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A recessão inflacionária, o gradualismo e a desindustrialização do Brasil

Os índices de inflação de janeiro de 2016 ilustraram a triste realidade da economia brasileira: a inflação de preços é extremamente resiliente e ainda não mostra sinais de arrefecimento. Isso preocupa não apenas o Banco Central como também muitos economistas, perplexos com uma inflação persistente a despeito da profunda recessão pela qual o país atravessa.

Isso nos leva a uma questão fundamental: há um entendimento equivocado, embora generalizado, dos efeitos do crescimento econômico e do seu oposto, a recessão.

A teoria econômica predominante e, por consequência, o senso comum, atribuem ao crescimento econômico a inflação de preços. Quando a economia está aquecida, os preços sobem, afirmam eles. A demanda está muito elevada, por isso os preços tendem a subir.

Logo, uma recessão seria o remédio indicado para debelar um quadro econômico inflacionário. A recessão, defendem estes economistas, derruba a demanda e, como resultado, os preços caem.

Mas a verdade é exatamente o oposto disso.

O crescimento econômico é inerentemente deflacionário. Se a economia cresce, ela produz mais, aumentando a oferta de bens e serviços disponíveis para o consumo em uma comunidade. A economia se torna mais produtiva. Com uma maior quantidade de bens e serviços no mercado, e o estoque de moeda relativamente estável, os preços tendem a cair. A moeda ganha poder de compra. Daí a natureza deflacionária do crescimento econômico.

A recessão, por sua vez, significa que a produção está em plena contração; é quando a atividade econômica se retrai. A economia produz menos, diminuindo a oferta de bens e serviços disponíveis para o consumo em uma comunidade.

Logo, em que pese o estoque de moeda relativamente estável, em uma economia com uma menor quantidade de bens e serviços sendo ofertada no mercado, os preços tendem a subir. A moeda perde poder de compra. A recessão é um fenômeno cujos efeitos são necessariamente inflacionários.

Por que então o entendimento distinto do senso comum? Por que a propensão a equivaler crescimento econômico com inflação e recessão com deflação?

Simplesmente porque confundem demanda nominal — aqui entendida como um aumento da oferta monetária na economia — com demanda real, a qual é oriunda de um efetivo aumento da produção na economia.

A inflação monetária, o aumento da oferta de dinheiro na economia — sendo este o correto significado de inflação —, tende a elevar os preços de forma generalizada. Injetar moeda na economia certamente aumentará a "demanda nominal", encarecendo os produtos ofertados — ou, dito de outra forma, diluindo o poder de compra de cada unidade monetária.

O que a inflação monetária não pode garantir, contudo, é um aumento efetivo e sustentável da produção, da atividade econômica.

A demanda real é aquela originada justamente pela maior oferta de bens e serviços na economia, conforme sugere a Lei de Say: "a oferta gera sua própria demanda". Ainda hoje a Lei de Say é rejeitada por muitos economistas. Mas isso decorre de uma errônea compreensão da teoria monetária.

Eu só posso demandar bens no mercado ofertando nele as mercadorias por mim produzidas. Eu intercambio a minha produção pela produção de outros fabricantes. A moeda, nesse processo, funciona apenas como o meio de troca, como o bem "intermediário" que eu aceito receber em troca dos meus produtos, para poder adquirir logo mais adiante as mercadorias que eu realmente desejo. Quanto mais eu produzo, maior será meu poder de compra no mercado. Maior será minha demanda real no mercado.

Se a oferta monetária dobrar em uma economia, a produção agregada — aqui entendida como a soma de todas as produções de indivíduos e empresas em dita economia — não será duplicada. Os preços dos bens e serviços ofertados nessa economia, porém, tenderão a subir sobremaneira; aumentou-se apenas a demanda nominal. Os pormenores de todo o processo de expansão monetária e seus efeitos na economia não são o tema central do artigo, para isso recomendo ler aqui e aqui.

O ponto central deste artigo é entender que o aumento da demanda real, uma maior produção na economia, tem efeitos deflacionários e não inflacionários, ao contrário do que costumam afirmar muitos economistas. E queda da demanda real, uma menor produção na economia, exerce inevitavelmente pressões inflacionárias. Tudo o mais constante, uma recessão provocará um aumento dos preços.

Em resumo, basta aplicar a velha lei de oferta e demanda. Quanto mais bens e serviços são ofertados no país (crescimento econômico), menores tendem a ser os seus preços. Quanto menos bens e serviços são ofertados (recessão), maiores tendem a ser seus preços. Produção em alta, preços em queda. Produção em baixa, preços em alta. Economia em crescimento, os preços caem. Economia em contração, os preços sobem. Simples assim.

A recessão inflacionária brasileira e a nossa desindustrialização

A natureza inflacionária da recessão ajuda a explicar a intrincada situação da economia brasileira, pois ela é mais um dos fatores exercendo enorme pressão altista nos preços.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do IBGE, a produção industrial brasileira fechou 2015 com uma contração de 8,3%, sentenciando o ano como o pior de toda a série histórica iniciada em 2003. No confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 11,9% em dezembro de 2015, a vigésima segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Mais um recorde quebrado.

PIMPF2015.png

TABELA PIMPF.png

Verdade seja dita, quando analisamos o acumulado dos últimos doze meses, outubro de 2009 seria o pior mês da história, período em que a produção despencou 10,3%. Entretanto, aquele era o ano após o estouro da crise de 2008. A queda de então foi mais acentuada, porém, mais abrupta e a reversão não tardou a chegar. Foram 13 meses de produção industrial decrescente.

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Agora, embora a retração não seja (ainda) tão profunda quanto a de 2009, desde março de 2014 o índice de produção industrial vem apresentando queda após queda, registrando incríveis 19 meses consecutivos de contração da indústria.

Outro detalhe importante, em 2009, a contração ocorreu essencialmente nas indústrias de capital intensivo, como mineração e metalurgia, bens de capital, nas cadeias produtivas intermediárias e mais distantes do consumo final. Por sinal, fenômeno idêntico verificou-se nas indústrias de grande parte dos países pós-crise de 2008.

Hoje, contudo, a retração da indústria é substancialmente generalizada, o que agrava severamente o quadro inflacionário recessivo do país. A fabricação de produtos alimentícios chegou a cair 4,2% em julho de 2015, o pior mês da série.

Outra marca histórica apresentou a produção de bebidas, com queda de 5,4% em dezembro de 2015. A indústria farmacêutica segue a mesma tendência, tendo encolhido 12,2% em 2015, também o pior mês da série histórica. Todas as atividades industriais contempladas pela PIM-PF em 2015 contraíram, com a exceção do aumento de 3,9% das indústrias extrativas.

A ironia das estatísticas de produção jaz em duas das cadeias produtivas mais protegidas e subsidiadas da indústria nacional: a de veículos automotores e a de informática e eletroeletrônicos, as quais encolheram nada menos que 26% e 30%, respectivamente. Isso configura não apenas as maiores contrações da indústria nacional em 2015, como também o pior mês das séries históricas de cada um desses setores. Uma marca ímpar e, sem dúvida alguma, um sucesso estrondoso de política industrial nacional.

Os mais preocupados em eximir a responsabilidade do governo poderiam argumentar que o mundo todo passa por um ciclo de retração da indústria, pois se trata de uma crise mundial, diriam eles. Nada mais falso.

Das dez principais economias do globo, nenhuma apresenta contração similar à nossa. Alguns países registram crescimento, outros, pequenas retrações. Nenhum, porém, consegue igualar a infeliz façanha da indústria brasileira, qual seja, o nível de produção industrial está 8,6% abaixo do de 2003. À exceção da indústria de vestuário e de couros, todas as cadeias produtivas do Brasil estão em um patamar abaixo do de 2003. Mais uma conquista no campo das políticas públicas e outro troféu para a prateleira dos insucessos do governo petista.

Se isso não é desindustrialização, não sei o que seria.

O curioso desse quadro calamitoso é o silêncio ensurdecedor dos economistas defensores do câmbio desvalorizado como remédio à indústria nacional. Estamos prestes a testemunhar o maior encolhimento da produção da economia brasileira dos últimos 20 anos justamente no momento em que o dólar atinge o seu maior patamar na era do real.

Em virtude disso tudo, nada mais natural que os índices de preços registrem aumentos persistentes diante da decrescente atividade industrial. E considerando que o ajuste na estrutura produtiva ainda está em curso — mais fábricas fecharão as portas e/ou reduzirão o nível de produção neste ano —, a recessão da economia seguirá exercendo pressões inflacionárias.

IPCA, INPC e os agregados monetários

Desde a brusca apreciação do dólar a partir de 2003 até 2011, o IPCA e o INPC não registravam crescimento de dois dígitos. De acordo com a última leitura dos índices, em janeiro, os preços subiram 10,71% e 11,31%, respectivamente.

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E tudo isso apesar da contenção do crédito bancário — em termos reais, o crédito tem decrescido nos últimos meses — e da inédita estabilidade dos agregados monetários. Há 25 meses, o M1 cresce a taxas anualizadas de um dígito, sendo que, em cada um dos últimos sete meses, o agregado registrou crescimento negativo. Ambos os fenômenos jamais haviam ocorrido na era do real. O M2 compartilha de tendência semelhante, cresce a taxas anualizadas de um dígito desde fevereiro de 2015, um recorde de onze meses consecutivos.

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O atual estado de coisas é de fato extraordinário: a quantidade de moeda na economia está diminuindo — ou praticamente estável, dependendo do agregado — e, apesar disso, os preços da economia seguem crescendo fortemente. A "demanda nominal" despenca, mas a alta dos preços perdura. Por quê?

Grande parte da atual desgraça é explicada pela depreciação do câmbio. Também contribui, e muito, a profunda recessão da economia — evidenciada pela retração histórica da indústria. Adicione a esses fatores as expectativas de inflação e a desconfiança e o quadro fica cada vez mais difícil de remediar.

Isso tudo nos leva a duas lições fundamentais. Primeiro, o aumento da oferta monetária nem sempre se traduzirá em aumentos de preços ao consumidor. Da mesma forma, uma diminuição da quantidade de moeda não garantirá uma redução em tais preços. Tudo o que podemos predicar é que um aumento do estoque de dinheiro em uma economia tende a elevar diversos preços, não apenas os dos bens de consumo final, mas de toda a gama de bens, serviços e ativos disponível no mercado.

De 2004 a 2010, os agregados registraram aumentos consideráveis — em diversos meses acima de 20% ao ano —, mas o IPCA jamais esteve em dois dígitos. As ações de empresas e os imóveis, porém, bateram recordes de valorização nesse período.

A segunda lição é que o gradualismo simplesmente não funciona. Os incrementos módicos e sucessivos da SELIC, feitos durante a presidência de Tombini, não apenas não contiveram a escalada da inflação de preços, como também ajudaram a enterrar a economia, encarecendo — ou fazendo desaparecer — o crédito bancário e debilitando a indústria nacional.

O gradualismo do nosso Banco Central é um conspícuo fracasso: não conteve a inflação, semeou desconfiança e ajudou a gerar o que muitos já prognosticam como a pior recessão da história da economia brasileira. Que tal proeza não tenha suscitado uma carta de resignação imediata de toda a diretoria do Banco Central é mais um sinal da falta de vergonha que assola o país.

Conclusão

Debelar a inflação de preços recorrendo principalmente à manipulação da taxa de juros, como quer o Banco Central e o governo brasileiro, não irá funcionar. Especialmente neste momento de total descrédito, de recessão profunda e de câmbio depreciado e volúvel ao menor sinal de hesitação do governo, manipulações da taxa SELIC serão, na melhor das hipóteses, inócuas; ou contraproducentes, se intensificarem a queda da atividade econômica e minarem a confiança na moeda brasileira, desvalorizando ainda mais o câmbio.

Ainda não chegamos ao fundo do poço. A atividade econômica está em plena retração e sem tendência de reversão. É certo que, em algum momento, a queda na produção da economia cessará, mas reverter o quadro e aumentar a produtividade não será fácil. Isso requer a retomada dos investimentos, o que necessariamente exige confiança, o ingrediente mais escasso no Brasil do governo Dilma.

A queda da produção da economia é mais um fator causante da elevada inflação de preços que aflige a sociedade brasileira. O elemento crucial, contudo, é a brusca e persistente depreciação do câmbio, que tem sua origem nas próprias políticas do governo e na falta de confiança nele e no Banco Central.

Se o Banco Central tem como meta explícita enfraquecer o real em pelo menos 4,5% ao ano, medido pelo IPCA, não deveríamos esperar nada além da contínua desvalorização do câmbio. O dólar em alta é o sintoma mais patente da doença que acomete o real brasileiro, cuja causa pertence inteiramente ao governo.

O Banco Central deveria impreterivelmente ter como objetivo o fortalecimento da nossa moeda. O problema é que a presidente, a sua equipe econômica e o presidente do Banco Central não têm a menor credibilidade para — muito menos o desejo ou objetivo de — implantar essa política.

Por isso tudo, o quadro inflacionário atual é tão resiliente. A melhor política é esperar acabar o mandato da presidente — ou impedir a sua continuidade — e rezar/orar por um Fed frouxo, capaz de enfraquecer o dólar globalmente — o que há grandes chances de ocorrer, por sinal, mas isso é assunto para outro artigo.

Enquanto isso não acontece, estamos condenados a padecer da recessão inflacionária brasileira.


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autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Rafael Dias  11/02/2016 13:05
    PERFEITO ARTIGO.
    AULA DE ECONOMIA.
  • paulo  11/02/2016 13:29
    Voltaremos para a Era da Mandioca?
  • Mohamed Attcka Todomundo  15/02/2016 15:05
    nunca saímos dela. entra governo sai governo a mandioca ta no nosso rabo, ou ao menos na nossa reta
  • Pobre Paulista  11/02/2016 13:40
    A contração do M1 (e do M2) não poderia ser explicada por entesouramento? Afinal a alta do dólar causa aumento de preços, mas como causaria uma redução no M1?
  • lorivaldos  11/02/2016 13:42
    E coloque nesse balaio que o governo quer taxar as poucas opções de protegermos o nosso dinheiro(MP 694).
  • Coeficiente 100%  11/02/2016 13:48
    "José Velloso, presidente da Abimaq, projeta uma queda de 10% no faturamento do setor de máquinas.

    Ele disse:

    'A indústria brasileira está doente'.

    O representante do setor de siderurgia, Marco Polo de Mello, foi ainda mais enfático:

    'Estamos vivendo a pior crise em toda a história. Se nada for feito, teremos que fechar mais indústrias'.":

    www.oantagonista.com/posts/a-pior-crise-em-toda-a-historia
  • Nobre  13/02/2016 19:49
    Oras, é evidente. Agora pergunte a estes mesmos senhores, se eles gostam de competir no livre mercado, de antemão afirmo que não.
    Tem que fechar tudo mesmo, diversas industrias em Pindorama (para os não iniciados, brasil), somente permanecem abertas e operando, graças ao todo poderoso estado, e seus subsídios, protecionismos, intervenções, taxas, e raio que o parta.
    Tudo isso em detrimento do consumidor...
    Que diferença faz se o produto/serviço foi produzido por um alemão, por um ateu, por um negro, por um branco, por qualquer "rótulo vazio", se é "nacional" ou "importado".
    Quero o melhor pelo menor preço, ponto final.

    Industria Nacional é piada pronta.
    Lembrando toda vez que os famigerados industrias, banqueiros, grandes empresários encontram qualquer "problema".
    Para onde eles vão? Para Brasília-DF chorar no colo do papai estado.
  • Mohamed Attcka Todomundo  15/02/2016 15:17
    garanto q "Se nada for feito, teremos que fechar mais indústrias", na opiniao deste sr., significa "tudo que foi tentado ate agora e causou o presente estado de coisas": linhas de credito sobsidiadas no BNDES e BB, conteudo nacional obrigatorio nos contratos c/ o estado e cias-estatais, impostos sobre importações, cambio desvalorizado, etc..

    o povo brasileiro é estupido e ignorante; mas nossa elite (economica em particular) é covarde, vendida, prostituida, fisiologica e parasita, grudada nas tetas da republica vampirizando o povo brasileiro. ainda q essa elite ñ fosse ignorante e estupida, fariam do mesmo jeitinho. se soubessem q estao atentando contra si mesmos, fariam como a elite europeia, q é socialista e intervencionista ñ por ignorancia, mas por rematada má fé, pois sabem q socialismo ñ é kestão de propriedade, mas de acesso.

  • Leandro  11/02/2016 13:53
    Toda a teoria do artigo está absolutamente correta -- concordo 100% com tudo o que foi dito da parte teórica --, mas farei alguns acréscimos empíricos e factuais:

    1) Ao passo que M1 está negativo e M2 está crescendo a um dígito, é importante ressaltar que o M3, mais especificamente a rubrica "quotas de fundos de investimento", está crescendo a uma taxa anual de 15%, o que não é nada insignificante.

    E daí?

    E daí que grande parte dos fundos de investimento -- como os "Referenciado DI" e "Renda Fixa" -- hoje funciona exatamente como se fosse uma conta-corrente. Você pode ir à padaria, passar o seu cartão de débito, e o dinheiro sairá diretamente do seu fundo de investimento, que é um item do M3.

    Ou seja, na prática, um item do M3 passou a funcionar exatamente como se fosse M1.

    Mais ainda: a quantidade de dinheiro nos fundos de investimento supera, em muito, a soma do dinheiro na conta-corrente, na poupança e nos CDBs.

    E ainda mais interessante: um CDB, que é M2, raramente tem a mesma liquidez de um fundo Referenciado DI, que é M3. Sendo assim, uma redução no M2 e um aumento no M3 pode, paradoxalmente, indicar um aumento da liquidez e da quantidade de dinheiro que pode ser imediatamente gasta.

    Portanto, para se mensurar a oferta monetária, considero importante incluir os fundos do investimento. E estes, sim, estão crescendo bastante.

    Aliás, aqui vai outro paradoxo dos crentes na elevação de juros para combater a carestia: quanto maiores os juros, maior o rendimento dos fundos de investimento, pois são atrelados à SELIC. Portanto, quanto maiores os juros, maior o aumento da oferta monetária.

    2) Ainda no quesito oferta monetária, é absolutamente crucial ver a evolução do dinheiro em posse do governo, ou seja, o aumento da quantidade de dinheiro à disposição do governo na Conta Única que o Tesouro tem junto ao Banco Central. Esse é o dinheiro que o governo arrecadou tanto via impostos quanto via emissão de títulos (déficits orçamentários, que são inerentemente inflacionários), e esse dinheiro não é contabilizado em nenhum agregado monetário M.

    E nesse quesito, meus caros, a situação está absolutamente escabrosa. Em 2015, houve um aumento de 45%, com picos de nada menos que 75%. Houve esse aumento descomunal justamente por causa dos déficits orçamentários do governo, que alcançaram o recorde de 9% do PIB, os maiores da história do real.

    Em minha humilde opinião, vem daí a grande pressão que está gerando a desvalorização do real: gastos e déficits do governo federal. Tal item não pode ser subestimado.

    3) Por fim, e esse é um detalhe menor, vale ressaltar que, não obstante todo o esfacelamento da indústria, a subida de preços dos bens tipicamente industriais (duráveis e semi-duráveis) é a menor dentre os itens pesquisados. Os não-duráveis (que envolvem itens de grande sazonalidade, como alimentos) e os serviços, além é claro dos preços controlados pelo governo, subiram muito mais.

    Ou seja, a grande carestia vem majoritariamente destes últimos itens.

    Por tudo isso, mantenho a opinião de que o item 2 talvez seja o item mais crucial para o atual enfraquecimento do real. E é o enfraquecimento do real o que está, por definição, gerando toda essa carestia.

    Enquanto o real estiver sendo enfraquecido por essas políticas do governo, não há como a carestia ser arrefecida.
  • Observador  11/02/2016 14:11
    Só hoje o ouro já subiu 4,5%.
  • Batista  11/02/2016 14:45
    Acompanho pelo FINVIZ.

    Qual investimento atrelado ao Ouro vocês podem indicar?
  • Observador  11/02/2016 16:51
    6,45% já, só hoje.

    Mais que toda a poupança em um ano.

    Valor atual do grama: R$ 160, recorde absoluto.

    Quem tá de fora tá perdendo.
  • anônimo  11/02/2016 19:24
    Muito obrigado
  • Joaquim Saad  11/02/2016 21:40
    Desculpe insistir, mas esse aumento brutal da cta única do governo no BC não seria causado essencialmente pela equalização cambial da lei 11803/2008, que obrigou a autoridade monetária a repassar semestralmente dinheiro p/ o Tesouro a título de "resultado" (regime de competência) da valorização das reservas externas deduzidos os prejuízos c/ swaps cambiais ?

    Afinal, os recursos efetivamente arrecadados via impostos e endividamento são empenhados imediatamente em gastos federais, não?
  • Auxiliar  11/02/2016 22:55
    Não. Vide série temporal 20243 no site do Bacen.
  • Fernando Ulrich  12/02/2016 00:19
    Sim, Joaquim, você tem razão nisso. O repasse do BC ao Tesouro por conta das equalizações cambiais desde 2008 é uma absurdidade. Estou preparando um artigo para dar cabo desse assunto.

    Os pontos levantados pelo Leandro são todos relevantes. Quando sobrar um tempo, me dedicarei a respondê-los.
  • Joaquim Saad  12/02/2016 01:33
    Obrigado pelo retorno, Ulrich.

    Ainda não chequei a série do SGS mencionada pelo "Auxiliar", mas estranhei a resposta seca dele contestando algo tão evidente que até mesmo a mídia mainstream já havia finalmente notado.

    Basta pesquisar quais foram os "lucros" que o BC transferiu ao Tesouro desde a elevação do dólar a partir de Jul/2011 por conta deste esquema surreal de contabilização de resultados a partir da mera valorização das reservas descontadas as perdas c/ derivativos cambiais: mais de R$ 150 bi somente no ano passado!

    E isto não teria nada a ver c/ o mega aumento das disponibilidades do governo no Bacen, segundo o Auxiliar ?! A propósito, os recursos oriundos dessa equalização cambial somente podiam ser empregados no resgate de títulos preferencialmente da carteira da autoridade monetária e depois dos papeis públicos em posse do mercado, recompra que vem sendo evitada para que se permaneça cada vez mais elevado o saldo daquela cta do governo a qual por sua vez é remunerada, portanto gerando por si só mais uma fonte espúria de financiamento do Tesouro.

    A alegação do Leandro de que tal saldo em expansão reflete apenas os aumentos da arrecadação tributária e do endividamento em decorrência dos crescentes déficits federais (sem sequer mencionar o efeito da lei 11803/2008 ao menos como uma causa secundária do fenômeno do aumento do dinheiro do governo no BC) parece-me que só seria correta por obra de uma mera e recorrente "coincidência" de se aferir tal saldo apenas precisamente nos instantes em que os recebimentos de impostos e do financeiro dos leilões acabassem de ser creditados na cta única, já que em seguida seriam gastos (afinal, estamos falando justamente de um estado "hiperdulário").
  • Outro Auxiliar  12/02/2016 03:47
    "por conta deste esquema surreal de contabilização de resultados a partir da mera valorização das reservas descontadas as perdas c/ derivativos cambiais: mais de R$ 150 bi somente no ano passado"

    Meu caro, por favor. O orçamento do governo federal para 2015 foi de R$ 1,15 trilhão.

    R$ 150 bi é 13% de R$ 1,15 tri. Os déficits do governo federal, de quase R$ 700 bi, dão um impacto expansionista tremendamente maior.

    "Ainda não chequei a série do SGS mencionada pelo "Auxiliar",

    Pois deveria. Impossível dialogar quando um lado não se interessa por saber detalhes cruciais do que está sendo discutido.

    A série informada pelo Auxiliar mostra justamente a evolução de toda a Conta Única do Tesouro Nacional desde 2005. É exatamente este o tema da discussão. Estranho você preferir não checar e ainda reclamar de "resposta seca". Não tinha como a resposta ser mais adocicada: ele informou justamente o que você está pedindo.

    Ainda mais estranho do que não checar é você escrever esse texto enorme fazendo ilações descabidas sem nem sequer ter se dado ao trabalho de verificar o conteúdo da resposta do Auxiliar.

    Por isso, faça isso: vá conferir a evolução da Conta Única do Tesouro Nacional. Aí então, só então, faça suas ilações.
  • Joaquim Saad  12/02/2016 14:43
    Pronto, caro "Outro auxiliar" ! Finalmente consegui abrir as planilhas, inacessíveis de meu (not so) "smart"phone na ocasião em que apenas questionei a ausência de qq menção às equalizações cambiais como sendo ao menos parcialmente a razão p/ o aumento do saldo da cta única do Tesouro, o que não se pode inferir exclusivamente c/ base na série 20243 do SGS sugerida na resposta sucinta do teu "quase-xará" (pois tal código somente mostra a soma das disponibilidades do governo e das transferências adicionais a ele pelo BC a título de resultados c/ reservas e derivativos).
    obs: talvez o GHBFranco, a Monica de Bolle e o próprio Ulrich também estejam equivocados a respeito...

    Quanto ao gigantesco déficit fiscal como argumento evidente de que o saldo da conta só poderia ter crescido devido unicamente àquele desequilíbrio, penso ser perfeitamente legítimo a leigos como eu supor que os impostos e a monetização crescente da divida necessários p/ se financiá-lo não permaneceriam em sua maioria (e por mais do que só alguns dias) no BC, afinal em algum momento haveriam de sair lá p/ serem efetivamente gastos. Bastaria ter me esclarecido o ponto (se for mesmo o caso), em linha c/a forma didática e não tão beligerante c/ que o Leandro e o Ulrich costumeiramente adotam neste ambiente (corrigindo eventuais mal-entendimentos dos leitores), e c/ quem os frequentadores deste site vêm de fato aprendendo algo.

    ps: você não está fazendo jus à alcunha adotada, caso ainda não integre a equipe do IMB e esteja tentando impressioná-los p/ lhe arrumarem um emprego nestes tempos de crise. Ao menos tenha a ombridade de revelar vossa identidade, e se não fizer mesmo parte do staff do Mises Brasil não tendo portanto qq poder moderador e/ou censor...bem, aproveite a liberdade p/ não ler comentários que não o agradem, seja pelo conteúdo e/ou tamanho, deixando p/ aos que foram realmente interpelados o trabalho de responder se quiserem.
  • Felipe  17/02/2016 01:53
    150 bi em repasses de lucro pela autoridade monetária por valorização cambial é sim representativo. Qual o argumento para não ser?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  12/02/2016 13:55
    Ulrich,

    estamos/estou esperando o artigo sobre a definitiva polêmica "real-ouro" x "real-dólar", em que você advoga pelo segundo.
  • Juliana  17/02/2016 21:40
    Olá!

    Deixando de lado qualquer efeito inflacionário, então, quais são os componentes que devem ser contados para mensurar a "verdadeira oferta monetária"? Já procurei aqui algum artigo que dê uma definição e que avalie com maior rigor quais seriam esses componentes (como Rothbard e Salerno se propuseram a fazer, com o chamado True Money Supply ou TMS), mas não encontrei. Se tiver uma versão brasileira para o TMS, por favor, compartilha aqui. Ler em inglês para mim não é 'aquela maravilha', e com aqueles produtos monetários, que com muita dificuldade se identifica algum equivalente brasileiro (quando tem), não está muito fácil visualizar um paralelo.

    Só para situar, um exemplo: são incluídas na TMS, as Overnight Repurchase Agreements (RPs). Supondo (eu) que elas sejam a mesma coisa que as operações compromissadas, já teríamos aí um dado pouco contado nessa "verdadeira" oferta monetária.

    Um outro exemplo está relacionado à própria definição do que seria a oferta monetária. Se a alta liquidez fosse o fator determinante na hora de dimensionar a oferta monetária, então talvez tenha que se levar em conta também algumas intervenções que o governo faz buscando dar liquidez o mercado, como a recente liberação de recursos do FGTS para estimular a economia ou as debêntures de infraestrutura do BNDES. O efeito inflacionário disso pode ser desprezível, mas o que eu quero aqui é o conceito. Tem outras coisas também, mas vou encerrar por aqui.

    Abraços!
  • Auxiliar  17/02/2016 23:39
    Um TMS para o Brasil seria:

    M1 + caderneta de poupança + fundos DI e Renda Fixa (aqueles que têm liquidez diária e baixa automática) + CDBs com liquidez diária e baixa automática + depósitos do Tesouro Nacional.

    Desconheço uma TMS que inclua as Overnight Repurchase Agreements (RPs), mas concordo com você que recursos do FGTS e do BNDES deveriam ser contabilizados.

    Há, inclusive, uma série própria no site do BACEN: série 20268.
  • Fernando Ulrich  14/02/2016 19:49
    Leandro,

    Você levantou pontos importantes. Vamos lá:

    1.a) Incluir os "fundos de investimento" para mensurar a oferta monetária não é tão simples assim. Entendo o seu ponto, e concederia se pudéssemos afirmar com precisão que a maior parte desses fundos realmente funciona como você diz (basta passar um cartão de débito e gastar do fundo). Talvez seja uma parte pequena dos fundos, talvez seja uma proporção mais relevante. Se tiver estatísticas mais detalhadas, seria bem interessante.

    Contudo, mesmo que esses fundos tenham essa funcionalidade de "liquidez quase imediata" – o que seria o principal critério para incluí-los em um agregado mais líquido como o M1 --, ainda assim não estaria convencido de considerá-los como oferta monetária líquida. Porque embora os fundos "possam" ser usados dessa maneira, na prática acredito que poucos os usem dessa maneira, devido ao propósito dos fundos (rendimentos) e aos desincentivos para usá-los como conta-corrente (IOF, quanto menor o prazo maior a tributação, além de outros prováveis empecilhos).

    Mas sem dúvida alguma é uma questão em aberto e um ponto relevante.

    1.b) Ignorando o exposto acima, e concordando com você em que devemos incluir os fundos de investimento na oferta monetária, tampouco consigo usar essa estatística como uma justificativa adicional para os aumentos persistentes dos preços ao consumidor.

    Muito embora em dez/15 a rubrica apresentou um crescimento anual de 15,4%, há um ano ele já vinha subindo na faixa de 15% a.a. À exceção de dez meses (entre out/13-jul/14) e da crise de 2008, quando cresceram a taxas abaixo de um dígito, os fundos sempre cresceram a taxas de cerca de 15%, sendo que em alguns anos apresentou elevações na ordem de 20%, e jamais coincidiram com aumentos relevantes do IPCA ou INPC. O que quero dizer com isso é que não há nada anormal no crescimento anualizado dos fundos de investimentos que poderia sugerir uma correlação com os índices de preços neste momento.

    O que, sim, é uma anomalia, em termos de agregados monetários, são as contrações do M1, e o crescimento em um dígito tanto do M2, quanto do M3 e M4. Na história do real, os quatro agregados apresentaram taxas de crescimento abaixo de 10% em apenas seis meses, em outubro de 2013 e desde agosto de 2015. Isso é inédito.

    2) Respondendo o item 3 do seu comentário. Concordo com você. Aliás, exatamente isso foi o que procurei enfatizar no artigo, que agora a retração na indústria não está apenas em bens de capital, duráveis e semi-duráveis, mas também nas indústrias destinadas ao consumo final, na cadeia produtiva mais próxima do consumo, como pode-se ver na indústria de alimentos e bebidas. E, claro, os itens administrados pelo governo tem tido um peso enorme. Mas agora estão todos subindo aceleradamente, não apenas os administrados.

    3) Estou preparando um artigo para explicar a Conta Única do Tesouro, porque o aumento dos depósitos do governo no BC tem ligação direta com as equalizações cambiais que o BC vem fazendo desde 2008. Para se ter uma ideia, foram repassados à Conta Única cerca de R$ 600 bilhões de reais desde que a lei de equalização foi aprovada em 2008. Isso explica mais da metade dos recursos em caixa do governo.

    No entanto, e é crucial entender este ponto, aumentos na CU (péssima sigla, talvez seja porque não sai nada que preste dessa conta) não significam aumentos na oferta monetária (BM, M1 e demais). Apenas no momento em que o Tesouro gasta o dinheiro é que os recursos impactarão a BM e o M1 (se o pagamento for feito a alguma empresa, por exemplo). Portanto, se o Bacen repassar à CU R$ 1 trilhão (a título de qualquer coisa), isso terá um potencial inflacionário gigantesco, mas não é inflacionário no momento em que há o repasse. No artigo que farei, essa relação incestuosa Bacen e Tesouro será esclarecida.

    Por fim, e já respondendo ao questionamento do IRCR abaixo, este artigo não se propôs a identificar as "principais causas" do esfacelamento do real. Como escrevi: "O ponto central deste artigo é entender que o aumento da demanda real, uma maior produção na economia, tem efeitos deflacionários e não inflacionários, ao contrário do que costumam afirmar muitos economistas. E queda da demanda real, uma menor produção na economia, exerce inevitavelmente pressões inflacionárias. Tudo o mais constante, uma recessão provocará um aumento dos preços."
    "A natureza inflacionária da recessão ajuda a explicar a intrincada situação da economia brasileira, pois ela é mais um dos fatores exercendo enorme pressão altista nos preços."

    A ideia for expor "mais um dos fatores" que estão contribuindo à escalada de preços e não explicar a real causa da depreciação do real. Desse tema já tratei em diversos outros artigos.

    E qual a real causa do enfraquecimento do real? Essa resposta é simples. A causa é a emissão em excesso de moeda, é a inflação monetária rampante, registrada ao longo dos anos pelos diversos agregados monetários.

    Mas qual a causa da emissão monetária? Como diria Roberto Campos, qual a causa causante do enfraquecimento do real? Os déficits fiscais, sem dúvida, exercem enorme pressão na criação de moeda. Como bem sabemos, o financiamento do governo num arranjo com banco central é quase sempre inflacionário – bancos criam moeda para adquirir a dívida pública. Além disso, a expansão creditícia dos bancos privados e dos bancos estatais, sendo a primeira bem mais comedida e a segunda, uma esbórnia, um descalabro.

    A alta inflação de preços e o câmbio desvalorizado têm origem em eventos já sacramentados (a inflação monetária passada) e futuros (a expectativa do mercado que a economia e as contas fiscais piorarão também elevam o dólar a um patamar, talvez, além do que seria justificável pelos fundamentos neste instante do tempo. Vejam meus artigos sobre o dólar).
  • Juliana  18/02/2016 14:15
    Olha Auxiliar, em primeiro lugar releve pelo certificado de qualidade "Pelo que Eu Entendi" do meu comentário acima. Em todo caso, sobre as RPs está aqui (apesar de ser em um papper antigo) o que o professor Joseph T. Salerno disse:

    "Overnight repurchase agreements or "RPs" were devised in the mid-1970s as a means of evading the legal prohibition against the payment of interest on demand deposits. They are, in essence, interest bearing demand deposits held by business firms at commercial banks and therefore are included in the TMS."

    E obrigada pela resposta de quais seriam os componentes da TMS braisleira.

  • Ze  11/02/2016 13:56
  • Pastor  11/02/2016 13:59
    E se reduzirmos a demanda nominal (da oferta monetária na economia) neste momento do Brasil ?
  • Viking  11/02/2016 14:55
    Pastor, está no artigo:

    O atual estado de coisas é de fato extraordinário: a quantidade de moeda na economia está diminuindo — ou praticamente estável, dependendo do agregado — e, apesar disso, os preços da economia seguem crescendo fortemente. A "demanda nominal" despenca, mas a alta dos preços perdura. Por quê?

    Grande parte da atual desgraça é explicada pela depreciação do câmbio. Também contribui, e muito, a profunda recessão da economia — evidenciada pela retração histórica da indústria. Adicione a esses fatores as expectativas de inflação e a desconfiança e o quadro fica cada vez mais difícil de remediar.

    Isso tudo nos leva a duas lições fundamentais. Primeiro, o aumento da oferta monetária nem sempre se traduzirá em aumentos de preços ao consumidor. Da mesma forma, uma diminuição da quantidade de moeda não garantirá uma redução em tais preços. Tudo o que podemos predicar é que um aumento do estoque de dinheiro em uma economia tende a elevar diversos preços, não apenas os dos bens de consumo final, mas de toda a gama de bens, serviços e ativos disponível no mercado.
  • rolp  11/02/2016 14:27
    Artigo muito bom! Parabéns!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  11/02/2016 14:27
    pra piorar, o Bacen está monetizando o Tesouro na cara-de-pau, pagando despesa primária com dinheiro contábil-fictício da valorização cambial:

    bit.ly/20M7sgK?

  • Servente de Pedreiro.  13/02/2016 16:15
    Rodrigo Pereira Hermann

    Engraçado, você é um fanfarrão. Vc vem falar mal do governo, sendo que és funcionario publico há mais de 10 anos no próprio BANCO CENTRAL? E com salário de mais de R$ 8.000.

    E ainda no seu bloguinho critica de forma ridícula os artigos do Instituto Mises Brasil. Cínico!

    Cliquem no link abaixo e vejam vocês mesmos.

    Portal da Transparência do Governo Federal
  • anônimo  13/02/2016 17:09
    O cara é "técnico do Banco Central"
  • anônimo  13/02/2016 17:15
    Por isso q esse sujeito ta sempre defendendo o estado com unhas e dentes

  • Nobre  13/02/2016 20:13
    Cospe no prato que come!
    Tremendo cara de pau,jactancioso...
    Será que conseguiria ganhar pelo menos "milão", oferecendo sua força de trabalho no livre mercado? Desacredito...

    Alguém mencionou investimentos em Ouro e dolár. Imbatíveis, ter patrimônio em reais é insanidade.

    Tenho mais de 90% de PL em dólar e ouro.
    A uma luz Currency Board, como o Leandro já explanou.
  • Luciano A.  15/02/2016 17:43
    Como você investi em dólar? tenho parte do meu PL em ouro, mas queria diversificar, qual a melhor maneira de ter acesso a moeda americana?
  • Tiago RC  11/02/2016 15:00
    Belo artigo!

    Mas espera... se os agregados estão contraindo, o governo não estaria, no âmbito monetário, fazendo até mais do que deveria? Em outras palavras, a política monetária não estaria correta?
    Se os preços estão subindo nesse cenário, é porque têm que subir mesmo. É a famosa ressaca do boom econômico gerado por inflação prévia. Ao não permitir que os agregados monetários aumentem, o governo ao menos estaria aceitando essa ressaca e não tentando evitá-la se drogando mais.

    Claro que há outras coisas que o governo poderia fazer, como abrir o mercado brasileiro a importações e investimentos estrangeiros, desburocratizar, reduzir impostos, abolir leis trabalhistas e um tanto de coisas. Mas estritamente na questão monetária, não estariam certos?
  • Fernando Ulrich  14/02/2016 20:02
    Tiago,

    Sim e não. O objetivo do governo não é alcançar um crescimento de oferta monetária (seja BM, seja M1), mas sim perseguir um nível de IPCA (meta de 4,5% com a tolerância de 2%).

    A ferramenta utilizada para tanto é a manipulação da taxa de juros (SELIC). Pouco importa ao Bacen se a manipulação da taxa de juros gerar aumentos ou contrações nos agregados monetários, conquanto que o IPCA fique dentro da meta estabelecida. Então nesse sentido, o Bacen não está correto, porque tem falhado sistematicamente no alcance da meta de inflação.

    Agora, entendendo que o aumento da oferta monetária é a causa depreciação de uma moeda, poderíamos (nós, austríacos) concluir que a política monetária do Bacen está acertando neste momento -- no estrito sentido de oferta monetária. Mas estaria "acertando" não propositalmente e errando em diversos outros quesitos que, no conjunto, ofuscam o fato das emissão de moeda e dos agregados estarem "controlados".

    Além disso, as ações do Bacen e do Tesouro estão potencialmente gerando uma pressão na emissão monetária muito forte. Parte já está inclusive realizada (via equalizações cambiais, bilhões repassados à Conta Única do Tesouro por conta da valorização das reservas internacionais em posse do BC). Outra parte dependerá do que ocorrer com as contas fiscais, que pioram a cada dia. Realmente estamos numa sinuca de bico. Sugiro reler os artigos do Leandro Roque e os meus. Depois tome uma cachaça.
  • Pedro Tavares  11/02/2016 15:05
    É como sempre dizem por aqui, moeda fraca, carestia alta. Sem exceção.
  • Henrique  11/02/2016 15:27
    Não seria mais correto, em vez de "expectativas de inflação" e "desconfiança", utilizar a expressão "ganância dos empresários" para descrever o fenômeno?
    Estaria errado?


    Abraços.
  • Meirelles  11/02/2016 15:46
    Correto. Sempre lembrando que a "ganância" é só dos empresários.

    Sindicatos que exigem reajuste salarial acima da inflação não são gananciosos. Funcionários públicos que fazem greve para exigir ajuste de 30% dos salários também não são gananciosos. O encanador e o pedreiro que aumentam os preços de sua mão-de-obra também não são gananciosos. O governo, que só pensa em aumentar impostos para elevar a arrecadação, não é, de jeito nenhum ganancioso.

    O único ganancioso é o empresário, que, para sair do vermelho e evitar ainda mais demissões, tem de elevar os preços para contrabalançar o contínuo aumento dos custos operacionais gerado pela destruição da moeda (causada pelos déficits orçamentários do governo). Só ele é ganancioso.
  • Henrique  11/02/2016 17:20
    Meirelles, os trabalhadores, em grande parte, estão lutando por um padrão de vida dentro do razoável. Empresários com mais dinheiro do que podem gastar estão elevando muito os preços dos bens e serviços. Veja bem: quem é o verdadeiro responsável pelo aumento dos preços nos supermercados? O dono do supermercado ou os seus funcionários, ao reivindicarem reajuste salarial?

    Além do mais, as forças dos empresários e dos trabalhadores na hora de reajustar os ganhos são muito assimétricas. O empresário pode arbitrariamente aumentar seus preços, enquanto os trabalhadores dependem de negociação, um processo bem mais demorado, e também podem se sentir acuados por medo do desemprego.

    Meirelles, o trabalhador consegue mesmo reajustar seu rendimento porque está "desconfiado" do governo e, portanto, exige mais para trabalhar?
    Está é perdendo renda para a inflação...
    Sua única "expectativa" é a de que os preços vão subir e seus salários continuarão os mesmos por um bom tempo.


    Abraços.
  • Meirelles  11/02/2016 17:36
    "Os trabalhadores, em grande parte, estão lutando por um padrão de vida dentro do razoável."

    E quem não está?

    "Empresários com mais dinheiro do que podem gastar estão elevando muito os preços dos bens e serviços."

    Cite exemplos práticos e comprovados de setores que estão nesta situação invejável. Quero fontes confiáveis.

    "quem é o verdadeiro responsável pelo aumento dos preços nos supermercados? O dono do supermercado ou os seus funcionários, ao reivindicarem reajuste salarial?"

    O governo e sua política de déficits orçamentários, gastando mais do que arrecada, e emitindo moeda para cobrir o déficit. E ele faz isso justamente para agradar suas bases.

    Quer apontar o dedo? Aponte para o verdadeiro culpado.

    Em tempo: por que os empresários seriam "gananciosos" apenas no Brasil e na Venezuela, sendo "bonzinhos" em todo o restante do mundo civilizado, que está com inflação de preços zero?

    "Além do mais, as forças dos empresários e dos trabalhadores na hora de reajustar os ganhos são muito assimétricas. O empresário pode arbitrariamente aumentar seus preços"

    Ué, então por que não aumentam logo em 100%? Já que é tão simples assim...

    Mais ainda: se ser empresário é essa mamata toda, por que você não tira a bunda da cadeira e vai abrir um supermercado? Com toda essa liberdade para aumentar preços, você ficará milionário em um mês...

    "Meirelles, o trabalhador consegue mesmo reajustar seu rendimento porque está "desconfiado" do governo e, portanto, exige mais para trabalhar? Está é perdendo renda para a inflação..."

    Em quem gera a inflação?

    "Sua única "expectativa" é a de que os preços vão subir e seus salários continuarão os mesmos por um bom tempo."

    Quem gerou esse descalabro na economia?
  • Bartolomeu Tibúrcio  11/02/2016 18:06
    Nossa, Henrique, muito comovente sua preocupação com os trabalhadores...

    Muitas lágrimas de crocodilo devem rolar na sua face, né?

    "quem é o verdadeiro responsável pelo aumento dos preços nos supermercados? O dono do supermercado ou os seus funcionários, ao reivindicarem reajuste salarial?"

    Santa ignorância econômica, que serve bem para posar de "defensor dos mais fracos", né?

    Curioso que o "verdadeiro responsável" pela inflação nem sequer entra como alternativa na sua pergunta (retórica), não é mesmo?

    "as forças dos empresários e dos trabalhadores na hora de reajustar os ganhos são muito assimétricas. O empresário pode arbitrariamente aumentar seus preços, enquanto os trabalhadores dependem de negociação, um processo bem mais demorado, e também podem se sentir acuados por medo do desemprego"

    Nossa, mais lágrimas. Vc pegou um discurso de algum pelego de um Partido da Causa Operária da vida? Se ser empresário é tão simples e tão excepcional assim, e se a posição dos empresários é tão favorecida assim, pq diabos o trabalhador não vira empresário? Pq ele se mantém como empregado de pessoas tão cruéis, com um poderio econômico tão forte?

    E "o empresário pode arbitrariamente aumentar seus preços"? Ainda que essa tosquice fosse verdade, vc acha que os ganhos do empresário dependem apenas de um "aumento arbitrário nos preços"?

    "Sua única 'expectativa' é a de que os preços vão subir e seus salários continuarão os mesmos por um bom tempo"

    É isso aí, Henrique: vamos aumentar o salário mínimo! Vamos fortalecer e aumentar os direitos trabalhistas! Vamos penalizar os empregadores em caso de aumento nos preços! Vamos dar mais poder à Justiça do Trabalho! Vamos tornar mais rígida a legislação trabalhista! Vamos aumentar os custos sociais da empregabilidade! Mais poder aos sindicatos!
  • nwa  11/02/2016 18:31
    A prova cabal de que o sujeito (Henrique) vem aqui para fazer proselitismo governista é que ele simplesmente não leu o texto (ou leu e se nega a compreender, ou não é capaz disso), pq se tivesse lido (ou se tivesse compreendido) não diria uma asneira dessas: "quem é o verdadeiro responsável pelo aumento dos preços nos supermercados? O dono do supermercado ou os seus funcionários, ao reivindicarem reajuste salarial?"
  • Henrique  11/02/2016 18:52
    Muitos ataques ad hominem...
    Sou 'governista' pelo fato de rejeitar o fundamentalismo de livre-mercado?

    Não disse que ser empresário é moleza ou que ele pode cobrar o quanto lhe der na telha. Apenas disse que em sua atividade é muito mais fácil se proteger da inflação, reajustando o preço das mercadorias / serviços, do que os trabalhadores que recebem por salário.
    Então não é verdade que a classe trabalhadora é a mais prejudicada pela inflação?

    Ao ler o artigo e os comentários, tem-se a impressão de que o governo é o único culpado pela alta dos preços, sem que os empresários tenham um mínimo de culpa. Ao agirem assim, vocês criam a impressão de que estão mais preocupados em dar suporte ideológico ao patronato do que com a realidade. Fica a dica para os próximos artigos.


    Abraços.
  • Trabuco  12/02/2016 00:58
    Meirelles e Bartolomeu Tiburcio não fizeram ataques ad hominen, e vc não fez nenhuma contra-argumentação a eles, e eles demonstraram q vc falhou miseravelmente em tentar sustentar q os empresários teriam "culpa" pela inflação.

    Ora, vc vem falar em "defesa do patronato" sem sequer aludir ao governo na sua equação sobre inflação. Meu amigo, não adianta vc querer transformar sua ignorância econômica em suposta "defesa dos trabalhadores"; a maneira q vc acha q defende trabalhadores é justamente a maneira q prejudica os trabalhadores. Mas vc não quer entender isso, pq se prende a rótulos ("fundamentalismo de mercado").

    E vc ainda vem dizer q "não disse q o empresário pode cobrar o q lhe der na telha"? Ora, vc atribuiu, com todas as letras, a "culpa" da inflação aos empresários pq eles "aumentam arbitrariamente os preços".

    Não seja intelectualmente desonesto, cidadão.
  • Antunes   12/02/2016 01:10
    "Então não é verdade que a classe trabalhadora é a mais prejudicada pela inflação?"

    Não, não é verdade (pelo menos não necessariamente).

    Eu sou microempresário e tenho diversos conhecidos empregados (celetistas) que (ainda) ganham salários polpudos (e que têm todos os benefícios trabalhistas, pagos pelos empregadores).

    Eu sou (e estou sendo) muito mais prejudicado pela inflação do que eles.
  • Andre  12/02/2016 15:33
    Henrique,
    Quem aumenta os preços não é o empresário e sim o cenário econômico.
    Se vivêssemos no cenário que vc tanto abomina de livre mercado, o dono do supermercado jamais sonharia em aumentar muito sua margem, pois estaria consciente que no mesmo instante outro empresário colocaria uma concorrência ao lado com preços menores levando-o a falência.
    É assim que funciona o livre mercado (acompanhado de outros preceitos), pois só sobrevivem empresas que disponibilizam produtos e serviços de alta qualidade a preço baixo.
    Não é complexo não meu amigo... é simples assim! Pessoas sem capacidade e com interesses escusos que tentam complicar e muita gente cai na balela deles.
  • Taxidermista  12/02/2016 18:16
    Henrique, meu caro, saiba que:

    "A relação trabalhista, longe de ser uma situação de exploração, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital do capitalista) por bens futuros (os bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, e que só estarão disponíveis no futuro).
    Böhm-Bawerk expressou tudo isso de maneira bem mais resumida: 'Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro agora.': www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856


    Agora, preste bem atenção:

    "No que concerne à relação entre capitalistas e assalariados, a verdade é exatamente o inverso daquilo que é alegado pela teoria da exploração. Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários. Sendo um custo de produção, os salários são deduzidos das receitas, as quais, na ausência de capitalistas, representariam o lucro total. Logo, pode-se dizer que os capitalistas são os responsáveis pelo aumento dos salários em relação aos lucros e pela redução dos lucros em relação aos salários. Ao mesmo tempo, por meio do aumento na produção e na oferta de produtos, o que leva à redução de seus preços, os capitalistas aumentam o poder de compra dos salários que eles pagam. Isto não é nenhuma exploração dos trabalhadores assalariados. É, isto sim, a maciça e progressiva melhoria de seu bem-estar econômico":www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368


    Ainda:

    "As despesas produtivas dos empreendedores e capitalistas na forma de pagamento de salários e compras de bens de capital não apenas criam uma classe distinta de assalariados, como também, ao mesmo tempo, criam as condições necessárias para uma maior produtividade física de um dado número de pessoas dispostas a trabalhar por salários — o que faz com que os salários reais desses trabalhadores sejam elevados": www.mises.org.br/Article.aspx?id=714

  • Vinicius  11/02/2016 19:34
    Meirelles headshot ----> Henrique
  • Bartolomeu Tibúrcio  11/02/2016 16:00
    o governista Henrique não cansa de vomitar seus clichês ...
  • Educado pelo MEC  11/02/2016 19:36
    Henrique Está corretíssimo.

    Inflação é um fenômeno puramente de ganância coletiva que acomete todos empresários ao mesmo tempo.
    Quem mais sofre com isso sem dúvidas é o governo, que acaba por ter sua imagem e popularidade desgastadas por conta da ganância do empresariado que só pensa em lucrar cada vez mais aumentado os preços.

    Lembrando que um aumento generalizado nos preços é sempre acompanhado de um aumento real nos lucros. O problema é que o empresário não repassa esse aumento de lucro para os seus empregados na forma de aumentos salariais. Se os salários subissem junto com os preços (lucro) ninguém reclamaria, mas infelizmente os empresários são egoístas e gananciosos demais e preferem lucrar sozinhos sem repartir.

    Nos casos extremos a chamada "hiper-ganância", os preços (lucros) podem subir acima de 50% ao mês, ou seja, os empresários estão vendo sua riqueza e seu poder de compra aumentar 50%a.m sem que haja o repasse correspondente para os empregados. Nestas situações de cobiça desenfreada não resta outra opção ao governo senão decretar o congelamento de preços, uma medida altamente eficaz em combater a voracidade dos capitalistas como a história comprovou.
  • Robinson Luis   11/02/2016 23:50
    Não é preciso dizer mais nada,o indivíduo foi educado pelo "méqui",ou seja,para este idiota útil não existe mais salvação.
  • Henrique Zucatelli de Melo  12/02/2016 00:01
    Xará, abra um pouco a cabeça para um detalhe que está passando despercebido na sua equação: o empresário tem o mercado inteiro para o impedir de cobrar mais por um produto do que ele vale. Ao passo que ele aumenta o preço e a demanda continua a mesma, a concorrência olha e vê uma oportunidade de também ganhar mais, e oferece o mesmo produto com um preço um pouco menor. Não existe mágica, não existe milagre.

    Outro detalhe que você ainda não entendeu é que qualquer movimento que um empresário faz é arriscado e pode significar sua falência rapidamente, incluindo aumento de preços, principalmente em uma crise.

    Não confunda a vontade do empreendedor de ganhar dinheiro com a obrigação de repassar seus custos no produto, pois qualquer empresário sabe que quando aumenta preços está abrindo a porta para a concorrência ou mesmo inviabilizando a compra daquilo que ele vende.

    Ao contrário do empreendedor, o empregado tem a estabilidade de um salário fixo, livre de riscos ou de investimentos. Ele simplesmente tem de estar lá e fazer aquilo que foi contratado. Nada de alugar galpao,comprar máquinas, lidar com fiscais ou com o PROCON. Logicamente que essa estabilidade tem um custo.

    Custo esse que ele mesmo escolheu. Eu como muitos comecei do nada. Era empregado e resolvi mesmo sem grana que não queria mais patrão, que minhas idéias iriam me fazer prosperar, e fui. E estou aqui contando isso para você entender que não existe essa barreira psicológica entre patrão e empregado, cada um faz o que quer e produz o que quer. Não existe feudo, escravidão ou casta que te impeça de ser um mega investidor, basta você querer, correr atrás e fazer por onde.

    Abraços
  • Batista  12/02/2016 16:40
    E agora, quem poderá defender o Henrique-inimigo-dos-empresários!?

    Ele, o Típico Filosofo/economista da UNICAMP/Sociologo/Sindicalista. E agora surgiu o novo personagem: o "Educado pelo mequi"!

    Legal a criatividade.

    Henrique, você saiu "de quatro" dessa discussão! Como diz o Bóris: Isso é uma vergonha!
  • Matheus Baldessar  12/02/2016 17:38
    Huahuahua! Sensacional!
  • Fernando  12/02/2016 19:03
    Vixe ! O Henrique é comunista. O cara caiu direitinho nas lorotas dos socialistas.

    Os empresários estão salvando bilhões de vidas todos os dias.
  • Fernando  12/02/2016 19:06
    Quem sabe o Henrique também defende os 6% de imposto para médicos e clínicas.

    Pode salvar vidas, desde que não ganhe dinheiro. Essa é a primeira insanidade dos comunistas.
  • Mais Mises...  12/02/2016 19:25
    Doente mental.... ou parente do Típico Universítário. Acho que padece dos dois males.
  • Renato Arcon Gaio  11/02/2016 15:28
    Bom artigo, uma das muitas aulas de economia para os leigos. Infelizmente o Brasil está na recessão devido a incompetência de pessoas que possuem o poder. Acredito, assim como muitos daqui do Mises, que algum dia todo esse esquema sujo que chama estado irá acabar, naturalmente entra em colapso, mas até lá vamos sofrer um bocado.

    Abraços
  • Gustavo  11/02/2016 15:44
    Quanto tempo, mais ou menos, uma oferta adicional de moeda demora para percorrer toda a economia?
  • Udson  11/02/2016 17:01
    Prezados, boa tarde!

    Poderiam então me ajudar? Como posso amenizar a perda de valor da moeda que utilizo ( o real)? Comprando dólares? Ouro ? Como ? Ações da AMBEV ( o povo não para d encher a cara)? Títulos Públicos?
  • Edson  11/02/2016 17:10
    Ouro, dólar, Bitcoin e títulos (público e privados) atrelados ao IPCA. Por enquanto, não recomendo ações.
  • Udson  11/02/2016 17:55
    Por que não ação? Nem bancos?
  • Edson  11/02/2016 18:04
    Dizem que Itaú é uma boa. Não sou muito fã, não, ainda mais nessa época de calotes em ascensão. Mas se você quiser arriscar...
  • Andre  12/02/2016 15:38
    Venda tudo e leve embora do Brasil... de preferência nas cuecas para não deixar uma fatia que inevitavelmente parara na mão de alguém ou será sugado pelo empreendimento mais ineficiente da história: Empresas públicas.
    Abç
  • Off  11/02/2016 17:23
    "Venezuela propõe 'congelamento' da oferta de petróleo":

    veja.abril.com.br/noticia/economia/venezuela-propoe-congelamento-da-oferta-de-petroleo
  • O Mentalista  11/02/2016 18:09
    O amigo Edson alí em cima disse que Tesouro Direto ( Títilo Público) é uma boa. Mas qual o risco de calote? E os Fundos Imobiliários, também são uma boa? Achei interessante a pergunta do menino Udson...
  • Red John  11/02/2016 21:10
    O Risco de calote no TD é o mesmo risco da Dilma aparecer agora mesmo em rede nacional dizendo que aderiu aos ideais liberais: Nenhum.
  • anônimo  12/02/2016 03:48
    Será? Eu não teria toda essa confiança
  • Viking  11/02/2016 18:26
    Cada vez que leio um artigo sobre economia aqui no IMB, tenho vontade de bater em uns 3 ou 4 economistas da InflacioCamp!

    porque complicam uma coisa tão simples??? Porque???

  • André  11/02/2016 19:44
    Pelo poder, empobrecer pessoas é uma forma de exercer poder sobre elas.
    A classe média vai ficar tão ocupada pesquisando preços e trabalhando pra compensar a inflação que esquecerá tudo sobre política.
    Os filhos da classe média sem perspectiva de conseguir um bom salário na iniciativa privada vão engrossar as filas dos concursos publicos, os aprovados vão aumentar o exercito estatista;
    Os ricos empresários amigo do governo vão adular ainda mais pra conseguir crédito subsidiado;
    Os pobres vão implorar por bolsas e frentes de trabalho

  • Austregésilo Cavalcanti  11/02/2016 20:56
    É isso aí.
  • Alcebíades Flamarión Bilhalva Carrillo  11/02/2016 21:02
    Boa, André.
  • Taxidermista  11/02/2016 20:19
    "The elasticity of the money supply in a fiat money system, and the constant expansion of the money supply under present arrangements in particular, systematically distorts relative prices, disorients economic actors and destabilizes the economy over time. Imbalances accumulate, which obstruct further growth and which will be countered with accelerated money injections, destabilizing the economy further" (Detlev Schlichter):

    www.cobdencentre.org/2012/03/what-gives-money-value-and-is-fractional-reserve-banking-fraud/
  • IRCR  11/02/2016 20:47
    Leandro,

    Tenho que concordar com vc. Apesar do artigo magnifico do Ulrich achei que ficou faltando dar enfase na parte fiscal. Que creio que tem um peso enorme e fundamental para desvalorização do real.

    O governo está quebrado sem recursos e com arrecadação em queda. Então para não dar calote geral e declarar falência está sendo financiado pelo BC.

    Assim, enquanto a crise fiscal não for resolvida, não vejo como a carestia cessar.


    Leandro,

    Tirando suas sugestões de Currency Board, livre circulação de moedas e tal, algo que não vai acontecer tão cedo por aqui. Vc acha que se o governo e BC fizessem agora como fizeram em 2003 com Lula-Meirelles, uma politica fiscal/monetária bem ortodoxa não cairia muito bem ?

    Sei que vai dizer que na época o dólar está se enfraquecendo, coisa que não está agora, mas mesmo assim não seria uma luz no fim do túnel ?


    -Aperto severo na politica fiscal (como foco em corte de gastos e não elevação de imposto)
    -Dar um tapa de uma só vez na SELIC para lá de 25% (mais como um choque de expectativas) e não creio que isso afundará de vez a economia, pois não há tanta demanda por credito assim
    -Além claro, de liberalizações, privatizações, abertura comercial etc... aquele basicão pregado pelos liberais.

    E de quebra isso tudo já traria mais confiança da população, empresários, investidores externos etc... e resolveria outro problema que é falta de confiança.
  • André  12/02/2016 01:40
    São as medidas corretas e próximas do aceitável do eleitor médio brasileiro, o problema é: respaldo político, graças ao exagero em mentiras da nossa presidanta durante a campanha, ela não tem apoio algum para passar essas soluções pelo congresso
    E para complicar ainda mais, a deterioração política se tornou tal que meter o pau no governo e votar contra ele dá apoio na base eleitoral de cada deputado trocador de voto por cargo.
    Legislativo e judiciário não estão lá preocupados com a crise econômica, são pouco afetados por ela.
    Para o bem ou para o mal, a solução da crise é a diminuição do estado brasileiro, e boa parte do lixo do congresso nacional já fala disso, mas espera q seja o butim alheio a ser diminuído.
  • Morete  11/02/2016 22:52
    Em resumo, basta aplicar a velha lei de oferta e demanda. Quanto mais bens e serviços são ofertados no país (crescimento econômico), menores tendem a ser os seus preços. Quanto menos bens e serviços são ofertados (recessão), maiores tendem a ser seus preços. Produção em alta, preços em queda. Produção em baixa, preços em alta. Economia em crescimento, os preços caem. Economia em contração, os preços sobem. Simples assim.

    E quanto a demanda? Esta também esta em queda. A massa salarial no país caiu quase 10% até o 3° trimestre de 2015
  • Eduardo  11/02/2016 23:51
    Alguém poderia me explicar então por quê países desenvolvidos, como o Japão, não estão crescendo apesar de apresentarem deflação?
  • Mônica   12/02/2016 00:47
    Quem disse que não? Em termos de PIB per capita -- que é o que realmente interessa --, eles não estão nada mal.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1969
  • Andre  12/02/2016 01:43
    Com uma população saudável, educada e decrescente, qual o problema de estar estagnado?

    é como falar que o Bill Gates fora do topo dos mais ricos do mundo está falido.
  • Eduardo  12/02/2016 12:42
    Eu também pergunto, por quê? Por que essas medidas então de juros negativos?
  • Taxidermista  12/02/2016 16:28
    Caro Eduardo,

    sobre o Japão, o Kel Kelly, economista da EA, diz o seguinte em um artigo (cujas linhas teóricas são basicamente as mesmas do presente artigo) intitulado "The Myth of Japan's Lost Decades":

    "Despite conventional opinion, Japan's economy has not been stagnant; it has in fact been growing in real terms — although not in monetary terms. The crucial point is that monetary changes do not necessarily reflect real changes. Japan's GDP growth has been slow because money-supply growth has been slow; it is mainly money growth which drives GDP numbers. Therefore, going forward, we must try to observe real economic growth — the production of real goods and services — instead of just GDP. Seeing things in the correct light allows us to recoup Japan's lost decades, which weren't really lost.":

    https://mises.org/library/myth-japans-lost-decades

    Do ponto de vista da teoria econômica subjacente à análise, vale conferir esse artigo do Kel Kelly:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=992



  • Taxidermista  12/02/2016 16:46
    "Por que essas medidas então de juros negativos?"


    Sabe aquela praga chamada keynesianismo? Pois então...

    (A respeito, vide um comentário do Leandro Roque nesse artigo aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1765)
  • Pobre Paulista  12/02/2016 18:46
    Link direto para o comentário supracitado.
  • Eduardo  14/02/2016 12:35
    Obrigado pelas respostas.
  • anônimo  12/02/2016 00:30
    "O crescimento econômico é inerentemente deflacionário. Se a economia cresce, ela produz mais, aumentando a oferta de bens"

    Como algo tão óbvio é simplemente desconhecido para muitos intelectuais e jornalistas?

  • Huno  12/02/2016 01:30
    Tenho um amigo que é contador, ele me contou um caso de um cliente que é distribuidor de sacolas para o comercio varejista, em 2012 a média mensal de vendas do distribuidor era de R$ 40.000,00 e o seu custo mensal ficava em R$ 32.000,00, gerando um lucro de R$ 8.000,00 nos demais anos os resultados foram esses:

    2013: vendas/mês R$ 39.200,00 - custo/mês R$ 32.900,00 lucro R$ 6.300,00
    queda média de 2% das vendas em relação ao ano de 2012 aumento de custos 3%.

    2014: vendas/mês R$ 38.000,00 - custo/mês R$ 33.900,00 lucro R$ 4.100,00
    queda média de 2% das vendas em relação ao ano de 2013 aumento de custos 3%.

    2015: vendas/mês R$ 36.500,00 - custo/mês R$ 34.500,00 lucro R$ 2.000,00
    queda média de 4% das vendas em relação ao ano de 2014 aumento de custos 1,5%.

    O distribuidor, falou que a queda das venda se deveu a menor demanda dos lojistas, em 2015 tb ocorreram o fechamento de distribuidores concorrentes, que liquidaram seus estoques a preço de custo.
    Como 90 % das vendas eram feitas pelo telefone, meu amigo sugeriu a entrega do ponto comercial, ficando o estoque do distribuidor na sua própria casa, que fica em um bairro de zona mista, ele economizou R$ 3.000,00 em aluguel, ficando o seu lucro em dezembro de 2015, primeiro mês de atividade na sua casa em R$ 6.500,00 se fosse no seu antigo ponto o lucro ficaria em R$ 4.000,00, meu amigo falou que pelo menos agora ele tem mais chances de sobreviver, diferentes de milhares que faliram ou fecharam.







  • Andre  12/02/2016 11:01
    Parabéns ao seu amigo, isso sim é profissional preocupado com o resultado do cliente, também vejo nossos fornecedores operando em situações incrivelmente novas para diminuir custos, mas não está fácil.
  • Analista de Bage  12/02/2016 02:34
    Gauchão voltando do Carnaval e novamente repetindo aqui neste canal de gente inteligente: Compre Ouro. Compre Ouro. Compre Ouro. É simples. Se comprar no Banco do Brasil paga uma pequena custódia e está resolvido. Se for guardar em casa tem que tomar cuidado em relação à segurança e na hora da venda tem o problema da reavaliação. Mas apesar disso tudo eu digo e repito: investidor libertário inteligente compra ouro. Um abraço a todos!
  • Viking  12/02/2016 09:06
    Pessoal, gostaria aqui de compartilhar um comentário que fizeram quando divulguei este artigo:

    ""É incrível como persiste esse paradigma da "industrialização".

    As economias avançadas estão se desindustrializando há décadas, a Ásia se firmou como centro industrial do mundo e a gente insiste em nadar contra a corrente.""

    A pessoa tem razão?
  • Viking  12/02/2016 10:32
    agora fiquei confuso: o artigo que você citou é contraditório em relação a este aqui.

    aqui a desindustrialização é um problema. No outro artigo é uma consequência da evolução tecnológica. se ela é imparável, porque estão reclamando da desindustrialização? não deveríamos estar aplaudindo?

    confesso que estou com um grande ? na minha mente agora.
  • Nórdico  12/02/2016 11:55
    Ora, meu caro, utilize a teoria econômica para retirar esse grande ? da sua mente.

    Qual a causa da desindustrialização que está sendo estudada: crescimento econômico ou políticas governamentais? Enriquecimento da população ou empobrecimento da população?

    O artigo linkado explica quando a desindustrialização ocorre de forma benéfica (ou seja, decorrente de crescimento econômico e de aumento do poder de compra da população). Já o presente artigo cita o que está de fato ocorrendo na economia brasileira.

    Não há muito espaço para dúvidas, realmente.
  • Viking  12/02/2016 12:00
    agora faz sentido. agradeço a explicação!
  • Max Rockatansky  12/02/2016 12:21
    Viking,

    o fenômeno da desindustrialização referida por North é decorrente do incremento dos standards of living (acumulação de capital, avanço tecnológico, etc.). Esse incremento gera o deslocamento dos setores referido por North.

    A desindustrialização referida no presente artigo é fruto de políticas econômicas desastradas que estão gerando diminuição dos standards of living no país.

    Logo, desindustrialização tout court não é algo "bom" ou "ruim"; ela será considerada de um jeito ou de outro dependendo da contextualização econômica do que está sendo levado em consideração (inclusive, p.ex., quanto à inserção de um país na division of labor internacional).
  • Thor  12/02/2016 13:23
    Viking,

    Este artigo apresenta as causas do encolhimento da indústria brasileira.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
  • Max Rockatansky  12/02/2016 12:02
    Viking,

    esse comentário é ininteligível.

    Em primeiro lugar, a pessoa reconhece que o Brasil está se desindustrializando?

    Em segundo lugar, a pessoa quis dizer que "industrialização" como "paradigma" seria algo (economicamente) bom ou ruim? Como ela equaciona a questão, do ponto de vista normativo, quanto à inserção do Brasil no comércio internacional e nas vantagens comparativas?

    Em terceiro lugar, a pessoa quis dizer que o Brasil estaria "nadando contra a corrente" ou aqueles que usam a expressão (des)industrialização para denotar um fenômeno econômico?

    Em quinto lugar, em sendo a primeira hipótese, como poderia o Brasil estar "nadando contra a corrente" se o país está se desindustrializando e a mesma pessoa diz que "as economias avançadas estão se desindustrializando há décadas"? Se ela toma "as economias avançadas" como modelo, não se consegue depreender pq o Brasil estaria "nadando contra a corrente". (E aqui também seria necessário saber se a pessoa acha desindustrialização algo benéfico ou maléfico e pq).

    Em sexto lugar, a mesma pessoa, todavia, diz que "a Ásia se firmou como centro industrial do mundo" - e com isso ela quis dizer que os país da Ásia estariam se industrializando? -, Ásia que, então, poderia representar o modelo para o Brasil, já que nosso país não é uma "economia avançada". Mas também aí não se consegue depreender pq se estaria "nadando contra a corrente" relativamente ao "paradigma" da "industrialização", a menos que o comentarista em questão tenha implicitamente admitido que o Brasil está se desindustrializando.



  • Viking  12/02/2016 14:30
    rapaz, quando eu crescer quero ter toda essa capacidade de análise que vocês tem.
    realmente, não sobrou nada do argumento dele.
    Agradeço a ajuda sua e de todos os outros. Obrigado pelos esclarecimentos.
  • Max Rockatansky  12/02/2016 15:01
    De nada, caro Viking. Abraço amigo.
  • Fernando  12/02/2016 18:44
    Viking, entenda uma coisa, a Ásia comeu o pão que o diabo amassou nas mãos dos socialistas.

    Os asiáticos estão sedentos por capitalismo. No caso dos chineses, nem precisamos avançar muito no entendimento. Comer insetos, cobras e cachorros não é uma cultura. Foi uma necessidade causada pela fome.

    Os capitalistas asiáticos são como pessoas que ficaram sem sexo por 20 anos. Os caras estão sedentos pelo capitalismo. Qualquer porcaria que você paga, eles já estão trabalhando.

    No caso do Brasil, é bizarro escutar esse papo de desindustrialização. Nem uns 30 anos de crescimento alto iria transformar o Brasil em um país rico. O PIB per capita precisa ser 10 vezes maior do que o atual, para o Brasil entrar na primeira classe. Então, se o Brasil crescer uns 100% ao ano, em 10 anos nós estamos ricos.

    A desindustrialização só ocorre em países extremamente ricos. Os outros casos são crises na indústria. Não podemos chamar crises industrias de desindustrialização.
  • Nao gosto de inflacao  12/02/2016 14:58
    Hoje, sexta feira 12 fevereiro, de manhã, escutei algo na radio que pensei "não, o cara está maluco, não pode ser assim".
    Agora as 13:00 estou verificando a noticia na Internet, e sim, o cara tinha falado verdade.
    O "inocente" era eu:

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/numero-de-inadimplentes-chega-59-milhoes-em-janeiro-e-bate-recorde.html

    exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-abre-2016-com-recorde-de-59-milhoes-de-inadimplentes-diz-serasa-experian
  • Paulo Henrique  12/02/2016 17:51
    Artigo brilhante, só fiquei um dúvida em trecho..

    "Se a oferta monetária dobrar em uma economia, a produção agregada — aqui entendida como a soma de todas as produções de indivíduos e empresas em dita economia — não será duplicada. Os preços dos bens e serviços ofertados nessa economia, porém, tenderão a subir sobremaneira; aumentou-se apenas a demanda nominal. Os pormenores de todo o processo de expansão monetária e seus efeitos na economia não são o tema central do artigo, para isso recomendo ler aqui e aqui."


    A nossa crise tem relação a expansão creditícia provocada nos últimos anos, principalmente no setor industrial, certo? De acordo com a teoria dos ciclos econômicos, com a "redução da expansão monetária" esses recursos escassos sendo consumidos ''sobrariam'', e isso forçaria uma queda nos preços e salários.. Seja por que as industrias deficientes faliram, seja por que houve demissões.

    Bem e é ai que eu entrei em parafuso. A inflação aumentou justamente porque essas industrias quebraram...


  • Pobre Paulista  12/02/2016 18:26
    Não, essas empresas quebraram por conta da inflação monetária. Acompanhe:

    1. O governo inunda o setor industrial com crédito.

    2. Os empresários então usam esse dinheiro para comprar novas máquinas e equipamentos, com isso injetando todo o dinheiro novo na economia.

    3. Essa injeção de dinheiro faz com que todos os demais preços da economia subam, gerando carestia.

    4. Os investimentos feitos pelos empresários não dão o retorno esperado, pois não atendem uma demanda real da economia, e sim apenas uma ilusão disso causada pelo crédito barato.

    5. As empresas quebram.

    Viu? Primeiro veio a inflação, via expansão de crédito. Esta, sozinha, causou a carestia e as quebras das empresas.
  • Pastor  13/02/2016 00:01

    Setor de pneumáticos:

    "Apesar do dólar favorável, as exportações apresentaram índices negativos de 1,7% e 18,6%, respectivamente."
  • Pobre Paulista  13/02/2016 01:45
    "Apesar da crise"
  • Hugo  13/02/2016 02:46
    Leandro,na atual conjuntura de enorme estoque de reservas em excesso do sistema bancário dos EUA há alguma chance real de o FED conseguir enfraquecer o dólar,mesmo com os bancos não multiplicando a moeda através do crédito suficientemente para gerar uma grande inflação monetária? Pelo que pude entender isso só aconteceria se o sucessor do Obama for muito engajado em acabar com o poder de compra do dólar.
  • Fernando  13/02/2016 11:42
    Não foi só a inflação que causou a crise.

    Esse mesmo site já fez um histórico das atitudes alopradas da presidanta e seus companheiros.

    Teve tudo quanto é porcaria no governo !!!!!!!

    A doida está falando em cpmf, em um dos países mais tributados e corruptos do mundo.

    Os canalhas do governo não têm limites. Isso vai acabar em porrada.










  • Emerson Luis  23/02/2016 10:42

    Quando ouvem algo como "a meta de inflação do governo é de 4,5%", a maioria pense que isso quer dizer que o governo está combatendo a inflação para que ela não passe desse patamar.

    Na verdade, isso quer dizer que a meta do governo é produzir apenas 4,5% de inflação, pois acreditam que o Estado é o motor da economia e que inflação baixa produz desemprego e recessão.

    A sociopata Dilma e seus asseclas superestimularam a economia para vencer a eleição, mesmo sabendo que isso produziria forte inflação e recessão nos anos seguintes.

    * * *
  • Bob Lee Swagger  23/02/2016 12:45
    O Alexandre Tombini só pensa em comer bolacha recheada.

  • Gabriel Medeiros  26/04/2016 20:13
    Leandro, estou lendo Desemprego e Política monetária de Hayek e me deparei com a seguinte citação:

    "Para quem faz a política econômica, assumir um compromisso no sentido de debelar a inflação
    sem provocar alguma espécie de recessão significa comprometer-se a fazer o impossível."

    A minha pergunta é; houve recessão após a estabilização de preços no Brasil? Se não, por quê?
    Abraços.
  • Leandro  26/04/2016 22:21
    Não, não houve.

    E não houve exatamente porque aquela foi a única vez em que fizeram exatamente aquilo que eu sempre defendi aqui nas páginas do IMB (ao ponto de já ter virado um disco arranhado, de tão repetitivo que fiquei): em vez de se preocuparem em manipular os juros, eles foram diretamente para a questão da qualidade da moeda.

    Em vez de manipular juros, eles simplesmente trocaram uma moeda doente e a substituíram por uma moeda sadia, 100% lastreada em dólares.

    É assim que se cura a carestia: fortalecendo a moeda, e não manipulando juros.

    Manipular juros garante recessão (e só diminui a carestia quando o dólar está fraco e o câmbio ajuda); já fortalecer a moeda garante fim imediato da inflação.

    E não, o método escolhido pela equipe do Plano Real não foi o melhor de todos. Mas, ainda assim, foi melhor do que a manipulação dos juros.
  • Gabriel  25/06/2017 03:48
    Não consegui compreender por que o Ulrich acha que recessão gera pressões deflacionárias. Ainda mais no caso brasileiro, onde há uma tremenda capacidade ociosa.

    Acho até que o argumento faria sentido em um cenário de guerra, onde parques industriais fossem destruídos e a capacidade de produção fosse de fato reduzida, mas, no caso brasileiro recente, ao meu ver, a recessão gera pressões deflacionárias.
  • Gabriel  25/06/2017 18:22
    "Ulrich acha que recessão gera pressões inflacionárias".
  • Smith  06/04/2018 11:44
    Diferente do que foi dito no artigo inicialmente, uma recessão pode sim causar queda nos preços. Se queda nos preços fosse unicamente atribuída a um crescimento econômico, nenhum Banco Central no mundo aumentaria juros com o fim de gerar queda inflacionaria.
  • Adam  06/04/2018 13:58
    "uma recessão pode sim causar queda nos preços"

    Sim, nas seguintes situações:

    1) A oferta de bens e serviços segue aumentando mais que a oferta monetária (isso não configura uma recessão);

    2) A oferta de bens e serviços segue inalterada, mas a oferta monetária cai (esse é o mais provável);

    3) A oferta de bens e serviços cai, mas a oferta monetária cai ainda mais (esse é extremamente recessivo);

    4) A oferta de bens e serviços e a oferta monetária não se alteram, mas, por algum motivo, a demanda cai (atípico).

    "Se queda nos preços fosse unicamente atribuída a um crescimento econômico, nenhum Banco Central no mundo aumentaria juros com o fim de gerar queda inflacionaria."

    Frase sem sentido.

    BCs elevam juros porque anteriormente expandiram a oferta monetária com a crença de que isso iria "estimular" a economia. Esse aumento da oferta monetária pressionou a inflação de preços. Consequentemente, o BC agora tem de elevar juros para restringir essa expansão monetária.

    É assim que funciona.

    Ou seja, o aumento de preços veio em decorrência da expansão monetária, e não do crescimento econômico. Com efeito, o crescimento econômico serviu para arrefecer os preços. Não houvesse crescimento econômico, os preços seriam ainda maiores (haveria mais dinheiro perseguindo a mesma quantidade de bens).
  • Smith  06/04/2018 21:14
    Entendido. Poderiam me dizer de onde tiraram o superávit industrial por parte da indústria extrativa em 2015? De acordo com o Banco Central, ela também sofreu uma retração:

    www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarGrafico


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