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A ideia de que os gastos dos consumidores geram empregos atenta contra a lógica
Quem gera empregos são empreendedores que antecipam corretamente o mercado

Comecemos pelo básico: dizer que a economia é conduzida pela demanda (gastos) dos consumidores é o equivalente a colocar a carroça na frente do boi.

O que conduz a economia é a produção. O consumo, por definição, só pode vir depois da produção. A produção deve necessariamente vir antes do consumo.

Para que eu possa demandar (consumir) algo, eu tenho antes de ter produzido algo. Se eu não produzo nada que tenha valor no mercado, não terei renda e consequentemente minha demanda será zero.

A produção, portanto, tem necessariamente de vir antes da demanda (consumo). A demanda é consequência da produção, e não a causa dela.

Os gastos gloriosos

No entanto, não apenas continua popular a tese de que a economia é conduzida pela demanda, como também é quase que universalmente aceita a tese de que são os gastos dos consumidores o que gera empregos. Quanto mais os consumidores gastam, mais empregos são gerados.

Esta tese é ainda mais popular nos meios acadêmicos porque ela dá suporte à ideia keynesiana de que o governo deve "estimular" a economia quando há uma recessão, seja por meio de políticas fiscais ou monetárias. Quanto mais o governo gastar ou quanto mais ele estimular o endividamento das pessoas (por meio de uma política monetária expansiva), mais empregos serão gerados.

Em seu cerne, a ideia é que se os gastos em bens e serviços aumentarem, então mais pessoas serão necessárias para produzir estes bens e serviços. Consequentemente, mais pessoas terão empregos e ganharão salários, podendo então comprar mais bens e serviços, criando assim um moto-perpétuo.

O problema é que, embora esta lógica seja atraente — porque simplista e de fácil entendimento —, ela se baseia em uma pressuposição totalmente falsa. Não existe essa relação entre gastos do consumidor e emprego, a qual os keynesianos juram ser óbvia.

O primeiro erro

Como explicado acima, tratar a economia como se ela fosse conduzida pelos gastos é ver a realidade de maneira invertida.

E tal erro é normalmente cometido por quem não inclui o empreendedorismo em seus modelos econômicos e desconhece o papel dos empreendedores em uma economia. Isso é corriqueiro nas modelagens formais do atual ensino da ciência econômica.

Se pensarmos que a economia é algo mecânico, circular e em constante equilíbrio, então de fato não há motivos para se considerar a figura do empreendedor. Neste cenário, a economia passe a ser como Hamlet sem o príncipe dinamarquês: um sistema destituído de atores e de ação.

Sob este prisma, a economia é como uma máquina em moto-perpétuo, que funciona por meio de gastos que se movem em um fluxo circular, com recursos homogêneos.

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Ou seja, não há uma estrutura do capital complexa, não há varias etapas de produção, não há preferências temporais.  Há apenas gastos, os quais fazem automaticamente o serviço de "gerar emprego e crescimento".

Só que tal visão mecanicista da economia é totalmente irreal. O mercado é um processo dinâmico, e não apresenta "equilíbrio". E o empreendedorismo é a força-motriz deste dinamismo.

O mundo real é dinâmico e está em contínuas mudanças. E é daí que surgem os empregos.

O papel do empreendedorismo

Antes da avalanche keynesiana — que se resume a abolir a visão dinâmica do mercado e a ver toda a economia como um fluxo circular homogêneo —, os economistas tinham a correta visão do funcionamento da economia: o que conduz toda a economia não é a demanda e o gasto, mas sim o empreendedorismo e a produção.

Com efeito, John Stuart Mill, em sua Quarta Proposição Fundamental sobre o capital, já dissera que "a demanda por mercadorias não é o mesmo que demanda por mão-de-obra". Tal constatação é clara quando se passa a levar em conta a função do empreendedor.

Empreendedorismo é perceber oportunidades que não estão especificadas nos dados conhecidos por todos. É o ato de ver uma nova maneira de alocar meios para alcançar um fim. Empreendedorismo não é apenas tentar melhorar algo que já existe; empreendedorismo é criação. Empreendedores criam riqueza ao alocar corretamente recursos escassos para usos mais produtivos. Empreendedorismo, em suma, é descobrir oportunidades ainda não percebidas de lucro, e agir em cima dessas oportunidades.

O que fazem os empreendedores? Eles tentam antecipar quais serão as demandas futuras dos consumidores, e então contratam mão-de-obra, compram maquinário e produzem bens e serviços de acordo com esta estimativa. Em outras palavras, eles contratam mão-de-obra e produzem antecipadamente na esperança de que conseguirão vender, no futuro, estes bens e serviços.

Se irá de fato haver ou não demanda para os bens e serviços produzidos por este empreendedor é algo que dependerá totalmente dos consumidores e da maneira como eles irão avaliar os bens e serviços oferecidos (o preço cobrado está de acordo?). Irá depender também de quais outros bens e serviços concorrentes os consumidores poderão comprar (e se os preços da concorrência forem menores e a qualidade maior?). Igualmente relevante é como será o comportamento futuro dos consumidores, pois em algumas situações eles preferirão poupar a consumir.

Portanto, eis o que ocorre: primeiro, o empreendedor tem de antecipar corretamente a demanda dos consumidores; depois, ele tem de antecipar corretamente qual preço poderá ser cobrado pelo produto final; finalmente, o empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este bem a um custo suficientemente baixo, de modo a tornar todo o empreendimento viável.

Em outras palavras, os empreendedores arcam com todas as incertezas de seu empreendimento. Eles tentam antecipar como os consumidores irão valorar seus bens e serviços, e, baseando-se nesta estimativa, eles estimam os preços. Tais preços, por sua vez, irão determinar se todo o processo de produção será viável ou não. Se o custo operacional for maior que o preço final estimado, nada feito.

Empreendedores criam empregos, e o gasto dos consumidores é irrelevante neste processo

O que tudo isso significa é que os empreendedores especulam sobre o futuro, que é quando irão efetivamente colocar seus bens e serviços à venda. Consequentemente, todo o investimento para a produção e toda a contratação de mão-de-obra ocorrerá independentemente de haver gastos no mercado.

Empreendedores não tomam decisões de investimento e produção baseando-se nos gastos de hoje, mas sim baseando-se em como eles prevêem que será o futuro. A produção é algo que leva tempo, de modo que as condições vigentes de consumo (os gastos dos consumidores) quando uma decisão de investimento é tomada não são muito relevantes, pois elas podem mudar repentinamente. Assim, o que realmente importa é o futuro: como será o mercado quando o processo de produção estiver concluído.

Essa constatação solapa completamente as bases da visão keynesiana da economia, pois, no mundo real, o empreendedor irá empregar pessoas antes de a demanda ser conhecida — com efeito, antes até mesmo de a demanda poder ser conhecida.

Isso vale para qualquer área.

Quando uma incorporadora contrata mão-de-obra e compra maquinários para fazer a terraplenagem de um local para ali construir um condomínio ou mesmo um shopping, não houve nenhum gasto do consumidor para gerar aqueles empregos. A incorporadora apenas estimou a demanda futura para seu produto final e, com base nessa estimativa, pediu empréstimos, contratou mão-de-obra, investiu e produziu. Nenhum fluxo de gastos do consumidor criou aqueles empregos.

Quando uma fabricante de automóveis constrói uma planta para fabricar carros, nenhum gasto do consumidor gerou aqueles empregos. Os empregos foram criados com base na estimativa dos empreendedores em relação à demanda futura.

Quando um comerciante abre uma loja de roupas, ele contrata vendedores com base na sua estimativa de como serão suas vendas. A contratação de vendedores ocorre sem que um único centavo dos consumidores tenha sido gasto. O mesmo raciocínio se aplica a um restaurante e toda a contração de cozinheiros e garçons.

Portanto, temos que, de início, empregos são criados sem que tenha havido nenhum gasto dos consumidores. Tudo se baseou na expectativa dos empreendedores quanto à demanda futura. Quando os consumidores finalmente começam a gastar comprando esses bens e serviços produzidos, os empregos já estavam criados.

Ok. Mas, e depois?

Bom, se o empreendedor fracassar — o que significa que não houve demanda suficiente para gerar receitas para cobrir os custos —, o empreendimento ainda assim terá empregado trabalhadores.

É verdade é que se o empreendedor não acreditar que a situação ruim irá mudar, esses trabalhadores poderão perder seus empregos. Mas o ponto é que os empregos foram criados independentemente dos gastos do consumidor.

Por outro lado, se o empreendedor for bem-sucedido — o que significa que os bens e serviços serão eventualmente vendidos a um preço que cubra os custos de produção — haverá uma relação entre gastos dos consumidores (naqueles bens e serviços) e a lucratividade do empreendimento. E isso é tudo o que pode ser dito ao certo. Não há nenhuma teoria que diga que o empreendedor irá manter os empregos que ele criou. Ele pode perfeitamente demitir e automatizar, por exemplo. Ou pode ele próprio assumir as funções do empregado demitido. O fato é que nada garante que os empregos criados pelo empreendedor serão mantidos pelos gastos dos consumidores.

Mas, e se a demanda for muito maior que a esperada? O empreendedor não terá de contratar mais pessoas?

Não necessariamente. Com efeito, o exemplo do empreendedor bem-sucedido apenas fortalece ainda mais o argumento de que os gastos em consumo não conduzem o emprego. Se o empreendedor descobre que a demanda por seus bens e serviços era muito maior do que ele antecipara, isso não necessariamente irá gerar mais empregos. Não há nada que comprove que um aumento da demanda fará com que o empreendedor empregue mais trabalhadores.

Para começar, se o empreendedor acreditar que esta maior demanda irá durar para sempre (o que seria uma mera especulação), ele irá investir em aumentar sua produção. Ele de fato pode simplesmente redobrar a aposta no atual processo, contratando mais pessoas, mas o mais provável é que ele faça investimentos em automação. Volumes de produção maiores fazem com que seja mais fácil cobrir os custos fixos iniciais do maquinário. E os lucros são muito mais afetados por custos variáveis, como salários e encargos sociais e trabalhistas. Ademais, empregar mais pessoas requer mais gastos com o treinamento de trabalhadores.

Entretanto, mesmo se desconsiderarmos essa constatação de que máquinas podem substituir a mão-de-obra (pois torna o trabalho mais produtivo), e assumirmos que o empreendedor irá simplesmente dobrar a aposta no processo de produção inicial e contratar mais mão-de-obra, ainda assim a visão keynesiana de que a demanda gera empregos não se sustenta: afinal, a contratação de mais mão-de-obra e o investimento para aumentar a produção ainda continuam ocorrendo em antecipação à demanda futura — e não em resposta à demanda atual.

Um eventual aumento na demanda hoje não necessariamente será duradouro. Pode acabar amanhã, pode acabar mês que vem, ou ano que vem. Impossível saber. Consequentemente, qualquer decisão de contratar mais mão-de-obra hoje será meramente uma especulação em relação à demanda futura.

Conclusão

Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).

Simplesmente não há como escapar do fato de que a produção precede o consumo. E isso é algo fundamental: o empreendedor incorre em sua produção e contrata mão-de-obra antes de saber se será capaz de vender os bens e serviços produzidos.

O eventual gasto dos consumidores naquele bem ou serviço produzido ocorrerá após a produção e a geração de empregos, e não o contrário. O gasto dos consumidores não cria empregos para as pessoas. O que cria empregos são o investimento e a produção feitos pelos empreendedores.

Não faz nenhum sentido pensar que gastos dos consumidores precedem a produção e o emprego. Reduza a economia a apenas duas pessoas e veja se seria possível o gasto de A causar a produção feita por B.

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Leia também:

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Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece

Não faz sentido estimular a demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção


autor

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia, é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e é professor de Empreendedorismo e Livre Iniciativa na Escola de Empreendedorismo da Oklahoma State University.




  • Carlos Nascimento Duarte  28/09/2017 13:48
    Na verdade, qualquer empreendedor minimamente capaz sabe disso. Apenas economistas acadêmicos (majoritariamente keynesianos) que nunca gerenciaram uma carrocinha de pipoca é que não sabem.

    Quando você abre uma sorveteria self-service (meu caso) e contrata funcionários, você faz tudo isso de maneira puramente especulativa. Você não faz a mínima ideia de se haverá qualquer demanda e nem mesmo se o preço que você vai cobrar será aceito pelas pessoas. É tudo na base da estimativa.

    Aí, quando você abre o estabelecimento e o primeiro cliente chega pra comprar o primeiro sorvete, os empregos já foram criados.

    Se por acaso a demanda for boa e você decidir contratar mais pessoas, ainda assim sua decisão de contratar mais será meramente especulativa. Você está tomando por base o cenário atual de boa demanda e especulando que ele continuará assim no futuro. Aí você contrata mais pessoas. Mas tudo é na base da pura especulação. Se você estiver errado e a demanda não se concretizar, você ainda assim terá criado empregos (que durarão pouco). Se você estiver certo e a demanda se concretizar, você criou empregos baseado em uma especulação que se provou correta no futuro.
  • Magno  28/09/2017 13:54
    O grande Walter Williams certa vez disse: o gerente do supermercado não sabe o que eu quero, quando irei querer, e em que quantidade. Mas tudo tem de estar lá exatamente quando eu quiser. Se eu aparecer lá e não encontrar o que eu quero e na quantidade que eu quero, vou para a concorrência.

    O que vale ressaltar nesse insight é que tudo já tem de estar produzido (e com pessoas empregadas) antes de eu gastar um único centavo naquele produto.

    Dizer que o meu gasto naquele produto é que irá causar a sua produção e empregar pessoas é algo absolutamente insensato e uma inversão da realidade. Quando o cara empregou alguém para produzir aquele produto, ele nem sabia se eu realmente ia querer gastar naquilo.
  • Gabriel  28/09/2017 14:25
    Leandro em OFF

    Pelo sistema de reservas bancárias e compulsórios, o saldo em conta corrente bancário poderia ser considerado um ativo do ponto de vista do cliente? Do banco eu imagino que seria um ativo.
  • Leandro  28/09/2017 14:52
    Pergunta meio confusa, pois mistura dois conceitos. Mas digo o seguinte:

    As reservas e compulsórios são um ativo dos bancos e um passivo do Banco Central.

    Já o dinheiro em conta-corrente é um ativo do correntista e um passivo dos bancos.

  • Político  28/09/2017 14:54
    Basta o governo liberar crédito que famílias incautas sem nenhuma instrução financeira o tomam acima de suas possibilidades para consumir, os empreendedores que já atuam no mercado notarão o aumento no faturamento e reforçarão a produção.
    O objetivo disso tudo não é progredir nada, é só fazer a economia parecer boa, melhorar o bem estar momentaneamente para conseguir votos.
    Pobre nasceu para trocar voto por migalha, a classe média para pagar a conta e os outros para comandar, há uns liberais revoltados no meio por aí mas não têm poder de nada, maioria é funcionário público colaboracionista, economistas de pouca expressão ou da classe média cheio de boletos para pagar.
  • Leandro  28/09/2017 15:17
    "famílias incautas sem nenhuma instrução financeira o tomam [crédito] acima de suas possibilidades para consumir, os empreendedores que já atuam no mercado notarão o aumento no faturamento e reforçarão a produção."

    Sem dúvida há vários que farão isso. Mas mesmo essa medida seria uma mera especulação da parte dos empreendedores: como eles viram que o consumo deu uma aquecida hoje, eles imaginam que tal aquecida continuará no futuro. E então, com base nessa expectativa, eles decidem contratar mais trabalhadores. O bom momento (artificial) de hoje os ludibriou a contratar mais mão-de-obra pensando no futuro.

    Porém, como todo esse arranjo da expansão de crédito é artificial (como você corretamente mencionou), quando o futuro chegar estes empregos revelar-se-ão desnecessários e mal alocados. Os trabalhadores serão demitidas, pois a expectativa positiva dos empreendedores quanto ao futuro não se concretizou.

    Isso foi exatamente o que ocorreu do governo Dilma até hoje. Essa é causa básica dos ciclos econômicos: empreendedores, baseando-se no bom momento (artificial) do presente, criado pela expansão (artificial) do crédito, aumentam sua produção e contratam mão-de-obra levados pela expectativa de que o futuro será igualmente promissor.

    Mas quando o futuro chega e toda aquela artificialidade finalmente se revela falsa, começa todo o processo de correção, com falências e demissões. Os empreendedores, no final, leram a situação de maneira errada e fizeram estimativas incorretas. Mas, mesmo assim, foram eles que criaram empregos (ainda que de curta duração).
  • Demolidor  29/09/2017 05:31
    Famílias com a renda comprometida com financiamentos, sem grandes margens para consumo, correto?

    Consumo sobe no início, quando todos estão pegando dinheiro emprestado (inclusive empreendedores expandindo rápido para dar conta da demanda), e declina abruptamente ao final do ciclo, quando o orçamento começa a apertar. Daí para descambar em crise, perda de emprego, orçamento ainda mais apertado e posterior calote é consequência. Correto, também?

    Me pergunto se não seria menos danoso simplesmente imprimir dinheiro e distribuí-lo por helicópteros.

    Se simplesmente tivéssemos uma economia livre, inclusive com possibilidade de diminuição de salários, com moeda forte, onde os preços seguiriam sua tendência natural de cair continuamente, teríamos, isso sim, um aumento contínuo na produtividade (o aumento no consumo seria consequência). Não sou só eu quem está dizendo isso, é o próprio BIS.

    Problema é que deflação é ruim para quem está endividado, especialmente aqueles cronicamente nesta situação (como o governo), além de dificultar a coleta de impostos.
  • Andre  28/09/2017 16:47
    Realidade nua e crua. Prevejo políticos tradicionais faturando votos de liberais em 2018.
  • Paulo Henrique  28/09/2017 19:30
    Será que é mesmo culpa apenas da incapacidade financeira dessas pessoas? O fato de todo um mercado cair de cabeça nos ciclos econômicos, empresários com uma visão razoável de contabilidade, etc.. Veja o incentivo de ganhos que uma bolha imobiliária trás, mesmo para um austríaco familiarizado com os ciclos econômicos, e que tenha identificado a bolha. Os ganhos de entrar nela e saber sair pode ser recompensador. Mesmo que isso seja incentivar ainda mais o tamanho da bolha.

    É possível imaginar uma sociedade que as pessoas simplesmente se recusem a tomar crédito mesmo com incentivos de ganhos no curto prazo? Acho que isso exigiria muita visão social da parte dela. Ou exigiria uma tradição de poupança muito forte , e o Brasileiro não tem ela..

  • Leandro  28/09/2017 21:27
    Prezado Paulo Henrique, você tocou num ponto crucial: quando há uma expansão artificial do crédito, mesmo um empreendedor que entenda perfeitamente a mecânica dos ciclos econômicos e sabe que aquilo não se sustenta não pode se dar ao luxo de "ficar fora da festa".

    Se ele não se alavancar e expandir seus negócios, será devorado pela concorrência e perderá fatia de mercado. Com efeito, seus concorrentes poderão fazer uso do crédito farto para "roubar" a mão-de-obra qualificada deste empreendedor prudente, oferecendo salários maiores.

    Sendo assim, não lhe resta alternativa senão embarcar na farra.

    Tudo pode ser resumido na seguinte frase: durante um boom artificial gerado pelo crédito artificialmente barato, não são os empreendedores que se tornam tolos; os tolos é que se tornam empreendedores.

    E nisso causam um grande desarranjo.
  • Ademir  28/09/2017 21:22
    Acho que esse é um dos melhores artigos do site (e olhe que já li bastante) porque ele esclarece conceitos importantes e ajuda entender as consequências nefastas de se tentar manipular essa realidade. Toda a dinâmica dos ciclos econômicos pode ser entendida pela simples constatação trazida por este artigo.

    Como bem colocou o Leandro, quando há uma expansão artificial do crédito e o cenário econômico se torna artificialmente melhor, vários empreendedores passam a acreditar que este bom momento atual não será temporário mas sim duradouro. E aí saem aumentando a produção e contratando mão de obra. Eles foram ludibriados pela expansão do crédito.

    Aí quando o futuro chega e revela que toda a economia estava sobre um castelo de areia, tudo desmorona, inclusive os empregos (que nem deveriam ter sido criados). "Os empreendedores, no final, leram a situação de maneira errada e fizeram estimativas incorretas".
  • Juan  28/09/2017 15:18
    Capitalismo é o oposto de consumismo. Aqueles que crêem que o capitalismo se sustenta sobre o consumismo desconhecem a própria raiz da palavra "capitalismo". Capitalismo advém de capital. Capitalismo é acumulação de capital. E capital é aquela fatia do nosso patrimônio que aumenta a nossa riqueza futura. Capital é toda a riqueza acumulada — que pertence a empresas ou a indivíduos — e que é utilizada para o propósito de se auferir receitas e lucros futuros.

    Capital, em suma, é aquilo que cria riqueza futura para nós mesmos e para o resto da sociedade.

    Para acumular capital é necessário poupar. E para poupar é necessário restringir o consumo.

    O capitalismo não depende do consumo, mas sim da poupança. Uma sociedade que consome 100% da sua renda será uma sociedade nada capitalista. Não haveria um único bem de capital existente: não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades, não haveria nada.

    Simplesmente, todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consome 100% da sua renda, ela não produz nenhum outro bem que não seja de consumo imediato.

    Por tudo isso, sociedades ultra-consumistas são necessariamente sociedades de subsistência. Uma tribo africana consome 100% de sua produção (renda). Como não consegue poupar, não consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza. Nada é mais anti-capitalista que uma sociedade ultra-consumista.
  • Alexandre   28/09/2017 16:51
    O capital é o trabalho utilizado como uma renúncia do presente em favor do futuro.
  • Marcelo  28/09/2017 17:31
    Bom ponto. Na Venezuela, as pessoas saem no braço para conseguir um saco de arroz. E a escassez é geral (o que significa, por definição, que tudo o que foi produzido foi consumido). Na prática, lá nada fica sem ser consumido.

    Pela lógica daqueles que dizem que capitalismo é consumismo, a Venezuela deve ser um capitalismo selvagem então.
  • Pobre Paulista  28/09/2017 17:15
    Sobre o "até os empreendimentos que fracassam geram empregos":

    "You're right, I did lose a million dollars last year. I expect to lose a million dollars this year. I expect to lose a million dollars next year. You know, Mr. Thatcher, at the rate of a million dollars a year, I'll have to close this place in… 60 years." - Citizen Kane
  • Haroldo Beria  28/09/2017 17:26
    Muito obrigado pelo artigo! Esclareceu uma dúvida que eu sempre tive e com explicação cristalina.
  • Andre  28/09/2017 18:04
    Se os gastos dos consumidores geram empregos eu não sei. A decisão de contratar alguem de fato cabe ao empreendedor.

    Mas tomemos como exemplo a sorveteria do Carlos. Se ele observar que a loja está consistentemente cheia, esta observação irá influenciar a sua decisão relativa a reposição dos estoques. Ou seja, se ele observar que o movimento da loja está aumentando nos finais de semana e pode faltar produto porque o fornecedor dele não faz entrega nestes dias, pode decidir comprar um pouco mais produto.

    Uma empresa que planeja aumentar a produção toma esta decisão com base na sua estratégia e seu planejamento de negócios, decisão esta que tem sempre um componente especulativo sobre o futuro mas também leva em consideração a demanda presente e histórica.

    No caso de produtos ou serviços novos, para os quais não há histórico, empresas rotineiramente fazem uso de mercados de teste, para avaliar a demanda, antes de partir para um investimento e uma expansão em maior escala.

    Ê certo que empreendedores que estão na fronteira da inovação assumem um risco maior sobre a demanda futura mas, mesmo nestes casos, há um mínimo de planejamento que leva em conta a demanda observada no presente.

    Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro) e de acordo com suas observações sobre a demanda presente e passada.

  • Felipe  28/09/2017 18:19
    Concordo com tudo o que você falou e penso estar correto. Só não consegui ver exatamente onde está um contra-argumento ao que foi apresentado no texto.

    No final, você próprio concordou que o empreendedor faz tudo baseando-se em suas próprias estimativas. Observar "a demanda presente e passada", e então contratar mão-de-obra na expectativa de que a demanda futura continuará boa, é apenas mais um exemplo de empreendedor contratando mão-de-obra hoje com base puramente em suas expectativas quanto ao futuro.

    Exatamente como diz o texto.
  • Andre  29/09/2017 01:25
    Felipe,

    O que eu sugeri foi que os empreendedores tomam decisões de investimento com base, em parte, na demanda presente (consumo). Investimento pode resultar em contratação de pessoas. Por esta razão, concluir que consumo gera emprego não parece tão fora de propósito como o autor afirma.

  • Emerson  29/09/2017 12:44
    Há de se observar que o empreendedor, quando especula um aumento de demanda futura ou continuação de uma demanda atual, pode simplesmente escolher aumentar os preços ao invés de aumentar a produção. Ou seja, aumento da oferta monetária, não necessariamente aumenta a produção de bens e serviços, taopouco postos de trabalho.
  • Pensador Ancap  23/08/2022 10:57
    Se o empreendedor tiver um capital de giro(Poupança) robusto... ele irá contratar mão-de-obra com base na demanda presente e quando esta demanda cair ele irá demitir e continuar suas operações rotineiras... agora se for um empreendedor especulador e dependente de crédito de terceiros irá falir quando a demanda cair pois a demanda artificial criada pelo governo é lucrativa enquanto está existindo e sendo fomentada por crédito barato e só os empreendedores abonados conseguem se manter quando ela acaba(Com o crédito ficando mais caro acaba a farra consumista).
  • Amigo Ancap  23/08/2022 17:39
    André se o consumo gerasse emprego, não precisaria de ninguém arriscar seu capital em um novo negócio, bastaria esperar o consumo aumentar e pronto o milagre da multiplicação dos pães ocorreria, só que ninguém controla as variáveis do mercado(O estado controla a política fiscal e monetária e mesmo assim de forma ineficiente e desastrosa para nós usuários dos seus serviços, somente os políticos de plantão na corte e seus asseclas lucram com as políticas fiscal e monetária ineficientes deles),portanto se o consumo garantisse alguma coisa ele seria ilimitado e nunca seria objeto de políticas artificiais controlada por políticos demagogos.
  • Igor  29/09/2017 02:25
    Nem é questão de ser fora de propósito. É questão de ser completamente irreal é ilógico mesmo.

    Este seu exemplo nada mais é do que um empreendedor tomando uma decisão com base em como ele estima que será a demanda futura. Pouco importa se ele está se deixando levar pela demanda presente ou passada. O que interessa é que a decisão presente ocorre exclusivamente visando a como ele acha que será o futuro.

    Você pode estar vivenciando o melhor momento da sua empresa em termos de receitas. Mas se você acredita que as coisas irão piorar no futuro, você não irá contratar.
  • Ninguem Apenas  28/09/2017 18:27
    Eu sei que é meio off, mas o instituto parou de traduzir livros?

    Algum motivo específico?
  • Ombud  28/09/2017 19:12
    Muito pelo contrário. Hoje mesmo está tendo lançamento.

    "O Dia Mises na Leitura, realizado em 28 de setembro de 2017, quinta-feira, de 19:00 às 21:00 horas, é uma iniciativa da LVM Editora, em parceria com o Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB) e a Livraria Leitura.

    Na ocasião estaremos celebrando o lançamento dos sete primeiros volumes da Coleção von Mises pela LVM Editora e os dez anos de fundação do Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB).

    O evento ocorrerá simultaneamente em diferentes cidades, nas quais, em lojas da Livraria Leitura, haverá um bate-papo de professores e formadores do opinião com a audiência, discutindo a vida e a obra de Ludwig von Mises, por conta de seu nascimento em 29 de setembro de 1881, além de se debater a importância deste pensador para as novas perspectivas econômicas, políticas, culturais e sociais de nosso país.

    Encontre o evento mais próximo e participe:"

    Campinas: www.facebook.com/events/1484947061566496/

    RJ: www.facebook.com/events/405925479810137/

    BH: www.facebook.com/events/489226731450130/

    CE: www.facebook.com/events/425697291159010/

    GO: www.facebook.com/events/266679337174861/

    DF: www.facebook.com/events/1581083155285385/



    E amanhã será um dia ainda mais especial. Serão 24h de ofertas, todos os títulos disponíveis e até 60% de desconto. Livros começando em R$ 7,90. Somente no site da Amazon.

    O link será liberado às 23:59 de hoje (dia 28) na página do IMB no Facebook (a qual todos aqui deveriam seguir, pois lá são divulgados de dois a três artigos por dia).

    www.facebook.com/MisesBrasil/
  • Dan Nobumi  28/09/2017 20:59
    Estou traduzindo voluntariamente "It's a Jetsons World", do Jeffrey Tucker. Vamos ver se o IMB aceita.
  • Ninguem Apenas  29/09/2017 18:34
    Po cara vc é um Herói kk eu não sei inglês e já tentei ler esse livro no google tradutor e não deu mt certo kkk

    espero que vá adiante nisso! k
  • Karl Marx  28/09/2017 19:36
    O mero instrumento do consumo é uma percepção de comprar necessariamente aquilo que não lhe irá agregar mais ou menos do que um produto similar com preços inferiores, o caso da Apple é um bom exemplo argumentativo que a burguesia inventa essa necessidade de consumo de seu produto para lhe conferir status, portanto temos hoje uma sociedade se desvirtuando dos valores tradicionais. Seja qual for a sua cultura, sua religião, é visível o perigoso aumento da caracterização individualista e egoísta da sociedade, hoje em dia, é mais importante ser socialmente aceito nas redes sociais do que buscar (e ter) a própria felicidade do convívio natural e pessoal, na URSS, pessoas queriam ser astrólogas, cosmonautas, cientistas, na Rússia de hoje querem apenas a carreira profissional que lhe dá mais dinheiro, essa cultura egoísta, centrada na valorização do status, ou a tão celebrada ostentação, como gostam de chamar, plantou a semente do endividamento na mente de pessoas que possuem a necessidade de se mostrarem melhores, ou mais importantes, do que as outras, o consumismo é uma realidade. Vocês do IMB são grandes culpados por essa semente que foi plantada na sociedade e que hoje são colhidas e instaurou esse mundo onde a super valorização do status é mais importante do que ter uma carreira profissional que lhes traga felicidade, ao invés do egoísmo individualista implementado no mundo atual sob a camuflagem de capitalismo.

    "Consumismo é o ato de comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é."

    Na URSS, os jovens queriam ser astronautas, cientistas espaciais, por isso a União Soviética foi a verdadeira ganhadora da Guerra Fria se tornando pioneiros na exploração espacial, os grandes avanços conquistados pela humanidade no século passado se devem aos soviéticos, portanto nada mais justo do que condecorar o comunismo em detrimento do capitalismo na vitória da Guerra Fria.
    https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/por-que-a-uniao-sovietica-foi-a-verdadeira-ganhadora-da-corrida-espacial-e-nao-os-eua.ghtml

    Karl Marx é filósofo e escritor, e não foi refutado pelo Mises.
  • Ninguem Apenas  29/09/2017 20:45
    Não sei qual é a maior ironia, o fato de que a URSS era capaz de fabricar enormes foguetes espaciais e ao mesmo tempo incapaz de fabricar eletrodomésticos que prestassem ou uma concorrência entre países para saber qual deles tem a melhor estatal.
  • Hideki  29/09/2017 14:23
    No Brasil não fazemos uma coisa e nem outra.
    Se aumenta o imposto sobre o consumo, mais sindicatos, juízes trabalhistas.

    No final vale mais a pena montar uma fábrica na China ou Paraguai.
  • anônimo  30/09/2017 02:30
    Brasil sempre importou os piores tipos de ideias.

    Na década de 30 importou o Fascismo sem esse nome "pavoroso".
    Logo depois do fim da ditadura militar, importou a Social-Democracia que promete mundos sem fundos.
    E nos anos 2000 importou o Progressismo que a imensa maioria dos brasileiros não suporta.

    Bem que o camarada Kim podia jogar uma bomba nuclear em Brasília.
  • Paulo Henrique Alves  30/09/2017 16:38
    se não há consumo de um determinado produto, porque alguem iria continuar a produzi-lo. quem determina o preço de um prduto é o comsumidor, se ele acredita que o produto não vale o preço ou que ele é inrelevante, o produto saiu do mercado e sua produção acaba
  • cleidisom  01/10/2017 14:44
    Sei que não é o assunto, mas alguém poderia recomendar um artigo com o assunto sobre privatização de escolas em uma sociedade livre, e como faria- mos com os mais pobres que não tem condições de pagar para estudar?
  • Marcelo  01/10/2017 18:32
  • Paulo Henrique Alves  01/10/2017 15:28
    discordo do texto, iclusive no trecho que fala que o consumo é consequencia da produção, errado, se algo não irá ser consumido por que não gera interese então porque ele será produzido. se não um mau empreendedor que erra em sua estimativas ou melhor faz estimativas corretas mas fatores externos mingua a renda do trabalhador, então logicamente o consumidor perder seu poder de compra e não consome, o que faz a produção cair,

    no entanto se o consumo aumenta a produção tanbem aumenta para suprir a demanda, empregos são gerados porque é nescessario um contigente maior de pessoas para produzir um quantidade maior de determinado produto , isso aumenta os empregos, as pessoas receebem um salario e ganham poder de compra o que ocasionalmente ganham poder de compra.

    se eu tenho uma fabrica de doces e um ano meu faturamento dobra, e as encomendas aumentam de tal forma que as pessoas que contratei não são suficientes para suprir essa nescessidade, logicamente terei que contratar mais pessoas pois o consumo aumentou, os primeios empregos não fora gerados a partir do consumo, mas quando este aumenta, os empregos adicionais são sim decorrencia do consumo.

    em outro paralelo, se o consumo cai, é irrelevante manter tantos empregos pois os bens produzidos não geram lucro para pagar seus salarios, sendo assim, acarretará ou a diminuição da produção o demissão de varias pessoas que sem emprego, não terão salario e portanto poupam em ves de consumir.

    produção e consumo não são valores que se sobrepõe, são valores que se complementam e que coexistem
  • Jonas, Demente  01/10/2017 17:31
    Na abertura de um empreendimento, tenho que concordar que o processo todo se resume a especulação,embora em muitos casos consistente,mas o empresário investe capital em toda a estrutura do estabelecimento sem certeza absoluta.
    Eu entendo o aforisma "consumo gera empregos" da seguinte forma: se os empresários percebem uma boa recepção de seus produtos no mercado, não só possuem provas as quais indicam sucesso em ampliar a produção, como também dispõem de capital para isso. Nesse caso, o consumo teria impacto indireto na ampliação de unidades produtivas e, portanto, na geração de novos empregos.
    A questão é que esse raciocínio se torna obsoleto a partir da Revolução Técnico-Científica-Informacional, pois pode-se ampliar a produção através da automação (vide fábricas da lego na Dinamarca), gerando desemprego estrutural.
  • Igor   01/10/2017 18:39
    "se os empresários percebem uma boa recepção de seus produtos no mercado, não só possuem provas as quais indicam sucesso em ampliar a produção, como também dispõem de capital para isso. Nesse caso, o consumo teria impacto indireto na ampliação de unidades produtivas e, portanto, na geração de novos empregos."

    Este seu exemplo nada mais é do que um empreendedor tomando uma decisão com base em como ele estima que será a demanda futura. Pouco importa se ele está se deixando levar pela demanda presente ou passada. O que interessa é que a decisão presente ocorre exclusivamente visando a como ele acha que será o futuro.

    Você pode estar vivenciando o melhor momento da sua empresa em termos de receitas. Mas se você acredita que as coisas irão piorar no futuro, você não irá contratar.
  • Boku no Piko  01/10/2017 18:59
    O IMB não acha uma boa enfiar na cabeça do Bolsonaro e Dória as ideias desse site antes das eleições?

    https://exame.abril.com.br/brasil/sem-lula-no-pareo-bolsonaro-lidera-intencao-de-votos-para-2018/

    https://www.oantagonista.com/brasil/agenda-de-bolsonaro-nos-eua/
  • Pobre Paulista  02/10/2017 18:04
    Estou com preguiça de dar uma resposta atravessada, queira por obséquio sentir-se ofendido.
  • Scheunemann  05/10/2017 13:46
    Resumindo: empreendedorismo GERA empregos, gastos os MANTÉM.
  • Getulio  05/10/2017 13:59
    Não necessariamente. Se o empreendedor quiser substituir trabalhadores por máquinas, ou então se ele próprio quiser assumir as funções do empregado, os gastos não manterão os empregos criados.

    Quem cria e mantém empregos são os empreendedores e capitalistas. Havendo ou não gastos.
  • Scheunemann  05/10/2017 16:11
    Concordo com seu ponto de vista Getulio, mas se não haver gastos, por quaisquer que sejam os motivos, necessariamente os empregos não se manterão.
  • Armando Júnio  05/10/2017 19:38
    O que mais vejo é gente afundando em grandes financiamentos imobiliários e de veículos no brasil, não sabem sequer calcular os juros do financiamento, coisa que se pode fazer fácil com aplicações gratuitas na internet. As financeiras aproveitam da ignorância da grande maioria para cobrar juros abusivos e faturar alto, enquanto outros se endividam pelo resto da vida.

  • Matheus  12/10/2017 17:53
    Pergunta: Se um determinado nicho de mercado é controlado por um monopólio que institui preços altos, outras pessoas criarão empresas de tal forma a se aproveitar dos altos preços para conseguir lucros. A criação de tais empresas aumentam a concorrência e fazem com que o preço de tal produto diminua, diminuindo assim a taxa de criação de empresas neste nicho... As empresas (e empregos) criadas inicialmente não foram geradas por consequência dos preços iniciais, isto é, pela demanda?
  • Gomes  12/10/2017 18:42
    Não. E você próprio já explicou por quê: os preços altos iniciais nada tinham a ver com a demanda, mas sim com o fato de ser um monopólio. Os preços altos nada tinham a ver com o volume de gastos dos consumidores, mas sim com o fato de ser um monopólio.

    Logo, os empregos naquela empresa monopolista nada tinham a ver com a demanda.

    E observe o detalhe: as outras empresas concorrentes que eventualmente entrarem no mercado contratarão mão de obra antes de realizarem uma única venda. A criação de empregos por essas empresas será puramente especulativa.

    E, mesmo que as vendas não ocorram (por exemplo, não havia demanda genuína naquele nicho), ainda assim empregos terão sido criados.
  • Matheus  13/10/2017 19:22
    Mas e se caso a demanda for alta, de tal forma às empresas deste nicho aumentarem os preços e acabem atraindo mais empreendedores para tal nicho? Os empreendedores estariam criando na especulação de que a demanda continuará alta então?
  • Gomes  13/10/2017 19:30
    Exatamente.
  • Matheus  13/10/2017 19:23
    Mas, fora isso, obrigado pela resposta e por tirar a dúvida
  • Emerson Luis  19/12/2017 11:08

    "Para que eu possa demandar (consumir) algo, eu tenho antes de ter produzido algo. Se eu não produzo nada que tenha valor no mercado, não terei renda e consequentemente minha demanda será zero."

    Discordo! É perfeitamente possível demandar antes de produzir. Como? Via endividamento. É por isso que governos intervencionistas estimulam o crédito artificial.

    Mas é claro que com o endividamento as pessoas pagam mais caro e assim na prática empobrecem. E também é claro que quando o endividamento atinge certo patamar da renda, as pessoas param de consumir e passam a apenas pagar dívidas, gerando recessão. Mas isso se resolve com mais estímulos governamentais!

    (O meu comentário irônico foi apenas para enfatizar que o artigo fala do crescimento saudável e sustentável, que gera enriquecimento genuíno.)

    * * *
  • Bruno  01/04/2019 21:59
    Perai... mas pra abrir um negocio, o cara "faz emprestimos e investe". Se ele investe, de onde veio esse dinheiro que ele esta investindo (digamos, suas economias) se não de um fluxo de lucro/consumo?
  • Marrone  01/04/2019 22:20
    Ou da poupança própria (abstenção do consumo), ou de empréstimos bancários (poupança de terceiros), ou de investimentos de fundos de investimentos (poupança de terceiros).
  • Shellon  16/10/2019 15:31
    Por isso que quando um negócio fracassa ele não cria riqueza, mas destrói a riqueza dos outros.

    Considero, nesse caso dinheiro como riqueza pois está sendo usado para um investimento que poderá gerar valor.
  • Novo em Escola Austríaca  16/10/2019 14:43
    "Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro)."

    Deixa eu ver se eu compreendi agora: Se um empreendedor abre um negócio e, por falta/baixa demanda aquele negócio fecha, empregos e investimentos são perdidos, etc. Não devemos culpar a demanda/falta de consumo em si. Mas o empreendedor que errou ao investir em um negócio que não está sendo demandado?

    Ex bem bizarro: Um empreendedor abre uma loja que vende remédios que foram feito para casuar impotência sexual, esse negócio quebra, não por causa do consumo em si, mas porque obviamente esse produto nunca será demandado. kkk



  • Cheguei aqui agora.  07/03/2021 21:24
    " Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).

    Simplesmente não há como escapar do fato de que a produção precede o consumo. E isso é algo fundamental: o empreendedor incorre em sua produção e contrata mão-de-obra antes de saber se será capaz de vender os bens e serviços produzidos.

    O eventual gasto dos consumidores naquele bem ou serviço produzido ocorrerá após a produção e a geração de empregos, e não o contrário. O gasto dos consumidores não cria empregos para as pessoas. O que cria empregos são o investimento e a produção feitos pelos empreendedores.
    "


    Antes de ter lido o trecho acima, eu argumentaria na minha ignorância:

    Eu abro uma pequena sapataria e contrato 03 funcionários. Se cada vez mais muitas pessoas comprarem sapatos na minha sapataria, logo terei que expandir os negócios e contratar mais funcionários = empregos.

    Agora penso diferente: Ao abrir a empresa eu dei aqueles empregos, se o meu negócio tivesse falido seria porque, eu não entendi os sinais enviado pelo mercado, e por outros motivos exteriores...impostos, regulação excessiva..etc
  • João Marcelo Matos  07/03/2021 21:26
    Uma pessoa que abre mais um restaurante na praça, seria menos empreendedor do que aquele que teve a ideia do iFood ou do dlivery?
  • Imperion  23/08/2022 19:17
    Ambos são empreendedores, o que muda é o valor que eles criam e a escala.

    Se o da praça fizer bem seu empreendimento, ele cresce em escala (cria valor para mais pessoas e enriquece).

    Mas as duas atividades são empresariais.

    O da praça só tem que descobrir os bens de capital necessários para atender mais pessoas, comprá-los, cortar custos, fazer poupança... coisa que todo empresário tem que fazer, mesmo que seja pra gerar um único emprego.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  23/08/2022 18:26
    Não caiam nessa. Contra ataquem isso. Investiguem a fundo e passem adiante se for verdade.

    Algumas pessoas estão esperando que o golpe do Monkey Pox (Varicela do macaco)funcione exatamente como o COVID (com bloqueios e mandatos de vacina para empregos e locais). Isso é um erro. O inimigo ajustou sua estratégia. Muitos serão pegos de surpresa.

    Em vez dos bloqueios e mandatos gerais que vimos durante a covid, desta vez eles rastrearão e rastrearão extensivamente; visando indivíduos e seus contatos com longas quarentenas e vacinação em "anel". A psicologia usada será formidável e muito mais difícil de resistir. Muitos que se recusaram a obedecer na primeira rodada desistirão.

    A vacinação em "anel" significa que qualquer pessoa apanhada em seu rastreamento de contatos será detida por equipes especialmente treinadas, isoladas e pressionadas / forçadas a tomar a vacina. Em alguns países, a força será usada desde o início, mas mesmo em jurisdições onde não é legalmente obrigado a cumprir a pressão que essas equipes aplicam será extrema. As longas quarentenas adicionarão um incentivo adicional para ceder. Quando a única maneira de evitar prisão domiciliar prolongada (e eventualmente campos de quarentena) é aceitar a picada, o cumprimento pode ser alcançado sem mandatos gerais (embora possamos vê-los em algumas jurisdições).

    Esse direcionamento e isolamento de indivíduos é nefasto por várias razões. Embora os mandatos gerais e os bloqueios tendam a evocar indignação generalizada, eles sabem que as pessoas não vão às ruas em massa se não forem pessoalmente afetadas no momento. Eles pretendem pegá-lo um de cada vez, começando pelo menos resistente. É por isso que eles estão focados na comunidade gay no ato de abertura. A comunidade gay é predominantemente de esquerda. A maioria desse grupo demográfico aceitará a vacina sem hesitação, assim como a maioria das pessoas em seus círculos sociais. Isso permitirá que o inimigo resolva os problemas do sistema antes de abordar os causadores de problemas.

    Alguns de vocês podem estar se perguntando como eles serão capazes de levar essa palhaçada a tais extremos. Afinal, Monkey Pox é muito leve e dura apenas algumas semanas. No entanto, já está sendo cultivada a narrativa de que há algo incomum sobre essa cepa em particular(e aparentemente há mesmo,50 mutações). Está "se espalhando" mais rápido do que as variantes anteriores, e alguns dos sintomas são incomuns. Aqueles de vocês que estão prestando atenção sabem que esta é uma cobertura para os efeitos colaterais da vacinação contra o COVID-19. Há uma infinidade de problemas de pele auto-imunes que se parecem com varíola e, com o sistema imunológico dizimado, os vacinados estão experimentando um ressurgimento de vírus latentes(como herpes zoster,conhecido também como cobreiro,sendo um dos sintomas mais comuns). Como o diagnóstico se resume a um teste de PCR fraudulento, tudo isso pode ser atribuído ao Monkey Pox.

    Aqui é onde fica desagradável. Os efeitos colaterais de longo prazo das vacinas iniciais de COVID estão apenas começando a se revelar, e todas as causas de mortalidade entre os vacinados já estão se tornando impossíveis de esconder. O que isso significa é que, enquanto o COVID começou como uma gripe forte e terminou como um resfriado leve, Monkey Pox parecerá estar evoluindo para algo absolutamente horrível. As pessoas vão ficar doentes e continuar doentes. Outros morrerão de repente. O medo que isso gerará (e a psicose em massa resultante) fará com que você sinta falta dos bons velhos tempos do COVID.

    A escassez de alimentos e energia que estão começando ao mesmo tempo são uma parte importante da equação. O racionamento não só dará muito mais poder aos que estão no poder, como a desnutrição e o frio também enfraquecerão fisicamente a população e a tornarão mais suscetível a doenças. Apagões de eletricidade e internet tornarão muito mais difícil organizar a resistência e fornecerão cobertura para os piores abusos.
  • Revoltado  23/08/2022 19:54
    Esse direcionamento e isolamento de indivíduos é nefasto por várias razões. Embora os mandatos gerais e os bloqueios tendam a evocar indignação generalizada, eles sabem que as pessoas não vão às ruas em massa se não forem pessoalmente afetadas no momento. Eles pretendem pegá-lo um de cada vez, começando pelo menos resistente. É por isso que eles estão focados na comunidade gay no ato de abertura. A comunidade gay é predominantemente de esquerda. A maioria desse grupo demográfico aceitará a vacina sem hesitação, assim como a maioria das pessoas em seus círculos sociais. Isso permitirá que o inimigo resolva os problemas do sistema antes de abordar os causadores de problemas.

    ======Sublimando um pouco o restante de teu conteúdo alarmante, McCrea, me vem à mente agora de que vários LGBT+duplotwistcarpado já estão acusando sabes quem de "homofóbica"? A senhorita OMS. Sim, a detentora máxima e sagrada de toda o saber científico do século XXI, deusa do Olimpo moderno com maior veneração que qualquer deidade enquanto existia o que chamamos de Grécia e Roma Antigas. Logo tal entidade, que recentemente decidiu após estudos acuradíssimos, reformular a sexualidade da espécie humana, comprovando, para sanar nossa ignorância, que a humanidade é muito mais do que homem e mulher, pois há pessoas "não-binarie" e estas devem ser catalogadas como parte integrante do homo sapiens. Por quê tal libelo? Por que a mesma recomendou extremo cuidado quanto às relações carnais entre eles, já que a incidência até aqui tem sido maior dentro de tal segmento. Tal como fazem com a AIDS, se descabelam iracundos quando alertados que possuem maior potencialidade em serem vítimas de uma enfermidade, levando para o lado pessoal. E sim, McCrea, a imensa parcela destes se submeterá sem piar, enquanto vários dos mesmos continuarão suas gratificações luxuriantes sem o uso de preservativos, no popular "bareback".
  • Hector "Ming" Domingo  23/08/2022 20:21
    É sério que o pessoal agora vai começar a poluir este espaço com correntes de WhatsApp? Ora, façam-me um favor...
  • Carlos  23/08/2022 20:46
    É só não ler, campeão.
  • Revoltado  23/08/2022 20:49
    Hector, amigo,

    Faça preces a quem/a que crês, para que nada do que foi escrito acima se torne real.

    Até 2019 ninguém imaginaria que viveríamos uma distopia como a atual e os globalistas certamente não descansarão.

    Quero que estejas certo, de verdade. Morderemos a língua com gosto.
  • Vergion   24/08/2022 13:38
    Concordo com o Héctor.
    O que mais me incomoda é essa patifaria de teoria conspiratória ter colado na direita.
    E acho uma pena ter sido dado espaço pra defesa de cloroquiners por esses fóruns direitista.
    Hoje virou vergonha ser de direita por essas coisas.
    Espero que essa galera vão bostejar suas besteiradas em outro lugar.
    Falou globalista eu já sei que é negacionista maluco ou tiozão desocupado
  • Sessim   24/08/2022 01:13
    Demanda é ativa, oferta é passiva.

    No capitalismo quem manda é o consumidor. Logo se os consumidores querem queijo e os produtores produzem jilo, entao o jilo encalha e a economia deprime. Os ofertantes demitem e tem menos renda na economia.
    Se os ofertantes resolvem obedecer os consumidores, então volta a ter venda, os produtores conseguem pagar os salários e a economia floresce.

    Óbvio, não existe economia sem oferta. Também não existe economia sem demanda. Mas QUEM MANDA é a demanda. Ponto final.
    Logo, ter oferta não é condição suficiente, pois pode se ofertar o que os consumidores não querem. Ter demanda É CONDIÇÃO SUFICIENTE pois a oferta necessariamente vem a reboque.
    Com a oferta a demanda NÃO VEM A REBOQUE.

    Demanda manda. Põe as regras.
    Oferta obedece. Segue o que a demanda quer.
    Daí falarem tanto do conceito de demanda efetiva
  • Say  24/08/2022 12:46
    A oferta é passiva?!

    Tipo assim, se eu demando roupas, serviços de saúde, imóveis, automóveis e lazer, toda esta oferta surge magicamente, sem que nada tenha que ser feito?

    Não é necessário haver uma prévia acumulação de capital, investimentos maciços e mão de obra para se produzir isso que eu quero?

    Mais ainda: bastou eu querer, e tudo surge rapidinho? Não é necessário haver nenhum "tempo de maturação" entre investimentos e surgimento da oferta?

    É exatamente este seu raciocínio ("basta eu demandar, que tudo surge!"), que causa tanto estrago na economia. Ele ignora completamente uma coisa chamada "estrutura do capital".
  • Nikus Janestus  24/08/2022 15:29
    Meu caro, querer não é poder. Não é porquê você quer uma máquina do tempo que os empreendedores irão te entregar uma máquina do tempo verdadeira para tu. Na econômia real, a oferta SEMPRE vem antes da demanda. Não é porquê você demanda uma nave espacial que alguém irá conseguir automaticamente construir uma. Para qualquer empreendimento, é necessário tecnologia, conhecimento e capital. O trabalho dos empreendores é produzir o que os consumidores querem, pois assim poderão atender a demanda. Empreendores trabalham com visão de longo-prazo, e poucos são os que produzem algo sem que aja demanda, até porque a demanda também pode surgir desse mesmo produtor, afinal, muita gente produz coisa para si mesmo.

    Se não há demanda, os empreendores tem que fazer os consumidores querer seus produtos para criar demanda, e para isso é necessário criatividade, capital, tecnologia e visão de empreendimento. Se um produtor ofertar algo que ninguém quer, ele provavelmente irá tomar prejuízo, mas se a demanda for alta, ele conseguirá vender/consumir seus produtos. O consumidor, por sua parte, também precisa produzir para ganhar dinheiro, para apenas depois poder demandar.

    Logo, a oferta sempre vem primeiro, para apenas depois vir a demanda. Tudo começa a partir da produção, para apenas depois poder existir relações comerciais em sua sociedade. Como alguém demandará algo que não foi produzido ou não pode ser produzido?

    A sociedade atual funciona na base da oferta, e não do consumo. Demandar algo é natural, você, quando sente cede, quer água, e caso não possua com você, irá, ou produzir essa água para si mesmo, ou irá demandar por essa água para alguém que a possua. Demanda só existe caso aja oferta.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  24/08/2022 22:44
    "Demanda manda. Põe as regras.
    Oferta obedece. Segue o que a demanda quer.
    Daí falarem tanto do conceito de demanda efetiva"

    Então eu demando agora mesmo um helicóptero para ir ao trabalho todos os dias. Onde estão os empreendedores para me "obedecer"? É cada um que aparece aqui...
  • Imperion  24/08/2022 22:50
    Demanda sem oferta= desejo apenas.

    Oferta sem demanda, prejuízo.

    Mesmo assim a oferta vem antes da demanda. Monetariamente, o dinheiro só vale o que vc pode comprar com ele. Nem todo dinheiro do mundo compra um mísero tomate, se ninguem produzir um mísero tomate para que possa ser vendido.

    O dinheiro sem produção de bens e serviços não vale nada. É só papel.
  • empreendedor  24/08/2022 03:07
    Mas para os empreendedores empreenderem, é necessário haver DEMANDA. Se não há demanda, não só ninguém empreenderá, como também os poucos empreendedores vão embora.
  • Say  24/08/2022 12:48
    E como surge a demanda? De onde ela vem? O que a torna possível?

    Reponda isso corretamente e você terá entendido tudo.

    Dica:

    www.mises.org.br/article/3046/por-que-estimular-a-demanda-sempre-sera-um-atentado-a-logica--como-bem-mostra-a-realidade-atual
  • Imperion  24/08/2022 14:04
    Só que a demanda só surge se tiver oferta antes. Sem oferta, o consumo é apenas um "desejo", uma vontade de consumir na mente de um consumidor.

    Vc "quer" comer tomate , mas ninguém plantou. Querer não é demanda ainda. Nada está sendo trocado. Vc vai ter que plantar pra "ter" tomate (ofertar) ou esperar que alguém plante (aí vai ter que roubar ou comprar o tomate).

    Oferta só ocorre no presente e quando tem o produto em mãos. Oferta futura é chute. E é isso o que o plantador de tomate faz. Ele calcula que alguém vai precisar comer. E só no futuro o tomate fica pronto.

    E só quando fica pronto é que o tomate deixa de ser um desejo e vira um "bem de consumo". Aí sim ele vira uma demanda de verdade.

    No dia que o tomate pode ser ofertado, o consumidor demanda o tomate.
  • Nikus Janestus  24/08/2022 14:42
    Demandar é diferente de querer. Demanda surge apenas porque há oferta, sem oferta, há apenas pessoas querendo algo, e para conseguir esse algo, é necessário criar oferta, isto é, produzir. A oferta sempre vem primeiro, e a demanda vem depois. Primeiro você quer algo, alguém produz esse algo, e você demanda o produto, comprando-o. Se alguém produz algo e não há demanda, e porque ninguém quer aquilo, seja por causa do preço, da qualidade ou da pouca utilidade.
  • Paulo  24/08/2022 15:19
    Empreender é uma aposta de que você CRIOU uma demanda para seu produto que NÃO existia previamente. Você antecipou que a sua criação seria demandada. Mas para isso você precisou fazê-la.

    O consumidor não podia demandar um computador antes de criarem ele. Podíamos SUPOR que ele seria demandado após ter sido criado. Mas não é garantido.

    Para ter demanda é necessário que um Empreendedor saiba antecipar ela com sua produção. E muitos erram. Sempre vai ter produção sem demanda para aquele produto, faz parte do processo de descoberta.

    Mas nem todos erram. Daí a distorção keynesiana de que a produção gera sua própria demanda. A produção gera sua própria demanda apenas se ela cair nas graças do consumidor e o Empreendedor antecipar isso. Mas até alguns acertarem muitos produzirão coisas SEM DEMANDA. Deixe-os falir.

    A produção SEMPRE antecede a demanda, seja quando ela existe OU NÃO.
  • João Apezado  24/08/2022 18:35
    " Daí a distorção keynesiana de que a produção gera sua própria demanda."

    Melhor que ser cego.

    Mas convenhamos… da pra discutir com alguém que solta essa?!?!?
    Olha o nível do desconhecimento do cara.

    Basicamente está dizendo que a Lei de Say é keynesiana!!!!!!!

    Na boa, desisto. Ou você tem uma incapacidade muito grande de aprender. Ou está buscando se informar com fontes de informação muito precárias e ruins, e ao invés de aprender só transforma sua cabeça em ainda mais confusa. Isso acontece tb, uma pessoa inteligente mas que não aprende por ter péssimas fontes de Informação
  • João apezado   24/08/2022 21:20
    "a oferta de cada produtor cria sua demanda pelas ofertas de outros produtores"

    Se eu ofertar no mercado um livro com as brilhantes ideias do comentarista "Racional" eu não conseguirei demandar nada. Sabe por que? Porque não haverá DEMANDA pelo meu livro.

    Logo a afirmação que coloquei entre aspas é inverossímil.
    FATALITY
  • Racional  24/08/2022 22:48
    Docinho, se você oferta algo que ninguém quer, aí de fato você não terá renda, e consequentemente não terá como demandar nada de ninguém.

    Só consegue demandar aquele que antes ofertou algo que foi voluntariamente comprado por terceiros. Se você oferta produto indesejado, você não terá demanda nenhuma.

    É exatamente por isso, por exemplo, que você é desempregado e vive à custa do repasse de terceiros. Ninguém dá nada pela mão de obra que você oferta. Logo, você não tem renda.

    Fatality.
  • Filipão  24/08/2022 22:04
    afobação é uma desgraça mesmo.
  • Paulo  25/08/2022 01:48
    Errado. É exatamente você que não leu a Lei de say
    Say nunca disse que a ''oferta cria sua própria demanda'' dessa forma simplificada.. E eu expliquei no meu comentário as razões para isso não ser verdadeiro.
    Você precisa ofertar algo que o consumidor demande voluntáriamente.. E pra isso precisa antecipar o que ele deseja..

    Se é para ser analfabeto funcional e responder com base nisso. É melhor ser cego mesmo
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  24/08/2022 22:50
    "Mas para os empreendedores empreenderem, é necessário haver DEMANDA. Se não há demanda, não só ninguém empreenderá, como também os poucos empreendedores vão embora."

    Polinésios de alguma ilha remota e japoneses podem possuir a mesma capacidade de demandar carros. Mas destes dois grupos, somente os japoneses conseguem projetar, construir e distribuir esses carros aos consumidores. E agora?
  • anônimo  25/08/2022 14:20
    Sou um produtor de carros.
    Vendo 100 carros por mês.

    1.1 - Se eu sinto que as pessoas têm gostado mais de andar de moto, eu aumento ou diminuição a produção?
    1.2 - Se eu sinto que cada vez mais as pessoas precisam do carro pra se locomover, eu aumento ou diminui a produção?

    Respondam honestamente e verão a mágica da mudanca de opinião ocorrer.

    2.1 - Compro 1 kg de carne por semana. Se eu for no mercado e vir que estão com o dobro de carne nas gôndolas, eu aumento (ou dimunuo) meu consumo de carne?

    2.2 - Se eu vir no mercado metade das carnes sendo ofertadas, eu aumento (ou diminuo) meu consumo de carne?

    É tão difícil ver que demanda é o que comanda tudo???
  • Carlos Alberto  25/08/2022 15:21
    Os seus itens 1.1 e 1.2 simplesmente comprovam todo o artigo. O empreendedor, ao sentir algo, se antecipa e tenta ofertar este algo.

    Eis o trecho do artigo:

    "O que fazem os empreendedores? Eles tentam antecipar quais serão as demandas futuras dos consumidores, e então contratam mão-de-obra, compram maquinário e produzem bens e serviços de acordo com esta estimativa.

    Em outras palavras, eles contratam mão-de-obra e produzem antecipadamente na esperança de que conseguirão vender, no futuro, estes bens e serviços.

    Se irá de fato haver ou não demanda para os bens e serviços produzidos por este empreendedor é algo que dependerá totalmente dos consumidores e da maneira como eles irão avaliar os bens e serviços oferecidos (o preço cobrado está de acordo?). […]

    Portanto, eis o que ocorre: primeiro, o empreendedor tem de antecipar corretamente a demanda dos consumidores; depois, ele tem de antecipar corretamente qual preço poderá ser cobrado pelo produto final; finalmente, o empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este bem a um custo suficientemente baixo, de modo a tornar todo o empreendimento viável.

    Em outras palavras, os empreendedores arcam com todas as incertezas de seu empreendimento. Eles tentam antecipar como os consumidores irão valorar seus bens e serviços, e, baseando-se nesta estimativa, eles estimam os preços. Tais preços, por sua vez, irão determinar se todo o processo de produção será viável ou não. Se o custo operacional for maior que o preço final estimado, nada feito."


    Ou seja, você próprio corroborou o artigo.

    Já quanto aos itens 2.1 e 2.1, de posse apenas das informações que você forneceu, não é possível fazer afirmação nenhuma.

    Não sei qual exatamente era seu intuito, mas passou longe de comprovar que "é a demanda que gera tudo".
  • Amigo Ancap  29/08/2022 11:31
    Queridão demanda é infinita e oferta é limitada e ai como desejos infinitos comandam oferta limitada? Ou seja a economia tem limites e dai seu nome economia...Se tu não economizar seus recursos quando a ofertar escassear tu ficará na mão de calango, pois o preço sobe e só quem economiza tem acesso a pequena oferta. Economia é bom senso e investimento, pois desejar é uma coisa e conseguir tal coisa é outra, me refute se for capaz.
  • anônimo  28/08/2022 18:18
    O que de fato determina que um empreendedor será bem-sucedido e outro não?
  • Imperion  29/08/2022 18:55
    Lucro. Empreendedor não tem salário. Só tem lucro "ou" prejuízo. Para ter lucro ele tem que ter um custo de fabricação de bens ou serviços menor que o preço da venda.

    Para isso ele tem criar valor ao consumidor. Produz e vende. O consumidor fica com o melhor, mas não de graça. É cobrado. Os custos têm que ser cortados . Alguns aceitam menos qualidade nos produtos, outros não. Tem consumidor pra tudo.

    Mas cortar custos não é necessariamente cortar a qualidade do bem ou serviço final. Cortar custos também é cortar processos desnecessários para a fabricação do bem ou serviço . Sempre tem etapas sobrando, que quem vive de melhorar seu produto corta.

    Criar valor para o consumidor também aumenta os lucros. Cada elemento adicionado ao produto traz comodismo ao consumidor e ele paga mais por isso que os produtos com menos valores agregados.

    São dois processos simples (o corte de custos e a criação de valor) que combinados são a essência de toda atividade empreendedorial: do agricultor ao produtor de usinas nucleares de fusão, carros de ponta, aviões, robôs.

    Também existe o uso dos bens de capital como ferramentas. Bens de capital "produzem" bens de consumo ou serviços. Saber usar e gerenciar bens de capital é vital para se ter produtividade.
  • Nikus Janestus  29/08/2022 20:24
    O que define tal proeza é a capacidade do indivíduo de empreender, inovar e ter lucros. Nesse universo, existem inúmeros fatores que influenciam nisso: Será que os consumidores querem o produto dele? Será que o produto dele possuí um preço acessível para a demanda? Será que ele está obtendo mais grana do que está perdendo? Será que não existem outros empreendedores que possam atrair a clientela dele?

    O empreendedor bem-sucedido é aquele que inova no mercado e mantém a confiança dos consumidores em seu nome e produtos, seja de forma regional, nacional, continental ou mundial. Só de você ir vender salgado para pessoas que querem salgados em uma cidadezinha que não existam negócios que já vendam esse tipo de produto já pode ser contado como inovação. Empreendimento e inovação andam de lado a lado. apenas o indivíduo que consegue satisfazer a demanda dos consumidores com precisão consegue lucrar com todo o seu potencial, e apenas o empreendedor que possuí visão de longo prazo para investimentos consegue durar e crescer no mercado.

    Qualquer um consegue empreender, desde um pobretão da periferia até o herdeiro de uma família bilionária, tudo depende das capacidades do indivíduo. Quanto mais empreendimento há, mas rica a sociedade se torna, e maiores serão os padrões de consumo. Se você mora nos EUA, por exemplo, não espere que vender salgadinhos em uma cidadezinha qualquer irá lhe dar algum lucro como dá aqui no Brasil. Um produto só dá lucro quando os indivíduos querem ele e estão dispostos á pagar.
  • Ella  31/08/2022 21:39
    No exemplo de uma incorporadora tomando todo o risco na construção de um empreendimento imobiliário não é bem verdade. A opção de o consumidor comprar o imóvel na planta é justamente para empresa ter mais dinheiro em caixa para pagar os trabalhadores, empregos diretos, fornecedores, empregos indiretos. Mesmo assim o empreendimento corre o risco de não ser concluído com a quebra da empresa. Pergunte a qualquer construtor que seja dono de uma construtora se ele construiria qualquer coisa com a mentalidade de "se vai entrar dinheiro de compra havendo demanda antes da produção é irrelevante". Impossível isso. A não ser que… haja uma lavanderia de roupas por perto.
  • Marcelo  31/08/2022 23:28
    São muito raros os empreendimentos que começam com todos os imóveis comprados na planta. Aqui mesmo na minha cidade, uma incorporadora construiu todo um condomínio privado em um bairro afastado (em 2017), e ainda hoje quase não há pessoas morando (não há ônibus para o local).

    De resto, como você própria disse, o fato de construções quebrarem (e pessoas que compraram apartamento na planta ficarem sem nada) simplesmente comprova tudo o que foi dito.
  • anônimo  01/09/2022 21:06
    Certa vez eu conversando com um corretor de imóveis disse que não é vantagem para uma construtora vender todos os apartamentos (ou casas) no lançamento. Isso procede ?
  • Imperion  02/09/2022 14:22
    Depende. Se o lançamento ocorrer na fase de expansão monetária, o imóvel pulará seu valor nominal para cima. Por exemplo, de 100 mil pra 200 mil.

    Se a incorporadora segurar alguns imóveis, e financiar tudo, ela pode vender os imóveis que não saíram na planta por mais (valorizados). Fora da fase de expansão, os imóveis não valorizam e não há esse ganho.

    E um lançamento na fase de contração monetária pode ter preço deflacionário (vc compra por um preço e depois ele está menor).

    Então depende da época, se o governo está expandindo a moeda, provocando subidas ou descidas artificiais nos preços da economia.
  • Felipe  01/09/2022 15:16
    Brasil cresceu bem em dados do último trimestre medido (segundo trimestre).

    Coisas que me chamaram a atenção:

    - O desempenho bom dos Países Baixos;
    - Essas altas no PIB turco se devem ao expansionismo do banco central? Porque o país está praticamente numa hiperinflação;
    - Bom comportamento na economia sueca;


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