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Os robôs tomarão o seu emprego?

As revoluções econômicas passadas — agrícola, industrial e digital — alteraram profundamente os padrões de trabalho até então estabelecidos, mas não eliminaram a necessidade de utilizar mão-de-obra humana.  Já os robôs, ao reduzirem a necessidade de utilizar não apenas as mãos humanas, mas também o cérebro humano, podem realmente lograr tal façanha.

Porém, se a mão-de-obra humana se tornar obsoleta, o que essa obsolescência irá significar para o tecido social e para a nossa percepção do que somos?

A revolução da robótica não representa a primeira vez que a humanidade tem de lidar com profundas mudanças econômicas.  Dez milênios atrás, nossos ancestrais que viviam da prática da caça e coleta, e que nada mais faziam senão procurar alimentos diuturnamente, descobriram a agricultura.  Antes da agricultura, pequenos grupos de Homo sapiens perambulavam pela terra à procura de comida e abrigo.  Qualquer animal que eles matassem ou qualquer fruta, raiz ou planta que encontrassem tinham de ser divididas entre eles.  Isso levou ao surgimento da mentalidade igualitária de nossa natureza "humana".

Com a agricultura deixamos de ser nômades e adotamos um estilo de vida mais estacionário.  Fazer um planejamento voltado para o longo prazo tornou-se uma prática comum, assim como a noção de poupança e de investimento.  Adotamos uma compreensão mais ampla e sofisticada dos direitos de propriedade.  Passamos a acumular riqueza.  Paralelamente, os humanos desenvolveram hierarquias, desde monarcas que protegiam a vida e a propriedade, passando por juízes que resolviam rixas e estipulavam punições, e chegando a sacerdotes que tinham a tarefa de garantir que haveria chuvas e a colheita seria farta.

A agricultura e o feudalismo substituíram a caça e a coleta, e a humanidade se adaptou.

Avancemos agora para 250 anos atrás e chegamos à Revolução Industrial, a qual começou na Grã-Bretanha e então se espalhou para outras partes do mundo.  A humanidade, desde então, desenvolveu novos materiais, como o vidro e o aço; novas fontes de energia, como a eletricidade e o petróleo; novos meios de transporte, como o motor a vapor e o motor de combustão interna; e novas máquinas, como a máquina de fiar e o tear mecânico.

O sistema fabril levou a um aumento da divisão do trabalho e gerou a especialização.  Aumentou maciçamente a produção de bens manufaturados e o comércio internacional.  O aumento da urbanização gerou melhorias profundas nas condições sanitárias e na educação, além de despertar a consciência política entre os cidadãos comuns, que não mais tolerariam viver sob déspotas feudais.  O concomitante colapso no emprego agrícola — só nos EUA, no ano de 1900, 40% da população estava empregada no campo; hoje, apenas 1,5% — gerou alertas catastrofistas, os quais diziam que faltaria comida para o mundo e que não haveria empregos para todos. 

No entanto, a renda real per capita mundial aumentou de $ 3,50 por dia em 1820 para $ 33 em 2010.

A revolução agrícola e o feudalismo deram lugar ao capitalismo, e a humanidade se adaptou.

A década de 1970 vivenciou o início da revolução digital, a qual continua até os dias de hoje.  Os rápidos avanços na ciência e na tecnologia aumentaram sobremaneira a velocidade e reduziram os custos dos microprocessadores e dos computadores.  Computadores pessoais, celulares e a internet — todos eles ferramentas de trabalho — se tornaram coisas ubíquas em nossos lares, em nosso ambiente de trabalho e nas universidades.  Computação analógica, fotografia analógica, cinematografia analógica, televisão analógica e rádio analógico se converteram em tecnologias digitais.  Correios, telex, telegramas, máquinas de escrever, telefones públicos (os "orelhões"), fitas cassetes e VHS ou desapareceram ou estão prestes a desaparecer.

Assim como ocorreu com as revoluções agrícola e industrial, a revolução digital também gerou grandes alterações econômicas, mas não resultou em desemprego em massa.  Com efeito, e não obstante uma população global ainda em crescimento, o emprego geral continua se expandindo.  Em vez de ser substituídos pelos computadores, os humanos passaram a fornecer a infraestrutura que dá sustentação à computação digital.  Apenas pense em quão frustrante seria se você não pudesse "chamar alguém" para consertar o seu computador.

Em outras palavras, a humanidade se adaptou.

Tendo em mente todo este panorama, é válido dizer que os temores de economistas, políticos e trabalhadores de que os robôs irão destruir os empregos não apenas são exagerados, como ainda revelam um desconhecimento da história.  A crescente robotização é propícia à criação de novos empregos.  Uma abundante criação de empregos sempre foi, em todo lugar e em qualquer período da história, o resultado de avanços tecnológicos que tautologicamente levaram à destruição de trabalhos obsoletos.

Uma automação agressiva liberta o ser humano do fardo de ter de fazer trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera para se aventurar em novos empreendimentos.  Isso é propício à criação de novos empregos.

Houve uma época em que praticamente todos os seres humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para sobreviver. A tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras vocações fora do campo.  Foi assim que começou nosso processo de enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

A massificação do uso de robôs como mão-de-obra permitirá que descubramos novas aptidões e novos trabalhos, os quais, no futuro, nos deixarão atônitos ao percebermos o tanto de energia que gastamos com trabalhos monótonos e repetitivos no passado.  Os "destruidores de emprego" do passado — como o automóvel (que destruiu empregos no setor de carroças), o computador (que destruiu empregos no setor de máquinas de escrever), a luz elétrica (que destruiu empregos no setor de vela) — parecerão ínfimos em comparação.

O automóvel, o computador, a luz elétrica, a internet e a mecanização da agricultura tornaram várias formas de emprego totalmente obsoletas.  Não obstante, isso não apenas não empurrou a humanidade para a pobreza endêmica e para a "fila do pão", como ainda gerou a criação de maneiras totalmente novas de se ganhar a vida.  A robotização promete uma multiplicação de tudo isso.

Sempre tenhamos isso em mente: tudo o que é poupado no processo de produção se transforma em mais capital disponível para novas ideias.  Se passamos a utilizar menos mão-de-obra e menos recursos em um determinado processo produtivo, essa mão-de-obra liberada e esses recursos poupados estarão livres para ser utilizados em outros processos de produção, em novas ideias e em novos empreendimentos. 

Quais as consequências disso?  É simples: para que empreendedores possam fazer grandes tentativas empreendedoriais, eles têm antes de ter capital e mão-de-obra disponível para fazê-lo.  A robótica gera eficiências que aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de investimentos, os quais nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de avanços tecnológicos que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.

É impossível haver empresas e empregos sem que antes tenha havido investimentos.  E investidores cujo capital cria empresas e empregos são atraídos por lucros.  Se os processos produtivos atuais forem automatizados, e com isso pouparem mão-de-obra e reduzirem custos operacionais, essa automação irá gerar lucros maciços, os quais poderão ser direcionados e investidos nas empresas e nas ideias do futuro.

Essa realidade é frequentemente ignorada por economistas, políticas e comentaristas.  Quase todos analisam o crescimento econômico através do prisma da criação de empregos.  Eles acreditam que é a criação de empregos o que gera crescimento econômico.  Isso está exatamente ao contrário: se a criação de empregos gerasse crescimento econômico, então a solução seria simples: abolir todos os tratores, carros, lâmpadas, serviços bancários e a internet.  Se isso fosse feito, todos nós teríamos de trabalhar.  Consequentemente, nossas vidas seriam muito mais miseráveis. 

A realidade é que o crescimento econômico é resultado da produção.  Crescimento ocorre quando se produz mais com menos.  Apenas pense nos países mais pobres e mais atrasados do mundo.  Ali, praticamente todo mundo trabalha muito, o dia todo e todos os dias.  Já nos países mais ricos e avançados, e que adotaram as automações do passado, as crianças são livres para usufruir sua infância, os mais velhos são mais saudáveis e capazes de desfrutar sua aposentadoria, e os pais podem dedicar mais tempo à criação de seus filhos.  Tudo isso se deve aos avanços tecnológicos ocorridos ao longo de décadas e que reduziram a necessidade de trabalho braçal.  Essa mecanização inundou o mundo com mais abundância em troca de menos trabalho.  A robótica fará o mesmo.

E, como também mostra a história, a inovação é, em si mesma, a criadora de novas formas de trabalho.  Se você duvida disso, apenas pense na internet.  Vinte anos atrás, a maioria de nós praticamente desconsiderava essa invenção; hoje, em 2016, milhões de pessoas ao redor do globo têm um emprego que está diretamente relacionado a isso que era irrelevante em 1995.  E milhões mais têm um emprego relacionado ao crescimento da internet.  Uma visita a Seattle e ao Vale do Silício mostra bem isso.

A robotização criará vários tipos de empregos direitos e indiretos, e a produção em abundância possibilitada pelo trabalho mecanizado permitirá que os recursos poupados sejam direcionados e investidos na medicina, nos sistemas de transporte e em novos conceitos empresariais, gerando cruciais inovações.  A tecnologia de hoje, que já é impressionante, parecerá arcaica em comparação.

Conclusão

Hoje, estamos testemunhando a alvorada da revolução robótica.  No futuro próximo, os robôs passarão por um crescimento exponencial em termos de suas capacidades e aplicações. 

A mudança que nos espera também nos oferece um incrível conjunto de oportunidades.  Iremos eliminar trabalhos perigosos, sujos, insalubres e degradantes, ao mesmo tempo em que poderemos explorar os dois terços da terra inóspitos aos seres humanos.

Os desejos do ser humano são, por definição, ilimitados; e, enquanto o capitalismo ainda não houver encontrado uma maneira de satisfazer todos os desejos e de curar todas as doenças — ou seja, nunca —, sempre haverá capital buscando novas possibilidades de investimentos e soluções. 

Com a abolição das formas mais exaustivas de trabalho possibilitada pela automação, a genialidade do ser humano será liberada para se concentrar em uma infinidade de desejos e necessidades ainda não atendidos pelo mercado.  Entre as maiores enfermidades, aquele flagelo que é o câncer será atacado por investimentos exponenciais, em conjunto com as mentes bem-remuneradas por esses investimentos.

A solução para o nosso bem-estar passa pelo aprofundamento da robótica.

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Leia também:

Automação versus empregos - como ter uma carreira para a vida inteira


2 votos


  • pilatesvilamadalena  10/05/2016 15:09
    A tendência é que a automação elimine muitos postos de trabalho. A utilização intensiva de robôs como mão-de-obra permitirá que a tradicional linha de produção Fordista, com trabalhos com baixo conteúdo, monótonos e repetitivos do passado sejam eliminados causando uma redução drástica nos empregos dos mais pobres e menos educados.

  • Mad Max  10/05/2016 16:30
    "causando uma redução drástica nos empregos dos mais pobres e menos educados"


    Você comenta ser ler o artigo?
  • Edujatahy  10/05/2016 17:01
    Realmente não leu o artigo. Continua sem entender.
  • Andre Henrique  10/05/2016 19:47
    Se você vivesse na época da Revolução Industrial, certamente a condenaria e veja onde ela nos trouxe?!
    Sugestão: leia o artigo antes de emitir opinião.
    Abç,
    AHR
  • Alisson  25/06/2017 13:33
    Meus Zeus do Olimpo, só eu percebi que ele foi irônico?
  • Alisson  25/06/2017 13:30
    Cara, ele foi irônico.
  • Igualdade é um atraso  10/05/2016 15:41
    Igualitarismo não faz parte da natureza humana, isso é uma invenção, assim como os lixos das religiões da terra, é uma invenção onde 99% da população mundial está presa, a ideia de igualdade é um defeito da natureza humana.
  • Alisson  25/06/2017 13:32
    Mas ele é claro ao dizer no texto que realmente não faz parte; tanto é que o Sapiens vivia para si e por si eque se danasse o resto; foi a circunstância coercitiva que criou esse hábito que "solidariedade" e igualitarismo e ao longo do tempo isto foi se tornando certo e moralmente imposto.
  • Bruno  10/05/2016 16:04
    Maravilhoso o artigo,mais um na conta do IMB. Realmente quem não entende essa logica tem algum problema cognitivo,só não entende quem não quer ou porque não interessa.

    Falando em maquinas e enfim nesse assunto de Robos vs Humanos,seria muito interessante demonstrar a visão liberal sobre a polemica dos Robos,que um dia os robos acabarão com a humanidade e ocorrerão aquelas famosas guerras que vemos em filmes.
    Qual seria a solução para tal?
    Qual é a visão libertaria sobre isso?
    Sabemos que isso é extremamente provável que aconteça um dia,robos que desenvolvem sentimentos e inteligencia superior ou quase igual dos humanos,fica extremamente fácil de ocorrer a extinção da humanidade.

    O argumento da esquerda no próximo século não será mais igual a esse que o artigo refuta e sim que o estado tem que frear o desenvolvimento de Maquinas e Robos para supostamente ''proteger'' a humanidade.Portanto devemos refutar todos os futuros e possíveis argumentos a serem criados diante a mudança de cenário,como uma defesa da liberdade!

    Enfim,como é a visão liberal nesse assunto que a humanidade tanto teme..
    Abraços
  • Andre  10/05/2016 16:42
    Tem razão e já temos um bocado de trabalho:

    www.magistradotrabalhista.com.br/2013/09/direito-fundamental-da-protecao-em-face.html

    quatrorodas.abril.com.br/materia/voce-sabia-todo-posto-combustivel-obrigado-ter-frentistas-brasil-925201

    sinpospetrogo.com/sindicatos-lutam-contra-a-lei-que-libera-bombas-de-auto-servico-no-pais/

  • Bruno  10/05/2016 22:07
    André,não me referi ao seus links!Entendi que você reforçou oque eu disse sobre os futuros argumentos da esquerda...
  • Um observador  10/05/2016 19:25
    "Enfim, como é a visão liberal nesse assunto que a humanidade tanto teme"

    Bruno, no futuro distante NÓS seremos os robôs.

    Quando for dominada a tecnologia para o nosso cérebro controlar uma máquina diretamente, não precisaremos mais destes nossos frágeis corpos humanos.

  • Bruno  10/05/2016 22:03
    Sim,mas e por exemplo: Maquinas e robos que possuem inteligencia parecida ou superior a humana com a capacidade de criar sentimentos e enfim...Uma inteligencia ao ponto de aprender e tudo mais...Maquinas superiores ao ser humano.Como nos próprios filmes...
    Nós seremos as próprias maquinas sim,nossos corpos frágeis estarão inteiramente acoplados a uma maquina que nos tornara mais forte.

    Porém me refiro a inteligencia artificial com capacidade de apreender e inclusive criar sentimentos...Nesse caso não é um risco para a humanidade?Se sim,como evita-lo?

    Apenas uma reflexão,eu sinceramente não acredito muito em tal teoria mas,levando em conta o risco que realmente existe disso ocorrer,como ficaria?

    E aos caros amigos que me responderam com LINKS sobre os postos de gasolina...Eu sei disso,nenhum momento fui contra o artigo,concordo nos pontos e virgulas,tanto que sou um fiel leitor do IMB e luto na minha vida acadêmica pela liberdade.

    Portanto,continuo sem entender a finalidade de tais links que me enviaram,que inclusive algunseu até já tinha lido.

    Aproveitando um espaço: Sou um grande amante da velocidade e do automobilismo,já escrevi nos comentários como o automobilismo pode nos ensinar que a liberdade é o caminho,inclusive fazendo uma incrível analogia com economia,serviria com um incrível artigo para o IMB.Quem estiver interessado,entre em contato por e-mail.

    Abraços
  • Luiz Pires  11/05/2016 04:50
    Você está vendo filmes demais (ou lendo Asimov demais) e estudando ciência de menos. Existem coisas muito mais simples e perigosas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico que podem acontecer antes de uma inteligência artificial genocida. Inclusive nós já chegamos muito perto da nossa extinção algumas vezes.

    Tome por exemplo o desenvolvimento de super bactérias imunes aos mais poderosos antibióticos que temos, devido à aplicação abusiva de antibióticos por médicos e veterinários. Ao expor as bactérias aos mais poderosos antibióticos, nós estamos executando uma espécie de seleção artificial acidental, o que vai, fatalmente, nos levar à epidemias imbatíveis - em 2015 na China foram catalogadas bactérias resistentes à Colistina, o último antibiótico da nossa lista de defesa, isso mesmo, o chefão, o Shang Tsung da medicina atual.

    Outro caso interessante foi o desenvolvimento de um fungo modificado geneticamente, com a intenção de criar um pesticida alternativo e eficiente. A empresa tinha a patente, tinha a planta fabril para produzir em grande escala e, por causa de um contra-tempo burocrático, foi obrigada a executar novos testes de campo, além dos laboratoriais. Nesses testes se descobriu que, pela modificação genética, esse fungo não era digerido por nenhum organismo natural, pelo simples fato de ser artificial, assim como acontece com a gordura trans nos nossos organismos. Os resultados foram bem simples e diretos: O fungo levaria 6 meses para se alastrar no mundo inteiro, acabar com todos os "parasitas" do planeta e, por consequência desses desequilíbrios, 1 ano pra acabar com todas as plantas e menos de 2 pra extinguir a vida na terra.

    E a gente nem ficou sabendo.

  • Tannhauser  11/05/2016 13:53
    Fonte?
  • Mário Gomes  19/05/2016 20:55
    Pois é Bruno! Muito interessante seu ponto. É algo que precisamos exercitar mentalmente. Um exercício que faço também é: Num futuro não muito distatante, um milionário excêntrico deixa em seu testamento seus bens para o seu robô de estimação (algo que seria permitido nesses tempos). O robô faz algumas doações a ongs, cria um fundação beneficente em honra do seu antigo dono, e com o restante do dinheiro faz o que ele sabe fazer melhor: investimentos financeiros. Em dois anos triplica o valor recebido e em 10 se torna o ser mais rico do mundo. O ano é 2050. Juntos, os robôs possuem 99% das riquezas da terra. E aí, como é que fica a humanidade?
  • Daniel Filho  20/05/2016 00:17
    E o pior é que o único argumento que resta é desse nível mesmo...


    P.S.: Só uma pergunta: como o robô triplica seu dinheiro em dois anos se, segundo você próprio, não tem mais ninguém investindo, trabalhando e produzindo?
  • vladimir  03/11/2016 19:03
    Para que tem medos dos robots:
    Estudem programação, algorítmicos, redes neurais regenerativas fractais, mente humana, processos randômicos da 5ª dimensão aí sim se pode falar com desenvoltura sobre automação robótica e da ameaça para a humanidade.
  • Murdoch  03/11/2016 21:14
    Estudei 2 anos sobre informática, redes neurais, A.I e conhecimento básico sobre tecnologia de automação industrial, inclusive meu TCC foi sobre o último ramo apresentado.
    Por ora, não vejo problemas no perigo de robôs e A.I estarem apresentando superações em seus estágios de desenvolvimento.
    Um programa baseado em A.I, já consegue determinar cada jogada de um adversário e vencer mestres em jogos de xadrez.
    'A inteligência artificial não vai nos destruir', diz gênio do xadrez Kasparov
    [link=www.tecmundo.com.br/inteligencia-artificial/23445-vitoria-de-computador-sobre-campeao-de-xadrez-completa-15-anos-video-.htm]Vitória de computador sobre campeão de xadrez completa 15 anos [vídeo][/link]

    Esses gênios e intelectuais estão com medo do progresso da A.I, mas até hoje não apresentaram nenhuma evidência de que isso aconteceria. São apenas teorias sem fundamento algum, que por alguma razão, estão se tornando cada vez mais frequentes em mídias.
    Na minha opinião, são apenas discursos políticos que visam reduzir as inovações tecnológicas com um propósito ideologicamente alinhado aos esquerdistas.

    Vamos ter tantos benefícios com o uso de robôs e A.I ou qualquer outra inovação tecnológica.

    O progresso destes sistemas ainda estão em estágio inicial e ainda precisam melhorar e muito o desenvolvimento, um A.I por exemplo, tem a capacidade de jogar xadrez e outros jogos considerados difíceis, mas ainda precisam progredir muito para serem aplicados ao mercado. A robótica é a aérea que mais se destaca em seu progresso e desenvolvimento, mas ainda apresentam certas falhas, que possivelmente será solucionado em um futuro próximo. Mas para a aplicabilidade para o mercado ainda irá demorar.

    No futuro, os humanos farão o trabalho lógico e os robôs farão o trabalho manual. Não há razão alguma para humanos trabalharem em uma mineradora, em uma empresa de coleta de lixo, lavoura de café ou qualquer que seja. Os robôs podem fazer estes trabalhos, o que significaria que o custo de vida reduziria e muito.
  • Anderson  10/05/2016 16:20
    Eu concordo com vocês mas ainda tenho uma dúvida: Como se encaixariam aqueles trabalhadores menos capacitados? Haveria como eles se integrassem e ainda ganhassem mais bem-estar com a mecanização?
  • David   10/05/2016 18:40
    Com a tecnologia mais barata é possível dar mais chance para pessoas mais pobre se especializar.
  • zumbapompéia  10/05/2016 16:33
    O crescimento de utilização da robótica crescerá exponecialmente nos próximos anos. Terá impactos negativos e positivos. O lado ruim é que decrescerá os postos de trabalho. De outro lado, o homem se livrará dos trabalhos exaustivos, repetivos, monótonos perigosos, sujos, insalubres e degradantes.

  • Mad Max  10/05/2016 23:06
    "O lado ruim é que decrescerá os postos de trabalho"

    VOCÊ INSISTE EM COMENTAR SEM LER O ARTIGO, CIDADÃO?
  • Capital Imoral  10/05/2016 17:16
    Sim, no futuro tudo será feito por maquinas. O homem não precisará mais explorar o próprio homem, através do capitalismo. O mundo será socialista,as maquinas ira fazer os trabalhos braçais, e o homem se preocupará apenas em ser intelectual. Vamos olhar para trás e ver como era atrasado o capitalismo.

    Isso é mais uma prova que estamos caminhando para o socialismo.

    È engraçado isso, porque são os próprio liberais que vem aqui defender o "homem braçal" quando afirmo que um intelectual é superior, quando eu defendo que o mundo será socialista existindo somente intelectuais.

    Assim, como afirmei em outro comentário, o futuro que a escola de Frankfurt imaginava, irá acontecer, quando o homem não mais explorar o próprio homem, através do capitalismo.

    Sim o socialismo está acontecendo. Its happening.
    -----------------------
    Eu gostaria de lembrar que no artigo denominado: "Como garantir a perpetuação da pobreza", eu fiz um contra argumento, porem fui censurado pelo capital. Ou seja os donos deste site, que alias não deveria ter donos, me censuraram. Este é o mal da propriedade privada.
  • Tammer  10/05/2016 19:30
    Ué, fui conferir o referido artigo, e o seu comentário -- hilário e perfeitamente irônico, como sempre (embora eu ainda considere o Típico Filósofo mais inteligente, desculpe) -- está lá, em primeiro lugar.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2403

    Tenho certeza de que o capitalismo também é a causa do seu problema de vista.
  • Matheus Penha  10/05/2016 20:30
    Qual o sentido que você diz em "ser apenas intelectual"? Seria um homem que estuda? Qual tipo de estudo? Um homem que estude para melhorar as máquinas seria um opressor na sua mentalidade, pois se tivesse uma boa solução tiraria o emprego de outra menos capaz de desenvolver tal ideia.

    Então, o intelectual seria alguém que apenas lê livros, vê obras de arte?

    Desculpe, aí também existe um mercado ferrenho. Se você não é um bom artista será oprimido pela massa de bons artistas e não se destacará. Não seja hipócrita de dizer que pra você um Da Vinci te instiga tanto quanto um Romero Britto.

    Então, o que seria esse intelectual que não "oprimiria ninguém"?

    Ou então, seu intelectual é apenas alguém que não se utilize de esforço físico para trabalhar, e sim apenas o "intelecto"?

    Tenho a impressão que, então, você é tão a favor do mercado do que nós. Um pouco mais revoltadinho talvez.

  • Andre Henrique  11/05/2016 09:53
    Capital Imoral,
    Esse teu papo de intelectualidade, todo mundo exalando cultura, etc e tal, já está começando a ficar entediante... vira o disco pfv!
    Abç,
    AHR
  • Emerson Luis  04/06/2016 11:54

    "Ou seja os donos deste site, que alias não deveria ter donos(...)"

    Um site que defende a propriedade privada não deveria ter donos?

    Estou começando a desconfiar que você não é fake e que sua disracionalidade é genuína.

    * * *
  • Ragnister  10/05/2016 17:59
    Se os robôs tomarem teu trabalho, surge alternativas como se especializar em operar e configurar estes tipos de robôs, ou se preferir você pode buscar um novo setor em crescimento. Para não esquentar a cabeça com isso, basta entender o porque é necessário estudar economia: Os desejos humanos são infinitos, mas sempre seremos limitados pela escassez dos recursos, inclusive pela falta de mão de obra. É por este motivo que em economias livres, o desemprego tende a zero.

    Eu só me pergunto se no futuro vão conseguir inventar um tipo de androide que substitua os seres humanos em todos os aspectos. É esta a preocupação que levará a sociedade a clamar para os "super heróis" estatistas a regulamentar o setor de robôs. Então eis que surge a "malvada" iniciativa privada que lutará pela autoregulamentação do setor, provando que criatura nunca derrotará criador.
  • a  10/05/2016 20:53
    Qualquer avanço deve ser incentivado.
  • Coeficiente 100%  10/05/2016 21:00
  • Renato  11/05/2016 00:22
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • anônimo  11/05/2016 09:19
    Vc ainda não desistiu desse scam?
    E foda-se a classe política, muito mais nocivos são os funças e eleitores.
  • Renato  11/05/2016 16:28
    Não, não desisti desse scam.

    Sim, foda-se a classe política e foda-se você se não gosta do meu comentário. É só passar direto por ele.
  • Anônimo Consistente e sem Superficialidades  15/05/2016 01:41
    Anônimo, seria muito importante tentarmos elevar o nível do nosso debate. A riqueza está justamente no contraditório das idéias. È isto que nos ajudará a crescer como sociedade. Utilizar termos xulos quando não se tem argumento não é razoável. Temos observado que os seus argumentos não prezam pela consistência e solidez necessários. São sempre bastantes frágeis e superficiais. Isto denota ausência de boa escola e pouca acolhida de literatura edificante. Aliás, você trabalha como carroceiro em que cidade?
  • anônimo  15/05/2016 22:25
    Precisa de argumento pra uma coisa óbvia dessas?
    Políticos são a consequência, o problema é a cultura, qualquer idiota sabe disso.
    E esse idiota fica aí repetidno essa besteira...'é só passar direito' o caralho, eu comento se eu quiser e se achar ruim, foda-se.Não sabe viver em liberdade não desce pro play.
  • Renato  16/05/2016 17:06
    Estou exercendo a minha liberdade de colocar o mesmo comentário quando e onde eu quiser. Os donos do site que decidem se ele deve ou não estar aqui, NÃO VOCÊ.

    Pelo visto quem não sabe brincar é você, criancinha anônima.

    E não me interessa o que você acha!

    Quem não se interessar pelo que eu estou propondo nos meus comentários, e MUITOS já estão me mandando emails interessados, não se incomodará com ele.

    Parece que somente a criança anônima se incomodou.
  • Anonimo Consistente e sem Superficialidades  18/05/2016 01:18
    Anonimo, seria importante que fossem escritas opiniões que enriquecessem o debate. O que vemos do seu lado são comentários críticos e ácidos mas sem fundamentação básica. Você já foi batizado como o nosso Rebelde sem causa. Critica tudo e todos, mas não consegue propor nada sensato e inteligente. Acreditamos que você não conseguiria administrar um galinheiro. A impressão é se dermos um deserto para você administrar, depois de 12 meses não haverá mais deserto.
  • Joao Ernesto  11/05/2016 00:47
    Se os robôs destruirem os postos de trabalho e o desemprego aumentar acentuadamente, quem compraria os produtos e serviços produzidos pelos robôs? Certamente só haverá lugar para a crescente robotização se houver demanda, e portanto mais empregos em atividades para atender os novos desejos, eliminando portanto qualquer risco à humanidade.
  • Rigoberto  11/05/2016 01:11
    Qual desemprego? Tanto a teoria quanto a empiria mostram que a automação gera empregos em número muito superior aos empregos perdidos pelo processo de automação. E isso é fato! É só olhar em volta: quantas pessoas estariam vivas hoje se a automação não tivesse baixado os preços e gerado as inúmeras oportunidades de serviço ao longo do século XX?

    Ademais, este seu raciocínio parte do princípio de que a economia é um processo estático, e não dinâmico. Nada mais errado.

    As pessoas que perderam seus empregos em uma determinada linha de produção, nada impede que elas levem seu conhecimento para outros setores, e possam trabalhar neles. Vivemos em um mundo de escassez, e não de abundância, o que significa que sempre haverá trabalho a ser feito. Sempre.

    Dizer que nunca mais haverá emprego significa dizer que nunca mais haverá nada a ser feito e nunca mais haverá demanda para nenhuma resolução de problemas. No dia em que chegarmos a esse ponto, estaremos no paraíso. Apertaremos botões e tudo surgirá, de comidas a carros e aviões.

    Recomendo fortemente este artigo, que aborda exatamente este seu temor:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131
  • Joao Ernesto  11/05/2016 02:46
    Recomendo mais atenção a interpretação do texto. O crescimento da automação depende da existência de demanda por produtos. Portanto, ela deve ocorrer pari passu com a criação de novos empregos, para que existam potenciais consumidores a atender. Assim o argumento de que a robotização diminuira os postos de trabalho em geral é uma falácia.
  • Filósofo do Futuro  11/05/2016 00:50
    Venho de um futuro apocalíptico em que o livre-mercado demitiu TODOS os funcionários públicos e criou uma tenebrosa ditadura do consumidor. No futuro do qual venho os artistas, professores universitários, radialistas e pensadores não têm vez. A população vive de luxos fúteis e são oprimidos pela escolha.

    No meu futuro os robôs de fato tomam todos os empregos. Aparentemente os empreendedores veem os custos (104% de encargos públicos) e riscos de ter funcionários se tornarem insuportáveis e incorrem em investimentos pesados e arriscados em maquinário. Assim como JÁ ocorreu na Argentina de Perón. É isso que o livre-mercado gera. Encarece a mão-de-obra com legislação trabalhista federal, regulações salariais e não proíbe as pessoas de cobrarem o quanto quiserem por seu trabalho. Absurdo.

    Felizmente os cientistas da Unicamp, em um último esforço heroico, congelaram o cérebro do Lula pouco antes de ter seus departamentos de economia substituídos por alguma útil.

    O mundo ainda tem esperança.
  • Ragnister  11/05/2016 01:45
    "No futuro do qual venho os artistas, professores universitários, radialistas e pensadores não têm vez"
    Quem conseguir gerar valor sempre terá vez no livre-mercado, este teu futuro é muito duvidoso.

    "A população vive de luxos fúteis e são oprimidos pela escolha."
    A população é oprimida por falta de escolha, o contrário não é opressão, mas sim liberdade, eu me admiro com a inversão de valores esquerdopata, ela é tão forte que faz as pessoas confundirem antônimos.

    "No meu futuro os robôs de fato tomam todos os empregos."
    Todos os empregos? Então a "burguesia" também virou robô, levando em conta que empregar também é um emprego.

    "É isso que o livre-mercado gera. Encarece a mão-de-obra com legislação trabalhista federal, regulações salariais e não proíbe as pessoas de cobrarem o quanto quiserem por seu trabalho."
    Livre mercado não possui legislação trabalhista federal, está confundindo liberdade e opressão de novo.

    "congelaram o cérebro do Lula pouco antes de ter seus departamentos de economia substituídos por alguma útil. "
    Hahahah estes economistas escolheram o cérebro errado

    "O mundo ainda tem esperança."
    Que venha economistas que não sejam keynesianos!


  • Fernando  11/05/2016 09:44
    Seria bom usar votação eletrônica para substituir o congresso nacional e as assembléias.

    A tecnologia ainda vai substituir a democracia representativa.

    Ainda falta ter mais confiança nos softwares de impressão digital e assinatura eletrônica, além do ipv6 para reservar um ip por propriedade. Isso deve trazer mais confiança na votação eletrônica.
  • Igor  11/05/2016 11:13
    Impressionante os comentários dizendo que a automação gera desemprego eternamente.

    Por favor, analisem a história e leiam o artigo (e outros indicados) antes de fazer esses comentários sem pé nem cabeça.

    Não falo do Capital Imoral, Filósofo e do Universitário. Esses sabemos que são fakes irônicos.




  • Confuso  12/05/2016 13:39
    Gostaria de entender uma coisa, muitos pessoas mais velhas costumam dizer que em epócas passadas, como no governo militar, era possível um para um pai de família encher 2, 3 carrinhos de supermercados sem problemas. Enquanto hoje, se um pai de família encher 1 carrinho de supermercado passará sufoco na hora do caixa ( o que é verdade, pois sou pai de família).


    Minha pergunta é, se a tendência do capitalismo é uma maior produtividade (não nego isso) porque a vida está ficando mais cara? porque antigamente era mais fácil sustentar uma familia grande (lembrando que antigamente a mulher não trabalhava e as familias eram cheias de filhos, enquanto hoje a mulher trabalha e o casal tem 1 ou 2 filhos).
  • Leandro  12/05/2016 14:51
    "muitos pessoas mais velhas costumam dizer que em epócas passadas, como no governo militar, era possível um para um pai de família encher 2, 3 carrinhos de supermercados sem problemas. Enquanto hoje, se um pai de família encher 1 carrinho de supermercado passará sufoco na hora do caixa ( o que é verdade, pois sou pai de família)."

    Essa é fácil.

    Antigamente, a carga tributária mal chegava a 15% da renda. Atualmente, chega a 40% da renda. Por uma questão de simples matemática, antigamente sobrava mais renda para as pessoas consumirem.

    Agora, o povo quer tudo "de grátis" do governo, certo? Querem saúde, educação, cultura, lazer, bolsas, subsídios, 39 ministérios, infinitas secretarias, cargos comissionados e o diabo a quatro. Pois é, isso tem um preço. E você acabou de descobri-lo.

    "Minha pergunta é, se a tendência do capitalismo é uma maior produtividade (não nego isso) porque a vida está ficando mais cara? porque antigamente era mais fácil sustentar uma familia grande (lembrando que antigamente a mulher não trabalhava e as familias eram cheias de filhos, enquanto hoje a mulher trabalha e o casal tem 1 ou 2 filhos)."

    Além do que foi explicado acima -- você acabou de descobrir que, ao contrário do que lhe foi ensinado, sustentar o governo não é barato --, há outro fator importantíssimo.

    O mercado de fato aumenta a oferta de bens e serviços. Isso é algo que você vê diariamente ao seu redor (como você próprio confessa).

    No entanto, o meio de pagamento que todos nós utilizamos para pagar por esses bens e serviços é um monopólio estatal.

    A moeda não apenas está totalmente sob o controle do estado, como o estado pode fazer o que quiser com ela. E o que ele mais faz é destruir seu poder de compra.

    Como conseqüência, os preços só aumentam, e com eles sobe o custo de vida.

    Os preços aumentam não por causa de ganância ou de falha de mercado. Os preços aumentam simplesmente porque o meio de pagamento utilizado para mensurar estes preços é um monopólio estatal, o qual é seguidamente desvalorizado pelo governo.

    Sendo a moeda um monopólio do governo, e estando o governo no completo controle da moeda, a qualidade dessa moeda (seu poder de compra) dependerá totalmente do gerenciamento que o governo dá à moeda.

    (Compare, por exemplo, como se comporta a inflação de preços na Venezuela e na Suíça).

    Preços em ascensão não denotam uma falha do mercado, mas sim uma falha do instrumento estatal que todos nós somos obrigados a utilizar. A doença é da moeda estatal e não do mercado.

    Logo, respondendo diretamente à pergunta, sabe por que os preços das coisas aumentaram tanto? Porque em 1994, quando real foi criado, a quantidade total de dinheiro existente na economia era de R$ 145,5 bilhões. Hoje, essa quantidade já é de R$ 5,6 trilhões. (Fonte: série temporal número 1843 do site do Banco Central)

    Isso dá um aumento de módicos 3.750% na quantidade de dinheiro. Se a quantidade de dinheiro na economia aumenta mais do que o aumento da quantidade de bens e serviços ofertados, o resultado óbvio será o aumento de preços dos bens e serviços. Há mais dinheiro perseguindo uma mesma quantidade de bens e serviços.

    Para que os preços dos bens e serviços se mantivessem relativamente estáveis desde 1994, seria necessário um aumento na produção de 445% desde 1994.

    O mercado pode até fazer milagres, mas não a esse ponto.


    Portanto, eis a resposta sucinta: carga tributária mais moeda sob controle do governo.

    E aí, ainda acredita que o estado é um ente benéfico e inócuo?
  • Felipe  12/05/2016 16:15
    Leandro,

    Qual a fonte que vc usou para obter uma carga tributária de 15% naquela época? Esse foi um excelente argumento.
  • Leandro  12/05/2016 16:51
    A fonte é a FGV:

    Página 127, as duas últimas tabelas, Receita Tributária Líquida:

    www.rep.org.br/pdf/16-7.pdf
  • Andre  12/05/2016 14:54
    O consumidor querendo consumir e o produtor querendo produzir, adivinhe quem está no meio dessa relação e impede a máxima eficiência dessa dinâmica.
  • Anonimo Consistente e sem Superficialidades  15/05/2016 03:08
    O fato é que vai faltar emprego. De tanto robo, os mais pobres serão marginalizados com condições de vida cada vez mais degradantes. Será o pior dos cenários, principalmente nos países que ainda mantém um alto índice de natalidade. Se hoje, a taxa de desemprego em algumas localidades do mundo ultrapassa 15%, imagine em um futuro com excesso de robótica.
  • Auxiliar  15/05/2016 18:58
    Você se autointitula "consistente e sem superficialidade". No entanto, faz um comentário totalmente superficial e sem nenhuma consistência.

    Quais são os seus argumentos para fundamentar essa sua crença na escassez de empregos?

    Perceba que "empregos" -- no sentido de "trabalho a ser feito" -- são, por definição, infinitos. Sempre haverá trabalhos e serviços a serem feitos.

    Apenas pare pra pensar: vivemos em um mundo de escassez. Nenhum bem ou serviço surge pronto do nada. Todos eles precisam ser criados e trabalhados. Um carro não surge do nada. É preciso trabalhar o aço, o alumínio, a borracha e o plástico que vão formá-lo. E esses quatro componentes também não surgem do nada. Eles precisam ser extraídos da natureza e/ou fabricados. O mesmo é válido para todos os outros bens de consumo que você possa imaginar, de laptops a aviões, passando por parafusos, palitos de dente e fio dental. Todos precisam ser trabalhados.

    Da mesma forma, o fato de você estar com fome não vai fazer com que uma pizza surja pronta na sua frente. Alguém precisa trabalhar para fazê-la. E os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza, por sua vez, também não surgiram do nada. Todos eles precisaram ser fabricados e/ou plantados e colhidos.

    Ou seja: não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Sendo assim, sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. Seja na fabricação de um bem de consumo, seja na prestação de algum serviço - nem que seja a limpeza de uma janela, a troca de uma lâmpada ou a limpeza de algum banheiro.

    Donde chegamos ao ponto principal: por que há, hoje, uma escassez de emprego se há uma infinidade de trabalho a ser feito?

    Ora, esse descompasso só pode ser causado por algum tipo de interferência no mercado -- isto é, na arena onde a demanda por bens e serviços e a oferta de mão-de-obra para executá-los se equilibram.

    Quando os austríacos dizem que num livre mercado genuíno não haveria desemprego involuntário, eles estão se baseando justamente no fato de que vivemos em um mundo de escassez onde sempre há algum trabalho a ser feito.

    Por exemplo, num mercado totalmente desregulado, você acharia facilmente alguém disposto a lhe pagar -- sem medo da justiça trabalhista -- para trocar uma lâmpada ou limpar uma janela diariamente.

    Entretanto, na nossa realidade, as coisas são diferentes. Você não tem nem a opção de varrer o chão do McDonald's de graça, pois o gerente morreria de medo de você entrar na Justiça do Trabalho contra ele.

    São exatamente as regulamentações que o estado impõe ao mercado de trabalho - encargos sociais (INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S) e trabalhistas (13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios), além do salário mínimo - que provocam esse descasamento entre demanda por trabalho e oferta de mão-de-obra.

    O que é mais curioso: como dito, a demanda por trabalho é infinita e a oferta de mão-de-obra é limitada. Em tal cenário, seria de se esperar um pleno emprego.

    Porém, as intervenções governamentais conseguem a proeza de inverter as coisas: a demanda por trabalho, antes infinita, passa a ser mais limitada que a oferta de mão-de-obra -- donde surge o desemprego.

    Para que um indivíduo ou uma empresa opte por oferecer um emprego para outro indivíduo, é preciso haver um incentivo para tal. Mas com todas essas complicações criadas pelo estado, os incentivos ficam cada vez mais exíguos. O empregador tem de mensurar todos esses custos contra os futuros benefícios que um empregado adicional pode lhe trazer.

    Os empregos serão criados apenas se houver oportunidades de lucro ou de melhoria de bem-estar (por exemplo, quando você contrata uma faxineira). Se ambos esses pré-requisitos não existirem, torna-se irracional gerar um emprego. Logo, qualquer medida governamental que eleve o custo do emprego não apenas irá impedir que novos empregos sejam criados, como também irá fazer com que muitos dos que já existem sejam destruídos. Qualquer medida que diminua o potencial de lucro advindo de uma contratação irá diminuir o número de oportunidades de trabalho criadas -- o que significa que a tributação dos lucros também é um fator essencial na capacidade de criação de empregos.

    Bom, e aí, qual o seu argumento?
  • Anônimo Consistente e sem Superficialidades  16/05/2016 00:28
    Caro Auxiliar, obrigado pelas suas considerações. A base realizada em textos fast-food sem conexão com a realidade é um retrato triste dos nossos dias. Teoria que não se conecta com a história e a realidade presente tem o nome mais apropriado: poesia. Imagino a dificuldade de entendimento quando nossa educação não tenha sido das melhores e tivemos restrito acesso à livros em nossa adolescência, fase em que nosso cérebro está em plena construção de conexões.Fica bastante difícil depois para que tenhamos um entendimento mais amplo dos fatos. Os dados são evidentes em toda cadeia mundial: dos países ricos aos mais pobres o desemprego será acentuado nos próximos anos. Joseph Stlitz - perdõe-me, como você nunca ouviu falar tenho que apresentá-lo, ganhador do Nobel de economia -, através de levantamento do indíce de natalidade versus produtividade, vislumbra que o número de desemprego mundial nos próximos 40 anos atingirá 35%. Segundo ele, isto se deve à robotização da economia. Juntamente com mais 50 economistas de vários países, o estudo apresenta em termos "factors Intregwet" as estatíscas desde 1947 apresentando cada país segmentado por ramo de atividade mostrando a tendência da redução de postos de trabalho e incremento acentuado de desemprego. Outro estudo, da Universidade Columbia, encomendado pelo governo americano, conclue a mesma coisa que o trabalho conduzido por Stlitz. De posse deste estudo, o governo americano já concebe um plano para minimizar o problema. Não te indico os estudos pois imagino que você terá muita dificuldade de entendimento. Se você preferir posso indicar-lhe alguns textos básicos de economia e sociologia para que você seja iniciado na área.
  • Trabalho Online  16/05/2016 02:28
    Muito legal esse artigo. De fato as mudanças na sociedade, o aumento da tecnologia, pode causar uma preocupação quanto a faltar empregos e a substituição de trabalhadores por máquinas é um avanço inevitável, e também necessário. Mas a modernidade também traz novas oportunidades para quem as procura, para quem busca trabalhar de outras formas e fazer algo diferente. O que não muda e creio que nunca mudará é o fato de que o sucesso está ligado ao trabalho, e o trabalho precisa vir primeiro, e quanto maior o crescimento da nossa população também será maior a demanda para atender nossas necessidades, gerando novas formas de trabalho. Eu amo meu trabalho, e é um trabalho que não existia há alguns anos atrás e totalmente dependente da modernidade criada pela tecnologia humana, como o computador. Meu trabalho não existiria sem essa moderna tecnologia.
  • Will  23/05/2016 08:17
    A tecnologia na verdade criou muito mais empregos do que retirou.
  • Emerson Luis  04/06/2016 12:11

    Como explicou outro artigo do mesmo autor, o livre mercado destrói empregos ruins para poder criar empregos melhores.

    Observação: O senso de propriedade privada não é algo inventado e inteiramente aprendido culturalmente, é uma tendência biológica que faz parte da nossa infraestrutura genética.

    * * *
  • Pedro  26/10/2016 04:56
    achei interessante que o texto nao respondeu a pergunta principal:

    Já os robôs, ao reduzirem a necessidade de utilizar não apenas as mãos humanas, mas também o cérebro humano, podem realmente lograr tal façanha

    Se os srs gostam de exercicios filosoficos e nao dados concretos (quem disse que o numero de empregos gerados pela robotizacao ira compensar os empregos retirados? por ex, cade os numeros?)


    me respondam entao ao seguinte exercicio:

    E quando desenvolverem robos que conseguem fazer de maneira mais eficiente e mais barata atividades mundanas que atualmente tomamos como certas? Se vcs deixaren a imaginacao fluir, voces podem ver que praticamente 100% das funcoes atualmente podem ser subsituidas por robos. Podemos ter ate robos que desenvolvem robos. Robos que consertam robos. Faxinar, cozinhar, dirigir, servir e outras profissoes mundanas vao ser varridas rapidamente. Mas mesmo aquelas que dizem ser "complexas" podem ser substituidas por robos. Mesmo que vc nao consiga efetivamente substituir com 100%, se vc substituir 90% das profissoes, eh um numero cavalar. Se desses 90%, 10% sejam necessarios para programar novos robos, ainda temos 80% de empregos que viraram pó.

    ou seja, pela 1a vez A MENTE humana pode ser desnecessaria. Isso eh oq eh completamente diferente das outras revolucoes.

    e ai, como fica a divisao do trabalho? a desigualdade? teremos donos de robos que geram todo a capital do mundo e a maior parte da populacao sem poder entrar nesse mercado (vai la desenvolver um robo sem educacao para isso, vai)

    Claro que isso deve demorar um certo tempo. MAs ja comecamos a ver pequenos efeitos disso acontecem, como a alta taxa de desemprego que vivemos. E, pelo menos para os empregos mundanos, a revolucao vai ser RAPIDA.

    Se forem me responder, por favor sem esse papo que "novos empregos surgirao", sem mostrar um misero dado. Quero evidencias concretas que de alguma maneira a sociedade se reequilibrara.
  • Aleixo  26/10/2016 22:44
    Ué, como os robôs irão ser artistas de cinema e televisão, cineastas, instrutores de ioga, chefs e empreendedores do ramo de tecnologia? Como os robôs serão YouTubers, consultores de moda, fashion designers, apresentadores de programas de entretenimento televisivo, consultor de marketing, experimentador de hotéis de luxo, testador de camas, testador de alimentos e bebidas, investidores profissionais, professores de investimento, guias turísticos, testadores de tobogãs, "instagramers" profissionais etc?

    Aqui:

    A evolução tecnológica criou empregos que ninguém jamais imaginou - saiba aproveitá-la

  • Pedro Campos  27/10/2016 12:22
    Sim, robôs podem ser tudo isso. Atualmente não, mas não precisa ir muito longe para fazer um exercicio mental que eles possam fazer tudo isso.

    Mas eu quero ver vc ter uma economia baseada em Youtubers, consultores de moda etc etc. Essas são profissões que precisam de publico para vingarem. Não dá para todo mundo ser isso. Imagina um mundo em que todos são DJ? Todo mundo gerando conteudo para todo mundo? quantos consultores de moda por habitante temos atualmente? vc realmente acha que existe espaço para consultor de moda ser uma profissão padrão?

    Mas no limite sim, eles podem ser tudo isso. E ai?
  • Gomes  26/10/2016 22:48
    "Mas ja comecamos a ver pequenos efeitos disso acontecem, como a alta taxa de desemprego que vivemos"

    Oi?! A alta taxa de desemprego no Brasil é causada por robôs?! Puxa, obrigado pela informação... E eu achava que era por causa disso.

    Gostei também da informação de que os robôs anularão o cérebro humano. No Brasil, isso é uma necessidade urgente.
  • Pedro Campos  27/10/2016 12:18
    Eu falei de Brasil? Isso estou falando da alta taxa de desemprego padrão no mundo civilizado. A automatização já está tirando alguns empregos. A medidas que novos surgem, muito mais outros são cortados. A conta não fecha.

    oglobo.globo.com/economia/tecnologia-pode-acabar-com-5-milhoes-de-empregos-no-mundo-ate-2020-18498564

    Podem ler a reportagem. 5 milhoes de empregos perdidos, 2 milhoes de empregos gerados.
  • Pedro   28/10/2016 01:31
    Não estava falando do desemprego no Brasil, e sim do mundo ocidental civilizado em geral. Pelo visto eu não posso colocar links aqui, mas se vc for mo Google vc vai achar q a relação entre empregos criados pela tecnologia e emprego extintos está longe de 1 pra 1.

    Nos último ano, 5 milhões de empregos foram extintos e apenas 2 milhões foram criados.

    Mas não vamos nos apegar ao presente, aonde a tecnologia não eh realmente um problema sério, na real eh uma benesse.

    Façam o exercício mental q propus antes sobre o futuro e me digam oq acham sobre AI aplicada em massa e os empregos
  • Rodrigo Fabbio  04/08/2017 18:24
    Muito se fala sobre substituir o trabalho humano por robôs, algumas matérias mostram inclusive as profissões que mais correm esse risco como essa: porque.uol.com.br/qual-a-chance-de-um-robo-roubar-o-seu-emprego/

    Mas me vieram algumas dúvidas. Qual seria o custo energético dessa substituição? Imaginando que todos os profissionais venham a ser substituídos por robôs acredito que grandes quantidades de energia serão necessárias, logo me parece que o aumento no consumo de energia vai aumentar muito. Acredito que o trabalho humano tenha um consumo de energia menor. Será que essa substituição é realmente viável?
  • Joel  04/08/2017 19:24
    Quem vai decidir se é viável ou não é o consumidor. Se o consumidor demandar essa mudança é premiar aquele que a fizer, assim será.

    E se a redução dos custos for maior que a queda nos preços (caso haja queda nos preços), então sempre será viável.

    Eis o meu artigo favorito sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2613
  • Ex-microempresario  04/08/2017 23:15
    Não se preocupe, Rodrigo. Um robô movido a energia elétrica é muito mais eficiente que um ser humano em termos energéticos. Além disso, o caminho da energia eletrica é direto da produção ao consumo. No caso humano, vc precisa de energia para plantar diversos vegetais, processá-los, embalar, transportar, armazenar, transportar de novo, tudo isso para o corpo humano aproveitar apenas 20% do conteúdo energético total.

    Além do mais, a maior parte da energia utilizada hoje vai para transporte e produção de calor, tanto para residências e comércio como para uso industrial (produção de aço e de cimento são enormes consumidores de energia).


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