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A arte e a cultura são mercadorias como quaisquer outros bens de consumo

Mesmo quem aceita uma boa dose de mercado nas atividades humanas tende a torcer o nariz quando se trata de cultura. Especialmente os artistas.

Lembro de ver Vaclav Havel — o escritor, intelectual e dramaturgo que se tornou o primeiro presidente Tchecoslováquia pós-comunismo — em um debate com o Bill Clinton fazer os elogios de costume ao mercado, para depois explicar que, em se tratando de arte, a mão invisível não bastava. Era necessário algum tipo de controle do governo.

A produção do artista, seja ele um cineasta, um músico, um pintor ou um diretor de teatro, por algum motivo obscuro, já nasce com uma distinção moral. Parece suja quando feita por dinheiro, para ser comercializada, trocada por outra coisa. O grande artista faz a arte pela arte, não a arte por um carro ou uma passagem de avião.

Mas a comercialização da arte não necessariamente diminui sua autenticidade. Pelo contrário, as possibilidades comerciais de uma obra de arte costumam conferir mais valor ao trabalho genuíno. Não só isso: o comércio da arte permite que artistas sejam mais independentes, mais recompensados pelo seu trabalho e, no final, faz com que a cultura de uma sociedade seja mais diversa e de melhor qualidade.

Esse é o argumento de Tyler Cowen em seu livro In Praise of Commercial Culture [Em defesa da cultura comercial].  Conforme explica Cowen, grandes nomes que hoje são marcos da história da arte, música, literatura e cinema foram na verdade empreendedores artísticos.

Michelangelo não deixava de lucrar com a venda do seu trabalho. Beethoven admitia a necessidade de comercializar sua música: "Eu amo uma vida independente, e isso eu não posso ter sem um pequeno salário". Shakespeare levava uma boa vida com a renda que recebia do seu trabalho como ator e dramaturgo. O próprio Charles Chaplin confessou: "Eu entrei nessa ocupação por dinheiro, e a arte brotou daí. Se as pessoas ficam desiludidas com essa afirmação, não há nada que eu possa fazer. É a verdade".

De fato, com o advento do capitalismo, os artistas se tornaram mais autônomos e menos submissos a caprichos particulares. É melhor ter uma multidão de clientes a ter um mecenas. No século XVIII, Samuel Johnson se referia a um mecenas como alguém "que apóia com insolência, e é pago com vaidade".

A possibilidade de vender arte para o mercado possibilitou aos artistas serem mais experimentais e desenvolverem seus próprios nichos. A explosão artística da Amsterdam do início do século XVII ocorreu pela emergência de uma classe urbana consumidora de arte. E a diversificação de nichos sem equivalente na história que vemos hoje ocorre porque a capacidade de distribuição e penetração do mercado chegou a patamares impensáveis com a internet.

A cultura comercial também nos dá maior acesso a obras do presente e do passado. Não é preciso embarcar para a Inglaterra para ter acesso à melhor atuação do mundo atual. Basta ir até o cinema mais próximo, ou ver um filme na tela do seu computador. Se quisermos experimentar os clássicos, a música e a literatura do passado jamais foram tão acessíveis. Qualquer pessoa que queira ouvir Haydn ou ler Goethe pode comprar um CD e um livro de bolso pelo preço de uma refeição.

Os críticos da cultura comercial desprezam esse aumento de acesso e variedade alegando que o comércio destrói a qualidade. Normalmente, esse raciocínio se baseia numa visão romantizada do passado, na qual o cidadão comum da metade do século XVIII apenas ouvia Bach e lia Milton. Em qualquer período da história, as mais geniais produções artísticas nasciam em meio a uma abundância de mediocridade. Apenas as pérolas resistem o teste do tempo e chegam até nós, passando uma visão distorcida do passado.

Além do mais, não há razões para se acreditar que grandes produtos culturais deixam de ser produzidos hoje. O cinema, o principal meio de comercialização artística do século XX, tem produzido roteiros de fantástica originalidade e profundidade. Grandes sucessos comerciais de Hollywood como O Senhor dos Anéis e A Lista de Schindler oferecem uma experiência cultural dificilmente igualada em qualquer outro momento da história.

A existência de bandas que apelam para o mínimo denominador comum não impede a existência das composições elaboradas do jazz ou até do rock eletrônico. Mesmo a televisão hoje oferece séries com enredos complexos. Os Sopranos, por exemplo, combinava várias vezes diferentes tramas em uma mesma cena envolvendo uma dezena de personagens recorrentes.

Mesmo que o crítico da cultura comercial aceite a vitalidade dos produtos culturais contemporâneos, ele pode contestar o significado social de tratar a arte como mercadoria. Críticas nesse sentido vêm tanto da direita quanto da esquerda.

A esquerda progressista acredita que cabe ao governo determinar o sucesso de diferentes empreendimentos culturais porque é necessário priorizar o vanguardismo, mesmo que este não tenha apelo comercial.  Artistas querem que a produção de arte não seja influenciada pelos consumidores, mas por um comitê central.  É difícil imaginar algo mais conservador e reacionário do que um comitê de burocratas comandando a produção cultural, como se fosse um mecenas atualizado.

[N. do E.: na prática, toda a gritaria da classe artística brasileira contra o fim do Ministério da Cultura era uma admissão explícita de que sua "arte", sem subsídios, é inviável.  E é inviável porque o público consumidor simplesmente não se interessa por consumi-la.  E esse desprezo do público fere os brios da classe, que então recorre ao governo para se manter.

Uma regra econômica básica diz que, se algo só se mantém se receber dinheiro do governo, então é porque o povo está demonstrando, de forma clara e voluntária, que não quer sustentar espontaneamente essa atividade.  Se algo é realmente bom e é demandado, não precisa de subsídios. Se algo só se sustenta com subsídios, então é porque ou é ruim ou não é demandado. E se é ruim ou não é demandado, então não merece subsídios.]

O interessante é que grandes gênios costumam não ser reconhecidos como tais enquanto ativos. Alfred Hitchcock, por exemplo, caso a cultura fosse controlada pelo governo, não teria atingido o mesmo sucesso e volume de produção. Seria provavelmente desprezado por um comitê das artes por ser popular e comercial demais. Se Van Gogh houvesse vivido em um país socialista, lembrava Mises, o tirariam do ateliê para colocá-lo num hospício.

Já a direita conservadora equipara cultura popular com insalubridade cultural. Os mitos e símbolos clássicos são superiores às suas imitações contemporâneas e, portanto, a cultura popular moderna deve ser rejeitada em favor do bem de nossa civilização. Mas pense nos grandes inimigos da nossa civilização. Tanto o comunismo quanto o nazismo prezavam pela arte clássica. Era a cultura popular que eles detestavam. Como lembra  Tyler Cowen, "Bach, Mozart e Beethoven eram permitidos na União Soviética. Jazz, swing e blues eram proibidos". O Rock and Roll e o cinema hollywoodiano foram aliados civilizacionais na derrota dos totalitarismos do século XX. A peça de Tom Stoppard Rock'n'Roll ilustra essa insurreição artística.

A arte como mercadoria, portanto, enriquece nossa vida com mais acesso às culturas do passado e do presente, dá aos artistas mais independência, diversifica e amplia as criações culturais e, last but not least, é uma arma contra aqueles que querem destruir as instituições que permitem o florescimento do espírito humano.

Deixe que ela seja livremente demandada pelos consumidores e financiada espontaneamente por esses consumidores desejosos.  O instrumento para isso se chama livre mercado.


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autor

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com

  • carlos Mello  31/05/2016 14:57
    Muito bom artigo. Parabéns.
    Mando outros.
  • Felipe Alves  31/05/2016 16:05
    Motivado talvez pelo meu inconsciente, reli há alguns dias o excelente "A Revolta de Altas", de Ayn Rand. É impressionante a semelhança entre a "elite cultural" descrita na obra e a nossa.
  • Davi  01/06/2016 19:23
    Estou lendo o volume 03 neste momento, é incrível como tudo se encaixa nos tempos atuais.
  • Manoel  29/06/2016 00:57
    Só faltou dizer que a arte não é uma mercadoria. Ela pode assumir"o papel de", mas nem por isso possuirá suas características constitutivas fundamentais: entendo arte como objetivação de sentimentos. sem outros adjetivos. Levá-la ao mercado a constrange, pois vai contra sua vocação (mostrar sentimentos). Só a força (da fome ou da sobrevivência) podem obrigá-a a insignificantes concessões.

  • Ipojuca Pontes  29/06/2016 02:00
    "entendo arte como objetivação de sentimentos. sem outros adjetivos. Levá-la ao mercado a constrange, pois vai contra sua vocação (mostrar sentimentos)."

    Sem problemas. Então faça sua arte por conta própria, e não com o dinheiro confiscado dos outros.

    Afinal, se arte é "objetivação de sentimentos; sem outros adjetivos", então o dinheiro irá maculá-la. Se levar a arte ao mercado é algo que "a constrange, pois vai contra sua vocação (mostrar sentimentos)", então seja coerente e defenda que as pessoas -- ao contrário de Charles Chaplin e Wagner Mouro -- façam arte por amor e não em troca de dinheiro.

    "Só a força (da fome ou da sobrevivência) podem obrigá-a a insignificantes concessões."

    Xiii, então, por essa lógica, o que tem de artista brasileiro motivado pela "força da fome"...
  • Sempre Mais do MESMO  29/12/2017 10:16
    Só pode ser considerado arte uma OBRA que independa do autor.

    É curioso como nas pinturas e esculturas qualquer lixo pode ser considerado "grande obra de arte" e ser precificado em fortunas. Mesmo que nenhuma habilidade exista em sua confecção, nenhuma beleza e nenhuma realidade.

    Contudo chamam de arte porque o autor é um "gênio" que só produz porcarias feias, fáceis de reproduzir e sem qq contato com a realidade. Tudo sendo propagandeado como "maravilhas do sentimento do autor ante o mundo cósmico" (muitos risos).

    É como já conhecida a idéia de que aquilo que NÃO ENTENDEMOS é porque DEVE SER SUPERIOR A NÓS. ...Então vamos fingir que entendemos para nos passarmos por superiores. ...mais risos.

    Vale bem lembrar da FABULA DAS ROUPAS do REI. ...pena que ninguém se arisca a dizer que O REI ESTA NÚ.

    A arte esta nua também. Nua de inteligência e dignidade.

    Se o que chamam de arte se julga pelos critérios que sugerem os "entendidos" ...então qualquer rabiscos ou borrões produzidos por crianças são obras de arte valiosissimas. Afinal, se o que se vê ou ouve na obra vale pelos sentimento ocultos, então crianças em sua SINCERIDADE e INGENUIDADE SÂO OS MAIS GRANDIOSOS ARTISTAS.

    QUERO VER ALGUÉM AFIRMAR QUE HÀ UMA BELA MELODIA NUM LEIGO DANDO DEDADAS NUM VIOLÃO e chamando tal inabilidade disfórmica de ARTE MUSICAL. Afinal, é assim que valem os critérios para arte visual e intelectual.

    Parece-me então que é pelos ouvidos que melhor exercitamos a inteligência. Pois estes não aceitam idiotices como algo de grande valor.. ...HEHEHE!!! ...muitos risos.
  • Leonardo Reis   31/05/2016 16:06
    Os artistas petralhas, vendo que não há o consumo desejado para suas produções, optam por tornarem-se parasitas do dinheiro público e, isto, sem o menor escrúpulo, sem a menor vergonha de se tornarem um tipo esquisito de "funcionários públicos" sem concurso. São uma piada de péssimo gosto. Um lixo!
  • Minnpailo  02/06/2017 23:47
    Quando o assunto Vai pra esse nível de petralha e tucanalha ai da pra entender melhor o texto,rsrsr
  • Sebastiao Ferreira  31/05/2016 16:07
    O que é interessante é que Chico, Caetano e Gil ficaram famosos SEM apoio do estado, e eram muito transformadores naquela época. A experiencia juvenil deles nega as suas ideias atuais.
  • O MESMO de SEMPRE  02/06/2016 11:55
    Esses que se tornaram famosos não foram aceitos espontaneamente pelo mercado.
    A propaganda moral do socialismo era massificante e patrocinada por...

    ...MILIONÁRIOS!!!!

    Não foram os pobres que se encantaram com a "arte" desses personagens, mas sim a ARISTOCRACIA socialista que viu nestes CORRUPTOS um meio de fazerem propaganda moral do socilismo.

    Jornais, revistas e patrocinadores de shows focaram na propaganda dos novos corruptos. Assim, para fazer sucesso o artista tinha que ser de esquerda. Caso não fosse não seria alçado na fama e não enriqueceria.

    Os festivais de música não eram patrocinados por público pagante, mas por abastadíssimos aristocratas e seus pulhas agregados. O mercado, formado por populares com INTERESSE EXCLUSIVO no produto não apoiarias as porcarias propagandeadas como excelência somente pela fama dos artistas. Sim, não era bom por ser bom, mas porque afirmar que tal era bom ilustrava os otários vaidosos que tentavam, e conseguiam, moldar o seu gosto ÀQUILO QUE FOSSE MODA, não importando a qulidade.

    Muitas "obras de arte", a vasta maioria, não porcarias que qualquer inútil sem qualquer habilidade é capaz de reproduzir. Afinal a tal de "ARTE intelectualizada" NEM MESMO SE PREOCUPA COM A ESTÉTICA e menos ainda com expor seja lá o que for. Valesse a "intensão do artista em expressar seus sentimentos" E OS DESENHOS DE QUALQUER CRIANÇA SERIAM A MAIS SUPREMA ARTE!!!

    Contudo não se conseidera arte os rabiscos de crianças de pouca idade que não se preocupam com a estética e nem com a realidade, apenas expressando sentimentos em seus rabiscos mal coloridos.

    Tudo fica fácil de perceber quando o VALOR esta no ARTISTA e NÃO NA OBRA!!!

    Uma escultura de michelangelo tem PREÇO (não valor) incalculável, mas se ninguém souber que foi Michelangelo que a esculpiu VALERÁ algumas dezenas ou centenas de rais, no máximo alguns milhares de reais dependendo do tamanho.

    ESSE FATO POR SI SÓ JÁ DEMONSTRA QUE NÃO SE ADMIRA A OBRA EM SI, mas se QUER MESMO É PARTICIPAR do GRUPO dos "ANTENADOS" ou dos "CHIQUES" ou dos "INTELECTUALIZADOS" ou dos "MODERNOS", ou "INTELIGENTES" e por aí vão os INSEGUROS que negam a própria opinião em NOME DA MODA ou, mais precisamente, em NOME DAQUILO QUE FORAM CONVENCIDOS DE QUE OS ELEVA em VALOR PESSOAL.

    NADA É MAIS ESTÚPIDO do QUE A MODA: UM GRUPO PROPAGANDEIA QUAL SERÁ A NOVA TENDÊNCIA e aqueles que NÃO a SEGUIREM, IMPLICITAMENTE AFIRMANDO uma "SUPERIORIDADE" daquilo que é propagandeado como "superior", será CHAMADO de CAFONA, de PESSOA de MAL GOSTO, de REACIONÁRIO, IGNORANTE, LIMITADO, QUADRADO, GROSSO, MAL EDUCADO, TOSCO, DESATUALIZADO ou mesmo de POBRE, por não MOLDAR SEU SUPOSTO GOSTO ÀQUILO QUE ALGUNS DEFINIRAM COMO "O SUERIOR" ao PROPAGANDEAREM TAL OPINIÃO.

    Diante disso, não há como negar que as pessoas que SEGUEM as MODAS SÃO, DE FATO, as menos inteligentes ou as mais inseguras, que desprezam a si mesmos e à própria opinião ou julgamentos sobre os fatos, PREFERINDO SEGUIR as OPINIÕES e ESCOLHAS ALHEIAS, matando a própria personalidade por DESPREZAREM-SE COMO PERSONALIDADE e TENTANDO FANTASIAR-SE COM os "EMBRULHOS" oferecidos pela propaganda para OSTENTAREM a APARÊNCIA em DETRIMEHNTO DA ESSÊNCIA.

    Eis o homem!!! ...o recalcado, o inseguro, o tosco, o burro e o feio SÃO EXATAMENTE aqueles que MAIS DESEJAM FORJAR A PRÓPRIA APARÊNCIA POR DESPREZAREM-SE EM ESSÊNCIA!!!

    Pessoas seguras de si e que admiram-se como indivíduos, jamais se sentirão confortáveios ao seguirem MODAS (fruto da propaganda moral, sim moral, pois voltada para estabelecer o valor do indivíduo na comunidade)

    O cantor NELSON NED certa vez sentenciou:

    "PARA FAZER SUCESSO NO BRASIL TEM QUE SER BAIANO, HOMOSEXUAL OU COMUNISTA"

    Ora, quem PATROCINA o MERCADO DA "ARTE" está na ARISTOCRACIA ou em suas BEIRADAS.

    NÃO FOI O PÚBLICO QUE ESCOLHEU OS "GRANDES ARTISTAS", estes foram previamente escolhidos pelas OLIGARQUIAS ENCRUSTADAS NO ESTADO.

    Não por acaso há milhares de artistas com OBRAS de grande qualidade, seja para os olhos ou ouvidos, que por melhores que sejam jamais alcançam a fama, POIS ESTA DEPENDE DAS OLIGARQUIAS que COMANDAM A FORMAÇÃO de OPINIÃO, mais propriamente MANIPULAÇÃO da OPINIÃO.

    O verdadeiro artista é aquele que a OBRA encanta e não aquele que o nome desperta reverência PAPAGAIOSA, onde o "papagaio" emite a opinião que PRESUME SERÁ A BEM ACEITA e o fará "valorizado por decreto", previamente estabelecido pela propaganda. Ou seja, não emite a própria opinião, mas aquela que acredita ser a opinião certa, ao menos para os demais. Um trolha!!!

  • Pessimista  29/06/2016 11:24
    excelente comentário, parabéns!
  • Ido Décio Schneider   29/06/2016 23:35
    Excelente comentário.
  • Flavio Aquilam Volans  31/05/2016 16:08
    Sou artista e estou produzindo uma peça teatral, estou sofrendo para conseguir dinheiro para patrocinar a peça e se possível vou tirar do meu bolso, estou querendo montar a peça e lucrar futuramente com os direitos autorais pois sou o autor, acredito que o financiamento privado traria grandes benefícios assim como é nos filmes de Hollywood , criticar é válido mas é preciso mostrar o caminho.
  • Sergio De Carvalho Cozzolino  31/05/2016 16:18
    Ache um empresário que acredite no seu trabalho e o convença a investir nele. Não me obrigue a financiá-lo com os impostos que eu pago.
  • Flavio Aquilam Volans   31/05/2016 16:19
    Mas é isso que estou propondo, o financiamento 100% privado, se uma empresa financiar o projeto o artista vai devolver com sua imagem e marketing mas se o governo patrocinar via leis de incentivo o artista devolve com propaganda eleitoral e a segunda opção que sou contra.
  • Valmir Hazus  31/05/2016 16:20
    Procure produtores culturais privados. Empresários que investem em cultura é raro mas existem. Menos do que antes dessa lei, mas existem. O Benfeitoria é um facilitador de financiamento coletivo. Pesquise.
  • Marcelo Rezende   01/06/2016 00:42
    Não faço arte mas o que faço tem muita arte e tecnologia !
    Como você não tenho grana sobrando mas vou a luta para por na rua minha arte.
    Não espero um mecenas nem ajuda do estado.
    O mercado vai dizer se a minha arte vale.
  • Laura  10/06/2016 14:41
    Até acho interessante sua linha de pensamento... Mas você se perdeu muito nesse texto. Argumentou burramente, como quem não tem conhecimento da causa não sendo nem artista nem consumidor de arte no mínimo!

    "Uma regra econômica básica diz que, se algo só se mantém se receber dinheiro do governo, então é porque o povo está demonstrando, de forma clara e voluntária, que não quer sustentar espontaneamente essa atividade." ?????

    Amigo eu trabalho, tenho um salário razoável e adoro ir a teatros porém no meu estado há pouquíssimos. Caso não houvesse subsídios eu iria no máximo uma vez, porque o preço é inacessível pra mim. Vocês quando fala assim acham que o mercado é igual para todos né? Você houve sertanejo? Julga ser uma música de qualidade extrema a ponto de todos quererem ouvir? Vá nas rádios ver o quanto de jaba que os empresários pagam para a música tocar de 15 em 15 minutos já anunciada como hit do momento. Veja se alguém que não tem dinheiro para pagar uma tv a cabo pode assistir coisas mais interessantes do que globo e esses canais hd agora liberados...

    Crítica fraca, sem conhecimento prático, não serve para nada. Só para fomentar mais discussões de ódio e sem fundamento.
  • Cardoso  10/06/2016 14:53
    De fato, pela qualidade da sua ortografia e gramática, percebe-se que você é usuária maciça dos subsídios estatais à cultura. Você é o perfeito retrato das consequências de uma cultura estatizada. Em vez de ficar em casa lendo Machado de Assis, vai a teatros fomentados pelo MinC.

    Futuramente, todos serão como você.
  • Pessimista  10/06/2016 17:29
    " adoro ir a teatros porém no meu estado há pouquíssimos. Caso não houvesse subsídios eu iria no máximo uma vez, porque o preço é inacessível pra mim."

    Nossa que triste, se não tributamos o povo a Laura só vai poder ir uma vez no teatro, tadinha da Laura. E tem gente preocupado que há pessoas morrendo na fila do SUS.
  • FL  10/06/2016 20:44
    Laura, há pouquíssimos teatros no seu estado? Olha que baita oportunidade de negócio!

    Como existe essa demanda latente e desesperada por teatros, o que você está esperando para abrir um teatro, oferecer esse serviço e ter um baita lucro? Você nem precisa ter dinheiro (apesar de afirmar que trabalha e tem um salário razoável, o que me leva a crer que deve ter uma bela poupança também), tenho certeza que, com tanta demanda, não vão faltar interessados em investir nesse empreendimento, ofertar um serviço de qualidade e obter lucro com isso, certo? Muito me impressiona ninguém ainda ter entrado nesse ramo tão carente e sem concorrência alguma.

    Ah, se você for contra o "lucro capitalista opressor", pode fazer melhor ainda: cobre o mínimo pelos ingressos (Que tal zero? Convença os investidores!), apenas o suficiente para manter o teatro funcionando. Volte aqui e nos conte como isso funcionou.

    Você prefere que o "investidor" seja eu, o Pessimista, a moça da limpeza da minha empresa, o favelado que vende suas perigosas capinhas de celular (que são devidamente apreendidas pelo rapa).. todos pagando impostos em TUDO que precisam para viver, para manter o importante teatro do seu estado. Lamentável.
  • anônimo  10/06/2016 22:58
    Dona, se não tem teatro onde vc mora é porque as pessoas preferem gastar o suado dinheirihnho delas com outras coisas que julgam mais importantes.E vc no alto da sua arrogância acha certo alguém meter a mão no bolso desse pessoal pra sustentar o seu teatrinho né?

    BTW, esse é o tipo de teatro que recebe verba estatal hoje em dia
    tribunadoceara.uol.com.br/diversao/teatro/artista-causa-polemica-ao-ficar-nu-e-derramar-sangue-em-cruz-durante-apresentacao-na-ufc/
  • Sempre Mais do MESMO  29/12/2017 10:01
    Eis aí o que é arte!

    Arte não é NADA! ...apenas indivíduos que expressam formas ou realidade. Ou seja, a arte nada mais é do que comunicação.

    Um livro é arte. Um romance, uma ficção um conto qualquer ou mesmo divagaçõe pretensamente filosóficas ou até meras piadas. Tudo é arte. Logicamente se tudo, toda expressão, é arte, a arte não é nada no sentido de passível de definição.

    Ora, uma obra de arte valiosa só pode assim ser considerada caso independa do autor.

    Contudo os "entendidos" de arte precisam conhecer o autor para valorizar a "obra de arte".

    Diante desse fato já se percebe que a tal "arte" defendida é uma fraude. Afinal só será arte dependendo do autor. ...mas a arte, como dizem, não é mera expressão de sentimentos?

    Qualquer um pode expressar sentimentos e um artista consagrado pode fazer rabiscos ou amontoados de palavras que chama de poema, ou amontoar bugingangas e chamar de escultura ou etc., SEM SENTIMENTO ALGUM, mas apenas desejando FATURAR um bom dinheiro POR SUA FAMA e NÃO POR SUA OBRA.

    Ou seja, ninguém pode saber o que alguém esta sentindo ou pretendendo com sua "arte".

    Se arte fosse aquilo que afirmam tão misteriosamente ser, alegando que a expressão artistica independe de realidade ou estética, ENTÃO QUALQUER RABISCO de CRIANÇA, sob o conceito de "intelectual" modernidade artistica como expressão de sentimentos, DEVERIA SER CONSIDERADO UMA OBRA DE ARTE até mais do que de adultos. Afinal os rabiscos ou formas sólidadas produzidos por crianças de baixa idade CONTÉM MUITO MAIS sentimentos SINCEROS do que qualquer idiota ou espertalhão que produz porcarias sem beleza ou realidade se apresentando como artista.

    Arte como conceito é meramente uma idiotice da propaganda moral (que valoriza o indivíduo no meio), É COISA DE MODA e nada mais.

    Um belo desenho automobilistico, uma residência, uma roupa e etc., SÃO EFETIVAS DEMONSTRAÇÕES ARTÍSTICAS quando nos fazem despertar prazer da contemplaçao. Tal como ao ler um bom livro ou assistir uma peça ou filme onde tudo entendemos e nos deliciamos a contemplar ou refletir sobre o tema.

    Essas "artes" forjadas pela propaganda sobre o valor do autor, não passa de pretenso ELITISMO de recalcados. Artistas que nem primam pelo belo nem pela realidade SÃO APENAS INÚTEIS que nada mais almejam fazer na vida se não inutilidades.

    O CULTO ao LIXO como valor moral, que fornece ares de superioridade ao adepto segundo a propaganda difundida, nada é senão uma VINGANÇA CONTRA a VIRTUDE.

    Da mesma forma o culto a POBREZA como meritória, nada é senão um meio de se vingar da riqueza virtuosa a qual se INVEJA.

    Chamar o BELO de FEIO e o FEIO de BELO, tentando convencer a todos sobre tal aberração intelectual, é apenas a VINGANÇA dos RECALCADOS, que pretendem estabelecer a MODA contra a realidade que tanto os FRUSTRA e ATORMENTA.

    ARTE só é ARTE se for pela BELEZA, REALIDADE ou HABILIDADE, fora isso é apenas tolice de recalcados e idiotas.

  • Reinaldo Chaves Rivera  31/05/2016 16:09
    Artista tem de viver de público, não de dinheiro público.
  • Bruno Henrique  31/05/2016 16:11
    Ok, concordo que arte e cultura são mercadorias, mas o que acontece quando uma pessoa ou grupo de pessoas se interessa em consumir ou produzir um bem cultural, mas não tem recursos financeiros?
  • Adilson Carvalho   31/05/2016 16:13
    Sempre tem alguém disposto a investir visando lucro, é só se mostrar que é financeiramente viável. O problema é que querem produzir uma "cultura" que não interessa a ninguém. E querem que seja custeada pelo pagador de impostos.
  • Leonardo Reis   31/05/2016 16:14
    Essa pessoa deve ter paciência e esperar um melhor momento financeiro para, então, poder satisfazer seu desejo de consumo.
  • Alex de Barros   31/05/2016 16:14
    Bruno Henrique, o que acontece quando uma pessoa ou grupo de pessoas não tem recursos financeiros para comprar um iphone, um Toyota, uma roupa da Gap, ou mesmo um sanduíche de boteco? A resposta é a mesma...
  • Hamilton Correa Marinzeck  31/05/2016 16:15
    Consuma aquilo que esta dentro de suas posses. Se não dá para ter um Picasso, compre um Romero Brito ou algo de um artista local que expõe na feira da cidade. Com 200 reais se compra uns quadros bem bonitos.

    Se for filmes, alguns que são feitos com o incentivo da Lei Rouanet, são miseráveis de ruins, todos são ideológicos, marxistas.

    Peças teatrais idem.
  • Izaias Silva   31/05/2016 16:16
    Trabalhe duro, economize com esse fim e depois consume, simples assim. Eu não quero pagar por tua diversão cultural, e aí? Sou obrigado?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  31/05/2016 16:31
    Museus (muitos de entrada gratuita), apresentações de orquestras sinfônicas (muitas, também, com entrada franca e amiga), bibliotecas públicas. Pra ter cultura, isso já é suficiente.
  • Pobre Paulista  31/05/2016 17:29
    O que acontece com quem quer ir viajar para a Lua e não tem os recursos financeiros necessários?

    a ( ) Não vai
    b ( ) Pede para criar o ministério da Lua com a obrigação de promover viagens gratuitas à Lua
  • Max Rockatansky  31/05/2016 17:29
    Bruno Henrique,

    eu gostaria de ter um Audi, mas não tenho recursos financeiros.

    Vc topa que o dinheiro dos seus impostos seja drenado para satisfazer meu desejo?
  • anônimo  31/05/2016 19:08
    Vai trabalhar vagabundo.
  • Renato  31/05/2016 16:31
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Davi  01/06/2016 19:33
    Confesso que não entendi o seu objetivo, conscientização?
  • Lomer Silva Remol  03/06/2016 14:12
    Amigo, sua ideia é excelente.

    Leia atentamente os artigos do blog: lomerremol.blogspot.com.br e seja um Lomerista.

    Um Abraço!
  • mauricio barbosa  31/05/2016 17:07
    Essa classe artística petista é ridícula e a mídia comprada do PT estão sonhando com a volta da Dilmentira por conta dos escândalos dos grampos do Sergio Machado o corrupto,agora gostaria que o IMB explicasse com riqueza de detalhes este aumento do déficit e de onde virá o dinheiro,afinal não entendo de lei orçamentária e a arrecadação do governo está em queda por conta da recessão e desde já agradeço a compreensão de todos,pois a mídia comprada do PT é dose para Leão.E só mais um detalhe eles dizem que a Mídia tradicional é golpista,haja paciência onde já se viu Mídia golpista revelar grampos que comprometem o governo "pró-Mídia",só na cabeça oca de fanático petista ou militante revoltado com a perda da boquinha uma idiotice dessas!!!
  • Edujatahy  31/05/2016 17:48
    Ótimo artigo.

    Sempre pergunto aos defensores da Ancine porque Hollywood nao precisa de ajuda estatal.
  • Henrique Zucatelli  31/05/2016 18:53
    Depois que descobriram que o Porta dos Fundos é financiado pela mãe Rouanet, Porchat e sua gangue se tornaram praticamente leprosos na internet.
  • Liberal solidário   31/05/2016 19:23
    Bom artigo, sempre achei o funk um grande exemplo de como o liberalismo funciona: Livre, ousado e ostentador. Incrível como a direita pode ser tão politicamente correto quanto a esquerda na sua critica ao funk, dizem, eles, que ofendem as mulheres Kkkk como irá ofender as mulheres se as mesmas voluntariamente partipam da cultura do funk? A cultura popular é muito mais criativa que a chamada "cultura clássica", pois esta representa um passado distante que já não existe mais , um tempo autoritário, religioso e submisso. Já o funk retrata um levante dos jovens da periferia contra o aparato estatal que os oprimia, por isso é libertador e natural.
  • anônimo  03/06/2016 22:48
    Algumas aberrações tinham que ser proibidas. Citaram o funk como "um grande exemplo de como o liberalismo funciona". Funk sequer é cultura, funk é um lixo. Funk, como diz o Nando Moura, é a substituição da formação mais básica do ser humano pela bestialização total. É patrocinado pels criminosos.
  • Janjão  03/06/2016 23:10
    E vc quer o papai-estado proibindo as musiquinhas que vc não gosta, é?
  • anônimo  04/06/2016 09:47
    Ninguém falou em proibir nada.
    Eu achava que só a esquerda era incapaz de discutir alguma coisa de forma decente, sem criar espantalhos...pelo visto estava enganado.
  • Janjao  05/06/2016 14:56
    O anônimo abaixo acaba de te desmentir. Defende a proibição do funk.

    Fale por vc, amigo.

    O "anônimo" para quem eu respondi disse com todas as letras "algumas coisas devem ser proibidas", se referindo ao funk.
  • anônimo  04/06/2016 16:09
    Não é pelo simples fato de não gostar, mas o funk faz apologia ao crime e à violência. Apenas bandido curte funk...

    Funk é incompatível com a civilização. Funk não é cultura, é a anti-cultura.
  • anônimo  05/06/2016 16:03
    Os próprios funkeiros que gostam de se auto-rotular "proibidões". A proibição seria apenas a realização do desejo deles.
  • Luis Vitor  31/05/2016 19:36
    Não fala da Bia, a Bia fortalece.
  • Favelado Inocente  03/06/2016 22:52
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Duda  31/05/2016 19:44
    "porque o povo está demonstrando, de forma clara e voluntária, que não quer sustentar espontaneamente essa atividade".

    E sustentam o funk ostentação hahahahahahha

    Funk ostentação é melhor que MPB hhahuahuahha
  • Rodrigo  31/05/2016 20:22
    Essa é uma coisa complexa. Por quase qualquer critério, poderíamos (complexidade, qualidade de timbre, harmonia e etc) dizer que a MPB é melhor que o funk, menos em um. A aceitação do público.

    Infelizmente, para que algo seja um sucesso, ele só precisa da aceitação do público. Logo se o critério de julgamento for esse. Sim o Funk é melhor que a MPB.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  31/05/2016 23:18
    A Arte pertence ao reino da estética, que é um mundo onde o conteúdo se expressa pela disposição harmônica e proporcional. O conteúdo pode ser desagradável ou sublime, mas o artista é aquele que melhor traduz isso pelo arranjo das formas. É quando você "pula" de uma percepção imediata dos sentidos pra uma percepção mais direta e profunda do conteúdo, que se desdobra, pra mais ou menos, na estrutura do conjunto. Por isso a frase que, pra mim, sintetiza isso muito bem: "Arte é tornar visível (ou audível) o invisível".

    Acho que esse é um bom ponto de partida nesta questão tão complexa.
  • Pessimista  31/05/2016 21:06
    Música é gosto cara, não tem essa de melhor. É igual filme ou livro. Você pode até usar algum critério ou construir uma boa crítica, mas no final continua sendo apenas questão de gosto.

    Aceitar isso é um bom caminho para deixar de ser imaturo e arrogante.
  • Edujatahy  31/05/2016 21:39
    Ainda do mesmo texto:
    "Os críticos da cultura comercial desprezam esse aumento de acesso e variedade alegando que o comércio destrói a qualidade. Normalmente, esse raciocínio se baseia numa visão romantizada do passado, na qual o cidadão comum da metade do século XVIII apenas ouvia Bach e lia Milton. Em qualquer período da história, as mais geniais produções artísticas nasciam em meio a uma abundância de mediocridade. Apenas as pérolas resistem o teste do tempo e chegam até nós, passando uma visão distorcida do passado"

  • Marcelo SImoes Nunes  01/06/2016 00:38
    Faltou apenas dizer que quem produz cultura é o povo (desorganizado). Quando o estado se mete a produzir cultura, de fato, está fazendo engenharia social. E quem adora isso são os nazi-fascistas e comunistas.
  • Andre Henrique  01/06/2016 11:00
    Concordo com a ideia do texto, mas citar o comunista Chaplin como exemplo enfraquece a causa...
    Abç,
    AHR
  • Charles  01/06/2016 12:27
    Muito pelo contrário: fortalece ainda mais.

    Afinal, se até mesmo um comunão como ele veio a público admitir que fazia arte visando ao lucro e que não precisou do estado, então não restam muitos argumentos para os demais "vanguardistas e progressistas".
  • O MESMO de SEMPRE  02/06/2016 17:23
    Chaplin não só se tornou artista pelo dinheiro, mas também e sobretudo se tornou "comunista" pelo dinheiro.

    Artista que quisesse obter dinheiro fácil se tornava "comunista" e então ficava milionário.

    Os artistas hollyoodianos viviam enrabichados com herdeiros e filhinhos de papai que lhes empurravam livros e besteirol marxista. Essa era a condição para que se tornassem famosos e ricaços.

    Se nãoestou trocando nomes, acho que foi Greta Garbo que comentou tal fato. Houve uma outra atriz que também falou o mesmo e namorou um BOM VIVANT marxista que lhe empurrava as milongas socialistas e as dava como condição para que obtivesse papeis.

    Não foi o tal de povo ou a sociedade desorganizada que patrocinou a fama e a fortuna de alguns escolhidos. NADA DISSO!!! ...Foram aristocratas e magnatas que roduziram a fama e a riqueza dos artistas que se vendiam a interesses escusos.

    Vide festivais e gravadoras cá no bananão sujo que ESCOLHIAM quem se tornaria famoso e ricaço. Os ESCOLHIDOS tinham que ser os mais corruptos, os mais venais.

    Não por acaso José Wilker sentenciou que um artista não deve ter qualquer tipo de limite.
  • Rodolfo  02/06/2016 18:00
    Quanta bobajada! Você está parecendo aquelas múmias maccarthistas que viam comunismo até em desenho da Disney.
  • O MESMO de SEMPRE  04/06/2016 14:02
    ...????

    Deve ser para rir, né?

    Fatos são fatos:
    Não foram os pobres ou os trabalhadores que impuseram os Chicos, paulinhos, Caetanos e tantos outros como randes artistas, NÃO! ...Foram gravadores e produtores artisticos que ESCOLHIAM QUEM FICARIA FAMNOSO E RICO!!!

    Foi assim que Chico virou "jênio" quando mal consegue ser mediano em termos de inteligência (basta ouvi-lo falar e logo se percebe um cerebro pouco ativo).

    Todos estes "JÊNIOS" só se tornaram "gênios" por conta da PROPAGANDA BANCADA POR RICAÇOS que não só induziam como EXIGIAM o "ASINUN ASINUS FRICAT" para fabricar celebridades e grandes "gênios" das artes.
    Os artistas, que sempre foram parasitas a puxar o saco do Poder para obter vantagens (até Nietzsche citou tal fato varias vezes - genealogia da moral, Aurora e etc.), imediatamente se tornaram "COMUNISTAS" para ENRIQUECEREM e se fazerem celebridades (famosos ricaços "igualitaristas").

    O negócio dos que vivem do PODER é a MANIPULAÇÃO das massas imbecilizadas pelos FALADORES PROFISSIONAIS que contam com MUITO DINHEIRO para REMUNERAR Suas ATUAÇÕES em favor da IDEOLOGIA do PODER ESTATAL ou Socialismo ou "comunismo" ou Fascismo ou Nazismo ...em resumo IDEOLOGIA ESQUERDISTA, como bem o diz a DIALÉTICA MARXISTA BEM ENTENDIDA ...onde tudo muda o tempo todo ao ponto da SÍNTESE SER A PRÓPRIA TESE!!!
  • Pilates  01/06/2016 12:43
    Não entendo porque artistas que são inviáveis devem ser patrocinados pela lei Rouanet. Concordo totalmente que a arte seja livremente demandada pelos consumidores e financiada espontaneamente por esses consumidores desejosos. O livre mercado deve funcionar no mercado da arte.
  • Gabriel  01/06/2016 14:24
    Concordo que a arte é produto e o artista é um trabalhador como outro qualquer, precisa acabar com essa ideia de que o artista é um ser "superior" e que fazer arte é mais nobre do que produzir um carro por exemplo, aliás esse "endeuzamento" da arte nem sempre existiu, em alguns períodos artistas eram trabalhadores "comuns". Falo com propriedade pois nasci de uma mãe artista plástica e um pai músico e me formei designer.
    A única coisa que me preocupa em relação a deixar o mercado decidir tudo é talvez o risco de se inibir a experimentação seja na arte ou em qualquer outra coisa. As tentativas são fundamentais para a inovação, mesmo que sejam ruins ou não tenham demanda. Grandes descobertas na humanidade foram feitas a partir de experiências fracassadas. Aqui no Brasil não sei se as empresas tem essa visão.



  • Bartolo de Sassoferrato  01/06/2016 15:46
    "A única coisa que me preocupa em relação a deixar o mercado decidir tudo é talvez o risco de se inibir a experimentação seja na arte ou em qualquer outra coisa"


    A alternativa ao mercado é o estado. Vc quer que burocratas estatais e políticos sejam os grandes artífices da "experimentação" artística?
  • Anderson d'Almeida  01/06/2016 14:27
    Ontem eu estava vendo uma reportagem sobre os grevistas e, de repente, reparo que havia um cartaz com uma frase: "Transporte público não é mercadoria! Saiam daqui seus capitalistas".

    Parece brincadeira, mas, no país das mil e uma "estadices", isso é tido como normal...
  • Wallace  01/06/2016 14:41
    Um monte de gente falando de lei rounet, e nem sequer sabe como funciona! A lei rourouanet é justamente para quem esta procurando um patrocínio, o dinheiro vem 100% da empresa que tem interresse em apoiar o projeto. As empresar escolhem quem eles querem patrocinar,e assim a lei rounet vem para deixar esse acordo mais "formal". Dessa forma a empresa investe na cultura, recebe em troca marketing e desconto nos impostos. Então a lei rouanetnao envolve dinheiro algum da goveno!!!!
  • Gromit  01/06/2016 15:11
    Você é a comprovação perfeita de que, quanto mais vociferante é o sujeito, mais ignorante ele é sobre o assunto.

    Aulinha básica de lógica para você:

    1) Eu tenho uma empresa;

    2) Minha empresa tem de pagar impostos para o governo;

    3) Sem Lei Rouanet, esse meu dinheiro vai para o Tesouro e é utilizado pelo governo para financiar todos os seus gastos correntes, programas sociais, e encargos da dívida.

    4) Com Lei Rouanet, esse dinheiro que iria para o Tesouro agora vai para bancar artistas milionários.

    5) Conseqüentemente, o Tesouro fica com um rombo. O Tesouro não recebeu esse meu dinheiro, mas continua tendo de financiar os gastos correntes, programas sociais, e encargos da dívida. O que ele faz?

    6) Para compensar esse dinheiro que foi para artistas, ele terá de tributar ainda mais o restante da sociedade, para reaver esse dinheiro.

    7) Se um dinheiro que outrora ia para o governo acabou sendo direcionado para a classe artística, então é óbvio que o governo, ao ficar sem esse dinheiro, terá então de conseguir esse mesmo dinheiro por outros meios. E ele fará isso tributando ainda mais o resto da sociedade.


    Entendeu o que acontece ou embaralhou a cabeça?

    Como todo esquerdista progressista, você mostrou -- ao falar isso que você falou da Lei Rouanet -- que desconhece totalmente as relações de causa e efeito na economia. Aliás, se você for artista, é bem capaz de não ter entendido absolutamente nada dessa explicação.
  • Wallace  01/06/2016 15:32
    É você nao entende como funciona a lei rounet. Como disse um desconto nos impostos a maior parte é paga pela empresa, cerca 90% do valor! Você deve ser um pessoa que nao freguenta muito teatros, espetáculos de dança, deve ir no cinema aos finais de semana ne?
    Esqueça Chico Buarque, Caetano Veloso ou claudia leite... existe projetos q leva cultura a cidades onde ninguém tem acesso! Projetos q levam cinema, dança, teatro. Crianças e adultos vendo um filme pela telona pela primeira vez, criancas fazendo aulas de ballet. Isso é dar esperança e levar cultura.
    Isso realmente tem preço pra você? Pra algumas pessoas sem cultura sim.
  • Magno  01/06/2016 15:48
    Como dizia Paulo Francis, artista quando cai de quatro só levanta com guindaste.

    Essa tal Wallace é a maior prova disso. O Gromit (aliás, sensacional a sacada desse nome) praticamente desenhou como funciona a Lei Rouanet e quais são suas consequências -- o dinheiro que o Tesouro deixa de arrecadar, pois foi para Chico Buarque, terá de ser reavido do restante da sociedade, com ainda mais impostos --, e o Wallace não apenas voltou a repetir a mesma asneira de que "o dinheiro não é pago pela sociedade", como ainda invocou lacrimosas cenas de gente dançando balé, como se isso compensasse a fome do povo causada pelo desvio desse dinheiro e pelos subseqüentes impostos mais altos que isso acarreta.

    A esquerda brasileira só não é mais patética porque existe a venezuelana.
  • Observador  01/06/2016 15:48
    É porque esquerdista jura que existe almoço grátis. Ele acha que aquele dinheiro que deixou de ir para o Tesouro para financiar "Aquarius" não será cobrado de outras pessoas que nada têm a ver com isso.

    Se o governo deixou de arrecadar R$ 5 milhões porque era necessário fazer um filme com Sônia Braga, então é óbvio que esses R$ 10 milhões terão de ser conseguidos pelo Tesouro de outras fontes. O Tesouro simplesmente não abrirá mão desses R$ 5 milhões.

    Logo, quem realmente financiou "Aquarius" não foi a empresa que deu esse dinheiro, mas sim toda a população que, contra a sua vontade, terá de ser tributada em mais R$ 5 milhões apenas para compensar esse dinheiro que não foi para o Tesouro.

    Mas exigir que progressista entenda isso é querer demais.
  • Max Rockatansky  01/06/2016 15:58
    "É você nao entende como funciona a lei rounet. Como disse um desconto nos impostos a maior parte é paga pela empresa, cerca 90% do valor!"


    Antes vc disse que "o dinheiro vem 100% da empresa"; agora vem dizer que seria "cerca 90% do valor"; e aí, no próximo comentário vai dizer que seria 50%? E vc ainda vem dizer que os "outros não entendem" como funciona essa Lei?


    Ou é problema cognitivo ou é mal-intencionado mesmo (ou as duas coisas).


    Entenda, cidadão:
    a Lei funciona assim: o dinheiro que iria para o Tesouro vai para bancar artistas; o "desconto nos impostos", que vc fala, significa que dinheiro extraído dos contribuintes é drenado para artistas.

    E isso, obviamente, tem de fato um "preço" (não apenas para mim): o "preço" de ter parte do meu patrimônio arrancado à força pelo estado para que o estado entregue dinheiro para artistas.

    Apenas gente como vc acha que "isso é dar esperança".




  • Breno  01/06/2016 17:21
    Realmente o comentário de Wallace é esclarecedor.

    Em sua visão ele nasceu ungido, e com a missão de "dar esperança" aos menos afortunados. E nada mais justo ele cumprir sua missão como um artista bancado pelo Estado.

    Se para isso o Estado tem que expropriar dinheiro dos outros, nada mais justo.

    Um bom resumo de como pensam os progressistas de si mesmos, um bando de ungidos injustiçados. Que detestam o mundo como ele é, pois esse, não lhes reconhece como os seres ungidos que são. E como eles os tem plena noção de que um mundo igualitário não é possível, trabalham para construção de uma nova ordem social, onde os progressistas estarão no topo, cumprindo sua missão de "dar esperança" a quem estiver abaixo.


  • Jarzembowski  01/06/2016 16:26
    Excelente sua explicação, é precisamente esse o efeito da lei Rouanet nas contas públicas.
    Mas no meu ponto de vista, esse é menor dos males em relação a essa porcaria de lei.
    A catástrofe mesmo é que são burocratas que decidem QUEM vai ter acesso aos recursos, e a consequência disso é algo largamente confirmado pela empiria: esses recursos vão ser usados pra fazer propaganda do governo e da agenda progressista.
    Analisando o cenário completo, é algo profundamente perverso: o governo vai sufocar ainda mais o cidadão com impostos, ou aumentar seus déficits, porque certamente não vai haver redução equivalente de gastos pra compensar o que deixou de ser arrecadado com a Lei Rounet - e no fim das contas esse dinheiro vai para na mão de quem defende o governo ou a agenda progressista das minorias.
    Isso adiciona mais um fator de imoralidade nesse cenário: o cidadão comum vai ser obrigado a pagar por manifestações artísticas que muito provavelmente serão uma afronta brutal aos seus valores morais.
  • Taxidermista  01/06/2016 18:04
    Bem observado, meu caro.

    Nesse sentido, vale lembrar Lew Rockwell:

    "O governo, sendo a instituição dominante em nossa sociedade, utiliza a mídia como o fiel da balança que vai determinar quais são os limites aceitáveis para o debate, fora dos quais qualquer indivíduo será rotulado de extremista. E o governo faz isso por meio dos interesses especiais que controlam grande parte da publicidade veiculada na mídia. Por exemplo, nada seria melhor para o país, e pior para a burocracia, do que a abolição do imposto de renda físico e jurídico, bem como a abolição do Banco Central. Mas tais idéias são logo rotuladas de extremistas e indignas de consideração, graças ao conluio entre governo, mídia e grupos de interesse" (mises.org.br/Article.aspx?id=1686)

  • Felipe  01/06/2016 19:48
    Gromit,

    Não entendi... Quer dizer que você prefere que uma empresa dê dinheiro para o governo ao invés de destinar esse dinheiro para um projeto cultural que ela voluntariamente escolheu patrocinar?

    É isso mesmo?

    Suponho que você também é a favor do fim das isenções tributárias para igrejas.
  • Gromit  01/06/2016 20:10
    Nao, Felipe, eu nem sequer fiz juízo de valor. Apenas desmontei, por meio da lógica, o argumento progressista de que a Lei Rouanet é dinheiro privado. Não é. É um dinheiro que iria para o governo, que já havia sido contabilizado pelo governo como receita de imposto, mas que acaba sendo direcionado para shows e filmes (aos quais ninguém quer assistir), deixando então o governo com esse buraco no orçamento, o qual terá de ser coberto com o dinheiro arrecadado do restante da sociedade (que agora terá de pagar mais impostos).

    Neste sentido, portanto, é toda a sociedade quem financia shows, filmes e peças de teatro.

    Já isenções para igrejas nunca foram contabilizadas no orçamento do governo como "receitas de impostos não-auferidas", simplesmente porque o governo nunca cobrou impostos de igrejas. Não se pode contabilizar aquilo que nunca houve. Se o governo sempre tivesse cobrado impostos de igrejas e repentinamente desse isenções, aí sim a sua comparação seria válida.

    Questão de lógica.
  • Felipe  01/06/2016 20:36
    Se o seu comentário era só para dizer que trata-se de "dinheiro público" então OK, concordo com você.

    É que quando li fiquei com a impressão de que você era contra esta lei.

    Então só para deixar claro... se a decisão final fosse exclusivamente sua, que hipótese você escolheria:
    a) Abolir completamente a Lei Rouanet
    b) Manter a lei exatamente como existe hoje
  • Gromit  01/06/2016 21:22
    Agora fazendo juízo de valor, abolir completamente.

    No atual arranjo, o dinheiro que a empresa deixa de dar ao estado para repassar a Chico Buarque será compensado por meio de mais impostos sobre terceiros inocentes.

    Portanto, as reais alternativas são:

    1) Empresa X repassa R$ 4 milhões para Chico Buarque e o resto do povo paga R$ 4 milhões para o governo em impostos; ou

    2) Empresa X repassa R$ 4 milhões para o governo, Chico Buarque tem de se virar para conseguir financiamento, e o povo fica fora da esbulho.


  • Felipe  01/06/2016 23:34
    Gromit,

    Então usando a mesma lógica eu deduzo que você é contra a sonegação de impostos:

    1) Eu tenho uma empresa;

    2) Minha empresa tem de pagar impostos para o governo;

    3) Sem sonegação, parte do meu dinheiro vai para o Tesouro e é utilizado pelo governo para financiar todos os seus gastos correntes, programas sociais, e encargos da dívida.

    4) Com sonegação, parte desse dinheiro que iria para o Tesouro agora vai para bancar meus próprios gastos.

    5) Conseqüentemente, o Tesouro fica com um rombo. O Tesouro não recebeu esse meu dinheiro, mas continua tendo de financiar os gastos correntes, programas sociais, e encargos da dívida. O que ele faz?

    6) Para compensar esse dinheiro que foi para o meu bolso, ele terá de tributar ainda mais o restante da sociedade, para reaver esse dinheiro.

    7) Se um dinheiro que outrora ia para o governo acabou sendo direcionado o meu bolso, então é óbvio que o governo, ao ficar sem esse dinheiro, terá então de conseguir esse mesmo dinheiro por outros meios. E ele fará isso tributando ainda mais o resto da sociedade.

    Você é mesmo contra a sonegação de impostos? Muitos libertários consideram a sonegação um ato heróico de legítima defesa.

  • Thomas Ribeiro  02/06/2016 00:21
    Não sei quanto a ele, mas eu sou a favor da sonegação generalizada. Assim não tem para onde o governo correr para compensar as perdas de receita. Por isso sou adepto da campanha diária que o Renato acima faz neste site.

    Agora, se apenas um sonegar e todo o resto continuar pagando como um cordeirinho, então aí realmente não vai dar.
  • Jarzembowski  02/06/2016 12:14
    Você está tratando duas coisas diferentes como se fossem iguais só porque elas compartilham UMA característica.
    A única semelhança entre a sonegação e a lei Rounet é que ambas impedem que recursos sejam obtidos pelo Estado - no entanto, a questão fundamental NÃO É ESSA - o que importa é a implicação moral do ato:
    a sonegação é um ato individual de reação ao vilipêndio do Estado, é um ato de legítima defesa que TODOS, em maior ou menor nível, podem praticar.
    A lei Rounet é um instrumento Estatal para comprar apoio político da classe artística. Não existe nada de livre nesse processo - o Estado define QUEM e de QUE FORMA irá captar esses recursos, e na prática, força todos os cidadãos a pagarem por manifestações artísticas que eles não financiariam livremente.
    Pra você ver como essa lei é maldita e insidiosa, ela não apenas estatiza o apoio à cultura, mas o faz de um modo que pareça positivo até pra quem defende a liberdade.
  • Felipe  02/06/2016 13:57
    Jarzembowski,

    Acredite, entendo essa sua visão sobre a Lei Rouanet. Realmente pinta o governo como um bonzinho amigo dos artistas. Eu também odeio isso.
    Porém eu sou libertário, e acredito que mais liberdade será sempre preferível a menos liberdade.
    Com a Lei Rouanet eu tenho a liberdade de financiar algum projeto cultural de minha escolha (ainda que com severa restrições), ao invés de ter que mandar esse dinheiro pro governo.
    É uma liberdade ínfima, porém é uma liberdade maior do que a que eu teria sem a lei. Como libertário, tenho que ser a favor dela.

    O único motivo para ser contra seria no caso de a lei afetar a propriedade de terceiros. O seu único ponto nesse sentido foi:

    e na prática, força todos os cidadãos a pagarem por manifestações artísticas que eles não financiariam livremente.

    Por que? Como isso acontece?
    Se você justificar pela mesma lógica que o Gromit apresentou, então para manter a coerência você necessariamente precisa repudiar a sonegação.

  • Jarzembowski  02/06/2016 14:49
    Eu entendo o que você quer dizer.
    Talvez o problema é que eu não consiga ser totalmente idealista aqui.
    Vejo essa questão de forma pragmática: do ponto de vista estritamente econômico, de fato, essa questão se assemelha à sonegação de impostos, é uma forma de evitar que recursos acabem na mão do Estado.
    Porém, do ponto de vista da moralidade, creio que você concorda comigo que são dois arranjos bem distintos, conforme eu expus. Acho que o problema aqui, e é nisso que discordamos, é que eu não acho eficiente em troca de um pouquinho de liberdade -- restrita e distorcida, como você mesmo admitiu -- dar ao Estado uma ferramenta para propagar uma agenda que vai nos custar muito mais espoliação e intrusividade do que aquele tal "pouquinho de liberdade" que uma forma institucionalizada de evasão fiscal pode trazer.
    E nesse ponto existe um abismo moral entre a sonegação e a Lei Rounet - enquanto a primeira é um ato de resistência e desobediência, a segunda é uma declaração de subserviência a um instrumento insidioso de propagação de todas as ideias que nós combatemos aqui diariamente.

  • Jarzembowski  02/06/2016 14:56
    Complementando:
    acho relativamente coerente sua posição, mas eu discordo da postura de contabilizar liberdade exclusivamente em termos financeiros. O poder político que o Estado ganha usando ferramentas com a lei Rouanet também é subtraído da nossa liberdade como indivíduos.
    Eu seria a favor da Lei Rouanet se não houvesse NENHUM critério e NENHUMA intervenção - qualquer pessoa física ou jurídica pudesse contribuir para absolutamente QUALQUER manifestação artística, e não somente as que agradam o governo, e a partir disso obter um abatimento fiscal direto e irrestrito.
  • Pessimista  02/06/2016 16:20
    Liberais contra a lei Rouanet por ela desviar recursos que iriam para o governo?

    Engraçado é que esse argumento do Gromit é o mesmo utilizado contra a sonegação.

    Ou temos liberais que são contra a sonegação ou temos liberais que estão em contradição.

    O ponto positivo da lei Rouanet é justamente o uso do dinheiro privado.

    O único problema é que cabe ao governo aprovar quem deve ou não se beneficiar da lei, o que obviamente é ruim, muito ruim.
  • Affonso Reis  02/06/2016 16:46
    Sorry, mas não é dinheiro privado. Se fosse privado, os artistas não se aglomerariam perante o Ministério da Cultura -- que é quem está em posse das verbas -- pedindo financiamento.

    Se fosse privado, os artistas iriam direto às empresas em busca de financiamento, e não ao governo.

    O dinheiro distribuído a artistas pela Lei Rouanet é tão "privado" quanto o dinheiro que vai para a educação e para a saúde. Sim, todo o dinheiro arrecadado pelo estado e redistribuído por ele advém dos impostos pagos por pessoas e empresas privadas. Nesse sentido, o dinheiro é "privado".

    Mas dizer que a Lei Rouanet é dinheiro privado faz tanto sentido quanto dizer que o dinheiro que banca as universidades federais é privado. Se a Lei Rouanet é dinheiro privado, então universidades federais e salários de funcionários públicos também são dinheiro privado. No fim, por essa lógica, tudo é dinheiro privado.

    Quanto à questão da sonegação, sou agnóstico. Mas tendo a me aliar com o que disse o Thomas Ribeiro acima.
  • Felipe  02/06/2016 17:22
    Affonso,

    Isso depende da sua definição para "dinheiro público":

    -> Se é todo o dinheiro que entra na conta do governo:
    Então o dinheiro da lei rouanet é privado (ele é pago pelas empresas e depois descontado dos impostos devidos). Muito diferente do dinheiro que banca as universidades federais, que vai para o governo e só depois é utilizado para o custeio delas.

    -> Se é todo o dinheiro que é devido ao governo:
    Então o dinheiro da lei rouanet é público, assim como dinheiro oriundo de sonegação.


  • Túlio Lopes  02/06/2016 17:32
    No seu próprio exemplo não há diferença nenhuma. O dinheiro da Lei Rouanet vai para o Ministério da Cultura. Já o dinheiro das universidades federais vai para o Ministério da Educação.

    Em ambos os casos o dinheiro vai para o governo, e dali ele é redirecionado para os destinatários finais.
  • Pessimista  02/06/2016 18:14
    O fato do governo está no meio é justamente o problema da lei rouanet, mas essa não é a essencia da lei rouanet.

    A essencia é empresas poderem financiar determinados projetos culturais em troco de abatimento no imposto. E isso significa que o financiamento é privado sim, o dinheiro utilizado é da empresa e quem está destinando o dinheiro é a própria empresa.

    A comparação com o dinheiro público usado em universidade é ridícula, e não merece muitos comentários.

    Se você é contra isso porque fará o governo elevar outros impostos, então você tem que se contra a sonegação.
  • Felipe  02/06/2016 18:20
    "O dinheiro da Lei Rouanet vai para o Ministério da Cultura."
    Errado. O dinheiro vai direto para quem está promovendo a atividade cultural. Não passa pela mão do governo.
  • Phillipe Souto  02/06/2016 19:28
    "O dinheiro vai direto para quem está promovendo a atividade cultural. Não passa pela mão do governo"


    Absolutamente equivocado.

    Dinheiro movimentado em virtude da Lei Rouanet "não passa pela mão do governo"??

    Vc só pode estar de brincadeira.
  • Guilherme  02/06/2016 19:36
    Calma. É porque o Felipe quis defender um ponto equivocado ("Lei Rouanet é dinheiro privado"), foi contraditado e demonstrado que está errado, e agora ele não quer dar o braço a torcer e admitir que está errado.

    Isso que ele está fazendo se chama save face. Ele está disposto a ir a extremos e a deturpar a lógica ao máximo para tentar sair dessa enrascada.

    Dizer que o dinheiro da cultura não passa pelo governo -- o que significa que artista vai até o governo não para pedir dinheiro, mas só para, sei lá, tomar um cafezinho com burocratas -- é um atentado à lógica e ao bom senso.
  • Felipe  02/06/2016 21:18
    Guilherme,

    "Calma. É porque o Felipe quis defender um ponto equivocado ("Lei Rouanet é dinheiro privado"), foi contraditado e demonstrado que está errado"

    Cidadão, onde foi que eu defendi que Lei Rouanet é dinheiro privado?
    Pode procurar, não vai me achar defendendo essa afirmação em lugar nenhum. E se eu não disse isso, então como posso ter sido "contraditado e demonstrado errado"?
    Nem vou perder meu tempo retrucando o resto do seu comentário.

    Seja menos afoito da próxima vez.
  • Felipe  02/06/2016 21:16
    Phillipe,

    Vc só pode estar de brincadeira.
    Não estou brincando não.
    Através dessa lei as empresas tem modalidades de incentivo a projetos culturais em que o dinheiro não passa pelos cofres do governo.

    Neste site tem uma explicação do funcionamento do processo.

    Ou então você pode consultar o Artigo 29 da própria lei.

    Aí estão as fontes que sustentam o que eu falei para você.
    Fico no aguardo das suas fontes e argumentos provando o contrário.
  • Túlio Lopes  02/06/2016 22:03
    Opa, esse link que você recomendou -- excelente, aliás -- fala o contrário do que você afirma. Você afirma que o dinheiro não passa pelo governo e que praticamente o governo nada controla. No entanto, lá está escrito (grifo meu):

    "Por conta dessa sistemática, os defensores da lei estão divulgando uma distorção, não sei se de boa-fé ou por maldade. Muitos estão dizendo que, os valores da Lei Rouanet para a cultura não são públicos, mas privados. Esta segunda mistificação é, no mínimo, uma explicação imprecisa. Dependendo do caso, de 30% a 100% do valor doado poderá ser descontado do Imposto de Renda. Quando um desconto acontece, o governo reduz arrecadação. Ele abre mão de um dinheiro que entraria nos cofres públicos para que um agente privado aplique parte dele (ou todo ele) em um projeto cultural previamente aprovado pelo próprio governo. Ora, isto não é dinheiro do governo? Ou melhor: o governo não está alterando suas previsões de arrecadação?

    Amiguinhos, o dinheiro é público. Não é público porque já está nos cofres do Estado, mas é público porque é uma espécie de desconto concedido pelo governo aos pagadores dos impostos. Tanto que todo ano, no orçamento, o governo estipula um montante de renúncia fiscal para atender aos projetos da Lei Rouanet. Claro, o governo trabalha com projeções, que podem não se concretizar, seja porque nenhum projeto conseguiu se financiar, seja porque a atividade econômica é baixa e a expectativa de arrecadação não foi alcançada."
  • Phillipe Souto  02/06/2016 22:13
    "Aí estão as fontes que sustentam o que eu falei para você"

    Essas fontes falam exatamente o contrário daquilo que vc está sustentando.
  • Felipe  03/06/2016 11:31
    Túlio e Phillipe,

    Tá ficando chato esse negócio de tentar debater com quem não sabe fazer isso.

    Vocês estão cometendo a falácia do espantalho ao dizer que os links provam o contrário do que eu escrevi. Não sei se foi por falta de atenção ou desonestidade intelectual.

    Eu nunca defendi que o dinheiro é público ou privado, podem procurar... Até porque isso é irrelevante, pois nesse caso depende de uma interpretação subjetiva.

    O que eu disse que é o dinheiro não passa pelos cofres no governo. Se vocês querem me refutar, então precisam provar que o dinheiro necessariamente passa por ali.

  • Phillipe Souto   03/06/2016 14:13
    Felipe: o único desonesto intelectual aqui é vc. Ou então é preguiçoso.

    Em nenhum momento eu fiz referência à sua suposta "afirmativa" de que "o dinheiro é público ou privado".

    Se vc não fosse intelectualmente desonesto (ou preguiçoso), poderia olhar um pouco mais para cima e ver meu comentário a respeito, que vou replicar:

    "O dinheiro vai direto para quem está promovendo a atividade cultural. Não passa pela mão do governo"

    Absolutamente equivocado.

    Dinheiro movimentado em virtude da Lei Rouanet "não passa pela mão do governo"??
    "


    Então, como se vê, desde sempre fiz referência a exatamente aquilo que vc disse, q agora vc repete: "O que eu disse que é o dinheiro não passa pelos cofres no governo. Se vocês querem me refutar, então precisam provar que o dinheiro necessariamente passa por ali"

    E, em face disso, de novo vou repetir: você está dizendo uma falsidade ao dizer que o "dinheiro" movimentado por força da Lei Rouanet "não passa pelos cofres do governo".

    Pra começo de conversa, se vc ao menos se desse o trabalho de ler a Lei, vc poderia constatar que o Pronac é implementado de três maneiras: pelo FNC, pelo Ficart e pelo Incentivo. Ou seja, a sua "menina dos olhos" (Incentivo) diz respeito a apenas uma das modalidades de implementação do Pronac.

    O FNC é um Fundo público, para o qual se captam recursos que, obviamente, vão para um fundo administrado pelo Ministério da Cultura. Está lá. É só vc ler.

    O Ficart é um fundo constituído sob a forma de condomínio, competindo à Comissão de Valores Mobiliários, ouvida a SEC/PR, disciplinar a constituição, o funcionamento e a administração do Ficart. Está lá. É só vc ler.

    O Incentivo, de seu turno, pode se dar via "apoio direto" mediante opção pela aplicação de parcelas do IR ou por contribuições ao FNC (nesse caso, claro, as pessoas físicas ou jurídicas entregam dinheiro para um Fundo administrado pelo Minc). Ou seja, aquilo que vc defende de forma tão apaixonada é uma subespécie de uma das três modalidades de implementação do Pronac. Só por aí, pois, resta demonstrada a falsidade de sua afirmação, que incorre na falácia de tratar uma parte como se fosse o todo.

    Pois bem, e quanto a essa parte/subespécie, vc vem querer se amparar na literalidade do art. 29 da Lei, que, candidamente (e para enganar incautos), diz que "os recursos deverão ser depositados em uma conta bancária específica, em nome do beneficiário". A respeito, e abstraindo o que tal dispositivo, em verdade, esconde na prática, basta lembrar o seguinte: as empresas que mais usam a Lei para financiar "cultura" são estatais (especialmente, Petrobras, Eletrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa e BNDES). São as estatais as maiores "doadoras" de dinheiro, via Rouanet, para "financiar cultura". Por isso que eu disse e repito: afirmar que o dinheiro movimento via Rouanet "não passa pelos cofres no governo" só pode ser brincadeira.
  • Felipe  08/06/2016 17:07
    Phillipe,

    "Em nenhum momento eu fiz referência à sua suposta "afirmativa" de que "o dinheiro é público ou privado"."
    Me desculpe, você tem razão. Aquele meu comentário anterior deveria ter sido direcionado apenas ao Túlio.

    "Pra começo de conversa, se vc ao menos se desse o trabalho de ler a Lei, vc poderia constatar que o Pronac é implementado de três maneiras: pelo FNC, pelo Ficart e pelo Incentivo."
    Pode ficar tranquilo que eu já tinha lido sim. Mas ao defender que a lei permite mais liberdade às pessoas eu estava me referindo à modalidade de Incentivo via desconto de IR. Mas OK, isso não é uma desculpa. Eu não havia deixado isso claro anteriormente. Prossigamos.

    "o Pronac é implementado de três maneiras: pelo FNC, pelo Ficart e pelo Incentivo. Ou seja, a sua "menina dos olhos" (Incentivo) diz respeito a apenas uma das modalidades de implementação do Pronac."
    OK. Então, com base do que você mesmo escreveu, estamos de acordo que dependendo da modalidade adotada o dinheiro pode ou não passar pelos cofres do estado.

    "Só por aí, pois, resta demonstrada a falsidade de sua afirmação, que incorre na falácia de tratar uma parte como se fosse o todo."
    Com certeza. E isto vale tanto para a minha afirmação quanto para a sua. Vejamos:

    Se eu afirmo que o dinheiro não passa pelos cofres do governo, então você dirá que isso só é possível na modalidade de incentivo direto via abatimento de IR. Uma parte não justifica o todo; portanto, você provará que estou errado.

    Mas se eu afirmo que o dinheiro não passa pelos cofres do governos e e você diz "essas fontes falam exatamente o contrário daquilo que vc está sustentando", então você necessariamente está dizendo que o dinheiro passa pelos cofres do governo.
    Aí eu direi que isso não é válido na modalidade do incentivo direto, apenas nos outros casos. Uma parte não justifica o todo; logo, eu provarei que você está errado.

    Ou seja: nesta questão específica sobre o dinheiro passar ou não pelos cofres do governo, nem eu e nem você estávamos 100% corretos ou 100% errados.

    "Por isso que eu disse e repito: afirmar que o dinheiro movimento via Rouanet "não passa pelos cofres no governo" só pode ser brincadeira."
    Como visto, é tão brincadeira quanto afirmar que o dinheiro passa pelos cofres do governo.


    Dito isso, volto ao meu ponto central: continuo defendendo que a possibilidade de fazer abatimento do IR para financiar um evento cultural representa mais liberdade do que se não existisse essa opção (além de não tornar diretamente pior a situação de terceiros que nada tem a ver com a história). Logo, na minha visão a posição libertária mais coerente é não ser contra a lei.
  • Pessimista  02/06/2016 18:26
    "O dinheiro da Lei Rouanet vai para o Ministério da Cultura. Já o dinheiro das universidades federais vai para o Ministério da Educação"

    Errado. O dinheiro das universidade federais VEM do ministério da educação. O dinheiro da lei Rouanet é fornecido por empresas privadas, de maneira voluntária, e vai para o ministério da cultura.

    O problema da Rouanet é o governo fazer o meio campo, e não a origem do dinheiro.
  • Torben  03/06/2016 18:34
    "O dinheiro das universidade federais VEM do ministério da educação. O dinheiro da lei Rouanet é fornecido por empresas privadas, de maneira voluntária, e vai para o ministério da cultura"


    Dinheiro das universidades federais vem do ministério da educação. Muito bem. E de onde vem o dinheiro do ministério da Educação?

    Já o dinheiro da lei rouanet, como vc mesmo diz, "vai para o ministério da cultura". Muito bem. E de onde vem esse dinheiro que, tendo ido ao ministério da cultura, será "investido" em cultura?

    Ou seja, e como vc mesmo reconhece em sua última frase, não há diferença quanto à origem: o dinheiro de ambos os ministérios, obviamente, tem a mesma origem.
  • Primo  02/06/2016 09:54
    Wallace você é um visionário. A Lei Rouanet pode ser a chave para a implantação de uma sociedade mais justa. Devemos ampliar a Lei Rouanet para ser aplicada não somente para a cultura mas para todos os outros bens de consumo essenciais nessa louca vida pós-moderna grego romana. Você há de convir que os produtos alimentícios formam a base da sociedade e tornam possíveis estabelecer um conceito minimo de ética e moralidade. Em qualquer sociedade precisamos ter alimento, mesmo nas socialistas. Dessa forma é imprescindível que qualquer negócio que queira comercializar alimentos possa utilizar a Lei Rouanet. Impostos de supermercados, quitandas e feirantes poderiam ser utilizados para ser aplicado na agricultura de forma direta após a avalização do governo central. Sem dúvida a mandioca, simbolo nacional, seria o produto matriz.
  • Fernado  01/06/2016 21:00
    Qual a opinião dos amigos quanto ao financiamento e/ou manutenção de espaços de arte, tipo teatros públicos, museus públicos (museu do Ipiranga, Museu do índio, museu de arte moderna, Forte de Copacabana, para exemplificar)

    É interessante o investimento público nesses casos?

    Não tenho uma opinião a respeito. Nem todas as pessoas frequentam ou gostam destes locais, não gostariam de ver seu dinheiro de impostos ali,pois também consideram manifestações de arte, cultura.. porém eles retratam a história e a identidade de um país e sua nação.
    Qual o limite entre o aceitável e o inaceitável no que tange o investimento público?
  • Amado  01/06/2016 21:22
    Não há limite do aceitável. Qualquer utilização de dinheiro público sem o consentimento do cidadão é 100% imoral e inaceitável. Pouco importa se é para museu ou se é para financiar "macaquinhos".
  • Taxidermista  01/06/2016 21:38
    "Qual o limite entre o aceitável e o inaceitável no que tange o investimento público?"


    Caro Fernando, vale dar uma lida em Henry Hazlitt:


    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25
  • Capital Imoral  01/06/2016 22:04
    "diante dos Gênios não passamos de crianças, mas crianças que são herdeiras. O que nos dão é nosso, já que pertencem à eternidade, eles próprios o recebem dela."

    A arte, a cultura, o conhecimento, a educação como um todo, não é sua Diego, e muito menos do individuo que a produziu, para ser precificada. É um patrimônio da sociedade. A arte é a prova viva, que o mundo será socialista, é aquela força pulsante que diz não ao capital. ela não se rebaixa ao pecado da precificação da vida.

    Você afirmou muito bem, que o socialistas, não aceitavam a baixa cultura. Pois eles sabem, que a baixa cultura, reduz o homem, eles sabem que a baixa cultura é fruto de um mundo de barulho, que só o capitalismo pode fornecer.

    Fico as vezes me perguntando, como alguém pode ser liberal e cristão ao mesmo tempo, a pessoa realmente acha que está sendo correto, ao permitir usar a arte para destruir o próprio ser humano.

    O maior problema deste século, não é o estado, é a liberdade que fez o homem se voltar contra Deus, e contra o próprio homem.

    Pra que buscar qualidade? Se a qualidade do capital, aceita e aplaude o medíocre.
  • Juliana   01/06/2016 22:57
    Diogo Costa sempre brilhante e um mestre na arte da escrita, mas neste caso meu comentário é que a apreciação das artes prescinde de uma educação de qualidade. Como o público geral do nosso país pagaria pelas artes com o nível de educação que tem?
  • Torben  01/06/2016 23:49
    "Como o público geral do nosso país pagaria pelas artes com o nível de educação que tem?"

    Seja mais específica, por favor.

    Com essa frase vc está defendendo o q, exatamente? Que o estado continue a extrair à força dinheiro das pessoas para fornecer "cultura"?
    Ou que o estado gaste cada vez mais com "educação"? Ou ambas as coisas?
  • Angelo Viacava  02/06/2016 12:31
    Juliana: o discurso de que o pobre só consegue ter algo se o governo lhe der é a maior falácia econômica em que podemos cair ao analisar uma sociedade. Os pobres não terão problemas para adquirir ingressos para o que quiserem assistir, simplesmente porque haverá para eles cultura de preço acessível se houver um mercado livre para disputar público pagante. Vejo por aí mais pobres do que eu com smartphones mais caros do que o meu, e não me ocorre que pediram ajuda ao governo para comprar tais aparelhos. Se quisessem e fossem livres para escolher cultura num livre mercado de concorrência, o que poderia lhes impedir? E o que é cultura, afinal? O que um burocrata engravatado diz que seja, ou o que eu queira comprar para enriquecer minha cultura? Sou livre ou não para poder escolher?
  • Pai Velho  02/06/2016 04:09
    Outro dia estava assistindo ao filme Elysium e me foi inevitável fazer a comparação entre os atores Matt Damon e Wagner Moura. Percebi como é fácil atribuir a um "fanfarrão" o pomposo título de "grande ator" quando não há um "gigante" por perto como parâmetro de comparação. Então compreendi todo o "chororô" que Moura tem feito na defesa de Dilma e na manutenção das mamatas do ministério da cultura. Suas lágrimas de crocodilo em vídeo divulgado no Youtube perpassa sua verdadeira que é a de mais um títere manipulado pelo PT por meio de inúmeros cordeis, um deles é o capilé da Lei Rouanet. É isso ai, Wagner Moura, é mais fácil ser famoso mamando o "leite da bezerra" que deveria ser do brasileiro trabalhador do que competindo de verdade, pau a pau, com os outros. Não fosse essa Lei das Boquinhas e da Malandragem, muito lixo estaria no lixo porque é só isso que se produz atualmente (exceções à parte) no meio dessa CAMBADA de gatos de hotel vulgarmente conhecida como classe artística brasileira. A propósito, não vi um único artista, global ou não, dar chiliques quando DILMA CORTOU 7 BILHÕES DA EDUCAÇÃO de uma lapada só em seu programa "Pátria Educadora". Nem Moura, nem Laerte, nem a lhama cuspidora conhecida como Zé de Abreu.
  • anônimo  02/06/2016 09:04
    Não existe critério objetivo pra definir um bom ator.É tudo baseado em gosto pessoal e achismos.
    E Elysium é lixo, a judeuzada de Hollywood quase sempre é sutilmente esquerdista mas às vezes eles pisam na bola e esquerdam de vez.Como na porcaria do Elysium.
  • Emerson Luis  02/07/2016 14:57

    "Se algo é realmente bom e é demandado, não precisa de subsídios.

    Se algo só se sustenta com subsídios, então é porque ou é ruim ou não é demandado.

    E se é ruim ou não é demandado, então não merece subsídios.
    "

    * * *
  • Euronymous  11/06/2017 15:16
    Isso mostra o quanto a ARTE não existe no capitalismo liberal a qual voces defendem. A arte popular, sempre é inferior, mundana, vulgar, imunda, de baixo nível, superficial. Músicas de baixo nível como funk, sertanejo, axé, música pop etc sempre será o que da dinheiro, o que faz alguém sobreviver de música num sistema capitalista, pois é a voz da maioria, a voz do povo imundo e inferior.

    ARTE e dinheiro são coisas completamente opostas, pois uma verdadeira arte nobre e superior não cai no gosto do populacho. A Arte foi até melhor explorada no fascismo do que no capitalismo, onde reina a vulgaridade. Não sou a favor do fascismo, mas dei um exemplo. Na verdade não acredito em nada, pois na minha visão o mundo é um lugar completamente imperfeito e não tem solução, sou um pessimista mesmo, cético em relação ao ser humano.


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