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Cinco detalhes importantes (e pouco conhecidos) sobre os candidatos presidenciais da França
A segunda economia da zona do euro está no limiar de uma reviravolta - para pior ou para melhor

A França é o segundo país mais importante da zona do euro e da União Europeia (considerando a saída do Reino Unido). Em abril de 2017, o país escolherá seu próximo presidente. Os desdobramentos dessa eleição serão cruciais para o futuro tanto do euro quanto da União Europeia.

Eis cinco fatos de crítica importância.

1. Os Republicanos estão prestes a nomear um candidato com uma plataforma de cortar gastos do governo

Domingo passado, o Partido Republicano francês (Les Républicains) realizou, pela primeira vez em sua história, primárias para definir quem será seu candidato a presidente. Neste primeiro turno, 7 candidatos concorreram. As pesquisas previam que o prefeito de Bordeaux, Alain Juppé, um político tradicional de centro-direita com grande apreço pela União Europeia, venceria com tranquilidade, sendo seguido pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Em uma surpreendente reviravolta, o ex-primeiro ministro de Sarkozy, François Fillon, sagrou-se vencedor com 44,1% do votos, ao passo que Juppé terminou em segundo, com 28,6%.

A surpresa não somente foi a vitória de um candidato que não é um político profissional — desta maneira invalidando as pesquisas e os comentaristas políticos —, como também o fato de que as propostas deste candidato giram em torno de uma redução do tamanho do estado (algo atípico e impopular na França).

François Fillon deixou claro que quer demitir 500.000 funcionários públicos em cinco anos, reduzir impostos e contribuições à seguridade social em um montante € 50 bilhões, e reduzir os gastos totais em € 100 bilhões. Fillon também fala em aumentar consideravelmente a autonomia das escolas (deixando-as mais livres das imposições estatais) e quer abolir em definitivo o aumento de impostos implantado por François Hollande sobre as rendas mais altas — chamado de "imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas".

Mas nada de ficar animando. Esse bem-vindo corte de gastos anunciado por Fillon oculta o fato de que ele defende um aumento de 2% nos impostos sobre o consumo. Ele também quer intensificar a guerra às drogas, é a favor de que o parlamento introduza uma cota anual nas imigrações, e quer proibir o burkini.

Fillon foi o primeiro-ministro de Sarkozy de 2007 a 2012, um período caracterizado por aumentos de impostos e um volumoso pacote de socorro aos bancos.

2. François Hollande pode ser derrubado pelo seu próprio partido

Na mais recente pesquisa de popularidade, apenas 4% dos franceses consideravam o desempenho do atual presidente socialista François Hollande como "satisfatório".

Com uma taxa de aprovação menor que a porcentagem de álcool em uma garrafa de Bordeaux tinto, Hollande causou sérios problemas para si próprio e para seu partido. Pesquisas atuais mostram que Hollande, que busca a reeleição, seria trucidado no primeiro turno das eleições de 2017, o que vem dividindo seus colegas partidários.

É comum na França que o atual presidente, ao tentar a reeleição, não seja desafiado dentro de seu partido por outro candidato que queira tentar sua vaga. No entanto, a impopularidade historicamente baixa de Hollande levou o Partido Socialista a marcar sua primária para janeiro de 2017. Os principais rivais de Hollande nessa disputa são seu próprio primeiro-ministro Manuel Valls e seu ex-ministro da economia Arnaud Montebourg, conhecido por seu inflexível keynesianismo na defesa de mais gastos governamentais.

De acordo com as pesquisas, ambos derrotariam facilmente Hollande nas primárias de janeiro.

3. Sim, Marine Le Pen tem grandes chances de vitória

Ela provavelmente é o grande elefante na loja de porcelana. Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, um partido nacionalista, disparou tão acentuadamente nas pesquisas, que seu partido nem sequer se preocupou em organizar uma primária. Ela já é a candidata natural.

As pesquisas mostram que, hoje, ela estaria tranquilamente no segundo turno, deixando-a tão perto da presidência quanto seu pai, Jean-Marie Le Pen, em 2002. Ela tem o dobro de votos de Hollande.

A grande questão é se há mais espaço para Marine Le Pen continuar crescendo, pois sua agenda política sempre foi muito clara: interromper a imigração, abandonar o euro e sair da União Europeia, e reintroduzir o velho e ineficiente protecionismo. Logo, nenhuma mudança de discurso ou de mensagem aumentaria sua preferência. Quem a apoia e quem é contra já sabem muito bem o que ela defende.

Ironicamente, o único fator que pode conferir novo impulso a Le Pen e à Frente Nacional são os seus opositores políticos.

De um lado, a derrota de Nicolas Sarkozy nas primárias republicanas significa que seus apoiadores mais radicais podem migrar para Le Pen.  Como disse o jornal Le Figaro: "A Frente Nacional almeja adotar os órfãos de Sarkozy".

De outro, a baixíssima popularidade do Partido Socialista pode ser também um grande ativo para Le Pen, que poderá ganhar o apoio de socialistas desiludidos. Afinal, sua agenda econômica é altamente intervencionista (bem ao gosto dos socialistas) e contrasta com a abordagem mais liberal de François Fillon e com as convicções pró-União Europeia de Alain Juppé.

Brigas entre vários grupos políticos e desilusões ideológicas sempre favorecem a ascensão de nacionalistas mais extremistas.

4. Um candidato independente e simpático ao livre mercado já está com dois dígitos nas intenções de voto

Emmanuel Macron, que chegou a ser ministro da economia no governo socialista por um curto período de tempo, renunciou e agora está concorrendo como candidato independente. Na França, ele é amplamente conhecido por ter criado a Lei Macron (oficialmente: Lei para o Crescimento, Eficácia e Igualdade de Oportunidades Econômicas).

Tal lei contém uma ampla variedade de alterações nas regulamentações econômicas, trabalhistas e de transporte.

Macron abriu o mercado de ônibus intermunicipais, acabando com os monopólios protegidos pelo estado e permitindo a entrada de novos concorrentes. Tal medida gerou mais concorrência no mercado, reduziu os preços das passagens e criou 13 mil novos empregos no setor privado.

Adicionalmente, houve também uma reforma nas leis trabalhistas que versavam sobre a proibição de trabalhar aos domingos: Macron não apenas ampliou as exceções a essa lei (o que possibilitou que mais negócios pudessem abrir aos domingos), como também aumentou o número de permissões concedidas pelas autoridades locais.

Outra medida foi a introdução de maior flexibilidade na profissão dos notários (profissionais que emitem notas, certidões e que fazem protestos de títulos; também conhecidos como tabeliães) por meio da criação de 247 zonas chamadas de "zonas de livre estabelecimento" ao redor de toda a França. Nestas zonas, os tabeliães não precisam ser regulados pelo governo, podendo exercer livremente sua profissão. Isso basicamente liberaliza o mercado de notários e reduz o preço para seus consumidores.

Macron está atualmente com dois dígitos na preferência dos eleitores, os quais, notavelmente, são oriundos de todos os lados do espectro político.

5. O ponto de virada para o país chegou

A segurança nacional se tornou um assunto extremamente importante para os franceses após vários terroristas islâmicos terem cometido horrendos ataques que resultaram na morte de centenas de pessoas.

Adicionalmente, o PIB per capita do país não aumentou entre 2007 e 2015.

E, embora sucessivos governos tenham prometido combater o desemprego, a taxa não consegue ficar abaixo de 10%. E um número alarmante de pessoas desempregadas não mais conseguiu trabalhar desde a crise de 2008. O número absoluto de desempregados é recorde histórico.

A dívida do governo em relação ao PIB está perigosamente perto de 100%, e os déficits financeiros do governo estão entre os maiores da zona do euro ("estranhamente", os déficits nada fizeram para aditivar a economia, como defendem os keynesianos).

A social-democracia francesa chegou ao limite. Há muito tempo.

Porém, por causa do enorme poder político dos sindicatos, qualquer reforme visando a reduzir gastos com assistencialismo praticamente não tem chances reais.

Conclusão

A França chegou a uma conjuntura crítica. Não há dúvidas de que as consequências desta eleição serão por décadas.

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Leia também:

A França e o ápice da social-democracia: impostos para todos, emprego para poucos

A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas



autor

Bill Wirtz
estuda direito na Universidade de Lorraine, em Nancy, França.


  • Conservador  23/11/2016 14:27
    Ótimas notícias.
  • Andre  23/11/2016 15:21
    Que bom, afinal algum lugar está prestes a mudar, dá até medo fazer um prognóstico parecido para Brasil 2018.
    Alguém sabe de algum prognóstico político semelhante para a Itália? Parece que por lá os sindicatos estão bem mais desarmados que na França.
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:46
    Sindicatos desarmados na Italia? Foi os imigrantes que trouxeram os sindicatos ao Brasil
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:47
    Por que gostam de chamar a França de socialista? Ou sempre foram sociais-democratas?
  • Rimbaud  23/11/2016 18:14
    Eles se consideram socialistas. E, se considerarmos esta definição mais atualizada de socialismo, então eles estão corretos.

    Ademais, o partido que está atualmente no poder se chama Partido Socialista.
  • Andre  23/11/2016 18:22
    Na Itália o Renzi passou algumas reformas econômicas que fizeram os sindicatos perderem adeptos, mas não conheço em nada o cenário político italiano, só sua economia travadíssima.
    Franceses amam de paixão o estado e qualquer questão é motivo para uma greve ou protesto, claramente sempre por mais gastos públicos, são socialistas modernos, aprenderam a tolerar a iniciativa privada, mas sonham que ela pague por todos os gastos do estado de bem estar social, até são bons trabalhadores, mas empreender é como pedir pra um índio pelado escalar o Everest, iniciativa zero, na Foch Avenue residem muitos ícones esquerdistas caviar influentes ou não, de muitas republiquetas, o mais asqueroso conhecido daqui é o José de Abreu e são encarados como intelectuais pela população instruída.
    E também porque até os preguiçosos espanhóis consideram os franceses esquerdistas demais, chega a ser cômico.
  • Renan Merlin  23/11/2016 18:38
    A França e rica apesar do estado inchado portanto não necessariamente o livre mercado gera prosperidade se não tiver outros componentes
  • Tannhauser  23/11/2016 15:45
    Ótimo resumão!

    Bem interessantes as medidas adotadas pelo Macron. Resta saber o seu posicionamento a respeito da UE e a imigração.
  • Miguel  23/11/2016 16:35
    Ao menos para os Socialistas, haverá uma nova queda da Bastilha.
  • Paul Dubois  23/11/2016 16:37
    Esperem para ver Salvini ou Georgia Meloni na Itália.
  • Pobre Paulista  23/11/2016 17:39
    Algum deles está disposto a mudar o hino sanguinário e socialista da França?
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:44
    A França não é parlamentarista? Portanto o presidente governa ou ele é chefe de estado deixando ao primeiro ministro a função de governar?
  • de Gaulle  23/11/2016 18:09
    A França é o único país da Europa em que quem manda é o presidente. Aliás, o presidente é o único eleito pelo povo, e é ele quem então escolhe um primeiro-ministro. Não há eleição para primeiro-ministro na França.
  • gideone  23/11/2016 18:57
    resumindo: mais um motivo para serem chamados de república socialista da frança
  • Victor silva  28/11/2016 07:02
    Na verdade não necessariamente. Se o presidente não tiver maioria parlamentar o primeiro-ministro pode ser de um partido e o presidente de outro. Aí toca o f***-se hahahah
  • Victor silva  28/11/2016 07:19
    Na verdade não impressiona nem um pouco a derrota do sarko, a rejeição dele pela população francesa ja vem de tempos. Boa parte dos votos dele nas primárias vem dos eleitores do PS que sabem que se o sarkozy concorrer ele vai levar uma coça e quem passa é alguém do PS. Como nas primárias francesas são permitidos votos de todos rola essa sabotagem ai haha

    Pra quem não sabe ainda o 2º turno é Le Pen x Alguém
    A disputa é pela segunda vaga, aí que ta "x" da questão dessa eleição. Ta engraçado porque se o flamby concorrer ele vai levar uma surra escrota, tanto que os eleitores do PS não querem ele, só que é zoado demais o presidente sequer tentar reeleição hahha

    E outra, falar que a Le Pen tem grandes chances de ganhar não é realista. Ela abocanha boa parte do eleitorado, mas quando chega o segundo turno a população francesa comparece em massa nas urnas pra que não seja eleito ninguém do FN. Já aconteceu antes e é capaz de acontecer de novo. https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_da_Fran%C3%A7a_em_2002

    Claro que agora a questão da imigração está latente, mas eu particularmente acho que o estatismo que está impregnado nas mentes e nos corações dos franceses e a gigante rejeição pelo FN vão frear a Le Pen, talvez com um margem bem mais apertada que em 2002, mas acho que freia igual, independentemente do adversário.
  • Luiz Campos  23/11/2016 18:10
    Qualquer semelhança com a social-democracia do fabianismo brasileiro não é mera coincidência.
  • Igor  23/11/2016 18:10
    Leandro,

    Qual sua opinião sobre esta avaliação (sucinta) dos políticas fiscais dos governos Bill Cliton, G. W. Bush e Barack Obama: www.valor.com.br/brasil/4784575/virtude-da-disciplina-fiscal

    Obrigado antecipadamente e um abraço!
  • Leandro  23/11/2016 18:27
    Escrevi especificamente sobre a política fiscal de Bill Clinton aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2265
  • Igor  23/11/2016 18:42
    Lendo o artigo lembrei que já tinha lido. Dã!

    Mais uma vez obrigado pela atenção.
  • Luiz Henrique  23/11/2016 18:40
    Sou a favor da Le Pen, no momento cujo a Europa está passando, apesar de que o Macron poderia ser uma boa escolha, mas não sei se ele tem pulso para comandar a nação!
  • Aluno Desenvolvimentista  23/11/2016 18:48
    O problema da França não é fiscal, mais sim cambial.

    A Argentina e o Brasil viram muito bem as consequências horrorosas de um câmbio apreciado no início desse século. Enquanto o ''euro francês'' for lastreado no ''euro alemão'', o desemprego seguirá alto e a economia não crescerá. Nessas horas é que é importante ter uma moeda própria para desvaloriza-la e assim fazer o ajuste cambial, algo que só acontecerá se a França sair da zona Euro.

    Moeda forte é sinônimo de desgraça.
  • Renan Merlin  23/11/2016 20:18
    Eu ia responder mas vi que é ironia
  • IRCR  23/11/2016 22:09
    Deve ser por isso que Singapura e Suíça estão quebradas né rsss
  • Bruno Feliciano  23/11/2016 23:39
    ''Moeda forte é sinônimo de desgraça''

    Como pode, um ser em 2016 ainda acreditar nisso. O Brasil nessa situação toda e o cara ainda acredita nisso.

    Vem cá fera, porque então as economias sul-americanas que tem suas moedas hiper-desvalorizadas não conseguem crescer?
    Inclusive, me explica como o crescimento é consequência da política da desvalorização monetária. Como um país pode crescer quando o poder de compra das pessoas esta sendo destruído? Encarecendo a produção e gerando uma inflação e até déficits?

    Quero entender qual a lógica, vai me dizer que é pra impulsionar as exportações? Nosso País já nos provou que isso não vira...
  • IMB me representa!  23/11/2016 19:47
    Marine Le Pen é a Joana D'ark do século XXI!Ela irá salvar a França da ameaça islâmica e da praga do socialismo.
  • IMB me representa!  24/11/2016 00:28
    Caraca!Acabei de ler algumas propostas da Le Pen e vi que ela é socialista até o talo!Que decepção!Eu tava radiante e isso foi uma ducha de água fria.Que pena!Ela não é mais a Joana D'arc!
  • O MESMO de SEMPRE  24/11/2016 11:27
    E por falar em França...

    Eu NÃO QUERO DEMOCRACIA, EU QUERO LIBERDADE!

    .
    Rousseau, o gigolô, bem matou a charada desde muito posta como pretensão filosófica de solução. Pergunta que durou seculos pelo embate entre TEORIA e PRATICA (praxis, como Marx preferia).

    Sim, há a teoria sobre o certo, mas sem o experimento, a pratica, ela jamais deixará de ser uma teoria. Daí a questão filosófica:

    - JUSTIÇA É A VONTADE DO MAIS FORTE?

    A prática informava que o mais forte chamava sua vontade de justiça e em nome de tal a impunha(como faz o Estado hierarquizado).
    Porém, a teoria dizia que força e verdade nada possuem em comum.

    Então Rousseau matou a charada:

    "O FORTE NÃO SERÁ SEMPRE O MAIS FORTE SE NÃO FIZER DA SUA FORÇA UM DIREITO E DA OBEDIÊNCIA ALHEIA UM DEVER."

    É por isso que toda a ambição de Poder exige OBEDIÊNCIA CEGA em nome da LEI. Como se a lei detivesse por si só o caráter da verdade e do direito.

    Ora, como disseram os pais fundadores dos EUA, uma lei injusta não deve ser obedecida e por isso o ABSOLUTO DIREITO DOS INDIVÍDUOS POSSUIREM E PORTAREM SUAS ARMAS para resistirem até mesmo à TIRANIOA LEGALIZADA embora ILEGITIMA.

    LEGAL É DIFERENTE de LEGITIMO.
    bem como
    DEMOCRACIA É MUITO DIFERENTE DE LIBERDADE.

    Democracia é apenas um método para os ESCRAVOS votarem nos candidatos a Senhores dos senhores ou, como foi no FEUDALISMO, votarem para o SUZERANO dos SUZERANOS, como era chamado o Rei.

    De que adiantaria aos SERVOS de GLEBA (ESCRAVOS) votarem nos nobres u seus vilões (feitores)???
    Absolutamente nada, pois a VASSALAGEM continuaria, bem como a SERVIDÃO. Afinal a MORAL na qual foram ADESTRADOS e DOUTRINADOS fez da SERVIDÃO aos "escolhidos por deus" um dever e um mérito para ostentação do ORGULHO de SERVIR. Sim, a idéia foi MANIPULAR a vaidade dos tolos e sem autoestima para serem HUMILDES por OSTENTAÇÃO de soberba.

    Coisa de estúpidos, mesmo. Algo semelhante ao pobre e OBEDIENTE SOLDADO que orgulha-se de morrer no lugar dos seus senhores que criam as guerras para se locupletarem e MANTEREM-SE no PODER.

    O soldado idiota vai à guerra sem nem mesmo saber a razão e muitos menos concordar com ela. APENAS OBEDECE à HIERARQUIA QUE LHE FOI INCUTIDA pelo ADESTRAMENTO MILITAR (é assim mesmo que se chama). Afinal, os SENHORES olham para seus SERVOS como se estes fossem meros ANIMAIS criados para SERVI-LOS até com a vida.
  • Patrick  25/11/2016 22:41
    Gostei das propostas de Marcon ,se fosse Francês votaria nele.Acho importante que neste momento em que os regimes políticos do mundo todo começam a se desfazer e a incompetência e o autoritarismo dos políticos começa a ficar evidente para a população precisamos de cada vez mais pessoas que defendam abertamente a redução do estado.
  • Emerson Luís  27/11/2016 14:32

    "A surpresa não somente foi a vitória de um candidato que não é um político profissional — desta maneira invalidando as pesquisas e os comentaristas políticos..."

    Déjà vu! Engraçado, parece que já ouvi isso antes...

    Sobre Marine Le Pen, criticá-la ou não votar nela é machismo, fascismo. cubismo, etc.! A Hillary e seus apoiadores não disseram que é importante ter mulheres na presidência? Atendendo a pedidos...

    Marine Le Pen será a Joana Darth Vader!

    Macri na Argentina, Macron na França, espero que não tenhamos no Brasil um Micro! Ou melhor, só se for para minimizar o Estado!

    Os pré-candidatos franceses não são tão bons quanto os pré-candidatos do Partido Republicano dos EUA, mas são melhores do que a maioria dos pré-candidatos brasileiros.

    * * *
  • Rhyan  30/11/2016 18:26
    Le Pen perde para todos no segundo turno. Ainda bem, uma versão francesa do Bolsonarismo com toda sua ignorância econômica.
  • Paulo César  14/12/2016 01:16
    Só o tempo dirá. Falavam o mesmo do Trump.
  • Paulo Henrique  23/04/2017 20:11
    O que esse instituto tem a dizer da proposta bancaria/moeda da Le Pen? Algum risco de isso gerar inflação para os Franceses ou ela quer fazer uma moeda solida?

    Estava lendo que ela quer sair do Euro, até ai nada demais, afinal, a Inglaterra também não está no Euro, nem a Suíça, e ambos tem uma moeda mais forte. Porem, como o a Le Pen não é liberal, isso pode ser apenas uma desculpa para financiar o governo criando dinheiro do nada.. É isso mesmo? A franã ta louquinha pra entrar em inflação-hiperinflação?
  • Felipe Lange S. B. S.  07/05/2017 22:30
    Ressuscitando a discussão desse artigo...

    Macron foi eleito e provocou choro dos neocons, como se a Le Pen pudesse salvar aquilo dos muçulmanos (ela teria que implantar uma espécie de estado policial e criar uma espécie de fiscais do Sarney, para poder tentar tirá-los, já que uma parte já é nascida lá ou se converte). Enquanto tiver desarmamento civil, assistencialismo e o país continuar intervindo no Oriente Médio, isso não vai mudar (a Suíça é um exemplo de que isso funciona). [link]https://www.youtube.com/watch?v=pMheuisjcrQ&t=601s]A Le Pen é tão estatista que faz o FHC parecer liberal[/link].

    Veremos agora o que esse parasita vai aprontar. O Trump já virou um fantoche dos globalistas.
  • Pedro Evandro Montini  16/07/2018 23:41
    Pesquisem no YouTube sobre esse cara! É aterrorizante!
  • Felipe  11/04/2022 00:10
    Macron ganhou no primeiro turno, mas ainda haverá um segundo turno.

    Apesar da catástrofe em conduzir a ditadura sanitária e em sua retórica ambientalista, Macron conseguiu cortar impostos corporativos (já estão ainda menores do que os pornográficos 34 % do Brasil). Todavia, ele aumentou a alíquota máxima do imposto de renda para pessoa física e o imposto da seguridade social. A lógica de se cortar imposto corporativo e aumentar imposto de renda para pessoa física e de seguridade social, é algo que me causa muitas dúvidas. Ele fez uma reforma previdenciária por decreto ainda em 2020, além de já ter comprado briga com poderosos sindicatos franceses. Ao que consta, essa reforma não veio e virou uma pauta nessas eleições. Macron também disse sobre reformas pró-mercado e na legislação trabalhista (bom, até que a taxa de desemprego na França está baixa).

    Da parte previdenciária, eu critico o aumento de idade da aposentadoria porque isso é uma forma de aumentar impostos, embora isso seja o único jeito de sustentar a pirâmide (por mais alguns anos). Deveria ser copiado (pelo menos) o que foi feito no Chile. Com esse regime de repartição, vai ser sempre isso, com aumento na idade e nas alíquotas, para não quebrar de vez.

    O problema da Marine Le Pen é que a sua política econômica lembra bastante a da Dilma, com protecionismo e dirigismo econômico. Ela falou em sair da UE (embora eu não saiba se ela mantém ainda essa posição), o que não sei se faria muita diferença. A candidata abertamente condenou a invasão russa na Ucrânia, algo que o Bolsonaro deveria ter pensado em fazer (ainda que eu entenda a importância das boas relações diplomáticas por causa de fertilizantes e outros produtos).

    A França é um problemão em termos fiscais, não tendo nenhum superávit nominal (nem ocasional) há muito tempo, com uma dívida explosiva e gastos governamentais consumindo pouco mais da metade do PIB. A Grécia já entrou em programa de austeridade, é a vez da França.

    O que salva é a inflação de preços baixa (mesmo agora, com inflação mundial, o índice de preços no país está menor, embora em alta histórica na França) e a boa capacidade empreendedorial (com as marcas Louis Vuiton e Chanel entre os destaques do segmento de luxo e moda), além do setor de turismo muito forte. Os franceses são também extremamente produtivos, amenizando a menor jornada de trabalho ante algumas economias desenvolvidas.
  • Revoltado  11/04/2022 18:24
    Pobre França!

    Segundo turno bom no país mais visitado do planeta seria o lacrador que ama as riquezas da Amazônia brasileira e o Zammour. Seria bacana ver o último jantando eleitoralmente o primeiro.
  • Santiago  11/04/2022 20:10
    Uma pena realmente o Zammour não ter ido ao segundo turno. Ele palitaria os dentes com o afetadinho. Seria provável até que as emissoras abolissem os debates para evitar o constrangimento.


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