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Quando a medicina é estatal, o governo decreta que você deve morrer
Na Grã-Bretanha, o governo estipulou que um bebê deveria morrer em vez de receber tratamento privado

Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando. Isso sempre foi admitido. No entanto, o que é bem menos discutido é o fato de que, quando um paciente se encontra dentro de um hospital gerido pelo governo, o estado pode negar-lhe tratamento — mesmo que este tratamento venha a ser financiado privadamente.

O sistema judicial do Reino Unido, a pedido dos burocratas do National Health Service (o sistema estatal de saúde do país), sequestrou e assassinou um bebê de 8 meses. Este odioso ato ocorreu em plena luz do dia, com plena cobertura da mídia. Pior: o governo britânico e os tribunais do país disseram que tal ato não apenas era humano, como também representava a coisa certa a ser feita.

Embora tal narrativa possa parecer uma exagerada hipérbole (pleonasmo intencional), isso foi exatamente o que aconteceu. No dia 11 de abril de 2017, os tribunais do Reino Unido determinaram que Charlie Gard, um bebê sofrendo da síndrome de depleção do DNA mitocondrial — uma doença extremamente rara, que reduz a expectativa de vida para algo entre 3 meses e 12 anos — deveria ter seus aparelhos imediatamente desligados e deixado para morrer. Contra o desejo de seus pais.

O National Health Service (NHS), previsivelmente, negou o tratamento ao bebê, dizendo que era arriscado demais. O custo do tratamento, de 1,2 milhão de libras esterlinas (5,2 milhões de reais), certamente foi um fator decisivo, indicando que a experiência técnica, o conhecimento e os remédios necessários não estavam disponíveis.

Na maioria dos casos envolvendo serviços médicos estatais, quando os custos são vultosos, a decisão judicial é final. O tratamento médico é negado e o paciente é rejeitado, sendo deixado à morte. Quando isso ocorre com indivíduos ricos, sempre há a opção dos tratamentos estrangeiros. Todos os anos, aproximadamente 800 mil pessoas voam para os EUA, e outras 600 mil, para Cingapura, à procura de tratamento médico de ponta e de alta qualidade, o qual não está disponível em nenhum outro lugar. Porém, no caso do bebê Charlie, o preço de 1,2 milhão de libras estava completamente fora do alcance de sua família.

Mas foi aí que uma grande característica do livre mercado — a caridade privada — se manifestou. E de maneira maravilhosa. Após um mês da negativa do tratamento médico estatal, os pais de Charlie conseguiram, por meio de uma campanha na internet, arrecadar via doações voluntárias toda a quantia necessária para o tratamento nos EUA (inclusive a viagem). Em um mundo normal, este teria sido o final da história. Charlie teria sido levado aos EUA, recebido seu tratamento médico, e hoje já estaríamos sabendo se sua terrível situação foi mitigada ou se o tratamento fracassou.

Mas não. O NHS decidiu, por algum motivo obscuro, interferir no processo. Quando os pais de Charlie tentaram retirá-lo do tratamento, o hospital Great Ormond Street, um hospital infantil gerenciado pelo NHS e localizado na grande Londres, prontamente recorreu à Suprema Corte para impedir os pais de fazerem isso. Previsivelmente, como costumam fazer os tribunais estatais, a Suprema Corte se aliou aos burocratas do NHS e negou aos pais o direito de buscarem por conta própria um tratamento médico privado.

Pior: a Suprema Corte decretou que Charlie deveria ter seus aparelhos desligados e ser deixado para morrer.

Apenas para ressaltar, se a família de Charlie fosse autorizada a buscar um tratamento privado — para o qual ela já havia conseguido o dinheiro —, não haveria lado ruim. Se o tratamento fracassasse, o resultado final seria o mesmo, mas os pais ao menos teriam a certeza e o descanso de saber que fizeram todo o possível. Já se o tratamento fosse bem-sucedido, ele viveria tempo o bastante para conhecer os pais, interagir com eles, e ao menos vivenciar algumas alegrias na vida.

É de se imaginar, com algum cinismo, se a Suprema Corte não teria ordenado a morte de Charlie apenas para evitar o risco de um constrangimento para o NHS caso o tratamento nos EUA realmente funcionasse.

O que torna este caso tão pavoroso é o fato de que nenhum membro da família teve qualquer poder na decisão de desligar os aparelhos. O governo simplesmente sobrepujou a autoridade dos pais e roubou deles o seu filho. Tendo apenas 8 meses de idade, Charlie não estava em posição de formular algum desejo ou mesmo de discutir com seus familiares como ele gostaria de ser tratado.

Eis uma notícia da BBC, de 27 de junho:

Chris Gard e Connie Yates [os pais] perderam sua última apelação judicial para poder levar seu filho para um tratamento nos EUA.

Especialistas do Hospital Great Ormond Street acreditam que Charlie não tem nenhuma chance de sobreviver...

Juízes da Corte Europeia concluíram que Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos" e que ser submetido a um tratamento experimental "sem grandes chances de sucesso ... não lhe traria benefício nenhum".

Os juízes afirmaram que o apelo apresentado pelos pais era "inadmissível" e que a decisão da corte era "definitiva".

A corte "também considerou apropriado abolir a medida interina", a qual determinava que Charlie fosse mantido vivo por meio de aparelhos.

O correspondente da BBC Fergus Walsh disse que os aparelhos de Charlie provavelmente serão desligados assim que as discussões entre o hospital e sua família forem encerradas.

Colocando abertamente: em vez de simplesmente autorizarem seus pais a buscar tratamento médico privado nos EUA — para o qual já haviam conseguido dinheiro —, os juízes declararam que a criança deveria morrer.

O estado está exigindo que a criança seja abandonada à morte porque alguns médicos estatais — nenhum dos quais tem qualquer parentesco com a criança — querem que assim o seja.

Vale ressaltar que os pais de Charlie não querem utilizar nenhum recurso — financiado por impostos — do hospital estatal britânico. Eles simplesmente querem buscar tratamento em outro país.

Mas o estado diz que isso não pode.

Conclusão

Estatistas e intervencionistas alegam que, em um livre mercado, tratamentos médicos seriam desumanos, pois seriam negados aos mais pobres. O caso de Charlie destrói toda esta falsa imagem. Os elementos do livre mercado funcionaram exatamente como o esperado, fornecendo a Cherlie todos os recursos existentes para o seu tratamento, mas o governo fez de tudo — aberta e ativamente — para interferir no processo e garantir a morte do paciente.

Aqueles que defendem que toda a saúde seja estatizada — fazendo com que, na melhor das hipóteses, os hospitais operem com a eficiência de uma repartição pública, sendo igual aos Correios ou ao Detran — insistem que a medicina estatal seria mais humana. O que estamos vendo, no entanto, é exatamente o oposto: a medicina estatal não apenas decreta quem vive e quem morre, como ainda faz um espetáculo público com tudo isso. E com um agravo: a medicina estatal ainda leva à prática do sequestro infantil e da eutanásia compulsória, ambas as quais são praticadas para impingir os decretos estatais.

Imagine se um hospital particular fizesse o mesmo que o hospital estatal e a Suprema Corte do Reino Unido fizeram?

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13 votos

autor

Justin Murray
possui  MBA da Universidade de St. Gallen, da Suíça.

 


  • Pe. Paulo Ricardo  03/07/2017 15:37
    Nesses termos, a diferença entre um cachorro agonizante na rua e uma criança gravemente enferma na clínica pediátrica é meramente circunstancial. O tratamento dispensado a eles, seja pelo veterinário, seja pelo médico, é exatamente o mesmo. Ambos vão morrer porque não servem para mais nada.

    Aliás, é bem possível que em alguns lugares, como no Brasil, por exemplo, os tribunais constranjam o veterinário por certa indelicadeza com o cão (vide o recente caso do ator e chefe de cozinha Rodrigo Hilbert, que está sendo processado por matar uma ovelha e cozinhá-la em rede nacional).

    À vida humana, por sua vez, nenhum valor será dado senão o do utilitarismo.

    padrepauloricardo.org/blog/bebe-e-sentenciado-a-morte-por-tribunal-europeu-dos-direitos-humanos
  • Viking  03/07/2017 16:11
    que bom ver um padre por aqui!
    volte sempre!
    é um alivio saber que nem todos foram cooptados pela teologia da libertação.
  • douglas  04/07/2017 14:53
    nice
  • lorivaldo silva de moura  03/07/2017 22:03
    Não sei se é o verdadeiro Pe Paulo, mas saiba que gosto muito dos seus vídeos. Continue o bom trabalho!
  • Arnaldo   05/07/2017 15:15
    Fé demais não cheira
  • Affonso Henrique  03/07/2017 15:41
    Mas nossos "ixpechialistas" já se manifestarem a respeito. E sempre pró-estado, é claro.

    "Para Luciana Dadalto, advogada especialista em saúde, a decisão da Corte Europeia é importantíssima para a discussão da obstinação terapêutica. "É preciso conscientizar as pessoas de que há uma hora para parar e deixar o curso natural da doença. E, especificamente quanto ao caso Charlie Gard, entendo que realmente o melhor para ele é não ser submetido ao tratamento experimental e ter resguardado o direito à morte digna".


    Percebam que a "doutora" sabe exatamente o que é melhor para os outros. Eis o ápice ditadura das boas intenções. "Eu sei o que é melhor para você. E o melhor é que você morra."

    veja.abril.com.br/saude/pais-passam-os-ultimos-momentos-com-bebe-charlie/
  • Jarzembowski  03/07/2017 15:43
    Juízes da Corte Europeia concluíram que Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos" e que ser submetido a um tratamento experimental "sem grandes chances de sucesso ... não lhe traria benefício nenhum".

    Agora meia dúzia de burocratas é que vão definir o quanto uma pessoa está autorizada a sofrer - se passar desse limite, tem que matar.
    O pior é a mentalidade típica do escravinho estatal que concorda com isso, dizendo que a criança não pertence apenas aos pais, mas também ao estado.
    É um nível abjeto de subserviência - as pessoas realmente estão dispostas a conceder a esses parasitas o poder quase divino de decretar quando a sua vida tem que terminar.

  • Joao  03/07/2017 16:36
    Jarzembowski, sabe que eu estava pensando exatamente nisso. Hoje os pais são apenas "gados reprodutores", pois o Estado acha que tem o direito sobre a criança. O direito de "educar, cuidar, doutrinar", e agora de matar.
  • Marcos Felipe Diniz  20/07/2017 19:24
    Talvez seja exatamente este o ponto... quando o "gado" não tem chances de produzir, então é melhor sacrificar, antes de se tornar um "peso morto" na economia do criador. É uma lástima assistir, diariamente, neste mundo que vivemos, o decréscimo do valor de uma vida.

    Sim, somos "apenas gado", e nossa existência tem servido para estimular banquetes históricos nas mesas dos governantes.
  • Alerson Molotievschi  03/07/2017 15:52
    Aiaiai...esse assunto é extremamente complexo e delicado para ser retratado dessa maneira infame, na minha humilde opinião.

    Há uma mistura perniciosa de conceitos, idéias e emoções. Lamento ler algo assim aqui.

    Um liberal e, principalmente, um libertário necessita uma imensa bagagem moral e ética para discutir esse assunto.

    Seria necessária outra "classe" de homem; os "excelentes em virtude" de Algernon. É óbvio que os pais devem ter a liberdade de usar os recursos que alcançaram para tratar o filho onde bem queiram tratar, mas para uma condição gravíssima e sem prognóstico como essa, seria "de menos" esperar que do "lado de lá", dos possíveis "bem-feitores", dos "médicos americanos" não existam pessoas interessadas apenas nos milhões?

    Pais, familiares, enfim...as pessoas que amam um paciente-familiar..."acabam" se desfazendo de TUDO que podem e não podem para "tentar" de tudo para salvar...mas isso pode ser "usado" exatamente com a finalidade de obtenção desses recursos envolvidos num tratamento de altíssimo custo, mesmo SABENDO que nada, realmente, poderá ser feito para realmente alcançar um resultado melhor que o fim...

    "A Fé implícita pertence aos tolos, a verdade deve ser compreendida pelo exame cuidadoso dos princípios." (Algernon Sidney)

    Oras, quem aqui usaria um sapato que lhe machuca os pés simplesmente porque o sapateiro disse que foi extremamente bem feito?

    Lamento a forma leviana de abordar assunto tão filosoficamente complexo. Ponto negativo ao site e seus editores.
  • Leonardo Antunes Freitas da Silva  03/07/2017 16:40
    "Há uma mistura perniciosa de conceitos, idéias e emoções. Lamento ler algo assim aqui. Um liberal e, principalmente, um libertário necessita uma imensa bagagem moral e ética para discutir esse assunto."

    Eu realmente li isso?!

    Você está dizendo que criticar um bando de burocratas que decidiu sequestrar uma criança de seus pais e compulsoriamente colocá-la para, proibindo ao pais tentarem qualquer chance de tratamento, é uma "mistura perniciosa de conceitos, idéias e emoções"?

    Se você decretar que meu filho deve morrer, e estipular eu nem sequer posso tentar buscar a cura dele, isso seria algo belo e moral, e qualquer crítica a isso necessitaria de "uma imensa bagagem moral e ética"?

    É cada aberração moral que despenca por aqui.

    "Seria necessária outra "classe" de homem; os "excelentes em virtude" de Algernon."

    Ah, entendi. E essa "classe de homens" que sequestra e estipula a morte dos filhos inocentes dos outros representa os "excelentes em virtudes". E esse esquadrão da morte, obviamente, seria chefiado por você, o supremo.

    Você é nojento.

    " É óbvio que os pais devem ter a liberdade de usar os recursos que alcançaram para tratar o filho onde bem queiram tratar"

    Então fim de papo!

    Nem isso o estado permitiu.

    "mas para uma condição gravíssima e sem prognóstico como essa, seria "de menos" esperar que do "lado de lá", dos possíveis "bem-feitores", dos "médicos americanos" não existam pessoas interessadas apenas nos milhões?"

    Hein?!?!

    Você está dizendo que o fato de haver uma equipe médica altamente capacitada cobrando dinheiro para fazer um tratamento médico é algo imoral e desumano, ao passo que deixar um bebê morrer sem nenhum tratamento seria, aí sim, o supra-sumo da ética e da humanidade?

    Como você consegue sair da cama e se olhar no espelho?

    "Lamento a forma leviana de abordar assunto tão filosoficamente complexo. Ponto negativo ao site e seus editores."

    Traduzindo: o site não cedeu ao relativismo moral, e chamou assassinato de assassinato, algo que ofende as sensibilidades dos progressistas politicamente correto. afinal, assassinar seqüestrar os filhos dos outros e impor que eles sejam deixados à míngua para morrer é um assunto "filosoficamente complexo".

    Eis a nojeira do relativismo moral. Seqüestro seguido de assassinato se tornou algo "filosoficamente complexo".

    É uma pena eu não ser o editor do site: ter recebido uma crítica de um ser tão abjeto como você -- que defende o sequestro seguido do assassinato compulsório de bebês -- seria um dos maiores prêmios de minha vida.
  • FL  03/07/2017 17:41
    Caro Leonardo, sua resposta foi irretocável.

    Mas sabe o que é pior? Pesquisar esse nome e descobrir que o sujeito é médico (CRM 125439), ou seja, é alguém que deveria, no mínimo, seguir o tal Juramento de Hipócrates e prezar pela vida dos seus doentes, mas escolhe uma visão de senhor-escravo: "eu sei o que é melhor para os outros, esses ignorantes que não podem guiar suas próprias vidas".

    Qualquer pessoa minimamente humana faria exatamente o mesmo que os pais estão tentando fazer, que é buscar o tratamento para seu filho. "Ah, mas eles vão gastar tudo que tem". Sim, problema deles e de quem se solidarizar com a causa.

    Entre a certeza da morte e a possibilidade da vida de um filho, tem que ser realmente um tipo especial de pessoa para escolher não fazer nada.

    Inacreditável.
  • Tarabay  03/07/2017 18:44
    Prezado Leonardo Antunes Freitas da Silva, parabéns pela sua magnífica resposta.
  • Tarabay  03/07/2017 19:02
    Prezado Leonardo Antunes Freitas da Silva, parabéns pela sua magnífica resposta.
  • Joao  03/07/2017 18:08
    Fé? Não tem nada a ver com fé, e sim com o direito dos pais em tentar até o último - não importando quanto esforço ou dinheiro isso custe - salvar a vida de um filho, e não o "direito" que o Estado acha que tem de matar alguém, pelo "bem" da própria pessoa. Sério que você acha certo o Estado fazer isso? Deve ser daqueles defensores da proibição do saleiro pelo próprio "bem" da pessoa. Coisa de maluco isso!
  • Andre  03/07/2017 16:04
    Isso dá uma boa dica do que ocorrerá quando houver idosos demais para pagar aposentadoria e jovens de menos trabalhando e pagando impostos. As supremas cortes decidirão pelo "bem comum".
  • Edson  03/07/2017 16:46
    É exatamente isso.

    Essa, aliás, será a forma de calote que o governo dará no futuro. Não haverá nenhum calote da dívida, mesmo porque isso seria de uma burrice atroz, pois os governos só conseguem se manter porque pegam dinheiro emprestado (ao darem um calote, os governos estariam fechando exatamente aquela fonte que lhes permite continuar funcionando).

    O que haverá é um calote nas promessas assistencialistas feitas pelo governo. Os calotes ocorrerão sobre aqueles grupos que têm menos poder político (aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo). Esses terão cortes em seus proventos. Mas antes disso ainda haverá cortes profundos na saúde (com gente morrendo), na educação e em vários outros repasses, como abono salarial, bolsa-família etc.
  • Felipe Lange S. B. S.  03/07/2017 16:23
    Pessoal, o assunto é um pouco fora do artigo, mas eu quero saber: Há algo a ser aproveitado em Zygmunt Bauman? Meu professor de história (do cursinho) citou-o e deixou implícito a demonização do mercado e o que eu interpreto como materialismo, além de tentar correlacionar isso com o número de depressivos ao redor do mundo que segundo ele é o maior na história¹ e que foi causado na vida das pessoas após a revolução industrial, desse modo por causa do avanço tecnológico (exemplificando as redes sociais).

    ¹ apesar de eu me questionar, visto que a metodologia aplicada em alguma possível pesquisa da qual ele se baseou não é necessariamente a mesma e isso deveria ser comparado, de maneira honesta, à todos os séculos anteriores para se ter comparação e, também deve-se levar em conta que o termo "depressão" pode ter inúmeros significados
  • Joao  03/07/2017 16:29
    Credo, existe coisa mais bizarra que uma população delegar o cuidado de sua própria saúde ao Estado? Como alguém passa sua própria vida para alguém que se demonstra dia após dia cada vez mais ser completamente incompetente e corrupto? Não entendo como tem "gente" que ainda defende esse modelo fracassado.
  • John Maynard Keynes  03/07/2017 16:42
    Queria ver se fosse com o filho destes favelados morais. O totalitarismo genocida dos pogreça é doente. Parece que querem superar Hitler.
  • Minarquista  03/07/2017 20:56
    Hitler foi superado faz tempo, pelos socialistas. Veja:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2711

    []s

  • Henrique Zucatelli  03/07/2017 16:45
    O caso do menino é apenas a ponta do Iceberg chamado medicina estatal.

    Esse monstro mata milhares de pessoas todos os dias, com quase total aprovação da mídia e da massa alienada, ao negar técnicas experimentais, substâncias consideradas proibidas ou mesmo terapias já comprovadamente funcionais, mas de pouco interesse dos lobbistas que vivem do soldo pago pelos grandes laboratórios.

    Como reverter isso? Sinceramente não sei, pois o paradigma da verdade absoluta dos operadores da medicina torna qualquer outro enfoque em conhecimento apócrifo, ou como eles amam dizer - pseudociência, têm o aval da grande maioria. Para o azar deles. Quem tem recursos recorre ao que for necessário, lícito ou não. Quem não tem, ou como o caso dos pais que caíram na malha fina da Justiça, realmente só resta lamentar e enterrar seu ente querido.





  • Júlio César  04/07/2017 01:20
    Exatamente, Zucatelli. Mas justamente um caso como o desse menino é que seria uma excelente oportunidade para abalar e modificar as estruturas dessa medicina estatal.

    Esta poderia ser a gota d'agua capaz de despertar a consciência coletiva para as atrocidades que são desencadeadas pela medicina estatal. Nem mesmo uma "massa alienada", em qualquer lugar do mundo, é capaz de consentir com esse desmando do Estado. Mas as pessoas acabam focando-se mais no lado sentimental, no sofrimento dos pais, etc., e não dão aquele 'basta!' na situação.

    As pessoas vão xingar, vão se revoltar, vão se debater no assunto... E daqui a pouco, passa.
  • Ex-microempresario  03/07/2017 16:46
    Bem, SE (grande e maíusculo SE) foi comprovado, dentro dos critérios médicos normalmente aceitos que "Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos", então tendo a concordar com a decisão. Se o bebê não pode se manifestar, não vejo por que alguém, mesmo sendo o pai ou a mãe, tenha o direito de impor sofrimento a outra pessoa, mesmo que em nome da "preservação da vida".

    Vida, para mim, pressupõe liberdade. Sofrer imóvel em uma cama enquanto uma máquina empurra ar para dentro dos pulmões e outra força o coração a bater, não é uma vida que eu desejo nem para mim nem para qualquer outro.

    Repito, minha opinião considera que Charlie era capaz de sentir dor, como alegado.
  • Alvim  03/07/2017 16:52
    "Bem, SE (grande e maíusculo SE) foi comprovado, dentro dos critérios médicos normalmente aceitos que "Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos", então tendo a concordar com a decisão."

    Você tende a concordar com o sequestro seguido de assassinato de um bebê, imposto por burocratas do estado e contra a vontade dos próprios pais?

    Por favor, ex-microempresário, diga que não foi isso o que você quis dizer.

    Quem aquiesce com esta atitude horrenda do estado não tem moral nenhuma para depois reclamar que este mesmo estado tributa, regula, confisca e fode a economia. Se sequestro e assassinato de um ser inocente é uma atitude com a qual você "tende a concordar", então acabou. Não há mais limites para qualquer atitude do estado.
  • Empreendedor  03/07/2017 17:20
    Caro eugenista, não é você e nem os burocratas que determinam quem merece o direito de continuar vivendo.

    Por esse raciocínio típico de um progressista, milhares de doentes que estão em uma cama não possuem direito à vida mesmo as pessoas que estão cuidando desse indivíduo não vejam problemas em continuar cuidando do ente querido.

    Muito cuidado com o que você deseja para o filho dos outros. A mesma situação pode acontecer com a sua família.
  • Marcelo Alves   03/07/2017 17:31
    Dizer que o desligamento dos aparelhos é uma solução humana e aceitável faria sentido apenas se a decisão fosse do próprio indivíduo. No máximo, se fosse dos pais (e, ainda assim, com ressalvas).

    Agora, do estado? E contra a explícita vontade dos pais?! Isso é aberração. É o ápice da supressão do indivíduo pelo estado. Mais: é a anulação dos direitos dos pais sobre o próprio filho.

    A criança pertence ao estado, e não aos pais. A vida e a saúde do seu filho pertencem a burocratas, e não à própria criança.

    Como bem dito acima, quem acha isso normal não tem moral nenhuma para criticar coisas ínfimas como corrupção e desvio de verbas. Isso não é nada comparado a sequestro e assassinato de um ser inocente
  • Ex-microempresario  03/07/2017 18:03
    Já sabia que meu comentário teria respostas, e tinha certeza de que viria acompanhada de juízos de valor do tipo "eugenista", "progressista", etc.

    Só o que posso fazer é me repetir: em uma situação onde o interessado não pode se manifestar, acho que duas perguntas são necessárias:
    - A pessoa está em sofrimento constante, sentindo dor ?
    - As chances de curas são grandes, pequenas ou indeterminadas ?

    Caso as respostas sejam SIM e PEQUENAS, como parece ser o caso, eu não me concedo a autoridade de decidir que alguém deve continuar sofrendo por tempo indeterminado, em troca de uma suposta "esperança" que talvez não exista. Caso a primeira resposta seja NÃO, a situação já muda bastante.

    Não sei se este é o caso aqui; não estou lá para saber. Reitero que, se estivesse nessa situação, agiria da forma que acabei de descrever, e espero que meus familiares ajam da mesma forma comigo.

    Talvez esteja apenas "jogando lenha na fogueira", mas já conheci casos suficientes de gente que "abandona" familiares (geralmente idosos) em uma UTI e bate no peito com arrogância se dizendo "humano" e "moral", apenas porque exige que outros mantenham artificialmente viva uma pessoa que não pode decidir seu próprio destino (geralmente às custas de outros, diga-se).
  • Kelvin  03/07/2017 19:55
    "Só o que posso fazer é me repetir: em uma situação onde o interessado não pode se manifestar, acho que duas perguntas são necessárias:
    - A pessoa está em sofrimento constante, sentindo dor ?
    - As chances de curas são grandes, pequenas ou indeterminadas ?

    Caso as respostas sejam SIM e PEQUENAS, como parece ser o caso, eu não me concedo a autoridade de decidir que alguém deve continuar sofrendo por tempo indeterminado, em troca de uma suposta "esperança" que talvez não exista. Caso a primeira resposta seja NÃO, a situação já muda bastante."

    Este é o ponto camarada. Você SE CONCEDE a autoridade do seu familiar que está sob sua tutela e sua posição em relação a ele seria exatamente a do caso do bebê Charlie em desligar os aparelhos.
    O que estamos discutindo é a decisão arbitrária do estado em detrimento dos pais, os únicos e verdadeiros responsáveis pelo bebê. Os pais queriam ir aos EUA em busca de tratamento para seu filho, mesmo com as chances bem pequenas, mas o estado não deixou os pais fazerem isso.
    Agora eu agiria da mesma forma que os pais agiram. Ponto. Essa é minha decisão e governo nenhum deveria intervir.

    "Não sei se este é o caso aqui; não estou lá para saber. Reitero que, se estivesse nessa situação, agiria da forma que acabei de descrever, e espero que meus familiares ajam da mesma forma comigo.

    Talvez esteja apenas "jogando lenha na fogueira", mas já conheci casos suficientes de gente que "abandona" familiares (geralmente idosos) em uma UTI e bate no peito com arrogância se dizendo "humano" e "moral", apenas porque exige que outros mantenham artificialmente viva uma pessoa que não pode decidir seu próprio destino (geralmente às custas de outros, diga-se)."

    Cada caso é um caso. Isso não dá ao direito do estado intervir em situações como essa, fora que seu exemplo foi bem desprezível. Aliás nesse exemplo esse familiar pode ser processado por abando de incapaz, agora vai processar o estado com o judiciário estatal?

    Apenas para mostrar sua visão totalitária da situação:"Bem, SE (grande e maíusculo SE) foi comprovado, dentro dos critérios médicos normalmente aceitos que "Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos", então tendo a concordar com a decisão. Se o bebê não pode se manifestar, não vejo por que alguém, mesmo sendo o pai ou a mãe, tenha o direito de impor sofrimento a outra pessoa, mesmo que em nome da "preservação da vida"."

    Você concorda com a decisão do estado.
    Meus parabéns. Você merece a Medalha da Liberdade 2017.
  • Ex-microempresario  03/07/2017 20:40
    Kelvin, só para confirmar se eu entendi bem:

    Meu comentário foi feito a partir do conceito do direito à vida. Tentei explicar que sou contra o prolongamento artificial da vida, sem o consentimento da pessoa, quando o risco de sofrimento não pode ser descartado.

    Me parece que seu comentário se dirige à questão direito dos pais X direito do estado, considerando que um bebê é incapaz de decidir seu próprio destino e portanto está submetido ao desejo de outros.

    Apenas para esclarecer, pergunto: Em uma situação inversa, isto é, em que os pais de um bebê doente decidam desligar os aparelhos, e o estado, alegando defender os interesses do bebê, os impeça: qual seria sua posição ?
  • Kelvin  03/07/2017 23:04
    Atente-se ao critério que você utilizou, no caso seria o bebê que seria incapaz de se manifestar. Logo, esse consentimento não existe, já que se trata de um bebê. É difícil de entender isso? Ou você esquece o que diz?
    O bebê tem que estar sob a tutela de alguém. Mas quem? No mundo em que vivemos, o primeiro caso sempre será os pais e em seguida parentes ou pessoas muito próximas e o último caso é o estado.
    Logo que, se tratando de um bebê, a questão do direito dos pais x direito do estado está inserido nesse contexto.

    "Apenas para esclarecer, pergunto: Em uma situação inversa, isto é, em que os pais de um bebê doente decidam desligar os aparelhos, e o estado, alegando defender os interesses do bebê, os impeça: qual seria sua posição?"

    A mesma posição que estou tendo em relação ao caso deste artigo. Nesse caso seria o correto, não sei quanto a questão da constituição britânica, mas a nossa garante a inviolabilidade do direito à vida e se for num caso semelhante a esse, basta o estado processar os pais, já que o estado é o garantidor do direito a vida, logo ele estará exercendo sua função essencial de acordo com a constituição.
    Isso até me lembra Locke que inverteu o argumento de Hobbes, ao dizer que, se o governante contrariasse o direito natural e deixasse de proteger a vida, as pessoas teriam justificativa para derrubar o regime.
    Só que nada disso acontece, pelo contrário, esse seu exemplo não é posto em prática, pelo contrário, eles querem reduzir a população.
    Obs: Não sou ancap, e se estivéssemos sobre ele, provavelmente nossa conversa teria sido completamente diferente.

    E faço a pergunta, é tão difícil assim você reconhecer que está errado? É tão orgulhoso assim ao ponto de usar situações incomuns para defender seu ponto de vista errado?
  • Ex-microempresario  04/07/2017 16:07
    Esclarecido, Kelvin. Nossas posições são realmente diferentes: eu dou maior importância ao fator "dor e sofrimento" enquanto vc coloca em primeiro lugar a "inviolabilidade do direito à vida", embora em casos como este o "direito à vida" me lembre o "direito ao voto" no Brasil, em que votar é uma obrigação. Digamos que um bebê tem a obrigação de viver enquanto os pais assim o quiserem, e se estes não se importarem em meditar sobre o possível sofrimento do bebê, então assim será.

    Quanto às minhas opiniões, nunca tive problemas em mudá-las, desde que diante de argumentos consistentes. Mas quando um post na internet me acusa simplesmente de "estar errado", simplesmente porque seu autor está convencido de "estar certo", isso não se qualifica como argumento consistente.
  • Without Rules  06/07/2017 13:39
    Ex-microempresário,

    O problema na sua situação é simples: Você está dando peso a conceitos para defender sua ideia.
    Como o bebê não tem o direito a escolha entre viver ou morrer (e por isso, seu argumento do "direito ao voto" não tem sentido algum) você está relativizando a moral através de algumas imposições de regras. Quer determinar até que ponto a dor e sofrimento são permitidos sem que a saída seja o assassinato, como se soubesse, já de antemão, a opinião do bebê sobre isso.

    Em resumo, você quer nos impor que: se um bebê sofrer um sofrimento superior à "x" ele merece morrer, independente da opinião de seus pais, mesmo que eles estejam querendo apenas o direito a vida do seu filho. Aliás, você quer impor isso, mesmo HAVENDO CHANCE DE REVERSÃO.

    É esse o julgamento que você considera correto?

    Se essa decisão é cabível em alguma definição de moral, você me dá a certeza que estou em um mundo errado, camarada.


    Sim, você está relativizando o valor da vida de um inocente. E, o pior: passando essa decisão para o Estado.
  • Ex-microempresario  06/07/2017 15:28
    Amigo, fica difícil argumentar com quem lê aquilo que não escrevi.

    O problema na sua situação é simples: Você está dando peso a conceitos para defender sua ideia.

    Não sei bem do que vc tentou me acusar, mas, sim, minhas idéias se baseiam em conceitos. Eu "dou peso" a conceitos que considero válidos e descarto conceitos que considero inválidos. Sempre achei que é o que qualquer pessoa faz, e claro que cada um pode ter conceitos diferentes e idéias diferentes.


    Como o bebê não tem o direito a escolha entre viver ou morrer (e por isso, seu argumento do "direito ao voto" não tem sentido algum) você está relativizando a moral através de algumas imposições de regras.

    Existe moral que não imponha regras ? A moral diz que "fazer isso é certo, fazer aquilo é errado." Isso é uma regra. A questão é cada um ter certeza que SUAS regras são as certas e portanto a SUA moral é a correta. Vc não está provando nada, está apenas fazendo frases díficeis para dizer que a sua moral e as suas regras são as certas e as minhas são as erradas. Nenhuma novidade aí.


    Quer determinar até que ponto a dor e sofrimento são permitidos sem que a saída seja o assassinato

    Me mostre onde eu disse que quero impor a alguém algum limite ou obrigar alguém. Eu disse apenas qual seria o MEU comportamento diante de uma situação. Vc está usando jogos de palavras para dar a entender que eu quero sair matando inocentes por aí.


    ...como se soubesse, já de antemão, a opinião do bebê sobre isso.

    O que, hipotéticamente, seria tão válido quanto dizer o contrário, isto é, que o bebê quer continuar vivo e sofrendo. Mas isso é apenas um argumento emotivo seu, porquê bebês não tem opiniões racionais.


    Em resumo, você quer nos impor que: se um bebê sofrer um sofrimento superior à "x" ele merece morrer, independente da opinião de seus pais, mesmo que eles estejam querendo apenas o direito a vida do seu filho.

    Aqui vc definitivamente leu o que quis ler, e não o que eu escrevi. Desafio a achar uma palavra em meus comentários que indique que eu desejo impor qualquer coisa a outro. Desafio a achar uma palavra que fale em ir contra a decisão dos pais. Desafio a achar uma palavra que mostra que acredito que seja possível definir um valor arbitrário x.

    Para deixar registrado, vou me repetir: Se EU estivesse nessa situação, e SE houvesse indicações médicas que uma pessoa (bebê ou não) pela qual sou responsável estivesse sofrendo e SE as chances de cura fossem mínimas, EU não optaria por prolongar ARTIFICIALMENTE a vida dessa pessoa ([i]é o seu momento de gritar "assassinato! homicídio! sequestro!"). Se outras pessoas pensam diferente, não tenho problemas com isso.


    Aliás, você quer impor isso, mesmo HAVENDO CHANCE DE REVERSÃO.

    Isso é uma deslavada mentira. De novo, desafio vc a achar uma frase onde eu diga que quero impor o que quer que seja, e desafio vc a achar onde eu disse que faria isso HAVENDO CHANCE DE CURA.


    É esse o julgamento que você considera correto?

    Sim.


    Se essa decisão é cabível em alguma definição de moral, você me dá a certeza que estou em um mundo errado, camarada.

    Eu também já achei injusto viver em um mundo em que pessoas pensavam diferente de mim, afinal, eu tinha certeza de que estava certo, então os outros só poderiam estar errados!
    O tempo e a idade me fizeram mudar de idéia.


    Sim, você está relativizando o valor da vida de um inocente. E, o pior: passando essa decisão para o Estado.

    Vc está me imputando coisas que eu não falei, novamente. Repeti diversas vezes que estava apenas expressando a MINHA opinião sobre que EU faria em uma situação similar. Não estou opinando sobre a situação do Charlie, simplesmente porque não faço parte dela. Vc está sendo desonesto.

    Aliás, por que vc não aproveita e responde aquilo que já foi perguntado por mim e por outros: se os pais de um bebê doente decidirem pela eutanásia e o estado agir para impedir, vc continuaria sendo a favor do "direito à vida" incondicionalmente ? Não se constranja em admitir que não, já há comentáristas admitindo que o seu problema é com o estado tomando decisões contra os pais e que estes tem PODER ABSOLUTO sobre seus filhos.


    Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?
  • Without Rules  06/07/2017 17:29
    "Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?"

    Não respondem porquê não entendem a dificuldade de entendimento para essa pergunta.

    O primeiro direito do indivíduo é a VIDA. Ele, e somente ele, pode escolher se opta por continua a viver ou morrer.
    Caso ele não tenha poder sobre sua própria decisão e não tenha como expressar seu interesse de alguma forma, ele não tem soberania sobre sua vida. Mas essa não pode ser simplesmente repassada a qualquer ente: Quem assume essa responsabilidade tem o dever de proteger e conservar a vida desse indivíduo, enquanto puder. O ente teria a missão de mantê-la viva, e não de decidir sobre sua vida.


    Em situação ALGUMA, você tem o direito de se sentir superior à soberania de uma pessoa inocente (no sentido de não ter cometido crime) sobre o próprio corpo. Essa soberania é apenas dela. Se ela não tomou a decisão de morrer, seu responsável tem apenas a responsabilidade de mantê-la viva. No caso da criança, os pais estão buscando o meio para mantê-la viva. Caso não conseguissem o financiamento, os aparelhos seriam desligados. Eles não mataram a criança, mas não teriam alcançado os meios para mantê-la viva.


    Respondido?

    "Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?"

    Sim, apoiaria. Não pela função do Estado em si, mas sim por ele estar agindo como uma entidade que protege o direito a vida, a liberdade e a propriedade. Apoiaria o Estado fazer isso como qualquer outra instituição que se propusesse a isso.
  • HELIO ANGOTTI NETO  03/07/2017 17:24
    "Talvez a pergunta que todos devamos fazer seja a seguinte: desde quando viramos objetos de uma tecnocracia impessoal que decide o quanto vale nossa vida ou qual a sua "qualidade"?

    Você quer um Estado que decida que está na hora de você morrer? Para mim, um dos piores pesadelos distópicos possíveis é viver numa sociedade em que a elite tecnocrática de um Estado tirano encontrou meios formais para livrar-se daqueles os quais julga inúteis.

    Até quando você será útil?"

    medicinaefilosofia.blogspot.com.br/2017/07/o-dever-de-matar.html
  • Alerson Molotievschi  03/07/2017 18:32
    Caro colega,

    tentei encontrar um meio para escrever lá no seu blog, mas não encontrei.

    Li seu texto, mas foi pouco. Vou ler mais do que escreveu previamente para lhe conhecer melhor.

    Apenas percebi que (me perdoe se for injusto) "disbioética" foi termo cunhado por você mesmo, estou enganado? Isso não diminui seu feito! Somos livres para inclusive criarmos novos termos desde que fundamentados em conhecimento...sou fã dos neologismos. Porém, será que a "Cultura da Morte" pratica a "nossa" medicina através daqueles que assistem à morte apenas? Não vou sequer mencionar tecnocratas por qui. Nós estamos tentando enxergar a outra margem do rio?

    Meu ponto, dito acima em comentário, não foi sobre tão prontamente me posicionar a respeito desse caso em particular; mas não podemos também estimular uma "Cultura da Vida" que "tende" a favorecer os ganhos financeiros imensuráveis de uma indústria da saúde, que na minha humilde opinião, é quem "trai a antiga arte" e, por consequência, aniquila a vocação...como diz você...hipocrática e cristã.

    Obrigado pelo seu compartilhamento de idéias.


  • Zé Dendágua  04/07/2017 14:02

    @ Alerson Molotievschi 03/07/2017 18:32
    não podemos também estimular uma "Cultura da Vida" que "tende" a favorecer os ganhos financeiros imensuráveis de uma indústria da saúde?

    Não eternamente. No início, um charlatão pode até conseguir dinheiro vendendo ilusão, mas logo o livre mercado se encarrega de tirá-lo de cena.
  • Visitante  04/07/2017 17:29
    Alerson diz:

    "Meu ponto, dito acima em comentário, não foi sobre tão prontamente me posicionar a respeito desse caso em particular; mas não podemos também estimular uma "Cultura da Vida" que "tende" a favorecer os ganhos financeiros imensuráveis de uma indústria da saúde, que na minha humilde opinião, é quem "trai a antiga arte" e, por consequência, aniquila a vocação...como diz você...hipocrática e cristã".

    Ele diz ser contra o que chamou de "ganhos financeiros imensuráveis". Seguindo esse raciocínio, de ser contra o que cunhou de "Cultura da Vida", estaria o nobre "doutor" do lado da "cultura da morte"? Ou ele prefere favorecer a indústria funerária?

    Bom, no mínimo curioso ler isso de um indivíduo formado pela USP, em 2006, e que atualmente é médico residente do Hospital Sírio-Libanês. Repetindo: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS.


  • Sheyk  03/07/2017 19:24
    Se esquerda fosse sinonimo de autoritarismo e Estado de patrimonio coletivo, não haveriam governantes que governam apenas segundo seus interesses patrimoniais, e se o patrimonio é coletivizado com o uso de legitimidade ele não está sendo autoritário, logo assistencialismo e caridade são esquerdistas independente da quantidade de veludo que tu toma para ti.

    Chega de usar falácia relativista e enfiar tudo que não convém a ideologia no conceito de esquerda direita.? Palavras de um amigo meu.




    Mostrar menos
  • Leonardo  03/07/2017 20:25
    Rumamos ou já estamos no totalitarismo? Difícil dizer.
  • Pobre Paulista  03/07/2017 20:29
    Esse é um típico artigo capaz de separar os meninos dos homens.

    À todos aqueles que defenderam a ação do estado: Vão todos pra PQP!
  • Fabiano  03/07/2017 20:48
    Devemos privatizar estatais a "preço de banana"?
  • Deummer  03/07/2017 22:04
    Não. Isso ainda seria caro demais. Estatais não devem ser vendidas. O estado deve apenas se retirar delas e deixar que os próprios funcionários se virem em um ambiente de livre concorrência.

    Eis como deve ser feito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2457
  • Minarquista  03/07/2017 20:49
    Parabéns aos burrocratas! Honraram - como sempre - o seu nome!

    Acabaram de decretar a eutanásia obrigatória a todos os menores de idade que tiverem doenças graves que causem dor, e para as quais não haja ainda protocolo de tratamento padrão consagrado.

    Como conseqüência, toda e qualquer tentativa de inovação está proibida nestes casos. A sociedade fica então proibida de encontrar o tratamento!

    É muita burrice!

    Já agora, para completar a lambança, sugiro aos burrocratas que, por coerência, estendam o mesmo raciocínio a todos os "vulneráveis", incluindo idosos, doentes mentais, pessoas de pouco estudo - enfim: todos aqueles que o estado e a maioria consideram que não têm capacidade de pensar e tomar decisões importantes por si mesmos. Dá para imaginar isso?

    É o fim da picada...

    []s


  • Taxidermista  03/07/2017 20:54
    Aos eventuais interessados, há um livro específico sobre o tema, bastante interessante, escrito por um médico americano:


    The High Price of Socialized Medicine: A History of Government Meddling in American Health Care, and How a Free Market Would Solve Our Problems:


    www.amazon.com/High-Price-Socialized-Medicine-Government-ebook/dp/B01ATSWZH8/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=1499115034&sr=1-1
  • anônimo  03/07/2017 20:55
    A morte, pode-se dizer, está no DNA do Estado. Porque nenhuma das invenções que o homem criou até hoje em toda a história matou tanto quanto o Estado. Apesar de não ter mãos e não pensar, este monstro tira a inteligência das pessoas levando-as a se tornarem peões e joguetes. As maiores guerras da história foram feitas entre Estados. Os maiores genocídios foram executados por Estados. É verdade que a morte chega para todos, mas essa Besta disforme chamada Estado faz com que ela chegue mais cedo.
    Ele cria e dá direitos artificiais e nega direitos naturais e universais. Mata idéias genuínas em favor de ideologias repetitivas.
    Cada vez tenho mais nojo deste monstro.
  • James  03/07/2017 23:20
    Essas coisas não são novidade nenhum na medicina estatal do Reino Unido.

    Comecem por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vão aqui e vejam como a eutanásia compulsória de bebês doentes sempre foi rotineira por lá.

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E terminem aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fiquem com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html

  • Régis  03/07/2017 23:26
    Hospital de Londres adia desligamento de aparelhos de bebê em fase terminal

    Hospital tinha planejado desligar os aparelhos, contra a vontade dos pais, nesta sexta-feira, mas decidiu adiar sem dar mais detalhes sobre quando isso ocorrerá

    internacional.estadao.com.br/noticias/geral,hospital-de-londres-adia-desligamento-de-aparelhos-de-bebe-em-fase-terminal,70001872818


    Isso é que é um death panel no melhor estilo do termo: um comitê soviético estipula quem vive, quem morre, quando morre e como morre. E o pior: proíbe você de viver por conta própria.
  • Pobre Paulista  04/07/2017 11:55
    Ué, mas "o bebê não estava sofrendo"? Agora não tem problema mais prorrogar a vida do bebê?

    Esse pessoal é tão louco que não percebe suas próprias contradições...
  • Daniel  04/07/2017 01:54
    Nem consigo imaginar como esses pais devem estar se sentindo. Se algum burocrata do governo me dissesse que eu sou obrigado a deixar meu filho doente morrer e que eu não tenho o direito de tentar fazer alguma coisa para reverter sua doença, nem imagino o que seria capaz de fazer com esse bosta.

    E eu que pensava que coisas como confisco de conta bancária e arresto de bens pela Receita Federal eram o pior que o governo podia fazer com o indivíduo...
  • Helga Lui  04/07/2017 04:31
    ok, quanta abobrinha.

    Engraçado aqui que ninguém mencionou, mas o tal tratamento experimental não foi testado nem em cobaias e o´próprio médico chefe da equipe que conduz os experimento, que queria usar uma cobaia humana e os recursos doas pais, disse que no caso desta criança ela o tratamento (que ainda nem tem testes positivos palpáveis) traria algum benefício.
    Realmente o Estado deve deixar que os pais sejam ludibriados por falsas esperanças e levem o filho para outro pais para ser usado de cobaia, mesmo quando ele sente dor apenas por estra vivo, mas sem conseguir expressar....
    Porque o Estado é mau, óbvio. Sei sei... neste caso o Estado está fazendo exatamente o que deveria, cuidando do interesse de quem não pode se expressar, uma criança com uma doença irreversível, em dor e que mesmo se a doença inicial pudesse ser curada por milagre ainda assim restaria sequelas não menos graves (neurológicas, cegueira, surdez. Mas claro, como foi o Estado mau que decidiu, então está errado e os pais devem ter todo o direito de levar o filho cobaia para as mães de pesquisadores que ganhariam uma cobaia e recursos para testar o que quisessem. Perfeito!!
  • Alga Benário  04/07/2017 14:59
    O seu argumento em prol do sequestro e do assassinato compulsório é que, caso contrário, o bebê serviria de cobaia?!

    Quer dizer então que sequestrar e deixar morrer é mais humano, ético e moral do que ao menos passar por um tratamento que pode melhorar sua situação?!

    Sério, você realmente consegue dormir bem à noite?!
  • Lucas Norberto  06/07/2017 06:38
    Só um aviso aos "libertários" que apoiaram o Estado nessa decisão absurda: são em situações assim que vemos a verdadeira face e intenção de uma pessoa.
  • saoPaulo  04/07/2017 08:17
    Ora, vamos lá...
    Não entendi qual o ponto do artigo. Ele realmente afirma que pais possuem direitos absolutos sobre seus filhos, inclusive de lhes impingir sofrimento desnecessário? Pois foi disso que a decisão tratou*.
    Quem já assistiu Coração Valente deve lembrar do povo clamando por misericórdia ao ver William Wallace tendo seu intestino removido. Pois bem, misericórdia, neste caso, não significa libertá-lo, mas sim dar-lhe uma morte rápida e sem sofrimento, ou seja, digna. É o reconhecimento de que há coisas piores que a morte.
    Acredito que seja um ponto unânime entre libertários que eutanásia voluntária de pacientes lúcidos não deva ser ilegal.
    Mas muito mais difícil é se determinar quando, e se, a eutanásia deve ser aplicada no caso de crianças, que não têm a devida capacidade para tomarem tal decisão. Obviamente a decisão deve ser levada a terceiros, sendo os primeiros candidatos, ao meu ver, os pais. Mas teria um pai o direito de aplicar eutanásia mesmo com vários médicos assegurando que a criança pode perfeitamente viver sem dor com sua condição? Ou, de outra maneira, teria um pai o direito de prolongar artificialmente a vida de uma criança, mesmo com vários médicos assegurando que sua condição é dolorosa e irreversível?
    Em ambos os casos, não teria uma corte (pública ou privada) o poder de sobrescrever a decisão dos pais?
    Ao meu ver, esta é a questão fundamental. E, pelo que entendi, é contra isso que o artigo argumenta.
    Ora, ou os pais têm direitos absolutos sobre seus filhos, ou podem ter suas decisões sobrescritas pelo menos em alguns casos.
    No primeiro caso, não seriam as crianças tidas como propriedades dos pais e, portanto, suas escravas?
    No segundo caso, o artigo poderia argumentar como a decisão da corte foi errada e levou (levará) à morte de Charlie, mas não deveria argumentar se a corte tem ou não a legitimidade de sobrescrever a decisão dos pais em alguns casos.

    *Lendo a transcrição do julgamento de 11 de abril, entendi que Charlie apresentava dano cerebral severo e irreversível -- estado vegetativo? -- e, portanto, mesmo que o tratamento contra sua doença, MDDS, obtivesse êxito, isto em nada melhoraria seu estado cerebral, mas apenas lhe causaria dor. Por isso as decisões em não prolongar seu sofrimento.
    Ao escrever que "O NHS decidiu, por algum motivo obscuro, interferir no processo", o autor deixa explícito que sequer procurou se informar da razão pela qual todos os envolvidos optaram pela decisão tomada, inclusive os médicos ingleses envolvidos e os médicos espanhóis consultados.

    PS - antes que algum cretino venha me chamar de eugenista, blá, blá, blá, meu ponto fundamental é: deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?
  • Affonso Henrique  04/07/2017 14:58
    Você fez essa volta toda apenas para dizer que o estado está sim correto em tomar a criança dos pais, proibir tentativas de tratamento por conta própria e decretar a sua morte compulsória?

    Por que simplesmente você não teve a hombridade de dizer isso diretamente, sem firulas? Já sei. É porque, no âmago, você sabe que defender a tirania e a onisciência de burocratas (até mesmo sobre a vida e a morte de terceiros) é uma das mais estúpidas idéias que alguém pode ter neste mundo.

    Em todo caso, é sempre didático saber que ainda há pessoas bizarras neste mundo que concedem a burocratas estatais uma sabedoria e uma onisciência maior que a vida de seus filhos.

    Quanto derrotismo. Quanta auto-humilhação. Quanta inferioridade.


    P.S.: quem defende que o estado sequestre o filho dos outros e decrete a sua morte compulsória não tem direito nenhum de criticar quando o governo confisca a poupança, sequestra ativos para a Receita Federal, toma carros e casas, impõe tarifas de importação de 35%, utiliza dinheiro de impostos para distribuir para seus amigos, desvia dinheiro da saúde, utiliza dinheiro público para comprar o apoio de deputados para defender seus próprios interesses, concede aumentos pornográficos para o funcionalismo, paga auxílio-moradia para juízes que ganham R$ 35 mil líquidos por mês etc.

    Afinal, nada disso é tão monstruoso quanto sequestrar um bebê, condená-lo à morte e proibir os pais de ter qualquer palavra. Quem aprova este último não pode, por lógica, criticar nenhum dos outros. (A menos, é claro, que o sujeito seja uma aberração moral).
  • Ex-microempresario  04/07/2017 15:35
    Ao mesmo tempo em que vc se arroga o conhecimento supremo da verdade e se proclama o portador da moral justa e indiscutível, seus comentários nada mais são do que um ajuntamento de xingamentos, ataques pessoais e arrogâncias tolas. Não vejo sentido em manter um diálogo diante de expressões como estas:

    "Por que simplesmente você não teve a hombridade de dizer isso..."

    "...há pessoas bizarras neste mundo..."

    "Quanto derrotismo. Quanta auto-humilhação. Quanta inferioridade. "

    "...que o sujeito seja uma aberração moral..."

    Vc não respondeu a nada do que saoPaulo disse. Apenas repetiu de forma agressiva e arrogante suas certezas inabaláveis através de clichês toscos. Ironicamente, é exatamente o comportamento típico dos esquerdistas que muitos aqui do Mises adoram odiar.
  • Eduardo  04/07/2017 15:19
    "deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"

    Essa pergunta é séria?! Os pais querem curar o filho e mantê-lo vivo. Já a corte quer sequestrar o filho e deixá-lo à míngua para morrer. Um lado defende a vida; o outro defende o assassinato.

    Imaginar que você possa sequer estar vacilante em relação a isso mostra bem a sua moral.
  • Libertarian  04/07/2017 16:22
    A corte NUNCA pode sobrepujar o direito dos pais de tentar lutar pela vida do filho, independente do sofrimento. Sofrimento NÃO é necessariamente ataque ao PNA. Se o objetivo máximo é a sobrevivência sim os pais tem o direito de impor sua guarda da criança a tentar atingir este objetivo. Se você abrir isto para decisão de burocrata ou cortes você está abrindo para que estas mesmas pessoas decidam o "nivel" de sofrimento adequado para preservação da vida. Isso é inaceitável pois é claramente uma decisão INDIVIDUAL. E no caso de bebês, uma decisão individual dos PAIS.
    A sua pergunta teria sentido se UM dos pais discordasse do outro e quisesse levar o caso à uma corte, e neste caso sim uma corte poderia ser usada pois existe aí um conflito de propriedade da GUARDA do bebê.
  • Guilherme Ribeiro  04/07/2017 16:35
    Disse tudo o Libertarian.

    Esse argumento de que "fulano está sofrendo muito; logo, é melhor matá-lo" é atroz.

    Por essa lógica, todo mundo está justificado em sair matando mendigos que dormem na rua ao relento (ainda mais neste frio). Não há dúvida de que eles estão sofrendo.

    Aliás, por que não matar também os pedintes? Quem se rebaixa a pedir esmola no semáforo está obviamente sofrendo muito (muito mais do que eu; e a minha perspectiva é a que importa para decidir sobre a vida dos outros). Logo, melhor tirar a vida deles também.
  • saoPaulo  04/07/2017 17:27
    Todos desviaram completamente da questão fundamental por mim levantada.
    Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões em alguns casos?
    É uma pergunta simples, com resposta sim ou não.
  • João Paulo  04/07/2017 18:06
    Explicitamente respondida pelo Eduardo, cuja resposta você ou ignorou ou fingiu que não viu.

    Mas não tem problema. Eu também responderei.

    "Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões em alguns casos?"

    Se a posição do pai é pró-vida da criança, e a posição da corte é pró-sequestro e pró-assassinato, então a resposta é absolutamente sim. E nenhum burocrata tem qualquer direito de sobrepujar este arranjo.

    Ninguém que defende o sequestro e o assassinato de um inocente tem o direito de se sobrepujar àquele que defende a vida.

    Se você chegou a titubear quanto a isso, então a coisa tá realmente feia.
  • saoPaulo  04/07/2017 19:23
    Explicitamente respondida pelo Eduardo, cuja resposta você ou ignorou ou fingiu que não viu.
    Ignorei pois ele não respondeu exatamente o que eu perguntei.
    "Banana é doce" não é uma resposta válida à pergunta: "todas as frutas são doce?"
    É extremamente cansativo ter que explicar coisas tão simples...

    Se a posição do pai é pró-vida da criança, e a posição da corte é pró-sequestro e pró-assassinato, então a resposta é absolutamente sim. E nenhum burocrata tem qualquer direito de sobrepujar este arranjo.
    Novamente, não respondeu exatamente o que eu perguntei. Mas pra você não dizer que fingi que não vi a sua resposta, vou ter que interpretá-la.
    Se? Por que o uso do condicional? Por que não afirmar que um pai deve ter sempre a última palavra quanto às decisões sobre sua criança? Você está involuntariamente concordando comigo que pais não possuem direitos absolutos sobre seus filhos. Portanto, a discussão aqui não gira em torno da legitimidade de uma corte sobrepujar as decisões dos pais em alguns casos. Mas sim se neste caso, a decisão de sobrescrever a vontade dos pais foi correta.
    Sendo assim, a abordagem do artigo se torna completamente inválida, visto que uma corte privada poderia perfeitamente concordar com a decisão da corte estadual. Os eventos muito provavelmente se repetiriam, mesmo em um arranjo anarcocapitalista.
    O autor deveria ter explicado quais fatos do caso o levaram a discordar do veredicto, ao invés de dizer que foram razões obscuras.
    O autor falhou miseravelmente no seu intuito: se utilizar de uma polêmica decisão judicial para atacar o sistema estatal.

    Note que não estou, neste comentário, fazendo juízo se a decisão foi correta ou não. Estou criticando a abordagem tomada pelo artigo.
  • João Paulo  04/07/2017 21:29
    "Se? Por que o uso do condicional? Por que não afirmar que um pai deve ter sempre a última palavra quanto às decisões sobre sua criança?"

    Sem problemas.

    Primeiro vem o indivíduo. Ponto.

    Sendo o indivíduo ainda um incapaz, então seus progenitores são soberanos sobre ele. Foram seus progenitores que o trouxeram ao mundo e são eles que têm todas as responsabilidades sobre este indivíduo enquanto ele ainda for incapaz.

    E ponto final. Ninguém mais -- muito menos um burocrata -- tem o direito a se intrometer em um arranjo que não envolve violência contra inocente (muito pelo contrário, aliás).

    "Você está involuntariamente concordando comigo que pais não possuem direitos absolutos sobre seus filhos."

    De maneira nenhuma. Acabei de discordar abertamente.

    "Portanto, a discussão aqui não gira em torno da legitimidade de uma corte sobrepujar as decisões dos pais em alguns casos. Mas sim se neste caso, a decisão de sobrescrever a vontade dos pais foi correta."

    E não foi. O que houve foi um seqüestro seguido de assassinato compulsório. "É extremamente cansativo ter que explicar coisas tão simples". Né?

    "Sendo assim, a abordagem do artigo se torna completamente inválida, visto que uma corte privada poderia perfeitamente concordar com a decisão da corte estadual."

    Por que se torna inválida? Não entendi este seu preguiçoso salto de lógica. Se a mesma decisão tivesse sido tomada por uma corte privada (não entendi essa sua tara, pois anarcocapitalismo não é o tema deste artigo, mas sim a defesa da vida), ela teria sido igualmente errada e imoral.

    Qual o seu ponto?

    "Os eventos muito provavelmente se repetiriam, mesmo em um arranjo anarcocapitalista."

    E daí? Pela terceira vez: qual o seu ponto? Anarcocapitalismo não é o tema deste artigo, mas sim a defesa da vida. Você está à descoberto.

    "O autor deveria ter explicado quais fatos do caso o levaram a discordar do veredicto, ao invés de dizer que foram razões obscuras."

    Burocratas proibiram os pais de tentar -- utilizando recursos próprios -- ajudar o filho. E disseram que o melhor a se fazer a desligar os aparelhos e deixar a criança morrer. Se tal decisão (por que proibir o tratamento?) não é obscura, então você precisa reavaliar sua própria humanidade.
  • saoPaulo  08/07/2017 21:52
    Sendo o indivíduo ainda um incapaz, então seus progenitores são soberanos sobre ele.
    [...]
    E ponto final. Ninguém mais -- muito menos um burocrata -- tem o direito a se intrometer em um arranjo que não envolve violência contra inocente (muito pelo contrário, aliás).

    Interessante, entao se um pai convence sua filha pré pubere a praticar prostituicao, ninguém tem nada a ver com isso, já que ele nao está forcando ela.
    Se um bebê sofre de uma lesao cerebral irreversível e extremamente dolorosa, o pai tem todo o direito de mantê-lo vivo por meios artficiais, prolongando inutilmente seu sofrimento.
    Bem, aqui entramos em um terreno espinhento para mim na ética rothbardiana. Nunca me senti à vontade defendendo o direito de um pai em vender seus filhos, como se fossem escravos. Mas se você é ok com isso, tudo bem...
    Interessante notar, também, que você condiciona a soberania dos pais à ausência de violência contra a crianca. Em casos confirmados de violência, uma corte poderia sobrepujar a vontade dos pais. Novamente, você concoda comigo, mesmo que involuntariamente.

    De maneira nenhuma. Acabei de discordar abertamente.
    Pois é, se tivesse respondido a questao com um simples "nao", teria evitado a confusao.
    E nao, você nao discordou.

    E não foi. O que houve foi um seqüestro seguido de assassinato compulsório.
    Você sequer leu o link que eu postei, nao é mesmo? Você nao faz a menor ideia do porquê do veredicto ter sido assim...

    Qual o seu ponto?
    Meu ponto é que o artigo usa deste tema complicado e polêmico para capitalizar contra a saúde estatal, quando é perfeitamente possível que um veredicto semelhante também fosse tomado em um sistema sem saúde nem justica estatais.
    Como anarcocapitalista devo dizer que achei esta uma tática desnecessária e de mau gosto.

    E daí? Pela terceira vez: qual o seu ponto? Anarcocapitalismo não é o tema deste artigo, mas sim a defesa da vida. Você está à descoberto.
    Santo Deus...
    Criatura, você se deu ao trabalho de ler o artigo ou pulou direto para os comentários?
    Você leu o título? Quando a medicina é estatal, o governo decreta que você deve morrer
    Que tal o sub-título: Na Grã-Bretanha, o governo estipulou que um bebê deveria morrer em vez de receber tratamento privado.
    Nao se convenceu? Que tal logo a largada to texto: Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando.
    Quer pular os detalhes? Leia pelo menos a conclusao:
    Estatistas e intervencionistas alegam que, em um livre mercado, tratamentos médicos seriam desumanos, pois seriam negados aos mais pobres. O caso de Charlie destrói toda esta falsa imagem.
    [...]
    Aqueles que defendem que toda a saúde seja estatizada [...] insistem que a medicina estatal seria mais humana.
    [...]
    Imagine se um hospital particular fizesse o mesmo que o hospital estatal e a Suprema Corte do Reino Unido fizeram?

    Que tal? O texto nao usa o caso do Charlie como pano de fundo para atacar a medicina estatal? Ele nao pergunta se alguém conceberia um hospital particular fazendo o mesmo, insinuando que tal erro* jamais aconteceria em um ambiente sem saúde estatal?
    Me aponde uma, apenas uma salvaguarda do autor explicando que tal decisao também poderia ocorrer sob um tribunal privado.

    Se tal decisão (por que proibir o tratamento?) não é obscura, então você precisa reavaliar sua própria humanidade.
    Já eu acho que você deveria se informar minimamente antes de formar sua opiniao com detalhes e opinioes superficiais.
    "Por que proibir o tratamento", voce pergunta. Ora, se tivesse se informado minimamente, saberia que tal tratamento, mesmo que milagrosamente eficaz, em nada ajudaria na condicao cerebral de Charlie.

    https://www.judiciary.gov.uk/wp-content/uploads/2017/05/gosh-v-yates-and-gard-20170411-1.pdf

    *para quem considera um erro.
  • Humberto  04/07/2017 22:51
    Aulinha de lógica básica ao saoPaulo: se o indivíduo (bebê) não tem soberania sobre si próprio, então seus progenitores são os responsáveis.

    Mas se, como você sustenta, os pais não têm essa soberania, então muito menos a tem um bando de burocratas.

    Que lógica é essa que diz que o pais não podem tentar salvar um filho, mas burocratas podem assassiná-lo? Que lógica é essa que diz que é imoral pais tentarem salvar um filho, mas é belo e moral burocratas mandarem assassiná-lo?

    Sério, nem mesmo a alta burocracia soviética chegou a agir assim.
  • Ex-microempresario  04/07/2017 21:13
    Não respondido; tanto o Eduardo quanto o João Paulo explicitamente desviaram da pergunta:

    "Se a posição do pai é pró-vida da criança..." - isso já sabemos.

    A pergunta é sobre a situação inversa: os pais decidiram que é melhor deixar a criança morrer: vale o "direito paterno" ou o "direito à vida" ?
  • Sergio  06/07/2017 16:08
    Leia com atenção o "Libertarian 04/07/2017 16:22".
  • Lee Bertharian  04/07/2017 17:37
    Não existe resposta certa para perguntas erradas, e lamento que leitores tão qualificados caiam neste velho truque...
    Mesmo assim, respondo à alguem lá atrás (acho que Helga) com uma pergunta: e se você e seu cônjuge estivessem convictos que seria melhor aceitar a morte do filho, mas o Estado os compelisse a fazer o contrário?
    Eutanásia, aborto, suicídio são ESCOLHAS INDIVIDUAIS, e a questão não é ser "contra" ou "a favor", mas deixar claro que o Estado não tem absolutamente NADA a ver com isso...
  • Libertarian  05/07/2017 11:25
    Os responsáveis pela GUARDA do bebê são sim responsáveis por tentar preservar a sua vida. Simples assim. Não é uma questão de direito absoluto dos pia e sim de responsabilidade. Os pais não tem o direito de deixarem seu filho morrer de fome, eles são obrigados a manterem sua vida. Então ao invés de querer tergiversar dizendo que ninguém respondeu a pergunta, todos os libertários sabem claramente que SIM cabe aos pais tomarem as decisões para a preservação da vida do seu filho. E não apenas pelo afeto dos mesmos, mas principalmente pela RESPONSABILIDADE que advém da guarda.
    Inaceitável seria permitir que um terceiro pudesse interferir e forçar os pais a deixar seu filho morrer.
  • Sergio  06/07/2017 16:03
    "deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"

    Deve alguma corte -- pública ou privada -- ter direito absoluto sobre seu filho, sobrescrevendo suas decisões?
  • Um observador  06/07/2017 20:12
    saoPaulo perguntou:
    "Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"
    Resposta: Não. Se alguma corte entender que está ocorrendo uma violação do PNA por parte dos pais em relação ao filho, então uma corte estaria agindo de acordo com os princípios libertários ao tentar sobrescrever as decisões do pais.

    Sérgio perguntou:
    "Deve alguma corte -- pública ou privada -- ter direito absoluto sobre seu filho, sobrescrevendo suas decisões?"
    Resposta: Não, as decisões sobre os filhos incapazes cabem aos pais, exceto quando ocorre uma violação do PNA (e apenas nesse caso, do ponto de vista libertário, é correto que outros possam agir e tentar sobrescrever a decisão que violou o PNA).

    Aos ignorantes de plantão: notem que esta é a minha resposta às perguntas de cunho filosófico do saoPaulo e do Sérgio, e aborda o tema de forma geral. Não tem relação direta com o caso do Charlie.
  • DOUGLAS  04/07/2017 15:01
    Por outro lado deve ser horrível estar morto em vida.
    Quando minha avó ficou muito doente no mesmo quarto estavam várias outra velhinhas já a 10, 15 anos em estado semi vegetativo e muitas delas implorando para morrer já que nem os parentes iam mais visita-las. O dia delas era praticamente gemer de dor o dia inteiro, já que não podiam se alimentar, sair da cama, falar, respirar, com tubo na sua garganta, soro no seu braço, usando frauda.
    Teve um dia que uma delas quase morreu e uma mulher chamou os médicos que conseguiram salva-la, mas quem disse que a velha estava feliz em ser salva.

  • Amante da Lógica  04/07/2017 15:20
    Se a velhinha estava em estado semi-vegetativo, não tinha como ela expressar seu desejo de morrer. Você até pode ter interpretado assim; mas ela certamente não o expressou.

    Aliás, ficou extremamente cômica sua frase: havia várias velhinhas em "estado semi vegetativo e muitas delas implorando para morrer já que nem os parentes iam mais visitá-las".

    Estou eu aqui a imaginar a cena: velhinhas semi-vegetativas gritando cheias de energia que querem morrer porque seus parentes não mais vão visitá-las. Bizarro.

    Aulinha básica de lógica (da qual você precisará para comentar neste site): quem está em estado vegetativo não tem como expressar claramente seu desejo de morte. Dizer que uma pessoa semi-vegetativa está "implorando para morrer" é, acima de tudo, um atentado à lógica. Até porque, se a pessoa realmente expressar o desejo pelo suicídio, então ela não está vegetativa.

    No final, tudo se resume à nossa arrogante sensação de superioridade sobre aqueles que estão sem saúde. Vejo uma pessoa em pior estado do que eu e prontamente decreto: "Ela estaria muito melhor morta! Vamos acabar logo com isso!"

    Aliás, por essa mesma lógica, estou plenamente legitimado a tirar a vida de um adolescente deprimido (pensamentos suicidas em adolescentes infelizes são corriqueiros) ou de um pai de família desempregado que se considera um fracassado.

    Posso?
  • Realista  04/07/2017 16:15
    Eu pessoalmente vi minha vó se desfazer no Parkinson. Era algo que machucava toda a família mas ela, em nenhum momento, pediu para morrer. Eu pessoalmente queria vê-la livre do sofrimento, mas vi que a vida dela era ver seus netos crescendo, se casando e seguindo a vida. Minha vó só foi falecer após o nascimento do seu primeiro bisneto (minha filha). Não tenho dúvida que, mesmo naquela situação lastimável, foi imensurável sua felicidade de ver sua bisneta nascer e que sim compensou não ter se entregue.
    Então, ainda bem que não tive a capacidade e o poder de tirá-la daquele sofrimento antes. Ainda bem que ela seguiu a vontade dela até o fim.
  • Joma  04/07/2017 18:15
    "Quando a medicina é estatal, o governo decreta que você deve morrer
    Na Grã-Bretanha, o governo estipulou que um bebê deveria morrer em vez de receber tratamento privado"

    Quem determinou foi o Supremo Tribunal e não o governo. Ao contrário daqui, o supremo tribunal do Reino Unido é independente do governo. E também há que lembrar que a política vigente no Reino Unido é direita e extrema direita.
    Infelizmente a mídia deste país vive politizando o que se passa mundo afora e não olha para o seu umbigo, isto é, não olha para a mortandade infantil que o Estado brasileiro produz neste país, com a falta de medicamentos, com falta de cuidados de saúde profissional, com falta de qualidade dos hospitais, com a fome que grassa neste País.
  • Jarzembowski  05/07/2017 14:11
    Por aqui, quando dizemos "governo" estamos nos referindo a tudo que componha o aparato estatal, inclusive o monopólio da justiça.
    Ninguém aqui é idiota, todo mundo sabe da separação de poderes nos estados democráticos, e todo mundo sabe também que isso faz diferença nenhuma - seja qual for a esfera de poder, é um instrumento de violência e arbitrariedade contra o indivíduo.
  • Jarzembowski  05/07/2017 14:15
    Não precisa perder seu tempo com seus chavões de comunista pra atacar a "direita".
    Esse é um site austro-libertário - NINGUÉM aqui vai se ofender se você atacar "a direita".
  • Joao  05/07/2017 16:29
    UAHUAHUAH, exato....
  • Tio Patinhas  05/07/2017 18:39
    Mas o supremo não é parte do governo? É o mesmo que dizer que a BBC é independente do governo, mas continua sendo estatal. eles não são indicados? Não recebem dinheiro dos "pagadores" de imposto?

    E tb não entendo a alegação sobre o governo ser de direita ou extrema direita, liberais não são de direita (ou esquerda), a direita britânica parece ser bastante estatista (talvez com a exceção de Tatcher). aliás em um dos comentários alguém posta outras notícias sobre a saúde britânica, uma de 2006 (governo de Tony Blair, esquerda) e outra de 2012 (David Cameron, direita), parece-me que direita e esquerda são apenas lados da mesma moeda.

    Sobre a saúde brasileira, é inevitável ela ser do jeito que é, independe do governo, há vários artigos sobre isso nesse site.

    Obrigado e tenha um bom dia.
  • Verinha  06/07/2017 06:33
    Eu somente vi esses dias tal absurdo na TV.

    Não é possível que o Estado chegou a esse ponto de desumanidade e tirania.
  • Paulo Henrique  06/07/2017 19:54
    Como os libertáris lidariam com a questão da vacinação, que só podem funcionar quando a maioria da população é vacinada..

    Me parece um caso claro de tragédia dos comuns, o seu interesse pessoal de não se vacinar afetar a sociedade. Pra mim, isso só é resolvido por meio de uma lei obrigando a pessoa a se vacinar.

    www.independent.co.uk/news/world/europe/france-vaccination-mandatory-2018-next-year-children-health-measles-dying-anti-vaxxers-edouard-a7824246.html

    Tinha tantos pais idiotas na frança negando vacinas aos seus filhos, que já tava virando caso de saúde publica, e precisaram criar uma lei para eles vacinarem seus filhos.

    Intromissão do estado na propriedade alheia ou defesa da propriedade alheia? Se vc considerar como uma tragédia dos comuns, me parece o mesmo problema da poluição..

    Como os libertários resolveriam o problema da tragédia dos comuns na questão atmosférica(a atmosfera terrestre nao pode ter dono), e na questão da vacinação?
  • Minarca  19/07/2017 09:43
    Parabéns aos burrocratas! Honraram - como sempre - o seu nome!

    Acabaram de decretar a eutanásia obrigatória a todos os menores de idade que tiverem doenças graves que causem dor, e para as quais não haja ainda protocolo de tratamento padrão consagrado.

    Como conseqüência, toda e qualquer tentativa de inovação está proibida nestes casos. A sociedade fica então proibida de encontrar o tratamento!

    É muita burrice!

    Já agora, para completar a lambança, sugiro aos burrocratas que, por coerência, estendam o mesmo raciocínio a todos os "vulneráveis", incluindo idosos, doentes mentais, pessoas de pouco estudo - enfim: todos aqueles que o estado e a maioria consideram que não têm capacidade de pensar e tomar decisões importantes por si mesmos. Dá para imaginar isso?

    E ainda alguns "libertários" apoiam ou ficam em cima do muro. É o fim da picada...
  • News  28/07/2017 02:46
    exame.abril.com.br/mundo/juiz-determina-que-bebe-britanico-tenha-aparelhos-desligados/
  • Emerson Luis  29/07/2017 11:24

    "Charlie Gard ficou preso na Inglaterra, mesmo seus pais tendo conseguindo arrecadar 1,2 milhões de libras esterlinas (cerca de 4,5 milhões de reais) para um tratamento experimental na América. O tratamento tinha um percentual de recuperação de 10%, o que é altíssimo para tratamentos experimentais. Mesmo assim, a Justiça inglesa sentenciou que os aparelhos que mantinham o bebê vivo deveriam ser desligados.

    Na semana passada, um médico americano que conhece o tratamento, o dr. Michio Hirano, afirmou que Charlie Gard tinha entre 11% e 59% de recuperação. Mas com o impedimento da Justiça inglesa, o bebê foi sofrendo danos cerebrais até que seus pais desistiram da batalha judicial."

    En garde por Charlie Gard

    Charlie Gard: Justiça inglesa sentencia bebê à morte, mesmo com arrecadação para tratamento

    Pais de Charlie Gard desistem da luta pela vida do bebê

    Bebê Charlie Gard morre na Inglaterra

    New York Times chama Charlie Gard de "o bebê britânico incuravelmente doente"

    * * *
  • anônimo  30/04/2018 04:46
    A verdade é que o NHS ficou com medo que os EUA (que não possuem uma medicina estatal, somente subsídios por causa do Obama) conseguissem curá-lo. Quiseram manter a imagem sacrossanta da saúde socializada proibindo o garoto de sair do país para buscar tratamento nos EUA.

    E a mídia, sempre serviçal do Estado e tudo o que ele faz, quis justificar essa atrocidade moral dizendo que o garoto não possuía cura ou que essa seria a melhor decisão, sendo que inicialmente até a NHS admitiu que existia um tratamento mas que era muito caro. E mesmo se não fosse possível curá-lo, isso não justifica desligar as máquinas. Não cabe ao Estado tomar essa decisão.

    O desfecho da história é que mesmo com todas os malabarismos, a NHS só perdeu com essa palhaçada que fizeram. A NHS já está financeiramente falida, não precisava ter feito isso para falir também sua moral e imagem.
  • Taxidermista  21/08/2017 22:02
    A propósito do sistema de saúde britânico:


    veja.abril.com.br/mundo/stephen-hawking-culpa-reino-unido-por-crise-do-sistema-de-saude/


    Stephen Hawking, considerado gênio da física, diz que "sistema de saúde britânico está em crise pq passou a operar sob viés lucrativo, como o sistema americano".

    Ou seja, segundo o físico, sistema de saúde "bom" é sistema de saúde que opera sob regime "não-lucrativo".
  • Kaio  29/04/2018 17:33
    Genial mesmo. Por isso o SUS é uma maravilha, segundo a lógica dele.
  • anônimo  29/04/2018 19:56
    Pior mesmo são os "libertários" nos comentários tentando justificar a morte desse garoto pelas mãos do Estado.


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