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A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são “explorados” atenta contra a lógica
Por que não faz sentido exigir que o trabalhador receba o "valor integral" de sua produção

Foi Karl Marx quem popularizou a ideia de que os capitalistas exploram os trabalhadores. E os capitalistas fazem isso se "apropriando" de uma parte do trabalho de seus empregados. 

O argumento é relativamente simples: o capitalista remunera o trabalhador com $100. Este trabalhador gera mercadorias, e essas mercadorias são vendidas por $120. Segundo Marx, este lucro só é possível de ocorrer porque uma parte do trabalho não foi remunerada pelo capitalista — no caso, os $20.

Esses $20 seriam exatamente a "mais-valia", que é a mensuração da "exploração laboral".

Ou seja, o trabalhador prestou um serviço para o capitalista e não obteve a "devida" remuneração. Sua remuneração foi menor do que o valor total que ele gerou para o capitalista.

Consequentemente, o capitalista, que não efetua trabalho físico, reteve para si uma parte do valor dos produtos que os trabalhadores produziram, e ele consegue fazer isso graças ao seu monopólio dos meios de produção (a fábrica e as máquinas que o trabalhador utilizou para produzir o bem).

Logo, estando estes bens de produção em propriedade do capitalista e não do trabalhador, o trabalhador tem de se sujeitar às demandas do capitalista, aceitando entregar ao capitalista uma fatia daquilo que sua mão-de-obra produz — caso contrário, morrerá de fome no frio.

Desta maneira, ao pagar ao trabalhador um salário menor que o valor total por ele produzido, o capitalista está "roubando" uma parte da mão-de-obra do trabalhador.

Esta é a origem da noção marxista de "renda imerecida", que seria a renda que não decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente de se ser o proprietário de um negócio privado que emprega trabalhadores, que são aqueles que realmente fazem todo o trabalho.

O capitalista, nesta concepção, não faz nada. Apenas vive da exploração do trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escritório, com seus pés sobre a escrivaninha, fumando um charuto.

A solução de Marx?  Confiscar os meios de produção da burguesia e repassá-los aos trabalhadores para que estes possam reter o produto integral do seu trabalho sem que haja intermediários capitalistas que se apropriem de parte do suor dos trabalhadores.

Sem o capitalista, não há mão-de-obra bem remunerada

Começando pelo básico

De onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados?

Como a fábrica ou a empresa foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas e empresas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

De onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores?

Alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários — sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necessário.

Logo, sem o capitalista para financiar e sem o empreendedor para empreender, o trabalhador não teria à sua disposição as máquinas, as ferramentas e todos os bens de capital que possibilitam seu trabalho, que o tornam mais produtivo, e que aumentam seu valor.

Mas isso ainda é o de menos.

A incontornável questão da preferência temporal

Eis a questão mais crucial de todas: os trabalhadores que os empreendedores e capitalistas empregam não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários.

Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — bens futuros (retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

São muitas as pessoas que não entendem corretamente esse conceito de que os capitalistas adiantam bens presentes para receber, após muito tempo, bens futuros. No entanto, basta verificar os balancetes de qualquer empresa para verificar esse fenômeno. Por exemplo, a General Electric investiu (adiantou) US$685 bilhões para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente US$35 bilhões. Ou seja, os capitalistas da GE abriram mão de US$685 bilhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de US$35 bilhões. 

Nesse ritmo, serão necessários 20 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. 

A pergunta é: os capitalistas que adiantam $685 bilhões — que se abstêm de consumi-los e que incorrem em risco para recuperá-los — não deveriam receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 20 ou 30 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar — isso se tudo der certo — tão-somente os $685 bilhões de que abriram mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

Quem pensa assim está, na prática, dizendo que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 500 anos (e assumindo zero de inflação de preços).

E este é exatamente o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração capitalista.  O que há de errado, portanto, com a teoria da exploração é que ele não compreende o fenômeno da preferência temporal como uma categoria universal da ação humana.

A "mais-valia" não é a apropriação de um tempo de trabalho não-remunerado, mas sim o juro derivado do tempo de espera e do risco assumido até que o processo produtivo esteja concluído.

Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco que assumem.  Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura nada tem a ver com exploração; simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

A relação trabalhista, portanto, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk expressou tudo isso de maneira bem mais resumida: "Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro 'agora'."

Empreendedores e capitalistas arcam com a incerteza de planejar para o futuro

Os trabalhadores e todos os demais ligados ao processo de produção recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito. Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu.  Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.

Ao pagar aos seus empregados os salários que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a zero.

É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos poderão ser vendidos. A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens, é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.

Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

Portanto, o empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.

Conclusão

Por tudo isso, não faz sentido dizer que o capital explora o trabalhador. A realidade é oposta: o capital não só aumenta o valor da mão-de-obra do trabalhador — ao fornecer as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os consumidores valorizam e compram voluntariamente — como ainda o alivia da incerteza do futuro.

Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas e empreendedores (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda — ao menos, não tão alta quanto a possibilitada pelos capitalistas.

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autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Xerox  14/07/2017 15:32
    Em tempos de "reforma trabalhista" -- totalmente fajuta, daí as aspas --, é sempre bom repetir o óbvio, pois a gritaria do "lado de lá" é sempre a mesma.
  • Emerson  14/07/2017 16:03
    Esse artigo é ouro, deveria ter um lugar fixo no site.

    Eu tenho lido uns livros de esquerda pra "ver qualé" (pura panfletagem) e me embasar melhor intelectualmente contra o marxismo, mas depois de ler esse artigo (e a Escola Austríaca no geral) eu vejo que nada nessa ideologia faz sentido pois tudo deriva desse princípio mentiroso de exploração do trabalho e luta de classes.
  • Demerson Santos  11/04/2018 22:52
    Estava no caminho certo, pois o contraditório é sempre válido, mas pensar que existe um pensamento único é verdadeiramente um grande erro.
  • Juliano Lima Freitas  14/07/2017 16:05
    O investidor precisa remunerar o capital e o tempo/risco do negócio. Se o trabalhador auferir toda renda gerada pelo produto de seu trabalho, de onde o investidor irá tirar sua remuneração?

    A matemática não fecha, simplesmente.

    Todas essas teorias marxistas e suas derivadas são apenas tolices sem fim de uma mente doentia.
  • André  14/07/2017 16:08
    Ótimo artigo, e que dificilmente entrará na cabeça dos marxistas. Esses dias estava discutindo e debatendo com um, mostrando as malezas do estado e do banco central. Depois de tudo discutido, ele entra com um papinho de que é contra o lucro, que não aceita de maneira nenhuma o dono da fabrica ganhar 50.000,00, e o trabalhador 1.000,00 , e o culpa por exploração.

    Qual seria a melhor forma de rebater esse argumento entre lucro x salário?
  • L. Resende  14/07/2017 16:19
    Quem é contra o lucro é contra o desenvolvimento e a inovação. E quem é contra o desenvolvimento e a inovação é a favor da perpetuidade da pobreza. Logo, quem é contra o lucro é a favor da manutenção dos pobres na pobreza.

    Em uma economia de livre mercado, nenhum lucro é "excessivo" - por definição

    Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade

    A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários


    Sobre "discrepâncias" entre salários de donos de empresa e salários dos empregados, há duas questões:

    1) Essa fábrica trabalha em algum setor regulado pelo governo ou protegido por tarifas de importação? Se sim, então não há nada que possa ser feito. Sendo a entrada de concorrentes proibida, não há como os concorrentes competirem pela mão-de-obra, que é o que geraria aumentos salariais.

    Em um mercado livre, essa discrepância salarial faria com que vários indivíduos decidissem também investir neste ramo, em busca desses altos lucros. Isso não apenas diminuiria a margem de lucro das empresas ali operantes, como aumentaria os salários da mão-de-obra, pois haveria maior disputa por elas.

    2) Se porventura tal fábrica opera em um setor desregulamentado -- o que, por se tratar de fábrica, duvido bastante --, então os dados que ele chutou (sem nenhuma fonte) estão errados. Tal setor já estaria sob intensa concorrência hoje, com salários bem mais altos.
  • VALDA DA COSTA NUNES  15/06/2019 07:26
    Partindo do principio que quem ganha 50.000,00 será sempre o patrão o dono do capital, o rico, o que detem o poder e o exerce, enquanto que quem ganha 1.000,00, o trabalhador, será sempre o pobre, o assalariado, o explorado, o burocrata que terá de trabalhar
  • Marcos  15/06/2019 17:28
    Não em economias capitalistas. Nelas, os trabalhadores têm o mesmo poder.

    Confira exemplos práticos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903
  • Tommy Jarvis  14/07/2017 16:10
    Esse tipo de artigo faz de idiota quem o lê...

  • John Holmes  14/07/2017 18:03
    Por favor, geme mais alto, que ainda não tá dando pra ouvir direitinho. Quero ter mais prazer com a sua dor.
  • Adauto  14/07/2017 18:18
    A argumentação desse Tommy Jarvis foi tão profunda que só mesmo o John Holmes poderia dar um jeito nela.
  • Netto  15/07/2017 15:33
    Para chegar a essa conclusão, você teve que lê-lo.
    OU você concluiu isso sem ler?

    Segundo a sua premissa, se você o leu, a regra se
    aplica a você, então logo você é um idiota.

    Se você o prejulgou sem lê-lo, ou julgando pelo título,
    então demonstra também não ter muita inteligência.
  • Leigo  17/07/2017 14:02
    Por qual motivo?
  • Pedro  14/07/2017 16:18
    Cerca de 60% das médias e pequenas empresas fecham até o segundo ano. Isso quer dizer que os empegados dessas empresas receberam pelo trabalho efetuado e o capitalista SIFU! O risco empresarial é grande. Dentre as pequenas, praticamente todas quebram aos longo dos anos.
  • John Maynard Keynes  14/07/2017 16:25
    Conheci as ideias de Mises e outros liberais em geral a relativamente pouco tempo. Passei os primeiros 30 anos da minha vida absorto na social-democracia (e olha que me achava meio de "direita"). Os artigos postados no IMB, seja de autores brasileiros ou do exterior desmontam de forma cabal as premissas dos socialistas.
  • Confuso  14/07/2017 16:27
    Por que, para Marx, o capitalista que não trabalha explora o trabalhar com a mais-valia e deve ser extinto, mas alguém incapacitado de trabalhar que recebe subsídios não?
  • Gerson  14/07/2017 16:33
    Existe uma questão mais relevante do que a que foi abordada e que tem sido ignorada na questão. A luta capital trabalho tem um novo componente no século xxi chamado consumidor, sendo que a empresa tornou-se um ente que deve operar e transferir praticamente todo o montante da mais valia não ao patrão ou ao empregado, mas ao consumidor, na forma de produtos melhores e mais baratos, sob pena de nao o fazendo, sucumbir a concorrência. Essa transferência ao consumidor se da pelo reinvestimento da mais valia no próprio sistema de a produção. Ignorar isso leva a destruição do meio de produção. Achar que o dono do meio de produção pode ficar para si com a mais valia, ou que o empregado tem direito a ela é mostrar desconhecimento total do funcionamento do mercado e do direito do consumidor a se apropriar da mais valia. A transferência da mais valia ao patrão ou ao empregado importa na destruição do meio de produção.
  • Rodrigo  14/07/2017 16:40
    A sua observação está correta, mas deslocada em termos temporais. O consumidor não apenas sempre existiu, como também sempre foi o objetivo final de todo e qualquer processo produtivo. Logo, não faz sentido dizer que é só agora "no século XXI" que o consumidor entrou em cena e alterou a balança.

    O consumidor, de novo, sempre existiu e sempre foi o destinatário dos processos de produção.
  • Jorge Pontes  14/07/2017 17:18
    Se ele fosse reaplicar a mais-valia toda no negócio não faria sentido ele investir e correr riscos. O investido trabalha de modo que tenha o máximo de ganho.
  • Marcos  14/07/2017 16:59
    Se Mises tivesse vivo, ele seria contra ou a favor de trabalhadores do Pará em que o fazendeiro contrata jagunços para impedir que os trabalhadores saiam da fazenda sem pagar a trazida destes para a fazenda(escravidão por dívida)?

    ( )Sim

    ( )Não
  • Mises  14/07/2017 18:04
    Terceira opção: ele explicaria exatamente como funciona o arranjo que levou a este tipo de situação: um mercado de trabalho completamente engessado por encargos sociais e trabalhistas, os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal.

    Se o governo faz com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos, então a mão-de-obra de qualidade mais baixa não encontrará nenhum emprego formal, e só conseguirá ganhar alguma coisa e sobreviver se se rebaixar a humilhações.

    Enquanto empreender e empregar legalmente no Brasil for muito caro, a mão-de-obra menos qualificada será a que mais irá sofrer, tendo de se humilhar para conseguir algo.

    No Brasil, para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média. Pagar impostos requer 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Há um estudo da FGV que fala em até 183%.

    Ou seja, além do salário, o empregador legalizado tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. (Coisas como imposto sindical ou contribuição para a reforma agrária são comuns).

    Não bastasse isso, ainda é necessário arcar com nada menos que 93 impostos diferentes.

    Não sendo viável nem empreender legalmente e nem ser contratado legalmente, só resta às pessoas nesta situação irem buscar outros meios de sobrevivência. E é no mercado informal que elas encontram algum oxigênio. E lá deles estarão sujeitos tudo apenas para sobreviver.

    A informalidade é o único refúgio de quem quer sobreviver em uma economia asfixiada pelo estado



    É isso o que Mises explicaria. Mas não sem antes se desesperar perante a ignorância econômica de algumas pessoas, as quais ainda pedem mais estado engessando tudo. Isso é o mais desesperador de tudo.
  • ELCIO CETNAROWSKI  15/07/2017 04:13
    Perfeito!!!
  • Santos   18/12/2018 11:57
    E assim você justifica a escravidão?
  • Vinicius  21/01/2019 10:27
    Justificar a escravidão é completamente diferente de concordar com ela. A explicação não fez juízo de valor, apenas demonstrou claramente como Mises explicaria o arranjo formado.
  • Weslen  14/07/2017 17:06
    Excelente artigo! Bem básico e de fácil entendimento para pessoas como eu que não absorvem muita informação de uma só vez.

    Ainda sobre o capitalista/empreendedor e sobre os meios de produção, é correto afirmar que uma economia de meios de produção socializados não funciona por não haver capitalistas e empreendedores criando novos negócios e, assim, "reabastecendo" a economia com novas empresas(visto que certamente empresas irão à falência) e assim ter na economia um número cada vez menor de empreendimentos(recesão) e que, dado que os líderes têm um conhecimento limitado, não podem prever as futuras demandas dos consumidores presentes na economia tal qual os capitalistas?

    Isso não é bem uma pergunta, é só um pensamento que cheguei baseado no que li aqui e acolá, se alguém disser se está certo ou errado agradeceria.
  • Leandro  14/07/2017 20:12
    Correto, mas tudo isso que você descreveu é conseqüência de outro problema ainda mais diretamente relacionado à ausência de propriedade privada dos meios de produção: a impossibilidade de se fazer qualquer tipo de cálculo econômico.

    Vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas.

    Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer? Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir? Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar? Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção? Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo? Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada? Onde especificamente fazer toda essa produção? Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

    Em qualquer arranjo econômico que seja mais complexo do que o exemplo de Robinson Crusoé sozinho em uma ilha, o comitê de planejadores socialistas simplesmente não teria como saber o que fazer. E nem como responder a essas perguntas vitais.

    E por um motivo muito simples: o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

    Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Dado que a própria essência do socialismo é propriedade coletiva dos meios de produção, e dado que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e dado que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos, que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional.
    Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.

    Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível".
  • Weslen  15/07/2017 19:41
    Obrigado pela resposta esclarecedora.
  • Jorge Pontes  14/07/2017 17:06
    O fato de descobrir que a mais-valia é na verdade juros em decorrência do tempo e do risco não elimina o fator taxa de exploração. Altas taxas de retorno em juros em qualquer forma de empréstimo é ruim não só para quem o contraiu, mas pode afetar a sociedade inteira. Salários baiximos puxa a economia para baixo. E assim todos perdem.
  • Lindomar   14/07/2017 18:20
    "O fato de descobrir que a mais-valia é na verdade juros em decorrência do tempo e do risco não elimina o fator taxa de exploração."

    Vejamos seu argumento.

    "Altas taxas de retorno em juros em qualquer forma de empréstimo é ruim não só para quem o contraiu, mas pode afetar a sociedade inteira".

    Ou seja, aqui você está do lado do empreendedor, que é quem se endividou.

    E outra coisa: em que cenário os juros são altos? Aliás, por que os juros são altos? Até onde se sabe, quem estipula a taxa básica de juros da economia é o governo.

    Artigos para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1094

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    "Salários baiximos puxa a economia para baixo"

    E por que os salários são baixos? O que puxa os salários para baixo? O que impede que eles sejam altos? Maldade do capitalista? Você acha que uma faxineira só não ganha R$ 10 mil por mês porque "o patrão é mau"?

    Artigos para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515


    O grande problema do brasileiro é que ele jura que questões puramente econômicas podem ser resolvidas com meras afetações de indignação e de vitimismo. Quem dera a economia fosse tão simples assim.
  • Ex-microempresario  14/07/2017 20:37
    Antes de afirmar que existe "exploração", tente analisar alguns números. Dizer que o lucro é "excessivo" e que os salários são "baixíssimos" pode ficar bonito em um discurso, mas como argumento é inútil, especialmente quando fica óbvio que o autor do discurso já definiu a priori que o lucro, qualquer que seja, sempre será "excessivo" e o salário sempre será "baixíssimo".
  • Moyses  03/02/2020 03:44
    Então você poderia parafrasear isto para nós: "A ideologia do lucro é salário não pago!"
  • Evandro  14/07/2017 20:07
    A relação empregado x empregador é simbiótica.

    A relação pessoa x estado é parasitária.
  • Matheus Lana  15/07/2017 00:25
    Exato. Quem explora o trabalhador é o governo.

    Enquanto o empresário paga por serviços prestados, o governo cobra pelos serviços prestados.

    Além dos impostos cobrados sobre o trabalho, eles ainda confiscam a aposentadoria e fundo de garantia nos bancos públicos. Sem contar a extorsão feita no imposto sindical.

    Falar de economia com os políticos é a mesma coisa que mandar um bêbado dirigir uma carreta de combustível.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/07/2017 22:15
    Tudo está interconectado.
  • marcela  14/07/2017 23:03
    Se depois de ler esse maravilhoso artigo você continua demonizando o capitalismo,por favor,mude-se para um estábulo e passe a alimentar-se de capim ao invés de arroz,feijão e carne.
  • Rodrigo  15/07/2017 00:23
    Cabe lembrar que qualquer TRABALHADOR que não estiver satisfeito com essa posição na cadeia produtiva pode virar um EMPREENDEDOR e mudar de papel. Essa é a livre iniciativa.
  • Frederico Paiva  15/07/2017 00:26
    Desafio: explicar isso tudo pra um sindicalista.
    Duvido que o idiota mude de opinião.
  • Trump  15/07/2017 02:02
    Já apareceram alguns aqui. Não sei como. Devem ser masoquistas.
  • Nimrod  17/07/2017 09:43
    Se os sindicalistas estivessem realmente interessados no bem-estar dos trabalhadores e de fato acreditassem no que falam, eles formariam milhões de cooperativas e chamariam os trabalhadores para trabalhar com eles.

    Marxistas inteligentes são patifes. Marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas.
  • Miles  20/07/2017 22:23
    Pessoas assim só estão interessados nos seus gordos salários oriundos do roubo de pessoas produtivas.
  • Wellington  15/07/2017 00:32
    Tem também outro ponto importante: no exemplo do trabalhador que produziu $120 e recebeu $100, deve-se fazer a pergunta de quanto ele produziria nesse mesmo espaço de tempo caso não tivesse à disposição toda infra-estrutura e maquinário disponibilizados pelo empresário/poupador.

    Certamente sua produção seria acentuadamente menor e, consequentemente, sua renda.
  • Netto  15/07/2017 15:23
    Tem outra variável a ser mencionada.
    Mesmo que todos os recursos caíssem do céu, favorecendo igualmente a todos, em pouco tempo as diferenças apareceriam. Pessoas têm habilidades, aspirações e esforços diferentes, de sorte que ao cabo de um período, haveria uns na pobreza e outros na riqueza. A turma da canhota precisa lidar com isso como adultos e sem
    maniqueísmo.
  • MB  15/07/2017 16:51
    Sindicalista não é burro coisa nenhuma,eles na verdade são desonestos principalmente os que são ligados a partidos políticos,lógico que uma parcela é honesta e sensata,mas parece-me que são minoria...
  • SIMPLÓRIOS DA SILVA  16/07/2017 06:19
    A PARTE MAIS DOCE DO CAPITALISMOS BRASILEIRO.
    JURO DE 400% NO CARTÃO: NÃO TEM PREÇO
    super.abril.com.br/blogs/crash/ta-assustado-com-o-dolar-alto-olha-onde-estao-os-juros-do-cartao-no-brasil/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

    COM CRISE OU SEM CRISE, BANCOS BRASILEIROS TÊM CADA VEZ MAIS LUCRO
    opiniaoenoticia.com.br/economia/com-crise-ou-sem-crise-bancos-brasileiros-tem-cada-vez-mais-lucro/#.Vc42ofuGy7E.facebook

    STF CONFIRMA LEGALIDADE DE MP QUE PREVÊ CAPITALIZAÇÃO DE JUROS
    veja.abril.com.br/noticia/economia/stf-confirma-legalidade-de-mp-que-definiu-juros-sobre-juros-no-mercado-financeiro
    NYT: JUROS NO BRASIL FARIAM AGIOTA AMERICANO SENTIR VERGONHA
    veja.abril.com.br/noticia/economia/nyt-juros-no-brasil-fariam-agiota-americano-sentir-vergonha
    NO CARTÃO, JUROS DE QUASE 1000% AO ANO
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,no-cartao-juros-de-quase-1000-ao-ano,176932e

    BRADESCO TEM LUCRO LÍQUIDO DE R$ 4,12 BI NO TERCEIRO TRIMESTRE
    veja.abril.com.br/noticia/economia/bradesco-tem-lucro-liquido-de-r412-bi-no-3-tri

    A FARRA BRASILEIRA DOS JUROS, RAÍZES HISTÓRICAS
    www.desenvolvimentistas.com.br/blog/caleidoscopiobrasileiro/2016/01/09/a-farra-brasileira-dos-juros-raizes-historicas/#comment-3680

    LUCRO SOMADO DE 4 BANCOS BRASILEIROS É MAIOR QUE O PIB DE 83 PAÍSES
    g1.globo.com/economia/noticia/2014/02/lucro-somado-de-4-bancos-brasileiros-e-maior-que-o-pib-de-83-paises.html
  • Landulfo  16/07/2017 11:19
    "Capitalismo brasileiro" é sinônimo de quadrado redondo.

    Quer entender por que os juros no Brasil são altos? Quer fazer algo contra isso? Basta ter honestidade intelectual.

    Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos

    Por que os juros são altos no Brasil

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • 5 minutos de ira!!!  21/08/2018 18:07
    E o que o Capitalismo tem haver com isso!?

    Um dia, um estagiário de enfermagem chegou indignado que viu, num hospital da minha cidade, uma máscara de inalação sendo reutilizada sem esterilização em outro paciente. Esbravejou a famosa frase: é culpa do capitalismo (como se a porquice houvesse ocorrido graças à ávida e sedenta procura por economizar em tudo para ter mais lucro por parte do dono do hospital).

    Eu respondi, como não podia deixar de ser: Pelo contrário... acho que isso é falta de capitalismo... se houvesse mais um hospital na cidade, haveria concorrência e o dono do hospital estaria mais atento quanto às práticas de seus funcionários porcos (sim, duvido que o dono do hospital teria pedido aos seus funcionários para proceder daquela forma) para dar o melhor atendimento possível, afim de se destacar no mercado. Como não há concorrência, não há capitalismo, filho....

    Qual cenário parece mais com o tal "capitalismo brasileiro"?
  • Carlos Valente  16/07/2017 06:22
    Olá senhores, um governo Liberal deveria fazer os seguintes atos na minha opinião
    Ter quase nenhuma regulamentação sobre o funcionamento das empresas até para empregar.
    Imposto único para facilitar o pagamento. máxima alíquota de 17 por cento (copiando Hong Kong)
    saúde totalmente privada. sem o governo dizer quem pode ser médico ou quais faculdades possam oferecer o curso de medicina, e deixando qualquer pessoa q fez faculdade na área no exterior entrar para trabalhar.
    importações totalmente livre.
    sem estatais ou monopólios.
    educação privada com o estado financiando educação somente básica, até 2040, desde já podendo as crianças serem educadas em casa.
    Moeda em Padrão Ouro sem curso forçado, (acredito que seria a moeda mais forte do mundo em pouco tempo.)
    Porte e posse de armas de fogo sem restrições nenhuma.
    Polícia somente civil. a militar seria gradativamente retirada, as pessoas poderiam contratar empresas privadas para segurança da sua rua ou bairro.
    Justiça cível totalmente por arbitragem.
    somente governo federal e municipal, governo estadual seria extinto.
    saída da ONU ficando somente na OEA.
    fim de novas pessoas na previdência social, quem tiver menos de 30 anos ficaria excluído também... 30 por cento do salária não seria taxado IR e os lucros desse investimento não seria taxado IR.
    fim da estabilidade e vitaliciedade dos funcionários públicos. quem tivesse menos 30 seria demitido do cargo, ou seria reaproveitado em outra área.
    Cláusula Pétrea impedindo o governo de fazer dívida e gastando só o q rouba.
    Dificuldade de para estrangeiros sem especialização entrar para morar no país por 15 anos, afim de o crescimento econômico alancar os salários.
    70 por cento do imposto único ficaria no município.
    Governo Parlamentarista sendo o país um Império.
    e outras coisas q não lembro agora.....
    Acredito que um país conseguiria sobreviver assim, o que vcs acham seria uma boa base para uma constituição? tá muito soça ainda? ainda botaria uma cláusula pétrea de secessão individual a partir de 2085. quanto tempo as pessoas ficariam reclamando até que os resultados aparecessem? em quanto tempo o choque da mudança terminaria? acredito que o Brasil vai se tornar um país liberal, já está dando uma guinada para o conservadorismo, vendo o capitalismo com bons olhos e o socialismo como doença mental, e com tempo se torne um ancapistão.

  • Carlos Neto  16/07/2017 17:45
    ok. Mas reserva de mercado é corrupção, não?
  • Primo  16/07/2017 19:56
    " A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são "explorados" atenta contra a lógica "

    Nem toda lógica parte de premissas incontestáveis. O mesmo raciocínio feito pelo autor do texto pode ser lapidado para defender o sistema produtivo do antigo povo egípcio. Ora, para um egípcio, é perfeitamente tolerável receber ordens de um faraó para cultivar cevada e construir pirâmides. O egípcio e o faraó envolvido na cultura tem a fé de que esse modo vida o levará a glória e a felicidade eterna no meio social. Um observador externo pode detectar algum tipo de exploração nessa relação social, isso não é um atentado contra a lógica, é a destruição das bases da fé, é um atentado contra o estamento social, construindo uma nova lógica. O capitalismo fez exatamente isso no mundo feudal. O socialismo já está fazendo isso no mundo capitalista.
  • Gabriel  15/09/2017 02:29
    Dizer que um modelo econômico que em prática só gerou a mais absoluta miséria onde foi aplicado seja algum tipo de evolução do capitalismo é outro atentado à lógica.
  • Lel  17/07/2017 00:49
    Se ser um capitalista é tão fácil, por que a maioria dos trabalhadores (principalmente os que possuem uma inclinação esquerdista) não se reúnem para trabalharem em uma Cooperativa?
  • Lisandro Hubris  17/07/2017 07:40
    O Comunismo foi inventado no século XVII pelos RELIGIOSOS puritanos Diggers da Inglaterra, que acreditavam na Utopia de que os trabalhadores sendo os produtores de todas as riquezas, eles não deveriam continuar sendo explorados pelos usurpadores...
    Pois os puritanos Diggers não aceitavam o fato de que "Toda terra tem algum dono".
    E acreditavam que até o mais humilde ser humano deveria ser beneficiado pelo trabalho coletivo produzido pelos operários...

    O Comunismo surgiu depois que terminou a ENCOMIENDA espanhola, que junto com a MITA autorizava escravizar, e catequizar os índios, em Nome de Jesus...
    E após o fim da Escravidão dos negros africanos...
    O MAÇOM Friedriech Engels foi quem financiou e incentivou o PROTESTANTE Karl Marx, (que era neto de um Rabino), escrever e publicar o didático livro "O Capital", que ajudou alastrar o Comunismo.

  • Miranda   17/07/2017 12:34
    O registro mais antigo do que lembra a ideia marxista são dos intelectuais da Grécia Antiga.
    Depois deles, outros grupos tiveram ideias parecidas, mas foi Marx e Engels quem criaram o Comunismo.

    https://mises.org/library/ancient-spartan-communism

    https://www.libertarianism.org/columns/ancient-origins-modern-debate-socialism-plato-aristotle
  • Wasabi  19/07/2017 12:18
    O DNA do Capitalismo é fazer mais com menos.
    Se o dono da fábrica pudesse só teria máquinas, trabalhador só dá dor de cabeça.
    Se compram uma máquina para fazer o serviço de 20 homens, não exitarão em demitir os 20 e contratar 1 que ganhe o salário de 4 para operar a máquina.

    Acima de tudo capitalismo visa LUCRO, mas isso não é algo necessariamente ruim se fecharmos os olhos pois neste sistema os bens de capitais tende se tornar muito baratos. Afinal de contas todo mundo tem geladeira, fogão, televisão, carro, casa e uma enxurrada de produtos supérfluos produzido em países pobres ou utilizando mão de obra semi escrava.
    www.bbc.com/portuguese/brasil-36574637

    Capitalismo é bom para serviços que dependam de mão de obra qualificada e por ser escassa a única maneira de manter bons trabalhadores e não perderem os mesmo para concorrência é pagando salários dignos.

    O fato é que quanto mais selvagem for o capitalismo mais poderoso o país é.

    Inglaterra quando as jornadas de trabalho eram de 12 a 16 horas por dia e os salários baixos foi a senhora absoluta do mundo.

    Estados Unidos seguiu os mesmos passos, seguido por Japão e agora China.

    O fato é que se for bom e barato não importa onde e como foi fabricado.

    E neste ponto os países ricos são bons já que as grandes empresas costumam jogar o serviço sujo que é fabricar para países bem longe de casa.

    https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2015/10/22/ong-denuncia-condicoes-de-trabalho-despreziveis-em-fabrica-da-apple-na-china.htm

    https://www.tecmundo.com.br/produtos/38190-dura-realidade-como-e-um-dia-de-trabalho-em-uma-fabrica-de-eletronicos.htm

    No geral capitalismo é um bom sistema desde que a pessoa queira ser alguém na vida. Já que a grande maioria dos profissionais em qualquer área é medíocre. o truque é não fazer parte da massa já que em qualquer sistema econômico sempre haverá pobres. Em alguns mais e em outros menos.

    Gosto da ideia de diferentes sistemas econômicos funcionando no mundo desde que não more nestes países e no futuro acredito que o próprio Capitalismo acabará se matando já que as máquinas se encarregarão de produzir e matarão a maioria dos empregos de serviços. Hoje você liga para algum lugar e fala com uma máquina, caminhões sem motoristas, carros autônomos, máquinas de auto atendimento, ERP inteligentes entre outras maravilhas.

    Talvez o Estado acabe dando dinheiro para os cidadãos consumirem e manter a economia funcionando. Já o mundo será de meia dúzia de pessoas.
    www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160118_riqueza_estudo_oxfam_fn





  • Emerson Luis  05/08/2017 22:03

    Para Marx, o empresário/empreendedor/administrador não "trabalha" e por isso nada deve receber. Ou seja, deve trabalhar de graça, deixar-se ser totalmente explorado como um escravo, caso contrário ele que é o explorador.

    Marx era amigo do empresário Engels, que o sustentava; logo, sabia que era mentira.

    * * *
  • Irineu Silva  07/08/2017 03:35
    Qual a melhor refutação para a falacia: "Tudo que a classe operaria produz, a ela pertence"
  • Hans  07/08/2017 12:18
    O artigo acima.
  • Paulo Tenório   07/08/2017 19:57
    "Eu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que é a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regularização de impostos e equipe, o processo de seleção do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho.

    Indico a todos que façam esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um salário. Que invistam incontáveis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas.

    Indico também que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um. Motivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro.

    Invista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes.

    Experimente também segurar a onda quando os haters e as críticas chegarem. Quando duvidarem de você e quando você mesmo duvidar.

    De verdade eu recomendo isso.

    Recomendo ficar no cheque especial para não atrasar um dia a folha. Experimente também olhar no olho de um funcionário e demiti-lo.

    Chegar em casa detonado por cada plano, ideia, estratégia que não da certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando.

    Faça esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manhã sem razão e com o pensamento num produto, numa conversa de escritório ou num plano para evitar a falência.

    Faça esse favor a você mesmo.

    Tente ser o filha da puta do patrão por alguns anos. Ser visto como explorador. Faça esse teste. Mas faça por acreditar que seu negócio vai muito além de dinheiro.

    E quando você cansar, falir, ou tiver sucesso... lembre-se de tudo que você passou.

    Guarde isso na alma. Você um dia vai precisar, quando a maré virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em "me desculpe", a marra em companherismo, a malandragem em dedicação, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em dúvidas.

    Faça esse experimento um dia.

    Abra uma empresa."

    (Paulo Tenório CEO da Traktor).
  • Sempre mais do MESMO  04/09/2017 19:02
    Essa "mais valia" é mera deformação da linguagem, pois é meramente uma referência ao LUCRO, quando este EXISTE e nem sempre isso acontece. Deixando a imbecilidade marxista em um enrosco danado. marx amontoou mbecilidades facilmente assim demonstraveis como uma delas abaixo exposta.

    Vejamos:
    ...um marceneiro que produz cadeiras e ao fim de alguns anos conseguiu acumular 2000 cadeiras. Esse é seu capital acumulado. Ele não teve um único empreagado ou colaborador. Ele cortou a madeira e criou as cadeiras.

    O valor destas cadeiras foi suficiente para ele construir um imóvel e nele criar uma padaria.
    - Contratou padeiros e ajudantes.

    Segundo Marx, é do direito desse marceneiro receber o capital investido sem juros.

    Ocorre que, por má capacidade para empresário, o ex marceneiro escolheu mal a localização de seu empreendimento ou não avaliou bem a demanda e então não consegue o suficiente sequer para obter seu investimento de volta.

    - Ou seja, neste caso houve uma "MENOS VALIA" que os assalariados roubaram (expropriaram) do empreendedor?

    - Bem, não disse o profeta Marx que o valor dos bens é o tempo gasto para produzi-los? ...e depois logo mudou para um "tempo padrão", mas quem estabeleceria esse tempo para inúmeros produtos possiveis em infinitos modelos????

    No caso de uma FALÊNCIA onde o investidor não consegue recuperar nem o capital investido e muito menos ter LUCRO, como fica o marxismo nessa situação????

    Trata-se do TRABALHO INTELECTUAL do EMPREENDEDOR e NÃO APENAS de SEU CAPITAL a garantia de LUCRO.

    Assim, a remuneração, em muitos casos, não é ao CAPITAL INVESTIDO, MAS AO CAPITAL INTELECTUAL ou IDÉIA ou capacidade de PREVISÃO do empreendedor.

    A teoria de Marx é uma IDIOTICE SEM PÉ NEM CABEÇA. Meramente um JOGO de PALAVRAS sem sentido, um EMBUSTE.
  • Sempre Mais do MESMO  05/09/2017 11:30
    .
    Ia esquecendo de mostrar mais uma aberração do besteirol marxista:

    a - Marx admitia que era do direito do capitalista recuperar o capital investido sem juros.

    Ou seja, se um capitalista investisse um milhão (ou 100 cj de mesa com 6 cadeiras) numa fábrica de saopatos, por exemplo, seria justo que os trabalhadores restituissem ao investidor capitalista o capital investido de um milhão ou equivalente a 1000 cj de mesa e seis cadeiras.

    b - Então os operários da fábrica de calçados deveriam diluir na sua produção o valor do capital investido.

    Então temos aí um problemão!
    Como fariam essa diluição????

    - Quantos anos estariam presentes neste cálculo, já que a construção do imóvel tem duração indeterminada e se feitas as reformas com pequenos investimentos somados ao investimento do capitalista, como poderiam calcular com PRECISÃO a parcela do capital investido???

    No caso de trabaljhadores que investiram em si mesmos estudando, se capacitando e se aprimorando para reqalizar sua tarefa, como diluiriam esse investimento para soma-lo às horas gastas na produção?

    Enfim, isso nem mesmo poderia ser solucionado com a ARBITRAGEM de um "tempo padrão". Um trabalhador não tem como saber por quanto tempo estará vivo ou apto a produzir.

    Enfim, a tal "teoria" de Karl Marx NÃO É TEORIA ALGUMA, mas apenas UM AMONTOADO de ARBITRARIEDADES SEM PÉ NEM CABEÇA.

    Marx meramente soltou DOGMAS como se fossem peidos e nada mais além de manipulação do vocabulário atyravés da entonação das novas palavras. De modo que CARETAS de INDIGNAÇÃO, expressões de horror eram SEUS ÚNICOS ARGUMENTOS a dar pretenso sentido às asneiras arbitrárias que proferia.

    Somente o INTERESSE das CLASSES RECEBEDORAS de IMPOSTOS fez com que tantas asneiras fosse PROPAGANDEADAS como RACIOCÍNIOS que foram RACIOSSIMIZADOS (racioSímios) pela turba imbecilizada ae canalha.

    Nada há em Marx que possa ser confundido com uma teoria, pois esta se baseia em principios axiológicos e conhecimentos já adquiridos para logicamente compor novos conhecimentos que assim se provem.

    Já as asneiras marxistas eram EXCLUSIVAMENTE AFIRMAÇÕES sem qualquer lógica ou conhecimento a embasa-las. Meramente afirmações das MAIS IMBECIS que a mente humana pode conceber.
  • Natalia Matiazzo  14/09/2017 18:24
    Poderia responder a esse comentário nesse vídeo do canal Saia da Matrix ? Onde ele tenta refutar Bawerk em relação a Marx?

    foda demais prof. Humberto.
    So complementando, Bakunin dizia:
    "Mas o capitalista, o dono do negócio, corre riscos, dizem os apologistas do capital, enquanto o trabalhador não corre risco algum. Isso não é verdade, pois do ponto de vista do trabalhador, eles próprios é que têm todas as desvantagens. O proprietário pode conduzir seus negócios de maneira infeliz, pode ficar sem nada em uma má negociação, ou ser vítima de uma crise comercial, ou de uma catástrofe não prevista; em uma palavra, ele pode arruinar a si próprio. Isso é verdade. Mas arruinar-se significaria para o burguês cair para o mesmo grau de miséria daqueles que morrem de fome, ou ser obrigado a viver no mesmo nível que os trabalhadores comuns? Isso acontece tão raramente, que poderíamos muito bem dizer "nunca". Afinal de contas, é raro que os capitalistas não retenham algo, apesar da aparência de empobrecimento. Hoje em dia, todos os casos de falência são, em maior ou menor medida, fraudulentos.

    Mas, se absolutamente nada é salvo, há sempre as relações familiares e sociais que, com a ajuda dos conhecimentos em negócios passados de pai para filho, permitem-lhes os postos mais altos de trabalho, na administração; ser um funcionário do Estado, ser um executivo em um negócio comercial ou industrial, terminar, embora dependente, com um rendimento superior àqueles que pagavam aos seus antigos trabalhadores. Os riscos para o trabalhador são infinitamente maiores. Afinal, se o estabelecimento em que está empregado falir, ele ficará durante vários dias e, às vezes, durante várias semanas, sem trabalho. E isso, para ele, é mais do que se arruinar, é a morte; porque, todos os dias, ele come o que ganha. As economias dos trabalhadores são contos de fadas inventados por economistas burgueses para embalar seu frágil sentimento de justiça, o remorso despertado, por acaso, no âmago de sua classe.

    Esse mito ridículo e odioso nunca amenizará a angústia do trabalhador. Ele conhece o preço para satisfazer as necessidades diárias de sua numerosa família. Se ele tivesse economias, não deixaria seus pobres filhos, desde os seis anos, debilitarem-se, crescerem fracos, serem assassinados física e moralmente nas fábricas, onde são forçados a trabalhar noite e dia, com jornadas entre doze e quatorze horas de trabalho."?
  • João   10/10/2017 03:14
    Uma dúvida ... Como fica a questão do trabalhador receber após o mês trabalhado ( não vou entrar no mérito que ele pode ou não receber). Nesse ponto não seria o trabalhador financiando o empreendedor ? Obrigado
  • Edson  10/10/2017 12:12
    Não muda absolutamente nada. Com efeito, o salário dele virá da redução do lucro do empreendedor.

    Não é o funcionário que gera o lucro; é o lucro que gera o funcionário. Não houvesse lucro, não haveria funcionário.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do empreendedor; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o empreendedor.

    E isso é fácil de ser percebido quando você pensa, por exemplo, na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" -- no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam -- para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos empreendedores e capitalistas. Não houvesse os empreendedores e capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o empregado "financia" utiliza o empreendedor e o capitalista não apenas é incorreto, como também é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.
  • O PIOR DE TUDO  23/11/2017 01:32
    No Brasil a coroa portuguesa, criou uma modalidade econômica chamada de COMUNO CAPITALISMO, onde seus fidalgos militantes, pelegos de banqueiros e ruralistas, pregam aos quatro cantos do mundo, serem socialistas, mas só até colocarem os pés dentro do estado, que foi loteado pelos partidos. A partir deste momento, toda riqueza que deveria ser coletivizada, é privatizada, em prol do partido político, que tem um plano de permanência no poder e não um plano de governo.
    Desta aberração histórica nasce o Brasil, que tributa seus vassalos, desvalorizando o poder de compra da moeda, para beneficiar aos banqueiros, que compram seus títulos, o Brasil que não educa seu povo, para não gerar demandas para os 3 poderes, de uma pseudo república, onde o objetivo é EXPORTAR RIQUEZAS sem contrapartidas que diminuam o impacto da violência social gerada pela exploração dos recursos naturais, alienados da escoria social, criada por décadas de abandono!
    Os governos brasileiros, são os maiores inimigos de seu povo, e não o capitalismo !
  • Marcelo Correa  23/06/2018 06:09
    Quem acha que patrão e uma coisa boa e por que nunca teve um, na usando alguém coloca uma pessoa pra trabalhar pensa que está fazendo uma caridade
  • Demolidor  23/06/2018 18:29
    Patrão nunca é bom. Empregado é, necessariamente, um subalterno que deve seguir ordens.

    O que te protege é a competição entre patrões. A possibilidade de dizer não e trabalhar para um concorrente. É isso que dá liberdade para pedir aumentos, menos tempo de trabalho e um ambiente mais tranquilo e humano.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903
  • Jean Carlo Vieira  14/12/2018 19:14
    Basta traçar uma simples analogia: volte no tempo, lá no período pré-Revolução Industrial. Analise como eram as condições de trabalho na época e compare-as com as condições atuais.
    Para produzir 100 chinelos, um empregado, naquele período, levaria muito mais tempo e esforço do que atualmente. Como dito no artigo, o acumulo de capital tornou o trabalho relativamente mais fácil e mais seguro. Afirmar que o capitalista explora o trabalhador é fazer uma análise muito superficial do livre mercado, e bota superficial nisso.
  • Paulo Planez  21/01/2019 01:16
    Essa é pra turma que acha que o capitalismo vive de explorar o trabalho...

    Entre no site ourworldindata.org/extreme-poverty#extreme-poverty-in-a-historical-perspective e vejam um pouco da história do mundo..

    Para aquela turma que não lê e já emite opinião, vou resumir..

    Antes da revolução industrial (marco do início do capitalismo de "exploração" da mão de obra), 97% da população mundial vivia na pobreza absoluta e excluida da sociedade

    O capitalismo integrou essas pessoas ao sistema produtivo, dando a elas renda..

    mais de 200 anos depois, a pobreza que era de 97% caiu para abaixo dos 20%..

    Então fica um fato inegável: O capitalismo é a melhor maneira de promover justiça e inclusão social

    Não estamos melhores porque o século XX muitos paises retroagiram por conta do comunismo, que ainda afeta uma porção significativa do mundo, os chineses, impedindo que a renda na china cresça mais e um numero maior de pessoas saia da probreza..

    Não por acasa, as piores rendas médias de trabalhadores estão em paises com forte influência socialista
  • Eliseu  06/05/2019 00:26
    Na verdade, o mundo já começa a regredir novamente, a desigualdade de renda está crescendo, a quantidade de pobres aumentando muito, inclusive em países ricos, a disparidade entre ricos e pobres vem aumentado, crises financeiras ameaçam cada vez mais países. O que acontece é que com a chegada da internet, da automação e da digitalização, a maioria dos empregos ficarão obsoletos e aí veremos o FIM DO CAPITALISMO, pois não haverá renda se a maioria da população for pobre (pra quem os poucos ricos venderão, se quase todo mundo for pobre?).

    O auge do capitalismo foi no século XX, agora é decadência até um novo sistema social surgir (alguns economistas arriscam dizer que será um sistema social baseado no Compartilhamento, e que este ocupará o lugar do capitalismo ainda antes de 2035).
  • Felipe Vital  22/01/2019 01:51
    Mas mano, pra que forçar dizendo que R$ 100,00 são passados para o trabalhador e R$ 20,00 para o empregador? Óbvio que é um exemplo, mas dá pra argumentar e exemplificar sem forçar a barra e induzir o leitor a crer que a realidade é essa, né? kkkkkkkk.
  • Estado o Defensor do Povo  08/04/2019 04:14
    Então qual é a realidade senhor sabichão? E nem vem dar exemplos de empresas protegidas pelos políticos. Parece que as pessoas têm raiva, inveja insaciável, rancor indestrutível, ódio mortal dos empresários que ganham 100 vezes mais que seus empregados, ele não pode ganhar 100 vezes mais, tem que ser 20 vezes, ou melhor, 5 vezes, quer saber manda ele ganhar nada logo, na marra, enche ele de imposto e toma-te, empresário malvadão tomou no rabo.
  • Estado o Defensor do Povo  10/04/2019 02:59
    Então qual é a realidade senhor sabichão? E nem vem dar exemplos de empresas protegidas pelos políticos. Parece que as pessoas têm raiva, inveja insaciável, rancor indestrutível, ódio mortal dos empresários que ganham 100 vezes mais que seus empregados, ele não pode ganhar 100 vezes mais, tem que ser 20 vezes, ou melhor, 5 vezes, quer saber manda ele ganhar nada logo, na marra, enche ele de imposto e toma-te, empresário malvadão tomou no rabo.
  • JUNIOR SOUZA DA SILVA  11/07/2019 03:20
    QUEM CRITICA O CAPITALISMO SENTE INVEJA DE QUEM TRABALHA E PROSPERA NA VIDA. Essa é a realidade.
    .
    LÚCIFER, O PRIMEIRO COMUNISTA
    www.youtube.com/watch?v=y2CmPLxV26A
    .
  • George Marques  03/08/2019 14:20
    O maior explorador é o consumidor que compra bens e serviços por um preço menor que o valor que ele dá pra eles sem empenhar trabalho ou correr riscos. Caso contrário, simplesmente não comprariam.
  • Guilherme Batista de Souza  01/09/2019 16:10
    O assunto é, deveras, profundo. Se não me engano, Marx escreveu dois alentados volumes para justificá-lo. Entretanto, como cidadão comum, o que percebo mesmo é a clareza do artigo explicando o que o economista/filósofo dubiamente teorizou. A doutrina socialista só tem valor intelectual, nada mais. O socialismo é uma forma de governo que não é aceita pela grande maioria do povo, o qual deve ser subjugado de forma cruel, para não relegá-lo. Li e entendi. Parabenizo o autor por essa iniciativa: a de tornar claro um assunto que muitos brasileiros sequer sabem o que é mas insistem em dizer que é uma maravilha...
  • Júlia Fumagalli  31/03/2020 21:05
    Realmente, tão esclarecedor quanto eficiente o pensamento ora aqui posicionado neste artigo, quanto a isso não me resta dúvida.
    Há que se ter, porém, uma preocupação quanto a distribuição de renda vista que essa não é equitativa para muitos, nesse contexto melhorando-se através da obrigação garantista do Estado (prevista na Constituição) à promoção da igualdade, não apenas para se atender ao mínimo (básico)-existencial do indivíduo, mas de modo a conduzir/capacitar o cidadão (trabalhador de um modo geral) à liberdade contributiva e consequentemente fomentar a participação deste, ainda que indireta, na economia. O que segundo moldes dessa visão, seria tratado como "comunismo" mas o qual abarca muitas questões estruturais da sociedade (desigualdade), visto cenário atual, refletindo na diminuição ou nem o mínimo de capacidade participativa sob o poder econômico (este concentrado cada vez mais nas mãos de quem os detêm, por óbvio) ...gerando, assim, e repetindo nesse mesmo cenário o aumento preocupante da informalidade, nos remetendo às incertezas geradoras de uma profunda e contínua crise do sistema econômico como um todo. "Seria 'bom' pra todos", até que ponto!? (aqui abro uma discussão)...
  • Carlos R S Rafael  01/07/2020 13:52
    Deixa ver se eu entendi.

    Eu, como trabalhador, gero um produto de R$ 3 .000,00
    Por cada um recebo, sei lã, R$ 50 se eu ganhar muito, mas muito bem mesmo.
    O restante, é do patrão, que pagará as máquinas, impostos e outros sobre o valor do produto.
    Assim, sobrará para o patrão, na pior das hipóteses, mas muito na pior, 1/3 desse valor do produto, com o qual ele comprará novas máquinas.

    Em suma, ele compra as máquina com o valor do que eu produzo, pois não sabe fazer o trabalho.

    Em muito pouco tempo, ele terá máquinas mais do que suficientes para empregar mais trabalhadores que ganham uma mínima parte do que eu produzo e, com investimentos, ele deixa de ganhar 1/3 e vai ganhar mais.

    Aí, o trabalhador, sem acesso ao fruto do seu próprio trabalho, tem que dar graças a Deus pelo bom empreendedor que, como mostra a Covid=19, faliria sem a força do trabalho?

    Quem escreveu esse artigo, escreveu para idiotas concordarem. É até interessante ler isso, pois, lendo, chego na conclusão que Karl Marx nunca esteve mais certo.

    E fecho dizendo que nenhum de vocês aqui é elite, são todos burgueses que podem falir a qualquer momento.
  • Amante da Lógica  01/07/2020 15:41
    "Deixa ver se eu entendi."

    Vejamos.

    "Eu, como trabalhador, gero um produto de R$ 3.000,00"

    Correção: você, como empregado e utilizando maquinários e instalações adquiridos e pagos por terceiros, produz um bem que, no mercado, é vendido por R$ 3.000.

    Não fossem as instalações e os maquinários adquiridos e pagos por terceiros, você nem sequer teria esse emprego e essa renda.

    Feita essa correção, prossigamos.

    "Por cada um recebo, sei lã, R$ 50 se eu ganhar muito, mas muito bem mesmo."

    Margem bruta de lucro de 5.900%?!

    Você realmente não entende absolutamente nada do assunto… Deve ser estudante de humanas.

    "O restante, é do patrão, que pagará as máquinas, impostos e outros sobre o valor do produto. Assim, sobrará para o patrão, na pior das hipóteses, mas muito na pior, 1/3 desse valor do produto, com o qual ele comprará novas máquinas."

    Margem de lucro líquida de 33%?!

    Você, comprovadamente, não entende porra nenhuma do assunto. Para você ter uma ideia, os donos da Magazine Luiza, uma das mais bem-sucedidas empresas do Brasil, embolsam 2,61% da receita bruta.

    Portanto, no seu exemplo, de cada R$ 3.000 vendidos, R$ 78 ficam com os donos.

    Inveja?

    "Em suma, ele compra as máquina com o valor do que eu produzo, pois não sabe fazer o trabalho."

    Isso está tão profundamente errado, que resta apenas aquele dó dessa sua inocente dignidade do ridículo.

    Por uma questão de lógica, as máquinas já estavam lá antes de você ser contratado e produzir o primeiro bem. Como diabos essas máquinas, que já haviam sido adquiridas e já estavam na fábrica, só serão adquiridas após você utilizá-las para produzir? Que espécie de volta no tempo é essa?!

    Deixa eu tentar desenhar para você, de maneira bem construtiva:

    Sim, é verdade que trabalhadores recebem como salário menos que o valor total daquilo que eles produzem, mas é assim porque aquilo que eles produzem foi:

    a) feito com recursos que tiveram de ser comprados pelos patrões capitalistas,

    b) em uma fábrica, indústria ou local de trabalho que teve um custo para ser construído e que requer várias despesas para ser operado;

    c) e com o capitalista sendo também responsável por bancar os custos de anunciar, propagandear e comercializar o produto fabricado, com o intuito de conectar o produto aos consumidores potenciais.

    E, no final,

    d) se o produto não vender, todos aqueles que trabalharam em sua fabricação já foram pagos, exceto o capitalista, que arca com os prejuízos.

    Em termos práticos, houve uma volumosa quantia de dinheiro investido naquela fábrica ou local de trabalho, dinheiro este que não será recuperado tão cedo.

    Todos os gastos investidos na construção do local de trabalho, na compra de bens de capital, e na contratação de mão-de-obra ainda não foram recuperados pelo capitalista.

    Uma empresa que investe, suponhamos, $10 bilhões — na construção da fábrica, comprando maquinários e pagando os salários dos trabalhadores — com o intuito de recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $1 bilhão (10% de retorno), terá de esperar 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado (fora a inflação do período).

    Neste caso, o capitalista  se endividou em $10 bilhões (ou, caso seja capital próprio, ele abriu mão deste valor e seu equivalente em bens de consumo que ele poderia ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $1 bilhão.

    Ele age assim porque acredita que será capaz de atender aos desejos e necessidades das pessoas (consumidores) de uma maneira melhor do que elas estão sendo atendidas no presente. Tal atitude requer uma habilidade e uma competência que, por si sós, representam uma contribuição trabalhista acima daquela dos empregados. Estas características são exclusivas de um empreendedor.

    Se sua visão estiver correta, ele auferirá lucros futuros. Se estiver errado, ele irá arcar com prejuízos.

    Vale ressaltar que, ao agir assim, ou seja, se endividando ou colocando seu próprio capital em risco, ele está incorrendo em um risco que pode ser considerado desnecessário. Afinal, não fosse a busca pelo lucro, o rico capitalista poderia simplesmente comprar uma casa maior ou sair em um cruzeiro. No entanto, o capitalista assume um risco agora, e abre mão do consumo presente, na esperança de que irá obter um benefício no futuro. Isso é uma parte da sua remuneração.  

    Outra parte da sua remuneração é o tempo entre o investimento feito e as receitas trazidas por esse investimento. Tudo o mais constante, se tivermos de escolher entre ter recursos agora, no presente imediato, ou apenas a hipótese de ter esses mesmos recursos apenas no futuro, é claro que ficamos com a primeira opção, pois o futuro é incerto.

    É por isso que emprestadores de dinheiro (capitalistas) cobram juros no dinheiro que emprestam: eles estão abrindo mão da certeza do consumo presente pela hipótese de um consumo maior no futuro. Não há certeza nenhuma; apenas expectativas.

    Já os trabalhadores recebem seus salários hoje, independentemente de como serão os lucros futuros dos capitalistas (com efeito, eles são pagos hoje mesmo se não houver lucros futuros).

    Ou seja, os trabalhadores são pagos hoje, já o capitalista será remunerado:

    a) apenas no futuro,

    b) apenas se o produto fabricado for vendido, e

    c) apenas se ele for vendido com lucro — isto é, se for vendido a um preço maior do que os custos de fabricação, o que inclui os salários dos trabalhadores.


    Absorva tudo isso que foi dito, com calma, sem preconceitos. E então, só então, volte aqui para tentar dialogar. Ou então pode continuar aí vomitando clichês do DCE. Isso é garantia de que será para sempre um derrotado na vida.

    Saudações.
  • Engenheiro e Economista  01/07/2020 20:32
    Carlos R S Rafael
    Pede para sair....a humilhação foi grande para ti.... Não vou nem me dar o trabalho de acrescentar mais nada ao que foi explanado pelo Amante da Logica...
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  02/12/2021 15:32
    O raciocínio já nasce errado na fonte: o trabalhador não faz 100 por cento do resultado final. Ele só faz uma parte. E por isso só recebe uma parte.

    O capitalista que poupa e compra bens de capital, que fazem grande parte de trabalho, merece receber uma parte desse resultado final. O trabalhador e o empreendedor têm que dividir o resultado final.

    Agora quem não fez nada e se apropria de uma grande é parte é o governo. Ele não fez o produto, nem comprou os bens que fazem o produto. Ele é só um sócio involuntário e obrigatório que leva uma fatia com colaboração zero. O raciocínio marxista é mais pra jogar o assalariado contra o empreendedor. É assim que eles fazem política. 
  • Indignado  26/04/2022 20:39
    Dolar 4,9 porque? Volta pra 5,5?
  • Artista Estatizado  27/04/2022 16:16
    Mas houve também um forte aumento na cotação do Euro e do Franco Suíço nos últimos dias. Não há algum problema com o Real em particular, em paralelo à dinâmica descrita?
  • Trader  27/04/2022 16:40
    Não. É só você comparar com os pares. Como seu deu a evolução das seguintes moedas em relação ao dólar nos últimos 12 meses?

    México: dólar encareceu 2%.
    ibb.co/PwG012q

    África do Sul: dólar encareceu 11%.
    ibb.co/zbBtyPj

    Colômbia: dólar encareceu 7%.
    ibb.co/r0g2rrr

    Chile: dólar encareceu 20%.
    ibb.co/k32KxQg

    Austrália: dólar encareceu 9%.
    ibb.co/sFcWTyX

    Nova Zelândia: dólar encareceu 10%.
    ibb.co/wC1Z1c1

    Brasil: dólar barateou 9%.
    ibb.co/zXJyX8Q


    Nos últimos dias, o dólar disparou mundialmente. O índice DXY subiu 5,50%. Ou seja, o dólar encareceu 5,50% em relação a euro, franco suíço, libra esterlina, dólar canadense, iene japonês e coroa sueca. Não há moeda contra a qual o dólar tenha barateado. É claro que os emergentes iriam junto.

    Veja nos gráficos acima a recente desvalorizada das moedas da África do Sul, do Chile e da Colômbia. Foram ainda mais intensas.
  • anônimo  27/04/2022 11:23
    Pior que sim. O indice dxy esta indo hoje a 103.
  • Copomaniaco  27/04/2022 15:44
    Banco central subiu juros pra inflação cair.
    Mas inflação subiu. O que faz o bacen?
    Sobe juros de novo e inflação segue subindo. O que faz o bacen?
    Segue subindo os juros. E a inflação segue subindo.

    Cadê os craques geniais falando que o banco central tá fazendo tudo certinho hein?
    São torcedores, não são técnicos.

    Inflação de 12%! Maior pro mês em décadas.
    Se fossem médico o paciente já tinha morrido
  • Leandro  27/04/2022 16:13
    E vai continuar subindo por muito tempo ainda. Afinal, só em 2020, a oferta monetária subiu 50%. Cinquenta por cento em um ano.

    Até que toda esta dinheirama termine de percorrer toda a economia — exatamente como ensina a teoria monetária da Escola Austríaca —, os preços continuarão subindo. Tudo está ocorrendo exatamente como sempre ensinou a Escola Austríaca e como sempre alertamos aqui, repetidas vezes, que iria acontecer.

    Quem está assustado são os keynesianos, pois isso não cabe na teoria deles.

    E quem realmente deve explicações são os seguidores da Teoria Monetária Moderna, que diziam que imprimir dinheiro não gera inflação de preços, pois haveria um tal "hiato do produto".

    Durante dois anos este Instituto seguidamente alertou que juros reais negativos, impressão de dinheiro e implantação das teses da Teoria Monetária Moderna degenerariam em alta inflação. Por dois anos pessoas como você riram e diziam que não. Diziam que a tese de que "aumento da oferta monetária causa inflação de preços" era errada.

    Inclusive você próprio fazia chacota aqui. Neste comentário aqui, por exemplo, você próprio (o IP é o seu) dizia que o IPCA não passaria de 7%. Eu gentilmente tentei alertá-lo de seu erro.

    Para nós, sempre foi óbvio que os preços iriam disparar, como seguidamente alertamos aqui ao longo de todo o ano de 2020, quando o IPCA ainda parecia controlado. E vários keynesianos riam de nossa "postura apocalíptica"

    Que bom ver que agora você ao menos está percebendo o desastre que é a ideia de imprimir dinheiro. Resta agora saber se você passará para o lado correto das ideias.
  • Felipe  27/04/2022 17:51
    Olha, até que acertei. Falei que um IPCA próximo de 7 % no fim de 2021 era otimista. E foi.
  • Trader  27/04/2022 16:18
    Não sei se entendi bem, mas, pela lógica do elemento acima, se a Selic continuasse em 2%, e o M1 continuasse crescendo 50% ao ano, o IPCA estaria baixinho e controlado.

    É isso mesmo?

    Detalhe: no IPCA-15 divulgado hoje, mais de 70% da alta foi concentrada apenas em combustíveis, alimentos e vestuário. Barril de petróleo está nas máximas em dólar (por causa da guerra), assim como trigo, milho e soja. E algodão também. Pesquise o preço do algodão em dólares e caia para trás.

    Sim, o BC passou a fazer tudo certo. Mas muito tarde. Um aumento da oferta monetária em 50% em um ano gera uma carestia que não será debelada em alguns meses. Isso é teoria monetária básica. Mas é desumano exigir conhecimentos monetários de keynesianos e petistas.
  • Leandro  27/04/2022 16:35
    Na última vez em que um cenário semelhante ocorreu, a oferta monetária foi estabilizada em janeiro de 2015, mas o primeiro IPCA civilizado só ocorreu em junho de 2016. E, à época, as commodities estavam baratas, o exato oposto de hoje.

    Sim, ainda vai demorar um pouco para o IPCA vir civilizado.
  • Felipe  27/04/2022 17:45
    Acho que estamos vivendo hoje o mesmo que as pessoas viveram durante a Segunda Guerra Mundial, em termos de índice de preços.

    Temos que levar em conta que todo o ano de 2015 foi de desconfiança e falta de credibilidade totais no banco central e na equipe econômica, algo que não está sendo o caso agora. Roberto Campos só falta um charuto e ter cara de mau.
  • Trader  27/04/2022 18:30
    "Roberto Campos só falta um charuto e ter cara de mau."

    RCN é até gente boa e parece ser bem agradável (todos que o conhecem só elogiam sua pessoa). Mas está longe, muito longe, de ser um xerife à la Volcker que mete medo em quem especula contra a moeda. Pode até se tornar um, mas ainda está longe.

    Não sendo um xerife e não tendo imagem de durão, o que ele pode fazer já está fazendo: segurar a base monetária e ficar elevando juros para estimular o carry trade.

    Agora é esperar. Surgirá efeito, mas não será imediato. Lembrando que a Selic só começou a subir de maneira efetivamente rápida no fim de outubro de 2021 (não faz nem 6 meses) e que os juros reais [u]ainda estão negativos[/i].
  • anônimo  27/04/2022 23:27
    Sim, agora Paulo Guedes e RCN são keynesianos.
    Em janeiro eram exemplo pro mundo. Agora que o real mais desvaloriza no mundo, repentinamente, vira ruim
    A questão é que inflação vai subir a reboque de qualquer política monetária contracionista.
    Aliás, isso só vai fazer o custo da dívida subir e o endividamento explodir.
    Tem um artigo clássico do Ilan falando sobre a crise do final dos anos 90, em que os países que seguiram a cartilha liberal aumentando juros viram fuga de capitais e retração. Países que baixaram atraíram capital e tiveram poucos problemas.
    Não dá pra fugir da inflação. Esse é o ponto, o que dá é pra além de inflação destruir a economia.
  • Leandro  28/04/2022 02:41
    Aí eu já não sei se é mitomania, desonestidade intelectual ou desespero para não dar o braço a torcer.

    Quando a Selic estava baixa, o dólar encostou em R$ 6. O real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo. Agora que a Selic subiu, o dólar caiu para R$ 4,60. De onde você tirou que "o real é a moeda que mais desvaloriza no mundo"? Ao contrário: é simplesmente a moeda que mais se valorizou no ano (como bem apontado pelo leitor "Trader" neste excelente apanhado de gráficos)

    Sim, nos últimos três dias houve uma desvalorização cambial de 7%. Mas isso foi um fenômeno mundial. Ao contrário do que você disse, esse encarecimento do dólar nos últimos 3 dias não teve absolutamente nada a ver com aumento da Selic. A Selic hoje é a mesmíssimaa Selic da semana passada, quando o dólar estava a R$ 4,60. Por que uma Selic que derrubou o dólar a R$ 4,60 seria também a causadora de recente desvalorização cambial?

    O dólar encareceu nos últimos três dias simplesmente porque houve um forte stress internacional que fez com que todo o mundo corresse para o dólar. Nos últimos sete dias, o índice DXY subiu 3% e voltou a valores que não se via desde 2000, quando o euro ainda não havia sido lançado e o marco alemão era a grande força. Ou seja, desde o surgimento do euro, o dólar nunca esteve tão forte. E o real, comparativamente, está indo bem.

    Se ainda estivéssemos com a Selic a 2% e com o M1 crescendo 50% ao ano, como você defende, já estaríamos fazendo companhia à Argentina.

    De resto, você precisa se decidir: primeiro você disse que imprimir dinheiro e reduzir juros não gera carestia; agora, flagrado, deu uma guinada radical e passou a dizer que "não dá pra fugir da inflação". Convenhamos, uma mudança e tanto no discurso.

    Apenas admita que você não tem teoria, não sabe o que defende, e é munido apenas por paixões ideológicas e político-partidárias (não tem problema nenhum; apenas seja honesto).

    Quanto a Paulo Guedes e RCN, a mim pouco importa qual a ideologia deles. Quando eles estão errados, criticamos. Quando eles estão certo, elogiamos. Sim, somos esquisitos assim mesmo.


    P.S.: sobre Ilan ter dito que aumentar juros gera fuga de capital e reduzir juros gera atração de capital (algo que eu nunca li dele, mas vou lhe dar aqui o benefício da dúvida), posso apenas concluir que ele deve ter mudado de ideia, pois sentiu na pela isso. Eis a evolução do câmbio durante sua gestão. Considere que nos anos de 2016 e 2017 a Selic era alta (14,25% e 11% em média, respectivamente). E em 2018 era baixa (6,50%).

    ibb.co/9pP23b0

    O gráfico é cristalino e vai totalmente contra a sua teoria.
  • Felipe  28/04/2022 03:03
    Você diz de o Ilan ter mudado de ideia sobre os juros menores atraírem capital, de forma que antes ele dizia que juros maiores atraíam capital e depois mudou de ideia, pelo fato de o real ter se valorizado em 2017, quando os juros nominais estavam menores? Ou estou confundindo as coisas.

    A burrada foi ele em ter reduzido os juros mais do que deveria e o Fed aumentando os juros junto. Qual banco central consegue desafiar o Fed? Basta ver como está o iene japonês agora.
  • Leandro  28/04/2022 14:32
    Não sei se entendi bem sua pergunta. Meus pontos são:

    1) Em 2016, com Selic alta, dólar caiu de R$ 4,10 para R$ 3,05. Isso não me parece fuga de capital.

    2) No primeiro semestre de 2017, com Selic ainda alta, porém em ligeira queda, dólar se manteve entre R$ 3,10 e R$ 3,15. Não me parece fuga de capital (exceto, obviamente, no Joesley Day).

    3) No segundo semestre de 2017, com a Selic em queda mais acentuada, dólar bate R$ 3,35. Isso se assemelha mais a uma fuga de capital.

    4) Em 2018, com a Selic no então menor valor da história, dólar chega a R$ 4,24. Isso, sim, se parece com uma acentuada fuga de capital.

    Logo, a "tese" de que Selic alta gera fuga de capital e Selic baixa gera atração de capital não tem qualquer respaldo na realidade. E isso porque nem falei do que aconteceu com o dólar em 2020 com a Selic a 2%...

    E, convenhamos, nem sequer há uma teoria sólida sobre juros baixos atraírem capital. Há apenas teses ad hoc criadas por ideólogos. E só.
  • Felipe  02/05/2022 00:01
    "2) No primeiro semestre de 2017, com Selic ainda alta, porém em ligeira queda, dólar se manteve entre R$ 3,10 e R$ 3,15. Não me parece fuga de capital (exceto, obviamente, no Joesley Day).

    3) No segundo semestre de 2017, com a Selic em queda mais acentuada, dólar bate R$ 3,35. Isso se assemelha mais a uma fuga de capital."


    Aqui o gráfico de SELIC x IPCA que fiz.

    Na taxa cambial, de fato houve essa alta, mas no início de 2018 o dólar chegou a ser negociado em R$ 3,13 (em 25 de janeiro). O problema começou com as reuniões do COPOM, à partir de fevereiro, apesar de o País ter permanecido com juros reais positivos.
  • Leandro  02/05/2022 00:58
    O dólar ficou baixo em janeiro de 2018 pelo simples motivo de que o dólar estava mundialmente fraco.

    Como eu repetidas vezes digo aqui, olhar exclusivamente o dólar é incompleto. Tem também de olhar o desempenho do real em relação às principais moedas do mundo.

    A melhor maneira de fazer isso é olhando o desempenho do real em relação ao índice DXY, que mensura o dólar em relação às principais moedas do mundo (euro, libra esterlina, franco suíço, iene, dólar canadense e coroa sueca)
    O indicador de que eu gosto é USDBRL/DXY. É o preço do dólar (em reais) dividido pelo índice DXY.

    Esse gráfico (USDBRL/DXY) é bom porque, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), mas o DXY também está caindo, isso significa que não é o real que está forte, mas sim o dólar que está fraco. Neste caso, o gráfico não acusará um fortalecimento do real.

    Entretanto, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), e o DXY está encarecendo, então aí sim é sinal de que o real está de fato se fortalecendo.

    Igualmente, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), e o DXY também está encarecendo, então o dólar está se fortalecendo mundialmente, de modo que não necessariamente o real está se enfraquecendo.

    Por fim, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), mas o DXY está barateando, então, aí sim, o real está se esfacelando.

    Eis a situação entre 2016 e o fim de 2018:

    ibb.co/3fvXJxt

    Veja como em janeiro de 2018 o real já estava fraco. E o frotalecimento/enfraquecimento anda pari-passu com a Selic (pelo óbvio motivo de que a Selic está ligada à expansão monetária).

    Não tem como escapar.
  • Felipe  02/05/2022 09:38
    E agora o real brasileiro voltou a ter algum nível de sanidade.

    Complicado depender de juros básicos altos, mas o país é uma zona e esse é o regime cambial que escolheram.
  • anônimo  02/05/2022 11:15
    Leandro, ao ler o grafico do usdbrl/ dxy, quanto menor o numero do resultado da divisao melhor o fortalecimento do real, ou é o contrario na figura do grafico?
    Hoje o resultado deu 0.048
  • Leandro  02/05/2022 14:05
    Quanto menor, mais forte o real.
  • Felipe  02/05/2022 16:09
    Sim, quanto menor o número, melhor.
  • anônimo  02/05/2022 16:38
    Leandro, o grafico usdbrl/ dxy nao esta mais sendo publicado atualizado no trend?
  • Leandro  02/05/2022 18:08
    Nunca esteve. É você quem tem de fazê-lo. Basta entrar em:

    www.tradingview.com/chart/

    E digitar: USDBRL/DXY

    Só isso.
  • anônimo  02/05/2022 18:36
    Obrigado :) !
  • anônimo  02/05/2022 18:50
    Leandro, hoje eu tinha calculado pela divisao do preco do real pelo ind8ce dxy que deu 0.048, e agora a tarde deu 0.049 .
    Esse resultado indica entao que o real agora perdeu força diante do dolar na variação?
  • Leandro  02/05/2022 19:44
    Significa que perdeu força em relação às principais moedas do mundo. Mas pouca. Para deixar o número em um formato mais inteiro, multiplique por 100.

    Ou seja, coloque: USDBRL/DXY*100

    As variações numéricas serão mais suaves.
  • Kennedy  28/04/2022 11:55
    Bom dia Leandro. Qual você acha que é a tendência pro Ouro nesse momento? acha que ele ainda vai voltar ao patamar de R$ 280 ou ainda é um bom momento para comprar?
  • Leandro  28/04/2022 14:24
    No momento, não estou olhando ouro. Há coisas mais atrativas, como fundos de infraestrutura negociados em bolsa pagando, mensalmente, dividendos equivalentes a IPCA + 7% ao ano. E isentos de imposto de renda.

    Nos fóruns que acompanho, apontaram indícios de manipulação do preço do ouro pelos Bancos Centrais, que detêm a maior parte do estoque mundial e pode desová-los quando quiserem. Afinal, nada mais constrangedor para banqueiros centrais do que ouro caro. Enquanto puderem segurar, não creio que irão permitir seu encarecimento.

    Dito isso, sim, se o ouro voltar a R$ 260 estarei comprando.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/04/2022 17:32
    Ué, mas segundo a lenda propagada pela patota, tínhamos capacidade ociosa na indústria (não vi nenhum deles mostrar números e fontes sérias a respeito disso), que seria "rapidamente estimulada" pela expansão monetária. E quanto a proibição das pessoas de irem trabalhar e produzir pelo fecha-tudo e a economia a gente vê depois? E a moeda desvalorizada que é uma boa coisa segundo a maioria se vocês? Afinal, o país precisa ser um "grande exportador" e trazer divisas para cá (para quem isso é realmente bom, nenhum deles possui coragem de dizer).
  • Vladimir  27/04/2022 18:12
    Exato. O país adotou integralmente toda a cartilha propagada pelos keynesianos e desenvolvimentistas, a coisa deu merda, e agora os keynesianos e desenvolvimentistas estão putos com o resultado de algo que eles próprios defenderam.

    Não há declaração maior de derrota do que esta.
  • Leandro  27/04/2022 18:21
    De toda a cartilha keynesiana, eu até consigo entender o sujeito acreditar que gastos do governo, endividamento e juros reais negativos sejam bons para a economia. Afinal, é necessário um maior apuro intelectual para entender que tais coisas são maléficas. Sendo assim, é compreensível que alguém mais leigo acredite que o governo gastar mais e os juros reais serem negativos seja algo bom.

    Agora, eu realmente não consigo entender como alguém pode sinceramente acreditar que imprimir dinheiro terá efeito nulo sobre os preços das coisas. Não entra em minha cabeça o fato de que há gente que realmente acredite nisso. Qualquer criança minimamente inteligente consegue entender a relação direta entre quantidade de moeda e preços. O fato de isso ainda estar sendo debatido mostra quão estagnada está a evolução do pensamento econômico.

    Mas piores ainda são os que defendem impressão de dinheiro dizendo que isso será bom, e depois não apenas ficam zangadíssimos ao descobrirem que tal política gerou carestia, como ainda vêm tirar satisfação exatamente com quem sempre foi contra tal política.
  • Régis  27/04/2022 18:56
    E essa gente realmente existe. Veja aqui um vídeo hilário de um espécime assim:

    twitter.com/SensoCrtico1/status/1519293130952032257

    Se bobear, é o mesmo sujeito que comentou acima. Observe a profundidade intelectual e a clareza na exposição das ideias.
  • Lucas  27/04/2022 19:09
    Isso aí é o mesmo naipe da turma que diz que daria pra acabar 6 vezes com a fome no mundo se o Elon, em vez de comprar o Twitter, jogasse o dinheiro de helicóptero em cima da África.
  • Revoltado  27/04/2022 19:15
    Existem, lamentavelmente!

    Deveriam inclusive sentir na pele uma semana a vida de um assalariado, dado que em maioria não são exatamente pobres!
  • Jeferson Vasquez  27/04/2022 23:24
    ''Deveriam inclusive sentir na pele uma semana a vida de um assalariado........''

    Sentir na pele? Dá um enxadex (do jornalista Claudio Lessa) pra eles capinarem no sol do meio dia. Aí vão virar homens e mulheres de verdade e não terão tempo de ficar pensando em besteiras e bobagens. Ou faça eles andarem no meio do saara ao meio dia no meio de julho. (Quente como inferno.) Ou nessa cidade russa (sibéria) aqui nesse vídeo(-50 graus C é normal nesse lugar.) www.youtube.com/watch?v=SgE67ad3MR0
  • Revoltado  28/04/2022 17:35
    Omyanka seria muita crueldade! Melhor o Saara bem no meio do ano! Inclusive se aparecer um oásis no caminho, podem exercitar-se com enxadex! (risos)
  • Jeferson Vasquez  28/04/2022 19:49
    Por isso que esse lugar na sibéria é o lugar mais adequado. Qualquer empafia dessa gente vai sumir em 1 semana. Acho que quando falavam que a mãe Russia te deixa mais forte, eles não estavam pra brincadeira não.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/04/2022 19:45
    Com "especialistas" assim a solta por aí, dá pra entender a causa de tanto desentendimento em economia por parte das pessoas...
  • anônimo  28/04/2022 01:40


    [Link]www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=motor-termico-sem-partes-moveis&id=010115220414#.Ymnvo3Bv-DY[/link]


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