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O único ano em que a Olimpíada foi privatizada - e foi um sucesso financeiro
No Brasil, foram lucros privados e prejuízos socializados

Como todos já sabem, a Olimpíada é um evento financiado, em grande medida, pelos governos do país-sede — ou seja, pelos pagadores de impostos, queiram eles ou não.

Embora alguns países tenham programas de voluntariado e façam arrecadações voluntárias para bancar alguns atletas, o fato é que boa parte do financiamento vem do governo. O governo normalmente constrói os estádios e as demais instalações necessárias para sediar o evento. E, alguns casos, chega a arcar com a maior fatia do financiamento.

Mas nem sempre foi assim.

Quando chegou a época de as cidades ao redor do globo apresentarem sua candidatura para sediar a Olimpíada de 1984, ninguém se voluntariou. À época, sediar os jogos olímpicos era visto como o que realmente são: um risco financeiro.

Após ter sediado a Olimpíada de 1976, a cidade de Montreal se viu com uma dívida de US$ 1,5 bilhão. Os jogos foram um desastre financeiro para a cidade, a qual só conseguiu finalmente quitar toda a dívida no ano de 2006.

Para agravar os ânimos, os jogos olímpicos de Moscou, em 1980, também foram outro desastre financeiro.

Os pagadores de impostos impõem o limite

Afetada pelo desastre financeiro ocorrido em Montreal e ainda tendo de lidar com a turbulência e a agitação política da Guerra Fria, a Olimpíada de 1984 não se mostrou exatamente muito popular em termos de atrair cidades-sede. Com efeito, no último minuto, apenas duas cidades haviam oficialmente se candidatado: Nova York e Los Angeles.

Los Angeles acabou vencendo a disputa, mas seus cidadãos não estavam nada entusiasmados com essa vitória. Tampouco estavam dispostos a bancar toda a festa. Eles estavam tão inflexíveis em seu propósito de proteger seus dólares de impostos contra qualquer gasto esbanjador, que conseguiram aprovar um projeto de lei proibindo o uso de dinheiro público para construir as instalações olímpicas.

Consequentemente, a cidade tinha agora a honra de sediar os jogos olímpicos, mas não tinha como pagar.

Felizmente, um empreendedor local chamado Peter Ueberroth — que tinha a fama de ser extremamente competente em lidar com orçamentos apertados — entrou em cena e assumiu a iniciativa do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (LA84). 

Formado por outros empresários de sucesso, bem como por indivíduos sagazes e de mentalidade empreendedora, o objetivo do Comitê era simples: encontrar financiamento privado para a Olimpíada, uma façanha que até então jamais havia sido feito.

De início, os críticos e os céticos não gostaram nada da ideia de deixar o destino dos jogos olímpicos de 1984 nas mãos de um comitê formado por executivos do setor privado. Mas acabaram se dobrando aos fatos.

Com bem resume esse verbete da Wikipedia:

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (LA84) deixou claro ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que a cidade não arcaria com nenhum eventual custo adicional e que as instalações esportivas já existentes seriam as mais utilizadas, em particular o Los Angeles Memorial Coliseum, que havia sido construído para as Olimpíadas de 1932 (outra época em que ninguém queria sediar os jogos).

O Velódromo Olímpico e o Estádio Olímpico de Natação, financiados pela McDonald's e pela 7-Eleven respectivamente, foram as únicas duas instalações construídas especificamente para os jogos olímpicos.

Os baixos custos de construção, em conjunto com a forte dependência de financiamento privado, permitiram aos jogos gerar um lucro de mais de US$ 200 milhões à época (equivalentes a US$ 464 milhões hoje, ou mais de R$ 1,4 bilhão de reais), fazendo daqueles jogos olímpicos, de longe, os mais financeiramente bem-sucedidos da história.

Ao final, portanto, não apenas o Comitê gastou menos do que o previsto, como ainda conseguiu ter um lucro substantivo — e ter algum lucro era algo que, até então, só havia acontecido uma vez na história.

Por meio de arrecadações privadas, patrocínios de empresas, e muita disciplina fiscal, o Comitê conseguiu realizar o impensável. Em vez de esbanjar milhões, se não bilhões, na construção de novas instalações, o LA84 simplesmente utilizou arenas e instalações universitárias que já existiam.

Também algo inédito à época, o Comitê fez história ao vender os direitos exclusivos de transmissão para apenas uma rede de televisão. A American Broadcasting Company (ABC) pagou a modesta quantia de US$ 225 milhões para ser a única fonte de transmissão, dentro dos EUA, dos jogos olímpicos.

Para alojar os atletas, o LA84 optou por utilizar os dormitórios das faculdades e universidades, bem como todos os outros tipos de alojamentos espalhados pela cidade, em vez de construir uma faustosa e custosa "Vila Olímpica", algo que se tornou tradição nas outras cidades-sede.

No final, os jogos olímpicos de Los Angeles, de 1984, tiveram um custo total de US$ 546 milhões. Quando comparado aos US$ 50 bilhões gastos em 2013 nos jogos olímpicos de inverno em Sochi, a quantia gasta pelo LA84 parece praticamente irrisória.

Conclusão

O fato é que as olimpíadas são um grande negócio. Os direitos de transmissão são extremamente caros e muito demandados. As receitas de turismo na cidade-sede são enormes, bem como as vendas de ingressos para os eventos. 

De resto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) é uma organização internacional, não-governamental e sem fins lucrativos localizada na Suíça. Logo, não há absolutamente nenhum motivo para governos se envolverem e terem de utilizar dinheiro de impostos para bancar as olimpíadas. Um evento capaz de gerar todo esse volume de receitas pode ser perfeitamente organizado por um conglomerado de empreendedores em busca do lucro. Não apenas tragédias financeiras como Montreal e Moscou [e, agora, Brasil] teriam sido evitadas, como também uma tremenda eficiência de custos teria sido realizada.

E, embora não seja de todo o correto dizer que os jogos olímpicos de 1984 foram um empreendimento 100% privado (houve algum auxílio do governo federal), a Olimpíada daquele ano mostrou ao mundo que, no que diz respeito a sediar olimpíadas, a privatização não só é possível, como também é a maneira mais eficiente de fazer o serviço.

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Leia também:

A Olimpíada no Brasil - enquanto as elites ligadas ao governo festejam, o povo passa por privações

Em vários países, a população já percebeu quem realmente ganha ao se sediar a Olimpíada 

O que nos aguarda para a Olimpíada


11 votos

autor

Brittany Hunter
é fundadora do website generationopportunity.org e membro da Foundation For Economic Education.

 

  • anônimo  12/08/2016 14:56
    Uma olímpiadas 100% privada é algo totalmente viável.

    Não é possível que um evento que tem uma audiência que chega a 4 bilhões de telespectadores e arrecada bilhões de dólares em direitos de transmissão e patrocinios, ainda precise de dinheiro público.

    Fora que uma olímpiadas 100% privada seria bem mais organizada, sem desperdicios, eliminaria esportes sem audiência e colocaria outros mais atraentes, fortalecendo o evento.
  • Renan Merlin  12/08/2016 16:16
    O Problema é o que fazer com aquele monte de equipamento esportivo depois. O Engenhão que foi empurrado pro Botafogo custa 500 mil mensais e o Maracanã que foi empurrado pelo consorcio mesmo tendo os 4 grandes do rio mas finais de campeonatos cariocas e shows internacionais o consorcio privado ja devolveu devido os altos custos
  • anônimo  12/08/2016 17:44
    Você não precisa construir monumentos colossais para fazer uma olimpíadas. Você só precisa pegar alguma instalação que já atenda aquele esporte e dar uma reformada para adequar ao evento, e aqueles que não possuem instalações especificas você poderia utilizar estruturas desmontáveis. Nada disso precisaria custar bilhões, apenas milhões e que tranquilamente seria financiado com dinheiro de patrocínio.

    Só que os políticos não querem apenas reformar e adequar o local, querem demonstar tudo, enfeitar com pupurina até o ralo e desviar o máximo possível os recursos.
  • lorivaldo  12/08/2016 21:25
    Maior exemplo disso foi na copa de 2014, ao invés de reformar o Mangueirão, construíram o de Manaus.
  • Renan Merlin  12/08/2016 22:06
    Varios exemplos. Tinha o Gigante do Arruda em recife mas fizeram uma arena fora de recife e tiveram que empurrar o Nautico pra lá.
    Tinha o Serra Dourada mas fizeram Estadio Nacional.
    Tinha o Morumbi mas fizeram a arena corinthians.
    Tinha a arena do gremio novinho mas fizeram o beira rio
  • Pobre Paulista  12/08/2016 23:49
    "Tinha o Morumbi mas fizeram a arena corinthians."

    Lembrando que o Morumbi seria o estádio oficial da copa. Mas aí a bancada do PT vetou, e pouco tempo depois veio a ideia genial de construir um estádio novo.

    Pela Odebrecht, claro.
  • Renan Merlin  13/08/2016 05:24
    Só lembrando que sou corintiano mas esse estadio fudeu ate a vida do corinthians que hoje esta atolado de dividas por causa de um estadio impagavel
  • Joaquim Saad  13/08/2016 15:04
    "Uma olimpíada 100% privada é algo totalmente viável."

    A julgar pela situação da Baía de Guanabara, infelizmente acho que já estamos quase lá. :-(
  • JOSE F F OLIVEIRA  12/08/2016 15:12
    O COI em 1984 se alimentou, conforme as regras do EVENTO-LA84. Não existe ALMOÇO GRÁTIS.Um Pais de uma FINANÇAS PÚBLICAS saudável ignora esses eventos copa e olimpíades.
  • Eline Menezes  12/08/2016 15:17
    Muito inteligente. Por que mudaram esta estrutura? É um gasto muito alto.
  • Rui Martins  12/08/2016 15:25
    Ora, porque tem muita gente ganhando bilhões com dinheiro dos contribuintes.
  • Ramon Abreu  12/08/2016 15:17
    Enquanto isso no Brasil, além da corrupção, vai terminar sendo a olimpiada mais vazia dos últimos tempos.
  • mauricio barbosa  12/08/2016 15:45
    As Olimpíadas são rentáveis,mas os esbanjadores do COI fazem a festa com o dinheiro alheio,isto precisa acabar ou então construírem parques olímpicos móveis,ou seja estruturas desmontáveis,pois com o dinheiro que arrecadam dá para fazer megaestruturas desmontáveis de baixo custo e confortáveis,enfim só restaria a vila olímpica que pode ser construída e revendida com lucro apesar da crise no mercado imobiliário ou então não precisaria serem prédios luxuosos,mas sim prédios funcionais que com este apelo publicitário daria um retorno e tanto.
    Enfim sou fã de olimpíadas e gosto do princípio,as vezes esquecido:
    "O importante não é ganhar,mas sim competir".
    Esta ética olímpica é basilar até em nossas vidas.
  • Renan Merlin  13/08/2016 05:29
    Ou fazer uma sede fixa, sugiro a Grecia que é berço dos jogos. Por acaso a Disney ou o carnaval carioca mudam de sede constantemente?
  • reinaldo  16/10/2016 19:12
    òtima ideia, assim o financiamento poderia ser melhor controlado.

    Ou fazer um roteiro fixo com apenas algumas sedes, uma em cada continente.....
  • Pobre Paulista  12/08/2016 15:41
    Deturparam o espírito olímpico!
  • cmr  12/08/2016 23:49
    Seja lá o que isso signifique...
  • Marcelo Vasconcelos  12/08/2016 15:42
    Como os políticos e seus apadrinhados ganharão dinheiro sem obras públicas superfaturadas?
  • Renan Merlin  12/08/2016 16:24
    A Coisa mais ultrapassada ainda mais pra quem defende um estado minimo ou ausência dele é os chamados "Estadios Olimpicos" que são estadios com pista de atletismo, além de ser um desperdicio de espaço fisico em partidas de futebol, rugby e futebol americano que gera mais retorno é pessimo pro torcedor que tem uma visão longe do campo.
    Alias da Olimpiadas de 1972 ate 2012 somente o Estadio Olimpico de Seul ainda continuam com pista de atletismo. Todos foram reformados e retirada a pista de atletismo ou derrubados e ate a de 1984 citada no artigo hoje é usado pro Baseball e Futebol Americano
  • anônimo  12/08/2016 17:29
    Não entendi a sua relação entre estadios olimpicos e estado mínimo.

    De fato a maioria dos campeonatos de atletismo possuem baixo público, apenas o mundial de atletismo e as olímpidas tem potencial para encher um estádio de futebol. Isso de fato torna esse espaço em algo inútil para qualquer estadio grande. No caso o melhor seria reformar apenas para atender as competições e depois reformar novamente(como já é feito, mas utilizando o dinheiro arrecadado pelo evento).
  • Alemão  12/08/2016 16:52
    Posso elogiar novamente o IMB por mais um artigo sensacional e esclarecedor?
  • Porta-Voz  13/08/2016 01:41
    Gewiss!

    Danke schön!
  • André  12/08/2016 16:58
    OFF TOPIC - O que você acham da nova posição otimista da empiricus??

    www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/5423936/gerentes-bancos-sao-mal-preparados-estao-conflitados-diz-empiricus

    Nos relatórios deles estão prevendo crescimento do PIB 3%, inflação de 5%, dólar de R$2,9 e forte valorização de ativos brasileiros.
    Pessoalmente acho excesso de otimismo, principalmente após 2018 quando teremos eleições e uma enxurrada de candidatos prometendo o céu via impressão de dinheiro e entregando o inferno via processo inflacionário.
  • Pobre Paulista  12/08/2016 18:34
    Eles vivem de vender relatórios. Tire sua conclusão.
  • Leandro  12/08/2016 21:53
    Os 9 primeiros pontos procedem. O 10º, por enquanto e cada vez mais, não.

    Agora, se esses 9 primeiros pontos vão se transformar em disparada do Ibovespa, tudo vai depender -- como você muito bem colocou -- do cenário presidencial que se formar para 2018.

    Sempre lembrando que as forças de esquerda estão se aglutinando em torno de Ciro Gomes, um tipo muito pior que Lula.

    Lula ao menos se reconhecia ignorante em economia e não via problemas em delegar a área para pessoas com mais conhecimento que ele (como Palocci e Meirelles).

    Já Ciro se jura o inventor de uma nova teoria econômica, a qual funcionaria apenas no Brasil -- e que, na verdade, nada mais é do que uma recauchutagem pura das políticas dilmistas: empréstimos subsidiados a grandes empresas, reservas de mercado para o grande baronato industrial, e fartos programas de "compras governamentais".

    É sim bem provável um forte rali (Ibovespa e real x dólar) até meados de 2018. Dá pra ganhar um bom dinheiro nesse período. Depois, principalmente se Ciro se confirmar, é bom ficar bem atento.
  • anônimo  13/08/2016 17:08
    Como assim Leandro ?....basear -se no que vc acha que vai acontecer no cenário político e daí tomar uma decisão de investimento? ...vixe....complicado hein ?...
  • Leandro  13/08/2016 18:48
    Ué, lamento quebrar sonhos e ilusões, mas se você realmente acredita que a economia está blindada da turbulência política, e que a politicagem em nada influencia a economia, então, como diriam os americanos, you're in for a big surprise.

    Aliás, todo o cerne da teoria libertária, e também da austríaca, é exatamente mostrar como as intervenções estatais e a politicagem afetam a economia.
  • André  13/08/2016 19:57
    Leandro obrigado pelo esclarecimento, estava me esquecendo do fator Ciro Gomes, com certeza o mais desastroso político para ser eleito presidente em 2018.
    É uma pena ter um horizonte de investimentos tão curto, coisa de 12 a 18 meses em função de instabilidade político econômica do Brasil.
  • Renan Merlin  13/08/2016 20:51
    Isso mostra como a esquerda dacaiu mesmo. O Lula queira ou não era uma liderança carismatica que veio de baixo mas agora estão vendendo como "renovação" a velha politica um coroner nordestino que foi oposição e situação a todos os governos desde 88 e se apresenta o salvador da patria pra solucionar os problemas que ele apoiou e defende.
  • anônimo  14/08/2016 23:45
    Leandro...eu falei de investimento pessoal...a economia pode ir mal e o investidor ganhar dinheiro mesmo assim...por sua vez a economia pode estar bem e o investidor perder dinheiro...Eu pessoalmente não consigo misturar macroeconomia, política ou qualquer outro assunto com investimento pessoal...se fosse fácil assim....bastava acompanhar notícia e tendências macroeconomicas e todo mundo seria rico...
  • Leandro  15/08/2016 12:21
    "Eu pessoalmente não consigo misturar macroeconomia, política ou qualquer outro assunto com investimento pessoal"

    Então você está indo às cegas. Esse é um luxo ao qual podem se dar apenas pessoas de países estáveis e desenvolvidos. Em qualquer país da América Latina, você ignorar o cenário político é pedir para ter altas doses de adrenalina.

    Veja o governo Dilma. É um ótimo exemplo de medidas econômicas feitas ao sabor da política. O congelamento do preço da gasolina e a redução na marra das tarifas de energia elétrica -- ambas as quais tiveram um papel central no atual descalabro -- foram medidas tomadas por pura conveniência política.

    Aliás, o ano de 2015 em si é um ótimo exemplo. Entre abril e julho, tudo parecia estar se estabilizando. O dólar, que havia chegado a R$3,30 em março, havia caído para R$ 2,90 ao final de abril e as taxas de juros de longo prazo estavam em queda, o que indicava que a inflação de preços iria ceder e que a SELIC não ficaria alta por muito tempo.

    Aí, as turbulências políticas se acentuaram, Joaquim Levy perdeu força por causa de politicagem, o dólar disparou para R$ 4,24, o país perdeu os três graus de investimento, as taxas de juros de longo prazo foram para a estratosfera, o Ibovespa caiu para 37 mil pontos e tudo ficou travado.

    Quem havia feito um investimento de curto prazo tendo por base as taxas de juros de longo prazo de abril e maio levou ferro. Vale lembrar que, nunca antes, as taxas de longo prazo caíram por dois meses seguidos para depois voltar a disparar. Isso foi uma peculiaridade ocorrida apenas em 2015. E por causa da política.

    Com a substituição de Levy por Nelson Barbosa -- outra manobra política --, a coisa ficou ainda pior. O início de 2016 foi escabroso, com o real indo para a privada.

    (Vale ressaltar que, em um arranjo de câmbio flutuante, este flutua de acordo também com o cenário político. Se a política está esculhambada, o câmbio não flutua; ele desaba. E junto com ele vai todo o nosso padrão de vida.)

    Aí, a partir de março de 2016, com toda reviravolta política ocorrida -- chance real de Lula ser preso e impeachment de Dilma amplamente defendido pela população --, todos os indicadores voltaram a melhorar. Dólar desabou, Ibovespa disparou e as taxas de juros de longo prazo despencaram.

    Com a saída de Dilma e a troca de governo, os indicadores melhoraram ainda mais. E com um detalhe crucial: melhoraram sem que nenhuma medida econômica nova tenha de fato sido implantada.

    Tudo foi a política.

    Realmente não vejo como possa ser uma atitude inteligente ignorar o cenário político.

    "fosse fácil assim....bastava acompanhar notícia e tendências macroeconomicas e todo mundo seria rico..."

    Rico? Não é tão fácil assim. Para entender os desdobramentos da política sobre a economia é necessário ter treino e prática. A ligação não é simples e direto. Não para "todo mundo". Mas é certo que, quem souber fazer essa ligação, não só perderá menos dinheiro, como ainda poderá ganhar muito.
  • Dede  15/08/2016 14:39
    Prezado Leandro,

    Concordo com você que o Ciro Gomes seria um desastre para a economia, mas veja:

    1° Ciro não é Lula. Ciro Gomes Não tem o mesmo apelo popular que Lula tem/tinha.

    2° A esquerda sozinha nunca ganhou eleição. Lula em 2002 contou com o apoio do PP e de parte do então todo poderoso PFL. Sarney ressentido pelo fracasso de sua filha no 1° turno apoiou Lula no 2° turno.

    3° Mesmo com o apoio dos maiores partidos (PP e PMDB) o PT nunca ganhou a eleição no 1° turno.

    4° Se em 2018 o PSDB (Que eu considero o menos ruim dos partidos) conseguir o aglutinar o apoio do PMDB (mais 1.000 prefeituras), PSD, DEM, PP, PTB e dos evangélicos (PSC e PRB), Ciro Gomes não terá chance.

    Um dos grandes trunfos do PT era a cada eleição gritar nos grotões do país que se o PT saísse do poder acabariam com o bolsa família. Hoje ele perdeu esse apelo.
  • Leandro  15/08/2016 15:24
    Espero que você esteja certo -- embora eu não tenha conseguido ver muito conexão entre o histórico que você apresentou do PT e o futuro de Ciro Gomes.

    Digo apenas que, pelo que estou percebendo, toda a atual esquerda órfã do PT -- e até mesmo uma parte da esquerda marinista -- está naturalmente se aglutinando em torno de Ciro. Lulistas (não se engane, trata-se de um contingente ainda muito grande), dilmistas (sim, eles existem), petistas, artistas, intelectuais de esquerda (paradoxo) e blogs sujos (que têm sim leitores): todos já fecharam com Ciro.

    É muito provável que o grande empresariado também feche com ele. Afinal, por que não apoiar um cara que promete um amplo programa de "compras governamentais", de "grande coordenação entre nossas melhores mentes e governo", e de "incentivos às nossas empresas"?

    Se ele prometer "não cortar bilhão" -- ou seja, mantendo agrados ao funcionalismo --, aí é um abraço.

    E isso tudo sem contar que ele é excelente de lábia, o que ajuda muito a angariar indecisos.

    Mas, como dito, espero estar muito errado.
  • anônimo  15/08/2016 14:43
    Leandro....estou falando de investimento pessoal no mercado financeiro.....já que você tocou no assunto aí....acho super temerário misturar macroeconomia , politica, noticias e seja lá o que for com investimentos no mercado financeiro....a economia pode ir super mal e mesmo assim vc ganhar dinheiro...al revés, a economia pode ir bem e vc só levar ferro no mercado...investimento no mercado depende de estudos e traçar objetivos e estratégias próprias...se fosse fácil assim, tomada de decisões através da analise e tendências econômicas, politicas, etc, todo mundo seria rico..."ahhh. o Brasil vai mal , então vou comprar dolares"..."A Suiça vai bem ? então vou comprar qualquer tranqueira que eles oferecem lá".....fazer previsão sobre o que vai acontecer com o IBOV ou o dolar em 2018 é puro chute, me desculpe...eu mesmo não sei o que vai acontecer e nem perco meu tempo tentando adivinhar isso, porque é impossivel....as vezes você pode até acertar por sorte, mas ém 99 % não funciona...eu até gosto de suas análises econômicas, são bem coerentes, mas acho temerário quando se mistura isso com investimentos no mercado...abraço !
  • Leandro  15/08/2016 15:15
    "acho super temerário misturar macroeconomia , politica, noticias e seja lá o que for com investimentos no mercado financeiro"

    Boa sorte, então. Você vai analisar a economia da Venezuela sem nem saber como é o governo de lá e o que ele pretende. O mesmo vale para a Argentina.

    Eu, sinceramente, não vejo como tal postura pode ser racional.

    "a economia pode ir super mal e mesmo assim vc ganhar dinheiro"

    Ué, ninguém nega isso. Aliás, é justamente nas turbulências que mais se ganha dinheiro. Agora, desconheço um megaespeculador que seja alienado dos fenômenos políticos que agitam um país.

    "al revés, a economia pode ir bem e vc só levar ferro no mercado"

    Aí você tem de ser artista.

    Se a economia estiver realmente bem, até mesmo investir no Ibovespa traz resultados. Aluguel comercial e residencial também não traz erro. Aplicações atreladas ao CDI também são garantidas. Ações de banco, então, são uma festa.

    "investimento no mercado depende de estudos e traçar objetivos e estratégias próprias"

    Por acaso alguém aqui disse o contrário?

    "se fosse fácil assim, tomada de decisões através da analise e tendências econômicas, politicas, etc, todo mundo seria rico"

    Fácil?! Quem falou que é fácil? Estou há duas postagens seguidas dizendo exatamente o contrário, que você tem de saber detalhes econômicos e políticos, e você vem dizer que é fácil?

    ""ahhh. o Brasil vai mal , então vou comprar dolares""

    Curiosamente, isso sempre funcionou até hoje. Sem exceção.

    ""A Suiça vai bem ? então vou comprar qualquer tranqueira que eles oferecem lá""

    Desconheço algum caso de gente que levou ferro investindo a longo prazo na Suíça.

    "fazer previsão sobre o que vai acontecer com o IBOV ou o dolar em 2018 é puro chute, me desculpe"

    Ué, e alguém aqui falou o contrário disso?! Desculpe-me, mas acho que você ainda não entendeu nada do que está sendo dito por mim.

    Estou falando exatamente o contrário de tudo isso: não só a economia é complicada demais para se fazer previsões, como ainda, e para complicar ainda mais, você tem de levar em conta o cenário político em suas análises.

    Ou seja, há duas complicações: economia e política.

    Já você está dizendo que a política é perfeitamente ignorável e que os indicadores econômicos são tudo.

    Quem realmente está adotando uma posição de "puro chute" aqui?

    "eu mesmo não sei o que vai acontecer e nem perco meu tempo tentando adivinhar isso, porque é impossivel....as vezes você pode até acertar por sorte, mas ém 99 % não funciona..."

    Concordo.

    "eu até gosto de suas análises econômicas, são bem coerentes, mas acho temerário quando se mistura isso com investimentos no mercado...abraço !"

    Aí não entendi nada.

    Abraço.
  • anônimo  17/08/2016 14:59
    Respondendo ao Leandro.

    "Boa sorte, então. Você vai analisar a economia da Venezuela sem nem saber como é o governo de lá e o que ele pretende. O mesmo vale para a Argentina."

    Falei de investimento pessoal no mercado financeiro . Não de economia em geral. Você misturou de novo.


    "Ué, ninguém nega isso. Aliás, é justamente nas turbulências que mais se ganha dinheiro. Agora, desconheço um megaespeculador que seja alienado dos fenômenos políticos que agitam um país."


    Leandro, megaespeculador são a minoria da minoria da minoria, Puffff.....estamos falando para o pequeno investidor aqui como a gente....e outra coisa , tentar acompanhar estes caras é pedir pra ser esmagado no mercado. O caras operam milhões de dólares por dia. Eles tem bala na agulha para agüentar os trancos e pânicos no mercado. Não se iluda.



    "Aí você tem de ser artista.

    Se a economia estiver realmente bem, até mesmo investir no Ibovespa traz resultados. Aluguel comercial e residencial também não traz erro. Aplicações atreladas ao CDI também são garantidas. Ações de banco, então, são uma festa."

    Ué....te dou só um exemplo que não é bem assim....quando a economia estava bem aqui muitos compraram OGX do Eikão seguindo noticia , política ,analise econômicas etc....em pouco tempo a casa desmoronou e os pequenos investidores foram os que se fuderam mais....Se focassem , nos fundamentos e se dessem ao trabalho de olhar os balanços anuais que estão disponiblizados no site da Bovespa veriam que essa empresa só dava prejuízo num momento "excepcional" da economia brasileira.....esse foi só um exemplo...na bolsa temos outros mais.... Nos USA ocorre isso a todo momento....gente perdendo dinheiro em empresas que não saem da mídia...mas os fundamentos são horriveis.


    "Por acaso alguém aqui disse o contrário?"

    Você mesmo está afirmando a todo momento que é preciso acompanhar política e noticia para tomar uma decisão de investimento no mercado ...olha o que você afirmou numa resposta : " Fácil?! Quem falou que é fácil? Estou há duas postagens seguidas dizendo exatamente o contrário, que você tem de saber detalhes econômicos e políticos, e você vem dizer que é fácil?"


    "Curiosamente, isso sempre funcionou até hoje. Sem exceção."

    Tem certeza Leandro ?.....que comprar dólar sempre funciona ?....te dou só um exemplo : Se você comprou dólar em 2002 á R$ 4,00 (quando o mundo todo falava que o Brasil ia acabar e que o Lula ia detonar tudo ) e por alguma razão de necessidade foi vender neste espaço de 13 anos ou mesmo hoje, olha.... tomou um ferro de um tamanho ! .....até poupança daria mais neste período....rsssss.....outra,,,,esqueça trade e forex,,,,isso é pra 1 % ...a maioria perde neste troço ai.....isso é pra profissionais e exige muito dinheiro investido para ganhar alguma coisa .


    "Desconheço algum caso de gente que levou ferro investindo a longo prazo na Suíça."


    Ué.... o governo suíço desvalorizou o franco suíço em relação ao euro em recente passado.....lembra ?...e se você comprou a moeda cara e precisou vender agora ?....ferroooo !....vai com calma cara !.....lá tem sim péssimos investimentos, também....se fosse assim o mundo inteiro iria só pra lá !....não existe esse tal de garantido no mercado financeiro , isso que ninguem entende !....o USA não deu o calote no mundo todo na década de 70 ?




    "Aí não entendi nada."


    Ok ,,,te explico....te elogiei em suas analises econômicas e mesmo políticas de nosso cenário....gostei , parabéns !....mas quando se trata de investimento no mercado, ai meu caro é outra estória....procuro analisar fundamentos de empresas e me abstrair do resto....se a empresa esta dando lucro , se tem uma governança boa , etc eu sou sócio,,,se ela começa a me desagradar caio fora...Brasil vai mal, mas Ambev não deixou de ser uma boa empresa.....ok ?...trade , mmmm....é mais complicado ! ... estude muito e trace suas estratégias e faça manejo de risco....pois perdas virão, engana-se quem pensa que trade é só ganho....por fim, aposto que a maioria dos economistas que vivem dando pitaco na TV, jornai,s etc , nunca compraram um ação na vida....rsssss..

    Por fim peço desculpas pela falata de concordância e pelo português ....escrever do celular é um saco....rssss

    Abraço.
  • Leandro  17/08/2016 15:35
    Respondendo ao anônimo:

    "Falei de investimento pessoal no mercado financeiro . Não de economia em geral. Você misturou de novo."

    Ah, entendi. Você acha que o mercado financeiro -- ao contrário da "economia em geral" -- está magicamente blindado das turbulências geradas pela política.

    Reenfatizo meu 'boa sorte'.

    "Leandro, megaespeculador são a minoria da minoria da minoria, Puffff.....estamos falando para o pequeno investidor aqui como a gente....e outra coisa , tentar acompanhar estes caras é pedir pra ser esmagado no mercado. O caras operam milhões de dólares por dia. Eles tem bala na agulha para agüentar os trancos e pânicos no mercado. Não se iluda."

    Do que você está falando?

    Eu estou falando de "política afetar a economia". E você?

    "Ué....te dou só um exemplo que não é bem assim....quando a economia estava bem aqui muitos compraram OGX do Eikão seguindo noticia , política ,analise econômicas etc....em pouco tempo a casa desmoronou e os pequenos investidores foram os que se fuderam mais...."

    Opa! Você acabou de dar um perfeito exemplo exatamente daquilo que estou falando, e que você se recusa a aceitar. O que foram os empréstimos do BNDES à OGX senão uma baita politicagem?!

    Quem embarcou nessa ignorando que tudo era política, e não economia, se estrepou bonito -- como você bem disse.

    Já quem sabia que aquilo era tudo politicagem -- conluio entre o governo e um megaempresário puxa-saco do governo -- sustentada pelo dinheiro de impostos dos brasileiro escapou de boa.

    "Se focassem , nos fundamentos e se dessem ao trabalho de olhar os balanços anuais que estão disponiblizados no site da Bovespa veriam que essa empresa só dava prejuízo num momento "excepcional" da economia brasileira"

    Em momento algum neguei que isso deve ser feito.

    "Você mesmo está afirmando a todo momento que é preciso acompanhar política e noticia para tomar uma decisão de investimento no mercado"

    Afirmo e reafirmo. Quem ignora o cenário político comprou dólares e investiu pesado em fundos cambiais no final do ano passado, prevendo que tudo iria se deteriorar ainda mais. Bastou, no entanto, ocorrer uma mudança no cenário político -- não tendo havida nenhuma mudança concreta no cenário econômico --, para que tudo desse uma guinada de 180º graus.

    Quem ignora o cenário político corre o risco de investir em campos de golfa na Venezuela (setor que está indo bem) e correr o risco de ter tudo confiscado pelo governo.

    Mas, tudo bem, não é problema meu.

    "Tem certeza Leandro ?.....que comprar dólar sempre funciona ?....te dou só um exemplo : Se você comprou dólar em 2002 á R$ 4,00 (quando o mundo todo falava que o Brasil ia acabar e que o Lula ia detonar tudo ) e por alguma razão de necessidade foi vender neste espaço de 13 anos ou mesmo hoje, olha.... tomou um ferro de um tamanho !"

    Mas meu Deus do céu, é exatamente disso que estou falando! O que foi o dólar a R$ 4 ao final de 2002 senão o cenário político?!

    Não havia de econômico sustentando aquele valor do dólar, mas sim o cenário puramente político!

    E você vem dizer que o cenário político deve ser ignorado?! Fragorosa contradição.

    "Ué.... o governo suíço desvalorizou o franco suíço em relação ao euro em recente passado.....lembra ?...e se você comprou a moeda cara e precisou vender agora ?"

    Perdoe-me a sinceridade, mas vejo que você não domina muito de economia. O governo suíço, em janeiro de 2015, adotou uma medida que valorizou o franco suíço em relação a todas as outras moedas do mundo.

    Quem estava com francos suíços ganhou mais de 20% em apenas um dia! E quem quisesse fazer remessas de lucro de filiais na Suíça para a matriz em seu país de origem poderia, com um franco agora 20% mais forte, comprar muito mais moeda do país de origem e, com isso, remeter uma quantia muito maior para a matriz.

    Ganho fácil.

    Informe-se melhor, meu caro.

    Abraços.
  • Espanto  17/08/2016 15:48
    Carai... se esse anônimo não entendeu nem o que se passou na Suíça (confundindo bizarramente valorização do franco com desvalorização), imagina então a maravilha que deve ser "as análises fundamentalistas" que ele faz dos balancetes das empresas.
  • anônimo  17/08/2016 19:07
    Resposta ao Leandro


    "Perdoe-me a sinceridade, mas vejo que você não domina muito de economia. O governo suíço, em janeiro de 2015, adotou uma medida que valorizou o franco suíço em relação a todas as outras moedas do mundo."


    Leandro....eu estou me referindo a um período anterior....não me lembro se foi em 2010 ou 2011..( me corrija ai,por favor, assim de cabeça eu não lembro )....o franco se desvalorizou sim em relação ao euro....lembro de ter visto esse gráfico entre as duas moedas.... quem comprou no topo antes da caida naquele ano e vendeu antes dessa valorização ai de 2015 levou ferrão sim !
  • Leandro  17/08/2016 19:29
    Errado de novo.

    O franco vinha se apreciando fortemente em relação ao euro. Aí o BC suíço resolveu, em meados de 2011, atrelar o franco ao euro, trabalhando com uma taxa de câmbio semi-fixa.

    Mas como a economia suíça é muito mais robusta que a da zona do euro, a taxa de câmbio fixa não durou. E, quando foi novamente liberada, o franco continuou se apreciando em relação ao euro.

    Pode conferir no gráfico (que mostra o preço de um euro em francos suíços):

    www.google.com/finance?chdnp=1&chdd=1&chds=1&chdv=1&chvs=Linear&chdeh=0&chfdeh=0&chdet=1471461790112&chddm=4902550&q=CURRENCY:EURCHF&ntsp=1&ei=D7m0V5CVE4jBesP3tsgM

    Seja menos afobado na próxima.
  • anônimo  18/08/2016 14:57
    "Errado de novo.

    O franco vinha se apreciando fortemente em relação ao euro. Aí o BC suíço resolveu, em meados de 2011, atrelar o franco ao euro, trabalhando com uma taxa de câmbio semi-fixa."


    Não estou errado não senhor !....agora sim vejo aquele gráfico no site do BCE ao qual me referi na resposta anterior ....quem comprou francos em meados de agosto de 2011 e os revendeu antes de janeiro de 2015 levou ferro simmmm !........o pequeno investidor lá na europa que deixou -se levar por noticias, análises políticas e econômicas de que a europa ia acabar, que o euro ia implodir, etc , em 08 de agosto trocou 1 euro por 1, 08 francos ( comprou no topo )....já em setembro trocava-se 1 euro por 1,2 franco e assim permaneceu até janeiro de 2015 quando houve outra valorização da moeda helvética ....como alguém que precisou vender os francos entre esses dois período não levou ferro Leandro ?......os números estão ai , cara !...comprar no topo e vender no poço é o que mais se vê no mundo afora, não se engane ! ....principalmente entre os pequenos investidores, os mais vulneráveis a momentos de euforia e pânico .....no caso, entre as duas moedas, temos dois topos no periodo analisado..... entre os topos temos um vale por 3 anos ( segundo grafico abaixo )....quem comprou no topo anterior e vendeu neste vale se ferrou simmmm!

    Sim , veja os gráficos nestes links :

    https://www.ecb.europa.eu/stats/exchange/eurofxref/html/eurofxref-graph-chf.en.html


    https://www.ecb.europa.eu/stats/exchange/eurofxref/html/eurofxref-graph-chf.en.html
  • Leandro  18/08/2016 15:28
    Ou seja, primeiro você disse que quem investiu na Suíça a longo prazo levou ferro porque em janeiro de 2015 o BC suíço desvalorizou o franco em relação ao euro. Gentilmente tentei lhe corrigir, mostrando que, muito pelo contrário, em janeiro de 2015 o franco se valorizou mais de 20% em relação ao euro.

    Aí, em vez de reconhecer o erro, você retrocedeu no tempo e disse que foi em 2011 que o BC suíço desvalorizou abruptamente o franco em relação ao euro. Novamente, eu gentilmente tentei lhe corrigir, mostrando que em meados de 2011 foi adotado um arranjo de câmbio fixo, o qual não durou justamente pelo fato de a economia suíça ser mais sólida em relação à da zona do euro.

    Desesperado, você agora se apega a um prazo específico de tempo (de 8 de agosto de 2011 a dezembro de 2014) para tentar provar seu insustentável ponto: quem comprou franco em 8 de agosto de 2011 e o revendeu antes de janeiro de 2015 levou ferro.

    Duh! Durante um intervalo de tempo aleatório, até mesmo o bolívar venezuelano pode se valorizar em relação ao dólar. Se um idiota compra uma moeda num dia e no mês seguinte ela se desvaloriza, e ainda assim o otário a revende, é claro que ele leva ferro. Qual o ponto?

    Agindo assim, você demonstrar ter a mesma honestidade intelectual de um petista que pega indicadores cambiais exclusivamente de outubro de 2002 (auge da incerteza eleitoral com a vitória de Lula) e o utiliza para determinar todos os 8 anos de FHC. Esperava mais de você.

    Aliás, e curiosamente, você não diz que quem comprou franco naquele mesmo dia 8 de agosto de 2011 e o manteve até pelo o final de janeiro de 2015 (por que não pegar esse intervalo de tempo, já que vale tudo?) teve um ganho de mais de 10% -- uma montanha para um continente que está com juros zero.

    Por que só vale o período de tempo que você escolheu (8 de agosto de 2011 a dezembro de 2014)? Isso por acaso é análise econômica séria? Não era você que falava em longo prazo? Por que agora escolheu um intervalo de tempo para fazer uma análise (sem nenhum fundamento lógico)? Foi só para tentar se safar?

    Em suma, você começou defendendo investimentos de longo prazo baseando-se exclusivamente em fatores econômicos e acabou recorrendo a um intervalo de tempo extremamente específico (cuja análise só é válida se começar em 8 de agosto de 2011 e terminar e dezembro de 2014) para tentar provar seu ponto.

    E eu, ingênuo, pensava estar lidando com alguém minimamente informado e intelectualmente honesto.

    Passar bem.
  • patricio  18/08/2016 19:14
    particularmente não sei por que o Brasil se bate nisto a anos: de empréstimos subsidiados e proteção a indústria nacional
    liberal geral , reformem os portos , liberem o dinheiro privado para a infraestrutura que este Pais decola!
  • Leandro Campos  12/08/2016 17:53
    Muito interessante, mas se fosse para fazer algo aqui iria ser bem difícil. O Brasil não tem infraestrutura nenhuma para realizar uma olimpíada, alias não tem infraestrutura para fazer qualquer coisa rss.

    Imaginando que o Brasil ganhou a realização das olimpíadas de forma correta (sem corrupção), o Brasil só ganhou mesmo, porque o ESTADO disse que ia fazer e acontecer, prometeu o melhor de tudo, ou seja, mais dinheiro público jogado no ralo.

    Fora a participação pífia do Brasil, talvez seja um dos piores participantes em medalhas que tem o "mando de campo" até este momento.
  • anônimo  12/08/2016 19:06
    "Fora a participação pífia do Brasil"

    Muita gente está culpando a falta de investimento do governo em esporte, mas o pior de tudo é que já há muito investimento do governo (em proporção a nossa capacidade),

    77% da delegação brasileira é beneficiada com o bolsa atleta e 90% recebe patrocinio de alguma estatal ou do governo federal.

    E nessa olimpiadas foi investido ainda mais do que em outras. Em 2012 o governo criou o Plano Brasil Medalhas torrando mais de um bilhão de reais, só o judô recebeu mais de 37 milhões, e para que? o resultado de 2016 já é pior do que o de 2012.
  • Renan Merlin  12/08/2016 21:22
    Isso é um tema que tocar nele é mais feio que bater na mãe. Todo fim de olimpiada a midia esportiva exige que o estado tem que investir em esporte. Será que em um pais que não consegue formar medicos tem que formar atletas e pior manter-los visto que são esportes deficitarios? Durante a guerra fria os paises comunistas sempre ficavam a frente do quadro de medalhas e ate hoje a Coreia do Norte ou Cuba ficam a frente do Brasil.
  • anônimo  17/08/2016 21:41
    Não é necessário o governo para formar bons atletas.

    Nos EUA a base de quase todos os esportes são as universidades privadas, elas investem pesados em esporte, oferecem bolsas e boa estrutura a quem se destaca. O motivo delas fazerem isso? as competições universitárias rendem bilhões de dólares.
  • Tannhauser  12/08/2016 19:06
    O mais racional seria o COI construir um Complexo Olímpico em um local fixo (quem sabe em uma região internacional).

    Assim, não seria necessário construir um "cardume" de baleias brancas a cada quatro anos.

    Mas isso não "gira" a economia dos paises, né...
  • Renan Merlin  13/08/2016 04:13
    Na verdade o Hitler em sua megalomania fez o estadio olimpico pensando exatamente isso. Todas as olimpiadas serem feitas em Berlin
  • SemprePorAqui  12/08/2016 20:07
    Tradução por gentileza.

    The Real Reason Brazil Can Still Be "the Country of the Future"
    https://mises.org/blog/real-reason-brazil-can-still-be-country-future

  • Joaquim Saad  13/08/2016 15:20
    E também do excelente comentário do Sr. Rodrigo no site o MI, basicamente refutando todo o artigo do Bishop !
  • JOSE F F OLIVEIRA  13/08/2016 12:23
    Texto de [RODRIGO SARAIVA MARINHO] - "Lamentamos informar que, infelizmente, o debate entre Escola Austríaca e Intervencionismo, defendidos respectivamente por Rodrigo Saraiva Marinho e Ciro Gomes, não poderá ser realizado no dia 17 de agosto, como estava marcado.

    Em palestra ocorrida no dia 16 de junho deste ano, Ciro Gomes censurou o desenvolvimento da atuação dos estudantes interessados "nessa baboseira da Escola Austríaca". E desafiou ao debate qualquer seguidor dessa corrente econômica: "traz um pra debater comigo", disse.

    Ao longo do vídeo, Ciro admitiu não conhecer e nunca ter lido nada a respeito da Escola Austríaca, e ainda disse que, mesmo assim, não respeita nenhum de seus economistas.

    A resposta veio logo em seguida, no dia 18 de junho. Rodrigo Saraiva Marinho, professor e advogado cearense, defensor da Escola Austríaca, convidou Ciro Gomes ao debate entre as ideias austríacas e as ideias intervencionistas.

    O diálogo entre ambos acendeu os ânimos, e surgiu um movimento pela aceitação do debate por parte de Ciro Gomes, inclusive a hashtag ?#?aceitaCiro?.

    A pressão popular foi tanta que, já em 20 de junho, apenas dois dias após a resposta de Rodrigo Marinho, Ciro Gomes, em nova palestra, dessa vez na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sobre a Conjuntura Política e Econômica do Brasil (com o slogan "fora Temer") disse que tinha "uma tal de Escola Austríaca que está me caçando pra fazer um debate. E eu vou fazer!", arrancando aplausos da plateia.

    Imediatamente, no dia 21, entramos em contato com a assessoria de Ciro Gomes a fim de definirmos o dia do frutífero debate! Mantivemos comunicação por meio de diversas ligações, por whatsapp e por e-mail.

    Nos foi informado que agenda de Ciro Gomes estava ocupada nos meses de Junho e Julho, mas que em Agosto seria possível realizarmos o debate! Recebemos a notícia com toda a animação!

    Enviamos à assessoria de Ciro Gomes um release com todas as informações acerca do evento, e durante os meses de junho, julho e agosto sempre tentamos entrar em contato para confirmar de uma vez por todas a realização do debate!

    Infelizmente, no entanto, somente hoje, 9 de agosto, a assessoria de Ciro Gomes nos comunicou que não será mais possível a realização do debate naquela data estipulada.

    Apesar da indisponibilidade do Ciro para a realização do debate, permanece de pé a participação de Rodrigo Marinho na programação do I Ciclo de Palestras sobre Economia e Liberdade, em Fortaleza. [https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1065377513498622]
  • EX-Pacífico  13/08/2016 14:15
    Novidade! É evidente eles sempre fogem dos debates, na esfera intelectual são massacrados.
    Agora quando lidam com a massa sempre saem vencedores.

    Pois o povo(a grande massa, o homem médio) gosta de mentira e de ilusões.
    Foda-se...não aguento mais viver, nesse lugar, dominado pelo estatismo.

    Meu último grito de dor será alto, aguardem.
  • Renan Merlin  13/08/2016 20:59
    O Coroner de Sobral esta mais interessado na industria da seca, sem seus capatazes ele vai debater o que? Que se corrupção não der bilhão não tem problema?
  • LG  15/08/2016 13:04
    O problema é de "marketing".

    A Escola Austríaca é ótima para a mente, mas péssima para o coração. Ela não cativa, não emociona. Faz pensar, mas quem quer pensar?

    O que estou dizendo é: para a população média, gráficos, conceitos, teorias, estudos... não funcionam. Não que sejam burros ignorantes, mas apenas que esse tipo de assunto é "seco" demais.

    Os "memes" tem feito bem esse trabalho de atingir o coração primeiro e depois a mente. mas isso ainda é pouco.

    É preciso criar narrativas que "ataquem" de frente as ideias socialistas e intervencionistas. Afinal qual narrativa atrai mais: "trabalhe duro, poupe dinheiro e depois viva seu sonho" ou "você tem direitos que o governo deve prover"?

    Por que Ciro Gomes (futuro candidato da esquerda em 2018) faz o que faz e faz sucesso? Porque o povo adora ver "sangue". Ele ataca a Escola Austríaca sem bater e sem apresentar argumentos. O simples desprezo que ele demonstra atinge em cheio o coração de seus ouvintes. A maioria acaba sendo contra a Escola Austríaca sem sequer saber o que ela prega. Depois é que ela há de se preocupar com a mente de seus ouvintes (SE isso vier a ser necessário).

    Por isso ele foge do debate, embora o proponha: ele joga para coração e não para a mente. Ele não quer debater, quer é fazer política com seus ouvintes.

    Um adágio "sad, but true": "Faça as pessoas pensarem e elas te odiarão; faça as pessoas pensarem que estão pensando, e elas te amarão" (Bob Cassidy). Não estou dizendo para tratar as pessoas como gado. Mas é preciso buscar meios de se atingir primeiro a emoção do ouvinte e, depois de conquistada a sua atenção e simpatia, aí sim, inundá-lo com gráficos, tabelas, escopos... Comigo foi assim.
  • Matheus  13/08/2016 13:51
    As Olimpíadas de Barcelona, de Atlanta e de Londres não foram predominantemente positivas?
  • Montserrat   13/08/2016 20:13
    Outra tragédia financeira.

    The 1992 Summer Olympics cost Barcelona a total of USD 11.4 billion (in 2009 dollars), with a cost overrun of 417 percent in real terms.

    This compares with an average cost of USD 5.7 billion (in 2009 dollars) for other Summer Olympics over the past 50 years, with an average cost overrun of 252 percent.

    Costs here includes only sports-related costs and does not include other public costs including road, rail, or airport infrastructure; and private costs, such as hotel upgrades or other business investments incurred during the preparation for the Games.

    Though the non-sports-related costs are typically substantial, their necessity varies drastically from city to city. Therefore, they are difficult to compare consistently.

    eureka.sbs.ox.ac.uk/4943/1/SSRN-id2382612_(2).pdf
  • Renan Merlin  13/08/2016 21:16
    "Sucesso" durante as Olimpiadas todas as olimpiadas são inclusive essa do Rio o problema é depois aquele monte de elefante branco. Lembra-se além de construir se gasta dinheiro pra manter-las.
    O Estadio Olimpico usado em 92 posteriormente foi dado ao Espanyol que vendeu o Sarria pra uma construtora de predios e há 3 anos atraz o Espanyol fez um novo estadio e o Estadio Olimpico foi derrubado e fez predio.
    O Estadio Olimpico de Atlanta em 96 após os jogos também foi dado a exemplo de Barcelona pro time de baseball do Atlanta Braves que tiraram a pista de atletismo e fizeram uma reforma monstruosa.
    O Estadio Olimpico de Londres a exemplo dos dois foi dado ao West Ham.
    Eu citei estadios olimpicos porque na teoria são os mais usados pós jogos.
    Enfim o legado olimpico são pavorosos, eu faria uma sugestão, que todos jogos olimpicos tivessem sede fixa em Atenas ate por simbolismo tendo como grande evento.
    Por acaso carnaval carioca, october fest, 500 milhas de indianapolis e outros grandes eventos com sede fixa tem sua importancia diminuida?
  • Reynaldo de Saboya  13/08/2016 23:56
    Ora, o financiamento parcialmente público das Olimpíadas nada mais é do que uma redistribuição das externalidades positivas.

    A olimpíada gera uma renda para muita gente de fora da olimpíada, então um financiamento 100% privado acabaria por não explorar totalmente o potencial econômico das olimpíadas.

    Fora que obras de infraestrutura urbana e viária são necessárias para receber uma quantidade de pessoas provavlemente nunca vista na cidade, e isso demanda investimento público, até porque permanecerão as obras depois.
  • anônimo  15/08/2016 12:42
    Redistribui as custas de toda a população em beneficio de uma minoria (atletas, políticos, construtoras, burocratas, membros do COI).

    "Fora que obras de infraestrutura urbana e viária são necessárias para receber uma quantidade de pessoas "

    Se o país não tem capacidade de receber esse fluxo de gente, então ele não deve sediar os jogos.

    O que adiantar torras bilhões de reais para aumentar as capacidades dos aeroportos e dos hoteis se depois dos jogos ficará uma parte ociosa, apenas gerando custos.

    "até porque permanecerão as obras depois. "

    Sim, os tais elefantes brancos. A Grécia que o diga.
  • Thomsen  15/08/2016 14:29
    Como é que é, cidadão?

    A olimpíada gera renda para "gente de fora da olimpíada"? Sim, e vc defende que haja aumento dessa renda gerada às custas do patrimônio dos pagadores de impostos. Muito bacana.


    "financiamento 100% privado acabaria por não explorar totalmente o potencial econômico das olimpíadas"

    Traduzido: vc defende que burocratas, políticos, empreiteiros e membros do COI explorem todo o "potencial econômico" do patrimônio dos pagadores de impostos. Muito bacana.


    "isso demanda investimento público, até porque permanecerão as obras depois"

    Isso, defenda que burocratas, políticos, empreiteiros e membros do COI encham os bolsos às custas dos pagadores de impostos, pq, afinal de contas, as obras "são para o povo".

    Detestável.

    Eduque-se economicamente, cidadão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378


  • Paulo Henrique  05/10/2017 21:14
    Me explique o que é que fica para as pessoas depois, as obras publicas ''benéficas'' ou o estado quebrado ?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2648

    Como vemos no rio, a ideia do ''progresso'' via gasto publico em obras não deu muito certo.. O que ficou para depois é a dívida, e, não estamos todos mortos
  • Luiz Moran  06/10/2017 10:32
    O que vale mesmo nas Olimpíadas, principalmente nos esportes individuais, é quem consegue desenvolver o dopping mais eficiente sem ser pego.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  06/10/2017 23:54
    Para um atleta, vencer as Olimpíadas é o ápice da carreira.
  • Ricardo  13/10/2017 03:50
    https://www.cartacapital.com.br/politica/a-crise-europeia-tambem-chega-ao-futebol
  • MB  01/12/2017 14:31
    Legado da copa e olimpíadas é dívidas e mais dívidas e os lucros do evento como sempre nas mãos de alguns,estado é a ficção que engorda os bolsos da minoria.
  • Emerson Luis  25/12/2017 13:12

    "Por meio de arrecadações privadas, patrocínios de empresas, e muita disciplina fiscal, o Comitê conseguiu realizar o impensável. Em vez de esbanjar milhões, se não bilhões, na construção de novas instalações, o LA84 simplesmente utilizou arenas e instalações universitárias que já existiam."

    É impensável mesmo: sem esbanjar o dinheiro dos pagadores de impostos, como é que políticos e megaempresários envolvidos vão obter suas "comissões"? Absurdo!

    A tendência é Olimpíadas e Copa ocorrerem cada vez mais em países de baixa liberdade econômica. Será que um dia teremos as Olimpíadas da Venezuela e a Copa de Cuba?

    Não duvidem!

    * * *


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