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A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

A contínua revolta contra "os ricos" e os seguidos clamores para se confiscar uma substantiva fatia de sua riqueza baseiam-se no velho princípio marxista de que há uma pequena minoria de abastados vivendo à custa da exploração da esmagadora maioria da população.

Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência.

No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido "os ricos" de forma geral.

A óbvia solução sugerida é que o governo simplesmente confisque a riqueza dessa minoria abastada e a redistribua para os mais pobres — o fato de que os burocratas que fazem a redistribuição é que irão ficar com a maior parte do dinheiro confiscado será aqui ignorada, pelo bem do debate.

Por esse raciocínio, o confisco da riqueza e dos ativos dos ricos, e sua subsequente redistribuição para os mais pobres, não apenas seria benéfica para os pobres, como ainda seria um arranjo mais belo e moral do que continuar permitindo que os ricos sigam utilizando sua riqueza apenas em benefício próprio, uma vez que os ricos nada mais são do que indignos e gananciosos capitalistas exploradores. 

Tal raciocínio — cada vez mais compartilhado por intelectuais, por acadêmicos, por artistas e até mesmo por alguns setores da mídia — é típico daquelas pessoas que enxergam o mundo através de uma lente intelectual totalmente inapropriada para a vida sob o capitalismo e sua economia de mercado.  Tais pessoas vêem o mundo como se este ainda fosse igual àquele de há alguns séculos, quando era povoado por famílias autossuficientes que viviam da agricultura de subsistência, cada uma produzindo para consumo próprio, sem nenhuma ligação com um mercado de compra e venda de bens e serviços.

Naquele mundo, quando alguém via uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais de carga, e perguntava a quem tais meios de produção serviam, a resposta é "ao agricultor e sua família, e a ninguém mais".  Naquele mundo, à exceção de algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuíam meios de produção não podiam se beneficiar dos meios de produção existentes, a menos que eles próprios de alguma maneira também se tornassem proprietários de meios de produção.  Eles não podiam se beneficiar dos meios de produção de terceiros, a menos que os herdassem ou os confiscassem.

Justamente por manterem esta visão de mundo, os intelectuais e ativistas de hoje imaginam os capitalistas como homens obesos, cujos pratos estão repletos de comida enquanto as massas de assalariados têm de viver à beira da fome.  De acordo com essa mentalidade, a redistribuição de riqueza seria simplesmente uma questão de retirar a comida do prato transbordante dos capitalistas e redistribuí-la para os trabalhadores esfomeados.

Mais ainda: para os intelectuais e ativistas de hoje, os ativos dos ricos estão ou na forma de dinheiro "parado nos bancos" ou na forma de ativos imobilizados que geram benefícios exclusivamente para os próprios ricos. 

Segundo essa visão de mundo, os meios de produção que estão em posse dos capitalistas ricos — fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral — possuem essencialmente a mesma característica dos meios de produção das famílias agrárias autossuficientes: beneficiariam apenas os seus proprietários.

Porém, a realidade do mundo moderno é exatamente oposta: em primeiro ligar, a riqueza dos capitalistas na forma de dinheiro configura uma ínfima fatia; em segundo lugar, e mais importante, a riqueza dos capitalistas não apenas está predominantemente na forma de meios de produção, como também esses meios de produção estão empregados na produção de bens e serviços que são vendidos no mercado.

Em total antagonismo às condições das famílias agrárias autossuficientes — cujas posses de fato beneficiavam exclusivamente apenas elas próprias —, os beneficiários dos meios de produção dos capitalistas são todos os membros do público consumidor em geral, que compram os produtos dos capitalistas.

Por exemplo, sem ser dono de uma única ação de alguma grande montadora (GM, Daimler, Ford, BMW, Scania, VW, Toyota, Volvo) ou de alguma petrolífera (Exxon Mobil, BP, Shell, Chevron), qualquer pessoa em uma economia capitalista que compre os produtos destas empresas se beneficia de seus meios de produção: o comprador de um automóvel da Ford se beneficia da fábrica da Ford que produziu aquele automóvel; o comprador da gasolina da Shell se beneficia de seus poços petrolíferos, oleodutos e caminhões-tanque.

Adicionalmente, também se beneficiam destes meios de produção todas aquelas pessoas que compram produtos de pessoas que utilizam produtos da Ford ou da Shell. Por exemplo, os clientes dos supermercados cujos produtos foram entregues em caminhões feitos pela Ford ou abastecidos com diesel produzido nas refinarias da Shell se beneficiam da existência da fábrica de caminhões da Ford e das refinarias da Shell. 

Mesmo aqueles que compram produtos dos concorrentes da Ford e da Shell, ou que compram produtos de pessoas que utilizam os produtos dos concorrentes da Ford e da Shell, se beneficiam da existência dos meios de produção da Ford e da Shell: afinal, os meios de produção da Ford e da Shell aumentam a oferta de bens, o que pressiona seus concorrentes reduzirem os preços (ou a não aumentá-los, ou a aumentar menos do que poderiam caso não houvesse essa concorrência) de seus bens.

Igualmente, os meios de produção da Apple, da Microsoft, da Google, da Uber, da Caterpillar, da Alpargatas, das siderúrgicas, das companhias aéreas, dos pecuaristas, do agronegócio, das fabricantes de alimentos, das empacotadoras de alimentos, das cervejarias, de todas as fábricas e indústrias, de todos os atacadistas e varejistas, de todos os comerciantes e provedores de serviços beneficiam diretamente todos aqueles que adquirem seus bens e serviços e os bens e serviços dos concorrentes.

Em outras palavras, todos nós, 100% de nós, nos beneficiamos da riqueza dos odiados capitalistas.  Nós nos beneficiamos sem que nós mesmos tenhamos de ser capitalistas.  Os críticos do capitalismo são literalmente mantidos vivos em decorrência da riqueza dos capitalistas que eles odeiam.  Como demonstrado, os campos de petróleo e os oleodutos das odiadas corporações petrolíferas fornecem o combustível que movimentam os tratores e os caminhões que são essenciais para a produção e a distribuição de comida que os críticos comem. 

Aqueles que têm ódio dos capitalistas e querem confiscar sua riqueza simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência.

Os benefícios que os meios de produção dos capitalistas trazem aos meros mortais que não são proprietários dos meios de produção se estendem não apenas aos compradores dos produtos fabricados por esses meios de produção, mas também aos vendedores da mão-de-obra que é empregada para trabalhar com esses meios de produção.  Não houvesse os meios de produção dos capitalistas, não haveria empregos assalariados em massa.

A riqueza dos capitalistas, em outras palavras, é a fonte tanto da oferta de produtos que os não-proprietários dos meios de produção compram, como também da demanda pela mão-de-obra que os não-proprietários dos meios de produção vendem.

Donde se conclui que, quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra.  Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos.

Nada pode ser mais benéfico para o interesse próprio do cidadão comum do que viver em uma sociedade repleta de capitalistas multibilionários e suas grandes empresas, todos ocupados utilizando sua vasta riqueza para produzir bens e serviços que este cidadão irá comprar e para disputar a mão-de-obra que ele irá vender.

Não obstante tudo isso, o críticos do capitalismo desejam um mundo no qual os capitalistas bilionários e suas grandes empresas foram completamente banidos e substituídos por pequenos e pobres produtores, que não seriam significativamente mais ricos do que eles próprios, os críticos — o que significa que todos seriam pobres.

Eles creem que, em um mundo com tais produtores — produtores que não possuem o capital necessário para produzir quase nada, muito menos para conduzir a produção em massa dos produtos tecnologicamente avançados do capitalismo moderno —, eles irão de alguma forma estar economicamente em melhor situação do que estão hoje.

Obviamente, tais críticos e manifestantes não poderiam estar mais iludidos.

Além de não perceberem que a riqueza dessa ínfima minoria é o pilar do padrão de vida da esmagadora maioria, o que tais pessoas também não percebem é que a "ganância" daqueles que se esforçam para fazer parte da ínfima minoria — ou que se esforçam para ampliar sua posição dentro dela — é o que faz com que o padrão de vida da esmagadora maioria seja progressivamente aumentado.



autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Rodrigo  26/04/2016 15:52
    Oi Leandro,

    O que você dessa mudança na política do yuan?

    www.investing.com/analysis/continued-financial-market-deterioration-impacts-gold-eagle-sales-in-a-b-200126094

    Abraço!
  • Leandro  26/04/2016 16:46
    Não entendi muito bem qual é a deles.

    Do que adianta criar uma moeda "lastreada em ouro" (coloquei entre aspas porque não sei o que eles realmente querem dizer com "lastreada") se ela é, por ordens do próprio governo, inconversível em qualquer outra moeda, inclusive em dólar?

    Isso é uma maneira de fomentar uma forma de escambo. Aliás, seria uma espécie de sonhos dos nossos desenvolvimentistas: uma moeda que não pode ser utilizada para adquirir dólares e com isso importar bens. Uma ideia perfeitamente protecionista. Que ninguém copie essa ideia por aqui.
  • Henrique Zucatelli  26/04/2016 19:00
    Boa tarde Leandro!

    Aproveitando o "gancho cambial", sempre quis te perguntar sobre algo dentro do Currency Board.

    Em um artigo passado, foi citado que nesse regime os bancos poderiam continuar trabalhando normalmente com reservas fracionárias.

    Como funcionaria isso, partindo do pressuposto que a base monetária se contrairia ou expandiria conforme o fluxo de moedas/commodities?

    Se os bancos continuarem trabalhando com reservas fracionárias, não iriam aumentar a base, diluindo novamente o valor da moeda?

    Confesso que fiquei bem confuso.
  • Leandro  26/04/2016 22:39
    "nesse regime [Currency Board] os bancos poderiam continuar trabalhando normalmente com reservas fracionárias."

    Correto.

    "Como funcionaria isso, partindo do pressuposto que a base monetária se contrairia ou expandiria conforme o fluxo de moedas/commodities?"

    Você próprio acabou de responder: entra moeda estrangeira, base monetária se expande, taxas de juros caem, crédito fica mais barato, há expansão monetária (aumento de M1, M2, M3, M4).

    E vice-versa.

    "Se os bancos continuarem trabalhando com reservas fracionárias, não iriam aumentar a base, diluindo novamente o valor da moeda?"

    Não tem como diluir o valor da moeda, pois o valor da moeda está claramente definido: 1 real vale, por exemplo, 1 dólar.

    Se algo vale -- de maneira fixa e irreversível -- 1 dólar, então o poder de compra será igual ao de um dólar.

    Essa é a mágica do Currency Board, e é por isso que ele aniquila carestias literalmente da noite para o dia: sob um CB, a moeda deixa de ser algo totalmente flutuante e sem nenhum valor inerente, e se torna algo muito bem definido. Se a moeda se torne uma cópia do dólar, então seu poder de compra será idêntico ao do dólar.

    Não há como haver hiperinflação nesse arranjo. Se houvesse uma brutal expansão monetária, e isso pressionasse os preços no mercado interno, as pessoas simplesmente iriam importar esses mesmos bens, que estariam mais baratos. Ato contínuo, essas importações reduziriam a base monetária e isso arrefeceria totalmente a expansão do crédito.

    Não há arranjo melhor.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Fernando  27/04/2016 11:14
    Essa questão do dólar é fundamental. Uma variação dólar pode mudar o poder de compra na mesma proporção da taxa de câmbio. Alguém que ganha 3600 reais por mês, nos padrões atuais pode ter uma variação de salário entre 800 dólares e 3600 dólares.

    Um brasileiro que ganha 3600 reais, na verdade está ganhando menos de 1000 dólares por mês. Ou seja, um salário de pobre em países com moeda valorizada. Para alguém ter um salário razoável de 3000 dólares por mês, em reais seria necessário ter um pagamento de 10000 por mês.

    Enfim, em uma economia desenvolvida é impossível ter moeda desvalorizada.
  • Henrique Zucatelli  27/04/2016 13:43
    Agora entendi perfeitamente!

    Realmente, não há arranjo melhor!

    Obrigado grande Leandro!
  • Alexandra Moraes  26/04/2016 16:03
    O velho e superado princípio marxista afirma que há uma minoria de ricos vivendo à custa da exploração da esmagadora maioria da população.
    Acredito que este princípio desconsidere que quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra. Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos.
  • Políbio  26/04/2016 16:22
    Vale também ressaltar que o empresário detentor do capital corre mais riscos do que o trabalhador comum. Por conta de alguma condição desfavorável da economia, o empresário pode da noite para o dia perder todo o dinheiro. E, se a empresa tem prejuízos, é apenas ele que arca com isso. Os salários dos empregados se mantêm impávidos.

    Aliás, é engraçado: sindicatos exigem participação nos lucros, mas não querem nem saber de participação nos prejuízos. Querem só o doce da rapadura, e não mastigar.
  • Ordnave  26/04/2016 20:46
    Gostaria de saber um pouco mais sobre esta comparação dos riscos... especialmente destes mega-ricos dos quais fala o artigo.
    Realmente crees que alguém botar dinheiro em jogo é mais arriscado que um trabalhador que, na maioria das vezes, se arrisca em um transporte público ridiculamente ruim, em condições de trabalho idem?
    Quem tem uma chance maior de morrer, por exemplo? O que seria mais importante neste caso - perder dinheiro ou uma vida? (Considerando novamente este mega-ricos que, convenhamos, quando quebram, ficam "só" com alguns milhões...)
  • mauricio barbosa  27/04/2016 00:25
    Ordnave

    Estou perdendo a paciência com estes sujeitos que chegam aqui neste oásis de sabedoria com a arrogância de querer provar suas teses furadas de coitadismo do trabalhador e malvadeza do patrão por puro preconceito marxista,incutido por professores socialistas boçais,na realidade sindicalistas disfarçados de professores,pois todo ano é a mesma lenga-lenga de greve e tal e não vejo frases chamando os governantes de malvado,eu só vejo os chavões anti-partido,mas anti-estado malvadão nada é falado,portanto não invejais os ricos,mas sim admirai-os se forem honestos,pois se forem desonestos ai já é caso de polícia o que não tem nada a ver com a condição sócio-econômica do mesmo.

    Socialistas acordem para a realidade,parem de viver em torre de marfim,o mundo está ai para ser desbravado,como diz o sábio francês Antoine Lavoisier"na natureza nada se cria,nada se perde,tudo se transforma."Faça uma transformação em vossos pensamentos e verão que rico ou pobre,você pode ser feliz e que miséria é que é sofrimento e se tem uma coisa que governante socialista é especialista,isso se chama distribuição de miséria,portanto viva o livre-mercado e abaixo toda forma de estatismos.

    OBS: Os ricos também são vítimas fatais de transito caótico em nossos grandes centros urbanos e em estradas rurais.
  • mauricio barbosa  27/04/2016 12:23

    Ordnave

    Ricos também morrem no transito caótico nosso de cada dia,e quanto aos"só com alguns milhões..." que sobram de uma possível falência de um rico qualquer,isso se chama prudência,ou seja ele não coloca"todos os ovos na mesma cesta" ditado e pratica milenar,sem falar na narrativa bíblica em que José,vulgo José do Egito,servo do Deus altíssimo interpreta o sonho do Faraó,mostrando-lhe que haveria "sete anos de fartura e sete anos de seca e fome",ou seja a solução do problema seria estocar os grãos da época de fartura para serem consumidos na época de seca e fome,fora outros exemplos de que "o homem previdente vale por dois".

    Ordnave deixa o preconceito(INVEJA DE RICO)e o coitadismo de lado e aprenda aqui no IMB o que é economia,agora se você for mais um MAV petista ou um troll,eu te dou um "TCHAU QUERIDO"para tu.
  • Ordnave  27/04/2016 19:46
    Realmente, um pedreiro corre os mesmos riscos de um empresário do setor de construção civil no seu dia-a-dia.
    Se começarmos dessa premissa, toda e qualquer análise cai por terra e nem vale a discussão.

    Ps. acho que já passamos a fase de responder qualquer comentário contrário xingando alguém de petista. Atenha-se à argumentação da discussão, por favor.
  • mauricio barbosa  28/04/2016 00:30
    Ordnave

    "...Realmente, um pedreiro corre os mesmos riscos de um empresário do setor de construção civil no seu dia-a-dia.
    Se começarmos dessa premissa, toda e qualquer análise cai por terra e nem vale a discussão."

    Pode não correr os mesmos riscos,mas o objetivo é o mesmo,conseguir a renda,quer o nome disso seja,lucro,salário,proventos,diária,enfim não importa a denominação,o objetivo é o mesmo...

    "...Ps. acho que já passamos a fase de responder qualquer comentário contrário xingando alguém de petista. Atenha-se à argumentação da discussão, por favor."

    Não xinguei,apenas fiz uma afirmação,estou sem paciência com comentários de coitadismo e vitimismo(Estude isso em sociologia e psicologia social),pois em economia são premissas falsas,trocas voluntárias pressupõem agentes econômicos bem-informados,por isso a educação de um povo é fundamental e pena que as escolas padrão-Mec são antros de doutrinação estatista-marxista,pois se estivesse ensinando Educação financeira e a verdadeira economia que é a escola austríaca,nós não estaríamos aqui nos engalfinhando,apesar de debates serem úteis em nossas vidas,enfim Ordnave não tenho como objetivo ofender e xingar ninguém que pense diferente de mim,é só impaciência mesmo.
  • Edujatahy  28/04/2016 10:50
    Qual risco "de vida" é maior (já que claramente a estratégia vitimista da esquerda foi fugir do assunto):
    Ser um pedreiro em uma cidade grande ou um caçador na selva?
  • Ordnave  28/04/2016 11:16
    Não entendi sua colocação relacionada ao objetivo - justamente pelo objetivo ser o mesmo, é que a comparação entre os riscos sofridos pelos dois é válida. Ainda não respondeste meu argumento...

    Quanto ao coitadismo, vejamos quem é mais coitadista: um empresário milionário que chora ao perder (parte de) seu dinheiro, ou um pedreiro que se fode todo dia por uma miséria, e quando perde o emprego tem um risco enorme de literalmente ficar sem ter o que comer?

  • Alex Ranauro  29/04/2016 21:02
    A questão aqui é de perspectiva.

    Imagina dois pedreiros que ganham a mesma coisa. Agora um deles resolve juntar dinheiro para abrir um bar enquanto o outro gasta para consumo imediato, ou seja, melhorar a vida agora. O pedreiro que guardou fez um sacrifício para consumir mais no futuro. Ele conseguiu durante 10 anos juntar dinheiro suficiente para construir o bar, contratar duas atendentes, uma cozinheira e para a compra de mercadoria. O bar começa a funcionar e ele passa a ganhar 3 vezes mais que o outro pedreiro que continua ganhando a mesma coisa.

    RESUMINDO: o atual dono do bar tem mais risco que o outro pedreiro porque ele está arriscando todas as suas economias no negócio; se o negócio der errado ele simplesmente jogou 10 anos de sua vida produtiva fora enquanto o outro não. Assim, pessoas somente empreendem se compensar o risco de abdicar de consumir agora para consumir mais no futuro; e se todos empreenderem, todos teremos mais bares, barbearias, lojas, etc.

    O problema é que vendo um "super rico" fica a impressão de que ele não juntou esse dinheiro com o trabalho dele; mas se ele não juntou, sua família juntou e não há justificativa moral para tirar o patrimônio que a família dele juntou para deixar para seus filhos pois se foram eles que produziram riqueza ajudando a sociedade a crescer eles fazem o que quiserem com a riqueza que eles produziram.

    O que site propõe exaustivamente é que muitas pessoas se utilizam do estado para acumular a riqueza produzida pelos outros via confisco (tributo) ou indiretamente por privilégios concedidos; nesse caso é injusto mesmo e prejudicial para sociedade pois a sociedade não cresce ao não se incentivar o empreendedorismo, mas sim o parasitismo.

    Se esse argumento não convence, considerando que sua pergunta tem um viés socialista, pense que se o novo dono do bar falir quatro pessoas perderão o emprego (duas atendentes, a cozinheira e o dono do bar) enquanto o outro pedreiro só perde o emprego dele; ou seja, mesmo do ponto de vista socialista é mais risco para a sociedade; a não ser que considere aquele socialismo, já enterrado por não funcionar mesmo, no qual o estado toma para si todos os meios de produção; mas aí já é outra história ...
  • mauricio barbosa  29/04/2016 23:06
    Alex Ranauro

    A União Soviética se tornou uma potência econômica na década de 30 até a década de 80,por causa do stalinismo que junto com o maoismo foram os piores tipos de socialismo que já foram praticados na face da terra,pois um destruiu o povo com a fome o outro com seus gulags na sibéria,mas voltando a vaca fria,o stalinismo fez a economia soviética avançar por uma razão muito simples,só podia ser parasita os membros do partido comunista,enquanto o resto da população vivia sob a ameaça de trabalhos forçados,pois ou iria para os gulags que funcionava para confinar dissidentes políticos e cidadãos que não queriam trabalhar,ou trabalhava para o estado soviético e com essa política terrorista ele conseguiu aumentar a produtividade da mão de obra soviética,tudo isso na base na ameaça do chicote,da prisão e escravização da população ele fez a União Soviética dar um salto econômico que impressionou o mundo,mas tão logo o carniceiro do Stalim morreu,seu sucessor Nikita khrushchov denunciou a farsa e os crimes dele e mandou fechar os gulags e os professores sociopatas escondem esses fatos dos alunos do ensino médio e até mesmo do ensino superior em alguns casos dourando a pílula,ou seja o socialismo para dar certo só mesmo na base do totalitarismo e escravização da população,mas até certo ponto,pois ou o líder morre (Caso de Stalim)ou o povo o destitui(caso de Nicolae Ceausescu),pois ninguém aguenta ser escravo o resto da vida,portanto abaixo o socialismo essa doutrina podre e maldita e viva o capitalismo de livre-mercado muito bem abordado por você,onde o pedreiro empreendedor gera emprego e renda com as economias ganhas honestamente(Com o suór do seu rosto como diz a Bíblia),ao contrário de bolsitas malandros e empresários mamadores do Bndes,enfim esse ORDNAVE está mais para troll ou petista do que para debatedor sério e só tem espaço aqui por que defendemos a causa da Liberdade e da Justiça e não essas falácias socialistas do coitadismo...

    Um abraço Alex Ranauro e vamos unir forças para desnudar essas falácias marxistas,que podem ser belas no papel e nas boas intenções,mas na pratica é um fracasso retumbante.
  • Ordnave  02/05/2016 10:16
    @ Alex Ranauro
    Primeiro de tudo, agradeço pela resposta sem xingamentos e provocações.

    São pontos muito importantes sim, e achei muito interessante a perspectiva de risco da sociedade como um grupo, não de um só indivíduo. Pode chamar de viés socialista ou o que quer que seja, mas da mesma maneira que as liberdades se sobrepõem, o mesmo vale para os riscos. Meu único comentário em relação a este argumento é que uma pessoa que decide utilizar o dinheiro 'só para si' também está acionando uma cadeia de acontecimentos que gera, mesmo que indiretamente, empregos nas empresas dos produtos que este vai comprar.

    Conforme frisei em todos meus comentários, sempre me referi à empresários milionários e super-ricos (conforme o tema da reportagem). Concordo plenamente que pequenos empresários são praticamente heróis, principalmente no Brasil. Ganhar algumas vezes mais que seus empregados, com o risco que estes empresários correm, ao meu ver é absolutamente correto.
    Mas aí a alguém ganhar 300, 400 vezes mais que os seus empregados, enquanto, no pior dos casos, vai ter sua fortuna diminuída em caso de quebra, não faz sentido algum.
  • mauricio barbosa  02/05/2016 19:44
    kkkkkkkkkkk!!! Empresário ganhar 400 vezes o que os empregados ganham é um absurdo na cabeça oca desse troll socialista,que eu irei com gosto refutar todas as tolices que ele postar,Ordnave vai pastar e pare de falar bobagens.

    Na sua cabeça oca de socialista enrustido tudo que o empresário faz está errado,então pare agora mesmo de usar seu computador feito por um megaempresário malvadão e explorador que você incoerentemente abomina,seu puxa-saco do PT....
  • Ordnave  03/05/2016 09:59
    @mauricio barbosa
    Triste tu perderes teu tempo vindo acá para fazer este tipo de comentário. Não vou baixar ao teu nível. Abraços.
  • Alex Ranauro  02/05/2016 19:57
    Quem utiliza o dinheiro "só pra si" certamente move a economia, mas ele não aumenta o número de fábricas, maquinas, caminhões, etc; ou seja, os meios de produção. Para ele comprar produtos alguém tem que produzir. Somente investimentos em meios de produção garante mais produtos, de maior qualidade e mais baratos; e somente investe em meios de produção quem considera valer a pena o risco. Um mega rico não tem bilhões na poupança. A fortuna dele não é dinheiro. Praticamente tudo que ele tem são meios de produção. Se você confiscar os meios de produção dele e dividir entre toda a população o que iria acontecer? Como você mesmo disse, existem pessoas que só usam para si, não têm espirito empreendedor; muitas iriam vender a sua parte para usar de imediato o valor, e nesse caso a produção cairia e todos ficariam mais pobres.

    No mais, seu argumento é incoerente. Se o nosso pedreiro vender o bar e decidir que o ramo dele é a construção civil e construir um império ganhando 300 vezes mais passa a não fazer mais sentido? Ora, se ele ganha 300 vezes mais é porque ele está organizando uma empresa e construindo milhares de casas e beneficiando milhares de pessoas. Porque ninguém mais se arrisca no mesmo ramo que ele se é tão lucrativo? Na verdade, se for tão lucrativo assim, outras pessoas entrariam no ramo e fariam os preços caírem; salvo se o mercado não for livre.

    Socialistas e capitalistas querem a mesma coisa: o progresso, diminuição da pobreza, justiça social, etc. Só discordam da forma como conseguir isso. A prática e uma boa análise econômica comprovam que socialismo é sinônimo de muita pobreza e servidão, e por isso as pessoas do site se irritam com comentários socialistas. Digamos que existir mega ricos seja mesmo injusto, qual a sua solução para isso? Todos nós queremos muito saber. Mas uma ideia que realmente funcione.

    Por fim, não importa pra mim se o computador que uso, a comida que compro ou a roupa que visto foi produzida por um mega rico; o que importa é que eu possa compra-las; como disse, o importante é fazer a coisa toda funcionar.
  • Ordnave  03/05/2016 09:58
    Novamente, meu argumento é em relação ao risco. Não creio que meu argumento seja incoerente - simplesmente entendo perfeitamente que algum nível de igualdade é totalmente necessário, aceitável e saudável, porém no momento em que alguém ganha 300 vezes mais que outra pessoa, e a única coisa que está arriscando é dinheiro, sendo que no caso de quebra da empresa, esta pessoa ainda vai ter dinheiro, enquanto os empregados terão uma reserva de 1 ou 2 meses, eu não vejo a distribuiçaõ de risco como sendo coerente.

    O argumento de que 'se é tão lucrativo, outras pessoas iriam se arriscar também, e com a competência os lucros e preços iriam diminuir' é uma falácia. A assimetria de acesso à informação, recursos, etc. etc., fora a possibilidade de carteis, etc. etc., nunca deixaria chegarmos ao ponto que realmente isso aconteça. No mundo real o que acontece é achacar empregados e fornecedores até que se encontre um preço competitivo.

    E no capitalismo não há pobreza e servidão? No capitalismo real, não o utópico (usando a mesma terminologia que é usada para o socialismo). Me diga um exemplo...

    Concordo que socialistas e capitalistas são realmente muito similares: os dois prometem uma todas essas coisas por processos diferentes, mas que é utópica nos dois casos.

    A solução está aí - juntar os dois, como faz Suécia e outros países. Abrir o mercado o máximo possível e taxar os ricos. Funciona.

    Uma pena que tu não penses na cadeia de produção dos seus produtos... mas essa é outra discussão.
  • Alex Ranauro  04/05/2016 01:42
    Se você taxar os ricos e dar para os pobres, você está tirando dinheiro que seria investido em meios de produção e dar para consumo imediato. Se um rico tem 100 caminhões para construir 1000 casas por mês e você taxa-lo em 30%, 30 caminhões deixarão de produzir casas e serão utilizados para consumo imediato dos pobres, ou seja, apenas 700 casas vão ser produzidas; 300 famílias não terão casa para morar. E se o rico comprar 200 caminhões serão 2000 casas. Se você limitar a possibilidade de lucro do rico a partir de um certo ponto ele simplesmente vai limitar sua produção e isso não é desejável pois como você mesmo disse só ele tem "acesso à informação, recursos, etc. etc.".

    Eu não escrevi que capitalismo não tem pobreza e servidão; eu escrevi que o socialismo é sinônimo de muita pobreza e servidão. O capitalismo tem pobreza e servidão mas o socialismo tem muito mais: isso é um fato histórico. Existe uma arrogância dos socialistas: "não deu certo na Alemanha, na Rússia, na Coreia do Norte, em Cuba mas vamos fazer dar certo aqui". Quantos regimes totalitários terão que existir na história da humanidade para que os socialistas desistam? Quantos países terão que se tornar miseráveis? E o dinheiro que o PT distribuiu para os pobres agora que todas as fabricas, lojas e prestadores de serviço estão fechando as portas. Só gerou inflação, todos têm dinheiro mais não se tem o que comprar. Teremos que chegar a situação de bancarrota da Venezuela ou Argentina para que a consequência dessas medidas socialistas sejam tangíveis. E quando chegarmos continuaremos culpando os ricos? O Brasil não é e nunca foi capitalista; muito menos de livre mercado. Essa pobreza toda já é consequência de ideias e práticas socialistas. Porque não experimentamos algo diferente para ver se funciona? Mesmo porque existem sim vários exemplos de países capitalistas (e não imperialistas) que são muito bons para se viver.

    Capitalismo não é perfeito, mas por enquanto é o melhor sistema econômico que temos. Agora realmente não entendo como aplicar ideias que já foram usadas várias vezes e deram muito errado possa dar resultados diferentes no futuro. O rico quer lucro, e só tem lucro quem produz alguma coisas ou presta algum serviço; serviço e produtos que queremos e pagamos voluntariamente por isso: é simples.
  • Alguém  18/06/2016 16:55
    Primeiramente, queria parabenizar o Maurício, Edu, Alex e Ordnave por cultivarem uma discussão educada e construtiva. Li argumentos bons de ambos os lados, e cresci intelectualmente.
    Não querendo generalizar nem criar discórdia, apenas querendo gerar reflexões:

    Existem 2 pontos que as pessoas que aqui vi argumentando parecem esquecer.

    1 deles é a sustentabilidade do planeta e do próprio mercado - Sim, é muito bom que mais meios de produção sejam criados, já que estes geram empregos, aumentam a concorrência e reduzem preços, e etc, como já citado. Mas existe um patamar para isso. Não existe mercado de consumo infinito, e nem recursos naturais para a produção. Uma vez que um super empreendedor chegue a um determinado nível de riqueza, ele não pode mais expandir o seu negócio e gerar mais empregos, pois não existe mercado para isso (e as limitações não são somente econômicas). O excesso de riqueza e produção leva ao consumismo em excesso, que é algo muito comum de se ver. Não é à tôa que vemos por aí exemplos de milionários enterrando seus dinheiros em bens materiais por mera luxúria. Você diz que eles podem fazer o que quiserem com o dinheiro deles, é verdade. Mas não deixa de passar uma sensação de injustiça quando um bilionário compra um jatinho particular de alguns milhões de dólares, para ter um pouco mais de conforto nas suas viagens (Que às vezes, somados os tempos, não passa de algumas horas por ano), enquanto há milhões que morrem de fome todos os anos porque nasceram de pais pobres. Se meu argumento acima não fosse verdade, provavelmente não existiriam tantos filantropos doando suas fortunas para ONGs sem fins lucrativos. Eles "zeraram" o jogo do capitalismo, e perceberam que existe algo além de oferta e demanda. Caso contrário, ao invés de criar a Fundação Bill & Melinda Gates, o homônimo teria fundado alguma outra multinacional bilionária.

    O segundo ponto é o lado humano (evitando aqui a palavra "social", devido ao repúdio de alguns sobre derivados desta). Será que todos têm mesmo oportunidades iguais de subir na vida? Será que, dadas condições financeiras familiares idênticas, um americano descendente de indianos, de religião islâmica, tem a mesma chance de criar um negócio bem-sucedido que um americano descendente de europeus, de religião cristã, nos Estados Unidos (o berço do Capitalismo)?

    Agradeço à paciência daqueles que leram tudo, me desculpem pelo texto longo.
    No mais, aos que se incomodaram com algo que falei, fiquem tranquilos - não pretendo voltar aqui, visto a quantidade de discursos de ódio enrustidos que eu encontrei.
  • Edujatahy  03/05/2016 15:11
    Vamos lá.
    Enquanto você analisa a questão pela ótica da inveja, eu lhe apresento a questão pela ótica da realidade.

    Dentro da nossa realidade de recursos escassos e dado que a pobreza é o estado natural do ser humano (se nada fizeres irás morrer de forme, sede ou frio) temos um âmbito de escolhas limitadas a seguirmos.

    O capitalismo foi responsável por permitir aos pobres uma amplitude de escolhas (especializações) nunca antes vistas na história. O "pedreiro" escolhe sua profissão por esta ser uma condição MUITO SUPERIOR e BEM MAIS CONFORTÁVEL do que ele viver na selva construindo sua própria casa, caçando sua própria comida e fazendo seus próprios casacos. Ele escolhe, racionalmente, tal condição por saber que do outro lado ele teria de trabalhar MUITO mais correndo MUITO mais risco de vida.

    O empreendedor portanto é o responsável DIRETO por permitir que exista esta "opção" ao pedreiro. E tal opção só existe porque o empreendedor ( por mérito dele ou dos seus antepassados) acumulou capital e decidiu investir arriscando assim perder patrimônio acumulado.

    Desta forma é ridícula a comparação entre "riscos" do empreendedor e "riscos" do trabalhador. São riscos diferentes e não comparáveis. A análise apresentada originalmente, evidentemente, abordava o risco financeiro. Risco este que o trabalhador não corre (a não ser que o empreendedor quebre e não tenha nenhum patrimônio para dar no lugar, ainda assim, uma dívida para com o trabalhador será criada).

    O empreender vai ao mercado procurar indivíduos que possam lhe prestar serviço no menor preço possível para que ele consiga lucrar o máximo possível. O trabalhar vai ao mercado e procura por empregadores que possam pagar o maior preço possível por seus serviços para que ele possa ter o maior ganho possível.

    A forma de aumentar o "preço" do serviço prestado pelo trabalhar é apenas uma, aumentando a concorrência entre os empreendedores (e não na canetada como acreditam os políticos e os sindicatos).

    Existe uma quantidade limitada de seres humanos, ou seja, o trabalho humano é, por definição, um recurso escasso (o mais escasso dos recursos, diriam alguns).

    Então resumindo: Esta comparação "física" de risco de vida tem de ser aplicada dentro da realidade. Não é relação fechada simples do empreendedor "não correr risco de vida" e do pedreiro "correr de risco de vida" e sim do empreendedor ser o responsável pelo pedreiro poder melhorar de vida ao dar mais uma opção de trabalho dentro de uma limitação já estabelecida pela natureza.
  • mauricio barbosa  03/05/2016 17:09
    Ordnave e Edujatahy

    O empreendedor não tem garantia de vendas crescentes e de expansão dos seus negócios e da mesma forma o trabalhador não tem garantia nenhuma de emprego permanente e renda crescentes.

    Portanto os dois,empresário e trabalhador estão aparentemente em lados opostos da equação,quando na realidade ambos são complementares,ou seja o empresário precisa do trabalhador e o trabalhador precisa do empresário e é preciso frisar isso e os dois estabelecem um acordo(Contrato de trabalho)que seja justo para ambos e a criação de sindicatos visa facilitar esse processo de negociação,pois é mais fácil um megaempresário negociar com um representante dos seus empregados do que negociar um a um,é uma questão de bom senso,afinal quem discordar é livre para mudar de emprego e se desligar daquele sindicato,lembrando que a legislação sindical estabelece que um sindicato x de uma determinada categoria laboral ao negociar com uma empresa x de determinado setor econômico não sendo ela megaempresa não pode tal negociação ser homologada na justiça do trabalho,pois tal negociação deverá ser feita com o sindicato patronal,exemplo sindicato dos empregados rodoviários negocia com o sindicato das empresas de ônibus rodoviários,pois tal medida visa uniformizar a política salarial do setor para que nenhuma delas(Empresas)e nenhum deles(Rodoviários)sejam prejudicados,só relembrando que esta legislação sindical é uma intromissão estatal nas relações de trabalho,pois o correto seria a concorrência sindical e livre negociação.

    Essa questão de justiça nas relações de trabalho é caso a caso e a tutela do estado(Justiça do Trabalho)não é a melhor,mais justa e definitiva,por exemplo os sindicatos poderiam ser corporações intermediadoras com as empresas,recebendo uma taxa ou mensalidade por conseguir a vaga para o trabalhador sem imposto sindical e o trabalhador se filiaria naquele sindicato(Concorrência entre eles)que conseguisse o melhor salário,mais benefícios e melhores condições de Trabalho para sua categoria ou também não se filiar a nenhum deles visto ele saber negociar seu salário,benefícios e condições de Trabalho.

    A liberdade deve prevalecer em qualquer circunstância e defender o monopólio da violência e coerção em nome de uma pseudo-justiça é falacioso,pois o que é justo para você,pode não ser para eu,exemplo a Dilma ser cassada para eu é justo e para outro pode não ser,então a concorrência é benéfica em qualquer setor,então estado nunca mais é o que eu quero.

    O trabalhador ficar desempregado sem dinheiro é problema pessoal de cada um,aliás o seguro-desemprego e o FGTS são usados para atenuar esse período de privações,agora nada impede um trabalhador,apesar do salário baixo fazer uma reserva de liquidez e emergência de no mínimo um ano independente de rescisão salarial,seguro-desemprego,FGTS,poupanças estatais essas feitas com nosso dinheiro com baixo retorno,pois o governo é mestre em fazer um serviço ruim,demorado e caro,mas voltando a vaca fria,nada impede um assalariado fazer essa reserva,é como diz o apóstolo Paulo "falai simples com o simples e sabiamente com os sábios",ou seja da mesma forma que em uma conversa devemos ser estratégicos que dirá em nossas finanças,então é sim possível um trabalhador que ganha salário mínimo de preferência enquanto estiver solteiro fazer uma reserva(Na minha opinião)de aproximadamente 36 salários mínimos,reserva essa mais do que suficiente para enfrentar um período de vacas magras que ora vivenciamos,de maneira que ele enfrentará esse período com dignidade e altivez,da mesma forma que um microempresário e um megaempresário falido,pois só é coitado nesta vida quem quer apesar do estado só nos ferrar cada vez mais,por isso quero que o PT suma do poder pois os piores tipos de política econômica e de repressão a liberdade de expressão vem deles,enquanto os políticos conservadores são menos repressores e menos interventores na economia,vejam bem menos repressores e interventores ou seja a chibata deles é menor do que a dos vermelhos.

    Um abraço a todos e viva o IMB,baluarte da Liberdade em meio as trevas estatistas.
  • Edujatahy  05/05/2016 01:20
    Caro Maurício. Entendo o seu ponto. O que ressalto é que, dentro do processo normal de produção capitalista, o trabalhador recebe seu rendimento (visto que ele é um dos fatores de produção) muito antes do capitalista lucrar (ou não). O contrato entre o capitalista e o trabalhador não coloca o trabalhador em risco financeiro pois seu salário já faz parte do cálculo de custo que o empregador realizou quando decidiu investir.
  • Ordnave  04/05/2016 15:16
    @Edujatahy
    Não tenho inveja. Muito legal a história do empreendedorismo - compartilho a opinião, até por ser um. E depois de decidir diminuir meu lucro em 80% e a diferença entre o salário mais baixo e mais alto da empresa em no máximo 7,5x (decisão inclusive feita com participação de todos funcionários), levo uma vida muito mais tranquila, pois todos estão muito mais comprometidos, pois tiveram seus 'riscos' ou diminuídos ou compensados, diminuindo também o meu.
    Admito que não sou especialista no assunto, mas por (larga) experiência própria, desvincular os riscos de quem trabalha na mesma empresa, independente da posição/cargo, me parece no mínimo ingênuo. Novamente, a prática pessoal me mostra que sim os riscos tem um overlap significativo, atuando nos dois sentidos da relação empregador x empregado. Obviamente se a única visão for em relação a lucro pessoal, como é o padrão, isso cai por terra.
  • mauricio barbosa  04/05/2016 16:19
    Ordnave me engana que eu gosto,diminuir o lucro em 80%,oh!Estória da carochinha,uma pessoa se identificar com este pseudônimo pedir respeito e se intitular empreendedor,achando que nós leitores passaremos recibo de otário é demais.Ordnave vai pastar e enganar trouxa em outro lugar seu troll petista ou então faça palestras provando essa teoria estapafúrdia de que diminuir a margem de lucro em 80%,aumenta a motivação e produtividade dos empregados em um mercado competitivo...
  • Edujatahy  05/05/2016 01:13
    Não dá para levar a sério um cara que me manda essa de diminuir o lucro em 80%. Apenas no cenário fantasioso dos comunistas o mundo funciona de forma assim tão simples.
  • Ordnave  17/05/2016 15:02
    (Novamente, dispenso os xingamentos. Sério, é vergonhoso. Se não queres comentar respeitosamente, favor não percas o teu e o meu tempo. Por favor siga a recomedação do site: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado")

    Realmente não entendo qual a dificuldade de aceitar isso - diminui os 'meus' lucros, compartilhando os riscos e as responsabilidades com os empregados, sem mudar em um centavo o preço final do produto (são casas de projetos de moradia social aqui na Alemanha, caso queiram saber). É simples.
    Pensei que liberais, que pregam a descentralização de poder, entenderiam isso facilmente, pois é exatamente isto que eu estou fazendo. Pregar que esta descentralização deve ser feita somente pelo estado é de uma hiprocrisia gigantesca e de uma conveniência no mínimo suspeita.
  • Espaçonave  17/05/2016 15:17
    "diminui os 'meus' lucros, compartilhando os riscos e as responsabilidades com os empregados, sem mudar em um centavo o preço final do produto"

    Ué, mas se você for um empreendedor utilizando capital próprio, então você tem toda a liberdade de fazer isso por conta própria. E ninguém tem o direito de impedi-lo. Vai fundo. Você tem o meu apoio.

    Agora, o que é intolerável é você impor que todos os outros empreendedores devem fazer exatamente aquilo que você ordena. Essa é a típica mentalidade autoritária, que genuinamente acredita que "o grande mal do mundo é que eu não estou mandando".

    Quer fazer voluntariamente? Faça-o. Quer impor aos outros? Receberá resistência. E vai continuar fazendo essa pose de santidade insultada.
  • Pensador anti-PT  17/05/2016 15:51
    Esse troll desse Ordnave ainda existe e insiste com essa teoria furada de solidariedade compulsória que só ele acredita,puro devaneios de esquerdista enrustido.
  • Ordnave  18/05/2016 10:05
    Pois meu exemplo justamente mostra que toda essa história de crer que o risco todo está nas mãos do dono da empresa é uma falácia, e uma desculpa pra explorar o máximo os funcionários. Em nenhum momento estou impondo nada a ninguém, só não tolero essa história de que 'tem que ganhar muito mais porque tem muito mais risco'. Que façam-me um favor: sejam sinceros e digam que quer ganhar mais dinheiro pelo simples fato de pode fazer-lo, e não tentem basear ganância simples e pura em teorias esdrúxulas.
  • Gregor  26/04/2016 16:23
    Todas as organizações filantrópicas são mantidas pelos ricos malvados. Não conheço nenhum socialista que seja responsável por algum serviço de filantropia.
  • Conservador  26/04/2016 16:27
    Excelente.
  • Renato  26/04/2016 17:25
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Isis Monteiro  26/04/2016 17:34
    É fundamental considerar que o detentor dos meios de produção correm risco extremo. Nossa realidade nacional mostra isso. Quantas empresas estão fechando suas portas. Quantos empresários viram sua vida ser destruída pela falência nestes tempos de desgoverno.
    A realidade brasileira, infelizmente, tem mostrado que não vale a pena empreender.
    O melhor é arrumar um emprego concursado para não correr risco.
    Ou colocar o dinheiro em um investimento e viver de renda.
  • anônimo  26/04/2016 18:44
    Lemann considera que a redução da desigualdade deveria ser o "maior sonho para o
    Brasil".

    "O Brasil não é um país de esquerda nem de direita. O único caminho é pelo centro."

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/04/1764115-nunca-havera-estabilidade-se-houve-desigualdade-diz-bilionario-brasileiro.shtml
  • JOSE F F OLIVEIRA  26/04/2016 19:00
    Mais uma REFLEXÃO positiva. PARABiÉNS. O Leandro sempre posto, para DESPETRIFICAR palavras soltas.
  • Taxidermista  26/04/2016 19:28
    Sempre é bom lembrar que o tratado do Reisman sobre capitalismo está disponível na rede:

    https://mises.org/library/capitalism-treatise-economics
  • Capital imoral  26/04/2016 20:23
    Mas e quem disse que homem moderno, deve viver do que o capitalista por oferece? Pro inferno com seus produtos!

    Uma sociedade socialista, não é uma sociedade de excessos. que jogue no lixo o seu carro ford, alias que seja proibido produzir carros, a natureza agradece.

    Redistribuição é apenas um passo, para uma sociedade sem capital. O mundo não era para ser do jeito que é, Não era para existir GM, Daimler, Ford, BMW, Scania, VWExxon Mobil, BP, Shell, Chevron.
    , Toyota, Volvo, e todo esse monte de lixo, que só destrói nosso planeta. Ou vai dizer que elas fazem bem para natureza também, neoliberal?


    O socialismo não é uma conversa sobre consumo, mas sim sobre filosofia e cultura em sociedade, e sim seus filhos comem filosofia e cultura.

    Não era para existir tais empresas, todo homem deveria gostar da vida simples no campo, em que ele ajuda a comunidade e somente depois pense em si.

    . Essa ajuda da mão invisível que o neoliberais falam, é extremamente suja e imoral, totalmente oposta da ajuda comunitária de um homem que queira por vontade própria oferecer seus serviços para comunidade. Consegue ver a diferença entre os dois?

    Para o inferno com seus produtos, eu fico com a iniciativa comunitária que não visa o interesse próprio.
  • Anderson  26/04/2016 22:26
    Se gosta da vida simples, no campo, vá para o campo. Ninguem está te impedindo, essa é a beleza da liberdade. Cada um escolhe seu caminho, uns gostam da simplicidade do campo, inclusive eu, outros da comodidade da cidade.
  • Ucrânia  27/04/2016 00:04
    O cara quer vida simples no campo e fica conectado na internet fruto da capacidade gerencial capitalista ? Seus amiguinhos da idade média viviam uns 30 anos em média. Volta pra la....

  • tulio araujo  26/04/2016 20:29
    Existe propriedade privada no Brasil?

    g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/04/mais-de-20-fazendas-em-regiao-de-mt-sao-invadidas-por-grileiros.html
  • Lucas Linhares  26/04/2016 21:41
    Bela analise, realmente são os ricos brasileiros que mantem esse pais de pé.
  • Henrique Zucatelli  26/04/2016 21:42
    Caríssimo Leandro, boa noite novamente.

    Não quero perder meu raciocínio, então mesmo não sendo exatamente a pauta, lá vai:

    Há algumas semanas lhe perguntei qual o mal de haver deflação de preços, e você me respondeu: "pergunte aos keynesianos". Pois bem, estive estudando sobre isso, e acabei chegando numa conclusão extremamente mórbida sobre o principal papel da inflação para os progressistas.

    Explico:

    Toda moeda é uma representação de valor. Quanto mais forte é a moeda, logo ela vai ser o meio mais utilizado para preservar riqueza, e vice versa. Assim sempre foi com metais preciosos, e hoje com moedas fortes, principalmente o Dolar e o Euro.

    Agora suponha que você seja um governante com viés social democrata em uma sociedade relativamente liberal e avessa a impostos, mas mesmo assim quisesse redistribuir toda a riqueza privada, sem encontrar muitas barreiras no congresso ou nas ruas?

    Esse recurso existe, e é a inflação, ou tecnicamente, a diluição da base monetária. Ao propositalmente se endividar em troca de dinheiro gerado por reservas fracionárias, o Estado tem livre acesso para canalizar esse montante em todo tipo de programa de redistribuição de renda.

    Ato contínuo, mesmo que o efeito colateral seja o aumento de preços na ponta pagadora, a riqueza daqueles que detém determinada moeda vai se esvaindo aos poucos. No caso dos EUA por exemplo, 2% ao ano.

    Obviamente que existem meios de se defender desse modelo de redistribuição, que são exatamente os papéis de dívida do governo e aqueles atrelados a inflação. Não tenho certeza se lá existem papéis tipo NTN-B como aqui, mas a grande parte da população não tem acesso a essa informação.

    Me chame de conspirador se quiser, mas hoje penso a inflação como ferramenta de diluição de riqueza.

    Minha análise tem coerência?
  • Leandro  26/04/2016 22:26
    Perfeitamente coerente e 100% correta.

    Não é à toa que nenhum político quer ouvir falar em arranjos que lhes tirem a capacidade de imprimir dinheiro, como padrão-ouro e Currency Board.
  • Henrique Zucatelli  26/04/2016 22:46
    Cara quase cai de costas quando cheguei nessa conclusão e precisava mesmo saber se minhas contas batem, com o aval de um especialista.

    Mais uma vez obrigado grande Leandro.
  • Emerson Luis  30/04/2016 21:31

    Leandro, falando em "papéis de dívida do governo":

    1- Investir em "Tesouro Direto" é realmente uma boa ideia?

    É bem rentável? É complicado e/ou perigoso demais para pequenos investidores leigos?

    2- Investir em "Tesouro Direto" é moralmente aceitável para um liberal?

    * * *
  • Intruso  30/04/2016 23:40
    Não sou o Leandro, mas vou me atrever a responder:

    "1- Investir em "Tesouro Direto" é realmente uma boa ideia?"

    Sabendo o momento certo de entrar (o qual foi entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016) é um ótimo negócio.

    "É bem rentável?"

    Sabendo o momento certo de entrar e de revender (assumindo que você não quer ficar até o vencimento), você consegue ganhos que praticamente nenhum outro investimento supera. Talvez apenas opções podem superar.

    "É complicado e/ou perigoso demais para pequenos investidores leigos?"

    Se você comprar na alta e, por afobação, revender na baixa, você toma ferro. Se mantiver até o vencimento, só ganha.

    "Investir em "Tesouro Direto" é moralmente aceitável para um liberal?"

    Não.

    E a questão principal, ao contrário do que alguns pensam, nem é o fato de receber dinheiro do governo (mesmo porque a quitação dos títulos só ocorrerá daqui a vários anos); a questão principal está no fato de você estar financiando a máquina estatal, que é uma máquina de espoliação, coerção, esbulho e violência.

    Esse é o principal problema moral: financiar e compactuar com as atividades do estado.
  • Taxidermista  26/04/2016 22:42
    Zucatelli, e não é só "para os progressistas" que a inflação é "mórbida"...

    Há três livros ótimos de EA sobre esse tema:

    mises.org/library/ethics-money-production

    www.wiley.com/WileyCDA/WileyTitle/productCd-1118877322.html

    mises.org/library/honest-money

  • DCaesar  27/04/2016 10:38
    Caro

    Desejo fazer um questionamento baseado em fatos e dados sobre a afirmação a seguir:

    .... hoje penso a inflação como ferramenta de diluição de riqueza.

    Por que o Brasil tem má distribuição de renda e combina inflação elevada e recorrente, governos socialistas, legislativo coletivista e judiciário leniente?
    A resposta vem pela forma e velocidade com que esse dinheiro adicional, inflacionário, irriga a economia e chega aos bolsos das pessoas.
    A exemplo das comportas que são abertas em uma barragem e irrigam primeiramente as terras altas e próximas aos vales do rio, a moeda fiduciária irá chegar primeiro aos bancos e às empresas próximas do estado. Este fluxo adicional de dinheiro irá gerar um "efeito riqueza" para esse primeiro grupo. Com maior poder aquisitivo maior, esses bancos e empresas terão condições de adquirir bens por um preço majorado justamente daqueles indivíduos que ainda não participaram do fluxo adicional de recursos.
    À medida que as águas novas e limpas que estavam na barragem descem o rio, novas áreas vão sendo banhadas com água, mas cada vez com menor intensidade e gradativamente mais turvas. Também a falsa riqueza gerada por "papel pintado, "dígitos em arquivos de computador" vai se dissipando pela sociedade até chegar aos locias mais distantes e aos mais pobres que, neste momento, já nada de extraordinário conseguem adquirir, pois a inflação de preços chegou antes aos produtos.
    Para o dinheiro, o fluxo é o seguinte: depois dos bancos, grandes organizações, empresas em sequência e reajuste salarial por fim serão os beneficiários.
    Não por acaso o QE Americano propiciou uma disparada no valor dos imóveis em Nova York primeiro. No interior dos EUA a elevação de preços imobiliários ainda prossegue.

    "até penso que seja uma provocação do 'pensador da USP' mas considerei válido responder."
  • a  26/04/2016 22:10
    O brasil precisa diminuir sua legislação, para que haja verdadeiro capitalismo aqui.
  • Anderson  26/04/2016 22:38
    Excelente texto. Pena que são poucos os que acreditam nisso. Nosso país é o domínio dos populistas.
  • Anderson  26/04/2016 22:46
    Para vocês o que é melhor hoje em dia para um jovem como eu: assumir o negócio do pai, uma empresa em crescimento com três lojas ou investir no Direito para uma carreira pública, com mais segurança, visto o ambiente ostil para empresas no Brasil? Fico balançado entre as duas.
  • Andre  27/04/2016 00:07
    Se a dúvida fosse entre assumir os negócios da família ou abrir o seu próprio negócio a dúvida seria até difícil de sanar, mas como a segunda alternativa é ser funcionário público mostra que você não tem tino para os negócios, vai acabar quebrando o negócio da família e dar desgosto pro seu pai, além de coloca-lo possivelmente numa situação financeira delicada.
    Não é vergonha assumir incapacidade de ser empreendedor ou empresário, vergonha é se julgar capaz e executar uma lambança a lá loja de R$1,99 da Dilma.
    Estudei com muitos filhos de pequenos empresários de sucesso, na vida adulta a grande maioria viu no funcionalismo a única maneira de aliar sua vida confortável à sua covardia ou incapacidade de tocar negócios.
    Não precisa ter vergonha da segurança do parasitismo do funcionalismo, Brasil não é lugar de principiantes.
  • Lopes  27/04/2016 01:59
    O que diz seu pai?

    Costuma ser certo de que os pais querem melhor aos filhos e acredito que as sugestões deles são de maior valia que as nossas. Creio que um pai, conhecendo a situação brasileira e sabendo dos desafios do mercado (satisfazer os outros não é tão fácil quanto jogar Paciência o dia inteiro), incentivará o filho a ser funcionário público. Mas da mesma forma sugiro que escute o que ele tem a dizer pois se prosperou, conhece melhor a realidade na sua cidade e na sua região.

    Você pode fazer direito e não fazer carreira pública. Embora curso de direito seja, (quase) nas palavras do Garschagen, pré-vestibular de concurso público no Brasil. Há um grande leque de possibilidades no setor privado para quem é um bom advogado. Além disso, estudar direito pode avançar em muito a causa da liberdade no Brasil. Há excelentes juristas no IMB mesmo como o Geanluca Lorenzon.

    Certamente a carreira pública é a opção mais fácil e estável. É um buraco negro de gente inteligente no Brasil. O maior braindrain aqui não é para os europeus, é para as repartições públicas. A repartição esvazia o medo e enche o bolso. Mas se você for libertário, creio que o coração vai pesar na hora de sair da cama.
  • Taxidermista  27/04/2016 12:37
    Caro Anderson:

    vale dar uma lida nesse artigo do Hayek:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1671
  • Anderson  27/04/2016 18:50
    Obrigado por responderem. Sei que concurso é muito difícil, mas uma vez lá eu me encontraria numa situação cômoda. Como libertário também não acho isto certo, gostaria de tocar uma empresa mas vejo as dificuldades que meu pai tem em administrar a sua neste país.
  • JAIR BOLSONARO  27/04/2016 01:24
    Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: "Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara" Link da petição aqui: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502
  • Erivam Galdino  27/04/2016 09:49
    Ninguém aqui está com vontade de contribuir com a política.
    Tchau, estatista.
  • Alexandra Moraes  27/04/2016 17:25
    Caro Jair Bolsonaro, você não acha que foi um exagero o elogio ao torturador Ustra? Você não acha que, ao contrário dos seus pares que falaram da mãe, mulher, filhos, papagaio, etc, você deveria ter justificado seu voto falando sobre o crime de responsabilidade?
    Sabe caro Bolsonaro, tortura é um crime hediondo. Imagina você se a esquerda toma o poder e você tenha que passar um tempo no pau de arara, ou tenha que levar choque no ânus. Acho que não seria bom. As idéia sempre devem ser discutidas. Se não concordamos com elas, não precisamos massacrar nossos oponentes com tortura nem com morte. O Sr. não acha?
  • Jair Bolsonaro  27/04/2016 23:32
    1- Não existe condenação criminal, logo, não há crime de tortura ou torturador condenado, logo, não há crime de apologia ao crime.
    2- Por que a oab RJ não pediu punição a quem elogiou guerrilheiro assassino comunista?

    Ditadura da liberdade de expressão?
  • Alexandra Moraes  29/04/2016 13:10
    Jair Bolsonaro, não pegou bem suas palavras enaltecendo o Brilhante Ustra. Como pode um parlamentar defender um torturador histórico. Infelizmente pegou muito mal e a sua imagem foi contaminada com algo muito traumático para quem sofreu com a ditadura instalada pelos seus pares.
  • Marina Silva  27/04/2016 22:46
    Deputado Jair Bolsonaro, há muito tempo acompanho sua atuação. Desde os tempos que o Sr fazia parte dos Crotos do exército brasileiro. Naquela ocasião, lembro que o Sr já era um membro destacado dos Crotos. Sua atuação foi sempre brilhante. Hoje o Sr pode falar que sempre atuou sendo muito fiel à toda filosofia dos Crotos. Podemos afirmar com segurança que o Sr é o maior Ex-Croto que o Brasil jamais conheceu. Agora sua missão como Ex-Croto é tentar manter a mesma performance que sempre teve. Parabéns Deputado Jair Bolsonaro. Parabéns pelo sua história. Continue assim para que avancemos cada dia mais.
  • Edujatahy  28/04/2016 00:59
    De fato. Liberdade de expressão deveria ser total. Sair punindo este ou aquele pelo que falou é absurdo. Mesmo que o cara viesse a público defender Hitler, Mao ou Stalin não deveria ser motivo para processo.
    No entanto...
    Eu defendo a cassação de 100% dos políticos, por princípio. Se vira Bolsonaro.
  • Isis Monteiro  28/04/2016 11:48
    Assinar petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ????? Acredito que o Sr conhece pouco sobre Direito para pedir isto. Por favor, restrinja-se à sua área de atuação que é sobre métodos de tortura. Nesta área o Sr. é um grande especialista.
  • Beth Prado  28/04/2016 20:58
    Não é possível haver no mundo pensamento tão retrógrado. É preciso oxigenar as nossas instituições.
  • Dianari Almeida Roriz   27/04/2016 02:28
    ""Igualdade é um conceito utópico. Não sou igual a vc e nem a nenhum outro ser humano no Planeta e vice-versa. Sua determinação, perserança, visão, vontade de vencer, tolerância ao erro, disposição ao risco etc, são características únicas em cada ser humano e por isso os resultados tb sao únicos e inalienáveis. Distribua 100% da riqueza mundial em partes iguais a cada habitante. Em menos de uma década haverá uma nova concentração de renda. Isso porque mais importante que a riqueza é saber o que fazer com ela. Logo, para distribuir riqueza é preciso distribuir o conhecimento para se produzir a riqueza. Este conhecimento é que faz com que empresários que venderam suas empresas dobrem o seu capital na metade do tempo, enquanto 90% dos que ganharam na loteria ficam pobres novamente. Leva tempo... Algumas décadas, mas é possível. Vide Singapura que em apenas 50 anos decolou no cenário mundial.

    Justiça é o que define a regra do jogo igual pra todos. Crime é crime pra todos etc.

    Logo, justiça/igualdade é dar a todos iguais chances de aprender o CONHECIMENTO para produzir riquezas. Vale lembrar que este conhecimento não é ensinado na escola.

    ABS""
  • JP  27/04/2016 03:30
    Para Maria do Rosário, como para quase a totalidade da esquerda, a causa única da violência (ou de qualquer coisa criticável no mundo) é unica e exclusivamente a desigualdade social. Como a ação humana provoca inevitavelmente resultados diferentes conforme agentes diferentes executem tarefas iguais ou distintas, a liberdade individual deve ser suprimida em troca do coletivismo e da ação de manada (não à toa que Ação Humana seja o nome do principal tratado de economia liberal de todos os tempos).

    sensoincomum.org/2016/04/25/maria-do-rosario-uma-mentalidade/
  • Thiago Ramos Varanda  27/04/2016 03:43
    A forma saudável de se reduzir grandes riquezas é a livre concorrência.
  • Tiago Marques  27/04/2016 04:21
    Desculpe a ignorância, mas alguém poderia me explicar qual seria a referência do Real, ele é lastreado a quê?
  • Nobre  27/04/2016 15:18
    Lastreado em absolutamente nada. Não passa de papel pintado.

    O real(como outras moedas) é moeda fiduciária, ou seja, não é lastreado a nenhum metal (ouro, prata) e não tem nenhum valor intrínseco. Seu valor advém da confiança (fidúcia, do latim fidere = confiar) que as pessoas têm de quem emitiu o título.

    Quem tem o monopólio de emissão?
    Os Bancos Centrais (o estado "controla" a oferta de moeda). Elemento nem de longe confiável.

    E tem mais:
    O real é uma moeda de curso forçado, ou seja, uma pessoa não pode se negar a aceitá-lo como método de pagamento.

    E como por definição o estado não permite o livre mercado de moedas, ou seja, diferentes emissores. Ele (estado) pode desvalorizar ao seu bel prazer o valor da moeda e ainda te obriga a aceitar.

    Uma moeda que se coloca como alternativa a esse esbulho, é o BitCoin.
    Espero ter respondido, poderia alongar a resposta, fui direto e objetivo.

  • Felipe  28/04/2016 02:33
    Confiança que somos obrigados a ter, no caso.
  • Isis Monteiro  27/04/2016 12:40
    Sem dúvida, a forma saudável de reduzir a concentração é aumentando a concorrência. Um dos exemplos é o setor bancário. Ao longo dos anos a concorrência foi sendo reduzida e atualmente temos uma das maiores concentrações no mundo com apenas 6 bancos controlando o setor.
  • Thiago Ramos Varanda  27/04/2016 15:00
    Setor bancário com livre concorrência no Brasil? Com um Banco Central e suas taxas padronizadas? Sem falar nas dezenas de leis que impedem a população de criar outros arranjos com o dinheiro. O sistema atual favorece o corporativismo.
  • Alexandra Moraes  27/04/2016 16:09
    Quantos empresários viram sua vida ser destruída pela falência nestes tempos de desgoverno.
    A realidade brasileira, infelizmente, tem mostrado que não vale a pena empreender.
    O melhor é arrumar um emprego concursado para não correr risco.
    Ou colocar o dinheiro em um investimento e viver de renda.
  • Isis Monteiro  28/04/2016 11:37
    Se não for estimulada a concorrência quem pagará a conta são os consumidores. A concorrência é bastante saudável pois sempre estimula a qualidade do produto e preços praticados menores. Os setores concentrados em poucas empresas normalmente são os mais ineficientes.
  • Isis Monteiro  28/04/2016 11:59
    É fato. Não vale a pena empreender no Brasil. Os riscos são imensos para os empresários. Existem muitas pessoas que tem o investimento e vontade para abrir uma empresa mas não tem coragem pois o Brasil é um ambiente muito hostil para o empresário.
  • Aprendiz  28/04/2016 13:40
    (Off)
    Leandro, peço-te que responda a minha questão:

    Estava ontem em uma aula de Macroeconomia, o assunto foi desemprego. Ao longo da aula o professor falou sobre o que é desempregado pro IBGE e o DIEESE até chegar a falar do exército industrial de reserva (EIR), e que um processo sistemático do capitalismo que gera isso de maneira proposital - isso quando ele começou a falar que pra existir uma Europa e um EUA como é hoje, precisa-se de uma África e uma AL como EIR. Justificou dizendo que era necessário isso para que a mão de obra não fosse tão cara e ainda citou sobre uma tese de Marx que o capitalismo seria estrangulado caso existisse uma maior oferta de emprego do que de mão de obra, o que forçaria as empresas a disputarem funcionários.

    Além disso, ainda agrega que para tornar a mão de obra mais barata os empresários utilizam-se da substituição destes por máquinas. Ainda tiveram outras coisas ditas, mas não quero me alongar mais.

    Em cima do que eu falei eu queria saber de como posso demonstrar os pontos falhos dessa teoria do EIR e dizer com propriedade, como um colega meu falou, que essa teoria de Marx é uma furada.
  • Leandro  28/04/2016 15:49
    O argumento dele é totalmente contraditório.

    Ele diz que a existência de um "exército de mão-de-obra" desocupado é uma tramóia de capitalistas malvados, sendo que a realidade é que o fato de as pessoas não encontrarem uma ocupação (ou um bom salário) se deve justamente aos obstáculos criados pelo governo à contratação legal dessas pessoas.

    Veja o que ocorre aqui no Brasil. Pra começar, as empresas têm de lidar com toda a carga tributária que incide sobre suas receitas e sobre seus lucros, o que impede aumentos salariais e salários maiores. A alíquota do IRPJ é de 15%, porém há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%; há o PIS, cuja alíquota chega a 1,65%; e há a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.

    Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    E não pára por aí. Há os encargos sociais e trabalhistas, que chegam ser tão ou mais onerosos. Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 678 gere um custo final total de R$ 1.369 para o empregador.

    Portanto, quem realmente cria um exército de desempregados -- principalmente nos países mais atrasados -- é o governo e suas regulamentações. E é esse mesmo governo que faz com que tais pessoas inimpregáveis tenham de emigrar para outros países cujas leis trabalhistas são mais flexíveis, o que de fato pressiona para o baixo os salários naqueles países (tanto é que essa é a maior reclamação das pessoas nos países ricos: os imigrantes que estão ali tomando seus empregos).

    E é justamente por essa mão-de-obra ser artificialmente cara (e muitas vezes pouco produtiva) que se torna muito mais sensato mecanizar ao máximo a produção. Você prefere arar uma terra com um trator ou com um exército sindicalizado de pessoas utilizando ferramentas manuais -- e que, inevitavelmente, serão muito menos produtivas?

    Não são os capitalistas malvados que impedem contratações. Ao contrário, no que dependesse deles, toda a mão-de-obra qualificada estaria trabalhando (afinal, quanto mais pessoas produzindo para eles, maiores as vendas e maiores os lucros). Quem impede a empregabilidade dessas pessoas é o estado e suas políticas. Tanto é que o desemprego é baixo nos países em que as legislações trabalhistas são menos burras.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2078

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2042
  • anônimo  29/04/2016 12:44
    Obrigado Leandro pelas suas elucidações!

    Ainda tenho uma ultima questão que está atrelada a essa que é o desenvolvimento tecnológico e a substituição da mão de obra humana por máquinas. Eu li uns artigos aqui sobre isso, mas não consigo formular um argumento concreto e mais enxuto que o artigo. Infelizmente quando tento explicar caio naquela história: a substituição de alguns funcionários por uma máquina gera desemprego imediato para aqueles indivíduos, e assim aumenta o desemprego geral.

    Quem puder me ajudar nessa, me responda.
  • Auxiliar  30/04/2016 02:04
    "Infelizmente quando tento explicar caio naquela história: a substituição de alguns funcionários por uma máquina gera desemprego imediato para aqueles indivíduos, e assim aumenta o desemprego geral."

    Ué, mas não há nada de errado nessa frase, não. Sim, o cara ficará temporariamente desempregado. O cara que trabalhava com carroças ficou desempregado quando surgiu o automóvel. O cara que trabalhava com velas ficou desempregado quando surgiu a a luz elétrica. O cara que trabalhava com máquinas de escrever ficou desempregado quando surgiu o computador. O cara que trabalhava numa fábrica de telefones fixos está desempregado hoje.

    A questão é o que esse cara irá fazer. E a sugestão está aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649

    E sempre tenhamos em mente isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2045
  • Thiago Ramos Varanda   30/04/2016 07:04
    Excelentes exemplos, Auxiliar!
    Fico impressionado com a qualidade do debate aqui no IMB! Show!
  • anônimo  02/05/2016 11:07
    Muito obrigado Auxiliar. Mais uma vez auxiliando como de costume.

    Agora to vendo; a questão é que quando o cara fica desempregado ele tem que ir achar outro emprego, o qual será gerado pelo desenvolvimento tecnológico.

    Abraços.
  • anônimo  28/04/2016 14:35
    Uma pergunta aos cavalheiros do site, se o mercado sempre garante preços mais baixos, porque raios eu já estou gastando mais de 100 conto para ir no cinema com a familia, só uma maldita pipoca são 25 reais.
  • Leandro  28/04/2016 15:19
    Embora a pergunta seja de cunho claramente zoador, é sempre bom dar respostas claras.

    O mercado de fato aumenta a oferta de bens e serviços. Isso é algo que você vê diariamente ao seu redor.

    Agora, o meio de pagamento que todos nós utilizamos para pagar por esses bens e serviços é um monopólio estatal.

    A moeda não apenas está totalmente sob o controle do estado, e o estado não apenas pode fazer o que quiser com ela, como também todos nós estamos proibidos pelo estado de utilizar outros meios de pagamento que não a sua moeda.

    Os preços aumentam não por causa de ganância ou de falha de mercado. Os preços aumentam simplesmente porque o meio de pagamento utilizado para mensurar estes preços é um monopólio estatal, o qual é seguidamente desvalorizado pelo governo.

    Sendo a moeda um monopólio do governo, e estando o governo no completo controle da moeda, a qualidade dessa moeda (seu poder de compra) dependerá totalmente do gerenciamento que o governo dá à moeda.

    (Compare, por exemplo, como se comporta a inflação de preços na Venezuela e na Suíça).

    Preços em ascensão não denotam uma falha do mercado, mas sim uma falha do instrumento estatal que todos nós somos obrigados a utilizar. A doença é da moeda estatal e não do mercado.

    Logo, respondendo diretamente à pergunta, sabe por que os preços das coisas aumentaram tanto? Porque em 1994, quando real foi criado, a quantidade total de dinheiro existente na economia era de R$ 145,5 bilhões. Hoje, essa quantidade já é de R$ 5,6 trilhões. (Fonte: série temporal número 1843 do site do Banco Central)

    Isso dá um aumento de 445% na quantidade de dinheiro. Se a quantidade de dinheiro na economia aumenta mais do que o aumento da quantidade de bens e serviços ofertados, o resultado óbvio será o aumento de preços dos bens e serviços. Há mais dinheiro perseguindo uma mesma quantidade de bens e serviços.

    Para que os preços dos bens e serviços se mantivessem relativamente estáveis desde 1994, seria necessário um aumento na produção de 445% desde 1994.

    O mercado pode até fazer milagres, mas não a esse ponto.
  • Felipe  28/04/2016 22:09
    Como se chegou a 445%? Nao seria um tanto maior?
  • Leandro  28/04/2016 22:29
    Nossa mãe, que erro tosco e grosseiro. Acho que eu estava meio grogue...

    O certo é 3.748% -- o que reforça ainda mais o argumento.

    Obrigado pela chamada de atenção.

    Abraços!
  • anônimo  29/04/2016 09:05
    "A propriedade dos ricos beneficia todo mundo'...isso se ele ficou rico por trocas voluntárias.Aí vcs ilustram isso com a foto de um... banqueiro!?? WTF???
  • Imparcial  29/04/2016 12:29
    AMBEV, Burger King, empresas de varejo e cde omércio eletrônico são bancos? Não sabia...

    Ah, você está se referindo ao Garantia? Banco de Investimento. Não cria reservas fracionárias. Empresta só o que captou via emissão de CDBs. Pode criticar, mas é um negócio bem mais honesto que qualquer grande banco. Este é o único tipo de Banco que Rothbard dizia operar honestamente.
  • anônimo  14/05/2016 09:26
    'Este é o único tipo de Banco que Rothbard dizia operar honestamente.'
    fonte?
  • Professor  14/05/2016 19:30
    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

    É também no livro The Mistery of Banking
  • anônimo  14/05/2016 20:17
    E no próprio artigo linkado por vc...
    [i]'O problema com os bancos de investimento é que um de seus principais campos de investimento passou a ser o financiamento de títulos do governo. '[]/i
  • Pobre Paulista  29/04/2016 13:23
    Relaxa, ele é surfista.
  • Emerson Luis  30/04/2016 12:39

    Usar essa foto foi uma ironia fina:

    "O homem mais rico do Brasil acha que o problema do país é a "desigualdade". Aparentemente, ele quer dividir a riqueza dos outros.

    A fortuna pessoal de Jorge Paulo Lemann é estimada, segundo a Forbes, em R$ 100.000.000.000,00. Você leu direito, é o número 1 seguido de 11 zeros. Cem bilhões de reais ou cem mil milhões, como diriam nossos amigos portugueses.

    É tanto dinheiro que facilmente perdemos o senso de proporção. Para facilitar: 100 bilhões de reais corresponde a 1 milhão multiplicado por 100 mil. Lemann poderia dividir seu patrimônio e criar cem mil milionários numa canetada. Ou poderia dar cem mil reais para um milhão de brasileiros, você escolhe. Mas ele acha que deve especular sobre dividir o dinheiro dos outros.
    "

    Lemann e o dinheiro dos outros

    * * *
  • Andre Henrique  03/05/2016 11:39
    Que maravilha... como não pensamos nisso antes?
    Para resolver todos problemas do mundo basta pegar o dinheiro dos ricos e dividir entre os pobres... que ideia fantástica!!!

    Sem ironia: você é um cara brilhante Emerson Luis!
    Só fiquei com uma pequena dúvida em relação a divisão dos bens e preciso da tua ajuda: como grande parte da fortuna dele é em bens de capital, como seria essa divisão? Penso em 3 opções abaixo:
    1) Deveríamos dividir as ações da empresa e distribuir entre os pobres?
    2) Invadir as fábricas e nos adonar de suas máquinas, salas, etc?
    3) Tomar o controle das fábricas?

    Você me lembrou certa vez que vi um socialista encher a boca para dizer que quem realmente gerava riqueza numa fábrica era o peão (e por isso deveria ganhar salário maior), mas ficou sem resposta quando questionado por que eles não juntavam suas economias e abriam uma empresa para fazer concorrência a seu patrão (tarefa fácil visto que as economias somadas resultavam uma pequena fortuna e eram eles os grandes responsáveis por tocar a empresa).

    Sugiro a leitura do artigo abaixo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1741

    Abç,
    AHR
  • Emerson Luis  03/05/2016 13:10

    Andre Henrique:

    Minha primeira reação ao ler seu comentário foi: "Do que ele está falando?"

    Então reabri o artigo e fiquei surpreso com sua inépcia. Vamos recapitular.

    O nome deste artigo do IMB é "A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar". O artigo refuta o conceito marxista de que a riqueza dos ricos deveria ser confiscada e distribuída, demonstrando vários erros e como ignora a forma como a riqueza é gerada no capitalismo honestamente e sem prejudicar ninguém, ao contrário, beneficiando as pessoas em geral.

    Daí o anônimo 29/04/2016 09:05:52 escreveu: ""A propriedade dos ricos beneficia todo mundo'...isso se ele ficou rico por trocas voluntárias.Aí vcs ilustram isso com a foto de um... banqueiro!?? WTF???"

    Então, para explicar a ele, eu escrevi: "Usar essa foto foi uma ironia fina", linkei um artigo explicando porque essa foto foi irônica e colei o início do artigo (por isso está entre aspas e em itálico, para indicar que é uma citação).

    Deixe-me abreviar a citação: "Lemann poderia dividir seu patrimônio e criar cem mil milionários numa canetada... Mas ele acha que deve especular sobre dividir o dinheiro dos outros."

    Entendeu a ironia da foto agora? Nem eu, nem o articulista que citei e nem o IMB concordamos que se deva "redistribuir a riqueza"; ao contrário, foi uma crítica à incoerência da esquerda caviar que sempre quer dividir a riqueza dos outros.

    Aliás, reparou na última linha do meu comentário que "Lemann e o dinheiro dos outros" está com letras azuis? Significa que é um link: se você passar o cursor do mouse em cima e clicar, abre o artigo que eu estava citando, que você pode ler e compreender melhor o que eu quis dizer, caso não tenha entendido. Com certeza você não fez isso.

    O artigo prossegue:

    "Desigualdade é o que representa o patrimônio de Jorge Paulo Lemann em relação ao resto dos brasileiros e não há qualquer problema nisso, ao menos para quem não teve o cérebro corroído por departamentos de humanas das universidades no Bananão. O problema é a falta de mobilidade.

    É claro que Lemann teve um início de vida diferenciado, com suas partidas de tênis no Country Club de Ipanema e sua formação em Harvard. Mas esta é a história de todos os bilionários da lista da Forbes? Uma olhada na lista mostrará que não.
    "

    (...)

    "Colocar governos para arbitrar quem pode ou não pode ter dinheiro já foi tentado e nunca deu certo ou dará. Simplesmente não funciona e arbitrariedade, quando substituta do mérito, acaba por empobrecer quem finge querer ajudar.

    O que faz o crescimento econômico e o desenvolvimento é a livre alocação de recursos por seus proprietários, que apostam seu próprio patrimônio no mercado na tentativa de multiplicar o investimento. Seu sucesso depende da aceitação do consumidor que livremente premiará seu talento, trabalho duro e criatividade com dinheiro, numa troca em que ambos saem ganhando.

    Quando governos saem da economia, o espírito empreendedor da população floresce e os caminhos para a mobilidade social se abrem. Nos países em que os burocratas, a elite culpada, os intelectuais e os artistas resolvem decidir em nome do povo onde o dinheiro do país deve ser gasto, o resultado é miséria, corrupção e, claro, mais "desigualdade" entre a elite e o população.

    Ricos, assim como artistas e acadêmicos, devem ser reconhecidos pelo que conquistaram e pelo que sabem fazer, não necessariamente por suas idéias políticas e seu código moral e ético, não raro totalmente distintos do resto da população. Especialmente quando sua principal proposta é filantropia com o dinheiro alheio.

    A solidariedade humana reside na moral e não na economia. O homem mais rico da lista da Forbes é também o fundador da Bill & Melinda Gates Foundation, a maior fundação de caridade do mundo, e seu maior doador é, além do próprio Bill Gates, Warren Buffet. Isto deveria sugerir algo ao brasileiro que aparece na 19a posição.

    Deve haver um ótimo motivo para Lemann não dividir hoje mesmo seu patrimônio. O que não fica bem é ele achar que o problema do mundo é o patrimônio dos outros.
    "

    * * *
  • Tony  03/05/2016 13:46
    Meu Deus do céu, cidadão, vc ter interpretado que o Emerson Luis estaria "concordando" com a redistribuição de riqueza quando Emerson disse que "a foto foi uma ironia fina" (por força dos comentários do sujeito da foto a respeito de redistribuição) FOI DE UMA FAÇANHA EXEMPLAR!

    PARABÉNS!
  • Alexandra Moraes  29/04/2016 21:00
    Aqueles que têm ódio dos capitalistas e querem confiscar sua riqueza simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência. É inegável que todo conforto e progresso material somente se deu através do Capitalismo. Infelizmente ainda não foi inventado nada melhor.
  • Ordnave  04/05/2016 15:11
    @Alex Ranauro
    A sociedade é muito mais complexa que essa simples matemática que tu fizestes. Novamente, a prática comprova que funciona, e muito bem. Não sem problemas, obviamente, mas não consigo ver um modelo melhor por enquanto.
    Não defendo socialismo total (só algumas práticas), do mesmo jeito que faço para o liberalismo, e certamente mantenho distância muito grande de governos totalitários, então o restante do teu comentário não se aplica, pelo menos a mim.



  • anônimo  06/05/2016 13:26
    A grande concentração de renda só acontece hoje por conta de regulações e leis direcionadas advindas de Estados intervencionistas.

    Numa sociedade completamente livre, ficar extremamente rico ante o resto da população é muito mais difícil e, mesmo que alguém o consiga, terá méritos muito grandes para tal, já que beneficiou enorme parte da população (clientes).


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