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Pode a Argentina voltar a ser um país normal?

A Argentina já vivencia 85 anos de decadência econômica.  Já tendo sido o nono país do mundo em termos de riqueza per capita, hoje o país não figura nem sequer entre os 50 primeiros.  Sua pobreza alcança quase 30% da população.  A inflação de preços "oficial" está em 15%, mas institutos privados calculam que a inflação real esteja acima dos 30% (em 2012, o governo decretou que era crime divulgar as taxas reais de inflação).  O governo raciona a quantidade de dólares que as pessoas podem comprar.  Há uma contínua fuga de capitais.

O caso da Argentina é tão raro, que até mesmo reconhecidos analistas internacionais não conseguem explicar os motivos deste decadente histórico.  O economista Simon Kuznets (1901-1985), o russo que revolucionou a econometria e padronizou a mensuração do PIB, demonstrando todo o seu assombro, certa vez afirmou que havia 4 classes de países: os desenvolvidos, os subdesenvolvidos, o Japão e a Argentina.

A excepcionalidade argentina é tamanha, que dois economistas afirmaram que a Argentina é "o país das desmesuras".  Em seu livro que tem como título esta frase, Juan Lach e Martín Lagos comparam o desempenho econômico da Argentina com os da Nova Zelândia, Brasil, Chile e Uruguai, e encontram as raízes da sustentada decadência do país em certos comportamentos "excessivos ou desmesurados".

Entre estas desmesuras, particular destaque para:

  • O caudilhismo e o populismo com propensões hegemônicas
  • O fechamento da economia
  • A alta inflação
  • O escasso financiamento aos investimentos por causa da inflação
  • O déficit fiscal do governo

Para os autores, a Argentina mostrou um desempenho amplamente pior que o de todos os países tomando por base estes quesitos, o que explica grande parte do processo de sustentada decadência econômica e social.

Como não poderia deixar de ser, o kirchnerismo seguiu ao pé da letra todos estes quesitos.  Em um mundo em que a inflação de preços está em praticamente zero, as autoridades argentinas tiveram a genial ideia de imitar o modelo venezuelano.  Hoje, a Argentina faz parte de um seleto grupo de 4 ou 5 países que vivenciam, de forma contínua, uma elevação de preços superior a 20% ao ano.

Por trás da brutal destruição do peso gerada por essa robusta inflação está o déficit fiscal do governo, que já dura 6 anos e que cresce sistematicamente em termos do PIB.

Com travas de todos os tipos, o governo argentino fechou a economia e isolou do mundo o consumidor argentino, desta maneira fazendo jus ao slogan de Aldo Ferrer, que propunha "viver com o que é nosso".

Com o supracitado controle de capitais imposto pelo governo — chamado de "cepo" —, o Banco Central proíbe a compra de dólares por argentinos que querem manter sua poupança em moeda estrangeira, mas permite que alguns importadores ou algumas pessoas que queiram viajar ao exterior comprem dólares à taxa oficial de câmbio — mas sempre mantendo um controle estrito sobre a quantia transacionada.  Adicionalmente, o BC argentino também vende dólares à taxa oficial àquelas pessoas que utilizam cartões de crédito no exterior, embora lhes cobre um imposto que aumenta a taxa de câmbio em 20%.

O governo justificou a imposição do "cepo" sobre os argentinos alegando que se tratava de uma tentativa de controlar o fluxo de dólares e de evitar uma desvalorização.  No entanto, após quatro anos, esse controle de capitais criou ainda mais problemas e não trouxe nenhuma solução. 

Para começar, surgiu um mercado paralelo no qual dólares são transacionados a uma taxa 60% maior do que a taxa de câmbio oficial — valor esse que está bem em linha com a alta inflação de preços que está deteriorando o poder de compra do peso.  Estas transações ocorrem naquilo que passou a ser prosaicamente chamado de mercado do "dólar azul".  A taxa de câmbio oficial está atualmente em 9,54 pesos por dólar ao passo que a taxa paralela (a taxa "blue") está em 15,12 pesos por dólar.

Adicionalmente, as reservas internacionais do país já caíram mais de 45% desde outubro de 2011.  O saldo das transações correntes do país (balança comercial e balança de serviços) foi reduzido graças ao colapso na taxa de crescimento das exportações.

A consequência do "cepo" é que o governo, por meio do Banco Central, paga aos exportadores somente 63% do valor de seus produtos vendidos para o exterior.  Se um exportador argentino vender um produto que custa US$ 100, o Banco Central argentino irá lhe pagar somente 954 pesos quando ele for trocar os dólares por pesos.  No entanto, se o Banco Central respeitasse o preço de mercado do dólar, ele deveria pagar ao exportador 1.512 pesos.  Logo, não deveria ser nada surpreendente que os exportadores estejam sendo profundamente afetados pelo "cepo".

[N. do E: Outra consequência do controle de capitais, da falta de conversibilidade da moeda e das restrições às importações é a escassez de produtos básicos.  No início do ano, chegou a faltar absorventes no país.  Saques ao comércio e a residências também se tornaram rotina no país.

Para culminar, os argentinos praticamente não mais poupam seus pesos.  Assim que eles recebem pesos, eles gastam para se livrar deles.  Segundo estimativas de 2010, mais de 50% das famílias argentinas não utilizam o sistema bancário, certamente traumatizadas pelo corralito de 2001/2002.  Elas poupam em dólares e guardam este dinheiro dentro de casa ou, quando era possível, em bancos no exterior.

Justamente para evitar essa segunda alternativa, o governo argentino fechou o cerco, dificultando ao máximo a compra de dólares.  Quem é pêgo transacionando dólares nas ruas pode ir preso.  Isso empurrou as operações literalmente para o subterrâneo.

De acordo com o The Wall Street Journal, compradores e vendedores de dólares se encontram em "cuevas" escuras, geralmente locais escondidos nos fundos dos estabelecimentos, para fazer suas transações.

O mercado de câmbio na Argentina foi para o subterrâneo.  Com o governo restringindo cada vez mais o acesso a moedas estrangeiras, os argentinos em busca de dólares, uma mercadoria cada vez mais rara, estão sendo empurrados para cuevas — operações clandestinas, realizadas nos fundos escuros de estabelecimentos, nas quais o cliente paga caro para trocar pesos por dólares.

Comprar dólares para poupar é uma atividade proibida pelo governo argentino, e as autoridades permitem a venda de apenas pequenas quantias de moeda estrangeira para viagens ao exterior.  Para obter tais divisas, os viajantes têm de enviar pela internet um pedido à Receita Federal dias antes de sair do país, e eles normalmente recebem autorização para comprar uma quantia muito menor do que pediram.

As empresas têm de ter aprovação do governo para importar equipamentos e materiais à taxa de câmbio oficial, mais barata.  A Receita Federal trabalha com cachorros nos postos alfandegários para farejar pessoas que estejam viajando com dólares escondidos e não-declarados.]

Na Argentina, quem tem dólares quer pagar por bens e serviços em pesos.  Mas só se conseguirem converter dólares em pesos ao câmbio de mercado negro.  Caso contrário, será melhor pagar em dólares, mas só se o comerciante estiver disposto a aceitar converter seus preços em dólares à taxa de livre mercado.  Normalmente, chega-se a um valor de meio termo.  Ou seja, a Argentina está praticamente em um estado de escambo.

Tudo o que foi dito acima contribui para que os empreendedores argentinos tenham um escasso acesso a empréstimos privados em relação a outros países.  A tabela abaixo mostra o total de crédito disponibilizado, tanto por fontes domésticas quanto estrangeiras, a alguns países:

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Por último, o caudilhismo e a hegemonía foram as características distintivas tanto do governo de Néstor Kirchner quanto do de sua mulher e sucessora, Cristina Fernández.

Diante de tudo isso, e considerando-se que o fantasma da continuidade era um fato consumado, os argentinos já se preparavam para enfrentar mais 4 anos do mesmo.  Isto é, mais 4 anos de decadência — já que, como dizia Albert Einstein, não se pode esperar resultados diferentes se você sempre tenta fazer o mesmo.

No entanto, algo ocorreu nas eleições de 25 de outubro.  Apesar de que o primeiro lugar ficou, como esperado, com um aliado dos Kirchner — o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli —, é fato que a pequena vantagem de 2,5 pontos percentuais sobre o candidato da oposição, Mauricio Macri, bem como a derrota de Aníbal Fernández (outro escudeiro dos Kirchner) na província de Buenos Aires, deixaram um sabor amargo no kirchnerismo e um sabor doce para todos os que se opõem a este governo.

Os mercados festejaram o resultado, antecipando uma mais possível vitória do candidato do Cambiemos.  Já na segunda-feira, a bolsa MERVAL subiu 4,4%, sendo que algumas ações chegaram a subir 15%.  O dólar "blue" caiu 25 centavos em um único dia.

O risco-país também vem apresentando uma forte queda.

eurofia-de-los-mercadis.png

Há hoje, na Argentina, uma grande mudança de expectativas em relação ao futuro.  Embora nenhum candidato tenha exposto muitas propostas concretas na campanha, ainda permanece a ideia de que um governo da oposição poderia ao menos reduzir a inflação, liberar o mercado de câmbio, abrir a economia ao mundo e acabar com o ataque sistêmico às liberdades individuais dos argentinos.

Depois de 12 anos de desmesurado populismo e cleptocracia, a Argentina poderia estar na iminência de ser um país normal.  No entanto, o caminho não será fácil e os argentinos não podem partir do princípio de que a mudança de expectativas, por si só, fará todo o trabalho.

É necessário reverter várias medidas populistas adotadas, e tal reversão nunca é indolor.  Adicionalmente, será necessário manejar com muita convicção e capacidade a pesada herança da economia K.  Os argentinos não terão vida fácil a partir de 10 de dezembro; no entanto, desde já, a possibilidade de um fim da dinastia K já é motivo para entusiasmo.



autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Mohamed Attcka Todomundo  09/11/2015 13:09
    "Pode a Argentina voltar a ser um país normal?"

    ñ, pq o puteiro q a argentina virou é a decorrencia natural de todos os estados. uns vao + depressa ladeira a baixo pela desvirtude e ignorancia de sua pupolação. outros + devagar pela resistencia da gente aos descalabros do progressismo, ateismo, relativismo e democracia.

    os EUA inglaterra japão suecia ou frança tb vão se tornar a argentina. tb ñ podem voltar a ser paises normais, salvo tornem-se um monte de ordens naturais, como o HHH definiu. se cada condado desses lugares virasse uma republiqueta, principado ou condominio, ai sim, voltam a ser lugares normais
  • Fernando R Sousa  09/11/2015 17:08
    Ateismo? a não crença em deus agora é motivo para justificar as besteiras que religiosos ficam orando e o deus governo faz? ao menos os religiosos normais são solenemente ignorados....


    Um dia ainda vai perceber que religiosos de divindades são iguais aos estatistas, pessoas que pedem a uma entidade "superior" para uma solução em suas vidas cotidianas e não querem assumir nenhuma responsabilidade...
  • Rhyan  10/11/2015 05:34
    Brasil e vários países africanos têm baixíssimo índice de ateísmo, logo, esses países estão tranquilos.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/11/2015 12:46
    ateismo sim, e especialmente. as doutrinas economicas e sociais erradas do socialismo e progressismo ñ teriam a repercussão q tem s/ a erosao lenta, mas gradual e inssessante, dos valores religiosos e morais tradicionais.

    pq?! ñ é obivio p/ vcs?!...
  • anônimo  09/11/2015 13:22
    Não, não pode. Cedo ou tarde os populistas sempre voltam e quebram o país. Não há solução, vamos ser sempre carregados pelos países do primeiro mundo.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/11/2015 12:49
    so ate eles proprios virarem uma argentina. espanha portugal e italia q o digam
  • Dólar a R$2,41, agradeça a Cristina  09/11/2015 13:22
    Dicas de como se beneficiar disso: comprar em free shops da argentina que aceitam pesos na taxa oficial (acho que são obrigados a isso).

    Comprando pesos nas casas de câmbio brasileiras você consegue mais ou menos 4:1 de reais para pesos, o que está em linha com a cotação do dólar paralelo (blue). Isso possivelmente acontece pela alta quantidade de argentinos trocando pesos por dólar no Brasil, pois aqui não temos os mesmos controles. E nos free shops é aceito o peso físico para pagar dólar na cotação oficial. Eu paguei 9,65 pesos por dólar. Isso significa um dólar implícito de R$2,41, bem melhor que comprar no cartão de crédito, reais físicos ou dólares físicos.

    O preço em dólar dos produtos talvez não seja tão bom, mas com esse desconto na cotação passa a valer a pena. Mas tudo depende do produto, algumas coisas podem estar cara demais até em dólar.

    Fiz isso em Puerto Iguazu (Foz), valia mais a pena que comprar no PY.

    Certamente tem outras distorções do tipo que podem ser aproveitadas. Agradeçam o kirchnerismo...
  • Lino Bordin  10/11/2015 00:37
    Em qual agência/corretora achou um câmbio de R$ 4 para AR$ 1?

    Porque olha só... Você conseguiria vender uns dólares a R$ 3,78 (hoje, 10/11/2015) e comprar AR$ com os R$ trocados por uma cotação (muito boa, diga-se de passagem) de 0,35.

    Falando em forma prática:

    Se você tiver uns US$ 1.000 (ou R$ 3.780), você consegue (no Brasil) uns AR$ 10.800.

    Já se você for, por exemplo, pro Paraguai, a cotação lá está a seguinte (a cotação está em guaranis):

    Troca os R$ 3.780 por guaranis. O que daria uns G. 5.443.200, e estes por AR$, obtendo assim (quase) AR$ 14.000

    Com os mesmos US$ 1.000 dólares, você consegue uma diferença maior que AR$ 3.000

    Resumindo, não tá valendo muito a pena trocar os R$ por AR$ aqui no Brasil. Quem tem a oportunidade de ir pro Paraguai e trocar lá está compensando.

    Fonte:
    www.melhorcambio.com/ (para cotações no Brasil)
    www.cambiosalberdi.com/ (para cotações no Paraguai)
  • Diego Monteiro  09/11/2015 13:32
    Difícil. O Peronismo incrustou por lá feito doença ruim.
  • Tullius Cicero  09/11/2015 13:34
    Olha a invenção da mídia-opressora-fascista-burguesa:

    "09/11 - Focus - Banco Central: economistas esperam retração do PIB de 3,10% este ano e de 1,90% ano que vem.

    De acordo com o documento divulgado hoje pelo BC, a mediana das previsões do mercado financeiro para o IPCA de 2015 subiu de 9,91%, para 9,99%."

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4391814/focus-economistas-esperam-retracao-pib-este-ano-ano-que-vem
  • Vinicius  09/11/2015 13:37
    Nessa toada recessão de 2016 poderá até ser igual a de 2015. Inflação idem.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/11/2015 13:10
    oq + me preocupa sao os indicadores q expressam clarissima deterioraçao da estrutura de capital. a capacidade produtiva esta estiorando-se.

    ta atingindo inclusive o agronegocio. tenho visto clientes meus e de colegas se queixando q ta dificil importar parte dos insumos de q necessitam
  • RR  09/11/2015 15:22
    O destino do Brasil até 2018, se realmente nada for feito!
  • Libertário "sem fronteiras"  09/11/2015 15:44
    [Quote] - Dólar a R$2,41, agradeça a Cristina 09/11/2015 13:22:35

    Dicas de como se beneficiar disso: comprar em free shops da argentina que aceitam pesos na taxa oficial (acho que são obrigados a isso).[Quote/]


    Não faça isso, temos que boicotar países que agem dessa forma protecionista como China, Argentina e Brasil. (Não compre nada produzido nesses países, se voce quer um mundo mais livre e justo "não tire vantagem do problema e dor das pessoas desses países, seguindo o comportamento típico brasileiro - a lei de Gerson" apenas ajude, boicotando!)
  • anônimo  09/11/2015 16:26
    Falei isso no texto de ontem e repito: Brasil, Argentina e Venezuela necessitam de muito populismo. Só assim, talvez um dia, quando estiverem em plena penúria, possam rever alguns pensamentos.

    É porque agora acabou o campeonato argentino, mas ao ler o chat lá no canal Futbol Para Todos, não é difícil achar vários fanáticos agradecendo a bruxa que está na capa do artigo(junto a outra bruxa) e toda dinastia ''K'' pelo futebol ''de graça'' e que a solução é votar no Scioli pra continuar o trabalho.

    Domingo e Eva Perón''o pai dos pobres'' e a ''mãe dos pobres'' dão nome aos estádios do Racing e do Sarmiento respectivamente.

    O populismo ferve nas veias por aquelas bandas(não que aqui seja diferente).
  • Andre  11/11/2015 11:21
    "Falei isso no texto de ontem e repito: Brasil, Argentina e Venezuela necessitam de muito populismo. Só assim, talvez um dia, quando estiverem em plena penúria, possam rever alguns pensamentos.".

    Acho que nem assim...

  • Constatação  09/11/2015 17:19
    A credibilidade dos políticos refletindo na credibilidade da moeda?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  09/11/2015 19:15
    Por que não focar nos problemas brasileiros causados diretamente pelo estado?
  • Constatacao  09/11/2015 20:12
    Maus exemplos de fora têm validade didática.
  • Rennan Alves  09/11/2015 20:20
    Porque já existem dezenas de artigos neste site que já abordam os mais variados problemas brasileiros.
  • anônimo  09/11/2015 22:42
    O que acham do curso de ciências econômicas e dos economistas da Unicamp? É possível sair um economista sensato de lá?
  • sinônimo  10/11/2015 00:01
    Se um dia sair, será o primeiro.
  • Anon  10/11/2015 00:44
    Até na Sibéria nasce flor. Mas eu não vou apostar dinheiro nisso. Já vi alunos de lá falando que o plano Sarney foi "genial" e apenas comprometido pela burrice dele (?).
  • Wesley  10/11/2015 04:16
    Fico impressionado com os latino americanos. É um povo ruim, que carece de qualquer princípio. O populismo existe em maior ou menor grau em todos os países, mas na América Latina parece que é o único tipo de política que existe. No Brasil tivemos o populista do Vargas, os militares também foram populistas, apesar de serem autoritários, e o populismo do PT agora prevalece. É impressionante. Na Europa ocidental, com exceção da Grécia não se vêm isso. Na América do norte idem. Parece que os latino americanos adoram um populismo.
  • Quagmire  17/11/2015 21:32
    Na Europa e nos EUA não existe populismo?
    Estude com mais humildade, já que o que não falta por lá é populismo.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2224

    E vais achar muitos outros artigos aqui no Von Mises falando do populismo do EUA e da Europa, é só procurar. Não estou com vontade de fazer isso por você.
  • Refugiado do socialismo  10/11/2015 11:06
    Nacionalismo gera esses problemas. Esse nacionalismo é coisa de gente frouxa e irresponsável.

    Enquanto os países bolivarianos ficarem com esse nacionalismo, vai ter inflação, bolsas para ajudar pobres que eles mesmos criaram, crédito escasso, falta de produtos de qualidade, etc.

    Não adianta se esconder ou tentar fazer guerra cambial. Quem não reconhecer que a globalização é importante, vai acabar exportando apenas plantas, sementes e pó de ferro.

    As pessoas não entenderam que a pobreza só acaba com choque de oferta, fornecendo produtos bons e baratos, sem inflação, com moeda valorizadoa, com crédito barato, com facilidade para empreender, etc. Protecionismo é o combustível das crises.

    Esse nacionalismo bolivariano é um lixo. Esses países não querem crescer. É sempre o mesmo parasitismo.

  • Refugiado do socialismo  10/11/2015 11:16
    Esses nacionalistas são fracos. Os investimentos em infraestrutura para exportar matérias-primas só dá prejuízo. Como o país pode pagar as contas exportando à 1 dólar o quilo ? Quantos trilhões de quilos teremos que exportar para fazer uma infraestrutura razoável ?

    Um porto custa um milhão de toneladas de produtos exportados no Brasil. Ou seja, exportar matéria-prima com esse preço de commoditie é prejuízo na certa.
  • Anarquista  10/11/2015 11:30
    O salário mínimo na Argentina é de 300 dólares. No Brasil está 205 dólares.

    O bolivarianismo inflacionário só está reduzindo o poder de compra da população. Cada vez que a moeda é desvalorizada, é menos comida no prato do pobre.

    A Dilma tirou a comida do prato dos pobres. Essa recessào, desvalorização da moeda e juros altos, tirou a comida do prato dos pobres.
  • Felipe Lange S. B. Santos  10/11/2015 12:04
    Os argentinos deveriam conhecer o bitcoin. É impossível para o governo controlar uma moeda peer-to-peer, criptografada e descentralizada.
  • jackson  10/11/2015 17:54
    vai duvidando. do jeito que essa turma é maluca, vão dar uma de Coreia do Norte e impedir a população de ter internet.
  • Adelson Paulo  10/11/2015 14:18
    A Argentina deve ser profundamente estudada e analisada, como um exemplo contundente de fracasso econômico.
    A Argentina é um dos melhores exemplos de quanto o populismo personalista e centralizador, envernizado por um nacionalismo tacanho e uma adoração ao Estado Provedor, pode ser nocivo ao desenvolvimento de uma nação. Um país riquíssimo em recursos naturais e com uma população culta e educada, mas vivendo em constantes solavancos políticos e econômicos, sofrendo humilhações internacionais, sem conseguir elevar seu padrão de desenvolvimento social e econômico.
    A tragédia argentina é agravada pela excessiva centralização do poder político em Buenos Aires, onde o grupo que controla a governo federal dispõe de uma imensa capacidade de cooptação, inclusive no meio empresarial, dificultando a articulação da sociedade civil e de uma oposição consistente. O kirschnerismo atuou ainda agressivamente para solapar a liberdade de imprensa e eliminar os meios de comunicação independentes do governo.
    Esta decadência da Argentina é ainda mais gritante quando se compara ao Chile, um país com uma disponibilidade muito mais escassa de recursos naturais (praticamente apenas cobre), uma geografia adversa e menos da metade da população argentina, mas que ostenta hoje os melhores indicadores sociais e econômicos da América Latina.
    Uma esperança surge agora com a possibilidade da eleição de Macri. Mas um novo governo não terá vida fácil, enfrentando a oposição peronista nacionalista, que sempre irá bradar que estão "vendendo as riquezas do país".
  • Vinicius  10/11/2015 18:03
    Para boas risadas:

    www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/4395106/economista-explica-falta-papel-higienico-confusa-venezuela
  • jackson  10/11/2015 18:23
    Portugal indo pro buraco. doi as vistas de ler a materia! esquerda e socialismo ganhando força na boa terra

    exame.abril.com.br/mundo/noticias/aprovada-mocao-governo-de-passos-coelho-cai-em-portugal
  • Haroldo Roldo  10/11/2015 19:08
    Meu, que zona!

    "O presidente tem agora que escolher entre encarregar à esquerda a formação de governo, manter o atual interino até a realização de novas eleições - não antes de junho de 2016 - ou formar um Executivo "de iniciativa presidencial" com pessoas independentes."

    Não é à toa que ninguém mais vota na Europa. Ninguém entende como é que essa porcaria funciona. Por que sair de casa para votar se, duas semanas depois, o governo eleito pode ser facilmente derrubado por 123 pessoas?

    Chega a ser um milagre que algum governo consiga fazer alguma reforma na Europa.
  • Enrico  10/11/2015 20:20
    O governo Passos/Portas até que foi, para padrões brasileiros, aceitável. Em Portugal (e qualquer país europeu, com exceção da Suíça), o governo (ministros e afins) precisam ter aprovação tanto do chefe de estado (rei ou presidente), quanto do parlamento.

    Em 2011, a coligação PSD/CDS conseguiu maioria na Assembleia e formou um governo de centro, que buscou cortar gastos sem grandes impactos. O populismo não deixou. E o primeiro-ministro se viu num escândalo ridículo por ter sido provado que ele, juntamente com algumas dezenas de milhares de portugueses, nunca contribuiu para a previdência. O ex-primeiro-ministro encontra-se preso, mas como é de esquerda, não passa de perseguição política.

    Agora, a coligação não é mais maioria e os partidos de esquerda (PS, BE e PCP) votaram pela queda dos ministros. Como o presidente Cavaco é do PSD, não se sabe como será o governo, já que há um claro atrito entre o chefe de estado e o parlamento. Ano que vem há eleições presidenciais e, caso os socialistas ganhem, Portugal será vermelho provavelmente até 2021.

    A esquerda sempre foi forte em Portugal, até mais do que no Brasil. Triste.
  • Gabriel cardoso  11/11/2015 14:08
    BITCOIN A UNICA SAIDA DISSO.
  • Edujatahy  11/11/2015 17:37
    Não de acordo com a Carta Capital...
    www.cartacapital.com.br/blogs/antonio-luiz/bitcoin-a-telexfree-dos-ricos-cultos-e-descolados-3305.html
  • anônimo  12/11/2015 14:21
    Então esse é um bom sinal.
    Cartal capital = mídia chapa branca do PT
  • Emerson Luis  23/03/2016 10:27

    "É necessário reverter várias medidas populistas adotadas, e tal reversão nunca é indolor."

    Mas quanto mais se adia, pior fica.

    Socialismo é um "pacto com o Diabo" (literal ou figurativamente, vocês decidem).

    * * *
  • Wesley  29/10/2019 02:07
    Resposta: Não, por causa dos próprios argentinos burros.


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