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Feriados e fins de semana não foram uma criação dos sindicatos - seria economicamente impossível
Ainda há pessoas que acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje

Meu pai era motorista de empilhadeira.  E foi membro de um sindicato por 15 anos.  Cresci em uma família de proletários.

E posso dizer: não dá para acreditar na propaganda sindical nem mesmo por um segundo.

"O fim de semana: criado para você pelos sindicatos", diz o adesivo de pára-choque.

Entendo.  Quer dizer então que todos aqueles países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer caso simplesmente criassem mais sindicatos? 

Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é ter mais sindicatos?

(Aliás, se é assim, por que essas mesmas pessoas defendem mais ajudas internacionais?)

Eis um fato econômico inegável: enquanto uma sociedade ainda não houver enriquecido, nem mesmo todos os sindicatos do mundo conseguirão fazer com que absolutamente todas as pessoas possam se dar ao luxo de tirar uma folga de dois dias por semana.  Tampouco poderiam os sindicatos criar feriados.

Apenas pense nas economias primitivas de 300 anos atrás.  Você consegue imaginar, em meio a toda aquela pobreza, sindicatos agitando para reduzir a jornada de trabalho semanal?  Sindicatos pedindo mais feriados e dois dias de folga por semana? 

Qualquer um que fizesse isso seria imediatamente visto como um lunático desconectado da realidade.

E o motivo é simples: sociedades pobres possuem poucos bens de capital.  Ou seja, não há uma abundância de ferramentas tecnológicas, de maquinários de alta produção, e de meios de transporte rápidos e eficientes.  Com poucos bens de capital, a maioria dos bens e serviços tem de ser produzida e distribuída manualmente

Sendo todo o trabalho necessariamente manual, será necessário que toda a mão-de-obra disponível trabalhe o máximo de horas humanamente possível para fazer com que a subsistência da população seja minimamente viável.

Uma simples folga de um dia poderia fazer com que não houvesse alimentos disponíveis para todos.

É por isso que, no passado, as pessoas tinham de trabalhar em longas jornadas e sob condições terríveis.  E é por isso que, em vários países pobres, a situação ainda é esta. 

Embora seja mais fácil e popular culpar homens engravatados e pançudos, que fumam charutos e utilizam monóculos, e que têm prazer em oprimir a classe trabalhadora, o fato é que o problema está na escassez de bens de capital, que impede o aumento da produtividade dos trabalhadores. 

O que emancipou as pessoas dessas condições desumanas foi a acumulação de capital.  Com os trabalhadores se tornando substantivamente mais produtivos do que antes, graças à assistência de máquinas, ferramentas e meios de transporte, a produção física foi rapidamente multiplicada em quantidade e em qualidade.

Essa maior abundância de bens e serviços gerou uma pressão baixista nos preços em relação aos salários, permitindo que estes crescessem mais do que aqueles.  Consequentemente, o padrão de vida das pessoas aumentou.

Foi então, e só então, que as pessoas finalmente puderam se dar ao luxo de optar por mais lazer e por trabalhar sob condições mais agradáveis e humanas.  Foi só então que as pessoas puderam optar por tudo isso em detrimento de trabalhar exaustivamente apenas para sobreviver.

O que fez com que as jornadas de trabalho antigamente fossem longas foi o mesmo fenômeno que obrigou agricultores a colocar seus filhos para trabalhar: a produtividade era baixa, e as pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80 horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer.  Isso, obviamente, não pode ser atribuído a "patrões exploradores", a menos que consideremos que pais são exploradores.  Tal fenômeno se devia ao fato de a economia ainda ser subdesenvolvida.

[N. do E.: como explicado neste artigo:

Ainda há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje.  É inacreditável.  Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual.  Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes.  Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a mesma qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a mesma segurança no trabalho, e a mesma renda.  Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje.  A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores.  Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos.  Era a necessidade da época.  Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia.  Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.]

À medida que a produtividade e, consequentemente, os salários foram crescendo, os trabalhadores foram se tornando aptos a viver à custa de menos horas de trabalho, o que deu a eles um incentivo para barganhar — de maneira bem-sucedida, como podemos testemunhar — jornadas semanais menores.

Isso não é algo que meras exigências e imposições sindicais poderiam conseguir.  (Mesmo porque, até onde se sabe, sindicatos não criam bens de capital).

Conclusão

Eis uma descoberta interessante: se você perguntar às pessoas que trabalham em sweatshops (estabelecimentos, majoritariamente chineses, com condições precárias e em que os funcionários têm longa jornada de trabalho e baixo salário) se elas prefeririam ter condições mais agradáveis (ou menos horas de trabalho) em troca de salários menores, elas preponderantemente dirão 'não'.

O economista Benjamin Powell, Texas Tech University, de fato se deu ao trabalho de fazer essa pergunta.  E nada menos que 90% dessas pessoas disseram que preferiam o dinheiro em detrimento das condições de trabalho e do lazer.

Nos EUA, os trabalhadores já usufruíam a jornada diária de 8 horas de trabalho muito antes de seus congêneres europeus, fortemente sindicalizados.  E já ganhavam salários muito maiores.  Nos EUA, o sindicalismo do setor privado nunca contou com mais do que um terço da força de trabalho, e isso em seu ápice.

Portanto, seja lá o que os professores de seus filhos estejam ensinando a eles, não deixe que essa doutrinação passe impune.

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Leia também:

O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso 

O livre mercado e a segurança no trabalho

Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana e pela redução da jornada de trabalho 



autor

Thomas Woods

  • Capital Imoral  08/09/2016 14:58
    O capitalismo Ganhou de novo - Fora Temer
    Neste artigo, Eu alerto sobre a real situação do Brasil. eu falo sobre como o capitalismo está crescendo no Brasil (infelizmente). Sobre os Black blocks, que são vitimas do sistema. O que perdemos com a saída da Dilma, e uma resposta a, aquele argumento manjado: "Você votou no Temer".

    Sim, novamente o capitalismo ganhou, na história do Brasil, novamente o capital ganhou contra a democracia, contra os negros e contra as minorias. Você poderia dizer: "conseguimos tirar a Dilma do poder", que bom, só que no dia seguinte, você irá continuar a limpar a privada do restaurante para ganhar 800 reais e sobreviver. Helio beltrião vai continuar a andar com a Mercedes, e você? Notadamente, Dilma cai, e a bolsa de valores sobe na mesma hora[3], este é um indicativo, que o sistema de exploração do homem pelo homem, voltou a todo vapor.

    E isto me leva a um ponto importante, os Black blocs, são as vitimas do sistema, são as vitimas do capitalismo. Eu, lula, Dilma, gostaríamos que esses jovens, estivessem lendo Aristóteles, especialmente o livro Poética, e suas maravilhosas citações a Ilíada[1]. Mas não! O Mcdonald's, precisa de alguém para limpar o chão, o Mcdonald's precisa de uma alma, para se curvar diante do capital.

    Todos ficam chocados: "vejam, vejam, O Black bloc quebrou a vidraçaria do Banco", que pratica a exploração do homem. Vejam, o Black blocs queimou o carro do burgues, que pratica o roubo de tempo, através do livre mercado.

    E isto me leva, ao terceiro ponto. O que perdemos, com a Saída da Dilma? Perdemos educação, Perdemos saúde, perdemos arte e beleza. Todos os 200 milhões de Brasileiros poderiam ser filósofos, poetas, pessoas que são parecidas com os comerciais da Apple[2], vocês jogaram tudo isso no lixo, você jogaram a Suécia Brasileira no lixo. Está conversa, não é somente sobre a saída da Dilma, é sobre a morte de toda evolução humana que o socialismo permitiu. Se você mata o socialismo, você mata a beleza do mundo. Algo muito importante, foi atacado, junto com a saída da Dilma.

    Alguns poderiam argumentar, "mas Capital Imoral, você votou no Temer!". Primeiro, que não votei nem no Temer, nem na Dilma, eu votei no Psol, Da Luciana genro, portanto, já quebrei suas pernas. O segundo argumento, é que nós socialistas, somos tão evoluídos, que nós transcendemos as pessoas e nos focamos na ideologia e ideias. Porque sou contra Temer? Porque ele se mistura com neoliberal, e neoliberal é uma pessoa profundamente imoral, pois pratica o roubo institucionalizado de tempo, através do capitalismo, e do livre mercado.

    Conclusão
    Dilma já alertava-nos, em seus últimos dias na presidência, o neoliberalismo está a solta.[4] Pessoas vão morrer de fome, outros vão se matar, vai haver muita morte e ignorância, quando o capitalismo vier para o Brasil. Eu mesmo, irei fugir para França, quando o neoliberalismo chegar de fato no Brasil.

    Fontes:
    [1]https://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada

    [2]https://www.youtube.com/user/Apple/videos (vejo o socialismo funcionando, nos vídeos).

    [3]Bolsa e dólar sobem após afastamento de Dilma Rousseff
    agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-05/bolsa-e-dolar-sobem-apos-afastamento-de-dilma-rousseff

    [4] https://www.facebook.com/institutoliberaldesaopaulo/videos/2085745601650915/


    Capital Imoral, é filósofo, escritor, Professor de português, e já refutou Mises.
  • Carlos Marques  08/09/2016 15:55
    Essa foi gozada. Quase no nível do inigualável "Típico Filósofo".
  • Roges  08/09/2016 16:41
    "O Socialismo é a beleza do mundo", "com socialismo todos serão filósofos" e "eu votei no Psol, Da Luciana genro", amigo, se tivéssemos no liberarismo econômico, as regras de mercado iriam aumentar a qualidade das drogas que tu usa, e não derreter teu cérebro como podemos constatar.
  • Rafa  08/09/2016 17:27
    Esse Capital Imoral é um troll, mas um troll sofisticado, desses que se dá ao trabalho de escrever longos textos com pseudo-embasamentos filosóficos apenas para fazer ironia com os progressistas... O quê, ele está falando sério? Pode internar!
  • Alex  08/09/2016 17:33
    Trabalhei no Mc Donald's e isso não me impediu de ler Aristóteles, de ir a faculdade, de estar aqui lendo esse excelente artigo publicado pelo IMB, isso tudo graças ao capitalismo (leia se individualismo/liberdade para perseguir meus ideias) que me deu renda, que possibilitou ascensão social fruto do meu trabalho em horas de estudos e horas vendidas a um capitalista em troca de salário.
    Tenho diversos amigos que também trabalharam no MC Donald's que hoje são professores, policiais, fotógrafos, gerente de banco e analistas, ou gerentes no próprio MC Donald's. Tenho outros amigos que não quiseram estudar e hoje trabalham em fabricas como auxiliar de produção ou caixa em algum supermercado e mesmo esses estão felizes pois vivem a vida que escolheram.
    Agora se tivéssemos o sistema que o Capital Imoral gostaria ou finge que gostaria estaríamos todos na mesma situação de pobreza é só os auto burocratas teriam tempo e liberdade para ler Aristóteles os demais trabalhariam horas para o fruto do seu trabalho satisfazer o regime e não a si próprio sem possibilidade de ascensão social ao menos que também se tornassem um burocrata e desse sua vida ao partido.
  • Lucas Silva  09/09/2016 12:30
    Primeiramente, parabéns ao Mises.org pelo novíssimo site.

    Segundo, o que este comentarista da Carta Capital está fazendo aqui? O McDonald's pode pagar um salário baixo e ter uma jornada de trabalho exaustiva, e eu tenho toda moral para falar isso, esquerdista, pois já trabalhei como garçom em Shopping center, 6 dias por semana, 9 horas. Não era o ideal de forma alguma, mas melhor do que ficar desempregado. Além de ter sido o meu primeiro emprego também.

    Dizer que o PT literalmente implantou um welfare state no Brasil e que tirar a Dilma destrói o povo em detrimento da economia é uma delinquência intelectual digna de petista, que, aceite ou não, é amigo de banqueiro (os maiores lucros dos bancos foram nos governos do PT) e ASSASSINO de pobre.

    Rapaz, volte para a Carta Capital e em certa medida até para a Veja.

    Que moral essas criaturas tem para julgar algo? Eu sempre digo que governo bom é governo que não esvazia latinha de pobre como é o do PT com pretendo de social justice .
  • Doc  09/09/2016 14:07
    Vc vive nun jardim de infancia
  • Matheus Lago  10/09/2016 15:40
    hahahaha massa é o "Já refutou Mises" mas usa "neoliberal"...
  • mauricio barbosa  08/09/2016 16:01
    É duro ler tanta bobagem junta,capital imoral viva a liberdade,até mesmo para tu digitar do esgoto do socialismo.
  • Renan Merlin  08/09/2016 16:45
    Leandro ou algum econômista do IMB, o que vocês acham das chamadas Moedas Comunitarias adotadas em algumas cidades do nordeste pra suprir a ausência de agência bancaria e credito?
    Tem algum artigo do IBM a respeito?
  • Leandro  08/09/2016 17:04
    Tal arranjo -- muito comum também em cidades do Ceará (vide o Banco Palmas) e em outras do nordeste -- nada mais é do que um Currency Board em nível municipal.

    Como diz essa reportagem, para cada moeda comunitária circulando no município há um real no Banco Comunitário.

    Isso merece um artigo específico, mas, basicamente, e para fazer um resumo completo, o que ocorre é o seguinte:

    1) Ao contrário do que muita gente pensa, esses bancos sociais não criam dinheiro à vontade. Cada cédula deles está lastreada 100% por uma mesma cédula de real.

    2) Isso significa que o princípio de funcionamento de uma moeda social é idêntico ao de um Currency Board;

    3) O truque deste arranjo está em desencorajar os moradores locais a "exportar" reais para outras cidades.

    4) Quando uma cidade pequena exporta reais para outras cidades, a quantidade de dinheiro na economia local diminui. Se a cidade é do tipo que não produz nada para ser "exportado" para outras cidades, então não haverá entrada de reais. Ou seja, ocorre um cenário em que as pessoas ficam com cada vez menos dinheiro, o que dificulta a "importação" de bens de outras cidades.

    5) Como estas outras cidades (o resto do país) não vivenciam nenhuma redução de preços, a cidade que está sob deflação monetária tem dificuldade para importar os bens desta cidade. (Há menos dinheiro, mas os preços não caíram). Ou seja, a qualidade de vida nesta cidade diminui.

    6) A criação de uma moeda local ancorada ao real impede que haja esta deflação monetária.

    7) Mas isso, por si só, não estimula a poupança e nem a formação de capital. Tudo o que esse arranjo faz é que uma moeda substituta fique circulando no comércio local. O consumo é aditivado, mas a poupança não.

    8) O Banco Palmas, bem como vários outros bancos sociais (há mais de 50 funcionando no Brasil), recebe empréstimos subsidiados do Banco do Brasil. Ou seja, o sistema só se mantém porque o Banco do Brasil concede empréstimos subsidiados para os bancos sociais, os quais utilizam os reais emprestados para lastrear suas moedas. Para quem recebe o subsídio, o arranjo é vantajoso. Mas ele claramente não pode ser aplicado a todo um país. Quem iria subsidiar?

    Tudo o que se sabe, portanto, é que, este arranjo estimula o consumo local porque evita uma deflação monetária local. Mas só consegue isso porque recebe subsídios do Banco do Brasil.

    O grande truque deste arranjo de moedas sociais está em evitar que haja uma deflação monetária na economia local. Ao estimular as pessoas a gastar apenas em seu bairro, o dinheiro fica ali. Dá uma inegável sensação de riqueza, mas tal arranjo de moeda local, por si só, não gera riqueza. Não há estímulo à poupança e nem à formação de capital. Todo e qualquer empreendimento vai depender do uso de reais para efetuar a "importação" de bens de outras cidades. É aí que entram os empréstimos subsidiados do Banco do Brasil.

    Esse arranjo funciona localmente porque se trata de um local ínfimo sendo subsidiado por todo um país. E mais ainda: é um local que recebe subsídio para fazer suas "importações" do resto do país. Nada de milagroso nem de anormal. Porém, é claro que isso não funcionaria para todo um país. Afinal, de novo, quem iria subsidiar?
  • Bruno Feliciano  09/09/2016 00:13
    Caro Leandro,
    Estou me aprofundando e estudando sobre o ''Currency Board'',inclusive por muitos artigos que você mesmo escreveu.

    Desculpe a ignorância e a inocência mas:
    Em um regime de Currency Board,a liberdade monetária seria plena?Teria como ter um Currency Board livre?
    Digo,ao usar uma moeda ''ancora'',seria possível neste arranjo,permitir a comercialização de moedas privadas e estrangeiras?
    Entendo que o Currency Board seria a solução pro Brasil nesse momento,porém ainda não estou ''enxergando'' o avanço de tal arranjo,se o mesmo iria até a liberdade monetária ou não..Se você fosse o presidente da republica,após começar a implementar o Currency Board,oque você faria nos próximos 5 anos?Digo na política monetária.

    Aproveitando a passagem,gostaria de lhe agradecer pelos seus excelentes artigos,que me ajudaram muito nos estudos e inclusive possuem uma certa responsabilidade no meu modo de pensar atual.
    Grande Abraço!
  • Renan Merlin  09/09/2016 03:31
    Permita-se responder pelo Leandro.
    Veja esse artigo que ele recomendou para um presidente brasileiro fazer em um mandato.
    www.mises.org.br/Blogpost.aspx?id=285
  • Leandro  09/09/2016 03:33
    "ao usar uma moeda ''ancora'', seria possível neste arranjo permitir a comercialização de moedas privadas e estrangeiras?"

    Totalmente. Por que não? O CB é simplesmente uma caixa de conversão que tem a obrigação de trocar a moeda que ele emitiu pela moeda que a lastreia. E só.

    Toda a rede bancária continua sendo perfeitamente livre para transacionar no mercado de câmbio (Forex) com as moedas que quiser.

    "Entendo que o Currency Board seria a solução pro Brasil nesse momento, porém ainda não estou ''enxergando'' o avanço de tal arranjo, se o mesmo iria até a liberdade monetária ou não.."

    Plenamente.

    "Se você fosse o presidente da republica, após começar a implementar o Currency Board, o que você faria nos próximos 5 anos? Digo na política monetária."

    Por definição, um CB existe exatamente para retirar do governo todo e qualquer poder sobre política monetária. Sendo assim, por definição, o presidente não pode fazer nada.

    Aliás, pode sim: ele pode liberar o uso de moedas estrangeiras. E é isso que deveria ser feito.

    Embora imagino que você já tenha lido, irei de novo sugerir a leitura atenta deste artigo, pois ele realmente explica tudo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Bruno Feliciano  09/09/2016 03:50
    Muito Obrigado Leandro!

    Agora ficou mais claro,ainda falta um pouco de estudos nessa parte mas gradativamente já estou entendendo a lógica da coisa.

    Grande abraço!

  • Henrique Zucatelli  09/09/2016 12:52
    Grande Leandro, mais um adepto ao CB para engrossar a fila dos realistas.

    E parabéns pelo novo layout do site, alinhado com o MI.
  • Renan Merlin  09/09/2016 05:18
    Leandro eu vi um documentario no History que antes do dolar cada estado e banco emitia seu proprio dolar mas não entraram em detalhe como funcionava? Latreavam em quantidades de ouro diferente ou metais diferentes?
  • Renan Merlin  09/09/2016 14:11
    Leandro eu vi um documentario no History que antes do dolar cada estado e banco emitia seu proprio dolar mas não entraram em detalhe como funcionava? Latreavam em quantidades de ouro diferente ou metais diferentes?
  • Andre  08/09/2016 17:05
    Off Topic - O que aconteceu com a privatização das prisões nos EUA que foram revertidas? Como é esse modelo de privatização que fracassou? Não entendo desta área e as informações que encontrei foram bastante tendenciosas para o estatismo.
  • Magno  08/09/2016 17:59
    Governos estaduais davam dinheiro de impostos para grandes conglomerados administrarem prisões. A esquerda chamava esse fragoroso privilégio corporativista de privatização. Grupos de direitos humanos entraram pesado em cena (dizendo que a tortura a prisioneiros havia sido privatizada) e agitaram pelo banimento. Todo mundo comprou a ideia.
  • Renan Merlin  09/09/2016 03:33
    Se direitos humanos reclamou pra mim é ponto pros presidios privatizados. Visto que essa corja só defende presidiario e nunca as vitimas
  • Renan Merlin  09/09/2016 00:48
    Cara não esqueça de uma coisa.
    Esquerdista tem uma verdadeira tara sexual por bandido, um dos artigos e que os presos eram mal tratados. Pra mim isso não é ruim, preso tem mais e que se fuder mesmo por mim pegaria todos os presos que cometeram crimes hediondos e mataria tudo e o resto mandava pra esses presidios mas sem dinheiro do estado. Eles cumpriria trabalho escravo para empresas.
  • Andre Fernandes  08/09/2016 17:10
    Leandro ou alguém da equipe do IMB,

    Fugindo um pouco do assunto do texto, estava lendo uma entrevista com a Denise Gentil (economista da UFRJ) sobre o assunto Previdência. Segue o link abaixo:

    brasileiros.com.br/2016/02/farsa-chamada-deficit-da-previdencia/

    Ela fez uma tese de doutorado sobre como a Previdência não só não é deficitária, como daria um bom lucro. Alguém daqui leu?

    Um dos argumentos dela abaixo:

    "O artigo 195 da Constituição diz que a Seguridade Social será financiada por contribuições do empregador (incidentes sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro), dos trabalhadores e do Estado. Mas o que se faz é um cálculo distorcido. Primeiro, isola-se a Previdência da Seguridade Social. Em seguida, calcula-se o resultado da Previdência levando-se em consideração apenas a contribuição de empregadores e trabalhadores, e dela se deduz os gastos com todos os benefícios."

    Faz sentido o raciocínio dela? Existe essa separação apenas nas receitas e não nas despesas?

    Sobre a questão demográfica:

    "Aproximadamente 43% da população economicamente ativa vive sem direito a auxílio-acidente, seguro-desemprego, aposentadoria, pensão. A população envelhecerá, mas o que precisaremos não é de uma reforma previdenciária, mas de uma política macroeconômica voltada para o pleno emprego e que gere taxas elevadas de crescimento. É também necessário políticas de aumento da produtividade do trabalho com investimentos em educação, ciência, tecnologia e estímulos à infraestrutura. Esses mecanismos proporcionarão a arrecadação para o suporte aos idosos."

    Achei a argumentação dela um tanto vaga "política macroeconômica voltada para o pleno emprego"...e qual seria? "políticas de aumento de produtividade"...como se bastasse o governo determinar, que nos tornaríamos mais produtivos. Mas mesmo que ela tivesse certa, será que equilibraria a conta?

    Se alguém puder ajudar, agradeço!
    Abraços!

    André
  • Auxiliar  08/09/2016 17:54
    Essa mulher aí nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    P.S.: não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.
  • Andre Fernandes  09/09/2016 12:41
    Auxiliar,

    Obrigado pela resposta!
    Agora ficou mais claro pra mim.

    Abs
  • Leonardo Magalhães  08/09/2016 17:15
    Vi uma informação (acredito que por aqui) que até o início do século 20 muito poucas economias desenvolvidas tinha uma participação do estado na economia superior a (guardei essa valor) 10%. Alguém sabe que artigo foi esse ou poderia me indicar uma fonte onde eu possa verificar essa informação? Agradeço e peço desculpas por estar fora do tema deste artigo.
  • Taxidermista  08/09/2016 17:52
  • Leonardo Magalhaes  09/09/2016 20:20
    Valeu. Vou dar uma lida.
  • Pobre Paulista  09/09/2016 02:23
    [OFF] Caramba, conseguiram migrar os comentários... Parabéns aos envolvidos. Imagino que não tenha sido fácil.
  • Pedro  09/09/2016 15:20
    Então por que em pleno século XXI, querem aumentar a jornada de trabalho? Por que, como admitem os próprios defensores da medida, ainda existem empregos em que as pessoas trabalham 12 horas por dia (ou mais)?

    Os defensores da medida do Temer até usam o argumento contrário: aumentar a jornada de trabalho para modernizar o mercado de trabalho. Veja o que diz o senador Aloysio Nunes:

    "Em muitos setores do sindicalismo brasileiro, da economia brasileira, já se pratica esse tipo de acordo. A estrutura do mundo de trabalho mudou muito, muita gente hoje trabalha em casa. Você não pode hoje, com a economia moderna, viver nos padrões vigorantes na era industrial"

    Ou seja, a modernização está levando ao aumento da jornada de trabalho, e não o contrário como está no artigo.
  • Aleixo  09/09/2016 15:34
    É aí que entra o analfabetismo funcional e a ignorância do cidadão.

    Hoje, se eu quiser, por livre e espontânea vontade, trabalhar 12 horas em troca de um maior salário, eu não posso. O governo não deixa. Como os políticos me amam demais, eles me proíbem de trabalhar muito, mesmo que eu queira.

    O que está sendo feito por meio dessa proposta (uma das poucas sensatas já surgidas por estas bandas) é simplesmente permitir que eu tenha essa opção -- a qual sou hoje proibido de exercer.

    Dito isso,vale também enfatizar: após o governo ter destruído a economia do país por 4 anos seguidos, é inevitável que agora tenhamos de trabalhar mais para simplesmente voltarmos até onde estávamos no início de 2011.

    Como temos de trabalhar mais para produzir novamente toda a riqueza que foi destruída pelo governo, era inevitável que se permitisse que as pessoas que querem possam trabalhar mais.

    Nada é imune às destruições do governo.
  • Marcos  09/09/2016 15:37
    Não é nem ignorância, não. É analfabetismo mesmo.

    Segundo a matéria:

    "Em alguns casos, o funcionário poderia trabalhar até 12 horas seguidas e depois compensar trabalhando menos nos dias seguintes, mas o ministro disse que a jornada semanal deve permanecer a mesma.

    "Não haverá aumento da jornada semanal de 44 horas, assim como não haverá o aumento da jornada diária de 8 horas. "

    Ou seja, não se alterou nada na prática. A jornada semanal continua a mesma. Uma merda.
  • André  09/09/2016 15:41
    Bostil só está em 2016 no calendário, nossa renda per capita é equivalente à dos países desenvolvidos na década de 30, faz todo sentido termos qualidade de vida similar a da época.
    Essa reforminha trabalhista não vai ajudar em nada a melhorar o ambiente de negócios por aqui, pelo contrário, pode até travar o mercado de trabalho informal, então vá cobrar essa idéia lá no blog dos conservadores, por aqui defendemos a livre contratação laboral.
  • Westley  09/09/2016 16:08
    Artigo intrigante, entretanto, contraditório em alguns pontos. Vamos a alguns:

    (1) "nas economias primitivas, as pessoas tinham de trabalhar em longas jornadas e sob condições terríveis para que houvesse alimentos disponíveis para todos." Essa é uma informação que não se sustenta, a preocupação com maior disponibilidade de alimentos não era uma preocupação das interações sociais à época. As pessoas tinham que trabalhar jornadas sobre condições terríveis simplesmente para subsistir. Como os empregos era basicamente os mesmos, não havia perspectiva de melhoria. Assim, se considerarmos a pirâmide de Maslow a necessidade de subsistência é tanta que o ser humano nessas condições se sujeita às condições mais degradantes imagináveis. A própria conclusão do artigo corrobora essa linha de pensamento ao afirmar:
    "se você perguntar às pessoas que trabalham em sweatshops (estabelecimentos, majoritariamente chineses, com condições precárias e em que os funcionários têm longa jornada de trabalho e baixo salário) se elas prefeririam ter condições mais agradáveis (ou menos horas de trabalho) em troca de salários menores, elas preponderantemente dirão 'não'."

    (2) " Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a mesma qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a mesma segurança no trabalho, e a mesma renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje."

    Dado as devidas adaptações/contextualizações temporais e sociais é bem possível uma comparação de tal tipo. Quem tem/teve melhor qualidade de um pobre vendedor ambulante do dias atuais, ou um aristocrata inglês do artigo???


    (3) "Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual." Mas e este o objetivo do artigo, propor que os trabalhadores atuais, aceitam condições desfavoráveis, em favor dos capitalistas, pois no passado a qualidade de vida dos trabalhadores era muito pior, e temos que nos dar por satisfeitos pelas condições atuais.

    Temos ainda que a melhora na produtividade dos trabalhadores se deu com a evolução tecnológica, fruto da popularização da educação, e não do trabalho em si.

    Por fim a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, só se deu a partir do momento em que os mesmos foram considerados como CONSUMIDORES e isso só ocorreu pois houve uma pequena desconcentração do capital, fazendo com que mais pessoas pudessem se tornar empreendedores, isso estimulou a competição e esse sim foi o fato que pressionou os preços de bens e serviços para baixo, pois isso é o que motivador pela busca de meios de produção mais eficientes.


  • Snipes  09/09/2016 16:51
    "Essa é uma informação que não se sustenta, a preocupação com maior disponibilidade de alimentos não era uma preocupação das interações sociais à época. As pessoas tinham que trabalhar jornadas sobre [sic] condições terríveis simplesmente para subsistir."

    Quanta contradição. Você diz que ninguém tinha preocupação com alimentos, e logo em seguida diz que todo mundo tinha de trabalhar para subsistir.

    Ué, subsistir à base de quê? Vento? E se a comida não era preocupação, então as pessoas trabalhavam para quê? Por lazer?

    E atente que nem se está falando do feudalismo, não. Na própria Revolução Industrial ainda era assim. Ou você trabalhava duro, ou perecia.

    O que não se sustenta é negar isso.

    "Como os empregos era [sic] basicamente os mesmos, não havia perspectiva de melhoria. Assim, se considerarmos a pirâmide de Maslow a necessidade de subsistência é tanta que o ser humano nessas condições se sujeita às condições mais degradantes imagináveis. A própria conclusão do artigo corrobora essa linha de pensamento ao afirmar"

    Exato. O artigo fala precisamente sobre isso. Que bom que pelo menos isso você captou.

    "Dado as devidas adaptações/contextualizações temporais e sociais é bem possível uma comparação de tal tipo. Quem tem/teve melhor qualidade de um pobre vendedor ambulante do dias atuais, ou um aristocrata inglês do artigo???"

    Graças às evoluções e criações de riqueza permitidas pelo capitalismo. Exatamente o tema do artigo.

    "Mas e este o objetivo do artigo, propor que os trabalhadores atuais, aceitam condições desfavoráveis, em favor dos capitalistas, pois no passado a qualidade de vida dos trabalhadores era muito pior, e temos que nos dar por satisfeitos pelas condições atuais."

    Errou feio. O artigo não só não diz isso, como ainda mostra exatamente o contrário: à medida que a produtividade cresce, trabalhadores se tornam capazes de barganhar em condições cada vez mais favoráveis. Quanto maior sua produtividade, maior o salário que ele pode pedir. Algo impensável antigamente.

    "Temos ainda que a melhora na produtividade dos trabalhadores se deu com a evolução tecnológica, fruto da popularização da educação, e não do trabalho em si."

    Não, meu caro. Evolução tecnológica é fruto do empreendedorismo, da inventividade, da criatividade, da poupança, do investimento e da acumulação de capital. É algo inerentemente feito pelas elites intelectuais. Nada tem a ver com a massificação da escola pública, como você deixa subentendido.

    "Por fim a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, só se deu a partir do momento em que os mesmos foram considerados como CONSUMIDORES e isso só ocorreu pois houve uma pequena desconcentração do capital, fazendo com que mais pessoas pudessem se tornar empreendedores, isso estimulou a competição e esse sim foi o fato que pressionou os preços de bens e serviços para baixo, pois isso é o que motivador pela busca de meios de produção mais eficientes."

    Agora, sim, falou tudo certo.

    E quem gerou toda essa alteração foi o capitalismo.
  • Sem Partido  09/09/2016 16:11
    Devemos aprender com o "Carta Capital", porque ele diz coisas, que não devemos pensar. Idéias PSolistas que destroem o ser humano por completo e que muita gente pensa igual, mas que não tem coragem o suficiente para dizer. Eu duvido, Luciana Genro, Marcelo Freixo, Jean Wiliys e por aí vai, expressar, exatamente, a ideologia marxistas em seus debates eleitorais. A pessoa por trás do computador, nos faz ficar em alerta e rir ao mesmo tempo.
  • Humberto Pereira  10/09/2016 13:20
    Seguindo a linha de raciocínio do artigo, os indígenas deveriam trabalhar 160 horas por semana, já que não tinham acesso a nenhuma tecnologia avançada. Até onde eu sei, os que trabalhavam muito nos seculos XVIII e XIX eram escravos, no feudalismo, trabalhava-se menos do que trabalhamos hoje (groups.csail.mit.edu/mac/users/rauch/worktime/hours_workweek.html)

    "One of capitalism's most durable myths is that it has reduced human toil. This myth is typically defended by a comparison of the modern forty-hour week with its seventy- or eighty-hour counterpart in the nineteenth century. ... Before capitalism, most people did not work very long hours at all. The tempo of life was slow, even leisurely; the pace of work relaxed. Our ancestors may not have been rich, but they had an abundance of leisure."

    Apenas quando o capitalismo foi introduzido, na revolução industrial, que as pessoas que não eram escravas começaram a trabalhar longas jornadas. E foi preciso uma briga grande, sim, para que as condições de trabalho evoluíssem para o que temos hoje.
  • Martins  10/09/2016 17:04
    "Seguindo a linha de raciocínio do artigo, os indígenas deveriam trabalhar 160 horas por semana, já que não tinham acesso a nenhuma tecnologia avançada."

    E nunca tiveram nada sequer remotamente semelhante a conforto e civilização. Justamente por não acumularem capital, até hoje têm uma vida primitiva, sem luxo, sem acesso à medicina, e comendo apenas raiz de árvore.

    Depois o pessoal reclama que algumas respostas aqui são ríspidas. Olha só: o cidadão vem comparar o estilo de vida ocidental com gente que mora em palhoça, que não sabe falar e que tem um estilo de vida de 5 séculos atrás, e ainda fala que eles é que são avançados!

    "Até onde eu sei, os que trabalhavam muito nos seculos XVIII e XIX eram escravos, no feudalismo, trabalhava-se menos do que trabalhamos hoje".

    Até onde você sabe.... Sim, trabalhava-se menos e vivia-se com uma qualidade de vida supimpa, né?

    Esse é aquele tipo de frase que, após pronunciada, tem que ter a risada de fundo do Cazalbé.

    Eis uma lista do número de horas que as pessoas trabalham ao ano. Quanto mais pobre o país, mais se trabalha.

    O ignorante econômico vai olhar pra lista e dizer: "Viu só! Quanto mais se trabalha, mais pobre se é. A solução para ficar rico é trabalhar cada vez menos!"

    "Before capitalism, most people did not work very long hours at all. The tempo of life was slow, even leisurely; the pace of work relaxed. Our ancestors may not have been rich, but they had an abundance of leisure."

    E com que qualidade de vida? Qual era a expectativa de vida da época? É cada uma.

    "Apenas quando o capitalismo foi introduzido, na revolução industrial, que as pessoas que não eram escravas começaram a trabalhar longas jornadas."

    Sim, sim. Todo mundo sabe que, antes da Revolução Industrial, o mundo era lindo e maravilhoso. Naquele tempo, as coisas eram belas e oníricas. Os camponeses eram felizes. Os artesãos também, com a sua produção doméstica; trabalhavam nos seus chalés e gozavam de certa independência, uma vez que possuíam um pedaço de jardim e suas próprias ferramentas. Mas, aí, "a Revolução Industrial caiu como uma guerra ou uma praga" sobre essas pessoas. O sistema fabril transformou o trabalhador livre em virtual escravo; reduziu o seu padrão de vida ao mínimo de sobrevivência; abarrotando as fábricas com mulheres e crianças, destruiu a vida familiar e solapou as fundações da sociedade, da moralidade e da saúde pública. Uma pequena minoria de exploradores impiedosos conseguiu habilmente subjugar a imensa maioria.

    Né?

    Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

    Cada um...
  • anônimo  11/09/2016 00:28
  • Soares  11/09/2016 14:05
    Como é que é?! Você sequer leu o próprio link que você mandou?!

    Está escrito lá:

    Middle ages - English worker: 2309 hours
    1400-1600 - Farmer-miner, adult male, U.K.: 1980 hours
    1840 - Average worker, U.K.: 3105-3588 hours
    1850 - Average worker, U.S.: 3150-3650 hours
    1987 - Average worker, U.S.: 1949 hours
    1988 - Manufacturing workers, U.K.: 1856 hours

    A não ser que a matemática tenha sido reinventada, trabalhar 1.856 horas (no ano de 1988, pós-Revolução Industrial) me parece ser menos do que trabalhar 2.309 horas (na Idade Média, pré-Revolução Industrial) ou mesmo 1.980 horas (entre os anos 1400 e 1600, também pré-Revolução Industrial).

    Não?

    E sempre lembrando que trabalhar 1.856 horas na indústria atual é um pouquinho menos extenuamente e perigoso do que trabalhar 1980 horas em carvoarias e minas dos anos 1400-1600...

    Essa bateu o recorde. O cara é refutado pelo próprio link que ele manda. Mais um coitado pra lista.
  • anônimo  11/09/2016 14:49
    Mas porque em 1850 se trabalhava mais do que em 1400-1600? Havia menos bens de capital?
  • Historiador  11/09/2016 15:39
    Simples. Porque o trabalho havia se tornado bem menos exaustivo e bem menos perigoso.

    Uma coisa é você trabalhar em minas e carvoarias no ano 1600. Após determinadas horas de trabalho, o sujeito estava simplesmente esgotado. Ou literalmente morto. Outra, bastante diferente, é trabalhar nas cidades, utilizando maquinário que poupava esforço físico, e em um ambiente bem mais seguro. Pode-se trabalhar (produzir) bem mais sem se esgotar fisicamente.



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