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O duplo ônus da cultura do funcionalismo público
Assim se destrói um país

É tentador: salário vitalício, benefícios garantidos pelo estado, estabilidade, carga horária conveniente, e a não-necessidade de apresentar resultados.

Quem nunca desejou passar em um concurso público para dar fim às aflições motivadas pelas incertezas do conturbado cenário econômico-social atual?

A grande questão é que o sonho do concurso público tem gerado um enorme e duplo prejuízo ao país: além do custo exorbitante — o qual exige impostos e endividamento crescentes —, temos uma boa parcela de nossos talentos (nada menos que 12 milhões de jovens preparados) buscando vagas em trabalhos que não acrescentam nada ao avanço da nação.

A maior parte dos cargos públicos se dedica à operacionalização e à manutenção da máquina estatal — e nada mais do que isso. Só que apenas manter a máquina não gera crescimento econômico. É algo como uma locomotiva funcionando sem sair do lugar.

A mentalidade do concurseiro e do burocrata

Normalmente, as pessoas que almejam a um cargo público têm uma certa aversão a riscos.

Entretanto, elas próprias não conseguem enxergar os grandes riscos que estão por trás de suas escolhas. Enquanto se preparam para os concursos, os candidatos deixam de desenvolver as competências e habilidades extremamente necessárias na iniciativa privada. Não acumulam experiência, não fazem contatos, e colocam em seu currículo apenas os cursinhos preparatórios para concursos. Parecem nunca ter o pensamento "e se eu não passar?".

Um concursado leva, muitas vezes, mais tempo para passar em um concurso do que um acadêmico leva para se fazer doutor. E em que contribuem os anos de estudo do "caçador de concursos" para o avanço da ciência? Em nada. E para a geração de novos negócios? Pior ainda.

Um número incontável de pessoas com preparo e talento passa a se dedicar — e com uma certa obsessão — a passar em algum concurso. Logicamente, o setor público não pode absorver todo esse contingente de pessoas. Consequentemente, apenas alguns passam. E a imensa maioria não aprovada permanece se preparando continuamente, na espera de algum dia ser aprovada.

Enquanto se preparam para os concursos, não desenvolvem habilidades e competências essenciais na iniciativa privada. Os conhecimentos que adquirem nessa jornada são rasos: não provocam avanços na ciência, tampouco estimulam a inovação e muito menos fomentam novos negócios. Trata-se, literalmente, de uma geração desperdiçada. Para infelicidade do país.

Com efeito, os conhecimentos que os concurseiros adquirem também não são úteis nem mesmo para promover melhorias significativas no próprio setor público. Por quê? Porque o sistema burocrático tem auto-defesas muito fortes.

A intenção de burocratas sempre é a de se constituir como um grupo à parte, como um sistema de poder coletivo definido a partir da ausência de poder dos dominados. O fenômeno burocrático caracteriza-se por um conservadorismo expresso especialmente na manutenção e expansão de uma situação de privilégio.

No lugar de representar uma ponte entre os interesses particulares e os coletivos, a burocracia serve a seus próprios interesses — trata-se de uma corporação que se defende em oposição ao resto da sociedade.

Nada pode gerar mais imobilismo do que isso.

O atraso

Um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social de um país é a sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. A inovação é o fator mais importante, não apenas no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, como também no estímulo ao interesse em investir nos novos empreendimentos criados.

Nesse cenário, surge a figura do empreendedor como uma força positiva no crescimento econômico, fazendo a ponte entre a inovação e o mercado.

Pode-se ir ainda mais além: o empreendedor é a figura principal desse processo. Apenas pesquisa, desenvolvimento e investimentos em capital físico e humano não causam o crescimento. Essas atividades ocorrem em resposta às oportunidades de crescimento, e tais oportunidades de crescimento são descobertas por empreendedores alertas às demandas futuras dos consumidores.

Lembrando Schumpeter, os empreendedores são os impulsionadores do desenvolvimento econômico, os responsáveis pelas mudanças econômicas em qualquer sociedade. O seu papel envolve muito mais do que apenas o aumento de produção e da renda per capita. Seu papel é iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da própria sociedade, sempre buscando atender às demandas dos consumidores. Essas mudanças geram maior produção e mais crescimento econômico, o que possibilita que mais riqueza seja usufruída pelos diversos atores sociais.

Entretanto, em nosso país, a cultura empreendedora cede lugar, cada vez mais, à cultura do funcionalismo público. Grande parte de nossos maiores talentos — pessoas capacitadas — sente-se muito mais atraída pelos benefícios do setor público do que pelos riscos e desafios do empreendedorismo.

Pessoas que poderiam contribuir para a melhoria das condições do setor produtivo — seja estudando a fundo a problemática das empresas, seja colocando em prática a sua visão de excelência, servindo de exemplo e referência para outras empresas e outros profissionais — desperdiçam seu talento e energia decorando apostilas para concursos.

Por aqui, empreender passou a ser uma saída para os menos inteligentes, para os mais necessitados, para aqueles que não têm condições de arrumar um emprego decente ou de passar em um concurso público.

E essa é a parte preocupante: nosso setor privado realmente não é eficiente, o empreendedorismo brasileiro, no geral (e essa é uma generalização necessária), é muito rudimentar, surgindo muito mais por necessidade do que pela identificação de oportunidades. Não há diálogo entre academia e mercado. E, em vez de termos pessoas debruçadas sobre os problemas enfrentados por nossas organizações, pesquisando, inovando ou empreendendo, temos um êxodo cada vez maior dos nossos talentos em busca do setor público.

Está tudo errado. Ao passo que os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade, os gênios brasileiros passam em concursos públicos.  

O grande inimigo

E, para piorar, além de enfrentar a concorrência dos salários do setor público, o empreendedorismo também não atrai os jovens por causa dos elevados riscos e das enormes dificuldades para se fazer negócios no Brasil.

Empreender e empregar legalmente no Brasil é muito caro. Para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média. Pagar impostos requerem 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Ou seja, além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. Não bastasse isso, ainda temos de arcar com nada menos que 93 impostos diferentes.

O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da ciência e dos negócios, a oferta de empregos diminui, a economia estagna e mais e mais pessoas passam a almejar um posto nas instituições públicas, alimentando esse círculo vicioso. 

Eis o resumo da tragédia: o governo asfixia o empreendedorismo com impostos, burocracias e regulamentações. Isso mantém os salários baixos. Salários baixos empurram jovens capacitados para o setor público, que garante estabilidade e altos salários. Mas todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada. Isso deprime ainda mais os salários do setor privado, o que empurra ainda mais jovens preparados para o setor público.

É fundamental revertermos essa tendência e trabalharmos no sentido de fomentar a cultura empreendedora em nosso país. Quando coloco os verbos reverter e trabalhar na primeira pessoa do plural, quero puxar a responsabilidade para as nossas mãos, cidadãos comuns.

Não podemos esperar que o poder público faça a sua parte, pois o estado faz justamente o contrário: inibe a atividade empreendedora ao elevar a carga tributária e criar empecilhos burocráticos absurdos, buscando sempre financiar os altos gastos do setor público com mais tributos e endividamento.

O estado é hoje o grande inimigo da sociedade. Já que não podemos vencê-lo, devemos resistir fortemente à tentação de nos juntarmos a ele. 

Conclusão

Nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes, mas grande parte de nosso contingente pessoal com essas características sente-se muito mais atraída por cargos públicos.

Do ponto de vista individual, todos aqueles que almejam vagas no setor público estão mais do que certos. Lógico: por que eu deveria me esforçar para atuar em um campo cheio de riscos, sem segurança e sem estabilidade, quando posso trabalhar para o estado, sem me preocupar pelo resto da vida? Por que me arriscar no setor privado, sofrendo cobranças e tendo de apresentar eficiência, se posso simplesmente ganhar muito no setor público, tendo estabilidade no emprego e sem ter de apresentar resultados?

Porém, é justamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.

O Brasil gasta demais com funcionários públicos, e não há quem se comprometa a pôr um freio nesta farra.

A questão é: como irão fechar as contas sem recorrerem a mais impostos? Se assim o fizerem, poderá chegar o dia em que irão inviabilizar as empresas, que são quem mantém toda essa estrutura. Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero.

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Leia também:

O funcionalismo público, a drenagem dos cérebros, e os efeitos deletérios sobre a iniciativa privada

Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional


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autor

Leandro Vieira
é Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Tem MBA em Marketing, pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM). Administrador de Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Foi professor da Escola de Administração da UFRGS. Fundador e CEO do Portal administradores.com.br

  • Pobre Paulista  28/07/2017 15:48
    "Nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes", mas é muito mais arriscado assinar uma carteira de trabalho do que andar com 5kg de joias numa favela no RJ. Aí não tem ninguém pra empreender e ninguém qualificado pra trabalhar. Chances de sucesso: zero.

  • Ricardo  28/07/2017 16:48
    O mais impressionante é que não se questionam como isso tudo se sustenta. Na mente dos aspirantes a funcionários públicos é como se o estado detivesse recursos infinitos. Lastimável.
  • geninho  31/07/2017 20:26
    Há de convir que, A União centraliza a parte financeira...via Banco Central do
    Brasil , nos moldes do banco central americano, o FED. Faça o país crescer para o Real ir para lista mundi
    al de cotações das moedas. O nosso real beirou no governo Lula e ficou de fora dos países ricos...acorda!
    Ademais, os gastos de governo do Brasil são feitos via OGU (Orçamento Geral da União), encerrado todo ano no mes de AGosto por todos Orgãos envolvidos valendo para o ano seguinte, assim qq processo de Justiça ganho por alguém só será pago no ano seguinte, ou q tenha sido incluído no Orçamento do ano anterior...ficam de fora pequenos valores. Demora, não! Quem fura e erra seu Orçamento vive na bancarrota, quer município, Estado e a própria União q se permite manejar Fundos não utilizados em certas Rubricas.É dificil aceitar falta de funcionários públicos devido à propria burocracia qdo funcionário público é visto como "coçador", falta ao trabalho e enrola de fato, daí a crítica de mui9tos. Já vi pessoa pegava seu copo e se dirigia para o bebedouro d'agua cada 5 minutos. Devia estar deidratada pq se ausentava do balcão de atendimento ao público. Soma-se que, a Informática agora abreviou caminhos...o serviço devia ser mais rpaído e redondo, né! Enfim, um desgaste para leigos.
  • José Miguel de Souza  05/02/2018 00:55
    Todo centavo gasto na administração pública brasileira sai do bolso do cidadão- contribuinte. E mais, as greves no serviço público em nosso país são remuneradas. Ou seja, mesmo na paralisação os servidores públicos continuam recebendo os seus salários. Enfim, o povão trabalha desesperadamente para sustentar uma máquina estatal ineficiente e altamente prejudicial às suas mais básicas necessidades.
  • ANDRE LUIS  30/07/2017 20:51
    Discussão inútil e pouco produtiva. É óbvio que mudanças não virão do setor público, maior interessado em manter tudo como está. O ofício de fazer leis (e forçar obediência) precisa de concorrência. Precisamos de um pioneiro sistema legal privado, e divulgá-lo até que outros apareçam. Com sua difusão, o povo poderá decidir qual deles obedecer e, por meio de eleições decidir torná-lo válido em conformidade com o art.1 par.1 da CF. Precisamos de um Parlamento Virtual . www.facebook.com/parlamentovirtual
  • geninho  31/07/2017 20:10
    Sim...só que essas que vivem caçando Pokemon no celular não se enquadram, né! Abert Einstein tinha medo do dia que isso chegasse... agora chegou...e aí está!
  • ed  28/07/2017 15:52
    Concordo com tudo que a EA prega mas é fato que do ponto de vista individual faz todo o sentido virar funça. Se as pessoas reagem a incentivos, como o próprio IMB prega, é claro que ela vai preferir virar funça tendo a estabilidade e um alto salário.

    Eu sou um exemplo disso. Trabalho no setor privado em uma empresa de TI. Sou forçado a trabalhar até de madrugada para entregar projetos no prazo. Tudo isso para ganhar R$3000. Acabei de passar em um concurso para ganhar R$5500. Só estou esperando ser chamado.

    Sei que vão dizer que vou virar um parasita, que eu deveria empreender e etc... Sim, sei que do ponto de vista ético eu estou errado, mas quem é tão altruísta a ponto de ficar sendo massacrado no setor privado podendo ter um emprego melhor em um cargo público, sendo que é você quem sustenta todos os funças no final das contas? Vale lembrar tb que não adianta eu não assumir o cargo pois outro certamente irá ocupá-lo e serei eu quem irá sustentá-lo.
  • Correto  28/07/2017 16:19
    O racional é correto. Incentivos, meus caros, incentivos. Não são poucos os casos pessoas que tinham carreira na iniciativa privada e partiram o serviço público. Eu também sou um deles.

    Claro, que isso é insustentável. Mas, acho que até a bomba explodir, eu vou ficar bem

    Eu tinha meu próprio escritório de Advocacia, aquilo era um verdadeiro inferno. O que fiz? Concurso para Advogado da União (18K inicial bruto), hoje trabalho pouco (é incrível como essa industria é patética), bato ponto e vou para casa, nunca atrasou um salário e tem mais, por vezes recebo benefícios, adicionais, aumentos, etc. Que nem sei da onde veio, não tenho noção de qual foi o critério utilizado, apenas coloco no bolso.

    É o clássico mecanismo de transferência de renda. Dos "produtivos", ou seja, aqueles que fazem parte da economia voluntária, para os "improdutivos" aqueles que recebem seus vencimentos frutos da coerção. Sim, sou um Funca Opressor e me orgulho disso, não sou otário.

    Como o colega citou: "Vale lembrar que não adianta eu não assumir o cargo, pois outro certamente irá ocupá-lo e serei eu quem irá sustentá-lo". Argumento utilitarista e válido.
  • FL  28/07/2017 17:25
    ed e Correto, foi no mínimo deprimente ler os relatos de vocês dois.

    Incrível como vocês têm a mentalidade acomodada. Honestamente, 5.5K para um profissional de TI é uma miséria. Um analista pleno com conhecimentos médios num ERP consegue um salário de 8K tranquilamente. Se aprender mais e evoluir, passa dos 10K fácil fácil. Um advogado ganhando 18K e achando que "não é otário" é uma piada. Com um esforço mínimo, qualquer advogado meia boca de porta de cadeia consegue fazer isso.

    Pensando bem, talvez vocês não sejam os talentos produtivos que o mercado quer, e estão no lugar certo.
  • Ze da Moita  01/08/2017 12:10
    um advogado criminalista que trabalhe pra facções consegue bem mais que isso
  • Ze da Moita  01/08/2017 12:22
    trabalhar na Iniciativa Privada = risco de demissão, salário baixo, sujeito a atrasos de salário, raramente é promovido

    trabalhar para o Estado - estabilidade, salário alto, salário nunca atrasa e é promovido conforme passa o tempo

    como fazer um indivíduo escolher a primeira opção??
  • Realista  28/07/2017 20:50
    A EA não discorda disso. É pura ação humana. Puro incentivo, como dito. O artigo só está mostrando as consequências. Até quando o hospedeiro não morrer, até quanto ele aguentar, o parasita permanecerá bem.

    Eu faria a mesma coisa se fosse vocês. Se quiserem me pagar 18k bruto pra coçar o saco, problema dos otários que aceitam sustentar isso.
  • Max Rockatansky  29/07/2017 19:26
    Incentivos são neutros do ponto de vista moral; podem dar margem à adoção de comportamentos morais ou imorais.

    Você usou os incentivos (ou desincentivos) para adotar uma conduta imoral: viver às custas da produção alheia de riqueza. Ou seja, coisa de mau caráter mesmo.

    Se vc fica bem assim com sua consciência (ou falta dela), bom para vc. Mas saiba que a sua conduta serve ao aumento dos incentivos para outros adotarem a conduta que vc adotou. Quer dizer, vc atuou no sentido da destruição de riqueza. Vc é um agente do "destructionism".
  • Fernando S Junior  02/08/2017 21:08
    Com tantos erros de Língua Portuguesa duvido que sejas Advogado da União. Vais continuar sendo um advogado que ganhará pouco.
  • rute rosas  18/12/2017 00:20
    Parece que todas as pessoas inteligentes vão para o serviço público mas não é assim. Nosso país concentra renda, há inúmeras famílias milionárias, uma criança realmente rica nasce com dinheiro para 3 gerações, não precisa se sacrificar decorando apostilas. Até hoje, a minha vida inteira eu nunca ouvi falar de um colégio particular que usasse o Médio e o Fundamental para inserir os conteúdos de concurso, isso derruba a tese do artigo, as pessoas inteligentes vão para o serviço público. Vai para o serviço público quem precisa, quem é discriminado pela moradia, pela raça, pela opção de gênero, pela geografia. Parem de falar que o funça é um cara bem sucedido pq o serviço público está abarrotado de milícias. Se os funcionários são tão livres para trabalhar como explicar tanto, tanto dinheiro fora da casinha? Vocês acham que todo esse dinheiro é extorquido com amor, passe para nós querido funça, feche os olhos e assine aqui esse contrato mas se você não auditar erradamente tudo bem, a gente é compreensivo. Por todas as corrupções uma atrás da outra tá na cara que é profissão de risco viver em meio a esse antro.
  • Humberto  28/07/2017 16:21
    Pelo amor cara, área de TI é uma das áreas que mais crescem no mundo todo. Vale muito mais a pena trabalhar no setor privado em outro país (o que é perfeitamente possível nessa área) do que ser funça aqui.
  • henrique  28/07/2017 17:44
    ótimo artigo relacionado

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2350
  • Vivianne  29/07/2017 14:38
    Legal saber que vcs fizera faculdade pra coçar o saco e não usar o cérebro...Não passam de perdedores.
  • Helga Lui  29/07/2017 02:04
    Entendo o Ed e entendo o Correto, tem mais, o Mises pode ficar de mimimi, mas a questão é que torto é o mercado de trabalho no Brasil que não dá oportunidades reais. Precisa ser louco para empreender aqui, onde 9 de cada 10 empresas vão a falência, onde vai saber quanta coisa semi legal uma empresa precisa fazer para continuar na ativa ... quantos "jeitinhos" são necessário... Dizer que um "empreendedor" autônomo que não recolhe IR nem INSS é um vencedor e está fazendo certo (como já li em outros lugares).
    O Estado tem que reduzir a partir do momento que a população entenda e aceite que nem todos os serviços públicos devem ser prestados, que não é obrigação do Estado fornecer saúde, educação, lazer, pensão, comida, água, transporte etc etc etc.... A população tem que entender que para reduzir tributos, o Estado tem que reduzir sua atuação, e que é melhor exigir qualidade em alguns setores do que exigir que todos os serviços sejam prestados e todos sejam um lixo descomunal.
    Para a tributação ser minimamente justa (considerando que é Estado zero não existe) todos devem pagar uma parte. As excrecências são os amigos do rei que não pagam nada e todo o resto que arca com uma fatia muito maior do que deveria.
  • ã?  31/07/2017 13:03
    Esse comentário da Helga Lui foi uma das coisas mais ininteligíveis que eu já li
  • Tício  26/06/2018 17:57
    Assumir um cargo público está extremamente longe de ser antiético. Não será ético de sua parte assumir o carga e não trabalhar, porque "virou servidor público". Inclusive, há uma visão incrivelmente deturpada quanto ao "não fazer nada" no serviço público. Você vai trabalhar 8 horas por dia, e ganhar para isso. No setor privado trabalhava muito mais e não era reconhecido.

    Não entendo esse masoquismo de algumas pessoas que acham que o bonito é trabalhar 12 horas por dia, porque o resto é parasita (não estou falando que você acha isso).

    Trabalhar 8h e ganhar 5.500 é o justo.
    Trabalhar 9h, 10h e ganhar 3.000 é injusto.

    Repense bem onde está faltando ética por parte do empregador.

    Abraço.
  • Tício  26/06/2018 18:05
    Roberto, um dos motivos expressos em lei para que haja determinado cargo público é que haja demanda por ele. Então quando você diz "cuja esmagadora maioria dos serviços existe sem que haja absolutamente nenhuma demanda por eles" está completamente errado.
    Estou aberto à mudança de opinião. Gostaria que citasse apenas um serviço público onde não haja demanda por ele. Se você citar 1 só, eu prometo que revejo meus conceitos.


    "O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores". Impostos são mais que necessários. Se eles não são empregados da forma correta, é por culpa, principalmente, dos políticos que votamos, e não dos serviços e servidores públicos concursados em geral.
    Dá uma procuradinha no google o que aconteceria se impostos não existissem.

    Só pra finalizar, há uma incrível diferença entre servidores concursados e os servidores políticos. Servidores públicos concursados com ensino médio recebem um salário médio de 1.700 reais por mês e de ensino superior 3.500 por mês, já os políticos sabemos bem quanto ganham em média.

    Abraço.

  • Marcos  28/07/2017 16:05
    Tem mais um detalhe esquecido pelo texto: os terceirizados que trabalham nos órgãos públicos se tornam amigos e apadrinhados de servidores de alto escalão e tem uma "estabilidade" subjetivada, porque a empresa terceirizada obedece aos pedidos dos tais funcionários; chefes e diretores, para indicar na terceirizada.

    A UNB, por exemplo, aqui em brasília, gasta 75 por cento do seu orçamento com empresas terceirizas e provavelmente com excesso de seguranças, limpadores, vidraceiros, jardineiros, etc... a soldo do contribuinte também, sem competição no mercado aberto.
  • Andre  28/07/2017 16:46
    Todo jovem que me pede conselhos pra se dar bem na vida recomendo estudar pra concursos, Deus me livre ter concorrentes talentosos no meu nicho de negócios. Faço coisa relativamente simples, acadêmica mesmo colocada na prática, se ser funça fosse menos atrativo estes seriam concorrentes meus e teria de me contentar com margens de lucro ridículas de 30% ou menos.
  • Wilson  28/07/2017 16:46
    Ontem estava conversando exatamente sobre isso com um jovem quase formado em computação numa das melhores universidades do país: ele e outros amigos, na casa dos 20 e poucos anos, só pensam em fazer concurso pra ter estabilidade de emprego.

    Isso mesmo: um jovem cuja formação custou rios de dinheiro público só pensa em ter estabilidade no bolso alheio.
  • Eliseu  28/07/2017 16:47
    A questão é que em determinado momento esta cultura da moleza vai entrar em colapso, se já não entrou.
  • Thiago Oliveira  28/07/2017 17:13
    O Brasil ainda possui déficit de servidores públicos para bom atendimento ao cidadão. Falta médicos, policiais, militares para patrulhamento de fronteiras, fiscais de meio ambiente e etc.
    Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho.
    O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários, além da maquina ser usada para fins políticos eleitoreiros, como tem mostrado o noticiário sobre a operação Lava-Jato e quadro "Cadê o dinheiro que estava aqui?" do programa dominical. A função de atender ao público não existe no Brasil.
    O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços.
    Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados.
    Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção.
    Enfim, mudanças estruturais e de postura de nós cidadãos serão necessárias para um melhor controle dos gastos públicos e assim melhorar a qualidade de vida
  • Amante da Lógica  28/07/2017 17:19
    "Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho."

    Como, por exemplo, as greves dos auditores da Receita Federal, que recebem R$ 20 mil e querem receber R$ 30 mil.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1677089-fiscais-da-receita-dizem-que-greve-ja-afeta-arrecadacao-de-impostos.shtml

    Ou a greve dos policiais federais, que querem receber R$ 15 mil.

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1539891-apos-ameaca-de-greve-senado-aprova-reajuste-salarial-para-a-policia-federal.shtml

    Derramo lágrimas.

    "O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários [...] A função de atender ao público não existe no Brasil."

    Ou seja, mesmo com todo o salário de marajás, esses vagabundos não fazem nem o basico, que é atender ao povo. Aí vem você e diz que, se aumentarmos os quadros (algo que, por definição matemática, levará a uma redução dos salários per capita), as coisas irão melhorar.

    Mágica.

    "O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços."

    Gênio!

    A coisa é cara e não funciona. Exatamente por isso, a solução é expandir essa coisa cara que não funciona, tornando-a ainda mais cara e mais disfuncional.

    Por essa sua lógica, se um restaurante oferece péssimos serviços e só serve comida estragada, a solução é obrigar ainda mais pessoas a freqüentá-lo e a dar dinheiro para ele. Aí sim o serviço melhora.

    A ignorância do brasileiro é poço sem fim.

    "Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados."


    E como aumentar a qualidade da mão-de-obra e aumentar os salários do setor privado se você defende que o governo confisque ainda mais dinheiro do setor privado (dinheiro esse que poderia ser utilizado em investimentos e em aumentos salariais) para sustentar as mamatas do setor público?

    Como aumentar a qualidade da mão-de-obra do setor privado se você defende que os melhores cérebros sejam desviados para o setor público?

    Você entende o mínimo de matemática?

    "Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção."

    A sonegação é exatamente a única e última linha de defesa do empreededor. É a sonegação que permite que ele retenha para si um mínimo de dinheiro, o que lhe permite contratar mais pessoas e fazer mais investimentos. Vagabundos como você, que certamente nunca empreendeu na vida, acham que o estado deve sugar cada centavo de empreendedores e trabalhadores do setor privado para sustentar os políticos, burocratas e parasitas do setor público.

    Quem não entrega seu dinheiro para a máfia e, em vez disso, o utiliza para empregar pessoas, investir, e criar renda -- este sim é o verdadeiro herói que deve ser reverenciado.

    Quem critica sonegação não tem a coragem moral de dizer que está simplesmente defendendo que políticos tenham mais dinheiro para si e para dar aumentos salariais para os parasitas do setor público. Lixo moral.
  • geninho  31/07/2017 20:49
    Conheci Economista que não sabia calcular 10 elevado à 6a.potência....erravam feio os Orçamentos locais...furavam e
    estouravam o próprio Orçamento q girava a nível de Divisão,a fazia parte para Orçar o Ano seguinte...nem Planos
    Econômicos erravam tanto.,..só aquela Justiça de togados de Brasília. Não ha orçamento que resista nem para o reajuste de salários com índice da Inflação passada ! Estou a imaginar o futuro reajuste das Aposentadorias via INSS....rsss!!!
  • Fernando S Junior  02/08/2017 21:12
    Bom, se tu és um sonegador és um criminoso. Nada mais há a acrescentar.
  • Alfredo  02/08/2017 21:55
    E qual o seu argumento para sustentar essa grave acusação? Recusar-se a dar dinheiro para a máfia agora é um ato criminoso?!

    Favelados que não pagam arrego para a milícia também são criminosos?Se você for assaltado na rua, mas conseguir fugir do assaltante, você também é um criminoso?

    Pelo seu manual de ética e moral, todas as respostas são sim, o que faz de você um ser asqueroso.
  • Alison  28/07/2017 17:35
    Dá até medo de te responder, vai que é doença. Típica cabeça parasita a sua, literalmente de vagabundo que não gosta de trabalhar.
  • Arnaldo  28/07/2017 17:43
    Sonegação é única coisa certa nesse Brasil.
  • Realista  28/07/2017 20:54
    Tudo bem reagir a incentivos econômicos. Agora esse papinho não cola aqui, convenhamos. Talvez cole com o grosso da população, sei lá.
  • Mephis  31/07/2017 00:56
    Tem deficit de servidores, assim como tem deficit de dinheiro, hospedeiros, produtividade para banca-los. Talvez o verdadeiro deficit que faça diferença por aqui seja o de vergonha na cara.
  • Fabiano Costa  28/07/2017 17:26
    Salários gordos e cargos vitalícios, o doce serviço público

    exame.abril.com.br/carreira/bons-salarios-e-cargos-vitalicios-o-doce-servico-publico/
  • Ex-microempresario  28/07/2017 17:57
    Interessante como qualquer atividade produtiva do estado é terceirizada para a iniciativa privada, via licitações ou similares.

    Uma das funções básicas de uma prefeitura é abrir e asfaltar ruas, mas praticamente todas as ruas são construídas por empreiteiras.

    A Petrobrás tem por função explorar petróleo, mas toda sua infra-estrutura, de um simples tanque a uma plataforma flutuante, é construída por empresas contratadas.

    Toda estatal, apesar de ter um departamento de informática muito bem pago, contrata de terceiros o desenvolvimento de sistemas.

    Em qualquer repartição pública, quem realmente trabalha são os terceirizados e os estagiários. O trabalho de um concursado dificilmente chega a 50% da eficiência que um empregado em função similar em uma empresa privada.

    Nosso funcionalismo pensa ser exatamente o que pensavam ser os nobres da Europa Medieval: seres privilegiados que tem um "direito" indiscutível de ser sustentados pelos "plebeus".
  • Raskolnikov  28/07/2017 18:16
    Olha o quanto é dificil empreender num país como esse: https://www.youtube.com/watch?v=-DndwNEP5MY

    Assitam ao video depois se perguntem: como um jovem que está inciando sua vida vai preferir isso a ocupar um cargo com estabilidade e um bom salário?

    Esse vídeo chega a ser desolador, mas é a realidade...
  • Richard Stallman  28/07/2017 18:45
    Concordo.
  • Taxidermista  28/07/2017 19:18
    Se a iniciativa privada fosse destruída, não existiria funcionalismo público nenhum.

    Isso é o que basta para se constatar a ordem de causalidade e de prioridade, lógica, econômica e moral.

    É uma verdade de Perogrullo isso, mas experimentem falar isso para pessoas próximas a você (e nem precisa, necessariamente, ser para um funcionário público).
  • Luiz Moran  28/07/2017 19:41
    Governo fascista
    +
    Ensino marxista
    =
    Analfabetos funcionais
    Pessoas fúteis
    Medrosos
    Acomodados
    Incultos
    Egoístas

    Brasil, uma Nação fracassada e falida.
  • Dam Herzog  28/07/2017 20:39
    O estado capturou a população do Brasil e a fez refém. Hoje politicos e burocratas mandam neste pais e usam o poder em seu proprio beneficio. Esta Nova Classe corrompe e rouba e leva o pais para o abismo da insolvencia. Aumentos de gastos públicos tornou-se uma norma progressista seguida de deficites públicos cada vez maiores e a divida pública sempre aumentando. Um funcionalismo público crescente improdutivo acomodado destruidor de riquezas e com todo tipo de benesses e direitos só aumenta a conta. Eticamente juizes que vendem sentenças são afastados e como punição aposentadoria compulsoria e e salário integral. Mesmo o ex presidente Lula cuja esposa teve morte recente lhe deixou uma duvidosa aposentadoria de 20.000.00 reais, será que ela tinha um cargo fictício. Mas nos teremos que pagar estes 20.000.00. Os privilegios em favor do serviço público em qualquer reforma são reforçado, e para não dizer que as leis são feita com brechas para eles escaparem se porventura forem púnidos. O povo esta sentindo prejudicado por este tipo de estatismo e democracia perverso que nos tranforma em um burro de carga a puxar uma carroça cada vez mais pesada. Até quando? Este tipo de sistema de governo estatista defensor do crony capitalismo e opressor que obriga um cidadão a pagar a conta de milhares de outros que persistem em não trabalhar faliu ou está em vias de extinção. Cada cidadão tem que assumir sua propria responsabilidade. O governo é o problema sob o comando da nova elite corrupta e dominadora. Se tem social sou contra. Que alcancemos a liberdade sem governo. Meu povo indignação e revolta tem que ser a nossa resposta ou seremos severamente prejudicados.
  • geninho  31/07/2017 20:33
    Ah!!! Bem lembrado!
    Igual Sanasa Campinas que aumentou água tratada por ocasião da estiagem com produtos químics especiais e cobra ate hoje, mesmo não mais havendo estiagem e tampouco aquele nível de lodo que foi levado à mídia. Será que ainda SANASA - CAMPINAS ESTÁ tratando água com produtos químicos Para tratar lodo. cADÊ A DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO DO POVO? E assim...tem a ver tb com a Energia Elétrica...acorda Brasil!
  • Mateus Melo  28/07/2017 21:02
    Excelente análise!
    Sou engenheiro formado em universidade federal e faço parte de um grupo de Whatsapp de amigos da época da faculdade. Da até canseira de ver que o povo só fala em passar em concurso público. Se tornar burocrata de uma repartição qualquer.... triste!
  • MAURICIO YUZURI  29/07/2017 14:37
    O artigo é excelente e mostra a nossa realidade. Só gostaria de debater um ponto sobre as escolhas "racionais" das pessoas que optam por trabalhar no setor público. Quando trabalhamos em qualquer setor privado e não temos essa tal estabilidade que todos buscam, aprendemos a nos organizar de forma muito mais eficiente, aprendemos o real valor das coisas que compramos e adquirimos uma capacidade extraordinária para superar os obstáculos e dificuldade que aparecem no dia a dia, incentivando em muito a nossa criatividade. E tudo isso que aprendemos não serve somente para os negócios, ela é muito mais importante em nossas vidas fora da empresa e isso sim faz com que essa tal "racionalidade" caia por água a baixo. Não existe nada de racional nisso, apenas uma forma de fugir dos compromissos e não encarar as dificuldades da vida. São tantos os funcionários públicos que quanto mais ganham mais gastam, tem problemas familiares por não saberem lidar com os problemas do dia a dia e até financeiros(soa até estranho isso, mas a maioria é endividada). O que mais me incomoda é o fato destas pessoas não estarem vivendo o vida como deveria. A vida nunca foi e nem será um mar de rosas. Todo ser humano deve aprender a lidar com seus erros e problemas do dia a dia. E quanto mais penso em ser um funcionário publico mais longe fico de me tornar um ser humano responsável. Não é a toa que muitos funcionário públicos ficam depressivos. Um grande abraço a todos.
  • hernane soares  30/07/2017 13:12
    O Estado brasileiro é um grande monstro verde!!!
    Que massacra nossas esperanças e nos condenam à uma miserável e sem perspectivas do amanhã.
  • Quantum550  30/07/2017 20:29
    Acho que está havendo um erro de interpretação.
    Eu sou servidor. Dou o meu sangue.
    O problema desse país são cargos de comissão.

    Conheço muito servidor dedicado que se acaba pra fazer a parte dos cargos de comissão.
    Embora esse artigo seja verdade, em partes, acho que grande parte de servidores, não ganham muito.
    Se você pegar prefeituras... tem muita gente concursada que é dedicada e não ganha muito.

    O grande problema são os salários dos comissionados, e os salários do Judiciário.
    É muito magistrado, promotor... ganhando um mar de dinheiro... assessores.

    No Brasil existem servidores pobres.
    E os ricos... os que realmente prejudicam esse país, juntamente com o governo.
    Acho que devemos avaliar melhor aí a crítica contra os concurseiros.
    Pois ser concurseiro nada mais é do que lutar pela própria sobrevivência.

    Se o povo quer mudança... que se faça a desobediência civil (já pregada aqui), e que exijam o fim de cargos comissioinados e outras regalias à tantos cargos públicos, que te garanto que a maioria não tem.

  • Ancap 2  30/07/2017 22:43
    mais um parasita querendo justificar seu parasitismo.

    Eu quero que vc enfie a sua ''dedicaçao'''no cu
  • Ricardo Rocha  30/07/2017 23:11
    Eu não entendo por que tamanha falta de hombridade dos funcionários públicos em assumir a realidade. Eu sou servidor federal e embolso, líquido, R$ 18 mil por mês (e olha que esse salário é considerado até baixo). Ganho auxílios transporte, moradia, saúde e família. Tenho gratificação de férias e natalina.

    E não tenho problema nenhum em reconhecer que quem paga tudo isso são os desdentados. Pouco importa se "dou meu sangue" ou apenas vagabundeio no trabalho. No final, o salário vem de qualquer jeito. No final, eu subtraio a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que eu tenha uma vida boa.

    Qual o problema em admitir isso, prezado Quantum550? Não fomos nós que criamos esse arranjo. Apenas nos beneficiamos dele. Até o dia em que tudo se esfacelar.
  • Tarantino  05/08/2017 17:04
    Parabéns pela sinceridade. Antes você era um parasita. Agora é um parasita sincero.
  • Mephis  31/07/2017 01:01
    Como disse ricardo rocha, o pior que quem alimenta um sistema desses são os pobres que pagam a conta com seus votos. Se o camarada quiser ser servidor publico ja é um problema, mas o pior mesmo é querer validação ou votar a favor de tal sistema.
  • Arnaldo  31/07/2017 15:26
    Entenda que não precisamos de você e por mais que faça bem seu trabalho consideramos inútil.
    Nada público produz nada e todo dinheiro movimentado é fruto do saque.
  • anônimo  30/07/2017 23:26
    O objetivo de vida deve ser sempre a busca por países com governo menores.

    Esses governos se transformaram em ditaduras brancas. Ditadura não se faz apenas com tanque na rua.

    A expropriação e o atropelamento da liberdade também é uma ditadura branca.

    A justiça nunca pode ser justa e respeitada, quando ela mesma é usada para extorquir as pessoas.

    Essa tentativa de se criar um mundo ideal só serviu para extorquir as pessoas.

    Enfim, o direito do governo escravizar precisa acabar.

  • Rbsb  30/07/2017 23:43
    Não sei vocês, mas preciso sustentar minha família, e se no funcionalismo publico é aonde tem dinheiro que acho suficiente, é para lá que eu vim. Se na iniciativa privada me pagarem oque mereço, vou pra iniciativa privada, olha que sou bem qualificado, Graduado, pós e mestrado na minha área. Recebia uns 6 mil pra ser líder de uma equipe de ti com 12 funcionários. Outra coisa, ganhar 10/15/20 mil na iniciativa privada são para as exceções, como no funcionalismo também é. Hoje, sou bancário, ganho a mesma coisa uns 6 mil e trabalho mais do que trabalhava antes, a diferença é que o salario não atrasa e tenho alguns benefícios!
  • Gabriel  31/07/2017 15:56
    A iniciativa privada de fato costuma pagar o que você merece, na medida do possível. Entenda disso o que você quiser.
  • Tarantino  01/08/2017 02:40
    Creio que a realidade seja um pouco diferente.
    A questão de "merecimento" é um pouco complexa aqui no Brasil...concordo que existam diferentes níveis de capacidade entre as pessoas, o que teoricamente explicaria a diferença salarial, ou merecimento, seja lá o que quiserem. Mas se esquecem do fato de que empreendedores, assim como os políticos, estão longe de serem bastiões da moral aqui neste país. E some-se a isto o vasto desemprego, e pronto! Temos o cenário ideal para a subvalorização de pessoas talentosas, que por estarem desempregadas devido à recessão, aceitam ganhar qualquer coisa para não passarem necessidades. E é aí que justamente entra o oportunismo e mau-caratismo típico do brasileiro médio: usam a desculpa da crise para pagarem salários muito aquém do merecido para profissionais realmente competentes. E se tais profissionais se recusarem a trabalhar por tão pouco, com certeza absoluta aparecerão outros nem tão competentes para ocupar as vagas. A qualidade vai cair? Sim, com certeza, mas quem disse que brasileiro liga pra qualidade?
  • saoPaulo  01/08/2017 13:00
    Mas se esquecem do fato de que empreendedores, assim como os políticos, estão longe de serem bastiões da moral aqui neste país.
    Com a diferença que a vasta maioria dos empresários não querem me obrigar a comprar seus produtos. E aqueles que querem, necessariamente precisam de um político para obterem êxito.

    E some-se a isto o vasto desemprego, e pronto!
    Desemprego causado por barreiras artificias e caos econômico criados por... políticos.

    Temos o cenário ideal para a subvalorização de pessoas talentosas, que por estarem desempregadas devido à recessão, aceitam ganhar qualquer coisa para não passarem necessidades.
    Não existe isso de subvalorização. Isso é coisa de arrogante que ainda não percebeu que o objetivo do seu trabalho não é satisfazê-lo, mas satisfazer os outros.
    Se seu trabalho não é demandado, não adianta choramingar que está subvalorizado. Se mude para onde seu trabalho é demandado ou mude de ramo. Ninguém tem a obrigação de te pagar o quanto você acha que merece.

    A qualidade vai cair? Sim, com certeza, mas quem disse que brasileiro liga pra qualidade?
    Pronto, você matou a charada. Brasileiro prefere outros fatores mais que qualidade. Pare de mimimi e vá descobrir que fatores são estes.
  • Tarantino  03/08/2017 02:54
    Grato pelo comentário, sempre é bom confrontarmos nossas opiniões. Excetuando-se a agressividade contida na sua maneira de expressar-se (talvez seja eu que tenha de desculpar-me por eventualmente fazer perguntas idiotas, mas nem todos nascem com um diploma de EA nas mãos...) concordo com 80% de suas respostas.

    "Não existe isso de subvalorização. Isso é coisa de arrogante que ainda não percebeu que o objetivo do seu trabalho não é satisfazê-lo, mas satisfazer os outros.
    Se seu trabalho não é demandado, não adianta choramingar que está subvalorizado. Se mude para onde seu trabalho é demandado ou mude de ramo. Ninguém tem a obrigação de te pagar o quanto você acha que merece."

    Não acredita que possa existir um acordo não explícito entre empresários de um mesmo ramo com o intuito de determinar salários? Não seria vantajoso para tais empresários? Creio que não seja algo incomum no Brasil.
  • Alfredo  03/08/2017 12:25
    Se a mão-de-obra for universalmente ruim e se o setor for fechado e regulado pelo governo (ou seja, proibida a entrada de concorrência), então, de fato, há uma chance -- atenção: uma chance -- de isso acontecer.

    Já se a mão-de-obra for boa e ela puder ofertar seus serviços para várias empresas concorrentes, aí será absolutamente impossível congelar salário. Qualquer empresário que não pagar bem perderá funcionários qualificados para a concorrência. Isso acontece a todo o momento.

    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto, pois sabe que este empregado lhe traz receitas.
  • Tarantino  05/08/2017 17:28
    Concordo com suas palavras. Inclusive, lembrei-me de um caso ocorrido há alguns anos em uma empresa na qual eu trabalhava.
    Havia muito serviço, e estava sendo inviável (devido às regulações do Ministério do Trabalho, obviamente) pagar horas extras para os funcionários. Então, foi feito um acordo em que ao invés de serem pagas as horas extras, seriam pagas gratificações baseadas em produtividade, dessa maneira matando dois coelhos com uma só paulada: eliminando os preguiçosos, que ficavam no horário depois do expediente só por causa das horas-extras, e se livrando dos incômodos impostos pela legislação, e ainda recompensando justamente aqueles que eram produtivos e eficientes.
    Mas o que ocorreu?
    A produtividade dos funcionários aumentou tremendamente, devido ao estímulo financeiro, e alguns chegavam a ganhar cerca de 100 a 110% a mais; vendo isso, apesar da empresa estar também auferindo lucros altos, os idiotas do DP resolveram cortar tais rendimentos decorrentes da produtividade em pleno auge, sob a alegação de que "os ganhos de tais funcionários estavam altos demais".
    Obviamente, vi claramente uma situação de inveja, pois os"peões" estavam ganhando mais do que funcionários não-produtivos que possuíam curso superior.
    Resultado: muitos saíram da empresa para trabalhar na concorrência, porém não conseguiram manter os ganhos, pois até mesmo a "concorrência" pertencia ao mesmo grupo da empresa anterior, e adotaram a mesma política salarial. Resumindo: a maioria daqueles funcionários acabou mudando de ramo ou país, e muitos bons profissionais foram embora, o que, em maior escala, é nocivo ao país.
    A inveja é uma merda...
  • saoPaulo  03/08/2017 18:21
    Tarantino 03/08/2017 02:54
    Desculpe-me se pareci agressivo, não foi a minha intenção (desta vez =P).
    De fato, empresários podem entrar em conluio para pagarem menos aos seus funcionários. Mas tal arranjo é raro e altamente instável, como explicado pelo Alfredo (03/08/2017 12:25).
    A verdade é justamente o que eu te apontei. A maioria das pessoas que reclamam que não ganham um salário justo, é daquele tipinho que não consegue engolir que o Neymar ganhe mais que um médico ou professor.
    Como diz o ditado, em terra de cego, quem tem um olho é rei. De nada adianta alguém ser um engenheiro civil se o mercado está saturado de engenheiros civis, ele terá que se destacar muito para ganhar mais. Por outro lado, se engenheiros civis estiverem em falta, ele ganhará mais, mesmo que não seja tão bom.
    Da mesma forma, se não existe demanda para construções, muito mais engenheiros disputarão a mesma vaga e os salários fatalmente diminuirão.
    Oferta e demanda pura.
  • Tarantino  04/08/2017 02:12
    Digo o que disse baseado em experiência puramente pessoal.
    Não estou desempregado, mas sempre fico de olho em outras possíveis vagas que possam remunerar melhor. E foi justamente aí que comecei a notar tal conluio entre várias empresas, a fim de estabelecer um teto máximo para salários. No meu ramo existem cerca de 6 ou 7 grupos que, através de várias marcas,dominam quase 100% do mercado. Pesquisando por possíveis vagas, notei que existe um certo padrão que se repete, e tal padrão limita os salários a um certo valor; em outras palavras, quem desejar continuar no ramo, vai ter de se conformar com tais salários, ou então mudar de atividade ou país. E o que está acontecendo é que os profissionais mais experientes estão realmente abandonando ou a carreira ou o país, e prevejo que em alguns anos o mercado irá se ressentir de tais profissionais, pois os serviços prestados por aqueles que atualmente ocupam tais vagas está decaindo em qualidade; não que sejam ruins, são apenas suficientemente razoáveis. Optei por tentar a continuidade da carreira no exterior, pois seria possível auferir ganhos de cerca de US$ 25 a 30 por hora de serviço. Nada mau.
  • Joel  04/08/2017 03:06
    Qual a sua área? Vamos fazer a análise completa.
  • Tarantino  05/08/2017 17:02
    Trabalho na área de reparação automotiva.

    Grato por qualquer ajuda, creio que esteja vendo as coisas de uma perspectiva incorreta.
  • Heinrich  31/07/2017 05:42
    Interessantes os comentários dos funcionários públicos aqui.

    Vejo que galera fica bem revoltada com eles, mas acho que não adianta bater nos poucos que por algum milagre vem se informar no Instituto Mises.

    Nós sabemos muito bem que é muito tentador o funcionalismo público: dinheiro fácil todo mês, apesar de ser a custo dos pobres e dos produtivos. É como aquele estudante da FFLCH que fuma maconha e cheira cocaína, mas finge que não está alimentando o tráfico de drogas e todo o crime que ele gera.

    O que nós devemos realmente fazer é incentivar que esses funcionários públicos peguem toda essa grana que eles ganharam 'honestamente' e a usem pra empreender, criar algo realmente produtivo. Querendo ou não, as pessoas que passam nesses concursos de super salários de 20 a 30 mil geralmente são pessoas inteligentes e capacitadas, formadas em engenharia em faculdades boas (pros padrões brasileiros).

    As vezes eu mesmo penso em fazer isso: me formar, pegar um concurso absurdo desses, de 15k a 20k pra me capitalizar, trabalho uns 2 a 5 anos lá, e depois toco projetos pessoais. Até porque sou pobre e não tenho como me capitalizar de outra forma, na iniciativa privada poderia demorar muito. Por outro lado, a iniciativa privada dá muito mais experiência com a realidade. O duro é se a pessoa se acomodar, mas acho que quanto mais tempo livre eu tiver, mais eu fico pilhado de tocar meus projetos
  • Wanda  31/07/2017 06:52
    [link]www.zerohedge.com/news/2017-07-30/zombie-corporations-litter-europe-kept-alive-ecb[link/]
  • Pensador Consciente  31/07/2017 11:40
    A burocracia é tão perigosa quanto a classe política,o próprio Trótsky denunciou que Stálin foi capturado pela burocracia czarista e engessou a União Soviética.

    O serviço público é demandável pela população,mas por ser monopolista à máfia estatal cobra caro pelo serviço e entrega um serviço ruim,caro e lento,por sua vez o funcionalismo público tem uma função necessária pois existe demanda por seu trabalho,mas como a classe política quer se perpetuar no poder seja de forma ditatorial(Chefe supremo e vitalício) ou democrática(Membros do partido hegemônico se revezam no poder)concedem privilégios e mais privilégios para o funcionalismo público e esta classe se torna parasitária e burocrática igual a czarista/soviética e ao invés de servir o povo passa também a ser sugadora do povo em aliança com a classe política,enfim o estado presta serviços necessários,mas de forma monopólica o que prejudica quem precisa destes serviços,enfim só o livre-mercado(Nós juntos) para quebrar esse paradigma do estado leviatã e seu canto de sereia para cima dos concurseiros.

    Viva o livre-mercado e abaixo essa cultura nefasta dos concursos e o endeusameno desta maquina de desperdício que é o estado leviatã.
  • MB  31/07/2017 15:19
    Na realidade seria "canto da sereia",essa mitologia grega define bem a cultura do concurso e seus concurseiros desesperados para entrar no trem da alegria que é a burocracia estatal!!!

    Eficiência passa longe dessa turma de acomodados...

    Classe política=Dirigentes do mamute.
    Classe do funcionalismo=Serviçais do mamute.
    Classe dos fornecedores=Empreiteiras,Banqueiros e demais fornecedores...

    Circulo do atraso e do desperdício é estas três classes em conluio ao explorar a classe produtiva,a verdadeira classe explorada(Empreendedores e trabalhadores).
  • Pensador Consciente  01/08/2017 17:14
    Classe política=Dirigentes do mamute.

    Classe do funcionalismo=Serviçais do mamute.

    Classe dos fornecedores=Cúmplices dos assaltos do mamute.
  • Leigo  31/07/2017 11:59
    Os empreendedores deveriam imprimir este artigo e dar a todos os seus funcionários.
  • Percival Péricles da Silva  31/07/2017 13:40
    Acho super coerente o argumento dos funças, é algo do tipo:

    "Eu sei que estou matando a vaca, mas e daí? Eu gosto de leite. Se a vaca morrer o problema não é meu..."
  • geninho  31/07/2017 20:38
    Vai ficar sem leite...a não ser que alguém bonzinho llhe arranje outra vaca peituda. Assim tem gente que mama nas tetas do Estado...ou melhor União, mas pensando bem....ali é ótimo emprego, candidate-se à hierarquia estatal!
  • Contra o Sequestro da Liberdade  31/07/2017 14:35
    As pessoas viraram reféns do próprio estado.

    Os funcionários públicos fazem ameaças de greves. Os motoristas de ônibus e taxi fazem ameaças de greve. Os metroviários fazem ameaças de greve. Os pilotos de avião e comissários fazem ameaças de greve. Ou seja, tudo que está ligado ao governo é usado contra a população.

    A liberdade e a gestão privada podem mudar isso. O livre mercado é apenas trocas voluntárias entre cidadãos livres. Esse sequestro da liberdade impetrada pelos trabalhadores ligados ao governo, é um ataque direto ao povo brasileiro.

    Sequestro é o roubo ou impedimento da liberdade. Os trabalhadores ligados ao governo estão sequetrando a liberdade de quem quer apenas sobreviver por conta própria.
  • PEDROCA DA MALOCA  31/07/2017 14:51
    Este foi um grande texto, que divide opiniões, mas no Brasil é matar ou morrer, ser funcionario publico aqui é ter algumas garantias de continuar sobrevivendo, estamos numa lama, eu posso observar profissionais da iniciativa privada que poderiam fazer a diferença( mas agem como se funça fossem ) , portanto, devemos repensar o projeto de crescimento deste gigante com metástase.
  • jorge  31/07/2017 16:05
    Essa tua formação foi paga com recursos próprios? Claro que não: " Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul Foi professor da Escola de Administração da UFRGS." Diria, no mínimo, que tua analise esta contaminada. O estado investiu pesado no teu mestrado" para você, então, retribuir... opa.. tornar-se docente e funcionário público. Vamos discorrer sobre isso? Tem coragem de publicar?
    Claro, é contra o funcionalismo. E quanto aos gastos públicos da dita "universidade gratuita e universal" ? Ai você vai começar a argumentar: não, veja bem... Não adianta, cada grupo de interesse, vai sempre defender o seu, enquanto que o outro é nocivo.
  • Matheus  31/07/2017 16:22
    Ou seja, o sujeito tem a obrigação de pagar impostos e bancar o estudo dos outros nas universidades públicas. Mas ai dele se ele se atrever a ele próprio usar os serviços pelos quais ele compulsoriamente tem de pagar.

    A mentalidade da esquerda é sensacional: você é obrigado a pagar por todos os serviços públicos, mas apenas a esquerda pode usar. Você não. Por essa lógica, o sujeito não pode nem sair de casa: afinal, as ruas são estatais. Ele é obrigado a pagar por elas e a mantê-las. Mas ai dele se ele se atrever a usá-las. Aí não pode. Aí é incoerência.

    É cada desesperado que tenta vir aqui defender suas mamatas. Dá até dó.

    Já os argumentos contra, cadê? Só ad hominems.
  • jorge  31/07/2017 17:48
    Meu caro, creio que não entendeu uma palavra do que escrevi. Tem coragem de ser sincero e me dizer a qual grupo de interesse você pertence? Creio que não, mas posso apostar que é docente. Eu abomino completamente a esquerda e a direita liberal. Eu sou funcionário público, da base da pirâmide e não estou defendendo meu "grupo", não faço greve e não reivindico nada. Sou adepto lei do mercado: se está ruim eu saio. O que eu fiz foi uma crítica ao texto, por sua simplicidade de argumentação e, contaminada. Assim como sua opinião, eivada de ódio ao grupo o qual você é contra. Talvez nem perceba, mas na questão "ensino superior público, você é totalmente ESTADO.
    " Ah me serve, eu justifico a mão pesada do ESTADO". É como dissestes : é cada um defendendo suas mamatas, inclusive você.
  • Matheus  31/07/2017 18:16
    Eu, docente?!

    Mas será que funça acha que todo mundo também é funça?!

    Cidadão, eu sou comerciante. Tenho uma loja de materiais elétricos.

    Assim, diga-me: a que "grupo de interesse" eu pertenço? Como exatamente eu vivo à custa do dinheiro espoliado dos pagadores de impostos? Principalmente: qual mamata estou defendendo?!

    Mais ainda: como diabos eu seria "totalmente ESTADO na questão ensino superior público"?

    Nunca cursei ensino superior e nem tampouco meus filhos (que não cursaram porque é uma perda de tempo).

    É cada besta quadrada -- e caluniadora -- que desaba por aqui.


    P.S.: De resto, tenha a bondade de apresentar um único erro técnico do texto, mas sem recorrer a vitimismos, coitadismo e afetações de indignação ofendida. Tente.
  • Pensador Consciente  31/07/2017 16:35
    Atacar o outro para esconder o rabo: velha tática da esquerdalha (mau-caráter) e de esquerdopatas (idiotas úteis). Um bando de aproveitadores que só sabem espernear.

    O articulista apenas fez observações factíveis sobre a realidade do funcionalismo e sua busca por ganhos improdutivos, demonstrando a irracionalidade e a injustiça deste esquema. Aqui esquerdista só apanha, e continuará apanhando até o dia em que aprender a argumentar por meio da lógica e da razão.
  • Programador  31/07/2017 18:02
    Apenas para avisar que este artigo sofreu um ataque coordenado no Facebook, com vários funças e concurseiros o denunciando dizendo que era "vírus". Consequentemente, o Facebook baniu seus compartilhamentos. No momento, é impossível compartilhá-lo. Observe que a opção de "curtir" no Facebook (no canto superior esquerdo) nem mais aparece. Isso vem ocorrendo desde sexta-feira.

    Isso afetou severamente o alcance do artigo -- exatamente a intenção dos agressores.

    Vocês estão lidando com uma máfia que se acostumou a viver do dinheiro alheio, mas que agora está se sentindo ameaçada. Preparem-se.
  • André Baptista  31/07/2017 18:08
    Já tinha notado isso desde sexta-feira. Inclusive, quando você clica no link no Facebook, (clique aqui para ver), surge uma mensagem dizendo que o link é "malicios".

    É impossível compartilhá-lo nas redes sociais.

    A máfia está em ação.
  • Tulio  31/07/2017 18:17
    Inclusive, se você tentar compartilhar este artigo no Facebook clicando no ícone do Facebook ali no canto superior esquerdo do artigo (abaixo do nome do autor), nada irá aparecer. Isso significa que o Facebook o baniu (por causa de milhares de denúncias).

    A máfia, de fato, está em ação.
  • Dja  31/07/2017 22:13
    Só há solução quando o hospedeiro morrer, infelizmente.
  • Andre  01/08/2017 13:25
    O hospedeiro não vai morrer, vai ser amputado e parte dos parasitas irão junto com o membro amputado.
    Assim que o país entrar novamente em outra rodada de crise econômica, desta vez por conta da grave crise fiscal do governo, este necessariamente fará o ajuste para salvar o alto comando e dessa vez aplicando puro darwinismo no funcionalismo, os funças bem relacionados, com ligações políticas e de cargos mais vistosos atirarão os funças pouco úteis para azeitar relações políticas aos leões, assim como foi feito de 1990 a 1992, será feito a partir de 2019.
    Se você é funça e não tem boas ligações políticas comece a cotar um food truck pra você.
  • Andre Martins de Carvalho  31/07/2017 19:03
    Vejo o artigo sendo tratado de uma forma, sem a complexidade que exige. Não deveria ser imputado ao funcionário público pela ineficiência da maquina governamental. A sociedade enxerga o funcionalismo como estorvo, sinônimo de ineficiência, regalias e falta de ambição. Digamos que com certa razão, mas a verdadeira ocorrência deveria ser colocada na conta da ineficiência, da ingerência e do proposital caos na maquina administrativa e de nossas instituições públicas (caos esse, meus colegas. visto de forma intencional,talvez para favorecer o descalabro e a corrupção sem limites em nossa nação) . Mas acreditem existem exemplos de eficiência no serviço publico. Acredito que o problema não esta no servidor publico em sua grande massa, mas na forma como a maquina publica é administrada, por aqueles temporários e eletivos e comissionados que deveriam governar e gerir nossa nação. Mas o serviço público paga o preço e leva fama da política no Brasil. O Estado tem seu papel mesmo nos movimentos liberais, e a estabilidade é necessária para evitar o crime dentro da administração pública. O que nos falta é gerenciamento e valorização do desempenho dentro do funcionalismo assim como se faz no setor privado, sem que para isso seja necessário privatização da maquina pública. Colocar fé na maioria esmagadora dos funcionários públicos que para além da estabilidade querem fazer do Brasil um país melhor, mas que esbarra na burocracia, leis e ingerências de nossa casta política... O problema não consta na base mas no cume desta pirâmide publica.
  • Alexandre  31/07/2017 20:17
    "A sociedade enxerga o funcionalismo como estorvo, sinônimo de ineficiência, regalias e falta de ambição. Digamos que com certa razão, mas a verdadeira ocorrência deveria ser colocada na conta da ineficiência, da ingerência e do proposital caos na maquina administrativa e de nossas instituições públicas. [...] O problema está ... na forma como a maquina publica [sic] é administrada, por aqueles temporários e eletivos e comissionados que deveriam governar e gerir nossa nação."

    Ou seja, você não apenas concorda, com repete absolutamente tudo o que o artigo disse.

    Mas, estranhamente, afirma que o artigo não tratou o assunto com "a complexidade que exige".

    Ou você é bipolar ou tem problemas de interpretação.

    Ou quer apenas ser bajulado por ser um funcionário público que "para além da estabilidade quer fazer do Brasil um país melhor".

    E qual não quer?

    Lula, Temer, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira, Sarney, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral etc. Todos eles, como funcionários públicos, sempre quiseram "fazer um Brasil melhor". Você está lá junto a eles.

    Você ganha dinheiro do mesmo jeito que eles. Qual o problema de assumir isso? Cadê sua hombridade? Por que você precisa florear e dar ares de dignidade ao ato de viver do esbulho dos desdentados?
  • Guilherme  31/07/2017 19:55
  • anônimo  15/08/2017 22:42
    O negócio é tão bizarro que até a mídia de esquerda começou a noticiar as mazelas do funcionalismo público.
  • Tio Patinhas  31/07/2017 23:25
    tem um filme italiano sobre funcionalismo público que é muito bom, lembra bastante o Brasil (e nos comentários do trailer no youtube, parece que também lembra Argentina, Grécia, Espanha...). Aqui está o trailer:

    https://www.youtube.com/watch?v=t3al1PBx09A
  • Nordestino  01/08/2017 03:22
    Sou funcionário Público. Tenho 27 anos e estou no meu terceiro concurso. Entrei nesse ramo aos 18. Hoje tenho um salário bruto de 8 mil. Confesso que até pouco tempo queria tentar duplicar esse salário, indo pra um cargo fiscal. Todavia, estou começando enxergar outras possibilidades no setor privado. Claro que inicialmente não largaria o "osso" no setor público, mas quem sabe um dia.

    MAS... algumas coisas precisam ser esclarecidas.
    Primeiro, a esmagadora maioria dos servidores públicos ganham salário bem abaixo do que o meu. São exceções os cargos públicos que passam de 10mil. As pessoas acham que todo funci é bem remunerado. Não é bem assim.

    Segundo, é óbvio que pensamos primeiramente na gente. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Sou de família pobre e nunca que teria oportunidades de ganhar 8 conto em inicio de carreira no setor privado, ainda mais na minha região. Muitos dos que criticam a gente são na verdade pessoas frustradas, muitas das quais queriam ganhar nossos salários.

    Terceiro, considero-me mais inteligente que a grande maioria dos "empresários" que estão aí e isso é o que está me fazendo olhar mais para o setor privado. Entretanto, pra começar e empreender precisaria de algo inicial. Agora já tenho. Vou aos poucos tentar produzir (já estou) de forma paralela, inicialmente auxiliando minha esposa em pequenos detalhes de um pequeno empreendimento que abrimos. Graças a Deus tem dado certo.

    Por fim, trabalho pra caramba na maioria das vezes. E, sinceramente, acredito que faço um bom serviço. Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem do judiciário, ou se precisarem, e tiverem com um processo parado por incompetência de alguém ou simples má vontade, desejo que tenham a sorte de se depararem com alguém com a vontade de ajudá-los, orientá-los, a fim de que tenham sua demanda atendida.

    Boa sorte!

  • saoPaulo  01/08/2017 12:45
    MAS... algumas coisas precisam ser esclarecidas.
    Sério? Quais?

    Primeiro, a esmagadora maioria dos servidores públicos ganham salário bem abaixo do que o meu. São exceções os cargos públicos que passam de 10mil. As pessoas acham que todo funci é bem remunerado. Não é bem assim.
    Lembro de ter conhecido uma funcionária pública responsável por bater xerox. Salário de mais de RS2.000,00 numa época que isso era muito dinheiro. Pode não ser aquela fortuna, mas para alguém cuja função exige colocar papel em uma máquina, abrir uma tampa para colocar o original, e apertar o botão de copiar... Vai dizer que não é bem remunerado?
    E o que dizer dos ascensoristas? Somente no funcionalismo público para tal profissão ainda existir. Aparentemente, apesar de serem capazes de decorar páginas e páginas de informações inúteis para concursos, funcionários públicos são tão estúpidos que não conseguem sequer manusear um simples elevador.
    https://oglobo.globo.com/brasil/no-df-salario-de-128-mil-para-motorista-garcom-7643402
    Mas digresso...
    Muito pior que os salários serem altos, é eles serem injustos, caro parasita! E a única forma de se ter um salário justo é na iniciativa privada, num sistema de oferta e demanda, lucros e prejuízos.

    Segundo, é óbvio que pensamos primeiramente na gente. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Sou de família pobre e nunca que teria oportunidades de ganhar 8 conto em inicio de carreira no setor privado, ainda mais na minha região.
    Não vejo diferença nenhuma entre você e um garoto pobre que resolve trabalhar para o narcotráfico...
    Na verdade vejo, seu trabalho deveria ser ilegal e o dele, legal.

    Muitos dos que criticam a gente são na verdade pessoas frustradas, muitas das quais queriam ganhar nossos salários.
    Mas que arrogantezinho de merda! A maioria critica vocês porque, além de não entregarem o mínimo que deveriam, ainda acham que estão fazendo um favor, acham que têm o rei na barriga! E ai de quem reclamar, em toda repartição pública tem aquela plaquinha escrito que desacatar funcionário público é crime.

    Terceiro, considero-me mais inteligente que a grande maioria dos "empresários"
    Mas que arrogantezinho de merda![2]
    E um dos maiores mistérios da humanidade é por que o caro Nordestino ainda não se tornou bilionário.

    Vou aos poucos tentar produzir (já estou) de forma paralela, inicialmente auxiliando minha esposa em pequenos detalhes de um pequeno empreendimento que abrimos.
    Já estava na hora de tomar vergonha na cara!

    Por fim, trabalho pra caramba na maioria das vezes.
    Segundo que critérios, cara pálida?
    Você trabalha mais que seus colegas parasitas?
    E ainda quer meus cumprimentos?

    E, sinceramente, acredito que faço um bom serviço.
    Segundo que critérios, cara pálida?
    Por acaso posso te demitir caso não concorde?
    Mas que arrogantezinho de merda![3]

    Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem do judiciário
    Ainda acham que estão fazendo um favor, acham que têm o rei na barriga![2]
    Agora imaginem um vendedor da lojinha de roupas reclamando: Pra vocês que dizem que estão se lixando pra minha dedicação e serviço bem prestado, desejo sinceramente que nunca precisem de roupas.
    Um cretino destes iria tomar uma comida de rabo do chefe e, se não fosse demitido, iria ter que engolir seco e ainda atender com um sorriso no rosto!
  • Acarajé  01/08/2017 11:34
    Caro Nordestino, você trabalha nesse ramo (imagino que seja o judiciário, pelo seu último parágrafo) há 9 anos e se considera em início de carreira? Alguém com essa experiência, numa empresa privada, provavelmente já estaria num cargo de (no mínimo) supervisão, ganhando bem mais que os seus 8K. Você, sendo mais inteligente que a maioria dos empresários, já deveria saber disso.

    Sobre os seus pontos:
    1) Ganham menos que você porque conseguem fazer menos trabalho ainda. Um caixa do Bradesco deve atender 5 vezes mais pessoas do que um caixa concursado do Banco do Brasil, ganhando menos e sem estabilidade. O mercado que está errado ou o cargo do governo que está inchado?

    2) Você é um egoísta, inverte toda a situação para tentar justificar o que você faz. Se eu tivesse toda essa experiência e inteligência que você tem, não me contentaria em ganhar apenas esse seu salário, fruto de dinheiro tomado à força de (principalmente) pessoas mais pobres. Ninguém é frustado por não ganhar esse salário, a frustração é por ser roubado, não poder fazer nada a respeito, ter um serviço lixo em retorno (em 99,99% dos casos) e ainda ouvir um gênio falar "farinha pouca, meu pirão primeiro".

    3) Por favor, volte aqui e comente sobre o avanço do seu negócio. Não faço ideia do que seja, mas se você vai montar algo legalmente, vai ter uma boa sensação do que é lidar com funcionários públicos como você. É sério, volte aqui e nos conte quantas horas você e sua esposa gastaram em filas para obter licenças de funcionamento; quanto tiveram que pagar em taxas para operar; quantos encargos trabalhistas vocês têm que pagar para seus funcionários; quais regulações se aplicam ao seu negócio; quais impostos vocês recolhem; quais obrigações acessórias vocês entregam ao governo. Se você não fizer nada disso, estará operando à margem da lei, não contribuindo para o bom funcionamento dos ótimos serviços públicos que pessoas como você prestam.

    Por fim, você trabalha pra caramba na maioria das vezes. Posso entender que na outra parte do tempo você fica coçando o saco? Por favor, tente fazer isso numa empresa privada ou com o seu próprio negócio, é a fórmula do sucesso.

    Pelo menos concordo com a sua conclusão, ninguém espera jamais precisar do judiciário, que é um dos piores serviços que o governo nos fornece. Como você pateticamente assume, precisamos ter sorte de nos depararmos com alguém com vontade de ajudar, pois a regra é exatamente o contrário.
  • saoPaulo  01/08/2017 12:02
    Inacreditáveis os comentários!

    Stefan Molyneux acerta ao retirar a discussão sobre o Estado do campo abstrato e trazê-la ao campo prático: você atiraria na minha cabeça se eu não ajudasse na causa X?

    Pois este é o grande mal! Os funças sabem que seus salários vêm dos impostos em cima do desdentado (como apontado em outro comentário). Sabem que se beneficiam do imposto sobre a comida de quem passa fome, do remédio do enfermo, da educação do analfabeto. Mas tudo isso lhes é muito abstrato, não têm que lidar diretamente com o esfomeado, com o doente, nem com o analfabeto que roubaram. É fácil simplesmente torná-los este ente abstrato chamado Orçamento da União e, com isso, se livrarem do remorso que qualquer ser humano sentiria. Bem vindos ao arranjo coercitivo estatal.

    O Estado é uma abstração, onde todos tentam viver às custas de todos. E, nele, funças já se tornaram literalmente uma Casta. Passar num concurso públicos dá automaticamente um bilhete para uma vida de bonanças vitalícias às custas dos membros de castas inferiores. E quem não concorda com isso? "Claro que deve ser um invejoso! Afinal, temos direito a este arranjo". Pensa o funça. Não vejo diferença nenhuma quanto ao sistema de Castas indiano, ou a senhores feudais.

    No mais, aos funcionários públicos que dizem que trabalham duro e que se preocupam com um país melhor, por acaso aceitariam abdicar de seus "direitos adquiridos", caso necessário fosse para se garantir um país melhor? Falam demais em como são essenciais, em como tornam o país melhor (como se estivessem fazendo um favor), mas ai de quem proponha o corte na estabilidade, ai de quem mencione o rombo na previdência pública, ai de quem fale de cortes de benefícios. São todos uns parasitas hipócritas que ainda desdenham dos hospedeiros.

    Tenho muito mais respeito por um vendedor de pipoca na rua. Ele pode não ter estudado ou não ser capaz de passar em concurso, mas pelo menos não se acha a última bolacha do pacote, tampouco quer me obrigar a lhe sustentar.

    Resta, agora, os colegas minarquistas explicarem como se diminui o Estado neste arranjo, sob o qual os funças de tudo farão para bloquearem tal avanço, cagando baldes para o desdentado que exploram.
  • Nordestino  01/08/2017 13:42
    Impressionante o ódio aos funcionários públicos.

    Acredito que toda generalização é burra!
    Dizer que a maioria dos funcionários públicos são "parasitas", posso até concordar. Agora 99,99%. Isso é burrice, inveja ou sei lá o quê.
    Posso opinar com propriedade na área que trabalho (judiciário) e afirmo a vocês: trabalhamos muito.
    Parece que é enxugar gelo. Quando encerra um processo, cinco novos aparecem. É complicado. E em meio a armários lotados, estresse, pressão por metas (sim, temos metas), ainda atendemos bem o jurisdicionado. Pelo menos falo por mim. Praticamente toda semana ajudo alguém numa situação mais "embaraçosa". E poxa, sinto-me muito bem com a felicidade daquela pessoa, em ver sua demanda atendida, seu processo andando. muitas dessas pessoas eu nem conheço, vez que moram longe e muitos dos contatos são apenas por telefone. Então, não se pode generalizar. Me chamar de parasita é fenomenal. Vocês de fato não conhecem a realidade do judiciário. Perguntem a qualquer advogado e constatarão. Informem-se. E sim, mereço ser bem remunerado, por fazer um trabalho complexo.
    Agora, precisa-se sim mudar a mentalidade do serviço público em geral, por meio de indicadores de desempenho, visando eficiência e resultados. Mas isso há mt tempo já praticado no judiciário.
  • Cearense  01/08/2017 14:24
    Vou tentar desenhar: 100% dos funcionários públicos são parasitas, e não importa o quão "duro" eles trabalham. Sabe por que são parasitas? Porque vivem do dinheiro de impostos esbulhados da população (majoritariamente pobre).

    Quem vive do dinheiro esbulhado dos pobres é parasita. Essa é a definição precípua de parasita. Parasita não é aquele que "trabalha pouco". Esse é o menor dos problemas, e nem sequer está em discussão. Parasita é quem se sustenta por meio do dinheiro roubado de terceiros.

    Entendeu agora?

    Você diz que "merece" o salário que ganha. Ora, mas quem estipulou isso? Qual foi o "público consumidor" que voluntariamente determinou que você merece ganhar seu atual valor salarial?

    Apenas no mercado, em que os serviços são voluntariamente adquiridos pelo consumidor, pode-se estipular que um determinado valor salarial é "justo" ou "merecido". Apenas aquele que tem seus serviços voluntariamente adquiridos pelo consumidor tem um valor salarial "justo e merecido".

    Já quem se sustenta via confisco coercitivo (pleonasmo intencional) da riqueza alheia não pode dizer que seu ganho é "justo e merecido". É o equivalente a um mafioso que extorque comerciantes dizer que o valor que ele ganha é "justo e merecido".

    Dado que o setor público se mantém via confisco da riqueza alheia, simplesmente é impossível estipular que o seu valor salarial é o "valor merecido". Só ganha um valor "justo e merecido" aquele que tem seus serviços voluntariamente adquiridos pelos consumidores no mercado. Apenas aqueles que conseguem fazer com que os consumidores voluntariamente abram mão de seu dinheiro em troca da aquisição de serviços pode dizer que ganha um salário "justo e merecido".

    Começou a entender ao menos o básico agora?
  • Nordestino  01/08/2017 14:49
    Vocês se contradizem ao extremo.

    Dizem que não sem importam com o quão relevante e bem prestado seja o serviço, mas vivem reclamando e atirando pedras em 100% dos servidores públicos. Falam mal do atendimento, da demora, de erros, e etc...
    Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?
    Sabe qual vai ser o resultado? vocês vão reclamar mais pq as os servidores serão mais ineficientes, mal educados e despreparados para as atribuições. Pelo menos onde trabalho. Ou vcs acham que um magistrado sozinho tem condições humanas de fazer tudo numa vara de 10 mil processos (coloque aí minutar despachos, sentenças, expedir oficios e etc)
    A situação não é tão simples. Reduzir metade do salário dos agentes públicos também não vai resolver. Parece mais lógico que vai piorar.
  • Edson  01/08/2017 15:18
    Contradição?! Aponte-me uma só, por favor.

    Aliás, aponte um único erro de lógica naquilo que foi dito ali em cima pelo Cearense.

    Vocês ganham R$ 19 mil por mês de dinheiro confiscado dos desdentados, apresentam uma porcaria de serviço em troca (algo que, interessantemente, todos os funças que aqui estão esperneando reconheceram), e ainda dizem que a população está "pegando o boi", pois tudo tende a piorar. É muita pachorra.

    Quem ganha R$ 19 mil por mês de dinheiro roubado deveria tratar o povo na mão. No entanto, você não só cospe no povo, como ainda faz ameaças: "Ou nos pagam ainda mais, ou os serviços só vão piorar!"

    Escória pura.

    E não, o fato de o serviço ser uma porcaria (algo que vocês próprios reconhecem) é totalmente secundário. Para mim, é irrelevante. A questão principal é viver do roubo dos desdentados. E foi exatamente a exposição desta realidade pelo Cearense que lhe desestabilizou. E a qual você não refutou.

    A partir do momento em que se vive do roubo dos desdentados, todo o resto se torna secundário. Nada se compara a esta imoralidade. E você ainda vem dizer que o roubo ainda está pouco, e que, se ele não aumentar, os serviços piorarão ainda mais?!

    Sério, como você consegue dormir?
  • saoPaulo  01/08/2017 15:39
    Dizem que não sem importam com o quão relevante e bem prestado seja o serviço, mas vivem reclamando e atirando pedras em 100% dos servidores públicos. Falam mal do atendimento, da demora, de erros, e etc...
    A máfia ameaça atirar em fulano caso ele não pague pela sua proteção. Mesmo que a máfia forneça segurança absoluta, você diz que fulano não pode reclamar por ser obrigado a pagar a máfia. A diferença, aqui, é que você não entrega nem os serviços prometidos! Além de podermos reclamar que somos obrigados a pagar pelo seu serviço, ainda podemos reclamar que ele é medíocre! Contradição só na sua racionalização de que não é um parasita.

    Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?
    Mas quem disse que queremos seus serviços, caro parasita? Não precisamos de ascensoristas de elevador!

    Reduzir metade do salário dos agentes públicos também não vai resolver. Parece mais lógico que vai piorar.
    Mas a gente não quer reduzir seu salário, queremos reduzir seu trabalho! Veja como somos bonzinhos!
    Queremos reduzir a área de atuação do setor público ao mínimo possível: zero -- embora eu admita que algo próximo disto já seria um avanço.
  • Andre  01/08/2017 16:19
    Cearense deu show de lógica e argumentação, parabéns.
    Nordestino demonstra sua preocupação em atender as enormes demandas dos usuários por serviços judiciários enquanto a oferta estatal deste é ínfima, tudo por custos escandinavos e com qualidade subsaariana faz mais que sentido a quebra do monopólio estatal da aplicação das leis.
  • Tarantino  06/08/2017 17:28
    O irônico é que a maioria dos "10 mil processos" que sufocam os magistrados são fruto da mesma burocracia e regulações estúpidas impostas pelo mesmo Estado que sustenta você através dos impostos pagos pelo povo...então, na verdade, vocês trabalham para desembaraçar as merdas criadas por vocês mesmos, e ainda ganham bem para isso!

    Ou seja, vocês criam dificuldades para depois venderem a solução. Al Capone fazia exatamente o mesmo.

    "Agora me respondam, como vcs, gênios da economia e produção, querem um serviço público de qualidade se o salário a oferecer aos seus agentes for desprezível, tendo em vista que dessa forma afastará os mais capacitados?"

    Salário desprezível? Realmente, assistentes ganhando entre 14 a 20.000,00 por mês é um salário desprezível mesmo.

    www.cnj.jus.br/remuneracao/#

  • Marcos Rocha  01/08/2017 14:37
    O Cearense desenhou e ainda deu o gabarito. A funçada que veio aqui reclamar acha que a crítica a eles é na base do "trabalham pouco". Isso nunca nem sequer foi o cerne da crítica.

    A crítica é que vivem do roubo alheio, majoritariamente da fatia mais pobre da população.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Começou a entender?
  • saoPaulo  01/08/2017 15:10
    É ainda pior que isso, Marcos Rocha!
    O pai de família, que não conseguiu inteirar o dinheiro para comprar um chuveiro elétrico novo, também é obrigado a arcar com os custos. Sua família toma banho de água fria porque ele não conseguiu o arrego da máfia.
    O pobre que não conseguiu inteirar o dinheiro da quentinha passa fome porque não tem como pagar o arrego da máfia.
    O doente que não conseguiu inteirar o dinheiro do remédio não se cura porque não tem como pagar o arrego da máfia (Aqui, a carga tributária dos remédios tem torno de 30%.).
    O mínimo, mínimo mesmo, que estes parasitas deveriam defender é a isenção de TODOS os impostos sobre os pobres.
  • MB  01/08/2017 22:54
    Desafio os concurseiros de plantão e funças a abdicarem de seus privilégios e se unirem com os políticos sérios que sonham com a implantação do estado mínimo ou abraçarem a causa libertária de dissolução completa do estado ou então privatização de todos os serviços prestados pelo mamute estatal passando a ser mais um concorrente no Mercado ao ofertar seus péssimos serviços,enfim os concurseiros e funças que abraçarem esta causa terão o meu respeito,pois se a situação hoje é escolher entre setor público e setor privado eu entendo pois é racional e compreensível,agora o que não é compreensível é lutar para aumentar privilégios e\ou preservar regalias e mordomias conquistadas por sindicatos parasitas e classe política safada e corrupta...
  • André  03/08/2017 21:57
    Meus pais foram empreendedores a vida toda, falindo várias empresas, até que acertaram em duas. Vivemos bem e, depois, as empresas faliram novamente. Hoje estão com 60-70 anos sem nada. Esse o reconhecimento que o país deu a quem tentou, por diversas vezes, construir algo nessa banânia. Eu, que sou mais inteligente que eles, resolvi estudar pra concurso público. Passei, tenho estabilidade, salário razoável (não essas aberrações de 10-20 mil, mas maior do que na iniciativa privada), e não passo tanto stress. Prefiro mil vezes a minha vida do que a que meus pais tiveram. Tem que ser muito idiota pra tentar empreender na banânia, e é por isso que os super-inteligentes vazam daqui, os inteligentes passam em concurso, os menos inteligentes empreendem e os burros se escravizam no setor privado e sustentam todo o sistema. Falem o que quiser, citem os filósofos que quiserem, esta é a verdade. Agora, querer culpar o cidadão que presta concurso por querer o melhor pra si e pra sua família é muita idiotice. O sistema é uma merda, não a pessoa. Cada um sabe o que é melhor pra si. Pra mim, repito, o melhor é ser "funça", como dizem vcs. Podem chamar de parasita e do que quiserem. E ah, sou funça que lida com o público, então eu trato todo mundo bem, até quem não merece, porque reconheço que ser bananense não é fácil.
  • saoPaulo  04/08/2017 17:14
    André 03/08/2017 21:57
    Tem que ser muito idiota pra tentar empreender na banânia, e é por isso que os super-inteligentes vazam daqui, os inteligentes passam em concurso, os menos inteligentes empreendem e os burros se escravizam no setor privado e sustentam todo o sistema.
    Então tá bom senhor inteligentão... Conheço muita gente "menos inteligentes" que ganha "essas aberrações de 10-20 mil" na iniciativa privada, e sem roubar "desdentados"!
    Já que é tão inteligente assim, vá fazer algo de útil.

    Agora, querer culpar o cidadão que presta concurso por querer o melhor pra si e pra sua família é muita idiotice. O sistema é uma merda, não a pessoa. Cada um sabe o que é melhor pra si.
    E o que vossa senhoria acharia de perder algumas regalias para garantir um futuro melhor para os filhos dos outros? Apoiaria ou seria contra?
    Aliás, como o senhor já não está entre os "super-inteligentes", há uma grande possibilidade de seus filhos entrarem na categoria dos "menos inteligentes" e não conseguirem as mamatas do funcionalismo público. Seria muito Schadenfreude vê-los tendo que trabalhar na iniciativa privada, tendo que sustentar outros parasitas como seu papai. Cuidado com o carma! What goes around comes around!
  • André  09/08/2017 21:45
    "Já que é tão inteligente assim, vá fazer algo de útil."
    Eu não sou inteligente. O fato de eu ter passado em concurso não me faz inteligente. mesmo assim, acredito que faço algo útil todos os dias servindo aos cidadãos da melhor maneira que me cabe.

    "E o que vossa senhoria acharia de perder algumas regalias para garantir um futuro melhor para os filhos dos outros? Apoiaria ou seria contra?"
    Seria contra. Primeiro que não tenho regalias, tenho um salário que constava no edital e com o qual eu concordei em receber e, por isso, fiz a prova e passei. Se quiserem diminuir isso, eu vou ser contra. Importante falar aqui que geral acha que funcionário público tem regalias, mas não é bem assim. Ao menos nos cargos básicos, como meu, não temos FGTS, não temos teto de contribuição para o INSS como a iniciativa privada tem, acabou a farra da aposentaria integral faz tempo, etc. O que temos de bom, ainda, é a estabilidade, e só. Nós não temos a justiça trabalhista para nos dar pequenas fortunas a cada mudança de emprego também...

    E sobre meu filho ser menos inteligente que eu: duvido muito, geralmente as novas gerações são melhores que as antepassadas. Todo caso, minha geração vai morrer comigo, já que não vou por filho nessa banânia...
  • Intrigado  04/08/2017 00:09
    Sob esta definição de que é parasita todos que vivem às custas do dinheiro alheio tirado coercitivamente, os aposentados pelo INSS são parasitas também? A contribuição do trabalhador ativo é coercitiva e o déficit é coberto com dinheiro de impostos coercitivos.
  • Hugo  04/08/2017 00:35
    Sim e não.

    a) Sim porque, de fato, o aposentado de hoje vive à custa do trabalhador.

    b) Não porque, em tese, este aposentado também teve sua renda -- obtida voluntariamente no setor privado -- confiscada dele pelo governo com a desculpa de que seria ressarcido no futuro.

    Portanto, o aposentado, embora hoje parasite sobre quem trabalha, foi também parasitado no passado quando trabalhava.

    Logo, zero a zero.

    Já o aposentado do setor rural, que nunca contribuiu com nada, aí realmente não tem meio termo: é parasita.

    Só que, comparado a um funça, que parasita quando na ativa e quando aposentado, é um mero carrapato. Funça é sangue-suga total.
  • rute rosas  17/12/2017 23:48
    A aposentadoria do agricultor permite que a gente coma. Ou todos os citadinos vão ter que ir cortar capim na madrugada domingo após domingo para alimentar vacas. Secar café, escavar a mandioca para plantar e para colher. Debulhar espiga por espiga. Carregar tonel de leite, vacinar. Tem gente que nem descarga na privada dá, queria ver esses limpando quilos de cocô de vaca sem domingo de folga. No dia que o produtor rural tiver que ganhar o suficiente para recolher aposentadoria o preço do alimento triplicará, se já tem neguinho morrendo de fome ...
  • Emerson Luis  08/08/2017 12:02

    Triste o país onde o objetivo da maioria dos jovens é se tornar funcionário público.

    * * *
  • André  09/08/2017 21:46
    Correção: Triste o país onde a melhor coisa a ser feita por um jovem é ser funcionário público.
  • Antero  10/08/2017 04:21
    Quando até a mídia de esquerda começa a noticiar as mazelas do funcionalismo público é porque a coisa já se tornou completamente insustentável.

    Privilégio do servidor público é um dos maiores problemas do país, diz juiz do trabalho
  • Marcos  15/08/2017 19:09
    Essa é só pra quem tem estômago forte: funça recebe salário mensal de meio milhão de reais. E no próximo mês subirá para 750 mil reais. E diz que não tá nem aí.

    m.oglobo.globo.com/brasil/nao-to-nem-ai-diz-juiz-de-mt-que-recebeu-meio-milhao-em-contracheque-21705474
  • Douglas  15/08/2017 19:37
    Aquele clichê de filmes em que não existe Justiça e precisa aparecer um anti-herói para fazê-la, aqui no Bostil foi levada ao extremo da realidade.

    Alguém ainda duvida que a maior máfia que já existiu chamava-se Estado?
  • Felipe  16/08/2017 21:09
    O texto superestima a educação. Como se devoradores de apostilas fossem a elite intelectual da sociedade. A educação no Brasil é uma piada. No mínimo desestimulante - pra não dizer emburrecedora. Na universidade se vê pouca contribuição para o avanço da sociedade. O funcionalismo público tem todos esses problemas citados no texto. Mas a qualidade dos nossos empreendedores, acredito que tenha um peso maior, a falta de cultura empreendedora na nossa sociedade. A própria cultura do diploma que praticamente obriga todo jovem talentoso a primeiro dar uma passada por uma universidade pública, em um ambiente atrasado e conviver com mestres com mentalidade de fracassados. Da arrepio no cu só de pensar...
  • Luís  17/12/2017 12:18
    "buscando vagas em trabalhos que não acrescentam nada ao avanço da nação."

    E ser blogueiro político acrescenta exatamente... no quê?
  • Roberto  17/12/2017 14:03
    Para começar, a demanda por estes serviços é completamente voluntária. Só usa quem quer, só acessa quem está a fim. Isso é o exato oposto do funcionalismo público, cuja esmagadora maioria dos serviços existe sem que haja absolutamente nenhuma demanda por eles.

    Adicionalmente, e ainda mais importante, blogueiros (ao menos os não-petistas) não recebem dinheiro público. Eles se sustentam por conta própria (majoritariamente doações voluntárias). Isso também é o exato oposto do funcionalismo público, que se mantém mediante o dinheiro que o governo esbulha dos desdentados do país.

    Blogueiro se sustenta por meio de sua audiência. Funça vive do dinheiro esbulhado dos pobres. O sustento do funça vem do dinheiro roubado dos desdentados deste país. Seu salário é pago pelos impostos extorquidos dos pobres deste país. Funça subtrai a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que o funça tenha uma vida boa.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Já um blogueiro (de novo, um não-petista, um que não recebe verbas do estado) não subtrai comida da mesa de ninguém.

    Entre um blogueiro e um funça do alto escalão, o blogueiro é, no mínimo, inócuo. Já o funça é completamente deletério para o país, em especial para os mais pobres.
  • Elton  24/02/2018 06:12
    Na internet, principalmente no YouTube, só se ver pessoas falando que é muito fácil passar, que é a única coisa que faz sentido na vida, que não há outro meio de ganhar a vida, que as pessoas só serão felizes se passagem em um concurso.
    Uma vez encontrei um coleta que havia feito um curso superior comigo e falei pra ele que tinha conseguido passar no vestibular em uma universidade federal. Ele me respondeu: "Não sei se vale a pena". Eu perguntei: "por quê". Ele me respondeu: "Isso vai depender do edital do teu concurso e o que ele vai pedir.". Eu nem se quer tinha tocado no assunto concurso público. Uma outra vez peguei um livro na biblioteca da universidade, para me aprofundar numa determinada matéria. Um colega me disse o seguinte: "Larga esse livro, vai cuidar da fazer logo o teu TCC para passar num concurso público a nível superior.". Ou seja, tudo está resumido a isso, ninguém quer fazer mais nada.
  • Tício  26/06/2018 17:48
    Rapaz, com todo respeito, foi um dos piores textos que já li. Não por ser mal escrito, mas principalmente por não ter sido construído em cima de nenhuma base sólida. Não há nenhuma citação científica ou algo parecido demonstrando de onde as ideias foram tiradas. E claro que não foi da vivência de serviço público do autor, já que o próprio deixa, implicitamente, bem claro que não é servidor público.

    O autor do texto faz parecer que o serviço público é algo inútil para o país.

    Quem se formou em uma Universidade Pública dependeu de servidores públicos.
    Quem busca seus direitos na justiça depende de servidores públicos.
    Quem não tem condições financeiras de matricular os filhos em uma escola particular depende de servidores públicos.
    Quem não pode pagar um plano de saúde depende de servidores públicos.
    Quem precisa de segurança (obviamente, todas as pessoas), depende de servidores públicos.

    Não quero nem imaginar o que seria do país se os conselhos do autor desse texto fossem seguidos.

    O funcionalismo público é tão importante quanto o privado. Cada um no seu campo de trabalho.

    Não preciso nem dizer que é claro que existem péssimos profissionais no setor público, assim como também existem no setor privado. É necessário que sejam revistos vários pontos do funcionalismo público para que ele seja mais produtivo, mas está muito, muito longe de ser esse bicho de sete cabeças que o autor do texto escreve.

    Inclusive quando o próprio diz "A maior parte dos cargos públicos se dedica à operacionalização e à manutenção da máquina estatal — E NADA MAIS DO QUE ISSO" demonstra seu total desconhecimento da importância dos serviços públicos para o desenvolvimento do país quanto sociedade justa e igualitária.

    Reveja alguns conceitos.

    Abraço.





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