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Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade
Esta “mágica” só é possível, e funciona perfeitamente, quando há liberdade

Não existe nenhuma fábrica ou montadora de automóveis na Nova Zelândia. E nem no Chile.

Há muito tempo sua população deixou claro, por meio de suas preferências de consumo, que não queria que o país consumisse recursos escassos — mão-de-obra e matéria-prima — fabricando estes bens de consumo.

Sua população prefere que sua mão-de-obra e seus recursos escassos sejam destinados à produção daqueles bens e serviços em que eles realmente são bons e competentes.

Em termos técnicos, isso se chama divisão do trabalho (cada um se especializa naquilo em que é bom) e vantagem comparativa (faço aquilo em que sou melhor que os outros).

Mas agora vem o fato realmente curioso: mesmo sem ter nenhum fabricante de automóveis em seu território, há 837 carros para cada 1.000 habitantes na Nova Zelândia. Isso significa que sua população é a quarta mais motorizada do mundo (à frente, inclusive, da Itália e muito à frente da Alemanha e da Suíça).

Já no Chile, os números são mais modestos. Há 230 veículos por 1.000 habitantes, o que coloca o país na 66ª posição (dados defasados de 2015). Ainda assim, o país está tecnicamente empatado com o Brasil, que está na 49ª posição (dados atualizados de 2020) e possui nada menos que 17 montadoras.

Qual o segredo?

O milagre da transubstanciação

Basicamente, se quiserem ter carros, Nova Zelândia e Chile têm duas opções: ou eles montam fábricas voltadas exclusivamente à produção de automóveis ou eles simplesmente extraem do solo todos os carros que querem, já montados e prontos para uso.

Ambos os países, inteligentemente, optaram pela segunda alternativa.

Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia: primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são a matéria-prima da qual os carros são feitos. Após alguns meses, as vacas e as ovelhas crescem. Ato contínuo, ele extrai leite das vacas, corta sua carne e tosa o pêlo das ovelhas. O leite se transforma em vários derivados. A vaca se transforma em carne. O pêlo da ovelha se transforma em lã. Esses três produtos são embarcados em navios. Os navios vão para a Ásia, para as Américas e para a Europa. Após alguns meses, os navios reaparecem com Toyotas, Ford Rangers, Mitsubishis, Nissans e Mazdas dentro deles.

Eis como um carro é fabricado no Chile: primeiro, mineiros escavam minas de cobre e agricultores cultivam parreiras. Cobre e uva são as matérias-primas das quais os automóveis são feitos. Após algum tempo, as uvas crescem e o cobre é extraído do solo. O cobre e as uvas são embarcados em navios. Os navios vão para a Ásia, para a América do Norte e para a Europa. Após alguns meses, os navios voltam com Chevrolets, Mazdas, Fords, Kias, Toyotas, Nissans e Hyundais dentro deles.

Assim funciona a mágica produção de carros nestes dois países. Eles exportam produtos e, com o dinheiro dessa exportação, importam automóveis.

Eis a principal pauta de exportação da Nova Zelândia: laticínios, ovos, mel, carne, lã, madeira, frutas, nozes, bebidas e peixes.

Eis a principal pauta de exportações do Chile: cobre, uvas, peixes, vinho, polpa de madeira e fertilizantes.

Em troca desses bens simples, os neozelandeses e chilenos recebem carros, caminhões, máquinas, equipamentos, petróleo, aviões, eletroeletrônicos, têxteis, plásticos, produtos químicos, aços e borrachas.

Eu diria que é um ótimo negócio. E extremamente conveniente.

Tecnologia pura

O comércio internacional nada mais é do que uma forma de tecnologia mágica, que converte bens que você produz em bens que você não produz. Se você se especializa na produção de um bem, e adquire uma vantagem comparativa na produção deste bem, você conseguirá obter qualquer outro bem que deseja.

Essa é a mágica da especialização e da divisão do trabalho. Por poderem comprar carros (e praticamente quaisquer outros produtos) baratos do exterior, os chilenos e neozelandeses se concentram naquilo que sabem fazer melhor, e deixam para os outros a árdua tarefa de montar seus veículos. Eles já perceberam que é muito mais negócio simplesmente importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para tentar fazê-los por conta própria, algo em que eles não são bons. Eles sabem que isso não seria inteligente. Eles entendem a lei das vantagens comparativas.

Em vez de sofrerem de delírios megalomaníacos, acreditando que devem tentar produzir de tudo, os chilenos e os neozelandeses simplesmente entenderam que há produtos que podem ser mais bem produzidos no exterior. Os automóveis são um destes.

O fato de que há países chamados Japão, Coreia e Estados Unidos, com pessoas e fábricas, é totalmente irrelevante para o bem-estar de neozelandeses e chilenos (e também de irlandeses, suíços e islandeses, cujos países também não possuem montadoras). Em termos práticos, tais locais podem ser vistos como gigantescas máquinas misteriosas que convertem laticínios, lãs, uvas e cobres em uma variedade de produtos que desejam.

Atrapalhando tudo

Agora, imagine que os governos destes dois países resolvessem "estimular a indústria nacional" tributando pesadamente os carros importados com o objetivo de criar uma "grande e forte" indústria automobilística local.

Quais seriam as consequências?

Em primeiro lugar, há o fato óbvio de que, se Chile e Nova Zelândia passarem a tributar pesadamente as importações de automóveis do Japão, da Coréia e dos EUA, estes países iriam retaliar e iriam também tributar pesadamente as importações de produtos chilenos e neozelandeses.

Consequentemente, não apenas toda a população estaria em pior situação (todos os produtos agora estariam bem mais caros), como ainda os próprios exportadores da Nova Zelândia e do Chile seriam prejudicados, pois agora seu mercado consumidor estaria reduzido.

Mas e se não houvesse retaliações? Ainda assim, as vítimas seriam as mesmas.

Para começar, a população da Nova Zelândia e do Chile agora estaria privada de obter carros baratos. Isso seria um ataque direto à sua mais essencial liberdade, que é a liberdade de escolha. Seus salários agora valeriam menos. As pessoas trabalhariam, mas não teriam o direito de usufruir seu salário em sua plenitude, pois o governo agora encareceu artificialmente a aquisição de um bem.

Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros.

Os preços de todos os recursos subirão, inclusive a eletricidade. Consequentemente, os custos de produção também subirão. Ato contínuo, os próprios exportadores terão de subir seus preços, o que poderá afetar suas vendas. Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de toda a população.

E tudo isso será ainda mais acentuado pelo fato de que, por não terem expertise nessa área e por operarem sob uma reserva de mercado, as indústrias automotivas destes países não terão motivos para serem eficientes. Isso elevará ainda mais o desperdício de recursos escassos, intensificando a alta de custos e dificultando ainda mais a vida dos outros produtores e exportadores.

Qual foi o ganho líquido para a população deste país? Exato, nenhum.

Qualquer política governamental criada para favorecer um setor é uma política que irá inevitavelmente prejudicar vários outros setores. No mercado, nenhuma distorção criada artificialmente passa impune.

No exemplo acima, uma tributação sobre (ou mesmo a proibição de) carros importados representou uma tributação sobre (ou mesmo a proibição de) vários outros produtos exportados. Se o governo decide proteger um setor, inevitavelmente ele prejudicará outro setor.

Conclusão

Decidir se um país deve ou não produzir carros por conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode determinar se um empreendimento é sensato ou não.

Havendo um sistema de preços livres, ele irá selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.

Em alguns países — como Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é grande.

Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho.

Como consequência, todo o país está mais pobre, e muito aquém do seu padrão de vida potencial.

Quer ter um padrão de vida alto, com acesso pleno e barato aos melhores produtos do mundo? Defenda o livre comércio.


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Miguel Oliver  26/01/2017 12:52
    "Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia: primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são matéria-prima da qual os carros são feitos".

    Me assustei quando li este trecho. Felizmente, li até o final do paragrafo. Rendeu uma ótima gargalhada.

    Ótimo texto!
  • Anderson  26/01/2017 23:10
    Mas economia é isso. É que o dinheiro, principalmente quando tem sua oferta aumentada artificialmente, nos ilude. Economia é essa constante troca de bens ou serviços; os indivíduos, através de negociações, conseguem precificar mercadorias e trocá-las umas com as outras. O dinheiro - seja ele cédula, ouro ou qualquer outro representativo - é apenas a representação do valor que as coisas possuem, e é por isso que ele foi/é importantíssimo na história da humanidade, pois nos possibilitou a troca de produtos sem a necessidade de possuirmos/carregamos os produtos que produzimos a fim de trocá-los com outros.
  • Bruno Figueiredo Medeiros  07/08/2018 21:49
    É verdade amigo! O uso de papel moeda nos faz esquecer como tudo realmente funciona! O pior é que ainda usam-no para desfavorecer a população. Temos que tirar esse agente que existe entre nossas negociações, atrapalhando-nos e tirando nossa qualidade de vida...
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 11:03
    o começo parece até discurso da dilma, mas, mto bem humorado o texto como vc disse
  • anônimo  20/01/2021 12:56
    kkkkkkkkkkkkkkk eu também assustei
  • Getulio Ribeiro  26/01/2017 12:58
    Sensacional este artigo! Um dos melhores do site.
  • Vinicius  26/01/2017 13:00
    Ótimo artigo, deveria ser uma leitura obrigatória para a população desse triste país sem futuro.
  • Rodrigo  26/01/2017 13:02
    Didático, simples, inteligente e estupendo.
  • Pedro  26/01/2017 13:02
    ARDAM!
  • um dois  26/01/2017 13:09
    Pequena correção: Polpa não poupa.
    Bom texto.
  • Sensacional  26/01/2017 13:15
    Excelente artigo.

    Me digam uma coisa, o Trump já disse se a favor de uma desvalorização do dólar, e Krugman também é adepto de tal perda do poder de compra, logo por que Krugman vive atacando Trump?

    www.businessinsider.com/paul-krugman-trump-mentally-ill-2017-1
  • Alfredo  26/01/2017 13:33
    Porque os iguais se repelem.
  • anônimo  26/01/2017 16:14
    Democracia foi um erro.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 13:37
    Não compro carro zero KM porque pude ver que há muito imposto embutido nele. Um conhecido meu pagou há dois anos o valor de R$ 38K num Onix, sendo que na nota fiscal a carga tributária informada estimada foi de R$ 15K. Uma vergonha.
    O que eu faço? Me vingo, simplesmente deixo de comprar carro e vou comprando títulos no Tesouro Direto LFT que me rendem juros, já que prefiro receber grana dos impostos que o povão paga a ter que eu ficar bancando o governo.
    É moral o que faço? Do ponto de vista nosso aqui, é imoral. Porém são essas regras dentro de um contexto já injusto e opressor, e vou me beneficiando disso, cinicamente. Espero um dia haver segurança jurídica e liberdade para empreender e livrar-me do medo da falência e dos impostos!
  • Matheus  26/01/2017 15:33
    No Krav Magá aprendei que quando se luta contra um agressor maior e mais forte, você pode e deve usar de quaisquer técnicas ilegais para se livrar da agressão.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 17:08
    Acabei de pesquisar sobre, muito interessante, nem sabia q existia.
  • Felipe Lange S. B. S.  26/01/2017 20:41
    Complicado mesmo tentar empreender nesse cenário de horror que é o Brasil. Eu mesmo estou tentando fazer algo próximo a isso e já estou com dificuldades graças ao estado.
  • moser005  24/10/2017 01:07
    São verdadeiros comentários que me divirto aprendendo. Fantástico...
  • esron  10/02/2017 18:27
    porra bixo cade o botão de curtir!?
  • Alexandre  26/01/2017 13:44
    Aqui o Leviatã devora os carros, as uvas, os bovinos, os laticínios...

    Não adianta querermos ter competitividade no mercado global sendo açoitados por essa classe de parasitas burocratas que espolia quem produz. Poderíamos nos beneficiar da divisão internacional do trabalho se não fossemos uma economia tão engessada.

    Vamos trocar bananas por bananas com impostos.
  • Maicon Macêdo  26/01/2017 13:57
    Sem falar da baixas tarifas de importação, inexistência de IPVA e o custo de transferência ser de 15 dólares neozelandeses, que pode ser feito em qualquer agência privada dos correios de lá, em questão de minutos, com mero formulário.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 15:01
    Dá nojo dessa burocracia em que vivemos. Pra tudo tem papelada, morosidade, requerimentos, reconhecimento de firmas, carimbos, tudo é travado, engessado, dificultado.
  • Andre  26/01/2017 18:47
    O Brasil é como alguém que morreu, você não pode fazer nada, apenas aceitar.
  • lucas  26/01/2017 14:52
    nao querendo ser esquerdista,mas automóveis e outros bens manufaturados têm custo superior em relação a ovelhas,cobre ou matérias primas, o que além de afetar o equilibrio da balança comercial desses países,pode ocasionar graves danos ao meio ambiente como é exemplo tem se o caso do Chile em relacão a mineracão de cobre para a exportação,que,em algumas áreas,tem reduzido a disponibilidade de água potável,ou seja,acredito que o livre mercado realmente dê certo,mas é necessário,sobretudo,que haja regulamentações que visem a proteger o meio ambiente,caso contrário,não restarão nem austriacos,keyneisanos,leberais ou marxistas na mesa de debate
  • Moura  26/01/2017 16:07
    Não é nem esquerdismo. No seu caso é idiotismo, mesmo.

    Primeiro você diz que produzir carros é pior porque é mais poluente. Mas aí, logo em seguida, diz que não há nada pior do que a produção de cobre, pois isso deixa o mundo sem água (!).

    Sobre essa falácia da balança comercial:

    Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?

    E sobre recursos naturais:

    "Estamos destruindo a terra e o governo tem de fazer algo!" - ou será o contrário?

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Uma cartilha sobre recursos naturais e o meio ambiente

    Como o mercado leva a uma exploração racional dos recursos naturais

    Nosso frágil planeta
  • Paulo  27/01/2017 01:33
    Para que ofender?
    Se o cara falou algo errado basta corrigir e melhorar o ponto de vista.
    Chamar alguém de idiota não aumenta sua capacidade moral ou intelectual.
    Nosso frágil planeta, texto muito bom. Li agora.

    Abraços!
  • Luciano  21/01/2021 13:28
    Verdade.
    Mania de querer lacrar (ou mitar, que dá no mesmo)...
  • anônimo  17/01/2021 17:00
    Tbm acho,pra que ofender o outro comentarista?Um artigo de alto nivel desses,todos os cementarios de alto nivel tbm,tem q vir uma aqui pra bagaceirar?Vai comentar no g1 entao.
  • Ze do Embau  17/01/2021 17:06
    Gostei muito do artigo,parece logico,mas so discordo q na parte do pais nao ter industria e depender do do agro.Pelo menos precisa ter industria de coisas basicas,senao o pais fica dependente dos paises q tem industria movida por trabalhadores escravos(AONDE?).E a agricultura emprega pouca gente,precisa ter empregos nas cidades,e tem gente q nao gosta de trabalhar no campo ou em minas,tem gente q gosta de construir coisas e inventar.Minha opiniao he q o pais tenha uma economia diversificada,sem esse estatismo asqueroso q tem na banania.O bom exemplo disso sao os USA.O Brasil poderia ser q nem os USA,se nao tivessemos esse povo malandro e gado q se deixa explorar por essa mafia de politicos.
  • Fernando  17/01/2021 18:10
    Já ouviu falar em investimento estrangeiro direto? Já ouviu falar em investimento estrangeiro em portfólio? Já ouviu falar em fluxo de capital externo?

    Tudo isso permite importação. Basta o país ter uma economia arrumada é um governo sério, que tudo isso ocorre.

    Explicado aqui.
  • Ex-microempresario  17/01/2021 19:23
    Zé do Embau, a questão é meio que semântica. "precisa ter" significa exatamente o quê?

    Se significa "seria bom que conseguissemos fazer isso", eu concordo plenamente.

    Se significa "o governo deve fazer uma lei para ter", eu discordo e acho que é a receita para o país não dar certo.

    Quando o governo proibe importação e obriga todo mundo a comprar um produto nacional caro e ruim em nome de "gerar emprego" e "proteger a indústria" e sei lá mais o quê, prejudica todo mundo.

    Para ver um caso extremo, veja o que fizeram com a informática nos anos 80. Coisas que nos EUA você encontrava em ponta de estoque, custando 500 dólares, aqui era vendido como primeira linha por 5000.
  • Economista da FGV-SP  26/01/2017 15:41
    Essa ''mágica ortodoxa'' funciona até a primeira crise mundial que derrubar os preços das commodities e levar o país a uma crise no balanço de pagamentos.

    Se o Brasil continuasse como estava nos anos 80, seríamos uma potência industrial. Bons tempos aqueles...
  • 4lex5andro  26/01/2017 18:20
    Bons tempos de hiperinflação e recessão ? De jeito nenhum, e não é preciso explicar muito o porque.
  • Economista da FGV-SP  26/01/2017 19:39
    Bons tempos porque nós tínhamos uma estrutura industrial bem próxima dos países desenvolvidos e não à toa fomos um dos países que mais recebiam investimentos diretos. O que faltou foi o salto da 3º revolução industrial, muito por culpa de terem matado a indústria da informática --mais uma herança maldita dos anos 90.

    A hiperinflação foi um fenômeno social muito sério, mas nada que impedisse o crescimento.
  • Ex-microempresario  01/04/2017 19:26
    Só para constar: a indústria brasileira de informática nunca existiu. O que existiu foram empresas amigas do governo que tinham licença para importar componentes sem imposto para fabricar cópias de computadores estrangeiros.
    Talvez o único computador que se possa dizer que foi desenvolvido no Brasil foi o Cobra 500, que foi projetado na PUC do Rio de Janeiro, lançado em 1980 e que permaneceu no mercado, praticamente sem evoluções, até 1991, aproximadamente.
    O Brasil nunca produziu comercialmente um único circuito integrado, nem conseguiu fabricar uma única unidade de disco que não dependesse de componentes importados.
  • Andre  26/01/2017 18:44
    Quem tem crise no balanço de pagamentos é o governo, que não consegue fornecer uma moeda saudável que os investidores desejam adquirir e gasta preciosos dólares importando insumos pra uma indústria que sequer deveria existir.
    Países abertos ao comércio não temem crises, foi a recessão mundial do inicio dos 80 que forçou o Chile a diversificar sua pauta exportadora, colocaram em larga escala a salmonicultura, os baixos preços do cobre dos anos 90 levaram os chilenos a profissionalizarem seu cultivo de uvas, e hoje estão entre as mais desejadas do mundo, estão em outra crise por lá agora, aquele esperto povo com leis simples e liberdade econômica encontrarão outro produto para virar referência mundial daqui 20 anos.
  • Mendonça  05/05/2017 07:50
    Moro na Nova Zelândia e de bobo...não tem nada, há milhares de profissionais de IT aqui centenas de startups...A indústria do cinema e o turismo são Fortíssimos....
  • Skeptic  26/01/2017 15:58
    A teoria das vantagens comparativas de David Ricardo existe há uns 2 séculos, mas parece que a economia é a área onde boas teorias caem o tempo todo e o charlatanismo prevalece.
  • Leandro Campos  26/01/2017 16:19
    Mais claro que isso só desenhando. Tem uns aí que vão precisar, alguém se habilita? rss
  • Paulo de Assis  26/01/2017 16:51
    Aqui não é assim!
    No artigo tudo parece tão lógico e certo que dá a impressão de que o diferente disso é simplicidade idiótica.
    Mas o grande diferencial, o "ser bom" nesta indústria, é uma forquilha de capacidade de desenvolvimento e de lucratividade.
    A VW inaugurou a corrupção institucionalizada no Brasil, o estado fechou os olhos e isso não foi por acaso. Não temos nenhuma industria brasileira, pagamos os olhos da cara por carroças de marcas que remetem mais valores às matrizes que Chile e Zelândia comprando.
    Temos os maiores impostos do mundo para estes produtos e isso não é para proteger mercado.
    O artigo é ótimo, mas não se aplica ao Brasil. Aqui ninguém pensa no país ou no povo. Lembro as ovelhas idiotas da fazenda dos Bichos que repetiam 'trabalharemos mais ainda', sem entender que eram realmente boas em aceitar tudo e pagar cada vez mais por cada vez menos.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 17:39
    Eu percebi no convívio com as outras pessoas que o carro é mais símbolo de status e ascensão social, não importanto o quanto elas paguem por carros populares.
    Elas acham normal pagar tudo isso num carro, mas o que elas não conhecem é o nefasta cobrança por substituição tributária. A pessoa compra achando que não tem imposto ali.
    Ainda, percebo que as pessoas pagam IPVA e taxas automaticamente, sem questionamento, elas sentem vergonha de reclamar desse imposto. Ou seja, o IPVA e os demais impostos entraram em simbiose com o DNA do brasileiro que ele não questiona, nao reclama e ainda por cima se sente envergonhado de se indignar com impostos, com medo de ser taxado de sovina.
    Pode isso???
  • Leandro Araujo Rocha  26/01/2017 18:55
    Bem, pra mim a maior surpresa de todas ocorreu no final do ano passado. Falando com uma professora, que nem de esquerda era, fiquei boquiaberto. Ela me disse com todas as letras que se orgulhava de pagar imposto de renda. Isso mesmo, se orgulhava. Pois quando ela era isenta se sentia mal, era um símbolo de que ganhava pouco etc... Sinceramente se orgulhar de pagar imposto eu nunca tinha ouvido. Com essa mentalidade meus queridos o Brasil tá perdido mesmo.
  • Luis  26/01/2017 21:41
    Bem, acho que ela é esquerdista e não sabe e todos que conheço que pagam imposto de renda fazem a contra gosto pelo baixo retorno, pois o brasileiro médio acha ainda que atual esquema tributário é para pagar por serviços que não são prestados.
    O problema é que aina muitos insistem nessa alternativa, vide pesquisa que a maioria é contrária a venda da Petrobras, embora queiram abastecer o carro de graça.
  • Vinicius  27/01/2017 12:23
    Eu ja ouvi isso de uma professora de Direito Tributário
    Ela se orgulhava de pagar imposto, dizia que não tem coisa melhor. Pois segundo ela se ela
    paga um ipva caro e pq significa que ela tem um carro muito caro e tem condições para isso.
  • Pobre Paulista  27/01/2017 13:20
    Se esqueceu que o Brasileiro é movido à status?
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 18:44
    já vi uma esquerdopata falar que preferia pagar imposto de renda pq revertia em bolsa família para os mais pobres do que fazer caridade; isso era durante o governo da gilma, agora deve ser mais uma a tapar os ouvidos e gritar gorpi...
  • Skeptic  26/01/2017 16:54
    Sugestão de tradução: Um artigo polêmico do Richard M. Ebeling

    The "Other" Ludwig von Mises: Economic-Policy Advocate in an Interventionist World
    https://mises.org/library/other-ludwig-von-mises-economic-policy-advocate-interventionist-world
  • mauricio barbosa  26/01/2017 17:00
    Pessoal do IMB as áreas de reflorestamento e o desmatamento tem destruído o ecosistema de algumas regiões principalmente no cerrado mineiro,provocando erosão e destruição de mananciais e assoreamento de córregos,rios,até mesmo nosso querido rio São francisco está sendo assoreado pelo esgoto doméstico e rejeitos da mineração,a poluição e a exploração desenfreada tem provocado esses malefícios,gostaria de receber sugestões e alternativas para explicar esse caos ambiental,ou seja como rebater tais argumentos pois são os próprios fazendeiros que tem desmatado suas propriedades como se não houvesse amanhã e parecendo a tragédia dos comuns,as vezes fico sem resposta ou calado tentando entender a situação dentro do enfoque Austríaco-Libertário e ainda não cheguei ao x da questão,agora sei que a resposta existe,mas não consegui encaixa-la e é claro que não acredito na teoria do aquecimento global pois sei que onde burocrata e político mete a mão sai da frente que lá vem merda,então me ajudem pois detesto a explicação de sempre que a culpa é do capitalismo selvagem e dos fazendeiros irresponsáveis,apesar de as vezes concordar pois parecem mesmo uns irresponsáveis pois arrancam as árvores de mata nativa pela raiz,destruindo a recuperação da mesma e a produção de eucalipto que dizem ser a responsável pelo desabastecimento dágua em algumas localidades rurais,enfim me ajudem pois o texto fala em vantagem comparativa e ai vem os ecochatos e citam este tipo de exploração extrativista condenando o desenvolvimento da região que tem vocação para tal exploração e fonte de riquezas para exploração e até mesmo para a exportação...
  • Andre  26/01/2017 18:08
    O cerrado mineiro e acima disso é das áreas com menos capitalismo do Brasil, baixíssima produtividade, noções frágeis de propriedade privada, mínimos recursos intelectuais para desenvolvimento,violência no campo, mercados locais pouco desenvolvidos e muita bolsa família, o Brasil fracassou miseravelmente na construção de uma classe média rural, com alguma exceção no sul do Brasil.
    A solução mínima para reverter a degradação do cerrado brasileiro é:
    - Privatização e desestatização dos parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;
    - Privatizar e desestatizar todo e qualquer infraestrutura, desde pequenas estradas de terra até as poucas grandes rodovias que corte a região;
    - Reconhecer o direito de posse das propriedades de todos os cidadãos honestos que ali vivem, desde uma grande fazenda posseira até um barraco de pau a pique de 10m²;
    - Direito de posse e porte de armas, para que as pessoas protejam suas propriedades;
    - Total liberdade para o cidadão comercializar seus produtos e serviços, formalizar-se deve ser opção não obrigação;
    - Executar todos os pontos acima nas cidades da região, para que elas se desenvolvam e fortaleçam o mercado local.

  • mauricio barbosa  26/01/2017 18:40
    Andre tudo bem concordo em parte com seus argumentos,mas ai levanta-se a questão da educação,ou seja vivo ouvindo a falácia de que o libertarianismo e o anarcocapitalismo só vingaria em uma sociedade alfabetizada,como se o analfabeto fosse um coitado dependente do estado para tudo e sabemos que a Liberdade do indivíduo não esta condicionada a questões formais igual a educação,portanto não compactuo a tese de que o problema é o nível educacional das massas(Num território ancapistão o analfabeto teria prosperidade sem precisar de diplomas formais e é lógico que sou a favor de que as pessoas se alfabetizem,desde de que seja uma opção da pessoa), e para seu governo há fazendeiros por aqui que são diplomadas nas melhores universidades do Brasil e o reflorestamento é feito por empresas especializadas,engenheiros ambientais qualificados e tudo o mais e estão praticando esses crimes ambientais impunemente salvo engano,então achei seus argumentos fracos(Sem querer te ofender) e genéricos demais,lembrando sempre que o conhecimento é disperso na sociedade e problemas locais nem sempre estão ao alcance de intelectuais,é que nem eu querer argumentar acerca dos seringueiros de Xapuri-Acre sem ter base nenhuma,Leandro Roque por favor nos socorra com sua sabedoria...
  • Andre  27/01/2017 00:31
    Quem falou de libertarianismo ou anarcocapitalismo? Não sou uma pessoa criativa e sonhadora, sou apenas um homem de negócios viajado que anota tudo que vê, tudo isso que descrevi foi implantado no Peru nos anos 90, olha lá a amazônia dos caras no seu google maps, está verdinha, se tiver oportunidade de viajar por lá veja os pequenos comércios com seus produtos expostos a venda enquanto o dono tira um cochilo e você pega o produto e deixa o dinheiro em cima do balcão, tente tomar uma terra por lá como fazem nossos grileiros aqui, o verdadeiro dono lhe mostrará a mais moderna submetralhadora que Israel pode fornecer solicitando de maneira educada porém firme que saia de sua propriedade, admire os parques nacionais privatizados a beira da rodovia interoceânica, com uma população tão carente quanto a daqui em recursos financeiros e intelectuais, mas repletos de liberdade que transformam no maior crescimento de toda região amazônica e tudo isso a poucos quilômetros do Acre e Rondônia, 2 dos estados mais desmatados e violentos da mesma região.
    Antes de ficar com o papo furado de que educação é importante lembre-se:
    A Inglaterra se tornou a maior potência industrial do mundo no final do séc XIX criando o maior ciclo de riqueza da história da humanidade com 60% de analfabetismo, os EUA de 1945 se tornaram a mais poderosa, rica e influente nação já vista com 50% da população com não mais que a nossa equivalente 4ª série.

  • lorivaldo  26/01/2017 20:46
    Cara eu pego como exemplo o Parque Nacional da Serra da Capivara aqui no meu estado: O mesmo é gerido pelo Estado e sempre necessita de recursos (fizeram um aeroporto que nunca terminaram) e a cidade não possui nenhuma infraestrutura para abrigar o turismo (rede de hotéis, por exemplo). Em qualquer país sério, o mesmo renderia milhões anualmente.
  • mauricio barbosa  27/01/2017 15:44
    A solução mínima para reverter a degradação do cerrado brasileiro é:

    "-Privatização e desestatização dos parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;"

    Aqui onde moro não tem nem parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;

    "- Privatizar e desestatizar todo e qualquer infraestrutura, desde pequenas estradas de terra até as poucas grandes rodovias que corte a região;"

    Concordo

    "- Reconhecer o direito de posse das propriedades de todos os cidadãos honestos que ali vivem, desde uma grande fazenda posseira até um barraco de pau a pique de 10m²; "

    No caso especificado por mim o desmatamento de mata nativa arrancada até na raiz é feita por fazendeiros que tem o título registrado em cartório

    "- Direito de posse e porte de armas, para que as pessoas protejam suas propriedades;"

    Porte de armas também concordo

    "- Total liberdade para o cidadão comercializar seus produtos e serviços, formalizar-se deve ser opção não obrigação;"

    A produção de carvão vegetal de mata nativa deve ser liberada,mas e o desmatamento,como resolve-lo?

    "- Executar todos os pontos acima nas cidades da região, para que elas se desenvolvam e fortaleçam o mercado local."

    O mercado local já é bem desenvolvido,agora se desenvolvimento for melhoria de renda ai já não é um problema somente local,mas de política econômica cheia de restrições,regulamentações e inflacionária.

    Não acho que a Educação que o estado oferta resolve o problema,pois quem diz isto são os defensores do estatismo.

    Libertarianismo e anarcocapitalismo é a filosofia defendida pelo IMB,da qual eu compactuo,agora se você não compactuo com ela,então você é que está se enganando,dando uma de liberal...
  • Andre  27/01/2017 17:19
    Pois aguardo ansiosamente suas sugestões para o problema de desmatamento de sua região. Um sujeito anarcocapitalista acostumado a refutar o estado deve tirar isso de letra não?
  • mauricio barbosa  27/01/2017 17:35
    As vezes não meu querido sou humilde(De espirito)e é por isso que recorro ao IMB,este manancial de conhecimento em meio a uma floresta de feras e abutres.

    Só lembrando que minha birra com você não é nada pessoal,OK!!!!
  • Andre  26/01/2017 17:03
    No Chile a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta, atraindo empresas dessanilizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água:

    www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/

    É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta, Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil hab) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.
  • Juan  26/01/2017 17:15
    Ótima colocação, André. Eu particularmente considero essa questão dos preços livres a mais importante da economia. Se você for observar bem, todos, absolutamente todos os desarranjos econômicos decorrem da intervenção governamental neste sistema: dos juros ao câmbio, passando pelo próprio congelamento direto dos preços (o governo Dilma, curiosamente, praticou todos).
  • Syer Rodrigues  26/01/2017 17:19
    Leandro Roque, excelente artigo!

    Sei que não é o assunto, mas procurei algo sobre a questão do déficit previdenciário aqui no Mises, mas não encontrei. Gostaria de saber se é mito ou não essa questão.

    Abraços,

    Syer Rodrigues
  • Intruso  26/01/2017 17:44
    Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

    www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

    Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

    De resto, o que realmente importa não é a qualidade da gestão do INSS. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo. Por quê? Por causa da demografia.

    O problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada. Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.

    Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
  • 4lex5andro  31/01/2017 12:50
    Mas o que a lei diz?

    Não é nada contra a correta correspondência das receitas com suas destinações: o que é arrecadado como imposto previdenciário deve exatamente cobrir o gasto previdenciário, de forma simples.

    Um fundo privado que arrecade para seu sustento deve ser superavitário, se o tal fundo recorre a outras fontes esse não está sendo bem gerido, ou sua formatação foi um erro crasso (o que é argumentado sobre a previd. social comparada a um esquema de pirâmide).

    Mas talvez haja legislação permitindo dotações de outras receitas (como por exemplo, o citado cofins e a csll) para reforçar o caixa da previdência e logo não seria tão simples o tal argumento de déficit.
  • Marlon  15/10/2017 01:28
    Essa estratégia de dizer que a Previdência é financiada com recursos da CSLL e da COFINS é enganoso. A Constituição diz que a Seguridade Social será financiada com esses recursos, não a Previdência Social. O que é Seguridade Social? Ela é composta por Previdência Social, Assistência Social e Saúde. Tudo isso está claro no art. 195 da CF. Portanto, se querem incluir essas receitas no cálculo, devemos considerar também as despesas. Para contrapor argumento que não existe déficit, o próprio governo fez o cálculo considerando essas receitas, mas também as despesas. O déficit fica ainda maior. Pode ver na matéria no Valor.
    www.valor.com.br/brasil/4899352/deficit-da-seguridade-social-soma-r-2587-bi-em-2016-41-do-pib

    Abraços
  • Syer Rodrigues  01/03/2017 19:29
    Muito obrigado pelo comentário. Sugeriria que o Mises Brasil pudesse publicar um artigo sobre esse assunto.

    Abraços,

    Syer Rodrigues
  • Felipe Lange S. B. S.  26/01/2017 17:21
    Mais um ótimo artigo!

    Anteontem eu compartilhei esse artigo em um fórum de carros (logo vai aparecer algum desenvolvimentista que supostamente gosta de carros, mas pra protecionismo, ele abre exceção e se sacrifica), que explica justamente um período negro do mercado estadunidense, quando eles restringiram a importação na época da crise do petróleo e muitas porcarias nacionais daquele país foram empurradas para o consumidor, em contraste com os importados asiáticos e europeus. Quem conhece o mercado americano sabe que eles sempre estiveram acostumados com "barcas" de motores V8. Hoje só não tem mais por causa da legislação ambiental em cima de carros de passeio e pelo fato de parte da cultura ter mudado. Mas as picapes continuam sendo as mais vendidas, justamente as que têm essa legislação afrouxada (assim como utilitários como Chevrolet Suburban) e dão essa oportunidade para eles desfilarem com motores grandes, enquanto tomam um "copão" do Starbucks e dirigem tranquilamente.

    Vale lembrar que, apesar do Chile ter a mesma quantidade de carros per capita que o Brasil, eles têm acesso à carros bons e baratos. Chile parece não ter sido contaminado pela esquizofrenia desenvolvimentista e protecionista de Vargas, JK, milicos e do próprio PT. Protecionismo sempre vai empobrecer, mas os efeitos seriam ainda mais devastadores se aplicados no Chile, um território pequeno e que não pode passar por uma pseudo-autossuficiência.

    Eu infelizmente não vivi parte da década de 90, mas quem viveu certamente se deparou com uma avalanche de carros importados. Se tivesse continuado daquele jeito, é certo de que hoje essa pornografia não estaria acontecendo agora, mesmo nessa crise.
  • lorivaldo  26/01/2017 20:51
    Vamos agradecer, por incrível que pareça, ao Collor que abriu o mercado para importações.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 11:40
    Pois é, algo que chega à ser ridículo. Logo mais eu mando as justificativas dos caras para com o protecionismo do Trump.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 14:34
    Pois é, algo que chega à ser ridículo. Logo mais eu mando as justificativas dos caras para com o protecionismo do Trump.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 18:37
    Comprem carros semi-novos! Já são desvalorizados e portanto muito mais barato. Um Spacefox completo hoje passa dos 70k. Um civic touring custa 120k, um Golf GTI mais de 100k, uma BMW 140i quase 200k.. E por ai vai!
    Sem contar que você sai da loja, da uma volta no quarteirão e o carro já perdeu 20k de valor..

    Eu só compro usados, carro zero é pra quem pode. Se for importado então....
    Tenho um Citroen DS3 que zero hoje custa em torno de 80-90k, em 2014 comprei ele semi-novo com menos de 20 mil km, paguei 57k!! Carro novo com plástico, revisão feita e tudo certinho.
    NUNCA QUE EU COMPRO CARRO ZERO!!! Melhor forma de boicotar essa patifaria protecionista aqui!!!

    E o TRUMP com essa história de desvalorizar o dolar?

    Abraços
  • Leandro  26/01/2017 18:43
    Bom ponto. Eu também compro usado. E faço campanha aberta para que todos façam o mesmo.

    Enquanto tem gente pagando R$ 40 mil em golzinho zero pelado (só com ar e direção), há verdadeiras preciosidades em ótimo estado de conservação no mercado de usados.

    Eu tenho um Fiat Bravo T-Jet, modelo 2011, comprado em julho de 2014 em excelente estado e com vários itens de luxo (que você só encontra de série no mercado europeu). Preço: R$ 44 mil.

    À época, esse mesmo carro, com os mesmos itens, só que zero, saía por mais R$ 80 mil.

    Hoje, um Palio 1.6 zero não sai por menos de R$ 49 mil. E um Palio 1.0 básico e zero não sai por menos de R$ 39 mil.

    Compare esses carros e esses valores a um Bravo T-Jet completo e em ótimo estado por R$ 44 mil. Há alguma discussão?

    Enquanto tem gente pagando quase R$ 55 mil pra ter um Palio zero completo, o mesmo carro, mais velho, pode ser facilmente encontrado por R$ 25 mil no mercado de usados.

    E se o seu objetivo é apenas ter um meio de transporte, então por R$ 10 mil você encontra muito golzinho arrumado.

    Dá trabalho pesquisar? Dá, sim. Mas compensa. E muito.

    Quem compra carro zero no Brasil ou é muito rico ou está meio sem noção em relação ao mundo real.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 19:53
    Exatamente Leandro!

    O custo-beneficio de carro usado é completamente outro.

    O problema só fica pra quem não entende muito da área, alguém mais inocente pode acabar fazendo um mal negocio, mas como já foi refutado aqui, nada lhe impede de se informar para evitar um prejuízo, já que o prejuízo é privado, há um incentivo para que o agente não fique desinformado, compra de carros usados é um excelente exemplo pra destruir a falacia de assimetria de informação por falha do mercado.. hahahah.

    Mas voltando ao assunto, foi o que você falou, com o preço do meu carro não se compra nada que chegue ao pés, por isso que eu falo, ao invés de pagar 40k em um fox, você pode pegar ai um Ford Focus 2012 por esse preço ou um T-JET como é o seu caso.
    Ao invés de pagar 80k em um Corolla, você pode pegar um Jetta TSI 2013, até mesmo Honda Accord V6 2013.

    As vezes nem é questão de entender de automóvel, uma básica pesquisa e educação financeira já faz com que você opte por esse caminho.

    ''Quem compra carro zero no Brasil ou é muito rico ou está meio sem noção em relação ao mundo real. ''

    Exatamente, alem de pagar um absurdo por um automóvel que pouco entrega, o cara ainda sofre com a desvalorização, o meu carro por exemplo, quem tirou ele zero ano passado já ta vendendo hoje por cerca de 10 á 20 mil A MENOS!
    Tem que ser muito rico pra poder bancar isso ai...

    Abraço Fraternal!
  • Adriano  27/01/2017 03:22
    Isso vale não só pra carros, mas pra praticamente qualquer bem durável. Brasileiro, no geral, sofre de alguma desordem psíquica que o impele a gastar o pouco dinheiro que tem (quando não se endivida pra isso) em coisas que ele mesmo reconhece ser caro e sobrevalorizado.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 14:51
    Leandro tem bom gosto viu! Bravo T-Jet é o resquício italiano que restou aqui no Brasil após o fechamento das importações. Na nossa família tivemos um Mille novo, ano-modelo 2010 (se não me engano, pois compramos no começo de 2009_, mas depois do aperto tivemos que vendê-lo (acho que na época custou uns R$27 mil, mas com financiamento o custo final passava de R$35 mil). Até que em 2012 compramos um Corsa Sedan Milenium 1,0 8V ano-modelo 2002 (custou R$13,7 mil) e estamos com ele até hoje. É uma jabiraca, mas é uma jabiraca melhor que o Mille.

    Se em 2012, após esse vídeo eu passei a defender a compra de carro usado, agora eu defendo ainda mais. Os preços estão simplesmente fora da realidade. E hoje temos um exemplo de empreendedor que já está explorando esse nicho. Não tem mais desculpa pra não comprar carro usado.
  • Leandro  20/02/2017 21:26
    Sendo eu um quase engenheiro mecânico -- pulei fora no oitavo período -- tenho alguma obrigação de entender de modelos de carros e suas eventuais qualidades. Daí a opção pelo Bravo T-Jet.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Pobre Paulista  26/01/2017 19:20
    Opa, o meu é 2004, comprado em 2010. Um francezinho também (307).

    O que eu gasto de manutenção compensa e muito a economia.

    Já pensei em trocar 3x desde quando comprei até hoje, sempre que faço as contas decido ficar. Mas quando for trocar, será por outro usado também.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 20:49
    Pobre Paulista você é um cara de sorte, os franceses não tem a fama de carros duráveis.
    Só se você for um cara que trata o carro como um filho, manutenção em dia, reposição de peças verdadeiras, óleo de qualidade e etc...

    Carros mais antigos assim é recomendável os japoneses, são extremamente confiáveis, pegou fama de carros inquebraveis!

    Pode ver que quem compra uma vez Honda e Toyota compra de novo Honda e Toyota.

    Nos EUA então, esses carros dominaram o mercado totalmente, os americanos confiam de mais! Basta ver uma simples reportagem na TV dos EUA que você vê a quantidade de Toyota, Honda, Mazda e Subaru nas ruas...

    Abraços
  • Felipe Lange S. B. S.  21/02/2017 10:34
    Se você for falar da marca Peugeot em específico, ela é muito bem vista em parte do continente africano e Oriente Médio (e na Argentina). O americano gosta bastante de marca japonesa, abrindo exceção só para as picapes e utilitários (Ford F-150 lidera há mais de 30 anos as vendas) e abomina a Fiat (agora que a Chrysler e Dodge são da marca, a desconfiança aumenta mais ainda).
  • marcela  26/01/2017 18:48
    O Donald Trump mandou avisar ao IMB que odiou esse artigo. Nas palavras dele, estradas americanas devem ser ocupadas por carros americanos, os céus americanos devem ser ocupados por aviões americanos e os mares americanos devem ser ocupados por navios americanos. Arranha-céus e prédios devem ser erguidos com aço e cimento americanos. Os alimentos na mesa dos ianques devem ser produzidos nos EUA, nada de limões argentinos e laranjas brasileiras. E são as mãos americanas que devem construir a nação, nada de trabalho imigrante.

    O maior problema é que ele valoriza tudo os que os EUA produzem, exceto a moeda americana, visto que ele e seus secretários já anunciaram que querem um dólar fraco. A única coisa que deveria ser protegida com unhas e dentes era o dólar, mas é justamente o dólar que será destruído e desvalorizado. O que esperar de um presidente que acha que proteger a produção interna de frutas é mais importante do que proteger a própria moeda?
  • 4lex5andro  26/01/2017 23:01
    Um mercado livre e minimamente regulamentado é o oxigênio para a economia em qualquer país, estado ou cidade.

    Porém os Eua são um caso a ser analisado á parte, nesse link: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2614
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 12:00
    até um pato que estiver voando de outro país para os EUA, ops América tem que ser abatido por entrar sem licença
  • anônimo  26/01/2017 19:09
    Muito interessante o artigo.

    Como as pessoas irão trabalhar sem carro ?

    Se não pode importar carro ou existe altos impostos sobre a importação de carro, como as pessoas irão trabalhar sem carro ?
  • Dom Pedro XVI  01/02/2017 11:37
    as duas formas existem: "polpa" é polpa de fruta, por exemplo, polpa de tomate. E "poupa" é o presente do subjuntivo do verbo poupar (guardar, salvar): eu poupo, tu poupas, ele poupa.
  • Dam Herzog  26/01/2017 19:21
    Lembro me daquele dito antigo que diz que: "exportar é o que importa' mas no contexto de um mercado livre e desempedido.
  • Tano  26/01/2017 20:25
    "Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros."

    Não concordo com esta parte.

    O Chile é uma economia livre, se uma montadora se instala no pais e é mais negocio para o vendedor de ferro, energia, agua, etc vender pra montadora então que venda. Sempre pode se importar o que falta.

  • Guilherme  26/01/2017 22:41
    Acho que você não pegou o ponto crucial: em uma economia livre, não é o governo quem incentiva ou desincetiva a criação de empresas, mas sim o sistema de preços livres.

    Neste seu cenário, a empresa decidiu se estabelecer ali em decorrência dos sinais emitidos pelo sistema de preços, e não de uma manipulação artificial do governo no mercado. Se os sinais emitidos pelo sistema de preços sugerem que uma empresa deve se estabelecer ali, então todos ficam em melhor situação. Por outro lado, se uma empresa surge ali porque o governo lhe promete uma reserva de mercado, então surgirão todos os problemas descritos no artigo.
  • Paulo Azevedo  26/01/2017 20:36
    boa tarde instituto,

    Gostei muito do novo layout do site, mas onde está onde um dos emblemas mais bonitos
    do instituto Mises? "Liberdade, Propriedade,Paz"? Desde já agradeço a resposta para esse absurdo!!! Estou abismado com isso!!
  • Lel  26/01/2017 20:41
    Ótimo artigo.
  • 4lex5andro  26/01/2017 22:57
    Tal como na Nz , na Austrália tambem não há mais fábricas de carros. Depois da Holden (subsidiária da Gm), a Ford declinou após a queda de vendas e os altos custos da recuperação após a crise internacional de 2008.

    https://www.noticiasautomotivas.com.br/ford-encerra-definitivamente-a-producao-na-australia-apos-91-anos/

    E essas desativações aconteceram após o governo australiano NÃO ter socorrido o setor automotivo, e nem por isso a Austrália entrou em crise.
  • Carlos Neto  27/01/2017 00:12
    parabens! esse texto deveria ser transformado em video. Bem simples e didatico para alcançar todos brasileiros!
  • Vinícius Pires  27/01/2017 01:21
    Pegar essa ideia e colocar em um país de 200 milhões de pessoas daria certo? (lembre-se que o Chile tem uma população de 20 milhões)
    Caso isso fosse feito no Brasil, as vagas do setor automotivo (ex: operários da Fiat) seriam transformadas em vagas nas fábricas de suco de laranja?
    E outra, o Brasil não ficaria muito mais exposto a possíveis crises, já que dependeria mais do comércio de poucos bens? (ex: se algum grande parceiro entrar em recessão, o país venderia menos dos poucos produtos que exporta, não?)
  • Heraldo  27/01/2017 01:41
    Você deve ter lido com pressa e não pegou essa parte:

    "Decidir se um país deve ou não produzir carros por conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode determinar se um empreendimento é sensato ou não.

    Havendo um sistema de preços livres, ele irá selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.

    Em alguns países, como Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é grande.

    Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho."


    Ou seja, o artigo em momento algum diz que o Brasil deve fechar suas 10 montadoras. O artigo diz, isso sim, que elas não devem ser protegidas por tarifas de importação e que o governo não deve interferir no sistema de preços, deixando para o consumidor brasileiro a tarefa de escolher -- por meio de suas livres opções de consumo -- quantas e quais montadoras ele quer operando aqui dentro.

    Pode até ser que, com a abolição das tarifas de importação e com a não-interferência do governo, os preços dos carros caiam tanto que a demanda exploda, levando à abertura de ainda mais montadoras aqui dentro.

    De novo: quem tem de decidir o formato do mercado são os consumidores operando dentro de um arranjo de preços livres e sem interferência do governo.

    Qual o problema com essa liberdade?

    Por fim, qual o problema de pensar o Brasil como um conjunto de territórios do tamanho da Nova Zelândia e do Chile? Se o ABC paulista quer ter montadoras, perfeito. Mas por que um piauiense deve ser proibido de importar carros
    baratos? Por que ele deve ser forçado a garantir os lucros da ANFAVEA?
  • Fabio de Araujo  17/01/2021 11:29
    Bem observado Heraldo. Por gentileza, leia meu comentário escrito em 14/jan/2021 e veja se estou certo em meus comentários.
  • marcela  27/01/2017 11:25
    O fato do Brasil ter 200 milhões de habitantes e a Nova Zelândia apenas 4 milhões é irrelevante. Nós temos muito mais terras e recursos minerais que eles e somos grandes exportadores de commodities. Devido à grande demanda é lógico que haverá montadoras no Brasil, diferente da Nova Zelândia que tem população pequena e da Austrália que tem população quase 10 vezes inferior à brasileira. O ideal seria o governo zerar o IPI para montadoras estabelecidas no Brasil e liberar a importação. Haverá algo parecido com a seleção natural de Darwin, apenas os mais fortes e os melhores sobreviverão. Ganhará o povo que terá carros melhores e mais baratos
  • Carlos Neto  31/01/2017 11:46
    longe de ser especialista mas essa não acho que seja dificil de responder: para sustentar cerca de 50.000 empregos, 30 milhoes de pessoas acabam pagando 10, 20 mil reais a mais em veículos. Fosse pago um valor justo, estipulado pelo mercado e não fruto de um oligopólio descarado, esse mesmo $$$ estaria circulando pela ecoonomia em outras áreas e produzindo riquezas para outros setores. O mesmo acontece com a gasolina, energia elétrica, etc...

    E pelo fato de sermos um país de dimensão continental, com leis mais simples (tributaria e trabalhista) teriamos ainda sim fabricas de automoveis.

    Outro fator que não vi muita discussão é o fato de que o protecionismo é muito nefasto também pois acaba impedindo o avanço tecnológico. Ora, se empresas de garagem conseguirem lançar satelites ou produzir drones baratos e eficientes alguém acha que o governo nao tentará boicota-las com regulações intransponiveis para assegurar que o mercado seja todo de seus sócios? No Brasil ajá há uma "regulação natural" com o absurdo sistema tributário.
  • Lopes  27/01/2017 01:31
    Enquanto a Nova Zelândia transforma ovelhas em carros, o Brasil transforma papel em emenda parlamentar.

    Não se preocupem. Um dia será passada a quincentegésima lei que finalmente transformará o país em super-potência.
  • Paulo Bat  27/01/2017 01:41
    A briga de Trump com a Carrier e com a Ford aparentemente teve sucesso pois as duas desistiram de levar suas fábricas para o México. Somando as duas, cerca de 2 a 4 mil empregos salvos.

    Digamos que cerca de 100 milhões de potenciais consumidores de carros e aparelhos de ar condicionado, num total de 300 milhões de habitantes dos EUA, devem estar felizes. Pois vão pagar um pouco mais por carros e aparelhos de ar condicionado produzidos nos EUA mas, estão salvando 2 a 4 mil empregos que iriam para os (agh) latinos.

    Com este sucesso inicial, tenho duas ideias para o Trump:

    1) Já que evitar que a fábrica da Ford vá para o México salvou cerca de 2 mil empregos, por que não proibir que a fábrica da Ford use robôs? Seriam mais milhares de empregos salvos já que todo mundo sabe que embora os "malvados" mexicanos "roubem" empregos dos americanos, robôs "malvados" "roubam" muito mais.

    2) Já que Trump está acusando algumas empresas de, de forma "malvada", roubarem empregos de americanos, levando suas fábricas para o México, e ameace as mesmas de, caso continuem com este absurdo de pensarem mais em seus acionistas do que na pátria amada, sobre taxa-las em 20 a 35%, dou a seguinte humilde sugestão a ele:

    Taxe todas as empresas que façam a ousadia de produzir fora dos EUA (ops, America) e queiram exportar para os ingênuos consumidores americanos.

    Assim, a partir deste momento, americano que é americano só compra produto produzido nos EUA.

    Costa e Silva e Médici já avisaram lá de cima que aprovam. Afinal foi assim que eles pensaram no Brasil grande. Tudo criado e produzido dentro do pais. Só se compra, no máximo, matéria prima. Eles até já deram uma ideia para o Trump de uma tal de lei da informática e de que só construtoras do pais participarem de obras do governo. Um tal de clube de empreiteiras que nasceu em 1969, construiu (?) as Transamazônicas da vida e teve seu auge com o petrolão.

    Mas, Mises diria: estas duas sugestões vão totalmente contra a livre iniciativa e a longo prazo os consumidores americanos iriam sofrer. Ao que Trump replica: mas aí já passou meu tempo de presidente, 4 ou no máximo 8 anos.

  • Iniciante  27/01/2017 01:54
    Não entendi este trecho:

    "vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda"

    Qual o motivo dos preços dos carros no Brasil não baixarem, mesmo me período recessivo e alta queda na demanda?
  • Profissional  27/01/2017 02:04
    Essa é fácil:

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândiae no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, terá lucros baixos?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.


    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Iniciante  27/01/2017 16:45
    Olá, Profissional,

    entendi sob a perspectiva das limitações de importação de veículos.

    Mas atualmente temos várias montadoras de carros disputando o mercado: Fiat, GM, VW, Ford, Renault, Hyundai, Toyota, Honda, Nissan, Pegeout, ...

    Diante desse cenário competitivo, os preços não deveriam cair com a baixa demanda e a competitividade?
  • Bruno Feliciano  07/04/2017 23:25
    Uma coisa que é proibida no Brasil que quase ninguém sabe: Carros com o volante do lado direito.

    Sim, se você quiser comprar um carro Inglês ou japonês via importação independente, e o mesmo tem volante do lado direito, é proibido!
  • gabriel  27/01/2017 09:51
    concordo, mas acho que esta faltando um elemento na conta de custos/beneficios: ao taxar importacoes, o pais gera uma receita de impostos, que seriam beneficos ao pais. Poderiam comentar por que esse beneficio nao foi incluido na analise por favor? Obrigado
  • Chalita  27/01/2017 11:23
    Quais os benefícios oriundos da taxação? Aqui mesmo no Brasil a importação de carros é tributada em 35%. Você poderia comentar quais são esses benefícios que você inclui em sua análise, por favor?

    P.S.: os únicos beneficiados são os políticos e os burocratas do estado.

  • Felipe  27/01/2017 13:39
    gabriel,

    Não foi comentado porque não há benefício. A receita da taxa de importações é um valor que foi retirado das pessoas e repassado ao governo.

    Suponha que você tem R$ 135 mil, e você quer importar um carro que custa o equivalente a R$ 100 mil (não inclui taxa de importação).

    Cenário A - taxa de importação de 35%
    Você paga R$ 100 mil pelo carro e mais R$ 35 mil para o governo (que vai perder a maior parte disso na burocracia, ineficiência e corrupção, sem retornar praticamente nada para a sociedade).

    Cenário B - taxa de importação de 0%
    Você paga R$ 100 mil pelo carro, e ainda sobra R$ 35 mil no bolso para você fazer o que quiser: comprar mais alguma coisa, investir, doar para instituições de caridade, etc.

    Percebe como não há benefício? No cenário A você terminou mais pobre do que no cenário B.
  • gabriel  27/01/2017 14:30
    sim, mas em teoria, o governo poderia deixar de cobrar impostos em outros setores, ja que esta faturando com o imposto de importacao, nao?
  • Chalita  27/01/2017 14:45
    Aí você demonstra não estar raciocinando corretamente.

    Permita-me tentar desenhar: se o governo impõe uma tarifa de importação alta sobre automóveis, sua intenção não é arrecadatória, mas sim protecionista. Ele não visa arrecadar mais dinheiro com essa tarifa, mas sim desestimular que os nativos importem carros estrangeiros, obrigando-os a comprar carros nacionais.

    Até aqui tudo bem?

    Agora, se a tarifa de importação passa a arrecadar tanto dinheiro para o governo ao ponto de "o governo poder deixar de cobrar impostos em outros setores", então isso significa que a tarifa de importação não desestimulou em absolutamente nada a compra de carros estrangeiros. Consequentemente, os nativos continuam comprando carros estrangeiros a rodo. Logo, a indústria automotiva nacional -- pelo menos neste cenário descrito -- continua sem ter motivos para existir.

    Por definição.
  • gabriel  27/01/2017 16:01
    Oi Chalita. Em primeiro lugar, obrigado por sempre responderem tao rapido as perguntas, e parabens pelo site, eu genuinamente adoro as abordagens e leio todos os dias.
    Com relacao a essa pergunta, acho que nao eh um cenario binario. Acho que pode haver um nivel de imposto que permite tanto que a industria nacional ganhe alguma demanda, quanto mantenha outra parte da demanda por importados. Nesse cenario intermediario, o governo estaria arrecadando e abrindo espaco para a industria nacional, nao estaria?
  • João  27/01/2017 12:45
    Caros leitores do IMB, por acaso acham que o Chile tem chance de escapar do populismo?
  • República de Curitiba  27/01/2017 12:52
    Prezados,

    Como de praxe, mais um excelente artigo. Torcer para que o Trump o leia.

    Mas, dessa vez, discordo de uma parte:

    "Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros."


    Acredito que esse seja um resultado no curtíssimo prazo apenas. A longo, a tendência é que, com o aumento de demanda, novos players entrarem no mercado e aumentarem a produção e produtividade do país em relação a essas commodities.

    É claro, isso não é um ganho que compense a perda do poder de compra da moeda daqueles países.

    Por isso, sou a favor de, quer que seu país aumente sua competitividade em determinado setor?

    Apenas corte os impostos daquele setor.
    Aí teremos (considerando a priori, que todas as outras variáveis logísticas de mercado etc tornam o país competitivo) um novo mercado que impulsionará a competição em vários outros setores correlacionados.
  • Guilherme  27/01/2017 13:45
    Você incorreu no mesmíssimo erro lógico do leitor "Tano" acima.

    Você confundiu decisão voluntária (feita sob um ambiente de preços livres) com decisão forçada (feita sob um ambiente de distorção estatal do mercado).

    Eis o ponto crucial: em uma economia livre, não é o governo quem incentiva ou desincetiva a criação de empresas, mas sim o sistema de preços livres.

    Uma coisa é uma empresa decidir se estabelecer em um local em decorrência dos sinais emitidos pelo sistema de preços. Outra coisa é uma empresa se estabelecer em um local em decorrência de uma manipulação artificial do governo no mercado. Se os sinais emitidos pelo sistema de preços sugerem que uma empresa deve se estabelecer ali, então todos ficam em melhor situação. Por outro lado, se uma empresa surge ali porque o governo lhe promete uma reserva de mercado, então surgirão todos os problemas descritos no artigo.

    Saber distinguir um arranjo do outro é essencial. É a diferença entre investimento sensato, que se sustente por conta própria, e investimento artificial, que só se sustenta com ajuda do governo. (Vide as montadoras brasileiras, que vivem pedido pacote de socorro do governo).
  • República de Curitiba  27/01/2017 15:20
    Guilherme,

    Grato pela resposta. Confesso que não havia pensado por essa maneira, em que o mercado criado seria artificial.



  • Alex   27/01/2017 16:51
    So uma correcao: Canada tambem nao precisa. Mas temos uma politica de industria automotiva e temos o mesmo problema descrito no artigo.
  • Fernando   30/01/2017 13:14
    O artigo faz sentido. Porém nada é absoluto, o mundo é incerto: e se tivéssemos uma nova era geológica capaz de transformar radicalmente nossos meios de subsistência? Se temos aqui nos trópicos, especialmente no Brasil, tudo que dispomos para sobreviver, e todo esse parque industrial, com certeza passaríamos se não com dificuldades, incólumes por turbulências causadas por um asteróide por exemplo. Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
    Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos? Aqui no Brasil temos tudo, a recuperação seria mais rápida, temos arroz, feijão, comida, indústrias de automóveis, ferro, aço, água sobrando...
    Portanto, de todo não é ruim nossa posição, o que precisamos é apenas libertar-nos do fardo tributário, da burocaria e dos sindicatos.
  • Brandt  30/01/2017 13:20
    É isso aí. Este tipo de argumento (literalmente fantástico) foi o único que restou.

    "Temos de manter tudo como está, pois, se cair um asteróide, passaremos incólumes!"

    Dica: se cair um asteróide, todo o parque industrial e todas as plantações serão 100% destruídas. Todos os países ficarão igualmente arrasados. Gênio.
  • 4lex5andro  31/01/2017 17:14
    Não é só redução de impostos, mas também queda de barreiras ás importações/exportações.

    Quanto o negócio de asteroide ou meteoro, sem comentários.
  • Gabriel  30/01/2017 16:11
    "Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
    Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos?"

    Ignorando a fantasia do resto do seu comentário, eles simplesmente comprariam comida de fora ora bolas. Poderia ser até do Brasil, já que você mesmo disse que nós teremos comida SOBRANDO, ou seja, disponível para exportação.

  • Pedro  13/10/2019 03:04
    Anteontem eu compartilhei esse artigo em um site de carros (logo vai aparecer algum desenvolvimentista que supostamente gosta de carros, mas pra protecionismo, ele abre exceção e se sacrifica), que explica justamente um período negro do mercado estadunidense, quando eles restringiram a importação na época da crise do petróleo e muitas porcarias nacionais daquele país foram empurradas para o consumidor, em contraste com os importados asiáticos e europeus. Quem conhece o mercado americano sabe que eles sempre estiveram acostumados com "barcas" de motores V8. Hoje só não tem mais por causa da legislação ambiental em cima de carros de passeio e pelo fato de parte da cultura ter mudado. Mas as picapes continuam sendo as mais vendidas, justamente as que têm essa legislação afrouxada (assim como utilitários como Chevrolet Suburban) e dão essa oportunidade para eles desfilarem com motores grandes, enquanto tomam um "copão" do Starbucks e dirigem tranquilamente.
  • Angelo Godinho  02/02/2017 17:33
    Nas aulas de geografia, sempre foi dito que exportar commodities e matérias-primas e importar bens industrializados não gerava desenvolvimento; que bom mesmo era fabricar tudo no próprio país...
  • Vitor  02/02/2017 19:29
    Caso você possua dominância da língua inglesa, leia este pequeno panfleto escrito por Bastiat em 1845 atacando esta ideia: Raw Materials
  • P.Neves  04/02/2017 21:48
    Desculpem se meu comentário for meio idiota, mas é que só comecei a ler sobre economia agora. É o seguinte: Se o Chile produz cobre e outros minérios e os exporta, importando carros de outros o que acontecerá quando o minério acabar? viver exportando recursos naturais que podem se esgotar não é meio perigoso? Não seria útil para o Chile por exemplo investir em industrias para transformar o minério chileno e de outros países em carros e exporta-los, tendo certo prejuízo agora mas garantindo que futuramente quando o minério acabar o pais terá outra fonte de renda?
  • Raphael  05/02/2017 18:51
    Quando o minério e o cobre acabarem, meu caro, toda e qualquer indústria vai pro saco. Nenhuma terá qualquer utilidade. De nada adiantará ser industrializado se não houver cobre e minério.

    Nada é feito sem cobre e minério.

    A nossa sorte, no entanto, é que não há nenhum risco de isso ocorrer.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=833
  • Andre  05/02/2017 19:36
    O Chile já fornece o minério de cobre refinadíssimo, e mesmo isso utiliza um recursos mais que escasso para eles, água, já que fazem a exploração de seu minério de cobre no deserto mais seco do mundo, onde também plantam uvas e sustentam consumo humano. Fique tranquilo que de administração de recursos naturais escassos poucos entendem mais do que o Chile.
    E sua população apesar de profunda esquerdização entende perfeitamente que a economia do país não aguenta uma aventura industrializadora irresponsável como fizeram seus vizinhos Argentina e Peru, destaque para este último que aprendeu a lição e mantém ritmo bom de crescimento.
  • Paulo Bat  06/02/2017 01:05
    André

    A história não é bem assim. Apesar do Atacama ser o deserto mais árido do mundo, a água que alimenta a produção mineral, vegetal e consumo humano vem do degelo de neve dos Andes, situado a oeste do Atacama. Antofagasta, onde quase nunca chove, é famosa pelos jardins floridos e fontes, tudo alimentado pelos Andes, localizado mais de cem quilômetros a oeste das geleiras.

    O Chile produz uvas em cinco regiões, sendo que só em uma há também produção de cobre, a região de Norte Grande, parte do deserto do Atacama, sendo responsável por 14,8% da produção da produção de uva.

    A maior parte da produção de uvas é irrigada através do degelo de neves dos Andes, que alimentam os rios tanto para o Chile quanto para a produção de uvas na Argentina.

    Na região do Atacama ocorre uma "guerra pela água" entre os produtores de cobre os produtores de uva.

    Fontes:
    https://en.wikipedia.org/wiki/Chilean_wine
    https://en.wikipedia.org/wiki/Mining_in_Chile
    www2.inia.cl/medios/biblioteca/serieactas/NR26069.pdf
    www.bbc.com/news/business-17423097
    https://www.ft.com/content/bced72c4-0608-11e6-9b51-0fb5e65703ce
    www3.aguasantofagasta.cl/empresa/ruta-del-agua.html

    Por outro lado não entendi a afirmação que industrialização é esquerdismo. Sendo assim, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte seriam altamente industrializadas e Suíça, Japão, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, Dinamarca não.
    Aliás, a revolução industrial foi iniciada na Inglaterra do século XIX
  • Andre  06/02/2017 09:50
    A origem da água não a faz menos escassa, região de Antofagasta tem o metro cúbico mais caro do mundo, Copiapó o segundo, agradeço as fontes, para reforçar ainda mais o que teci em meu comentário.
    Esquerdismo é "aventura industrializadora irresponsável" e não "industrialização", mais atenção na próxima.
  • Paulo Bat  06/02/2017 22:48
    Em nenhum momento disse que a água não é um recurso escasso. Aliás, até passei um link sobre a guerra da água. Quanto a água doce andina que abastece o Atacama ser a mais cara do mundo, acredito que possa ser mais cara do que a obtida no estado do Paraná, por exemplo.

    Mas, se considerarmos o desértico Oriente médio, os 90% do território da Austrália, também desérticos e as regiões desérticas do oeste/ noroeste da China, onde vivem dezenas a centenas de milhões de habitantes. só para ficar em três exemplos, acredito (ou seja, não tenho certeza) que lá a produção de água para consumo humano, animal e agricultura sejam mais caras e tecnicamente mais complicadas. Pois no Atacama, a produção de água é natural e constante (degelo de geleiras) e o transporte é feito por gravidade, através de aquedutos, aproveitando o desnível entre a cordilheira e a costa.


    Mas, só escassa na região do Atacama, que fica ao norte do Chile. A maior parte das uvas é produzida ao sul do Atacama.
  • Iniciado  13/02/2017 16:03
    Leandro, algumas dúvida surgiram no presente artigo.

    "Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de toda a população."

    Podemos deduzir com esta frase que a importação está estritamente ligado a exportação ou vice-versa?

    Então seria puramente lógico haver exportação para importar ou essa relação não acontece?

    Isso seria a balança de pagamentos?

    Eu juro que ainda não compreendo essa relação de importação, exportação e balança de pagamentos. Pelo que eu estudo até aqui, o dinheiro que seria da exportação é usado para comprar produtos importados, esta seria a balança de pagamentos. Mas o que não compreendo é que eu mesmo não sendo exportador posso comprar um produto importado dos EUA.

    Se a relação é essa, como são feita as trocas em termos monetários? Seria uma troca de moeda por outra? Ou o exportador recebe uma conta já com o dinheiro depositado no exterior ou aqui? Existem agências que enviam dinheiro para outro país, seria por este sistema? Isto afeta o câmbio no curto prazo e longo prazo?

    Essas são as dúvidas que me perseguem quanto a esse assunto.

    Obrigado.

  • Leandro  13/02/2017 17:36
    "Podemos deduzir com esta frase que a importação está estritamente ligado a exportação"

    À exportação e/ou aos investimentos estrangeiros (tanto em instalações físicas quanto especulativos).

    Só consegue importar quem tem acesso a dólares. E acesso a dólares ocorre quando um país exporta ou quando recebe capitais estrangeiros.

    "Isso seria a balança de pagamentos?"

    Isso que descrevi acima, sim. O balanço de pagamentos, em termos bem simplistas, computa todo o comércio exterior mais a quantidade de dinheiro estrangeiro movimentado via conta de capitais (investimentos para ampliar capacidade física e em portfolio).

    "Eu juro que ainda não compreendo essa relação de importação, exportação e balança de pagamentos."

    Espero que agora esteja um pouco mais fácil.

    "Pelo que eu estudo até aqui, o dinheiro que seria da exportação é usado para comprar produtos importados, esta seria a balança de pagamentos."

    Não, seria a balança comercial.

    "Mas o que não compreendo é que eu mesmo não sendo exportador posso comprar um produto importado dos EUA. Se a relação é essa, como são feita as trocas em termos monetários? Seria uma troca de moeda por outra? Ou o exportador recebe uma conta já com o dinheiro depositado no exterior ou aqui? Existem agências que enviam dinheiro para outro país, seria por este sistema? Isto afeta o câmbio no curto prazo e longo prazo?"

    Eis como funciona:

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. Ato contínuo, ele pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais em sua conta em um banco brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais.

    No seu caso, que está importando um bem estrangeiro, ele vai repassar os dólares para a pessoa de quem você comprou.
  • Dempsey Ramos  26/02/2017 16:10
    Sinceramente, apesar da linguagem clara e bem humorada utilizada neste artigo, onde segundo seus autores tudo acontece através de "mágicas" e "magias", como se não existissem leis econômicas, que não são nem um pouco mágicas, mas resultado objetivo de fatos e dados matemáticos da realidade, acredito que SÓ FALTOU serem ditas duas coisas:

    1) commodities, por serem produtos primários, sempre tiveram preços mais baixos, no comércio internacional, comparados aos preços dos produtos secundários (industrializados), os quais possuem um VALOR AGREGADO muito maior;

    2) automóveis, por mais "especializada" que seja a economia rural, agrícola ou mineral de um país, se este país primário quiser, da forma mais "livre" possível, sem qualquer interferência estatal, quiser reduzir/limitar todo o seu comércio externo apenas à venda de vacas, ovelhas e minério e, SÓ COM ISSO, comprar automóveis, o resultado é matemática e economicamente bem previsível: balança comercial negativa.

    A comprovação do meu argumento pode ser encontrada nos dados objetivos do COMÉRCIO EXTERIOR da Nova Zelândia (algo que não abrange "mágica" alguma), pois a NZ é um país que apresenta, desde 1970, uma balança comercial permanentemente negativa (saem mais riquezas do país do que entram = empobrecimento). Este dado está associado a uma crescente dívida externa, que também, desde 1996, não parou de crescer até agora 2017. Podem examinar aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/current-account e aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/external-debt.

    Em resumo, das duas uma:

    1) ou os autores deste texto realmente queriam contar "uma piada" para nós, uma forma jocosa de dizer que países com "toda" sua pauta de exportações concentrada no setor primário precisam fazer "mágica" para enriquecerem;

    2) ou os fundamentos e as leis da economia mudaram recentemente, de uma forma tão radical, que até mesmo uma pequena republiqueta do Pacífico (desculpem-me a redundância), uma pequena ilha "especializada" apenas em plantar bananas, poderá enriquecer e ter "toda" sua população motorizada e com carros na garagem.

    Diante disso tudo, o que os autores poderiam dizer sobre a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO?

    Se antes, bastava ter terra, capital e trabalho como fatores "antigos" geradores de riqueza, hoje é essencial possuir um 4º ingrediente: CONHECIMENTO - ciência, tecnologia, inovação (só os países que conseguirem desenvolver esse 4º fator é que terão riqueza e prosperidade de modo sustentável, sem dívidas e sem balanças comerciais negativas).

    E tudo isto acima, digo sob o pressuposto de uma LIBERDADE "ABSOLUTA" na economia, sem qualquer intervenção estatal. O que digo acima é sob o pressuposto de sociedades livres que "escolham": ou plantar bananas (SÓ ISSO), ou desenvolverem sua própria revolução do conhecimento.
  • Patrick  26/02/2017 18:03
    Prezado Dempsey, o que é realmente uma piada é o seu conhecimento econômico. Este sim é plenamente jocoso, uma pândega só.

    Primeiro você diz que:

    "se um país "quiser reduzir/limitar todo o seu comércio externo apenas à venda de vacas, ovelhas e minério e, SÓ COM ISSO, comprar automóveis, o resultado é matemática e economicamente bem previsível: balança comercial negativa."

    Nossa! Uma balança comercial negativa!

    E daí? Qual é o problema de uma "balança comercial negativa"? Além de Nova Zelândia, EUA, Reino Unido, Canadá, e Austrália são países que chafurdam na miséria, pois têm setores externos deficitários há 40 anos. São miseráveis? Já os países da África e a Venezuela sempre tiveram superávits comerciais. São países invejáveis?

    Comece entendendo esse básico: não existe isso de déficit comercial "entre países"; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Por exemplo, os americanos compram dos mexicanos US$ 60 bilhões a mais do que os mexicanos compram dos americanos. Até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos mexicanos. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

    Igualmente, você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro. Qual exatamente é o problema com este arranjo?

    Segundo você, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos do país A (compradores voluntários) e cidadãos do país B (vendedores voluntários) é deletéria para o país A e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

    O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

    Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

    Aliás, é curioso que Nova Zelândia sempre teve déficit comercial e o Brasil sempre teve superávit comercial. Pela sua lógica, era para o Brasil ser invejável e era para a Nova Zelândia estar chafurdando na miséria. Né?

    Mas piora. Você diz que:

    "NZ é um país que apresenta, desde 1970, uma balança comercial permanentemente negativa (saem mais riquezas do país do que entram = empobrecimento)."

    Isso é de uma ignorância avassaladora. Se um país está importando mais do que exportando, isso significa que mais riquezas estão entrando no país. Por definição. País que importa mais do que exporta tem uma população repleta de bens de consumo à sua disposição. Além dos bens produzidos internamente, ela ainda tem à sua disposição os bens produzidos por outros países. Sua população vive na abundância.

    Já um país que exporta mais do que importa tem sua população vivendo na escassez. Os bens produzidos no país são mandados para fora e não são contrabalançados por outros bens que entram no país. Ou seja, o que é produzido internamente é mandado para fora e não é suprido por importações. Consequentemente, a população usufrui menos do que aquilo que ela própria produziu.

    Sua população vive numa escassez.

    Se você levasse seu raciocínio (tosco) à sua conclusão lógica, diria que os países africanos são pujantes (eles exportam muito e não importam nada). Aliás, a Venezuela deve ser de uma riqueza só, pois exporta muito petróleo e não importa nada. E sempre uma balança comercial positiva. E diria também que EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia são países que chafurdam na miséria, pois têm setores externos deficitários há 40 anos e suas moedas são fortes.

    É cada ignaro que despenca por aqui:

    Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?

    Países não comercializam com outros países; apenas indivíduos o fazem

    Qual o benefício de exportar mais do que importar?

  • Dempsey Ramos  26/02/2017 22:47
    Olá Patrick,

    agradeço-lhe pela sua gentil e respeitosa resposta, aliás bastante educada e esclarecedora
    por sinal.

    Antes de mais nada quero dizer que admiro bastante as postagens do Mises Brasil e que
    meu questionamento foi um pouco "provocador" porque o título da matéria coloca um
    foco muito forte na RELAÇÃO DIRETA entre produtos primários (vacas, ovelhas, uvas e
    cobre) e produtos secundários (automóveis), como se APENAS a troca entre esses bens
    pudesse trazer riqueza "de modo sustentável" para a Nova Zelândia.

    É óbvio e evidente, concordo plenamente contigo, que se "além das vacas", a Nova Zelândia
    puder contar com dinheiro extra, obtido através de investidores estrangeiros, então
    poderá pagar com facilidade o preço dos automóveis, independente da balança comercial
    permanecer negativa, pois o dinheiro das exportações das vacas não é contabilizado com
    o dinheiro que entra como investimento estrangeiro (são contas separadas).

    Mas como eu disse, o título da matéria INDUZ a ideia de que "apenas o dinheiro das vacas"
    é que existe na Nova Zelândia para ser usado na compra dos automóveis:

    "Assim funciona a mágica produção de carros nestes dois países. Eles exportam produtos e,
    com o dinheiro dessa exportação, importam automóveis."

    Em um cenário como este (onde só existe o dinheiro das vacas e nada mais), por mais que
    os automóveis representem "riqueza" crescente à disposição dos neozelandeses, seria uma
    riqueza ancorada em uma crescente dívida externa (porque sem o dinheiro extra dos inves-
    tidores internacionais, se a NZ só recebe 1000 ao ano pela exportação das vacas, mas gasta
    1500 ao ano pela importação de carros, então para ter essa "riqueza" - automóveis, a NZ
    estará criando uma dívida de 500 ao ano).

    Foi neste sentido que eu afirmei que a Nova Zelândia está empobrecendo, pois com base
    no quadro fático que o título INDUZ: "só o dinheiro das vacas" é trocado pelos automóveis.

    Em algum momento, no futuro, esta dívida terá que ser paga OU, como ocorre com qualquer
    devedor individual, os bens comprados serão recuperados à força por quem vendeu e não
    recebeu o preço.

    No caso de países que não recebem investimento estrangeiro (dinheiro extra) suficiente para
    cobrir essa diferença (dívida externa), o resultado é uma crescente PERDA DE LIBERDADE E
    AUMENTO DA VULNERABILIDADE.

    Vacas nunca valerão tanto quanto valem automóveis. Exceto se a quantidade de vacas fosse
    tão grande que, mesmo com um preço unitário bem baixo, típico das commodities em geral,
    pelo seu grande VOLUME seria possível pagar, "só com as vacas", o alto preço de cada
    automóvel.

    Quanto aos demais países mencionados por você, não digo os africanos nem a Venezuela,
    mas refiro-me aos ricos e prósperos, também concordo plenamente que seus déficits na
    balança comercial em nada colocam em risco suas economias, porque de fato são grandes
    recebedores de dinheiro extra, proveniente de investidores do exterior.

    No mais, parabenizo a todos os membros do Mises Brasil e que continuem esse ótimo
    trabalho.

    Abraços
  • Tulio  27/02/2017 12:51
    Prezado Dempsey, nem com essa retratação você consegue se salvar.

    No próprio artigo há um link mostrando o tanto que é exportado em carne, ovos e laticínios e o tanto que é importado de carros.

    Exportação de carne, ovos e laticínios: 12,1 bilhões de dólares.
    Importação de carros: 5,4 bilhões de dólares

    Link das exportações: www.worldstopexports.com/new-zealands-top-10-exports/

    Link das importações: www.worldsrichestcountries.com/top-new-zealand-imports.html

    Tenta outra.
  • Dempsey Ramos  28/02/2017 09:01
    Olá Tulio,

    agradeço-lhe também pelos dados apresentados.

    Após o meu primeiro comentário acima, emitido em 26/02/17 às 16:10, busquei outras informações sobre o mercado de ovelhas neozelandês, e descobri esse interessante artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260 que aborda em detalhes "como" foi
    possível aumentar o preço unitário de cada cordeiro de 12,50 dólares em 1987 para 115 dólares em 1999 (algo que, de fato, rompe o paradigma do qual eu utilizei-me para fazer meu comentário).

    Certamente, retiro o comentário inicial feito por mim, pois naquele momento eu ainda não tinha lido o artigo que, só depois, veio a esclarecer-me quanto ao ponto em questão.

    A questão está completamente esclarecida para mim, aproveito o ensejo para desculpar-me se por acaso minha "provocação" foi de algum modo ofensiva aos que contribuíram para o artigo em questão e, mais uma vez, renovo meus votos de estima e consideração, desejando um excelente trabalho a todos.

    Paz e bem,
    Grande abraço
  • WDA  23/10/2017 11:00
    Parabéns Dempsey, pela sua atitude humilde e inteligente. As pessoas erram, mas é um ato de honestidade intelectual e dignidade pessoal retratar-se, como você fez.
  • Gilson Moura  26/02/2017 21:02
    Esse sujeito deve ser um blogueiro do jornalggn, até pouco tempo atrás estávamos debatendo sobre isso. Ele deve ter vindo aqui tentar "refutar" os argumentos apresentados, mas como sempre o mainstream segue como piada.

    jornalggn.com.br/blogs
  • Emerson Luis  01/04/2017 14:52

    A realidade vive fazendo bullying com as teorias estatistas.

    * * *
  • Luan  17/05/2017 00:57
    Tem vários jornais falando que a previdência do Chile ta colapsando e que os aposentados estão recebendo muito pouco. Seria legal uma matéria de vcs sobre isso. A presidente socialista de lá está querendo regulamentar e mudar mais ainda o sistema.
  • Salazar  17/05/2017 03:17
    Previdência chilena? Arranjo completamente estatista. O governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas amigas do governo (um mercantilismo explícito).

    A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, acabou a eficiência (e as taxas de administração serão altas). E é isso o que acontece lá. O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada.

    Agora, apesar de tudo isso, um chileno que pagou a previdência ao menos consegue se aposentar. Diferentemente do que já está ocorrendo neste exato momento no Brasil (vide funcionários públicos estaduais do Rio).



    P.S.: sintetize, com suas próprias palavras, os atuais problemas com a Previdência chilena.
  • Robson Radons Prestes  12/06/2017 14:23
    Aqui no Brasil impera uma política anti comércio, pra começar carga tributária onerosa e excessiva, burocracia pra tudo (cartórios agradecem) e pra transportar aquilo que vc produz, praticamente um crime, tanto pela tributação até mesmo interna vide ICMS quanto pela logística inadequada, 85% da produção é escoada por rodovias mal feitas, esburacadas e perigosas!
  • Liberdade econômica na Nova Zelândia?  29/08/2017 20:09
    "Liberdade econômica" cobrando 33% de imposto de renda sobre fortunas, 25% de imposto sobre empresas e mais 11% de seguridade social obrigatória, tudo o que os libertários são contra aqui no Brasil.
    "Liberdade econômica" com educação e saúde de qualidade controlados e amplamente subsidiados pelo Estado.
    "Liberdade econômica" com um salário mínimo de 3 mil dólares garantido por lei.
  • Sim, e bastante   29/08/2017 20:51
    ""Liberdade econômica" cobrando 33% de imposto de renda sobre fortunas"

    Nem é sobre fortunas. Esta é simplesmente a alíquota mais alta do IRPF.

    É alta para um libertário? Sem dúvida nenhuma. Mas, ainda assim, é uma das menores alíquotas do mundo ocidental. Ah, era 39% e caiu para 33%, com tendência de continuar caindo. Tá no rumo certo.

    "25% de imposto sobre empresas"

    Também uma das mais baixas do mundo ocidental. Só perde pra Irlanda e Suíça (e, é claro, Hong Kong e Cingapura).

    Ah, e no Brasil é 34%

    "e mais 11% de seguridade social obrigatória, tudo o que os libertários são contra aqui no Brasil.

    11% é a soma total. A empresa paga 3% e o empregado paga 8%.

    Já aqui no Brasil, 11% é só aquilo que o empregado paga. A empresa chega a pagar 20%.

    É óbvio que a Nova Zelândia está longe de ser perfeita (e ninguém aqui afirmou que é, ao contrário de sua calúnia). Mas, comparada ao Brasil, suas baixas alíquotas previdenciárias beiram o libertarianismo.

    ""Liberdade econômica" com educação e saúde de qualidade controlados e amplamente subsidiados pelo Estado."

    Ué, no Brasil também é. Aliás, em quase todos os países do mundo o estado interfere na saúde. Não há como escapar desta praga. Só que aqui no Brasil é melhor ainda: o estado gerencia escolas e hospitais diretamente. Por isso estamos bem melhores que a Nova Zelândia...

    ""Liberdade econômica" com um salário mínimo de 3 mil dólares garantido por lei."

    Oi?! De onde você sacou isso? O salário mínimo é de 12,50 dólares neozelandeses por hora. Isso dá, levando-se em conta uma jornada de 7 horas por dia e 5 dias por semana, 1.750 dólares neozelandeses por mês, o que equivale a US$ 1.269 (taxa de câmbio de 1,37 NZD por USD).

    Um tiquinho abaixo dos seus 3 mil dólares...

    É cada coitado que vem mentir -- e ser humilhado -- por aqui...

    Tenta da novo.
  • anônimo  11/01/2018 02:45
    Além da carga tributária da Nova Zelândia ser menor que do Brasil (32% x 34,5%), a economia é imensamente mais desregulamentada. E as tarifas de importações são microscópicas comparado ao Brasil.

    Ou seja, além do país ser mais rico, cobra-se menos impostos e seus cidadãos são mais livres para fazer negócios.
  • yuri  31/08/2017 00:13
    O governo mais forte do planeta Terra domou todo o mercado com apenas uma tomada de três pinos.
  • Felippe  14/10/2017 15:16
    Eu sempre digo que o fato de termos indústrias poderosas em determinados setores é algo totalmente nefasto para a população: como a indústria é grande, o governo fará de tudo para ajudá-la. Vai conceder subsídios (com o dinheiro de nossos impostos) e vai restringir as importações de bens concorrentes mais baratos (ferrando os mais pobres).

    Caso simplesmente não houvesse essa indústria, o governo não teria a quem redistribuir dinheiro de impostos e não teria motivos para proibir a compra de produtos estrangeiros. Consequentemente, o padrão de vida da população geral seria muito mais alto, pois teria acesso a produtos melhores e muito mais baratos. E a carga tributária também seria menor.
  • MARCELO  14/10/2017 20:21
    O erro é efetuar análise sobre elemento objetivo como a liberdade econômica, esquecendo-se do aspecto subjetivo.
    São esquecidas os defeitos de nossa elite.
    "Poucos conceitos se prestam a tamanha confusão quanto o de "homem cordial", central no livro Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982). Logo após a publicação da obra em 1936, o escritor Cassiano Ricardo implicou com a expressão. Para ele, a ideia de cordialidade, como característica marcante do brasileiro, estaria mal aplicada, pois o termo adquirira, pela dinâmica da linguagem, o sentido de polidez – justamente o contrário do que queria dizer o autor.
    A polêmica sobre a semântica teria ficado perdida no passado não fosse o fato de que, até hoje, muitas pessoas, ao citar inadvertidamente a obra, emprestam à noção de Buarque de Holanda uma conotação positiva que, desde a origem, lhe é estranha. Em resposta a Cassiano, o autor explicou ter usado a palavra em seu verdadeiro sentido, inclusive etimológico, que remete a coração. Opunha, assim, emoção a razão.
    (...)
    A expressão "homem cordial", a propósito, fora cunhada anos antes, por Rui Ribeiro Couto, que julgou ser esse tributo uma contribuição latina à humanidade.
    O problema surge quando a cordialidade se manifesta na esfera pública. Isso porque o tipo cordial – uma herança portuguesa reforçada por traços das culturas negra e indígena – é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html).
  • Estudante de EA  15/10/2017 18:57
    Vocês comprariam alguma empresa estatal tipo PetroBras?

    Se não, porque?
  • Demolidor  16/10/2017 02:13
    Entro e saio de PETR4. Não é muito interessante para long por causa dos dividendos. Mas se sair notícia de privatização, dispara.

    Respondi à sua pergunta?
  • Pobre Paulista  16/10/2017 11:12
    Para especular? Sem dúvida.

    Para formar patrimônio? Nem a pau.

  • Moisés Lucarelli  03/12/2017 21:24
    Peço enormemente que o IMB escreva ou traduza artigos sobre o passado de livre mercado dos EUA. E o detalhamento do processo que ocorreu para ele não ser mais a terra da liberdade que foi em outrora.
  • An%C3%83%C2%B4nimo  10/01/2018 22:49
    Meio complicado fazer tal comparação com o Chile. O dólar la vale 609 pesos, dessa maneira a arrecadação em exportação seria maior. Poderiam me trazer uma lista de países que exportam produtos de baixo valor agregado e importam com um alto valor?
  • Leandro  11/01/2018 00:30
    Essa é uma confusão bastante comum: o alto valor nominal das cédulas de uma moeda diz muito sobre o seu passado, mas não sobre seu presente.

    Isso ocorre não só com a moeda chilena, mas também, e com ainda mais intensidade, com a japonesa.

    O alto valor nominal das cédulas do iene se deve a uma forte inflação ocorrida na Segunda Guerra Mundial. A moeda do Chile apresenta a mesma característica, pois vivenciou uma hiperinflação na década de 1970. Ambas não foram trocadas desde então, ao contrário da moeda brasileira.

    Vale lembrar que, ao passo que o real é de 1994, o iene é de 1871. Já o peso chileno é de 1975, mas passou por uma severa hiperinflação durante toda a década de 1970.

    Uma das definições de moeda forte é que sua unidade monetária valha cada vez mais em termos das principais moedas do mundo (a outra definição é que, obviamente, seu poder de compra em território nacional seja relativamente constante).

    É isso o que você tem de olhar, e não simplesmente o valor nominal das cédulas. Nesse aspecto (alto valor nominal das cédulas), dificilmente alguém bate o Japão. E, no entanto, o país tem uma moeda forte e inflação de preços zero.

    No mais, há moedas de alto valor de face -- como o iene japonês -- que são fortes, e há moedas de baixo valor de face -- como o peso argentino -- que são fracas.

    Você precisa de milhões de ienes para comprar um bem que custa apenas milhares de pesos. Isso significa que o peso argentino (de 1992) é mais forte que o iene japonês (que existe desde o século XIX? Claro que não.

    O certo é: qual é a moeda que, ao longo do tempo, mais manteve o seu poder de compra? Qual é a moeda que, ao longo do tempo, continuou comprando o mesmo tanto que antes? Em suma, qual é a moeda cuja quantidade necessária para se comprar algo não se alterou muito ao longo do tempo?

    Neste quesito, o próprio iene japonês bem como o franco suíço e o dólar de Cingapura são os destaques. E o próprio peso chileno ganha do real desde 1994.

    Quanto à pauta de exportações, está no artigo acima.

    Nova Zelândia: laticínios, ovos, mel, carne, lã, madeira, frutas, nozes, bebidas e peixes.

    Chile: cobre, uvas, peixes, polpa de madeira e fertilizantes.

    Em troca desses bens simples, os neozelandeses e chilenos recebem carros, caminhões, máquinas, equipamentos, petróleo, aviões, eletroeletrônicos, têxteis, plásticos, produtos químicos, aços e borrachas.
  • An%C3%83%C2%B4nimo  11/01/2018 00:50
    Obrigado pela explicação quanto a questão monetária. Muitos economistas (sim, desenvolvimentistas) ainda não aceitam tal argumentação sobre países que exportam bens de baixo valor agregado, pois eles argumentam que no Brasil seria falho por conta de seu tamanho populacional e territorial, além de que poucos empregos seriam gerados na base agrícola em nosso país (apenas 900 mil) se formos vivermos apenas dessas exportações.

    Eu sei que acaba sendo pedir de mais ouvir 12 minutos de Paulo Gala , mas poderia me dizer se tem um equívoco nessas colocações dele? Já de cara você vê que ele errou sobre as exportações do Brasil e Coreia, onde ele diz que na década de 80, as exportações brasileiras eram superiores as exportações do país asiatico por conta de protecionismo que tinhamos em nosso país na época.
  • anônimo  06/01/2019 18:09
    De nada adianta um país exportar mais do que importa, ou exportar mais do que X país. E isso é um erro comum.
  • Vinícius Loureiro  28/08/2018 14:02
    Mais um excelente artigo, parabéns ao instituto!
  • Marcos Luiz Correa  20/11/2018 20:50
    Seria possivel aplicar a lógico do texto no nosso lindo Pais - Brasil?
  • Joao Lucas Oliveira de Abreu  09/01/2019 16:06
    Alguem me tira uma duvida: isso funcionaria no Brasil? Visto que produtos primario têm menor valor agregado que os industrializados, teriamos que produzir uma quantidade muito grande de produtoa primarios pra ter uma boa renda per capita, pois nossa populacao e imensa. Se puderem me explicomo isao funcionaria no Brasil, agradeço.
  • Régis  09/01/2019 16:53
    "Visto que produtos primario têm menor valor agregado que os industrializados, teriamos que produzir uma quantidade muito grande de produtoa primarios pra ter uma boa renda per capita, pois nossa populacao e imensa."

    Errado. Além de nossa pauta exportadora ser muito semelhante à da Austrália, vale lembrar que o investimento estrangeiro direto é muito mais poderoso para gerar renda e trazer capital externo do que apenas exportar.

    Só consegue importar quem tem acesso a dólares. E acesso a dólares ocorre quando um país exporta ou quando recebe capitais estrangeiros (tanto em instalações físicas quanto especulativos).

    Austrália e Nova Zelândia são ricas, entre outras coisas, por isso: sabem tratar bem o capital estrangeiro e dão segurança jurídica aos investidores estrangeiros aplicarem ali.

    E nem precisa confiar em mim, não: veja que a Austrália possui déficit em sua balança comercial e de serviços. Ou seja, o capital externo, que eleva a renda da população, não vem de exportação e de balança comercial, mas sim de investimento estrangeiro direto.
  • Felipe Lange  21/02/2019 14:36
    Me mudei recentemente para os EUA. Uma das decepções aqui é que carro não é símbolo de status, exceto carros de luxo como os da BMW, Mercedes-Benz e afins.

    Há uma boa variedade de carros. Para ficar perfeito (com uma gasolina espetacularmente barata) só tendo carros europeus pequenos competindo por aqui. Pena que o setor de saúde não é desregulado como o do petróleo, senão muito provavelmente teríamos consultas por U$10, atendimento para dedo quebrado por U$50 e afins...
  • Paulo   02/06/2019 03:01
    Me surgiu uma duvida agora. Esses bens não tem menor valor agregado?
    Se um país exporta computadores, eles não teriam um retorno maior que um exportador de soja?
    A demanda por soja e a produção dela tem de ser muito grande em relação a população local para compensar não produzir um item de preço maior como um computador, carro.. Imagine quantas toneladas para trocar por um carro zero.
    Porem, em um país populoso com o Brasil, a produção agricola teria de ser imensa para compensar não produzir outros itens industralizados como a Nova Zelandia( população pequena) . E nem é garantido que haja demanda para isso. Se duplicarmos a produção, atendemos metade do planeta. Mas isso dificilmente nos colocaria em um pib per capita da nova zelandia.
  • Vladimir  02/06/2019 03:27
    "Me surgiu uma duvida agora. Esses bens não tem menor valor agregado?"

    Sim. E, como mostra a prática, pouco importa. O que interessa é o volume das vendas e a qualidade do produto vendido, e não o valor unitário dele. Isso aí qualquer lojista pode atestar.

    Aliás, é muito mais comum ficar rico vendendo grandes volumes de coisas baratas (pense em Casas Bahia) do que pequenos volumes de coisas caras (nem sei quem ficou rico fazendo isso).

    "Se um país exporta computadores, eles não teriam um retorno maior que um exportador de soja?"

    Como dito acima, não necessariamente. Se um país vender enormes volumes de soja, ele pode ficar mais rico que aquele que vende poucos computadores. Tudo vai depender da sua vantagem comparativa, ou seja, de quão melhor você é em algo em relação a todos os outros.

    "A demanda por soja e a produção dela tem de ser muito grande em relação a população local para compensar não produzir um item de preço maior como um computador, carro.. Imagine quantas toneladas para trocar por um carro zero."

    Isso quem irá decidir é o mercado (consumidores, produtores, empreendedores e investidores atuando voluntariamente), e não políticos e burocratas fazendo planejamento centralizado.

    O que realmente se sabe é que, na prática, quanto mais indústrias um país tem, mais se inventam políticas protecionistas para proteger está indústria, e, consequentemente, mais se ferra a população.

    Vide, no Brasil, a indústria automotiva e os preços dos carros.

    "Porem, em um país populoso com o Brasil, a produção agricola teria de ser imensa para compensar não produzir outros itens industralizados como a Nova Zelandia( população pequena) . E nem é garantido que haja demanda para isso. Se duplicarmos a produção, atendemos metade do planeta. Mas isso dificilmente nos colocaria em um pib per capita da nova zelandia."

    Idem acima.

    Absorva todas as informações acima com calma. É natural seu espanto. Deve ser a primeira vez que você está entrando em contato com está realidade.

    Apenas pense: ninguém está advogando o fim das indústrias no Brasil. Apenas se está dizendo que elas não devem existir sob um regime de reserva de mercado, que ferra a população.

    A decisão de se criar uma determinada indústria deve ser de empreendedores e investidores analisando as condições da economia real, e não de burocratas querendo distorcer a economia real por meio de subsídios e protecionismos. Isso, sim, é garantia de ineficiências e crises constantes.
  • Ex - Keynesiano  12/05/2020 22:44
    Ciro Gomes, Paulo Gala (e os keynesianos em geral) afirmam que, somente exportando produtos primários, o Brasil nunca será um país rico.
    Então, é balela aquela história que o Brasil precisa urgentemente de uma agenda de reindustrialização?

    É equivocado aquele argumento que, para um país superar o subdesenvolvimento, o segredo é ter um setor industrial forte e tecnológico, visto que esse setor é que gera os melhores empregos/salários ?

    Argumenta-se que existe uma correlação: quanto maior a participação do setor industrial no PIB, maior a renda per capta da população. Quanto maior a quantidade de pessoas empregadas no setor industrial, maior a renda capta e mais rica é a população.
  • Humberto  13/05/2020 00:46
  • Estudante  02/07/2020 04:42
    Muito esclarecedor.
    O artigo é uma confirmação prática da teoria das vantagens comparativas de David Ricardo.
    O comércio entre dois países pode beneficiar ambos se cada um exportar mercadorias nas quais tem uma vantagem comparativa.

    Atualmente, a teoria das vantagens comparativas é aceita pelo mainstream econômico e praticada pela maioria dos governos? Ou, assim como a EA, é uma teoria que correta, mas que não foi abraçada pela maioria?
  • anônimo  03/07/2020 03:41
    Veja o que Richard Rytenband fala da teoria das vantagens comparativas aos 10min do vídeo a seguir (vale assistir o vídeo desde o início para pegar o contexto):

  • Felipe  30/08/2020 12:38
    No Brasil estamos perdendo cada vez mais modelos. Neste ano perdemos o Passat da Volkswagen... a tendência é mundial, mas aqui será pior: teremos apenas "SUVs", diferenciando-se apenas em tamanho, motor, marca e versão. Tempos atrás, também perdemos o Golf (mas os colombianos podem ter).
  • Pessimista  11/01/2021 21:46
    Mas a balança do Chile não é superavitaria? Eles mais exportam do que importam por isso são ricos
  • Realista  11/01/2021 22:45
    Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa. 

    Já o Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial.

    Se exportar mais do que importar é o "segredo para a riqueza", entao essa sua teoria está cheia de exceções.

    Sugestão:

    Por que ainda há histeria em relação a déficits na balança comercial?
  • WMZ  11/01/2021 23:04
    "EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça"

    Imagino que, naturalmente, a moeda dos países acima são bem demandadas, ao contrário de países subdesenvolvidos que devem acumular reservas para que haja uma proteção contra fugas de capital.

    Economia demandada (há uma grande demanda por bens e serviços dos quatro países acima) junto com governos confiáveis (títulos do tesouro atraentes) fazem com que haja a possibilidade de ter uma balança deficitária.

    Para o Brasil, de agora e dos próximos 30 anos, imitar eles seria desastroso.
  • Don  11/01/2021 22:51
    Qual a lógica de dizer que mandar tudo pra fora e não trazer nada para dentro representa o ápice da riqueza?

    Se um indivíduo trabalha muito, produz várias coisas, vende toda a sua produção a terceiros, mas, no final, é impedido de gastar sua renda em bens de qualidade, então ele vive em uma situação "quase análoga à escravidão". Uma população que exporta muito, mas é restringida de importar (seja por altas tarifas de importação, ou por uma taxa de câmbio desvalorizada, ou por demais restrições não-tarifárias) está em situação semelhante.

    Isso apenas comprova um truísmo: exportar mais sem importar mais significa empobrecer.

    Você manda mais produtos para fora, mas não pode trazer mais produtos para dentro. Isso significa que a oferta de bens no mercado interno está sendo reduzida, o que afeta diretamente seu padrão de vida — ao mesmo tempo em que seus produtos mandados para o exterior elevam o bem-estar dos estrangeiros.

    A solução óbvia seria ter uma moeda forte e reduzir a zero as tarifas de importação. Mas os lobbies não deixam e o governo não quer.

    E, curiosamente, são os economistas desenvolvimentistas que dizem que essa situação de privação (moeda fraca, e exportar mais do que importar) é exatamente o que gera prosperidade.

    Confira as contradições.

    Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
  • Imperion  12/01/2021 01:45
    Só é rico com exportação quem exporta. Quem não exporta e depois é impedido de importar empobrece. O bom é equilibrar a balança, pra ninguém ter que fazer sacrifício não-remunerado pelos outros, o que é o caso do Chile, um leve superávit, sem politica destrutiva de exportação. Eles são ricos porque "produzem" muita riqueza. 
  • Thiago  11/01/2021 21:50
    www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2021/01/11/mourao-diz-estar-surpreso-com-ford-ganhou-bastante-dinheiro-aqui.htm

    E Mourão se diz surpreso.

    E nenhuma surpresa ou indignação da parte dele do Real ser a pior moeda de 2020 e de 2021.

    Só relacionar, Morão. Na verdade vc está surpreso com a desvalorização do Real, não com a saída da Ford.
  • Luan  12/01/2021 00:06
    A Fiesp se manifestou a respeito do encerramento das atividades da Ford no Brasil. Reproduzo na íntegra:

    "A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil, depois de mais de 100 anos de atividade, é uma triste notícia para o país e um movimento que tem de ser olhado com atenção. A Fiesp tem alertado sobre a necessidade de se implementar uma agenda que reduza o custo Brasil, melhore o ambiente de negócios e aumente a competitividade dos produtos brasileiros. Isso não é apenas discurso. É a realidade enfrentada pelas empresas.

    A alta carga tributária brasileira faz diferença na hora da tomada de decisões. O custo de cada automóvel produzido aqui, por exemplo, dobra apenas por conta dos impostos – e ainda há governantes que pensam no absurdo de aumentar tributos, como no caso da inacreditável alta do ICMS em São Paulo. Precisamos urgentemente fazer as reformas estruturais, baixar impostos e melhorar a competitividade da nossa economia para atrair investimentos e gerar os empregos de que o Brasil tanto precisa".
  • Judeu  12/01/2021 01:42
    Mourão é burro igual uma porta, é o Ciro Gomes como vice. Mas foi até bom picarem a mula. Se todas fábricas saírem, o governo se verá forçado em diminuir os impostos de importação.
  • Judeu  11/01/2021 22:05
    GRAÇAS A DEUS A FORD SAIU DO BRASIL. 20 BILHÕES DE SUBSÍDIOS PRA FICAR ENTREGANDO CARROÇAS CARÍSSIMAS EM TROCA. VÁ EMBORA E NÃO VOLTE MAIS.
  • Imperion  12/01/2021 01:51
    O governo e sua estratégia furada de cobrar uma alta carga tributária, ambiente ruim de negócios, protecionismo e trazer estrangeira "pagando" pra ela ficar via subsídios. Acaba o subsídio, a primeira coisa é elas irem embora. Entupiu o empresario nacional de imposto à toa. Estrangeiras serão sempre estrangeiras.

    E com ambiente ruim de mercado interno o empresario nacional fecha também. Cinco mil vagas da Ford o pessoal lamenta, mas as 100 mil vagas dos microempresários, comércios fechados, não dão Ibope. 
  • Pessimista  12/01/2021 01:44
    Parem de postar fake news aqui, a FORD esta com planos de mudar o mercado global e extinguiu vários modelos inclusive nos EUA. Maldita mania de esquerdista que vocês estão pegando de pegar qualquer manchete ou noticia e automaticamente transforma-la em argumento ideologico. A argentina sempre foi mais forte em automoveis e automobilismo, e a saída da FORD é algo previsto desde 2018 com as mudanças na empresa extinguindo modelos e apostando em SUV novo
  • Vladimir  12/01/2021 01:49
    Não é o que diz a própria empresa em sua explicação oficial:

    g1.globo.com/economia/noticia/2021/01/11/ford-fecha-fabricas-e-encerra-producao-no-brasil-em-2021.ghtml

    ''A montadora citou ainda a recente desvalorização das moedas na região, que "aumentou os custos industriais além de níveis recuperáveis", e mencionou a pandemia e a ociosidade nas linhas de produção, "com redução nas vendas de veículos na América do Sul, especialmente no Brasil"

    A moeda e o lockdown foram os fatores mencionados.

    Ou seja, bota na conta do #Fiqueemcasa, da Teoria Monetária Moderna e do ultra-keynesianismo do atual Banco Central, que com suas taxas de juros irrealisticamente baixas gerou juros reais negativos e desvalorizou artificialmente a moeda.

    Política monetária progressista em conjunto com medidas lacradoras (esta por conta dos governos estaduais) não tinha como gerar outro resultado.
  • Felipe  12/01/2021 02:29
    A Ford tem encerrado operações em vários locais do mundo. Já tinha encerrado os carros nos EUA e na Rússia, isso anos atrás e antes de lockdown. Já estava nos planos. Já tinha parado a produção de caminhões no Brasil em 2019. Ela também encerrou o Fiesta anos atrás e, no caso da Argentina, o Focus.

    Acho que os lockdowns e a desvalorização cambial só adiantaram o processo.

    A marca também não estava lá essas coisas por aqui.
  • Pessimista  12/01/2021 05:36
    Felipe disse tudo, vocês deram uma de Ciro gomes, contam meia verdade pra contar uma mentira
  • Anônimo  12/01/2021 19:48
    Eu vi esse comentário falando dessas isenções de impostos em 2019 e que (R$ 300 bilhões), sem as isenções, o estado ficaria com superávit, além de não ter impostos de MEIs e afins. O que acham? Faz sentido?
  • Humberto  12/01/2021 20:07
    Sim, faz sentido. E convenhamos: a Ford é uma merda. Mal administrada, controlada por sindicatos, e só faz carros bosta.

    Nos EUA, ela já foi cancelada pelos consumidores há muito tempo.

    No Brasil, onde o povo é bem menos exigente com carros do que americano, ela acabou de ser cancelada, com muito atraso.

    Quem define se uma empresa vive ou morre é o consumidor, e não o governo. O consumidor simplesmente disse que quer que a Ford morra. E ela morreu. Simples assim.

    Qualquer tentativa de impedir isso significa desrespeitar os desejos dos consumidores. Isso é totalitarismo.
  • Felipe  12/01/2021 20:21
    A parte dele que fala de isenções é que não vejo sentido. Acho que a Ford fez sim alguns bons produtos.

    Sobre a Ford nos EUA, escrevi um longo artigo e dividido em duas partes. Começa aqui. A GM e a Chrysler lá também se deram bastante mal por causa de sindicatos poderosos e afins. Hoje as marcas americanas nos EUA se destacam nos utilitários que, por sinal, são muito bons. Ninguém ainda bateu a hegemonia das picapes F-150, Silverado e Ram 1500. Nos carros de passeio, as marcas asiáticas tomaram conta já faz alguns anos.

    Vale lembrar que a Ford na Europa tem personalidade própria. Infelizmente vamos ficar sem os interessantes Fiesta e Focus de nova geração, feitos lá...
  • Analista de Risco  12/01/2021 20:54
    Acho que o anônimo estava se referindo ao comentário acerca das isenções fiscais.

    E não, não faz o menor sentido.

    Só para ilustrar, imagine que algum idiota do Congresso aprove uma lei que cobra 7 trilhões de reais de tributos (cerca de 100% do PIB anual e aproximadamente o total da dívida bruta do país). Aí, aparece algum deputado mais arrazoado e propõe, a título de não onerar o contribuinte em demasia, isentar a população desse tributo absurdo durante um certo período de tempo.

    Agora eu te pergunto: estaria a economia melhor ou pior caso não fosse criada essa isenção?
  • Humberto  13/01/2021 00:51
    Mea culpa. Não me atentei para isso. Li apenas o texto do link e não o referido comentário. Interpretei o Anônimo apressadamente e entendi que ele quis dizer que a empresa só durou por causa dos subsídios — o que, nesse caso, é verdadeiro.
  • Imperion  13/01/2021 00:38
    Seria superávit vim uma carga tributária soviética. Superávit bom é cortando gastos.
  • Free Trader  12/01/2021 02:18
    A saída da Ford é uma ótima notícia, mas ainda é muito pouco. Tem que sair mais. O ideal seria saírem todas.

    Apenas pensem: só existe esta merda de política industrial, com tarifas de importação soviéticas e uma quase-proibição de se comprar carros estrangeiros baratos porque somos adeptos dessa política varguista de proteção da indústria nacional.

    Se não tivesse indústria nacional para ser protegida, não haveria tarifas de importação, não haveria reservas de mercado e, consequentemente, teríamos acesso a carros baratos e de muito melhor qualidade.

    Quanto mais "indústria nacional" tem um país, maiores e mais abrangentes são as tarifas de importação para se proteger este "produto nacional". E menor é a qualidade de vida do povo.

    Aliás, de onde tiraram essa ideia de que é necessário haver uma "indústria nacional"? Quem disse isso? Indústria é algo que só deve surgir espontaneamente se houver demanda do consumidor para tal. Se não houver tal demanda, então não deve haver "indústria nacional".

    Ter uma indústria nacional produzindo bens caros e ruins — e os quais os consumidores não comprariam caso tivessem a liberdade de importar produtos melhores — é o mais perfeito exemplo de imobilização e destruição de recursos escassos.

    Tanto a teoria quanto a empiria comprovam que a indústria é forte e pujante exatamente em países com tarifa de importação zero, como Hong Kong e Suíça. Óbvio: com tarifa de importação zero não há nenhuma reserva de mercado, o que significa que aquelas indústrias irão produzir exatamente o que consumidor quer, e não aquilo que políticos e burocratas adeptos de "política industrial" acham que ela deve produzir.

    A Ford já se foi. Ótimo. Quando GM, FIAT e Volkswagen também se forem, aí sim começaremos a ter alguma chance de podermos importar carros alemães de qualidade e com tarifa de importação zero.
  • Felipe  12/01/2021 02:30
    Nunca tinha pensado por esse lado.
  • Guilherme  12/01/2021 02:32
    É um ótimo ponto. Eu descobri recentemente que nos EUA não há tarifas de importação sobre o café. Nem sobre os grãos, nem sobre o café torrado e moído, e nem sobre o café solúvel.

    www.intracen.org/coffee-guide/the-markets-for-coffee/Tariff-barriers/

    Achei curioso e fui pesquisar o motivo. E ele é óbvio: como o país praticamente não produz café (há alguma produção apenas no Havaí e na Califórnia), seria uma enorme estupidez tributar a importação de café.

    Como consequência de não haver essa "indústria nacional" de café, o americano acaba tendo o privilégio de poder tomar café bom e barato de todos os cantos do planeta.

    Por outro lado, se houvesse uma indústria nacional de café nos EUA, pode ter a certeza de que haveria tarifas, política industrial e reserva de mercado, e os americanos estariam hoje pagando bem mais caro pelo café nacional e teriam muito menos alternativas.
  • Felipe  12/01/2021 03:12
    Morei na Flórida e o café brasileiro vendido lá era superior ao vendido no Brasil. País com moeda forte e economia relativamente livre é isso. É sempre bom a pessoa "sentir" um pouco o que é isso.
  • Judeu  12/01/2021 02:40
    Os economistas brasileiros só enxergam os 5 mil empregos que se foram. Eles não veem os produtos horríveis e caríssimos que somos obrigados a pagar, os subsídios bilionários que abortam outros milhões de empregos todos anos, nem as regulamentações automotivas que essas próprias marcas promovem provocando a cartelização do setor.

    O que dá ibope é a Ford ir embora. Não que os brasileiros agora não precisarão mais pagarem subsídios obscenos pra indústrias multinacionais. E depois ainda se perguntam porque essa latrina é desigual.
  • Imperion  12/01/2021 14:37
    Quando uma industria grande fecha, um burocrata não dorme à noite. A bocada dele termina e não há bocada pra todos.
  • cmr  12/01/2021 04:17
    Duvido!!.

    As tarifas de importação continuarão a existir.
    Vide as peças de computador, estas são tarifadas mesmo sem o Brasil ter nenhuma fábrica de processadores, por exemplo...

    Como é que os funças ficarão?. Não tem como não tarifar no Brasil, a cultura do funcionalismo público é grande aqui.
  • anônimo  14/01/2021 14:12
    Apenas a Ford indo embora, o congresso e as agências regulatórias não vão dar o braço a torcer. E por isso mesmo tomara que todas fábricas de carros vão embora. Tomara que isso seja apenas o começo.
  • Felipe  12/01/2021 02:43
    O Ministério da Economia até soltou uma nota no Twitter sobre a Ford.

    Sinceramente acho que não precisava soltar nota alguma. A Sony já havia encerrado algumas operações meses atrás, assim como a Audi e a Mercedes-Benz. O caso da Audi e da MB envolveu o Inovar-Auto, o qual continha elementos protecionistas.

    O que o Ministério precisar fazer é se mexer para acabar com as tarifas de importação norte-coreanas, reforma tributária de verdade, redução de impostos, buscar uma moeda forte e estável... eu acho que no máximo irão fazer algumas pequenas reformas, porque aqui no Brasil sempre foi assim, fazem migalhas de reformas e assim esperam que em 2 anos o país vire a Escandinávia. Para piorar ainda tem o ativismo judicial e o Congresso que não ajuda nas reformas.
  • weberth mustapha  12/01/2021 17:39
    Eu sempre questionei por que o preço dos automovéis do brasil são tão tão caros e a qualidade péssima. Literalmente pagamos o preço de um BMW 302 para andar em um gol pé de boi.
    Somente nesse site se encontra as respostas para essa distorção. Somos uma União Soviética taxando tudo de fora, deixando o cartel das montadoras fazerem a farra, com produtos péssimos.
    Quando eu vejo os vídeos dos brasileiros que moram nos EUA mostrando as naves que eles andam, quase choro. A stefany, vendedora de carro, sempre mostra em detalhes as qualidades dos carros.
    É triste, muito triste.
    PRa finalizar, uma coisa que gargalho sozinho é aquelas notícias de roubo, que mostram "Carro de luxo é roubado". Vou ver, é um vectra, corolla, um HB20 kkkkkkkkkkkk
    Nos EUA luxo é Range Rover para cima.
  • Felipe  13/01/2021 21:06
    Morei nos EUA. Carro lá é bem de consumo e, aliás, como o transporte coletivo lá é geralmente precário (e as cidades são divididas em subúrbios, com longas distâncias), ter um automóvel é até bem de necessidade. É como ter uma peça de roupa. Corolla então é carro simples, porque classe média compra de Camry para cima.
  • Imperion  12/01/2021 19:20
    Agora a esquerda vagabunda chama a não implantação do imposto sobre grandes fortunas e dividendos de "renúncia fiscal".

    Não perdem uma.
  • Yuri  12/01/2021 23:44
    Proposta

    A proposta é focar em ensinar e fazer compreender o capitalismo e o libertarianismo para socialistas/coletivistas/intervencionistas. Se atacadas as ideias socialistas, eles irão para defensiva e não escutarão uma palavra que dissermos. Assim que entendi as ideias libertárias, de liberdade, entendi também as ideias socialistas. Foi automático... Por mais que seja tentador, pela profunda indignação que sentimos em relação ao socialismo, devemos nos conter de atacar essas ideias quando na presença de socialistas. Atacar ideias socialistas somente entre nós. Proponho o disfarce como estratégia, sempre educando as pessoas em nossas ideias libertárias, de forma sutil, sem que sejamos rotulados e atacados pelo lado irracional de nossos irmãos, que sofreram lavagem cerebral e estão doentes. O que vocês acham?
  • Luis  13/01/2021 02:35
    É isso. Obrigado
  • Joel  13/01/2021 12:12
    Exatamente, se você atacar a visão de mundo de outra pessoa, ela simplesmente irá parar de te ouvir, não importa o quão bom seja o argumento, a pessoa não vai dar ouvidos porque entrou no modo de defesa, e eu vejo isso muito aqui no site, em vez de argumentar as pessoas aqui começam a apontar dedos e rotular as outras pessoas assim dificultando ainda mais para que a outra pessoa realmente entenda os pontos passados.

    Sempre vejo pessoas dizendo que a outra pessoa não é honesta ou que é mentalmente incapaz ou coisas desse gêner. Dai eu pergunto, se a outra pessoa viesse com esses insultos, você daria ouvidos a ela?
  • Estado o Defensor do Povo  13/01/2021 16:03
    É isso aí Yuri, você está certíssimo, as pessoas têm dificuldade de assimilar ideias muito diferentes das dela, e além do mais, ninguém gosta de ser desrespeitado durante um debate, as ideias vão entrando na cabeça das pessoas aos poucos, nada é duma hora pra outra, e foi assim mesmo que o Estado se estabeleceu, foi algo sendo normalizado ao longo de séculos.

    Ninguém merece desrespeito e palavrões num debate, nem mesmo socialistas, se eles fizerem isso contra você primeiro, creio que a atitude correta é parar de debater e perder o seu tempo, ao invés de devolver o xingamento, ninguém convence ninguém assim (quer dizer, até acontece, mas ainda assim, sejamos respeitosos).
  • Felipe  13/01/2021 13:40
    Tem gente compartilhando essa postagem da Quebrando o Tabu...

    Eles se esqueceram de que a Ford Ranger sempre foi produzida na Argentina e, então, essa produção deles é enviada para o Brasil. Grande parte dos veículos feitos na Argentina é mandada para cá. O veículo mais vendido lá no ano passado foi a Toyota Hilux.

    O motivo de eles fazerem as picapes lá ao invés daqui? Boa pergunta. Eles também mandam para cá carros como Fiat Cronos e Chevrolet Cruze.

    O Ford Ka, que saiu de linha no Brasil, saiu de linha na Europa há algum tempo (era importado da Índia). Na Índia o carro ainda existe. O Ecosport continua existindo no continente europeu.
  • Felipe  13/01/2021 19:07
    "Com R$ 335 milhões em empréstimos, BNDES cobra Ford sobre saída do Brasil"

    Temos ainda mais essa... realmente aqui reina o capitalismo de estado.
  • Felipe  14/01/2021 22:21
    A Ranger, argentina, virá com perdas de itens e queda na qualidade de acabamento.

    Essa notícia é de dezembro de 2020. Esse é um país que está no buraco (com inflação de 36,1 % no acumulado dos últimos 12 meses em dezembro).

    Se o Brasil não fosse comunista, poderíamos importar a Ranger dos EUA, da Nigéria, da África do Sul, do Vietnã ou da Tailândia. Mas só podemos comprar dos argentinos.
  • Judeu  13/01/2021 23:08
    www.smh.com.au/environment/climate-change/move-to-build-grid-scale-solar-on-industrial-rooftops-across-australia-20210113-p56tv1.html

    Bolsonaro fechou até uma fábrica na Austrália. O cara não pára.
  • Paulo Goulart  13/01/2021 17:21
    Essa teoria é a pura verdade. Eu por exemplo, vendo itens que eu sou muito bom em produzir, e com o meu lucro eu invisto em bens de capital e também compro para mim itens que eu não faço ideia de como foram produzidos, nem onde e nem quem produziu.
  • Silvio Cavalcante  13/01/2021 20:44
    Excelente artigo. Muito didático e lógico.
  • Stephen  13/01/2021 22:41
    Enquanto isso, os outros 'produzem' uvas, ovelhas e cobre na suas fábricas de carros.


    ...Livre comércio é só gente pacifica fazendo o que deseja, sem ameaça de qq burocrata armado e intolerante do Estado.
  • WMZ  14/01/2021 01:07
    Não entendo como que as coisas funcionam.

    A balança comercial da Nova Zelândia é negativa. Se eles importam 2000 e exportam 500, tendo um défice de 1500.

    Mas como que eles importarão 2000 novamente? De onde que virão os dólares (tanto para os dólares americanos em si quanto para a equivalência do dólar neozelandês em relação ao dólar)
  • Fernando  14/01/2021 01:48
    Pense um pouquinho. De onde mais podem entrar dólares em um país? Isso, acertou. Investimento estrangeiro direto.

    tradingeconomics.com/new-zealand/foreign-direct-investment

    Agora pense de novo, só mais um pouco. Por onde mais podem entrar dólares? Isso, acertou de novo. Fluxo de capital financeiro (compra de ações e títulos).

    tradingeconomics.com/new-zealand/capital-flows

    Um país pode perfeitamente ser um grande importador mesmo exportando muito pouco. Basta ele ser atraente para investidores estrangeiros. Daí a importância de se ter um ambiente empreendedorial sério e um governo que não atrapalhe.
  • Imperion  14/01/2021 14:15
    Neozelandeses economizam bilhões com subsídios e impostos que não serão cobrados do bolso deles ao não dar subsídio ao exportador. Então eles têm dinheiro pra gastar e consumir. Ao fazê-lo comprando de outros povos via importação é apenas comércio. Isso só seria ruim se eles estivessem se endividando pra comprar.

    Se eles quiserem fabricar mais coisas no seu território vão ter que importar também, visto que matérias-primas são importadas de países exportadores como o Brasil: minério de ferro, cobre, nióbio, silício.

    Se os impostos de importação fossem altos os custos internos seriam mais altos e eles ganhariam menos.

    Já o sistema brasileiro de produzir matérias-primas em excesso, obrigar o povo a pagar impostos elevados e repassar isso como subsídios aos exportadores, gera ganhos aos neozelandeses e aos exportadores. O povo daqui não ganha nada ao ter seu contracheque descontado pra bancar quem é rico, nem quando não pode comprar o melhor e mais barato produto de qualidade externo.

    O governo só gosta de balança comercial positiva porque as despesas de ser perdulário o obriga a exportar a riqueza nacional pra fora. Por isso ele mantém o esquema e vira escravo dele. Ele espera que a produção do povo produtivo cubra a diferença.

    O verdadeiro prejuízo é obrigar o povo que é produtivo a trabalhar mais pra sustentar esse esquema de empobrecimento.
  • Fred  14/01/2021 01:43
    Eu gostei do artigo. Pensando de uma maneira mais macro um país que vende vinho (no rocket science at all) se desenvolve da mesma forma que o país que fabrica nave espacial.
    Mas se olharmos pra dentro das economias, uma pessoa que trabalha como cleaner ganha bem menos que uma pessoa que trabalha no desenvolvimento dos módulos espaciais.
    Por que isso acontece? Por que funciona no nível macro mas não no micro?
  • Barney  14/01/2021 01:58
    Países produtores e vendedores de vinho: França, Itália, Espanha, Alemanha, Chile, Austrália, Portugal.

    País que produz nave e módulo espacial: Rússia durante a União Soviética.

    Ou seja, correlação zero com riqueza.

    De resto, sua pergunta sobre cleaner ganhar menos que cientista aerospacial é totalmente não-relacionada ao assunto.

    E a resposta para ela está aqui:

    www.mises.org.br/article/2515/por-que-lixeiros-e-professores-ganham-menos-que-artistas-e-grandes-jogadores-de-futebol
  • Joel  14/01/2021 12:09
    Na Nova Zelândia existe uma empresa chamada RocketLab, eles são uma empresa de lançamento de pequenas cargas espaciais e essas coisas. Eles foram a primeira a desenvolver um foguete com bombas de combustível elétricas para foguetes.

    Então não tem nenhuma relação ele venderem vinho e o desenvolvimento de veículos espaciais em um pais.
  • Imperion  14/01/2021 14:01
    Você ganha mais pelo valor pessoal produzido aos outros. Se o cientista fizesse a patente e comercializasse, ganharia muito mais. Mas ele aceita ser uma engrenagem na máquina.

    Professor é importante. Mas só produz valor pra 40 pessoas ganhando 100 de cada. Chutar uma bola é bem menos importante, mas o Neymar consegue ganhar um centavo de toda pessoa no globo (6 bilhões).

    Assim o que é menos útil ganha mais por servir a um número maior de pessoas.
  • FABIO PEREIRA RANGEL  14/01/2021 15:56
    Mas o Neymar só ganha isso tudo porque tem pessoas que querem pagá-lo, e são muitas. Se o que ele faz é importante ou essencial, não importa. Se não é desonesto ou coercitivo, é tão válido quanto o trabalho do professor, do cientista ou do lixeiro.
  • Fabio de Araujo  14/01/2021 17:06
    O fato de a Nova Zelândia e Chile terem sido bem-sucedidos está mais correlacionado com decisões corretas feitas no passado do que propriamente da divisão do trabalho em si, da maior especialização, entre produzir e exportar commodities ou instalar uma fábrica de veículos automotivos no país. A Nova Zelândia é um país composto por duas ilhas, com população de apenas 5 mm de habitantes e área de 269 mil km2 (O Brasil é quase 32 vezes maior). Já o Chile tem 19 mm de habitantes e área de 757 mil km2 (O Brasil é 11 vezes maior). Diante desses números, os governos locais devem ter chegado à conclusão que não vale a pena produzir automóveis (que não deixa de ser uma commodity mais elaborada) por limitações de tamanho do mercado consumidor vis-à-vis a escala mínima para ter um preço competitivo com veículos importados. Se o autor do artigo, Anthony Geller, tivesse incluído a Suíça (área de 41 mil km2 e população de 8,5 mm de habitantes) na sua análise, teria percebido que ela é muito simplória. A Suíça é pobre em recursos naturais, mas exporta produtos de alto valor agregado (equipamentos mecânicos de alta precisão, metais preciosos, química fina, produtos ópticos, medicamentos e seus componentes, relógios etc). Em 2019 a Suíça exportou US$ 315 bilhões contra um PIB de US$ 750 bilhões. Com uma altíssima renda per capita e menos concentrada, os suíços podem importar veículos e outros produtos a preços atrativos para o bem-estar de seus habitantes. A especialização do trabalho prevaleceu, mas de maneira inteligente. O valor da exportação de queijos e outros produtos lácteos de alta qualidade que a Suíça produz não é significativo no total das exportações. O país se dedicou e se especializou na produção de bens e serviços de alto valor-agregado. Se seus governantes fossem corruptos e despreparados como no Brasil, a Suíça teria se restringido na exportação de queijos, chocolates e relógios. Vamos agora analisar o Brasil. População de 210 mm de habitantes, área de 8,51 mm de km2, rico em recursos naturais, grande produtor de commodities agrícolas, minério de ferro, etc. Tem tudo para se tornar um país importante no cenário mundial, mas a corrupção e falta de visão dos políticos e governantes levou tudo a perder. No início da década de 60 passou a ter veículos automotivos produzidos internamente para atender o mercado doméstico e o setor industrial foi crescendo em termos absolutos e em termos relativos como proporção do PIB. Chegou a ser a 7ª ou 8ª economia mundial. Quais foram os grandes erros do Brasil para perder importância no cenário mundial? Esses erros começaram com Juscelino Kubitschek quando ele mais por falta de visão do que por outro motivo concedeu reserva de mercado às empresas estrangeiras montadoras de veículos. Além disso, destruiu a malha ferroviária e o custo do transporte de produtos agrícolas e industriais ficou mais caro (R$/ton/km) porque passou a ser feito preponderantemente por caminhões. Deveria ter ampliado a malha ferroviária e não abrir estradas de rodagem. Essa reserva de mercado à indústria automobilística custou e ainda custará muito caro à economia brasileira. Deveria ter tido um prazo máximo de dez anos. O que aconteceu? Até hoje, 60 anos depois, o país e o consumidor brasileiro continuam reféns das montadoras estrangeiras, pois as empresas genuinamente brasileiras fracassaram, destruídas pelo lobby das estrangeiras. Nas décadas de 60 a 80 políticos, governantes civis e militares se deixaram corromper por dinheiro e prestígio. Hoje o Brasil perde e continuará perdendo espaço no cenário mundial. Claro que os grandes erros não foram cometidos somente no passado, mas também por governos recentes. Em resumo, a análise de Anthony P Geller é muito limitada ou ingênua. Essa estória de preços livres é pura ficção. O que importa são decisões acertadas, muito trabalho, planejamento, governos competentes e honestos. Uma Alta Corte com ministros honestos e Justiça implacável contra corruptos e criminosos de toda espécie.
  • Charles S. Silva de Matos  15/01/2021 17:31
    Concordo plenamente com sua resposta.
  • Ex-microempresario  16/01/2021 17:41
    "Diante desses números, os governos locais devem ter chegado à conclusão que não vale a pena produzir automóveis"

    É impressionante como o brasileiro médio acredita que TUDO vêm do governo e é decidido pelo governo.


    "Se o autor ... tivesse incluído a Suíça na sua análise, teria percebido que ela é muito simplória"

    A Suíça serve de exemplo para o Brasil mas o Chile e a Nova Zelândia não? Isso sim é ser simplório.


    "A especialização do trabalho prevaleceu, mas de maneira inteligente."

    Será que o Fábio está querendo dizer que Chile e Nova Zelândia são burros?


    "Vamos agora analisar o Brasil ... Tem tudo para se tornar um país importante no cenário mundial ... corrupção ... Juscelino ... lobby das estrangeiras ..."

    Ainda bem que repetir clichê não paga imposto.


    "Essa estória de preços livres é pura ficção. O que importa são decisões acertadas, muito trabalho, planejamento, governos competentes e honestos. Uma Alta Corte com ministros honestos e Justiça implacável..."

    E voltamos ao início: governo, governo, governo. O Fábio não usa a tecla Enter para separar parágrafos porque isso ainda não foi regulamentado pelo governo.
  • AGB  16/01/2021 21:49
    E o comentarista insiste na conversa de que Juscelino favoreceu as empresas automotivas em prejuízo da rede ferroviária. O sistema de trens estava sucateado após a 2ª guerra mas o Brasil não tinha capital para executar a reforma e atualização do mesmo. A solução foi a progressiva estatização das companhias mas sem permitir a aumento de tarifas para cobrir custos e acumular reservas para investimento. Aqui não houve plano Marshall como na Europa. O país necessitava meios de transporte mas não tinha condições de importar veículos automotores por carência de divisas estrangeiras. Assim Vargas desenvolveu o plano de instalar uma indústria automotiva que Juscelino retomou e ampliou. Naturalmente essas fábricas foram financiadas pelas próprias matrizes, embora com variados incentivos. Nem vou citar a ação sindical que impedia qualquer redução de despesas em salários e pessoal.
  • Fabio de Araujo  17/01/2021 11:25
    Respondendo a AGB: Reafirmo: JK favoreceu as montadoras de automóveis e caminhões em prejuízo da malha ferroviária local e como eu afirmei, mais por falta de visão de futuro ou de longo prazo do que por outro motivo. Logo após a 2a Guerra Mundial, os EUA, o Brasil e a Argentina eram considerados os três países com maiores divisas ou reservas internacionais. Um novo desenho da economia mundial estava sendo formado, mas o Brasil não soube, novamente, aproveitar suas reservas financeiras e credibilidade para criar a infra-estrutura & logística necessária para atrair investimentos. Ao invés de permitir a instalação das montadoras com prazo de reserva de mercado previamente definido, dez anos no máximo, por exemplo, e aí ele abriria o mercado para outros concorrentes, fez exatamente o que as montadoras aqui instaladas queriam, isto é, ter um mercado fechado ad infinitum. Já que a malha ferroviária estava sucateada, como diz AGB, então por que o governo JK não foi em busca de financiamento e parceiros internacionais especializados nesse tipo de transporte para ampliar a modernizar a infraestrutura local?
  • AGB  20/01/2021 00:59
    As reservas cambiais do Brasil eram resultantes da exportação de matérias primas para sustentar as operações bélicas. Terminada o conflito foi necessário reativar a economia e as divisas serviram basicamente para importar trigo, cimento, combustíveis, produtos metalúrgicos, material elétrico e insumos químicos. Seria impossível manter o país em regime de guerra, com racionamento, restrição aos transportes, controle de salários etc. Por volta de 1949 essas reservas já estavam muito reduzidas e vários obstáculos a importação foram implantados. O episódio coreano deu alguma folga à balança cambial mas o armistício de 1953 precipitou o Brasil em nova crise de divisas (que só foi resolvida em 1994 com o plano Real). A burocracia para efetuar compras no exterior tornou-se alucinante e o país passou a depender de empréstimos internacionais para manter-se adimplente. Obviamente esta situação não era favorável à nossa credibilidade financeira. Por outro lado, o governo optou por financiar seus gastos pela emissão crescente de moeda com a resultante inflação. Não preciso explicar os efeitos sociais e políticos dessa atitude. Juscelino só acelerou essa política para garantir apoio popular. Investir em ferrovias não dava créditos, melhor construir Brasília.
  • Fabio de Araujo  17/01/2021 10:56
    Creio que " Ex microempresário" não entendeu minha colocação: tanto a Nova Zelândia como o Chile adotaram decisões corretas, cientes de suas limitações de território e do número reduzido de habitantes e não construíram fábricas de automóveis porque os preços não seriam competitivos com os importados. Quanto à Suíça, este pequeno país com área 200 vezes menor do que a do Brasil e com população 20 vezes menor e tecnicamente bem preparada, percebeu que era muito mais vantajoso produzir bens com alto conteúdo tecnológico, que exigem maior especialização de mão-de-obra. Se "Ex-microempresário" não leva em conta a geografia econômica, o sistema de governo, o risco jurídico de cada país, a qualidade da mão-de-obra, o sistema tributário, ele é quem corre o risco de ficar nos clichês.
  • Ex-microempresario  17/01/2021 18:26
    Uma coisa que eu percebi nas centenas de empresas que eu conheci em minha vida foi que empresas e empresários bem-sucedidos tendem a se considerar comuns e iguais aos outros. Já empresas e empresários mal-sucedidos sempre são especiais, diferentes, e as leis que se aplicam aos outros não se aplicam a eles. Quando eu visitava uma empresa e escutava alguém dizer que "as coisas ali eram diferentes", já sabia que ia encontrar muita incompetência.

    As leis econômicas são as mesmas para o hemisfério sul e o norte, lugares planos e montanhosos, e países grandes e pequenos também. Esse argumento de que o exemplo dos outros não serve para nós porque o Brasil é 8739 vezes maior, me lembra exatamente esse tipo de argumento "especial".

    Países inteligentes fazem aquilo que sabem fazer com competência, aproveitando seus recursos. É o caso da Suíça, Nova Zelândia, Chile, Finlândia, Cingapura, Hong Kong, Coréia do Sul, Japão e tantos outros países bem sucedidos.

    Se queremos fazer o que eles fazem, temos que ter a competência que eles têm. Querer fazer o que não se sabe é receita para o fracasso, mesmo com os argumentos fajutos de "somos maiores", "nossa realidade é diferente", "o exemplo deles não se aplica".

    É justamente levando em conta nosso sistema de governo, nosso risco jurídico, nossa qualidade de mão-de-obra e nosso sistema tributário que se conclui que o Brasil não deveria tentar fabricar automóveis. Nossa competência permite ser exportador de soja, milho, boi e minério de ferro, e só.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/01/2021 23:01
    "Uma alta corte com ministros honestos..." Só se importarmos esses ministros da Suíça ou Nova Zelândia. E olhe lá.
  • Ezequiel  15/01/2021 19:01
    Boa!
  • Felipe  15/01/2021 21:24
    "Falha no freio do Toyota Prius tem solução grátis nos EUA – no Brasil não"

    "Ele conta que, após acender as luzes do painel, foi a concessionária que o informou de se tratar do servo do freio e pediu R$ 17.000 para consertar."

    Ou: a diferença de um país com liberdade econômica (ainda). E o Brasil tem o Código de Defesa do Consumidor, lá não...
  • Felipe  19/01/2021 14:04
    Preço do minério de ferro disparou recentemente, para maiores valores desde meados de 2011. Isso ao mesmo tempo em que o dólar continua forte...
  • Felipe  20/01/2021 14:29
    O preço da borracha também...
  • Felipe  22/01/2021 22:58
    Li esse texto sobre a saída da Ford. O que pensam a respeito?

    Não sei ao certo as razões, mas a marca sempre preferiu produzir a Ranger na Argentina, do que aqui no Brasil.

    A saída do Ecosport intriga, porque o carro era um sucesso e ainda existe em outros mercados. Seria agora em uma nova geração. De utilitários, só o chinês Ford Territory e o Edge ST, além da Ranger.
  • Vladimir  23/01/2021 02:35
    Li o artigo linkado. Apesar de um tantinho confuso, o autor acertou nos pontos. Eis a questão principal:

    "Tudo se resume no fato de que não há dólares suficientes nas reservas que permitam empresas abandonarem a Argentina neste momento. A Ford sabe que há reservas suficientes no Brasil para remeter os valores amealhados com a venda de ativos e a queima de estoques, deduzidas as despesas de encerramento.

    Na ânsia de reduzir suas operações como está fazendo no mundo inteiro, resguardando-se a participação de mercado via importações no Brasil, parece ter tomado a decisão mais sábia como empresa.

    Ao que os números indicam, sair do Brasil e investir na Argentina não é uma escolha calcada em questões mercadológicas ou de risco-país, haja vista que o risco de lá é maior que o nosso. Trata-se de uma imposição com que a empresa terá de conviver se quiser continuar usufruindo do Mercosul."


    Isso faz sentido. A Ford permaneceu na Argentina não por lá ser melhor, mas simplesmente por ser refém. Não há como a empresa, na Argentina, comprar dólares para remeter para a matriz. Não só praticamente não há mais dólares na Argentina, como também a compra de dólares está completamente restringida pelo governo (saiu hoje a notícia de que o BC argentino já está praticamente sem reservas internacionais).

    O autor conclui, também corretamente:

    "Resta-nos, como país, deixar de festejar qualquer pretenso investimento externo e dizer: "Se não for para ficar, por favor, não venha". É sempre preferível importar a fazer concessões para internalizar uma produção que pode não ser lucrativa."

    Bingo. Embora eu não ache que devamos rechaçar investimentos estrangeiros, é sim um fato que, entre importar e subsidiar estrangeiro com nossos impostos, a primeira opção é mais racional, mais ética, mais moral e mais condizente com a liberdade.


    P.S.: sejamos sinceros: os carros da Ford, com a possível exceção do Fusion (que era só pra classe A), são uma merda. Inclusive o Ecosport, que apanha de qualquer utilitário japonês (e até mesmo da GM; uma Captiva é melhor). Ademais, a revisão e as peças de reposição são muito caras.
  • Felipe  23/01/2021 12:43
    Mas a Captiva é um segmento acima da Ecosport.
  • Felipe  23/01/2021 13:21
    O problema é quando, nos comentários do texto, ele dá a entender (ou pelo menos entendi assim) de que o Brasil é um local interessante para investidores, inclusive fabricantes de carros.
  • Imperion  23/01/2021 22:09
    Países hostis: pague pra entrar, reze pra sair.

    Pode-se dizer que países como o Brasil têm que fazer concessões muito boas pra trazer investimento estrangeiro, devido às condições péssimas. Melhor ser como a Nova Zelândia , que não paga para produzirem no seu território.


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