clube   |   doar   |   idiomas
O lento suicídio do Império Romano - gastos crescentes, assistencialismo, privilégios e inflação
Se acontece até mesmo com poderosos impérios, por que não pode acontecer com simples nações?

Muito antes de pacotes governamentais de socorro a empresas, programas assistencialistas e inflação monetária se tornarem uma rotina, os romanos já haviam vivenciado esquemas semelhantes. Há mais de 2.000 anos.

Naquela época, o governo romano socorreu instituições falidas, perdoou dívidas, gastou enormes quantias em programas assistencialistas e incorreu em uma grande inflação monetária.

E o resultado não foi bonito.

Naquela época, assim como hoje, os políticos romanos escolheram, segundo critérios próprios, quem seria socorrido e quem seria esquecido, quem seriam os "ganhadores" e quem seriam os "perdedores".  Obviamente, os "ganhadores" foram aqueles que usufruíam boas conexões políticas — uma prática que hoje está no cerne do nosso arranjo político-econômico.

Como já observaram vários pesquisadores da época, tais esquemas baseados em "tirar de Pedro para dar a Paulo" foram cruciais para a falência da sociedade romana.  Para mantê-los, o estado teve de recorrer a intervenções cada vez mais destrutivas. "Roma não foi construída em um dia", como diria o velho ditado — e seria igualmente necessário um bom tempo para destruí-la.  Quando a república se transformou em um despotismo imperial, os imperadores tentaram controlar toda a economia.

Perdoar dívidas na Roma antiga, embora fosse uma questão controversa, foi um ato que se repetiu diversas vezes. Um dos primeiros reformadores populistas romanos, o tribuno Licínio Stolo, aprovou uma lei, em 367 a.C, uma época de instabilidade econômica, que essencialmente declarava uma moratória sobre a dívida. A lei permitia aos devedores não mais pagarem os juros sobre principal caso o restante da dívida fosse pago dentro de um período de três anos.

Já em 352 a.C., a situação financeira de Roma continuava complicada, e o Tesouro resolveu arcar com inúmeras dívidas privadas que haviam sido caloteadas.  À época,  supunha-se que os devedores eventualmente reembolsariam o estado. E se você acredita que isso aconteceu, então você provavelmente deve pensar que emprestar para o atual governo grego é um investimento seguro.

Para se ter uma ideia, em 357 a.C., a maior taxa de juros permitida para empréstimos era de, aproximadamente, 8%. Dez anos depois, tal taxa foi considerada alta demais, e os administradores romanos reduziram o teto para 4%.  Em 342 a.C., tais as reduções sucessivas aparentemente não foram capazes de acalmar os devedores ou de satisfatoriamente atenuar as tensões econômicas.  Consequentemente, o governo teve a brilhante ideia de simplesmente abolir os juros.

O que houve então?  O óbvio: várias pessoas passaram a não mais emprestar dinheiro.  Tal situação perdurou até que essa lei que proibia juros simplesmente passou a ser ignorada.

Em 133 a.C., o então ambicioso e promissor político Tibério Graco decidiu que as medidas de Licínio ainda não eram suficientes.  Ato contínuo, Tibério aprovou uma lei que concedia grandes extensões de terras cultiváveis do estado para os pobres. Adicionalmente, o governo financiou a construção de novas moradias e a compra de ferramentas para essas pessoas. Estima-se que 75.000 famílias receberam terras totalmente grátis devido a essa legislação. Esse foi um programa governamental que forneceu, "gratuitamente", terra, moradia e até mesmo oportunidades de negócio, tudo financiado ou pelos pagadores de impostos ou pela pilhagem de nações recém-conquistadas.

Entretanto, tão logo foi permitido, muitos colonos ingratos venderam suas terras e retornaram à cidade. Mas Tibério não viveu para testemunhar esses beneficiários rejeitarem a generosidade de Roma, pois um grupo de senadores o assassinou em 133 a.C.  Só que seu irmão mais novo, Caio Graco, assumiu seu manto populista e aprofundou suas reformas.

Enquanto ainda era vivo, Tibério também aprovou o primeiro programa de alimentação subsidiada de Roma, o qual oferecia cereais a preços baixos para muitos cidadãos. Inicialmente, aqueles romanos que ainda se apegavam a ideais como auto-suficiência e independência ficaram estarrecidos com esse conceito de assistencialismo compulsório; no entanto, não demorou muito para que dezenas de milhares estivessem recebendo os cereais subsidiados, e não somente os necessitados. Qualquer cidadão romano que ficasse nas filas do posto de coleta de cereais tinha o direito à assistência estatal. Um cônsul rico chamado Lúcio Calpúrnio Pisão Frugi, que se opunha a esse programa, foi visto na fila. Ele alegou que, dado que era a sua riqueza que estava compulsoriamente financiando aquilo tudo, então ele pretendia obter sua fatia.

Já por volta de 300 d.C., esse programa já havia sido modificado diversas vezes. O cereal que até então era apenas subsidiado passou a ser totalmente gratuito; e, no auge, um terço de Roma já era contemplado pelo programa, o qual se tornou um privilégio hereditário, passado de pai para filho. Outros gêneros alimentícios, incluindo azeite de oliva, carne de porco e sal, foram continuamente adicionados ao programa. Este cresceu até se tornar o segundo maior gasto do orçamento imperial, atrás somente dos gastos militares.  O que havia começado como um programa assistencialista provisório se transformou, como muitos outros programas governamentais, em uma forma permanente de assistencialismo voltado para um eleitorado que considerava isso um direito adquirido.

Voltando a 88 a.C., Roma ainda estava se recuperando da Guerra Social, um debilitante conflito com seus antigos aliados na península italiana. Um dos generais vitoriosos foi Lucio Cornélio Sula, que no final do mesmo ano tornou-se Cônsul (a posição política mais importante nos dias da república) e depois, Ditador.

Para amenizar a catástrofe econômica, Sula decretou que até 10% das dívidas de cada cidadão deveriam ser canceladas, o que colocou os credores em uma posição difícil. Ele também restaurou e reforçou a lei que decretava que uma taxa máxima de juros sobre empréstimos, provavelmente similar à lei de 357 a.C. A crise foi piorando continuamente, e, para "resolver de uma vez a situação", em 86 a.C., outra lei que cancelava nada menos que 75% das dívidas privadas foi aprovada — sob o consulado de Lúcio Cornélio Cina e Mario Caio.

Menos de duas décadas após Sula (que morreu em 78 a.C.), Lúcio Sérgio Catilina, o infame populista radical e inimigo de Cícero, candidatou-se ao consulado com uma plataforma política de cancelamento total das dívidas. De alguma forma, ele foi derrotado, provavelmente pela oposição formada por banqueiros e por cidadãos romanos que já haviam quitado suas dívidas. Sua vida terminou logo depois em uma fracassada tentativa de golpe.

Em 60 a.C., o patrício Júlio César, uma estrela em ascensão, foi eleito cônsul, e continuou as políticas de vários de seus predecessores populistas, mas agora com algumas inovações pessoais. E, mais uma vez, Roma estava em meio a uma crise.

Neste período, alguns entes privados se dispuseram a cobrar os impostos para o estado, em uma espécie de terceirização. Tais entes participavam de licitações para ganhar os contratos.  Nessas licitações, estipulavam-se os valores totais a serem coletados.  Tudo o que ultrapassasse esse valor ficava como lucro para os contratantes.  Só que, em 59 a.C, essa indústria estava no limiar do colapso.  Não havia tido sucesso em suas coletas de impostos e, consequentemente, devia ao estado os valores prometidos. Ato contínuo, César perdoou praticamente 1/3 de suas dívidas para com o estado.  Isso afetou severamente o orçamento do governo romano e possivelmente os próprios pagadores de impostos (que tiveram seus impostos elevados para compensar essa escassez de receitas).  O fato de Cesar e seu comparsa Marco Licínio Crasso terem investido pesadamente neste setor do mercado certamente explica essa sua medida.

Em 33 d.C., meio século depois do colapso da república, o imperador Tibério enfrentou uma corrida aos bancos.  Ele reagiu a isso com um grande pacote de socorro aos bancos por meio de empréstimos livres a juros zero na tentativa de estabilizar o mercado. Oitenta anos depois, o imperador Adriano unilateralmente perdoou 225 milhões de dinares em impostos atrasados, o que gerou um grande ressentimento entre as pessoas que já haviam dolorosamente se esforçado para pagar seus tributos por completo.

O sistema monetário

A integridade do sistema monetário romano permaneceu relativamente intacta até o reinado do Imperador Nero (54-68 d.C.).  Nero é mais conhecido por ter assassinado a própria mãe, por preferir as artes à administração civil, e por perseguir os cristãos.  Mas ele também foi o primeiro a depreciar o padrão monetário que havia sido estabelecido por Augusto (27 a.C. - 14 d.C.), o primeiro imperador de Roma.

Já em 64 d.C., Nero exauriu os cofres romanos por causa do Grande Incêndio de Roma e também por causa de sua predileção pela gastança depravada (a qual construiu um espalhafatoso palácio).

Nero recorreu à inflação monetária para financiar o império, inicialmente reduzindo o teor de prata do denário, de 98% para 93%, o que permitiu que mais moedas fossem fabricadas com um mesmo volume de prata.  Essa foi a primeira depreciação dessa magnitude em mais de 250 anos.  Isso gerou uma relativamente alta inflação de preços e temporariamente abalou a confiança dos cidadãos romanos.

Após Nero, vários sucessivos imperadores continuamente reduziram o teor de prata do denário.  A pior desvalorização ocorreu sob o imperador-filósofo Marco Aurélio (que reinou de 161 a 180 d.C.), que desvalorizou o denário para um teor de 79% de prata com o intuito de financiar suas constantes guerras e seus contínuos aumentos de gastos.

Esse era, até então, o mais impuro padrão monetário criado para o denário em toda a história romana.  Mas as coisas ainda iriam piorar.

O filho de Marco Aurélio, Lucio Aurélio Cómodo (que reinou de 177 a 192 d.C.), que gostava de se apresentar como Gladiador no Coliseu, também foi, assim como o pai, um adepto da gastança desmesurada.  Seguindo os mesmos passos dos seus antecessores, ele reduziu o teor de prata do denário para apenas 74%.

A cada desvalorização da moeda os preços eram pressionados para cima, e isso foi gradualmente diminuindo a confiança do povo no sistema monetário romano.  O aviltamento da moeda e a subsequente expansão da oferta monetária forneciam, no curto prazo, um alívio para as finanças do estado, mas isso durava apenas até o momento em que os mercadores, os legionários e as forças de mercado se dessem conta do que havia acontecido. 

Sob o Imperador Septímio Severo (que reinou de 193 a 211 d.C.), um número crescente de soldados começou a exigir que suas bonificações fossem pagas em ouro ou em mercadorias, para escapar da corrosão do poder de compra do denário.  O filho de Severo, Caracala (que reinou de 198-217) — embora seja mais lembrado por seus sanguinolentos massacres, pelo assassinato do seu irmão, e por ter sido assassinado enquanto urinava —, aprofundou a política de desvalorização da moeda até reduzir o teor de prata do denário para 50%.  Tudo isso para financiar a máquina de guerra romana e suas construções megalomaníacas.

Outros imperadores, como Pertinax e Macrino, tentaram retornar Roma a um sistema monetário mais sólido aumentando o teor de prata do denário e fazendo algumas reformas no sistema.  Porém, sempre que um imperador fortalecia o denário, um rival conseguia conquistar a lealdade do exército, destruindo todo o progresso feito e frequentemente assumindo o trono. 

Com o tempo, o denário de prata foi abandonado, e o mais jovem imperador de Roma, Gordiano III (238 - 244 d.C.), substituiu o denário pelo seu concorrente, o antoniniano.

No entanto, já no reinado do Imperador Cláudio II (que reinou de 268 a 270 d.C.), que é lembrado por suas proezas militares e por ter quebrado os dentes de um cavalo com um murro, o antoniniano foi reduzido a uma levíssima moeda que continha apenas 2% de prata.  O antoniniano acabou sendo substituído pelo aurelianiano, e este acabou sendo substituído pelo nummo.  Já em 341 d.C., o Imperador Constante I (que reinou de 337 a 350 d.C.) diminuiu o nummo para apenas 0,4% de prata. 

O sistema monetário romano já estava em frangalhos e a inflação de preços já havia saído completamente do controle há muitas gerações.

Nesse ínterim, os gastos continuavam aumentando

No início do segundo século d.C., o imperador Trajano conquistou a Dácia (atual Romênia), lotando os cofres do estado romano com os esbulhos. Ao ver essa bonança, não tardou o lançamento de um novo programa social, o alimenta, o qual competia com instituições bancárias privadas ao oferecer empréstimos a juros baixos para proprietários de terras e utilizava os juros para beneficiar crianças desprivilegiadas. Os sucessores de Trajano deram continuidade a esse programa até que a supracitada desvalorização do denário colaborasse para a extinção do alimenta.

Em 301 d.C., enquanto o imperador Diocleciano estava reestruturando o governo, o exército e a economia, ele baixou o famoso Édito Máximo, que impunha um congelamento de preços. Ele estipulou um teto de preços para carnes, cereais, ovos, roupas e outros bens, e instituiu a pena de morte para qualquer um que vendesse seus artigos a um preço maior do que o estabelecido. 

Roma havia se tornado um estado totalitário que colocava a culpa dos problemas econômicos sob as costas de supostos aproveitadores egoístas.

O resultado, como não poderia deixar de ser, foi que as pessoas simplesmente pararam de colocar seus bens à venda no mercado, dado que elas não mais poderiam obter um preço sensato por eles.  Comerciantes estocaram seus bens, recusando-se a vendê-los pelo preço imposto pelo governo.  Outros estocaram simplesmente para não correr o risco de serem erroneamente acusados de estarem vendendo a preços acima do determinado, ficando assim sujeitos a execuções.  Os trabalhadores reagiram ao congelamento de salários desaparecendo do expediente ou simplesmente ficando sentados, sem fazer nada. 

Isso aumentou acentuadamente a escassez.

Após a morte de várias pessoas, os romanos simplesmente passaram a ignorar esse decreto, até que a lei foi finalmente revogada.

Colossais programas assistencialistas também se tornaram a norma na Roma antiga. No seu auge, a maior despesa do estado era com um exército de 300.000 a 600.000 legionários. Os soldados perceberam seu papel e importância dentro da política romana, e consequentemente suas exigências aumentaram. Eles passaram a exigir programas de aposentadoria exorbitantes na forma de hectares de terras cultiváveis e de grandes bonificações em ouro equivalentes ao somatório de mais de uma década de seu salário. Eles também exigiam bonificações consideráveis e periódicas apenas para controlar as revoltas.

Ao final, em um período de aproximadamente 370 anos, o denário e todos os seus sucessores, para financiar toda essa depravação, foram continuamente desvalorizados.  Uma moeda que começou com um teor de prata de 98% terminou com um teor de prata menor que 1%. 

Os maciços programas de gastos do governo, todos eles feitos com o intuito de "ajudar" os romanos, acabaram por impor um terrível fardo sobre seus cidadãos.

Conclusão

A experiência romana nos ensina lições importantes. Como comenta Howard Kershner, um economista do século XX:

Quando um povo até então independente confere ao seu governo o poder de tirar de uns e dar a outros, o processo não cessará até a última gota de sangue do último pagador de impostos ser sugada.

Colocar a sua vida nas mãos de políticos corruptos compromete não somente sua independência pessoal, mas também a integridade financeira da sociedade. Uma vez iniciado, é difícil impedir o crescimento do estado. E, normalmente, as coisas não acabam bem.

Completamente debilitada, Roma, o outrora poderoso, temível e invencível Império, quedou-se perante seus invasores bárbaros em 476 d.C. 

Mas o fato é que até hoje não sabemos quem eram os verdadeiros bárbaros: os invasores ou o povo romano que apoiava o estado e os políticos que debilitaram a economia ao ponto de o Império Romano cair como uma manga madura

Talvez os reais bárbaros eram os próprios romanos que haviam efetivamente cometido um suicídio econômico em câmera lenta.


5 votos

autor

Lawrence W. Reed e Marc Hyden


Lawrence W. Reed é o presidente da Foundation for Economic Education.

Marc Hyden é historiador romano e ativista político.


  • mauricio barbosa  29/09/2015 14:58
    Os livros didáticos do estado não abordam essas questões com a profundidade e riqueza de detalhes por motivos óbvios (complexidade do assunto, tempo escasso e desqualificação dos professores), mas principalmente pelo desinteresse que os governantes têm de os alunos aprenderem o quão nefasto é a entidade estatal ao longo da história. E para quem duvida da história, basta pesquisar as fontes, pois tudo isto que está relatado no artigo está documentado.
  • Ricardo Mitrano  29/09/2015 15:54
    Senti falta das referências bilbiográficas....
  • Auxiliar  29/09/2015 16:36
    Sabe aquelas palavras em azul? Elas se chamam hyperlinks. Se você clicar nelas, você será levado às fontes.

    Mas vou facilitar o serviço pra você:

    www.amazon.com/Twelve-Caesars-Dramatic-Lives-Emperors/dp/1250049121/ref=sr_1_3?s=books&ie=UTF8&qid=1432220718&sr=1-3&keywords=www.tmatthew+dennison

    www.amazon.com/Antonines-Roman-Empire-Transition/dp/0415138140/ref=sr_1_3?s=books&ie=UTF8&qid=1432220941&sr=1-3&keywords=michael+grant+antonines

    www.amazon.com/Severans-Changed-Roman-Empire/dp/0415127726/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1432221146&sr=1-1&keywords=michael+grant+severans

    www.amazon.com/Diocletian-Roman-Recovery-Imperial-Biographies/dp/0415918278/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1432221262&sr=1-1&keywords=diocletian+and+the+roman+recovery

    www.amazon.com/Life-Times-Constantine-Great/dp/1419660411/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1432221594&sr=1-1&keywords=life+and+times+constantine+the+great

    www.ecampus.com/fall-roman-empire-new-history-rome/bk/9780195325416

    www.amazon.com/New-Deal-Old-Rome-Government-ebook/dp/B004VTHM2A/?tag=foundationforeco

    www.amazon.com/Rome-Jerusalem-Clash-Ancient-Civilizations-ebook/dp/B000WJOVW2?tag=foundationforeco

    www.amazon.com/Collapse-Rome-Marius-Sulla-First-ebook/dp/B00ONZQ624?tag=foundationforeco

    www.amazon.com/Sulla-Last-Republican-Arthur-Keaveney-ebook/dp/B000OT7UL4?tag=foundationforeco

    object.cato.org/sites/cato.org/files/serials/files/cato-journal/1994/11/cj14n2-7.pdf

    www.amazon.com/Coinage-Economy-Ancient-Society-History/dp/0801852919?foundationforeco

    www.amazon.com/Diocletian-Roman-Recovery-Stephen-Williams/dp/0416011519?foundationforeco

    www.amazon.com/Fall-Roman-Empire-History-Barbarians-ebook/dp/B000SEI0JQ?tag=foundationforeco
  • David  29/09/2015 17:12
    E o site somente posta as opiniões favoráveis ao que eles pregam, ou compartilham, ou induz.
  • Auxiliar  29/09/2015 17:38
    Do que você está falando? Todas as opiniões, desde que educadas e respeitosas, são postadas.

    Pode escolher qualquer artigo e confirmar que há todos os tipos de opinião.

    O que normalmente ocorre é que as opiniões contrárias são tão impiedosamente refutadas -- pois são fraquíssimas e sem qualquer embasamento --, que seus portadores simplesmente saem com o rabinho entre as pernas e raramente voltam para serem humilhados de novo. Também, quem mandou eles acreditarem que estavam debatendo com amadores de Facebook?
  • anônimo  29/09/2015 18:16
    O facebook do Mises chega a dar dó de tanto comentário ruim postado. Vocês auxiliares precisavam entra lá de vez em quando rs.
  • DiegoR  29/09/2015 18:25
    Você sabia que os livros de história do MEC fazem o mesmo?
  • DEDE DE TONY OLIVEIRA  29/09/2015 15:06
    Parabéns. O encadeamento é de uma lógica mister. A escola AUSTRÍACA nos apresenta tal qual como é. Não existem SUBTERFÚGIOS as leis naturais da ECONOMIA. Não existe almoço grátis. Parabéns. Que formidável.
  • Gregory Mitt   29/09/2015 15:07
    Pelo visto o populismo esta arraigado profundamente no sangue latino a mais de 2000 anos!
  • cmr  29/09/2015 15:07
    A Europa de hoje está vivendo a mesma situação de populismo e invasões bárbaras.

    A pergunta não é mais se a Europa irá colapsar, e sim quando.
    Há quem diga que em 50 anos, no máximo, a Europa será ou uma teocracia islâmica, ou uma união de republiquetas socialistas. No final dá no mesmo, pois são dois lixos de regime.
  • Anomalous  29/09/2015 19:02
    Torça para serem republiquetas socialistas. Porque assim ainda vai sobrar um pouco dos traços culturais. Caso contrário, será como o Egito onde praticamente foi destruída toda a cultura que havia ali antes do islamismo entrar.
  • Marcelio  30/09/2015 03:39
    O problema é as políticas assistencialistas de alguns países europeus que estão recebendo estrangeiros.
  • Carlos Magno   29/09/2015 15:08
    É desse período o "carpe diem": viva o hoje, porque o amanhã é incerto. Carpe diem não é uma expressão vivaz que denota alegria e saúde, mas unicamente uma mensagem de desespero civilizacional; não à toa, é o que se vê hoje na civilização ocidental secular.
  • Edu Ameruso   29/09/2015 15:08
    Opa! Quero indenização pela dívida histórica e quero vagas e cargos por sistema de cotas. Assim não dá, não pode ser, quero meus direitos de Cidadão Romano. Afinal meu "tataravô" era Italiano.
  • Amadeus Von Adler   29/09/2015 15:09
    Antes mesmo de ter a sua economia, comércio e exército sucumbidos, Estados e Nações têm como causa da sua queda a degradação moral.
  • Evo Morales  29/09/2015 18:05
    Discordo. Primeiro há a degradação econômica, a qual induz posteriormente uma degradação moral.
  • Batista  01/10/2015 15:28
    A degradação moral fez com que as pessoas aceitassem "receber sem esforço". Assim, foi desencadeada a crise economica.

    Acho que primeiro vem os valores. Quando um povo abre mão destes, é porque não são vistos como valorizados. Aí, o resto acompanha!
  • jackson  29/09/2015 15:10
    ser humano.... há milenios fazendo coisas erradas, e ainda assim repetem com insistência as mesmas coisas

    É inacreditével. será que nunca vamos aprender? (nós = população em geral)
  • Five  29/09/2015 15:38
    "será que nunca vamos aprender?"

    Sem medo de errar, a resposta é não.

    Política envolve interesses, então sempre haverá alguém querendo algo do estado.
  • Tannhauser  29/09/2015 15:29
    Se o colapso do Império Romano resultou em mil anos de miséria na Europa, como será na próxima queda?

    Imagine 7 bilhões de pessoas lutando para sobreviver mais um dia, destruindo todo o capital acumulado e recursos naturais que estiverem a seu alcance, sem divisão de trabalho, sem propriedade privada, sem capitalismo.

    Quanto tempo até saírmos da barbárie? 10 mil anos? Será que a próxima civilização que surgirá depois de tudo isso terá aprendido a lição?

    Daria uma boa série de tv, nem precisa de zumbis.
  • cmr  29/09/2015 16:24
    Me atrevo a especular que a civilização asiática, China, Japão, Coréia, Vietnã, Tailândia, etc...
    Finalmente ultrapassarão o ocidente.

    Li, não me lembro a fonte, que na China mais de 90 mil protestos estão ocorrendo todos os anos, o povo chinês está exigindo menos estado, na Tailândia também está acontecendo isso. Isso não é noticiado aqui, pois já começa pelo fato de os governos desses países tentarem abafar, e termina com a mídia ocidental não publicando. Se isso for verdade, parece que é, o oriente será próspero e o ocidente um monte de países altamente estatizados e decadentes.

  • anônimo  29/09/2015 16:34
    É a história se repetindo.

    A China já foi a civilização mais avançada do mundo, isso até a burocracia confuciana estagnar a civilização chinesa.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  29/09/2015 17:03
    Acho que não, hein.

    Tem dois períodos de notável progresso da civilização chinesa que são o séc. III e os séculos XVII/XVIII.

    Confúcio nasceu em 551 a.c.

  • Vinicius  29/09/2015 17:37
    Está enganado sobre o séc XVII e XVIII, em Riquezas das nações, Adam Smith descreve com precisão 1 capítulo inteiro sobre a estagnação de mil anos que a China se encontrava.
    contém tabelas de preços, custos de capital e o diagnóstico é preciso "generalizada baixa taxa de retorno sobre o capital empregado" vulgo lucro.
    Sobre o séc III está correto, estava em franca expansão.


  • Rodrigo Pereira Herrmann  29/09/2015 18:48
    https://books.google.com.br/books?id=RhmaCgAAQBAJ&pg=PA485&lpg=PA485&dq=the+early+qing+dynasty+stanford&source=bl&ots=wRy5NJJ1GF&sig=f_ONE-XlZfvsm7nKWQy1PtWIU48&hl=pt-BR&sa=X&ved=0CDYQ6AEwA2oVChMIhayUq_GcyAIVx4yQCh1J7gh3#v=onepage&q=the%20early%20qing%20dynasty%20stanford&f=false

    https://books.google.com.br/books?id=HaHdAAAAQBAJ&pg=PA300&lpg=PA300&dq=china+dynasty+in+17th+and+18th+centuries&source=bl&ots=f0r975LxJA&sig=7Lyhm7LUc-7dUVotH7AQq5i90YA&hl=pt-BR&sa=X&ved=0CEQQ6AEwBWoVChMIkbbU-O6cyAIVy46QCh2ulQKY#v=onepage&q=china%20dynasty%20in%2017th%20and%2018th%20centuries&f=false

    www.chinaknowledge.de/History/Qing/qing-econ.html

    https://en.wikipedia.org/wiki/Qing_dynasty

  • Ailton  29/09/2015 22:25
    Vinicius, você poderia me dizer que livro é esse do Adam Smith?
  • Vinicius  30/09/2015 00:06
    A riqueza das nações, investigação de sua natureza e suas causas. acho que capítulo VI ou X, do livro primeiro.
    Ele começa com uma análise comparativa e histórica de alguns países como a Escócia, Inglaterra, a próspera Holanda, pasme, a bárbara e atrasada Alemanha, Indias Orientais e China. Nesta ele faz uma análise mais profunda para explicar a importância do lucro, além de uma interessante aula de história de alguém que a atualidade era 1776.
  • Thiago Teixeira  30/09/2015 01:58
    Adam Smith não é da linhagem da EA mas merece respeito, não é?
  • Luciano A.  30/09/2015 19:07
    Mais ou menos:

    As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith
    mises.org.br/Article.aspx?id=688

    O mito Adam Smith
    mises.org.br/Article.aspx?id=434
  • Ailton  30/09/2015 23:40
    Brigadão parceiro, vou atrás dele agora.
    abraço
  • Arthur Gutierrez  29/09/2015 15:39
    A esquizofrenia e abusos do poder estatal cometendo os mesmos erros desde a aurora da civilização.
  • LG  29/09/2015 15:41
    Só uma adendo: Na última linha do texto, está escrito "câmAra lenta". O correto é "câmEra lenta".

    Quanto ao conteúdo, perfeito e didático, como sempre.
  • Emerson Luis  07/03/2016 10:16

    "As duas palavras existem na língua portuguesa, estão corretas e são sinônimas."

    Câmara ou Câmera

    * * *
  • Diego  29/09/2015 15:43
    Se até Roma caiu, o que dirá uma república das bananas bolivariana.
    "Mas nóis temu u présal".
    Algum governo hoje no mundo adota ou chega mais perto possível do modelo econômico da escola austríaca?
  • Evo Morales  29/09/2015 18:13
    Não sei se são os países que mais se aproximam do "modelo econômico da escola austríaca". Mas os países que mais se aproximam de uma minarquia, creio que sao Hong Kong e Singapura.
  • Vinicius  29/09/2015 16:03
    Existem 2 coisas infinitas, o universo e a estupidez humana, mas estou certo apenas de uma delas.
  • jackson  29/09/2015 20:06
    outra variante é

    a inteligencia humana tem limite. a burrice, não.
  • Rene  29/09/2015 16:28
    O que assusta é que a capacidade do estado de intervir na vida do cidadão e de inflacionar a moeda é muito maior hoje do que era naquela época. Além de ser muito mais rápido. O Leviatã será esmagado pelo próprio peso, e nós, os pobres mortais, é que estaremos debaixo dele, amortecendo sua queda, quando isso acontecer.
  • Tiago silva  29/09/2015 16:33
    Com este artigo aprendemos coisas muito importantes:a inflação de preços a consequente destruição do poder da moeda,congelamento de preços e isso há 2000 anos,ainda hoje idiotas chapados sem vergonha na cara) como mantega e dilma(sim com letra pequena,bem pequena) juram que isso funciona.

    O que se pode concluir também é que a contínua desvalorização do poder da moeda leva á desintegração económica ,social e moral.

    A contínua repressão sobre os poupadores (vide hoje em dia)com taxas de juro ridículas.

    Agora um pouca mais off toppic,Leandro se a segurança social fosse totalmente privatizada não haveria um explosão de investimento em vário empreendimentos,sobretudo em capital de risco,e os países pobres não se beneficiariam desse excesso de poupança)desde já grato pela atenção.


    Tiago silva
  • Higor Oliveira  29/09/2015 17:22
    Houve algum político romano, que, de alguma maneira, se opôs a esse sistema descrito no texto?
  • anônimo  29/09/2015 18:12
    O texto diz:

    "Outros imperadores, como Pertinax e Macrino, tentaram retornar Roma a um sistema monetário mais sólido aumento o teor de prata do denário e fazendo algumas reformas no sistema. Porém, sempre que um imperador fortalecia o denário, um rival conseguia conquistar a lealdade do exército, destruindo todo o progresso feito e frequentemente assumindo o trono."
  • mauricio barbosa  29/09/2015 22:11
    Sim, o senador romano Marco Túlio Cícero já alertava os perigos de se ter uma dívida pública incontrolável no século I AC,basta pesquisar isto na própria internet,quanto aos documentos originais se encontram em Museus,Universidades Europeias,Vaticano e colecionadores de livros históricos.
  • Thiago Teixeira  29/09/2015 18:35
    Insegurança institucional, intervencionismo monetário, populismo...
    Pragas arraigadas na nossa cultura latina...

    Novamente a invasão dos várbaros do Norte há de mudar tudo (os austríacos).

    Pensamento positivo, pessoal! Nesta atual recessão, a TACE já está amplamente difunddida e aceita.
    Uma hora a EA vira mainstream.
  • cmr  29/09/2015 21:01
    Que eu saiba, até a Alemanha está nesse populismo esquerdista politicamente correto.
    Ah sim; os EUA também, a questão é só a intensidade, lembrando que muito populismo ou pouco, apenas aumenta ou diminui a velocidade em direção ao buraco e não pára ou desvia.

    E o islã está tomando conta da Europa, dos EUA, Canadá e estão vindo para cá também.

    Acho que o jeito é fugir para a Antártida, se não bobear o islã está entrando lá também...
  • Thiago Teixeira  30/09/2015 01:56
    Triste quando uma ironia tem que ser explicada.
    Quando o império romano ruiu, os bárbaros germânicos invadiram e liquidaram a fatura.
    Os "bárbaros" de hoje, desconsiderados, são os economistas austríacos, que estão sugerindo a mudança, que ainda persiste sem ser adequadamente aceita.
  • cmr  30/09/2015 13:20
    Creio que os bárbaros atuais não são, ainda, da escola austríaca.
  • Dissidente Brasileiro  29/09/2015 18:49
    Gastos crescentes, assistencialismo, privilégios e inflação... não se parece com uma certa republiqueta latino-americana do terceiro mundo? (Perdoem-me pelo pleonasmo).

    Pois é, falando de republiqueta, vamos dar uma olhada no nível de seus habitantes:

    #AskNasa 7 perguntas esdrúxulas de brasileiros à Nasa após descoberta

    Viu que sociedade evoluída e esclarecida da qual fazemos parte? Como é lindo ir ao exterior, apresentar aquele bonito passaporte escrito "Mercosur" na parte superior, tirar foto com o Pateta (personagem da Disney, que fique bem claro) em Orlando enquanto veste a camisa da "seleção canarinho" para depois postar no "Feice" ou "Istagrã", então comprar bugigangas e iPhones em "Maiame" e achar que somos um povo alegre, festivo, hospitaleiro e de bem com a vida? É nessas horas que dá vontade de cantar "sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amooooooooor"... PQP, hahahahahahahahahaha.
  • Paulo  02/10/2015 14:48
    Muito boa esta postagem sua hehehe.
  • Enem  29/09/2015 19:57
    Errado. Quem acabou com o Império Romano foi o FHC, os rentistas, o capital internacional, os sonegadores de impostos e a ala ultra-conservadora da igreja católica.

    Vai estudar.
  • Leonardo  29/09/2015 21:34
    10/10
  • Tiago silva  29/09/2015 20:51
    Bela ironia,pura ironia caro enem.
  • Santana  29/09/2015 21:05
    Pessoal,

    E em 2008 (depois de Cristo, não antes de Cristo), na crise de Wall Street, quem foi que pagou a conta? Também houve gastos crescentes, assistencialismo, privilégios? O Estado é desnecessário mesmo? Sem ofensas, por favor!
  • George  29/09/2015 22:51
    Ofensa nenhuma.

    Tudo explicado em excruciantes detalhes neste artigo, inclusive as causas:

    Como ocorreu a crise financeira americana


    E este explica por que realmente o estado interveio: para salvar seus amigos (como sempre faz o estado, em toda e qualquer situação). Os pacotes de socorro, como explica o artigo, não apenas eram completamente desnecessários, como só pioraram a situação:

    Alguns detalhes pouco conhecidos da crise financeira de 2008
  • anônimo  29/09/2015 22:36
    Não falaram (ou notaram) o mais importante.

    A cobrança de juros foi o que gerou o problema para começar. Depois tentaram arrumar mais a bagunça estava feita, rentistas não quiseram largar o osso e foram pro fight.
    Usura vai contra lógica matemática, pois

    P+J sempre será > P

    P=Principal.
    J= Juros.

    Sendo que todo o dinheiro é emitido pelo "governo" (sentido amplo, ou seja, organização de pessoas com hierarquia definida a.k.a humanos com bom-senso) e isso é a única coisa que o torna útil para a população. Usura é, foi e sempre será um CRIME de lesa capital, por vender algo inexistente.
    Gerando inflação, bagunça, errônea alocação de recursos, concentração de safados que vivem de juros esbanjando bens produzidos pelo trabalho alheio, devassidão moral para manter a população enganada e políticos safados para animar o circo e dividir as pessoas, quebrando o verdadeiro governo (pólis) e entregando a Leviatã estatal, cheio de dentes para nos engolir.

    Só não vê quem não quer. O inferno os aguarda.
  • Rentista Opressor  30/09/2015 02:30
    Usura = Empréstimos são fundamentais. Suponhamos que você é dono de uma olaria e passou um furacão. Os preços dos tijolos foram ao alto e as pessoas precisam deles para construir suas casas de novo. O problema é que você não tem os insumos em mãos e nem o capital para comprá-los. Nesta situação, você pede um empréstimo para comprar os insumos e produz os tijolos requisitados pela população. O que aconteceu aqui é que o banqueiro e seus poupadores se absteram de gastar dinheiro no passado para que você pudesse gastar no futuro em uma situação de necessidade, sendo eles recompensados pelos juros. Se você e o banco não tivessem existido, o preço do tijolo teria ficado altíssimo (só as olarias que tinham insumos sem usar 'por acaso' é que estariam produzindo tijolos) e a reconstrução teria sido mais custosa e demorada após o furacão.

    Se você se refere ao problema da usura, em que os juros inerentemente requisitariam um contingente de dinheiro que não existe para ter os empréstimos quitados, basta você pensar no que acontece quando você não tem dinheiro para efetuar uma troca: vocês negociam entre serviços e bens. Fazemos isto o tempo inteiro na forma de bens hipotecados, bens penhorados e até balinhas de açúcar; em que na falta do pagamento, mesmo que não seja por "inexistência de dinheiro", é sanada por algum outro bem e a conta fecha. Se esta falta de dinheiro for constante em um padrão ouro, por exemplo, perguntar-se-á: o que é que vale o equivalente para sanar esta dívida? Dado constante, o ouro gradualmente será substituído por este outro bem utilizado para trocas comerciais devido à sua escassez; já aconteceu com o sal, que foi substituído pelo ouro no Império Romano. No padrão fiduciário, como eu apontei nas hipotecas e penhoras, a mesma relação de troca entre dinheiro, bens e serviços continua existindo para fechar a conta.
  • Edujatahy  30/09/2015 11:18
    Claro.
    Você poupa e depois tem que emprestar seu dinheiro sem ganhar nada (correndo inclusive o risco de não receber de volta o que emprestou).

    vamos todos viver no mundo paradisíaco dos socialistas.
  • anônimo  30/09/2015 13:29
    Primeiro o mais fácil, você não é obrigado a emprestar dinheiro e correr o risco.

    Segundo, nada garante que você receberá seu dinheiro de volta. Nessa tal EA (eles dizem sqn) também.
    Se for cobrado juros você já não receberá o seu dinheiro de volta com certeza, pois isso gera inflação. Pois existe P + J em circulação agora, o que faz com que o dinheiro perca seu valor original, onde existia somente P.

    Agora respondendo a primeira "resposta".

    Se o padrão monetário muda como é que isso é diferente de plano cruzado, cruzado novo, real. O padrão ouro já se provou ineficaz, pois como eu disse o governo decide o que é aceitável, sempre foi assim e sempre será. Vocês é que são socialista e vivem na utopia de achar que vão mudar alguma coisa dessa forma.

    Terceiro receber uma porcentagem de um investimento é diferente de cobrar juros.
    Alguém poderia emprestar um valor para a abertura de um negócio, se o negócio der certo, ele pode receber um bônus do lucro obtido com o negócio. Ou ele pode investir todo o dinheiro e esperar por lucros e dividendos, isso já existe faz alguns milênios.
    Se der errado ele perde e ninguém tem nada com isso.

    Se o padrão muda não estou recebendo meu dinheiro de volta, isso se chama calote, quebra de contrato, pilantragem. E ele usará seu agentes estatais, o tal do publicano, para forçar a palhaçada, provando que usura é uma desgraça, que acabará com qualquer povo. Vide todos os impérios até data presente.

    Existem diversas formas de se organizar uma sociedade e prover crédito sem usura.
  • Anderson  30/09/2015 14:15
    Lembrando que o empréstimo ("usura") não é um golpe, é um acordo entre duas ou mais pessoas. Se o sujeito está disposto a pegar o dinheiro, logo está ciente de que terá que repor, além do valor que fora emprestado, um algum a mais.

    Não houvesse juros para empréstimo, dificilmente as pessoas emprestariam... Pois quem iria arriscar de dar dinheiro para um desconhecido? Sem dizer que essa "usura" é que faz com que os emprestadores contratem gente e criem toda uma cadeia para realizar transações de moeda.

    Agora, e isso é que é o problema, o sistema bancário em geral é ruim, por causa do(s) governo(s). Quando o governo sabe que pode ganhar com os bancos o negócio fica complicado (a longo prazo) para o povo. Principalmente numa era em que "dinheiro deixou de ser dinheiro de verdade".
  • renan merlin  30/09/2015 00:45
    Mas pelo menos o imperio romano não fez obras no estrangeiro igual o PT
  • brendo  30/09/2015 05:02
    kkkkk boa
  • Bruno Pacheco  30/09/2015 02:45
    Não sei se é possível fazer uma ligação com isso e a queda na renda real e poder de compra, mas é verdade que o FED é responsável por apenas 5% senão menos da inflação nos EUA?
  • Tarantino  30/09/2015 03:16
    E viva os conservadores! Por não se esquecerem dos fatos passados!
  • Nogueira  30/09/2015 13:50
    "Talvez os reais bárbaros eram os próprios romanos que haviam efetivamente cometido um suicídio econômico em câmera lenta."

    Isso explicaria o porquê de mesmo diante de uma crise, grupos políticos continuarem defendendo medidas que geram mais gasto público. Qual será a finalidade disso? Será que eles são tão burros assim ou estão preparando mais uma vez aquele velho golpe?
  • Sérgio  30/09/2015 14:28
    Uma das causas da destruição do Império Romano tb foi a degradação moral e a destruição da família, como está ocorrendo hoje no Ocidente. Os romanos só queriam saber de bacanais. Nenhuma civilização se mantém assim. Então os germanos, que segundo Tácito tinham uma família mais estruturada, cresceram e derrotaram o Império Romano já combalido pelos bacanais.
  • Rud  30/09/2015 14:40
    Olá pessoal...bom texto ...é logico que as razões citadas pelos autores teve lá sua importância para a queda de Roma....mas muitos aqui se esquecem de algo fundamental : Roma se destacou também por ser um império militar, expansionista....ou seja, a cada vitoria militar e nova conquista, mais escravos, mais riguezas eram espoliadas em prol de Roma e afluiam para lá....tal riqueza era distribuida entre os romanos proporcionalmente ao estamento social de cada....Assim por muiiittoooo tempo, enquanto a maquina de guerra romana encontrava espaço para expandir seu império tudo era céu de brigadeiro....a economia funcionava relativamente bem....mas o modelo começou a se esgotar quando as conquistas já não ocorriam com a mesma frequência de antes....isto é , menos escravos, menor riqueza afluindo, etc, foram sentidas pelos romanos...junto a isso somou -se um periodo de péssimas administrações que não souberam fazer a gestão desta nova realidade econômica de escassas novas conquistas....Os autores do texto entram justamente aqui , ou seja, péssima administração = maior intervencionismo estatal desastroso culminando com a invasão dos barbaros.... isso não se deu da noite para o dia, foi um processo de centenas de anos....sintetizando temos : expansão militar - riqueza - auge desse modelo....inicio do esgotamento do modelo expansionista militar - riqueza declinante - péssima administração ( como explicam ) - declinio e fim de Roma.... desculpem-me pelo longo texto....tentei ser o menos pedante possivel.
  • Dom Pedro  04/10/2015 12:50
    Rud, peço licença para complementar seu ponto:

    Os Romanos eram tão beligerantes quanto qualquer outro povo da sua época. Apenas conseguiram ser mais eficientes. E conseguiram ser mais eficientes por inventar o conceito de Cidadania: qualquer homem livre (mulheres e escravos não) poderia tornar-se cidadão romano pleno ao servir no exército. Isso possibilitou o constante suprimento de soldados exigido pela máquina militar romana, que possibilitou realizar todas as conquistas.

    Mas com o tempo, quando Roma já era vista como imbatível pelo mundo, os cidadãos descendentes desses soldados passaram a buscar as benesses expostas no artigo. Foi fácil: o trabalho pesado era realizado por escravos sem nenhum direito, haviam excedentes que permitiam que grande parte da população vivesse sem ter que trabalhar. E começou a corrupção moral.

    Quando a fraqueza moral já era regra, outro movimento surgiu que tirou o ímpeto conquistador de Roma: o Cristianismo. Baseado no amor ao próximo, (conceito revolucionário na época, e quiçá ainda hoje) ele foi paulatinamente tirando a vontade dos romanos de se impor a força sobre o resto do mundo. O movimento cresceu até o ponto de dominar culturalmente os povos bárbaros que avançavam sobre Roma, e continuou crescendo até ser cooptado pelo estado da época. Fundida ao Cristianismo, Roma transformou-se num novo Império, a Igreja Católica Apostólica Romana, que dominou inconteste a Europa até o advento da Reforma Protestante. (Obviamente, nesse ponto já havia perdido sua essência pacifista e instalou-se como autodeclarada máxima autoridade moral, que detinha o poder de negar o paraíso futuro aos que ousassem discordar de sua doutrina).

    Assim como os dinossauros, Roma não desapareceu: apenas transformou-se. Seus descendentes ainda vivem, e somos nós mesmos.
  • Claucio Xavier  30/09/2015 20:42
    Por isso sempre curti mais a Grécia (antes de Alexandre), uma confederação totalmente descentralizada com várias cidades-estado competindo entre si.
  • Joselito Fagundes  01/10/2015 17:14
    achei muito legal, agora só falta falar do que aconteceu depois de 476 d.C....
  • Wiki  02/10/2015 10:45
    Aí acabou-se o império. Em 476, Rómulo Augusto foi deposto pelo líder germânico Odoacro. Só que Odoacro, em vez de assumir para si o título de imperador, submeteu-se ao domínio do Império Romano do Oriente, terminando assim a linha de imperadores ocidentais. Ao longo do século seguinte, o império oriental, conhecido atualmente como Império Bizantino, foi perdendo progressivamente o domínio da parte ocidental. O Império Bizantino terminou em 1453, com a morte de Constantino XI e a conquista de Constantinopla pelo Império Otomano.
  • Jaime  08/10/2015 13:41
    Esse conceito de "invasões bárbaras" já é ultrapassado. O Império próprio se destruiu, e os "invasores" apenas ocuparam os espaços deixados.
  • Carlos Mello  07/11/2015 13:08
    A filosofia está correta, gastar sem lastro é um Haraquiri econômico com elasticidade enganadora onde o populismo pode se desenvolver até aparecer os resultados, quando então já conseguiram dominar as instituições e a mente da maioria do povão abestalhado.
    Mas comparar uma nação moderna com o Império romano, que era uma cidade, é impossível.
    Este Império vivia de saques e mão de obra escrava, não existia qualquer industrialização e era sempre influenciado por algum deus de seu panteão. Era um País de mentira, só mesmo naquela época e para quem limpava a bunda com pedras mesmo que funcionou.
  • Emerson Luis  07/03/2016 10:13

    "Mas comparar uma nação moderna com o Império romano, que era uma cidade, é impossível."

    Depende de quais aspectos estão sendo comparados.

    A realidade é governada por princípios universais e atemporais.

    * * *
  • Leo  09/02/2016 17:55
    "Quando um povo até então independente confere ao seu governo o poder de tirar de uns e dar a outros"

    Na verdade o governo tem o legítimo "poder de tirar de uns e dar a outros", para manter a política econômica equilibrado do país, que se for deixado ao setor privado, ficaria um caos.
    São intervenções legítimas e necessárias, claro que não devem ser entendidas pelo lado extremo da desvirtualização ou mal emprego das tomadas de decisões, pois o mesmo desvirtualmento pode ser atribuido à liberdade econômica do setor privado.

    A política economica intervencionista do governo se aplica às políticas fiscais, monetárias, externas, tributárias e de distribuição de renda e serviço público, tudo isso no que pese o que aconteceu com a atecnia do desgoverno romando, está no sentido, sim, da necessidade da maior intervenção do Estado na economia, sim.
  • opinador  09/02/2016 20:08
    hã ? só pode ser zueira...rs
  • Luiz Alberto Americano  25/09/2016 20:28
    Alguém poderia me indicar livros sobre a ascensão e queda do Império Romano? Também se alguém conhecer livros sobre como era a sociedade do período iria ajudar bastante.

  • Gustavo Freitas  02/07/2017 03:59
    Irônico é que parte da culpa que o artigo aponta não é pela existência do imposto em si mas o perdão das dívidas que o Estado romano tinha. Parte da desintegração do Estado romano veio da sonegação...
  • Cristiano  19/07/2017 21:33
    Boa tarde,
    Alguém saberia recomendar um livro que aborde este assunto? A economia Romana.
  • Ronei  30/09/2017 00:43
    Boa noite!
    O que os EUA fazem hoje com a economia deles não é similar ao que o Império Romano fez no campo da economia quando a taxa básica de juros estabelecida pelo FED fica entre 0 e 0,25% ano ano? Ou quando o FED imprime para conter os déficits gêmeos (balança comercial e resultado fiscal) em valores de 1,1 trilhões de dólares por ano??? Se estiverem fazendo isso quando será o ponto de ruptura econômica desse sistema?

  • Economista  30/09/2017 02:38
    Mas não é bem isso que está acontecendo nos EUA.

    O Fed imprimiu dinheiro (eletrônico) e inundou as reservas bancárias dos bancos. Realmente, A base monetária explodiu.

    Só que, simultaneamente, o Fed passou a pagar juros sobre toda e qualquer quantidade de dinheiro que os bancos voluntariamente deixarem parada neste mercado.

    Ou seja, na prática, o Fed passou a pagar para os bancos não emprestarem esse dinheiro. Portanto, de um lado o Fed explodiu a base monetária; de outro, ele colocou uma rolha no mecanismo de transmissão, fazendo de tudo para impedir que essa explosão da base monetária se transformasse em uma explosão no M1 e no M2.

    Consequentemente, a oferta monetária não mais passou a ser afetada pela base monetária.

    Isso foi uma prática completamente inédita nos anais da política monetária. Nenhum Banco Central jamais havia feito isso na história do mundo. Nenhum manual ou livro-texto de macroeconomia jamais discutiu essa possibilidade.

    Há vários artigos sobre isso no site. Veja o mais recente.

    Ou seja, os bancos americanos estão entupidos de dinheiro, mas esse dinheiro simplesmente não vazou para a economia. Ficou empossado nos bancos, na forma de "reservas em excesso", que agora recebem juros pagos pelo Banco Central.

    Pode conferir aqui a evolução do M2, e ver que não houve alteração nenhuma antes e depois de 2008.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=201712060828r&d1=20000113&d2=20171213

    Ou seja, ignore qualquer um que diga que houve inflação monetária nos EUA.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.