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Os vários mitos sobre a corrupção
Ela está longe de ser o "grande problema" do país

1. O Brasil é o país mais corrupto do mundo.

Errado.

Não é uma questão de opinião; a afirmação de que o Brasil é o mais corrupto do mundo — tão em voga ultimamente — é objetivamente errada.

Existe um ranking internacional que mede a corrupção e o Brasil está na posição 76 (em 168 países analisados). Ou seja: na primeira metade da classificação e à frente de 93 países que são ainda mais corruptos.

Talvez esta errada percepção venha do costume de querer comparar sempre com países ricos. As pessoas viajam para países ricos, são atualizadas sobre o que acontece na Europa e nos EUA, e lêem bem menos notícias sobre África e Ásia.  

Comparado à Dinamarca e à Nova Zelândia, todo mundo é mais corrupto. Ter como ambição o nível de corrupção da Dinamarca é bom, mas lamentar que o Brasil não seja a Dinamarca é no mínimo injusto. Comparações mais adequadas seriam com países da América Latina ou com outros países pobres ou de renda média.

O Transparency International Index mostra que, na América do Sul, apenas Chile e Uruguai são menos corruptos que o Brasil. Nenhuma surpresa. Entre os BRICS, só a África do Sul é menos corrupta. Comparado a México, Indonésia e Turquia (México-95; Indonésia - 88; Turquia - 66), o nível de corrupção brasileiro não é muito diferente do desses países com nível semelhante de desenvolvimento.

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2. O maior problema do Brasil é a corrupção.

Não.

Segundo a FIESP, segundo o relatório Brazil - Investment and Business Guide e segundo as revistas Latin Trade e Forbes, o impacto da corrupção na economia brasileira varia entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano; ou seja entre 1,38% e 2,3% do PIB (esses dados se referem a 2010).

Segundo um estudo da FGV, em consequência das descobertas da Operação Lava-Jato, a economia brasileira deixou de produzir R$ 87 bilhões em 2015, similar aos percentuais dos relatórios acima. A corrupção tem um efeito simbólico muito forte e toca a moralidade de todos nós, mas as boas análises são aquelas racionais, analíticas e científicas, e não as emotivas.

O economista Samuel Pessoa pensa o mesmo:

Mas o custo da corrupção é muito menor do que o que as pessoas imaginam. O combate à corrupção, embora melhore o país, não fará aparecer recursos vultosos do Tesouro nacional. O Estado brasileiro está mal dimensionado. Arrecada menos do que gasta. E não porque está crescendo menos. Arrecada menos do que gasta por um problema estrutural, que gerou expectativas ruins, que geraram crescimento econômico baixo. O nó brasileiro hoje é o Estado.

O famoso economista Gordon Tullock ajuda a explicar isso ao mostrar que geralmente se consegue um grande favor de um político/burocrata em troca de uma propina relativamente pequena. Ou seja, levando-se em conta a grande recompensa, a corrupção podia até ser maior. Mas não é maior porque 1) a concorrência entre os burocratas reduz o preço das propinas cobradas; 2) há uma falta de confiança entre corrupto e corruptor, os quais, obviamente, não podem processar a outra parte em caso de desrespeito do acordo; e 3) há a pressão da opinião pública.

Mas o que são os 2,3% do PIB perdidos pela corrupção? 

Apenas os repasses do Tesouro para o BNDES — operação essa que utiliza o dinheiro de impostos dos brasileiros para privilegiar os empresários favoritos do governo — chegam a 9% do PIB.

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (e as pedaladas) e as mais de 200 empresas estatais custam muito mais.

Redistribuição regressiva, guerra às drogas, violência, intervencionismo, censura (politicamente correto, marco civil etc.), qualidade do ensino e da saúde estatal, saneamento básico, ineficiência do judiciário e exclusão comercial dos pobres (pelo protecionismo) são apenas alguns dentre problemas muito maiores.

3. Furar a fila é corrupção.

Não. Furar a fila é desonestidade, mas não é um ato de corrupção.

Defensores de políticos gostam de dizer que o brasileiro não tem moral para reclamar, pois fura fila e cola nas provas.

Vamos desenhar as diferenças:

Furar a fila é desonestidade; pagar o burocrata do guichê para pular a fila é corrupção.

Colar na prova é desonestidade; pagar o professor para ter uma nota maior é corrupção.

Ter de explicar a diferença entre desonestidade geral e corrupção é um indício de que a situação é muito grave. Esta comparação descabida interessa apenas aos grandes corruptos do sistema político. O objetivo é transmitir a ideia de que não somos melhores do que eles e, por isso, não podemos reclamar.

Trata-se da desculpa perfeita para quem está no poder.

4. É tudo culpa do jeitinho.

Não.

Os leigos, bem como um discurso popular já enraizado em nossa cultura, tendem a pensar que as causas da corrupção são antropológicas (cultura, honestidade, competência, gênero, nacionalidade, religião etc.).

No entanto, a Ciência Política e a Economia são quase unânimes ao afirmar que as causas são sistêmicas (tipos de regras, sistema de incentivos/desincentivos, estado grande, intervencionismo, muita regulamentação, discricionariedade etc.).

Trata-se de uma questão de incentivos: há regras e arranjos institucionais que incentivam comportamentos negativos.  Havendo um sistema com essas características, isso já é o suficiente para atrair pessoas dispostas a tudo.

Nada a ver com jeitinho.  O jeitinho é a consequência de um arranjo, e não a causa dele.

Os ingênuos acreditam que "é só substituir o corrupto por um honesto".  Só que é o carro que tem de ser trocado, e não o motorista.

Os utopistas quiseram mudar a natureza do homem para criar o "homem novo" (Lenin) e acabaram gerando apenas distopias.  O necessário é construir um sistema que incentive e recompense comportamentos virtuosos, uma arquitetura compatível com a natureza humana. As pontes são construídas levando em consideração a lei da gravidade.  Quando as pontes caem, não adianta culpar a gravidade; o erro está na estrutura.

Karl Popper já dizia: Não precisamos de uma fortaleza feita por homens fortes; precisamos de uma boa fortaleza para evitar que homens fortes façam estragos.

5. Aumentar as penas é a solução.

Ajuda, mas não muito.

Por si só, aumentar sanções e penas, apesar de satisfazer os ímpetos mais justiceiros, não resolve muito.

O único efeito seria o de fazer com que menos pessoas estejam dispostas a correr o risco (maior) de recorrer à corrupção.  Consequentemente, isso levaria a um oligopólio, em que só os grandes e experientes participariam, o que tenderia a fazer com que o valor das propinas e do dinheiro desviado aumente.

6. A culpa é do poder econômico.

De certa forma, sim; mas o real culpado é outro.

Os grandes empresários tentam comprar políticos porque eles têm algo poderoso a ser vendido: leis e regulamentações que garantem privilégios a uns à custa do resto.

Tire este poder de barganha, e o motivo para se comprar políticos acaba.

Por isso, é imperativa a necessidade de se desburocratizar, desregulamentar e simplificar a legislação. Regras simples, claras, gerais e universais impedem que os agentes econômicos comprem políticos em troca de uma legislação específica que os beneficie em detrimento de seus concorrentes.

Neste sentido, a atual legislação — que prevê "corrupção passiva" para os funcionários públicos e "corrupção ativa" para o agente econômico — está totalmente invertida.

7. Limitar ou abolir o financiamento privado de campanhas resolverá tudo.

Muito pelo contrário.

Quando se proíbe (parcialmente ou totalmente) o financiamento eleitoral privado, o que inevitavelmente ocorre é o surgimento do mercado informal.  Aquilo que ocorre na economia privada quando há proibições — pense no mercado informal de drogas e armas —, também ocorre na esfera política.  Haverá ainda mais caixa dois.

O único sistema moralmente aceitável é o financiamento exclusivamente voluntário — individual ou coletivo —, sem teto e sem limite.  Tornando tudo totalmente legal e transparente, os doadores não têm motivos para fazê-lo ilegalmente (e arriscar a prisão).  E os eleitores saberão quem financia quem.

8. Tem de fiscalizar tudo.

Doce ilusão.

Trata-se do notório problema de "quem regula o regulador".

Você quer controlar uma determinada transação econômica, um leilão, uma relação entre duas ou mais pessoas.  Ato contínuo, você nomeia alguém para fiscalizar essa interação.  Beleza.

Mas quem irá fiscalizar o fiscal?

O que irá acontecer é que a corrupção irá se deslocar para a relação entre o fiscal e os fiscalizados.  Haverá agora uma pessoa a mais envolvida na interação — a qual não havia sido convidada —, o que fará com que o valor do dinheiro gasto nesse processo aumente.  Questão meramente econômica.

9. Prender os responsáveis acaba com o problema.

Ajuda, mas nem de longe resolve.

Quando se prende o chefe do tráfico, surge outro em para ocupar o seu lugar. É apenas uma questão de tempo.

É perfeitamente justo punir os responsáveis e recuperar o dinheiro, mas isso é diferente. Isso seria agir nos sintomas, e não na raiz do problema.  Sem atacar a raiz — explicitada nos itens 4 e 6 —, iremos recorrentemente cair nos mesmos erros.

10. A corrupção é a causa da crise atual ou da pobreza

Faz até sentido: todos os países mais corruptos são mais pobres (correlação), logo se pensa que a corrupção gera pobreza (causalidade).

E, é fato, não deixa de ser verdade que a corrupção gera uma perda de bem-estar, desestimula os investimentos estrangeiros, e coloca o sistema em um círculo vicioso, do qual é difícil sair.

Mas o oposto também é verdadeiro: a pobreza gera corrupção.

O economista Gymah-Brempong mostra que a corrupção afeta os mais pobres, pois os mais pobres — por causa de sua situação — estão mais sujeitos a se submeter a um ato corrupto. Um pobre, por exemplo, se chantageado por um funcionário público, é mais propenso a aceitar a extorsão, seja por ter menos opções para escapar, seja por talvez conhecer menos seus direitos, seja por conhecer menos pessoas poderosas (advogados, jornalistas, políticos) para defendê-lo etc.

Se um candidato propõe uma venda de voto em troca de um emprego para seu filho, se você for relativamente rico, você pode não precisar e não aceitar; mas se você for pobre e tal barganha significar sua sobrevivência, então talvez você aceite, mesmo sabendo perfeitamente que se trata de corrupção e de um ato imoral.

É por isso que a corrupção surge mais facilmente em um bairro pobre, em uma zona pobre, em um país pobre. É por isso que a pobreza gera corrupção.

Em tempo: não se está falando aqui que os pobres não entendam ou não tenham moral, muito pelo contrário. É só uma questão de necessidade material.

11. A corrupção é uma doença.

Não, ela é o sintoma.

Como visto acima, a corrupção é um dos sintomas da pobreza.

O jurista peruano Enrique Ghersi mostra que a corrupção, mais do que ser a causa do baixo crescimento, da pobreza e de outras situações negativas, é o efeito, o resultado do protecionismo, do estado forte, e da hiper-regulamentação.

Até mesmo Tácito sabia que "quanto mais corrupto o estado, maior o número de leis".

A corrupção é o sintoma, o poder político é a doença.  É o que, 2000 anos depois, os economistas Art Carden e Lisa Verdon demonstraram: protecionismo e intervencionismo, ao concederem mais poder coercitivo aos burocratas, aos "homens de sistema", geram mais corrupção.

O jornalista P.J. O'Rourke resume tudo: "Quando comprar e vender se tornam atos controlados pela legislação, a primeira coisa a ser vendida e comprada são os legisladores".

12. Corrupção legalizada não existe.

Existe sim, e todos são obrigados a praticá-la.

Se um funcionário do porto pede propina quando você importa uma carga de mercadoria, ou se um burocrata pede propina para você poder abrir sua loja, colocar uma placa comercial na sua vitrine, ou mesmo para colocar uma porta no seu prédio — qual a diferença disso para você ter de pagar uma taxa para obter autorizações e licenças da prefeitura?

Se você paga alguém para furar a fila e entrar na frente dela, prejudicando todos os demais que estão lá atrás, isso é corrupção.  Porém, se você paga um despachante que talvez tenha algumas "amizades" entre os funcionários públicos, e com isso consegue agilizar o processo — igualmente prejudicando quem está "lá atrás" —, aí é legal.

Agora tente explicar para um americano o que é um cartório e o que é um despachante.  Veja se ele entende e veja se ele não pensa que se trata de corrupção.

13. Todos os tipos de corrupção são economicamente ineficientes.

Considere a Coréia do Norte, ou um campo de concentração nazista, ou um gulag. Tudo é proibido: é proibido entrar produtos; é proibido o comércio interno. No entanto, se você se arriscar e conseguir introduzir algum produto, o bem-estar da população irá aumentar.

Igualmente, suponha que há uma legislação estipulando que, para alguém poder importar uma mercadoria, são necessárias várias autorizações, licenças, taxas, documentos etc. Suponha também que tudo isso tenha um custo de R$ 3.000.

Suponha agora que um fiscal da alfândega peça R$ 1.000 para driblar tudo isso. O importador ganha, o fiscal ganha e os clientes finais ganham (pois a mercadoria chega mais cedo e vem mais barata).  É um jogo em que todos ganham.

O resultado econômico é positivo, o bem-estar de todos aumenta. No fundo, é exatamente por isso que as pessoas pagam: porque lhes é conveniente. Se não fosse, não pagariam.

Temos então 3 situações possíveis:  

a) Ausência da legislação;

b) Presença de legislação e obediência total;  

c) Presença de legislação e desobediência.

A situação "a" é a ideal e a que gera mais bem-estar.  A situação "b" é a que gera menos bem-estar.  Já a situação "c" é a segunda melhor.  

Com isso, é possível entender que existem dois tipos diferentes de corrupção: corrupção entre dois agentes políticos (o dinheiro que deveria ir para o estádio de Manaus vai para a conta pessoal de alguém) e a corrupção entre um agente econômico e um agente político (o exemplo da alfândega).

No primeiro caso, toda a sociedade foi fraudada, pois o dinheiro de seus impostos, que foi recolhido para um determinado fim, foi parar na conta bancária de um espertalhão. No segundo caso, mais dinheiro fica com seus originários e legítimos donos; mais dinheiro fica com o setor produtivo.  E isso é economicamente mais eficiente.

Se uma legislação é economicamente eficiente, então respeitá-la gera eficiência.  Se ela não é economicamente eficiente, então respeitá-la torna tudo mais ineficiente. (O supracitado estudo dos economistas Carden e Verdon demonstra exatamente isso).

Já a questão jurídica sobre legalidade e ética é diferente. Pense em uma legislação que, para você, é a mais ineficiente de todas.  Agora imagine dois países, um onde ela é plenamente respeitada, e outro onde todos a desconsideram. Faça uma análise técnica, uma previsão: qual país crescerá mais?

14. A corrupção é uma patologia da política.

Errado. A corrupção é a alma da política.

As pessoas se surpreendem e se indignam com a corrupção porque, implicitamente, pensam que o dinheiro desviado deveria ir para a merenda escolar das criancinhas, para os hospitais dos doentes, ou para algum grande projeto de desenvolvimento nacional. Elas não imaginam que o dinheiro estava indo para o estádio de Manaus, para a festa de Carnaval, para alguma empresa amiga do alto escalão do governo, ou para uma ONG governista.

Ou seja, parte-se da premissa de que a política visa pura e simplesmente o bem-comum, e que os políticos são serem abnegados que pensam na coletividade.

Consequentemente, quando se descobre (quando se descobre) que não é bem isso o que ocorre, ficam horrorizadas.  E, ainda assim, continuam acreditando que tudo não passa de um ato perpetrado por apenas um ou dois políticos safados, e que a política em si é uma atividade boa e nobre.

A pergunta então passa a ser: quantos "desvios" mais serão necessários para que essas pessoas finalmente entendam que talvez esta seja a tendência e a essência da política, e que tais atos não são um simples desvio de conduta, mas sim a regra geral?  

Considere esta possibilidade: a política é simplesmente uma atividade humana, a qual é empreendida por indivíduos racionais e com interesses próprios.  Eles têm desejos e ambições.  Irão persegui-los legalmente e, às vezes, ilegalmente.  E, em alguns casos, serão descobertos.

Isso é o que demonstram as melhores escolas de pensamento: a Escola Austríaca, a Teoria da Escolha Pública, a Escola Elitista, o Realismo Europeu etc. Quem conhece o básico destas escolas jamais se surpreende de forma infantil quando estoura algum escândalo de corrupção.  Ao contrário, aliás: consegue enxergar atos similares à sua volta, porém tidos como perfeitamente legais.

15. A solução é mais estado e mais concentração do poder político.

Exatamente o oposto.

Mises, Hayek, Friedman, Bauer, Becker, Colombatto, Blattman, Wallis, Anne-Krueger e muitos outros mostram que há uma correlação positiva entre corrupção e intervencionismo: mais protecionismo, mais burocracia, mais regulamentação; mais intervencionismo, mais poder político, mais arbitrariedade — tudo isso necessariamente gera mais corrupção.

Quanto maior a concentração de poder político, maior a corrupção.

Vale repetir a frase de O'Rourke: "Quando comprar e vender se tornam atos controlados pela legislação, a primeira coisa a ser vendida e comprada são os legisladores".

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Fonte: Revista Época


13 votos

autor

Adriano Gianturco G.
é professor do IBMEC-MG, Doutor em Teoria Política e Econômica pela Universidade de Genova, Mestre em Ciência Política pela Universidade de Turim, Bacharel em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Roma Tre. Publicou vários artigos acadêmicos sobre I. Kirzner; B. Leoni; Abstencionismo e votos brancos etc. É autor do livro L´imprenditorialitá di Israel Kirzner.

  • Felipe  24/03/2016 15:00
    Muito interessante, gosto quando os assuntos abordados possuem um viés prático.

    Apenas uma observação: o título não está em harmonia com a forma do conteúdo. O título fala "Os vários mitos sobre a corrupção", mas em seguida lista uma série de afirmações que não são mitos... Acho que ficaria melhor se a palavra "não" fosse suprimida dos subtítulos - para que fossem, de fato, mitos.

    Mas isto em nada compromete o entendimento do texto.

  • André Cardoso  24/03/2016 16:28
    Vocês poderiam corrigir o início do texto?
    "1. O Brasil não é o país mais corrupto do mundo.
    Não é uma questão de opinião; tal afirmação está objetivamente errada."
    Retirem o não da primeira frase ou troquem o errada por correta.
    Quero divulgar esse excelente texto mas tenho certeza que esse pequeno erro logo no início será a desculpa de alguns para criticá-lo ou não continuar lendo.
    abs
  • OTTON TIBURTINO  28/12/2016 00:32
    ... Observação de quem mesmo reside e mora no Brasil, quatro olhos acesos ...
  • Carlos Alberto Resende Sobral  24/03/2016 15:25
    Concordo plenamente com Adriano. Brilhante!
  • Tannhauser  24/03/2016 15:28
    Bom texto.

    Sobre o item 2, dois pontos:

    1. Como conseguem calcular o impacto da corrupção, tendo em vista que nada é divulgado abertamente. Calculam somente a corrupção comprovada?

    2. Discordo de que o impacto é pequeno, haja vista a corrupção existir justamente para ganhar licitações e receber repasses do BNDES. A propina é somente a ponta do iceberg, os repasses do BNDES são o verdadeiro impacto.


    Sobre o item 4, um complemento:

    A política é um sistema que seleciona os mais corruptos de uma população, a cauda da distribuição. Da mesma forma, na média, o jogo de basquete seleciona os mais altos de uma população para jogar. Na política, os sociopatas têm vantagem sobre as pessoas normais, eles podem fazer o diabo para alcançar o poder. Eles são o Stephen Curry da política.
  • mauricio barbosa  24/03/2016 19:45
    Tannhauser, estes valores são estimativas, haja vista a carga tributaria ser 36% do Pib, a corrupção giraria em torno de 10% desse valor, o equivalente a 4% do Pib.
  • Andre Henrique  24/03/2016 15:54
    Outro fator tem impacto negativo maior que a corrupção: a ineficiência administrativa pública.
    Essa é a maior causa de nosso subdesenvolvimento.
    Soluções:
    1) Privatizar e derrubar barreiras alfandegárias/regulatórias
    2) Privatizar e derrubar barreiras alfandegárias/regulatórias
    3) Privatizar e derrubar barreiras alfandegárias/regulatórias
    4) Privatizar e derrubar barreiras alfandegárias/regulatórias
    5) Privatizar e derrubar barreiras alfandegárias/regulatórias
  • Mais Mises...  24/03/2016 15:56
    Muito bom o texto.Traz-nos aspectos que até então também não tinham me ocorrido. Aguardando a continuação.
  • Auxiliar  24/03/2016 16:27
    Já publicada.
  • Observação  24/03/2016 16:15
    Uma observação quanto ao item 9:

    Embora o autor tenha feito ressalva semelhante no corpo do item, é de rigor ressaltar o seguinte: quando se pede por prisão de quem rouba dinheiro público, não se pode com isso pretender q a prisão vise a "resolver" o problema em geral do roubo de dinheiro público, assim como a punição de um homicida não visa (ou não pode visar) a "resolver" o problema dos homicídios em geral. O que se pretende é punir o meliante pela prática de um crime (crime esse - roubo - muito grave à luz do libertarianismo), e ponto. Do ponto de vista da moralidade libertária, quem rouba dinheiro de terceiros merece ser punido.

  • Leomax Costa  31/03/2016 22:02
    Isso mesmo! Pelo menos aquele meliante preso estará por algum tempo impedido de agir.
  • Leomax Costa  31/03/2016 22:39
    Bem feito, porém há alguns equívocos. Comento de acordo com a numeração dos ítens.
    1 - Não é consolo admitir "sou péssimo, mas há outros piores". Tem-se que comparar é com os melhores mesmo. Não somos uma única raça - humana, em que seus indivíduos são iguais?
    2 - A afirmação não é unanimidade. Longe disso. Diz-se por dizer, dependendo da situação e das notícias.
    15 - Pouca gente diz isso hoje. O socialismo fracassou e, quem usa algum raciocínio constatou isso e mudou seu pensamento.
    14 - Acho que a maioria não pensa assim.
    11 - O texto não prova o que contesta.
    7 - Talvez a proibição do financiamento privado das empresas mais algo que impedisse por exemplo que alguém financiasse TODOS os candidatos. O que pretende com isso?
    6 - O poder econômico alça os políticos ao poder. Os políticos criam as leis que protegem a si e às empresas que os apoiaram. Então.....
  • Suellen  24/03/2016 16:27
    Fantástico.
  • Pobre Paulista  24/03/2016 16:34
    Ei! Eu juro que vi uma econometria aí! Tem até um R^2, não foi mostrado mas está lá!

    "...e muitos outros mostram que há uma correlação positiva entre corrupção e intervencionismo"

    Correlação não implica causalidade. O gráfico não prova que o intervencionismo causa a corrupção, como o texto sugere. É perfeitamente razoável supor que sociedades mais corruptas tendam a optar pelo intervencionismo. Aliás me parece a leitura mais sensata: Pessoas corruptas sempre irão tentar tirar vantagem do próximo sem fazer esforço.

    Agora tirem esses econometristas da sala por favor.
  • Ricardo  24/03/2016 17:56
    "É perfeitamente razoável supor que sociedades mais corruptas tendam a optar pelo intervencionismo."

    Vejamos seu argumento.

    "Aliás me parece a leitura mais sensata: Pessoas corruptas sempre irão tentar tirar vantagem do próximo sem fazer esforço."

    Sorry, mas esse seu achismo não comprova seu palpite. "Tentar tirar vantagem do próximo sem fazer esforço" não é a definição de corrupção. Aliás, nem sequer chega a ser a definição de intervencionismo. Esse é apenas a definição de "espertalhão".

    Em tempo: não apenas também tenho desprezo por econometria, como estou totalmente aberto à sua tese. Mas você tem de substanciá-la. Até o momento, nada.
  • Lopes  24/03/2016 18:58
    Analisando melhor o que foi dito pelo Paulista, há um bom elemento de verdade.

    Segundo Fukuyama no seu livro "Confiança" a burocracia (e a necessidade dela pelo estado) nasce justamente da desconfiança de um indivíduo pelo outro (assumindo que os burocratas têm boas intenções). Se o estado está entregando um benefício social sem que ele possa confiar nas pessoas, há sempre a crença de que uma burocracia para analisar comprovações evitará fraudes. Mas é claro que no mundo real não é isso que acontece. A burocracia não acaba com a desonestidade das pessoas, remunera-as.

    Agora como a desonestidade "que justifica a desconfiança que facilita a burocracia que beneficia a desonestidade" surge?

    Aí somente lendo o livro. Mas alguns fatores como a imigração em massa de gente de culturas diferentes (quase sempre vindo pelos benefícios estatais) já pôde ser correlacionado com o declínio da confiança em cidades pequenas, por exemplo. Influenciará tanto se você deixará seus filhos brincarem na rua perto de desconhecidos como se a prefeitura deve entregar benefícios a qualquer pessoa que as peça.
  • anônimo  24/03/2016 21:13
    '"Tentar tirar vantagem do próximo sem fazer esforço" não é a definição de corrupção.'

    Não é nem precisa ser, será que é tão difícil ver que a mesma falta de vergonha na cara que gera uma coisa, gera a outra?
  • O Endireitador  24/03/2016 22:46
    Um aluno universitário está fazendo um curso de merda do qual ele só quer o diploma (pois o estado determina que só quem tem um diploma pode exercer uma profissão). Ele não está aprendendo bosta nenhuma, mas precisa daquele canudo por uma mera imposição estatal.

    Ato contínuo, e dado que ele tem coisas mais importantes a fazer (como trabalhar para se sustentar), ele não tem saco para ficar fazendo trabalhos em grupo. Mas apenas pede para que seu nome seja incluído no trabalho final.

    Seus colegas aceitam, pois são gente boa.

    Temos aí uma clara situação de alguém que "tirou vantagem do próximo sem fazer esforço".

    Agora diga-me: como isso aí explica o Petrolão e o esquema da Odebrecht? Estou bastante interessado em saber.
  • Lopes  24/03/2016 18:17
    Como o intervencionismo se manifesta no dia-a-dia? Regulamentação.

    Como todos os vigaristas das grandes empresas até os comerciantes de carros usados manipulam as regulamentações (como a Anatel e o Detran)? Lavando mãos com água em abundância.

    Nada dito pelo Paulista está errado. Viso apenas repetir a tese que está dispersa por vários itens do artigo.
  • Pobre Paulista  24/03/2016 23:57
    Ricardo, nem de longe era uma Tese e sim uma mera elucubração.

    Sobre seu comentário, eu não quis dizer que pessoas que tentam tirar vantagens dos outros são corruptos, e sim que os corruptos tentam tirar vantagem dos outros, e por conta disso vão parar na política, nos sindicatos e afins. Algo como o que está nestes artigos a seguir:

    Não importa quem vença, um sociopata será eleito
    A democracia estimula o pior tipo de competição
    O estado atrai sociopatas

    E nem disso que isso era uma verdade irrefutável, disse apenas que era razoável supor isso, e que na minha visão essa leitura era mais sensata.
  • Spark  25/03/2016 00:41
    O tal Ricardo Herrmann sumiu depois que foi revelada sua identidade de "técnico do Banco Central".
  • Vik  06/04/2016 21:39
    Foi uma elucubração?
  • Richard  24/03/2016 16:44
    Achei bem fraquinho o texto... Comparar o jeitinho brasileiro, furar fila, ou qualquer ato desonesto é plenamente viável e equivalente à corrupção. O mundo inteiro sabe que os conceitos são diferentes, ninguém lendo Mises é adolescente, a questão é a intenção do corrupto ou do desonesto: sempre a mesma! Que é: Tirar vantagem de situações em que se consiga suceder-se sem consequências - ainda que em detrimento de um terceiro.
    Os outros itens sequer faz sentido comentar, dizer que fiscalizar ou prender os responsáveis não adianta beira o ridículo. É o típico texto com o famoso desespero para 'ser do contra'. Como se uma forma totalmente imprevisível de se criticar o mundo fosse sinônimo de inteligência ou de coerência.
  • Burton  24/03/2016 19:34
    "Comparar o jeitinho brasileiro, furar fila, ou qualquer ato desonesto é plenamente viável e equivalente à corrupção."

    Ininteligível.

    "a questão é a intenção do corrupto ou do desonesto: sempre a mesma! Que é: Tirar vantagem de situações em que se consiga suceder-se sem consequências - ainda que em detrimento de um terceiro."

    Frase totalmente contraditória. É impossível "suceder-se sem consequências" e ao mesmo tempo "em detrimento de um terceiro".

    Ou é sem consequências ou é em detrimento de um terceiro. Os dois ao mesmo tempo não dá.

    Você está bem fraquinho de interpretação e de lógica.

    "dizer que fiscalizar ou prender os responsáveis não adianta beira o ridículo."

    Ridículo por quê? Começo a crer que você vive em outro mundo: a esmagadora maioria dos atos de corrupção -- atos estes que não são noticiados com pompa e circunstância -- ocorrem justamente entre reguladores e regulados.

    Veja, por exemplo, essa notícia (negritos meus):


    Operadora móvel acusa Anatel de negociar decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

    Talvez você se lembre da Aeiou, operadora de celular que atuou no DDD 11 por um breve período, e desapareceu em meados de 2010.

    Agora, segundo a Folha, a empresa por trás da operadora tem sérias acusações a fazer contra Anatel, Vivo, Oi, Claro e TIM.

    A Unicel diz que as quatro maiores operadoras do país formaram um cartel para impedir a entrada de novos concorrentes. O grupo agiria em conluio com a Anatel, que negociaria pareceres, votos e até decisões finais com elas.

    A denúncia foi apresentada este mês ao Ministério Público Federal pelo controlador da Unicel, José Roberto Melo da Silva (foto acima). Ele diz que, quando alguma operadora envia um assunto de interesse para a Anatel analisar, alguns superintendentes já acertariam seus pareceres técnicos de acordo com os interesses do suposto cartel.

    Depois, quando esses pareceres seguem para análise, o relator responsável sofreria pressão interna para aprová-lo. No entanto, se alguma proposta fosse de interesse contrário ao do cartel, haveria pressão para vetá-la – como as outorgas da Unicel, por exemplo.

    Melo da Silva fez esta acusação de forma pública em dezembro, quando a Nextel pediu autorização da Anatel para comprar sua empresa. Prevendo que a agência não aprovaria o negócio, Melo da Silva disse ao Valor:

    O que vemos aqui é a Anatel sendo pressionada por um cartel formado pelas quatro grandes operadoras impedindo a entrada no mercado do quinto competidor.



    Acorda para o mundo cidadão. Quem irá regular os reguladores?

    "É o típico texto com o famoso desespero para 'ser do contra'. Como se uma forma totalmente imprevisível de se criticar o mundo fosse sinônimo de inteligência ou de coerência."

    Devo, então, imaginar que este seu chilique, mal escrito, mal articulado e sem qualquer argumento em contrário, representa a forma mais elevada de inteligência e de coerência.
  • Richard  07/04/2016 14:40
    Primeiro que essa linguagem rebuscada e pedantismo não intimida ninguém, é bom deixa claro antes de qualquer coisa.

    Segundo que não sou a favor de regulamentação, sou a favor punição e fiscalização PÚBLICA, e não privada. Fiscalizar o público - que em um mundo perfeito seria mínimo.

    A ideia é mais simples do que você interpretou: Não precisa se apegar a conceitos feitos, dicionários, ou qualquer outra coisa irrelevante que leva aos mesmos fins. Corrupção, furar fila e qualquer outro dos exemplos são equivalentes SIM. O que muda é a intensidade na qual seria dada a punição. Uma pessoa que fura fila pode sim ser dada como potencial corrupta, porque a finalidade é a mesma: Tirar vantagem de forma antiética ou imoral.

    A partir do momento que você pega dois conceitos diferentes e analíticos para dizer que não é a mesma coisa, ou seja, apontando o óbvio só para contrariar convenções comportamentais, só o que está fazendo é ser pedante, ou mesmo arrogante. Mostrando apenas que sabe 'googlar'.
  • Taxidermista  24/03/2016 17:26
    Em conjunto com o artigo, vale rememorar texto do gigante Hans F. Sennholz:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822



    Outros textos importantes sobre a temática:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1993

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2075

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2154
  • Guilherme  24/03/2016 17:55
    Não entendi algumas coisas. O texto fala da diferença entre desonestidade e corrupção e deixa claro a diferença entre as duas. Mas não vejo como alguém ser corrupto e não ser desonesto, Essa base de desonestidade não pode alavancar um avanço para a corrupção em qualquer pessoa? Outra coisa é o item 10, que a corrupção não é a causa da pobreza, mas sim o contrário. Acredito que é só olhar para esse mapa vermelho ai em cima que essa afirmação fica estranha. o texto diz que o combate da corrupção deixou de movimentar mais de 87 bilhões de reais na nossa economia. Então seria melhor viver com a corrupção e produzir mais do que combate-la e viver na crise?
  • Soares  24/03/2016 18:54
    "Mas não vejo como alguém ser corrupto e não ser desonesto"

    Isso é muito turvo.

    Por exemplo, você ter de molhar a mão de um fiscal para ele permitir que você trabalhe (abrir sua loja e começar a empreender) seria desonestidade? Seria corrupção? Seria ambos ou não seria nenhum?

    A sociedade diria que você foi corrupto e desonesto.

    Minha resposta: a corrupção foi apenas do fiscal e não sua. E de maneira alguma houve qualquer desonestidade da sua parte. Você quer empreender e trabalhar, mas um burocrata f.d.p. está ali, cumprindo ordens imbecis, e fazendo de tudo para lhe atrapalhar. Que solução lhe resta? Você tem de trabalhar para sustentar sua família, e o burocrata está doidinho para lhe f**er. Ou você paga o arrego ou sua família passa fome.

    O fiscal está cobrando por algo que nem sequer deveria existir (a intervenção do estado). É idêntico a um mafioso cobrar de você uma taxa de proteção. Você ter de pagá-la não configura nem corrupção e nem muito menos desonestidade de sua parte.

    "Essa base de desonestidade não pode alavancar um avanço para a corrupção em qualquer pessoa?"

    Da parte do fiscal, sem dúvida. Da sua parte, não vejo por quê.

    "Outra coisa é o item 10, que a corrupção não é a causa da pobreza, mas sim o contrário. Acredito que é só olhar para esse mapa vermelho ai em cima que essa afirmação fica estranha. o texto diz que o combate da corrupção deixou de movimentar mais de 87 bilhões de reais na nossa economia. Então seria melhor viver com a corrupção e produzir mais do que combate-la e viver na crise?"

    Não entendi a lógica.
  • Emerson Luis  25/03/2016 11:14

    "Mas não vejo como alguém ser corrupto e não ser desonesto"

    O texto não diz que uma pessoa ou é corrupta ou é honesta. Ele diz que todo corrupto é desonesto, mas nem todo desonesto é corrupto. Em termos de Lógica dos Conjuntos:

    O conjunto A (os corruptos) é um subconjunto do conjunto B (os desonestos). Quem está no subconjunto A está no conjunto B, mas nem todo mundo que está em B está em A.

    Todo carioca é brasileiro, mas nem todo brasileiro é carioca.

    * * *

  • Luiz Novi  24/03/2016 18:08
    Um caso análogo é dizer que a ganância dos banqueiros gera bolhas. O que gera bolhas não é a ganância dos banqueiros, mas sim o poder político de imprimir moeda irresponsavelmente, incentivando o sistema bancário a criar dinheiro do nada, levados por uma tentação de lucros exorbitantes.
  • opinador  24/03/2016 19:09
    Isso mesmo.

    Os banqueiros só usufruem do sistema financeiro falho em seu proveito.

    Os bancos , principalmente aqui no Brasil fazem parte de um imenso cartel totalmente regulado.

    E ainda tiram proveito da impressão de dinheiro e reserva fracionária.

    Se não houvesse banco central e houvesse livre mercado dos bancos, os juros cairiam e qualquer um poderia abrir um banco.
  • Renato  24/03/2016 21:24
    Estamos no momento ideal para ajudar a tirar da cabeça do brasileiro esses pensamentos estatistas. Por isso temos que agir para que muitos tenham essas informações.

    Quem quer criar um grupo para agir nesse sentido de informar as pessoas de como os políticos são perigosos para toda a sociedade?

    Quem for do Rio de Janeiro, e se interessar, poderemos falar sobre isso.

    Os primeiros que poderemos alertar é a classe empreendedora do país. Cobraríamos uma quantia, de comum acordo, troca voluntária, com esses empresários para que o grupo criado tenha condições de fazer esse serviço para todos os que não tem contato com os pensamentos de livre-mercado.

    Quem é do Rio de Janeiro e está interessado?
  • Ed  25/03/2016 00:08
    Faltou tocar em um ponto muito importante: sonegação não é corrupção.
  • Paulo Machado  25/03/2016 00:38
    É corrupção sim! Além de ser coisa típica de vagabundo, pois usufrui de algo pago pelos outros. Você é uma vergonha!
  • de Assis  25/03/2016 01:41
    "Sonegar imposto" significa não dar à máfia os frutos do seu trabalho. Qualquer pessoa ética e de bem tem o dever moral de não dar seu dinheiro para bandidos.

    A sonegação é exatamente a única e última linha de defesa do empreededor. É a sonegação que permite que ele retenha para si um mínimo de dinheiro, o que lhe permite contratar mais pessoas e fazer mais investimentos. Pessoas como você, que certamente nunca empreendeu na vida, acham que o estado deve sugar cada centavo de empreendedores e trabalhadores do setor privado para sustentar os políticos, burocratas e parasitas do setor público.

    Quem não entrega seu dinheiro para a máfia e, em vez disso, o utiliza para empregar pessoas, investir, e criar renda -- este sim é o verdadeiro herói que deve ser reverenciado.

    Ao dar dinheiro para bandidos, você aumenta o poder deles, causando estragos para outros empreendedores.

    Quem critica sonegação não tem a coragem moral de dizer que está simplesmente defendendo que políticos tenham mais dinheiro para si e para dar aumentos salariais para os parasitas do setor público. Lixo moral.

    No mais, se um assaltante lhe aponta uma arma e você se recusa a entregar a ele seu dinheiro, isso é corrupção?
  • Andre  25/03/2016 00:39
    Sonegação é autodefesa do patrimônio.
  • Rockatansky  25/03/2016 00:45
  • Henrique Zucatelli  25/03/2016 11:13
    Sonegar é vida!
  • Motta  25/03/2016 00:15
    Mas esse é tão óbvio que nem precisa. Tem até artigo exclusivo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=335
  • PauloH  25/03/2016 05:01
    Rejeito qualquer forma de "calculo de prejuízo que a corrupção traz", primeiro, o custo de oportunidade não é levado em contra nesses cálculos. No Brasil, já teve casos de corrupção para políticos se posicionarem contra a reforma tributária.. Podemos dizer quanto foi perdido em desvio para comprar apoio político, mas não podemos dizer o quanto o país perdeu por não aprovar tal lei. Achei o artigo fraco nesse ponto.

    E o segundo ponto, que o artigo toca " necessário é construir um sistema que incentive e recompense comportamentos virtuosos"..

    Porem, se é o povo que constrói tal sistema, sua cultura pode ser sim a responsável pela corrupção; Um povo que demande um estado grande, com poder concentrado, terá comoo resultado a corrupção.

    A corrupção pode ser a consequência desse estado inchado, mas o estado inchado é consequência do povo.

    Só dar para escapar da cultura, mentalidade do povo, se você considerar que o tamanho do governo Brasileiro não seja resultado de uma demanda popular
  • Emerson Luis  25/03/2016 11:05

    "Os ingênuos acreditam que "é só substituir o corrupto por um honesto". Só que é o carro que tem de ser trocado, e não o motorista."

    Às vezes o "motorista" tem que ser trocado também. Mas concordo plenamente que não basta trocar o mau "motorista", é necessário trocar o "carro" (mudar o sistema) para que ele deixe de premiar e atrair maus "motoristas"

    * * *

  • Ernesto  25/03/2016 12:48
    A estimativa de que a corrupção no Brasil tenha um impacto de até 2,3% do PIB [não foi feita pelo autor do artigo] é no mínimo ingênua. Falta considerar os efeitos indiretos da corrupção: todos os mecanismos burocráticos de controle que são criados para limitar a corrupção e o custo para mantê-los [tribunais de contas, controladorias, etc...], os atrasos nas licitações e execução de obras, todas as ações judiciais para punir os infratores. Só no INSS, por exemplo, as concessões de benefícios ilegais, o lançamento de vínculos empregatícios inexistentes e a aposentadoria rural de pessoas que habitam as cidades e nunca pisaram os pés no campo devem ultrapassar essa estimativa por mais de uma cabeça.
    Afora isso, o artigo é primoroso, e desconstrói o mito de que o brasileiro é um corrupto inato.
  • Sergio  25/03/2016 13:38
    Concordo com a inferência de que a maior presença do Estado na economia é o fator principal que enseja a corrupção. Porém discordo em alguns aspectos. Inicialmente, não parecem razoáveis as estimativas com perdas da corrupção. Quando se pensa não somente nos valores das propinas movimentadas, mas em todo o prejuízo que um complexo como a Comperj ou a Usina de Angra 3 provocam em termos de custo financeiro total, manutenção da inutilidade e inevitável sucateamento, é de esperar que o prejuízo real seja muito maior. Por fim, o aumento da punição é diretamente proporcional ao risco. É ilógico supor que o aumento da punição não inibe a prática. Risco maior, reverte em menos atores dispostos a atuar, dos dois lados.
  • Thiago Teixeira   25/03/2016 20:51
    Quando ouço "a corrupção é o maior problema do Brasil", costumo retrucar com "Não, a corrupção é o segundo maior. O Maior problema do Brasil é a improdutividade."

    Admito que é também uma simplificacao, mas bem mais prócima da verdade do que a afirmacao inicial.
    A improdutividade é fruto de que? De má gestão. Que é fruto de despreparo e do gigantismo estatal. O despreparo é fruto de desmotivação e má educacao. Essa má educacaoé fruto também do gigantismo estatal, e do despreparo prévio do educador.
  • anônimo  26/03/2016 14:27
    Má educação é fruto do educador...não.Educação de qualidade e de graça já existe pra qualquer um que tenha interesse em procurar.
    Agora podem inventar outra desculpa pra negar a responsabilidade do povo brasileiro.
  • Geraldo Boz Junior  25/03/2016 22:03
    Artigo interessante, mas, dado o título "Vários mitos sobre a corrupção", eu esperava que cada tópico trouxesse um mito, mas não é assim. Os tópicos são afirmações negativas e sinceramente em alguns eu fiquei em dúvida sobre a posição do autor. Particularmente, acho que o artigo seria mais claro se os tópicos fossem uma lista de mitos.

    Por exemplo:
    Em vez de:
    1. O Brasil NÃO é o país mais corrupto do mundo.
    mais claro seria:
    MITO 1: O Brasil é o país mais corrupto do mundo.

    Em vez de:
    5. Aumentar as penas NÃO resolve nada
    mais claro seria:
    MITO 5: Aumentar as penas diminui a corrupção

    Em vez de:
    9. Prender os responsáveis não resolve o problema
    mais claro seria:
    MITO 9: Prender os responsáveis acaba com a corrupção

    Em vez de:
    14. A corrupção não é uma patologia da política, é a sua fisiologia
    mais claro seria:
    MITO 14: A corrupção é uma doença da política.

    E assim por diante.
  • Felipe R  26/03/2016 11:22
    Bom artigo.

    Com relação ao item 2, sei que existe um artigo acadêmico que chegou a números interessantes: enquanto a perda com corrupção é em torno de 10%, o desperdício por ineficiência estatal gira em torno ce 30%. Infelizmente nunca tive acesso ao trabalho completo.
  • Marcelo Simões Nunes  26/03/2016 15:03
    Não me considero um membro do Mises. Até hoje ainda não fui capturado por nenhum partido, grupo ou escola. Mas sou seduzido por muitas das ideias aqui expostas, em defesa do livre mercado e na argumentação da desconstrução do estado. Já li artigos maravilhosos que me fizeram rever muitos conceitos. No entanto, a ideia fixa de muitos aqui de que o grande mal é o estado, leva ao imobilismo e ao equívoco de não priorizar determinadas urgências. É como se o remédio para resolver todos os problemas da Dinamarca e da Venezuela fosse o mesmo: acabar com o estado. Ainda que não se saiba como. Fora isso, não há o que fazer.
    Ainda que concorde com parte do artigo, achei-o profundamente infeliz. Não é por acaso que o Mises vem publicando vários artigos sobre corrupção. O contexto é a operação Lava Jato, sem dúvida. A autor defende a tese de que a corrupção é endêmica e inerente ao sistema democrático. Esse argumento, embora parcialmente correto, cai como uma luva para os defensores do lulopetismo. "Somos todos corruptos", portanto não há porque prender Lula ou promover o impeachment de Dilma. Concluir que a democracia é inerentemente corrupta é chover no molhado. Ou por acaso a URSS ou Cuba, ou a monarquia de Luís XVI, ou o império romano não são inerentemente corruptos? Ou, por acaso, a corrupção só existe em governos? Não existe na iniciativa privada ou em outros campos das relações humanas?
    O autor parece não compreender sequer o que é corrupção e comete um equívoco fatal de não reconhecer a enorme diferença existente entre a corrupção política costumeira, de enriquecimento pessoal, é corrupção lulopetista, de aparelhamento do estado num projeto de poder que, se concluído, levaria a instauração de um estado comunista totalitário. Projeto que se estende além das fronteiras nacionais, conforme evidenciam as atas do foro da São Paulo. Autor confunde o conceito de corrupção com lamentáveis exemplos. Esclarecendo: a corrupção é passiva quando o funcionário público solicita vantagem para executar ou não algo. Não importa se o objeto é ilícito ou não. Nem se o ato se consumou. Por exemplo: se pede propina para acelerar uma ação ainda que lícita, já cometeu o crime, mesmo que o beneficiado não concorde com o pagamento. Quando o interessado oferece vantagem ao funcionário público há a corrupção ativa. Quando ambos estão em conluio, é passiva e ativa. Quando o funcionário não solicita amigavelmente, mas exige um pagamento para que algo aconteça ou deixe de acontecer, isso já não é corrupção, mas crime de concussão. E poderia ser de extorsão, se houvesse, além da exigência, o emprego de violência. Na concussão e na extorsão o beneficiado é a vítima, se o objeto é lícito, ainda que concorde com o pagamento.
    O autor cita uma estimativa (achômetro) de que a corrupção causa um prejuízo de 2,3 por cento do PIB e afirma que esse valor é insignificante. Não merece nem comentário. Faço apenas uma pergunta. Qual seria o custo se o Brasil, via aparelhamento do estado, se transformar numa enorme Cuba? Se é verdade que a corrupção (não toda) se alimenta da pobreza, não menos verdade é que a corrupção gera pobreza, pois, do contrário, teríamos de admitir que ela é completamente inócua. Afirmar que medidas como fiscalização, legislação mais dura, e condenações criminais não produzem resultados é uma afirmação tão ridícula, quanto afirmar que nenhum estado rouba e ou constrange seus súditos, pois os mecanismos que o estado utiliza são precisamente esses mesmos que o autor despreza.
    Parece que os poetas compreendem o mundo melhor que analistas diversos. Se não me falha a memória, foi Vitor Hugo quem disse: "o poder corrompe e o poder absoluto, corrompe absolutamente". Com isso concordamos.
  • Ricardo  26/03/2016 15:48
    "No entanto, a ideia fixa de muitos aqui de que o grande mal é o estado, leva ao imobilismo e ao equívoco de não priorizar determinadas urgências. É como se o remédio para resolver todos os problemas da Dinamarca e da Venezuela fosse o mesmo: acabar com o estado. Ainda que não se saiba como. Fora isso, não há o que fazer."

    Desculpe-me a sinceridade, mas se você realmente interpretou isso, então a coisa está realmente feia no que tange à capacidade de leitura do brasileiro.

    O artigo -- escrito por um italiano que mora no Brasil -- chega até mesmo a ser repetitivo ao propor as soluções (e nenhuma delas envolve o fim do estado).

    Em um parágrafo está escrito:

    "No entanto, a Ciência Política e a Economia são quase unânimes ao afirmar que as causas [da corrupção] são sistêmicas (tipos de regras, sistema de incentivos/desincentivos, estado grande, intervencionismo, muita regulamentação, discricionariedade etc.).

    Trata-se de uma questão de incentivos: há regras e arranjos institucionais que incentivam comportamentos negativos. Havendo um sistema com essas características, isso já é o suficiente para atrair pessoas dispostas a tudo.

    Em outro parágrafo encontramos:

    "Os grandes empresários tentam comprar políticos porque eles têm algo poderoso a ser vendido: leis e regulamentações que garantem privilégios a uns à custa do resto.

    Tire este poder de barganha, e o motivo para se comprar políticos acaba.

    Por isso, é imperativa a necessidade de se desburocratizar, desregulamentar e simplificar a legislação. Regras simples, claras, gerais e universais impedem que os agentes econômicos comprem políticos em troca de uma legislação específica que os beneficie em detrimento de seus concorrentes."

    E continua:

    "O jurista peruano Enrique Ghersi mostra que a corrupção, mais do que ser a causa do baixo crescimento, da pobreza e de outras situações negativas, é o efeito, o resultado do protecionismo, do estado forte, e da hiper-regulamentação.
    A corrupção é o sintoma, o poder político é a doença. É o que, 2000 anos depois, os economistas Art Carden e Lisa Verdon demonstraram: protecionismo e intervencionismo, ao concederem mais poder coercitivo aos burocratas, aos "homens de sistema", geram mais corrupção."

    E finaliza:

    "Mises, Hayek, Friedman, Bauer, Becker, Colombatto, Blattman, Wallis, Anne-Krueger e muitos outros mostram que há uma correlação positiva entre corrupção e intervencionismo: mais protecionismo, mais burocracia, mais regulamentação; mais intervencionismo, mais poder político, mais arbitrariedade — tudo isso necessariamente gera mais corrupção.
    Quanto maior a concentração de poder político, maior a corrupção."

    Ou seja, não apenas o autor, reiteraras vezes, apresenta soluções baseadas em estudos acadêmicos (os quais você não leu e nem muito menos se deu ao trabalho de refutar), como também em momento algum ele recorre à simplista solução de dizer que "basta acabar com o estado".

    Ao imputar, injuriosamente, ao autor do artigo esse ideia, você se deixou a descoberto, traindo inclusive sua honestidade intelectual.

    Seja mais honesto na próxima.
  • Marcelo Simões Nunes  26/03/2016 22:10
    Ricardo, além de me chamar de analfabeto, de modo dissimulado (pode ser mais direto que suporto), no mais você foi até educado. Só, amiguinho, que quem não está entendendo o que lê é você. Veja bem: fiz uma introdução para relacionar o autor ao contexto do site do Mises. A referência a ideia fixa e consequente imobilismo, não diz respeito ao texto do autor especificamente, mas a uma atitude genérica que por vezes se nota no site. Me parece que alguns não conseguem ir além desse tema. Só isso. As críticas do Mises são sempre contundentes, já as propostas de soluções, nem tanto. Talvez eu exagere cobrando demais. Talvez seja mesmo natural ser mais eficiente em demolir do que em executar novos projetos. Afinal o futuro é incerto. A mesma coisa se nota no marxismo. A crítica ao capitalismo pode até parecer muito incisiva aos desavisados, já as soluções, são as barbáries de todos conhecidas. Quando, porém, menciono as urgências, estou falando do autor mesmo e esse é o ponto central do meu argumento, ao qual você nem de leve arranhou. É a urgência de nos livrarmos do lulopetismo. Então você poderia voltar ao cerne do assunto e argumentar racionalmente. Ou responder o que acha da argumentação de que as diversas formas de repressão criticadas pelo autor são os instrumentos do estado. No mais, concordo que a solução cabal seja a redução do tamanho e do poder do estado. Sei perfeitamente que o autor de fato fez sugestões para isso. Não comentei porque entendi que as propostas do autor, apesar de corretas e óbvias, eram genéricas demais. Não adianta dizer que é preciso desburocratizar, desregulamentar etc, etc. Isso é chover no molhado. Todos aqui, de certo, concordam com isso. Isso também é uma ideia generalizada. O problema é dizer como fazer isso num pais totalmente aparelhado. Veja bem, caro Ricardo, é prá frente que se anda. Então sigamos prá frente, em vez de ficarmos dando volta a toa.
  • Pedro Gomes  26/03/2016 15:51
    Vale também ressaltar que, mesmo quando o site defende a abolição do estado, ele tem a honestidade intelectual de dizer que isso não ocorrerá da noite para o dia (e ainda critica pesadamente os ingênuos que acreditam nessa hipótese).

    Mais ainda: ele sugere alianças pontuais com grupos que defendem reduções pontuais no estado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2352
  • Alexandra Moraes  28/03/2016 20:58

    O Brasil vive um escândalo de corrupção de cifras bilionárias, de dragagem de dinheiro público a partir de contratos superfaturados de empresas e da burocracia da Petrobras para drenar recursos para partidos políticos da base aliada.
    Percebe-se hoje uma crescente intolerância à corrupção, que até pouco tempo estava em quarto lugar entre as preocupações dos brasileiros. A partir de 2013 ela vem alcançando patamares superiores e agora passou problemas como saúde e desemprego. Hoje é o principal tema.

    Para além de preocupações legítimas de inclusão social e mesmo de estabilidade macroeconômica, o brasileiro hoje não compactua mais com saídas que possam compor com a manutenção de esquemas ilegais e desviantes.
  • Minarquista  28/03/2016 22:42
    Esse artigo tem partes que são de uma inocência que beira níveis "Pollyanos".

    Os exemplos do jeitinho brasileiro (ou, melhor dizendo, corrupção moral do brasileiro mediano) são inúmeros:

    Furar fila no banco e no mercado (o jeito mais comum é encontrar amigos que estão quase no início da fila e ficar por lá, puxando assunto, até ser atendido);

    Pedir para o amigo que é médico prescrever uma dispensa para faltar ao trabalho (e ser esse médico que prescreve dispensas falsas)

    subornar o guarda de trânsito para não levar multa (tenho certeza que isso aconteceria mesmo que existissem ruas privadas com guardas privados e cada uma com seu limite de velocidade e regras de tráfego privadas) - e também, ser esse guarda que cobra propinas;

    o padeiro, açougueiro etc. que põe o dedo na balança ou a adultera para cobrar mais caro (caso chamado aqui neste instituto, em comentários de outro artigo, de mera "trapaça", como se se tratasse de um simples jogo --- "Ah, mas isso não é corrupção, é só uma trapaça! Em pouco tempo ele não terá mais nenhum cliente e sairá do mercado" - sim, caso ele pese demais a mão neste roubo. Um malandro destes que insere um erro de míseros 3 gramas rouba um bom dinheiro no longo prazo);

    o taxista que finge estar perdido e pega o caminho mais longo (motoristas do Uber também são suscetíveis a isto);

    o professor (mesmo de universidades privadas!) que não lê os trabalhos e dá a mesma nota para todos os alunos;

    O aluno, de qualquer nível em qualquer escola, que copia trabalhos prontos da internet;

    o corretor de imóveis que reserva o mesmo apartamento para mais de um comprador para transformar o negócio num leilão informal ou que dificulta o consenso entre o potencial comprador e o proprietário visando fechar o negócio em um preço mais elevado;

    A pessoa que recorre a amigos dentro de uma empresa para se tornar fornecedora da mesma;

    O motorista que segue pelo acostamento para furar o trânsito;

    O motociclista que anda em cima da calçada para escapar do congestionamento, mesmo pondo a vida dos pedestres em risco;

    o vendedor que vende produtos roubados, e os clientes que os compram, mesmo sabendo a origem dos mesmos;

    Pessoas que saqueiam caminhões acidentados em estradas (fato visto recentemente em um vídeo que viralizou, e já visto diversas vezes nos jornais);

    Pessoas que usam programas que roubam senhas para parasitar o wi-fi do vizinho (e os programadores que criam estes aplicativos);

    Comprar cópias piratas de softwares (sim, eu concordo com o direito autoral e de propriedade intelectual e industrial. O programador/escritor/inventor/ dá um duro danado, vira noites e noites debruçado em seu trabalho, às vezes passa anos pesquisando e desenvolvendo, para no fim alguns parasitas apenas terem o "trabalho" de copiar tudo e lucrar em cima do esforço do verdadeiro criador - aliás, o próprio mercado já está criando uma solução para isso, pelo menos nos softwares, através de programas que são cada vez mais difíceis de serem copiados e até mesmo gatilhos que são ativados quando a cópia é aberta e a destroem)

    etc. etc. etc.

    Está na cultura do brasileiro querer levar vantagem em tudo, mesmo que para isso tenha que recorrer a práticas imorais. E é triste saber que isso independe da existência do Estado. Está nas raízes do povo. Apenas após muitas décadas de boa educação moral é que poderemos reverter este quadro sombrio que se tornou a consciência brasileira. É preciso derrubar e prender todos os corruptos, sim, mas também é necessário acabar com os maus hábitos do povo, lavar a alma do brasileiro.
  • Gunnar  29/03/2016 13:08
    Apenas para fins didáticos, acho que faria mais sentido enumerar os mitos postulando o próprio mito e não sua negativa. Ao invés de "1. O Brasil não é o país mais corrupto do mundo.", por exemplo, estaria o mito "1. O Brasil é o país mais corrupto do mundo.", e no comeco do texto explicativo a negacao: "errado; na verdade, os niveis de corrupcao no Brasil sao compativeis com paises comparaveis". Apenas uma sugestao.
  • Gunnar  29/03/2016 13:12
    Na minha opiniao, o item 10 é o mais importante e a explicacao está muito limitada, principalmente em relacao as verdadeiras causas da crise atual. Eu incluiria uma breve explanacao sobre a politica ortodoxa desenvolvimentista adotada a partir do segundo mandato Lula (campeoes nacionais, credito subsidiado, incentivo ao consumismo, irresponsabilidade fiscal) demonstrando que essas sao as verdadeiras causas tanto do artificial crescimento do PIB nos ultimos anos quanto da conta que estamos pagando agora - e sublinhando que, com ou sem corrupcao, a crise seria exatamente a mesma. (perdoem a acentuacao, estou usando um teclado sueco)
  • Beth Prado  20/04/2016 11:16
    Segundo pesquisa do Datafolha, corrupção hoje já é a principal preocupação do brasileiro.
    Chegamos no atual estado de corrupção porque nossa sociedade até pouco tempo atrás não participava e cobrava seus governantes e representantes de forma incisiva.
    Graças a Deus temos a polícia federal, ministério público e imprensa atuante para combate à corrupção
  • Dissidente Brasileiro  28/07/2016 01:15
    Graças a Deus temos a polícia federal, ministério público e imprensa atuante para combate à corrupção

    Isso que você escreveu é piada, né? E daquelas totalmente sem-graça, por sinal.
  • Eduardo R., Rio  27/04/2016 05:15
  • Tony Santos  05/01/2017 01:29
    Excelente abordagem, com foco em afastar quaisquer dúvidas quanto à raiz do problema, portanto, da corrupção! Que tal um artigo sobre como atacar a causa, por exemplo, uma nova Constituição, que tire dos políticos o acesso aos cofres e cargos de Estatais, que exija conhecimentos comprovados para ocupantes de Ministérios e Secretarias, que elimine o foro privilegiado, que acabe reduza drasticamente o tamanho do Estado, inclusive promovendo a dissolução de Municípios deficitários (sem arrecadação) fundido-os a outros Municípios, etc...


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