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O duplo ônus da cultura do funcionalismo público
Assim se destrói um país

É tentador: salário vitalício, benefícios garantidos pelo estado, estabilidade, carga horária conveniente, e a não-necessidade de apresentar resultados.

Quem nunca desejou passar em um concurso público para dar fim às aflições motivadas pelas incertezas do conturbado cenário econômico-social atual?

A grande questão é que o sonho do concurso público tem gerado um enorme e duplo prejuízo ao país: além do custo exorbitante — o qual exige impostos e endividamento crescentes —, temos uma boa parcela de nossos talentos (nada menos que 12 milhões de jovens preparados) buscando vagas em trabalhos que não acrescentam nada ao avanço da nação.

O gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

Ou seja, em relação à renda, o Brasil gasta 45% a mais que os países mais ricos com seus funcionários públicos. Em relação ao Chile, gastamos incríveis 104% a mais.

E, considerando todo o funcionalismo público federal, nada menos que 83% dos funcionários estão no topo da pirâmide da renda, compondo assim a parcela mais rica da população. E sete em cada dez estão no grupo dos 10% mais ricos do país.

Assim, o governo é simplesmente o maior concentrador de renda e maior causador das desigualdades sociais no Brasil.

Segundo um relatório do Banco Mundial:

Com base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que o dobro pago pelo setor privado (R$ 55.000 por ano), e os servidores federais civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$130.000 por ano). A remuneração média por funcionário é excepcionalmente alta no Ministério Público Federal (R$ 205.000 por ano), no Poder Legislativo R$ 216.000 por ano) e no Poder Judiciário (R$ 236.000 por ano).

Além desses salários magnânimos, há também vários benefícios (penduricalhos) atrelados ao cargo, como auxílio-moradia, auxílio-transporte, auxílio-creche, auxílio-educação, auxílio-funeral, auxílio plano de saúde, reembolso por despesas médicas e odontológicas não cobertas pelo plano de saúde, retribuição por acúmulo de funções, bônus de eficiência etc.

Só o auxílio-moradia dos juízes custa R$ 1 bilhão por ano aos pagadores de impostos.

E, no final, a maior parte dos cargos públicos se dedica à operacionalização e à manutenção da máquina estatal — e nada mais do que isso. Só que apenas manter a máquina não gera crescimento econômico. É algo como uma locomotiva funcionando sem sair do lugar.

A mentalidade do concurseiro e do burocrata

Normalmente, as pessoas que almejam a um cargo público têm uma certa aversão a riscos.

Entretanto, elas próprias não conseguem enxergar os grandes riscos que estão por trás de suas escolhas. Enquanto se preparam para os concursos, os candidatos deixam de desenvolver as competências e habilidades extremamente necessárias na iniciativa privada. Não acumulam experiência, não fazem contatos, e colocam em seu currículo apenas os cursinhos preparatórios para concursos. Parecem nunca ter o pensamento "e se eu não passar?".

Um concursado leva, muitas vezes, mais tempo para passar em um concurso do que um acadêmico leva para se fazer doutor. E em que contribuem os anos de estudo do "caçador de concursos" para o avanço da ciência? Em nada. E para a geração de novos negócios? Pior ainda.

Um número incontável de pessoas com preparo e talento passa a se dedicar — e com uma certa obsessão — a passar em algum concurso. Logicamente, o setor público não pode absorver todo esse contingente de pessoas. Consequentemente, apenas alguns passam. E a imensa maioria não aprovada permanece se preparando continuamente, na espera de algum dia ser aprovada.

Enquanto se preparam para os concursos, não desenvolvem habilidades e competências essenciais na iniciativa privada. Os conhecimentos que adquirem nessa jornada são rasos: não provocam avanços na ciência, tampouco estimulam a inovação e muito menos fomentam novos negócios. Trata-se, literalmente, de uma geração desperdiçada. Para infelicidade do país.

Com efeito, os conhecimentos que os concurseiros adquirem também não são úteis nem mesmo para promover melhorias significativas no próprio setor público. Por quê? Porque o sistema burocrático tem auto-defesas muito fortes. A intenção de burocratas sempre é a de se constituir como um grupo à parte, como um sistema de poder coletivo definido a partir da ausência de poder dos dominados. 

O fenômeno burocrático caracteriza-se por um conservadorismo expresso especialmente na manutenção e expansão de uma situação de privilégio.

No lugar de representar uma ponte entre os interesses particulares e os coletivos, a burocracia serve a seus próprios interesses — trata-se de uma corporação que se defende em oposição ao resto da sociedade.

Nada pode gerar mais imobilismo do que isso.

O atraso

Um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social de um país é a sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. A inovação é o fator mais importante, não apenas no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, como também no estímulo ao interesse em investir nos novos empreendimentos criados.

Nesse cenário, surge a figura do empreendedor como uma força positiva no crescimento econômico, fazendo a ponte entre a inovação e o mercado.

Pode-se ir ainda mais além: o empreendedor é a figura principal desse processo. Apenas pesquisa, desenvolvimento e investimentos em capital físico e humano não causam o crescimento. Essas atividades ocorrem em resposta às oportunidades de crescimento, e tais oportunidades de crescimento são descobertas por empreendedores alertas às demandas futuras dos consumidores.

Lembrando Schumpeter, os empreendedores são os impulsionadores do desenvolvimento econômico, os responsáveis pelas mudanças econômicas em qualquer sociedade. O seu papel envolve muito mais do que apenas o aumento de produção e da renda per capita. Seu papel é iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da própria sociedade, sempre buscando atender às demandas dos consumidores. Essas mudanças geram maior produção e mais crescimento econômico, o que possibilita que mais riqueza seja usufruída pelos diversos atores sociais.

Entretanto, em nosso país, a cultura empreendedora cede lugar, cada vez mais, à cultura do funcionalismo público. Grande parte de nossos maiores talentos — pessoas capacitadas — sente-se muito mais atraída pelos benefícios do setor público do que pelos riscos e desafios do empreendedorismo.

Pessoas que poderiam contribuir para a melhoria das condições do setor produtivo — seja estudando a fundo a problemática das empresas, seja colocando em prática a sua visão de excelência, servindo de exemplo e referência para outras empresas e outros profissionais — desperdiçam seu talento e energia decorando apostilas para concursos.

Por aqui, empreender passou a ser uma saída para os menos preparados, para os mais necessitados, para aqueles que não têm condições de arrumar um emprego decente ou de passar em um concurso público.

E essa é a parte preocupante: nosso setor privado realmente não é eficiente, o empreendedorismo brasileiro, no geral (e essa é uma generalização necessária), é muito rudimentar, surgindo muito mais por necessidade do que pela identificação de oportunidades. Não há diálogo entre academia e mercado. E, em vez de termos pessoas debruçadas sobre os problemas enfrentados por nossas organizações, pesquisando, inovando ou empreendendo, temos um êxodo cada vez maior dos nossos talentos em busca do setor público.

Está tudo errado. Ao passo que os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade, os gênios brasileiros passam em concursos públicos.  

O grande inimigo

E, para piorar, além de enfrentar a concorrência dos salários do setor público, o empreendedorismo também não atrai os jovens por causa dos elevados riscos e das enormes dificuldades para se fazer negócios no Brasil.

Empreender e empregar legalmente no Brasil é muito caro. Para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média. Pagar impostos requerem 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Ou seja, além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. Não bastasse isso, ainda temos de arcar com nada menos que 93 impostos diferentes.

O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da ciência e dos negócios, a oferta de empregos diminui, a economia estagna e mais e mais pessoas passam a almejar um posto nas instituições públicas, alimentando esse círculo vicioso. 

Eis o resumo da tragédia: o governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos. Salários baixos empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários. Mas todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada. Isso deprime ainda mais os salários do setor privado, o que empurra ainda mais jovens preparados para o setor público.

É fundamental revertermos essa tendência e trabalharmos no sentido de fomentar a cultura empreendedora em nosso país. Quando coloco os verbos reverter e trabalhar na primeira pessoa do plural, quero puxar a responsabilidade para as nossas mãos, cidadãos comuns.

Não podemos esperar que o poder público faça a sua parte, pois o estado faz justamente o contrário: inibe a atividade empreendedora ao elevar a carga tributária e criar empecilhos burocráticos absurdos, buscando sempre financiar os altos gastos do setor público com mais tributos e endividamento.

O estado é hoje o grande inimigo da sociedade. Já que não podemos vencê-lo, devemos resistir fortemente à tentação de nos juntarmos a ele. 

Conclusão

Nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes, mas grande parte de nosso contingente pessoal com essas características sente-se muito mais atraída por cargos públicos.

Do ponto de vista individual, todos aqueles que almejam vagas no setor público estão mais do que certos. Lógico: por que eu deveria me esforçar para atuar em um campo cheio de riscos, sem segurança e sem estabilidade, quando posso trabalhar para o estado, sem me preocupar pelo resto da vida? Por que me arriscar no setor privado, sofrendo cobranças e tendo de apresentar eficiência, se posso simplesmente ganhar muito no setor público, tendo estabilidade no emprego e sem ter de apresentar resultados?

Porém, é justamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.

Sim, o Brasil gasta demais com funcionários públicos, e não há quem se comprometa a pôr um freio nesta farra.

A questão é: como irão fechar as contas sem recorrerem a mais impostos? Se assim o fizerem, poderá chegar o dia em que irão inviabilizar as empresas, que são quem mantém toda essa estrutura. Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero.

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Leia também:

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A parábola da improdutividade

Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional

Injustiças e penitência social

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autor

Leandro Vieira
é Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Tem MBA em Marketing, pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM). Administrador de Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Foi professor da Escola de Administração da UFRGS. Fundador e CEO do Portal administradores.com.br

  • Pobre Paulista  13/10/2017 14:52
    "Nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes", mas é muito mais arriscado assinar uma carteira de trabalho do que andar com 5kg de joias numa favela no RJ. Aí não tem ninguém pra empreender e ninguém qualificado pra trabalhar. Chances de sucesso: zero.
  • Ricardo  13/10/2017 15:00
    O mais impressionante é que não se questionam como isso tudo se sustenta. Na mente dos aspirantes a funcionários públicos é como se o estado detivesse recursos infinitos. Lastimável.
  • geninho  13/10/2017 15:05
    Há de convir que, A União centraliza a parte financeira...via Banco Central do
    Brasil , nos moldes do banco central americano, o FED. Faça o país crescer para o Real ir para lista mundi
    al de cotações das moedas. O nosso real beirou no governo Lula e ficou de fora dos países ricos...acorda!
    Ademais, os gastos de governo do Brasil são feitos via OGU (Orçamento Geral da União), encerrado todo ano no mes de AGosto por todos Orgãos envolvidos valendo para o ano seguinte, assim qq processo de Justiça ganho por alguém só será pago no ano seguinte, ou q tenha sido incluído no Orçamento do ano anterior...ficam de fora pequenos valores. Demora, não! Quem fura e erra seu Orçamento vive na bancarrota, quer município, Estado e a própria União q se permite manejar Fundos não utilizados em certas Rubricas.É dificil aceitar falta de funcionários públicos devido à propria burocracia qdo funcionário público é visto como "coçador", falta ao trabalho e enrola de fato, daí a crítica de muitos. Já vi pessoa pegava seu copo e se dirigia para o bebedouro d'agua cada 5 minutos. Devia estar deidratada pq se ausentava do balcão de atendimento ao público. Soma-se que, a Informática agora abreviou caminhos...o serviço devia ser mais rpaído e redondo, né! Enfim, um desgaste para leigos.
  • ANDRE LUIS  13/10/2017 15:10
    Discussão inútil e pouco produtiva. É óbvio que mudanças não virão do setor público, maior interessado em manter tudo como está. O ofício de fazer leis (e forçar obediência) precisa de concorrência. Precisamos de um pioneiro sistema legal privado, e divulgá-lo até que outros apareçam. Com sua difusão, o povo poderá decidir qual deles obedecer e, por meio de eleições decidir torná-lo válido em conformidade com o art.1 par.1 da CF. Precisamos de um Parlamento Virtual . www.facebook.com/parlamentovirtual
  • geninho  13/10/2017 15:13
    Sim...só que essas que vivem caçando Pokemon no celular não se enquadram, né! Abert Einstein tinha medo do dia que isso chegasse... agora chegou...e aí está!
  • EU  13/10/2017 19:16
    Boa tarde, vou dividir uma aflição com vocês, kkk

    fui demitido blz peguei a merreca já tinha uma poupança vou abrir meu negocio certo, ai pensei oque posso abrir com 18.000.

    ai na comunidade aonde eu moro tu pode abrir qualquer coisa menos próximo do seu concorrente se não da M.
    blz, outra logo que você abri, tem que dar uma moral R$ na associação, blz, não o bastante tem que da uma moral R$ para a rapaziada da firma (trafico). amigo logo pensei assim fica difícil.

    Tudo bem decidir ir para o asfalto(fora da favela) aqui vou poder empreender, nada disso! se não tiver a licença a GM vem e leva tudo e ainda você leva um pau. ta bom consegui a licença. perfeito. em uma terça feira de manha, me vem um homem com uma prancheta e diz que tenho que ajudar na caixinha do comercio essa caixa e para da uma moral R$ para o pessoal da comlurb. tudo bem dei a moral R$ fazer oque.

    Se não bastasse isso me vem as cinco da tarde do mesmo dia um cara, com colete preto escrito atras em amarelo Apoio de segurança, amigo pra vender aqui tem dar uma moral R$, para a segurança da rua (milicia).

    Moral da historia, eu paguei né, desistir de empreender, acho que não ia dá certo, estava ficando caro e perigoso.
    hoje estou no auxilio desemprego, comprei uma apostia e estou estudando para concurso.

    o Brasil e um pais habitado por parasitas e hospedeiros. basta você escolher um lado, ou não vai que estou falando M.


  • Bruno  22/01/2018 14:54
    Perfeito seu relato. De onde menos se espera, daí que não sai nada mesmo.
    Considere a possibilidade de levar sua iniciativa para outro país, onde espero que gere prosperidade e tranquilidade para você e seus descendentes.
  • ed  13/10/2017 14:53
    Concordo com tudo que a EA prega mas é fato que do ponto de vista individual faz todo o sentido virar funça. Se as pessoas reagem a incentivos, como o próprio IMB prega, é claro que ela vai preferir virar funça tendo a estabilidade e um alto salário.

    Eu sou um exemplo disso. Trabalho no setor privado em uma empresa de TI. Sou forçado a trabalhar até de madrugada para entregar projetos no prazo. Tudo isso para ganhar R$3000. Acabei de passar em um concurso para ganhar R$5500. Só estou esperando ser chamado.

    Sei que vão dizer que vou virar um parasita, que eu deveria empreender e etc... Sim, sei que do ponto de vista ético eu estou errado, mas quem é tão altruísta a ponto de ficar sendo massacrado no setor privado podendo ter um emprego melhor em um cargo público, sendo que é você quem sustenta todos os funças no final das contas? Vale lembrar tb que não adianta eu não assumir o cargo pois outro certamente irá ocupá-lo e serei eu quem irá sustentá-lo.
  • Correto  13/10/2017 15:01
    O racional é correto. Incentivos, meus caros, incentivos. Não são poucos os casos pessoas que tinham carreira na iniciativa privada e partiram o serviço público. Eu também sou um deles.

    Claro, que isso é insustentável. Mas, acho que até a bomba explodir, eu vou ficar bem

    Eu tinha meu próprio escritório de Advocacia, aquilo era um verdadeiro inferno. O que fiz? Concurso para Advogado da União (18K inicial bruto), hoje trabalho pouco (é incrível como essa industria é patética), bato ponto e vou para casa, nunca atrasou um salário e tem mais, por vezes recebo benefícios, adicionais, aumentos, etc. Que nem sei da onde veio, não tenho noção de qual foi o critério utilizado, apenas coloco no bolso.

    É o clássico mecanismo de transferência de renda. Dos "produtivos", ou seja, aqueles que fazem parte da economia voluntária, para os "improdutivos" aqueles que recebem seus vencimentos frutos da coerção. Sim, sou um Funca Opressor e me orgulho disso, não sou otário.

    Como o colega citou: "Vale lembrar que não adianta eu não assumir o cargo, pois outro certamente irá ocupá-lo e serei eu quem irá sustentá-lo". Argumento utilitarista e válido.
  • FL  13/10/2017 15:13
    ed e Correto, foi no mínimo deprimente ler os relatos de vocês dois.

    Incrível como vocês têm a mentalidade acomodada. Honestamente, 5.5K para um profissional de TI é uma miséria. Um analista pleno com conhecimentos médios num ERP consegue um salário de 8K tranquilamente. Se aprender mais e evoluir, passa dos 10K fácil fácil. Um advogado ganhando 18K e achando que "não é otário" é uma piada. Com um esforço mínimo, qualquer advogado meia boca de porta de cadeia consegue fazer isso.

    Pensando bem, talvez vocês não sejam os talentos produtivos que o mercado quer, e estão no lugar certo.
  • Ze da Moita  13/10/2017 15:18
    um advogado criminalista que trabalhe pra facções consegue bem mais que isso
  • Ze da Moita  13/10/2017 15:24
    trabalhar na Iniciativa Privada = risco de demissão, salário baixo, sujeito a atrasos de salário, raramente é promovido

    trabalhar para o Estado - estabilidade, salário alto, salário nunca atrasa e é promovido conforme passa o tempo

    como fazer um indivíduo escolher a primeira opção??
  • Realista  13/10/2017 15:43
    A EA não discorda disso. É pura ação humana. Puro incentivo, como dito. O artigo só está mostrando as consequências. Até quando o hospedeiro não morrer, até quanto ele aguentar, o parasita permanecerá bem.

    Eu faria a mesma coisa se fosse vocês. Se quiserem me pagar 18k bruto pra coçar o saco, problema dos otários que aceitam sustentar isso.
  • Max Rockatansky  13/10/2017 15:44
    Incentivos são neutros do ponto de vista moral; podem dar margem à adoção de comportamentos morais ou imorais.

    Você usou os incentivos (ou desincentivos) para adotar uma conduta imoral: viver às custas da produção alheia de riqueza. Ou seja, coisa de mau caráter mesmo.

    Se vc fica bem assim com sua consciência (ou falta dela), bom para vc. Mas saiba que a sua conduta serve ao aumento dos incentivos para outros adotarem a conduta que vc adotou. Quer dizer, vc atuou no sentido da destruição de riqueza. Vc é um agente do "destructionism".
  • Refugiado do esquerdismo  10/08/2018 19:16
    Kkkkkkkkkk adorei a resposta,ja conheci advogado que ganha 18 k em uma acao so e conheco um monte de ti que ganha bem mais que 5 k ao mes. Sao 2 lixos mesmo,tipicos eleitores da dilma,depois que levarem o pe na bunda vao largar tudo no mises e corret defender petismo com raiva porque perderam a boquinha.
  • ALEXEI DIMITRI DINIZ CAMPOS  11/08/2018 02:05
    Sempre ouvi falar de salários de 5k, 10k 15K em TI, pura mentira. Nem vem falar de estudar, se especializar mais, em toda área tem o cara que ganha rios de dinheiro, e a grande maioria que ganha perto de uma média.
    A grande maioria em TI não recebe mais de 2K.
    Salários alto em TI ou estão com incompetentes que conseguiram chegar lá por sorte/QI, ou estão ligados de alguma forma ao Estado (seja por consultoria/empresa que vende para o estado, seja funcionário público).
    O estado sempre deu peixe para o setor privado, nunca ensinou a pescar. Sem estado, a economia quebra, e esse motivo é o principal problema que impede que o liberalismo econômico ocorra.
  • Vinicius Costa  11/08/2018 13:26
    "Sem estado, a economia quebra"

    Raciocínio sensacional. A economia brasileira está quebrada por causa do estado, mas o gênio diz que sem o estado a economia quebra.

    É o mesmo que dizer: "Se não houver um parasita sugando todas as suas riquezas, você nunca ficará rico. Para ficar rico, tem de ter um parasita sugando suas riquezas."

    É cada gênio.
  • Lucas  11/08/2018 15:17
    Vinicius,o pensamento dele é o do brasileiro médio.

    O brasileiro médio realmente acredita que o Estado possa resolver um problema que ele mesmo criou.Vou dar um exemplo da minha área(de TI),tem gente nessa profissão que quer regulamentar a área,segundo eles porque ganham pouco,tem concorrência de "sobrinhos" sem nenhuma formação e isso não pode acontecer,não sei porque,sinceramente.Outra coisa é questão dos salários,eles acham que o profissional de Ti ganha pouco(?) por causa da falta de regulamentação e não devido à CLT e a burocracia que este país possui.

    São pensamentos sem lógica alguma,mas estes fazem sentido para o brasileiro comum.Vai entender.

  • 5 minutos de ira!!!  13/08/2018 14:27
    Numa postagem recente, sobre raças e privilégios........ eu disse que os negros tem cotas e dia especial, os indios tem suas regalias, crianças e adolescentes tem regalias, os funças tem regalias, os donos de igreja tem regalias, os pobres tem regalias, o mst tem regalias, as mulheres estão achando que tem regalias, os homossexuais acham que tem regalias.................... na verdade são migalhas dadas a grupos específicos para eles acreditarem que não é possível se defender sem estado. Com o discurso de se valorizar esses grupos, eles se enfraquecem, pois dependem cada vez mais de ajuda para existir. Serão eternamente oprimidos, pois com tantas regalias, nunca tentarão deixar de ser.
  • Comunismo  11/08/2018 16:35
    No Brasil a maioria dos salários são baixos POR CAUSA DO ESTADO. É o Estado quem subtrai a riqueza das empresas e dos funcionários impedindo investimentos produtivos.
    Não há um Vale do Silício no Brasil porque o Estado além de ser um parasita compulsivo, impôs uma série de regulamentações por via de suas agências. Assim, somente as empresas amiguinhas do Governo operam por aqui, nem empresas de tecnologia dentro e fora conseguem entrar no mercado.
    Se quer ganhar bem na área do TI, nem o Estado brasileiro vai te conseguir pagar bem. Aqui só ganha bem numa área como Direito, por exemplo. A maioria dos serviços de manutenção das redes públicas sempre foram feitas por empresas terceirizadas.
  • Humberto  13/10/2017 15:45
    Pelo amor cara, área de TI é uma das áreas que mais crescem no mundo todo. Vale muito mais a pena trabalhar no setor privado em outro país (o que é perfeitamente possível nessa área) do que ser funça aqui.
  • Leonardo Fernandes de Oliveira  14/10/2017 04:29
    Não entendo o porquê disso ser antiético. Já imaginou trabalhar 10 horas por dia para ganhar uma merreca e ser subserviente a empreendedores que são a favor do aborto, da legalização das drogas, do casamento gay e que, não obstante, acham que estão fazendo algo pela humanidade? Esses caras são uns fanfarrões.

    Digo mais: é por causa de liberais assim que o poder do Estado cresceu a ponto de oprimir o homem como o vem fazendo. Esses caras acham que todo mundo tem veia de empreendedor, que o tempo todo se coça para achar uma ideia que o irá deixar milionário. Que ideia de energúmeno. As pessoas também têm religião e querem viver afastadas dessa loucura que alguns idiotas chamam de desenvolvimento da humanidade.
  • Marcos Rocha  14/10/2017 13:55
    "Não entendo o porquê disso ser antiético"

    Porque você vive do dinheiro esbulhado dos pobres. Seu sustento vem do dinheiro roubado dos desdentados deste país. O seu salário é pago pelos impostos extorquidos dos pobres deste país. Você subtrai a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que você tenha uma vida boa.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Se você acha isso normal e nada antiético, então realmente o problema está em outro lugar.
  • Funcionário do Estado  28/11/2017 14:48
    Eu? Responsável por tudo isso? Não viaja, cara...
  • Insurgente  10/08/2018 19:35
    O que foi esse comentário?
  • Marcos  13/10/2017 14:54
    Tem mais um detalhe esquecido pelo texto: os terceirizados que trabalham nos órgãos públicos se tornam amigos e apadrinhados de servidores de alto escalão e tem uma "estabilidade" subjetivada, porque a empresa terceirizada obedece aos pedidos dos tais funcionários; chefes e diretores, para indicar na terceirizada.

    A UNB, por exemplo, aqui em brasília, gasta 75 por cento do seu orçamento com empresas terceirizas e provavelmente com excesso de seguranças, limpadores, vidraceiros, jardineiros, etc... a soldo do contribuinte também, sem competição no mercado aberto.
  • Luiz Carlos  13/08/2018 16:18
    Lembrou bem. A terceirização acontece em todos os Órgãos e é um super mecanismo de aparelhamento. Um tipo de nepotismo adaptado. São eles que ainda fazem com que algo funcione nas instituições públicas. Mas são um bando de subalternos indicados pelos funças. São os preguiçosos que não tiveram capacidade de passar no concurso, mas que são primos dos funças e por isso descolaram uma oportunidade para lamber o saco do chefe.
  • Andre  13/10/2017 14:54
    Todo jovem que me pede conselhos pra se dar bem na vida recomendo estudar pra concursos, Deus me livre ter concorrentes talentosos no meu nicho de negócios. Faço coisa relativamente simples, acadêmica mesmo colocada na prática, se ser funça fosse menos atrativo estes seriam concorrentes meus e teria de me contentar com margens de lucro ridículas de 30% ou menos.
  • Wilson  13/10/2017 14:54
    Ontem estava conversando exatamente sobre isso com um jovem quase formado em computação numa das melhores universidades do país: ele e outros amigos, na casa dos 20 e poucos anos, só pensam em fazer concurso pra ter estabilidade de emprego.

    Isso mesmo: um jovem cuja formação custou rios de dinheiro público só pensa em ter estabilidade no bolso alheio.
  • Eliseu  13/10/2017 14:55
    A questão é que em determinado momento esta cultura da moleza vai entrar em colapso, se já não entrou.
  • Thiago Oliveira  13/10/2017 14:55
    O Brasil ainda possui déficit de servidores públicos para bom atendimento ao cidadão. Falta médicos, policiais, militares para patrulhamento de fronteiras, fiscais de meio ambiente e etc.
    Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho.
    O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários, além da maquina ser usada para fins políticos eleitoreiros, como tem mostrado o noticiário sobre a operação Lava-Jato e quadro "Cadê o dinheiro que estava aqui?" do programa dominical. A função de atender ao público não existe no Brasil.
    O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços.
    Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados.
    Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção.
    Enfim, mudanças estruturais e de postura de nós cidadãos serão necessárias para um melhor controle dos gastos públicos e assim melhorar a qualidade de vida
  • Amante da Lógica  13/10/2017 14:59
    "Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho."

    Como, por exemplo, as greves dos auditores da Receita Federal, que recebem R$ 20 mil e querem receber R$ 30 mil.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1677089-fiscais-da-receita-dizem-que-greve-ja-afeta-arrecadacao-de-impostos.shtml

    Ou a greve dos policiais federais, que querem receber R$ 15 mil.

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1539891-apos-ameaca-de-greve-senado-aprova-reajuste-salarial-para-a-policia-federal.shtml

    Derramo lágrimas.

    "O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários [...] A função de atender ao público não existe no Brasil."

    Ou seja, mesmo com todo o salário de marajás, esses vagabundos não fazem nem o basico, que é atender ao povo. Aí vem você e diz que, se aumentarmos os quadros (algo que, por definição matemática, levará a uma redução dos salários per capita), as coisas irão melhorar.

    Mágica.

    "O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços."

    Gênio!

    A coisa é cara e não funciona. Exatamente por isso, a solução é expandir essa coisa cara que não funciona, tornando-a ainda mais cara e mais disfuncional.

    Por essa sua lógica, se um restaurante oferece péssimos serviços e só serve comida estragada, a solução é obrigar ainda mais pessoas a freqüentá-lo e a dar dinheiro para ele. Aí sim o serviço melhora.

    A ignorância do brasileiro é poço sem fim.

    "Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados."


    E como aumentar a qualidade da mão-de-obra e aumentar os salários do setor privado se você defende que o governo confisque ainda mais dinheiro do setor privado (dinheiro esse que poderia ser utilizado em investimentos e em aumentos salariais) para sustentar as mamatas do setor público?

    Como aumentar a qualidade da mão-de-obra do setor privado se você defende que os melhores cérebros sejam desviados para o setor público?

    Você entende o mínimo de matemática?

    "Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção."

    A sonegação é exatamente a única e última linha de defesa do empreededor. É a sonegação que permite que ele retenha para si um mínimo de dinheiro, o que lhe permite contratar mais pessoas e fazer mais investimentos. Vagabundos como você, que certamente nunca empreendeu na vida, acham que o estado deve sugar cada centavo de empreendedores e trabalhadores do setor privado para sustentar os políticos, burocratas e parasitas do setor público.

    Quem não entrega seu dinheiro para a máfia e, em vez disso, o utiliza para empregar pessoas, investir, e criar renda -- este sim é o verdadeiro herói que deve ser reverenciado.

    Quem critica sonegação não tem a coragem moral de dizer que está simplesmente defendendo que políticos tenham mais dinheiro para si e para dar aumentos salariais para os parasitas do setor público. Lixo moral.
  • geninho  13/10/2017 15:06
    Conheci Economista que não sabia calcular 10 elevado à 6a.potência....erravam feio os Orçamentos locais...furavam e
    estouravam o próprio Orçamento q girava a nível de Divisão,a fazia parte para Orçar o Ano seguinte...nem Planos
    Econômicos erravam tanto.,..só aquela Justiça de togados de Brasília. Não ha orçamento que resista nem para o reajuste de salários com índice da Inflação passada ! Estou a imaginar o futuro reajuste das Aposentadorias via INSS....rsss!!!
  • Fernando S Junior  13/10/2017 15:14
    Bom, se tu és um sonegador és um criminoso. Nada mais há a acrescentar.
  • Alfredo  13/10/2017 15:19
    E qual o seu argumento para sustentar essa grave acusação? Recusar-se a dar dinheiro para a máfia agora é um ato criminoso?!

    Favelados que não pagam arrego para a milícia também são criminosos?Se você for assaltado na rua, mas conseguir fugir do assaltante, você também é um criminoso?

    Pelo seu manual de ética e moral, todas as respostas são sim, o que faz de você um ser asqueroso.
  • Arnaldo  13/10/2017 15:25
    Sonegação é única coisa certa nesse Brasil.
  • Realista  13/10/2017 15:26
    Tudo bem reagir a incentivos econômicos. Agora esse papinho não cola aqui, convenhamos. Talvez cole com o grosso da população, sei lá.
  • Mephis  13/10/2017 15:36
    Tem deficit de servidores, assim como tem deficit de dinheiro, hospedeiros, produtividade para banca-los. Talvez o verdadeiro deficit que faça diferença por aqui seja o de vergonha na cara.
  • Raquel  26/05/2018 19:27
    Eu não acredito que tenha déficit de servidores não.Outro dia fui no fórum tirar umas certidões negativas para dar entrada num processo.Sem brincadeira,deviam ter uns 15 funcionários dentro daquele cúbiculo,umas 4 pessoas para serem atendidas(incluindo eu),e demorou mais de 1 hora para que fosse atendida.Vc acha mesmo que tenha déficit?
    Eu tenho outra ideia,nao deveriam ser contratados novos servidores,os órgãos deveriam era cobrar mais produtividade de seus funcionários(pois eles ganham bem até demais) e boa parte do serviço poderia ser informatizado,seria algo bem mais ágil e eficiente,do que contratar mais gente.Pq raios eu tenho que ir num fórum apenas para pedir uma informação?Isso pode ser feito via internet ou telefone.
  • Raquel  26/05/2018 20:02
    Estou contigo,é a nossa realidade.A não ser que a pessoa seja um gênio,tenha um currículo mega diferenciado ou tenha um qi muito forte,é tenso conseguir algo no mercado privado atual.
    Eu tentei concursos por alguns anos,mas passei apenas para vagas que pagavam muito pouco ou que eram temporárias ou que nao coincidiam com meu estudos e outros compromissos pessoais.
    Mas sendo honesta com você,RI é um curso muito interessante,mas o mercado é péssimo.
    Meu irmão fez 2 anos desse curso,fez intercâmbio pela Universidade de Buenos Aires,e acabou largando de lado,e indo fazer direito.E hoje é funcionário da justiça federal.
    Meu caso é que tenho um perfil muito independente,eu odiaria ter patrão,ainda mais meu patrão sendo o Estado.
    Meus planos são ter meu pequeno negócio,mas pelo visto será algo informal,como quase tudo no Brasil.
    Abrir um negócio formalmente no Brasil,ainda mais sendo pobre ,é suicídio.Vc é sugado de todos os lados,pelo governo,pelos sindicatos,pelos funcionários.O negócio é informalidade ou se tornar um investidor profissional,mesmo começando com pouco capital.
  • Fabiano Costa  13/10/2017 14:56
    Salários gordos e cargos vitalícios, o doce serviço público

    exame.abril.com.br/carreira/bons-salarios-e-cargos-vitalicios-o-doce-servico-publico/
  • Ex-microempresário  13/10/2017 14:57
    Interessante como qualquer atividade produtiva do estado é terceirizada para a iniciativa privada, via licitações ou similares.

    Uma das funções básicas de uma prefeitura é abrir e asfaltar ruas, mas praticamente todas as ruas são construídas por empreiteiras.

    A Petrobrás tem por função explorar petróleo, mas toda sua infra-estrutura, de um simples tanque a uma plataforma flutuante, é construída por empresas contratadas.

    Toda estatal, apesar de ter um departamento de informática muito bem pago, contrata de terceiros o desenvolvimento de sistemas.

    Em qualquer repartição pública, quem realmente trabalha são os terceirizados e os estagiários. O trabalho de um concursado dificilmente chega a 50% da eficiência que um empregado em função similar em uma empresa privada.

    Nosso funcionalismo pensa ser exatamente o que pensavam ser os nobres da Europa Medieval: seres privilegiados que tem um "direito" indiscutível de ser sustentados pelos "plebeus".
  • Valter  27/05/2018 13:19
    Basicamente isso. Meu pai é funcionário de alto escalão em uma empresa elétrica que possui contrato com a Eletrobras até 2022.
    TODAS as instalações e manutenções de postes e transformadores são feitos por empresas regionalizadas. Os burocratas que recebem fortunas para ficarem dentro de um escritório com ar condicionado não fazem absolutamente nada. Se você falar isso para eles, irão dizer que fazem a "logística" e a "papelada". Ou seja, em outras palavras, sem eles a produtividade iria ser ainda maior.
    Os burocratas já perceberam que é muito mais vantajoso colocarem a maioria dos funças em agências regulatórias ou dentro de escritórios de estatais do que produzir as coisas. Aí a culpa dificilmente cai sobre eles e ainda trabalhem menos recebendo salários maiores do que quem produz.
  • Raskolnikov  13/10/2017 14:58
    Olha o quanto é dificil empreender num país como esse: https://www.youtube.com/watch?v=-DndwNEP5MY

    Assitam ao video depois se perguntem: como um jovem que está inciando sua vida vai preferir isso a ocupar um cargo com estabilidade e um bom salário?

    Esse vídeo chega a ser desolador, mas é a realidade...
  • Taxidermista  13/10/2017 15:02
    Se a iniciativa privada fosse destruída, não existiria funcionalismo público nenhum.

    Isso é o que basta para se constatar a ordem de causalidade e de prioridade, lógica, econômica e moral.

    É uma verdade de Perogrullo isso, mas experimentem falar isso para pessoas próximas a você (e nem precisa, necessariamente, ser para um funcionário público).
  • Luiz Moran  13/10/2017 15:03
    Governo fascista
    +
    Ensino marxista
    =
    Analfabetos funcionais
    Pessoas fúteis
    Medrosos
    Acomodados
    Incultos
    Egoístas

    Brasil, uma Nação fracassada e falida.
  • Dam Herzog  13/10/2017 15:03
    O estado capturou a população do Brasil e a fez refém. Hoje politicos e burocratas mandam neste pais e usam o poder em seu proprio beneficio. Esta Nova Classe corrompe e rouba e leva o pais para o abismo da insolvencia. Aumentos de gastos públicos tornou-se uma norma progressista seguida de deficites públicos cada vez maiores e a divida pública sempre aumentando. Um funcionalismo público crescente improdutivo acomodado destruidor de riquezas e com todo tipo de benesses e direitos só aumenta a conta. Eticamente juizes que vendem sentenças são afastados e como punição aposentadoria compulsoria e e salário integral. Mesmo o ex presidente Lula cuja esposa teve morte recente lhe deixou uma duvidosa aposentadoria de 20.000.00 reais, será que ela tinha um cargo fictício. Mas nos teremos que pagar estes 20.000.00. Os privilegios em favor do serviço público em qualquer reforma são reforçado, e para não dizer que as leis são feita com brechas para eles escaparem se porventura forem púnidos. O povo esta sentindo prejudicado por este tipo de estatismo e democracia perverso que nos tranforma em um burro de carga a puxar uma carroça cada vez mais pesada. Até quando? Este tipo de sistema de governo estatista defensor do crony capitalismo e opressor que obriga um cidadão a pagar a conta de milhares de outros que persistem em não trabalhar faliu ou está em vias de extinção. Cada cidadão tem que assumir sua propria responsabilidade. O governo é o problema sob o comando da nova elite corrupta e dominadora. Se tem social sou contra. Que alcancemos a liberdade sem governo. Meu povo indignação e revolta tem que ser a nossa resposta ou seremos severamente prejudicados.
  • Mateus Melo  13/10/2017 15:07
    Excelente análise!
    Sou engenheiro formado em universidade federal e faço parte de um grupo de Whatsapp de amigos da época da faculdade. Da até canseira de ver que o povo só fala em passar em concurso público. Se tornar burocrata de uma repartição qualquer.... triste!
  • MAURICIO IUZURI  13/10/2017 15:08
    O artigo é excelente e mostra a nossa realidade. Só gostaria de debater um ponto sobre as escolhas "racionais" das pessoas que optam por trabalhar no setor público. Quando trabalhamos em qualquer setor privado e não temos essa tal estabilidade que todos buscam, aprendemos a nos organizar de forma muito mais eficiente, aprendemos o real valor das coisas que compramos e adquirimos uma capacidade extraordinária para superar os obstáculos e dificuldade que aparecem no dia a dia, incentivando em muito a nossa criatividade. E tudo isso que aprendemos não serve somente para os negócios, ela é muito mais importante em nossas vidas fora da empresa e isso sim faz com que essa tal "racionalidade" caia por água a baixo. Não existe nada de racional nisso, apenas uma forma de fugir dos compromissos e não encarar as dificuldades da vida. São tantos os funcionários públicos que quanto mais ganham mais gastam, tem problemas familiares por não saberem lidar com os problemas do dia a dia e até financeiros(soa até estranho isso, mas a maioria é endividada). O que mais me incomoda é o fato destas pessoas não estarem vivendo o vida como deveria. A vida nunca foi e nem será um mar de rosas. Todo ser humano deve aprender a lidar com seus erros e problemas do dia a dia. E quanto mais penso em ser um funcionário publico mais longe fico de me tornar um ser humano responsável. Não é a toa que muitos funcionário públicos ficam depressivos. Um grande abraço a todos.
  • hernane soares  13/10/2017 15:08
    O Estado brasileiro é um grande monstro verde!!!
    Que massacra nossas esperanças e nos condenam à uma miserável e sem perspectivas do amanhã.
  • Quantum550  13/10/2017 15:09
    Acho que está havendo um erro de interpretação.
    Eu sou servidor. Dou o meu sangue.
    O problema desse país são cargos de comissão.

    Conheço muito servidor dedicado que se acaba pra fazer a parte dos cargos de comissão.
    Embora esse artigo seja verdade, em partes, acho que grande parte de servidores, não ganham muito.
    Se você pegar prefeituras... tem muita gente concursada que é dedicada e não ganha muito.

    O grande problema são os salários dos comissionados, e os salários do Judiciário.
    É muito magistrado, promotor... ganhando um mar de dinheiro... assessores.

    No Brasil existem servidores pobres.
    E os ricos... os que realmente prejudicam esse país, juntamente com o governo.
    Acho que devemos avaliar melhor aí a crítica contra os concurseiros.
    Pois ser concurseiro nada mais é do que lutar pela própria sobrevivência.

    Se o povo quer mudança... que se faça a desobediência civil (já pregada aqui), e que exijam o fim de cargos comissioinados e outras regalias à tantos cargos públicos, que te garanto que a maioria não tem.
  • Ricardo Rocha  13/10/2017 15:20
    Eu não entendo por que tamanha falta de hombridade dos funcionários públicos em assumir a realidade. Eu sou servidor federal e embolso, líquido, R$ 18 mil por mês (e olha que esse salário é considerado até baixo). Ganho auxílios transporte, moradia, saúde e família. Tenho gratificação de férias e natalina.

    E não tenho problema nenhum em reconhecer que quem paga tudo isso são os desdentados. Pouco importa se "dou meu sangue" ou apenas vagabundeio no trabalho. No final, o salário vem de qualquer jeito. No final, eu subtraio a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que eu tenha uma vida boa.

    Qual o problema em admitir isso, prezado Quantum550? Não fomos nós que criamos esse arranjo. Apenas nos beneficiamos dele. Até o dia em que tudo se esfacelar.
  • Tarantino  13/10/2017 15:27
    Parabéns pela sinceridade. Antes você era um parasita. Agora é um parasita sincero.
  • Mephis  13/10/2017 15:36
    Como disse ricardo rocha, o pior que quem alimenta um sistema desses são os pobres que pagam a conta com seus votos. Se o camarada quiser ser servidor publico ja é um problema, mas o pior mesmo é querer validação ou votar a favor de tal sistema.
  • Refugiado do esquerdismo  11/08/2018 01:12
    Sim,esses sao os piores,os que defendem o sistema.
  • MacDuff  16/10/2017 00:30
    O Brasil cultiva a ignorância com um fanatismo que impressiona e cria tipos estranhos. Servidores comuns, ao contrário do que foi afirmado, não ganham coisas como "auxílio moradia", esse benefício exclusivo de juízes, promotores e cargos em comissão e, falando neles, o TCU recentemente divulgou que cerca de 40% da folha de pagamento da União é gasta com cargos de indicação (esses pelos quais Congressistas trocam seus votos, ganhando o poder de indicação fornecido pelo Presidente).
    Qual empresa privada tem um chefe para cada cinco "índios"? O Executivo Federal tem, enquanto que no Judiciário federal temos para cada dez servidores oito cargos de chefia.
    Esse inchaço dos cargos de indicação é um abuso nunca denunciado pelo Mises ou qualquer outro instituto dito liberal. Por que será que escondem a verdade? Rabo-preso?
    Lembrem que o preenchimento desses cargos de indicação não é obrigatório e só interessa a políticos. Tranquilamente poderíamos tocar tudo com 90% menos cargos de confiança e comissionados, uma economia real de 45 bilhões ano.
    Por que o instituto Mises e outros supostos liberais silenciam diante disto?
  • Frederico  16/10/2017 11:39
    Ou você está de zoeira ou você chegou a este site agora e está fazendo uma calúnia apenas para ver se cola.

    Esse inchaço dos cargos de indicação é um abuso nunca denunciado pelo Mises ou qualquer outro instituto dito liberal. [...]Por que o instituto Mises e outros supostos liberais silenciam diante disto?

    Queridão, este Instituto defende a abolição do estado e de todos os parasitas que nele estão aboletados, independentemente da forma como entraram. Quer mais?

    Eis um artigo recente falando exatamente sobre isso que você pediu:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2728

    "Tranquilamente poderíamos tocar tudo com 90% menos cargos de confiança e comissionados, uma economia real de 45 bilhões ano."

    R$ 45 bilhões? Bela merda. Isso aí é troco. Equivale a uma semana de arrecadação de impostos. Só os salários dos funças "legítimos" ultrapassam R$ 300 bilhões por ano. A tesoura tem de começar é nesses vagabundos que vivem dos impostos extorquidos dos desdentados.
  • Arnaldo  13/10/2017 15:37
    Entenda que não precisamos de você e por mais que faça bem seu trabalho consideramos inútil.
    Nada público produz nada e todo dinheiro movimentado é fruto do saque.
  • Pedro  23/08/2018 03:01
    Bah, mas tem uns aqui que se perderam na curva... Dizer que nenhum func. público serve para nada não é nem radicalismo, é doença, a raiva tomou conta do cérebro. Então não vai ter juiz, policial, fiscal? Não é pq o funça não "produz" que ele não trabalhe, nem tenha sua função. Menos...
  • anônimo  13/10/2017 15:09
    O objetivo de vida deve ser sempre a busca por países com governo menores.

    Esses governos se transformaram em ditaduras brancas. Ditadura não se faz apenas com tanque na rua.

    A expropriação e o atropelamento da liberdade também é uma ditadura branca.

    A justiça nunca pode ser justa e respeitada, quando ela mesma é usada para extorquir as pessoas.

    Essa tentativa de se criar um mundo ideal só serviu para extorquir as pessoas.

    Enfim, o direito do governo escravizar precisa acabar.
  • Rbsb  13/10/2017 15:09
    Não sei vocês, mas preciso sustentar minha família, e se no funcionalismo publico é aonde tem dinheiro que acho suficiente, é para lá que eu vim. Se na iniciativa privada me pagarem oque mereço, vou pra iniciativa privada, olha que sou bem qualificado, Graduado, pós e mestrado na minha área. Recebia uns 6 mil pra ser líder de uma equipe de ti com 12 funcionários. Outra coisa, ganhar 10/15/20 mil na iniciativa privada são para as exceções, como no funcionalismo também é. Hoje, sou bancário, ganho a mesma coisa uns 6 mil e trabalho mais do que trabalhava antes, a diferença é que o salario não atrasa e tenho alguns benefícios!
  • Gabriel  13/10/2017 15:15
    A iniciativa privada de fato costuma pagar o que você merece, na medida do possível. Entenda disso o que você quiser.
  • Tarantino  13/10/2017 15:27
    Creio que a realidade seja um pouco diferente.
    A questão de "merecimento" é um pouco complexa aqui no Brasil...concordo que existam diferentes níveis de capacidade entre as pessoas, o que teoricamente explicaria a diferença salarial, ou merecimento, seja lá o que quiserem. Mas se esquecem do fato de que empreendedores, assim como os políticos, estão longe de serem bastiões da moral aqui neste país. E some-se a isto o vasto desemprego, e pronto! Temos o cenário ideal para a subvalorização de pessoas talentosas, que por estarem desempregadas devido à recessão, aceitam ganhar qualquer coisa para não passarem necessidades. E é aí que justamente entra o oportunismo e mau-caratismo típico do brasileiro médio: usam a desculpa da crise para pagarem salários muito aquém do merecido para profissionais realmente competentes. E se tais profissionais se recusarem a trabalhar por tão pouco, com certeza absoluta aparecerão outros nem tão competentes para ocupar as vagas. A qualidade vai cair? Sim, com certeza, mas quem disse que brasileiro liga pra qualidade?
  • sãoPaulo  13/10/2017 15:48
    Mas se esquecem do fato de que empreendedores, assim como os políticos, estão longe de serem bastiões da moral aqui neste país.
    Com a diferença que a vasta maioria dos empresários não querem me obrigar a comprar seus produtos. E aqueles que querem, necessariamente precisam de um político para obterem êxito.

    E some-se a isto o vasto desemprego, e pronto!
    Desemprego causado por barreiras artificias e caos econômico criados por... políticos.

    Temos o cenário ideal para a subvalorização de pessoas talentosas, que por estarem desempregadas devido à recessão, aceitam ganhar qualquer coisa para não passarem necessidades.
    Não existe isso de subvalorização. Isso é coisa de arrogante que ainda não percebeu que o objetivo do seu trabalho não é satisfazê-lo, mas satisfazer os outros.
    Se seu trabalho não é demandado, não adianta choramingar que está subvalorizado. Se mude para onde seu trabalho é demandado ou mude de ramo. Ninguém tem a obrigação de te pagar o quanto você acha que merece.

    A qualidade vai cair? Sim, com certeza, mas quem disse que brasileiro liga pra qualidade?
    Pronto, você matou a charada. Brasileiro prefere outros fatores mais que qualidade. Pare de mimimi e vá descobrir que fatores são estes.
  • Tarantino  13/10/2017 15:55
    Grato pelo comentário, sempre é bom confrontarmos nossas opiniões. Excetuando-se a agressividade contida na sua maneira de expressar-se (talvez seja eu que tenha de desculpar-me por eventualmente fazer perguntas idiotas, mas nem todos nascem com um diploma de EA nas mãos...) concordo com 80% de suas respostas.

    "Não existe isso de subvalorização. Isso é coisa de arrogante que ainda não percebeu que o objetivo do seu trabalho não é satisfazê-lo, mas satisfazer os outros.
    Se seu trabalho não é demandado, não adianta choramingar que está subvalorizado. Se mude para onde seu trabalho é demandado ou mude de ramo. Ninguém tem a obrigação de te pagar o quanto você acha que merece."

    Não acredita que possa existir um acordo não explícito entre empresários de um mesmo ramo com o intuito de determinar salários? Não seria vantajoso para tais empresários? Creio que não seja algo incomum no Brasil.
  • Alfredo  13/10/2017 16:00
    Se a mão-de-obra for universalmente ruim e se o setor for fechado e regulado pelo governo (ou seja, proibida a entrada de concorrência), então, de fato, há uma chance -- atenção: uma chance -- de isso acontecer.

    Já se a mão-de-obra for boa e ela puder ofertar seus serviços para várias empresas concorrentes, aí será absolutamente impossível congelar salário. Qualquer empresário que não pagar bem perderá funcionários qualificados para a concorrência. Isso acontece a todo o momento.

    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto, pois sabe que este empregado lhe traz receitas.
  • Tarantino  13/10/2017 16:48
    Concordo com suas palavras. Inclusive, lembrei-me de um caso ocorrido há alguns anos em uma empresa na qual eu trabalhava.

    Havia muito serviço, e estava sendo inviável (devido às regulações do Ministério do Trabalho, obviamente) pagar horas extras para os funcionários. Então, foi feito um acordo em que ao invés de serem pagas as horas extras, seriam pagas gratificações baseadas em produtividade, dessa maneira matando dois coelhos com uma só paulada: eliminando os preguiçosos, que ficavam no horário depois do expediente só por causa das horas-extras, e se livrando dos incômodos impostos pela legislação, e ainda recompensando justamente aqueles que eram produtivos e eficientes.

    Mas o que ocorreu?

    A produtividade dos funcionários aumentou tremendamente, devido ao estímulo financeiro, e alguns chegavam a ganhar cerca de 100 a 110% a mais; vendo isso, apesar da empresa estar também auferindo lucros altos, os idiotas do DP resolveram cortar tais rendimentos decorrentes da produtividade em pleno auge, sob a alegação de que "os ganhos de tais funcionários estavam altos demais".

    Obviamente, vi claramente uma situação de inveja, pois os"peões" estavam ganhando mais do que funcionários não-produtivos que possuíam curso superior.

    Resultado: muitos saíram da empresa para trabalhar na concorrência, porém não conseguiram manter os ganhos, pois até mesmo a "concorrência" pertencia ao mesmo grupo da empresa anterior, e adotaram a mesma política salarial. Resumindo: a maioria daqueles funcionários acabou mudando de ramo ou país, e muitos bons profissionais foram embora, o que, em maior escala, é nocivo ao país.

    A inveja é uma merda...
  • sãoPaulo  13/10/2017 16:53
    Tarantino 13/10/2017 15:55
    Desculpe-me se pareci agressivo, não foi a minha intenção (desta vez =P).
    De fato, empresários podem entrar em conluio para pagarem menos aos seus funcionários. Mas tal arranjo é raro e altamente instável, como explicado pelo Alfredo (13/10/2017 16:00)
    A verdade é justamente o que eu te apontei. A maioria das pessoas que reclamam que não ganham um salário justo, é daquele tipinho que não consegue engolir que o Neymar ganhe mais que um médico ou professor.
    Como diz o ditado, em terra de cego, quem tem um olho é rei. De nada adianta alguém ser um engenheiro civil se o mercado está saturado de engenheiros civis, ele terá que se destacar muito para ganhar mais. Por outro lado, se engenheiros civis estiverem em falta, ele ganhará mais, mesmo que não seja tão bom.
    Da mesma forma, se não existe demanda para construções, muito mais engenheiros disputarão a mesma vaga e os salários fatalmente diminuirão.
    Oferta e demanda pura.
  • Tarantino  13/10/2017 16:56
    Digo o que disse baseado em experiência puramente pessoal.
    Não estou desempregado, mas sempre fico de olho em outras possíveis vagas que possam remunerar melhor. E foi justamente aí que comecei a notar tal conluio entre várias empresas, a fim de estabelecer um teto máximo para salários. No meu ramo existem cerca de 6 ou 7 grupos que, através de várias marcas,dominam quase 100% do mercado. Pesquisando por possíveis vagas, notei que existe um certo padrão que se repete, e tal padrão limita os salários a um certo valor; em outras palavras, quem desejar continuar no ramo, vai ter de se conformar com tais salários, ou então mudar de atividade ou país. E o que está acontecendo é que os profissionais mais experientes estão realmente abandonando ou a carreira ou o país, e prevejo que em alguns anos o mercado irá se ressentir de tais profissionais, pois os serviços prestados por aqueles que atualmente ocupam tais vagas está decaindo em qualidade; não que sejam ruins, são apenas suficientemente razoáveis. Optei por tentar a continuidade da carreira no exterior, pois seria possível auferir ganhos de cerca de US$ 25 a 30 por hora de serviço. Nada mau.
  • Joel  13/10/2017 17:00
    Qual a sua área? Vamos fazer a análise completa.
  • Tarantino  13/10/2017 17:05
    Trabalho na área de reparação automotiva.

    Grato por qualquer ajuda, creio que esteja vendo as coisas de uma perspectiva
  • Heinrich  13/10/2017 15:15
    Interessantes os comentários dos funcionários públicos aqui.

    Vejo que galera fica bem revoltada com eles, mas acho que não adianta bater nos poucos que por algum milagre vem se informar no Instituto Mises.

    Nós sabemos muito bem que é muito tentador o funcionalismo público: dinheiro fácil todo mês, apesar de ser a custo dos pobres e dos produtivos. É como aquele estudante da FFLCH que fuma maconha e cheira cocaína, mas finge que não está alimentando o tráfico de drogas e todo o crime que ele gera.

    O que nós devemos realmente fazer é incentivar que esses funcionários públicos peguem toda essa grana que eles ganharam 'honestamente' e a usem pra empreender, criar algo realmente produtivo. Querendo ou não, as pessoas que passam nesses concursos de super salários de 20 a 30 mil geralmente são pessoas inteligentes e capacitadas, formadas em engenharia em faculdades boas (pros padrões brasileiros).

    As vezes eu mesmo penso em fazer isso: me formar, pegar um concurso absurdo desses, de 15k a 20k pra me capitalizar, trabalho uns 2 a 5 anos lá, e depois toco projetos pessoais. Até porque sou pobre e não tenho como me capitalizar de outra forma, na iniciativa privada poderia demorar muito. Por outro lado, a iniciativa privada dá muito mais experiência com a realidade. O duro é se a pessoa se acomodar, mas acho que quanto mais tempo livre eu tiver, mais eu fico pilhado de tocar meus projetos
  • Pensador Consciente  13/10/2017 15:16
    A burocracia é tão perigosa quanto a classe política,o próprio Trótsky denunciou que Stálin foi capturado pela burocracia czarista e engessou a União Soviética.

    O serviço público é demandável pela população,mas por ser monopolista à máfia estatal cobra caro pelo serviço e entrega um serviço ruim,caro e lento,por sua vez o funcionalismo público tem uma função necessária pois existe demanda por seu trabalho,mas como a classe política quer se perpetuar no poder seja de forma ditatorial(Chefe supremo e vitalício) ou democrática(Membros do partido hegemônico se revezam no poder)concedem privilégios e mais privilégios para o funcionalismo público e esta classe se torna parasitária e burocrática igual a czarista/soviética e ao invés de servir o povo passa também a ser sugadora do povo em aliança com a classe política,enfim o estado presta serviços necessários,mas de forma monopólica o que prejudica quem precisa destes serviços,enfim só o livre-mercado(Nós juntos) para quebrar esse paradigma do estado leviatã e seu canto de sereia para cima dos concurseiros.

    Viva o livre-mercado e abaixo essa cultura nefasta dos concursos e o endeusamento desta maquina de desperdício que é o estado leviatã.
  • MB  13/10/2017 15:20
    Na realidade seria "canto da sereia",essa mitologia grega define bem a cultura do concurso e seus concurseiros desesperados para entrar no trem da alegria que é a burocracia estatal!!!

    Eficiência passa longe dessa turma de acomodados...

    Classe política=Dirigentes do mamute.
    Classe do funcionalismo=Serviçais do mamute.
    Classe dos fornecedores=Empreiteiras,Banqueiros e demais fornecedores...

    Circulo do atraso e do desperdício é estas três classes em conluio ao explorar a classe produtiva,a verdadeira classe explorada(Empreendedores e trabalhadores).
  • Pensador Consciente  13/10/2017 17:09
    Classe política=Dirigentes do mamute.

    Classe do funcionalismo=Serviçais do mamute.

    Classe dos fornecedores=Cúmplices dos assaltos do mamute.
  • Leigo  13/10/2017 15:16
    Os empreendedores deveriam imprimir este artigo e dar a todos os seus funcionários.
  • Percival Péricles da Silva  13/10/2017 15:17
    Acho super coerente o argumento dos funças, é algo do tipo:

    "Eu sei que estou matando a vaca, mas e daí? Eu gosto de leite. Se a vaca morrer o problema não é meu..."
  • geninho   13/10/2017 15:28
    Vai ficar sem leite...a não ser que alguém bonzinho lhe arranje outra vaca peituda. Assim tem gente que mama nas tetas do Estado...ou melhor União, mas pensando bem....ali é ótimo emprego, candidate-se à hierarquia estatal!
  • Contra o Sequestro da Liberdade  13/10/2017 15:17
    As pessoas viraram reféns do próprio estado.

    Os funcionários públicos fazem ameaças de greves. Os motoristas de ônibus e taxi fazem ameaças de greve. Os metroviários fazem ameaças de greve. Os pilotos de avião e comissários fazem ameaças de greve. Ou seja, tudo que está ligado ao governo é usado contra a população.

    A liberdade e a gestão privada podem mudar isso. O livre mercado é apenas trocas voluntárias entre cidadãos livres. Esse sequestro da liberdade impetrada pelos trabalhadores ligados ao governo, é um ataque direto ao povo brasileiro.

    Sequestro é o roubo ou impedimento da liberdade. Os trabalhadores ligados ao governo estão sequetrando a liberdade de quem quer apenas sobreviver por conta própria.
  • PEDROCA DA MALOCA   13/10/2017 15:21
    Este foi um grande texto, que divide opiniões, mas no Brasil é matar ou morrer, ser funcionario publico aqui é ter algumas garantias de continuar sobrevivendo, estamos numa lama, eu posso observar profissionais da iniciativa privada que poderiam fazer a diferença( mas agem como se funça fossem ) , portanto, devemos repensar o projeto de crescimento deste gigante com metástase.
  • jorge  13/10/2017 15:21
    Essa tua formação foi paga com recursos próprios? Claro que não: " Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul Foi professor da Escola de Administração da UFRGS." Diria, no mínimo, que tua analise esta contaminada. O estado investiu pesado no teu mestrado" para você, então, retribuir... opa.. tornar-se docente e funcionário público. Vamos discorrer sobre isso? Tem coragem de publicar?
    Claro, é contra o funcionalismo. E quanto aos gastos públicos da dita "universidade gratuita e universal" ? Ai você vai começar a argumentar: não, veja bem... Não adianta, cada grupo de interesse, vai sempre defender o seu, enquanto que o outro é nocivo.
  • Matheus  13/10/2017 15:29
    Ou seja, o sujeito tem a obrigação de pagar impostos e bancar o estudo dos outros nas universidades públicas. Mas ai dele se ele se atrever a ele próprio usar os serviços pelos quais ele compulsoriamente tem de pagar.

    A mentalidade da esquerda é sensacional: você é obrigado a pagar por todos os serviços públicos, mas apenas a esquerda pode usar. Você não. Por essa lógica, o sujeito não pode nem sair de casa: afinal, as ruas são estatais. Ele é obrigado a pagar por elas e a mantê-las. Mas ai dele se ele se atrever a usá-las. Aí não pode. Aí é incoerência.

    É cada desesperado que tenta vir aqui defender suas mamatas. Dá até dó.

    Já os argumentos contra, cadê? Só ad hominems.
  • jorge  13/10/2017 15:49
    Meu caro, creio que não entendeu uma palavra do que escrevi. Tem coragem de ser sincero e me dizer a qual grupo de interesse você pertence? Creio que não, mas posso apostar que é docente. Eu abomino completamente a esquerda e a direita liberal. Eu sou funcionário público, da base da pirâmide e não estou defendendo meu "grupo", não faço greve e não reivindico nada. Sou adepto lei do mercado: se está ruim eu saio. O que eu fiz foi uma crítica ao texto, por sua simplicidade de argumentação e, contaminada. Assim como sua opinião, eivada de ódio ao grupo o qual você é contra. Talvez nem perceba, mas na questão "ensino superior público, você é totalmente ESTADO.
    " Ah me serve, eu justifico a mão pesada do ESTADO". É como dissestes : é cada um defendendo suas mamatas, inclusive você.
  • Matheus  13/10/2017 15:56
    Eu, docente?!

    Mas será que funça acha que todo mundo também é funça?!

    Cidadão, eu sou comerciante. Tenho uma loja de materiais elétricos.

    Assim, diga-me: a que "grupo de interesse" eu pertenço? Como exatamente eu vivo à custa do dinheiro espoliado dos pagadores de impostos? Principalmente: qual mamata estou defendendo?!

    Mais ainda: como diabos eu seria "totalmente ESTADO na questão ensino superior público"?

    Nunca cursei ensino superior e nem tampouco meus filhos (que não cursaram porque é uma perda de tempo).

    É cada besta quadrada -- e caluniadora -- que desaba por aqui.


    P.S.: De resto, tenha a bondade de apresentar um único erro técnico do texto, mas sem recorrer a vitimismos, coitadismo e afetações de indignação ofendida. Tente.
  • Andre Martins de Carvalho  13/10/2017 15:22
    Vejo o artigo sendo tratado de uma forma, sem a complexidade que exige. Não deveria ser imputado ao funcionário público pela ineficiência da maquina governamental. A sociedade enxerga o funcionalismo como estorvo, sinônimo de ineficiência, regalias e falta de ambição. Digamos que com certa razão, mas a verdadeira ocorrência deveria ser colocada na conta da ineficiência, da ingerência e do proposital caos na maquina administrativa e de nossas instituições públicas (caos esse, meus colegas. visto de forma intencional,talvez para favorecer o descalabro e a corrupção sem limites em nossa nação) . Mas acreditem existem exemplos de eficiência no serviço publico. Acredito que o problema não esta no servidor publico em sua grande massa, mas na forma como a maquina publica é administrada, por aqueles temporários e eletivos e comissionados que deveriam governar e gerir nossa nação. Mas o serviço público paga o preço e leva fama da política no Brasil. O Estado tem seu papel mesmo nos movimentos liberais, e a estabilidade é necessária para evitar o crime dentro da administração pública. O que nos falta é gerenciamento e valorização do desempenho dentro do funcionalismo assim como se faz no setor privado, sem que para isso seja necessário privatização da maquina pública. Colocar fé na maioria esmagadora dos funcionários públicos que para além da estabilidade querem fazer do Brasil um país melhor, mas que esbarra na burocracia, leis e ingerências de nossa casta política... O problema não consta na base mas no cume desta pirâmide publica.
  • Alexandre  13/10/2017 15:30
    "A sociedade enxerga o funcionalismo como estorvo, sinônimo de ineficiência, regalias e falta de ambição. Digamos que com certa razão, mas a verdadeira ocorrência deveria ser colocada na conta da ineficiência, da ingerência e do proposital caos na maquina administrativa e de nossas instituições públicas. [...] O problema está ... na forma como a maquina publica [sic] é administrada, por aqueles temporários e eletivos e comissionados que deveriam governar e gerir nossa nação."

    Ou seja, você não apenas concorda, com repete absolutamente tudo o que o artigo disse.

    Mas, estranhamente, afirma que o artigo não tratou o assunto com "a complexidade que exige".

    Ou você é bipolar ou tem problemas de interpretação.

    Ou quer apenas ser bajulado por ser um funcionário público que "para além da estabilidade quer fazer do Brasil um país melhor".

    E qual não quer?

    Lula, Temer, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira, Sarney, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral etc. Todos eles, como funcionários públicos, sempre quiseram "fazer um Brasil melhor". Você está lá junto a eles.

    Você ganha dinheiro do mesmo jeito que eles. Qual o problema de assumir isso? Cadê sua hombridade? Por que você precisa florear e dar ares de dignidade ao ato de viver do esbulho dos desdentados?
  • Guilherme  13/10/2017 15:22
  • anônimo  13/10/2017 15:30
    O negócio é tão bizarro que até a mídia de esquerda começou a noticiar as mazelas do funcionalismo público.
  • Tio Patinhas  13/10/2017 15:23
    tem um filme italiano sobre funcionalismo público que é muito bom, lembra bastante o Brasil (e nos comentários do trailer no youtube, parece que também lembra Argentina, Grécia, Espanha...). Aqui está o trailer:

    https://www.youtube.com/watch?v=t3al1PBx09A
  • Nordestino  13/10/2017 15:23
    Sou funcionário Público. Tenho 27 anos e estou no meu terceiro concurso. Entrei nesse ramo aos 18. Hoje tenho um salário bruto de 8 mil. Confesso que até pouco tempo queria tentar duplicar esse salário, indo pra um cargo fiscal. Todavia, estou começando enxergar outras possibilidades no setor privado. Claro que inicialmente não largaria o "osso" no setor público, mas quem sabe um dia.

    MAS... algumas coisas precisam ser esclarecidas.
    Primeiro, a esmagadora maioria dos servidores públicos ganham salário bem abaixo do que o meu. São exceções os cargos públicos que passam de 10mil. As pessoas acham que todo funci é bem remunerado. Não é bem assim.

    Segundo, é óbvio que pensamos primeiramente na gente. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Sou de família pobre e nunca que teria oportunidades de ganhar 8 conto em inicio de carreira no setor privado, ainda mais na minha região. Muitos dos que criticam a gente são na verdade pessoas frustradas, muitas das quais queriam ganhar nossos salários.

    Terceiro, considero-me mais inteligente que a grande maioria dos "empresários" que estão aí e isso é o que está me fazendo olhar mais para o setor privado. Entretanto, pra começar e empreender precisaria de algo inicial. Agora já tenho. Vou aos poucos tentar produzir (já estou) de forma paralela, inicialmente auxiliando minha esposa em pequenos detalhes de um pequeno empreendimento que abrimos. Graças a Deus tem dado certo.

    Por fim, trabalho pra caramba na maioria das vezes. E, sinceramente, acredito que faço um bom serviço. Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem do judiciário, ou se precisarem, e tiverem com um processo parado por incompetência de alguém ou simples má vontade, desejo que tenham a sorte de se depararem com alguém com a vontade de ajudá-los, orientá-los, a fim de que tenham sua demanda atendida.

    Boa sorte!
  • sãoPaulo  13/10/2017 15:32
    MAS... algumas coisas precisam ser esclarecidas.
    Sério? Quais?

    Primeiro, a esmagadora maioria dos servidores públicos ganham salário bem abaixo do que o meu. São exceções os cargos públicos que passam de 10mil. As pessoas acham que todo funci é bem remunerado. Não é bem assim.
    Lembro de ter conhecido uma funcionária pública responsável por bater xerox. Salário de mais de RS2.000,00 numa época que isso era muito dinheiro. Pode não ser aquela fortuna, mas para alguém cuja função exige colocar papel em uma máquina, abrir uma tampa para colocar o original, e apertar o botão de copiar... Vai dizer que não é bem remunerado?
    E o que dizer dos ascensoristas? Somente no funcionalismo público para tal profissão ainda existir. Aparentemente, apesar de serem capazes de decorar páginas e páginas de informações inúteis para concursos, funcionários públicos são tão estúpidos que não conseguem sequer manusear um simples elevador.
    https://oglobo.globo.com/brasil/no-df-salario-de-128-mil-para-motorista-garcom-7643402
    Mas digresso...
    Muito pior que os salários serem altos, é eles serem injustos, caro parasita! E a única forma de se ter um salário justo é na iniciativa privada, num sistema de oferta e demanda, lucros e prejuízos.

    Segundo, é óbvio que pensamos primeiramente na gente. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Sou de família pobre e nunca que teria oportunidades de ganhar 8 conto em inicio de carreira no setor privado, ainda mais na minha região.
    Não vejo diferença nenhuma entre você e um garoto pobre que resolve trabalhar para o narcotráfico...
    Na verdade vejo, seu trabalho deveria ser ilegal e o dele, legal.

    Muitos dos que criticam a gente são na verdade pessoas frustradas, muitas das quais queriam ganhar nossos salários.
    Mas que arrogantezinho de merda! A maioria critica vocês porque, além de não entregarem o mínimo que deveriam, ainda acham que estão fazendo um favor, acham que têm o rei na barriga! E ai de quem reclamar, em toda repartição pública tem aquela plaquinha escrito que desacatar funcionário público é crime.

    Terceiro, considero-me mais inteligente que a grande maioria dos "empresários"
    Mas que arrogantezinho de merda![2]
    E um dos maiores mistérios da humanidade é por que o caro Nordestino ainda não se tornou bilionário.

    Vou aos poucos tentar produzir (já estou) de forma paralela, inicialmente auxiliando minha esposa em pequenos detalhes de um pequeno empreendimento que abrimos.
    Já estava na hora de tomar vergonha na cara!

    Por fim, trabalho pra caramba na maioria das vezes.
    Segundo que critérios, cara pálida?
    Você trabalha mais que seus colegas parasitas?
    E ainda quer meus cumprimentos?

    E, sinceramente, acredito que faço um bom serviço.
    Segundo que critérios, cara pálida?
    Por acaso posso te demitir caso não concorde?
    Mas que arrogantezinho de merda![3]

    Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem do judiciário
    Ainda acham que estão fazendo um favor, acham que têm o rei na barriga![2]
    Agora imaginem um vendedor da lojinha de roupas reclamando: Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem de roupas.
    Um cretino destes iria tomar uma comida de rabo do chefe e, se não fosse demitido, iria ter que engolir seco e ainda atender com um sorriso no rosto!
  • Acarajé  13/10/2017 15:33
    Caro Nordestino, você trabalha nesse ramo (imagino que seja o judiciário, pelo seu último parágrafo) há 9 anos e se considera em início de carreira? Alguém com essa experiência, numa empresa privada, provavelmente já estaria num cargo de (no mínimo) supervisão, ganhando bem mais que os seus 8K. Você, sendo mais inteligente que a maioria dos empresários, já deveria saber disso.

    Sobre os seus pontos:
    1) Ganham menos que você porque conseguem fazer menos trabalho ainda. Um caixa do Bradesco deve atender 5 vezes mais pessoas do que um caixa concursado do Banco do Brasil, ganhando menos e sem estabilidade. O mercado que está errado ou o cargo do governo que está inchado?

    2) Você é um egoísta, inverte toda a situação para tentar justificar o que você faz. Se eu tivesse toda essa experiência e inteligência que você tem, não me contentaria em ganhar apenas esse seu salário, fruto de dinheiro tomado à força de (principalmente) pessoas mais pobres. Ninguém é frustado por não ganhar esse salário, a frustração é por ser roubado, não poder fazer nada a respeito, ter um serviço lixo em retorno (em 99,99% dos casos) e ainda ouvir um gênio falar "farinha pouca, meu pirão primeiro".

    3) Por favor, volte aqui e comente sobre o avanço do seu negócio. Não faço ideia do que seja, mas se você vai montar algo legalmente, vai ter uma boa sensação do que é lidar com funcionários públicos como você. É sério, volte aqui e nos conte quantas horas você e sua esposa gastaram em filas para obter licenças de funcionamento; quanto tiveram que pagar em taxas para operar; quantos encargos trabalhistas vocês têm que pagar para seus funcionários; quais regulações se aplicam ao seu negócio; quais impostos vocês recolhem; quais obrigações acessórias vocês entregam ao governo. Se você não fizer nada disso, estará operando à margem da lei, não contribuindo para o bom funcionamento dos ótimos serviços públicos que pessoas como você prestam.

    Por fim, você trabalha pra caramba na maioria das vezes. Posso entender que na outra parte do tempo você fica coçando o saco? Por favor, tente fazer isso numa empresa privada ou com o seu próprio negócio, é a fórmula do sucesso.

    Pelo menos concordo com a sua conclusão, ninguém espera jamais precisar do judiciário, que é um dos piores serviços que o governo nos fornece. Como você pateticamente assume, precisamos ter sorte de nos depararmos com alguém com vontade de ajudar, pois a regra é exatamente o contrário.
  • Nordestino  13/10/2017 15:38
    Impressionante o ódio aos funcionários públicos.

    Acredito que toda generalização é burra!
    Dizer que a maioria dos funcionários públicos são "parasitas", posso até concordar. Agora 99,99%. Isso é burrice, inveja ou sei lá o quê.
    Posso opinar com propriedade na área que trabalho (judiciário) e afirmo a vocês: trabalhamos muito.
    Parece que é enxugar gelo. Quando encerra um processo, cinco novos aparecem. É complicado. E em meio a armários lotados, estresse, pressão por metas (sim, temos metas), ainda atendemos bem o jurisdicionado. Pelo menos falo por mim. Praticamente toda semana ajudo alguém numa situação mais "embaraçosa". E poxa, sinto-me muito bem com a felicidade daquela pessoa, em ver sua demanda atendida, seu processo andando. muitas dessas pessoas eu nem conheço, vez que moram longe e muitos dos contatos são apenas por telefone. Então, não se pode generalizar. Me chamar de parasita é fenomenal. Vocês de fato não conhecem a realidade do judiciário. Perguntem a qualquer advogado e constatarão. Informem-se. E sim, mereço ser bem remunerado, por fazer um trabalho complexo.
    Agora, precisa-se sim mudar a mentalidade do serviço público em geral, por meio de indicadores de desempenho, visando eficiência e resultados. Mas isso há mt tempo já praticado no judiciário.
  • Cearense  13/10/2017 15:50
    Vou tentar desenhar: 100% dos funcionários públicos são parasitas, e não importa o quão "duro" eles trabalham. Sabe por que são parasitas? Porque vivem do dinheiro de impostos esbulhados da população (majoritariamente pobre).

    Quem vive do dinheiro esbulhado dos pobres é parasita. Essa é a definição precípua de parasita. Parasita não é aquele que "trabalha pouco". Esse é o menor dos problemas, e nem sequer está em discussão. Parasita é quem se sustenta por meio do dinheiro roubado de terceiros.

    Entendeu agora?

    Você diz que "merece" o salário que ganha. Ora, mas quem estipulou isso? Qual foi o "público consumidor" que voluntariamente determinou que você merece ganhar seu atual valor salarial?

    Apenas no mercado, em que os serviços são voluntariamente adquiridos pelo consumidor, pode-se estipular que um determinado valor salarial é "justo" ou "merecido". Apenas aquele que tem seus serviços voluntariamente adquiridos pelo consumidor tem um valor salarial "justo e merecido".

    Já quem se sustenta via confisco coercitivo (pleonasmo intencional) da riqueza alheia não pode dizer que seu ganho é "justo e merecido". É o equivalente a um mafioso que extorque comerciantes dizer que o valor que ele ganha é "justo e merecido".

    Dado que o setor público se mantém via confisco da riqueza alheia, simplesmente é impossível estipular que o seu valor salarial é o "valor merecido". Só ganha um valor "justo e merecido" aquele que tem seus serviços voluntariamente adquiridos pelos consumidores no mercado. Apenas aqueles que conseguem fazer com que os consumidores voluntariamente abram mão de seu dinheiro em troca da aquisição de serviços pode dizer que ganha um salário "justo e merecido".

    Começou a entender ao menos o básico agora?
  • Nordestino  13/10/2017 15:57
    Vocês se contradizem ao extremo.

    Dizem que não sem importam com o quão relevante e bem prestado seja o serviço, mas vivem reclamando e atirando pedras em 100% dos servidores públicos. Falam mal do atendimento, da demora, de erros, e etc...
    Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?
    Sabe qual vai ser o resultado? vocês vão reclamar mais pq as os servidores serão mais ineficientes, mal educados e despreparados para as atribuições. Pelo menos onde trabalho. Ou vcs acham que um magistrado sozinho tem condições humanas de fazer tudo numa vara de 10 mil processos (coloque aí minutar despachos, sentenças, expedir oficios e etc)
    A situação não é tão simples. Reduzir metade do salário dos agentes públicos também não vai resolver. Parece mais lógico que vai piorar.
  • Edson  13/10/2017 16:01
    Contradição?! Aponte-me uma só, por favor.

    Aliás, aponte um único erro de lógica naquilo que foi dito ali em cima pelo Cearense.

    Vocês ganham R$ 19 mil por mês de dinheiro confiscado dos desdentados, apresentam uma porcaria de serviço em troca (algo que, interessantemente, todos os funças que aqui estão esperneando reconheceram), e ainda dizem que a população está "pegando o boi", pois tudo tende a piorar. É muita pachorra.

    Quem ganha R$ 19 mil por mês de dinheiro roubado deveria tratar o povo na mão. No entanto, você não só cospe no povo, como ainda faz ameaças: "Ou nos pagam ainda mais, ou os serviços só vão piorar!"

    Escória pura.

    E não, o fato de o serviço ser uma porcaria (algo que vocês próprios reconhecem) é totalmente secundário. Para mim, é irrelevante. A questão principal é viver do roubo dos desdentados. E foi exatamente a exposição desta realidade pelo Cearense que lhe desestabilizou. E a qual você não refutou.

    A partir do momento em que se vive do roubo dos desdentados, todo o resto se torna secundário. Nada se compara a esta imoralidade. E você ainda vem dizer que o roubo ainda está pouco, e que, se ele não aumentar, os serviços piorarão ainda mais?!

    Sério, como você consegue dormir?
  • Refugiado do esquerdismo  11/08/2018 16:03
    Otimo comentario Edson. Penso exatamente o mesmo que voce. E como conseguem dormir?
  • sãoPaulo  13/10/2017 16:02
    Dizem que não sem importam com o quão relevante e bem prestado seja o serviço, mas vivem reclamando e atirando pedras em 100% dos servidores públicos. Falam mal do atendimento, da demora, de erros, e etc...
    A máfia ameaça atirar em fulano caso ele não pague pela sua proteção. Mesmo que a máfia forneça segurança absoluta, você diz que fulano não pode reclamar por ser obrigado a pagar a máfia. A diferença, aqui, é que você não entrega nem os serviços prometidos! Além de podermos reclamar que somos obrigados a pagar pelo seu serviço, ainda podemos reclamar que ele é medíocre! Contradição só na sua racionalização de que não é um parasita.

    Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?
    Mas quem disse que queremos seus serviços, caro parasita? Não precisamos de ascensoristas de elevador!

    Reduzir metade do salário dos agentes públicos também não vai resolver. Parece mais lógico que vai piorar.
    Mas a gente não quer reduzir seu salário, queremos reduzir seu trabalho! Veja como somos bonzinhos!
    Queremos reduzir a área de atuação do setor público ao mínimo possível: zero -- embora eu admita que algo próximo disto já seria um avanço.
  • Andre  13/10/2017 16:41
    Cearense deu show de lógica e argumentação, parabéns.
    Nordestino demonstra sua preocupação em atender as enormes demandas dos usuários por serviços judiciários enquanto a oferta estatal deste é ínfima, tudo por custos escandinavos e com qualidade subsaariana faz mais que sentido a quebra do monopólio estatal da aplicação das leis.
  • Tarantino  13/10/2017 16:43
    O irônico é que a maioria dos "10 mil processos" que sufocam os magistrados são fruto da mesma burocracia e regulações estúpidas impostas pelo mesmo Estado que sustenta você através dos impostos pagos pelo povo...então, na verdade, vocês trabalham para desembaraçar as merdas criadas por vocês mesmos, e ainda ganham bem para isso!

    Ou seja, vocês criam dificuldades para depois venderem a solução. Al Capone fazia exatamente o mesmo.

    "Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?"

    Salário desprezível? Realmente, assistentes ganhando entre 14 a 20.000,00 por mês é um salário desprezível mesmo.

    www.cnj.jus.br/remuneracao/#
  • Marcos Rocha  13/10/2017 16:46
    O Cearense desenhou e ainda deu o gabarito. A funçada que veio aqui reclamar acha que a crítica a eles é na base do "trabalham pouco". Isso nunca nem sequer foi o cerne da crítica.

    A crítica é que vivem do roubo alheio, majoritariamente da fatia mais pobre da população.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Começou a entender?
  • sãoPaulo  13/10/2017 16:54
    É ainda pior que isso, Marcos Rocha!
    O pai de família, que não conseguiu inteirar o dinheiro para comprar um chuveiro elétrico novo, também é obrigado a arcar com os custos. Sua família toma banho de água fria porque ele não conseguiu o arrego da máfia.
    O pobre que não conseguiu inteirar o dinheiro da quentinha passa fome porque não tem como pagar o arrego da máfia.
    O doente que não conseguiu inteirar o dinheiro do remédio não se cura porque não tem como pagar o arrego da máfia (Aqui, a carga tributária dos remédios tem torno de 30%.).
    O mínimo, mínimo mesmo, que estes parasitas deveriam defender é a isenção de TODOS os impostos sobre os pobres.
  • sãoPaulo  13/10/2017 15:35
    Inacreditáveis os comentários!

    Stefan Molyneux acerta ao retirar a discussão sobre o Estado do campo abstrato e trazê-la ao campo prático: você atiraria na minha cabeça se eu não ajudasse na causa X?

    Pois este é o grande mal! Os funças sabem que seus salários vêm dos impostos em cima do desdentado (como apontado em outro comentário). Sabem que se beneficiam do imposto sobre a comida de quem passa fome, do remédio do enfermo, da educação do analfabeto. Mas tudo isso lhes é muito abstrato, não têm que lidar diretamente com o esfomeado, com o doente, nem com o analfabeto que roubaram. É fácil simplesmente torná-los este ente abstrato chamado Orçamento da União e, com isso, se livrarem do remorso que qualquer ser humano sentiria. Bem vindos ao arranjo coercitivo estatal.

    O Estado é uma abstração, onde todos tentam viver às custas de todos. E, nele, funças já se tornaram literalmente uma Casta. Passar num concurso públicos dá automaticamente um bilhete para uma vida de bonanças vitalícias às custas dos membros de castas inferiores. E quem não concorda com isso? "Claro que deve ser um invejoso! Afinal, temos direito a este arranjo". Pensa o funça. Não vejo diferença nenhuma quanto ao sistema de Castas indiano, ou a senhores feudais.

    No mais, aos funcionários públicos que dizem que trabalham duro e que se preocupam com um país melhor, por acaso aceitariam abdicar de seus "direitos adquiridos", caso necessário fosse para se garantir um país melhor? Falam demais em como são essenciais, em como tornam o país melhor (como se estivessem fazendo um favor), mas ai de quem proponha o corte na estabilidade, ai de quem mencione o rombo na previdência pública, ai de quem fale de cortes de benefícios. São todos uns parasitas hipócritas que ainda desdenham dos hospedeiros.

    Tenho muito mais respeito por um vendedor de pipoca na rua. Ele pode não ter estudado ou não ser capaz de passar em concurso, mas pelo menos não se acha a última bolacha do pacote, tampouco quer me obrigar a lhe sustentar.

    Resta, agora, os colegas minarquistas explicarem como se diminui o Estado neste arranjo, sob o qual os funças de tudo farão para bloquearem tal avanço, cagando baldes para o desdentado que exploram.
  • anônimo  19/08/2018 13:30
    Uai, cada um defende seus interesses ou vc acha que um empreendor vai querer abrir mão de alguma vantagem para ajudar o outro? Sua conversa ta bem socialista hem?!
    Outra coisa, o sujeito só se dispos a abrir mão de varios anos de produção na vida privada, por causa desses benefícios e estabilidade. É obvio que ele não ira abrir mão disso, senão era melhor não ter entrado. Querer mudar isso a canetada é quebra de contrato assim como dar calote na dívida pública com o argumento de ajudar o "polvo".


    Além disso, todo o trabalho do funci público é voltado em serviços para sociedade oras. Seu ataque é inválido.

    E vou mais além, faça os cálculos aí, basta uma unica cirurgia complexa pelo sus que tudo que vc pagou de impostos a vida inteira não paga 10% do gastos total. Fora gastos com segurança pessoal, urbanistica etc.

    Portanto é mentira q esses funcis são parasitas
  • MB  13/10/2017 15:39
    Desafio os concurseiros de plantão e funças a abdicarem de seus privilégios e se unirem com os políticos sérios que sonham com a implantação do estado mínimo ou abraçarem a causa libertária de dissolução completa do estado ou então privatização de todos os serviços prestados pelo mamute estatal passando a ser mais um concorrente no Mercado ao ofertar seus péssimos serviços,enfim os concurseiros e funças que abraçarem esta causa terão o meu respeito,pois se a situação hoje é escolher entre setor público e setor privado eu entendo pois é racional e compreensível,agora o que não é compreensível é lutar para aumentar privilégios e\ou preservar regalias e mordomias conquistadas por sindicatos parasitas e classe política safada e corrupta...
  • Concursado deprimido  15/08/2018 16:44
    Sou Funcionário municipal da saúde. Apenas para constatar e não defendendo o sus: Hoje, 90% dos cidadãos do meu município dependem do sus, porque não é possível, para eles, na atual conjuntura, um plano de saúde. Acabar com o SUS da noite para o dia geraria um lapso de organização que deveria ser previamente estabelecida para não deixá-los a descoberto nem por um dia. Isso custaria vidas desnecessárias. Ainda que revolução seja revolução e tenha um preço, acredito que o modelo substituto para o que temos hoje deve ser proposto antes da mudança. Como nenhum candidato tem esse material em mãos, apesar de haver diversas soluções mundo a fora, o SUS ainda vai ser, por pelo menos mais 4 anos, a estratégia vigente.

    Abracei a causa libertária, penso em empreender, mas ainda não posso me dar a oportunidade de sair do meu emprego. Tenho 2 filhos.
    Mesmo sabendo que, no meu caso, não sou um burocrata e nem tenho privilégios além da minha insalubridade (20% do salário mínimo), de pagar acima do teto do inss e dar mais que um braço meu para o leão, sem fgts e, logo logo, sem aposentadoria, ainda assim me sinto parte do que está errado. Meu consultório, hoje, não funciona por falta de luvas e máscaras para atendimento, graças à incompetência de gestores públicos.

    Pretendo achar meu caminho fora do Estado, mesmo que tenha q mudar de profissão e a semente já está plantada.

    O instituto Mises abriu meus olhos. Votarei no candidato mais liberal possível, esforçar-me-ei para espalhar a ideia, o que é tarefa árdua e desgastante psicologicamente frente a toda a doutrinação socialista que sofreu a nossa pobre sociedade e, junto com os ilustres leitores desse instituto, torço por dias melhores.
  • André  13/10/2017 15:39
    Meus pais foram empreendedores a vida toda, falindo várias empresas, até que acertaram em duas. Vivemos bem e, depois, as empresas faliram novamente. Hoje estão com 60-70 anos sem nada. Esse o reconhecimento que o país deu a quem tentou, por diversas vezes, construir algo nessa banânia. Eu, que sou mais inteligente que eles, resolvi estudar pra concurso público. Passei, tenho estabilidade, salário razoável (não essas aberrações de 10-20 mil, mas maior do que na iniciativa privada), e não passo tanto stress. Prefiro mil vezes a minha vida do que a que meus pais tiveram. Tem que ser muito idiota pra tentar empreender na banânia, e é por isso que os super-inteligentes vazam daqui, os inteligentes passam em concurso, os menos inteligentes empreendem e os burros se escravizam no setor privado e sustentam todo o sistema. Falem o que quiser, citem os filósofos que quiserem, esta é a verdade. Agora, querer culpar o cidadão que presta concurso por querer o melhor pra si e pra sua família é muita idiotice. O sistema é uma merda, não a pessoa. Cada um sabe o que é melhor pra si. Pra mim, repito, o melhor é ser "funça", como dizem vcs. Podem chamar de parasita e do que quiserem. E ah, sou funça que lida com o público, então eu trato todo mundo bem, até quem não merece, porque reconheço que ser bananense não é fácil.
  • sãoPaulo  13/10/2017 15:52
    Tem que ser muito idiota pra tentar empreender na banânia, e é por isso que os super-inteligentes vazam daqui, os inteligentes passam em concurso, os menos inteligentes empreendem e os burros se escravizam no setor privado e sustentam todo o sistema.
    Então tá bom senhor inteligentão... Conheço muita gente "menos inteligentes" que ganha "essas aberrações de 10-20 mil" na iniciativa privada, e sem roubar "desdentados"!
    Já que é tão inteligente assim, vá fazer algo de útil.

    Agora, querer culpar o cidadão que presta concurso por querer o melhor pra si e pra sua família é muita idiotice. O sistema é uma merda, não a pessoa. Cada um sabe o que é melhor pra si.
    E o que vossa senhoria acharia de perder algumas regalias para garantir um futuro melhor para os filhos dos outros? Apoiaria ou seria contra?
    Aliás, como o senhor já não está entre os "super-inteligentes", há uma grande possibilidade de seus filhos entrarem na categoria dos "menos inteligentes" e não conseguirem as mamatas do funcionalismo público. Seria muito Schadenfreude vê-los tendo que trabalhar na iniciativa privada, tendo que sustentar outros parasitas como seu papai. Cuidado com o carma! What goes around comes around!
  • André  13/10/2017 15:58
    "Já que é tão inteligente assim, vá fazer algo de útil."
    Eu não sou inteligente. O fato de eu ter passado em concurso não me faz inteligente. mesmo assim, acredito que faço algo útil todos os dias servindo aos cidadãos da melhor maneira que me cabe.

    "E o que vossa senhoria acharia de perder algumas regalias para garantir um futuro melhor para os filhos dos outros? Apoiaria ou seria contra?"
    Seria contra. Primeiro que não tenho regalias, tenho um salário que constava no edital e com o qual eu concordei em receber e, por isso, fiz a prova e passei. Se quiserem diminuir isso, eu vou ser contra. Importante falar aqui que geral acha que funcionário público tem regalias, mas não é bem assim. Ao menos nos cargos básicos, como meu, não temos FGTS, não temos teto de contribuição para o INSS como a iniciativa privada tem, acabou a farra da aposentaria integral faz tempo, etc. O que temos de bom, ainda, é a estabilidade, e só. Nós não temos a justiça trabalhista para nos dar pequenas fortunas a cada mudança de emprego também...

    E sobre meu filho ser menos inteligente que eu: duvido muito, geralmente as novas gerações são melhores que as antepassadas. Todo caso, minha geração vai morrer comigo, já que não vou por filho nessa banânia...
  • Intrigado  13/10/2017 15:40
    Sob esta definição de que é parasita todos que vivem às custas do dinheiro alheio tirado coercitivamente, os aposentados pelo INSS são parasitas também? A contribuição do trabalhador ativo é coercitiva e o déficit é coberto com dinheiro de impostos coercitivos.
  • Hugo  13/10/2017 15:52
    Sim e não.

    a) Sim porque, de fato, o aposentado de hoje vive à custa do trabalhador.

    b) Não porque, em tese, este aposentado também teve sua renda -- obtida voluntariamente no setor privado -- confiscada dele pelo governo com a desculpa de que seria ressarcido no futuro.

    Portanto, o aposentado, embora hoje parasite sobre quem trabalha, foi também parasitado no passado quando trabalhava.

    Logo, zero a zero.

    Já o aposentado do setor rural, que nunca contribuiu com nada, aí realmente não tem meio termo: é parasita.

    Só que, comparado a um funça, que parasita quando na ativa e quando aposentado, é um mero carrapato. Funça é sangue-suga total.
  • Emerson Luis  13/10/2017 15:40
    Triste o país onde o objetivo da maioria dos jovens é se tornar funcionário público.

    * * *
  • André  13/10/2017 15:53
    Correção: Triste o país onde a melhor coisa a ser feita por um jovem é ser funcionário público.
  • Antero  13/10/2017 15:41
    Quando até a mídia de esquerda começa a noticiar as mazelas do funcionalismo público é porque a coisa já se tornou completamente insustentável.

    Privilégio do servidor público é um dos maiores problemas do país, diz juiz do trabalho
  • Marcos  13/10/2017 15:42
    Essa é só pra quem tem estômago forte: funça recebe salário mensal de meio milhão de reais. E no próximo mês subirá para 750 mil reais. E diz que não tá nem aí.

    m.oglobo.globo.com/brasil/nao-to-nem-ai-diz-juiz-de-mt-que-recebeu-meio-milhao-em-contracheque-21705474
  • Douglas  13/10/2017 15:53
    Aquele clichê de filmes em que não existe Justiça e precisa aparecer um anti-herói para fazê-la, aqui no Bostil foi levada ao extremo da realidade.

    Alguém ainda duvida que a maior máfia que já existiu chamava-se Estado?
  • JOSE F F OLIVEIRA  13/10/2017 15:44
    A mão OBESA de um estado ineficiente com a leniência de barnabés[funcionário público] se deliciando de resultados pífios. O Roberto Campos a saída da MISÉRIA: Liberdade econômica e Livre Mercado os tonificantes de uma ECONOMIA SAUDÁVEL e COMPETITIVA PARA TODOS. O estado não cria nada.
  • henrique  13/10/2017 15:46
    Ótimo artigo relacionado:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2350
  • Felipe  13/10/2017 16:55
    O texto superestima a educação. Como se devoradores de apostilas fossem a elite intelectual da sociedade. A educação no Brasil é uma piada. No mínimo desestimulante - pra não dizer emburrecedora. Na universidade se vê pouca contribuição para o avanço da sociedade. O funcionalismo público tem todos esses problemas citados no texto. Mas a qualidade dos nossos empreendedores, acredito que tenha um peso maior, a falta de cultura empreendedora na nossa sociedade. A própria cultura do diploma que praticamente obriga todo jovem talentoso a primeiro dar uma passada por uma universidade pública, em um ambiente atrasado e conviver com mestres com mentalidade de fracassados. Da arrepio no cu só de pensar...
  • Felipe Lange S. B. S.  13/10/2017 23:13
    Verdade.
  • Richard Stallman  13/10/2017 17:01
    Concordo.
  • eep  14/10/2017 04:15
    com jah li em algum artigo do IMB: Dont blame de players, blame the game
  • Batman  14/10/2017 11:22
    Saudações pessoal!
    Sou professor universitário federal. Também já fui da iniciativa privada. Mudei de um para o outro por sonho e desafio. Dedicar a vida ao estudo na área de engenharia eletrônica não é necessariamente 'vagabundismo'!
    Vejo muitas premissas válidas e muitas inválidas no artigo e na discussão, mas há um grande problema: a generalização.
    O Estado é gigantesco e ineficiente, e, mesmo eu sendo funcionário público, defendo, digamos, sua 'eficiencitização'!
    Não se pode colocar tudo e todos na mesma panela.
    Desenvolvo meu trabalho na área de empreendedorismo-inovador. Criei estruturas na universidade que viabilizaram a criação de muitas empresas e, por incrível que pareça, sou também perseguido pelo sistema U (MPU, CGU, TCU e, pra fechar com chave de ouro, PF).
    Qual o motivo: leis que não se entendem!
    Mas, indo ao ponto, vejo dois grandes problemas em ambos setores, públicos e privados:
    #1. O egoísmo, que leva à corrupção e
    #2. A falta de comprometimento com os resultados!
    Isto é inerente ao ser humano.
    Mas não se pode esquecer que a educação, segurança, saúde não podem ser tocados em escala só pela iniciativa privada, pois isso não dá lucro. Imaginem um exército privado!!! Imaginem escola privada entrando em morro!!! Imaginem hospital privado cuidando de sem teto!!!
    Muitos de vocês foram formados em universidades públicas!
    Assim, não vou defender o Estado. É impossível, mas um discussão menos leviana passa pela compartimentalização correta do problems.
    Detonar o servidor público de modo generalizado é tão inteligente quanto enaltecer 100% dos funcionários privados. Ambos discursos são falácias.
    Definam bem o problema. A solução óbvia será a consequência.
  • Joker  14/10/2017 14:09
    Falou, gemeu, recorreu a várias exclamações (como se um mero recurso a um aceno ortográfico pudesse reforçar argumentos) e, no final, saiu só um flato. Nada que se aproveite de seu comentário.

    Absolutamente nenhum argumento contra o que foi dito no texto, apesar da crítica de que ele possui algumas premissas inválidas (quais?). Vi apenas vitimismo, coitadismo e afetação de dignidade ofendida.

    No final, é apenas mais um funça defendendo suas corporações e seus privilégios. E tudo isso regiamente bancado pelos desdentados deste país, que pagam impostos extorsivos para bancar o padrão de vida dos sultões do setor público.

  • Fabrício  18/10/2017 19:04
    Eis a prova suprema de que o estado não sabe calcular e nem escolher prioridades: um engenheiro do ITA com doutorado recebe R$ 6.600. Já um burocrata batedor de carimbo num Tribunal de Contas recebe de entrada R$ 29 mil.

    O país tá condenado.

    www.infomoney.com.br/carreira/concurso-publico/noticia/7022376/regiao-sudeste-tem-mais-concursos-publicos-com-salarios-ate-947
  • Eudes  18/10/2017 19:16
    Completamente esperado.

    A maneira como o setor privado utiliza as informações de mercado disponíveis é totalmente diferente da maneira como o setor estatal as utiliza.

    O setor privado é guiado pelo sistema de preços, o qual permite todo o cálculo econômico. Os preços informam o que está sendo demandado pelos consumidores, quais produtos estão em falta, quais estão em excesso, e permitem o cálculo dos lucros e prejuízos.

    Acima de tudo, os preços ajudam os empreendedores a alocar recursos escassos de maneira eficiente. Se o preço de algo está demasiado alto, isso significa que os consumidores estão necessitando de uma maior quantidade deste bem, o que estimula os empreendedores a aumentarem a produção. Sob este arranjo, produz-se aquilo que gera benefício econômico, e este benefício decorre da melhor satisfação das necessidades dos consumidores.

    Já o setor público não tem como produzir seguindo este critério do benefício econômico. Dentro da burocracia do governo, tudo é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão.

    O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

    Por não operar de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado, e por não seguir a lógica do sistema de lucros e prejuízos, o governo simplesmente não tem como avaliar e estimar o real valor econômico de qualquer coisa que faça.

    Por tudo isso, os gastos do governo nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.

    Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761
  • Lel  18/10/2017 19:17
    Sim. É um país sem futuro que nunca será sério.

    Na realidade eu ainda não sei como o país conseguiu aguentar por tanto tempo.
  • Hernan  19/10/2017 12:37
    Brasil ainda não colapsou por alguns fatores, empreendedorismo da população, persistência heroica dos empreendedores, sonegação, agronegócio com total capacidade de produção mas principalmente pela passividade da população local.
    Na Argentina de 2000-01 empresários pequenos, profissionais e poupadores em geral sacavam com frequência seus dólares para depositar no Uruguay, Paraguay e embaixo do colchão, a clase media instruída emigrou sem grande questionamento e quando veio el corralito só os tontos foram pegos de surpresa, saques e desobediência civil eram comuns nas províncias afastadas desde 2000, quando passaram na TV no final de 2001 já eram mais que rotina.
    Na Argentina o ponto de ruptura social se deu quando o governo mexeu nos dólares da população, item amado da cultura argentina, no Brasil penso que este seja a aposentadoria, nunca vi um país onde pessoas de 50 anos falam apenas de se aposentarem, são muito novos ainda.
  • anônimo  19/10/2017 12:04
    Além de salários absurdos, o Estado congela os salários independente do contexto que atravessa o país.

    Quando o país estava com os salários inflados e o preço dos produtos relativamente baixo, burocratas recebiam, por exemplo, 30 mil, e a renda média dos trabalhadores, por exemplo, era 5 mil.

    Quando os resultados do crédito fácil apareceram, quem ganhava salários altos foi mandado embora e foi recontratado ganhando menos (mil/2 mil reais) ou teve que buscar outro emprego em outro lugar (ganhando menos geralmente).

    Só que essa dificuldade dos trabalhadores da iniciativa privada não é sofrida pelo funcionalismo público. Se ele o burocrata recebia 30 mil em 2010, ou ele ainda recebe 30 mil ou o valor é ainda maior por causa da correção inflacionária feita pelo Estado.

    É uma pena que brasileiro seja tão frouxo. Numa situação dessa já deveria ter tido guerra civil contra Brasília.
  • Caio Martins  03/12/2017 00:52
    Outro de tantos exemplos.

    https://www.youtube.com/watch?v=0lCxqQw3daU

    Essa lindinha é formada em NUTRIÇÃO (nem ao menos é Contabilidade) e passou para ser auditora fiscal no TCU. Começou ganhando um pequeno salário de 22 mil reais mesmo com o país falido.

    O pai de um colega trabalha na Eletropaulo, possui por volta dos 65 anos, ganha 17 mil por mês e nem ao menos possui um curso superior.
    O meu próprio colega disse que o pai dele não faz praticamente nada o dia inteiro no trabalho, fica mandando besteiras no grupo de Zap da família e não pode ser mandado embora (não que seja preguiça do velho, mas simplesmente porque não há quase serviço no cargo mesmo).

    Esse país está fadado ao eterno fracasso. Quem não for parasitar o dinheiro do gado brasileiro, saia do país.
  • Nilton Felipe Braz  19/10/2017 22:23
    Temer pôs um fim ao funcionalismo público. Congelou os gastos por 20 anos, utilizou um grande volume de recursos públicos para comprar parlamentares em troca de emendas. Depois de sucatear a máquina, vieram as privatizações a preço de banana. O fim da estabilidade e a remoção de direitos são apenas pequenos indícios do que veremos adiante. Quem possui algum talento, não se entrega facilmente a um concurso.
  • Maldonado   20/10/2017 00:22
    "Temer pôs um fim ao funcionalismo público."

    Pôs fim concedendo reajustes salariais via MP? Que interessante isso. Eu também queria um fim assim.

    m.jc.ne10.uol.com.br/amp/canal/politica/nacional/noticia/2017/05/25/camara-aprova-mp-que-reajusta-remuneracao-de-carreiras-do-executivo-285809.ph

    g1.globo.com/politica/noticia/2016/06/camara-inicia-votacao-de-reajustes-de-impacto-bilionario-servidores.html

    "Congelou os gastos por 20 anos,"

    Congelou não, meu filho. Serão reajustados pela inflação. E saúde e educação estão liberados até o fim de 2019.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2534

    "utilizou um grande volume de recursos públicos para comprar parlamentares em troca de emendas."

    Como fazem religiosamente todos os governos. Bem-vindo à maravilhosa e inquestionável democracia.

    "Depois de sucatear a máquina, vieram as privatizações a preço de banana."

    Quais? Por gentileza, cite uma privatização genuína. Aliás, vou ser até menos exigente: cite qualquer privatização já ocorrida.

    "O fim da estabilidade e a remoção de direitos são apenas pequenos indícios do que veremos adiante."

    Quais? Quem perdeu direitos? Aliás, para você, o que é um direito? Você sabe definir sem cair em contradição?

    Sabe distinguir entre um direito é um privilégio?

    "Quem possui algum talento, não se entrega facilmente a um concurso."

    Oi? De que país você tá teclando? Aqui no Brasil todo mundo só pensa em fazer concurso.
  • Shak  11/08/2018 21:05
    "Temer pôs um fim ao funcionalismo público."

    Quem dera
  • pobreta  01/12/2017 13:31
    é ja tentei de tudo aqui nesse Brasil mas infelizmente não da mais vou ter que sair desse pais
  • Salvador Benevides  25/01/2018 00:12
    Sabendo que meu comentário não será publicado, mas fica obvio pelos comentários que o texto foi escrito por empresário miope, sensacionais os comentarios e testemunhos que mostram como o setor privado pensa apenas em si e ainda tem a cara de pau de cobrar virtudes empreendedoras de nós cidadãos, quando voces do setor privado só querem mexer nos salarios e beneficios trabalhistas. Então, voces liberais tem que se ferrar mesmo.
  • Vinicius  08/03/2018 12:13
    Tenho 26 anos, sou servidor público no Estado do Rio Grande (mas com sonhos e pretensões profissionais de ingressar no setor privado). Investi inicialmente em um cargo público justamente para adquirir capital (sem deixar de produzir bem no serviço público, claro) e alcançar voos profissionais maiores. Escolhi incialmente o serviço público porque, como todos devem saber, trabalhar como empregado de carteira assinada no Brasil beira a escravidão em muitos casos.

    Atualmente aqui nos Rio Grande do Sul as remunerações do serviço público estão sendo pagas com atraso. Assim surgem alguns dados interessantes:
    -Quando o Estado quita salários de até R$2.300,00, 53,5% da folha é quitada. Tu acha que R$2300,00 é um salário digno aqui em Porto Alegre? Difícil tu achares um aluguel aqui por menos de R$800,00 (só o aluguel). Isso é pagar bem? 53% da folha!
    - Quando o Estado quita salários de até R$4.000,00, 74% da folha é quitada.
    - Apenas 8% da folha do Executivo no Rio Grande do Sul recebe mais que R$7.000,00.

    Resumindo:
    Em termos gerais, sem considerar exceções, não é o serviço público que ganha altos salários, é o setor privado que paga muito mal seus empregados!!!!!
    Não há como empreender sem capital inicial.
    Ós danos que o funcionalismo público causa no Brasil são uma gota em um oceano.
  • ed  12/03/2018 02:31
    Todo funcionário público vive do dinheiro roubado da população. Pouco importa quanto ele ganha. Mesmo que todos os funcionários públicos ganhassem sal[ario mínimo ainda assim seria roubo.
  • Vinícius Guimarães Reis  03/04/2018 15:08
    O texto está até correto, mas nas atuais condições é impossível optar pela iniciativa privada. Me formei em 2015 em R. Internacionais pela UFRRJ, em 2016 em ingressei um mestrado profissional na área de planejamento. Ao longo da graduação e da pós, investi em cursos de línguas (falo 4 idiomas), fiz cursos na área de comércio, logística e etc visando ser um profissional completo.

    Resultado: 2 anos e meio desempregado !!!! Mais de 500 CVs distribuídos sem nenhuma resposta !!!! Cursei o mestrado sem bolsa, tendo de arcar com todos os custos de uma dissertação que não serve pra nada !!!!!! Sou oriundo de periferia e não tenho renda.

    O único emprego que consegui foi um de recepcionista temporário contratado pelo TRE. Foi a melhor experiência da minah vida !! Mesmo trabalhando fora da área, foi remunerado melhor do que seria em qualquer empresa privada !!!

    Não tem jeito !! Enquanto o Estado sufocar a iniciativa privada, ela sempre pagará salários de bosta e o empreendedorismo nunca vai pra frente !!! Desse jeito isso nunca vai ser opção !! Tá certo que há muitos concurseiros mal intencionados, mas uma outra parte é composta de jovens talentosos e esforçados como eu que não encontram condições mínimas de sobreviver !!! Não adianta atacarem pessoas que querem apenas sobreviver quando é o Estado quem promove isso.

    Meu contrato acabou nessa semana e o que fiz ?? Comprei uma série de apostilas pra estudar pra concurso !! É o que restou !!!
  • Refugiado do esquerdismo  11/08/2018 16:28
    Nossa Vinicius,como voce e incopetente. Fala 5 linguas e nao consegue trabalho. Nao a toa que todo servico publicone um lixo,combina b3m com o tipondenpessoas que trabalham nele.
  • Refugiado do esquerdismo  11/08/2018 16:49
    E o interessante de como funca e lixo e como mesmo o Lula chamando eles de vagabundo,eles defendem o mesmo,pois sabem que o Lula foi um dos presidentes que mais deram beneficios a eles. E como voce diz,sao os piores tipos de pessoas que o Brasil tem. O traficante ao menos,se voce nao mexer com eles nao incomoda e nao te faz mal,ao contrario do funcionalismo publico que somos obrigados a sustentar eles para chegar por ai e se dizer o tal,da ate nojo. Esse tipo de gente tem que ser esculachada sempre que possivel.
  • Intruso  14/08/2018 21:21
    O Lula foi outro que tirou direitos dos servidores públicos, aprovando a reforma da previdência que retirou a integralidade da aposentadoria e agora todos os servidores que ingressaram depois da reforma irão receber pelo teto do INSS que atualmente está em R$ 5.622,00, além disso para quem não sabe se aposenta mais tarde no serviço público (60 anos se homem e 55 anos se mulher, além de ter contribuído obrigatoriamente por 35 anos), na iniciativa privada ainda se exige apenas 35 anos de contribuição.
  • ed  10/08/2018 17:04
    No Brasil ou você vira funcionário público ou sustenta um.
  • Rene  10/08/2018 17:59
    O efeito do funcionalismo público no mercado de trabalho é igual ao tráfico de animais silvestres para a biodiversidade: Para cada 10 animais retirados da natureza, um sobrevive. E logicamente, o que sobrevive não irá perpetuar a espécie na mata. Da mesma forma, o funcionalismo público retira milhões de jovens do mercado de trabalho, para eleger alguns deles como um funcionário, que por sinal não irá ajudar muito a economia a prosperar.
  • Geraldo  10/08/2018 18:13
    Bela comparação!
  • Paulo Henrique  10/08/2018 18:41
    O problema é que esta tendo sobre oferta de jovens no mercado de trabalho. Em um cenário de desemprego elevado, a competição por cargos publicos aumenta . Vira uma espécie de cachorro correndo atrás do rabo.

    A economia não gera emprego por causa dos gastos, a procura por cargo publico aumenta, o que por sua vez é uma das causas da baixa geração de emprego privado
  • Repost - Hernan 19/10/2017 12:37  10/08/2018 18:12
    Brasil ainda não colapsou por alguns fatores, empreendedorismo da população, persistência heroica dos empreendedores, sonegação, agronegócio com total capacidade de produção mas principalmente pela passividade da população local.
    Na Argentina de 2000-01 empresários pequenos, profissionais e poupadores em geral sacavam com frequência seus dólares para depositar no Uruguay, Paraguay e embaixo do colchão, a clase media instruída emigrou sem grande questionamento e quando veio el corralito só os tontos foram pegos de surpresa, saques e desobediência civil eram comuns nas províncias afastadas desde 2000, quando passaram na TV no final de 2001 já eram mais que rotina.
    Na Argentina o ponto de ruptura social se deu quando o governo mexeu nos dólares da população, item amado da cultura argentina, no Brasil penso que este seja a aposentadoria, nunca vi um país onde pessoas de 50 anos falam apenas de se aposentarem, são muito novos ainda.
  • BISPO  10/08/2018 19:07
    Eu não entendo uma coisa. O Brasil tem cerca de 13 milhões de desempregados. Eles bem que poderiam empreender. ou arrumar empregos na iniciativa privada. Não é tão fácil assim arrumar bons empregos no Brasil. Penso que essa geração de que entrou no serviço público nos anos 2000 viu a merda que foi o Brasil na decada de 80 e 90. então faça-me o favor. deixe-me ser feliz sendo servidor público. Pois estudei, me formei, me graduei, fiz por merecer. e pra mim o Estado e um empregador como outro qualquer. pra mim seu dinheiro é honesto. e nao me sinto nem um pouco enverganhado com isso.
  • Libertariozinho  10/08/2018 19:34
    Dinheiro do Estado é honesto???
    Primeiro - O dinheiro do Estado não é honesto, impostos e contribuições são roubo, taxas igualmente, pois são cobradas por serviços que em hipótese alguma são produtivos(Junta Comercial, excelente exemplo), os quais você é obrigado a contratar caso queira fazer algo. Valores arrancados de você sob ameaça de prisão contra sua vontade, isso não é roubo para você? O que é roubo então?

    Segundo - Ainda que o dinheiro fosse honesto, o Estado, em sua essência, é ineficiente e prejudica a economia, até mesmo em uma perspectiva puramente utilitarista. Suas atividades não são produtivas. Seu funcionamento é lento e burocratizado.
  • Luiz Carlos  10/08/2018 21:10
    Essa matéria levanta uma ótima questão para o Brasil.
    Aqueles que assumem cargos públicos não são os profissionais mais qualificados, mas são filhinhos de papai que tiveram tempo e condições de estudar. Quase nunca trabalharam de verdade. Saíram da faculdade e se tornaram fazedores de concurso público. São pessoas covardes, preguiçosas, corruptas, invejosas, dissimuladas, puxadores de saco, oportunistas, fofoqueiros, malandros, idiotas, estúpidos e por aí vai... ou seja, o lixo da sociedade. O que há de pior. Os vermes do sistema. Lula falou bem quando disse que servidores públicos são piores que políticos, pois são eles que dão suporte a eles e estão lá para serem servidos.
    Desacatar servidor público é crime? Então eu digo que gente trabalhadora deveria cuspir na cara e pisar no pescoço desse bando de parasitas burocratas.
    Gente descente não deve prestar concurso público sobre pena de morrer de desgosto cercado por incompetentes e vagabundos corruptos. O melhor é sair do país e viver em uma nação de verdade. Onde tem pessoas descentes com moral.
    O estado está totalmente aparelhado por esta corja de escroques e isso não vai mudar tão cedo, haja vista que são estáveis e jamais pensam em sair para trabalhar.
    Só pensam em viajar para o exterior. Canalhas que ganham dinheiro aqui e gastam na França, socialista é claro.
    Funcionário público é o tipo mais baixo de gente que você pode encontrar no Brasil. Até bandido traficante trabalha mais. Corre risco, faz empreendimento, abre uma boca de fumo aqui e outra ali, faz o negócio crescer. Servidor público faz o que? Vê internet o dia inteiro (site G1 é o principal), gastam folhas de papel e discutem futebol ou novela a depender do gênero. Essa gente é tão vagabunda que distorce até a teoria da administração para justificar seus erros primários de alocação de recursos. Ganham bem mas estão sempre endividados porque são perdulários.
    Um bando de chorões. Cagalhões que não merecem respeito algum.
    Servidores como Sérgio Moro e Corpo de Bombeiros são raridades. Na real também não fazem mais do que suas obrigações, pois se propuseram a isso.
    Funcionalismo público brasileiro dá nojo até em dragão de comodo!
  • Paulo   11/08/2018 14:28
    Tem alguns ''funças'' na minha família. São seres que se acham o máximo só porque decoraram alguns livros e apostilas. Não entenderam nada e nem entendem até hoje, mas mesmo assim eles ''se acham''.

    Entretanto, eu ''esculacho'' todos eles. Quando eles vêm com a conversa de que eles são ''os bonzões'', eu rebato e digo ''calem a boca porque eu pago o salário de vocês''. Aí eles ficam ''murchinhos''.
  • Cristiane de Lira Silva  11/08/2018 20:38
    Infelizmente a net caiu e não pude enviar o comentário gigante sobre o que falam as pessoas que procuram o funcionalismo público. Já conversei com funcionários públicos e há outros fatores alem de dinheiro e estabilidade que fazem as pessoas procurarem o serviço público (inclusive que talvez faça isso no futuro, não sei ainda...). A qualidade de vida é um dos principais motivos: nada de horas extras sem pagamento, chefe que critica o mínimo erro, mas não reconhece o trabalho bem feito, pressão excessiva no trabalho que faz com que as pessoas adoeçam. Muitos que abandonaram o setor privado o fizeram devido a péssima qualidade de vida nas empresas privadas (com crises de ansiedade, colesterol alto, depressão, e outras coias que elas atribuem ao trabalho extenuante). claro que eu entendi o que vocês estão falando sobre a culpa do estado. Mas muitas empresas privadas parecem punir o funcionário que trabalha duro no lugar de dar incentivos, ainda que não materiais.
    Tem empresa que contrata funcionário de outros estados para que o funcionário seja mais produtivo por não ter vínculos no local da empresa (pode até ser mais produtivo até que este empregado entre em colapso).
  • Raquel  12/08/2018 18:06
    As ideias libertárias são muito bonitas e até coerentes,mas as pessoas esquecem que vivemos no Brasil,e não na Suíça.
    Não sou funcionária pública,sou autônoma, porém eu muito entendo o que leva uma pessoa a optar pelo serviço público.
    O item básico de todo ser humano é a busca pela sobrevivência.E isso inclui claro ter uma renda pra se sustentar.
    Agora me diz,quem se sustenta com 1 salário mínimo(que aliás é a renda da maioria da população)?
    Eu pude me dar ao luxo de não ser concursada pois tenho apoio financeiro da minha família.E quem não tem?E quem não teve oportunidade de estudar e se qualificar?E quem desde novo teve que ralar o dia inteiro num trabalho miserável,e não sobrou tempo para fazer um curso técnico ou de idiomas?
    Tenho a impressão que a maioria desses ditos libertários por aqui, são almofadinhas,filhinhos de papai,que sempre tiveram tudo de mão beijada,ou pelo menos o essencial para uma vida confortável.
    Diante disso,ser contra concurso público,ser contra saúde pública,quando se tem acesso a tudo isso pagando, é muito cômodo.
    A educação no Brasil é muito ruim,a maioria das pessoas saem despreparadas seja do ensino médio,do técnico ou de uma faculdade.
    Claro que a única saída é fazer concurso,ou se contentar com o desemprego.O problema é estrutural,não é individual.
    Eu por exemplo,foquei em concursos durante 2 anos,por pressão da família.Passei em alguns concursos pequenos,como bombeiros,pm,e IBGE.Não quis seguir esse caminho.A maioria das pessoas que convivo são servidores públicos,e claro tem mentalidade estatista e com tendências socialistas.Eu morreria de tédio dentro de uma repartição pública,fora o peso na consciência.Mas no final,eu entendo quem siga o caminho dos concursos.No Brasil,é compreensível.
  • William  12/08/2018 20:37
    "Eu pude me dar ao luxo de não ser concursada pois tenho apoio financeiro da minha família.E quem não tem?E quem não teve oportunidade de estudar e se qualificar?E quem desde novo teve que ralar o dia inteiro num trabalho miserável,e não sobrou tempo para fazer um curso técnico ou de idiomas?

    Tenho a impressão que a maioria desses ditos libertários por aqui, são almofadinhas,filhinhos de papai,que sempre tiveram tudo de mão beijada,ou pelo menos o essencial para uma vida confortável."


    Gozado.

    Quem não tem apoio financeiro da família, quem não teve oportunidade de estudar e se qualificar, quem desde novo teve que ralar o dia inteiro num trabalho miserável -- nenhum desses fez concurso e é funcionário público. Todos esses estão ralando na iniciativa privada.

    Já quem passou anos da vida apenas estudando para concurso é exatamente quem nasceu em berço de ouro, é almofadinha, filhinho de papai , e sempre teve tudo de mão beijada.

    Ou seja, você defende o mecanismo do funcionalismo público e ao mesmo tempo critica exatamente aquelas pessoas que formam o grosso do funcionalismo público.

    Eu não me lembro de ter visto alguém se contradizer de maneira tão espetacular e tão auto-humilhante. Parabéns pela façanha. Não é pouca coisa.
  • Raquel  05/10/2018 20:59
    Eu não defendo nada.Eu apenas fiz uma constatação,de que num país como o Brasil,é compreensível quem queira fazer concurso.
    Se o cidadão pode começar ganhado 22 mil como procurador do estado(eu conheço uma menina que se tornou procuradora com 24 anos,era minha vizinha),pq vai se matar de trabalhar como advogado,ganhado sei lá 1.500 em começo de carreira?A pessoa está pouco se lixando,se o dinheiro que sustenta ela,vem de impostos,que são roubo.Ela quer garantir o sustento dela,e isso é legítimo.
    Como eu disse no texto,eu já fiz concurso,passei em alguns pequenos,não quis tomar posse,porém alguém tomou a vaga que a princípio era minha.
    Entendeu?
    Se eu não for,alguém vai no meu lugar.
    O problema está no sistema,e não em que tenta concurso.
    Eu nunca iria ser uma funcionária pública,já entrei em repartição de vários órgãos,pois tenho amigos e familiares que o são,e quase morri de tédio.
    Mas eu não sou parâmetro para ninguém.Não tomei posse pq não quis,pq trabalhar dentro de uma repartição pública,não combina com minha personalidade e com meus anseios profissionais e financeiros.
    Eu não fui,mas alguém foi em meu lugar.
  • anônimo  11/08/2018 23:56
    O servidores pública atender às necessidades da população enquanto os empresários capitalistas só querem lucro.
  • outro anônimo  12/08/2018 04:23
    Então por que não trabalham de graça?
  • ed  12/08/2018 12:53
    Que necessidade é essa que os servidores públicos atendem? Você fala do maravilhoso SUS, da eficiente polícia ou da educação de primeira?
  • Márcio  12/08/2018 00:00
    Muita gente consegue promoção na iniciativa privada por Q.I. (Quem Indica).
    Quanta mulher é nomeada só por ser bonita? Ou porque teve um affair com o executivo da empresa?

    Enquanto no serviço público tem que prestar concurso.
  • Pochmann  12/08/2018 02:39
    E, ainda que isso acontecesse, quem é que se estrepa? Apenas a empresa.

    Eu não sou afetado em nada. Minha renda não é confiscada em nada. Meu salário não é subtraído em nada. Ninguém me toma nada. Eu saio ileso.

    E se os serviços dessa empresa ficarem ruins, eu simplesmente vou pra concorrência (e aí a empresa se estrepa ainda mais).

    Já com funças, ainda que um cargo seja ocupado por um sujeito extremamente brilhante, eu me estrepo todo. Minha renda é confiscada. Meu salário é subtraído. Meu padrão de vida cai porque tenho que manter a bonança deste nababo.

    É impressionante a diferença de moralidade entre os dois arranjos. Um QI numa empresa privada é muito menos deletério para a sociedade do que um gênio se tornando funça.
  • Refugiado do esquerdismo  13/08/2018 13:46
    E quem disse que na reparticao publica nao acontece isso que voce falou da iniciativa privada? Eu conheci um funcionario publico que todo dia durante o horario de expediente ia no bar que eu trabalhava encher o saco e ficava horas la. Ele contava muitas historias desse sentido la e ele foi otimo para mostrar o quanto sao lixos boa parte dos funcas.
  • Igor BE  12/08/2018 00:47
    O Brasil realmente precisa de sérias reformas na economia, outra matéria que li hoje e achei interessante foi essa do G1 sobre diferenças salariais snip.ly/x99h7f
  • Renato  12/08/2018 03:54
    Sou funcionário publico, ganho cerca R$1400,00. Tenho que atender pessoas num orgão de defesa do consumidor, escutaando todo tipo de reclamação. Quando não tem ninguém, o trabalho é ocioso demais, e tudo o que se fala no texto e nos comentários é verdade. O que se vê são pessoas despreparadas, que só sabem jogar conversa fora o dia inteiro. Não sei nem como passam nas provas. Não aguento mais, não tenho perfil para aturar isso. Estou pedindo exoneração e Deus me permite encontrar algo na iniciativa privada, que não é tão ruim assim não. Muitos brasileiros na verdade ou não gostam de trabalhar, ou estão no trabalho errado, não se qualificam e só ficam reclamando. Somado a situação econômica do país onde é proibido empreender, acontece isso. Muitos querem ser funcionários públicos e falta empregos na iniciativa privada. Todo trabalho é cansativo, se não teria outro nome. É trabalhar sem ser produtivo, onde você não se encaixa e não ter uma perspectiva de crescimento ou mudança é mais que cansativo, é deprimente, adoece ainda mais.
  • Luiz Carlos  13/08/2018 16:01
    Parabéns irmão. Você está certo e eles estão errados. Nos EUA seríamos valorizados mas aqui não seremos.
    Bora Vazar!!
  • Demolidor  12/08/2018 05:17
    Sei que muito libertário aqui vai torcer o nariz para o que digo. Mas não ligo.

    Querer um sistema que funcione bem e que não adote o modelo estatal (um desastre que consegue fazer até a saúde pública de um país pujante como o Canadá falhar) é uma coisa. Outra, muito diferente, é atacar a pessoa do funcionário público. A grande maioria é correta e está lá simplesmente porque é o que havia de melhor para eles.

    Como o ed disse lá em cima. No Brasil (e na grande maioria dos países hoje em dia), ou você é um funcionário público ou sustenta um. Independente do que pensemos, é assim que funciona. Racionalmente falando, é melhor você ficar em paz e com sua família livre de problemas financeiros ou viver precariamente, sem saber direito o dia de amanhã? Tudo isso para não viver de um tomado à força do empreendedor, que vai ser tomado de qualquer jeito se não mudar o sistema?

    Não é porque somos libertários que estamos livres de toda interferência estatal. Pelo contrário. Vivemos em um país dominado pelo estado, onde até serviços privados como de telefonia acabam sendo controlados por ele. Isso sem falar em energia elétrica, água e combustíveis. Pergunto: foi errado nos aproveitarmos de subsídios ao combustível e à energia elétrica no governo Dilma? Estamos errados ao usar um posto de saúde ou o SUS? Já não existe e foi pago mesmo?

    O que o texto coloca, corretamente, é o problema da cultura do funcionalismo público. É esta que gera a situação caótica em que vivemos. E é um modelo absolutamente insustentável. A meu ver, funcionários públicos devem ter plena noção disso e não apoiar a expansão do estado e maior liberalismo. Por seu próprio interesse.

    O que outros comentaristas disseram é verdade. O mercado de trabalho brasileiro não é fácil. Instabilidade, baixo pagamento, subemprego com relações abusivas, etc., são comuns. E isso não ocorre porque o brasileiro é safado ou porque o patrão é malvado. Ocorre porque o mercado é asfixiante para o empreendedor, com altíssima regulamentação estatal, impostos pesados, sistema judiciário não confiável. Tal ambiente "rarefeito" faz com que poucas empresas consigam sobreviver adequadamente, gerando um gargalo na oferta de trabalho que desfavorece o trabalhador. E tudo isso é sim, causado pelo estado. Mas não por funcionários públicos individuais.
  • Fernanda Souza  14/08/2018 02:23
    Concordo plenamente com o demolidor. Infelizmente é a nossa realidade. A cultura do funcionalismo público é consequência de sucessivas instabilidades econômicas(claro, causadas pelo tamanho do governo) no Brasil, e por isso temos um setor privado bastante volátil. Isso faz com que as pessoas procurem o funcionalismo público. Não podemos demonizá-los como um todo. É a lei da sobrevivência nessa Republiqueta Sociofascista.

    E creio que a maior parte dos funcionários públicos ganham de acordo com a realidade e as vezes abaixo da realidade(professores, policiais militares). Os salários acima da realidade estão em sua maioria nos Estados e em Brasília.
  • anônimo  12/08/2018 14:24
    O erro começa quando a despesa supera a receita. Isso não ocorrendo, algo raro, vamos as questões:

    Uma empresa que não consegue pagar 1 salário mínimo, está produzindo algo insustentável e deve fechar as portas e ponto final.

    O encargos do salário são devolvidos ao trabalhador, logo compõe o salário dele e portanto não é ruim pro trabalhador. Se acabar esses encargos ele não vai ganhar mais mas sim menos.

    O gasto no funcionalismo é alto porém produz serviços que o cidadão arca com impostos mas tb não irá pagar pelo serviço avulso. Basta uma unica vez que vc precise ser resgatado de helicóptero na selva ou um incêndio esteja chegando na sua casa que o custo com dezenas de profissionais paga todo o imposto que vc pagaria uma vida inteira. Portanto o imposto não é tão caro assim, obviamente se o serviço oferecido for de qualidade.

    Além disso a indústria do concurso publico gera dinheiro demais e uma vez funci público os salários recebidos tb irão desovar riqueza no mercado, no qual empreendedores irão disputar.

  • Bruno  12/08/2018 14:59
    "Basta uma unica vez que vc precise ser resgatado de helicóptero na selva ou um incêndio esteja chegando na sua casa que o custo com dezenas de profissionais paga todo o imposto que vc pagaria uma vida inteira."

    Para esse indivíduo específico, sim. Porém, ele estará sendo custeado pelos desdentados, que nada têm a ver com isso. Se a sua casa pegou fogo ou se você foi dar rolezinho no meio da floresta e ficou perdido, isso é algo que deve ser resolvido entre você e sua seguradora. O desdentado nada tem a ver com isso. E, no entanto, ele é obrigado a pagar helicóptero e bombeiro para você. Totalmente imoral.

    "Além disso a indústria do concurso publico gera dinheiro demais e uma vez funci público os salários recebidos tb irão desovar riqueza no mercado, no qual empreendedores irão disputar."

    Lógica magnífica. Quanto mais o governo confisca riqueza e usa pra pagar funça, mais riqueza é jogada no mercado! Fantástico!

    Por essa lógica, se eu confiscar uma parte do salário de toda a população e depositar na minha conta, tão logo eu começar a gastar esse dinheiro a riqueza de todo mundo irá explodir!

    Perceba que, por essa mesma lógica, a corrupção é algo maravilhoso: quanto mais se rouba e se gasta, mais todos enriquecem.

    Maravilhoso.

    Como sempre ironiza este site: dizer que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos é o mesmo que dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.
  • Monarca  12/08/2018 18:54
    "Uma empresa que não consegue pagar 1 salário mínimo, está produzindo algo insustentável e deve fechar as portas e ponto final."

    Eu parei de ler aí. Esse daí não sabe nem o que veio fazer aqui.

    Já ouviu falar de inflação? Já ouviu falar de desemprego? De sistema de preços? Oferta e Procura? Porque falar isso daí mostra que desconhece o básico de como funciona o valor de salários, serviços e produtos.

    Esse tipo de afirmação está no mesmo nível da pergunta "por que o governo não imprime dinheiro para dar aos pobres?"
    Ah se as coisas fossem tão simples como decretar um salário mínimo de 10mil e proibir demissões...
  • Leigo  13/08/2018 13:08
    Já ouviu falar de inflação? Já ouviu falar de desemprego? De sistema de preços? Oferta e Procura? Porque falar isso daí mostra que desconhece o básico de como funciona o valor de salários, serviços e produtos.

    Deve ter ouvido falar, mas só ouviu mesmo.
  • Ironic Alert!!  14/08/2018 18:37
    "algo raro"...... onde?

    Quantos negócios sobrevivem ao primeiro ano no Brasil?

    Comentei só porque faltou essa refutação nas respostas anteriores..............
  • Jeferson  13/08/2018 00:35
    Eu tentei !!!

    Sou funcionário da Iniciativa Privada há 8 anos, trabalho na área de Petróleo e gás, e cheguei num estágio da Carreira que não vejo mais crescimento, nem profissional e nem financeiro, muito menos pessoal; talvez mudando de empresa, mude alguma coisa... Mas dou o meu melhor, acordo cedo, estudo antes do trabalho, sou bem relacionado, faço bem meu trabalho e mais do que eu preciso fazer. Tudo como manda a "cartilha" do funcionário exemplar.... a pergunta é: Pra que ? Não me sinto mais valorizado. O Mercado ainda anda esquisito, há uma grande pressão mundial para alteração da Matriz energética: sair de combustíveis fósseis, para energia limpa... Enfim, se hj já não está uma maravilha, daqui a 10 anos acho que estará pior, e eu quero casar ter filhos, etc...

    E uma coisa que é muito clara pra mim, é que o Mercado (pelo menos o brasileiro) não sabe o tipo de profissional que quer, não sabe valorizar os que tem e tem como resultado, grandes prisionais insatisfeitos... e isso Fomenta muito o mercado de Concursos públicos....

    Infelizmente no Brasil só há dois caminhos para o Sucesso Financeiro:
    1 - Abrir uma Empresa e, além de trabalhar MUITO, Rezar, orar, fazer macumba e etc... para Dar certo e conseguir ter dinheiro pra comer até conseguir fazer dar certo... (pra quem é pobre ou classe média é praticamente um milagre)
    2 - Ser funcionário Público.

    A Realidade do Brasil infelizmente é essa... e vai demorar muito pra ser alterada. Eu decidi jogar o jogo. Já comecei a estudar, e vou ser funcionário público em breve.... Não é o que sonhei pra minha vida quando me formei, mas ficar achando que o Brasil vai ser a terra das oportunidades em um momento breve, é muita utopia.....

    Então eu viver a realidade do meu país.... pq tbm não quero ter que sair daqui.....

    Julguem-me
  • Andre  14/08/2018 13:39
    Jeferson, a realidade do país se tornará ainda pior do que a atual, vide RJ e RS com salario atrasado de funças, está demasiado tarde para entrar na mamata estatal.

    Viver no Brasil é terrível, acostume-se, por algum motivo pouquíssimos pais e avós compartilham esse conhecimento com seus descendentes, multiplicando os brasileiros isolados do resto do mundo.

    Mesmo para os funças é terrível, se por um lado podem contar com bons salários e estabilidade, seus trabalhos são completamente frustrantes para sua normalmente alta escolaridade e se entopem de remédios tarja preta para aplacar a imensa ansiedade de estar a espera da morte, viver na bolha de segurança é uma fantasia e custa caro, os assaltantes numa moto, o pedinte na porta do mercado, o limpador de para brisas no semáforo, aquele sobrinho que não consegue emprego, o amigo do peito que se desempregou e não pode mais aceitar convites para jantar, os pais idosos que consomem 40% da renda para pagar convênio médico tosco, a infraestrutura paupérrima e tantas outras mazelas estão lá para lembra-los de que vivem num país pobre, muito violento e sem o mínimo de condições para acomodar dignamente 95% de sua população.

  • Érika  17/08/2018 13:40
    Os caras usam como exemplo meia dúzia de funcionários públicos que ganham acima de 10 mil, kkkkk, por favor... Sejam honestos pelo menos. Esse tipo de ataque não é nada produtivo para o debate. Sabemos que empreender no Brasil é impossível, só para loucos mesmo. Sou funça, como vocês dizem, não tenho FGTS, não tenho teto, não tenho multa nem nada, bato ponto, trabalho sob produtividade, lido com uma legislação previdenciária bizarra, que muda a todo momento, indicações políticas o tempo todo intrometendo nas atividades funcionais, e não ganho nem perto dos 10 k. Então, mais honestidade nas falas por favor.
  • Júlio  17/08/2018 14:27
    Isso é piada sua, né? Por favor, diga que sim. Impossível a ignorância chegar a tanto.

    O FGTS foi criado, em tese, para proteger o trabalhador de uma eventual demissão! Funça tem estabilidade no emprego e não pode ser demitido. Logo, por que caraios ele deveria ter FGTS?!

    Outra coisa: FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno
    Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

    Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

    Quem inveja FGTS é otário. Eu sou autônomo freelancer e nunca tive FGTS na vida. Graças a isso já posso me aposentar quando quiser, pois tive a liberdade de investir todo o dinheiro que recebi. Se eu tivesse sido escravizado pelo FGTS estaria mendigando trabalho até hoje.

    Previdência? Ainda que você "contribuísse" com 100%, a imoralidade do arranjo permaneceria intacta. E por um motivo muito simples: funcionário público não paga imposto. E isso é fácil de ser demonstrado.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Assim, pouco importa o valor da sua "contribuição" previdenciária. O dinheiro veio do roubo, e você não está fazendo contribuição nenhuma.

    De resto, segundo relatório do Banco Mundial, entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

    Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais.

    E, ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

    A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles.

    Informe-se melhor. Não há nada mais vergonhoso do que um nababo cheio de privilégios às custas da fome do povo. E que ainda reclama e posa de vítima.
  • anônimo  19/08/2018 13:09
    Que conversa fiada, não sei oq é pior, comunista ou libertário. Os serviços prestados pelos funcionários públicos são de utilidade para as pessoas, caso contrário ninguém os procuraria, oras. Portanto geram riqueza para o mercado assim como na iniciativa privada. O dinheiro que vc gastaria com segurança pessoal sera alocado em outras áreas, assim como dinheiro para saude, etc.

    Meus pais pagaram plano de saude a vida e após os 60 quando começaram a precisar de usar, o plano se tornou impagável e eles ficaram na mão.

    Este ano meu pai teve que fazer 6 pontes de safena e troca da valvula, o custo total foi mais de 500 mil, tudo pago pelo sus, atendimento vip.

    Eu que ja tive ódio dos impostos quero deixar um agradecimento a todos os pagadores de impostos, graças a vcs meu pai foi salvo. Se somarmos tudo que meus pais eu e meus irmãos pagamos de impostos não da esses 500 mil.

    Então meu caro, podemos até questionar a maneira que se gasta os impostos, mas saiba que ele retorna em serviços sim e nos poupam custos e basta apenas uma vez que vc precise dele de fato, que nem em 10 vidas sua em impostos seria suficiente para compensar o custo.
  • anônimo  17/08/2018 20:27
    Nessas eleições o único candidato a presidência (não dá para confiar) que quer reduzir o tamanho do Estado mas defende privilégios como auxílio moradia é o Bolsonaro! Será que vale a pena votar?
  • Pedro  23/08/2018 03:34
    É ele ou o Lula solto. Vc que escolhe.
    Aliás, todos os outros candidatos vão soltar o Luladrão e acabar com a Lava Jato, incluindo o Picolé de Chuchu.
  • Andre  23/08/2018 14:02
    Única eleição que interessa atualmente no Brasil é qual cia aérea você vai eleger para sair deste país infernal. Não importa quem for o eleito, o efeito é o mesmo na ordem:

    2019
    -Assumir em janeiro causando um estelionato eleitoral, conseguiu votos prometendo o céu e vai governar entregando o inferno;
    -Lutar meses para passar reformas econômicas tímidas em um congresso dominado por políticos muito bem pagos para defender privilégios;
    -Administrar a paralisação dos serviços públicos devido a escassez absoluta de verbas;
    -Ver juros, câmbio e dívida pública dispararem;
    -Presidente e sua equipe perdem todo o capital político em meio a volta da recessão;

    2020
    -Sem nada mais a perder a equipe econômica começa o processo de juros reais negativos.
  • Evandro Oliveira  03/10/2018 18:00
    Leandro,
    Discordo de muito dados e impressões, mas uma me chamou a atenção e constitui o eixo principal da teoria do "duplo ônus" ...
    Tomemos apenas um exemplo (pelo exíguo espaço e interesse pelo debate):
    Ao servidor público está sendo atribuído um ônus que não passa nem perto do empreendedor. E sabemos (pelo menos eu tenho a impressão) que, no caso do Imposto de Renda (aquele que é recolhido para "sustentar" o Governo - segundo sua teoria) o servidor público é taxado pelo alto e a maioria dos empreendedores sonega, omite ou é isento. Será que se fizermos uma análise qualificada e detalhada, não descobriríamos que tem muito servidor que não tem nem a noção do quanto prejudicial é a atividade dele para ele próprio?
    Adicionalmente, concordo que concurseiro é uma praga. Esporte nacional de gente preguiçosa e ou incompetente, principalmente depois que criaram algumas "carreiras" nos governos estaduais e federal.
    Mas quem ganha mais dinheiro com estes concurseiros? Já parou para pensar nos "empreendedores" educacionais de cursinhos para concurseiros? e no seus ´professores` com dupla jornada? quanto é a carga tributária destes cursinho e a tributação sobre os professores? Será que o ônus é realmente desta cultura do serviço público? Suspeito que não...
  • Júlio, o Intruso  03/10/2018 18:41
    "Discordo de muito dados e impressões"

    De quais dados você discorda? Estou curioso para ver como se discorda de dados. Nunca vi isso. Já vi, aí sim, discordar da interpretação que se dá a dados. Aí tudo bem. Agora, discordar de dados para mim é novidade.

    "mas uma me chamou a atenção e constitui o eixo principal da teoria do "duplo ônus"

    Vejamos.
    "no caso do Imposto de Renda (aquele que é recolhido para "sustentar" o Governo - segundo sua teoria) o servidor público é taxado pelo alto"
    Já começou errado. Funcionário público não paga imposto de renda. E isso é fácil de ser demonstrado.

    Se um funcionário público recebe $10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $10.000, $2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $10.000, retém $2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Assim, pouco importa a alíquota que o funça paga de Imposto de Renda ou de previdência. O dinheiro veio do roubo, e você não está fazendo contribuição nenhuma.

    "e a maioria dos empreendedores sonega, omite ou é isento."

    Sensacional. Pela sua lógica, então, dado que "a maioria dos empreendedores sonega, omite ou é isento", então quem realmente banca o país é o funcionalismo público!

    Ou seja, chegamos ao fantástico arranjo em que aqueles que vivem de impostos são também os únicos que pagam impostos.

    Mas há uma consolação: se eu li isso é porque ao menos não estou cego.

    "Será que se fizermos uma análise qualificada e detalhada, não descobriríamos que tem muito servidor que não tem nem a noção do quanto prejudicial é a atividade dele para ele próprio?"

    Oi?! O cara que ganha R$ 15 mil por mês e tem estabilidade é quem realmente está se prejudicando? Isso é efeito de mescalina?

    "Mas quem ganha mais dinheiro com estes concurseiros?"

    Empresários igualmente imorais. Tão nefastos quanto concurseiros e funças.

    E aí, gostou da minha imparcialidade?


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