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O sistema escolar moderno prolonga a adolescência e atrasa as responsabilidades da vida adulta
Solução: menos escolas compulsórias e mais sistemas de aprendizagem profissional

As oficinas de aprendizes surgiram pela primeira vez no fim da Idade Média. Eram uma oportunidade para que os jovens da época, normalmente entre 10 e 15 anos de idade, adquirissem habilidades manuais e conhecimentos práticos trabalhando diretamente sob o comando de um mestre artesão.

Esses adolescentes aprendizes chegavam à maturidade imersos em autênticas experiências de trabalho, rodeados por mentores adultos. Isso rapidamente os preparava e capacitava para assumir responsabilidades profissionais, fazendo com que se tornassem adultos mais precocemente.

Em pouco tempo, deixavam de ser adolescentes e se tornavam adultos com responsabilidades e deveres.

O termo "adolescência" advém do latim "adolescere", um termo surgido no século XV cujo significado era 'crescer' ou 'tornar-se maduro'. Mas foi apenas em 1904 que G. Stanley Hall, o primeiro presidente da Associação Americana de Psicologia, cunhou o termo "adolescência" para identificar uma fase distinta e separada do desenvolvimento humano.

A expansão da escola obrigatória, em conjunto com uma variedade de leis que proíbem o trabalho infantil, acabou por artificialmente ampliar a duração da infância e da adolescência, levando ao surgimento do estereótipo do "típico adolescente" imaturo, sem a necessidade de assumir deveres e responsabilidades, o qual persiste até hoje.

Adolescentes são mais capazes do que permitimos

A adolescência se tornou um conceito social. A maioria das pesquisas sobre a adolescência — frequentemente abordadas em termos patológicos — começou na década de 1940. Desde então, intensificou-se a ideia de que a adolescência é uma fase intermediária entre a infância e a vida adulta, durante a qual o jovem está liberado de assumir deveres e responsabilidades profissionais, tendo apenas a obrigação de estudar (em escolas cujos currículos são determinados pelo governo) e uma maior liberdade para se comportar de maneira errática.

Compulsoriamente removidos das experiências práticas da vida real, e confinados a um ambiente restritivo e artificial imposto pelo sistema escolar massificado, não é de se surpreender que os adolescentes de hoje demonstrem apatia, angústia, ansiedade e raiva. E, acima de tudo, um grande despreparo técnico e profissional.

Porém, historicamente, não é assim que os adolescentes sempre se comportaram. Tampouco é assim que eles se comportam hoje em algumas partes do mundo.

Como escreveu o psicólogo Dr. Robert Epstein, autor do livro The Case Against Adolescence:

A confusão social e emocional vivenciada por vários jovens do mundo ocidental é um fenômeno inteiramente criado pela cultura moderna. Nós criamos este fenômeno ao infantilizarmos nossos jovens isolando-os dos adultos e do mundo adulto.

O atual sistema escolar compulsório e massificado, bem como as restrições ao trabalho infantil — uma criação da era da Revolução Industrial —, não mais são apropriados para o mundo moderno. As clássicas fábricas exploradoras não mais existem e hoje temos a capacidade de fornecer educação de qualidade em nível individual, sem a necessidade de um currículo compulsório ditado pelo estado.

Adolescentes são jovens adultos inerentemente capazes. Para desfazer o estrago que fizemos, seria necessário estabelecer sistemas baseados na competência que dêem a estes jovens as oportunidades e os incentivos para se juntarem ao mundo adulto o mais rapidamente possível.

O impacto do sistema escolar compulsório e massificado sobre os adolescentes pode ser ainda mais severo. Forçadamente isolados do autêntico mundo adulto (com o qual, inevitavelmente, terão de interagir no futuro), superprotegidos e cada vez mais despreparados para as responsabilidades da vida, vários adolescentes acabam por se rebelar e adotar comportamentos autodestrutivos, que vão desde a raiva e a angústia até o vício em substâncias e o suicídio.

Como acrescentou o doutor Epstein:

Devido aos imperativos evolucionários estabelecidos há milhares de anos, o principal desejo de um adolescente continua sendo o de se tornar produtivo e independente. Todos nós, como indivíduos, inevitavelmente aspiramos a isso. Mas se, após a puberdade, continuarmos agindo como se os jovens ainda fossem crianças indefesas, estaremos dificultando enormemente a concretização deste desejo. E isso lhes causará grandes agonias.

Uma solução

Se o objetivo é conectar os adolescentes às experiências práticas e autênticas do mundo real, então acabar com o modelo de escola compulsória (e de currículo estabelecido pelo governo) e retornar aos sistemas de aprendizagem profissional seria uma abordagem valiosa e já testada e aprovada pelo tempo.

Estágios e programas de aprendizado profissional são valiosos em qualquer etapa da vida, principalmente quando se está na faculdade. Porém, permitir que eles ocorram já em idade escolar é essencial. Jovens que estão no ensino médio anseiam por experiências reais e significativas que levem à aquisição de habilidades e conhecimentos práticos. Permitir que, em vez da escola compulsória e controlada pelo governo, eles possam frequentar programas de aprendizado profissional, adquirindo desde cedo valiosas habilidades e conhecimentos práticos, não apenas pode atacar o crescente problema da confusão social e emocional que acomete os adolescentes, como também pode abrir um caminho para uma carreira de sucesso e de satisfação pessoal.

Para isso, revogar as leis que obrigam a presença em escolas e que proíbem o trabalho infantil seria crucial.

Integração por meio do aprendizado

No prefácio do seu livro The Means to Grow Up: Reinventing Apprenticeship as a Developmental Support in Adolescence ('Os meios para o crescimento: reinventando o aprendizado como um suporte para o desenvolvimento na adolescência'), o doutor Robert Halpern afirma:

As experiências dos jovens com o aprendizado profissional não apenas estabelecem os pilares para sua vida profissional, como também, em vários casos, facilitam e clarificam enormemente a escolha de seus cursos universitários. E isso ocorre para todas as classes sociais.

Aquilo que, à primeira vista, parece uma estratégia para aprofundar as desigualdades sociais — universidades e uma adolescência ampliada para os jovens mais abastados, e cursos profissionais e um empurrão prematuro para o mundo adulto para os menos abastados — é exatamente um meio para atacá-la.

Programas de aprendizado geram uma situação de ganho mútuo para os jovens aprendizes e para os empregadores que os contratam e os treinam. Os adolescentes adquirem habilidades práticas e benéficas, o que os leva para o autêntico mundo adulto; já os empregadores terão mão-de-obra capacitada e produtiva.

Adolescentes não são seres inerentemente problemáticos. Um século atrás, o grande anseio de um adolescente era se tornar um adulto responsável, respeitado e independente. Tal anseio foi destruído pelas regulamentações estatais sobre o mercado de trabalho e pelo sequestro educacional promovido pelo estado. As consequências não foram nada positivas para juventude.

Por isso, o segredo para se resolver este desvio é simplesmente fornecer apoio ao desenvolvimento natural do indivíduo jovem. E isso deve ser feito libertando-o de ambientes institucionais restritivos e artificiais e permitindo que ele siga caminhos mais relevantes para a maturidade e a vida adulta.

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autor

Kerry McDonald
é formada em economia pela Universidade Bowdoin, no Maine, e possui mestrado em política educacional pela Harvard. Mora em Cambridge com seu marido e quatro filhos que nunca foram à escola. Confira seu website: Whole Family Learning


  • Pobre Paulista  19/06/2017 16:13
    A adolescência hoje vai até os 30 anos.

    Daqui a 10 anos, irá até os 40 anos.

    Essa geração inteira já era. Mais sorte para a próxima.
  • Max Stirner   19/06/2017 16:35
    30 ???

    Vc está por fora, cara...

    Tem gente por aí com 50 anos na lata e vivendo igual adolescente...
  • Diego Costa  18/09/2017 12:19
    concordo plenamente.... 20,30,40,50 anos ou até mais..morando com a mãe e achando que tem 16... sempre falo isso e dizem que sou ranzinza hahhaha
  • Sensato  19/06/2017 16:38
    É inegável temos uma geração perdida. Aqui em Brasília o cenário é estarrecedor. Não é raro encontrar adolescentes de 30 anos, com alta escolaridade, dedicados exclusivamente aos estudos para concurso público. Ou seja, não possuem experiência profissional, não são capazes de gerar valor algum e passam a vida parasitando os pais. Para quem sabe um dia parasitar terceiros, sendo servidores estatais.

    Cenário maravilhoso, não acha?

    Esse aglomerado de pessoas chamado Brasil formam um corpo social doente. Uma sociedade de rent-seeking e o pior, um rent-seeking da miséria, pois já não há muito o que esbulhar.

    Todos os valores pervertidos pela superestrutura do estado,

    NUNCA SERÁ PROSPERA UMA SOCIEDADE QUE:
    - Não respeita a Liberdade Econômica
    - A livre ação dos indivíduos
    - A propriedade privada
    - Que não possui a ética do trabalho
    - Que não almeja a riqueza

    Etc...
  • Ze da Moita  20/06/2017 15:39
    pior é que estes concurseiros profissionais acabam virando juízes ou promotores, cargos com muito poder
  • Ze da Moita  20/06/2017 15:42
    um dos problemas do mercado para os adolescentes tardios é que aos 30 anos é a velhice profissional, ou o sujeito teve um bom curriculum até este momento ou vai viver de sub emprego, a não ser que empreende e tenha sorte nos negócios
  • Ka  17/09/2017 14:49
    Ze do Moita, o que seria um bom currículo na sua concepção?
  • R.H.  17/09/2017 16:32
    Bom currículo para alguém de 30 anos é:

    -Experiência profissional consolidada, uns 8 anos e em diferentes setores está bom;
    -Formado e se possível pós graduação na área de atuação;
    -Boa rede de relacionamentos profissionais, daqueles que facilitam os negócios da empresa contratante;
    -Idiomas, pelo menos fluente em 1 e outro em nível avançado;

    Dificilmente candidatos com 30 ou quase 30 que só se dedicaram aos estudos apresentam tais qualidades muito desejáveis que só a experiência prática pode fornecer. Depois seleciono os 10 melhores currículos para entrevista pessoal, descarto os que apresentam más características psicológicas e encaminho os outros para o gestor da área selecionar qual desejar pelos próprios critérios.
  • Nicolai P.  19/06/2017 16:50
    E este adolescente entra na faculdade e, caso tenha condições, vai esticar a adolescência por mais alguns vários anos. Estamos cheios de adolescentes de 30 anos.
  • anônimo  19/06/2017 16:33
    O trabalho infantil citado seria somente na adolescencia ou em qualquer idade?E se for em qualquer idade isto não poderia causar problemas?
  • Eduardo  19/06/2017 16:54
    Quais?
  • anônimo  21/06/2017 20:13
    Não sei, gostaria de saber se algum poderia ser causado.E se não o porque.
  • Tulio Maciel  19/06/2017 16:54
    Se vocês observarem bem, a própria existência de faculdades se transformou em uma "convenção social" que estimula e incentiva o ócio.

    O adolescente entra na universidade e sua família sabe (e deseja) que ele ficará os próximos 4 ou 5 anos sem ter de trabalhar, concentrando-se apenas em "estudar" e se divertir. Trata-se de um ócio socialmente aceito e até mesmo desejado, inclusive pela própria família.

    É a procrastinação da vida adulta e ampliação artificial da adolescência.
  • Andre Cavalcante  19/06/2017 19:15
    Cara, não sei nas humanidades, mas se uma pessoa que entra em uma Faculdade de Engenharia, pensa em passar os próximos 5 anos somente "estudando" e "se divertindo", então essa pessoa, se algum dia terminar a faculdade, levará, ao menos, 10 anos. Nenhum curso de engenharia, por mais ruinzinho que seja, atura alguém que não estude arduamente e passe por vários estágios já durante o curso. E o mercado de trabalho faz bem o seu serviço neste contexto. Gente que não teve experiência profissional já durante o curso, tá fora. Simples assim.


  • Andre  20/06/2017 12:21
    Isso é verdade xará, nas engenharias o estudante de 20 e poucos que não tenha estágios ou empregos na área está fora de qualquer seleção para vagas, mas em algum lugar aqui na seção de comentários foi escrito algo muito pertinente, o tal recém formado sem experiência profissional nenhuma e pouquíssimas habilidades que interessem ao mercado de trabalho se dirige ao estado para este lhe dar distribuição de renda e oportunidades, geralmente na forma de concursos públicos para ficar parasitando a parte produtiva da economia.
  • Edmundo dos Santos  19/06/2017 17:26
    Muito boa essa sequência de artigos sobre educação e desemprego de jovens. Eu tenho a teoria de que o berço do esquerdismo progressista, vitimista e coitadista está exatamente neste modelo educacional que prolonga artificialmente a adolescência.

    O sujeito sai da escola sem saber p... nenhuma de prático, entra e sai da universidade sabendo menos ainda, e aí, quando percebe que não serve pra nada (suas poucas habilidades não são demandadas pelo mercado consumidor), ele corre para o estado e exige redistribuição de renda, emprego público e revolução. Mas sem sair da casa dos pais.
  • Andre  19/06/2017 17:48
    Compartilho de sua teoria, tenho bastante contato com gente jovem que apenas estuda, durante conversas de buteco sempre faço as perguntas que alguns deles me disseram ter-lhes feito perdido o sono: O que você sabe fazer melhor que todas as pessoas que conhece? Que habilidade possui que lhe permita fazer dinheiro independente de um empregador?
    As respostas começam com um espanto e seguem, uns tergiversam e falam inutilmente as matérias que estudaram, a maioria costuma confessar um cabisbaixo nada e uma minoria responde na lata: edição de vídeos e imagens, ganha troco maquiando amigas pras festas, consertando moto dos colegas da sala, faz Uber, faz trabalhos de escola dos colegas preguiçosos e cobra etc.
  • Matheus  19/06/2017 19:22
    E sabe o que é pior?

    Quando alguém como eu - 20 anos - tenta ter alguma experiência de vida, quase sempre é rechaçado pelos seus pares ("trabalho só depois da 'facul' mano!"), ou as leis te impedem de ter essas experiências (é tanta regra para estagiar, tanta regra para poder ver como é a vivência de um escritório de advocacia - curso Direito - que bate até um desânimo).
  • Pai de adolescente  19/06/2017 19:53

    Tudo é uma questão do momento histórico.

    Estamos em um momento em que é possível ter-se pessoas em uma casa aos 20, 25 anos, sem trabalhar, ou somente estudando. No passado (menos de 1 século atrás), isso simplesmente não seria possível, porque não havia riqueza e produtividade suficiente para isso.

    Querer comparar a riqueza e a produtividade de hoje, mesmo no Brasil, com o a riqueza e a produtividade da década de 40 (por exemplo) é, no mínimo, uma fraude intelectual.

    Mas (e sempre tem um "mas"), o que temos hoje também é um ambiente educacional pernicioso, o que gera um ambiente cultural também ruim.

    O que escutamos na escola, na mídia, na música, o que lemos na internet (nos veículos de maior acesso) são valores e verdades que estarrecem aos mais racionais.

    Mesmo as religiões estão perdidas neste contexto. A falência de várias de suas crenças contra demonstrações científicas (na contramão dos fundadores usarem as mais recentes descobertas científicas ou pensamentos filosóficos de mais alta categoria da época para justificarem os seus princípios), gerou uma nova "religião" baseada em pensamentos cientificistas (que se dizem a verdade pois "embasados" por verdades científicas, a despeito que ciência, por definição, não possui "verdades"), e claro, toda uma salada de "verdades" e valores dados às pessoas que, não acreditando mais na religião tradicional e em seus valores, abraçam, desesperançosos, esses novos valores, muitas vezes antiéticos e irracionais.

    O que acontece com a adolescência é que simplesmente não alcançamos maturidade racional e emocional para lidar com a riqueza que nós mesmos criamos.

    Assim, há muita gente morrendo de fome enquanto outros morrem de obesidade, mostrando o antagonismo do nosso tempo: há muita comida, mas não há distribuição eficiente, até porque aqueles que morrem de fome, geralmente são impedidos de fazerem o que lhe seja necessário e ético para o seu próprio sustento.

    Assim também há muitos que resvalam nos vícios (lícitos ou ilícitos) na esperança vã de acharem um caminho em suas miseráveis vidas (a despeito que podem ter nascido em "berço de ouro"), por conseguinte levando-se a uma vida de violência, porque os vícios ilícitos hoje estão ligados à violência.

    O que fazer?

    Abraçar a liberdade, e a responsabilidade a ela associada.

    Imagina que um jovem no século XIX não tinha muita possibilidade de escolha. Hoje, ele tem. Mas saber exatamente o que se quer na vida não é fácil. Exige tempo, cuidado, esforço. No século XIX abraçava o que lhe aparecia de oportunidade. Agora, ele pode ter tempo para testar as várias possibilidades que lhe aparecem, desde que lhe seja dada a liberdade de experimentar. E isso só vai ser possível com o apoio da família, que deve passar a ver essas experimentações como algo bom, mesmo que o adolescente "quebre a cara".

    Sair de casa (é até bíblico) e voltar é a melhor maneira de adquirir experiência.

    Aliás, é bom que assim aconteça, assim vai aprender com os erros e se tornar um adulto verdadeiramente forte emocionalmente e experiente. O importante, ele agora tem "tempo" para isso, porque a família pode lhe "segurar a barra" quando tudo der pra trás.

    Entretanto, por causa das leis que temos hoje, isso não somente não é valorizado, como é proibido. Não se pode, como pai de um adolescente, deixá-lo pegar mochila nas costas e vagar por aí, e eventualmente ser assaltado, e maltratado (é abandono de incapaz).

    Tampouco o pai pode expulsar o filho de casa, mesmo com 17 anos e meses, a despeito de usar drogas desde os 12 anos.

    O jovem, se quiser trabalhar com 14 anos em uma fábrica de eletrônicos (mesmo estando fazendo um curso técnico) não lhe é possível, pois a lei diz que estágio somente aos 16 e, antes, somente jovem-aprendiz, e trabaho só para funções administrativas.

    É a esse tipo de coisas que o artigo remonta. É a essa escória de leis que temos que brigar para serem apagadas. É isso que atrasa o amadurecimento dos adolescentes e incute na cabeça de pais uma ideologia de coitadismo a si mesmo e aos seus filhos.

    Encarar o seu filho como um ser capaz é o primeiro passo. Encará-lo como uma pessoa que tem necessidade de experimentar, melhor ainda.

    Uma mudança na cabeça de cada um - é assim que se começa a mudar a sociedade.

    Abraços


  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  20/06/2017 10:53
    Concordo plenamente. Eu sou um jovem (tenho 19 anos) que realmente pensa diferente... Meu sonho é abrir meu próprio negócio.... ensino superior só como complemento.
  • oscar  23/06/2017 12:26
    concordo con a última linha. Muitos dos que aqui opinam falam e falam mas.....precisam mudar sua cabecinha atrofiada primeiro!
  • Reijane   29/09/2017 17:24
    Desde que idade você pensa que a pessoa deve trabalhar?!
  • Gabriel  29/09/2017 18:41
    A partir de quando ela quiser e tiver o impulso para tal.
  • oscar  23/06/2017 12:17
    discordo. sai da faculdade sabendo 90% do que preciso para trabalhar e progredir!
  • Andre  23/06/2017 14:26
    Então compartilhe conosco a instituição que estudou, o curso, o nome de alguns docentes e como anda o seu progresso profissional.
    Muitos jovens vêm aqui em busca de respostas para sua situação, tenho certeza que a sua é mais que bem vinda.
  • Gilson   19/06/2017 17:44
    Voces já notaram como a psicologia, psiquiatria e demais ciências de estudo do cérebro e do comportamento humano se dedicam a provar que não existe livre arbitrio e consequentemente responsabilidade pessoal ? Se um "adolescente" comete um crime é porque seu cérebro ainda não esta totalmente formado. Se algúem fuma a culpa é da nicotina que é altamente viciante (eu realmente não aguente mais ouvir tal "coisa" é tao viciante quanto heroína. Não importa o que seja, chocolate, videogame, acucar, remédios e até exercicio físico etc.) Se compra algo ou se endivida a culpa é da empresa e sua propaganda.
  • Andre Cavalcante  19/06/2017 19:18
    Isso não tem nada a ver com psicologia, psiquiatria, neurologia ou que quer que seja.
    Tem a ver com a propaganda enganosa do governo.
    Bons autores e psicólogos jamais falam bobagens como essas. Mas o que são do governo... Bem, é só olhar os economistas pagos pelo governo...

  • Carl Menger  19/06/2017 23:48
    Veja a entrevista do Dr. Valentim desnudando isso no Roda Viva: https://www.youtube.com/watch?v=C8PGtEejc7E

    Captura ideológica, puro gramscianismo. Mas concordo com o Andre, os sérios e bons conseguem perceber isso.
  • Victor  19/06/2017 17:52
    Excelente artigo, um dos grandes motivos da mão de obra no Brasil ser de péssima qualidade, em pleno desemprego de 14% bons profissionais com ainda escolhem emprego e salário. Ninguém quer trabalhar com esses adolescentes com 30 anos nas costas cheio de politicamente correto.
  • Hoje na Segunda Guerra Mundial  19/06/2017 17:58
    Adolescente ocidental de 18 anos nos anos 1940: Saltavam em para-quedas precários atrás das linhas inimigas encarando a morte quase certa.
    Adolescente ocidental de 18 anos nos anos 2010: Precisa de um espaço seguro e sem risco de ofensas.
  • oscar  23/06/2017 12:23
    comparação absurda. Se tivesse uma guerra Brasil-China la estarão pulando do paraquedas nossos bravos jovens militares da FaB e o mesmo vale para os chineses. na próxima, pensa um pouco antes de soltar o verbo!
  • Ex-microempresario  23/06/2017 16:50
    Oscar, infelizmente em uma guerra Brasil-China, já estaríamos invadidos e rendidos enquanto nossos generais ainda estariam em reuniões para decidir quem mandaria em quem.

    Por outro lado, se os chineses assumissem o governo, podia ser uma boa.
  • Um Cão  19/06/2017 19:00
    Aos 15 anos meu avô fugiu do socialismo em Portugal somente com a roupa do corpo rumo ao Brasil em busca de uma vida melhor.

    Aos 15 anos os adolescentes de hoje pregam por Marx e Stalin usando seus iphones.
  • Murilo Witt  19/06/2017 22:07
    Atualmente tenho 15 anos e trabalho em uma empresa de desenvolvimento de sistemas, iniciei minha carreira em uma empresa de logística aos 14, sempre quis ter maior independência financeira, e estou conseguindo me desenvolver profissionalmente e como pessoa a cada dia, trabalho durante o dia e me esforço para estudar no tempo restante, mas a escola toma um tempo considerável de mim, esse tempo que poderia estar estudando e aprendendo realmente, acabo gastando na escola, ouvindo e tendo que decorar inutilidades, mas não desisto, felizmente não serei afetado diretamente pela reforma do ensino médio(assim espero).

    Agradeço a todos que desenvolvem esse ótimo conteúdo.
  • Felipe Lange S. B. S.  19/06/2017 22:48
    Tenho os meus 19 anos e eu já sinto os efeitos dessa aberração criada pelo estado (eu só ganhei dinheiro até hoje porque eu faço algumas vendas de maneira informal). Na prática só vou começar a trabalhar quando for entrar no ensino superior (dependendo da área).

    Eu só acho que o psicólogo Dr. Robert Epstein pegou leve, na verdade ninguém nunca precisou de um modelo estatal coercitivo de pseudo-educação. Gênios como Leonardo da Vinci seriam desprezados hoje por não portarem um mero diploma e frequentarem instituições burocráticas e antiquadas. E claro, estou no cursinho com vários outros jovens (é cobrança dos nossos pais, vai fazer o que, morar na rua?)... e a vida vai, a CLT sabotando possibilidades de pessoas com menor qualificação de adquirirem experiência de trabalho/profissão, e ainda vem junto essa merda desse MEC e seus filhotes do demônio que infestam as secretarias e escolas.

    Basicamente a escola é uma espécie de integração forçada e de uma prisão com coletivismo puro. A sua decisão individual ali não influencia em nada e, quando você sai da bolha e volta para a realidade, vê que não é bem assim.

    E assim os vagabundos que integram o sistema vai criando uma geração "nem-nem".

    Felizmente a Internet já está acabando com essa palhaçada e esses dinossauros vão ter que dar um jeito na vida... só ver aí o Khan Academy e afins.
  • Dalton C. Rocha  19/06/2017 23:01
    Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
    1- Privatize todas as escolas públicas.
    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
    O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
    Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A

    "Um estudante típico vai sair da escola com a cabeça cheia de minhocas, submetido a uma intensa pregação de anos e anos contra o lucro e o sistema capitalista. Aos 18 anos, vai cair na vida sem ter a menor noção de quanto deve poupar por mês para se aposentar, ou de quanto deve separar a partir dos 22 ou 23 anos para poder dar uma entrada para adquirir a casa própria aos 30 anos. Quando descobrir como o mundo funciona, já estará endividado e pendurado no cheque especial. Seria muito melhor se, em vez de ter aulas baseadas em um marxismo de quinta categoria, ele fosse preparado para a vida. " > Publicado na revista Veja (edição 2438), na página 65.

  • Marcílio Duarte  20/06/2017 00:06
    Parabéns pela rica matéria, que, aborda o assunto com eficiente e profunda análise nos transcorrer do tempo. Mudanças realizadas, provavelmente por falta de conhecimento e entendimento sobre a matéria, por aqueles que aturaram no processo que promoveram as equivocadas distorções. Tenho 8 netos. Um deles, depois de passar no vestibular para Direito em seis universidaes, depois de 60 dias de aula, decidiu, trancar a matrícula e, investir os próximos 5 anos em desenvolvimento de sua empresa na área de comunicação virtual, deixando para conclusão na formação acadêmica, depois de ter sua empresa em plena atividade, suficiente, inclusive para sustentar seus estudos.
    Vejo a atitude como corajosa e desafiadora, para um jovem de 17 anos, que atualmente dependeria do apoio dos pais para sustentação financeira no período para formação acadêmica. Causou-me alegria, pela sensibilidade dos pais, meu filho e nóra, que, sábiamente deram à ele, todo apoio para iniciar sua visão futurística,com liberdade. Não tenho formação acadêmica, mas, sínto-me auto- didata em diversas áreas do meio social.
  • anônimo  20/06/2017 02:21
    A melhor educação para uma criança é expropriar todos os seus brinquedos, dividir todas as suas coisas e forçá-la a trabalhar sem nenhuma remuneração ou mesada.

    Além disso, deixe a criança com fome, frio e sede, como se ela estivesse num Gulag.

    Deixe essa criança assistir filmes dos países socialistas com os milhares de cadávers dos socialismo.

    Com certeza, essa criança vai odiar o socialismo e vai ser um eterno combatente do coletivismo.

    Nada é mais eficaz contra o coletivismo do que uma simulação do socialismo.
  • Régis   20/06/2017 04:08
    Aprender uma ou mais profissões técnicas é realmente bom. Agora, querer abolir a obrigatoriedade das crianças irem à escola e sugerir que deveríamos dar ênfase somente no ensino técnico profissional é algo que a elite bancária adoraria. Excluir matérias que incentivassem alunos a pensar nos mais variados aspectos sócio econômicos na qual a sociedade em que vivem entao seria o ideal para as elites. A verdade é que banqueiros financistas não querem que a população saiba como funciona o sistema bancário atual. Pois se o povo soubesse como funciona o sistema fracionario e que bancos privados proíbem países de emitir sua própria moeda sem dívidas e juros aí sim teríamos uma revolução verdadeira. Não essas revoluções coloridas e híbridas que são justamentes financiadas por banqueiros.
  • Danese  20/06/2017 04:18
    Seu comentário é completamente sem pé nem cabeça. Por favor, aponte uma única escola -- compulsória e com currículo controlado pelo governo -- que ensine as práticas do sistema bancário de reservas fracionárias e que explique suas conseqüência. Diga o nome desta escola e eu não só matricularei meus filhos nela como ainda farei propaganda para todos.

    Ah, sim, diga também uma escola -- compulsória e com currículo controlado pelo governo -- que tenha "matérias que incentivem alunos a pensar nos mais variados aspectos sócio econômicos na qual [sic] a sociedade em que vivem [sic]".

    Maneire aí na dose de seus psicotrópicos.
  • R%C3%83%C2%A9gis  22/06/2017 03:21
    Você deve ter problema de interpretar o que lê. Em nenhum momento disse que havia escola pública que ensinasse o sistema fracionario e bancário, e sim que seria o ideal, como você mesmo disse que concorda e faria propaganda. Quanto aos psicotrópicos, sugiro que as use para si, porque tem sintomas de agressividade ou então porque é um fraco e não tendo bons argumentos apela pra ofensa. Arma típica dos fracos.
  • Rodolfo  20/06/2017 11:45
    Conheço pessoas com mestrado que nao sao capazes de administrar as proprias contas. As pessoas mais bem financeiramente que conheço nem terminaram a escola. Tudo que aprendi sobre finanças foi lendo livros e textos na internet, na escola zero
  • Emerson  20/06/2017 12:57
    ...que bancos privados proíbem países de emitir sua própria moeda sem dívidas e juros...

    Sorte dos Venezuelanos que os bancos permitiram o país de emitir sua própria moeda sem dívida e juros.

    Agora fiquei intrigado como uma coisa... como será que os bancos privados (se é que isso existe na prática), conseguem fazer isso?
  • Fbrigo  20/06/2017 13:39
    O aumento da expectativa de vida permite o prolongamento da adolescência. Não vejo problema nisso. O adolescente pode iniciar sua vida profissional mais tarde. O paradoxo é que ele fica velho cedo, ou seja, ele deixa de ser adolescente aos 30 anos, mas aos 40, para o mercado, já é "velho". Antigamente um profissional de 50 anos já estava em final de carreira. Hoje, por mais preparo e gás que ele tenha, o mercado já considera ele em final de carreira. Desta forma, muitos adolescentes nem chegarão a trabalhar, pois pularão da adolescencia para "velhice". A o mesmo tempo o mercado quer jovens de 30 anos com experiência profissional e formação. Como? se ele ainda é adolescente?
  • Renegado  21/06/2017 10:37
    Prezado, acredito que vc tenha o direito de expressar sua opinião. Também tenho visto que a expectativa de vida aumentou. Baseado nisso, vc pode realmente não ver problemas em começar trabalhar aos 30 anos, mas se eu fosse empregador, dificilmente contrataria alguém que tem 30 anos na cara e só "estudou". E mais, tenho conhecidos que se formaram com 24 anos e como nunca trabalharam na vida, não acham emprego na área de atuação. Acredito que muitos pensam como eu. No mais, se o cara não trabalha e só estuda, é de se esperar que o mesmo se forme lá pelos seus 23-24 anos. O que aconteceu para alguém estar com 30 anos na facul? se estiver fazendo pós ou doutorado blz, mas e se estiver em graduação, o cara vai ser mau visto.
  • Bruno Feliciano  20/06/2017 14:39
    O que vocês acharam da regulação do CONCORDE?

    Lembram do avião supersonico promissor, o famoso CONCORDE?
    Seu primeiro voo comercial foi para o RJ!

    E quando ele estava sob voo supersonico, fazia aquele barulho como um estouro. Parecia uma bomba.

    Bem isso fez com que ele fosse proibido de voar sob cidades, devido as reclamações de barulho.

    Imagina de madrugada, devia ser um inferno mesmo.


    Belo e moral? Defesa de propriedade? iae?
  • Ex-microempresario  20/06/2017 17:07
    Bem, para voar sob cidades, teria que ser um submarino, não um avião ;-)

    Mas, falando sério, muito da histeria sobre o barulho veio da "dor de corno" dos EUA, quando a Boeing desistiu de seu projeto supersônico, o 2707. Para diminuir o vexame, a Boeing e o governo dos EUA patrocinaram alguns programas sensacionalistas na TV, o que fez o povão tomar-se de ódio pelo Concorde mesmo sem nunca tê-lo visto. Houve passeatas em várias cidades pedindo para o governo proibir o Concorde nos EUA.

    O problema real era a apenas a transição do vôo subsônico para o supersônico, o que em linguagem leiga se chama "quebrar a barreira do som". Isto era feito sobre o mar para evitar incômodo para a população das cidades. Na decolagem e pouso, o Concorde era mais silencioso que um 707, o jato mais comum da época.

    Agora, vem cá, vc foi desenterrar o Concorde só para dizer que "precisa de um governo para regular o barulho" ?
  • Bruno Feliciano  20/06/2017 22:18
    O concorde era magnifico, eu acho que a regulação parece justa ja que ataca o direito de propriedade de quem mora na cidade.
    Isso existindo um estado, mas como prefiro o ancapistão, acredito que o mercado regularia, as casas perto de aeroportos teriam menos valor.

    Só quis provocar uma reflexão.

    Mas o concorde quebrando a barreira do som devia ser um inferno mesmo, imagina de madrugada isso.
  • saoPaulo  21/06/2017 10:12
    Até onde eu sei, o Concorde falhou por uma série de razões, principalmente econômicas:
    Why Planes Don't Fly Faster
    The Economics of Airline Class
    This plane could cross the Atlantic in 3.5 hours. Why did it fail?

    Mas no futuro próximo próximo poderemos ter vôos supersônicos para civis novamente. Ah esses capitalistas malvadões com suas revoluções tecnológicas!
    Boom: The Future of Supersonic Flight?

    E mais sobre a economia dos vôos:
    Why Flying is So Expensive
    How Budget Airlines Work
  • Bruno Feliciano  22/06/2017 01:38
    Barulho do concorde, vai falar que não incomoda?

    https://www.youtube.com/watch?v=kbeoa1_1uOw
  • saoPaulo  23/06/2017 22:50
    Bruno, o vídeo não deixa claro se o barulho do Concorde não é comparável ao de um Boeing 747. A localidade aparenta estar bastante próxima do aeroporto.
    No mais, você não estava falando do barulho do Concorde por ele ser supersônico? No seu vídeo, o avião está claramente decolando e, portanto, muito abaixo da velocidade do som. Aliás, como o Ex-microempresario corretamente apontou, tal problema somente ocorria sobre o mar, quando o avião viajava acima de Mach 1.
    Ex-microempresario, não é vedade que o sonic boom é gerado somente quando se quebra a barreira do som:
    How come sonic booms only occur once at the speed of sound and not multiple times?
    Is a sonic boom a one-time bang or a continuous noise?
  • 4lex5andro  26/06/2017 15:03
    O concorde faliu por que era demasiado caro.

    Com as crises do petróleo (ou da Opep), o famoso jato passou a queimar além de querosene de aviação, impostos dos contribuintes, já que British Airways e Air France eram parcialmente estatais.

    Sem contar o fato de a adoção de aviões (boeing 767 e airbus a340) de tripla fileira de assentos passíveis de fazer voos intercontinentais, demonstrou como o concorde era perdulário.
  • Andre  20/06/2017 16:26
    Excluindo o fator qualidade das instituições de ensino, em uma empresa de grande porte o currículo desejável para uma pessoa de 30 anos ingressar é de: graduação em curso correlato, pós graduação, 2 idiomas estrangeiros avançados com 1 deles com intercâmbio, 10 anos de experiência profissional e sendo a última delas em cargo de analista ou consultor em empresas do segmento e uma vasta rede de contatos profissionais. Tudo isso para ganhar salários de R$4.000. E para espanto, sobram profissionais nesta idade com currículos assim.
    Agora imagine o que um adolescente de 30 anos sem metade do currículo desejável vai fazer? A)começar a acumular experiência profissional tardiamente em empresas pequenas com salário de R$1.000 B) virar consurseiro.
    O mercado de trabalho não está exigindo nada que as pessoas não consigam oferecer. O estado que está exigindo mais recursos do que a sociedade pode gerar.
  • Ex-microempresario  20/06/2017 17:53
    André, sem querer discordar, mas é por isso que "empresas grandes" são superadas por empresas pequenas. O crescimento da burocracia impede que haja haja uma avaliação objetiva dos candidatos, então se estabelece um monte de "requisitos" que o departamento de RH vai observar cegamente. Geralmente falta um: o candidato sabe fazer alguma coisa?

    Na minha experiência de empresário, um sujeito de 30 anos que trabalha desde os 20, fez pós-graduação, intercâmbio no estrangeiro e aceita trabalhar por 4.000 tem algum problema. E arrisco dizer que provavelmente o problema é que se trata de alguém que só se preocupa em "fazer currículo" e não em "saber fazer".

    Para dar um exemplo, conheço um engenheiro mecânico de mais de 60 anos, que, nas palavras dele, "não consegue se aposentar". Recentemente um amigo dele pediu que ele supervisionasse um serviço em uma indústria a 300 km de minha cidade. Para não dizer "não" ao amigo, ele pediu um valor absurdo pelo serviço, mais que o dobro do que ele achava razoável. A empresa aceitou de cara. "Não tem engenheiro no mercado que saiba assumir a responsabilidade de uma obra", disse ele.

    Detalhe: o cara não tem pós-graduação, só conhece inglês básico e nunca fez intercâmbio. Mas quem o conhece sabe que ele dá conta do recado, ao contrário de muitos jovens com um curriculo maravilhoso.
  • Desempregado  20/06/2017 19:03
    Tenho 31 anos, quase todo esse curriculo que disse, ganhava 6mil antes e aceito os 4 paus numa boa, então agora é problema aceitar emprego de salário menor para pagar as contas?
    Minha mulher e eu estamos sustentando a casa e 2 filhos vendendo brigadeiro, provavelmente acha que é esse recado que damos conta? Se o velhote é o melhor no que faz sorte dele, só quero emprego que pague perto do que ganhava. Não quero ser o melhor em nada, quero é uma vida comum.
  • Ex-microempresario  20/06/2017 20:50
    Não, amigo, problema nenhum. Só estava dizendo que empresas grandes tendem a ser burocráticas e contratar só olhando curriculo, e obviamente os candidatos se ajustam. Daí eu falar de gente que tem um monte de pós-graduações e especializações e MBA´s e etc, mas não sabe o que fazer com tudo isso na prática.

    Eu, como tinha empresa pequeninha, fazia pessoalmente as entrevistas e nunca li curriculo de ninguém. Queria saber era o que o sujeito sabia fazer e o que queria da vida.
  • saoPaulo  21/06/2017 11:54
    Excluindo o fator qualidade das instituições de ensino, em uma empresa de grande porte o currículo desejável para uma pessoa de 30 anos ingressar é de: graduação em curso correlato, pós graduação, 2 idiomas estrangeiros avançados com 1 deles com intercâmbio, 10 anos de experiência profissional e sendo a última delas em cargo de analista ou consultor em empresas do segmento e uma vasta rede de contatos profissionais. Tudo isso para ganhar salários de R$4.000. E para espanto, sobram profissionais nesta idade com currículos assim.
    A situação no Brasil está tão mal assim? Meio suspeitos estes valores...
    Só consigo imaginar três cenários:
    1) Este é um especialista em algo inútil, daqueles que se sente injustiçado por ninguém se interessar a fundo sobre poesia Tupi do século XVI;
    2) Se trata de um especialista em lero lero, daqueles que só sabe falar, enganar que entende de algo;
    3) A crise está tão braba assim? Por que simplesmente não mudar de país? Com certeza não deve ser tão difícil para um profissional tão qualificado e desejado encontrar abrigo em terras mais civilizadas. Nunca entendi este apego mórbido que as pessoas têm por seus lugares de origem.
  • Andre  21/06/2017 16:37
    Desempregado, sinto muito pela sua atual situação financeira e profissional, o atual desemprego atingiu fortemente as camadas mais qualificadas do mercado de trabalho como você, não tem mágica que gere empregos na sua antiga faixa salarial sem investimentos, o item mais castigado nessa crise. Só com a retomada da economia teremos de volta alguma normalidade nas contratações e salários dos ingressantes.
    Já estive na sua pele e aprendi essa lição muito dura, a crise é para os desempregados, os que mantém seus empregos continuam viajando nos feriados, frequentando restaurantes, hábitos de compras, visitando seus amigos em belos apartamentos para falar futilidades, trocando de carro e para completar a total falta de empatia, desdenham do valor salarial que você aceitaria para se recolocar no mercado e seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado.
    Quanto ao seu admirável atual iniciativa para auferir renda, espero que muito em breve vire uma história engraçada para ser contada diante de uma mesa muito farta junto de sua esforçada esposa, filhos e pessoas que confiaram em sua capacidade de superação.


    Abraço e desejo de melhoras.
  • saoPaulo  22/06/2017 06:51
    Nossa, que comentário tocante, Andre...
    Mas vamos aos fatos nus e crus. Se a remuneração de alguém é baixa, só existem duas possibilidades: ou a pessoa não gera tanto valor assim, ou não deixam ela gerar valor.
    Considerando que o caro Desempregado tenha "quase todo esse currículo que disse", então a única explicação para a sua situação é a merdalhada toda que estes governos socialistas fizeram na economia brasileira. E, sendo assim, só aconselho uma coisa para o caro Desempregado: fuja o quanto antes deste manicômio.
    Gostaria de informar-lhe, Desempregado, que cerca de 2/3 do que seu empregador desembolsava com seu salário iam parar na mão do governo. E em troca de que? De serviços africanos? De proteção contra empresários estrangeiros malvados que poderiam te dar um emprego? De proteção contra produtos estrangeiros mais baratos que poderiam aumentar seu consumo? E o brasileiro médio, sabe qual o sonho dele? Entrar no setor público pra ter salários irreais e poder te sangrar ainda mais. O brasileiro pobre? Ele quer uma Dilma pra receber bolsa família do seu dinheiro roubado. O brasileiro rico quer te ferrar com bolsa BNDES e protecionismo.
    Então, meu caro, não caia nesta idiotice sentimental de "levar uma vida comum nas terras em que foi criado." Adivinhe o que aconteceu com o judeu que sonhava "levar uma vida comum nas terras em que foi criado", durante o Terceiro Reich. Veja o que está acontecendo com o venezuelano atual com o mesmo sonho. Não desempregado, você tem mulher e duas crianças e sua principal tarefa é prover-lhes, não caia no conto do vigário do Brasil, o país do futuro. Lar é o lugar que te acolhe, não o lugar em que nasceu.
    Meu sonho é ver todas as pessoas capacitadas partirem do Brasil e deixarem os malditos socialistas morrerem de inanição, tentando viver uns às custas dos outros. Bem no estilo Revolta de Atlas mesmo. Paradoxalmente, sinto profunda admiração por pessoas como Leandro Roque e cia, que lutam arduamente para tentar trazer lucidez a esta loucura. Apenas temo, às vezes, ser uma luta em vão...
    Desempregado, vários países procuram avidamente por profissionais qualificados, afinal este é um excelente negócio para eles, não gastaram um centavo com sua formação e ainda podem auferir os impostos por você pagos. E, dependendo da sua área de atuação, pode ser mais fácil do que você pensa. Você não deve nada a estes parasitas que só querem viver às suas custas, pense na sua família em primeiro lugar.
    Não te desejo "melhoras" da boca pra fora. Te desejo sim que você tenha a possibilidade de lutar por um futuro melhor sem ninguém se metendo no teu caminho.
    O Chile é logo ali...
  • Desempregado  22/06/2017 13:32
    Valeu Andre.
    Sei que em breve melhoro minha situação e tenho feito entrevistas, as empresas mostram interessadas em mim mas muitas contratações foi congelada, mesmo com indicação forte. Nunca tinha ficado desempregado, meu sogro já e foi bem claro dizendo que a sociedade agora me veria como fracassado e incompetente, todos esses falsos amigos se revelariam e cairia um monte de soluções fáceis do céu para minha situação.
    Meu amigo que mais nos ajuda a vender os doces na firma dele é o cara com menos condições e leva minha filha de 6 anos junto com os filhos dele para cinema e passeios, se não fosse ele e a mulher dele a menina não teria lazer nenhum. A venda de doces está crescendo, assim que conseguir trabalho vou poder investir nisso, minha mulher vai continuar e talvez até ter uma loja de doces um dia.
  • Gardel Dias  22/06/2017 20:06
    André e Desempregado, eu acho que esse São Paulo fumou umas, mas me digam, ele está no Brasil ou no Chile? Notei certo desdenho quando ele (SP) falou sobre o seu comentário André, dando uma força ao Desempregado, bem cada um com seus pensamentos, o certo é, esses comentários dele, o São Paulo, não servem para porra nenhuma, nem pra ele mesmo, mais parece um blá blá blá que ninguém deu valor, é hilario (rsrsrss). - Chateado ele? Ah desculpa, ele está no Chile. Ao André e Desempregado, grande abraço!
  • sao_paulo  23/06/2017 21:16
    Notei certo desdenho quando ele (SP) falou sobre o seu comentário André, dando uma força ao Desempregado
    Ora, caso o caro tivesse capacidade mínima de interpretação, notaria a seguinte passagem:

    desdenham do valor salarial que você aceitaria para se recolocar no mercado e seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado.

    Pois bem, não desdenhei do valor salarial de ninguém, até porque não faço ideia de qual o custo de vida e o salário mínimo atuais no Brasil. Apenas inferi, segundo o comentário do André, que R$4.000,00 seriam pouco para alguém com a qualificação apontada por ele.
    Também não desdenhei especificamente do Desempregado por ele querer continuar no Brasil, já que ele nunca escreveu se gostaria ou não de deixar o país. O "seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado" saiu inteiramente da cabeça do Andre.

    o certo é, esses comentários dele, o São Paulo, não servem para porra nenhuma
    Poderia apontar o que há de errado nos meus comentários?
    Somente apontei os fatos. Se alguém não ganha bem, ou é porque não produz o suficiente, ou não o deixam produzir.
    Pode apontar outra alternativa? Já sei! São os empresários malvadões!
    E, sim, acho que profissionais competentes não devem se sujeitar a serem feitos de escravos. Muito melhor mudar de país, se não é lhe dado o devido valor. Ou é melhor para ele ficar desempregado, aguardando a economia do país finalmente deslanchar? Já vi esse filme brasileiro e conheço muito bem o final...

    Aliás, pessoas muito próximas a mim estão há mais de um ano desempregadas, e loucas pra deixar o país, mas infelizmente sem a qualificação necessária. Só me resta lhes ajudar no que posso.
    E tudo gracas aos brasileiros que insistem em eleger Lulas, Dilmas e Temers da vida. Então, sim, acho loucura continuar neste manicômio.

    Agora alguém aconselhando um cubano a deixar Cuba na era pré Fidel estaria desdenhando do "seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado."
    Alguém aconselhando um judeu a deixar a Alemanha na era pré Terceiro Reich estaria desdenhando do "seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado."
    Alguém aconselhando um venezuelano a deixar a Venezuela atual estaria desdenhando do "seu desejo de levar uma vida comum nas terras em que foi criado."
    Ora, faça-me o favor! Quanta idiotice.

    mais parece um blá blá blá que ninguém deu valor, é hilario (rsrsrss). - Chateado ele? Ah desculpa, ele está no Chile.
    Bem, acho que você deu valor, já que se deu ao trabalho de comentar...
    E de onde foi que você tirou que eu moro no Chile, seu maluco?
    Realmente, sua capacidade de interpretação é precária.
  • Geraldo  20/06/2017 20:41
    Tá certo que muito do que é ensinado nas nossas escolas e faculdades é coisa que nunca vamos usar na vida e que o sistema escolar deveria ser reformulado para dar mais liberdade de escolha (ex.: só ensinar história, geografia, física, química e biologia para quem pretende seguir carreira nesses ramos) e ensinar coisas realmente úteis na vida pessoal e profissional (ex.: noções de microeconomia para que a pessoa seja capaz de administrar seu próprio dinheiro), mas a prioridade para uma criança ou adolescente devem ser os estudos. Afinal, numa sociedade como a nossa, sem estudos você não é ninguém, a menos que seja filho de rico. E, com a tendência de a automação destruir empregos que requerem pouco estudo, isso só vai piorar nos próximos anos.
  • André Ferris - advogado - oabrj  20/06/2017 23:01
    Em um país em que o BNDES deixa alguns "marmanjos" bilionários com mesada a longo prazo...vcs querem mesmo criticar a geração "mamoni"? ou vulgarmente conhecida como geração canguru? complicado né...

    Só lembrando que esse fenômeno não é exclusivo do brasil...está no mundo inteiro...
  • Ricardo S. I.  20/06/2017 23:06
    Eu concordo com às críticas feitas ao sistema educacional... Creio também que a melhor forma de evitar esse cenário seja com o fim da regulação sobre o trabalho infantil... Ou ao menos uma boa afrouxada nessa lei. A flexibilização do conteúdo das escolas também será de grande valia.

    Tenho dúvidas em relação a afirmação de que isso seja um problema... Se hoje as pessoas estão prorrogando o amadurecimento, é porque podem fazê-lo (se tentassem fazer isso no passado, morreriam de fome).

    Acho contraditório os comentários das pessoas que são "contra o coletivismo" e acreditam na responsabilidade do indivíduo... Mas ao mesmo tempo entendem que os jovens "são vitimas" do sistema... Se a responsabilidade é do indivíduo... Porque estão adotando essa postura de "vitimização" do adolescente de 30 anos... No final das contas, a responsabilidade pela suas escolhas, após os 18 é somente dele... Antes dos 18, a responsabilidade é compartilhada entre ele e seus pais... (sim, com o estado atrapalhando muitos aspectos).

    Se a pessoa escolhe fazer uma faculdade ao invés de ir ao mercado de trabalho.... Foi uma escolha dele... Em algumas carreiras, sem o diploma, ele pode não ser o responsável principal... Mas nada o impediria de tentar um cargo como aprendiz, ajudante, auxiliar, etc.

    Se a pessoa escolhe somente se dedicar à faculdade e não fazer estágios enquanto estuda... De novo foi uma escolha do individuo. As oportunidades são escassas, mas existem para quem corre atrás... (Empresas boas sempre têm processo de seleção de estagiários... Muitas empresas ruins também)

    Ninguém obrigou a pessoa a fazer uma faculdade sem antes ter experiencia prática... Ou começar a fazer faculdade tão cedo... Foi a pessoa que escolheu isso... Então parem de colocar a culpa no sistema e assumam a responsabilidade sobre suas escolhas... Se você foi "enganado" pela "sociedade"... Então a culpa por essa escolha errada é, em primeira instância sua e das referências que escolheu... (seja ela a figura de um pai, mãe, tio, avô, professor, político, etc...).


    Por isso não concordo com a solução proposta pelo artigo, ao afirmar que a causa desse processo de infantilização de jovens adultos, seja da educação massiva... Oras a educação massiva ocorre há séculos/décadas e somente a geração atual foi afetada? Além disso os cursos técnicos e profissionalizantes, os programas de estágio e trainnes, e até, porque não, o próprio programa de "jovem aprendiz" existem há muito tempo... E eles têm moldes semelhantes ao proposto pelo artigo. Isso tudo já existe hoje... Então se a solução já está implantada, porque não surtiu efeito?

    Minha vida inteira eu estudei em escola pública, fiz curso técnico em escola pública (ETE - Lauro Gomes)... A faculdade que eu fiz foi pública (FATEC-SP) e nada disso me impediu (pelo contrário me ajudou) que, aos 32 anos, eu tivesse 14 anos de carreira (na minha área, sem contar dos 14 aos 18 quando trabalhei em outras coisas) e uma boa experiência de mercado... Então... Aos jovens que por ventura lerem este post...

    A minha conclusão para o artigo apresentado é outra... Se as pessoas acham que deveriam mudar alguma coisa... Mudem a si mesmos e influenciem às pessoas sob sua área de influencia a:

    Pararem esperar que leis sejam criadas/revogadas, que o sistema educacional melhore, que os impostos sejam reduzidos, etc ...
    Ainda que tudo isso ajude... O que vai fazer diferença crucial no final das contas, na sua vida... É você entender o cenário em que está inserido e reagir da melhor forma possível diante dele. Assumir o protagonismo na sua vida e a responsabilidade de suas escolhas... Parem de se vitimizar, culpar o estado, a economia, a mídia opressora, a sociedade, o facebook, a falta de dinheiro, a falta de apoio, seu emprego, seu baixo salário etc.... Apenas aceitem que tudo isso existe e mesmo assim você pode ter sucesso!

    Soa arrogante... Mas eu acredito que, o que vai definir o sucesso do individuo... São seus valores e ações... O que vai definir o sucesso de uma sociedade é a soma dos valores e ações de seus indivíduos... Logo... Para a sociedade avançar, basta que cada um se torne uma pessoa melhor. De sociedades melhores, surgirão leis melhores e estados melhores (ou a ausência dos mesmos, como creem os ancap's)...

    Eu acredito que essa seja a única/melhor forma de se conquistar isso.

  • Alexandre  21/06/2017 00:00
    Já eu concordo em linhas gerais com suas colocações, mas há um detalhe que não pode escapar: esses adolescentes são obrigados pelo estado a freqüentar uma escola -- caso contrário os pais vão pra cadeia -- e são proibidos pelo mesmo estado de trabalhar desde cedo.

    Ou seja, não é exatamente uma escolha ou um livre arbítrio deles. Há uma instituição violenta e coerciva dando ordens e impondo proibições.

    Na sua época de adolescência, era permitido você trabalhar. Em qualquer época do século XIX também. Hoje, não mais.

    Isso não pode ser ignorado.
  • Ricardo S. I.  21/06/2017 11:53
    Pela lei, na minha época, também era proibido menores de 14 anos trabalharem.... E sempre foi proibido trabalhar "informalmente" (sempre existiu um risco para o empregador). Na minha época eu também era obrigado a ir a escola (eu acho, na verdade não me lembro)...

    De qualquer forma isso poderia justificar porque a pessoa é adolescente até os 18... Mas se as pessoas são adolescente até os 30 a culpa não pode ser jogada na educação massiva ou nas faculdades... A partir dos 18 anos a pessoa pode escolher se vai tentar entrar no mercado de trabalho ou estudar.

    Além disso, como disse no post original, mesmo hoje, a proposta de solução do artigo já existe... Existem estágios, programas de menores aprendizes, programas de trainnes, escolas técnicas, cursos rápidos.... E digo mais, hoje em dia, com a popularização da internet... Existem ainda mais oportunidades de aprendizado/trabalho que antigamente... Veja:

    - Para aprender (Coursera, Khan Academy, cursos/palestras do Youtube, sites/canais de empreendedorismo, etc), duolingo (1 milhão de opções pagas e gratuitas)

    - Para empreender (Trabalhar): mercado livre/olx, marketing de rede (venda direta ao consumidor), portais de prestação de serviço, canais do youtube/instagram, blogs, etc.

    Ou seja... Retardar o amadurecimento é uma opção do indivíduo...
  • Ricardo  21/06/2017 02:00
    O trabalho infantil/juvenil nunca foi totalmente abolido. Fiquei surpreendido pelo fato do Mises BR ter deixado passar essa. Existem diversas crianças e adolescentes trabalhando no meio artístico, atuando em novelas ou como cantores. É só ver Chiquititas, Carrossel, Cúmplices de um Resgate ou então qualquer novela e filme adulto que tenha algum personagem que seja criança. É assustador constatar que esses trabalhos são permitidos para crianças exercerem simplesmente porque são trabalhos "específicos" para crianças, vide que um adulto jamais interpretaria uma. O que ocorre é que todos os outros trabalhos salubres que crianças poderiam exercer, caso fosse permitido que elas exercessem, a oferta de mão de obra iria aumentar e os sindicatos nojentos impedem isso para evitar queda nos salários.
  • Sérgio Vieira  21/06/2017 02:46
    O trabalho infantil em novelas nunca foi legalizado e a emissora que o faz está sob constante riscos de multas, sanções e até mesmo punições envolvendo cadeia.

    Como mostra a reportagem abaixo, além de várias regulações especiais -- como ter nutricionistas e assistentes sociais no set --, ela precisa pedir um alvará judicial para contratar um menor. Se o juiz não deixar, fim de papo. Na poderosa e rica Rede Globo, que aliás aboliu o conteúdo infantil de sua programação, não mais há crianças de menos de 14 anos nas novelas.

    Veja a última notícia (com negritos meus):

    Decisão judicial reacende debate sobre trabalho infantil no meio artístico

    Expediente hoje demanda regras, acompanhamento piscológico, nutricional e alvará para cada caso; SBT e Falabella aguardam
    Por falta de alvará que autorizasse a presença de Ana Júlia, de 8 anos, a apresentar o programa Bom Dia & Cia., ontem, o programa do SBT foi ao ar sob o comando de Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos - Matheus Ueta, de 11 anos, que faz par com Ana Júlia, está em férias, na Disney, e tomou conhecimento do caso em Orlando.

    O episódio foi motivado pela falta de consenso entre a carga horária de trabalho da dupla infantil e o entendimento do juiz Flavio Bretas Soares, do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região - o mesmo magistrado que vetou a participação de dois menores no espetáculo Memórias de um Gigolô, que estreou no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

    Procurado pelo Estado, o SBT informou que não iria se pronunciar até que a questão fosse resolvida. A assessoria de imprensa afirma que a decisão foi acatada e que o SBT está recorrendo do veto. Durante a apresentação, Silvia, que já esteve diante das câmeras em outras ocasiões e hoje comanda a área infantil da emissora, pediu que o público desse audiência ao programa e informou que a ausência dos titulares se devia à decisão judicial.

    Canal aberto que mais tempo dedica ao conteúdo infantil, o SBT dispõe de nutricionista e psicóloga, além de um preparador de atores, para amparar seu elenco infantil na produção de novelas como Chiquititas, Carrossel e, agora, Cúmplices de um Resgate, próxima novela da casa. O episódio envolvendo o Bom Dia & Cia., no entanto, ainda sob segredo de Justiça, teria relação com a carga horária dos menores. Hoje, o programa fica no ar entre 9h e 12h45, ao vivo. Entre uma animação e outra, as crianças aparecem para atender a ligações de telespectadores, que participam de jogos. O programa já esteve na mira da Justiça há quatro anos, quando o SBT foi multado pelo Ministério Público pela presença de merchandising infantil, ação que deixou de frequentar o Bom Dia & Cia.

    Já o veto à participação de Matheus Braga, de 13 anos, e Kalek Figueiredo, de 10, no espetáculo Memórias de um Gigolô, pelo mesmo Flavio Bretas que agora cobra ajustes no SBT, se deu por causa do conteúdo da peça. O juiz alegou que o texto conteria uma linguagem inadequada que poderia prejudicar o desenvolvimento psíquico dos jovens.

    Os dois casos reacendem o debate sobre a participação de crianças no mundo artístico, mesmo diante de todos os cuidados extras requeridos pelo trabalho infantil no universo artístico.

    Diretora do Instituto Alana e coordenadora dos projetos Criança e Consumo e Prioridade Absoluta, Isabela Henriques pontua que é importante ter em mente que criança é proibida de trabalhar em qualquer circunstância. "As normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) são absolutamente contra qualquer tipo de trabalho infantil", diz. "A questão na arte é saber que, de alguma forma, isso é aceito porque, se formos pensar em grandes filmes da história do cinema, algumas dessas obras talvez não existissem sem a presença de crianças. Assim, o que é fundamental é saber que tudo bem de a criança participar de um trabalho artístico, desde que os seus direitos sejam respeitados: a escola, o sono, a alimentação, tudo isso tem que ser levado em conta.

    Canal infantil pago, o Gloob criou uma cartilha de regras que é apresentada às produtoras dispostas a trabalhar com o canal na realização de séries como Detetives do Prédio Azul (DPA), Gaby Estrela e Tem Criança na Cozinha. "Criamos um guia para as produtoras trabalharem com o canal, em que consta como funciona toda nossa área de produção e as nossas exigências", explica a gerente de Conteúdo e Programação do Gloob, Paula Taborda dos Guaranys.

    "São normas criadas pelo canal para proteger os menores que trabalham nessas produções, com base na lei do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e da OIT, para entender de que forma podemos proteger essa criança. Temos hoje psicólogo, assistente social e nutricionista contratados durante todo o processo de gravação. A assistente e a psicóloga vão ao set toda semana e fazem uma anamnese psicossocial com cada criança, para saber como está o seu ambiente familiar, se passou por tratamento, qual é a situação econômica da família, vemos qual a escola que ela estuda, etc."

    Segundo a gerente, o canal exige boletim escolar atualizado. Se a nota estiver ruim, o assistente social entra em ação e até um professor particular pode ser convocado. O Gloob determina que um porcentual do cachê ganho pelo menor seja depositado em uma conta poupança com o nome do artista mirim. "Todo mês, os pais têm de apresentar para nós um extrato atualizado dessa conta", fala. Em situações de dificuldade econômica, o canal prevê gastos com saúde privada. "Se há um problema qualquer, não podemos aguardar pela demora do sistema de saúde público", completa Paula.

    A Globo, que aboliu o conteúdo infantil de sua programação, mas tem uma extensa lista de menores em suas novelas e séries, informa que controla o horário de expediente das crianças e também dispõe de psicólogos, fonoaudiólogos e nutricionistas para amparar os menores. No caso de Malhação, os adolescentes contam com uma supervisão que avalia disciplina, histórico escolar e outros detalhes da vida pessoal, a fim de evitar deslumbramentos e decepções com a profissão.

    A emissora já enfrentou vetos à participação de crianças em novelas como Laços de Família e Viver a Vida, ambas de Manoel Carlos, por cenas consideradas de conteúdo impróprio para menores. Na época de Viver a Vida, o Ministério Público do Trabalho no Rio encaminhou notificação recomendatória ao escritor. Na trama, a atriz Klara Castanho, que tinha então 8 anos, interpretava uma vilãzinha e, para as procuradoras do Trabalho Maria Vitória Sussekind Rocha e Danielle Cramer, "o trabalho infantil artístico deve ser comedido, observando não só os aspectos legais, mas, principalmente, eventuais reflexos que determinado personagem pode provocar no desenvolvimento da criança."

    "Nem todas as manifestações artísticas são passíveis de serem exercidas por crianças e adolescentes. No caso em questão, uma criança de 8 anos não tem discernimento e formação biopsicossocial para separar o que é realidade daquilo que é ficção. Isso sem contar com as eventuais manifestações de hostilidade que ela pode vir a sofrer por parte do público e não compreendê-las", avaliaram as procuradoras.

    Produtoras de audiovisual e emissoras de TV acabaram por aprender muito com os percalços enfrentados com a Justiça em razão de trabalho infantil. No final da série A Teia, no ano passado, na Globo, o diretor Rogério Gomes, o Papinha, gravou separadamente a maior parte das cenas em que a pequena Nathalia Costa, a Ninota, era verbalmente maltratada pelo bandido vivido por Paulo Vilhena. As imagens em que ele falava coisas capazes de traumatizar a garota foram gravadas longe dela, que teve os closes da sequência registrados isoladamente e depois editados na montagem final.

    Isabela Henriques, da Alana, lembra ainda de Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, que tomou vários cuidados similares na edição do longa, filmando cenas isoladas com o então garoto Vinícius de Oliveira.

    "Tem também a questão dos testes", lembra Isabela, sobre a maratona a que a indústria do audiovisual acaba submetendo crianças e adolescentes na hora de concorrer a papéis em comerciais, filmes, novelas e espetáculos. São expedientes longos, da inscrição à espera para gravar, em geral resultando em mais decepção do que alegria aos candidatos mirins.

    Assim como nos testes, os pais podem e costumam acompanhar os filhos nos expedientes em cinema e TV. No caso do Gloob, Paula Taborda conta que as crianças dispõem normalmente de um espaço com Wi-Fi e frigobar, onde podem realizar pesquisas e estudos nos intervalos de gravação. "Também apresentamos o cardápio e os itens sugeridos pela nutricionista, que elabora menus semanais, mas muitos reclamam de consumir alimentação saudável. Nesse caso, como o pai ou a mãe está presente, não é nossa obrigação educar. Nós sugerimos, mas muitos deles não acatam", acrescenta.

    AS REGRAS

    Nutricionista - Novelas, séries e filmes dispõem de especialista em alimentação para elaborar os cardápios oferecidos no set.

    Dublês - No caso de espetáculos teatrais, os produtores devem contratar mais de um ator mirim para promover o revezamento entre os menores e evitar a sobrecarga de trabalho.

    Carga horária - As gravações devem ocorrer em um único período do dia, permitindo a frequência das crianças na escola. No caso de 'Chiquititas' e 'Carrossel', o expediente se concentrou entre 14h e 20h.

    Assistente social - O canal Gloob, a TV Globo e o SBT informam que dispõem de profissionais para amparar os menores, acompanhando a situação familiar, o histórico escolar, a disciplina e até a situação econômica dos pequenos.

    Alvará judicial - Cada caso de trabalho infantil demanda a solicitação de um alvará judicial e os casos são avaliados um a um.



    Ou seja, o trabalho infantil foi abolido também no teatro. Na televisão, é extremamente caro e arriscado, só sendo acessível para empreendedores extremamente ricos e com bom trânsito no judiciário (como Sílvio Santos). Na prática, portanto, ele já foi abolido também.
  • João de Alexandria  21/06/2017 18:31
    As únicas coisas as quais dou valor que aprendi na escola são leitura e matemática.

    O resto foi dispensável, e a escola foi um tormento sem fim.

    Tive professores que quiseram me moer vivo e a partir de um incidente na sexta série virei habituée da diretoria da escola porque desafiava os professores incessantemente se achasse que não estavam ensinando direito. Era escola particular e eu tinha a noção de quanto era complicado pros meus pais pagarem.

    Na faculdade, escolhi uma graduação tecnológica numa instituição particular pensando em ir logo pro mercado de trabalho, onde os tormentos não terminaram pois, além de encarar imbecis com um giz na mão sofri episódios de racismo velado constantes de um professor americano e um sansei.Levei o caso pra direção da instituição, mas era a minha palavra contra a deles.Levei um ano a mais pra me formar porque fiquei de DP na cadeira dos distintos.

    Escolhi uma pós que é rara no Brasil e que ia me diferenciar da massa. Foi o único nível de ensino onde tive sossego pra estudar e pude provar capacidade.

    Porém sempre gostei de ganhar dinheiro.

    Comecei vendendo sorvete aos 12 anos, pra horror dos protetores de menores. Aos 14 eu vendia sorvete, refrigerante água e cerveja (mais horror) na porta do parque Villa-Lobos em São Paulo. Era uma mina de ouro no verão porque o Quércia criou o parque sem árvores....elas foram plantadas em mudas e o lugar era, e é até hoje,ótimo pra andar de bicicleta, skate, patins, empinar pipa mas na época não tinha poucos lugares com sombra. Era sol na nuca o dia todo e agente vendia muito.

    Aos 15 anos comprei uma mobilete em sociedade com um amigo pra pegar as menininhas. Um amigo nosso tinha uma outra ferrada e queria comprar uma nova. Deu a velha e uma grana, nós mesmos arrumamos a ferrada e embolsamos a diferença, aí apareceu alguém pra comprar essa, e ganhamos mais dinheiro. Vimos naquilo um negócio e como era época do Cruzado/Cruz Credo, em que um carro seminovo valia mais que um 0km passamos de mobilete pra moto 125, de 125 pra 250, de 250 pra 350, carro, caminhonete e aos 19 anos chegamos a ter um Mercedes 608 que quando vendemos a minha parte pagou um ano de faculdade.

    Chegou o Plano Real e não valia mais a pena. Com meus conhecimentos de mecânica fui trabalhar na oficina do meu padrinho e completei o que sabia. Junto com a facu fiz um curso de mecânica de bico injetor,novidade no Brasil na época e arrumava o carro dos amigos na garagem de casa, no fim de semana, pegando emprestadas as ferramentas da oficina do padrinho sábado meio dia e devolvendo domingo a noite ou segunda de manhã.

    Me graduei e fui encarar o mercado de trabalho CLT. Fui funcionário público e agora sou profissional liberal e investidor.

    Adivinhem onde fui mais feliz...

  • anarco punk  23/06/2017 16:08
    pronto, aí vc acordou kkkk
  • João de Alexnadria   26/06/2017 15:11
    Eu acordei do quê ?
  • Cristian Rahmeier  22/06/2017 06:45
    Vários fatores contribuem para o surgimento de jovens imaturos, muitos motivados pelo estado. Somos imaturos em inúmeras ações, quando não conhecemos seu real valor. Por isso, acredito que os motivos de haver jovens (ou adultos) imaturos são as gratuidades do ESTADO e da FAMÍLIA. Quando as duas se juntam, caso não sejam necessárias, viciam e se não forem controladas levam a destruição do indivíduo e da sociedade. O estado domina aqueles a quem a família é ausente ou conivente. A sociedade também contribui, muitos trabalhos que são direcionados aos mais jovens são condenados (vistos preconceituosamente), como empacotador, lixeiro, faxineiros, etc. Sem contar as remunerações, os salários são uma miséria, em parte por causa do governo e também por parte dos patrões. Também o proibitivo consumo gerado pela burocracia estatal afasta os mais jovens de empregos de baixa renda, pois tornam os empregos ainda mais vexaminosos. Quem vai querer trabalhar um mês inteiro para receber 400 reais se seus pais dão roupa e um pouco para diversão? Se o rapaz tem uma namoradinha, não sobra nada, é desmotivador para os jovens. Mas o fato é que a família deve estar sempre em cima, cobrando.
  • Aufabétyzadu  25/06/2017 01:10
    Companheiros do IMB, existe algum país no mundo que adota um modelo de educação desestatizado?
  • Geraldo  21/07/2017 17:49
    Me deparei agora com este artigo, e sei muito bem como é ter em casa um adolescente de (quase) 30 anos. Meu irmão está com 29 anos e nunca teve um emprego. Ele agora faz um curso técnico, para tentar recuperar parte do tempo perdido. Nós até conversamos de vez em quando com ele, para ele começar a procurar emprego, mas dificilmente conseguimos alguma coisa. Ele tem feito concursos, mas não adianta, pois ele se interessa pouco por estudar. Sendo assim, fico pensando o que vai ser dele quando não pudermos mais sustentá-lo.
  • Emerson Luis  22/07/2017 18:37

    Antes da "revolução cultural" da esquerda, os jovens queriam ser como os adultos; agora, são os adultos que querem ser como os jovens.

    Antes da "revolução cultural" da esquerda, não havia o conceito de "adolescência" neste sentido de fase intermediária entre a infância e a vida adulta: os jovens eram jovens adultos que se preparavam para a vida adulta plena.

    Os jovens não recebem treinamento adequado, são impedidos de aprender, são mimados e condicionados a ter uma autoimagem narcisista e comportamentos psicopatológicos... e depois ainda dizem que é uma fase intrinsecamente problemática! Queriam o quê?

    * * *
  • Christian  14/11/2017 16:41
    Esse é um problema da classe média do brasil. Esse é o motivo de muitos estarem em tratamento psiquiátrico forçado, sendo forçado a internações e drogas. A classe média com essa mentalidade de ''estudar, fazer faculdade, fazer concurso'' isso é o maior atraso de vida que existe. Os pais e a psiquiatria é implacável com o jovem de classe média que FRACASSA. Se este jovem nascesse pobre, poderia trabalhar em obra desdos 20 anos ou fazer um curso técnico e assim nunca seria um fracassado. Infelizmente nasci numa matrix mesmo, a matrix da classe média, meus pais nunca me educaram.


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