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O que Paul Krugman e os keynesianos têm a dizer sobre a implosão olímpica do Rio?
O governo seguiu à risca o manual keynesiano, e a economia degringolou e o estado quebrou

Nota do editor

O artigo abaixo foi publicado em março de 2017. Com o atual colapso da infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro — consequência de um colapso econômico do estado —, ele ficou ainda mais atual. Infelizmente, nada surpreendente.

____________________________________________

De acordo com as estimativas mais conservadoras, o custo da Olimpíada no Rio foi de R$ 38,26 bilhões.

E, quando se soma os gastos da Olimpíada aos gastos da Copa do Mundo, chega-se ao valor — subestimado — de R$ 66 bilhões em infraestrutura. Houve gastos em estádios, instalações e projetos de mobilidade urbana, tudo para garantir que o país estivesse pronto para receber estes dois grandes eventos esportivos.

O problema é que simplesmente nunca houve demanda para tais investimentos públicos.

A consequência? No caso específico do Rio de Janeiro, quase tudo o que foi construído está hoje literalmente apodrecendo, sem uso, sem manutenção, e sem demanda. Veja aqui as depressivas fotos.

"O legado da Olimpíada do Rio é uma farsa", disse a colunista do USA Today Nancy Armour em uma recente edição do jornal. Difícil encontrar palavras mais verdadeiras do que essas. E ela prossegue dizendo que, embora "a cerimônia de encerramento tenha ocorrido há apenas seis meses", "várias das instalações e construções estão abandonadas e literalmente caindo aos pedaços. O Parque Olímpico é uma cidade fantasma, as luzes foram desligadas no Maracanã e a vila dos atletas está desocupada e deserta". Veja o vídeo.

Adicionalmente, como que de brinde, a economia do estado do Rio de Janeiro entrou em colapso. Já até se fala em caos social.

Mas Keynes havia prometido o oposto!

Esperem um pouco. Como assim? Não era para isso ter acontecido. Afinal, se Paul Krugman e todos os demais discípulos de Keynes estiverem corretos, o Rio deveria estar com uma economia vibrante e estrondosa expansão graças a todos estes bilhões que foram gastos.

Os keynesianos sempre foram enfáticos ao dizer que não importa exatamente em quê o governo irá gastar dinheiro. O que importa é que o governo gaste dinheiro. Não interessa em quê o governo irá investir; não faz diferença se o governo irá gastar todos os centavos construindo pirâmides ou estradas. O que importa é que o governo sempre esteja gastando.

Com efeito, citando Keynes diretamente, "Construir pirâmides, vivenciar terremotos e até mesmo guerras podem ser úteis para aumentar a riqueza".

"O Antigo Egito", prosseguiu Keynes,

foi duplamente afortunado, e sem dúvidas deve a isso sua fabulosa riqueza, pois possuía duas atividades, a saber, a construção de pirâmides e a busca por metais preciosos, os frutos dos quais, dado que eles não serviam às necessidades de consumo do ser humano, não envelheceram em abundância. A Idade Média construiu catedrais e cantou hinos fúnebres. Duas pirâmides, duas missas para os mortos, são duas vezes melhores do que uma; mas [ironicamente] não duas ferrovias de Londres para York.

Mas a coisa fica ainda mais bizarra. Ainda segundo o economista britânico, se o governo colocasse dinheiro dentro de garrafas e escondesse essas garrafas por todo o país, isso traria efeitos econômicos positivos, pois as pessoas teriam um incentivo para sair por aí cavando buracos à procura dessas jarras cheias de dinheiro. E isso iria estimular a economia. 

Sim, foi exatamente isso que Keynes ensinou em sua suposta obra-prima, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936). Os manuais econômicos keynesianos compreensivelmente quase nunca colocam essa citação, que é muito embaraçosa.  Em vez disso, eles preferem colocar equações que mostram — ou que tencionam mostrar — que os gastos do governo geram um suposto "multiplicador de renda" que irá estimular a demanda agregada e, com isso, impulsionar toda a economia.

Para Keynes e os keynesianos, portanto, uma cuidadosa alocação de capital, direcionando-o apenas para investimentos genuinamente demandados pelo público consumidor, é menos importante do que apenas gastar esse dinheiro. Gastos do governo, por si sós, são o caminho para a prosperidade.

Mas, justiça seja feita, Keynes ao menos parece ter se arrependido de suas idéias. Ao final de sua vida, ao ser perguntado sobre o que pensava de seus discípulos que propagavam suas ideias, respondeu: "Ah, são apenas uns otários".

A implosão da economia do Rio, mesmo após toda a farra de gastos, mostra que Keynes, ao menos ao final de sua vida, sabia do que falava.

Condições de laboratório

Com efeito, se houve uma oportunidade para comprovar a teoria de que gastos públicos são a força-motriz do crescimento econômico, essa oportunidade foi o Rio. E em condições quase que de laboratório.

Dado que a cidade era destituída da infraestrutura e das instalações necessárias para sediar os jogos olímpicos, os políticos do Rio deram um novo significado à expressão "obras públicas" quando deram início aos projetos após a cidade ter sido a escolhida para sediar o evento ainda em 2009.

Com pouco tempo para fazer muita coisa, os políticos do país em conjunto com empresários amigos do regime (dica: toda a corrupção é consequência direta e inevitável deste arranjo corporativista; ela não surge sozinha) direcionaram quase R$ 40 bilhões para obras públicas para fazer com que um vazio se transformasse em um espaço olímpico convincente. Houve de tudo: desde obras de mobilidade urbana, passando pela construção de várias instalações, alojamentos e estádios, até a construção de vários novos hotéis.

Aparentemente, a teoria keynesiana do multiplicador de gastos falhou. Aliás, "falhou" é um eufemismo. Todos os gastos governamentais alcançaram a façanha de transformar a outrora vibrante e alegre cidade do Rio em objeto global de piedade.

Segundo os keynesianos, toda essa farra de gastos deveria ser o caminho para a prosperidade. Mas a realidade é que, contrariando a teoria keynesiana, a cidade do Rio está hoje mais pobre do que antes, após "todos os bilhões que foram gastos e todas as instalações e obras que rapidamente se transformaram em elefantes brancos", tendo resultado em uma "fatura escorchante para uma cidade e um país que já estão sofrendo para manter suas contas".

Com essas palavras, a colunista Nancy Armour desmistificou praticamente um século de falácias econômicas até então amplamente aceitas. Os bilhões gastos em obras, longe de estimular ou reativar a economia, lograram apenas aumentar a pobreza de uma população que já estava sofrendo.

O problema

São dois os pontos a serem destacados.

Primeiro, vale ressaltar que, no setor privado, erros de investimentos são constantes. A maioria dos empreendedores erra ao estimar as verdadeiras preferências dos consumidores. Mesmo em áreas ricas, como o Vale do Silício, na Califórnia, mais de 90% dos novos empreendimentos vão à falência.

Mas eis a diferença crucial: erros cometidos pelo setor privado, que utiliza capital próprio, são rapidamente corrigidos simplesmente porque empresas privadas não possuem recursos infinitos. Não há um poço sem fundo do qual empresas privadas podem continuar extraindo dinheiro para gastar despreocupadamente em projetos que não atendem aos interesses dos consumidores.

A superioridade dos investimentos feitos voluntariamente pelo setor privado em relação aos gastos do governo (jamais chame de "investimento" algo que não está sujeito à disciplina do mercado) está no fato de que, rapidamente, as ideias ruins ficam destituídas de recursos, sendo então substituídas pelas idéias boas. Empreendedores mal sucedidos vão à falência e, consequentemente, liberam recursos escassos para serem utilizados por empreendedores bem sucedidos. Os bons substituem os ruins; os recursos são retirados dos ruins e direcionados aos bons.

Ou, indo direto ao ponto, no setor privado — aquele que não possui laços com o governo, e que não recebe subsídios ou proteções estatais —, as idéias ruins morrem, e morrem rapidamente.

Nenhuma dessas disciplinas se aplica ao governo, que não apenas não precisa se preocupar com o retorno de seus gastos (de novo: jamais chame de "investimento" algo que não está sujeito à disciplina do mercado), como ainda possui acesso irrestrito aos recursos da sociedade para continuar financiando seus gastos. Exatamente por isso, quanto mais o governo gasta, mais pobre fica a sociedade.

Em segundo lugar, vale ressaltar que o crescimento econômico ocorre em função de investimentos privados voluntários. E investidores privados são atraídos a cidades, estados e países no quais seu capital é bem tratado. E este nunca foi o histórico do Brasil. A ideia de que todos os gastos do Rio se traduziriam em crescimento econômico e melhorias no padrão de vida da população simplesmente ignorou a realidade de que nenhum investidor sensato iria — ignorando toda a história econômica do Brasil — direcionar seu capital escasso ao país apenas por causa de um evento de três semanas.

Somente economistas desenvolvimentistas são capazes de acreditar naquilo que, para qualquer leigo, é um absurdo: que um evento esportivo de três semanas não apenas poderia anular décadas de políticas econômicas nefastas que repeliram investidores e empreendedores talentosos, como ainda traria todos esses investidores de volta e, com isso, faria a economia do país voltar a crescer indefinidamente.

Conclusão

Apenas o capital humano pode impulsionar o crescimento econômico de longo prazo. Já os gastos do governo funcionam como um repelente tanto para investidores quanto para o capital humano. E é assim simplesmente porque os impostos que serão necessários para financiar esse esbanjamento do governo funcionam como uma penalidade sobre os talentosos.

Impostos nada mais são do que um preço que o governo coloca sobre a produtividade; uma penalidade impingida ao trabalho. Quando empreendedores talentosos de todos os cantos do globo decidem investir em um país, eles estão correndo risco e esperam enriquecer em decorrência disso. No entanto, se o preço a ser pago são impostos altos, vários serão desestimulados. 

E o Brasil sempre foi pródigo nesta prática.

A resposta para os problemas econômicos do Rio, do Brasil e de qualquer país do mundo no qual o crescimento econômico seja baixo é a mesma: reduzir os gastos e, consequentemente, os impostos do governo, de modo que os talentosos possam manter para si uma fatia maior daquilo que produzem.

Dinheiro gasto onde ele não é bem tratado rapidamente vai embora. O Rio e o Brasil estão começando entender isso.

Portanto, embora seja um tanto ingênuo presumir que a débâcle do Rio representará o prego final no caixão keynesiano, podemos pelo menos ter a esperança de que este perfeito exemplo das consequências nefastas dos gastos do governo irá deixar envergonhada essa insensata ideologia econômica.

O que o senhor tem a dizer, doutor Krugman?

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  • Pobre Paulista  14/03/2017 14:51
    Esse título do artigo me inspirou a criar uma banda de rock alternativo, irá se chamar Lord Keynes & The Progressists. Aposto que seria um sucesso comercial.
  • Luís Carlos Medeiros  14/03/2017 20:18
    Aguardando ansiosamente pelo lançamento!
  • Rafael  15/03/2017 15:59
    Uaaaaaaaaaaaaauuuuuuuu !!! Quero o primeiro CD e DVD!
  • Joaquim Saad  22/03/2017 15:51
    Que tal "Keynesian Nirvana" ?

    E o primeiro album podia ser "Smells Like Latin Spirit"... :-)
  • Infiliz  03/04/2017 20:18
    kkkkkkkkkkkkkkk
    boa!
  • Roberto  14/03/2017 15:06
    Eu queria entender essa mágica de ficar rico gastando. O governo Lula incentivou todo mundo a gastar; a pessoa comprava um carro em 60x e achava que tava rica. Isso vai contra o mais básico da lógica elementar.
  • Marcelo Alves  14/03/2017 17:59
    Ensinamentos básicos do meu falecido pai (que nunca teve instrução formal): o governo não gasta o dinheiro próprio (aliás, o governo não tem dinheiro próprio, pois nada produz), mas sim o dinheiro dos impostos pagos por toda população -- a qual, aliás, já tem bem pouco dinheiro.

    Quem gasta o que tem fica sem. Já quem gasta o que nem sequer tem (população e governo), fica na miséria e ainda endividado.

    Meu pobre pai entendia algo que dutores em economia jamais entenderam.
  • Keynesiano  14/03/2017 15:12
    Gastou foi pouco. Agora temos de gastar ainda mais a fim de quitar esses prejuízos! E temos também de imprimir mais dinheiro!
  • Craque Neto  06/04/2017 19:54
    Baita de uma ideia, diga-se de passagem.
  • anônimo  14/03/2017 15:19
    Para refutar um keynesiano, basta agir como uma criança. Sim, como uma criança. Faça perguntas primariamente bobas como :

    ''Professor keynesiano, como imprimir papel-moeda pode geral riqueza?"

    "Se basta imprimir dinheiro, por que ainda pobreza no mundo? Qualquer Banco Central de qualquer país pode imprimir o tanto de dinheiro que quiser."

    "Por favor, me explique como pedaços de papel podem deixar toda uma sociedade mais rica";

    "Como quebrar janela pode gerar riqueza?";

    "Como cavar e preencher buracos pagando os que cavam, ou pagar pintores para pintar o mesmo muro mais de 10 vezes, pode gerar riqueza?"
  • Adriel Felipe  14/03/2017 15:23
    Filho: -Pai, como eu fico rico?

    Pai keynesiano: - Gaste muito, filho. Quanto mais vc gastar, mais rico fica! Os ricos não gastam muito pq são ricos, na vdd, eles são ricos porque gastam muito!

    Só eu que imagino essa situação?
  • Miguel Migs  14/03/2017 17:09
    Mas ta certo... depois que inventaram o CRÉDITO é isso mesmo. O Crédito trás o futuro para o presente.

    Gaste tudo que puder no presente, o futuro(pagamento) é outra história... devo não nego, pago quando puder !!!
    Se for possível, distribua notas promissórias e desfrute de tudo que você merece...pq você também é filho de Deus.


    Só Bill Gates pode ser rico ? Eu quero ser também
  • Taxidermista  14/03/2017 16:16
    E o pior é que existem vários outros "experts" com essas ideias...

    Por exemplo:

    "La Modern Monetary Theory (MMT) es una corriente de pensamiento eco­nómico que combina buena parte de las ideas del postkeynesianismo acerca del funcionamiento del sistema monetario con las ideas del chartalistismo sobre el origen del dinero. Básicamente, la MMT sostiene que el dinero es una creación del Estado y que, precisamente por tratarse de una institución estatal, debe ser administrada por el gobierno en beneficio del conjunto de la ciudadanía.

    El economista estadounidense Warren Mosler, uno de los principales expo­nentes de esta escuela, resumió las proposiciones básicas de la MMT en su popular libro Siete fraudes mortalmente inocentes de la política económica (2010), donde esencialmente defendió siete enunciados que atentan con­tra los fundamentos de la teoría económica más generalmente aceptada e incluso contra el propio sentido común. En concreto, según Mosler: el gasto público no está limitado por la solvencia del Estado; las generaciones futuras no pagan la deuda pública emitida en el presente; los déficits públicos no se financian con ahorro privado; el sistema público de pensiones no puede quebrar; los déficits exteriores no reducen el empleo y la producción nacio­nal; la inversión no debe financiarse con ahorro; y los mayores impuestos futuros derivados del mayor déficit público presente no serán perjudiciales para la economía
    ".

    www.amazon.es/Contra-Modern-Monetary-Theory-inflacionistas-ebook/dp/B00TVMLROQ/ref=sr_1_10?s=books&ie=UTF8&qid=1489507710&sr=1-10


    As falácias keynesianas são as próprias mistificações do welfare state.

  • Luiz  14/03/2017 19:04
    eu juro que li charlatanismo no lugar de chartalismo!
  • Vitor  14/03/2017 20:06
    Irei aproveitar a chance para deixar aqui um comentário de nosso querido Krugman,

    "Suppose you want to make insurance available to people with pre-existing conditions. You can't just forbid insurance companies to discriminate based on medical history; if you do that, healthy people won't sign up until they get sick. So you have to mandate the purchase of insurance; and you have to provide subsidies to lower-income families so that they can afford the policies. The end result of this logic is … Obamacare.

    And one more thing: Insurance policies must meet a minimum standard. Otherwise, healthy people will buy cheap policies with paper-thin coverage and huge deductibles, which is basically the same as not buying insurance at all.

    So yes, Obamacare somewhat restricts choice — not because meddling bureaucrats want to run your life, but because some restrictions are necessary as part of a package that in many ways sets Americans free.

    For health reform has been a hugely liberating experience for millions. It means that workers don't have to fear that quitting a job with a large company will mean loss of health coverage, and that entrepreneurs don't have to fear striking out on their own. It means that those 20 million people who gained coverage don't have to fear financial ruin if they get sick — or unnecessary death if they can't afford treatment. For there is no real question that Obamacare is saving tens of thousands of lives every year.

    So why do Republicans hate Obamacare so much? It's not because they have better ideas; as we've seen over the past few weeks, they're coming up empty-handed on the "replace" part of "repeal and replace." It's not, I'm sorry to say, because they are deeply committed to Americans' right to buy the insurance policy of their choice.

    No, mainly they hate Obamacare for two reasons: It demonstrates that the government can make people's lives better, and it's paid for in large part with taxes on the wealthy. Their overriding goal is to make those taxes go away. And if getting those taxes cut means that quite a few people end up dying, remember: freedom!"


  • Lel  14/03/2017 16:21
    Esse artigo foi uma verdadeira voadora com os dois pés no peito dos keynesianos.
  • FL  14/03/2017 16:31
    Paul Krugman não é aquele que falou que uma invasão alienígena resolveria a economia mundial? Alguém consegue levar esse cara a sério?
  • Pedro  14/03/2017 16:51
    Ele mesmo. E pra quem acha que é mentira ou mesmo exagero, eis o vídeo:



    De certa forma, o Brasil vivenciou essa invasão alienígena. O que foram os governos Dilma/Cabral senão isso?
  • Carlos Neto  14/03/2017 17:03
    Mas o pais que e mais keneysianista do mundo e nosso primo rico, o eua. O fed faz nosso bndes parecer uma gota no oceano e o eua tem pleno emprego, moeda forte e todos correm para la quando o caos economico se aproxima. Por que?
  • Ex-Keynesiano  14/03/2017 17:50
    "Mas o pais que e mais keneysianista do mundo e nosso primo rico, o eua."

    Informe-se melhor.

    No Brasil, os gastos totais de todas as três esferas de governo totalizam 39,5% do PIB.

    Nos EUA, esse valor é de 38,3%.

    Isso é vergonhoso para nós. Os EUA são 6 vezes mais ricos que o Brasil, mas nossos políticos gastam, em relação à nossa renda, 3% a mais.

    Mas isso ainda não é nada. Quando se olha a questão em termos de déficits orçamentários -- outra política favorita dos keynesianos -- situação é bem pior.

    Ao passo que o déficit orçamentário apenas do governo federal brasileiro é de pornográficos 10% do PIB, o déficit orçamentário do "pródigo" governo Obama não passa de 3% do PIB.

    "O fed faz nosso bndes parecer uma gota no oceano"

    Isso foi zoeira, né?

    O BNDES utiliza dinheiro de impostos e de endividamento do Tesouro para emprestar a juros reais negativos (juros abaixo da inflação) para empresas escolhidas pelo governo (outra política keynesiana). Já o Fed não faz nada disso; ele apenas é um Banco Central convencional, como qualquer. Ele faz a mesma coisa que o Banco Central brasileiro.

    Você confundir BNDES com Fed é o ápice da desfaçatez. Ou devo dizer da ignorância?

    "e o eua tem pleno emprego, moeda forte"

    Opa, agora sim você começou a entender o básico. O primeiro ("pleno emprego") é consequência direta do segundo ("moeda forte"), como este Instituto sempre fez questão de enfatizar.

    E sempre lembrando que keynesianos têm total aversão a uma moeda forte. Para eles, uma moeda desvalorizada e destruída é que impulsiona a economia. Palavras de Bresser-Pereira.

    "e todos correm para la quando o caos economico se aproxima. Por que?"

    Primeiro por causa disso.

    E, no geral, por causa disso.
  • anônimo  14/03/2017 19:21
    Os EUA são 6 vezes mais ricos que o Brasil ?

    Pensei que fosse mais.
  • Henrique Zucatelli  15/03/2017 12:33
    Também fiquei confuso com a métrica utilizada para quantificar o quanto são mais ricos, se por PIB absoluto ou per capita. Estou com preguiça de verificar.
  • Everton  15/03/2017 13:02
    PIB total, em dólares, mensurado pela Paridade do Poder de Compra. Informação amplamente disponível na internet.
  • Vinicius  15/03/2017 12:47
    6x mais ricos e uma população apenas 50% maior... além disso a riqueza é bem melhor distribuída lá do que aqui...
  • Henrique Zucatelli  15/03/2017 13:57
    Eu não duvidei para baixo, mas para cima, e não pesquisei por preguiça. Acho que a obra Ação Humana impregnou demais e acabo por dar mais atenção as bases que os números. Por isso se eu fosse concluir o quanto os americanos são mais ricos que os brasileiros, seria qualitativamente. O quanto? Muito, mas exatamente o quanto em si não importa, pois eles são bem mais livres, e a liberdade sempre resulta em riqueza.

    A insistência de Mises em classificar a Ciência Econômica como humana (não exata) se deve a esse dinamismo que não deve ser quantificado pois gera conclusões precipitadas, como em balança comercial, taxa de desemprego etc. Henri Bergson explica exaustivamente esse fenômeno dinâmico chamado dureé (sem tradução para o português), que confirma com os estudos de Mises em economia.

  • Conservatário  10/04/2019 15:42
    Na verdade, os EUA são mais de 6 vezes mais ricos, já levando em consideração a diferença no tamanho da população. De acordo com as informações mais atualizadas do FMI, o PIB per capita dos EUA é de 62.518 dólares, já o do Brasil é de 9.159 dólares. Portanto, os americanos são quase 7 vezes mais ricos que os brasileiros, em padrões internacionais.
  • Carlos Neto  15/03/2017 02:45
    não foi desfaçatez, foi só ignorância mesmo...
    De qualquer jeito, a impressora deles não para. Por que?
  • anônimo  11/04/2019 01:39
    Porque a procura do dólar só aumenta.
  • Luiz Henrique  14/03/2017 17:58
    Quando é que vão entender que o verdadeiro termostato da economia é a PRODUÇÃO e não o CONSUMO, sinceramente nem é algo tão difícil de entender!
  • reinaldo  14/03/2017 19:13
    Ridiculo foi Keynes dizer que o Egito foi rico porque construia pirâmides e buscava metais preciosos.
    A intensa agricultura e comércio foram totalmente ignorados.

    Pelo visto os antigos egípcios, de novo, eram bem mais espertos que os tais "doutores" modernos
  • Fernando  14/03/2017 20:09
    Pessoal, e quanto a lei que quer destravar investimentos estrangeiros em terras agrícolas brasileiras?
    Gostaria que alguém falasse sobre isso se possível.
  • a  14/03/2017 22:12
    CLT.
  • Economista da UNICAMP  14/03/2017 22:42
    A crise está acontecendo porque o governo parou de gastar, como explicou o mestre Belluzzo:www.youtube.com/watch?v=jA0kcQ4rQN8

    Sugiro as autoridades brasileiras que façam um pedido formal ao COI para que o Brasil sedie as olimpíadas de 2020 e 2024, afim de superar a recessão.
  • 4lex5andro  15/03/2017 13:12
    Quase certo, exceto que, em vez dos jogos de verão, que já tem as arenas e estádios prontos e não demandariam tanto "investimento", nosso país sedie os jogos de inverno em 2018.

    Com direito a neve artificial empregando bilhões em reais e dólares "investidos".
  • Dirajos  15/03/2017 03:40
    Off-topic

    Vejam esse vídeo para descontrair um pouco seus "achistas" hauhuahuahua

    https://www.facebook.com/stoppaleonardo/videos/1623116547715949/
  • Tio Patinhas  15/03/2017 18:07
    " The growth of the Internet will slow drastically, as the flaw in "Metcalfe's law"--which states that the number of potential connections in a network is proportional to the square of the number of participants--becomes apparent: most people have nothing to say to each other! By 2005 or so, it will become clear that the Internet's impact on the economy has been no greater than the fax machine's. "

    Paul Krugman em 1998 (e tem gente que presta atenção nele).
  • Jango  16/03/2017 15:36
    Esse acertou na mosca mesmo hein.
  • anônimo  29/06/2017 03:28
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    O Karl Marx da era moderna.
  • Pomerode  16/03/2017 00:44
    O que o Sr. tem a dizer, Bresser-Pereira?
  • pedro frederico caldas  16/03/2017 16:43
    Acredito que a alegoria do "buraco de Say" é bastante explicativa: ao cavar um buraco (produção), a terra dele tirada (produto) é suficiente para tapá-lo (consumo). Li isso há décadas, mas a ideia central da alegoria é essa.
  • anônimo  18/03/2017 14:52
    https://www.facebook.com/ricardo.amorim.ricam/videos/1279204055492408/

    Leandro, isso q ele fala faz sentido?
  • Leandro  18/03/2017 17:19
    Tudo o que ele falou está corretíssimo. Faço apenas uma ressalva quanto à ligeira ligação que ele fez entre subida dos juros agora e restrição à imigração (que ainda não se concretizou). Embora faça sentido -- menos imigrantes, menos mão-de-obra barata, custos de produção maiores, preços maiores --, isso é algo que ocorre apenas num prazo bem mais longo.

    Excetuando-se essa parte, no entanto, todo o resto está correto.
  • anônimo  18/03/2017 21:05
    Entao nos últimos minuto e meio em q ele fala q o preço do dólar aumentar vai tornar os produtos americanos menos competitivos tbm está correto?
  • Leandro  18/03/2017 23:21
    Não. Revendo o vídeo, agora com mais calma (por distração, essa parte final me passou despercebida), ele incorreu numa incoerência. Curiosamente, ele até acertou na consequência, mas errou no diagnóstico.

    Se houver maior carestia nos EUA, então o dólar vai se desvalorizar perante as outras moedas. O dólar ficará mais barato. E leves aumentos dos juros não afetarão essa desvalorização. Prova disso é que, de 2003 a 2007, o Fed elevou os juros de 1% para 5,25%, e o dólar seguiu em queda livre perante o resto do mundo, consequência das desastrosas políticas daquele governo.

    E é exatamente essa carestia (e a subsequente desvalorização do dólar) o que afetará as exportações americanas, como já repetidas vezes explicado por este Instituto.

    A empiria comprova a boa teoria: desvalorizar o câmbio piora a economia e reduz as exportações

    O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade

    Portanto, ele acertou nas consequências, mas errou na explicação da causa.
    Estranhamente, essa parte ao final me passou despercebida. Peço desculpas. E obrigado por me chamar a atenção para isso.
  • anônimo  18/03/2017 23:53
    Blz Leandro, eu vi essa incoerência mas queria confirmar. Obrigado
  • Júnior Leite  21/03/2017 15:03
    Vejam essa reportagem do Esporte Espetacular: A Fonte Secou

    98% do dinheiro que abasteceu o esporte olímpico veio da mesma fonte: Governo Federal, e um ralo chamado MÁ GESTÃO.


  • Eduardo R., Rio  19/11/2018 00:42
    Os erros de Krugman, por Samuel Pessôa.
  • Andarilho  09/04/2019 18:02
    Krugman é SÓ um Prêmio Nobel de economia... e o Samuel Pessoa ? E o Mises ? E o Helio Beltrão ? E o Leandro Roque ?

    kkkkkkkkkkkkkkk


    É engraçado ver a desonestidade intelectual desse site para com um prêmio Nobel de economia.

    São oportunistas e desleais no debate.

    Aprovam só o comentário que lhes convém e deturpam a narrativa com essa ideologia bestinha austríaca.




  • Exterminador  09/04/2019 18:34
    "Krugman é SÓ um Prêmio Nobel de economia"

    Hayek também. E ele é contrário a Krugman em tudo. E aí?

    Ah, sim, informaçãozinha básica para você: não existe "Nobel em economia". O grande empreendedor sueco Alfred Nobel nunca patrocinou nenhum prêmio para a ciência econômica, e o comitê criado em sua homenagem (com o patrimônio que ele deixou) nunca concedeu nenhum prêmio desse tipo até hoje. O que existe é um "Prêmio para as Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel". Mas ele é patrocinado pelo Banco Central da Suécia.

    Prêmio Nobel genuíno é para literatura, medicina-fisiologia, física, química e estabelecimento da paz.

    O "Nobel" de economia, vale repetir, é determinado por burocratas do Banco Central da Suécia, que utilizam o nome de Alfred Nobel.

    "e o Samuel Pessoa?"

    Hein?! De onde surgiu esse nome?

    "E o Mises?"

    Morreu em 1973. O prêmio dado a Hayek, em 1974, foi em sua homenagem.

    "E o Helio Beltrão?"

    Não é economista; é engenheiro.

    "E o Leandro Roque?"

    Até onde sei, nunca postulou, mesmo porque não perde tempo lambendo botas na academia (impossível ganhar qualquer prêmio, por mais insignificante que seja, se você não é um lambe-botas na academia).

    "kkkkkkkkkkkkkkk"

    Hahahahaha! (É assim? Fiz certinho?)

    "É engraçado ver a desonestidade intelectual desse site para com um prêmio Nobel de economia. São oportunistas e desleais no debate."

    Qual foi a desonestidade? Qual foi a deslealdades? É só refutar. Fazer beicinho, dar chilique, afetar indignação e dar um show de faniquito estão longe de ser uma réplica. Nem mesmo o "Nobel" Krugman levaria você a sério.

    "Aprovam só o comentário que lhes convém e deturpam a narrativa com essa ideologia bestinha austríaca."

    Qual narrativa foi deturpada pela "ideologia bestinha austríaca"? aliás, se é este o adjetivo, então deveria ser facílimo refutá-la. Por que não tentou?

    Ah, sim, entendi: você na verdade jura que esta sua síncope já é em si a refutação, certo? É, de fato, foi poderosa. Dá até pra fechar o site...
  • SrGorski  09/04/2019 19:00
    Os caras esquecem que aqui não é Facebook e vem falar bosta e levam cada invertida!
    Chega a dar dó
  • L Fernando  09/04/2019 22:29
    E pensar que o LULA tava sendo cogitado para um desses Nobel a dias atrás ,e isso na cadeia.
    Deveria ser para coroar a tese de como transformar milhões em otários e analfabetos funcionais.
  • Humberto  09/04/2019 18:51
    E quando o Krugman disse que a solução para a economia americana era o país ser invadido e destruído por ETs? Segundo ele, isso faria o governo ter de gastar muito com infraestrutura, o que imediatamente tornaria todos mais ricos!



    Se eu tivesse um Nobel e me visse na companhia de um sujeito assim, eu imediatamente devolveria o "prêmio" e ficaria morrendo de vergonha por saber que eu já fui agraciado por algo assim.

  • Sérgio  09/04/2019 20:08
    O pior de tudo que eu ví ele defender foi death panels.
  • Estado o Defensor do Povo  10/04/2019 02:03
    Galera tenho uma pergunta, teríamos documentos conprobatórios de identidade no ancapistão? Algo que impeça de eu me passar por outra pessoa, ou não precisaríamos? Porque o que a gente tem hoje é RG, CPF, os documentos assinados pelos burocratas do cartório ..., enfim, é só documento do nosso Grande Estado Parasita.

    E também outra pergunta, por que a gente vive tirando infinitos documentos aqui no Brasil e todo lugar que eu vou eles pedem todos eles juntos? Tipo tem RG, CPF, Título de Eleitor, Certidão de nascimento, Carteira de Trabalho, comprovante de residência, blablabla, e quando eu vou querer fazer alguma coisa muitas vezes tem que apresentar RG, CPF, Certidão ...., Não bastaria, digamos, o "número do cidadão"? E todo tipo de informação que o Estado se interesse sobre mim, como se eu sou de maior, onde eu moro, minha remuneração, minha zona eleitoral, minha esposa e etc, tudo, TUDO isso o governo poderia saber através do meu "número do cidadão".
  • Rene  10/04/2019 12:48
    Se perguntar isso para um Keynesiano, provavelmente ele vai dizer: "Ah, mas é porque o governo não gastou o suficiente. Traz a olimpíada de inverno para o Rio, e faz vários frigoríficos no entorno para que estes produzam o gelo necessário para a realização dos esportes. Garanto que a economia da cidade e do estado vão bomar"
  • Mauro  10/04/2019 15:50
    Porque as Olimpíadas no Brasil serviram para desvio de dinheiro público e superfaturamento (basta ver que tem várias obras da época que ainda não concluídas e não se sabe quando serão concluídas).

    Por outro lado, vai pesquisar sobre as mudanças que ocorreram Barcelona, com os Jogos Olímpicos de Verão de 1992.

    Deixo uma reportagem da BBC para vocês:

    www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2012/04/120418_barcelona_olimpica_pai

    Deixo também um video para vocês:



    Enquanto o Brasil continuar tendo a cultura da malandragem e do jeitinho nada vai funcionar aqui.
  • Humberto  10/04/2019 16:23
    "Desvio de dinheiro público e superfaturamento" não alteram o fato de que este dinheiro foi gasto na economia. O dinheiro não some, nem tampouco reais são enviados para o exterior (reais não circulam fora do Brasil, eles são apenas trocados por moeda estrangeira; a totalidade dos reais continua aqui dentro).

    Portanto, coloque o superfaturamento que quiser e inclua quantos desvios forem possíveis: ainda assim, este dinheiro está sendo usado dentro do Brasil. Ele apenas mudou de mãos: foi retirado dos pagadores de impostos e foi direcionado a empreiteiras e políticos, que gastaram a rodo.

    Segundo Keynes e Krugman, era para isso ter gerado boom econômico. Não interessa em que o dinheiro é gasto; interessa que ele seja gasto. Não interessa que haja corrupção, desde que o dinheiro "esteja girando" (não precisa acreditar em mim, não. Veja o vídeo dele sobre a invasão alienígena). E, no caso da Olimpíada e da Copa do Mundo, convenhamos que parcimônia não foi a característica: o dinheiro "girou" a rodo. E não só não houve crescimento, como houve total colapso.

    Teoria fracassada.
  • Pobre Mineiro  10/04/2019 16:33
    Isso ocorreu no mundo inteiro.

    Nenhuma copa do mundo deu lucro, nenhuma olimpíada deu lucro (exceto a de Los Angeles, devido à outros fatores, se não me engano)

    Copa do mundo e Olimpíada é circo para o gado, são eventos caríssimos e que só dão prejuízo.

    Um casal de velhos alemães amigos meus, que já morreram, me disseram que a olimpíada de Munique (1972) foi o maior prejuízo. (isso sem falar naquela merda que deu, o massacre de atletas israelenses.)
    A copa do mundo da Alemanha foi outro prejuízo. (ainda que uma pequena fração do prejuízo aqui.)

    Um casal de japoneses que eu conheço, já estão prevendo que as instalações da olimpíada de Tóquio terão o mesmo fim que as da olimpíada de Pequim. (e aposto que eles estarão certos)

    Já ouvi falar que tem países ricos recusando esses eventos, e de fato nenhum governo minimamente responsável aceitaria um evento desses no seu país.
  • Paulo Henrique  10/04/2019 21:12
    Os novos keynesianos dizem que gastos em infraestrutura é melhor, pois, reduzem os custos de logistica. Assim, ao invés de estimular a economia com piramides ou invasão alienígena, eles dizem que em infraestrutura existe retornos reais. Eu realmente não consegui refutar esse argumento de uma forma convincente, haja visto que infraestutura realmente é necessário
  • Jorge  10/04/2019 22:43
    Além do artigo acima, que já responde tudo, ver também este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2755
  • Assessor de deputado  11/04/2019 01:18
    No Brasil este argumento é facilmente justificável quando invocado de maneira genérica pois aqui falta simplesmente quase tudo, uma viagem pelas estradas de MG tem velocidade média mais baixa do que em estradas nos Andes colombianos, uma encomenda de uns 500g saindo de Bogotá até uma isolada localidade de prospecção de petróleo na amazônia colombiana leva 3 dias ao custo de 2 dólares enquanto um PAC entre SP RJ leva os mesmos 3 dias ao custo de quase 5 dólares e muitas outras mazelas.
  • Alfredo  11/04/2019 13:31
    É interessante que você citou estradas ruins (estatais) e Correios (estatais) como exemplos de fracassos do estado que necessitariam de ainda mais estado para corrigir estes fracassos do estado.

    Assim, realmente, é gostoso. Cada fracasso estatal é utilizado como justificativa para haver ainda mais estado.
  • Rafaella Souza  11/04/2019 01:18
    Vou fazer-lhes algumas perguntas, espero que me respondam com educação e me corrigir se eu estiver errada.
    Se o estado realmente é descrito de maneira nefasta pelos libertários (coisa que qualquer ser humano concorda, incluindo eu), a quem realmente o estado serve? Ao povo, ou aos interesses privados, sejam corporativistas ou não? Mas como é que fica a questão dessa tentativa de planificar o poder do estado ao meio privado? Isso soa como redundante? O estado não seria a aprovação que o meio privado almejava e conquistou de forma "legítima"? Se o estado cair fora, quem vai assumir esse poder, já que a tendência é de haver outra concentração de poder? Se alguém me explicar, ficarei agradecida.
    O estado para mim é uma legitimação dos poderes que o setor privado almejava.
  • Carlos  11/04/2019 13:28
    O estado serve para proteger, manter e garantir os interesses dos funcionários públicos e para proteger, manter e garantir os interesses dos megaempresários amigos de políticos. Tudo o que o estado faz que é considerado aparentemente positivo (obras públicas, por exemplo) é para garantir ganhos a megaempresários (empreiteiros) ligados ao regime.

    Para bancar essas atividades, ele espolia, confisca e ameaça de morte os pequenos e médios empresários, os trabalhadores informais e todos os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada.

    E, para impedir levantes, ele distribui esmolas a exército de miseráveis.

    Pronto. Quando destituído de todo o seu mantra politicamente correto, é exatamente isto o que o estado faz. Todo o resto é propaganda e tergiversação.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2814

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2734

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2871

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2809

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2737
  • Rafaella Souza  12/04/2019 22:37
    Esse organismo parasita chamado estado, é mais uma legitimação do capital perante a sociedade. A relação capital e estado não é antagônica, mas simbiótica. É uma falácia que o estado através de impostos seja o grande vilão do capital, a medida que esse impostos são repassados para a classe trabalhadora e também através produtos ao mercado consumista. Também podem ser abatidos e receber subsídio do estado. O grande vilão do capital se chama concorrência desleal, prevista pelo próprio sistema, entre grandes empresas em desfavor das pequenas .
    Essa teoria não passa de uma espécie de "Comunismo para empresários" , que objetiva condições iguais e planificadas , a fim de reduzir essa fossa abissal entre grande capitalista e pequeno.?
  • Jairdeladomelhorqptras  11/04/2019 16:39
    Cara Rafaella,
    A tua afirmação "que o estado é a legitimação dos poderes almejados pelo setor privado" está bem de acordo com os ensinamentos por nos recebidos nas universidades. A Revolução Francesa de 1789 seria o exemplo cássico da ascenção da burguesia em detrimentos de determinasa classes (nobres e religiosos).
    Até aí, está tudo mais ou menos bem conceitualmente (mas nem tenho muita certeza disto). Por exemplo, durante algum tempo (séculos XVII e XVIII) a Estado Holandes nada mais foi que uma associação de mercadores.
    Agora, de acordo com a resposta do Carlos, vemos que a diferença em relação a situação atual é mínima. O estado continua servindo a sua burocracia e os grandes empresários. E para isto é vampiro de todo o resto da população.Não há muita diferença entre a tua afirmação e o estado atual das coisas.
    Abraços
  • Flamengo  12/04/2019 13:42
    Os empreendedores talentosos preferirão investir para vender no futuro para um classe média em processo gradual e contínuo de empobrecimento e de endividamento (ver notícias sobre o assunto nos endereços abaixo transcritos) ou preferirão, diante da garantia dada pelo poder público de pagamento de juros reais com taxas superiores ao crescimento econômico do país, aplicar em títulos do governo?

    www.bbc.com/portuguese/geral-47882648

    brasil.elpais.com/brasil/2019/04/10/economia/1554852737_287760.html
  • Renato A. Laguna  13/04/2019 12:12
    O manual keynesiano é uma receita para sair da "armadilha de liquidez", que é uma situação de excesso de poupança + câmbio fixo com conversibilidade ilimitada (padrão ouro) + deflação + juros muito baixos.

    Nesta situação, a proposta Keynesiana é que o governo se endivide para absorver o excesso de poupança.

    Nada disso se aplica ao Brasil.
  • anônimo  03/06/2019 19:49

    "O que Paul Krugman e os keynesianos têm a dizer sobre a implosão olímpica do Rio?"

    Resposta: Não houve gastos governamentais e planejamentos suficientes.

    * * *
  • Emerson Luís  23/06/2019 20:30

    "O que Paul Krugman e os keynesianos têm a dizer sobre a implosão olímpica do Rio?"

    Resposta: Não houve gastos governamentais e planejamento central suficientes.

    * * *
  • Lucas   03/07/2019 01:36
    Keynes continua atual e bem fidedigno. O problema no caso do estado do Rio de Janeiro é que não se gastou em coisas que realmente fossem públicas e o dinheiro não circulou. Hoje se sabe que tudo o que foi feito no Rio de Janeiro teve um acréscimo de 1100% que foi para o bolso de alguém, seja esse alguém pessoa jurídica ou física. Logo, o governo gastou mas esse dinheiro não circulou, tudo foi desviado e não aplicado diretamente na economia. Keynes estava e está certo ele só não previu o Brasil nessa teoria.


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