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As dez leis fundamentais da economia
Sociedades que as respeitam e não tentam revogá-las enriquecem

Em meio a tantas falácias econômicas sendo repetidas de maneira aparentemente incessante pela mídia e pelos comentaristas, a função do economista intelectualmente honesto é desfazer essa cortina de fumaça para o público e reafirmar algumas das mais básicas leis da economia.

Este Instituto já apresentou uma lista extremamente sucinta das dez leis fundamentais da economia. Vários leitores pediram para que ela fosse aprofundada. Eis, portanto, as dez leis fundamentais da economia que sempre devem ser repetidas para jamais serem esquecidas.

1. Para consumir é necessário antes produzir

A produção necessariamente vem antes do consumo. Para consumir algo, esse algo deve antes existir. É impossível consumir algo que ainda não foi criado.

Embora essa seja uma constatação lógica e óbvia, ela é recorrentemente ignorada. A ideia de que o governo deve estimular o consumo da população para que isso então impulsione a produção e toda a economia é predominante na mídia e nos meios acadêmicos. Trata-se de uma perfeita inversão de causa e consequência.

Bens de consumo não simplesmente caem do céu. Bens de consumo são o resultado final de uma longa cadeia que envolve vários processos de produção interligados. Essa cadeia é chamada de "estrutura de produção".

Mesmo a produção de um item aparentemente simples, como um lápis ou um sanduíche, requer uma intrincada rede de processos produtivos que levam tempo para ser concluídos e que envolvem vários países e continentes.

Estimular o consumo, por definição, não pode gerar crescimento econômico.

2. O consumo é o objetivo final da produção

As pessoas produzem aquilo que outras pessoas querem consumir. Não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir.

Por isso, o consumo é o objetivo de toda a atividade econômica. E a produção é o seu meio.

Defensores de políticas governamentais voltadas a "criar empregos" violam esta óbvia ideia. Programas voltados para a criação artificial de empregos transformam a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção. Criar empregos artificialmente significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores.

São os consumidores que atribuem valor aos bens de consumo final. Ao atribuírem valor aos bens de consumo, eles indiretamente também atribuem valor aos fatores de produção (mão-de-obra e maquinário) utilizados no processo de produção destes bens de consumo.

São os consumidores, portanto, que determinam o valor da mão-de-obra, da matéria-prima e de todos os maquinários e equipamentos utilizados em todos os processos de produção.

Ignorar as reais demandas do consumidor e querer criar empregos artificiais e processos de produção que não estão em linha com os desejos do consumidor é uma medida que tenta revogar toda essa realidade. Tal medida é economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.

3. Nada é realmente gratuito; tudo tem custos

Não existe almoço grátis. Receber algo aparentemente gratuito significa apenas que há outra pessoa pagando por tudo.

Por trás de cada universidade pública, de serviços de saúde "gratuitos", de bolsas estudantis e de toda e qualquer forma de assistencialismo jaz o dinheiro de impostos de pessoas que trabalham e produzem.

Embora os pagadores de impostos saibam que é o governo quem confisca parte de sua renda, eles não sabem para quem ou para onde vai esse dinheiro. E embora os recebedores desse dinheiro e dos serviços custeados por esse dinheiro saibam que é o governo quem está por trás de tudo, eles não sabem de quem o governo tomou esse dinheiro.

4. O valor das coisas é subjetivo

A maneira como cada indivíduo atribui valor a um bem é subjetiva, e varia de acordo com a situação e com os gostos deste indivíduo. Um mesmo bem físico possui diferentes valores para diferentes pessoas.

A utilidade de cada bem é subjetiva, individual, situacional e marginal. Por isso, não pode haver algo como "consumo coletivo". Mesmo a temperatura de uma sala traz sensações distintas para cada pessoa ali presente. A mesma partida de futebol possui diferentes valores subjetivos para espectador, como é facilmente perceptível no momento que um dos times faz um gol.

5. É a produtividade o que determina os salários

A produção de um indivíduo durante um determinado período de tempo determina o quanto ele pode ganhar durante esse período de tempo.

Quanto mais esse indivíduo produzir um bem ou serviço voluntariamente demandado pelos consumidores em um determinado intervalo de tempo, maior poderá ser a sua remuneração.

Em um mercado de trabalho genuinamente livre, empresas contratarão mão-de-obra adicional sempre que a produtividade marginal de cada um desses trabalhadores for maior que o seu salário (custo). Em outras palavras, sempre que um trabalhador adicional for capaz de gerar mais receitas do que despesas, ele será contratado.

A concorrência entre as empresas irá elevar os salários até o ponto em que ele se equiparar à produtividade.

O poder dos sindicatos pode alterar a distribuição dos salários entre os diferentes grupos de trabalhadores, mas não pode elevar o valor total dos salários de todos esses trabalhadores. Estes dependem inteiramente da produtividade.

E o que aumenta a produtividade da mão-de-obra? Poupança, investimentos e acumulação de capital.  Sem poupança não há investimento. E sem investimento não há acumulação de capital. Sem acumulação de capital não há maior produtividade. E sem mais produtividade não há aumento da renda.

6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros

Keynesianos dizem que todo gasto gera renda. Eles apenas se esquecem de que todo gasto é também um custo. O gasto é um custo para o comprador e uma renda para o vendedor. A renda é igual ao custo.

O mecanismo do multiplicador de renda keynesiano diz que, quanto mais se gasta, mais se enriquece. Quanto mais todos gastam, mais ricos todos ficam. Tal lógica obviamente ignora os custos. O multiplicador fiscal, por definição, implica que os custos aumentam junto com a renda. Se a renda se multiplica, os custos também se multiplicam. O modelo do multiplicador keynesiano ignora esse efeito do custo.

Graves erros de política econômica ocorrem quando as políticas governamentais contabilizam os gastos públicos apenas pela ótica da renda, ignorando completamente o efeito dos custos.

Gastos, portanto, são custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.

7. Dinheiro não é riqueza

O valor do dinheiro consiste em seu poder de compra. O dinheiro serve como um instrumento para se efetuar trocas. Quanto maior o poder de compra do dinheiro, maior sua capacidade de efetuar trocas.

Mas o dinheiro, por si só, não é riqueza. É apenas um meio de troca. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja

O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.

Robinson Crusoé não estaria um centavo mais rico caso encontrasse uma mina de ouro ou uma valise repleta de dinheiro em sua ilha isolada.

8. O trabalho, por si só, não cria valor

O trabalho, quando combinado com outros fatores de produção (matéria-prima, ferramentas e infraestrutura), cria produtos. Mas o valor desses produtos depende do quanto ele é útil para o consumidor.

A utilidade desse produto depende da valoração subjetiva feita por cada indivíduo (ver item 4). Por isso, criar empregos apenas para que haja mais empregos é algo economicamente insensato (ver item 2).

O que realmente importa é a criação de valor, e não o quão duro um indivíduo trabalha. Para ser útil, um produto ou serviço tem de gerar benefícios ao consumidor. O valor de um bem ou serviço não está diretamente ligado ao esforço necessário para produzi-lo.

Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, tais produtos não terão nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

9. O lucro é o bônus do empreendedor bem-sucedido

No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos e ter sabido satisfazer as demandas dos consumidores.

Em uma economia estacionária, na qual não ocorre nenhuma mudança, não haveria nem lucros nem prejuízos, e todas as empresas teriam a mesma taxa de retorno. Já em uma economia dinâmica e crescente, ocorrem mudanças diariamente nos desejos dos consumidores. E aqueles mais capazes de antecipar essas mudanças nos desejos dos consumidores e que souberem como direcionar recursos escassos — mão-de-obra, matéria-prima e bens de capital — para satisfazer esses consumidores irão colher os lucros econômicos.

Empreendedores capazes de antecipar as demandas futuras dos consumidores irão auferir as maiores taxas de lucro e irão crescer. Empreendedores que não tiverem essa capacidade de antecipar os desejos dos consumidores irão encolher até finalmente serem expulsos do mercado.

10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

As leis econômicas são aprioristas, o que significa que elas não precisam ser previamente verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas.

Ninguém pode falsificar tais leis empiricamente porque elas são verdadeiras em si mesmas. Como tal, as leis fundamentais da economia não requerem verificação empírica. Referências a fatos empíricos servem meramente como exemplos ilustrativos; elas não representam uma declaração de princípios. (Veja exemplos práticos aqui.)

 

É possível ignorar e violar as leis fundamentais da economia, mas não é possível alterá-las.  Sociedades que entenderem e respeitarem essas 10 leis econômicas — sem tentar revogá-las — irão prosperar.

 

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autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Flavio Trentin  22/12/2016 14:30
    Ola, boa tarde

    Quero dar meus parabéns a este artigo, gosto muito das publicações pois me ajuda muito nos meus estudos e para poder ensinar outras pessoas.

    Sobre o Item 5 gostaria de saber um pouco mais, como a produtividade determina o salario, e nesse mesmo item, sobre a concorrência vai equiparar os salários.

    Obrigado
  • Acr%C3%83%C2%A9scimo  22/12/2016 14:39
    Clique nos hyperlinks, pois eles o levarão a artigos específicos que explicam e aprofundam essas idéias.

    Eis as sugestões:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2535

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241
  • Acréscimo  22/12/2016 14:33
    11. Gastos do governo não aumentam a riqueza da sociedade

    Os gastos do governo não possuem o poder milagroso de criar riqueza para todos. Afinal, de onde vem o dinheiro?

    Mais dinheiro nas mãos do governo significa menos dinheiro nas mãos das pessoas que tiveram esse dinheiro confiscado pelo governo. Quanto mais o governo gasta, mais dinheiro ele toma das pessoas.

    Quando o governo gasta, sempre há os que ganham (os recebedores finais do dinheiro) e sempre há os que perdem (aqueles de quem o governo tirou esse dinheiro). Impossível todos ganharem.

    Quem afirma que gastos do governo geram crescimento econômico está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

    12. Déficits do governo não impulsionam a economia

    O dinheiro que o governo pega emprestado para bancar seus gastos é o mesmo dinheiro que poderia ter sido direcionado para empreendimentos produtivos. Consequentemente, vários investimentos não puderam ser concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados pelo déficit do governo.

    Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo.
  • 4lex5andro  09/05/2017 19:01
    Tópico basilar sobre o que é liberalismo. Favoritado.
  • Dam Herzog  22/12/2016 15:10
    13 A propriedade privada deve ser respeitada para que exista o calculo ecomomico?
    14 Deve existir um ambiente propício para que a economia desenvolva e este ambiente se chama mercado livre e desimpedido?
    15 As trocas devem ser voluntarias? Ou tudo isto esta implicito nas dez leis?
  • Ludwig  22/12/2016 15:41
    13) Sim. É impossível haver cálculo econômico -- formação de preços e cálculo de lucros e prejuízos -- se os meios de produção não forem propriedade privada.

    Se os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado), então não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços. Se não há formação de preços, não há cálculo de lucros e prejuízos e, consequentemente, não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Sem preços livres, e sem poder fazer cálculo de custos, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.


    14) Sim. Mas não só.
    O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    15) Está nas leis 2, 4 e 10. (Principalmente na 10).

    Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

    Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

    É uma lei apriorística, a qual não tem como ser refutada e não necessita de um exemplo empírico para comprová-la.
  • Dam Herzog  23/12/2016 01:23
    Ludwig, muito obrigado pela resposta, gostei muito . Que tenha um bom natal paz saúde e amor em 2017.
  • Pedro  22/12/2016 15:24
    Saiu no Miser gringo ontem o artigo. Legal já ter sido traduzido pra cá. Ou o Prof. Mueller tenha feito também uma versão em português.

    Sobre o item 10: é uma das coisas mais fascinantes no pensamento da Escola Austríaca. Pra mim, esta sendo extraordinário entender isso.

    Abraços!
  • República de Curitiba  22/12/2016 15:38
    Venho por meio desse, agradecer aos representantes desse Instituto: Hélio Beltrão, Leandro Roque, Fernando Chiocca e Fernando Ulrich.

    Conheci o Instituto em Janeiro desse ano (apesar de anteriormente já ter lido vários outros artigos), e desde então me aprofundei em Escola Austríaca e seus ensinamentos, pelos Artigos, Livros disponibilizados aqui, Vídeos e Podcasts.

    Vocês são pessoas incríveis e que prestam um serviço para a sociedade que, mais cedo ou mais tarde, será reconhecido a importância de vocês nos entendimentos Econômicos, Filosóficos e Morais. Se eu pudesse mencionar todo o conhecimento aprendido aqui, desde o Bitcoin até o Apriorismo a lista seria extensa e cansativa para leitura.

    Conheci o Instituto em Janeiro desse ano (apesar de anteriormente já ter lido vários outros artigos), e desde então me aprofundei em Escola Austríaca e seus ensinamentos, pelos Artigos, Livros disponibilizados aqui, Vídeos e Podcasts.

    Nesse período Natalino, gostaria de agradecer a essas pessoas que citei acima e aos que sempre comentam no site, desde o Capital Imoral até o Pobre Paulista, toda essa união de fatores me fizeram uma pessoa muitíssimo melhor esse ano, não só no ramo econômico, mas de compreensão do mundo. O IMB fez eu entrar em 2016 com uma ideia de mundo e sair com outra muito mais concreta e racional.


    Vocês não imaginam o serviço que realizam, tamanho esclarecimento que as mentes saem após os ensinamentos daqui.
    As cargas de conhecimento que temos aqui nesse Sítio são absurdas.

    Vida Longa as ideias de Mises.
    Vida Longa a quem propaga e divulga essas ideias. Vida longa a todos vocês.

    Que o Natal de todos seja abençoado, ainda mais de quem se preocupa com a divulgação da VERDADE.

    O meu sincero MUITO OBRIGADO.

  • Equipe  22/12/2016 15:48
    Ficamos incrivelmente regozijados com esse seu depoimento, caro leitor. Esse é o nosso combustível; essa é a nossa motivação para tudo.

    Muito obrigado por nos deixar saber o que pensa sobre o nosso humilde trabalho. Acima de tudo, obrigado pelo prestígio e pelo reconhecimento.

    Cordiais saudações
  • Pedro  22/12/2016 16:05
    Façam uma nova campanha de doações pro Instituto. Acho que muita gente que visita aqui não doa por "esquecimento".

    Parabés, IMB!
  • Capitalista Opressor  22/12/2016 17:01
    Você pode agradecer melhor aqui ou aqui.
  • Felipe R  09/05/2017 12:44
    Esses "vouchers" do Clube Mises têm validade de um ano? Mesmo a categoria "Gold Associated Partner"?
  • Leitor  22/12/2016 15:59
    Aumentar a massa de sonegadores não vai resolver o problema. Nós não saíremos do inferno estatal.

    O melhor seria entrar na luta política. Se nós acreditamos nas ideias liberais, não podemos acreditar que seremos derrotados.

    Não podemos excluir a disputa política. Todos os caminhos são válidos. Não podemos acreditar que o estado sempre vai aumentar, se nós podemos diminui-lo.

    É nossa obrigação elaborar um novo projeto de sistema tributário. É nossa obrigação elaborar um novo projeto previdência. É nossa obrigação elaborar um novo projeto educação básica. É nossa obrigação elaborar um novo projeto de saúde básica.

    Ninguém vai conseguir baixar um decreto acabando com impostos, mas podemos reduzir os impostos, reduzir a burocracia, taxar apenas o consumo, acabar com o desperdício de dinheiro, etc.

    Não faz sentido ficar esperando o governo causar uma implosão do sistema capitalista.
  • Lúcido  22/12/2016 16:41
    Primeiro: Não há Capitalismo no Brasil, passamos longe de viver em uma Economia de Livre Mercado. Vivemos sim, em um regime Intervencionista de Servidão ao estado.

    Segundo: Sonegar é um dever moral, se a fonte do dinheiro sonegado é lícito, você apenas cumpre com seu dever sonegando.

    Terceiro - Você diz: "É nossa obrigação blablabla". Utiliza uma palavra de cunho coletivo para dissolver e tentar envolver o seu interesse pessoal. Tanto Eu como muitos que por aqui passam, NÃO temos NENHUMA obrigação politica, nem almejamos tê-la. Queremos apenas que nossas vidas sejam deixadas em paz, que respeitem nossas Liberdades Naturais: Vida, Propriedade, Liberdade.
  • João de Alexandria  22/12/2016 16:53
    Lúcido,

    Compreendo perfeitamente seu ponto de vista e o respeito,mas num mundo de coletivistas mimados politicamente corretos não há paz possível para liberais, conservadores,libertários e afins se alguns não se dedicarem a luta política,porque os progressistas continuarão no comando infernizando nossas vidas em prol da tal "justiça social".
    Você está no seu direito de não querer participar, mas alguns terão de fazê-lo.
  • Leitor  22/12/2016 17:14
    Você quer defender a sua liberdade sem fazer nada ?

    Como você não vai produzir tudo que consome, você sempre vai pagar impostos.

    Eu tenho uma visão muito clara do que são interesses pessoais. Não confunda união de forças com lobby por privilégios.

    Derrotar os confiscadores é melhor do que engana-los.
  • Magno  22/12/2016 17:26
    "Como você não vai produzir tudo que consome, você sempre vai pagar impostos."

    Mas, hein?

    Eu não produzo a minha própria roupa e nem a minha própria comida. Graças ao capitalismo e à divisão do trabalho, pessoas melhores que eu se especializam nestas funções e vendem seus serviços para mim. Em troca, tenho de produzir algo para conseguir uma renda necessária para pagar por essa roupa e por essa comida.

    Agora, por favor, me explique: de onde você conclui que tal arranjo só se mantém graças a impostos? Qual é a lógica de dizer que, se não fossem políticos extraindo dinheiro dessas pessoas, tal arranjo não existiria?
  • Leitor  22/12/2016 18:04
    Recomendo aos anarco-capitalistas que comprem uma fazenda.

    Nessa fazenda, vocês podem plantar comida. Podem construir um galinheiro e criar gado. Podem plantar algodão para fabricar roupas. Podem usar o barro para construir a sede da fazenda. Podem usar carroças de madeira com tração animal. Podem construir um lago para armazenar água e criar peixes. Podem trocar serviços de saúde por um almoço servido ao médico. Podem fabricar um gerador de energia solar ou eólica, etc.

    Com esse método de sobrevivência vocês não irão pagar impostos. Esse estilo de vida não precisa de banco central. Tem espaço na fazenda para fazer poupança.

    Enfim, escolham se irão viver isolados na fazenda ou se irão fazer luta política contra os confiscadores !
  • Tulio  22/12/2016 18:33
    Ui, que brava!

    Só porque sua "lógica" brilhante foi refutada você deu esse piti?

    Eu nem sou anarcocapitalista, mas que a sua lógica asinina foi perfeitamente apontada pelo Magno, ah, isso foi.

    Aperfeiçoe seus argumentos, cidadão. Quer defender a existência do estado, de políticos e a necessidade de impostos? Faça-o ao menos utilizando algum argumento racional.


    P.S.: nem mesmo essa sua historia de "fazenda" faz sentido, pois, a menos que tal fazenda estivesse localizada em um local totalmente isento de impostos (e, até onde sei, nenhum governo concederia essa isenção), o estado continuaria existindo e tributando essas pessoas.

    Entenda o que um anarcocapitalista realmente defende antes de inventar espantalhos.

    Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro
  • Leitor  22/12/2016 19:41
    Tulia,

    Quem está defendendo o estado ?

    Enquanto você está sonegando seus míseros reaiszinhos, os liberais que entram na briga política conseguem bloquear a expropriação de bilhões de reais.

    Fique aí com sua sonegaçãozinha de moedas.
  • anônimo  06/05/2017 22:00
    Caro leitor. Primeiro, antes de mais nada, recomendo esse artigo:

    A incoerência de esperar que o estado decrete o livre mercado

    De qualquer forma, não acredito que é com pressões de cunho coletivista que há de se mudar um país quando a mentalidade de uma grande da população foi formada por séculos de estatismo. Se você quer entrar na luta, dissemine os pensamentos discutidos aqui, ensine a todos que estão próximos de você. Não será nessa geração que teremos uma mudança, mas quem sabe na próxima.
  • Yoda  24/12/2016 03:24
    Penso que a maioria não entendeu o comentário do Leitor

    O que ele quis dizer foi que como existe um estado instalado, ativo e enraizado, mesmo que você decida vence-lo na base de sonegação, não vai conseguir nem ao menos fazer você mesmo não pagar impostos, pois na medida que consome vai sustentar o governo do mesmo jeito.

    Daí a única forma de não sustentar o governo seria produzir tudo que consome se trancando em uma fazenda, negociando apenas com outros ancaps.

    A alternativa é tentar domar o governo e diminui-lo através dá apropriação do poder político
  • Max Rockatansky  22/12/2016 20:13
    "Como você não vai produzir tudo que consome, você sempre vai pagar impostos."


    Como é que é??

    Eu sempre vou pagar pagar impostos em virtude do fato de que eu não produzo tudo que consumo?

    Há tempo que não lia um troço tão asinino.
  • Leitor  22/12/2016 20:48
    Vai num supermercado e diz que você quer comprar sem imposto. Peça para a atendente retirar os impostos. Depois você posta aqui o resultado.

    Os anarco-capitalistas estão sonegando moedinhas, enquanto os liberais que entraram na luta política estão bloqueando a expropriação de bilhões de reais.

    Essa é a realidade que precisa ser mostrada.
  • SRV  23/12/2016 11:14
    Amigos Max Rockatansky, Tulio, Magno

    Acredito que vocês não leram atentamente o que disse o amigo "Leitor".

    Os intervencionistas sempre irão fazer o lobby para aumentar seus poderes. Nós libertários precisamos lutar contra esse movimento com todas as ferramentas que pudermos. Pode ser através da educação como faz o Instituto Mises, ou através da criação de partidos políticos como tentou fazer o Partido Liber, ou quaisquer outras formas que você imaginar.

    Quando o amigo "Leitor" disse "Como você não vai produzir tudo que consome, você sempre vai pagar impostos.", ele foi brilhante. A divisão do trabalho nos "obriga" a comprar os bens e serviços que não produzimos (a existência da divisão do trabalho é algo bom pois aumenta a nossa produtividade). Porém, no mundo real, o governo cobra impostos sempre que compramos algum bem ou serviço, cobra impostos das empresas que lucram ao nos fornecer produtos, cobra tarifas se os produtos são importados, etc. Como não é viável produzirmos tudo o que consumimos no mundo real, sempre estaremos pagando impostos ao governo. Não tem como escapar. E aqui faz sentido lutarmos com todas as ferramentas possíveis.

    Muito embora ninguém tenha OBRIGAÇÃO nenhuma, como foi mencionado, e embora difundir as idéias libertárias já seja uma grande contribuição na direção correta, talvez alguns de nós possam contribuir mais em outras frentes. Me lembrei deste artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2533, que fala sobre moralidade de votar, algo como "não gostaria de estar na guerra, mas já que estou forçadamente nela, vou lutar com todas as armas que tenho". É por aí que deveríamos seguir, em minha humilde opinião.

    Grande abraço a todos, ótimo Natal.
  • 4lex5andro  23/12/2016 21:52
    Existem meios até de conseguir não pagar impostos e ao mesmo tempo poder consumir além do que se produz, mas não parecem saídas honrosas (óbvio dos óbvios). Passado isto, restou a saída certa que é comprar e tendo que comprar com a riqueza que é obtida do trabalho, e nesse processo vem o estado e confisca parte desse poder de compra com impostos.

    Não tendo um consenso para a luta armada, felizmente, então resta o caminho (longo, mas proeminente) da militância pela educação e um passo político-partidário não deve ser deixado de lado nesse caminho.
  • thiago  04/06/2018 12:13
    Concordo que a arena política é um caminho válido. Salve o NOVO, que já mira em propostas muito mais liberais do que normalmente vemos.
  • financista  10/09/2017 20:08
    https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/09/pre-keynesianos-felizes.html

    Segue um contra argumento a alguns desse axiomas econômicos.
  • Ricardo  22/12/2016 17:00
    O IMB deveria repostar esse artigo toda a semana, talvez dessa forma alguns cabeçudos que acham que se pode violar as leis da economia impunemente se conscientizem de que elas são tão invariáveis quanto as leis da física.
  • matheus  22/12/2016 17:05
    Esse anúncio do governo de que as pessoas podem sacar de conta inativa o FGTS, valor que pode chegar a 30 bilhões de reais, jogará 30 bilhões na economia, mas não poderia causar inflação, já que o FGTS é uma parte do salario do trabalhador , e se recebeu é porque gerou alguma riqueza .

    Certo?
  • Economista  22/12/2016 17:10
    Esse dinheiro já está na economia há muito tempo. Todo o dinheiro do FGTS foi emprestado para a construção civil e para as empreiteiras da Lava-Jato. Não existe dinheiro parado em conta nenhuma.

    Logo, ao sacarem esse dinheiro, a Caixa terá de vender ativos para poder repassar esse dinheiro a esses trabalhadores.

    Em si, a oferta monetária não será alterada. Mas pode haver maior demanda oriunda desses trabalhadores. Consequentemente, alguma pressão localizada em alguns preços de alguns bens e serviços pode ocorrer.
  • Andre  22/12/2016 17:21
    Esse dinheiro não é advindo da expansão monetária, e até uma pressão na oferta é pouco provável, primeiro que há capacidade ociosa de sobra nas empresas e se esse dinheiro tiver o mesmo destino do décimo terceiro salário, 70% irá para pagar contas.
    O que o governo está fazendo é dar um forte tranco na economia, não sei se vai funcionar, mas gostaria que o Leandro desse sua opinião quanto a essa medida da liberação das contas inativas do FGTS.
  • Leandro  22/12/2016 17:31
    É uma medida justa e correta. O governo está simplesmente devolvendo uma propriedade ao seu dono de direito.

    O ideal seria que esse dinheiro fosse utilizado para quitar dívidas. Na ausência de dívidas (uma raridade) deve ser investido.

    De resto, você está absolutamente correto em tudo o que disse: no momento -- enfatizo, no momento -- não há risco de grandes pressões sobre os preços, pois a moeda está em tendência de fortalecimento (como disse aqui em resposta a um leitor).
  • matheus  23/12/2016 19:40
    quando o governo decide por exemplo que o salario será corrigido pela inflação , então esse "dinehiro a mais " que entrará na economia iria inflacionar ainda mais o mercado?
  • Lucas  23/12/2016 22:09
    Aumento de salário mínimo ou aumento de salário de acordo com a inflação de preços passada não "injeta" dinheiro na economia.

    Quando há aumento do mínimo, esse dinheiro advém da micro e pequenas empresas (as médias e grandes já pagam acima do mínimo). Elas ficam com menos dinheiro em caixa (e, logo, podem investir menos, contratar menos e expandir menos).

    Já quando é corrigido pela inflação, o fenômeno acima abrange todas as empresas.
  • Alienado   22/12/2016 17:05
    10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

    É muita pretensão falar uma coisa dessas, vocês não acham ?
  • Culturalizado  22/12/2016 17:16
    O que seria "pretensão"? Seria algo que foi tensionado previamente?

    Eis alguns exemplos de leis econômicas puramente lógicas. Fique à vontade para refutá-las usando a lógica.

    • Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

    • Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

    • Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

    • Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

    • Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

    • Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.
  • distributista  22/12/2016 17:15
    11ª Lei da Economia: A economia deve estar subordinada às leis morais.
  • 4lex5andro  23/12/2016 21:57
    Parágrafo único; todas as ciências econômicas são amorais, logo seus postulados obedecem tão somente á ''moral'' da lógica e dos números.

  • Ex-microempresario  05/05/2017 16:24
    Creio que o distributista pensou, mas não escreveu, uma segunda frase:

    "Obviamente, as leis morais corretas são as minhas."
  • rand0m78923  22/12/2016 17:50
    (Não tem nada a ver com o assunto retratado no texto)
    Eu me lembro de ter visto um comentário do Leandro em algum artigo à respeito do crescimento economico nos EUA no período 1946-1980( frequentemente associado à Keynes ). Alguém poderia mandar o artigo em que ele comenta ou explicar o porque desse crescimento nessa época?
  • Leandro  22/12/2016 18:20
    Todo o crescimento econômico americano do pós-guerra (1946 a 1971) deveu-se majoritariamente ao fato de o dólar ter sido atrelado ao ouro.

    Com uma moeda forte, estável e com inflação de preços quase nula, havia a confiança e a previsibilidade necessária para impulsionar os investimentos de longo prazo, que são os que realmente geram riqueza e elevam o bem-estar.

    Adicionalmente, com o dólar atrelado ao ouro, não havia espaço para o governo americano se endividar e aumentar seus gastos livremente. Durante todo esse período, o governo americano praticamente não teve déficits. (Veja o terceiro gráfico deste artigo).

    Aí, a partir de 1971, com o rompimento do elo entre ouro e dólar, o governo ficou livre para aumentar seus gastos e se endividar. Simultaneamente, a perda de confiança na moeda (agora totalmente sob o controle do governo) fez disparar a inflação de preços.

    E tudo nunca mais foi o mesmo.

    Recomendo também este artigo, que aborda exatamente este tema de como uma moeda forte gera crescimento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
  • rand0m78923  22/12/2016 18:50
    Obrigado pela resposta Leandro.
  • Taxidermista  22/12/2016 18:32

    E aqui temos o ensaio do Böhm-Bawerk sobre as consequências das tentativas de controlar politicamente as leis econômicas:


    mises.org/library/control-or-economic-law-1
  • Pedro  22/12/2016 19:22
    Alô, equipe IMB.

    Um novo livro introdutório ao pensamento de Mises foi publicado no Mises Institute.
    De repente, poderia ser traduzido para ampliar o acesso à obra dele.

    Livro impresso: store.mises.org/The-Mises-Reader-Unabridged-P11055.aspx
    Apresentação do livro e versão Epub / PDF / HTML: https://mises.org/library/mises-reader

    Abraço!
  • Vitor  22/12/2016 21:37
    Uma coisa que eu gostaria muito seria uma tradução de "Economic Harmonies" ou "Economic Sophisms" do Frédéric Bastiat. Especialmente o "Sophisms", eu acho que seria muito bom ser mais divulgado em língua portuguesa. Eu consigo traduzir e tenho tempo, mas infelizmente não tenho nada de útil ( Carreira de economista, profissão de tradutor, etc.) para traduzir.
  • anônimo  22/12/2016 22:11
    A maior incógnita do capitalismo é a realização do ciclo produtivo para a comercialização efetiva da mercadoria pelo mercado.Se o mercado não concretizar a venda o ciclo econômico se quebra,eis um paradigma que só o capitalismo consegue resolver ou com a quebra da empresa,importação, ou com inovação tecnológica que reduzirá custo,aumentará produtividade e a produção será absorvida pelo mercado.Só o capitalismo tem a capacidade de resolver seus defeitos e conflitos, os aperfeiçoandos para um novo ciclo econômico. Ao estado basta a não interferência na economia, que o próprio mercado se ajusta.
  • WDA  26/12/2016 15:26
    Em meio a tantos artigos valorosos deste site, esse é provavelmente o artigo mais útil, relevante e necessário de todos os artigos que já li aqui!

    A simplicidade e concisão do artigo só o tornam melhor!

    Parabéns, equipe IMB, por esse trabalho maravilhoso que vocês fazem. Sem exagero, vocês são heróis que estão fazendo o que é provavelmente o mais importante trabalho de divulgação de conhecimento sobre economia da história desse país. Espero que esse conhecimento se espalhe cada vez mais e frutifique!

  • anônimo  26/12/2016 19:16
    Por que os economistas desenvolvimentistas são os que mais destroem as empresas ?

    Os caras gostam baixar imposto sobre consumo, mas continuam taxando a renda e o lucro. Os caras querem crédito barato, mas não valorizam a moeda e criam inflação. Eles prejudicam os empresários dificultando a importação de matéria prima.

    Os empresários formam a base de uma sociedade capitalista. Se não existe empresários, todo o sistema capitalista será implodido.
  • anônimo  26/12/2016 19:41
    Eu exijo a canonizajavascript:__doPostBack('ctl00$ContentPlaceHolder1$cmdAddComment','')ção religiosa dos empresários !
  • Emerson Luis  08/01/2017 19:20

    Então vou repetir e ampliar o meu comentário:

    "1. A produção tem necessariamente de vir antes do consumo"

    Corolário: Estimular o consumo distorce o mercado causando má alocação de recursos, endividamento e gera inflação e recessão.


    "2. O consumo é o objetivo final da produção"

    O governo não cria empregos, apenas distorce o mercado. Quem cria empregos é a própria sociedade com suas interações econômicas. A única forma do governo realmente fazer com que haja mais empregos é diminuir seu controle burocrático sobre a economia.


    "3. Não há nada que seja realmente gratuito."

    Corolário: Em geral, o que é oferecido como "gratuito" pelo governo possui custos ocultos elevadíssimos e é mau negócio.


    "4. O valor das coisas é subjetivo."

    Mas o preço é objetivo. Valor é diferente de preço, embora totalmente ligado a ele.

    Três amigos estão em uma loja e veem um produto precificado em R$10; um considera caro demais, outro considera um preço razoável e o terceiro, bem barato. Cada um avaliou o mesmo produto conforme seus próprios critérios individuais e subjetivos, atribuindo a ele um valor diferente. Mas os três concordam e têm que concordar que o preço solicitado pela loja por aquele produto é de R$10.


    "5. É a produtividade o que determina os salários"

    Corolário: Aumentos forçados de salários diminui a quantidade de empregos e piora a situação dos mais pobres.

    Observação: Os encargos trabalhistas impostos pelo Estado diminuem grandemente os salários. Se um empregador gasta R$2000 com um empregado, apenas metade vai para este, a outra metade vai para o governo.


    "6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros"

    O governo não cria riqueza, tudo o que ele gasta é confiscado da sociedade, que deixa de possuir esse montante para investir ou consumir. Obras e programas governamentais beneficiam uns às custas de outros; mesmo que isso beneficiasse de fato a sociedade, ainda assim seria errado, mas o resultado é nulo (-1+1=0); pior, é negativo, pois o governo destrói riqueza no processo financiando sua enorme burocracia e com as inevitáveis má alocação e má administração dos recursos - para não falar da corrupção.


    "7. Dinheiro não é riqueza"

    Os venezuelanos estão cheios de dinheiro, tanto que pararam de contar e agora medem por peso.


    "8. O trabalho, por si só, não cria valor"

    Não confunda valor/mérito moral com valor/mérito econômico! São diferentes e independentes um do outro.


    "9. O lucro é um bônus para o empreendedor"

    Buscar lucro não é errado em si mesmo. Até em uma economia de subsistência uma pessoa trabalha esperando obter mais do que produziu: não faria sentido plantar um quilo de sementes para colher apenas um quilo de sementes.

    Se é errado um empreendedor querer ter lucro, então é errado um empregado querer ter salário.


    "10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas"

    Ninguém precisa provar que o triângulo é uma figura plana fechada com três ângulos totalizando 180º, apenas explicar isso. No máximo temos que provar que uma determinada é um triângulo.

    Um axioma de Mises é que o indivíduo age buscando um objetivo visando aumentar seu próprio conforto [ou reduzir o desconforto]. Se alguém tentar refutar esse axioma com argumentos e exemplos ou efetuando uma ação supostamente sem objetivo ou que cause desconforto a si mesmo, sua própria tentativa de refutação desse princípio é uma demonstração dele.

    PS 1: A palavra "princípio" tem vários sentidos, eu a uso como sinônimo de "axioma", "leis naturais", etc., mas o tópico 10 usa essa palavra no sentido de regra ou diretriz estabelecida por humanos, ou no sentido de "rol de crenças e valores".

    PS 2: Stephen Covey fez uma explicação muito interessante desse assunto no livro "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes".

    * * *
  • Andre  05/05/2017 14:58
    Então está claro que o Brasil jamais enriquecerá, se deixar, os parlamentares tentam com aval do povo revogar até a lei da gravidade, leis econômicas não são nada pra essa gente.
  • Sultão  05/05/2017 16:42
    O Bananal é um navio naufragado. Às vezes a maré desce e dá a impressão que ele está subindo. Mas é só impressão.

    O jeito é ir embora daqui e não olhar para trás.

    Você quer fazer X?
    - Imposto e burocracia.
    Você quer manter X?
    - Imposto e burocracia.
    Você quer deixar de fazer X?
    - Imposto.


    Foge enquanto dá. Um dia pode ser tarde demais.

    O Brasil é um esquema de fraude com fachada de exportador de soja.
  • Alexandre Fetter  05/05/2017 19:04
    Acredito que este foi o artigo que eu mais gostei de ler na página do IMB. Parabéns ao professor Antony e aos responsáveis pela divulgação.
  • Off-topic  05/05/2017 19:18
    Uma pergunta bem off-topic

    Como evitar monopólios em um livre mercado se uma empresa fizer dumping por exemplo?

    Por exemplo: a Microsoft coloca seus produtos a um preço muito baixo e leva a concorrência a falência, principalmente as pequenas empresas

    Como evitar isso?
  • Administrador  05/05/2017 20:19
    Não precisa querer evitar algo que, por definição, é impossível de ser feito. Apenas administradores completamente imbecis fariam isso.

    essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.
  • Off-topic  06/05/2017 03:40
    Agradeço pela resposta, ajudou muito!!
  • anônimo  05/05/2017 19:32
    10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

    Uma conclusão lógica é verdadeira desde que a premissa seja verdadeira. Neste caso é possível verificar a veracidade de cada premissa.
    Não estou dizendo que alguma das premissas é falsa, mas que pode sim ser verificada. Mas se o texto fosse fazer isto seria muito extenso.
  • marcela  05/05/2017 20:56
    Se queimássemos todos os livros de economia e preservássemos apenas este texto creio que teríamos uma luz para atingirmos a prosperidade.Esse texto é uma lição e tanto!
  • anônimo  08/09/2017 20:01
    Marcela, tem whatsapp? Comprei uns livros de Keynes pra gente fazer uma fogueira.
  • Vinicius Gabriel Tanaka de Holanda Cavalcanti  06/05/2017 04:08
    Esse é sem dúvida NENHUMA o melhor artigo do instituto mises! Tentem sempre aprimora-los, isso deveria ser obra obrigatória para todos os legisladores, deveriam ser princípios econômicos enraizados na cabeça dos brasileiros.
  • Daniel Ribeiro  06/05/2017 22:52
    Concordo com todas as "leis", exceto a última:

    "Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas".

    Já me enveredei nesse tipo de discussão aqui mesmo, em outros artigos. Aprecio muito a análise econômica que o pessoal do instituto Mises faz. Entretanto, acho que pecam quando vão tratar da questão metodológica, quando levam ao extremo a ideia da praxeologia.

    Leis puramente lógicas só existem na matemática. Por meio de demonstrações rigorosas, dedução, indução, etc., pode-se chegar a outras verdades. Todas as outras áreas dependem da experiência - Física, Biologia e - por que não? - a Economia, a Sociologia e também a História.

    No caso da ação humana, não é diferente. A ação humana não é um comportamento observável por meio puramente lógico; a ação humana se manifesta apenas por meio da experiência, e somente através desta podemos constatar sua regularidade, imprevisibilidade, especificidades, interesses, etc.

    O fato de a ação humana não ser previsível como um fenômeno físico não significa que não possa ser modelada matematicamente. Processos estocásticos são imprevisíveis, no entanto, há uma rigorosa formulação matemática em torno deles. Aliás, vários ambientes na área de tecnologia operam sob condições de turbulência, imprevisibilidade, interferências, etc., e no entanto, consegue-se, através da modelagem matemática, projetos com reduzida margem de erro - ou, falando de outro modo, consegue-se prever comportamentos, tendo-se uma diminuta margem de erro.

    PS: já li o artigo do Murray N. Rothbard indicado acima no hyperlink.

    Abraços
  • Sultão  07/05/2017 01:32
    Prezado Daniel,

    Explica Mises:

    O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Só age quem se considera em uma situação insatisfatória, e só reitera a ação quem não é capaz de suprimir o seu desconforto de uma vez por todas. O agente homem está ansioso para substituir uma situação menos satisfatória por outra mais satisfatória.

    O axioma do qual se deriva a economia e o motivo de os austríacos da linha de Mises considerarem a economia uma "lógica" é o explicado acima: o homem age racionalmente na expectativa de aumentar sua utilidade.

    Simples assim. Se eu troco uma banana por uma maçã, é porque a utilidade que eu terei com uma maçã comparada à que tenho com uma banana na mão é maior. Se não fosse, eu não faria a ação. Se eu ofereço crédito a alguém com juros é porque eu creio que a utilidade que eu terei no futuro tendo o montante + juros é maior do que a utilidade que terei se eu pegar o montante e gastar tudo hoje.

    Há também uma declaração tácita que eu faço a trocar a banana pela maçã: significa que PARA MIM, a maçã é o que eu espero valer mais comparada a todos os objetos pelos quais eu estou ciente de que eu poderia trocar minha banana.

    Mísseis de fabricação doméstica (Abraços).
  • Ninguem Apenas  07/05/2017 22:00
    Leandro,

    O que você acha sobre a Teoria dos Ciclos Reais de Negócios da Nova Escola Clássica? A Escola Austríaca concorda com essa teoria? O que você acha dela? já pensou em um futuro artigo?
  • Ninguem Apenas  09/05/2017 14:36
    Alguém tem alguma consideração sobre?
  • Leandro  23/05/2017 00:31
    Possui muitos pontos bons e é bastante austríaca em sua essência. Mas peca por dar pouca -- para não dizer nenhuma -- atenção à questão da variação da oferta monetária e seus efeitos sobre as flutuações econômicas.

    É uma boa teoria, muito melhor que qualquer keynesiana. Mas ainda é incompleta.
  • Ninguem Apenas  07/05/2017 22:31
    No Google Trends (ferramenta do google que analisa o número de pesquisas de um termo ao longo do tempo), a palavra "Instituto Ludwig von Mises" é mais pesquisada na Venezuela do que no Brasil, sendo que é na Venezuela o país onde a palavra é mais pesquisada em todo o mundo. É sério isso?
  • Ninguem  08/05/2017 16:23
    Deve ser, os venezuelanos precisam encontrar alternativas para o bolivarianismo, e muitos com a mais absoluta certeza irão migrar para a Escola Austríaca.
    Isto pode ser uma boa notícia se for verdadeira.
  • LUIZ F MORAN  08/05/2017 11:38
    As Dez leis brasileiras:
    1) O Estado é imperativo para o desenvolvimento econômico e a manutenção da ordem e da justiça
    2) Todo empresário é ganancioso e escraviza seus funcionários
    3) Impostos são usados para ajudar os mais pobres
    4) O capitalismo gera desigualdades
    5) Lucro é pecado
    6) As minorias são perseguidas
    7) Os sindicatos são imprescindíveis para garantida dos direitos do trabalhador
    8) A polícia é violenta
    9) As instituições estão cada vez mais fortalecidas
    10) A democracia tem que ser preservada a qualquer custo.
  • Típico Filósofo  08/05/2017 13:17
    Bravo, Luiz Moran. E os reacionários ainda querem impor liberdade aqui.
  • LUIZ F MORAN  09/05/2017 09:43
    Reacionários ?
    Essa porcaria de Estado brasileiro - fascista/socialista - é a maior desgraça que poderia existir para quem produz e trabalha com decência.
    Odeio parasitas do dinheiro alheio, odeio socialistas, sindicalistas e todos os burocratas medíocres que só existem para manter essa droga assim.
    Um Estado só é aceitável se tiver a genuína vocação para defender a LIBERDADE, a VIDA e a PROPRIEDADE dos cidadãos residentes, só e somente só, em NENHUMA outra área o Estado deve estar presente.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  08/09/2017 22:23
    Não é possível desobedecer as leis econômicas e viver por muito tempo.
  • Allan  09/09/2017 00:25
    O problema são os impostos. Eu retiro minério do solo (pago imposto), produzo aço (pago imposto), vendo aço para uma montadora (pago imposto), a montadora compra (paga imposto), a montadora faz um carro e vende (paga imposto), joão compra um carro (paga imposto)....

    Eu compro milho (imposto embutido), planto o milho e vendo para uma fábrica (pago imposto), a fábrica faz uma ração e vende para uma loja (paga imposto), a loja compra a ração para a revenda (paga imposto), a loja vende a ração (paga imposto), a ração é usada para alimentar um animal para a venda (paga imposto)...

    E para onde o imposto vai? Deveriam, pela lógica ter universidade, saúde e a zorra toda gratuitas...
  • Gabriel  09/09/2017 13:27
    OFF: www.dci.com.br/financas/dolar-fecha-no-menor-nivel-em-seis-meses,-a-r$-3,09,-com-otimismo-de-investidores-id650099.html

    https://www.portalaz.com.br/blog/blog-do-murilo/402870/desigualdade-de-renda-no-brasil-nao-caiu-entre-2001e-2015-aponta-estudo
  • Gabriel  09/09/2017 23:21
    veja.abril.com.br/brasil/empresarios-brasileiros-presos-na-suica-por-lavagem-milionaria/
  • FABIO ALENCAR  09/09/2017 15:25
    Tem um lado ruim no atual quadro da corrupção no Brasil que está prejudicando o efeito didático da maior crise econômica da história. Parece existir um consenso geral que a culpa da crise é da corrupção, mais ela é só a cereja do bolo, o motivo determinante foi a violação contumaz e pretensiosa das Leis Econômicas por parte dos últimos governos e suas políticas fundamentadas na escola keynesiana. Infelizmente algumas sociedades não sabem aprender com os erros e parece estamos perdendo mais uma oportunidade.
  • Miguel  10/09/2017 04:00
    Esse consenso me deixa bastante preocupado, sigo muito o youtube e vejo isso em praticamente todos os vídeos comparativos, eles falam assim: "Nosso país não é assim por causa da corrupção".
    E falando sinceramente, ainda falta muito para o povo brasileiro relacionar causa com consequência, e quando chegarmos lá, talvez será tarde demais.
    Fico pensando de vez em quando se o Brasil seguisse os direcionamentos austríacos, onde chegaríamos. O Brasil têm potencial para ser uma das nações mais ricas, mas a mentalidade babá do povo não irá deixar isso acontecer. Seguindo os direcionamentos austríacos, será que passaríamos a China e os EUA? Será que teríamos renda per capita maior do que Singapura e Hong Kong?

    Alguns geopolíticos advertem que para o Brasil ser uma superpotência econômica, o país deveria ter um território que dê acesso ao oceano pacífico, será que isso é verdade?
  • Luciano Andrade  10/09/2017 02:59
    PROVA PRAXEOLÓGICA DA EXISTÊNCIA DA LUTA DE CLASSES:

    "Todo patrão quer pagar o menos possível pelo máximo de trabalho possível do seu empregado e todo empregado quer trabalhar o menos possível e ganhar o máximo possível de salário.!"
    Podem refutar esta proposição?
  • Jorge  10/09/2017 14:13
    Pessoas quererem trabalhar pouco (pois preferem o lazer ao trabalho duro) e não estarem muito a fim de entregar a terceiros uma grande fatia de seu dinheiro duramente conquistado seria uma evidência de "luta de classes"?!

    Se eu lhe contrato para lavar meu carro, mas não estou a fim de lhe pagar R$ 1.000 pelo serviço (o qual eu mesmo posso fazer, em última instância), e você também não está a fim de trabalhar, isso é evidência de luta de classes ou simplesmente uma demonstração de bom senso de minha parte?

    O que há para ser refutado no bom senso?

    Em todo caso, já que você quer refutação, aqui vai uma bem completa:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários
  • Pobre Paulista  11/09/2017 11:50
    A tal da "Luta de classes" não tem absolutamente nada a ver com essa sua colocação. Trata-se de uma "constatação" de Marx onde ele diz que quem nasce proletário está condenado a viver como proletário pelo resto da vida. A não ser, claro, que eles sigam as teorias criadas por ele mesmo, um Burguês bancado por outro Burguês.

    Aliás é daí que surge o ódio do Marxismo contra os empreendedores, chamados de "pequenos burgueses" na taxonomia deles: Eles são a prova cabal de que não existe luta de classes.
  • Luciano Andrade  13/09/2017 05:46
    Se eu demonstro por A + B que os patrões querem pagar menos por mais trabalho, é que os empregados querem ganhar mais por menos trabalho; temos legítimo conflito de interesses! O que é o mesmo que Luta de Classes! Não importa que os salários sejam, em tese, determinados pelo mercado! O fato é que todo empreendedor quer aumentar o lucro de suas vendas só para ele! Para os empregados eu queria dar apenas o suficiente para a subsistência!
  • P. Fernandes  25/10/2017 14:54
    Essa explicação praxeológica é enganosa.

    O empresario quer ter lucro (certo) ele contrata alguém que pode dar o maior lucro possível para ele. O empregado quer ter "lucro" trocando sua força de trabalho poo um salário.(certo)

    Mas se o trabalho do empregado produz mais lucro que outros empregados o empresario vai pagar mais para este, já que ele não quer perder alguém, para um concorrente, que dá mais lucro a ele, e quer (como visto nas empresas modernas e mais profissionais) dar mais bem estar para que o empregado produza mais.

    Outra alternativa para o empregado é abrir seu próprio negócio e se tornar um novo empresário concorrente. Isso num mercado livre sem proteção de regulamentações, burocracia ou corporativismos do Estado, com livre concorrência, crédito disponível...

    Assim o mercado seleciona os mais competentes e produtivos em determinada área, (que produzem mais que diminui o preço e gera riqueza a todos que podem ter mais bens uteis para si) e quem não é tão bom no que faz vai precisar achar sua habilidade, ou melhor desenvolve-la e aperfeiçoar-se em outra área de atuação para ter sucesso.

    Mas é mais fácil criar um sindicato ou Entidade de classe que faz reserva de mercado, que estabelece um piso salarial minimo que nivela para baixo a habilidade e competência, ambos, os empregados produtivos que não se esforçam ou se especializam pois tem seu salário base garantido, quanto os mais competentes que são desestimulados a trabalhar e produzir mais, pois o prejuízo com o piso obrigatório que o empresário tem, não permite premiar com melhor salário esses mais competentes.

  • J%C3%83%C2%BAlio Cesar  25/10/2017 15:51
    Isso que o Luciano Andrade falou nunca foi praxeologia. É só besteirol puro e duro, mesmo. Aliás, essa é a única arma de qualquer caluniador.
  • anônimo  11/09/2017 04:28
    Conforme o comentário anterior, mais cedo ou mais tarde, o trabalho do IMB será reconhecido.

    As pessoas precisam parar que querer expropriar as coisas dos outros. Também precisam comercializar sem enganar o cliente.

    Outro gramde problema é o governo tratando cada pessoas de um jeito, onde uns pagam mais e outros recebem mais. O governo perdeu a legitimidade de ser um mediador, porque tratou cada pessoa de um jeito. É uma justiça que é feita pelo juiz e pelos legisladores, e não pelas leis corretas.

    Enfim, mais trocas voluntárias, menos expropriações. O povo cansou de ser assaltado.
  • Felipe R  12/09/2017 12:30
    Lista boa, exceto pelo item 10. Lógica é modelo. E modelo é simplificação da realidade, ainda que represente de forma satisfatória um ou mais dados dessa realidade.

    Em outras palavras: a realidade é mais importante que qualquer lógica. E o que os economistas da Escola Austríaca demonstraram, nmo, nada mais é do que os melhores modelos da realidade quando o assunto é economia.


    Tl;dr: a lógica da Escola Austríaca de Economia é a melhor? Provavelmente sim. Ela é superior à realidade? Jamais.


    Abraços
  • SERGIO HENRIQUE MARCHIORI  26/12/2017 19:11
    Tenho algumas perguntas, talvez meramente decorativas.
    1 - O que seria feito com pessoas detentoras de ENORMES quantidades de bens materiais e monetários, considerando uma transição para um novo "modelo econômico"? E o contrário disto, os paupérrimos?
    2 - O que seria feito com as pessoas "não-produtivas" neste novo modelo de sociedade? Como elas iriam sobreviver? Este modelo combate a pobreza?
    3 - Pessoas nasceram deficientes e/ou incapazes, idosos, crianças, como são enquadrados no modelos de "não-produtivas"?
    4 - Definição concreta de "atividades produtivas".
  • Daniel  18/01/2018 11:39
    Em relação ao item 5 "É a produtividade o que determina os salários" o que dizer dos artesãos e artistas?
  • Felipe  18/01/2018 11:49
  • Geraldo Majella  18/01/2018 21:27
    Olá poderia por gentileza enviar esta matéria para o meu email? Obrigado.
  • Paulo  31/05/2018 16:19
    Sobre o multiplicador de renda keynesiano, e fiscal, ele realmente diz que quanto mais se gasta, mais ocorre esse efeito multiplicador? Pois keynes apenas recomendava que você abrisse os tubos de gastos públicos em momentos recessivos, mas políticos acabam interpretando mal esse mando e usam essa ideia de multiplicador como uma política constante ;
  • Marcelo  31/05/2018 21:00
  • anônimo  31/05/2018 19:31
    Oi pessoal.

    Gosto muito do trabalho do instituto.

    Vocês conseguiriam fazer um artigo sobre o governo Getulio Vargas e suas implicações econômicas?

    É que todo o grupo acadêmico nacional (inclusive seus detratores) diz que ele foi o promotor da industrialização nacional e que permitiu que os mais pobres tivessem oportunidades.

    Acho isso tudo muito estranho, pois o ditador perseguiu muita gente.

    Imagino que não é possível confiar nas estatísticas da época. Estou correto? Caso sim, vocês conhecem estatísticas confiáveis?

    Agradeço a atenção.
  • Historiador  31/05/2018 21:20
    Foi Getulio Vargas quem tornou o nordeste totalmente dependente do governo federal.

    Vargas, ao impor seu nacionalismo e proibir a livre importação de bens, ajudou exatamente a plutocracia industrial do sudeste, concedendo-lhes uma reserva de mercado. Os nordestinos, por conseguinte, foram proibidos de comprar bens baratos do exterior, sendo obrigados a pagar caro pelos bens nacionais fabricados pela plutocracia do sudeste. Vargas obrigou os nordestinos a sustentar os barões de São Paulo.

    Mas a coisa é ainda pior: ao impor um salário mínimo nacional, Vargas retirou completamente a competitividade dos nordestinos. Afinal, se o salário mínimo é o mesmo, por que empreender no nordeste e não no sudeste?

    Vargas jogou o nordeste na miséria para beneficiar os poderosos no sul/sudeste. E os governos subsequentes, para manter este arranjo, passaram a comprar os nordestinos com assistencialismo.

    A migração nordestina em massa começou exatamente no período Vargas. E nunca mais acabou. Um patriota!
  • anônimo  31/05/2018 21:25
    O que você disse é a mais pura verdade. Vargas foi um cara extremamente interessante (para não dizer outra coisa). Não deixou São Paulo se separar, mas suas políticas nacional-desenvolvimentistas entregaram o Brasil inteiro nas mãos de São Paulo e Rio de Janeiro.

    Impor um salário mínimo pro território inteiro, criar trocentas agências burocráticas e elevar tarifas protecionistas deram um tiro na cabeça do potencial de desenvolvimento de todos os lugares no Brasil que não eram desenvolvidos antes da década de 30.

    Desenvolvimentismo, assim como todas as políticas estatizantes, só "funcionam" no início e só "funcionam" porque consomem o capital que as pessoas acumularam com muito esforço. Vargas industrializou o Brasil rapidamente direcionando recursos? Pode até ser, mas esse país é completamente atrasado exatamente por causa dele.
  • Élcio  31/05/2018 21:29
    As tarifas protecionistas, a imposição da CLT e de um salário mínimo foram destruidoras para o potencial de desenvolvimento de outros pontos do país.

    Por que irei investir no Nordeste subdesenvolvido se os custos para empreender no Sudeste desenvolvido são praticamente os mesmos?

    Curiosidade: holandeses se instalaram no Nordeste, enquanto os portugueses, e posteriormente italianos e alemães, se instalaram no Sudeste. É, no mínimo, muita coincidência que apenas depois da década de 30 (Era Vargas) o Nordeste simplesmente tenha se estagnado em comparação ao Sudeste, e que os nordestinos tenham começado a ir pra SP.

    Vargas jogou o nordeste na miséria para beneficiar os poderosos no sul/sudeste. E os governos subsequentes, para manter este arranjo, passaram a comprar os nordestinos com assistencialismo.

    A migração nordestina em massa começou exatamente no período Vargas. E nunca mais acabou.
  • kaed  01/06/2018 02:15
    Já deve ser a milésima vez que este artigo é republicado para explicar os fenômenos econômicos haha
  • Paulo  01/06/2018 19:20
    E a china entrando em desaceleração, parece que o governo chines chegou ao limite da expansão do crédito e da dívida interna.

    De acordo com os ciclos econômicos, é quando o crédito começa a desacelerar que a coisa começa a ficar ''complicada''..

    O que devemos esperar da China? O governo chines vai tentar desinflar a bolha aos poucos? Ou podemos ver alguns problemas maiores?
  • Alex Moreno  02/06/2018 08:58
    Uma Currency Board padrão-ouro daria certo?
  • Carlos  02/06/2018 14:58
    Não só daria, como é a própria inspiração. O Currency Board nada mais é que a imitação do mecanismo do padrão-ouro.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Clovis de Paula  02/06/2018 21:38
    Belíssima aula de economia. Parabéns professor Antony Mueller.
    No momento em que leio este artigo, 02/06/2018, várias dessas regras são desrespeitadas no Brasil com interferência estatal no preço do óleo diesel, inexistência de concorrência na extração de petróleo e produção de derivados, tabelamento do preço com absurdos R$ 0,46 de desconto, multa para o posto de combustível que desobedecer o preço tabelado pelo governo central, corte de alíquotas de impostos sem o devido corte de despesas, clamor para a volta de domínio político dentro da administração da Petrobras e outras mazelas, ou seja, vai dar tudo errado.
  • Padawan  02/06/2018 23:10
    Off Topic:

    Sei que é bobagem e tal, mas gostaria de ler seus comentários sobre o texto abaixo:


    Noruega, Brasil e como fazer um país de otário.

    A Noruega, um dos países com melhor índice de desenvolvimento humano do mundo, é rico em reservas de petróleo. O petróleo do país é explorado majoritariamente pela empresa PÚBLICA Statoil. Desde que foi criada, nos anos 1970, a estatal Statoil NUNCA FOI PRIVATIZADA. Desde governos conservadores até social-democratas, é um consenso no país que o setor do petróleo, uma das maiores fontes de riqueza do país, deve ser explorado pelo setor público.

    Hoje a Noruega tem um fundo soberano formado basicamente com os lucros do petróleo no valor de 1 trilhão de dólares para garantir - segundo o discurso oficial - as novas gerações (um dos maiores fundos do mundo).

    Tem empresa privada explorando o petróleo do Noruega? Tem sim. Mas elas são obrigadas a transferir tecnologia e pagar um imposto sobre os seus lucros que pode chegar até 78% - a Noruega cobra 42% sobre imposto de renda.

    Agora veja a malícia. O discurso oficial da ideologia dominante é que empresas estatais, como a Petrobras, são ineficientes e o capital privado tem que assumir a exploração de petróleo. Aí o Governo Temer, no final de 2017, vendeu 25% no campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos (RJ). Esse é um dos maiores campos de petróleo do mundo!

    Por quanto foi vendido? 2,9 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 9,5 bilhões de reais (em valores da época). Com essa compra a ESTATAL norueguesa passou a ser a TERCEIRA maior produtora de petróleo no Brasil.

    O valor da venda foi justo? Não! O campo de Roncador foi entregue praticamente de graça. Em pouco tempo, o lucro com a extração de petróleo cobrirá o custo da compra. A Statoil vai pagar até 78% de imposto sobre seu lucro como na Noruega? Não! Vai transferir tecnologia? Não! O Brasil e o povo trabalhador ganhou algo com essa privatização? Não! A Petrobras poderia ela mesmo explorar essa riqueza? Com certeza.

    A Noruega aceitaria um negócio desse em suas terras? Mas de forma alguma. E o governante que lá fizesse isso seria considerado um traidor da pátria.

    Entendeu a malícia? É assim que eles destroem a riqueza nacional, acabam com o fundo público, te enganam com o discurso de que tem que privatizar tudo e engordam o bolso de dinheiro dos países centrais do capitalismo.

    Maiores informações disponíveis nos links:
    operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/40450/noruega+petroleo+e+altos+impostos+sustentam+pais+com+maior+qualidade+de+vida+do+planeta+.shtml
    www.cartacapital.com.br/economia/statoil-petrobras-e-o-papel-do-estado-na-economia
  • Carlos  03/06/2018 14:41
    Ué, por que não contou a história toda? Por que não falou que a Statoil simplesmente vende a gasolina mais cara do mundo?!

    Atualmente, um litro de gasolina na Noruega está custando 16,75 coroas norueguesas.

    Ao câmbio de hoje (8,18 coroas por dólar), dá 2,05 dólar por litro (ou R$ 7,70 por litro).

    Já nos EUA, um litro de gasolina está custando US$ 0,75 por litro.

    A renda per capita dos noruegueses é 1,22 vez maior que a dos americanos.

    Mas sua gasolina custa 2,73 vezes mais. E o país é totalmente autossuficiente, ao contrário dos EUA.

    Seria interessante vender esse arranjo como pró-pobre. "Estatize a produção de petróleo e tenha a gasolina mais cara do mundo".

    Ou seja, a Noruega, que bóia em petróleo e que possui uma estatal monopolista para gerir o setor, paga 2,73 vezes que os americanos, que importam gasolina e que a consomem como se não houvesse amanhã. E cujo setor está fora das mãos do estado.

    É tudo uma questão de lógica: se o país flutua em petróleo, o preço do petróleo para seus cidadãos tem de ser, no mínimo, mais baixo do que os preços praticados em países que não bóiam em petróleo, que importam petróleo e que não recebem subsídios do governo. A Noruega não passa nesse teste.

    Se aqui no Brasil os caminhoneiros fizeram greve para reclamar contra os preços de um diesel a subsidiado, imagine então se adotarmos esse modelo norueguês? Nenhum caminhão jamais voltaria a circular no país.

    É impressionante como a esquerda é cínica e mentirosa.

    E aí? Vamos copiar a estatal norueguesa? Nossos pobres voltarão a andar de jegue.
  • Refugiado no eua  03/06/2018 17:50
    Boa Carlos kkkkkkkkk so para complementar o que voce disse. No eua existe uma porcao de caminhao a gasolina com motor v 10 6.4 que carrega a partir de 2,5 toneladas,4,5 toneladas e vans v8 que sao bem maiores que a sprinter no Brasil atomatica a gasolina. E ainda tem otario defendento a petropt.
  • Alfredo  03/06/2018 18:37
    Quem defende estatal está, por definição, defendendo mamatas e boquinhas para políticos e seus apaniguados. A questão é por que ele está fazendo isso. Ou ele está ganhando com esse arranjo ou ele é um completo ingênuo e ignorante. Não há terceira hipótese.
  • Padawan  03/06/2018 21:51
    Obrigado, Carlos! Recebi esse texto pelo WhatsApp. Pelos links mencionados já dá pra sentir a pedrada que virá. Qual será o próximo país modelo de "socialismo"?
  • Refugiado no eua  04/06/2018 02:24
    Penso o mesmo alfredo,ou tem alguma boquinha na estatal ou e otario. E e cheio de gente que cai nesses papos.
  • Advogado Tributarista  05/06/2018 15:00
    Os EUA taxa grandes fortunas e heranças, impostos extremamente altos que fazendo justiça tributária.

    Porque o Brasil não segue isso também? Pra vocês o Brasil precisa seguir o Modelo americano, seguir só onde convém.
    Igual escandinavia, aonde convém querem que o Brasil siga, mas na parte de welfare state ai não, ai não funciona.
    Porque isso?


    Os EUA, Alemanha, Escandinavia, Australia e Coreia do Sul taxam grandes fortunas, heranças, lucros e dividendos, alto imposto de renda progressivo(entre 20% a 40% para os ricos) e serviços públicos de qualidade exceto nos EUA.

    A diferença é que aqui essa ideia não é posta em prática como deve e foi feito nesses países

    E mais, todos esses países são prósperos e bons no empreendedorismo, da pra fazer as duas coisas: Bom ambiente para negócios pra gerar riqueza, estado de bem-estar social, justiça tributária, redistribuição de renda e taxar os ricões.

    Porque pra vocês só austeridade máxima e estado minimo(ou inexistente) é a solução? Querem imitar os países desenvolvidos aonde convém mas aonde não convém nem citam

    Nem precisa pesquisar muito a fundo, basta olhar a legislação tributária dos EUA e da Escandinavia, verá como as grandes fortunas e heranças são taxadas.

    Nenhum deles é comunista ou é o inferno pros ricos e pra herdeiros que não fazem nada a não ser receber herança, são capitalistas e democraticos.
    O problema aqui é que dão vez pra PT, PSDB e demais criminosos que destruíram o Brasil, que nem esse Temer agora.


    Aguardo Resposta
  • Amante da Lógica  05/06/2018 16:00
    Eu simplesmente vou ao delírio quando um idiota chega aqui arrotando arrogância (e ignorância) e diz que se os políticos brasileiros tributarem mais os ricos (quais ricos?) viraremos uma Alemanha e uma Escandinávia.

    Tomem nota: a única coisa que temos de fazer para virar uma Suécia e uma Dinamarca é dar mais dinheiro para políticos. Só não somos uma Alemanha e uma Noruega porque ainda não estamos dando uma quantidade suficiente de dinheiro para nossos políticos.

    Se aumentarmos os impostos, ah, aí a Finlândia vai até ficar com inveja de nosso bem-estar social.

    Solução simples e perfeita. Quem poderia ser contra ela?

    Aliás, confesso até uma certa inveja: deve ser gostoso ser ignorante e se achar o máximo. O mundo deve ser bem mais simples e cor-de-rosa. Uma delícia.

    Você quer resposta? Sem problemas. Ganhará duas respostas completas.

    Ei-las:

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

    Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos

    Se quiser responder, tente refutar as informações dos artigos, em vez de apenas ficar eructando lugares-comuns que constrangeriam até mesmo um aluno de 8ª série.
  • Brasileiro  06/06/2018 03:05
    Amigo, você que não respondeu. Já viu o imposto de renda nos EUA?

    10% $0 – $9,525 $0 – $19,050 $0 – $9,525 $0 – $13,600
    12% $9,526 – $38,700 $19,051 – $77,400 $9,526 – $38,700 $13,601 – $51,800
    22% $38,701 – $82,500 $77,401 – $165,000 $38,701 – $82,500 $51,801 – $82,500
    24% $82,501 – $157,500 $165,001 – $315,000 $82,501 – $157,500 $82,501 – $157,500
    32% $157,501 – $200,000 $315,001 – $400,000 $157,501 – $200,000 $157,501 – $200,000
    35% $200,001 – $500,000 $400,001 – $600,000 $200,001 – $300,000 $200,001 – $500,000
    37% $500,001+ $600,001+ $300,001+ $500,001+


    Valores de 2018

    Os ricos pagam 37%!!!! Fora imposto sobre herança e sobre lucros e dividendos.

    Contra miseros 27% aqui!!

    Na Finlandia

    en.wikipedia.org/wiki/Taxation_in_Finland

    E isso esta a décadas não é de hoje, o país prosperou com essas taxas


    Porque no Brasil não pode ser diferente? Altos impostos deles vocês não querem imitar porque?


    Aguardo sincera resposta, é uma duvida.
  • Cristiano  06/06/2018 12:52
    Falei que era ignaro...

    Aqui no Brasil, a alíquota de 27,5% se aplica já a quem ganha acima de R$ 4.600 por mês .

    Nos EUA, essa mesma alíquota só se aplica a quem ganha acima de R$ 12.750!

    Ou seja, aqui, o imposto de renda é ainda mais voraz, exatamente como você quer.

    Não sei se você percebeu, mas isso não apenas refuta completamente a sua tese, como ainda deixa você em posição complicada: você está dizendo que mais impostos são a solução, e citou o exemplo dos EUA. E eu acabei de provar que os EUA pagam menos impostos que a gente.

    E aí, como você sai dessa?
  • Banzo  06/06/2018 14:49
    "E isso esta a décadas não é de hoje, o país prosperou com essas taxas "


    O correto é dizer que o país prosperou apesar das taxas.

    Os EUA só começaram a cobrar imposto de renda em 1913 (com uma alíquota máxima de 7%) só que o país já era a maior economia do mundo desde o final do século 19.

    Que altos impostos aumentam a prosperidade de políticos, funcionários públicos e amigos do rei eu não tenho duvidas, falta agora você apresentar uma teoria que demonstre como isso aumenta a prosperidade daqueles que vão pagar a conta.

    Aguardo sincera resposta, é uma duvida.
  • Jango  06/06/2018 16:49
    Brasileiro, você está cometendo o mesmo "erro" que a esquerda e os nossos políticos cometem ao inverter a causa e efeitos das coisas. Esses países começaram a a taxar dessa maneira abusiva muitas décadas DEPOIS de já serem desenvolvidos.
    Nos mostre UM ÚNICO PAÍS que tenha ficado rico com essas taxações que você defende. Boa sorte em conseguir, porque nem os esquerdistas mais conceituados não conseguiram mostrar nenhum:

    [www.mises.org.br/Article.aspx?id=2682]Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande[/link]

    Aliás, se você simplesmente conseguisse taxar eficientemente os ricaços de um país já mereceria um prêmio Nobel de economia.

    Nunca ouviu falar de Curva de Laffer? Que buraco que você esteve quando mostraram diversas notícias que o presidente socialista francês teve de reduzir drasticamente a imposto de renda, que ele mesmo aumentou, sobre os ricaços para que a carga tributária (ou seja, a arrecadação estatal) voltasse ao ponto que estava antes? Precisa ser muito burrinho para achar que uma canetada cumpre o que prometa e que justamente os que mais possuem acesso aos melhores países para ter o dinheiro seguro não mandem o dinheiro pra fora.

    Quem sempre pagou e sempre pagará o custo do estado de bem-estar social em todos os países do mundo sempre foi e sempre será a classe média. Não são as empresas (os países nórdicos, por exemplo, possuem um dos menores impostos sobre pessoa jurídica do planeta) e nem os ricaços (porque conseguem burlar os impostos simplesmente ao aplicarem no mercado financeiro ou em fundos bancários de outros países).
    E no mundo de hoje está cada vez mais fácil burlar impostos graças às cripto-moedas. Basta apertar um botão para que seu dinheiro simplesmente desapareça aos olhos de qualquer governo do planeta.
  • L Fernando  06/06/2018 16:15
    E os impostos indiretos que pagamos aqui nos produtos consumidos que leva cerca da metade do valor?
    Esqueceu deste pequeno detalhe
  • Demolidor  06/06/2018 16:58
    Porque o Brasil não segue isso também? Pra vocês o Brasil precisa seguir o Modelo americano, seguir só onde convém.
    Igual escandinavia, aonde convém querem que o Brasil siga, mas na parte de welfare state ai não, ai não funciona.
    Porque isso?


    Pelo mesmo motivo de usarmos "por que" em interrogação e "porque" para resposta. Deve-se copiar apenas aquilo que é correto. É preciso, quando se estuda um país ou economia, separar o que é bom do que é ruim.
  • Brasileiro  06/06/2018 21:50
    Continuaram sem responder, vamos lá:

    Impostos geram prosperidade quando distribui renda de forma correta, isso ajuda os mais pobres a cresceram pra classe média, na qual á responsável pelo sustento do país (só ver que os países ricos possui mais classe média).
    Alem disso sustenta os serviços públicos e necessários, o rico contratando pessoas com mais educação e saúde é mais rentável pra ele, tem melhor mão de obra! E nesses países é justamente isso, as pessoas tem excelente educação e saúde pública, isso da aos mais ricos uma mão de obra mais qualificada e QUE PRODUZ MAIS.

    ''Os EUA só começaram a cobrar imposto de renda em 1913 (com uma alíquota máxima de 7%) só que o país já era a maior economia do mundo desde o final do século 19''

    Mas uai, os EUA durante o século 20 inteiro teve suas aliquotas aumentadas e o país cresceu ainda mais e continou a maior economia do mundo, segundo vocês era pra ter falido então por isso.
    Obvio que os impostos devem ser cobrados conforme a dimensão de cada economia, no século 19 não ia ter como ter as cargas tributárias de hoje, seriam mais adaptadas a época.
    Agora, no Brasil precisamos abolir os impostos sobre consumo e rever o imposto de renda, herança e sobre grandes fortunas.

    ''Aqui no Brasil, a alíquota de 27,5% se aplica já a quem ganha acima de R$ 4.600 por mês .

    Nos EUA, essa mesma alíquota só se aplica a quem ganha acima de R$ 12.750!

    Ou seja, aqui, o imposto de renda é ainda mais voraz, exatamente como você quer.

    Não sei se você percebeu, mas isso não apenas refuta completamente a sua tese, como ainda deixa você em posição complicada: você está dizendo que mais impostos são a solução, e citou o exemplo dos EUA. E eu acabei de provar que os EUA pagam menos impostos que a gente.

    E aí, como você sai dessa? ''

    Saio dessa simples, você que não tomou o cuidado de ler o meu argumento, nenhum momento falei pra classe média pagar os 27%, isso é insano e nunca daria certo, é condenar um país a falência.
    Eu advogo pelos 25, 30 e 40% sobre GRANDES FORTUNAS e HERANÇAS, quem ganha mais de 50 mil reais por mês por exemplo, como os americanos e escandinavos pagam oras, não quero que esses caras paguem o mesmo da classe média. Eles tem que pagar mais e a classe média menos, tem que equilibrar a equação.

    Os ricos aqui pagam pouco imposto e toda a carga é jogada na classe média e nos mais pobres, temos que inverter isso.
    Porque o rico aqui paga só 27 e o rico americano e escandinavo paga até 35%?
    É esse ponto que eu to levantando e olha que lá tem muito mais ricos que aqui, ainda ha quem diga que haverá fuga de capitais em caso de taxação de fortunas....


    Eles alem disso taxam LUCROS E DIVIDENDOS, isso nem existe aqui. Porque não abolir imposto no consumo e criar um sistema como o americano e escandinavo?
    Ninguém la paga 46% de imposto na gasolina....


    É isso, quero ser convencido e estou fazendo o maior esforço!

  • Amante da Lógica  26/06/2018 17:04
    "Mas uai, os EUA durante o século 20 inteiro teve suas aliquotas aumentadas e o país cresceu ainda mais e continou a maior economia do mundo, segundo vocês era pra ter falido então por isso."

    Errado! Aliás, triplamente errado.

    Primeiro, eis a evolução das alíquotas sobre os mais ricos: atinge o ápice durante a Grande Depressão (boa sorte em tentar argumentar que isso foi positivo) e, desde então, só vem caindo.

    i.huffpost.com/gen/2192606/original.jpg

    Observe que a fonte é ninguém menos que o Huffington Post.

    Segundo, a alíquota efetiva sobre as empresas despencou desde o final da década de 1940. Cadê os aumentos?

    en.wikipedia.org/wiki/Corporate_tax_in_the_United_States#/media/File:Corporate_tax_rates_history.png

    en.wikipedia.org/wiki/Corporate_tax_in_the_United_States#/media/File:US_Effective_Corporate_Tax_Rate_1947-2011_v2.jpg

    Terceiro, a carga tributária total nos EUA se mantém abaixo de 20% do PIB desde 1940. Cadê os aumentos?

    www.garynorth.com/public/9539.cfm

    Tenta de novo.
  • Richard Thaler  06/06/2018 16:09
    A escola austríaca condena o behaviorismo e o uso da matemática/econometria na economia alegando segundo Mises:

    As experiências com a quais as ciências da ação humana têm de lidar são sempre experiências de fenômenos complexos. Nenhum experimento de laboratório pode ser desempenhado com relação à ação humana.

    Basicamente dizendo que não tem como prever o comportamento humano e que sempre existe um componente de surpresa, uma imprevisibilidade, por exemplo: a criatividade humana. É uma defesa de que o ser humano não é uma espécie de robô que poderia ser condicionado a fazer determinada coisa. Até aí tudo bem.

    Isso é basicamente um argumento que lá na frente vai servir pra condenar a ação estatal, visto que um Estado não teria condições de "administrar" a complexidade da economia. Isso por si só derruba Keynesianos e todos os outros tipos de economistas que acreditam que possam por meio da técnica manipular a economia, ou seja, de certa forma tratar pessoas como robôs com comportamentos previsíveis, determinados e condicionados. Isso é uma defesa de que a economia deve ser livre de qualquer interferência. É a defesa do livre mercado.

    Em compensação, a escola austríaca trabalha com axiomas, estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros. E destes axiomas, podem deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras.

    Aí eu vos pergunto: Onde entra a imprevisibilidade humana nos axiomas ?

    Num momento eles apresentam um relativismo e uma descrença perante o uso da técnica na economia mas ao mesmo tempo para defender suas ideias desaparecem com o relativismo e se baseiam em axiomas "incontestáveis", verdades absolutas e imutáveis.

    Não parece contraditório ?



  • Praxeologista  06/06/2018 17:07
    A única coisa contraditória é a sua lógica: você criou espantalhos, atribuiu esses espantalhos aos austríacos e então bateu gostosamente nestes espantalhos, como se eles representassem os austríacos.

    Lógica da vigarista.

    Nem sequer a parte que você falou sobre keynesianos está correta. O argumento contra o keynesianismo nunca se baseou no fato de keynesianos tratarem "pessoas como robôs com comportamentos previsíveis, determinados e condicionados".

    "Em compensação, a escola austríaca trabalha com axiomas, estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros. E destes axiomas, podem deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras."

    Sim, eis alguns exemplos:

    a) Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

    b) Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

    c) Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

    d) Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

    e) Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

    f) Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

    "Aí eu vos pergunto: Onde entra a imprevisibilidade humana nos axiomas ?"

    Ué, diga você. Refute os axiomas acima com base na imprevisibilidade humana. Ou seja, mostre que a existência da imprevisibilidade humana refuta por completo e em definitivo os axiomas acima.

    "Num momento eles apresentam um relativismo e uma descrença perante o uso da técnica na economia"

    Hein?! Relativismo em relação ao uso da técnica na economia? Do que você está falando? Ah, é, lembrei: é só um espantalho.

    "mas ao mesmo tempo para defender suas ideias desaparecem com o relativismo e se baseiam em axiomas "incontestáveis", verdades absolutas e imutáveis."

    Hein?! Como é possível desaparecer com algo que nem sequer existiu?

    "Não parece contraditório ?"

    Como dito e demonstrado, a única coisa contraditória é a sua lógica.
  • Nill  07/06/2018 00:46
    Caminhoneiros ameaçam nova paralisação se a tabela de frete for alterada
    www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/caminhoneiros-ameacam-nova-paralisacao-se-a-tabela-de-frete-for-alterada/

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    O principal oposição a tabela de fretes vem setor do agronegócio. Os caminhoneiros começam a confrontar diversos setores econômicos.


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