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“Para impedir que os ricos influenciem a política, temos de aumentar o estado!”. Faz sentido?
A incapacidade de ver causa e consequência

O temor é recorrente e os argumentos são sempre os mesmos: em uma sociedade bastante desigual, em que poucos indivíduos são extremamente ricos, estes se tornarão capazes de controlar a ação do governo e de conseguir privilégios à custa do resto da sociedade.

Por meio do lobby, das propinas, das doações de campanha e das trocas de favores junto a políticos e burocratas, estes super-ricos conseguirão obter privilégios do governo — como a aprovação de leis que lhes são favoráveis, subsídios, reservas de mercado, e crédito barato junto a bancos estatais — e, consequentemente, irão se beneficiar à custa dos concorrentes e da população como um todo, aumentando ainda mais as desigualdades de renda e de poder.

Isso é o que a literatura econômica chama de rent seeking: a captura das instituições regulatórias, de políticos e de burocratas com o objetivo de obter privilégios em prol de grupos interesses.

Tais privilégios, além de criar reservas de mercado, distorcer a concorrência, dificultar a entrada de novos empreendedores e diminuir as opções dos consumidores, também afetam a distribuição dos poderes de uma sociedade, fazendo com que os mais ricos se tornem ainda mais poderosos e se distanciem ainda mais dos mais pobres.

Por esta ótica, a acumulação de riqueza pode constituir um risco para a sociedade: com efeito, a captura do poder político por parte de uma oligarquia privada que suborna os governantes corruptos não só é um fenômeno que se observa com regularidade histórica em qualquer comunidade humana, como também é inerente à natureza do homem, sempre inclinada ao abuso do poder e à exploração de seus congêneres.

Para combater tudo isso, alguns já chegaram a propor uma fixação de limites para a acumulação patrimonial: ou seja, propor que exista um limite máximo de capital que uma pessoa possa legitimamente acumular. Tão logo o indivíduo atingisse este valor pré-determinado, o estado passaria a confiscar toda a sua riqueza extra que viesse a ser adquirida a partir daí.

Igualmente, outras pessoas simplesmente dizem que, já que os ricos capturam o estado e o moldam a seu favor, então a solução seria aumentar ainda mais o poder do estado para que este seja ainda mais poderoso que os ricos e não se curve a eles.

Falta de lógica

Obviamente, trata-se do ápice da ingenuidade dizer que a solução para o risco da captura do estado por parte das oligarquias econômicas é conceder poderes ainda mais extraordinários a políticos e burocratas.

A simples existência de mandatários tão poderosos ao ponto de poder expropriar maciça e arbitrariamente a propriedade dos cidadãos constitui um risco ainda mais temível do que a simples existência daquela oligarquia econômica. Afinal, por que temer unicamente o abuso de poder "dos ricos", mas não o abuso de poder dos governantes onipotentes?

Se o objetivo é contrabalançar o perigo do surgimento de uma classe de multimilionários que manejam o estado em interesse próprio, o que deve ser feito não é multiplicar o poder deste estado ao ponto de que este seja capaz de destruir a cada um destes multimilionários. O que deve ser feito é minimizar a margem de atuação legítima do estado sobre a sociedade.

Quem teme que os ricos passem a controlar o estado está, por definição, reconhecendo que o estado se tornou suficientemente poderoso para atemorizar a todos os cidadãos. Logo, a solução não é dar ainda mais poderes a esta instituição maléfica, mas sim lhe retirar o máximo possível.

Um poder político estritamente limitado é um poder político que a ninguém interessa controlar, pois nada poderá conseguir por meio dele.

A autoridade política

Para entender de onde vem o desejo de controlar o estado, é necessário antes entender por que a maioria das pessoas aceita e legitima que o estado faça coisas que, caso fossem feitas por agentes privados, seriam vistas com horror.

Por exemplo, a maioria das pessoas vê com naturalidade que o estado restrinja — por meio da burocracia, da alta carga tributária e das variadas regulamentações — a liberdade de empreendimento das pessoas, mas consideraria uma aberração caso um grupo qualquer, de maneira idêntica, também coibisse outras pessoas de empreender.

Por que então toleramos que o estado incorra em atividades que condenaríamos de imediato caso fossem executadas por indivíduos?

Porque, como bem explicou o filósofo Michael Huemer no livro  The Problem of Political Authority, o estado usufrui autoridade política. Autoridade política seria a legitimidade política socialmente reconhecida ao estado para impor leis e usar a coerção sobre a sociedade (sociedade esta que, por sua vez, tem a obrigação política de obedecê-lo). Segundo Huemer, embora a autoridade política seja limitada territorialmente (um estado possui autoridade política somente dentro de seu território), ela é total dentro deste território (todos, ou quase todos, os cidadãos são obrigados a obedecer ao estado). 

Adicionalmente, o estado teria a legitimidade para legislar sobre diversas questões e o conteúdo dessas legislações seria quase ilimitado. Por fim, o estado é apenas um exercício de supremacia, pois, dentro deste território, não há nada que esteja hierarquicamente acima dele.

Neste sentido, podemos definir o estado como aquele ente ao qual a imensa maioria dos cidadãos concede e reconhece autoridade política. O estado, portanto, pode fazer o que faz porque o conjunto da sociedade aceita lhe conceder um vasto poder discricionário — poder este que a sociedade concede somente ao estado.

Por outro lado, ao menos no Ocidente, os lobbies, os grupos de interesse e os empresários carecem de autoridade política. Se a possuíssem, poderiam atuar à margem do estado, e consequentemente não teriam de exercer essa onerosa intermediação lobista sobre o estado. Se possuíssem autoridade política, poderiam por conta própria fechar mercados, criar monopólios, impor tarifas de importação, e conceder subsídios para si próprios.

Obviamente, por carecerem de autoridade política para exercerem, sozinhos, todos estes despautérios, a sociedade jamais aceitaria que nenhuma empresa ou associação de pessoas se arrogassem tais poderes. 

E, exatamente por carecerem de autoridade política própria, é que os ricos e poderosos encontram apenas uma única via para exercê-la em proveito próprio: valendo-se da autoridade política que possui o estado.

E a isso se dedicam: a exercer pressão sobre os mandatários, a quem os cidadãos reconhecem autoridade política. 

Em outras palavras, os políticos — detentores de poderes que a sociedade concede apenas a eles — se aproveitam de sua posição privilegiada e terceirizam os direitos de uso de sua autoridade política no mercado negro dos lobbies e das propinas (naturalmente dominado pelos ricos). Aquele grupo de interesse ou aquele empresário mais pujante receberá o favor do político correspondente.

A estratégia dos políticos, portanto, consiste em "patrimonializar" a autoridade política que a população lhe concedeu. O político capitaliza essa sua autoridade e a arrenda a quem oferecer mais.

A solução

Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele tem o poder de criar e impor, mais os multimilionários poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios e se beneficiar à custa dos concorrentes e da população como um todo.

Um estado grande e poderoso sempre acaba se convertendo em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada das maiorias desorganizadas (os pagadores de impostos) e direcionada para as minorias organizadas (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

Multimilionários fazem lobby e conseguem extrair privilégios do estado exatamente porque o estado detém um grande poder regulatório e decisório. Logo, aumentar ainda mais o poder deste estado fará com que seja ainda mais lucrativo capturá-lo.

A única maneira lógica de combater essa distorção é reduzir o estado a uma mínima expressão, limitando enormemente (ou até mesmo eliminar) a autoridade política que socialmente concedemos e reconhecemos ao estado.

Se o estado perde seu poder de conceder privilégios àqueles grupos que o capturam, estes não irão adquirir autoridade política para obter privilégios à custa da sociedade. 

Mas, para que isso seja possível, é necessária uma longa e trabalhosa mudança na mentalidade da população.

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autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Capital Imoral  03/08/2017 15:37
    Nota de apoio a Maduro e à Revolução Bolivariana.

    Como sabemos, a Venezuela passa por momentos difíceis, e o Instituto Capital Imoral de Assuntos Sociais, pretende deixar está nota de apoio a Maduro e à Revolução Bolivariana.

    O momento histórico a qual passamos é extremamente delicado; percebemos um retorno da direita fascista ao redor do mundo e isso está colocando as forças políticas em confronto. De um lado temos quase duas décadas de conquistas e direitos sociais proporcionados pela Revolução Bolivariana, Temos a gloriosa petroleira PDVSA do povo Venezuelano, e a expansão dos Direitos sociais. De outro lado temos um retorno do Fascismo, Neoliberalismo, Conservadorismo, Golpismo com fortes laços na Casa Branca e com o controle do grande Capital. A posição do Instituto Capital Imoral de Assuntos Sociais é não negociar com Fascistas!

    Percebemos que tais forças Conservadoras tem por objetivo retroceder nos direitos conquistados. Não nos iludimos. As forças do Neoliberalismo está ao redor da Venezuela; e o grande Pai da Revolução está impedindo que o Neoliberalismo plantes suas ervas daninhas. A radicalização do conservadorismo coloca como última alternativa uma resposta a altura; como afirmamos no início: "Não negociamos com Fascistas". Não há meio-termo e não há terceira via. Para direita absolutamente nada! Não tenho dó! Não tenho pena!

    A convocação de um processo constituinte visa ampliar a legitimidade de um governo que mudou a face do país para melhor, sob o comando do presidente Hugo Chávez. O povo Venezuelano que aprendeu a amar Nicolás Maduro, está passando pelo mesmo processo de legitimidade. Obviamente a direita raivosa vai fazer de tudo para impedir o trabalho do pai dos pobres. Portanto, para concluir, o Instituto Capital Imoral, manifesta seu apoio ao processo constituinte proposto pelo governo de Nicolás Maduro.

    Faça uma pequena doação em Bitcoin e ajude a financiar à Revolução Bolivariana: 1FaBntdnFrRCZb2Pa8ZisQ8veHFbtaJ1ma

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • PR  04/08/2017 15:45
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • fernando  08/08/2017 21:17
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    eu sei que capital imoral é zuera pura e desse ponto de vista os comentários são muito engraçados, mas realmente tem muita gente que pensa dessa forma, tenho vários conhecidos assim kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • anônimo  03/08/2017 15:43
    Boa tarde, eu comentei mais cedo no outro texto. Mas como este aqui tem a ver com o que eu comentei, queria compartilhar a ideia com vocês. Concordo totalmente com o texto, mas precisamos de uma forma prática de fazer com que o Estado seja o mínimo possível.

    Meu Estado

    No mundo atual, onde o Estado está cada vez mais interferindo na economia e na vida das pessoas. Em um mundo globalizado onde as informações chegam em segundos do outro lado do globo. Um mundo tão grande em diversidade e ao mesmo tempo tão pequeno. Um mundo em que a tecnologia torna possível pessoas possuírem relações de afinidade mesmo com distâncias continentais, mas em que também há pessoas que optaram por viver da forma como seus ancestrais viviam. Vale a pena repensar a função do Estado e seus limites.
    A democracia moderna parece ser a forma mais justa de governo. As pessoas votam e a maioria obtém a vitória. E esta maioria que obteve a vitória nas urnas, em tese, deveria ver concretizadas no mandato do político que eles elegeram as promessas feitas durante o período de campanha. Quase sempre isto não ocorre, os políticos costumam atender apenas a pequenos grupos que geralmente não representam a maioria, mas que "fazem muito barulho" ou que contribuem para as suas campanhas.
    Além do fato de os políticos não estarem de fato empenhados em cumprir o que prometeram, eles, após eleitos, só têm uma coisa em mente: Garantir a vitória para a próxima eleição. Eles não estão preocupados com o bem da maioria que os elegeu, mas estão empenhados em ganhar a próxima eleição. Assim, todos os atos que eles realizam têm o objetivo de que os eleitores votem neles novamente. Isto faz com que sua visão, seus planos e suas estratégias sejam voltadas apenas para o curto prazo.
    Se por um lado o poder executivo não cumpre o que promete, o legislativo possui outros problemas além deste. O que faz com que um deputado pareça eficiente é a quantidade de projetos de lei que o mesmo cria e consegue que sejam aprovados. Isto não é uma coisa boa. Hoje no Brasil são criadas por ano cerca de 6.000 leis. E para cada lei e regulamentação criada perdemos um pouco da nossa liberdade. Então um parlamento ocioso parece ruim, mas um parlamento que trabalha muito pode ser ainda pior.
    E o problema final da democracia, a corrupção. Esta está entranhada no sistema democrático do princípio ao fim. Os políticos para serem eleitos precisam fazer campanhas caras e não se faz isso sem dinheiro. Por isso, é necessário que pessoas ou empresas contribuam para as campanhas. Mas as empresas que contribuíram vão querer algum favor de volta depois que o político for eleito. Licitações superfaturadas e fraudulentas, aprovação de leis que favoreçam determinado setor, propina etc. Não há como a democracia se livrar de um mal que faz parte dela mesma.
    Estes males da democracia levam a uma apropriação indevida do Estado por políticos ou grupos e isto é ruim para todo o resto da sociedade que passa a ter que custeá-los. Para solucionar o problema não é necessário o fim do Estado ou o fim da democracia, mas repensá-los. Democracia vêm do grego d?µ???at?a que significa "governo do povo", então a solução é simples, basta que democracia seja realmente o governo feito pelo povo. Já existiram vários exemplos de democracia direta no mundo moderno e existem bons exemplos e mau exemplos. Pretendo descrever uma forma de democracia direta que não seria ruim e também não seria uma transição tão traumática.
    Primeiramente, precisaríamos redefinir os papeis dos poderes e tornar o Estado mais justo e criar mecanismos que impeçam que o Estado seja apropriado por algum grupo.
    O executivo deveria ser mínimo e passar a operar, com exceção do quadro de funcionários e custos operacionais, sem orçamento gerado por impostos, mas com orçamento doado. Cada obra que o governo quiser executar deverá ser arrecadada voluntariamente com a sociedade. Aqueles interessados deverão financiar o projeto. Os quadros de funcionários seriam drasticamente reduzidos. O pagamento dos funcionários e dos custos operacionais seria dividido pelos cidadãos. O executivo também deixaria de ter poderes de ditar regras e criar decretos, isto só poderia ser feito votando uma lei. O executivo deixaria de ter poderes sobre a moeda, o banco central poderia ser trocado por um currency board, manter uma moeda fiduciária, mas sem nenhum poder de criar dinheiro, ou que as pessoas escolham a moeda que quiserem.
    Seria necessário também extinguir o legislativo, porque as leis seriam aprovadas diretamente pela sociedade. A ideia é que se reúna um grupo de especialistas jurídicos selecionados pelo seu conhecimento via concurso para desenvolver uma constituição minimalista, onde sejam criadas apenas leis que projetam a propriedade e a vida e também as questões relativas ao funcionamento de alguns órgãos públicos como o executivo e o judiciário. Após redigirem a constituição seriam dispensados. Então a população aprovaria a constituição por um referendo.
    Toda vez que alguém quiser criar uma lei nova, deverá arcar com os custos do processo e após redigida a lei, será apresentada a população e votada. Tudo isto vale a nível estadual ou municipal, variando apenas o alcance da lei.
    As forças policiais e armadas continuariam a existir totalmente independentes de poderes, e seu financiamento seria semelhante ao do executivo. No caso de ser necessário o aumento do efetivo ou compra de equipamentos, a força deverá enviar primeiro uma solicitação que deverá ser aprovada pela população do município, estado de destino, ou, no caso de forças federais, federação.
    Ninguém deve ser impedido de se associar ou de se isolar. Não haverá perseguição religiosa ou qualquer outra neste Estado, porque não terá poderes para tal. Se alguém quiser ser comunista, se associe e compre um pedaço de terra onde ele poderá ser comunista. Se alguém quiser ser capitalista, que seja.
    Sei que é muito simplista, mas seria uma forma pouco traumática de tornar o Estado mais justo, sem a necessidade de extingui-lo totalmente.

    Mais uma vez, é apenas uma ideia, sintam-se a vontade para melhorá-la.
  • anônimo  03/08/2017 17:16
    Os impostos seriam irrisórios com esta forma de Estado, coisa de 30 reais por mês pra cada cidadão economicamente ativo.
  • guilherme seixas  03/08/2017 15:59
    Como fazer esses textos irem para escolas é o que me pergunto, pois quem lê, aqui, claramente concorda com todos esses pontos
  • Gomes  03/08/2017 18:22
    Cada um faça a sua parte.
  • Paulo Henrique  03/08/2017 19:48
    Sou do tempo que dava pra encher uma kombi com a quantidade de liberais-libertários no Brasil. Se olharmos o crescimento dos últimos anos não há muito o que reclamar. Estamos ganhando espaço na briga das ideias.. Talvez não seja rápido o suficiente para vermos uma mudança repentina, mas nem os socialistas esperavam isso quando começaram a 50-60 anos atrás;

    Não é mais fácil alguém dizer na internet que devemos aumentar gastos e crédito e sair sem resposta contrária!!! Não existe mais um ''monopólio'' das ideias e virtudes.

    Claro que do debate para a ação política existe um abismo, mas não existe ação nenhuma se a intelectualidade do país está morta

    Resgatar a cultura do País, não apenas em termos de economia, mas moralmente, é o primeiro passo, e o mais importante de todos; todo o resto vai ser consequência

    Por isso é importante estudar as ideias que você defende, pois como já dizia uma frase, nada pior que um idiota defendendo a sua causa. Isso é meio consequência da popularização das ideias, mas tem ''liberais'' com um nível muito baixo defendendo o liberalismo, e isso é ruim

    Estamos em uma ''briga cultural'' e ela não necessariamente envolve o melhor argumento, ela envolve a imagem que você passa ao publico, aplicando um conceito mercadológico as ideias, se você não sabe vende-la, não importa se você tem razão ou não , quem vai conquistar o publico é quem for o mais convincente aos olhos dele

    Confundir uma guerra de pessoas, política, com uma guerra de ideias pode ser fatal para o liberalismo ter alguma chance. O ''inimigo'' usa arma de desmoralização publica, e só se vence ele mostrando sua canalhice, não o seu erro no pensamento econômico
  • anônimo  03/08/2017 20:15
    Imprimir e distribuir de graça nas praças, rodoviárias e portas de escolas. Que tal?
  • cmr  03/08/2017 16:03
    Acho mais fácil os chineses, e quem sabe até os norte coreanos, diminuírem o tamanho de seus estados do que o povo brasileiro.

    O povo brasileiro vê no estado uma espécie de divindade, embora ache os políticos um bando de filhos da puta.
  • Ex-microempresario  03/08/2017 16:31
    No Brasil, os políticos vivem como ricos, mas não são ricos no sentido patrimonial: moram em mansões (e sitios ;-) )que não são deles, andam em carrões que não são deles, viajam em jatinhos que não são deles, e frequentam os melhores e mais caros hotéis, restaurantes e resorts sem jamais por a mão no bolso. E ainda acham que isto lhes dá moral para falar mal da "elite privilegiada".
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  03/08/2017 16:39
    Exatamente. O estado brasileiro deve ser diminuído de forma racional e rápida. Os impostos(causa primária das desgraças brasileiras) e a burocracia(causa secundária) devem ser eliminados e/ou diminuídos de forma a garantir o funcionamento racional do estado, para que este cumpra sua função social. Exemplo: O IPTU e IPVA devem ser eliminados. O Imposto de Renda deve ser diminuído, com a cobrança de um valor irrisório para os cidadãos(especialmente os mais pobres) e cobrado "na fonte" de maneira automática, dispensando a Declaração Anual do Imposto de Renda(pessoas físicas e jurídicas) obedecidos os princípios da Economia relativa a governos ideais, nas quais cada centavo é aplicado de maneira racional, sempre buscando diminuir mais o estado. Tudo isso sem alterar os DIREITOS adquiridos, mas sem "criar" outros.
  • Rafael Teixeira  03/08/2017 18:01
    O poder do estado — e, por conseguinte, o poder daqueles que detêm cargos de poder dentro da máquina estatal — é o poder de pilhar, usurpar e dar ordens. Quem detém o poder estatal detém a capacidade de se locupletar. A capacidade de se locupletar estando dentro da máquina estatal é a definição precípua de corrupção.

    A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.

    A teoria por trás destas conexões é simples.

    Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de legislações e emendas orçamentárias. E tal monopólio gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei, regulamentação ou emenda orçamentária que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.

    Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

    Grupos de interesse — por exemplo, grandes empresas, empreiteiras ou empresários com boas ligações políticas — ansiosos por adquirir vantagens que não conseguem obter no livre mercado irão procurar determinados políticos e fazer lobby para "convencê-los" a aprovar uma determinada legislação que lhes seja benéfica, ou para pressionar que sua empresa (ou empreiteira) seja a escolhida para uma obra pública.

    A legislação pode ser desde a imposição de tarifas de importação até a criação de regulamentações que irão dificultar a entrada de novos concorrentes em um mercado específico. Pode também ser uma mera emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública.

    Mas há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero —, então a demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será infinita.

    Sendo assim, os legisladores terão de cobrar caro pelo seu voto com o intuito de estabelecer parâmetros para os espertalhões que estão brigando pelo seu voto favorável; e os políticos terão de cobrar um preço alto para fraudar o processo de licitação em prol de uma determinada empreiteira.

    Para ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.
  • Ricardo  03/08/2017 18:08
    Que besteira, o que vocês pregam é o livre mercado dos monopólios. O livre mercado é utópico por causa da ganância do empreendedor querendo crescer às custas de todo o resto, é como se o mercado vivesse sob a lei de Gérson, desde o micro até os grandes empresários, por isso necessitamos do Estado para intervir e acabar com as falhas que acontecem no mercado.
  • Rocha  03/08/2017 18:22
    Embora se trate de uma clara ironia, sempre é bom aproveitar a deixa para repetir o básico.

    Como exatamente são formados os cartéis e monopólios? Quem os sustenta?

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Artigos:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados


    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural


    Quem é a favor de estado grande é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo.

    Não há meio termo.
  • Ex-microempresario  03/08/2017 19:54
    Ricardo, o problema é que existe um vírus que só ataca empreendedores. Este vírus faz com que uma pessoa que era um bom cidadão, simpático, generoso, justo e querido por seus amigos, transforme-se em um monstro ganancioso e egoísta assim que esta pessoa torne-se um empresário. Aliás, note-se que apenas os empresários são gananciosos e buscam o lucro: o restante da sociedade, incluíndo os políticos, funcionários públicos, profissionais liberais, etc., estão livres deste mal.

    Mas alegre-se, Ricardo. Nosso governo, que é infinitamente sábio e abundantemente previdente (como todos os governos), está prestes a desenvolver, através da enorme competência de nossas empresas estatais, uma vacina que acabará, de uma vez por todas, com este temível vírus.

    Em breve, nossa sociedade estará livre de comportamentos anti-sociais como buscar o lucro e obter vantagens financeiras através de um sistema de trocas voluntárias. Confie no governo.
  • Poder  03/08/2017 23:21
    Meu sonho é entrar no STF pra subjugar meus semelhantes.
  • Bonde da Liberdade  04/08/2017 03:18
    A grande maioria dos políticos são como raposas cuidando do galinheiro.

    Os caras estão roubando até merenda de criança.

    A esquerda sempre foi sanguinária.

    O estado cria dificuldades, para vender facilidades.



  • Pensador Consciente  04/08/2017 12:34
    Basta irmos para as ruas contestar as decisões destes malditos e no presente temos de aguentar quietos os desmandos por temor de que a peste vermelha volte para o planalto e aplique a ditadura vermelha,mas assim que este perigo passar dominaremos as ruas e colocaremos estes pulhas de joelhos para fazer as reformas que o país e nossos bolsos precisam...É aguardar com paciência.
  • Percival Péricles da Silva  04/08/2017 13:26
    É isso que o povo está lentamente aprendendo.

    O objetivo da esquerda é o poder, não a igualdade.

  • Renato Matos  04/08/2017 15:13
    Excelente texto! Um dos melhores que já li aqui.
  • Mais um libertário  05/08/2017 14:42
    A minha mentalidade já está mudando. Ainda sou cético em algumas coisas, acho que o Estado ainda deve cuidar da segurança do seu território, principalmente contra inimigos externo, porque tem países que estão armados até os dentes (possuem armas nucleares, químicas, biologicas, grupos terroristas, ...). Do resto pode privatizar tudo, saúde, educação, etc e até mesmo conceder voucher aos mais "necessitados" no início do processo. Acho que sou meio conservador rs, até porque a gente vive em um país em que a ser até difícil imaginar essas alternativas sendo colocadas em prática.
  • Mais Mises...  06/08/2017 05:48
    Então, bem vindo ao time. Eu comecei vindo aqui totalmente cético com o livre mercado, mas p. da vida com a forma de funcionamento do nosso país. Hoje, penso tal qual você.

  • Emerson Luis  13/08/2017 15:31

    A única forma de evitar que os super-ricos tomem posse do poder do Estado e abusem dele é minimizar o tanto quanto for possível o poder do Estado.

    * * *


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