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As consequências inesperadas das intervenções externas e o terrorismo sobre uma população desarmada

Husain Haqqani foi embaixador do Paquistão nos EUA entre 2008 e 2011.  Atualmente, ele é membro do Hudson Institute, em Washington.  Eis um trecho de um artigo seu na imprensa britânica:

A interpretação fundamentalista do Islã não é um pensamento comum para a maioria dos muçulmanos, especialmente em épocas mais recentes.  No entanto, tal interpretação está claramente conduzindo a agenda política em países muçulmanos.  E nem todos os muçulmanos modernos estão dispostos a confrontar as crenças anti-ocidentais e anti-semitas que alimentam a narrativa islâmica.  Os islâmicos radicais estão dominando o discurso dentro do mundo muçulmano assassinando os leigos e obrigando vários deles a deixar seus respectivos países.

Com mais de 1,4 bilhão de muçulmanos ao redor do globo, o inchaço dos jihadistas fundamentalistas é um sério problema.  Se apenas 1% dos muçulmanos de todo o mundo aceitar essa versão intransigente da ideologia, e se apenas 10% deste 1% (ou seja, 0,1%) decidir se comprometer com essa agenda radical, ainda assim teremos um milhão de muçulmanos radicais decididos a servir de recrutas para grupos como al-Qaeda, ISIS e qualquer que seja o próximo.

Somente uma campanha ideológica conjunta contra essa versão medieval da ideologia islâmica, como a campanha que foi feita para desacreditar e conter o comunismo, poderia reverter essa tendência.

Quem, exatamente, irá conduzir essa campanha ideológica?  Certamente não serão os líderes políticos do Ocidente.  Também não serão os líderes políticos da Arábia Saudita.  Quem irá financiá-la?  Quem irá ensiná-la?  Onde ela será ensinada?  Principalmente: por que esse 0,1% do islã irá prestar qualquer atenção a estas instruções?  Se a propaganda vier do Ocidente, ela será imediatamente rejeitada, pois será vista como doutrinação dos infiéis.

Quando há um milhão de pessoas que são potenciais recrutas radicais — dentre os quais há mulheres —, não se está falando de um movimento político pequeno e marginal.  Se estas pessoas estiverem sendo financiadas, e dado que elas não têm medo de morrer, então não há virtualmente nada que as democracias ocidentais possam fazer para se defender.  Os governos não conseguem nem sequer conter o fluxo de armas que abastecem esses grupos.  Eles podem até tentar, mas, ao simplesmente tentarem, irão aumentar enormemente os custos de se defender contra terroristas.

No que mais, terroristas não obedecem a leis sobre porte de armas.  Terroristas não são muito adeptos do desarmamento.  Os terroristas que massacraram quase 100 pessoas na casa de shows Bataclan, em Paris, tinham Kalashnikovs (arma russa popularmente conhecida como AK-47).  Obviamente, eles não conseguiram aquelas Kalashnikovs em uma loja de penhor em Paris.

Segundo relatos dos sobreviventes, os terroristas armados calmamente recarregaram suas armas várias vezes, sem serem molestados.  E, após cada tiro, enfiavam facas no estômago das vítimas para se certificar de que estavam mortas.  Em nenhum momento se preocuparam com a hipótese de haver alguém armado dentro da casa de shows.  Uma única pessoa com uma pequena .45 poderia ter mudado a história.

O presidente da França pode dizer que isso é um ato de guerra, e ele pode ordenar ataques aéreos sobre o ISIS, mas isso não irá solucionar o problema domesticamente.  Os guetos muçulmanos de Paris são impenetráveis.  Há distritos em Paris em que nem a própria polícia entra à noite.

Eis o fato aterrador: quando indivíduos estão dispostos a morrer em uma missão suicida, não há essencialmente nada que as polícias e as operações militares do Ocidente possam fazer para proteger o público.

Isso significa que o público terá de se proteger por conta própria.  Os políticos da Europa preferem ver seus cidadãos desprotegidos a permitir que eles possam portar armas.  Os políticos têm muito mais medo de ver cidadãos europeus armados para se defender de terroristas muçulmanos do que dos próprios terroristas muçulmanos.  O mesmo raciocínio também é válido para o presidente americano.  No entanto, a sorte dos americanos é que o Congresso pensa diferente.

Já está óbvio para qualquer americano que possui uma arma que a Europa já perdeu sua fibra.  Já está claro para os americanos que os cidadãos europeus foram tornados simplesmente incapazes de se defender contra terroristas.  Políticos europeus podem falar o quanto quiserem sobre estarem em guerra; todos sabem que eles não irão conduzir uma guerra contra terroristas muçulmanos.  Eles irão, isso sim, continuar conduzindo uma guerra contra a possibilidade de seus cidadãos se armarem.   Essa é uma guerra na qual os governos europeus estão envolvidos há um século.

Terroristas muçulmanos constrangem políticos europeus porque terroristas armados com Kalashnikovs demonstram claramente a ineficácia das leis desarmamentistas para os terroristas.  Os atentados de Paris também deixaram claro que as leis desarmamentistas foram muito eficazes entre os cidadãos europeus.  Eles estão totalmente indefesos; já os terroristas não.  Os terroristas estão no controle, pois eles conseguem obter Kalashnikovs e também estão dispostos a morrer por sua causa.  Esses dois fatores colocam os terroristas no controle da agenda.

Mas não é assim que Obama irá ver a situação.  E não é assim que François Hollande entenderá a situação.  Também não é assim que Angela Merkel irá interpretar tudo.  Mas aqueles que entendem de armas entendem perfeitamente até que ponto os terroristas estão em vantagem e ganharam uma espécie de carta branca.

[N. do E.: recentemente, no Texas, um bandido invadiu uma igreja.  O pastor, que estava armado, atirou nele. O bandido ficou ferido e, enquanto aguardava a polícia e os paramédico, o pastor orou ao lado do baleado.

Também no Texas, houve um concurso de caricaturas do profeta Maomé.  Dois homens do Isis, fortemente armados, tentaram invadir o local.  Foram mortos.  Nenhum inocente morreu.

Em Ohio, um homem portando uma arma evitou uma chacina. Várias vítimas foram salvas, incluindo uma criança de um ano. Ninguém morreu e o maluco foi preso.]

Em Israel, terroristas podem utilizar facas para assassinar suas vítimas.  Eles estão utilizando facas, mas isso não recebe a mesma publicidade que chacinas. Houve um que utilizou um machado, e foi prontamente morto por um cidadão armado.

O Ocidente agora tem de tentar pegar o tigre pelo rabo.  A jaula está aberta e o tigre já está fugindo.  No entanto, esse problema é muito maior na Europa do que nos EUA.  Caso esse problema chegue aos EUA, a reforma não ocorrerá nas mentes dos terroristas.  Ela ocorrerá nas mentes dos americanos, principalmente dos mais progressistas que moram nas grandes cidades, os quais finalmente terão de decidir se já não é chegada a hora de portar uma arma.  Isso será uma ótima notícia para a liberdade, e péssima notícia para o governo.

Intervenções externas

A França não foi escolhida aleatoriamente.  Há um longo histórico de intervenções do governo francês — ainda mais violentas que as do governo americano — na Síria, no Líbano, no norte da África, e em demais localidades muçulmanas.

Uma recente reportagem da The Atlantic forneceu um ótimo resumo das intervenções do governo francês na África e no Oriente Médio nos últimos anos.  Desde setembro de 2014, por exemplo, o governo francês já praticou 200 bombardeios aéreos no Oriente Médio.  A Síria tem sido um alvo preferencial.

Somente o mais ingênuo dos observadores poderia afirmar que estes bombardeios, bem como outras operações militares, não afetaram a população civil e não causaram mortes de inocentes, mulheres e crianças.  O governo francês vem bombardeando, matando e mutilando africanos e cidadãos do Oriente Médio há décadas.

E não nos esqueçamos de que o governo francês estava na vanguarda da guerra da Otan contra o governo da Líbia em 2011, intervenção esta que foi parte de um esforço dos poderes colonizadores europeus para readquirir o controle de uma região que estava ficando sob influência chinesa.

Estas infindáveis intervenções militares não apenas não deixaram os EUA e a Europa mais seguros, como ainda geraram as famosas consequências não-premeditadas: a população cristã destes países bombardeados, que até então vivia relativamente segura e protegida pelos governos seculares do Iraque, da Síria e da Líbia, hoje está sendo massacrada e expulsa por fundamentalistas islâmicos, fazendo com que o cristianismo esteja à beira da extinção no Oriente Médio.

Várias das armas enviadas pelos EUA, pela França e por demais aliados para os "rebeldes moderados" que tentavam derrubar o governo de Assad foram parar nas mãos dos jihadistas que hoje compõem o ISIS.  Os grupos moderados se juntaram às facções radicais, levando consigo suas armas e seu treinamento, ambos fornecido pelo governo americano.  Outros grupos moderados foram ou capturados ou mortos, com suas armas (fornecidas por EUA e França) sendo confiscadas pelos radicais.  Consequentemente, as facções mais radicais se tornaram mais bem equipadas e mais bem treinadas, e ocasionalmente são atacadas por aviões de seus ex-mentores.

Conclusão

As políticas de intervenção externa para fazer "mudanças de regime" apenas pioraram a situação.  É incrivelmente tola a ideia de que governos podem enviar armamento pesado para "os moderados" do Oriente Médio e acreditar que este equipamento não irá cair nas mãos de radicais.

Mais bombardeios não irão resolver o problema do Oriente Médio.

Eis uma alternativa: o Ocidente deveria se concentrar no comércio e nas relações amigáveis, parar de enviar armas para a região, abolir todas as políticas de "mudança de regime" e manipulações afins, respeitar a soberania nacional alheia, e manter uma forte defesa dentro das fronteiras nacionais.

As fracassadas políticas do passado devem ser rejeitadas, antes que seja tarde demais.

Se os governos ocidentais tirarem suas tropas dos países islâmicos, e pararem de bombardeá-los, isso já seria uma mudança positiva.  O problema é que políticos adoram a noção de construir impérios.

A violência nunca acaba.  Ela só se intensifica.

Os suíços é que sempre estiveram corretos.  Sua população é extremamente armada e seu governo não pratica intervenções e bombardeios externos.  Não houve nenhum ataque terrorista na Suíça.

_____________________________

Ryan McMaken, editor do Mises Institute americano.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. 

Ron Paul, médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoalDefinindo a liberdadeO Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom(2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.



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Diversos Autores

  • Tito Ferreira  18/11/2015 13:47
    O primeiro crime ocorrido na França é o desarmamento. Aliás, crime esse espalhado por quase toda Europa com seus pseudos-especialistas em questões de segurança (normalmente socialistas nervosinhos). E o pior, agora contam com a ajuda "burra" de Obama.

    Como disse um dos autores, sorte que o congresso pensa diferente. Espero em 2016 ver os republicanos no poder. Trump ou Carson, independente, qualquer um deles vai ter uma política de segurança interna e externa infinitamente melhor que qualquer democrata.
  • Taxidermista  18/11/2015 14:23
    Tito diz: "qualquer um deles vai ter uma política de segurança interna e externa infinitamente melhor que qualquer democrata".

    Até pode ser nesse caso em especial (porquanto é muito difícil ser mais insensato que o esquerdista Obama), mas o histórico da política de intervenção externa dos republicanos não gera entusiasmo quanto à adoção das sugestões dos autores (libertários) do artigo (ressalvando-se o armamento da população americana, que tem inclusive o apoio do Congresso, conforme dito no texto).

    A propósito da políticas de guerra externa dos republicanos sob o viés libertário, vale conferir Capítulo 9 do livro do Jacob H. Huebert, "Libertarianism Today":

    www.amazon.com/Libertarianism-Today-Jacob-H-Huebert/dp/0313377545


    (Obs.: trata-se do melhor artigo em português postado na internet sobre o episódio de Paris. Parabéns ao IMB e ao Leandro).
  • Aprendiz  18/11/2015 14:52
    Incrivelmente vamos assistir a mais intervenção estatal na França, agora advindo do própria clamor da população.

    "Precisamos fazer alguma coisa", grita a multidão, grita para o governo, para que façam algo. O estado super-herói surge e vai salvar toda a sociedade do inimigo cruel.

    Como comentei nesse artigo, isso é só mais uma peça da aglutinação estatal mundial.

    O pior do estado ainda está por vir.
  • Marcelio  18/11/2015 23:48
    Trump e Carson vão intervir mais ainda no oriente médio.
  • Anonimo  19/11/2015 09:25
    Todos vão, todos alí são a mesma porcaria.
    Até o Rand Paul que parece mais um 'libertário' que já muda um pouco a conversa pra agradar as elites.
  • Tannhauser  18/11/2015 13:59
    Mais um ótimo argumento para a liberação. Para quem se preocupa com crianças em casa, vi recentemente um cadeado de gatilho eletronico que é liberado em 1 segundo +/- através da impressão digital.

    Mudando de assunto, aguardo um artigo do Mises sobre o desastre em Mariana. As pessoas já estão culpando o capitalismo para variar.

    Leandro, como mineiro e "vizinho" de Mariana você tem que escrever algo sobre. Coloque os pingos nos i's.
  • Auxiliar  18/11/2015 14:27
    Na teoria libertária, se uma empresa (não importa se estatal, mista ou privada) fez cagada e destrói a propriedade alheia, ela tem de pagar por todos os danos. Ponto.

    Não tem choro nem reclamação. Destruiu casas? Tem de ressarcir e, adicionalmente, indenizar todas as outras perdas causadas. No extremo, dá até cadeia.

    Seria até possível que os integrantes da Samarco tivessem de leiloar seus bens e propriedades apenas para arcar com todos os custos. Aliás, seria até possível que a Samarco quebrasse em decorrência disso.

    Quem destrói propriedade privada deve ressarcir e indenizar, nem que para isso tenham de penhorar todos os ativos de cada diretor e acionista da empresa. Ponto.

    Essa é a abordagem libertária.

    Agora, vamos à realidade:

    1) As mineradoras brasileiras representam uma das principais pautas de exportação da economia brasileira. Elas têm um grande peso na balança comercial, que é a tara dos governos. Logo, as mineradoras são o xodó dos governos desenvolvimentistas (que têm tesão por exportações);

    2) Todas as mineradoras, justamente por isso, são protegidas pelo governo. A Samarco, por exemplo, goza de várias isenções fiscais. Todo libertário é a favor de isenção fiscal, mas o fato de uma mineradora usufruir de uma mostra o tanto que ela é querida pelo estado;

    3) O fato de ela ser querida pelo estado já lhe dá uma ideia de qual será o tratamento que o governo dispensará a ela;

    4) O que de fato irá acontecer com essa mineradora que exporta tudo o que produz e que, por isso, é o xodó dos desenvolvimentistas? No máximo, um pito público e uma multazinha ambiental, parcelada em suaves prestações. E é bem possível que receba dinheiro público para amenizar os custos e ainda entre no programa de sustentação do emprego do governo federal.

    E, para concluir, vale ressaltar que tal acidente não ocorreu em um cenário libertário de estado mínimo ou nulo, mas sim no cenário atual, em que há um estado regulando tudo. Parece que o estado regulador fracassou (de novo!) em sua onisciência regulatória (não era para o estado ter impedido o funcionamento da empresa?).

    Após esse fracasso regulatório, por que os estatistas pedem solução para os libertários?!

    Sobre empresas fazerem merda, desconheço um único libertário que negue essa possibilidade. Lembro-me, inclusive, de um artigo inteiro sobre isso.

    A diferença é que grandes empresas fazerem merda num cenário em que o estado lhes protege é um tiquinho diferente de fazerem merda num cenário em que não há estado para lhes proteger.

    Para quem realmente quer entender o que diz a teoria libertária sobre este assunto, aqui vai o artigo específico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1177
  • FL  18/11/2015 15:08
    E o governo, aquele santo, liberou o saque do FGTS para as vítimas de Mariana e região.

    Deu pra entender?

    O FGTS, aquela parcela do salário das pessoas, que o governo toma mensalmente para ele cuidar (e pagar rendimento menor do que a poupança), pode ser usado para as pessoas reconstruírem suas vidas.

    A tal multa que a Samarco vai pagar? Vai pro governo, o santo onisciente, que por diversas vezes já mostrou que sabe gerir recursos com maestria, e que com certeza vai fazer um ótimo trabalho e utilizar o recurso da multa para auxiliar as vítimas.
  • Tannhauser  18/11/2015 15:38
    Prezado,

    bons esclarecimentos e indicação. Obrigado!

    No entanto, entendo que o caso específico carece de um artigo próprio e bem detalhado.
  • Dom Pedro  18/11/2015 14:34
    Aproveitando o gancho... Como é doce a vida de um burocrata do IBAMA! Passam 364 dias por ano recolhendo propinas para NÃO fiscalizar. E quando o desastre acontece, é só fazer umas multas milionárias (que não resolverão nada) e o povo fica feliz! E vocês, capitalistas insensíveis, já doaram água pra população de Governador Valadares? Os comerciantes de lá estão sendo execrados nas redes sociais por aumentar o preço da garrafa. Vida que segue...
  • Aprendiz  18/11/2015 15:11
    É urgente um artigo sobre o desastre de Mariana, com certeza já devem estar redigindo, ou está nos planos.
  • Marcos Perocco  18/11/2015 14:02
    Vocês conhecem a história de Charl van Wyk?

    O episódio ocorreu em 25 de julho de 1993, quando terroristas atacaram e mataram 11 pessoas e feriram 24 outras numa igreja na África do Sul, foi registrado no livro "Shooting Back: The Right and Duty of Self-Defense" [Revidando fogo: o direito e o dever de se defender].

    Posteriormente, a polícia lhe disse que os terroristas confessaram que o plano deles era matar todos na igreja, possivelmente 1.000 pessoas ou mais, e a reação armada de Van Wyk foi considerada responsável por salvar muitas vidas naquele dia.

    Contudo, por meio de seu ministério Frontline Fellowship, Van Wyk vem trabalhando em regiões que poderiam ser chamadas de áreas africanas "devastadas pela guerra". O único problema é que no Congo, por exemplo, ninguém pode revidar e ninguém pode portar arma, como ocorreu quando ele estava armado durante o massacre na igreja evangélica St. James, podendo impedir um derramamento de sangue maior. Em vez de chamar esses lugares de "zonas devastadas pela guerra", Van Wyk afirma que eles deveriam ser simplesmente chamados de "zonas de assassinato".

    Van Wyk faz um alerta acerca da situação triste das igrejas no Congo que ele viu, uma nação onde os criminosos carregam armas, mas as pessoas não têm nenhum direito de portar um revólver. Depois de entrevistar uma mulher cuja vila foi estuprada e aterrorizada por rebeldes armados e ficar sabendo de um pastor que foi enterrado vivo, sem que sua congregação nada pudesse fazer para se defender, Van Wyk escreveu uma carta ao editor no Congo:

    "Seria muito difícil assassinos armados efetuarem tal tirania se as pessoas da localidade estivessem armadas e pudessem se defender", escreveu Van Wyk. "Esse tipo de chacina só pode ocorrer em lugares em que os cidadãos não têm acesso a armas".
  • Alex Menezes   18/11/2015 14:16
    Saint James Church massacre: Cinco tiros e mil vidas salvas

    Bene Barbosa*

    No dia 25 de julho de 1993, mais de mil pessoas lotavam a igreja St. James localizada no subúrbio da Cidade do Cabo, África do Sul. Tudo corria normalmente em mais uma noite de culto até que quatro terroristas invadiram o local lançando granadas e abrindo fogo com seus fuzis. Em trinta segundos onze pessoas morreram e cinquenta e oito foram feridas.

    O ataque fora planejado e ordenando por Letlapa Mphahlele comandante do Exército Popular de Libertação Azanian e executado por Sichumiso Nonxuba, Bassie Mkhumbuzi, Gci Makoma e Tobela Mlambisa. Em entrevista anos mais tarde o sanguinário Letlapa afirmou friamente: "nós pensávamos que a igreja era uma zona livre de armas. Mas menino, você tinha uma surpresa para nós."

    Não, não era uma "gun free zone" e o menino ao qual se referiu o terrorista era o jovem missionário Charl van Wyk que armado com um simples revolver calibre .38SPL, com capacidade para apenas cinco cartuchos, abriu fogo contra os assassinos. Um deles foi ferido e os demais saíram em disparada abandonando o plano de incendiar a igreja com todos os sobreviventes dentro. Aqueles cinco disparos foram responsáveis por salvar mil vidas inocentes.

    Após o episódio, Charl van Wyk, se tornou ferrenho defensor do direito de defesa e do fim das chamadas zonas livres de armas, em especial nas igrejas, que são alvos frequentes de ataques pelo mundo. Essa é a missão do verdadeiro pastor: defender e promover a defesa de seus rebanhos. Enquanto aqui em terras brasilis, malafaias e maltas continuam pregando a rendição e o desarmamento de suas ovelhas. Os lobos agradecem.
  • Cidadão Pacífico  18/11/2015 17:17
    "Terroristas" também têm direito à vida. Viver entre quem ignora isso é entristecedor. É somente através do terrorismo que alguma consciência de classe pode ser construída e o ocidente não pode abandonar os valores democráticos de tolerância religiosa sempre que um "atentado" por parte de "intolerantes" ocorre. Tudo que estes "criminosos" querem é ser ouvidos e nem isso nós permitimos que eles façam: derramo lágrimas por ver tanta gente querendo calar os movimentos sociais pelo estampido de uma arma de fogo, como este caso na África do Sul.

    Não quero conflito. Sou da paz. Mas cada vez mais acho que somente um desarmamento à força de quem não é pode resolver o problema, com todo respeito aos que discordam.
  • Wolmar  18/11/2015 14:03
    OK
    Quer dizer então que os atentados em Paris foram uma retaliação às "atrocidades" cometidas pela França no Oriente Médio?
    Entendi.
  • Vou Amar  18/11/2015 14:15
    Segundo os próprios perpetradores do ataque, sim.

    Eis um trecho da declaração do ISIS:

    "Let France and all nations following its path know that they will continue to be at the top of the target list for the Islamic State and that the scent of death will not leave their nostrils as long as they partake in the crusader campaign, as long as they dare to curse our Prophet (blessings and peace be upon him), and as long as they boast about their war against Islam in France and their strikes against Muslims in the lands of the Caliphate with their jets, which were of no avail to them in the filthy streets and alleys of Paris."

    www.vox.com/2015/11/14/9734794/isis-claim-paris-statement

    Vá lá discutir com eles e falar com eles que as motivações deles na realidade eram outras. Boa sorte.
  • Wolmar  18/11/2015 14:35
    De maneira nenhuma! Eu vou é mandar agora mesmo um e-mail pro Obama e outro pro Hollande para eles pararem imediatamente com essa guerra estúpida no Oriente Médio e deixar que o EI degole à vontade cristãos inocentes.
  • Alemar  18/11/2015 14:51
    Os cristãos viviam em relativa paz no Oriente Médio sob as ditaduras seculares. Até que os heróis do Wolmar -- os políticos ocidentais -- decidiram derrubá-los e entregar o poder de bandeja para os fundamentalistas, os quais, aí sim, começaram a aniquilar os cristãos. E com as armas fornecidas pelos heróis do Wolmar (os políticos ocidentais).

    E hoje o cristianismo está quase extinto naquela região. E com o fervoroso apoio do Wolmar (pois, para eles, os políticos ocidentais não erram).

    Aliás, governos ocidentais adoram criar encrenca no Oriente Médio, retirando seculares e colocando fundamentalistas no poder: assim eles podem manter seu rebanho ocidental em profundo estado de temor. Aí os otários amedrontados saem clamando por cada vez mais proteção de seus governos, abrindo mão de suas preciosas liberdades civis -- as quais não mais são devolvidas.

    Bombardear o Oriente Médio? Fique à vontade. Mas me explique como é que isso irá resolver o problema do terrorismo. De acordo com a imprensa internacional, quase todos os suspeitos identificados são de nacionalidade francesa e alguns deles moravam na Bélgica. Há um sírio entre os investigados. Um grupo de três irmãos, os Abdeslam, é investigado.

    g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/ataques-em-paris-veja-quem-sao-os-suspeitos-da-serie-de-atentados.html

    Ismaël Omar Mostefäi, francês, de 29 anos, nasceu em Courcourones, município ao sul de Paris, em 21 de novembro de 1985, e tem origem argelina.

    Bilal Hadfi, francês, nascido em 22 de janeiro de 1995, morava na Bélgica.

    Ibrahim Abdeslam, de nacionalidade francesa, nascido em 30 de julho de 1984 em Bruxelas, na Bélgica.

    Salah Abdeslam, de nacionalidade francesa, nascido em 15 de setembro de 1989 em Bruxelas, na Bélgica.

    Ahmad Al Mohammad, identificado como um dos terroristas que se explodiu no Stade de France. Ele nasceu em 10 de setembro de 1990 em Idlib, na Síria.

    Samy Amimour, um dos suicidas que atacou o Bataclan. Ele nasceu em 15 de outubro de 1987 em Paris, e vivia no subúrbio de Drancy, ao norte de Paris.

    Abdelhamid Abaaoud, belga, o mentor dos ataques.
  • Aaron  18/11/2015 20:19
    Wolmar, infelizmente tenho que discordar de voce.

    A lógica dos árabes (e em geral no Oriente Médio) não tem absolutamente nada a ver com a lógica ocidental. O trade-off em derrubar um governo no Oriente Médio é: "Se eu derrubar esse governo, qual o tamanho da treta? Tenho como mensurar? Se não tenho, é melhor um ditador sanguinário que mantenha um mínimo de ordem do que a anarquia generalizada, frente ao risco de islamistas no poder"

    Sou judeu, morei em Israel e posso te falar que a maioria da população lá, por viver lá e entender esta lógica, foi contra a invasão do Iraque e a derrubada do regime sírio. Saddam e Assad não são exemplos de governantes pacíficos e bonzinhos; porém, são muito melhores que uma Al-Nusra ou um ISIS no poder. Os governantes ocidentais, com seu besteirol de politicamente correto e "temos que ajudar estes povos e forçar democracia goela abaixo", acabou deixando a situação MUITO pior.Perceba que Israel só entrou na Síria para detonar comboios destinados ao Hezbollah, mas não luta e nem emite opinião pró ou contra o Assad.

    Um governo secular no Oriente Médio se caracteriza por "Sou de determinada etnia/grupo étnico/religião e mesmo assim não irei matar/oprimir/expulsar todos os outros grupos/religiões". Esses governos garantiam um mínimo de ordem política e econômica para eles e para os vizinhos. Agora que tudo acabou, os governos ocidentais de novo erram e ficam bombardeando a Síria em vez de armarem seus cidadãos e para garantir ao menos a paz interna.

    O próprio Estado de Israel conseguiu tantas e tão importantes vitórias sobre seus inimigos não devido à ajuda americana ou qualquer outro fator, e tam´picp se metendo nos assuntos internos dos outros países, e sim armando e treinando sua própria população para o conflito. Reações assimétricas, estabelecendo um custo muito alto para qualquer violação aos cidadãos de Israel, são operações defensivas e decididamente eficazes. Exemplo: 2006, o Hezbollah sequestrou dois israelenses a troco de nada, e Israel detonou o Líbano. Resultado: o Hezbollah hoje em dia, com todo o ódio a Israel, não ousa entrar em outra aventura destas. Note que Israel não entrou na guerra "para salvar os pobres libaneses do Hezbollah" e em 1982 não entrou no Líbano para salvar os libaneses da OLP, e sim porque houve agressões diretas aos cidadãos israelenses que exigiam uma retaliação assimétrica, o que resolveu os problemas.

    . Aliás, o que causa um problema ainda maior para os querem a destruição de Israel é que quase toda a população fez exército e uma boa parte anda armada, o que garante o incentivo negativo: "Se eu me meter com esse cara, corro um bom risco de morrer à toa".

    Abs
  • Anonimo  18/11/2015 23:11
    'Exemplo: 2006, o Hezbollah sequestrou dois israelenses a troco de nada, e Israel detonou o Líbano. Resultado: o Hezbollah hoje em dia, com todo o ódio a Israel, não ousa entrar em outra aventura destas.'

    Legal, quando um vagabundo qualquer sequestrar meu sobrinho e vou aí e detono com a sua casa.Se a sua família que não tem nada com isso morrer junto, azar.
    Se vc reclamar está sendo hipócrita, esse é o seu próprio código moral.
    A não ser é claro que vc ache que a sua vida vale mais que a dos outros...
  • Aaron  19/11/2015 12:23
    Se existe um grupo armado que deliberadamente ataca pessoas do meu lado e não se importa de guardar armamentos e tacar mísseis de áreas civis, sim, eu vou derrubar a sua casa se isso for útil para detonar o bandido. O crime não é meu e sim do bandido. Ou será que a sua vida é melhor que a minha, para você ficar no bem-bom enquanto pessoas são mortas no meu lado? Aliás, a resposta passa por armamento: se você possui uma arma, use-a para dissuadir os bandidos de atacarem pessoas no meu território. O Líbano foi desarmado, todos os grupos tiveram que entregar suas armas ao deus Estado, e - adivinhem só? - houve um grupo que não entregou as armas, o mesmíssimo Hezbollah, que ataca Israel e manda a conta para os demais libaneses. Não quer que eu derrube sua casa? Não deixe o bandido se instalar perto de voce- use a força, se necessário, para mante-lo bem longe de você.

    É besteirol politicamente correto pedir por "reações proporcionais" - quem foi atacado deve reagir de forma a prevenir ataques futuros e ponto final. Se um bandido entra em casa, não vou pedir suavemente para que pare - vou de preferencia atirar para matar por que somente aí terei a certeza de que ele não me roubará nem agredirá a mim e os meus. E se ele vier de uma gangue que constantemente manda bandidos para minha casa, serei obrigado a ir no foco e deter pela força novas agressões, mesmo que existam pessoas e casas no caminho, o que é lamentável. Ficou claro?

    PS: Israel e Líbano possuem um cessar-fogo, portanto não existe nenhum motivo para o Hezbollah atacar Israel que não para provocar e depois pedir por "direitos humanos". S
  • Anonimo  19/11/2015 13:27
    'Se existe um grupo armado que deliberadamente ataca pessoas do meu lado e não se importa de guardar armamentos e tacar mísseis de áreas civis, sim, eu vou derrubar a sua casa se isso for útil para detonar o bandido.
    Eu sei que vc pensa assim, obrigado por deixar explícito.

    O crime não é meu e sim do bandido. '
    Aí já é vc querendo se eximir de responsabilidade.Se o terrorista morasse perto DA SUA casa e uma gangue resolvesse acabar com o bairro todo por causa desse terrorista...incluíndo a SUA casa e a SUA família, que não tem nada com isso, duvido que vc continuasse sustentando essa sua pseudo ética.

    Mas é bom saber disso porque no dia que alguém preisar matar VC pra chegar num terrorista ou num criminoso qualquer, vc não irá se opôr. Mesmo que vc seja um santo e que tenha passado a vida toda sem fazer nada de ruim pra ninguém.

    Não tem como enrolar, é vc que está ferindo o PNA do vizinho que não tem nada com isso.
  • Anonimo  19/11/2015 13:37
    'O crime não é meu e sim do bandido. ''

    Como é que o crime é do bandido e EU que tenho que pagar por isso, ô animal?
  • Anonimo  19/11/2015 13:32
    'serei obrigado a ir no foco e deter pela força novas agressões, mesmo que existam pessoas e casas no caminho'

    Estava certo até aí.Eu não tenho nada com a guerrinha de vcs, e se vc vier com a sua desculpa amarela derrubando a minha casa é VC o agressor, é VC que está ferindo o PNA e é VC o criminoso.

  • Aaron  19/11/2015 14:46
    Entendi. O certo é eu ficar no meu território deixando que pessoas sejam sequestradas e mortas porque se eu revidar talvez algum inocente seja morto. "Tá serto".

    Na sua lógica, os USA não deveriam ter entrado em guerra contra o Japão, afinal existiam japas inocentes que poderiam ser mortos se morassem perto de áreas militares. O certo era o Japão detonar e matar milhares de civis americanos, e os USA só poderiam atacar se tivessem certeza que estavam bombardeando agressores.

    Pela mesma lógica, o Hezbollah que contra Israel é coitadinho na Síria é vilão, pois não tem direito de entrar lá pra lutar contra o ISIS, pois talvez um inocente morra. Eles devem ficar quietinhos e esperar o ISIS entrar no Líbano, e somente então, com muito cuidado, pedindo por favor e com muito amor e serenidade, somente matar militantes do ISIS, mesmo que eles se escondam entre civis.

    O que não é ético é um bandido se esconder entre civis e continuar agredindo. Por isso eu acho que o civil tem o direito de se armar (tema do artigo, aliás): expulse o bandido a bala da sua vizinhança para não correr o risco de sofrer quando a retaliação pelos seus atos criminosos chegar. É lamentável a morte de inocentes, mas as vezes ela é necessária. Estamos falando de guerra meu amigo, e não na terra dos Ursinhos Carinhosos na qual você deve viver.


  • Anonimo  19/11/2015 17:01
    'Entendi. O certo é eu ficar no meu território deixando que pessoas sejam sequestradas e mortas porque se eu revidar TALVEZ algum inocente seja morto. "Tá serto".'

    Talvez coisa nenhuma, vc já está mudando o contexto da conversa pra bancar a vítima. A questão era bem clara, vc SE DEU o direito de destruir o bairro inteiro por causa de um criminoso.
    Só isso já mostra bem sua honestidade intelectual.

    'Na sua lógica, os USA não deveriam ter entrado em guerra contra o Japão, afinal existiam japas inocentes que poderiam ser mortos se morassem perto de áreas militares. O certo era o Japão detonar e matar milhares de civis americanos, e os USA só poderiam atacar se tivessem certeza que estavam bombardeando agressores.'

    Convenientemente vc ainda não respondeu sobre a hipocrisia de se dar o direito de matar inocentes pra pegar um criminoso até que chega a hora em que são os outros matando vc pra pegar algum criminoso.Previsível mas enfim
    Vc já começa com as premissas erradas porque não existe 'USA', o que existe são governos e pagadores de impostos.Vc chama 'USA' pra botar no mesmo saco os parasitas e o povo que não tem nada com as guerras que eles inventam.
    Governos não tem o direito moral nem de existir, quanto mais de sair invadindo a terra dos outros.Mas mesmo dando uma colher de chá e aceitando que eles existem, esse seu argumento também é furado pelo seguinte: por essa mesma lógica o próprio 'Japão' TAMBÉM teria o direito de atacar os 'EUA' preventivamente, já que estava com medo de ser invadido pelos caras.
    É uma regressão infinita, eu posso atacar quem eu quiser pra que ele não me ataque depois, e ele pode pensar a mesma coisa de mim, afinal eu vou atacar ele pra que ele não me ataque então ele tem que me atacar...
    Absurdo é claro. O único jeito lógico das pessoas viverem é respeitando o PNA.


  • Anonimo  19/11/2015 17:10
    'Por isso eu acho que o civil tem o direito de se armar (tema do artigo, aliás): expulse o bandido a bala da sua vizinhança para não correr o risco de sofrer quando a retaliação pelos seus atos criminosos chegar. '

    Não vc não entendeu nada.O direito de andar armado é uma questão de legítima defesa, e não de ter que expulsar bandido pra não sofrer quando a 'retaliação' chegar.Eu não tenho nada com a guerra de vcs, não sou juiz nem sei qual lado tem razão, se do nada vc vier se achando o injustiçado querendo destruir a minha casa eu vou ter todo o direito de me defender.

    Confesso que um dia eu já pensei assim...esse raciocínio tosco, coletivista, achando que o mundo se divide entre países...bullshit. Veja isso aqui, é a mesma lógica
    https://www.youtube.com/watch?v=1jxMZRK3ufY

  • Aaron  19/11/2015 18:19
    Beleza então. Vou lá avisar o pessoal do ISIS sobre sua maravilhosa e engenhosa teoria de PNA, e também que eles não tem o direito de existir por que são um estado. Vou também sugerir que vejam Ursinhos Carinhosos e parem de matar gente por aí. Tenho certeza que seus fantásticos argumentos de PNA garantirão a paz na região, e ninguém terá que atacá-los, pois afinal podem morrer inocentes.

    O mundo não é ancap. Se um dia for, podemos aplicar sua fantástica teoria de não-agressão. Por enquanto precisamos matar inocentes às vezes para garantir nossa própria integridade. Você esta sendo tão utópico quanto um esquerdista que vive na la-la-la land.

    Estados existe, guerras existem and you've gotta deal with it.
  • Anonimo  18/11/2015 22:58
    E quem vc acha que armou o EI?
    Sabe de nada, inocente.
  • Juan Domingues  18/11/2015 15:00
    Caro Volmar, você está caindo na desculpa que eles usam (violaram nosso profeta e nos atacaram) mas a essência que dá origem às ações desse pessoal está no fanatismo religioso. Todo o resto é desculpa esfarrapada e relativismo. Culpar o Ocidente pela existência desse pessoal é um erro grave. O ocidente fez muita bobagem naquela região? Sem dúvida. Colocou mais lenha na fogueira do que ajudou? Sem dúvida. Mas foi o ocidente quem CRIOU esses radicais? Não. Esse povo existe desde que surgiu o islã, com diferentes nomes, em diferentes grupos, mas o objetivo de sua existência é servir a um propósito que, para eles, é muito maior e mais importante: a expansão da sua religião e a eliminação dos infiéis. Veja trechos do texto completo (que você convenientemente não citou) e perceba que toda a essência da barbárie é baseada em religião:

    "They thought that their fortresses would protect them from Allah but Allah came upon them from where they had not expected, and He cast terror into their hearts so they destroyed their houses by their own hands and the hands of the believers...

    In a blessed battle whose causes of success were enabled by Allah, a group of believers from the soldiers of the Caliphate (may Allah strengthen and support it) set out targeting the capital of prostitution and vice, the lead carrier of the cross in Europe — Paris. This group of believers were youth who divorced the worldly life and advanced towards their enemy hoping to be killed for Allah's sake, doing so in support of His religion, His Prophet (blessing and peace be upon him), and His allies.
    The targets included the Bataclan theatre for exhibitions, where hundreds of pagans gathered for a concert of prostitution and vice...

    They detonated their explosive belts in the masses of the disbelievers after finishing all their ammunition. We ask Allah to accept them amongst the martyrs and to allow us to follow them..."
  • Wolmar  18/11/2015 17:45
    Obrigado Juan, voce me fez um IMENSO favor com o seu comentário, mas por favor redirecione seu ótimo post ao tal de Alemar.
    Grande abraço
  • Marcos  19/11/2015 14:17
    Pois é, Wolmar. É bobagem pensar isso:

    www.facebook.com/syrian.press.center/videos/1598972957011976/
  • Tito Ferreira  18/11/2015 14:17
    Em parte. Mas a maior parte é a pela falta de sanidade mental dos membros.
  • Aprendiz  18/11/2015 14:40
    Acontece também que ninguém percebe a liberdade que os islâmicos tem em países não islâmico, porém se eu for num país Árabe, como a Arábia Saudita, e pedir o direito de cultuar e criar uma igreja de outra religião, vejamos o que acontece...

    Tu fala isso hoje e é xenofóbico, mas a realidade essa.

    PS: Os muçulmanos que vivem no Brasil por exemplo, respeito somente os que vieram pra cá e se adaptaram à nossa cultura, sem "sharias".
  • Ivanildo Santos III  18/11/2015 15:08
    Eu realmente não compreendo por que toda vez que falam de países árabe insistem em falar APENAS da Arábia Saudita. Será que é porque essa monarquia absolutista que financia o terrorismo em escala mundial é aliada dos governos ocidentais?

    Por que não falamos dos países em que os ocidentais não dão a mínima? Vamos falar do Líbano, onde cristãos, muçulmanos xiitas e sunitas são obrigados por lei a dividir o poder no governo, e que um empresário muçulmano usou sua fortuna para financiar as negociações de paz . Ou até mesmo por que não falar do Egito? Que um governo foi eleito democraticamente, quis virar em direção ao islamismo radical, e a população foi as ruas contra isso?
  • Anonimo  18/11/2015 23:16
    'Por que não falamos dos países em que os ocidentais não dão a mínima? Vamos falar do Líbano, onde cristãos, muçulmanos xiitas e sunitas são obrigados por lei a dividir o poder no governo, e que um empresário muçulmano usou sua fortuna para financiar as negociações de paz . Ou até mesmo por que não falar do Egito? Que um governo foi eleito democraticamente, quis virar em direção ao islamismo radical, e a população foi as ruas contra isso?'

    Porque a verdade não é conveniente pra agenda neocon.
  • Aprendiz  19/11/2015 10:50
    Perdoe-me pela minha ignorância e se deixei a entender uma generalização por somente comentar sobre um país que caísse bem em minha descrição. Mas ainda assim não concordo com supostas "sharias", caso os muçulmanos de algum país não islâmico venham tentar implementar isso.
  • Juan Domingues  18/11/2015 15:18
    Também conheço muçulmanos extremamente tranquilos e adaptados à realidade local, tanto la no Brasil como nos EUA.
    O que me parece de uma inocência ímpar por parte de alguns é imaginar que são todos pacíficos, o que é falso. Uma parcela significativa (não a maioria, mas ainda assim uma parcela significativa) dos muçulmanos tem não apenas tendências radicais como interesses expansionistas. E uma parcela deste grupo está disposta inclusive à matar para levar a mensagem de Allah e impor sua vontade ao resto do mundo.
    O ocidente com suas intervenções sem dúvida tem acelerado a agenda desse pessoal. Mas dizer que o ocidente é a origem do problema como alguns estão falando não é verdadeiro. A origem é uma crença religiosa levada ao extremo, só isso. Nem os próprios lideres negam.
  • cmr  18/11/2015 17:36
    "Também conheço muçulmanos extremamente tranquilos e adaptados à realidade local, tanto lá no Brasil como nos EUA."

    Isso porque ainda não se encontram em número suficientemente grande para iniciarem a revolução islâmica. Espere e verás esses mesmos muçulmanos tranquilos pegando em armas ou dando apoio moral aos que pegam em armas. Cada casal islâmico tem em média 8 filhos, ou seja, em breve eles estarão bem numerosos e quando esse dia chegar a população sentirá o corte da espada de maomé.

    Veja isso:
    https://youtu.be/otd2ipDtb9U

  • Anonimo  18/11/2015 22:54
    'Espere e verás esses mesmos muçulmanos tranquilos pegando em armas ou dando apoio moral aos que pegam em armas.'

    Nossa, obrigado pelo aviso sr Precog, temos que matar todos eles antes que façam isso. E aproveita acaba de exterminar aqueles otários lá da faixa de gaza, pra Israel ficar com aquela terra toda pra eles.
  • Mr Citan  18/11/2015 14:21
    Botem o Canadá nesta conta, pois com o governo do PM Justin Trudeau , e com maioria no Parlamento, o Canadá vai investir em
    - Mais multiculturalismo
    - Mais assistencialismo
    - Muito menos cidadãos com armas.

    Não fiquem surpresos se rolar um novo atentado ao que aconteceu em Ottawa.
  • Sociólogo da USP  18/11/2015 16:10
    Ih, lá vem esse papo armamentista...

    Quando vcs vão entender que arma só trás violência? Se o governo francês espalhasse avisos de que não pode portar armas, eu duvido que isso ocorreria. Nada como um bom e velho cartaz de ''proibido entrar portando arma de fogo'' para evitar transtornos.

    Ademais, a excelente polícia estatal esta aí(quase onipresente) para isso.
  • opinador  18/11/2015 17:37
    Pergunta pra Suiça o quão lá é violento.

    Olha esse ranking e me fala:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_taxa_de_homic%C3%ADdio_intencional

    Olha onde tá o Brasil e onde tá a Suiça
  • Anomalous  18/11/2015 17:51
    O sociólogo ficou sem palavras.
  • cmr  18/11/2015 17:55
    Sociólogo da USP.

    Que diga a "puliça" de São Paulo, que é onipresente, onisciente e onipotente, só age dentro dos limites da lei, possui no seu efetivo somente anjos e nenhum agente corrupto ou conchavado com a bandidagem.

    Pra que armas em uma cidade como São Paulo ?, onde a criminalidade foi totalmente extinta desde a implantação do estatuto do desarmamento. Pra falar a verdade, por que São Paulo precisa de polícia ?. A criminalidade já é parte da história, de uma época onde ainda haviam armas.
  • jackson  18/11/2015 19:20
    ninguem sacou que esse cara é troll? o socialista?

    don´t feed the trolls

  • erik  18/11/2015 20:15
    Prezados o "sociologo", ja pelo nickname adotado, e um personagem de humor e ironia. Nao tomem a serio.
  • anônimo  18/11/2015 21:56
    os 3 patetas eram personagens humoristicos
    o sociologo eh a propria piada
  • corsario90  18/11/2015 16:15
    Vou dizer uma coisa: sou militar e aqui dentro da caserna eu fico defendendo a revogação do Estatuto do Desarmamento com mais dois amigos. Uns ficam em silencio e outros sao contras. Acredito que exista uma ignorância a respeito do assunto no meu meio. Estou num curso com oficiais superiores (120 pessoas) e ninguém sabia quem era Mises, Hayek, Carl Menger, etc..
    Em todos os debates geopolíticos, fico sozinho falando da Escola Austríaca. Venho falando de Mises desde o inicio do ano, mas pelo menos termino o curso até feliz de pelo menos eles já saberem que Mises existiu. Fiquei com a alcunha de Militar Liberal. Fiquei feliz por isso,
    Sou a favor de uma FAAs enxuta e moderna exclusivamente para defesa do território. Apenas isso.
    O argumento mais usado é que a nossa sociedade é subdesenvolvida ou o país é grande e não podem ser aplicadas pensamentos austríacos no Brasil. Pura desonestidade intelectual.
    As Vezes penso que alguns tem medo da liberdade e do onus de se responsabilizar pelos seus atos.
    ABS a todos!!

  • rodrigo pereira herrmann  18/11/2015 16:53
    "Em todos os debates geopolíticos, fico sozinho falando da Escola Austríaca."

    Mas claro. Uma coisa (geopolítica militar) não tem nada a ver com a outra (escola austríaca).


    Melhor seria se vocês estivessem discutindo uma estratégia pra tirar os comunistas do poder, estabelecendo um governo transitório e convocando novas eleições. Mas parece-me que o exército nacional vai mesmo é engrossar as fileiras do exército bolivariano, para o fim de qualquer esperança nossa, os civis patriotas. Até botaram um comunista do foro de são paulo pra chefiar o ministério da defesa.

  • corsario90  18/11/2015 19:14
    Além de Geopolítica Militar, nos estudamos geopolitica politica também.
    Mas o ano foi proveitoso: 05 de 120 começaram a ler a Revolta de Atlas. Um deles passou para o Pai ler.
    Mises foi apresentado. Acho bom. Ano que vem terá outro amigo meu realizando o curso e já combinamos ele manter a mesma tecla pois ele é partidário das mesmas ideias. 2017 terá outro, para boa e feliz coincidência.
    Não tenho amplo conhecimento, mas tou me esforçando.
    Hoje tive um debate sobre ISIS e este artigo aqui. Lógico que os debatedores eram um intervencionista e outro positivista. Defendi a não intervenção por razões já explicadas neste artigo que concordo plenamente. Lá no calor do debate, quando o debatedor defendia a intervenção, eu disse: então o onus do terrorismo a sociedade francesa tem que pagar? E se for vc de férias na França ou seu filho for francês, ele vai pagar? Se for isso, podemos terminar o debate aqui!!!
    Amanhã, falarei sobre direitos humanos com base num artigo do IMB que fala sobre os direitos humanos associado a propriedade privada. www.mises.org.br/Article.aspx?id=619, Pedi para falar para fazer um contraponto.
    Particularmente, acho que somente a propagação das ideias da EA em vários nichos é que chegará uma sociedade melhor. Claro, isso virá a longo prazo...... assim esperamos
    Abs
  • RR  19/11/2015 02:46
    Estou lendo A Revolta de Atlas é não falta muito pra ser uma descrição exata de como se vive no Brasil!
  • Lopes  18/11/2015 17:01
    Estranhamente, o país AINDA é subdesenvolvido após séculos de pensamento não-liberal.

    Este não-argumento apenas prospera em seu meio, assumindo que seus colegas agem por boa fé; é porque você é uma gota de óleo liberal no oceano de conveniência estatista.
  • Juan Domingues  18/11/2015 18:00
    Os militares são o braço armado do Estado, portanto não impressiona que parte significativa deles seja contra o armamento da população civil. Isso automaticamente reduz o seu poder e de certo modo até sua necessidade.
  • corsario90  18/11/2015 19:16
    Verdade Juan, o que deveria ser feito é se tomar a Suiça como exemplo. FAAs enxutas e população pronta para o combate a qq momento, sempre com foco no PNA.
  • Heber  26/11/2015 01:39
    ... quando a gente fala em idéias libertárias é logo taxado de utópico. Eu respondo que utópico é continuar acreditando no estado como entidade perfeita. Se criticar democracia então...
  • Marcosm  26/11/2015 00:47
    Parabéns pela sua atuação no exército. O que nos falta é exatamente mais gente que leve os princípios liberais para os mais diferentes meios.
  • corsario90  26/11/2015 16:20
    Valeu Marcossm! Sou da FAB e Ten Cel. Conheço apenas mais 2 Majores que propagam as idéias libertárias dentro da nossa Organização. Coincidência do destino, fiz o curso de estado maior este ano que envolve oficiais mais proximos de gestão a médio prazo. Em 2016 terá um outro Major e em 2017 um outro fazendo curso de estado maior. Os próximos dois anos teremos alguém falando de Mises, Haeyk, Jouvennal, etc.
    Acredito que falta muito conhecimento mesmo e a nossa caserna se restringe a políticas Keynesianas, mesmo não sabendo quem foi o dito cujo, muto embora eu não seja nenhum profundo conhecedor da EA.
    Forte Abraço!
  • Silvio  26/11/2015 13:26
    As Vezes penso que alguns tem medo da liberdade e do onus de se responsabilizar pelos seus atos.

    Sim, muitos têm medo da liberdade justamente pela responsabilidade que ela exige. Muitos simplesmente não querem ser responsáveis nem pela própria vida. Mas também não podemos nos esquecer de outros que atacam a liberdade justamente porque a querem para si mas não para os outros, ou seja, há muitos que querem submeter as pessoas a seus desígnios. Ambos os tipos são perigosos e desprezíveis e merecem ser combatidos.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  18/11/2015 17:12
    A conclusão desse texto é infantil, pra dizer o mínimo.

    Essa geopolítica é ditada pelos interesses dos setores petrolífero e armamentista ligados aos governos nacionais. Como fator adicional de complicação, há ainda a questão do estado de israel. e misturado a tudo isso, o clash dos grandes blocos de poder.
    Se existem forças imperialistas hoje em dia, elas se identificam no eurasianismo russo (uma espécie de neocomunismo), na china comunista e no bloco islâmico, e não nas nações ocidentais (cada vez menos soberanas, pela influência das organizações globalistas supranacionais, outra força importante no jogo da política internacional).

    Mas os libertários podem continuar desejando um mundo ideal de centenas de suiças, sem problema. ou melhor, até o dia em que o avanço russo ou chinês ou muçulmano fizer dos suiços adubo pras vacas pastarem.
  • Hans  18/11/2015 17:32
    "Eurasianismo", "China comunista" (sic!) e "Bloco Islâmico"! E todos eles agindo em conjunto!

    Esse Rodrigo só não é uma completa piada porque sei que até ele próprio não se leva a sério.

    Aliás, uma vez um sujeito veio vomitar esses mesmíssimos clichês. Perguntei a ele qual era a definição de "eurasianismo".
    Ele não soube responder. Apenas disse que era necessário manter as intervenções externas, pois isso "deixaria o mundo mais seguro".
  • Rodrigo Pereira Herrmann  18/11/2015 17:42
    Mas hein?!
    Acho que você está me confundindo com outro Rodrigo, amiguinho. A mim não perguntou nada disso. e tenho certeza de que não te conheço.


    Esse fórum de debates tá descambando pra baixaria:

    "Esse Rodrigo só não é uma completa piada porque sei que até ele próprio não se leva a sério."

    tá faltando conteúdo e sobrando adjetivações pessoais. é o brasil de hoje e do futuro.





  • Marcos  18/11/2015 18:07
    E por que você não o refuta clarificando seus conceitos (eurasianismo russo em conluio com bloco islâmico, todos eles trabalhando sob ordens de Israel) e explicando (com fatos e argumentos, de preferência) por que eles são os corretos e os dele é que são errados?
  • Taxidermista  18/11/2015 17:46
    Ricardo, só ficou faltando você externar a sua conclusão/proposição "adulta" a respeito do tema.
  • Taxidermista  18/11/2015 18:31
    Ricardo, aproveita e explica como você pode falar em um "mundo ideal dos libertários" de forma pejorativa ("mundo ideal de centenas de suiças"), mas, na mesmíssima frase, lançar mão de uma colocação baseada em um "mundo ideal" imaginado na sua cabeça: "até o dia em que o avanço russo ou chinês ou muçulmano fizer dos suiços adubo pras vacas pastarem".


  • Taxidermista  18/11/2015 19:10
    Rodrigo, aliás.
  • Batista  18/11/2015 18:40
    Rodrigo,

    Esses blocos parecem bem com o que o Olavo de Carvalho diz em seus vídeos.

    Em relação à Suíça, considerada "cofre mundial", por que não fora invadida durante a II Guerra Mundial? Basta pesquisar. Duvido que alguém vá lá, destruir o ouro e riqueza de praticamente todos países.

    Para mim, esse artigo reflete bem a realidade. Os caras tiveram tempo de sobra para carregar, olhar, mirar, atirar. E ainda por cima tempo para "dar o de misericórdia", ou a famosa gíria popular conhecida como "confere". E depois repetir isso várias vezes. Veja que todas ocorrências desse tipo levam essa característica: o indivíduo faz o que quer, demora, espera, calcula, repete, enquanto NINGUÉM pula em cima dele, NINGUÉM reage.

    Acaso na Suíça isso ocorre? Vou dar um exemplo nacional: será que se um desses extremistas, se não tiverem como aliados, entrarem numa favela carioca com suas armas, serão recebidos com flores? Mande lá um cara entrar, pra ver o que é reação à altura. Isso ocorrerá porque, mesmo sem a permissão, o povo anda armado, como os guetos de Varsóvia nos anos 40.

    Porém, observem bem na estrutura desses. Veículos novos e armamentos aos montes. Sem dinheiro, sem financiamento, ninguém teria essa estrutura bélica e moderna à disposição. Mises não temeria essa estrutura, caso suas fontes de financiamento fossem estancadas.
  • cmr  18/11/2015 19:01
    Explique essa de "eurasianismo".
  • Rodrigo Pereira Herrmann  18/11/2015 20:49
    FATOS sobre o eurasianismo (ou eurasismo, tanto faz):

    www.counter-currents.com/2013/11/the-eurasian-idea/

    www.amazon.com.br/dp/B00SQ3XO4W/ref=rdr_kindle_ext_tmb

    www.bbc.com/news/world-europe-28229785

    www.nationalreview.com/article/380614/dugins-evil-theology-robert-zubrin

    www.thenewamerican.com/reviews/books/item/20489-a-review-of-dugin-s-putin-vs-putin

    https://www.foreignaffairs.com/articles/russia-fsu/2014-03-31/putins-brain (até o CFR alerta pra o fato. temendo a concorrência, decerto)

    www.zerohedge.com/news/2015-03-20/vladimir-putin-proposes-eurasian-currency-union#comment-5911391 (site excelente pra quem gosta de mercado financeiro)

    https://www.youtube.com/watch?v=z4Y1Pi0j1Lo

    https://www.youtube.com/watch?v=DTk7KLHfbpQ

    https://www.youtube.com/watch?v=lMvBAUypidU


    Rápidas 'curiosidades' sintomáticas:

    Putin, Abbas and Erdogan Inaugurate Moscow's Largest Mosque

    www.haaretz.com/world-news/1.677188

    a eclosão de um califado turco

    shoebat.com/2015/04/13/the-antichrist-of-turkey-seeks-to-create-an-islamic-alliance-of-both-sunnis-and-shiites-which-includes-iran/


    os esquemas/blocos adotam estratégias que ora convergem, ora se distanciam. aparentemente, não há uma coordenação geral. todos concorrem, em última instância. mas antes de tudo, todos desejam eliminar qualquer traço da civilização judaico-cristã, o que significa dizer que identificam um inimigo comum nos eua e israel (a europa, como se vê, já não opõe muita resistência).





  • Fábio Barreto  18/11/2015 21:06
    "mas antes de tudo, todos desejam eliminar qualquer traço da civilização judaico-cristã, o que significa dizer que identificam um inimigo comum nos eua e Israel"

    Ué, você identificou o Putin como o líder do projeto eurasiano. Logo, por definição, o Putin quer "eliminar qualquer traço da civilização judaico-cristã".

    No entanto, ninguém menos que o próprio Putin está se esforçando tremendamente para ressuscitar o cristianismo na Rússia (na Rússia, o politicamente correto progressista e ateu não tem vez). Aliás, há evangélicos americanos dizendo que o Putin é o único defensor do cristianismo em todo o mundo.

    www.christianitytoday.com/ct/2015/january-web-only/russia-evangelical-god-putin-crimea-ukraine.html

    https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2015/10/01/the-christian-zeal-behind-russias-war-in-syria/

    russia-insider.com/en/culture/putins-christian-vision/ri436

    sputniknews.com/middleeast/20151118/1030307330/assad-putin-christianity.html

    O próprio Olavo de Carvalho já admitiu abertamente que ainda não entendeu bem qual é o jogo do Putin.

    Eu mesmo tenho um amigo evangélico que é extremamente bem informado sobre geopolítica, segue Olavo fervorosamente, e é fã declarado do Putin.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  18/11/2015 21:35
    talvez você esteja confundindo com a questão da igreja ortodoxa (a grande maioria da população é ortodoxa. há um número crescente de muçulmanos. católicos e protestantes que se ferrem), hoje instrumentalizada pra se tornar um braço das pretensões tzaristas do sr. putin. há uma aproximação no mínimo suspeita entre poder temporal e eclesiástico na rússia, com a igreja ortodoxa manifestando aberta simpatia ao novo imperador.

    Putin é comunista antigo, ex-kgb. ele nunca será pró-cristianismo ou pró-religião. tudo é uma questão de uso político.

    o 'progressismo ateu' a que você se refere é a filosofia do pessoal social-globalista, não do putin. o eurasianismo tem um caráter fortemente místico, inclusive.


    Olavo não acha isso, ou seus alunos? so what?!

  • McIntyre  19/11/2015 00:30
    Rodrigo Hermann, você deve estar com alguma dificuldade de leitura.


    O Fabio Barreto disse que "na Rússia, o politicamente correto progressista e ateu não tem vez", ao que você, após uma enrolação sem correlação com o que fora dito, responde que "o 'progressismo ateu' a que você se refere é a filosofia do pessoal social-globalista, não do putin".

    De novo, consegue perceber que o Fabio Barreto disse, exatamente, que "na Rússia, o politicamente correto progressista e ateu não tem vez"?

    Ademais, o Fabio Barreto afirmou que "Putin está se esforçando tremendamente para ressuscitar o cristianismo na Rússia", ao que você responde que "há uma aproximação no mínimo suspeita entre poder temporal e eclesiástico na rússia, com a igreja ortodoxa manifestando aberta simpatia ao novo imperador". Pura verborragia.

    As coisas que você escreve carecem de coesão, na forma e no conteúdo; você despeja meros clusters de palavras destituídas de sentido e/ou consistência.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 01:49
    nessa esgrimagem toda eu acabei reafirmando o que ele disse (e está correto e não invalida em nada o restante do comentário). acontece nas melhores famílias.

    eu ia dizer que putin não é bobo de abraçar as ideias do socialismo globalista, por que isso destrói qualquer noção de ordem social e por que os interesses da plutocracia internacional não coincidem exatamente com os do projeto eurasiano. melhorou?!

    os links do Fábio são de sites pró-Rússia ou tratam de questões muito particulares, como a presença dos evangélicos na crimeia durante a invasão russa, que é uma região onde predomina os tártaros de orientação maometana.
    a igreja ortodoxa russa está infiltrada de comunismo desde a ex-URSS. putin renovou essa cooptação com fins de elemento estratégico a sua ambição imperialista. a ideia de uma internacional comunista foi substituída (e não poderia ser diferente. o povo russo é escaldado. e mais ainda o são os povos dos ex-satélites soviéticos) por algo muito mais inteligente e sutil. é isso.


    respondi tua pergunta sobre a queda do avião russo. se você acha que faltou lucidez e coesão lógica na minha resposta, be free to reply.

    é o que posso fazer.
  • Anonimo  19/11/2015 09:21
    'os links do Fábio são de sites pró-Rússia ou tratam de questões muito particulares,'

    E os seus são de sites pró EUA/Israel.

    'Putin é comunista antigo, ex-kgb. ele nunca será pró-cristianismo ou pró-religião. tudo é uma questão de uso político. '

    Pra começar a premissa está errada, uma pessoa pode ser comunista e religiosa sim, eu mesmo conheço vários, tem inclusive aquele Plínio de Arruda não sei o quê, que foi até candidato a presidente, relativamente conhecido.

    Mas o engraçado é que 'argumentos' como esses mostram bem como a cabeça de gente como vc funciona com lógica nenhuma, só fanatismo gratuito. Se o Putin é ateu, ele não presta.Se não é, também não presta.Se ele combate o ISIS ele não presta, se não combate também.

    Putin pode ter muitos defeitos mas numa coisa ele está certo: os EUA não querem aliados, querem capachos. E esse é o verdadeiro 'problema' da Russia, é o único país que ainda pode peitar os EUA militarmente,e é por isso que os neocons querem uma desculpa qualquer pra começar uma guerra com eles, jogar um monte de bomba e depois reinar sozinho como governo único da terra.

    No dia que chegar a terceira guerra mundial e o mundo inteiro virar pó, se lembrem de agradecer ao neocons e olavetes lá no inferno por isso.
  • McIntyre  19/11/2015 11:57
    Bem por aí, Anônimo.

    O "raciocínio" desse Rodrigo é mais ou menos assim:

    "Putin é anti-religioso, logo, não presta".

    Daí vem um colega e argumenta que ele está atuando em prol do cristianismo na Rússia.

    Qual passa a ser o modus operandi do cidadão?

    "Ah, mas é no mínimo 'suspeito' isso, ele está 'instrumentalizando' o cristianismo para uso político."

    Como é fácil manejar "argumentos" ad hoc que se amoldam às ideias preconcebidas, não é mesmo?

    E parece que, de fato, ao contrário da tese geopolítica do cidadão, o "bloco eurasiano" não está "atuando em conjunto" com o "bloco islâmico"...: veja.abril.com.br/noticia/mundo/russia-volta-a-apresentar-plano-de-combate-ao-ei

    Ah, já sei! Tudo não passa de um 'elemento estratégico' para 'uso político' visando à imposição do eurasianismo...
  • Taxidermista  18/11/2015 21:31
    A "conclusão" supostamente "adulta": "os libertários podem continuar desejando um mundo ideal de centenas de suiças, sem problema. ou melhor, até o dia em que o avanço russo ou chinês ou muçulmano fizer dos suiços adubo pras vacas pastarem."
  • Taxidermista  18/11/2015 22:51
    Essa é a "conclusão" supostamente "adulta" do Sr. Rodrigo.
  • Anonimo  18/11/2015 22:56
    Não tem nada de adulto nessa conclusão, só wishfull thinking gratuito de um neocon sem muita noção da realidade.
  • Taxidermista  19/11/2015 00:10
    Anonimo:

    espero que você tenha percebido as aspas no vocábulo ("adulto") e tenha lido minhas manifestações anteriores para distinguir quem disse o que.

    Abço.
  • McIntyre  18/11/2015 19:26
    Rodrigo,

    Há alguns dias atrás o Estado Islâmico explodiu um avião russo depois de a Rússia ter decidido atacar posições do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Tá lembrado disso, meu caro?
  • Anonimo  18/11/2015 23:07
    Imagina se a Russia invadisse um décimo do que os EUA andam invadindo.
    No mundo da imaginação dos neocons os EUA são um governo mínimo, a terra da liberdade e que luta pra levar a paz pro mundo todo e não pelos interesses dos putos banqueiros que mandam naquela p lá.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 00:09
    Putin deve estar dando graças a Deus (ou à kgb?) por esse ocorrido (a explosão do avião comercial russo). Era o pretexto que ele aguardava pra ganhar mais apoio doméstico de sua aventura intervencionista na Síria.

    O fato é que esses últimos acontecimentos terroristas forçaram a uma sinergia internacional para o combate ao isis, desviando a atenção da guerra síria e favorecendo os interesses russos em manter o regime de assad inalterado. além disso, a coalizão permitiu um aprofundamento da presença militar russa na região, sem falar na projeção de putin e da rússia sobre os eua e seu bobama.

    e o que querem os russos ali, sobre todas as coisas?! garantir o melhor arranjo a seus interesses econômicos para as possíveis alternativas às natural gas pipelines que carreiam as imensas reservas do Irã e do Qatar.
  • Anonimo  19/11/2015 08:57
    'Putin deve estar dando graças a Deus (ou à kgb?) por esse ocorrido (a explosão do avião comercial russo). Era o pretexto que ele aguardava pra ganhar mais apoio doméstico de sua aventura intervencionista na Síria. '

    Isso não faz o menor sentido.A Síria já era um país 'amigo' da Russia, ele vai intervir pra quê? Agora com o ISIS na jogada, que foi criado pelos EUA na esperança de que eles derrubem o governo do tal do Assad lá, aí sim existe um motivo pra ele intervir...não só ele mas o mundo todo.
  • Daniel Bergamasco  18/11/2015 17:13
    Quanto à ineficácia grosseira da política de desarmamento, concordo em gênero, número e grau. Agora, quanto à total não intervenção, tenho lá minhas dúvidas.

    A Suíça é, sim, o modelo mais ideal de todos, com a população civil armada e treinada e política de absoluta neutralidade nas relações internacionais, o que o artigo prega aos EUA em sua conclusão. Acontece que os EUA há muito fizeram uma escolha geopolítica e, ao trilhá-la, também há muito passaram de um ponto hipotético de não retorno. E essa escolha foi a de ser a Roma moderna.

    Receio que se os EUA não mais intervierem, assumir uma política externa à suíça e abdicarem de ser Roma, quem quer que sempre quis ser Roma no lugar dos EUA assumirá esse papel. Desnecessário lembrar que as alternativas aos EUA para o papel de Roma nunca foram, não são e provavelmente não serão aprazíveis. Com todos os problemas que possam ter, ainda bem para todo mundo que preza pela civilização ocidental que são os EUA a exercer a função de Roma.

    Enfim, nessa circunstância, os EUA seriam - geopolítica, mas não necessariamente fisicamente falando - destruídos e assumiria seu lugar muito provavelmente a Rússia do ex-KGB Putin. É isso o que se quer?

    Seja como for, a mera sugestão de não intervenção é melhor do que o "status quo", que obviamente não funciona. Se a não intervenção pregada pelo artigo funcionar, a solução, a meu ver, seria o outro extremo, ou seja, a total intervenção. Armar "moderados" para derrubar os regimes dos "radicais" só deu e só tem dado m. nas últimas sete décadas. Se se decidir intervir, somente completas reconquistas e recolonizações, transformando o Oriente Médio praticamente inteiro em um, política e juridicamente falando, grande Porto Rico, estabelecendo regimes com chefia de governo democraticamente eleita de acordo com as leis locais e chefia de estado americana e garantidores de plena liberdade individual, politica e econômica aos seus cidadãos.

    É o que eu penso.
  • anônimo  18/11/2015 17:30
    "Também no Texas, houve um concurso em que pessoas atiravam em desenhos do profeta Maomé. Dois homens do Isis, fortemente armados, tentaram invadir o local. Foram mortos. Nenhum inocente morreu."

    Neste caso foi a Polícia que impediu a chacina. Não fosse a polícia teria ocorrido em Dallas o mesmo que ocorreu em Paris...
  • Joe Kidd  18/11/2015 17:41
    Oi?! Como assim "teria ocorrido o mesmo"? Num workshop em que todos os presentes estavam armados?

    Gostaria muito de entender por que seria igual. Qual a sua lógica?

    Aliás, o fato de dois policiais, com meras pistolas, terem matado dois assassinos do ISIS, reforça ainda mais os argumentos do artigo.
  • opinador  18/11/2015 17:45
    Mas ninguem ta dizendo que não tem que ter policia.

    O pessoa gosta de minimizar os problemas.

    Mas se eles tivessem armados com certeza dariam conta.

    Inclusive maioria dos libertários é a favor de maior oferta de serviços policiais através de agencias privadas.

    O problema é ficar dependendo só da segurança estatal.
  • anônimo  19/11/2015 17:14
    Só como informação, no citado evento, a AFDI (American Freedom Defense Initiative que promoveu o concurso das caricaturas de Maomé) investiu num forte esquema de segurança. Mas quem solucionou o problema, quem evitou que um atentado ocorresse, foi a Polícia estatal.
  • Guilherme  19/11/2015 17:22
    O que apenas comprova que esses dois terroristas do ISIS seriam facilmente abatidos. Se eles não conseguiram nem sequer superar dois policiais com pistolas, que dirá um exército de texanos portando armamento pesado.

    Mais uma evidência, aliás, de que os cidadãos americanos e europeus, com simples pistolas, podem tranquilamente antecipar o encontro de terroristas do ISIS com Maomé.
  • Carlos Putton  18/11/2015 22:36
    Olá Pessoal!
    Prezados, não posso concordar com esse argumento que mais armas geram menos violência e nem ao menos neste caso. Infelizmente neste caso, eles iriam dar um jeito. Vejam bem; armas servem muito bem para reações, porém com preparo. De nada serve ter uma arma em casa, se você não tiver um bom alarme; do contrário, o meliante irá roubar inclusive a sua arma. Portanto, se é necessário armar uma população, essa população tem de ser bem treinada (e periodicamente) e ter alarme e loca seguro para guardar armas. Do contrário, vamos ter pessoas usando armas apenas para cometer o ilícito.
    abraço
  • Adelson Paulo  19/11/2015 11:04
    Se a casa Bataclan em Paris tivesse três seguranças armados, teria acontecido este massacre?
  • Rene  19/11/2015 11:29
    Um carro nas mãos de alguém despreparado é uma arma também. Por imperícia, um motorista pode atropelar pedestres, bater em outros carros, ou fazer um estrago em uma loja, por exemplo. Mas a prática vem com o tempo de direção. É óbvio que são poucos no Brasil que possuem capacidade de operar uma arma. É praticamente um trabalho de Hércules para o cidadão comum conseguir uma arma legalmente e um porte de armas, além de ser muito caro. Nas condições atuais, não há como se preparar. Se fosse mais fácil conseguir um porte de armas e comprar armas legalmente, as próprias pessoas iriam procurar meios de adquirir preparo. Tenho certeza que vários empresários, pensando em lucro, iriam abrir estabelecimentos onde a pessoa poderia aprender a manusear uma arma e treinar a pontaria. Concordo que treinar toda a população demandaria tempo. Tantos anos de proibição e de propaganda da mensagem de que armas são ruins trazem consequências (dentre as quais, incluo o aumento da violência).
  • Ismael   18/11/2015 23:29
    Uma campanha ideológica proveniente do ocidente com a intenção de reverter a tendência do radicalismo muçulmano provavelmente seria refutada no Oriente Médio e dificilmente encontraríamos grupos dispostos a financiá-la...este foi um tópico e questão apresentado no artigo.
    Sugiro uma alternativa - e se os aviões sobrevoando o Oriente Médio ao invés de bombardeios, espalhaçem simples revistas eróticas...que para nós ocidentais é um produto bem comum (para muitos é prolixo), inofensivo, consome quem quer e não mataria ninguém comparado a uma arma aérea. De custo irrisório frente às armas que se tem utilizado e seria uma contra-ideologia magnífica para a estupidez do fundamentalismo islâmico!
    Antes do tolo jovem islâmico ser recrutado para ter sua mentalidade insuflada de lixo sanguinário, que tal uma arejada na sua visão de mundo!?
  • Dissidente Brasileiro  19/11/2015 06:04
    Boa ideia, vamos comprar um monte de playboy americanas e usar uns B-52 para bombardear os árabes com revistas que nem mulheres nuas mais têm, assim não se ofende tanto a moral religiosa deles e ainda levamos um pouco de liberdade para lhes "arejar" a visão de mundo...

    É cada um que aparece por aqui, caramba!
  • Adelson Paulo  19/11/2015 11:33
    Tive o interesse de ler alguma coisa sobre a religião muçulmana, e tive a oportunidade de morar um ano na França, onde também convivi com muitos muçulmanos. Portanto, vou colocar uma visão deste "choque de civilizações".
    O fato de que estes recentes atentados em Paris terem sido cometidos por jovens belgas e franceses, de pais de origem árabe, é sintomático. Todos sabemos das dificuldades de inserção destes jovens nas sociedades europeias, onde as tradições históricas, familiares e culturais são muito fortes. Mesmo tendo uma qualidade de vida muito superior a de seus ascendentes em seus países de origem (que estes jovens não conheceram), a insatisfação inerente aos jovens, inflada por um discurso político hegemônico contra as "injustiças sociais", estimula um sentimento de revolta e ressentimento. Imagine um jovem de origem árabe, convivendo com as belíssimas e cultas jovens francesas, mas sem poder sequer dirigir-lhes a palavra? Lembro que na França a prostituição é expressamente proibida, e um jovem pobre e feio tem pouquíssimas oportunidades de atuação sexual (principalmente um muçulmano).
    A imprensa brasileira noticiou estes dias o caso de um jovem belga, filho de mãe brasileira, que morreu na Síria em atividades junto ao Estado Islâmico. A mãe relatou que após uma depressão por insucesso como jogador de futebol, o jovem converteu-se ao islamismo, sendo cooptado por correntes radicais.
    Este é o caldo de cultura perfeito para o extremismo. Jovens saudáveis mas insatisfeitos e ressentidos, com sua sexualidade reprimida, vivendo em guetos praticamente isentos de autoridade policial, com as autoridades políticas repetindo o discurso contra a "discriminação" e a "injustiça social" (contra os quais estas mesmas autoridades nadam podem fazer), recebendo uma doutrinação ideológica religiosa de que estão lutando "em nome de Deus".
    Simplesmente não há solução. A França e outros países da Europa terão que conviver com isto nas próximas décadas. E tentar reduzir os danos colaterais.
    O provável cenário? A vitória da extrema direita nas próximas eleições.
  • Rimbaud  19/11/2015 13:18
    Excelente colocação, Adelson.
  • Anonimo  19/11/2015 17:36
    E é justamente isso que o ISIS quer, que o cara que já tem dificuldade de se integrar não tenha mais chance nenhuma, aí que opção um cara desses vai ter?
    Esse é um problema sem solução.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 18:16
    1) jovens insatisfeitos e ressentidos são uma constante da história universal. não é privilégio dos filhos de pais muçulmanos;

    2) será que não há mulheres bonitas no islã?;

    3) a dificuldade de inserção sócio-cultural que os muçulmanos enfrentam é decorrente da própria natureza do islã, uma religião que regula todos os aspectos da vida privada e social. é uma cosmovisão totalitária que termina por se incompatibilizar com outras religiões e, em muitos aspectos, com o modus vivendi das sociedades seculares. resta então se fechar em guetos, restringindo o contanto mais íntimo apenas para com os seus;

    4) legal ou não, prostituição existe em todos lugares, desde sempre. na frança não é diferente. tem de procurar melhor;

    5) o extremismo foi gestado dentro do islã (do wahabismo no séc. XIX e, mais recentemente, da figura abominável de Sayyid Qutb).


    (p.s. gostei da parte das belíssimas e cultas jovens francesas. deve ser de enlouquecer mesmo)
  • Adelson Paulo  19/11/2015 19:04
    Claro que existe prostituição na França, mas por ser uma atividade clandestina e fortemente reprimida, é controlada por máfias (geralmente do leste europeu), é muito cara e de baixa qualidade (certamente não são as belíssimas e cultas jovens francesas).
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 19:51
    deve ter muita brasileira também, outro inesgotável produto da nossa pauta de exportações.

  • anônimo  25/11/2015 20:59
    É o que ocorre quando a integração orgânica social é substituída por "políticas de integração", mescladas com privilégios cartelizados trabalhistas (salário mínimo, pisos sindicais, etc.). Jovens filhos de imigrantes ficam à míngua do mercado de trabalho e estigmatizados. Em nome do "multiculturalismo", a sociedade torna-se fragmentada; perde-se a coesão, e não se cria uma identidade plena. Aí quando um grupo aparece com uma alternativa preferível, ou com ares de revolta, a adesão é massiva.
  • anônimo  19/11/2015 17:01
    A informação sobre Garland está errada. O concurso não tinha nada a ver sobre atirar nos desenhos do Maomé. Era um concurso promovido pela American Freedom Defense Initiative (AFDI), que oferecia US$ 10.000,00 para autor da melhor caricatura de Maomé.
  • André  19/11/2015 19:23
    Ninguém nunca comenta o que France fez no Continente Africano, porque será?
  • Malraux  19/11/2015 19:27
    "Ninguém" exceto este artigo, né?

    Só nele foram 3 parágrafos.
  • Andre  19/11/2015 19:32
    Terroristas islâmicos matam 147 pessoas em universidade no Quênia.Os atiradores foram de quarto em quarto perguntando quem era cristão. A polícia cercou o campus e matou os quatro terroristas depois de 15 horas.Terroristas islâmicos invadiram uma universidade no Quênia, país da África Oriental, e assassinaram 147 pessoas, depois de perguntar entre as vítimas quais eram cristãs.
    O ataque foi em Garissa, a 150 quilômetros da Somália, de onde vieram os terroristas do Al-Shabaab, um grupo extremista islâmico ligado a Al-Qaeda, e que já fez vários ataques no Quênia.
    Eles entraram na universidade atirando. Foram de quarto em quarto, perguntando quem era muçulmano e cristão e executaram os cristãos.Policiais e soldados cercaram o campus e depois de 15 horas conseguiram matar os quatro terroristas. Pelo menos 80 pessoas ficaram feridas.
    Autoridades ofereceram uma recompensa de 215 mil dólares por informações de Mohamed Mohamud, que é acusado de ser o mentor do ataque.
  • Corsario90  19/11/2015 20:48
    Até onde eu sei, poucas religiões proibiam o suicidio. O cristianismo não proibia. Foi Santo Agostinho q enquadrou em Não matarás. Era pura questão de preferência temporal e juros prospectivos. Entre da cabo da sua vida , como agindo em prol de um bem da coletividade, e ganhar o paraíso eterno, melhor se suicidar-se. Bom trade-off! Só que santo Agostinho arrumou este absurdo. Acho que está faltando um pouco disso.
  • Andre Cavalcante  19/11/2015 21:06
    Como é que é? Bom trade-off? Dado o Brasil como tá, sem perspectivas, então se mata!

  • Corsario90  19/11/2015 21:17
    Só dei uma explicação histórica. Calma. Nenhum governo merece esse meu trade-off, mas os fundamentalistas ainda o usa. Only this!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 21:51
    explicação histórica coisa nenhuma.

    pra afirmar que o cristianismo não proibia o suicídio é óbvio que você não sabe nada do assunto. isso é um absurdo. o suicídio é frontalmente/formalmente/logicamente contraditório com o exemplo de vida e com os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. não consigo nem qualificar uma pessoa que não percebe isso.
  • corsario90  20/11/2015 01:11
    Caro herrman, constatação histórica faz parte da história. Por favor, é só isso.
    Segue a referência para sua pesquisa:
    www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000324569
    Pode ler: www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000324569, ta vendendo na Amazon.
    www.ibamendes.com/2011/03/o-suicidio-na-idade-media.html
    Agora, só vc ler o que coloquei: que os fundamentalistas usam isso como trade-off. Apenas isso. Não exagere.
    Antes de postar qualquer, por favor leia este artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2222
    Como te falei, apenas foi uma constatação histórica, conforme links acima, Acho um absurdo os fundamentalistas usarem isso, promessa de paraíso eterno. Só isso.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  19/11/2015 21:36
    velhinho, instigação ao homicídio é crime previsto no código penal:


    Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:

    Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

    Parágrafo único - A pena é duplicada:

    Aumento de pena

    I - se o crime é praticado por motivo egoístico;

    II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.



    lamentável. esse comentário nem deveria ter sido publicado. coisa de moleque.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/11/2015 00:10
    corrigindo-me acima: suicídio, não homicídio.
  • corsario90  20/11/2015 01:17
    Para complemetar:
    " No período entre 1266 e 1273, São Tomás de Aquino escreve sua Summa Theologica, que reafirma a interdição do suicídio e a proibição da sepultura de suicidas em terras sagradas, retomando as posições de Santo Agostinho. Entretanto, coloca em circulação uma nova discursividade: a de que o homem pertence à sociedade e, suicidando-se, prejudica a comunidade. Introduz, baseado em Aristóteles, o princípio jurídico-social que o suicídio é um ato contra o Estado. (WERLANG et al. apud. WERLANG e BOTEGA, 2000, p. 82)"
  • corsario90  20/11/2015 01:26
    Agora vc também pode ler o Valor de Amanhã, de Eduardo Gianneti. Todo o livro está focado no quesito preferencia temporal e juros. Sobre o suicídio, pode ir na pagina 73 e 173.
    Bom, como alguns colegas ja falaram sobre vc nos comentários acima, não serei um prolixo, só sugiro que vc leia. Te aviso, também fiquei chocado, mas como li.. mas não vivi junto com Santo Agostinho, só me resta os livros. Faça bom proveito.
  • corsario90  20/11/2015 02:18
    Pois é, vc um código penal brasileiro para avisar os fundamentalistas que promovem o trade-off na ISIS. Caramba!!Parabéns
  • Jonas  20/11/2015 02:32
    Que relação tem a invocação desse dispositivo do CP com a assertiva do corsario90 sobre "não-proibição do suicídio pelo cristianismo"?????
  • Schneider  20/11/2015 02:25
    Ninguém lembrou que há poucos meses alguns cidadãos americanos de férias na França evitaram um ataque terrorista dentro de um trem. Detalhe... na porrada, contra uma AK-47!

    edition.cnn.com/2015/08/22/europe/france-train-shooting-heroes/
  • Yemen  20/11/2015 13:42
    Pq no Yemen tem muita atividade terrorista? O Yemen é o 3º país com mais armas per capta no mundo (apenas EUA e Sérvia tem mais armas per capta do que o Yemen). Dizem que no Yemen não é difícil ver gente portando metralhadoras. No entanto, tem muita atividade terrorista no Yemen, grupos terroristas como a AQAP (Al Qaeda da Península Arábica)... Por que os terroristas não temem a população armada do Yemen? Pq a população armada do Yemen não mete bala nos terroristas?
  • Guilherme  20/11/2015 14:27
    Duh! Por que fariam isso? Os terroristas ali instalados não atacam a população; eles praticam ataques em outros países. Ataques esses, aliás, que a população iemenita parece apoiar.

    De novo, dado esse cenário, por que a população iria entrar em guerra com gente que não faz nada contra ela? Por que a população iria entrar em guerra com gente que faz coisas (em países estrangeiros) com as quais ela concorda?

    É cada infeliz que despenca por aqui.
  • anônimo  20/11/2015 15:27
    Não agridem a população do Yemen? Os caras atacam mesquitas....
  • Alfredo  20/11/2015 15:37
    Os ataques às mesquitas xiitas (sempre na mesma cidade) são realizados por homens-bomba sunitas. Não são com metralhadoras e pistolas, mas sim com suicidas. Contra esse tipo de ataque, lamento, mas a humanidade ainda não encontrou solução.

    Por mim, no entanto, que continuem se matando por lá. Quanto menos muçulmano radical no mundo, melhor.

    g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/suicidas-atacam-duas-mesquitas-no-iemen-e-deixam-dezenas-de-mortos.html

    g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/duplo-atentado-contra-mesquita-deixa-mortos-no-iemen.html
  • anônimo  25/11/2015 21:08
    O Yêmen está em guerra civil. Claro, não dá nos jornais (o mesmo vale para a Somália e Nigéria), mas o país está divido em três. Um governo apoiado pelo Irã, no Yemen propriamente dito, outro apoiado pela Arábia Saudita, no antigo Yemen do Sul, e um terceiro - e aqui estão os terroristas - apoiado pela Al Qaeda, em regiões remotas, na borda do Quadrante Vazio.

    Que defesa há contra não um, mas três estados diferentes disputando território? Contra caças sauditas e suicidas da Al Qaeda? Uma população civil está razoavelmente protegida, se devidamente armada, mas não é suficiente.
  • Adriano  22/11/2015 00:45
    Acho que o que o Corsario90 quis dizer é que falta um doutrinador dentro do islã que pregue que o suicídio não é lícito, e quem se suicida não vai para o paraíso.

    Se essa fosse a crença no islamismo (assim como é no cristianismo), não haveria homens bomba, nem uma multidão de loucos ávidos por virar mártir.
  • Corsario90  23/11/2015 10:21
    Isso Adriano!! Lógico que esta promessa do paraíso eterno em prol da morte de inocentes é absurda, mas a mente humana frágil dentro de uma região inóspita e pobre acaba dando guarida aos homens bombas!
  • Ivani Medina  24/11/2015 16:00
    Dizer que nem todo islâmico é terrorista significa o quê? Absolutamente nada! Dizer que os terroristas não são islâmicos, "se fingem de islâmicos", significa o quê? Que além de mentirosa e ridícula, essa é uma opção covarde e equivocada. Não se vai evitar nada de ruim desse modo, uma vez que a omissão favorece a expansão do islã em toda parte. Hoje, com as informações que dispomos relativas ao comportamento humano, podemos concluir que as atitudes mais ou menos agressivas acabam dependendo muito da índole do indivíduo. A maioria da espécie humana parece tender a boa índole. O problema é que a minoria má é grande demais. Quando o indivíduo se sente liberado à barbárie, não só pela falta da educação, mas principalmente por causa dela ou pela sua cultura religiosa, são os atos dessa minoria altamente numerosa que vão deixar todos em perigo.

    Nesse caso, o ego coletivo pode ser comparado, argumenta o historiador Arnol J. Toynbee, ao poderoso e mitológico monstro bíblico Leviatã. Este poder coletivo a mercê das paixões subconscientes escapa à censura pessoal que freia os baixos impulsos do ego. A má conduta, que seria condenada sem hesitação, no entanto, quando o indivíduo transita do singular para o plural, ainda mais sob a instigação de clérigos exaltados amparados por um livro sagrado (Alcorão), encontra a responsabilidade individual em recesso.

    Então, estes, chegam às barbaridades sem culpa alguma, e aqueles que não têm tal inclinação a flor da pele não os condenam Sabem que seus irmãos de crença agiram em cumprimento do livro imutável que orienta a todos. Portanto, ideologicamente devem apoiá-los. Mesmo que essa maioria se sinta constrangida e prejudicada nos seus interesses nas sociedades ocidentais que as abrigam, se veem moralmente contidas. São as sociedades ocidentais que reclamam dos excessos dos seus e não as delas. O Alcorão pode incitar a violência? Dizem que não. Então vejamos alguns versículos de algumas das suas suras.

    Sura 2,193 "E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Allah".

    Sura 3, 85 "Quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não o islã, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados."

    Sura 5:33 - "O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo".

    Sura 8:12 "E quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois aos fiés! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!"

    Sura 8:13 "Isso, porque contrariaram Deus e o Seu Mensageiro; que Deus é severíssimo no castigo".

    Sura 7, 4 "Quantas cidade temos destruído! Nosso castigo tomou-os (a seus habitantes) de surpresa, enquanto dormiam, à noite, ou faziam a sesta".

    Sura 8, 60 "Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados".

    Sura 8, 72 "Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis".

    Sura 8, 74 "Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento".

    Sura 9, 14 "Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis".

    Sura 8, 60 "Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados".

    Sura 8, 72 "Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis".

    Sura 8, 74 "Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento".

    Sura 9, 14 "Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis".

    Sura 9, 111 "Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível que está registrada na Torá, no Evangelho e no Alcorão. E quem é mais fiel a sua promessa do que Deus? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício".

    Qualquer semelhança não é mera coincidência. O Alcorão incentiva ou não a violência? Fica difícil alegar inocência do islamismo quando ele mesmo depõe contra si.
    Mostrar menos

  • Anonimo  25/11/2015 02:08
    Nem que fosse só um por cento, vc não tem o direito de julgar esses caras como se fossem eles os criminosos.
  • Emerson Luis  25/03/2016 12:22

    welfare state + multiculturalismo + feminismo = autodestruição da Europa

    * * *
  • Giovani  19/11/2016 19:19
    largou a psicologia?

    *Emerson Luis, um psicólogo

  • Caio Daniel Nunes Santos  19/11/2016 16:05
    Mas a França não bombardeia civis. A França é um país de pessoas boas.


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