas agora está fora da realidade. Ou eu sigo o caminho da família ou eu talvez fique no olho da rua. E eu não sou da área de TI.

    Aos que conseguem prosperar nesse cenário horrorizante que é o brasileiro, meus parabéns.
  • Felipe  27/10/2017 10:27
    Ter 40% da sua renda confiscada para sustentar as mordomias do dono da corte, submeter-se compulsoriamente à CLT (que confisca outra parte do seu salário a título de INSS, FGTS e demais encargos sociais e trabalhistas), declarar imposto de renda sem ser remunerado por isso (e podendo ir para a cadeia caso faça uma declaração errada), ser proibido de importar bens bons e baratos do exterior etc.

    Se isso não é escravidão, então nada mais é.

    Endividar-se junto a um banco estatal para comprar casa e pagar juros durante 30 anos também é escravidão, mas aí é uma escravidão consentida.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/10/2017 11:53
    "Ter 40% da sua renda confiscada para sustentar as mordomias do dono da corte, submeter-se compulsoriamente à CLT (que confisca outra parte do seu salário a título de INSS, FGTS e demais encargos sociais e trabalhistas), declarar imposto de renda sem ser remunerado por isso (e podendo ir para a cadeia caso faça uma declaração errada), ser proibido de importar bens bons e baratos do exterior etc.

    Se isso não é escravidão, então nada mais é. "


    Eu deixei pouco claro. Não neguei que pagar imposto seja escravidão, tanto que eu deixei o link no comentário (espero que você tenha visto). Eu falei que o fato da pessoa ter a vida de um assalariado, aprioristicamente, não é escravidão. Ser assalariado não é escravo, ser obrigado à sustentar o estado, sim.

    "Endividar-se junto a um banco estatal para comprar casa e pagar juros durante 30 anos também é escravidão, mas aí é uma escravidão consentida. "

    Bom se você não pagar a casa ou afins ao menos você não vai ser sequestrado pelo estado.
  • Daniel  27/10/2017 01:01
    Nenhum rapaz "pobre da periferia" teria conseguido um cheque especial de 20 mil reais em 1995... pra quem não sabe, isso era equivalente a 200 salários mínimos na época, hoje isso seria equivalente a 187 mil reais. Não duvido que ele tenha conseguido os 20 mil, nem que tenha morado em um bairro da periferia, mas duvido que ele fosse "pobre" na época em que conseguiu. Existem famílias com dinheiro em todos os bairros da cidade e o banco, no mínimo, não achou que iria perder esse dinheiro. E ele possuía analistas de risco de crédito que investigavam a família dos indivíduos antes de aceitar um valor deste tamanho.

    É fácil empreender quando se tem berço esplêndido.
  • Alexandre  27/10/2017 10:38
    Do que você está falando? Aponte, por favor, o trecho em que o autor está dizendo que todo e qualquer favelado tem iguais condições de empreender que um magnata. Não li isso em lugar nenhum do artigo.

    Ah, sim, eu conheço a história do Flávio. É verdade que ele não era nenhum favelado, mas também está longe de ter nascido em berço esplêndido. Nasceu em uma família que hoje seria considerada classe C esbarrando na D.

    Realmente, aqui é a terra da inveja e do menosprezo: se um indivíduo é bem-sucedido, então só pode ser porque ele nasceu em "berço esplêndido", ainda que tenha passado longe disso. "Ah, eu não tenho chance nenhuma, pois não nasci milionário".

    O derrotismo e o conformismo do brasileiro nunca deixam de surpreender.

  • Mais Mises...  29/10/2017 23:57
    Típico brasileiro: mimizento e de uma baixa auto-estima de impressionar.
  • anônimo  27/10/2017 01:44
    Adorei todos os comentários, pela diversidade de ideias, dando oportunidade a quem tem discernimento de buscar seu próprio caminho sem se dobrar a um ou a outro, ser livre pra fazer o que quiser. Parabéns ao provocador e a todos os provocados. Da minha parte gosto de atuar dos dois lados, no empreendedorismo e como empregado ou funcionário público, pois as experiências me dão oportunidades e me enriquecem, e desta forma posso contribuir com as duas partes, pensando num mundo melhor pra mim, meus filhos e todos que vierem. Hoje estou na universidade trabalhando com EAD (ensino a distância) como bolsista da CEPES ganhando aquém do que desejaria, mas vivendo esta experiência tive a ideia e oportunidade de abrir minha própria escola de EAD (www.munamundi.com.br), na qual sou empreendedor com as experiências que adquiri na faculdade. Aceito cursos de pós-graduados e com vivência prática para colocar a venda na nossa plataforma, sejam bem-vindos!
  • Típico Filósofo  27/10/2017 02:11
    Data venia, jamais em minha vida li tamanho absurdo.

    Sou pós-doutor em filosofia, bacharel em sociologia, mestre em antropologia e intelectual de mérito inegável. A parede do meu escritório é tingida das descrições de minhas conquistas acadêmicas. Sou acadêmico da mais alta estirpe: conhecido de radialistas, deputados, cátedras de universidades federais e nome ecoado nos círculos progressistas nos EUA e na Europa.

    Conheci a vida na universidade: a erva da terra que alimentou minha criatividade, o almoço subsidiado que me manteve forte por 20 anos, meu primeiro amor (o marxismo) e minha primeira desilusão (a URSS). Aprendi tanto.

    Hoje quando me sento para dirigir o Uber (graças ao livre-mercado, o Estado não me paga), choro ao tocar no volante. Penso no desperdício que só Egeu entenderia que é ter um Hércules da Justiça Social vendendo frutas no mercado ao invés de livrar os estábulos da mancha anarco-neoliberal fascista reacionária leandro-roquista.

    São tempos taciturnos.
  • Guilherme  27/10/2017 12:17
    Ninguém se interessa pelos seus dons para remunera-lo por isso e nem comprar nada de você? Só pode ser por dois motivos, ou seus dons não sejam úteis às pessoas (se fosse elas pagariam por isso) ou você que não está sabendo vender seu "peixe" e está esperando a mãe estado te reconhecer. Vivemos num capitalismo e temos que jogar esse jogo. É como querer ser campeão mundial de judô estudando regras de futebol.
    Aliás, tem muitos filósofos que apareceram que estão muito bem sucedidos (Karnal, Cortella e Pondé).
  • Bill  27/10/2017 10:29
    Emprego em inglês, job, uma sigla para Just Over Broke, quase falido.
  • Raffael  27/10/2017 13:52
    É muito fácil falar isso quando se empreende em um setor não-regulado. Agora tente fazer isso no setor financeiro, médico, segurança, etc. Onde na maioria das vezes se exige um curso superior e milhares de certificações estatais, caso contrário você é multado e até preso.
  • Raffael  27/10/2017 14:36
    Eu, por exemplo, tenho vastos conhecimentos em economia e finanças, mas não posso ser consultor nessa área, pois não sou diplomado. Não posso gerir o patrimônio de terceiros, não posso recomendar compra de ações, derivativos, muito menos fazer qualquer sugestão de investimentos, ou fazer um estudo de viabilidade econômica. E no Brasil, que a cultura do diploma está mais forte que nunca, é quase impossível você começar a vida sem pelo menos um papel meia boca aprovado pelo Mec.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/10/2017 22:14
    Exatamente Raffael. Você pegou o ponto central.

    Não adianta. A cultura do diploma impera no Brasil e não tem nada que se possa fazer. Eu acho que a melhor dica, que vale mais que as dez dicas acima dele, é sair do país.

    Não nego que haja maneiras de empreender no Brasil, mas a realidade é que cada indivíduo é indivíduo. Não adianta achar que todos irão para um setor pouco regulado como o do Flávio. Inclusive ele próprio saiu do país. E ainda tem a questão dos pais (a grande maioria dos jovens brasileiros é dependente deles, a realidade de um país atrasado). Experimente você falar para eles que não vai num curso superior e vai tentar empreender...

    O negócio no Brasil é ser pragmático e dançar conforme a música.
  • Raffael  30/10/2017 00:46
    Se falar em pragmatismo para algumas pessoas aqui, você corre o risco de ser espancado metaforicamente falando. As pessoas ficam encantadas com Steve Jobs e Bill Gates, mas se esquecem de que a realidade deles foi totalmente diferente da nossa, que eles são a exceção mesmo levando em conta o cenário nos EUA. Daí chega alguém que é um ponto fora da curva, e dispara que "quem faz faculdade é fracassado".

    De verdade, eu adoraria que não fosse assim, mas o mundo real funciona dessa forma: empreender no Brasil é mais arriscado do que colocar capital em ações ou derivativos. E olha que o mercado financeiro aqui é considerado muito volátil.
  • Renato  27/10/2017 16:33
    Veja o ranking das pessoas que mais inspiram os jovens da geração Z (nascidos a partir da década de 90):

    Steve Jobs (8%)
    Jorge Paulo Lemann (5%)
    Silvio Santos (4%)
    Barack Obama (3%)
    Jesus Cristo (3%)
    Bill Gates (3%)
    Flávio Augusto da Silva (3%)
    Elon Musk (2%)
    Mark Zuckeberg (2%)

    A pesquisa foi feita em abril e maio deste ano e teve a participação de 4.093 candidatos a programas de estágio e trainee e 310 representantes de RH de empresas de diversos setores e portes.

    Muitos parabéns ao Flávio por estar neste seleto grupo.

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/steve-jobs-e-jorge-paulo-lemann-estao-entre-os-que-mais-inspiram-a-carreira-dos-jovens-diz-pesquisa.ghtml
  • Siriwalker  29/10/2017 21:08
    A pesquisa foi do tipo meia boca. Faltou incluir o Lula 32%.
  • André Ferris - advogado - oabrj  28/10/2017 04:52
    O Brasil é o paraíso do funcionalismo público...a indústria do concurso está aí a todo vapor...
  • Ze da Moita  07/03/2018 15:34
    e tem as empresas que vivem de licitação
  • Hideki  30/10/2017 12:54
    Também já tive várias empresas.
    A conclusão é que tem que ser louco para investir no Brasil.
    Impostos, Sindicatos, Justiça do trabalho, inadimplencia etc.

    O pior é que quando o faturamento cresce os impostos também aumentam, a única vantagem é que no Brasil existe muita gente sem noção que paga o olho da cara por meus serviços, na realidade é porque a concorrencia faz um serviço tão porco e depois sobra para mim consertar.

    O Brasil é o país mais empreendedor do mundo porém nem metade dos negócios sobrevivem ao primeiro ano e 90% morre em menos de 5 anos.
  • Oliveira  01/11/2017 12:49
    "O Brasil é o país mais empreendedor do mundo porém nem metade dos negócios sobrevivem ao primeiro ano e 90% morre em menos de 5 anos."

    Como assim o Brasil é o país mais empreendedor do mundo?

    E os negócios não sobrevivem no primeiro ano e 90% em 5 anos são por políticas equivocadas de governo como aquela anta aumentando juros e inflação, infelizmente isso pega de surpresa muitos empreendedores que não sabem como funciona a economia, e claro questões contábeis também entram nessa questão, mas o governo é o maior culpado por esta atrocidade.
  • Isaias Lobao  31/10/2017 13:28
    Concordo com o autor. Sou professor de história e de teologia. Já tenho um bom tempo de caminhada no ensino escolar. Posso atestar que a escola não surgiu para desenvolvimento da inovação, criatividade e o empreendedorismo. Ela serve para doutrinação, coerção e controle social. Por isso, os bons resultados dos colégios militares. Eles sintetizam bem a função da escola. E por isso também que a escola pública é ruim. Como o esquerdismo e as novas propostas pedagógicas quebraram a espinha dorsal da disciplina e da coerção, a escola ruiu.

    Acredito que este sistema escolar deveria ser optativo. Quem quiser deveria ser encaminhado para ele. Tem gente que se satisfaz com ele... Prefere o lugar comum, vive sem ambição e não quer a inovação. O problema é tentar enquadrar todos no sistema.

    E, como os leitores habituais deste espaço virtual sabem, o estado prefere e premia este sistema. E pune quem não aceita a escolarização obrigatória. E no Brasil, pior do que não oferecer educação, é oferecer o tipo de ensino que temos.

    Existe espaço para o ensino não-convencional, mas o preço pago é alto. Em Brasilia, e acho que em outras capitais deve ter algo semelhante, existem escolas que não seguem os ditames do méqui. Colégios que adotam currículos internacionais, como o Liceu Francês e o Colégio Americano Internacional. Os pais sabem que seus filhos não poderão estudar em faculdades no Brasil,mas investem neste tipo de ensino. Por isso, a clientela desse tipo de educação é formada por estrangeiros residentes no Brasil ou de pessoas que já moraram no exterior. Mesmo padecendo do pecado de representarem um sistema escolar, são muito melhores do que o nosso.

    A permissão da educação domiciliar seria um sofro de ar fresco para muitos. Teríamos espaço para a inovação e para a criatividade. Uma sociedade livre da educação escolar compulsória seria muito mais próspera.

    Este sistema que temos atualmente não vai melhorar. Não é mais dinheiro ou melhores professores. Ele sempre vai resultar em fracasso, ou melhor, seu sucesso é o nosso fracasso.

  • Gustavo S  01/11/2017 11:30
    O governo disse que contruiria estradas de alta qualidade, bem sinalizadas, sem buracos. Não aconteceu. Depois, disse que criaria um sistema de previdência social, em que as pessoas ganhariam muito mais do que depositariam. O contrário ocorreu. Informou a criação de leis trabalhistas, para defender os "direitos dos trabalhadores", como o salário mínimo. Desemprego alto foi o que se sucedeu. Gloriosamente anunciou a contrução de hospitais e escolas para cuidar da população e formar a futura geração. A única coisa que aprendi foi a ter um plano de saúde privado e que nada se aprende em escolas.
    Quando ele chegou, todo alegre, e comunicou a criação de universidades e faculdades, todas de ponta, todos regulados pelo MEC, eu disse: "Não vou cair nessa denovo".
    Existe muita pressão na decisão de fazer faculdade, mas a partir do momento em que se percebe a falta de conhecimento que ronda o meio acadêmico, a falta de disposição para trabalhar, é possível tornar essa escolha muito mais fácil.
    Quer aprender sobre negócios? Pague 75 reais por mês no meusucesso.com (ideia do Flávio) e aprenda o que você nunca viria em graduação nenhuma.
    Se quiser diploma, faça uma faculdade online regulamentada pelo MEC (muitas tem 3 anos de duração). Para adquirir conhecimento, utilize plataformas online, como o edX, em que é possível receber certificação de grandes empresas, como a Microsoft e o Google.
  • Marcelo Tosin  03/03/2018 15:32
    O sujeito faz uma faculdade, por exemplo, de engenharia por 5 anos e abre uma empresa pra vender cosméticos produzidos na China. Desperdício completo de tempo e talento. Esse é mais um exemplo do tipo de empreendedorismo defendido aqui, onde não se agrega conhecimento tecnológico. Inovação para nós é apenas mais uma funcionalidade no produto ou uma caixinha diferente, nunca é um novo algoritmo baseado em uma novo modelo matemático, nunca é um novo circuito integrado com maior capacidade ou inteligência.
    Nossa realidade é que não temos uma cultura tecnológica. Apenas uma cultura de vendas, que agora ao invés de ser uma mesa e um telefone é uma mesa e um computador ligado à internet.
    O que realmente vai nos tirar dessa vala da ignorância é estudar e se dedicar a uma determinada área. É entrar em uma universidade pública e extrair dela o que há de melhor, da sua excelência. É dedicar-se incondicionalmente ao aprender durante esse curto período. Envolver-se em atividades de pesquisa (iniciação científica), dedicar-se às disciplinas, especialmente as disciplinas técnicas, envolver-se nas atividades estudantis de formação de gestão, empresas júnior, etc. Sem esquecer que o importante é a formação técnica para a área onde está se formando.
    Aí sim, talvez um dia, teremos empreendedores de fato e certamente teremos vários Ellon Musks contribuindo efetivamente para o avanço da sociedade.
  • Andre  03/03/2018 23:39
    O Brasil ainda é um país de renda per capita de US$8.000, de poucas estradas boas, como limitada capacidade instalada de geração de energia, sem infraestrutura de comunicação e de economia quase totalmente estatizada, longe dos mais básicos estágios do desenvolvimento, é natural que os empreendedores locais se destaquem por atividades inovadoras muito simples como vender itens pouco disponíveis na internet, vender pizza pelo watsapp ou até fazer serviços banais de reparos mas em horários mais flexíveis e no fim de semana, mesmo o mercado de trabalho é bastante tosco, fazer um curso técnico, possuir experiência profissional sólida, ser pró ativo e ser disciplinado com frequência confere salário mais alto que 90% dos trabalhadores brasileiros.

    Elon Musk exerce suas atividades em um país de renda per capita de quase US$60.000, infraestrutura completa, quase 60% de sua população com formação superior, de leis que incentivam a inovação e empreendedorismo de alto nível e mão de obra qualificada para todos os lados, no BR ele no máximo criaria um app para concurseiros.

    O empreendedor brasileiro desde os poucos que investem em inovação até o que vendem cachorro quente na esquina são heróis, estão auferindo renda de forma independente e honesta no país do concurso público, este é a maior demonstração de respeito ao próximo.
  • Douglas  04/03/2018 10:26
    Como assim "defendido por esse site"? Agora mostrar os efeitos do estatismo e da cultura dos concursos nesse país (ou seja, atividades comerciais para suprir necessidades imediatistas e empresas multinacionais sérias passando longe de investir por aqui) é culpa do que esse site ensina?

    Só falta dizer também que pelo fato de elogiarmos empreendedores venezuelanos que fornecem produtos no mercado negro (porque se for depender do mercado regulado 100% da população venezuelana já teria morrido de fome) é também culpa do que esse site defende.

    É cada idiota que despenca de paraquedas aqui.

    Não existe uma ação sem consequência. O Brasil adotou o modelo fascista que estava em alta na década de 30, agora aprecie os frutos dessa escolha.
  • higopr  04/03/2018 07:14
    Eu tenho 20 anos e agora que fui "despertar" para ser um empreendedor.
    Faço estágio ( faculdade pública), então guardo esse pouco dinheiro (uns 3k guardados com 0 contas a pagar) que ganho para poder investir alguma coisa ou fundar uma empresa.
    Sempre penso em maneiras de como ganhar uns trocados a mais e não depender de um emprego.
    Essa vida de acordar às 7hrs, e chegar em casa as 19~20hrs pra ganhar uma mixaria e ainda aguentar superiores FDPS não é pra min não.
    Pior coisa pra min é ver meu tempo, meu esforço indo para outra pessoa...
  • anônimo  05/03/2018 18:55
    Muito bom o texto. Realmente inspirador para quem está do "outro lado da força": alguém que busca conhecimento desde muito cedo e que carrega um currículo vastíssimo, mas que tem dificuldade de encontrar emprego.

    Ter paixão pelo conhecimento, pelos livros, pelos grandes feitos da humanidade realmente não é úteis. Estudar o passado e as criações do homem, sem propósito utilitarista apenas leva o indivíduo a "meias verdades" do mundo e para um caminho que não terá fim, pois nunca se chegará à verdade pelas ciências, muito menos as humanas. O máximo que acontecerá será a repetição de um ciclo dialógico sem fim que criará a oposição e o conflito ideológico que pouco tem a ver com a realidade.

    Por outro lado, empreender, apesar das dificuldades, é motivador. Há um resultado material para o sucesso e para o esforço e isso pode, por sua vez, gerar mais sucesso e mais dinheiro. Assim, em uma sociedade que privilegia o útil e o funcional, nada mais correto do que criar aquilo que as pessoas querem. Com isso haverá retorno dos esforços, haverá recompensas financeiras, sociais e, pasmem, emocionais. O homem se sentirá pleno por chegar ao topo da cadeia dos homens e baterá com orgulho no peito para dizer ao filho "eu consegui e você pode fazer o mesmo".

    Nunca ficou tão claro para mim que o homem é filho de seu tempo e que seguir um caminho diferente disso é bobagem.
    Nosso tempo pede "vendedores", pede "utilidade", e pede "sucesso". Sigamos nessa luta, filhos do capital, e mostraremos ao mundo que as cabeças dos reis não rolaram à toa!

  • Joao felipe cardoso  06/03/2018 04:09
    Eu sou totamente contra esse sistema. A escola é a mesma há 100 anos, algo precisa ser mudado. E falo isso para meus colegas de classe há um bom tempo, porém eles preferem "seguir o fluxo" e dizer coisas como " é importante pra entrar na faculdade", e a que mais me toca:" isso permite uma segurança". Após ler o seu texto, minha angústia com essa malvadeza que vivencio todo dia cresceu muito, e meu desejo de empreender ainda mais. O que vcs acham dessa suposta segurança? É possivel tê-la mesmo tendo "fracassado" como empreendedor?
    Obrigado desde já
  • Pérsio Sandir DOliveira  06/03/2018 12:54
    Excelente artigo!
    Infelizmente, a Universidade brasileira forma EMPREGADOS. Não EMPREENDEDORES.
    Parabéns por este importante espaço de debate .
  • Ze da Moita  07/03/2018 12:17
    creio que a questão da busca pelo lendário bom emprego tem muito a ver com o medo do desconhecido, a rotina por pior que seja ainda é segura, não precisar encarar o novo e não precisa arcar com decisões tomadas tenham elas boas ou más consequencias e por este motivo também que as pessoas confiam tanto no Estado, por pior que seja, acham que estão seguras com o leviatã e que sem ele seria pior.

  • Benjamin Cartwright  25/07/2018 18:43
    Prezados colegas,
    É notório o estrago que o Paulo Freire fez e continua fazendo na educação brasileira.
    Pergunto a vocês:
    1) Quem seria, na opinião austríaca e conservadora, o patrono da educação brasileira?
    2) Quais são os pontos positivos e negativos sobre Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro?
  • Cristiane de Lira Silva  04/08/2018 22:40
    Paulo Freire no Brasil? Sério? Sem comentários sobre isso.
    Não acredito em doutrinação. E da forma como vocês estão falando em doutrinação escolar ela começou no Brasil antes de qualquer comunismo. Disciplina e obediência no sistema de ensino existe desde que o ensino era responsabilidade das igrejas e elas sempre andaram de mãos dadas com o poder, com o estado. Obediência sem questionamento é o que as religiões querem, não? Como seria diferente quando as igrejas se encarregavam da educação? Esse sistema parece continuar seguindo em frente por inércia, mas já existem escolas públicas e particulares que não focam em obediência.
    Quanto ao empreendedorismo há cursos, inclusive muitos oferecidos de graça pelo governo, voltados para o empreendedorismo. Com eles as pessoas aprendem a fornecer produtos ou serviços se assim quiserem. Dentro desses cursos há até mesmo matérias de empreendedorismo. Parece que o mundo está mudando um pouquinho, não acham?

    Esse texto parece muito com um livro que eu li há muito muito muito tempo: Pai Rico, Pai pobre. Quem me indicou, por sinal, foi uma pessoa que atualmente é concurseira e cujos pais são pequenos empreendores. Há quem nunca tenha lido esse livro, tenha pais que são meros empregados, estudado em escolas públicas, mas que decidiu empreender. Por isso não acredito e jamais vou acreditar em "doutrinação" alguma! As pessoas podem ter suas possibilidades limitadas pelo meio , mas escolhem dentro destas possibilidades o que querem ser. Escolhem algo porque gostam! Sim, há muitos que preferem a segurança do emprego com carteira assinada ou do emprego público ( o juiz Sérgio Moro, por exemplo) e não querem se aventurar pelo mundo do empreendedorismo. Não valorizam esse tipo de vida. Não acham legal ou que valha a pena. Outros querem mas não sabem como fazer (é. Também existe a falta de informação e não saber procurar informação). Não tem nada a ver com doutrinação. As pessoas são apenas diferentes. Seguir a boiada é fazer o que os outros acham que é o certo pra você, seja empreender, ser empregado ou funcionário público, mas se foi feita uma escolha consciente pesando os ganhos e as perdas não existe nada de seguir a boiada. Segue-se a PRÓPRIA vontade.
  • Cristiane de Lira Silva  04/08/2018 22:56
    Completando meu comentário.

    A pessoa que me falou sobre o livro Pai Rico, Pai Pobre, além de filha (é mulher) de empreendedores também é casada com um empreendedor. A vontade dela de empreender é zero! Há também quem queira empreender, mas não leva muito jeito pra coisa e perde tudo.


    Pessoas apenas são diferentes umas das outras. Não querem as mesmas coisas. Vocês mesmo já falaram isso aqui um zilhão de vezes. Não chamo isso de "mediocridade".

    Meus pais sempre me incentivaram a buscar emprego de carteira assinada e eu sempre achei que ter patrão seria pior que a morte. Por outro lado não tenho a menor pretensão de ganhar muito dinheiro. Só o suficiente para o lazer. Ele não pode me dar nada que eu realmente valorize. Empreender com a psicologia, a coisa que eu realmente gosto, seria um excelente caminho. Um pouco mais de estudos até eu decidir o que fazer...
  • Gustavo A.  06/08/2018 14:03
    Discordo do seu comentário.

    Existe doutrinação, sim. Claro que ela pode ser prevenida com pais presentes, que ensinem valores e cultura, que se atentem em mostrar o errado e o certo na educação escolar.

    Agora imagine uma situação de uma criança pobre com pais analfabetos funcionais que saem 5h da manhã para o trabalho, voltam de tarde e não tem tempo e nem conhecimento para passar esses valores para o filho. O filho passa pelo menos 5h por dia na escola estadual, escutando seu professor (que tem o status de ser iluminado, com conhecimento maior) discursar contra a meritocracia, expondo "os males do capitalismo", a opressão que o pobre sofre pela elite, etc... Como você pode dizer que essa criança não corre nenhum risco de ser doutrinada?

    Outro exemplo: uma pessoa que nunca teve uma educação política ou econômica, entra em um curso qualquer numa Federal e é bombardeada por materiais progressistas e socialistas, seja por professores ou pelos DCEs; você acredita que não haverá doutrinação?
  • O Capitalista  17/09/2018 16:18
    Não existe doutrinação. Até parece a teoria da conspiração. Deixa de ser burro!
  • Eduardo Queiroz  05/10/2018 09:24
    "Capitalista", pelo baixo nível da tua resposta vê-se que és um doutrinado e deverias mudar teu pseudônimo para "Comunistinha"
  • marcos  03/08/2018 18:17
    Na teoria é fácil.
  • Roberto  03/08/2018 21:20
    Qual teoria? Tudo o que foi narrado é experiência prática.
  • Mais Mises...  07/08/2018 19:03
    Cabra é preguiçoso até pra comentar... nem perca seu tempo. Nem o benefício da dúvida ele tem... resta-lhe apenas uma lacônica frase clichê.
  • Eduardo Queiroz  03/08/2018 21:47
    Excelente artigo! Identifico-me com tudo que foi mencionado, apenas não tenho um produto físico, empregados, fornecedores e clientes.

    Utilizo apenas a internet, comprando ou vendendo futuros e derivativos no mercado de capitais norte-americano como fonte de renda para pagar pelo meu estilo de vida. Dá até para financiar o estudo, alimentação, gastos com saúde e vestuário de 3 crianças tailandesas. Considero esse o meu melhor investimento pois vai impactar muitas vidas, por muitas décadas, a partir dessas 3 crianças.

    Compro e vendo esses instrumentos financeiros e não preciso ser vendedor nato, uso apenas a grande liquidez do mercado de capitais americano, utilizando uma plataforma de negociação digital.Não vivo nos EUA mas em Portugal, embora tenha nascido no Rio de Janeiro.

    Há pelo menos 10 anos que não preciso de emprego ou do INSS para viver. Tenho um capital aplicado em renda fixa para a minha "aposentadoria" (grande parte em obrigações de empresas americanas, os chamados "corporate bonds"). Também ensino as minhas filhas as técnicas que aprendi ou desenvolvi para que elas também não precisem viver no quadrado.

    Envio meu comentário não para me gabar mas apenas como mais um testemunho de que os conselhos encontrados no artigo acima podem ser implementados, tendo cada um que descobrir as suas próprias qualidades para aproveitá-las num negócio próprio.
  • Pesadelo da Anvisa  04/08/2018 18:33
    Eu sou vendedor na deep web (obviamente não posso dar detalhes), hoje ganho mais que qualquer auditor fiscal e eu trabalho apenas poucas horas por semana. Isto começou quando larguei a faculdade, sem isto jamais teria tido tempo e disposição para fazer o que faço hoje.
  • ed  05/08/2018 10:48
    "obviamente não posso dar detalhes"

    Quais as drogas que você vende?
  • Gustavo A.  06/08/2018 14:04
    Aí o cara vende medicamento tipo "doutorzinho", que foi proibido pela gloriosa ANVISA... hahahaha
  • 4lex5andro  04/08/2018 21:59
    Só os ensinos técnico profissionalizante e militar tem alguns méritos na formação [o primeiro por agregar valor, competência ao aluno e o segundo por incentivar valores éticos e morais] do estudante.

    Não são melhores pelas amarras do MEC e não por acaso são praticamente uma ilha dentro do universo do ensino estatal deste país.
  • Lucius Vinicius  05/08/2018 11:11
    Tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e sempre quis ser um professor da área de exatas, mas gostaria de evitar ao máximo trabalhar para o Estado ou algo do tipo. Gostaria de empreender como professor particular ou investir em algum lugar para ter o meu próprio cursinho.

    Infelizmente, normalmente quando falo isso para alguém ela logo diz que é uma péssima ideia e que eu deveria trabalhar em algum setor público para ganhar mais dinheiro.

    O meu pensamento está errado?

    OBS.: Ótimo artigo!
  • Insurgente  06/08/2018 18:16
    Nem um milímetro!

    Fuja dos matrixianos que estão na caverna pedindo para você adorar o deus estado.

    Quando ouvir algo como "faça um concurso público que você vai ganhar mais e trabalhar pouco (sic)", pense que é o diabo quem está falando e fuja dali o mais rápido possível.
  • Allan  09/08/2018 16:12
    Excelente artigo. Atos como esse realmente mudam o Brasil.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  09/08/2018 19:59
    Excelente artigo.

    Admiro a trajetória do Flávio, nossa trajetória inicial é relativamente parecida, com pais remediados e morando na periferia. Guardo seu exemplo e de outros empreendedores que admiro, e só. Eles ensinam pelo exemplo.

    E os colegas citaram muito o livro "Pai Rico, Pai Pobre". Aprendi muito com ele, mas o livro que mais me ajudou foi "Os Segredos da mente milionária", de T. Harv Eker...vale a leitura.
  • airton  24/08/2018 17:42
    Um dos textos mais fantásticos do site. Queria ter lido isso aos meus 18 anos.
  • Lucas  29/08/2018 15:17
    E as escolas militares,vocês são a favor da militarização das escolas ou não ?
  • Lucas  29/08/2018 22:51
    Pergunto por ser um assunto favorável para muitas pessoas aqui no Brasil.


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