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Quem regula os reguladores?

Em seu mais recente livro, Phishing for Phools, a dupla de economistas vencedores do Nobel George Akerlof e Robert Shiller utiliza o instrumental da "economia comportamental" para criticar aquilo que rotulam de "práticas de manipulação e engano" que podem existir entre empresas e consumidores.

Segundo Shiller,

[um] conceito fundamental da psicologia é o de que pessoas frequentemente tomam decisões com as quais não estão satisfeitas. ... Se empresas tiverem a chance de lucrar nos incitando a tomarmos decisões que são boas para elas mas ruins para nós, elas o farão.  O incentivo que elas têm para nos fornecer aquilo que não queremos é tão poderoso quanto o incentivo que elas têm de fornecer aquilo que realmente queremos.

De acordo com o The Wall Street Journal, esta é uma das principais contribuições do livro: o mercado seria o melhor mecanismo para oferecer às pessoas coisas que elas não querem comprar.

Não compramos aquilo que não queremos

Ninguém nega que, em certos momentos, fazemos coisas das quais mais tarde nos arrependemos.  A maioria de nós certamente já comprou algo que, algum tempo depois, nos gerou arrependimento por termos gastado dinheiro com aquilo.

No entanto, o fato de que estes erros de julgamento podem ocorrer — da parte dos consumidores — não é uma evidência de que empresas tentam vender produtos que os consumidores não querem.

É importante entender que decisões individuais são tomadas de forma previdente, com uma perspectiva voltada para o futuro.  Quando um indivíduo compra um produto ou serviço, ele o faz porque imagina que isso irá melhorar sua situação e seu bem-estar (ou, nas palavras de Mises, remover seu "desconforto").  No momento em que a transação ocorre, a pessoa fazendo a compra está, com efeito, revelando seu desejo de possuir o bem em questão.  Caso contrário, ela não faria a compra.  Mas isso, obviamente, não significa que, olhando em retrospecto, nossa decisão não possa ser julgada como tendo sido um sucesso ou um fracasso, dependendo de se ela realmente serviu ao propósito intencionado.

No entanto, disso não se pode concluir que o mercado é igualmente bom em fornecer às pessoas coisas que elas querem e coisas que elas não querem.  Se realmente fosse assim, então as "empresas aproveitadoras" continuariam até hoje vendendo fitas cassetes ou fitas VHS, manipulando-nos impunemente para que compremos coisas que, na realidade, não nos servem.

Obviamente, não é isso o que acontece.                    

Quem regula os reguladores?

Outro ponto fraco no argumento de Akerlof e Shiller é a solução implícita que oferecem: mais regulamentação governamental.  Em um recente artigo, Shiller escreve que:

Embora confirmemos a importância dos mercados livres, chegamos à conclusão de que a regulamentação do mercado tem sido crucial, e acreditamos que isso continuará sendo verdade no futuro.

[A teoria econômica convencional] frequentemente ignora o fato de que, dada a natural debilidade do ser humano, uma economia competitiva e desregulada irá inevitavelmente gerar uma imensa quantidade de manipulação e engano.

É inevitável constatar a contradição central dessa análise.  De um lado, supõe-se que os mercados falham por causa da "natural debilidade do ser humano".  De outro lado, assume-se que a regulamentação, a qual tem necessariamente de ser implantada por seres humanos com igual ou maior debilidade, irá de alguma maneira resolver o problema.                    

Akerlof e Shiller simultaneamente demonizam os seres humanos que operam no setor privado e idealizam os seres humanos que operam no setor público.

Lições da América do Sul

Para uma evidência do problema com essa abordagem, basta olharmos para a América do Sul, onde os funcionários do governo são muito eficazes em fornecer ao povo aquilo que eles não querem.

Por exemplo, um processo de impeachment foi recentemente iniciado contra a presidente do Brasil porque, dentre vários motivos, ela tentou esconder o real tamanho do aumento no gasto público.  Simultaneamente, na Argentina, o ex-vice presidente Amado Boudou está proibido de sair do país porque está sendo acusado de desviar fundos da empresa responsável pela impressão das cédulas de peso.

Estes são apenas alguns dos recentes exemplos de uma quase infindável lista de casos de corrupção.  A pergunta é: se essas pessoas, que foram democraticamente eleitas, são capazes de incorrer em tamanhos escândalos de ludibrio e prevaricação, por que deveríamos acreditar que essas mesmas pessoas podem ajudar a reduzir as "práticas de manipulação e engano" que ocorrem no mercado?

A situação que vivenciamos na América do Sul é exatamente o oposto do exemplo de mercados livres e desregulamentados descrito por Shiller e Akerlof.  Vivemos, isso sim, em economias extremamente reguladas, que estão sendo asfixiadas e corrompidas pelo excesso de poder político.

Enquanto isso, de acordo com as últimas estimativas do FMI, Venezuela, Brasil e Argentina estiveram entre as economias que menos cresceram entre 2011 e 2015.  Nada surpreendentemente, todos estes países implementaram políticas altamente intervencionistas, aumentando os gastos do governo, manipulando os mercados de crédito e controlando os preços de vários bens e serviços.  (Veja sobre Venezuela, Argentina e Brasil).

E, obviamente, a América do Sul dificilmente é a única localidade da terra que sofre com a corrupção política.

O enfoque, portanto, e contrariamente ao que pregam Shiller e Akerlof, tem de ser em como desmantelar este sistema, e não em fornecer mais armas e argumentos para que ele continue se agigantando.

__________________________

Leia também:

É impossível existir um mercado desregulamentado

O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido


2 votos

autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Pobre Paulista  01/02/2016 13:27
    Quis custodiet ipsos custodes?
  • Andre B.  01/02/2016 13:50
    Artigo objetivo, sem firulas, indo direto ao ponto: os estatistas "se esquecem" de que o estado é formado de seres humanos. Por que diabos seres humanos empregados do estado seriam moralmente superiores aos da iniciativa privada? O raciocínio pode ser empregado para qualquer ramo do estado. Pensemos no judiciário. Quando se fala em justiça privada, o estatista fica estarrecido: "como assim? Os juízes e tribunais vão se vender!" Como se não vivenciássemos os mesmos problemas na justiça estatal... Como se não existissem juízes corruptos... Com a diferença de que, no Brasil, um juiz corrupto, no máximo, vai ser compulsoriamente aposentado, e, no anarcocapitalismo, juízes corruptos poderiam levar ao descrédito do tribunal, culminando até com sua falência. Quem tem mais incentivos para andar na linha?
  • angelo.spelta@outlook.com  01/02/2016 13:56
    Gostei da abordagem e do raciocínio empregados para refutar a tese dos nobéis. O que me deixou intrigado foi como semelhante tolice pôde ser premiada.
  • RESR  01/02/2016 15:04
    Eu também fiquei bastante intrigado.
    Porém, os economistas austríacos devem vivenciar esse menosprezo para com sua teoria constantemente.
    Eu, como leigo, acho muito difícil encontrar na imprensa mainstream qualquer coisa diferente da usual evocação da necessidade de se regulamentar o mercado.
  • Nobre  02/02/2016 00:00
    É sempre a mesma coisa, não surpreende!
    Um livro inteiro, refutado em um artigo que cabe em uma folha 4a.
    As vezes divago e fico a pensar: Ou esses "intelectuais" são mal intencionados ou o estado mental dessa gente é preocupante.
    Analisam sempre a intenção é nunca o resultado.
    Você pode ter o homem mais bem intencionado do mundo ao seu lado, mas não interessa a intenção e sim o resultado.
    A intervenção/regulação do estado, já foi provado por A+B sempre provocada resultados contrários ao que se pretendia. E não obstante pedem mais regulação/intervenção e o ciclo se repete ad infinitum.

    Piketty,George Akerlof e Robert Shiller, quantos outros viram e estão por vir.
    Não a limites para o ridículo...
  • Dallan  02/02/2016 01:54
    Nobre,

    De cada 1000 "intelectuais" hoje existentes, quantos existiriam num mundo sem Estado? É uma "atividade" quase que exclusivamente mantida por dinheiro público. E num mundo livre, eles teriam que competir entre si e teriam que produzir coisas úteis, requisito não muito válido para intelectuais, principalmente os de "humanas".

    Assim, vale o dito de que não se deve cuspir no prato em que se come. E eles fazem isso muito bem.
  • Andre  04/02/2016 11:26
    Como podem 2 nobeis, pessoas teoricamente dotadas de inteligência superior acreditarem em estado inchado?

    Seriam eles burros contrariando a probabilidade ou possuem eles interesses escusos na emissão de suas opiniões/ideias?
  • Rodrigo Amado  04/02/2016 12:23
    "Como podem 2 nobeis, pessoas teoricamente dotadas de inteligência superior acreditarem em estado inchado?

    Seriam eles burros contrariando a probabilidade ou possuem eles interesses escusos na emissão de suas opiniões/ideias?"

    Também já pensei bastante sobre a burrice dos intelectuais e cheguei à seguinte conclusão:

    A capacidade de raciocinar logicamente não significa que a pessoa irá usar essa capacidade o tempo todo e muito menos que vá usá-la em todos os campos do conhecimento.

    Conheço muitos matemáticos/fisícos/programadores (pessoas que trabalham com a lógica...) socialistas/esquerdistas.
    No campo econômico/político eles simplesmente DECIDEM não usar a lógica e ponto final!

    Emoções e/ou estímulos sensoriais, quando fortes o suficiente, esmagam a lógica.
    Por isso existem:
    Médicos que fumam.
    Nutricionistas gordos.
    Profissionais de educação física gordos.

    E por isso que existe o ditado:
    Em casa de ferreiro o espeto é de pau.

    Humanos são assim, não são 100% lógicos, mas também não são 100% animais, felizmente.

    Ah, em alguns casos essas pessoas tem interesses escusos, mas acho que são minoria.
    Mesmo porque após muito tempo fingindo acreditar 24h/dia em ideologias estúpidas a pessoa
    tende a acreditar mesmo.
  • LaerciuS  08/02/2016 17:35
    hehe é isso aí.E também muitos economistas e outros que sabem que pregar a lógica pode significar perda do (seu próprio)emprego.Algo do tipo:"...acho que não há motivo para EU ser mantido aqui".Imagine que traumática seria essa auto-revelação.
  • Andre  04/02/2016 11:56
    Nobre/Dallan,

    Tenho uma teoria sobre esses intelectuais: a maioria é recalcada!
    Cheguei a essa conclusão ao observar que quanto mais a pessoa estuda, maior a probabilidade dela guinar para esquerda, ter ideias socialistas e acreditar em Estado inchado.

    E por que a maioria torna-se recalcada? Por que são pessoas que dedicam-se intensamente aos estudos, ganham nobeis, etc, e eventualmente leem notícias relatando por exemplo que 2 "arigós" de 30 e poucos anos venderam uma empresa de nem 4 anos de existência por U$16 BILHÕES de dólares.

    Apesar de não admitirem que não importam-se com recompensa financeira, mordem-se intensamente por dentro quando leem que tais indivíduos que pouco estudaram na vida (mas são mestres em agregar valor para a humanidade) compraram um iate de 1 zilhão de pés ou um quadriplex com vista para o Central Park.

    Falta a estes recalcados pragmatismo e essa é a base do avanço da sociedade.
    Estudiosos também são importantes? Certamente, mas sem um prático para executar suas ideias, as palavras morrerão no papel.

    Essa é apenas uma teoria... gostaria da opinião de vcs.

    Abç,
    André
  • Taxidermista  04/02/2016 13:11
    Andre,

    o Hoppe e o Huerta de Soto já falaram algo nesse sentido: dentre outras razões, os "intelectuais" acham que a economia de mercado não "recompensa" devidamente a "genialidade" deles.

    Huerta de Soto:
    "Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades — considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

    Hoppe:
    "Consideremos mais alguns indicadores de deformação estatista trazida pelos intelectuais. Se olharmos as estatísticas eleitorais, perceberemos claramente a seguinte situação: quanto maior o tempo gasto por uma pessoa em instituições educacionais — alguém com PhD, por exemplo, em relação a alguém que tenha apenas um bacharelado —, maior a probabilidade de essa pessoa ser ideologicamente estatizante. Ademais, quanto maior a quantidade de impostos utilizada para financiar a educação, menores serão as pontuações do SAT e de outras medidas similares de performance intelectual":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=82


    O Nozick também escreveu um artigo sobre o assunto:

    ordemlivre.org/posts/por-que-os-intelectuais-se-opoem-ao-capitalismo

    Abço.
  • Andre  04/02/2016 13:38
    Maravilha Taxidermista!
    Muito obrigado por compartilhar e saber que não estou equivocado em meu fundamento.
    André
  • Taxidermista  04/02/2016 13:42
    Bacana, meu caro.

    Abraço fraterno.
  • Andre  04/02/2016 13:45
    Taxidermista,
    Somente uma observação: estes indivíduos tocam pau sem dó nem piedade no capitalismo, mas são despidos de qualquer vergonha na hora de consumir vorazmente bens/serviços e inclusive passar seu tempo ocioso (maior parte de ano) de férias nos países mais capitalistas do Planeta Terra, concordas?
  • Taxidermista  04/02/2016 14:13
    Sim, meu caro, eles querem usufruir daquilo que o mercado produz e ainda que a sociedade financie os seus "serviços" via tributação (pq, como destacado, eles acham que a economia de mercado não os "recompensa" devidamente). No final das contas, os pagadores de impostos acabam dando dinheiro para os "intelectuais" conclamarem sempre por mais dinheiro para o estado.

    Abço!
  • Taxidermista  04/02/2016 17:20
    Andre,

    a propósito, no artigo publicado hoje no site, ninguém menos que Ludwig Von Mises afirma o seguinte:

    "Muitos intelectuais invejam a renda elevada de alguns empreendedores e este ressentimento os conduz à defesa do socialismo. Acreditam que as autoridades de um regime socialista lhes pagariam salários maiores do que aqueles que poderiam ganhar no regime capitalista."
  • LaerciuS  08/02/2016 17:40
    Achei interessante.O termo Arigó também é interessante,remeteu-me à década de 70.
  • Thiago Teixeira  03/02/2016 03:18
    A intenção dos agentes do estado é explicada pela escolha pública: cuidar dos próprios interesses individuais.
  • Rhyan  02/02/2016 16:33
    Quem premia é o pessoa de um banco central.
  • Viking  01/02/2016 14:10
    é aquela boa e velha máxima:
    "Quem vigia os vigilantes?"

    sempre que alguém fala que o governo deve intervir em alguma coisa, essa frase bate e rebate na minha cabeça.
  • Diego  01/02/2016 14:33
    A verdade é que o mundo acabou. Antigamente você ainda tinha os EUA e alguns exemplos na Europa a serem copiados. Hoje basta ver o que a esquerda fez com os europeus e a lavagem violenta em cima dos americanos, a ponto deles mesmos defenderem cada vez mais esse estado babá que vai salvar todo mundo. Você percebe claramente isso quando o Trump, que é o exemplo do americano típico até o início dos anos 2000, empreendedor, self made man, patriota, belicista, sem meias palavras, e como não tem rabo preso bate nesses canalhas, sendo execrado por boa parte dos americanos.
    Nada é mais ilustrativo do que a reeleição de um lixo igual ao Obama e agora a coisa ainda piora com a possibilidade real de um socialista explícito ser presidente dos EUA.
    A que ponto chegamos.
  • Henrique Zucatelli  01/02/2016 15:08
    Trump não anda ajudando muito com seu discurso xenófobo e intervencionista, que está muito mais para um Mussolini moderno que para um americano tradicional.

    Dentre ele e qualquer democrata água com açúcar like Obama, sou democrata. Pelo menos não vai se meter em coisas cruciais e nem em guerras malucas que jogam o país abismo abaixo, e quem paga a conta é o povo.

  • Dissidente Brasileiro  01/02/2016 16:56
    De modo algum quero apoiar ou defender qualquer político (ou possivelmente um futuro político), mas por que você acha que o Trump é xenófobo? Não entendi sua afirmação.
  • Geraldo  01/02/2016 19:23
    Tem esse link aqui, que fala de coisas ultrajantes que ele disse sobre latinos nos EUA:
    www.huffingtonpost.com/entry/9-outrageous-things-donald-trump-has-said-about-latinos_us_55e483a1e4b0c818f618904b

    E esse aqui, em que ele fala que todos os muçulmanos deviam ser proibidos de viajar aos EUA:
    edition.cnn.com/2015/12/07/politics/donald-trump-muslim-ban-immigration/

    (ambos em inglês)
  • Andre Dias  01/02/2016 20:41
    Você cita Huffington post? Praticamente a carta capital deles.
    Se você for buscar os discursos na íntegra do Trump sobre imigrantes e muçulmanos verá que são muito diferentes do que a mídia americana (em sua maioria esquerdista) prega. O Stefan Molyneux fez um vídeo sobre cada uma das mentiras mais comuns a respeito do Trump (chama The Untruth about Donald Trump). Vale a pena dar uma olhada para não ficar repetindo discurso enviesado da midia americana. Há motivos para libertários não gostarem de Trump. Mas não são estes os apontados.
  • Andre  04/02/2016 12:28
    Assisti mais de um discurso do Trump e também não identifiquei qualquer acusação xenófoba que ele vem sofrendo.

    O que ele defende é um controle rigoroso em relação a entrada ilegal de imigrantes no país, pois existe hoje uma "indústria" com lucros absurdos para esse fim (e que por sua vez faz lobby contra o Trump receando perder sua receita).
    Ele alega, e com toda razão, que os EUA tem muito a ganhar se esses milhares de pessoas entrarem legalmente todo ano.
  • Dissidente Brasileiro  01/02/2016 22:22
    Geraldo, The Huffington Post e CNN são dois lugares sem nenhuma credibilidade quando se trata de avaliar candidatos da direita. Ademais Trump (que como disse acima não apoio) apesar da forma agressiva, direta e até virulenta de se expressar, não disse nenhuma besteira nestes dois casos. Até concordo que há sim uma generalização, mas a essência das críticas está correta.

    Não é você que está julgando as afirmações dele com um viés esquerdista e ignorando a realidade dos fatos?
  • Geraldo  01/02/2016 23:55
    Desculpem-me por minha "inguinorança" em citar Huffington Post e CNN. Para ver como, embora me interesse bastante pelo ideal libertário, ainda tenho muito que aprender antes de, de fato, "sair da Matrix". :)

    Dissidente Brasileiro, concordo com você. Na verdade eu apenas citei isso para mostrar porque o Trump era visto como xenófobo por muitos. De qualquer forma, procurarei não cometer esse tipo de erro novamente. Obrigado!
  • Henrique Zucatelli  01/02/2016 14:48
    Desculpe a falta de educação, mas quem é responsável por dar o prêmio Nobel para completos idiotas?

    Aos poucos estão tentando transformar os EUA em um Brasil da vida, e é muito triste.
  • Pablo  01/02/2016 17:33
    Depois que ganham o Nobel, tornam-se deuses e tudo que é dito por eles passa a ser verdadeiro e inquestionável.
    Afinal, quem somos nós para questionar deuses?
  • O Cavalheiro  01/02/2016 20:36
    Bem, na verdade o prêmio Nobel de economia, não é um prêmio Nobel, mas uma homenagem, é como se além do Oscar, existisse um prêmio homenageando o Oscar. Um é o prêmio, o outro...

    O de economia é realizado pelo Banco central da Suécia, então não é e se estranhar que a maior parte de seus ganhadores pede por mais banco central e mais poder para burocratas.

    Aqui tem um site com mais detalhes (ainda que seja a wikipédia):

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_de_Ci%C3%AAncias_Econ%C3%B3micas_em_Mem%C3%B3ria_de_Alfred_Nobel
  • Taxidermista  01/02/2016 15:20
    Ou seja, "as pessoas nem sempre sabem o q é melhor p elas, daí devemos colocar alguns iluminados para dizerem o que elas devem fazer".

    Esse paternalismo tosco já foi devidamente refutado por Rothbard em "Power and Market".

    E a invocação da "behavioral economics" também está refutada no livro "Austrian Economics Reexamined", de Rizzo e O'Donnell.

    Como se não bastasse a imbecilidade da "tese", essa gente, só para variar, faz questão de promover a confusão semântica: o jurista esquerdista Cass Sunstein, p.ex., suscita esse mesmo "argumento" - também à base da "behavioral economics" -, chamando o movimento de "libertarian paternalism".

    Curioso que essa gente só aplica a "behavioral economics" para os agentes privados...
  • saoPaulo  15/12/2016 11:20
    Caralho!
    Eu ia justamente perguntar ao Leandro o que ele acha sobre "behavioral economics", se se aproxima mais da praxeologia, quando encontro seu comentário com um livro austríaco refutando isto!
    Realmente, faz jus ao nick de Taxidermista!
    Obrigado pela sempre boa colaboração, meu caro! =)
  • Renato  01/02/2016 17:39
    É por isso que temos que nos apegar aos pequenos e médios empreendedores que são as maiores vítimas dos grandes empresários amiguinhos de políticos.

    Quem topa criar um grupo para isso: Alertar os pequenos e médios empreendedores a começar uma espécie de revolução contra os impostos?

    Cobraremos de comum acordo (troca voluntária) um preço entre os empresários interessados para imprimir cartilhas e folhetos para alertar a população, outros empreendedores (trazendo-os também para a luta) e qualquer um que possa ver o quanto a classe política é inútil e parasitária.
  • Dissidente Brasileiro  01/02/2016 18:22
    Impostos? Você está falando de algo como isto aqui?

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/01/chocolate-e-sorvete-vao-ficar-mais-caros-cigarro-vai-custar-no-minimo-r-5.htm

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1735851-governo-aumenta-tributacao-de-cigarro-chocolate-sorvete-e-racao.shtml

    Ah, e antes que eu me esqueça: o governo agora pode invadir sua casa no momento que ele quiser, e com a tal da polícia ao lado dele. Veja só esta notícia:

    noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/reuters/2016/02/01/governo-edita-mp-para-combate-a-zika-que-autoriza-entrada-em-imovel-a-forca.htm

    Só boas notícias brazilêras, não é? Eta paiseco bão!
  • Renato  01/02/2016 20:31
    Dissidente Brasileiro, mais um motivo para começarmos uma luta junto a esses pequenos e médios empreendedores de que não mais necessitamos de políticos e a sanha dos mesmos em cada vez mais querer roubar a população.

    O que você sugere? Fugir do Brasil?
  • Dissidente Brasileiro  01/02/2016 22:42
    O que você sugere? Fugir do Brasil?

    Bem, eu não cheguei a sugerir a coisa nestes termos, mas já que você mencionou... Sim, esta é exatamente a minha idéia.

    Se me permite, vou dar-lhe um conselho: esqueça este país. ESQUEÇA. Cuide dos seus, caia fora daqui enquanto a situação lhe permite, pois amanhã poderá ser tarde. O destino deste lugar está selado e não há nada que eu, você ou mais ninguém possa fazer.
  • cmr  02/02/2016 14:01
    O que você sugere? Fugir do Brasil?

    Para aqueles que podem, aproveitem a oportunidade.

    Meus falecidos avós acreditavam cegamente nesse país, meus país e tios ainda acreditam...

    O Brasil é, e será sempre, o país do futuro, futuro esse que nunca chegará.
  • Renato  01/02/2016 23:41
    Bem, se esse é o seu conselho, faça um bom proveito. Eu particularmente não concordo, mas se você acha que o melhor é isso, boa sorte.
  • Batista  02/02/2016 12:00
    A orquestra do Titanic já está tocando...
  • Renato  02/02/2016 16:23
    O maior problema é que os países do mundo todo estão ficando cada vez mais estatais. Não tem para onde fugir.
  • Dissidente Brasileiro  03/02/2016 20:31
    Discordo, Renato. Sempre haverá países cujas sociedades são "menos estatais". Portanto, sempre haverá um local para fugir.
  • Renato  04/02/2016 16:27
    Acredito que esses países ficariam cada vez mais isolado. Com o tempo, os países extremamente estatistas iriam até mesmo declarar guerra a esses países de livre-mercado.
  • LeG  01/02/2016 18:28
    "pessoas frequentemente tomam decisões com as quais não estão satisfeitas"

    Das duas uma:

    O governo vai me dizer o que eu tenho que comprar para ficar satisfeito ou não vão me deixar comprar nada, alegando que tudo que eu compro me deixa insatisfeito.
  • Didi  01/02/2016 19:05
    Quando o Estado é demais, o santo desconfia, o capeta ajuda a fazer, mas não ajuda esconder os trambiques, as mutretas, as tramoias, os ardis e as gambiarras. Quais critérios utilizaram para premiar uma dupla desse naipe Akerlof & Shiller?
  • Nao gosto de inflacao  01/02/2016 20:03
    Economics is unavoidably political.

    Em anexo ao escrito pela Iván, e bom lembrar que o premio em economia não e realmente um premio Nobel. E um premio em nome de Alfred Nobel:

    The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel
    www.nobelprize.org/nobel_prizes/economic-sciences/

    Por outro lado este premio não foi aprovado pela família Nobel, premio (vale lembrar) instituído 70 anos depois que os outros (em 1967, em quanto os outros foram em 1901).

    [link]https://rwer.wordpress.com/2010/10/22/the-nobel-family-dissociates-itself-from-the-economics-prize/
    makewealthhistory.org/2013/10/17/the-curious-story-of-the-nobel-prize-for-economics/


    Voltando ao escrito pelo Iván, considero interessante complementar a sua leitura com este outro artigo (em inglês):

    www.nybooks.com/articles/2015/10/22/why-free-markets-make-fools-us/

    Por um lado e verdade que "Não compramos aquilo que não queremos". Pelo absurdo, eu não vou comprar um motor elétrico de 300 kW para colocar na minha sala de leitura. Compraria nesses casos um quadro.

    Mas discordo quando escreve "quando um indivíduo compra um produto ou serviço, ele o faz porque imagina que isso irá melhorar sua situação e seu bem-estar". Eu vejo o Facebook, por exemplo, onde o pessoal passa horas e horas perdendo tempo.

    Akerlof and Shiller use the word "phish" to mean a form of angling, by which phishermen (such as banks, drug companies, real estate agents, and cigarette companies) get phools (such as investors, sick people, homeowners, and smokers) to do something that is in the phisherman's interest, but not in the phools'. There are two kinds of phools: informational and psychological. Informational phools are victimized by factual claims that are intentionally designed to deceive them ("it's an old house, sure, but it just needs a few easy repairs"). More interesting are psychological phools, led astray either by their emotions ("this investment could make me rich within three months!") or by cognitive biases ("real estate prices have gone up for the last twenty years, so they're bound to go up for the next twenty as well").

    Ou seja, quando combinamos economia e psicologia, a coisa não e tão fácil.

    Já os romanos tinham o deus Mercúrio, deus da eloquência, do comércio, dos viajantes e dos ladrões.

    No meu caso, considero interessante um mercado regulado. Nao por mim (que me considero um comprador relativamente racional), mas porque sei que existem vendedores, comerciantes ZAFADOS.

    Exemplos:

    g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2016/01/homem-e-preso-suspeito-de-vender-loteamento-irregular-em-piedade.html

    www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/caminho-quase-sem-volta-para-os-lotes-irregulares-b5zwkubnk2aat5946ycdyxp3i


  •   01/02/2016 21:17
    "Precisa haver regulação pq existem comerciantes safados"

    Ou seja, vc é um estatólatra q concorda com a tese criticada no artigo, como se livre mercado fosse sinônimo de "ausência de punição" aos fraudadores. Bullshit!
  • lek  02/02/2016 00:22
    'Em anexo ao escrito pela Iván, e bom lembrar que o premio em economia não e realmente um premio Nobel. E um premio em nome de Alfred Nobel:'

    O fato de isso não ser um prêmio Nobel não diminui o ridículo. A crítica desses dois aí não merece prêmio algum.

    "Por um lado e verdade que "Não compramos aquilo que não queremos". Pelo absurdo, eu não vou comprar um motor elétrico de 300 kW para colocar na minha sala de leitura. Compraria nesses casos um quadro."

    Comprar um motor elétrico de 300 kw pra colocar na sala de leitura?

    Isso não é um exemplo de engano, e sim de loucura.

    "Mas discordo quando escreve "quando um indivíduo compra um produto ou serviço, ele o faz porque imagina que isso irá melhorar sua situação e seu bem-estar". Eu vejo o Facebook, por exemplo, onde o pessoal passa horas e horas perdendo tempo. "

    Agora as pessoas são vítimas do Facebook por perderem horas e horas na frente do computador. O Facebook então é uma ameaça a sociedade, precisamos que o estado nos proteja desse mal e faça a justiça social!

    "No meu caso, considero interessante um mercado regulado. Nao por mim (que me considero um comprador relativamente racional), mas porque sei que existem vendedores, comerciantes ZAFADOS."

    Se você é capaz de ser um comprador racional porque os outros não podem ser?
  • Nao gosto de inflacao  02/02/2016 13:38
    Ze, eu não sou estatolatra.
    Aqui temos outros dois casos de piora na situação do individuo:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Depend%C3%AAncia_da_internet
    https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADcio_por_jogos_eletr%C3%B4nicos

    que faz com que as crianças não tenham boa escritura, não gostem de matemática, ...

    Iek,
    Se você é capaz de ser um comprador racional porque os outros não podem ser?
    Porque o ser humano, em muitas situações, ainda continua sendo um ANIMAL.

    Então, o assunto e como se proteger desses animais e zafados.

    Referente a regulações elas estão também na indústria. Pra que servem as normas (ASTM, DIN, JISC, ...) ?
    Ou Vocês gostariam estar comprando tubos ASTM A-106 e o vendedor estar vendendo ASTM A-53? Parece piada mas eu fiz estagio numa empresa que fazia isto!! O mesmo acontece com outros materiais (porcas, parafusos, borrachas,...).

    Somos parte de uma sociedade e as regulamentações existem. Por exemplo os semáforos.

    Claro que uma coisa são os semáforos (regulamentação positiva, evita acidentes), outra e a inflação (falta de regulamentação no uso correto do dinheiro, ninguém gosta de perder valor).


    "Mas discordo quando escreve "quando um indivíduo compra um produto ou serviço, ele o faz porque imagina que isso irá melhorar sua situação e seu bem-estar". Eu vejo o Facebook, por exemplo, onde o pessoal passa horas e horas perdendo tempo. "

    Olha, agora não, mas daqui a vários anos, quando VC esteja bem por ter aproveitado o tempo, e todos aqueles que perderam tempo no Facebook ou Instagram comecem a ser esquerdopatas e reclamar da sua condicao, então quero ver a tua reação ou a dos teus filhos!!!!

    Estamos em contato....
  • Rodrigo Amado  02/02/2016 15:29
    "Olha, agora não, mas daqui a vários anos, quando VC esteja bem por ter aproveitado o tempo, e todos aqueles que perderam tempo no Facebook ou Instagram comecem a ser esquerdopatas e reclamar da sua condicao, então quero ver a tua reação ou a dos teus filhos!!!!"


    Então seu acho ruim que as pessoas se tornem estatistas graças ao foicebook eu deveria
    clamar ao estado para que este impedisse o uso do foicebook de modo a diminuir o poder do próprio estado.
    Sendo que no momento mesmo que eu peço algo ao estado eu estou sendo um estatólatra.

    Você tem razão, somo ANIMAIS incapazes de racionar com 100% de lógica, alguns mais do que outros.
  • Ze  02/02/2016 16:34
    Vc diz não ser estatólatra mas pede por regulação estatal até nos jogos eletrônicos, ao pretexto de que, sem regulação, as pessoas ficam "dependentes"... Ou seja, quer o estado até para dizer quanto tempo as pessoas podem usar internet.

    Típico caso de dissonância cognitiva.

    Outrossim, usa o nick "não gosto de inflação" mas define inflação como "falta de regulamentação no uso correto do dinheiro". Ou seja, acha que a inflação é fruto da "falta de regulação".

    Dissonância cognitiva, mais uma vez.

    E conclui dizendo que um mercado sem regulação estatal dá margem a pessoas "perderem tempo no FB" e se transformarem em esquerdopatas...

    Ou seja, conclama por mais esquerdopatia para "combater" esquerdopatia.

    De fato, é um caso de dissonância cognitiva bastante grave.
  • Pobre Paulista  02/02/2016 16:48
    Adicionalmente, poderíamos criar uma regulamentação sobre o que o estado pode regulamentar.
  • Batista  02/02/2016 17:43
    Questão 51) Com base nos seus estudos e conhecimentos, defina o que é INFLAÇÃO:

    "... inflação (falta de regulamentação no uso correto do dinheiro, ninguém gosta de perder valor)."

    Putz! Essa foi digna para colocar na estante das PÉROLAS DO ENEM!
  • Primo  03/02/2016 09:30
    " Pra que servem as normas (ASTM, DIN, JISC, ...) ?
    Ou Vocês gostariam estar comprando tubos ASTM A-106 e o vendedor estar vendendo ASTM A-53? Parece piada mas eu fiz estagio numa empresa que fazia isto!! "

    Você mesmo concorda que a regulamentação não resolve o problema de um consumidor comprar algo diferente do que pediu. Quem irá resolver essa questão é o mercado, que ao se sentir lesado irá divulgar o ocorrido e deixar em alerta os outros clientes. O caso mencionado é vender banana dizendo que é maça.

    Como você mesmo exemplifica, no caso de normas industriais, existem inúmeras formas de regulamentar um mesmo produto. Elas existem para dar sustentação de que o produto atende as especificações solicitadas para os parâmetros estabelecidos. Caso o fabricante siga rigorosamente a norma e o produto falhe, o responsável é a norma e não o fabricante. Caso o fabricante não siga as normas e o produto não atinja as especificações divulgadas, o responsável é o fabricante. Essas normas industriais existem para diluir a responsabilidade. Do meu ponto de vista nada impede que um fabricante crie sua própria norma. Alias, muitas delas foram surgindo assim.

    O problema de normas e regulamentações é alguém definir que a unica norma que pode ser utilizada é a ASTM.
  • Ed  01/02/2016 20:55
    O curioso é que o primeiro parágrafo se aplica perfeitamente ao governo.

    O governo fornece serviços inúteis o tempo todo. E não só incita como obriga sua compra, ameaçando com cadeia e apreensão de bens àqueles que não se enquadrarem. Tem muito político e empresário "estatal" lucrando horrores com isso.

    Que vergonha. Prêmio nobel virou mera panfletagem ideológica.
  • anônimo  01/02/2016 22:10
    Ainda não li o texto, mas estava querendo compartilhar aqui alguns absurdos dos reguladores.

    www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2016/01/29/internas_economia,624414/governo-vai-alterar-regulacao-para-atrair-novas-companhias-aereas-diz.shtml

    "Queremos criar condições regulatórias para que o preço das passagens seja menor e para que novas empresas entrem no país"

    "São avanços regulatórios importantes. Temos que permitir que as empresas mais baratas se posicionem como quiser"

    Incrível é que eles próprios, quando pensam, percebem que estão atrapalhando.
  • Andre  02/02/2016 05:39
    Quem compra idéias de regulamentação é que é arrepende amargamente depois.

    Acho que esses economistas deveriam passar um tempo (anos) no Brasil pra relembraram como quanto mais livre é o mercado melhor é a vida das pessoas.
  • Eloy Seabra Jr.  02/02/2016 13:20
    "É inevitável constatar a contradição central dessa análise. De um lado, supõe-se que os mercados falham por causa da "natural debilidade do ser humano". De outro lado, assume-se que a regulamentação, a qual tem necessariamente de ser implantada por seres humanos com igual ou maior debilidade, irá de alguma maneira resolver o problema."

    Concordo com as conclusões gerais do artigo, mas concluir que a regulamentação tem de necessariamente ser implantada por seres humanos com igual ou maior debilidade é falacioso, na prática eles podem ter igual (pouco provável), maior ou menor debilidades. Mas isso é simplesmente irrelevante, ainda que um homem perfeitamente virtuoso tentasse regulamentar o mercado ele falharia por não ter a informação necessária.
  • Primo  02/02/2016 14:12
    Quem regula os reguladores? O mercado, oras bolas. O conjunto de ações tomados pelos indivíduos da sociedade irá regular o reguladores. A FIFA tenta a anos regulamentar o futebol e nem por isso conseguem alterar o modo de jogar o esporte. Pode até ser que o futebol jogado na escolinha particular tenha algumas influencias direta da FIFA, mas aquele futebol de rua com bolas improvisadas pouco se alteram com os mandos e desmandos da entidade. A FIFA só tem poder sobre aqueles que jogam o jogo dela. Deixe claro que seu esporte é outro e o poder da FIFA sobre você se esfarela.
  • Dissidente Brasileiro  02/02/2016 23:16
    Falando em regulação, vejam só este exemplo: esta empresa supostamente domina cerca de 80% do mercado mundial de óculos de luxo. Alguns "especialistas" disseram que isto ocorre por "falta de regulação".

    Como desconhecida empresa italiana controla mercado global de óculos escuros

    E vocês, o que acham? Concordam com eles ou não?
  • Taxidermista  03/02/2016 01:32

    Caro Dissidente:
    Tem um trechinho ali que fala por si só:

    "Os benefícios dessa indústria são quase obscenos, disse Tim Wu, professor da Universidade de Columbia, especialista em monopólios. Ele trabalha para o governo dos Estados Unidos."
  • Andre  03/02/2016 09:11
    "Os benefícios dessa indústria são quase obscenos, disse Tim Wu, professor da Universidade de Columbia, especialista em monopólios. Ele trabalha para o governo dos Estados Unidos.".

    Só não entendi o que ele está esperando para abrir a própria fábrica de óculos escuros e ganhar rios de dinheiro, já que os benefícios são quase obscenos.
  • Taxidermista  03/02/2016 12:37
    Pois é, caro Andre, vai ver o Professor agora está muito "ocupado" "trabalhando" para o governo...
  • Dissidente Brasileiro  03/02/2016 20:41
    Pois é Taxidermista,

    Se ele é contra monopólios porque trabalha para o governo americano, que sem dúvida é o pior monopólio (e o mais poderoso) que existe? Será que ele acha esse monopólio uma boa coisa? Em caso afirmativo, seria muita incoerência da parte dele não é verdade?

    Sim, realmente as pessoas estão perdendo a noção de bom-senso... sinais dos tempos... sinais dos tempos...
  • Taxidermista  03/02/2016 21:22
    Isso, caro Dissidente, ele acha que o monopólio estatal é o "monopólio bom"; consequentemente, acha que quando uma empresa, no processo de mercado, mostra-se eficiente (satisfazendo os consumidores) - ganhando lucros em virtude disso -, o monopolista estatal precisa colocar a mãozinha para "dar um jeitinho" nisso... Afinal de contas, segundo a declaração do cara, o estado não pode deixar uma empresa "ganhar benefícios obscenos"...


    Dissidente, como vc deve saber, Thomas DiLorenzo e Dominick Armentano desmontaram a mitologia "antitrust" neoclássica e/ou estatista.

    Abração.
  • Emilly Batista  13/02/2016 11:23
    Excelente artigo, com ótimos argumentos e bem objetivo: consegue em uma Folha refutar as ideias do livro. O que me chamou mais atenção é esses dois ganhadores de prêmios tão importantes que acreditam que as pessoas do estado estão lá pelo bem comum e que a "supremacia do interesse público" realmente atende à população. Ou é ignorância ou simplesmente há algo " por trás " dos argumentos furados e refutáveis pela mera observação e análise da realidade. Parabéns ao autor, esclarecedor.
  • Emerson Luis  15/02/2016 22:10

    De fato algumas empresas podem utilizar táticas manipulatórias.

    Porém, mesmo quando estão certos em apontar um problema que existe, os esquerdistas interpretam mal sua realidade, entendem errado suas causas e enganam-se totalmente quanto às soluções. Isso para não falar de sua motivação, muitas vezes obscura.

    Desregulamentação estatal não é ausência de regras; o próprio mercado pode fornecer empresas de auditoria privada, controle de qualidade, mediação, etc.

    Um ponto importante: o que acontece com o senso de responsabilidade das pessoas com toda essa crescente superproteção estatal?

    * * *
  • Isis Monteiro  28/03/2016 14:02
    Quem regulará os reguladores?
    Esta questão é vital. Acredito no estado mínimo em que o governo provenha saúde, educação e segurança. Para os demais setores da economia, devem ser criadas agências reguladoras que realmente supervisionem com regras claras sem a mínima intervenção política.
  • Valverde  28/03/2016 14:30
    Ué, então o Brasil atual está perfeito para você, sem tirar nem pôr.

    Aqui o estado fornece saúde, educação e segurança, e ainda regula estritamente os grandes setores por meio de agências reguladoras. Que tais agências existam apenas para proteger as grandes empresas, criando uma reserva de mercado e blindando-as da concorrência estrangeira é algo que certamente passou desapercebido por você...
  • Geraldo  04/04/2016 21:17
    Eu já sou da opinião de que o estado só deveria se preocupar com saúde, educação, justiça e segurança. Todo o resto deveria ser privatizado e desregulamentado.
  • Fernanda  05/04/2016 00:08
    Se o governo tem monopólio sob o que será ensinado aos meus filhos, sob a justiça(isso sem falar que ele irá julgar a si mesmo???...rs), e além disso tem todas as armas.... então, o que diabos é que ele não tem?????
  • Geraldo  05/04/2016 17:17
    Não estou falando que o estado deve monopolizar esses ramos, muito antes pelo contrário: até mesmo neles, deveria haver maior participação privada, e sem tanta regulamentação como hoje (nesses casos, deveria haver alguma regulamentação, pois estamos falando de áreas fundamentais para a sociedade).
    Assim como a maioria de vcs, acredito que, quanto menos estado, melhor. Só que acho que a ausência total de estado (e, por conseguinte, de impostos, os quais considero um roubo, especialmente quando eles trazem pouco ou nenhum retorno, como acontece aqui no BR) é uma utopia.
  • Magella  05/04/2016 17:50
    "até mesmo neles, deveria haver maior participação privada, e sem tanta regulamentação como hoje (nesses casos, deveria haver alguma regulamentação, pois estamos falando de áreas fundamentais para a sociedade)."

    E por que você quer que burocratas -- justamente os seres mais preguiçosos, incompetentes e corruptos do universo -- sejam os responsáveis por fiscalizar as áreas mais cruciais da economia?

    Eu tenho outra ideia: por que não entregar ao mercado a tarefa de fiscalizar seus concorrentes?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2024

    "Só que acho que a ausência total de estado (e, por conseguinte, de impostos, os quais considero um roubo, especialmente quando eles trazem pouco ou nenhum retorno, como acontece aqui no BR) é uma utopia."

    Oi?! Você considera que impostos são roubo e que não trazem nenhum retorno, e ainda por cima reconhece que é exatamente assim que funciona aqui no Brasil, mas mesmo assim completa dizendo que viver sem esses impostos completamente inúteis e espoliativos é uma utopia?!

    Show de contradições. Aliás, é exatamente isso o que ocorre quando o sujeito quer defender o estado, mas não tem coragem moral para se declarar adepto do estatismo, e acaba tendo de se fingir de "libertário moderado". O resultado inevitável sempre será a contradição escabrosa.
  • Fernanda  06/04/2016 02:19
    Hmm.... me desculpe, mas chega a um certo ponto em que essa defesa do minarquismo vira masoquismo... Se você passar dos 6 meses(e confesso que no meu caso foram 2 meses de pura relutância), e continuar nas teclas do "mal necessário", "apenas burocratas sabem pavimentar estradas", etc... eu acho que já é razão para se preocupar... :)

    Also, quando vejo alguém começar a jogar "utopia" na conversa, pra mim é o mesmo que dizer "Desisto!"... hehh. ;^)
  • Isis Monteiro  04/04/2016 20:21
    Acredito que no atual estado brasileiro, o mais adequado era que o governo deixasse para a iniciativa privada os setores menos fundamentais da economia.
    Hoje o Brasil é um país pré-falimentar. Não temos recursos para investir em infra-estrutura, consequentemente mais produtividade.
    Cabe lembrar as privatizações de telefonia do sistema Telebrás. Até 1999,a telefonia brasileira era monopólio do estado. Uma mera linha telefônia custava uma verdadeira fortuna. Até declaravamos no IR este bem.
    Depois da privatização, sobram linhas telefônicas.
  • Ricardo  04/04/2016 21:01
    "Acredito que no atual estado brasileiro, o mais adequado era que o governo deixasse para a iniciativa privada os setores menos fundamentais da economia."

    Os menos fundamentais?!

    Ué, por que só os menos fundamentais?!

    A lógica, aliás, dita o contrário: quanto mais fundamental for um setor, mais longe ele deve ficar das mãos do estado.

    Não há setor mais fundamental do que o setor de alimentos. Sem alimentos não somos absolutamente nada. Sem alimentos, morremos em dois dias. Você defende que o estado, portanto, se encarregue da produção e distribuição de alimentos?

    A propósito, veja a Petrobras: o petróleo nunca esteve tão barato no mundo; os americanos estão se fartando com a gasolina barata. Já aqui, justamente por causa do envolvimento do estado, a gasolina não pára de subir.

    Mais ainda: o que estado -- aquele ente magnânimo que deve comandar setores mais fundamentais da economia -- conseguiu a façanha de falir uma empresa petrolífera que, na prática, detém o monopólio da exploração das melhores jazidas.

    E é isso que você quer no controle dos setores mais fundamentais da economia?!
  • Isis Monteiro  20/04/2016 23:29
    Ricardo,
    Quanto menos estado menos corrupção. Não podemos dar chance ainda para que utilizem empresas do estado para compadrios e retirada de vantagens de toda espécie. Além disso o estado brasileiro é ineficiente.
    Melhor que cuidem bem de pouco setores, apenas os fundamentais.
  • Isis Monteiro  20/04/2016 20:19
    É uma grande questão: quem regula os reguladores?
    Parte desta questão é sanada através da independência dos 3 poderes e também por um ministério público independente e atuante e de uma imprensa livre.
    Ainda, a sociedade deve acompanhar governantes e representantes para que estes cumpram suas funções de maneira exemplar.

  • Alexandra Moraes  26/04/2016 13:58
    Quem regulará os reguladores?
    Ainda bem que temos uma imprensa livre, um ministério público atuante e uma polícia federal com autonomia.
    A corrupção é um mal que deve ser combatido constantemente. Acredito que não haja país no mundo isento de corrupção. Sempre irá existir, no entanto, ao contrário do Brasil que tem uma corrupção endêmica e fora de controle.


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