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A Venezuela é um grande exemplo de abolição do “neoliberalismo”. Estranhamente, ninguém comemora
Por que a esquerda se recusa a falar sobre a Venezuela?

Durante a eleição presidencial americana de 2016, o pré-candidato pelo Partido Democrata Bernie Sanders, um autodeclarado socialista, se recusou a responder perguntas sobre a Venezuela durante uma entrevista à rede Univison.

O senador alegou que não queria falar sobre o país porque "estou focado em minha campanha". Muitos afirmaram que o real motivo era outro: a atual situação econômica da Venezuela é um exemplo prático do que ocorre quando um estado implanta um "socialismo democrático", como sempre defendeu Sanders.

Similarmente, o papa Francisco — que arrumou tempo até mesmo para atacar ideologias pró-mercado, contraditoriamente dizendo que elas empurram milhões para a pobreza — parece bastante desinteressado em falar sobre o acentuado processo de empobrecimento a que foi submetida a população venezuelana nos últimos anos, chegando até mesmo a vivenciar uma desnutrição generalizada.

O doutor Samuel Gregg, escrevendo para o periódico Catholic World Report, disse que:

O papa Francisco é conhecido por raramente se negar a vociferar contra aquilo que ele considera ser graves injustiças. No que tange a assuntos como refugiados, imigração, pobreza e ambientalismo, Francisco fala impositivamente, e utiliza uma linguagem vívida e forte ao fazê-lo.

Entretanto, apesar da violência diária infligida pelo governo da Venezuela contra os manifestantes, apesar dos crescentes assassinatos cometidos pelo governo, apesar de uma explosão sem precedentes da criminalidade no país, apesar da desenfreada corrupção do governo, apesar da galopante inflação, apesar da explícita politização do judiciário, apesar da quase completa escassez de remédios e alimentos básicos, e apesar de todo o inegável desastre econômico causado pelas políticas do governo, o primeiro papa latino-americano quase nada fala sobre a crise que está destruindo aquele país latino-americano majoritariamente católico.

Este silêncio ocorre não obstante o fato de bispos católicos que vivem na Venezuela terem denunciado o regime de Nicolás Maduro como sendo mais um exemplo prático de como o socialismo resulta em um "total fracasso" em "absolutamente todos os países em que este regime foi instalado".

Sendo assim, para muitos venezuelanos, a pergunta que segue sem resposta é: "Onde está o papa Francisco?"

Assim como ocorreu com Bernie Sanders [N. do E.: e com toda a turma do PT e do PSOL], Francisco nada tem a dizer sobre a Venezuela precisamente porque o regime venezuelano implantou exatamente todas as políticas defendidas por toda a esquerda que se opõe a uma economia de mercado.

Trata-se — como já dito inúmeras vezes por este Instituto — de um programa marcado por controle de preços, estatizações e expropriação da propriedade privada, generosos programas assistencialistas, planejamento centralizado, e uma infindável retórica sobre igualdade, redução da pobreza e, acima de tudo, combate aos "neoliberais".

O próprio presidente venezuelano Nicolás Maduro fez a gentileza de explicar tudo ao mundo: "Há dois modelos: o neoliberal, que destrói tudo; e o chavista, que é centralizado no povo".

O modelo chavista é simplesmente uma mistura de social-democracia, planejamento centralizado (o que inclui preços controlados por uma elite burocrática), impressão de dinheiro sem limites, estatizações e amplos programas assistencialistas. Na prática, é apenas uma versão mais dura da mesma ideologia de esquerda defendida por várias elites políticas dos EUA e da Europa.

Já o 'neoliberalismo' — como também já explicado em detalhes por este Instituto — é apenas um termo vago utilizado pejorativamente para descrever, ainda que de maneira totalmente incorreta (neoliberalismo nada tem a ver com o genuíno liberalismo), um arranjo caracterizado por mercados relativamente livres e um laissez-faire moderado.

Com efeito, nenhum outro regime no mundo, com a exceção de Cuba e Coreia do Norte, foi tão explícito em sua luta contra a suposta "ameaça neoliberal" quanto a Venezuela.

Por esse motivo, à medida que a Venezuela vai se afundando cada vez mais no caos, estamos ouvindo este silêncio ensurdecedor de grande parte da esquerda. Tal silêncio é tão gritante, que até mesmo alguns esquerdistas mais sensatos perceberam e criticaram.

Em um artigo para a revista de esquerda Counterpunch, Pedro Lange-Chorion, professor da Universidade de San Francisco, aponta:

A Venezuela era notícia apenas quando era boa notícia e quando Chávez podia ser usado como um estandarte para a esquerda, dado que suas tiradas produziam algum alívio cômico. Porém, tão logo o país entrou em sua espiral decadente e o chavismo começou a se assemelhar a qualquer outro regime autoritário latino-americano, passou a ser melhor ignorar tudo.

Ou seja, como um dedicado esquerdista, Pedro acredita que o problema da Venezuela é meramente político, e não econômico. Para ele, é apenas uma questão de infortúnio do destino que a implantação da agenda econômica chavista tenha coincidido com a destruição das instituições políticas e econômicas do país. Para Pedro, a destruição do país nada tem a ver com a adoção de políticas econômicas de esquerda. Tudo foi causado pelo repentino surgimento do autoritarismo político, o qual estaria arraigado no DNA da América Latina.

Obviamente, não houve coincidência nenhuma. Com efeito, é apenas mais um exemplo clássico de um país que, após alguns anos de políticas moderadamente pró-mercado, elege um populista de esquerda que, ao implantar sua agenda econômica, acaba por destruir toda a economia.

Isso vem ocorrendo há décadas na América Latina, onde, como já explicado pelos economistas Rudiger Dornbusch e Sebastián Edwards em sua tese a respeito do "populismo macroeconômico na América Latina", o ciclo se repete continuamente. Aconteceu mais recentemente na Argentina e no Brasil.

O ciclo, de forma resumida, ocorre em quatro etapas.

Na primeira etapa, com a economia relativamente arrumada após alguns anos de um governo mais economicamente racional — o que significa, na prática, um governo que pratica uma pequena contenção de gastos e adota uma política monetária mais austera —, um populista é eleito sob a promessa de que é chegada a hora de dar à economia uma "face mais humana", com mais redistribuição de riqueza e mais regulações. Ato contínuo, o populista dá início a políticas fiscais e monetárias expansivas. De início, tais políticas geram um crescimento da produção, do emprego e dos salários reais.

Na segunda etapa, vários gargalos começam a aparecer. A inflação aumenta de maneira significativa. O déficit fiscal do governo piora em decorrência dos subsídios do governo aos seus setores favoritos e do congelamento das tarifas dos serviços públicos (o que gera necessidade de repasses para essas empresas). A desvalorização cambial ou o controle do câmbio se tornam inevitáveis.

As etapas 3 e 4 mostram como terminam todos os experimentos populistas: escassez de produtos, inflação de preços em disparada, fuga de capitais, acentuada desvalorização cambial e, no extremo, escassez de dólares.  Consequentemente, com a queda nos investimentos e com menos capital investido per capita, os salários reais inevitavelmente caem e o crescimento econômico se estanca e entra em contração.

O que normalmente se segue é a ascensão de um governo "neoliberal" que dá início à implantação de um plano "ortodoxo" de estabilização, que buscará corrigir os desequilíbrios na economia para que os investimentos retornem e a produção volte a crescer.

Neste momento, a Venezuela está no meio deste ciclo. Após décadas de um governo relativamente contido, a Venezuela se tornou, na década de 1950, um dos países mais ricos da America Latina, e sua população, a quarta mais rica do mundo. Porém, ao longo dos últimos vinte anos, os chavistas conseguiram confiscar essa riqueza, distribuí-la, regulá-la e expropriá-la, e tudo em nome da "igualdade", do "bem do povo" e do "combate aos malefícios do capitalismo".

Porém, só é possível redistribuir, tributar, regular e expropriar até o ponto em que as classes produtivas desistem de ser exploradas. Quando isso ocorre, a riqueza desaparece.

Para as mentes de esquerda, tamanha explosão da pobreza após a adoção de políticas econômicas abertamente de esquerda não pode, de maneira nenhuma, ser resultado de políticas econômicas ruins. Afinal, o chavismo conseguiu implantar tudo aquilo que sempre defendeu. O governo redistribuiu riqueza à vontade. Prometeu e "garantiu" um salário digno, serviços de saúde gratuitos e comida abundante para todos. A "igualdade" foi imposta por meio de decretos, suplantando toda a oposição "neoliberal".

A única explicação possível para a calamidade, pressupõe a esquerda, está na sabotagem dos capitalistas. Ou, como o próprio papa enfatizou, no excesso de "individualismo".

O problema insanável para a esquerda é que, neste caso, a narrativa simplesmente não é plausível. Será que a Colômbia tem menos capitalistas e menos individualistas que a Venezuela? É quase que certo que tenha mais. Sendo assim, por que os venezuelanos enfrentam racionamento de comida e de remédios, e se submetem a ficar horas em uma gigantesca fila para tentar cruzar a fronteira com a Colômbia, onde podem adquirir alimentos e produtos básicos que não estão disponíveis no paraíso socialista-democrático da Venezuela?

Igualmente, o Chile já renunciou ao seu arranjo econômico de estilo "neoliberal"? Dado que a resposta é não, então por que a economia chilena cresceu 150% nos últimos 25 anos ao passo que a economia venezuelana encolheu neste mesmo período?

A resposta consiste em um amplo e ensurdecedor silêncio.

Isso obviamente não significa que aquele arranjo que a esquerda chama de "neoliberal" não possua falhas. Alguns aspectos do neoliberalismo — como maior liberdade comercial e mercados relativamente mais livres — são a razão por que a pobreza global e a mortalidade infantil estão despencando, ao mesmo tempo em que a alfabetização e as condições de saneamento estão aumentando ao redor do mundo.

Já outros aspectos do neoliberalismo — que nada mais é do que uma mistura de social-democracia com alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos — são odiosos. Genuínos neoliberais defendem monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações, ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado.

Mas a alternativa de livre mercado para o neoliberalismo já foi fornecida há muito tempo por Ludwig von Mises, que, em sua luta solitária contra os neoliberais, defendeu a adoção de um livre mercado genuíno, de uma moeda sólida e não controlada pelo governo, e de uma liberdade total no comércio internacional.

Já a alternativa da esquerda ao neoliberalismo já foi explicitada pela Venezuela, um país onde as pessoas estão literalmente morrendo de fome e têm de esperar horas na fila para conseguir um rolo de papel higiênico.

E se isso é tudo o que a esquerda tem para mostrar sobre como seria sua vitória contra o neoliberalismo, então não é surpresa nenhuma que a esquerda esteja em silêncio.

 

11 votos

autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • MB  22/05/2017 15:44
    Essa desgraça de regime tem de cair e ser varrido da face da Terra,enfim torço para que nossa terra não passe pelo mesmo vexame e terror...
  • MB  22/05/2017 23:30
    Esse ridículo do Maduro tem esperança de que um dia o preço do petróleo se recupere e ai a bonança voltaria a jorrar na Venezuela,ou seja só um retardado igual são os comunistas,tarados e obcecados por poder para levar adiante uma estratégia bizarra igual a esta,ou seja o líder norte-coreano também se imagina um deus e nutre esta esperança ao avançar seu projeto de armas nucleares como moeda de troca para chantagear seus vizinhos e ocidente em troca de alimentos desviados para o mercado negro pelos burocratas e chefões do PCK,em Cuba os Castros só vivem mendigando apoio do resto do mundo para alimentar os excluídos de lá,mas os burocratas e líderes do partido também desviam para o mercado negro.Enfim esses sonhadores para atingir seus ideais de nobreza e justiça não medem as consequências e sendo os controladores deste processo insano(Vivem no luxo)levam avante esse pesadelo(Para os pobres famintos e os explorados)que é este projeto de vida e política que é o distributivismo de renda desses vermelhos malditos.
  • MB  23/05/2017 02:29
    OBS:Quis dizer burocratas e chefões do PTC(Partido dos Trabalhadores da Coréia do Norte).
  • Marques  22/05/2017 16:26
    Fala se não está tudo cagado?
    Temos neste exato momento uma moeda virtual (Bitcoin) que vale mais do que a unidade monetária de todos os países do planeta juntos x 500.

    Também temos um papa socialista, forjando um tipo novo de cristão, o socialista.

    Agora só falta eu encontrar um judeu nazista.
  • Marcos  22/05/2017 16:35
    Já existe. George Soros. Pesquise a respeito.
  • Dianari  22/05/2017 16:28
    Pessoas que crescem no estigma da esquerda não conseguem enxergar outro ponto de vista ideológico.

    Foram doutrinadas desde crianças - 2 a 3 anos de idade - e são como ratos de laboratório (desculpe a comparação) e não conseguem visualizar outra perspectiva. Não conseguem sair da caixa.

    Imagine tentar ensinar a cidadãos que cresceram com o único exemplo dos pais que são esquerdistas?!

    Infelizmente essas pessoas só conhecem o meio de vida esquerdista e, raras as vezes, os que usam a lógica pura conseguem enxergar algo. Contudo isso subverte e contraria tudo que aprenderam. Daí a resistência em aceitar outro ponto de vista.....

    Toda a América do Sul cresceu sob esse estigma.... Por isso é tão raro alguém de direita entrar em entendimento com a esquerda. Por isso a esquerda treina, doutrina, milita, insiste em enfiar na cabeça de crianças aquelas cartilhas esquerdistas nas escolas. Por isso brigam tanto nessa questão de "escola sem partido"

    Graças a Deus meus pais me ensinaram outro meio de vida.
  • G C  24/05/2017 11:25
    Cresci nesse ambiente, estudei, sai dessa ideologia. Hoje em dia, explico o que aprendi, sem doutrinar.
  • Maria de Lourdes Cardoso  24/09/2017 17:15
    Veja as contradições. Tenho 74 anos e aqui em casa se respirava política de direita e todos votavam segundo o patriarca. Quando surgiu o partido dos trabalhadores, eles não passavam de pessoas de "pouca inteligência, humildes, não eram doutores" e meu pai era fiel na ideologia de que precisava de pessoas que soubessem governas. Não era burguês, não se curvava para a burguesia, não desprezava os pobres, mas o PT jamais. Assim vesti uma blusa vermelha emprestada e votei nos vermelhos. Meu pai faleceu com 80 anos decepcionado com a política. Sou contra partido em escola e que o adolescente cresça lendo, aprendo a fazer o discernimento necessário e seguir a vida.
  • Empiricus  22/05/2017 16:28
    sl.empiricus.com.br/pe75-lula/
  • Felipe Miranda  22/05/2017 16:35
    Conclamo a todos a lerem este relatório e entender por que a ameaça de venezuelização do Brasil real e imediata:

    sl.empiricus.com.br/pe75-lula/
  • Felipe  22/05/2017 16:51
    Esse cenário não é um pouco alarmista demais?

    Porque o Lula precisaria de uma maioria no Congresso para criar esse caos que a matérias previu, e isso ele dificilmente terá.
  • SRV  22/05/2017 17:55
    A Empiricus tá querendo apenas divulgar seus relatórios, que são vendidos no mercado. Procure sobre os relatórios deles no Google e tire suas conclusões.

    Dica: Nem perca seu tempo.

    Dica 2: Realmente não perca seu tempo.
  • Andre  22/05/2017 18:22
    Nem precisa o Lula implementar reformas à esquerda via congresso para arrebentar o que resta da economia, basta formar uma equipe econômica bem porca, queimar reservas internacionais, reduzir a selic na porrada e simplesmente não tocar nenhuma das reformas a que Temer se propôs.
    1 ano atrás duvidava da vitória de Lula, mas agora o número de pessoas que se diz disposta a votar nele é assustador. Se este relatório está exagerado ou não é de cada um, mas pelo bem de suas famílias não ignorem a possibilidade de voltarmos a viver sob comando de Lula.
  • Pobre Paulista  22/05/2017 18:28
    Sim, é bastante alarmista, mas não se esqueça que esse é o core business dessa empresa de caça-cliques.
  • Diego  22/05/2017 17:51
    Lula é um frouxo covarde que se esconde atrás de sua militância, ele não tem o pulso firme para fazer essas reformas que estão nesta matéria, porque ele depende justamente destes capitais para a subsistência de sua candidatura e de seu hipotético governo no futuro se ganhar a eleição. Já vimos essa história em 2003, e se ele ganhar repetiremos o que já precedeu. Repito e serei claro, nenhum candidato da esquerda tem "cacique" para fazer tais reformas, essa esquerda brasileira é aquela que podemos chamar de baitola, preocupada apenas com os homossexuais, LGBT, feminismo e esses movimentos inúteis, bem diferente da esquerda da Rússia com Putin e os comunistas que querem a volta da URSS ou da esquerda de Cuba com Fidel e Che, desses sim eu teria medo por assim dizer. O único que me assusta mesmo que seja vagamente é Bolsonaro, mas o resto é tudo corpo mole.
    E outra, essas pesquisas divulgadas pela mídia tradicional é a mesma que "elegeria" Hillary Clinton nos EUA com índices de aprovação de mais de 80%, e são as mesmas que consideraram o Russomanno e o Haddad quem iria ganhar a eleição da prefeitura de SP em 2016. Diversos institutos de pesquisa(independentes) já dão o Bolsonaro com altos índices de chances de ir para o 2º turno e possivelmente ganhar a eleição, o Bolsonaro ficaria em 1º lugar, Lula em 2º e Dória em 3º, segundo pesquisas ele pode receber até 56 milhões de votos em 2018, sendo que 17% do eleitorado total é fiel a ele e votaria nele em quaisquer circunstâncias e mais 22% do eleitorado total se inclinando a votar nele em 2018.
    Portanto não tenho medo da provável vinda de Lula na candidatura a presidência, até porque boa parte da base que ele tinha agora se inclinou para Dória e Bolsonaro, isso rachou todas as expectativas da provável vitória nas eleições presidenciais, e ainda eu gostaria muito de ver Lula sendo derrotado tanto por Dória quanto por Bolsonaro, isso eliminaria todo o apoio que ele ainda detinha perante a mídia e sua base eleitoral, seria uma degradante humilhação que ele nem mais cogitaria a voltar a vida pública, o que demandaria da esquerda refazer todas as suas estratégias, que certamente seriam inclinadas para Marina e Ciro.
  • Alexandre Dias  22/05/2017 18:41
    Felipe, obrigado pelo informe. Infelizmente, ele parece muito factível. E pior: extremamente preocupante, principalmente levando-se em conta os acontecimentos dos últimos dias...
  • Marcello Castennali  29/05/2017 13:24
    A Empiricus pode até ser alarmista porém as primeiras análises deles sobre os governos Lula e principalmente sobre o governo Dilma mostraram-se praticamente proféticas. Quem seguiu as recomendações da consultoria viu seu patrimônio aumentar vertiginosamente com o aumento do dólar (passou dos R$ 3,00 para os R$ 4,00), exatamente como a Empiricus previu. Outra coisa prevista pela consultoria foi a débacle econômica causada pela senhora Anta: a Estocadora de Ventos, que maquiou a economia causando aquele estelionato eleitoral. Então, pode até ser que a consultoria seja um "caça-níquel" mas essa turma chegou até a angariar o ódio petista por se mostrar totalmente profética quanto ao que viria sobre o Brasil com o PT no poder até a queda de Dilma.
  • Carlo Balestrini  22/05/2017 17:20
    Boa tarde, estou cursando faculdade de História e as opiniões a respeito de política, mundo, economia etc são sofríveis. Só se fala em intervencionismo estatal, nos males que o capitalismo proporciona no mundo, busca pela inalcançável igualdade, dentre outros.
    São raras opiniões lúcidas como as encontradas no site, dentre professores, materiais didáticos, indicações de filmes, autores e opiniões de alunos a predominância das visões e das narrativas de esquerda são massivas.
    Parabéns ao Instituto Mises.
  • Diego  22/05/2017 17:56
    Compartilho da sua frustração perante o ambiente acadêmico do Brasil, curso Ciências Contábeis numa faculdade privada e o que se passa é exatamente isso que você descreveu.
  • Marcello Castennali  29/05/2017 13:28
    Infelizmente a Academia, salvo raras exceções, foi sequestrada pela esquerda durante os últimos 35 anos. Quase todos os professores são de esquerda. Vimos uma pequena mudança nos últimos anos, mas, como disse, uma pequena mudança. Todos eles acham que o deus Estado é tudo, pode tudo e deve fazer tudo pelo povo, que no máximo, é tratado apenas como uma massa a ser tutelada, como se não houvesse um ser pensante sequer. Realmente lamentável. As universidades sequer dão a oportunidade do estudante ter o contraponto, ver o outro lado, o lado liberal. Se o formando não pode avaliar todos os lados, fica mais fácil ser doutrinado.
  • Bruno Feliciano  22/05/2017 18:27
    Agora a esquerda diz que o Ciro Gomes foi um dos principais criadores do Plano Real.


    O que acham?

    https://www.youtube.com/watch?v=in0U5hbfLKo
  • Leandro  22/05/2017 18:33
    A participação dele na elaboração do plano foi ínfima, para não dizer nula. No entanto, ele teve sim um grande papel em manter a credibilidade do plano quando assumiu a Fazenda em setembro de 1994. Portanto, a participação dele não pode ser descartada.

    Mas aquele era outro Ciro Gomes, muito mais racional e sensato, e completamente diferente do atual. À época, ele era um social-democrata moderno e modernizador. Hoje, ele se rebaixou a ser um mero porta-voz do PT e do PSOL, algo totalmente impensável ao Ciro Gomes daquela época
  • Diego  22/05/2017 19:00
    Usando como uma sustentação a essa argumentação, essa matéria diz sobre isso:Os pais do plano real

    Postando a referência sobre Ciro na matéria aqui: "O pós-Real foi inteiramente administrado por Ricúpero – até a entrevista infeliz que deu à TV Globo – e por Ciro Gomes, na época uma locomotiva destrambelhada defendendo a jogada da apreciação cambial – sem entender seus desdobramentos."

    Ciro Gomes apenas administrou e ajudou a manter de pé toda a situação pós-real, sendo que a matéria é do jornalggn que todos sabem qual sua posição ideológica.
  • Luiz Moran  22/05/2017 18:29
    O regime de "governo" no Brasil é o fascismo.
    O modelo econômico é o keynesiano.
    O Brasil corre grande risco de um golpe, veja a seguir e identifique em que etapa o nosso país se encontra ------->
    ETAPAS DA SUBVERSÃO IDEOLÓGICA:
    1. Desmoralização >
    2. Desestabilização >
    3. Crise (que desencadeia ou uma guerra civil ou uma invasão) >
    4. "Normalização"(regime totalitário socialista) > game over !!!
  • Ninguem Apenas  22/05/2017 21:01
    Leandro,

    O que você acha da Teoria dos Ciclos Reais de Negócios da Escola de Expectativas Racionais? Do ponto de vista austríaco ela é correta?
  • Leandro  23/05/2017 00:31
    Possui muitos pontos bons e é bastante austríaca em sua essência. Mas peca por dar pouca -- para não dizer nenhuma -- atenção à questão da variação da oferta monetária e seus efeitos sobre as flutuações econômicas.

    É uma boa teoria, muito melhor que qualquer keynesiana. Mas ainda é incompleta.
  • Ninguem Apenas  23/05/2017 15:11
    Algum dia rola um artigo? kk

    No mais agradeço a resposta! k
  • Gabriel  23/05/2017 02:06
    Leandro, já ouvi você falando algumas vezes que todas as hiperinflações no mundo ocorreram sob um arranjo onde o BC financiava diretamente o governo. Como é na Venezuela?
  • Skeptic  23/05/2017 18:56
    Me recuso a acreditar que isso é ignorância, só pode ser pilantragem, mal caratismo.
  • Futuro economista  23/05/2017 19:16
    Vejo diversos artigos no IMB e vou começar a cursar Economia em breve. Sai do ensino médio ouvindo que o capitalismo é uma forma de exploração ao trabalhador, e vários professores na área de sociologia, história e geografia tinham o mesmo discurso. Com tamanha realidade, como continuam com o mesmo tipo de argumento vendo que tal modelo socioeconômico não funciona? Me espanto com a situação que a Venezuela passa, pois eu sou brasileiro nato nascido na Venezuela. As pessoas não procuram se informar e insistem com o mesmo erro em seguir pessoas com ideologias de igualdade.
    Vendo as circunstâncias da política brasileira, temo que o mesmo aconteça conosco como aconteceu com a Venezuela caso o Lula ou algum socialista fabiano venha a se eleger em 2018...
  • Diego  23/05/2017 23:27
    No curso de economia você vai ouvir predominantemente a mesma coisa, só que basta trocar a palavra capitalismo por neoliberalismo e tudo volta ao que estava no ensino médio.
  • anônimo  30/05/2017 13:40
    Goldman Sachs compra dívida à Venezuela e ajuda governo de Maduro

    Vendo essa notícia, me veio em mente esse texto:

    "Eis um dos motivos pelo qual a guerra cultural é mais importante do que conceitos econômicos monolíticos: quem pensa de maneira economicista dirá que a Venezuela cometeu diversos erros de tal ordem e por isso chafurdou na lama.
    Já quem pensa de maneira mais ampla, entenderá que todos os regimes vermelhos instaurados no globo contaram com a ajuda de grandes capitalistas monopolistas, que através do pensamento e da ação dialética, implodiram seus alvos para lucrar com a alta daquilo que compraram em baixa.
    Se eles sabiam que isso iria acontecer? Mas é claro. O conceito de "não dar certo" só funciona para quem acaba pagando o pato, além de "especialistas" em economia e da militância que insiste em dizer que deturparam suas utopias."


  • anônimo  26/06/2017 12:36
    Qual a opinião dos senhores sobre esse ponto de vista?
  • www.vermelho.org.br  02/06/2017 13:34
  • Zucatim  02/06/2017 17:27
    Que piada kkkkkk
  • anônimo  13/01/2018 06:26
    Eu tenho 66 anos. Quando era jovem, lembro perfeitamente que eu participava de um grupinho da faculdade que às vezes mostravam jornais com gráficos mostrando a evolução do PIB dos países e destacavam o crescimento "absurdo" da União Soviética e os Estados Unidos com um crescimento bem mais modesto (sim, em plena ditadura haviam jornais que apoiavam a URSS seja de maneira sutil seja de maneira explícita).

    Como aconteceu na Venezuela, na URSS e em Cuba, no começo o socialismo é uma maravilha. Todos estão felizes e o país é um destaque internacional em prosperidade. Lógico, a riqueza acumulada durante décadas está sendo distribuída e queimada pelo governo.
    O desastre começa a ficar evidente quando se passam uns 10 anos. Por isso a democracia permite governantes de esquerda que aplicam políticas fascistas, social-democratas ou socialistas sejam eleitos mais do que políticos pró-mercado. Os efeitos de suas políticas parecem boas num curto período de tempo e quem pega a batata quente nas mãos geralmente não são eles.
  • Emerson Luis  25/06/2017 20:35

    Se a realidade não confirma a ideologia, negue a realidade!

    * * *
  • Sputnik  24/07/2017 17:12
    Em meio a tanta desgraça, vamos rir um pouquinho.

    https://br.sputniknews.com/americas/201706148642304-bomna-petroleo-preparada-eua-venezuela/


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