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O papa Francisco se esqueceu do grande legado libertário da própria Igreja
Ao atacar o “individualismo libertário”, o pontífice ignora os grandes pensadores de sua instituição

Sim, trata-se de um grande evento quando o papa ataca o libertarianismo pelo nome. Especialmente para mim, tudo fica ainda mais interessante quando a editora espanhola do meu livro Uma Bela Anarquia acredita que o papa, em sua recente monografia acadêmica, estava atacando explicitamente a linguagem utilizada por mim, por implicação mas sem citação.

[N. do E.: o autor Jeffrey Tucker é católico praticante e já contribuiu para várias publicações católicas reconhecidas pelo Vaticano]

No dia 28 de abril, o papa endereçou uma mensagem aos participantes da Sessão Plenária da Pontifícia Academia de Ciências Sociais (ver aqui em espanhol e aqui em italiano; ainda não há tradução para o português). Em uma determinada passagem, o papa diz que o libertarianismo "enganosamente propõe uma 'bela vida'".

A segunda edição do meu livro Uma Bela Anarquia: Como Criar Sua Própria Civilização na Era Digital (download gratuito aqui) acabou de sair em espanhol (a língua materna do papa), com sólidas vendas. Não seria forçar a barra dizer que meu livro foi o alvo, mas você pode decidir por conta própria.

Na Idade Média, quando a Igreja excomungava visões e idéias, os papas da época eram cuidadosos ao especificamente citar as obras em questão, de modo a não haver confusão sobre as idéias que estavam sendo condenadas (veja o catecismo do Concílio de Trento, por exemplo). Não mais. Hoje, somos deixados a adivinhar a identidade do interlocutor. Como isso, o papa fica livre para rotular e fazer descrições erradas.

Ademais, eu apenas gostaria que as críticas do papa tivessem algum conteúdo mais substantivo, o qual pudesse ser abordado. Libertários sempre estão abertos a um bom desafio. Lamentavelmente, a declaração do papa apenas se resume a uma gritante caricatura.

Eis todo o contexto do que o papa Francisco falou:

Por último, não posso deixar de mencionar os graves riscos associados à invasão, nos níveis mais altos da cultura e da educação, tanto nas universidades quanto nas escolas, de posições associadas ao individualismo libertário. Uma característica comum deste falacioso paradigma é que ele minimiza o bem comum, isto é, o "viver bem", a "boa vida" no âmbito comunitário, e exalta o ideal egoísta que enganosamente inverte as palavras e propõe uma "vida bela".

Se o individualismo afirma que é somente o indivíduo quem dá valor às coisas e às relações interpessoais — e, portanto, somente o indivíduo decide o que é bom e o que é mau —, então o libertarianismo, hoje tão em voga, apregoa que, para estabelecer a liberdade e a responsabilidade individual, é necessário recorrer à ideia de auto-causalidade.

Assim, o individualismo libertário nega a validade do bem comum, já que, de um lado, pressupõe que a própria ideia de "comum" implica a restrição de pelo menos alguns indivíduos, e, de outro, que a noção de "bem" despoje a liberdade de sua essência.

A radicalização do individualismo em termos libertários — e, portanto, anti-sociais —, conduz à conclusão de que cada indivíduo tem o "direito" de se expandir até onde seus poderes e capacidades possam levá-lo, inclusive à custa da exclusão e da marginalização da maioria mais vulnerável.

Uma vez que restringem a liberdade, todos os tipos de laços e amarras teriam de ser cortados. Ao erroneamente igualarem o conceito de "laço" ao de "vínculo restritivo", tais pessoas acabam por confundir aquilo que condiciona a liberdade — as restrições — com aquilo que é a essência da própria liberdade criada, a saber, os laços ou relações, familiares ou interpessoais, com os excluídos e os marginalizados, com o bem comum e, acima de tudo, com Deus.

À primeira vista, isso soa amargo e severo

Uma ideologia que defendesse tais coisas realmente seria terrível. É difícil imaginar que tal ideologia pudesse um dia se tornar "tão em voga". Mas, obviamente, o papa só consegue um passe livre ao afirmar tais coisas porque ele define o libertarianismo de uma maneira caricata, a qual faz com que essa filosofia seja incrivelmente fácil de ser atacada. (Essa postura de recorrer a caricaturas para então atacar é um sólido indicador de que a visão do oponente foi erroneamente formulada.)

Com efeito, aquilo que o papa alega que os libertários defendem não apenas é falso, como também, em alguns aspectos, é exatamente o oposto daquilo que os libertários realmente defendem.

Permita-me oferecer a minha própria e extremamente sucinta definição de libertarianismo. Trata-se da teoria política que diz que a liberdade, a harmonia e a paz servem ao bem comum de maneira mais efetiva que a violência e o controle estatal. O libertarianismo defende uma regra normativa: sociedades e indivíduos não devem ser molestados em suas associações voluntárias e em seus relacionamentos comerciais caso não estejam ameaçando fisicamente terceiros.

Estou praticamente certo de que a maioria dos pensadores da tradição liberal estaria satisfeita com essa definição.

Mas será que essa visão é estranha ou exótica, perigosa ou radical, ao ponto de que a ascensão de tais pensamentos realmente constitui uma "perigosa invasão da cultura", como disse o pontífice?

Não creio. São Tomás de Aquino, por exemplo, escreveu essencialmente isto em sua Suma Teológica (2; 96:2):

Ora, a lei humana é feita para a multidão dos homens, composta em sua maior parte por homens de virtude imperfeita. Por isso, ela não proíbe todos os vícios — dos quais só os virtuosos se abstêm —, mas só os mais graves, dos quais é possível à maior parte da multidão se abster. E proíbe principalmente os vícios que causam dano a outrem, ou aqueles sem cuja proibição a sociedade humana não pode subsistir; assim, a lei humana proíbe o homicídio, o furto e atos semelhantes.

A Suma foi escrita no século XIII. Sua postura em prol da limitação do estado, e sua defesa das liberdades humanas (embora inconsistente), marcaram o início de uma nova era na filosofia, no direito e na teologia. Ela mostrou o caminho de saída do período feudal e rumo ao surgimento do mundo moderno. As idéias hoje chamadas de "libertárias" foram pilares essenciais aos acontecimentos políticos que ocorreram nos 600 anos seguintes.

O libertarianismo não é uma visão hermética, peculiar e excêntrica da política; ela é uma destilação da sabedoria de uma poderosa tradição, a qual abrange as experiências de várias culturas e também a mais alta sabedoria dos mais profundos e sérios.

A Igreja e o liberalismo

O papel do catolicismo na história moderna tem sido o de servir como um benfeitor da causa liberal. Desde a época de São Tomás e seus sucessores, a Igreja Católica começou um longo afastamento de suas tendências constantinianas no primeiro milênio, gradualmente abrindo mão da aspiração de unificar a Igreja e o estado e abraçando a então emergente tradição liberal.

Tudo ocorreu primeiramente no âmbito do sistema bancário, quando a Igreja serviu como defensora da causa bancária dos Medici contra as forças reacionárias que tentavam impedir o surgimento da vida comercial moderna. Ela, por exemplo, liberalizou suas regras contra a usura e defendeu os direitos de propriedade e comércio entre as nações.

O fim da escravidão foi talvez o maior triunfo do liberalismo antes do século XX. E, neste quesito, a Igreja Católica já era uma força em prol dos direitos humanos e da justiça muito antes das outras instituições se atentarem a isso.

Os escritos do frade dominicano Bartolomé de las Casas, de 1547, por exemplo, ainda hoje continuam inspiradores por causa de sua paixão moral contra as atrocidades perpetradas por vários estados contra os direitos humanos. Nenhum dos filósofos da antiguidade ousou imaginar um mundo em que haveria igualdade universal de direitos para todas as pessoas. Apenas a Igreja Católica o fez, baseada em sua convicção de que todos os indivíduos são feitos à imagem e semelhança de Deus e, por isso, são merecedores de certos direitos.

Os escolásticos tardios espanhóis e portugueses, com suas escritas e filosofias sociais, são frequentemente creditados como sendo os criadores da própria ciência econômica. E não apenas porque esses escolásticos eram idealistas morais, mas também porque eles eram homens extremamente práticos que tentaram entender como o mundo real funcionava, e tudo no interesse de explicar como as pessoas poderiam viver vidas melhores. Eles gradualmente descobriram que os interesses do indivíduo não apenas não estavam em conflito com o bem comum, como também poderiam ambos ser realizados por meio da liberalização de todas as esferas da sociedade.

A Igreja Católica também representou uma força para o progresso ao dar voz à ascensão dos direitos das mulheres. Essa é uma história complicada, com altos e baixos, mas há uma linha de raciocínio que pode ser estendida desde a alta consideração dada à mãe de Jesus até gradualmente a defesa de uma visão da mulher bastante distinta daquela da antiguidade. Mesmo hoje, a Igreja enaltece quatro mulheres como Doutores da Igreja.

Após a Reforma e a ascensão do nacionalismo, a Igreja — na condição de instituição internacional que não representava os interesses de nenhum estado em particular — foi uma fortaleza contra os poderes incontestados de vários príncipes e regentes. Foi também um baluarte para a visão agostiniana de que nenhum líder governamental pode substituir a autoridade de Deus, e que "uma lei injusta não tem validade nenhuma" — uma declaração citada por São Tomás e, mais tarde, por Martin Luther King Jr. em sua Carta desde a Prisão de Birmingham.

A oposição católica ao estatismo

Em outras palavras, o espírito do catolicismo sempre foi direcionado em prol exatamente daquilo que o atual papa acabou de condenar: a ideia de que privilegiar a liberdade em detrimento da coerção deveria ser a norma vigente na vida política.

Foi por este motivo que a Igreja Católica se posicionou contra o socialismo já no exato nascimento desta ideia no mundo moderno. Em 1878, quarenta anos antes da Revolução Bolchevista, o Papa Leão XIII escreveu em sua encíclica Quod Apostolici Muneris que os socialistas planejavam "não deixar nada intacto, nem mesmo as coisas que, por lei humana e divina, foram sabiamente decretadas sagradas para a saúde e a beleza da vida".

Acima de tudo, escreveu ele, os socialistas estavam errados em "atacar o direito de propriedade sancionado pela lei natural". E vaticinou: "Embora se digam desejosos de cuidar dos necessitados e de satisfazer os desejos de todos os homens, eles querem confiscar tudo o que foi adquirido por terceiros por meio do trabalho, da herança legal, da poupança e do intelecto".

O papa declarou firmemente que o catolicismo "mantém que o direito de propriedade, o qual advém da própria natureza, não deve ser tocado e deve permanecer inviolado. Pois o roubo é proibido de uma maneira tão especial por Deus, o Autor e Defensor dos direitos, que Ele não permitiria ao homem nem sequer desejar aquilo que pertence a outrem. Ladrões e saqueadores, assim como adúlteros e idólatras, estão proibidos de entrar no Reino dos Céus."

Esse ativismo anti-socialista (Jesus não era socialista) continuou por meio da resistência da Igreja ao bolchevismo e ao nazismo, e levou o catolicismo a ter um incomensurável papel no derradeiro colapso dos regimes tirânicos do Leste Europeu em 1989. (Ver aqui, aqui e aqui).

O Concílio Vaticano II

A apoteose do espírito liberal no catolicismo foi belamente afirmada nos documentos do Concílio Vaticano II. O Concílio representou o aceitamento final do liberalismo, algo que já vinha sendo ensaiado há séculos. Foi neste Concílio que a Igreja finalmente, e dogmaticamente, afirmou o direito à liberdade religiosa como um pilar dos direitos humanos.

Dignitatis Humanae (1965) fornece aquela que pode ser considerada a melhor declaração do liberalismo/libertarianismo feita na segunda metade do século XX:

Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coerção, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que ninguém deve ser forçado a agir contra as próprias crenças, nem impedido de proceder segundo as mesmas, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites.

Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer. Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil.

De harmonia com a própria dignidade, todos os homens, que são pessoas dotadas de razão e de vontade livre e por isso mesmo com responsabilidade pessoal, são levados pela própria natureza e também moralmente a procurar a verdade, antes de mais a que diz respeito à religião. Têm também a obrigação de aderir à verdade conhecida e de ordenar toda a sua vida segundo as suas exigências.

No entanto, os homens não podem satisfazer a esta obrigação conforme sua própria natureza a não ser que gozem ao mesmo tempo de liberdade psicológica e imunidade de coerção externa. O direito à liberdade religiosa não se funda, pois, na disposição subjetiva da pessoa, mas na sua própria natureza.

Uma aplicação consistente deste princípio leva exatamente à mesma posição dos libertários em termos de política, economia, cultura e relações exteriores.

O Vaticano II também afirma que buscar uma vida melhor por meio da liberdade é algo que está na própria essência da experiência humana. Esta aspiração requer certas condições institucionais, tais como o direito à propriedade privada. O belo e inspirador documento Gaudium et Spes (1965), tradicionalmente visto como uma obra-prima de exposição que resume o espírito do Concílio, diz o seguinte:

A propriedade privada ou um certo domínio sobre os bens externos asseguram a cada um a indispensável esfera de autonomia pessoal e familiar, e devem ser considerados como que uma extensão da liberdade humana. Finalmente, como estimulam o exercício da responsabilidade, constituem uma das condições das liberdades civis.

As formas desse domínio ou propriedade são atualmente variadas e cada dia se diversificam mais. Mas todas continuam a ser, apesar dos fundos sociais e dos direitos e serviços assegurados pela sociedade, um fator não desprezível de segurança. O que se deve dizer não só dos bens materiais, mas também dos imateriais, como é a capacidade profissional. [...]

Por sua própria natureza, a propriedade privada possui uma qualidade social fundada na lei do destino comum dos bens. O desprezo a este caráter social foi muitas vezes ocasião de cobiças e de graves desordens, chegando mesmo a fornecer um pretexto para os que contestam esse próprio direito.

E quanto ao bem comum?

Esta preocupação quanto ao "destino comum" dos bens parece estar no cerne da preocupação do papa Francisco. Ele acredita que o libertarianismo joga os direitos e interesses dos indivíduos contra o bem comum. É frustrante ter de fazer esta explicação porque sempre foi um grande objetivo da tradição liberal (desde o Iluminismo escocês até o presente) argumentar que indivíduos e bem comum não são inconsistentes; que um não precisa estar contra o outro.

A busca pelo bem de todos não requer a violação dos interesses e direitos individuais. E a defesa dos interesses e direitos individuais não precisa estar em conflito com o bem de todos.

Considere as palavras do homem que é amplamente considerado o principal gênio libertário do século XX, Ludwig von Mises. Em seu livro Liberalismo - Segundo a Tradição Clássica, de 1927, ele argumenta que somente o liberalismo busca o bem de todos, jamais querendo satisfazer apenas os interesses de um grupo especial.

Com o advento do liberalismo, veio a exigência da abolição de todos os privilégios especiais. A sociedade de castas e de posições sociais teve de dar lugar a uma nova ordem, na qual somente poderia haver cidadãos de direitos iguais. O que estava sob ataque não era mais, e tão-somente, o privilégio particular das diferentes castas, mas a própria existência de todos os privilégios. O liberalismo demoliu as barreiras de classe e posição social, e libertou os homens das restrições que a antiga ordem lhe havia imposto. [...]

Os partidos políticos atuais são os defensores não somente de certas ordens privilegiadas do passado, que desejam ver preservadas, e de algumas prerrogativas tradicionais extensas que o liberalismo se viu obrigado a manter, por não ter sido completa sua vitória, mas também de certos grupos que lutam por privilégios especiais, isto é, que desejam atingir o status de uma casta.  

O liberalismo se dedica a todos e propõe um programa também aceitável para todos. Não promete privilégios a quem quer que seja.  Por suscitar a renúncia à busca de todos os privilégios especiais, até mesmo exige sacrifícios — embora, sem dúvida, provisórios. Isso implica a renúncia a uma vantagem relativamente pequena, com a finalidade de obter outra maior. Mas os partidos que representam interesses especiais se dirigem, apenas, a uma parte da sociedade. A esta parte, unicamente pela qual tencionam trabalhar, prometem vantagens especiais, à custa do restante da sociedade. [...]

Os liberais afirmam que, com a eliminação de todas as distinções artificiais de castas e status, a abolição de todos os privilégios e o estabelecimento da igualdade perante a lei, nada se interpõe no caminho da cooperação pacífica de todos os membros da sociedade — pois seus interesses coincidirão a longo prazo. 

O indivíduo e a comunidade

A era digital forneceu oportunidades sem precedentes para os indivíduos escolherem suas associações, fontes de entretenimento, influências espirituais e escolhas profissionais. Ao ler a declaração do papa Francisco, ele parece crer que celebrar tais oportunidades (como eu sempre faço) necessariamente significa menosprezar normas comunitárias e o bem comum. Por implicação, ele parece inferir que as necessidades da comunidade devem vir antes dos desejos dos indivíduos.

Mas eis o problema. Trata-se de um fato incontornável da vida humana que cada indivíduo é diferente um do outro. Você pode até mesmo dizer que tudo foi projetado para ser exatamente assim. A grande descoberta do liberalismo foi observar e mostrar que é possível os indivíduos buscarem seus interesses de uma maneira que não apenas não destrua os laços comunitários, como também os fortaleça. Que isso seja verdade é algo ainda mais óbvio em nossa era. A tecnologia tornou isso possível. As vidas passaram a ser mais integradas à medida que aumentaram as conexões entre grupos e nações.

É o grande fardo da tradição liberal/libertária ter de eternamente explicar que o caminho para a vida comunitária passa pela busca dos interesses individuais em cooperação voluntária com outros. Já tentamos explicar isso ao longo dos últimos séculos, mas a mensagem parece nunca chegar. É como se tivéssemos, eternamente, de fazer explicações adicionais e até mesmo reformular idéias e afirmações.

Apenas para deixar claro: o libertarianismo não promete a salvação das almas, e nem teria como fazer isso. Tal fenômeno está exclusivamente no âmbito da religião. O libertarianismo não quer e jamais quis destituir o papel da religião na sociedade. Ele apenas busca fornecer as melhores condições possíveis para a prosperidade da sociedade humana em um sentido material. E tenta fazer isso por meio da defesa da liberdade, que é o arcabouço essencial e indispensável para o bem de todos.

Como disse Mises, o liberalismo/libertarianismo "não promete nada que exceda o que possa ser obtido na sociedade e pela sociedade. Busca, unicamente, dar uma coisa aos homens: o desenvolvimento pacífico e imperturbável do bem-estar material para todos, com a finalidade de, a partir disso, protegê-los das causas externas de dor e sofrimento, na medida em que isso esteja ao alcance das instituições sociais. Diminuir o sofrimento, aumentar a felicidade: eis seu propósito."

O alvo errado

Em suma, o libertarianismo busca um mundo mais livre, um mundo de direitos universais, a construção de instituições que dão à dignidade humana a melhor vantagem possível sobre os interesses poderosos, majoritariamente associados aos governos, que buscam violar esses direitos e diminuir a dignidade.

A liberdade não pode garantir uma "vida bela", mas tal vida seria impossível de imaginar ou de ser alcançada sem a liberdade. Observar isso não é "enganação", mas sim uma descrição das maravilhosas oportunidades disponíveis em nossa época.

Para ser claro, de maneira nenhuma estou dizendo que a tradição católica no pensamento político equivale ao libertarianismo. Há muitas anomalias e contradições que impedem que tal afirmação seja feita. O que estou dizendo é que a Igreja já se provou capaz, ao longo de uma longa história, de falar de liberdade e de política com um grande sotaque libertário. E isso tem um motivo: a fé genuinamente acredita que a verdade irá libertar o mundo.

Libertários não são invasores indesejáveis, mas sim defensores do contínuo progresso do mundo que a própria Igreja Católica pretende servir e defender.

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Leia também:

O papel crucial da religião no desenvolvimento da ciência econômica

autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Gustavo  02/05/2017 16:15
    Não sei como ainda existem católicos que ainda dão ouvidos pra esse Papa.

    Além dessa, várias coisas que ele disse não fazem parte da doutrina e tradição católica.
  • Renato  02/05/2017 17:21
    Dar ouvidos a esse Papa?!

    Rapaz, já ouviu que a Igreja tem usurpadores dentro da Igreja?
  • anônimo  03/10/2019 02:00
    Para leitores Católicos:

    Cuidado ao atacar o Papa ou apoiar qualquer tipo de Sedevacantismo, se assim o fizer, estará cometendo grave pecado.
    NÃO EXISTE católico que não esteja em comunhão com o Vigário de Cristo.
    O venerável Papa Pio XII exorta:

    "Em erro perigoso estão, pois, aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, cabeça da Igreja, sem aderirem firmemente ao seu vigário na Terra"

    Entendam que vocês não são obrigados a seguir opiniões políticas do Papa (consequentemente, da Igreja), o que é o caso do artigo. Mas jamais podem ataca-lo, Francisco NUNCA quebrou um Dogma ou Doutrina da Igreja, vide a infalibilidade. Acreditar nisso é desacreditar do próprio Cristo que disse:

    "E os portão do Inferno NUNCA prevalecerão"

    A Igreja é a Igreja e você deve segui-la, pois ela nunca irá errar em questões dogmáticas. Não sigam Concílio X ou Y, sigam a Igreja !
  • FL  02/05/2017 16:18
    A única coisa boa dessa declaração foi ver o pessoal "disquerda" usando o Papa, líder da igreja católica que eles tanto criticam pelo seu conservadorismo, como exemplo a ser seguido contra os libertários.
  • 4lex5andro  03/05/2017 14:29
    Pois é, o tal exemplo do que é memória seletiva típico de facções que não se importam com a liberdade.

    Nisso, o que será do monte de historinhas sobre inquisição, apoio ao escravismo e o index librorum, de repente serão esquecidos ?
  • Paulo Henrique  02/05/2017 16:38
    O individuo ao menos existe concretamente, ao contrário de noções abstratas como ''nação, povo, etc''
  • Andre Mello  02/05/2017 16:55
    Quem AINDA não sabia que o Papa é comunista?
  • Fabio Alexandre Machado  03/05/2017 02:29
    O Papa Francisco não é comunista e não pode ser comunista por abraçar a tradição da Igreja que um dos Pilares sustentáculo da Igreja católica ao longo de 2 mil anos de sua existencia.
  • Silvio  04/05/2017 17:24
    André, como você ver, tem gente que (inacreditavelmente) ainda não se deu conta disso.
  • Mauro Kerly Nogueira  02/05/2017 17:37
    O conceito do individuo como ente importante em si mesmo (cada homem como filho de Deus) é a base do cristianismo. Mas não se pode esquecer que essa individualidade que emana do Altíssimo não se confunde com a subversão da base daquilo que o próprio Deus conclama como sendo os seus desígnios p/ o homem. Analisando sob essa perspectiva, talvez entendam com mais propriedade o pensamento do Papa.
  • Manoel Ferraz  02/05/2017 23:09
    Ah tá bom, então só porque cada homem é filho de Deus ele automaticamente pode fazer toda a merda que ele quiser, inclusive negar o próprio Deus. Tudo a ver, né? O conhecimento de teologia de vocês é porco.
  • Silvio  04/05/2017 17:31
    Manoel, como já diria São Paulo: "tudo me é permitido, mas nem tudo convém".
  • Bruno Feliciano  02/05/2017 17:37
    Pessoal, um defunto tem direito de propriedade? Ao morrer perdemos o nosso direito de propriedade e liberdade?
    Insisto nessa reflexão.

    Porque pensem, só exercem os direitos naturais as mentes pensantes e racionais, ou seja somente aqueles que possuem capacidade cognitiva para exercer e identificar o direito de propriedade e liberdade.

    Se uma pessoa morre, o seu corpo não é mais sua propriedade, já que ela deixa de ser uma mente pensante, é como um corpo sem dono.

    Parem pra pensa, se um cara morre, ele perde o direito de propriedade sobre seu corpo.
    Ele deixou de exercer, identificar e ser uma ''mente pensante'' para exercer direito de propriedade.

    Pode parecer cruel, mas até certo ponto é verdade. Mas isso sem falar nos conflitos com direito de crença e etc.


    Eu acredito que quando alguém mata um inocente, este assassino quer roubar o título de propriedade da vítima. No caso, poderia pegar orgaos para vender....

    Enfim, o que acham? É só uma reflexão e não mera posição.
  • Pedro Garcia  02/05/2017 18:58
    O Alexandre Porto (no Youtube) tem algumas dissertações sobre este assunto no canal dele.
    É bem bacana, vale a pena.
    Aliás, considero ele o melhor argumentador lógico que já vi por lá.
  • Elucidação  02/05/2017 20:46
    Após a morte o individuo que detêm sua propriedade privada , deverá ser passada ao seus respectivos herdeiros , seja biológico ou por contrato , ou caso não haja , essa propriedade torna-se sem dono e aquele que sabido do fato utilizar por meio de um consenso geral ( algo que "todos" elucidado do fato , concordem) tornará aquela terra sua propriedade , postumamente será desse sujeito.
    Esse consenso pode ser por : utilização das terras para produção ou preservação de tal terra.
  • WDA  02/05/2017 20:47
    Corpo sem dono uma ova! Há os parentes, que devem ser considerados proprietários do corpo. Ademais, existem certas tradições sociais que devem ser respeitadas e não jogadas fora sem mais nem menos.
  • Bruno Feliciano  03/05/2017 01:48
    Tudo bem e no caso que não tem parentes?

    Eu concordo! é que pela linha de raciocínio que justifica a existência de direitos naturais para seres humanos, pode se cair nesse abismo.
    Afinal, um cadaver não é mente pensante, ele não proclama direitos de propriedade e liberdade.
    É como um animal, um jumento nesse caso.

    Só uma reflexão
  • ...  04/05/2017 15:18
    Um cadáver não é uma mente pensante, mas existem meios legítimos de se tornar dono de uma propriedade, cometer um crime contra o direito de propriedade não é um deles.
  • ???  04/05/2017 15:14
    Quando matamos alguém cometemos um crime contra a propriedade de outra pessoa, não tem como um assassino passar a ser dono do corpo da vítima.
    Por essa lógica então quando alguém agisse contra uma propriedade de outra pessoa, mudando uma cerca por exemplo, roubando um animal, então a pessoa também passaria a ter titularidade sobre essas propriedades.
    Existem formas legítimas para uma pessoa ser considerado dona de uma propriedade, apropriação original, herança, doação.
  • Bruno Feliciano  04/05/2017 21:06
    Não é matando, se meu vizinho tem um infarto e morre, eu não posso me apropriar do corpo dele?

    Ou melhor, eu posso tirar os orgaos dele? Um hospital poderia fazer isso?


    Esquece crime, to falando sobre a morte, que a morte causa a perda do direito de propriedade sob seu corpo
  • Sultão  04/05/2017 22:45
    Certos debates libertários são realmente curiosos. Há tanta coisa relevante para discutir e perdemos tanto tempo com abstrações que, sinceramente, são esdrúxulas.

    Bruno,

    Em uma sociedade libertária ou mais simplesmente qualquer sociedade que legalize a comercialização de órgãos humanos, surgirá um preço para um bem. A maioria das pessoa não simplesmente morre. Morremos aos poucos por causas naturais ou doenças somáticas. A questão é que há augúrio da morte. Logo, olharemos o preço e pensaremos: será que é válido ter minha integridade física após a vida violada pelo preço de tal órgão? Uns dirão que 'Não' e outros, necessários para o mantenimento de sua família, com certeza dirão que 'Sim'.

    Quando o ser humano bate as botas sem testamento, ele adentra a condição de um objeto na casa de alguém ou em instituição a pedido de alguém (hospital). Você não poderá simplesmente reclamar seu vizinho porque será invasão de propriedade. O herdeiro legítimo da casa é que decidirá o destino do falecido. Se a pessoa morrer na rua e um parente reconhecê-lo, idem. Qual é o princípio por trás disso? Se uma moto minha está estacionada no meio da rua, ela deixa de ser minha? É óbvio que não.

    "Mas e se uma pessoa morreu em um hotel? Ela é de quem? Do hoteleiro ou da família?"

    "Se é da família, é do filho primogênito ou ultimogênito?"

    "Quem mediará conflitos sobre a posse do corpo?"

    "E se o cônjuge estiver vivo?"

    "E a função social do presunto?"


    Agora é o momento da sensatez: veja quantas palavras eu joguei fora discutindo um tópico de virtual irrelevância para a atualidade. Enquanto discutíamos a abstração acima que nem tangencia a mente dos legisladores atuais, a liberdade de expressão está morrendo no ocidente, governantes intervencionistas e populistas estão em ascensão como resposta à imigração em massa gerada por programas de welfare; libertários estão perdendo espaço para nacionalistas e fascistas, a bolha dos títulos públicos está gigantesca e pelo amor de Deus, ninguém quer discutir se os direitos de propriedade cabem às crianças que que vão herdar toda a merda de mundo e dívida que estamos deixando para trás.
  • Bruno Feliciano  05/05/2017 00:42
    Sultão, aqui é um site pra isso não é?

    Por ter esses enormes problemas com burocratas, agora não podemos discutir outros assuntos?

    E mais, essa reflexão que eu provoquei, prejudicou em alguma coisa nossa luta?

    Você fala como se eu estivesse retirando todo o foco libertário e pondo nessa discussão, isso aqui é apenas uma sessão de comentários, em que as pessoas esclarecem duvidas.


    Vamos a resposta agora do o que você falou:

    ''O herdeiro legítimo da casa é que decidirá o destino do falecido. Se a pessoa morrer na rua e um parente reconhecê-lo, idem. Qual é o princípio por trás disso? Se uma moto minha está estacionada no meio da rua, ela deixa de ser minha? É óbvio que não.''

    Completamente diferente, é IRRELEVANTE o local da morte, o que importa nessa reflexão é se o cadaver tem ou deve ter seus direitos de propriedade defendidos. Ou seja, a não violação do seu próprio corpo.
    Se meu irmão vende meus orgaos eai?

    A questão é, quando morre perde-se o direito de propriedade sobre o próprio corpo? Releia o meu primeiro comentário se estiver difícil de entender aonde quero chegar.

    Se um pai morre, os filhos tem legitimidade para vender os orgaos do mesmo? Até onde vai isso?


    Vou repetir:

    Ao morrer, a pessoa perde o direito de propriedade ou não? Ou seja, é crime cometer um ato que viola o direito de propriedade de um cadaver? Porque se ele não tem mais o direito de propriedade, logo não há crime contra ele.
    Alguém que vender seus orgaos ou até mesmo estuprar o cadaver, não teria cometido um crime.


    To querendo a opinião dos leitores aqui, a minha posição é que isso atenta contra a liberdade de crença, da família e afins. Deve se considerar crime pois violou o direito de propriedade do morto, porque se for assim, um cara em coma também não tem direito de propriedade.







    "Mas e se uma pessoa morreu em um hotel? Ela é de quem? Do hoteleiro ou da família?" ''

  • Sultão  05/05/2017 01:24
    Prezado Bruno.

    Se a distração fosse somente sua defesa passional dos direitos dos falecidos, não haveria problema algum.

    Alguém que vender seus orgaos ou até mesmo estuprar o cadaver, não teria cometido um crime.

    Aí é a cultura que vem para suplantar a ética. Estamos acostumados ao papai estado arbitrar algo e anular a importância da cultura (em especial da religião que o senhor e eu prezamos) em prol da burocracia. Na verdade, seres humanos são perfeitamente capazes de impetrar valores de decência voluntariamente. Pelo menos até o estado reverter os estímulos. Quer um exemplo? Gravidez na juventude.

    Gravidez na juventude era motivo de escárnio e sinal de que a miséria vem uma família. Por isso, havia forte incentivo para mães e pais regularem o comportamento sexual dos jovens. Mas aí veio o estado com o Family Purse e o Welfare State (que é basicamente um subsídio para a desestruturação familiar) e o estado começa a remunerar a irresponsabilidade dos jovens. E a família não tinha mais o que fazer.

    O que isso tem a ver com os limites morais do que fazemos com cadáveres? TUDO. Hoje mesmo há cadáveres que são abertos e têm órgãos doados. Não há nenhum pânico na sociedade porque as pessoas entendem que é um uso válido e nobre com que o morto provavelmente (palavra importante. Se eu pegar um real da sua carteira contra sua vontade para comprar algo quando eu estou com fone, eu teria certeza que você não protestaria pois um real seu valeria mais do que a minha fome pois somos amigos) concordaria. Agora se alguém quisesse estuprar um morto ou fazer algo esquisito, ou nós JAMAIS saberíamos ou os casos dos quais saberíamos seriam vítimas de uma rejeição geral.

    Uma área em que a cultura é importante e foi falado aí encima é justamente os direitos dos animais. Eles não têm agência moral assim como mortos não o têm. Algumas culturas consideram cães comida. Outras, não. Se eu chegar em um churrasco em Taipei e pedir alcatra lupina, ninguém vai levantar a sobrancelha. Faz isso em qualquer país ocidental que valoriza cachorro mais que criança e você será linchado.
  • Bruno Feliciano  05/05/2017 18:30
    Sultão, a cultura, os costumes e os valores são expressos em toda sociedade. E estes quando expressos, ajudam a evitar condutas que vão contra estes princípios. Não há duvida.

    A analise aqui é de Direito.

    Uma cultura ou costume pode achar que pedofilia é algo normal, crianças que praticam sexo precocemente com adultos pode ser algo normal em algum canto do mundo. O mesmo quando se diz em proibir determinada crença ou religião(mulçumanos).

    Há a analise de direito ai, proibir alguma crença, é uma violação a liberdade. Pedofilia é errado, pelo simples fato de que um marmanjo viola o direito de propriedade de um ser indefeso. Não há defesa jurídica pra isso, o corpo que é um ''bem tutelado'', que possuiu direito de propriedade e este não pode ser violado, não há justificativa pra isso.
    Inclusive tipifica-se um crime ainda maior, quando se viola um direito de um incapaz(crianças).

    Percebe-se aonde eu quero chegar?

    Sabemos que pelo menos nas sociedades civilizadas do Ocidente e do Oriente, violar o direito do morto não será aceitável.

    Mas do ponto de vista do Direito, juridicamente, pode ser algo defensável?
    ESSE É O MEU PONTO!
    Justamente por isso eu lancei aquele argumento no meu primeiro comentário!

    Por mais que uma sociedade e sua crença, seu costume e sua moral tolere a pratica deste ato, na analise juridica, do direito, isso é uma violação, um crime.


    Aproveito e levanto outra questão:

    O sujeito que violar esse direito, deverá responder criminalmente ou civilmente?

    A indenização, deve ir a quem? Família? E se não tiver Família pra quem deve ir? Pros amigos?
    Eu respondo isso: Repare os danos no cadáver e se houver Família a indenize, caso contrário não há quem indenizar. A punição no caso seria apenas a reparação do dano, fora a punição do mercado em penalizar essa pessoa.

    E se eu morrer em uma sociedade em que, minha cultura é diferente, eai legitimo ou não?
    Se eu morro em um lugar que pratica necrofilia, há violação de direito ou exercício da crença e costume?
  • Ex-microempresario  05/05/2017 20:11
    Bruno, me espantei com uma afirmação sua:

    Por mais que uma sociedade e sua crença, seu costume e sua moral tolere a pratica deste ato, na analise juridica, do direito, isso é uma violação, um crime.

    Não creio que em uma sociedade, qualquer que seja, o direito (e muito menos o direito criminal) possa ser contrário às crenças, costumes e regras morais desta mesma sociedade.
  • Bruno Feliciano  05/05/2017 22:13
    Ex-microempresário, não há motivo para se espantar.

    Eu quis dizer sobre a nossa ótica.

    De fato, naquela sociedade, isto não seria crime. Mas o ponto não é esse.

    É analisar conforme nossa linha da raciocínio, com a nossa doutrina jurídica.
    Ou seja, se o morto perde ou não o seu direito de propriedade.

    Vou repetir o que eu escrevi antes:

    ''Porque pensem, só exercem os direitos naturais as mentes pensantes e racionais, ou seja somente aqueles que possuem capacidade cognitiva para exercer e identificar o direito de propriedade e liberdade.

    Se uma pessoa morre, o seu corpo não é mais sua propriedade, já que ela deixa de ser uma mente pensante, é como um corpo sem dono.

    Parem pra pensa, se um cara morre, ele perde o direito de propriedade sobre seu corpo.
    Ele deixou de exercer, identificar e ser uma ''mente pensante'' para exercer direito de propriedade.

    Pode parecer cruel, mas até certo ponto é verdade. Mas isso sem falar nos conflitos com direito de crença e etc.


    Eu acredito que quando alguém mata um inocente, este assassino quer roubar o título de propriedade da vítima. No caso, poderia pegar orgaos para vender....

    Enfim, o que acham? É só uma reflexão e não mera posição.

    Afinal, um cadaver não é mente pensante, ele não proclama direitos de propriedade e liberdade.
    É como um animal, um jumento nesse caso.

    Esquece crime, to falando sobre a morte, que a morte causa a perda do direito de propriedade sob seu corpo.''

    Abraços
  • Rafael  02/05/2017 17:38
    Será que a intenção não seria criar uma divisão entre Libertários e Conservadores que tem se unido pelo mundo? A União destes dois grupos será imprescindível para a Direita manter uma representação política forte no próximo ano...
  • Minarquista  02/05/2017 19:18
    Libertários não são de direita nem de esquerda. Por favor, veja o diagrama de Nolan.
  • WDA  02/05/2017 20:56
    Libertários anarcocapitalistas são de Direita. Certamente o são no campo econômico, já que é um procedimento legítimo classificar conceitos em escalas partindo-se da comparação entre extremos. E é fora de dúvida que as duas posições extremas e antagônicas quanto às questões de Estado, economia e propriedade são o comunismo e o anarcocapitalismo. Um é o oposto do outro. Como a tradição do pensamento político em todo o mundo coloca os comunistas à esquerda (inclusive eles próprios lá se põem declaradamente), por conseguinte é de Direita o anarcocapitalismo, assim como tudo o mais que esteja mais próximo deste que do comunismo na referida escala.
  • Andre Cavalcante  03/05/2017 10:38
    Libertários não são de direita nem de esquerda. Por favor, veja o diagrama de Nolan
  • Andre Cavalcante  03/05/2017 10:52
  • WDA  03/05/2017 16:28
    Oh, meu Deus! Acabo de ser salvo da ignorância pelo brilhantismo de Andre Cavalcante! Aquele que não consegue entender o que escrevi, nem raciocinar por si mesmo, mas que decidiu que o "diagrama de Nolan", de 1969 (e criado sob inspiração das idéias do socialista Theodor Adorno), é o único critério possível para a definição de direita e esquerda!

    Já que é para lermos alguma coisa sobre anarco-capitalismo e direita-esquerda, por que não ler isto aqui também?

    rothbardbrasil.com/populismo-de-direita/

    rothbardbrasil.com/hans-hermann-hoppe-e-a-direita-libertaria/

    Hum... Rothbard e Hoppe se colocando à Direita! Acho que eles não são libertários...
  • Bruno Feliciano  03/05/2017 20:11
    WDA penso assim. Ou se tem coletivismo ou Individualismo.

    Ou você é estado ou mercado.

    Quanto mais a esquerda mais coletivo e igualdade e quanto mais a direita mais individuo e liberdade.

    Não tem segredo.

    PS: Existe Divisões: Direita Nacionalista, Conservadora, Liberal e Libertária. Assim como esquerda comunista, progressista, desenvolvimentista e democrata.

    Não tem jeito, acho frescura e puro capricho esse negocio de falar que libertário não é direita.


  • Minarquista  03/05/2017 20:37
    Olá WDA

    Essa visão talvez estivesse correta antes da segunda guerra. Tínhamos liberdade econômica à direita e controle do estado sobre a economia à esquerda.
    Mas na segunda guerra, a confusão foi instaurada. Explico:
    Os fascistas (incluindo a vertente nazista) são um tipo de socialismo. Mussolini era do PSI. Hitler foi eleito pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
    Os socialistas, na tentativa de se distinguirem dos fascistas, passaram a classificá-los de "socialistas de direita". E essa classificação perdura até hoje.
    Assim, temos socialistas nos extremos direita e esquerda. Isso criou uma grande confusão. Quando alguém fala em direita não dá mais para saber se essa pessoa se refere à liberdade econômica, ou a ideias fascistas, com controle do estado sobre a economia.
    Assim, para garantir a clareza, é muito melhor focar no eixo vertical do diagrama de Nolan.

    []s
  • Isabel  02/05/2017 17:39
    O cristianismo ou catolicismo nunca pregou a 'solidariedade compulsória'. Nunca pregou tirar de quem produz e dar a quem não o faz. Ele pregava ensinar o homem a pescar e não dar-lhe o peixe e a solidariedade voluntária: cada um dá o quanto quer e se quiser. Essas são as bases do cristianismo.

    Quem prega tirar à força dos que suam e se esforçam, para dar àqueles que não são eficientes e assim não obrigá-los a ser mais eficientes, é o socialismo e comunismo.

    Essa papa esquerda e muito.
  • Arnaldo  03/05/2017 15:23
    ensinar a pescar para dar o peixe a igreja hahahaha
  • Pobre Rico  02/05/2017 17:46
    Grande legado libertário da Igreja, Giordano Bruno não curtiu esse comentário
  • Herege  04/05/2017 17:35
    Pobre Rico, Giordano Bruno, seguindo a melhor tradição hoppeana, foi fisicamente removido, por assim dizer.
  • Gabriel   02/05/2017 17:56
    Tive um orgasmo quando li a parte que afirma o libertarianismo como algo "tão em voga".
  • Inquisidor  02/05/2017 19:22
    Orgasmo causado pelo papa?
    Pecado mortal! Está condenado a ir direto pro inferno, sem direito a purgatório!
  • Arnaldo  02/05/2017 20:45
    A menos que ele seja uma criancinha dai nao tem problema.
  • LUIZ F MORAN  02/05/2017 17:59
    Sugestão de leitura: " DESINFORMAÇÃO " escrito por ION MIHAI PACEPA e " PODER GLOBAL E RELIGIÃO UNIVERSAL " escrito por JUAN CLAUDIO SANAHUJA.
  • Mynx  02/05/2017 18:23
    Para q serve a religião?
  • LUIZ F MORAN  02/05/2017 18:33
    A pergunta correta seria: [...] para QUEM serve ?
    Resposta:
    Não há imposição alguma para que uma pessoa siga o Cristianismo, trata-se de uma adesão voluntária, certo ?
    Acabe com a religião e verás os Estados/Governos "tomando o lugar dela", afinal isto já é algo em curso, inclusive com falsos cristãos infiltrados na Igreja.
    Pense nisso.
  • Arnaldo  03/05/2017 15:20
    Controle de massas
  • Ex-microempresario  03/05/2017 20:36
    A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil. - Seneca, o Jovem (4? A.C. – 65 D.C.)
  • Stalin  04/05/2017 03:27
    Para ser exterminada.
  • Marx  04/05/2017 03:29
    A religião é o ópio das massas.
  • Lenin  04/05/2017 03:31
    A religião é uma das formas de opressão em todos os lugares e pesa fortemente sobre o povo, sobrecarregado pelo seu perpétuo trabalho para outros, ... A impotência das classes exploradas em sua luta contra os exploradores, inevitavelmente também dá origem à crença de uma vida melhor após a morte, assim como a impotência do selvagem na sua batalha com a natureza dá origem a crença em deuses, demônios, milagres, e similares. Aqueles que trabalham são ensinados pela religião a serem submisso e paciente enquanto aqui na terra, e ter conforto na esperança de uma recompensa celestial. Mas aqueles que vivem do trabalho dos outros são ensinados pela religião a praticar a caridade, enquanto na terra, ... para o bem-estar no céu. A religião é o ópio do povo. A religião é uma espécie de bebida espiritual, na qual os escravos do capital afogam a sua imagem humana na sua procura por uma vida mais digna do homem.
  • LUIZ F MORAN  05/05/2017 11:44
    Só se pode falar em opressão quando existe coerção, e claramente isto não tem nada ver com o cristianismo.
  • Friedrich Engels  04/05/2017 03:42
    Serve para ser substituída pelo ateísmo universal.
  • Karl Marx  05/05/2017 00:24
    Para alienar a classe proletária.
  • Vixe Maria!  02/05/2017 18:49
    Quanta ignorância desse papa.
    Coincidência ou não, a palavra ARGENTINO é um anagrama de IGNORANTE.
    Então, perdoem-no, pois ele não sabe o que faz.
  • Andre  02/05/2017 19:13
    Agora choverão curiosos pesquisando libertarianismo, o papa deu uma bela ajuda.
  • Rennan Alves  02/05/2017 20:13
    Isso se os curiosos não encontrarem os libertários de esquerda.
  • WDA  02/05/2017 20:44
    Esse "Papa" é um comunista safado, só pode. No campo econômico ele só diz bobagens. Por que será que o anterior saiu dizendo que forças poderosas o tiraram de lá? Volta Bento XVI!
  • Andre Cavalcante  02/05/2017 21:07
    Sou um grande fã desse papa, quando ele se atém às questões internas do Vaticano, seu espírito conciliador com outros credos sem perder a essência de sua própria igreja, principalmente quando escreve sobre as questões espirituais, como a fé, o perdão, a família etc.

    Mas ele realmente mostra toda a sua formação socialista latino americana quando fala política e economia. Faria melhor serviço para si mesmo, para os fiéis e para a igreja de modo geral, se ficasse calado sobre essas questões.

    É aquela velha frase: é melhor ficar em silêncio e as outras pessoas acharem que vc pode ser um idiota do que abrir a boca e as pessoas descobrirem que vc é um idiota completo.
  • Lopes  02/05/2017 22:58
    Caro Andre Cavalcante,

    Não admiro o espírito conciliador do Papa.

    Há cristãos sendo perseguidos por todo o Oriente Médio e África e o papa se omite. Há uma escalada de intolerância religiosa a cristãos e judeus na França, na Alemanha e na Suécia e o papa se omite. O catolicismo continua em queda livre na América Latina apesar do papa ser argentino. E o que ele diz a respeito? Nada.

    Mas quando o tópico é manifestar-se sobre política ou contra alvos inofensivos (como os libertários) onde não há nenhum risco de polêmica, ele está na linha de frente.

    Se João Paulo II estivesse em sua batina, os cristãos estariam verdadeiramente protegidos. O papa Francisco teria beijado os pés dos soviéticos na guerra fria e negado a perseguição a religiosos nos países socialistas.
  • Van Hohenheim  02/05/2017 22:13
    Como a Coréia do Sul se desenvolveu? Vejo por aí alguns esquerdistas dizendo que foi pela forte intervenção do estado na economia e no apoio às empresas($$$$$$ dos pagadores de impostos). Alguém poderia esclarecer?
  • Iago  02/05/2017 23:25
    Mito total.

    Não é verdade dizer que a Coreia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade (ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada). Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.
  • Caio Imperial  02/05/2017 23:00
    Francisco só é fruto dá teologia da libertação,que não tem nada de libertação, só é uma forma dos esquerdistas entrarem e empreguinarem a igreja católica.
  • Ailton  02/05/2017 23:42
    Gente, pergunta bem off topic sem relação ao artigo:

    Tomei um susto quando vi na tv uma propaganda falando de diminuição do estado, liberdades individuais e defesa do livre mercado, falaram até de privatização da educação. Corri pra ver se era propaganda do Liber ou mesmo o Novo (o qual tenho muitas restrições), e vi que era o PSL (partido social liberal).

    Minha questão é: Dá pra botar esse naquela listinha de opções "menos piores" na hora de votar?

    Gostaria de ler as opiniões dos colegas.
  • Graça  02/05/2017 23:55
    Há uma turma (minoria) libertária infiltrada no partido querendo tomar o controle do mesmo. Esta ala se chama LIVRES e é este nome que querem dar ao partido tão logo tomem o controle dele (caso consigam).

    O partido PSL em si é uma porcaria, mas, caso esta turma libertária seja bem-sucedida, a coisa pode mudar bastante.
  • Ailton  03/05/2017 23:52
    Muito interessante, então acho que vale a pena ficar de olho e ver as opções pro ano que vem.
  • Pobre Rico  03/05/2017 13:15
    Partido Liberal Social - Bem ambíguo esse nome, não?
  • Ailton  03/05/2017 23:54
    Sim, sem dúvida, mas ainda acho que vale a pena observar, afinal de contas é melhor usar esse "direito ao voto" da maneira mais útil possível.
  • Guilherme  03/05/2017 10:19
    Toda vez que vejo alguém evocando o "bem comum" pra defender políticas coletivistas me bate uma raiva que não consigo mensurar. Gostaria que alguém definisse "bem comum" pra mim e me explicasse como uma comunidade pode agir e ter preferências como um indivíduo. Fora isso, fico feliz que o libertarianismo esteja crescendo tanto ao ponto do papa ter que se manifestar e reconhecer sua força, mesmo que de maneira caricata e idiótica.
  • Pobre Rico  03/05/2017 13:22
    Gostaria que alguém definisse "liberdade"
  • Jeff  03/05/2017 13:50
    Fácil.

    1) Ninguém tem o direito de roubar ninguém e de viver às custas de ninguém.

    2) Ninguém tem o direito de proibir ninguém de ganhar a vida como quiser (desde que, obviamente, esse "ganhar a vida" não seja às custas do roubo e da coerção - ver item 1).

    Liberdade, em suma, nada mais é do que a ausência de coerção quando você não está agredindo ninguém. Só isso.

    Exemplos práticos:

    Quero abrir uma empresa de telefonia, mas o governo não deixa. Por que não posso? Não estou agredindo ninguém, nem roubando ninguém. Isso é uma violação da minha liberdade.

    Quero manter a renda do meu trabalho. Mas não posso, o governo não deixa. Ele sempre quer roubar uma fatia para si. Isso é uma violação da minha liberdade.

    Quero importar equipamentos eletrônicos de Miami pelo preço de lá. Mas o governo não deixa. Se eu quiser importar, tenho de pagar um arrego pra máfia (conhecido pelo eufemismo de "tarifa de importação").
  • Eliseu  03/05/2017 20:14
    "Muito bem, mas quem/e como se define o que é agressão à outrem?"

    Os direitos naturais. Cada ser humano tem três direitos negativos básicos:

    1) O direito de que não tirem a sua vida;

    2) O direito de que não confisquem sua propriedade honestamente adquirida;

    3) O direito de que não retirem a sua liberdade de empreender e de agir como bem entender (conquanto, obviamente, que essa liberdade de ação não infrinja os outros dois direitos de todos os outros indivíduos).

    "E em caso explícito de agressão, quem detém legitimidade para coagir o agressor?"

    O sistema policial e jurídico existe exatamente para isso. Libertários são radicais defensores da polícia e dos tribunais (pois são eles que irão impingir a execução dos contratos). Apenas defendem que estas instituições ajam sob livre concorrência, que não sejam financiadas compulsoriamente (via impostos) e que respondam aos consumidores, e não a um estado burocrático.
  • Pobre Rico  03/05/2017 20:53
    "Os direitos naturais. Cada ser humano tem três direitos negativos básicos:
    1) O direito de que não tirem a sua vida;
    2) O direito de que não confisquem sua propriedade honestamente adquirida."

    Certo, esses dois primeiros acho mais fácil de entender em uma situação concreta.

    "3) O direito de que não retirem a sua liberdade de empreender e de agir como bem entender (conquanto, obviamente, que essa liberdade de ação não infrinja os outros dois direitos de todos os outros indivíduos)"

    Desculpe minha ignorância, mas nesse terceiro caso, a minha dúvida persiste. Excluindo-se os dois primeiros direitos (vida e propriedade), como definir o limite entre os direitos dos individuais das pessoas numa sociedade livre? Como diferenciar a agressão de um mero incômodo? Estaria minha liberdade diretamente condicionada ao nível de tolerância daqueles que me circundam?

    Existe algum tipo de legislação nessa sociedade livre, um sistema legislativo privado? Pois como a polícia e o tribunal vão agir/decidir em casos de conflito em que não tenha sido elaborado um contrato?

  • Fernando  03/05/2017 21:07
    "Como diferenciar a agressão de um mero incômodo?"

    Seja mais específico.

    "Estaria minha liberdade diretamente condicionada ao nível de tolerância daqueles que me circundam?"

    É inegável que, se aqueles que lhe circundam lhe dão liberdade total para fazer o que quiser (como entrar na casa deles sem bater e abrir a geladeira), então a sua liberdade de ação é infinitamente maior.

    "Existe algum tipo de legislação nessa sociedade livre, um sistema legislativo privado?"

    Sim. Leis consuetudinárias.

    "Pois como a polícia e o tribunal vão agir/decidir em casos de conflito em que não tenha sido elaborado um contrato?"

    Leis consuetudinárias.
  • Cetico  03/05/2017 10:26
    Eu realmente não costumo me intrometer em assuntos religiosos. Hoje, como libertário, não vejo nenhum problema nas religiões (ao contrário, vejo utilidade da mesma para muitas pessoas). Como libertário meu Inimigo é o socialismo e demais coletivismos. Continuamente tento combater o coletivismo por considerar o ataque à liberdade individual o maior mal da nossa era (seja na forma de nacionalismo ou socialismo).

    Não raro, estou aliado aos religiosos nesta dura luta.

    Agora muito me preocupa este posicionamento do papa catolico. Me decepciona muito, pois fico triste em ver a possibilidade de perder bons aliados (os católicos) na luta pela liberdade.

    Espero que a igreja se cure deste mal. Este homem é Inimigo.
  • Carlos Neto  03/05/2017 11:48
    Sob a ótica do próprio catolicismo tradicional, há de existir um inferno e um céu, não? Mas como as pessoas irão para o céu se não tiverem a oportunidade de serem virtuosas (sob a ótica católica)? E como irão para o inferno se não tiverem a oportunidade de "pecar"? O próprio filme Laranja Mecânica expõe a preocupação do padre em acabar com o livre arbítrio do indivíduo quando uma solução definitiva para prevenção dos crimes é criada... Ou seja, a liberdade é um pressuposto absoluto para escolha do "bem" e do "mal". Ou não?

    Se o Papa quiser conversar sobre política, particularmente eu gostaria de saber a opinião dele sobre os países escandinavos e outros, como Australia e Nova Zelândia. Todos lá vão para o inferno porque não tem oportunidade nem necessidade de praticar a caridade? É preciso existir miséria para que a esmola possa permanecer?

    Outro dia li, não sei se foi aqui, como a restrição gera uma indústria poderosa. Na época em que a pornografia era proibida, quem inha aceso a ela era rei. Com o alcool, idem. Hoje o mesmo se repete com as "drogas".
  • Fernando  03/05/2017 14:58
    Que desserviço nós da América Latina fizemos ao mundo católico com esse papa. As ideias dele são fruto de uma visão que só pode ser concebida aqui. Perdoai-nos, irmãos.
  • Skeptical  03/05/2017 20:51
    Esquisito. A igreja católica tem uma longa tradição como braço religioso do estado. Jeffrey Tucker não é homossexual assumido?
  • Fiscal da vida alheia  04/05/2017 17:27
    O jeito dele é um pouco estranho, mas até onde sei, além de católico, ele é casado e tem filhos.
  • Skeptical  04/05/2017 23:05
    Ah, acho que confundi com o Tom Palmer então.
    Obrigado!
  • ZzXx  06/05/2017 13:13
    O catolicismo não necessariamente se opõe ao estatismo e já foi inclusive aliado do Estado.
  • Emerson Luis  09/05/2017 13:49

    "Essa postura de recorrer a caricaturas para então atacar é um sólido indicador de que a visão do oponente foi erroneamente formulada."

    Estratégia típica de esquerdistas e manipuladores em geral. E de pentecostais "apologistas".

    * * *
  • Fontes  23/05/2017 02:47
    O Concílio Vaticano II não é aceito de forma unânime pela Igreja, sendo até mesmo criticado. Em especial pela liberdade religiosa e o ecumenismo, notadamente pelo tradicionalistas.

    A doutrina de "Dignitatis Humanae", enfrenta resistência devido deixar explícito e ir contra a "Tradição", no sentido em que, a coerção não deveria ser utilizada para que o homem tenha no ordenamento jurídico a disposição para o direito de agir conforme sua consciência.

    Questões advindas da separação Igreja-Estado.
  • FREDERICO HAUPT BESSIL  27/05/2017 21:53
    O que o Papa quis dizer foi que ninguém precisa mais de que, por exemplo, no caso brasileiro, o teto do funcionalismo público - que é o subsídio mensal do Ministro do STF (um pouco mais de R$ 30.000,00 por mês) para viver. Assim, seria possível que a remuneração de todos os trabalhadores variasse entre R$ 2.000,00 e R$ 30.000,00). Ele quis dizer que nenhum indivíduo tem o direito de gastar com viagens para Miami, Paris, Dubai, gastar R$ 2.000,00 em uma garrafa de bebida, pagar R$ 2.000,00 por uma noite de sexo enquanto outros milhões de irmãos passam fome.
  • Eduardo R., Rio  20/12/2017 04:44
    Sim, o Papa Francisco é socialista!, por Jose Bento da Silva.
  • anônimo  17/01/2018 19:33
    Seria o Papa, um anarcomunista?


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