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Por que o capitalismo de livre mercado é o único arranjo moral possível

N. do E.: o artigo a seguir é um trecho de uma apresentação verbal (ligeiramente adaptada para a realidade brasileira).  Daí seu tom mais coloquial.

 

Não são poucas as pessoas que acreditam que o capitalismo de livre mercado é um arranjo egoísta, sem compaixão para com os pobres e até mesmo imoral.

Tais pessoas afirmam que o capitalismo de livre mercado se resume a fomentar a ganância, a ânsia pelo poder e a lascívia pelo dinheiro.  E que tal arranjo é ótimo apenas para os ricos e péssimo para os pobres.

Mas isso está simplesmente errado.

O livre mercado não apenas é economicamente superior, como também é moralmente superior a toda e qualquer outra forma de se organizar o comportamento econômico dos indivíduos.

E, sucintamente, são dois os motivos:

1) O livre mercado requer ações e interações voluntárias entre os indivíduos.

2) No livre mercado, não há coerção e ninguém é obrigado a sustentar terceiros.  Não há subsídios, não há tarifas protecionistas, ninguém é impedido de empreender livremente, e não há barreiras governamentais à entrada de concorrentes em qualquer setor do mercado (como ocorre em setores regulados por agências reguladoras).

Em um livre mercado, se eu quero algo de você, então eu tenho de fazer algo por você.

Um exemplo rotineiro

Digamos que eu faça uma faxina em sua casa e que, em troca desse meu serviço, você me dê $ 70. 

O que esses $ 70 realmente significam?

Quando vou a uma mercearia e digo que "gostaria de dois quilos de carne", estou na verdade querendo que milhares de pessoas me sirvam: pecuaristas, cultivadores de soja, caminhoneiros, açougueiros, empacotadores, funcionários do supermercado etc. 

E todas essas pessoas têm de ser pagas por seus respectivos serviços.

Sendo assim, o dono da mercearia pode me perguntar: "O que foi que você fez em benefício dos seus semelhantes para ter esse direito de querer que eles lhe forneçam um quilo de carne?

E eu respondo: "Bom, eu fiz uma faxina na casa de uma pessoa".

E o dono rebate: "Prove".

E aí então eu mostro para ele meus $ 70.

Pense no dinheiro que você recebeu por seu trabalho como sendo um "certificado de desempenho".  Ele é a prova de que você serviu a um semelhante.  Consequentemente, é ele quem lhe confere a licença moral para pedir que seus semelhantes lhe sirvam.

Todos ganham

Várias pessoas acusam o livre mercado de "não ser moral" porque, segundo elas, tal sistema é um "jogo de soma zero" — como se fosse um pôquer, no qual, para eu ganhar você necessariamente tem de perder.

Só que o livre mercado não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de soma positiva

Você faz algo positivo para mim — como, por exemplo, ofertar aqueles dois quilos de carne — e eu, em troca, faço algo positivo para você, dando-lhe os $ 70.

A minha situação melhorou, pois, para mim, os dois quilos de carne valem que os $ 70 (se não valessem, eu não estaria incorrendo nessa troca).  E a situação do dono da mercearia também melhorou, pois ele valoriza os R$ 70 mais do que os dois quilos de carne (se não valorizasse, não os estaria vendendo).

Nós dois ganhamos.

Quando não são todos que ganham

Ironicamente, é o governo — e não o livre mercado — quem cria jogos de soma zero na economia.

Se você utiliza o governo para ganhar subsídios, para ser protegido por tarifas de importação, para impedir o acesso de concorrentes ao seu mercado ou para simplesmente ganhar benefícios assistencialistas, você irá indubitavelmente se beneficiar, mas à custa de seus semelhantes.

O que é mais moral: requerer que as pessoas sirvam aos seus semelhantes para terem o direito de reivindicar os bens e serviços que eles criam, ou não servir aos seus semelhantes e ainda assim reivindicar os bens e serviços que eles criam?

E as grandes corporações?

Mas e as grandes empresas?  Não teriam elas um poder excessivo sobre as nossas vidas?

Em um mercado protegido e regulado pelo governo, sim. 

O governo — por meio de regulamentações que impõe barreiras à entrada da concorrência no mercado (vide agências reguladoras), por meio de subsídios a empresas favoritas, por meio do protecionismo via obstrução de importações, por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam — de fato garante que empresas se tornem grandes, permaneçam grandes e, com isso, tenham enormes e imerecidos poderes sobre nossas vidas.

Já em um livre mercado, isso não tem como ocorrer.

No livre mercado, somos nós, a população consumidora, quem decide o destino de toda e qualquer empresa com a qual lidamos.  O capitalismo de livre mercado irá punir qualquer empresa que não satisfaça os consumidores ou que não saiba como utilizar recursos escassos de maneira eficaz.

Empreendimentos, pequenos ou grandes, que queiram prosperar são rigidamente regulados pelos consumidores, que voluntariamente votam com seu dinheiro para eleger quem devem prosperar e quem deve falir. 

No livre mercado, são os consumidores, por meio de suas decisões de comprar ou de se abster de comprar, que decidem qual empresa deve seguir adiante e se tornar grande e qual empresa deve sumir.

E, novamente, apenas o governo pode desfazer esse arranjo. 

Se uma empresa não é eficiente, não mais está satisfazendo os consumidores e, por isso, está próxima à bancarrota, o livre mercado está lhe enviando um recado claro: "Olha só, você já era.  Venda seus ativos, seu maquinário e suas instalações industriais para outras pessoas que sejam capazes de fazer um trabalho melhor".

No entanto, se o governo decide socorrer essa empresa — seja por meio de ajudas diretas, seja fechando mais o mercado e lhe garantindo uma reserva de mercado —, o governo está, na prática, revogando o desejo explícito dos consumidores.

Um governo que socorre ou ajuda empresas falidas está, na prática, lhes dizendo que elas não mais têm de satisfazer consumidores e acionistas. 

O recado do governo é claro: "Não importa quão ruim seja o seu produto ou o seu serviço, e não importa quão ineficiente você seja, nós vamos manter você em atividade e vamos para isso utilizar o dinheiro confiscado da população".

Auxílios governamentais a empresas — em qualquer formato — nada mais são do que uma tentativa do governo de revogar um desejo claramente manifestado pelos consumidores. 

Quando o governo socorre ou protege uma indústria, ele na realidade a está protegendo dos consumidores.

Ao agir assim, o governo retira poder do povo e o transfere para grandes empresários, grandes sindicatos e, obviamente, para os políticos cujas campanhas serão financiadas por esses grupos.

Se há um grupo que é realmente prejudicado pela interferência do governo na economia, esse grupo é fatia trabalhadora e produtiva da população.

Isso é moral?

Conclusão

Um sistema de livre mercado só pode funcionar se você e eu tivermos o poder de decidir qual empresa deve prosperar e qual empresa deve falir.

Em um livre mercado, são ambição e o esforço voluntário dos cidadãos — e não do governo — que conduzem a economia.

[N . do E.: Em uma economia de mercado, a única maneira de um empreendedor auferir lucros é servindo bem seus clientes (e mantendo seus custos baixos). Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros. Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.]

Em suma, no livre mercado, as pessoas utilizam o melhor de suas habilidades para servirem aos seus semelhantes e, com isso, moldarem seu próprio destino.

Isso sim me soa bem moral.

______________________________

Leia também:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

O papa, o lápis, um sanduíche de presunto e a moralidade do mercado


1 voto

autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Capital imoral  28/09/2015 15:10
    Excelente artigo.

    Mas eu vou citar um exemplo não tão distante assim.
    Veja está noticia: Cresce número de profissionais dispostos a ganhar até R$ 1 mil
    g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/09/cresce-numero-de-profissionais-dispostos-ganhar-ate-r-1-mil.html


    "Com o reconhecimento rápido e a sorte de uma vaga, Fernando César de Castro foi promovido a gerente de um lava-rápido há dez dias. Durante um mês, ele foi ajudante geral e caprichava no acabamento para deixar o carro brilhando. Isso depois de trabalhar durante 18 anos na área de tecnologia da informação e enfrentar seis meses sem trabalho."

    A questão é: um profissional que dedica uma vida a ser especialista em algo, deve estar sujeito a leis de mercado? Alguem pode dedicar uma vida inteira a entender as leis da física, porem ele ganha mais dinheiro limpando privadas em uma lanchonete. Este caso é uma conduta correta perante a sociedade? Eu acredito que não.

    Está é a mão negra do mercado esmagando o individuo. Nada moral. Capitalismo refutado mais uma vez.
  • Leandro  28/09/2015 15:40
    Embora a colocação tenha sido claramente irônica, vale a pena "perder tempo" respondendo a ela.

    A notícia diz:

    "Fernando César de Castro foi promovido a gerente de um lava-rápido há dez dias. Durante um mês, ele foi ajudante geral e caprichava no acabamento para deixar o carro brilhando."

    Até aqui, há só elogios. A dedicação e o bom serviço foram recompensados.

    "Isso depois de trabalhar durante 18 anos na área de tecnologia da informação e enfrentar seis meses sem trabalho."

    O que gerou o desemprego dele? Quem é que destruiu a economia? Quem é que acabou com o poder de compra da população e, com isso, afetou a renda, a demanda e, consequentemente, o emprego das pessoas? Quem é que elevou a carga tributária em meio a uma recessão, afetando diretamente a capacidade das empresas de aumentar salários e de até mesmo manter os salários vigentes? Quem é que fez disparar o preço da gasolina e das tarifas de energia elétrica?

    Pior ainda: quem é que, após fazer tudo isso, se recusa a parar de arrebentar com o mercado.

    É gozado que você desconsidere essa realidade e culpe quem é, na realidade, a vítima.

    "um profissional que dedica uma vida a ser especialista em algo, deve estar sujeito a leis de mercado?"

    Se você quer dedicar a sua vida a ser especialista de algo, é bom ter a certeza de que esse "algo" será eternamente demandado.

    Quem era especialista em fabricar carroças, velas e máquinas de escrever certamente não gostou muito da invenção do automóvel, da lâmpada elétrica e do computador. Mas tais pessoas, em vez de irem "chorar na internet", reclamando de como o mundo estava sendo injusto para com "suas especialidades", rapidamente se aprumaram e encontraram novos empregos.

    Os carros, a energia elétrica e os computadores criaram toda uma nova rede de suprimentos, que gerou milhões de novos empregos.

    Quem realmente não se acomodou, rapidamente encontrou novas ocupações.

    Agora, se o sujeito realmente não quer se esforçar para aprender coisas novas, pois acredita que tem o "direito natural" a uma vida tranquila só porque se tornou "especialista" em algo, aí realmente não há nada que possamos fazer por ele. Ninguém jamais disse que a vida seria fácil para quem não quer se esforçar para aprender nada de novo.

    "Alguem pode dedicar uma vida inteira a entender as leis da física, porem ele ganha mais dinheiro limpando privadas em uma lanchonete. Este caso é uma conduta correta perante a sociedade? Eu acredito que não."

    Em primeiro lugar, "dedicar uma vida inteira a entender as leis da física" não necessariamente é algo que se traduz em benefício para o próximo. Eu posso dedicar a minha vida inteira a ser fluente em esperanto. E daí? Que valor isso vai gerar ao meu semelhante?

    Entenda esse básico: o que realmente vai definir o valor do seu rendimento, no livre mercado, é o valor que você gera para quem contrata seus serviços, e [b]não[/u] o trabalho e o esforço que você teve para adquirir seu conhecimento.

    Essa ideia de que o deve ser remunerado é o esforço e não o valor efetivamente gerado pelo conhecimento é algo inerentemente marxista.

    Se o sujeito dedicou a vida inteira ao estudo das leis da física, mas não gerou nenhum valor com isso, então ele realmente não tem por que ter um rendimento alto. Por que teria? Qual o valor que ele gerou para seus semelhantes?

    Você pode ser o sujeito mais sábio do mundo, mas se você não sabe como traduzir este saber em benefícios genuínos para seus semelhantes, lamento, mas você vai passar dificuldades financeiras.

    De resto, sobre a reportagem, fale com o governo, que foi quem destroçou o mercado.

    "Está é a mão negra do mercado esmagando o individuo. Nada moral. Capitalismo refutado mais uma vez."

    Vejo apenas a mão estatal destruindo as oportunidades para que indivíduos realmente capacitados gerem valor. Intervencionismo estatal refutado mais uma vez.
  • Especialista em Física  28/09/2015 20:28
    Achei interessante que tenham tocado no tema de "especialização". Queria tirar umas dúvidas aqui.

    Dando o contexto: eu sou especialista em Física, de fato.
    No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público.
    Na iniciativa privada o meu valor de mercado é, pra todos os efeitos práticos, zero. Nenhuma empresa do Brasil contrata, até onde eu saiba, especialistas em Física pra fazer pesquisa pura.

    De acordo com o que eu entendi até agora da escola austríaca, num contexto capitalista "puro" eu deveria simplesmente me conformar e mudar de área. Possivelmente lavando carros ou indo trabalhar num banco (esta última possibilidade aliás JÁ existe no Brasil, e de fato é muito melhor paga ;)

    Como a escola austríaca responde essa questão? Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes? Ou essa minha questão não tem sentido, e a DEFINIÇÃO de importante é "valor de mercado alto"?

    Abraços
  • Especialista na vida  28/09/2015 21:05
    Troque a expressão "especialista em física" por "especialista em filosofia" ou "especialista em reparo de máquinas de escrever" e o raciocínio se mantém o mesmo.

    Há nichos de mercado para esses profissionais? Até que há.

    Há grande demanda por seus serviços? Não.

    Dá pra ser rico com essas profissões? Duvido muito.

    Deve o governo tomar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar ocupações para tais pessoas cujos serviços não são voluntariamente demandados pelos consumidores? Se você acha que sim, o ônus da explicação é todo seu.

    O seu caso, aliás, é até bem tranquilo: se você manja muito de física, sempre haverá a opção do magistério. O que não falta é colégio particular atrás de professores de física ou mesmo alunos precisando de reforço nesta matéria.

    Isso, por si só, desmente a sua afirmação de que "No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público."


    "Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes?"

    Quem definiu que o "valor de mercado" é baixo mas tal profissão é ao mesmo tempo importante?

    Importante é aquilo que poucas pessoas sabem fazer e que, ao mesmo tempo, está em alta demanda. Por que a sua especialização em física -- uma matéria puramente teórica -- é indispensável para o mundo?
  • Liz  29/09/2015 00:27
    Boa noite,
    Gostaria de tirar uma dúvida. Em relação a pesquisas que irão beneficiar as pessoas, mas não num primeiro momento. Por exemplo, pesquisas com medicações novas, novas tecnologias. Os pesquisadores farão algo bom pela sociedade, mas não é imediato. Elas não receberiam por aquilo durante os possíveis anos de pesquisa? Como seria nesse caso?
  • Especialista em Física  29/09/2015 16:30
    Respondendo o Especialista na Vida:

    O seu caso, aliás, é até bem tranquilo: se você manja muito de física, sempre haverá a opção do magistério. O que não falta é colégio particular atrás de professores de física ou mesmo alunos precisando de reforço nesta matéria.

    Eu falei "trabalho em pesquisa básica", não em magistério. É óbvio que sempre existe a opção de ensinar ciência. Eu estou perguntando sobre FAZER ciência, o que é bem diferente - embora, na academia brasileira, exista um pensamento de que as duas frentes tenham que andar juntas, pelo menos no nível superior.

    Quem definiu que o "valor de mercado" é baixo mas tal profissão é ao mesmo tempo importante?

    Importante é aquilo que poucas pessoas sabem fazer e que, ao mesmo tempo, está em alta demanda. Por que a sua especialização em física -- uma matéria puramente teórica -- é indispensável para o mundo?


    Essa resposta me parece equivalente a dizer que não, que "valor de mercado" e "importância" são sinônimos sim. É a sua posição, mas as implicações disso são totalmente claras? Pra mim não são. Considere que, se ciência não for "minimamente bem paga", só dois tipos de pessoas farão ciência: pessoas que tem recursos próprios e/ou pessoas que tem acesso a mecenas. As primeiras são as pouquíssimas pessoas que tem independência financeira. As segundas teriam o problema de não poderem ser absolutamente independentes - o que acontece se a cientista quiser estudar que vai contra os interesses do mecenas?

    É possível ter um emprego "normal" e fazer ciência "on the side"? É claro, mas a medida que a complexidade da ciência aumenta isso fica cada vez mais difícil. Certas áreas da ciência precisam de centenas de pessoas trabalhando full-time pra fazer progresso. O Projeto Genoma Humano, o Large Hadron Collider e o Telescópio Hubble são exemplos de projetos desse tipo.

    Naturalmente, existem resultados aplicados da ciência. Testes genéticos, World Wide Web, resultados em engenharia aerospacial, etc. Mas esses resultados são subsidiários - esses projetos foram criados com o intuito de fazer ciência pura - essencialmente, entender como o mundo ao redor funciona. No fundo, a questão pode ser resumida a: eu acredito que conhecimento é um fim em si mesmo, e seu valor transcende aquilo que pode ser capturado em uma análise econômica.

    Naturalmente, eu concordo que o ônus de mostrar pras pessoas que isso é verdade recai em mim - por isso que nós fazemos divulgação científica. Mas é uma batalha difícil, e um pouco triste. A maioria das pessoas não tem muito interesse em saber como o mundo ao seu redor funciona, nem que seja em vistas de MELHORAR o mundo ao seu redor.

    Abraços!
  • Médico  29/09/2015 16:59
    "Considere que, se ciência não for "minimamente bem paga", só dois tipos de pessoas farão ciência: pessoas que tem recursos próprios e/ou pessoas que tem acesso a mecenas."

    Sorry, mas se a "ciência" não for minimamente bem paga, então é porque os resultados dela não tendem a melhorar a vida das pessoas.

    Financiamentos privados para a cura do câncer é o que não faltam; já financiamentos para o estudo do ciclo reprodutor das pererecas -- algo que não interessa em nada para a vida dos trabalhadores -- de fato só existem no âmbito estatal.

    Se uma determinada "ciência" pode gerar resultados que irão mudar a vida das pessoas para melhor, então financiamento para não faltará. Já se a coisa é pura masturbação intelectual, então realmente ninguém em sã consciência vai querer torrar dinheiro com isso.

    Ontem, por exemplo, fizeram muita festa para o descobrimento de água salgada em Marte. E daí? No que isso melhora a vida dos seres humanos da terra? É por isso que tal empreendimento, um monumental desperdício de recursos escassos -- recursos estes que poderiam estar sendo mais bem empregados em outras linhas de produção --, só existe quando é financiado com o dinheiro confiscado dos trabalhadores que pagam impostos.
  • Especialista em Fisica  29/09/2015 18:00
    Respondendo ao Médico (não sei se precisa colocar isso, eu honestamente não entendi direito como que o site ajeita os comentários):

    1) De fato, financiamentos privados para a cura do câncer não falta - mas note-se que a imensa maioria do financiamento para pesquisa em câncer ainda vem de fontes governamentais: journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.0030267 , e referências dentro disso.

    2) Isso é uma visão 100% utilitarista da realidade. Não seria o caso de ter um meio termo? Porque veja que esse mesmo raciocínio se aplica a uma série de outros grandes empreendimentos humanos - pra que nós fazemos monumentos? Pra que nós fazemos grandes igrejas? Pra que nós fomos à Lua? Segundo a visão 100% utilitarista, todos esses projetos são desperdícios - mas eu imagino que o mundo seria um lugar com um pouco menos de esperança/inspiração se não existissem a Estátua da Liberdade, a Igreja de Notre Dame, e uma bandeirinha americana fincada na Lua.

    Abraços!
  • Marcelo  30/09/2015 18:18
    sobre monumentos:
    pelo menos aqui no Brasil, as igrejas e templos que conheço são construídas a base de doações.
    assim como outros locais que viram monumentos também podem ser construídos pela iniciativa privada (edifícios, estádios, pontes, torres, etc) justamente por sua utilidade.

  • Gervasio  30/09/2015 10:09
    No Brasil é complicado conseguir um emprego quando se é qualificado for das profissões "mainstream". Nos países ricos a população possui muito mais dinheiro para gastar com recursos que vão muito além da subsistência, daí a necessidade de produtos e serviços mais dispensáveis.
    Atualmente moro em Londres e a moda aqui no momento são umas pranchinhas elétricas com rodas, que boa parte dos jovens já possui.
  • Ruan Varjão  30/09/2015 15:57
    Eu acrescentaria à resposta acima a seguinte reflexão: Por que em países como Alemanha, EUA e Japão existe mercado para profissionais altamente especializados (em física, por exemplo, muitos profissionais acadêmicos realizam pesquisa sob demanda de empresas, além daqueles pesquisadores que trabalham em laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento de grandes empresas) e no Brasil não existe ?

    Acredito que a resposta para essa pergunta está na raiz de um outro questionamento: Por que eu, como empresário, investiria em Pessquisa & Desenvolvimento no Brasil se para sobreviver eu pago uma taxa exorbitante de impostos e as conexões políticas são mais vitais do que a competitividade da minha empresa ?
  • Lourenço  28/09/2015 15:46
    Concordamos em discordar.
    Se está mais caro um limpador de privadas em lanchonetes do que um especialista em fisica seguramente o mercado irá corrigir isso, exatamente incentivando menos pessoas a serem especialistas em fisica, e com isso diminuindo a oferta deste tipo de profissional. Com menos oferta e a demanda estando estável, irá subir o preço.
    O mercado corrige isso, a não ser que o governo comece a interferir na economia, e dai so Deus sabe aonde iremos parar.
  • Marcelo  28/09/2015 15:50
    sinceramente, espero que você esteja sendo irônico, igual o Tipico Filosofo.
    todos estão sujeitos as leis do mercado. Você so tem valor, se pode oferecer algo de util. Não adianta nada ser expert em caravelas, ou maquinas de escrever, se essas coisas estão obsoletas.

    e não tem demérito nenhum o cara lavar carros, ou privadas.
    se ele faz isso, é porque achou melhor do que ficar seis meses desempregado.
  • Guilherme  28/09/2015 15:50
    Claro que deve estar sujeito as leis do mercado! Se voce é um acougueiro e eu sou um "especialista" apaixonado pela vida do Jose da Silva, meu vizinho. Voce é obrigado a me servir me dar 2 quilos de carne) ou me bancar por meio de impostos enquanto eu te presto o incrivel servico de documentar cada passo do meu vizinho (que tem ZERO de valor pra voce)?

    Eu, em funcao da minha "paixao" e da minha "especialidade" te transformar em meu servo, isso é moral?
  • Típico Universitário  28/09/2015 16:17
    Todos estão errados. O socialismo garante o emprego de QUALQUER PESSOA, nunca foi a uma repartição pública? Já viu uma escola pública? Não importa a satisfação que o felizardo faz aos consumidores, ele tem seu emprego garantido acima da opressão do mercado. O capitalismo é um arranjo obsoleto. O ideal é o estado tomar os meios de produção e dar emprego a todos nós, porque nós comemos contra-cheques, bebemos impostos retidos na fonte e trabalhamos por trabalhar: a geração de utilidade (comida aos famintos, água aos sedentos, etc) a outras pessoas é desculpa de coxinha pra discriminar os quibes, oprimidos por sua textura mais escura e nome árabe. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    É melhor cavar buracos o dia inteiro e "morrer de fome" (nossas necessidades são historicamente determinadas. Os chineses passaram fome e ainda são o povo mais numeroso do mundo, prova de que o socialismo foi insuficiente) do que prostituir nossa força de trabalho e fazer algo que outras pessoas queiram usar. Absurdo. O socialismo também é afetuoso pelo mesmo raciocínio: todo mundo tem o direito de ser amado, independentemente do quão desprezíveis, feios e ruins nós sejamos e por isso, temos o direito de redistribuir democraticamente os parceiros das pessoas que verdadeiramente são úteis em suas relações pessoais.

    Não tem discussão. Antes morte que capitalismo. Viva ao concurso público.
  • Felipe  28/09/2015 16:36
    De fato o socialismo garante emprego para todos, só não garante o fornecimento de produtos básicos, inovação e liberdade para as pessoas. 3 itens inerentes ao capitalismo.
  • Na Beca  01/10/2015 14:42
    Universitário,

    E vocês deveriam lutar por mais uma: BOLSA DCE. Afinal, quem "luta" pelos estudantes, vai a passeios, digo, passeatas em Brasília, deveria receber algo em troca, um bom salário, não acha?

    Outra coisa típica do capitalismo: PAPEL HIGIÊNICO. Lógico, pra que comprar papel higiênico, se todos os dias as pessoas jogam fora o jornal de R$ 0,25? Esse produto já deveria ter saído das prateleiras no Brasil também...
  • André  29/09/2015 13:32
    Capital Imoral, você que não tem a coragem de colocar seu nome deveria fingir uma lesão e sair de fininho depois dessa resposta do Leandro... No mínimo vc se beneficia de alguma forma desse sistema pseudo capitalista que vivemos no Brasil.
    Abç e boa sorte
  • Juan Domingues  29/09/2015 21:48
    O indivíduo sensato deve buscar uma área na qual exista demanda para seu trabalho.
    Infelizmente é comum hoje em dia o sujeito fazer um curso ou faculdade completamente inútil do ponto de vista prático e depois colocar a culpa no mercado por não conseguir arrumar trabalho na área.
  • Marlon Andrade  30/09/2015 14:14
    Mas, gente, existem profissões que não são valorizadas porém são importantes para o desenvolvimento da humanidade como um todo. Se não fossem os físicos, não teríamos nem luz elétrica. Eu fico tentando imaginar a dificuldade que os inventores devem passar. Tipo, antes de descobrirem a eletricidade, não havia demanda, porque ela nem havia sido descoberta ainda. Segundo o que eu entendi do que vocês disseram, se não tem demanda, então o cara não deveria investir tempo e dinheiro nisso. Eu acho que se todo mundo pensar assim a humanidade não evolui. Se nesse exato momento eu estou conseguindo me comunicar com vocês através do computador, foi por causa de uma séria de descobertas feitas por cientistas que as pessoas nem dão importância.
  • Brando  30/09/2015 14:21
    Nunca houve demanda explícita por tablets e smartphones. No entanto, cientistas tiveram tais idéias, correram atrás de financiamento, conseguiram, e se deram muito bem.

    Qual o problema?
  • Juan Domingues  01/10/2015 10:14
    Qualquer um pode investir o tempo e dinheiro que quiser em qualquer coisa. A questão não é essa.
    A questão é a imoralidade de querer QUE OS OUTROS invistam o tempo e dinheiro deles em algo que eles não tenham interesse.
    Uma empresa ou inventor podem perfeitamente se dedicar a projetos e tecnologias completamente novos, para os quais não há demanda óbvia ainda. Desde que isso seja feito com dinheiro privado, não há problema algum.
    O problema é o sujeito que faz antropologia com ênfase em estudos guaranis e depois quer que o governo pague salário o resto da vida para sua relevante profissão.
  • Júnior  30/09/2015 14:16
    O problema também são as exigências insanas dos empregadores. Atualmente exigem experiência até para estágio. Eles exigem experiência mas ninguém quer dar uma chance pro indivíduo adquirir experiência no ramo.

    A questão é: como adquirir experiência profissional que os empregadores tanto exigem sem nunca ter trabalhado na área? Como o indivíduo vai adquirir experiência profissional se ninguém fornecer treinamento, ninguém dá oportunidade para o indivíduo aprender o serviço?
  • Sandy  30/09/2015 14:28
    Que coisa, né? Ao contrário do setor público, em que qualquer zé ruela é contratado e já sai fazendo m... impunemente e sem ser cobrado, esse maldito mercado exige pessoas com alguma competência para fazer serviços demandados pelos consumidores, e ainda cobra resultados! Intolerável...

    E sabe por que o mercado privado age isso? Porque, quando alguém na iniciativa privada faz merda, todo mundo cai de pau em cima, principalmente a esquerda. Já no estado, que fez merda diariamente, não apenas ninguém cobra nada, como ainda defendem ainda mais dinheiro para que o estado possa "melhorar seus serviços".

    E quem banca o estado? A iniciativa privada, que justamente por isso tem de ser cada vez mais produtiva e eficiente para bancar os gastos crescentes do estado. E só é possível ser produtiva e eficiente com mão-de-obra de boa qualidade. Daí as "exigências insanas" dos empregadores.

    Culpe o estado.

    P.S.: o mercado exige pessoas qualificadas justamente porque, ao contrário do estado, não pode se dar ao luxo de fazer cagadas impunemente. Imagine o "paraíso" que seria se o mercado utilizasse o mesmo critério de contratação do serviço público, que, com o dinheiro confiscado via impostos, contrata meros imbecis que só sabem decorar apostilas e não cobra nenhum resultado...
  • Júnior  30/09/2015 14:41
    Segue o questionamento: Como adquirir a experiência profissional tão exigida pelos empregadores, se o indivíduo nunca trabalhou na área? Como o indivíduo vai adquirir experiência profissional se ninguém fornecer treinamento, ninguém dá oportunidade para o indivíduo aprender o serviço?
  • Fábio  01/10/2015 12:22
    Segue o questionamento: Como adquirir a experiência profissional tão exigida pelos empregadores, se o indivíduo nunca trabalhou na área?

    Olha aí, não seja o tonto a ficar apontando o dedo, colha a oportunidade e fique rico. Se você sabe que há milhões de pessoas sem experiência dispostas a trabalhar por aí, abra uma empresa e contrate esse contingente. Ou então abra uma empresa de recrutamento para pessoas sem experiência, treine-as e venda mão-de-obra barata para as empresas. Aí todo mundo sai ganhando: você, que prestou um serviço útil para empregado e empregador, o empregado, que conseguiu treinamento e seu primeiro emprego e o próprio empresário, que conseguiu mão-de-obra treinada e barata.

    Como o indivíduo vai adquirir experiência profissional se ninguém fornecer treinamento, ninguém dá oportunidade para o indivíduo aprender o serviço?

    Ninguém deve nada a esse indivíduo hipotético. Se ele quer qualificação e experiência profissional, que corra atrás disso. Mais uma vez, ninguém deve treinamento e emprego a ninguém. Se ele quer subir na vida a partir do zero, deve aceitar os piores empregos possíveis e fazer das tripas coração para que sobre um dinheirinho de seu exíguo salário, o qual ele usará para obter qualificação a fim de obter empregos melhores ou então usar esses parcos recursos para abrir seu próprio negócio.

    Enfim, não tem fórmula mágica para quem não tem qualificação e experiência profissional anterior. A única saída é ralar, ralar e ralar. E depois ralar mais um pouco.

    Sobre o assunto, recomendo essa instrutiva leitura: Como ganhar dinheiro (mesmo sendo pobre)
  • Junior  01/10/2015 14:55
    Correr atrás de que jeito se hj em dia até para Estágio exigem experiência profissional? Ninguém dá oportunidade para o indivíduo adquirir experiência...
  • Chitão  01/10/2015 15:06
    Sabe por que as empresas passaram a exigir experiência para estagiários? Porque os governos (federal e estaduais) passaram a regulamentar essa prática, impondo um salário mínimo.

    No Mato Grosso, por exemplo, o governo decretou que um estagiário não deve receber menos que R$ 700.

    Ora, meu caro, não existe almoço grátis. Se você é obrigado a pagar quase que um salário mínimo para um estagiário, você vai contratar qualquer Zé Ruela? Eu não contrataria. Já que o governo me obriga a pagar este valor, pode ter a certeza de que vou querer o melhor possível.

    Culpe o governo.

    Você, pelo visto, desconhece a "Lei do Estágio":

    portal.mte.gov.br/politicas_juventude/cartilha-lei-do-estagio.htm

    Já se foi a época em que este era um setor mais livre. Agora que o governo meteu o bedelho, justamente os estagiários mais inexperientes é que irão sofrer.

    Aliás, esse é mesmíssimo efeito do salário mínimo: ele expulsa do mercado os menos produtivos, que agora nem mais terão a chance de obter alguma experiência prática.

    Mais uma prova empírica de que as intervenções do governo prejudicam justamente aqueles a quem ele pretende ajudar.
  • Jarzembowski  01/10/2015 15:53
    Incrível como o sujeito culpa sempre a vítima e nunca o assassino - é uma doença de esquerdista isso, só pode.
    Você mostra com todas as letras que o que prejudica a ascensão no mercado de trabalho é o ambiente hostil e amplamente regulamentando, juntamente com leis trabalhistas que beiram a insanidade e a resposta é sempre "mas os empresários gananciosos e cruéis..." - quando chega nesse patamar de atrofia cerebral, só a intervenção divina pra resolver.
  • Capital imoral  01/10/2015 15:47
    abra uma empresa e contrate esse contingente. Ou então abra uma empresa de recrutamento para pessoas sem experiência, treine-as e venda mão-de-obra barata para as empresas.

    --------------------------------
    Cara que pensamento de filinho da papai do caramba. Eu não quero aqui faltar com respeito, mas alguem que faz um comentário desse, não tem o minimo discernimento da realidade, da pobreza material e intelectual em que se encontra os jovens Brasileiros.

    VOu resumir para você: O cerco está simplismente fechado, ou você desobedece o estado tendo um negócio ilegal, ou fica sujeito a esperar ser contratado pelas empresas legalizadas, que exigem de você ter pós graduação para ser limpador de privada em lanchonete.

    Muito Fácil falar "abre uma empresa" quando tem o papai para servir de banco.
  • Anonimo  02/11/2015 10:58
    Que cara burro esse capital imoral, não consegue entender uma ironia
  • Mauro  28/01/2016 02:51
    Não Capital, falsa dicotomia é feio.

    Não existem só essas duas alternativas, existe a seguida pelo profissional de TI que ficou desempregado e foi lavar carro. Ele não tinha nenhuma experiência em lavar carro, certo? E como ele virou gerente?

    Ele não ficou chorando a sorte, nem reclamou de ter que lavar carro. Provavelmente não lavava carro resmungando que era melhor ficar assistindo reuniões inúteis no emprego anterior. Ele lavava os carros com cuidado, melhorava processos, reduzindo o desperdício. O dono percebeu que ele era diferente e ele virou gerente.

    Só que pouca gente quer começar lavando privada de lanchonete, já querem o cargo de diretor logo no início. E a não ser que o dono da empresa seja o seu pai, ou seja um louco, isso não vai acontecer. Quem começa de baixo e trabalha melhor do que o restante vai subir. Quem fica reclamando, fica onde está. Quem fica esperando aparecer uma oportunidade vai ficar no mesmo lugar, porque alguém vai ser mexer e pegar a vaga.

    Só pra constar, eu comecei vendendo ferro velho, pintando muro e distribuído panfleto, hoje eu sou profissional de TI contente com meu trabalho.
  • Renan  28/09/2015 15:19
    Então pela lógica do "certificado de desempenho", o sujeito que obtém sua renda com a exploração do capital (juros, alugueres etc.), seria imoral?
  • Calheiros  28/09/2015 15:45
    "o sujeito que obtém sua renda com a exploração do capital (juros, alugueres etc.), seria imoral?"

    Você está preocupado com o que ele está fazendo com o capital dele, quando realmente deveria estar preocupado com como ele adquiriu o capital dele. Houve coerção ou o capital foi adquirido de maneira pacífica e voluntária?

    O que cada um faz com seu capital é imaterial (desde que, é claro, não haja agressões à propriedade de terceiros e não haja nada de involuntário). Você tem de se preocupar é com como o capital foi adquirido.

    Isso é crucial para o debate.

    Um sujeito que aluga seu imóvel (honestamente adquirido) a preços altos é muito mais moral do que um que governo que empresta a juros baixos por meio do BNDES (que utiliza impostos e endividamento estatal para financiar empresários bem conectados).

    Dê exemplos específicos para que estes possam ser comentados.
  • Dino da Silva Sauro  28/09/2015 15:34
    O problema é que os "socialistas" e os "esquerdistas" em geral, insistem em não reconhecer esse arranjo normal, natural e livre do mercado. Para eles o "Deus Estado" deve intervir em nome do interesse comum e o bem estar social, trabalhando assim para destruir aquilo que eles presumem defender.
  • Renan  28/09/2015 16:03
    "O livre mercado não apenas é economicamente superior, como também é moralmente superior a toda e qualquer outra forma de se organizar o comportamento econômico dos indivíduos."
    Essa é a orientação argumentativa que menos causa impacto quando discute-se com alguém que não consegue imaginar a sociedade sem um Estado inchado.
    Entretanto, eu sempre gosto de começar pelo inverso, dizendo primeiramente que o único arranjo socieconômico moral é o livre mercado e só depois falando que ele é também mais efetivo para o "bem-estar social", pois considero que o caráter moral do arranjo é muito mais importante do que sua eficácia.
    Por fim, tenho a crença pessoal de que a razão pela qual o livre mercado é economicamente superior é exatamente ele ser moralmente superior.
    E para os que se espantam ao imaginar como seria viver sem um Estado inchado, eu me espanto com o surgimento de uma entidade tão maligna que é capaz de cometer todos os crimes e injustiças que a moral comum abomina e ainda ser idolatrada por grande parte dos que possuem e seguem à risca essa moral comum.
  • Aquele que tudo ve!  28/09/2015 17:36
    Tipico universitario mitou kkkkk
  • Dam Herzog  28/09/2015 18:30
    O livre mercado é o maior e melhor processo para a produção de bens e serviços que a humanidade se apropriou no mecanismo de produção de bens e serviços. Nesse contexto o individuo, cresce desenvolve as aptidões que ele mais gosta e deve dar o seu melhor para servir o consumidor. No fundo cada um é um comerciante e quanto mais ele satisfaz o consumidor mais ele é recompensado no chamado mercado. O mercado é um jogo amoral de soma positiva que lida com recursos escassos. Dentro do sistema de mercado o capitalista é um sujeito pacifico, que trabalha com troca voluntaria usando o princípio da não agressão. Usa como ferramentas básicas a propriedade privada e liberdade. Com o mercado livre foi resolvido o problema da produção. A distribuição é baseado na meritocracia e esforço de cada um. Não é igualitário pois na natureza humana é incompatível com a igualdade e compatível com a desigualdade. Nem numa família as pessoas conseguem ser igual. O padrão humano desde o DNA é serem diferentes. Na pratica provou-se que as nações que mais se aproximaram do mercado livre foram as que mais conseguiram o bem estar de seus cidadãos. Para ser mais eficiente ele tem que não sofrer interferência de leis governamentais. Quanto mais livre de intervenções mais eficiente. O mundo atual por ignorância dos legisladores do que seja o mercado estropia o mesmo tirando lhe muito da eficiência na produção de bens e serviços. O mercado capta informações através do sistema de preços de tal maneira que uma alta de preços num local emite sinais que o estoque esta diminuindo e sinalizando que a produção deva ser elevada. Quanto mais intervenção no mercado piores os resultados econômicos do pais. Os países que gozam de maior liberdade de mercado é onde existe o maior bem estar social. Uma da piores invenções da humanidade tem o nome de socialismo. Este sistema agride a propriedade privada e extingue o mercado sendo considerado um dos males do seculo XX e XXI. Um dia através do esclarecimento dos políticos de que é o mercado livre, o mercado continuará a proporcionar os recordes de bem estar em escala mundial.
  • Dam Herzog  28/09/2015 18:43
    Vejam o vídeo
    https://www.youtube.com/watch?v=fJr2RO7g7jI
  • mauricio barbosa  28/09/2015 18:54
    Eu também já tive esse surto psicótico de abominar a violência dos assassinos de rua e louvar o assassinato em massa do deus estado e achar tudo isso normal e moral,sem imaginar que hitler não invadiu a Suiça achava eu que era por preconceito ou seja só há louros e louras lá porque ele iria fazer isso com seus irmãos arianos,mas eis que descubro aqui no IMB que a Suiça é segura por ato e obra de sua população armada até os dentes pronta a rechaçar qualquer exército neste mundo por mais poderoso que seja,enfim o livre-mercado é tão bom que cuba está clamando pelo fim do embargo comercial para sair da pobreza esquecendo-se que a União Soviética numca sofreu embargo comercial mas afundou sua economia por causa de uma corrida armamentista insana com o ocidente,os russos naufragaram que nem a venezuela do ridículo líder maduro...Vida longa ao livre-mercado e liberdade ainda que tardia a todos nós!!!
  • cmr  28/09/2015 20:19
    Na época do Hitler não era de fato viável invadir a Suíça, mesmo tendo um exército muito mais forte, pois o terreno da Suíça era perfeito para emboscadas, o que ajudava muito na defesa do país. Ou seja, a Suíça era muito forte no quesito defesa. Os nazistas sabiam que era muito complicado invadir a Suíça.

    Mas a tecnologia vem para igualar todos, em uma guerra hoje, a Suíça já não tem mais nenhuma vantagem de terreno, a maquinaria de guerra atual coloca os suíços e os invasores de igual para igual.
  • mauricio barbosa  28/09/2015 21:28
    Tudo bem que a tecnologia avançou no setor militar mas o fator humano ainda é preponderante,ou seja o que adiantará aniquilar a população helvética(Suiça)?
    Se o objetivo é exatamente explorar os recursos materiais,financeiros(tributos ou impostos como preferir)e humanos de um território invadido,então eu te pergunto cmr adianta aniquilar essa população disposta a defender suas propriedades a todo custo?É o mesmo que acontece nos territórios palestinos pois Israel tem tecnologia suficiente para aniquila-los mas não o faz pois sabe que a comunidade internacional não aceitaria tal fato de braços cruzados pois então eu te falo repense seus conceitos...A tecnologia numca irá substituir o ser humano seja em que esfera for(militar,civil ou mercantil).
  • cmr  29/09/2015 14:41
    Ninguém minimamente sano invadirá a Suíça, pois é um país que não tem inimigos e principalmente:

    É a caixa forte do mundo, tem dinheiro de todos lá, inclusive de comunistas, terroristas, nazistas, e todos os istas possíveis, dinheiro de judeus, cristãos, muçulmanos, etc...

    Uma invasão a Suíça é um caso de segurança mundial, o exército que se aventurar a invadir, terá que enfrentar o resto do mundo, ninguém ficaria passivo vendo o seu dinheiro ser controlado por determinado povo, que não sejam os suíços com sua neutralidade.

    Esse é o grande trunfo da Suíça no mundo atual.
  • mauricio barbosa  29/09/2015 15:07
    cmr eu comentei sobre a Suíça louvando a iniciativa do seu povo que não depende de governo para se defender qualquer ataque externo e agora você vem com esse papo de paraíso fiscal faça-me o favor,hitler tinha todo o interesse do mundo(Impostos) em invadir a Suíça e só não o fez por causa disso(povo guerreiro)e quanto a tecnologia ela não resolve nada numa guerra contra um povo tão determinado igual os suíços e esse é o ponto da discussão e que eu quis enfatizar desde o início, papudo...
  • Moyses Luiz  28/09/2015 19:51
    Existe algum país inteiramente baseado em livre mercado? Sem leis protecionistas?
  • cmr  28/09/2015 20:12
    Que eu saiba não, mas Cingapura e Hong Kong (que é parte da China), são os lugares mais próximos de um mercado totalmente livre.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  28/09/2015 20:17
    O Capitalismo vence em qualquer campo possível, quando comparado com outros sistemas, sempre com 100%.
  • Fabrício  28/09/2015 20:53
    Prezado Walter,

    Concordo plenamente sobre o livre mercado. O que ainda me ponho a pensar, é como resolver o problema de atividades onde há poucas empresas concorrentes. Ou até mesmo aquelas onde existe um acordo entre elas mantendo os mesmos preços para ninguém perder. Ou os monopólios.
  • Leandro  28/09/2015 21:23
    "como resolver o problema de atividades onde há poucas empresas concorrentes."

    Quando você imagina a economia de um país como sendo uma entidade completamente isolada do mundo, aí de fato as empresas que ali existem realmente não terão um número grande de concorrentes.

    Por outro lado, quando você entende perfeitamente que seu país é um mero pedaço de terra envolto por vários outros no globo terrestre, a perspectiva muda completamente. Quando você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais ou locais, vários desafios econômicos desaparecem.

    Um exemplo trivial bastante interessante é o do setor aéreo de um determinado país. Vários economistas temem um oligopólio neste setor simplesmente porque eles próprios cometeram o erro de criar um arranjo no qual empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais dentro deste país.

    Sendo assim, com o mercado nacional fechado ao mercado global, e com as empresas aéreas nacionais usufruindo uma reserva de mercado (por obra e graça das regulamentações estatais, que proibiram empresas aéreas estrangeiras de fazerem voos nacionais), a possibilidade de fusões e aquisições neste setor realmente irá levar a um oligopólio.

    Ato contínuo, os próprios criadores deste cenário de reserva de mercado passam a aplicar políticas que visam a impedir o surgimento deste oligopólio — como leis anti-truste — ou que, em última instância, visam a tentar regular esse oligopólio.

    Perceba, no entanto, que o erro foi cometido lá no início — quando o governo proibiu empresas aéreas estrangeiras de fazer voos nacionais —, e o que se está fazendo agora é um mero paliativo. A partir do momento em que o governo fecha um mercado à concorrência externa, tentar regulá-lo é um esforço inútil. É impossível tornar mais eficiente, por meio de imposições burocráticas, um mercado fechado que foi fechado à concorrência.

    Por outro lado, se o mercado aéreo de um país é aberto ao mundo, de modo que empresas estrangeiras não são proibidas de — ao contrário, são bem-vindas para — fazer vôos nacionais, não há a mais mínima possibilidade de fusões que levem a um oligopólio. Para isso acontecer, todas as empresas aéreas do mundo teriam de se fundir em uma só.

    O mesmo raciocínio acima se aplica ao setor de telefonia, ao setor de internet, ao setor de TV a cabo, ao setor bancário, ao setor elétrico, ao setor petrolífero, ao setor rodoviário e até mesmo ao setor de saneamento. Aliás, se aplica até mesmo a empresas de ônibus, de seguro-saúde, hospitais, escolas, açougues, restaurantes, churrascarias, padarias, borracharias, oficinas mecânicas, shoppings, cinemas, sorveterias, hotéis, motéis, pousadas etc.

    Se você pensa nestes mercados apenas em termos locais ou nacionais, partindo da premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro dos mesmos limites geográficos que o seu podem investir nestes setores, aí realmente o desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.

    Por outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de auferir lucros, a realidade muda.
    "Ou até mesmo aquelas onde existe um acordo entre elas mantendo os mesmos preços para ninguém perder."

    Tal cenário só se sustenta exatamente se tais empresas operarem em mercados regulados pelo estado. Se o mercado não for regulado pelo estado, cartéis de preços não se sustentam, pois se torna extremamente lucrativo para um integrante deste cartel "descumprir o acordo" e vender a preços mais baixos.

    E eu vivencio isso na prática. A família da minha mulher é quase toda ela formada por suinocultores. Eles criam porcos e os vendem para frigoríficos. Todos os suinocultores da região têm um grupo no WhatsApp por meio do qual vivem tentando combinar preços com o intuito de "forçar os frigoríficos a pagar mais".

    No entanto, sempre -- sempre! -- tem uma pessoa que descumpre o combinado e vende abaixo do preço do "cartel". E o motivo é óbvio: como os frigoríficos compram em grandes volumes, qualquer redução de centavos terá um grande efeito sobre o custo final para os frigoríficos. Para o sujeito que sai do cartel, reduzir seu preço em centavos lhe trará uma receita muito maior (porque venderá um maior volume) do que teria caso mantivesse o preço do cartel (e, consequentemente, vendesse um volume bem menor).

    "Ou os monopólios."

    Quais monopólios existem em ambientes não regulados pelo estado? Desconheço um único. Não há um mísero exemplo histórico disso.

    Em primeiro lugar, como explicado nesse artigo (Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos), quanto mais uma empresa cresce, mais ineficiente ela se torna, o que abre espaço para a entrada de um concorrente mais enxuto e mais eficiente.

    A única coisa que pode proibir o surgimento de um concorrente enxuto para competir com a empresa grande é o governo, que é justamente quem cria cartéis, oligopólios e monopólios, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?

  • Leonardo  29/09/2015 00:23
    Leandro, como privatizar as estacoes de TV e Radio? Leilao das frequencias?
  • Fabrício  29/09/2015 04:20
    Concordo com você quanto a concorrência. De fato podemos observar que quando ela existe as coisas tendem a ser melhores para os consumidores e empreendedores. As empresas que hoje tem sucesso, sabem driblar essas dificuldades ou será um sucesso momentâneo?
    Na atual crise que estamos passando, não seria correto os empresários e investidores abandonarem as idéias do governo, de mais impostos, e movimentarem o mercado repassando a sociedade esses aumentos até chegarem a zero, ou seja, até perderem o efeito? Por exemplo: Se hoje compramos um pacote de feijão por $5,00 e o salário é de $10,00. Com os impostos o pacote de feijão passa para $7,00 e o reajuste do salário para $12,00.
    O livre mercado aconteceria?
  • Leandro  29/09/2015 11:53
    "Na atual crise que estamos passando, não seria correto os empresários e investidores abandonarem as idéias do governo, de mais impostos, e movimentarem o mercado repassando a sociedade esses aumentos até chegarem a zero, ou seja, até perderem o efeito? Por exemplo: Se hoje compramos um pacote de feijão por $5,00 e o salário é de $10,00. Com os impostos o pacote de feijão passa para $7,00 e o reajuste do salário para $12,00."

    Isso não existe. Você está partindo da premissa de que aumentos de impostos e aumentos de preços em decorrência de aumentos de impostos geram automaticamente aumento da renda e dos salários.

    Fosse assim, uma carga tributária de 100% faria a renda das pessoas crescer uma barbaridade...

    É justamente o contrário: aumentos de impostos e aumentos de preços em decorrência de aumentos de impostos diminuem a renda das pessoas.
  • Fabricio  29/09/2015 12:39
    A ocorrência do repasse de impostos, já acontecem. Os aumentos salariais cobrem a inflação, onde esses aumentos já estão embutidos. Quando há livre negociação salarial, já se leva em consideração a carga tributária. No caso, se houvesse um aumento de 100% de tributos, sem o reajuste dos salários na mesma proporção, os impostos não poderiam ser pagos.
  • Walter  29/09/2015 14:56
    Fabrício, não entendi absolutamente nada. Aliás, entendi apenas que, segundo você, "aumentos salariais cobre a inflação".

    Se isso fosse verdade, não apenas a inflação não seria problema nenhum, como também jamais haveria queda do rendimento real dos trabalhadores. No entanto...

    folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1685896-renda-do-trabalhador-cai-pelo-setimo-mes-seguido-aponta-ibge.shtml

    Trechos:

    Com a inflação galopante e o mercado de trabalho desfavorável para negociações salariais, o rendimento real dos trabalhadores teve uma queda de 3,5% em agosto deste ano frente ao mesmo mês do ano passado, a sétima seguida.

    O rendimento real — que já desconta a inflação— recuou de R$ 2.264,62 em agosto do ano passado para R$ 2.185,50 em agosto deste ano, uma perda de R$ 79,12, informou o IBGE na manhã desta quinta-feira (24).

    Trata-se da maior queda percentual do rendimento dos trabalhadores, para meses de agosto, desde 2002 (-13,12%).

  • Fabricio  29/09/2015 17:40
    Walter, o que quis dizer, é que quando há aumento nos impostos, estes são repassados para o mercado, reajustando a inflação. Que por sua vez reajustará também os salários, mantendo o mesmo nível. Porém, isso não acontece de imediato.

    Entendo que a perda real nos salários, inclusive a dificuldade nas negociações salariais, seja pelo momento atual de recessão. A produção reduzida, reduz o custo e os salários envolvidos, tornando um efeito em cascata.
  • Walter  29/09/2015 18:02
    "quando há aumento nos impostos, estes são repassados para o mercado, reajustando a inflação."

    Não é bem isso o que acontece (pelos motivos explicados aqui), mas o raciocínio é até aceitável.

    "Que por sua vez reajustará também os salários, mantendo o mesmo nível."

    Errado. Reajuste de salários depende de aumento das receitas e dos lucros das empresas. E aumento das receitas e dos lucros das empresas depende de aumento da renda das pessoas. E aumento da renda das pessoas depende de expansão do crédito, crescimento econômico e emprego.

    No atual situação da economia brasileira, não está havendo nem expansão do crédito, nem crescimento econômico, nem aumento do emprego e nem aumento da renda.

    Logo, aumentos de impostos gerarão exatamente o efeito contrário: queda da renda real, queda da atividade econômica, queda das receitas e dos lucros da empresas, queda do emprego.

    Isso é suicídio econômico.
  • Fabricio  29/09/2015 19:18
    "Errado. Reajuste de salários depende de aumento das receitas e dos lucros das empresas. E aumento das receitas e dos lucros das empresas depende de aumento da renda das pessoas. E aumento da renda das pessoas depende de expansão do crédito, crescimento econômico e emprego."

    Se os salários fossem aumentados pelos resultados das empresas, não seria então corregidos pela produtividade? O que acontece não é apenas uma correção das perdas na tentativa de alcançar um salário real maior, levando em conta sempre os índices de inflação como reajuste?

    Concordo com o fato de não estar havendo crescimento econômico. Entendo que a demanda do Brasil é muito grande. Como a oferta é pequena, tornam-se muito caros os custos de produção.

    Não estaria acontecendo um reajuste automático no mercado do país, pela pouca oferta de bens e um consumo menor do que deveria?
  • Andre  29/09/2015 17:10
    Leandro,
    Duas perguntas:
    1) Vc é leitor ou moderador do site (só curiosidade)?
    2) Qual país é o mais alinhado as teorias defendidas pela escola austríaca?
    Abç,
    André
  • Newbie  28/09/2015 22:33
    Tenho uma dúvida que apareceu pesquisando dentro do site do Mises.

    Como é a visão sobre vendedores de rua (vulgos camelôs).

    Como o governo não vai interferir em nada em autorizações e afins, todos poderão trabalhar na rua certo?

    Isso não traria o caos?

    Só para efeitos de disclaimer não tem nenhuma ironia. É uma dúvida genuína de quem está aprendendo e cada vez mais concordando com os ensinamentos Austríacos.

    Obrigado!
  • Pro  28/09/2015 22:57
    "Como é a visão sobre vendedores de rua (vulgos camelôs)."

    Pessoas que, por causa da burocracia, das regulamentações, das leis trabalhistas, dos pesados encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, e da carga tributária, encontraram na informalidade o único oxigênio disponível para que possam sobreviver.

    "Como o governo não vai interferir em nada em autorizações e afins, todos poderão trabalhar na rua certo?"

    Estando agora entendido que tais pessoas existem justamente por causa do governo, não é correto dizer que "o governo não vai interferir em nada em autorizações e afins". Tais pessoas existem justamente por causa da interferência estatal.

    E pior ainda: frequentemente o estado envia seus agentes fardados para descer o cacete nesses camelôs, que estão apenas tentando sobreviver.

    Quanto maior o estado, maior o número de camelôs.

    "Isso não traria o caos?"

    Muitos camelôs na rua? Sem dúvida. Mas aponte o dedo para a instituição que causou isso. No que mais, camelôs ocupando ruas também é um problema de ausência de propriedade privada. Dado que as ruas não são de ninguém e são de todo mundo, então não há como impedir camelôs de ocupá-las.

    Mais uma confirmação da bagunça que gera o estado.
  • Newbie  29/09/2015 00:37
    Obrigado Pro

    Só para ver se eu entendi:

    Em uma economia mais libertária você entende que teria menos camelôs dado que a barreira de entrada para montar uma loja seria menor?

    O fato das ruas não serem públicas também impediria o livre uso por aqueles que ainda quisessem usar como espaço para venda de rua?
    (a parte de ruas, estradas e segurança pública ainda não está muito clara para mim, mas sei que preciso pesquisar mais pelo site aqui)
  • Matheus  29/09/2015 00:41
    Correto.

    E pode ler aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174
  • Felipe R  29/09/2015 00:12
    Apresentado pelo professor Williams no PragerU. O link original bem que poderia ter sido citado...

  • Bastiat  29/09/2015 00:33
    Certamente os caros leitores observaram a maneira pouco gentil de muitos empregados da iniciativa privada. Puro reflexo da sociedade guiada por esquerdistas. Muitos trabalhadores brasileiros impregnaram o ranço daquele papo furado do: "nós contra eles". São muitos lugares onde é espantosa a falta de cortesia. Atendimento semelhantes entre o funcionalismo público. Quem alguma vez, por exemplo, foi mal atendido no caixa do supermercado, num posto de gasolina, aeroporto, loja, e em pensamento exclamou: estou pagando! Nesta gente tacanha falta-lhes ambição, sobra comodismo. Aí está uma herança maldita que levará anos para ser extirpada.
  • Edujatahy  29/09/2015 11:43
    Bastiat...
    O ponto que você tocou é válido.
    Tenho familiares possuem empresas pequenas de comércio já faz algumas gerações.
    Eu posso falar por experiência que os profissionais dos anos 80 e 90 eram muito mais dedicadas do que esta nova geração.
    E não é só uma questão de ficar falando geração x, y e z.

    Os jovens de hoje faltam nas entrevistas (mesmo confirmando a presença) e não dão nenhuma desculpa, se acham cheio de direitos e ficam todos sentidos com qualquer bronca que levam dos patrões.

    é uma coisa incrível. Não existe respeito a horário, fica com raiva quando se chama a atenção por erro.

    Claramente esta geração está querendo apenas direitos e nenhum dever.

    Ou seja, o cara está fazendo "um favor" para o cliente, e está fazendo também "um favor" para o patrão.

    É lastimável...

  • Edson Rocha   29/09/2015 00:37
    O argumento moral é um dos únicos argumentos do socialismo, e foi completamente desconstruído nessa matéria, excelente!
  • Romeu  29/09/2015 00:58
    Dizia com muito acerto José Guilherme Merquior que, historicamente, o liberalismo só se tornou possível graças ao colapso — no terreno ético-político — da noção cristã de Summum Bonum. Para o notável ensaísta, esse colapso resultou no fenômeno do individualismo moderno, ou seja: na dissolução da idéia de bem comum e na tendência ao empirismo em moral, dada a perda de todo aquele gigantesco edifício metafísico e teológico da Escolástica (cujo cume é Santo Tomás), o qual tinha como pedra angular a noção analógica de ente, e, em seu ápice, o Próprio Ser Subsistente, que não é outro senão o Summum Bonum cristão de que fala Merquior, no hoje amarelecido artigo intitulado "O argumento liberal", em livro do mesmo nome.

    A desconfiança nas instâncias de poder, que os liberais clássicos herdaram de Locke e Montesquieu, nasce não apenas de sua visão monolítica do poder público como lugar de violência, desmandos e coerção das liberdades individuais (ei-las de novo!!) — daí o seu ímpeto em limitar o poder e mantê-lo sob o que chamam, por uma analogia de proporcionalidade imprópria, de império da lei —, mas se deve consignar, também, a sua carência de uma boa antropologia filosófica e de uma gnosiologia minimamente aceitável, além da ignorância do beabá da metafísica. E, é claro, o caráter irreligioso que é um dos sustentáculos de sua política, a saber: o poder público, se se tolera haver algum (toc! toc! toc!, ugh! bah!, #!@#) nesse ambiente Estadófobo, deve respeitar in primis não a Deus, o Summum Bonum, mas a autonomia dos indivíduos, que passam a ter uma moral privada intocável por qualquer lei, humana ou divina. Assim, com o passar do tempo, a religião passará a ser, na melhor das hipóteses, apenas um dado cultural entre tantos outros, tão "respeitável" pela moral laica e por sua correspondente legislação quanto ir a uma orgia pansexual. Amigos, eis aqui o Admirável Mundo dos dias de hoje, em relação ao qual o de Aldous Huxley é "fichinha".

    Um princípio metafísico válido sem nenhuma exceção para todas as realidades — sejam materiais ou imateriais — nos servirá para lançar luzes sobre o que seja a liberdade humana. É o seguinte: nenhum ente pode ser causado pelo seu próprio operar. Apliquemos o axioma: um estômago, por exemplo, não pode ser causado pela digestão; um olho não pode ser causado pelo ato de ver; uma perna não pode ser causada pelo próprio caminhar. Tudo isso seria um grandíssimo absurdo. Apliquemos essa norma à liberdade humana, para chegarmos à necessária conclusão de que a liberdade não pode ser causada pelos atos livres dos homens, da mesma forma que a percepção táctil não é a causa da mão que tateia. Em suma, não somos livres porque escolhemos, mas escolhemos porque somos livres. Um corolário óbvio desta premissa é que a consciência individual, por meio da qual uma pessoa faz as suas escolhas, não pode ser a raiz da liberdade, mas apenas a instância pela qual a liberdade exerce o seu ato formal próprio: a escolha.

    Sendo assim, quando liberais de colorações as mais díspares defendem que a consciência individual é a sede da liberdade, estão contrariando um princípio metafísico elementar, que não passaria despercebido a um estudante do período escolástico: nenhum ente é causado pelo seu próprio operar, porque, neste caso, tal ente seria a causa de si mesmo, o que é absurdo. Portanto, a liberdade — sendo uma potência cogniscitivo-volitiva — não escapa à norma: ela não pode ser causada pelas suas operações, que são as escolhas.

    Não é o ato de escolher o que nos faz ser livres. Há uma instância anterior e propiciante do ato de escolha, já que esta se dá apenas secundum electionem voluntatis, de acordo com São Tomás. Essa instância é a vontade mesma, definida pelo Angélico como o apetite intelectivo do bem. É isto o que nos propicia escolher — razão pela qual os animais irracionais não são capazes de escolha, a não ser que, com relação aos animais, apliquemos o conceito de "escolha" com analogia de atribuição — a qual se dá quando a forma significada pelo nome análogo se encontra em diferentes sujeitos: num analogado primário de forma perfeita e principal, e em analogados secundários de forma imperfeita e derivada. Ora, o leão não escolhe comer ou não a zebra, pois não é dotado de apetite intelectivo do bem (ou seja, de vontade, a qual só pode ser dita do leão por analogia), mas somente de apetências sensitivas que o impelem a agir sempre da mesma forma, em resposta ao que os dados sensíveis lhe apresentam. Por isso, ele está arrojado no mundo da sensibilidade, onde não há ética, moral nem a recta ratio da lei.

    Infelizmente, os liberais "pularam" essa aula de metafísica. E, com eles, grandíssima parte do mundo contemporâneo — idólatra da consciência individual e da "liberdade" de escolha, ainda que se trate de escolha dos erros mais diabólicos.
  • RichardD  29/09/2015 04:49
    Muito bom texto. Mais mercado, menos estado.
  • Wesley  29/09/2015 07:07
    Olhem só a análise econômica dessa gente. Aí a racionalidade não tem vez, e ainda acusam os liberais de pregar ideologias:
    novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/porumbrasiljustoedemocratico-vol-01_0.pdf

    Se isso fosse implementado, quanto tempo demoraria para a gente chegar a uma situação econômica similar a da Venezuela? É uma boa pergunta.
  • Angelo   29/09/2015 10:47
    Parto da seguinte premissa: nada criado pelo ser humano é perfeito.
    Portanto, um artigo perde boa parte da sua credibilidade quando não mostra nenhuma falha no capitalismo. E convenhamos: impossível que não tenha nenhuma falha...
    Fico por enquanto com o pensamento que ouvi de alguém: "O Capitalismo não é perfeito, mas é o melhor sistema econômico já inventado".
  • Antônio  29/09/2015 11:50
    "Portanto, um artigo perde boa parte da sua credibilidade quando não mostra nenhuma falha no capitalismo. E convenhamos: impossível que não tenha nenhuma falha..."

    Quais são as "falhas" geradas pela interação voluntária entre as pessoas? Sou todo ouvidos.

    Apenas lembre-se de que um resultado que você porventura "não goste" não configura, per se, uma falha.

    Você não gostar de algo -- um juízo totalmente subjetivo -- não significa que esse algo seja "uma falha".

    Você é livre para gemer, mas tem de argumentar. O artigo trouxe argumentos. Traga também os seus.
  • Lucas  29/09/2015 12:05
    A maior falha do capitalismo é não conseguir, ainda, acabar com os imbecis que acreditam que o socialismo possa gerar bem estar para o povo. Dentre grandiosas invenções da humanidade, o capitalismo, na minha opinião, está no mesmo nível. Não vejo falhas nele.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  29/09/2015 13:01
    Falando de Br, pode por na conta dos milicos, que tiveram 20 anos pra fazer isso (o golpe do golpe) e não só falharam como deixaram os esquerdistas livres para ocupar todos os espaços do mundo acad^emico e cultural. Caído o regime, a tomada efetiva do poder foi um passo.
  • anônimo  29/09/2015 13:04
    Não precisa acabar, basta criar os meios pra que eles não atrapalhem a sua vida.
  • Andre  29/09/2015 13:52
    Bom dia,
    Em minha opinião, a ideia de sistema econômico defendida no artigo (e pelo site) é a ideal para nossa sociedade atualmente.
    Fico somente com dúvida em relação ao papel do Estado em relação a monopólio. Uma empresa que detenha grande parte de determinado produto/serviço tende a reduzir a qualidade do produto e esmagar a concorrência. Como coibir essa prática? Teria o Judiciário força para tal?
    Abç e parabéns pelo site!
    André Roedel
  • Auxiliar  29/09/2015 15:06
    Isso já foi amplamente respondido aqui mesmo nesta seção de comentários.

    Veja:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2194&comments=true#ac152925
  • Marques  29/09/2015 15:16
    André, além da (ótima) resposta contida no link acima, vale ressaltar que essa sua afirmação não tem nenhuma lógica:

    "Uma empresa que detenha grande parte de determinado produto/serviço tende a reduzir a qualidade do produto e esmagar a concorrência."

    1) Como uma empresa pode "esmagar a concorrência" produzindo bens ruins? Até onde sei, você só vence a concorrência se ofertar produtos melhores que ela. Agora, vencer a concorrência ofertando produtos piores é uma novidade para mim.

    2) Se uma empresa é ruim e ainda assim não tem concorrente, pode ter a certeza de que ela opera em um mercado protegido pelo governo, seja via tarifas de importação, seja via agências reguladoras. Se a entrada neste mercado for livre, não há nenhuma chance de essa empresa durar. Você por acaso voluntariamente sustenta restaurantes ruins sendo que há melhores na região?

  • Andre  29/09/2015 16:02
    Marques,
    Por isso que escrevi as palavras "dúvida" e "tende"... pq hoje esse é meu entendimento/suspeita, mas estou muito aberto a ler opiniões contrárias para: 1)Mudar de opinião se fizer sentido ou 2)Sustentar mais ainda o que penso.

    Voltando ao assunto: imagino que saibas como funciona uma concorrência predatória. Por causa dela que mencionei o Poder Judiciário no meu questionamento, mas darei um exemplo prático para não perdemos tempo: imagina que vc tem uma empresa com 90% de mercado e outra rapidamente toma 10% que pertencia a outras empresas. Você "investiga" o produto concorrente e conclui que a tendência é ele logo ser dono de 50% do mercado. Então vc, com muito mais giro e reservas reduz drasticamente seu preço (sem dumping) e em 6 meses mata seu concorrente... Achas que isso não acontece?
    Abç
  • Marcelo  29/09/2015 16:50
    "Então vc, com muito mais giro e reservas reduz drasticamente seu preço (sem dumping) e em 6 meses mata seu concorrente... Achas que isso não acontece?
    Abç"

    se você abaixou o preço sem fazer dumping, então isso não é predação. Você reduziu sua margem de lucro, ou seus custos, para continuar competitivo.
    cadê o problema?
  • Andre  30/09/2015 14:53
    Marcelo,
    O problema, usando o exemplo que dei é o seguinte: se a margem da empresa é 30%, do seu concorrente é 15% e vc não aceita reduzi-la "para sempre", então reduz para 5% até matar seu concorrente e volta para os 30%... nao acho isso certo e não to pregando regulação (sou avesso a Estado inchado), só quero entender como o modelo austríaco (o qual eu acho praticamente perfeito) inibe essa prática que a meu ver é predatória.
    Abç,
    André
  • Bernardo  30/09/2015 16:22
    O que você acha ou deixa de achar é imaterial. Seu juízo de valor não interessa ao mundo (desculpe-me por lhe mostrar a crua realidade).

    Reduzir preços não tem nada de imoral (se tem, o ônus da explicação é seu).

    Explique, por favor: por que é errado uma empresa reduzir seus preços para concorrer com outras? Dado que o tipo de "concorrência predatória" que você tanto teme não existe (como bem explicou o Douglas abaixo), você pode se opor à redução dos preços apenas por "achar" que isso é feio.

    Aliás, é engraçada essa mentalidade:

    1) se os preços sobem, as pessoas gritam "monopólio!";

    2) se os preços permanecem iguais, as pessoas gritam "cartel!";

    3) se os preços caem, as pessoas gritam "concorrência predatória!".

    Decida-se, cidadão.
  • Douglas  29/09/2015 16:51
    "imagina que vc tem uma empresa com 90% de mercado e outra rapidamente toma 10% que pertencia a outras empresas. Você "investiga" o produto concorrente e conclui que a tendência é ele logo ser dono de 50% do mercado. Então vc, com muito mais giro e reservas reduz drasticamente seu preço (sem dumping) e em 6 meses mata seu concorrente... Achas que isso não acontece?"

    Não, isso nunca aconteceu na história do mundo (tanto é que você é incapaz de citar um exemplo prático).

    E sabe por que isso nunca aconteceu? Porque é necessário ser um tremendo ignorante em termos administrativos para pensar nisso.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    Por outro lado, tal prática pode sim ser muito viável em um mercado totalmente regulado e protegido pelo governo, no qual não existe liberdade de entrada para a concorrência. Mas aí, neste caso, obviamente não temos uma falha de mercado, mas sim protecionismo estatal. Em um mercado assim, no qual o que vale é a amizade com políticos, qualquer incapaz prospera
  • Andre  30/09/2015 15:02
    Douglas,
    Tua explicação fez muito sentido e praticamente me convencestes... obrigado por compartilhar!
    Tenho exemplos sim e o mais emblemático é o da MICROSOFT nos EUA (final dos anos 90), lembra? Tem inclusive um documentário que mostra como a concorrência era esmagada.
    Imagino que se o mercado global seguisse a linha austríaca, tais práticas não se perpetuariam, mas é um exemplo que baliza meu receio.
    Abç,
    André
  • André C.  30/09/2015 16:16
    De novo o espantalho da Microsoft? Quando o desafio foi feito, sabia com 100% de certeza que você falaria em Microsoft.

    Qual o "monopólio" da Microsoft? Havia alguma proibição estatal para que outras empresas entrassem no mercado? Se sim, cite-as.

    A Microsoft se estabeleceu por dois motivos: superioridade técnica e superioridade de marketing. A Microsoft teve/tem a segunda sem questionamentos. Quanto à primeira, dá pro gasto, tanto que é a empresa de escolha das empresas.

    Vale lembrar de uma coisa: o Windows, como SO, só é líder nos desktops/notebooks, justamente os mercados em declínio. Em todos os outros, a MS tem que brigar e muito: web, smartphones, data/processing clusters, games e consoles, nuvem, etc.

    Aliás, vale enfatizar que a Microsoft teve o seu auge nas décadas de 90 e 2000 justamente porque os governos que compravam diretamente dela para montar o seu parque burocrático. Juntamente com os governos, as empresas seguiram, por uma questão de rede. Se a maioria usa 110V para ligar aparelhos, é mais interessante fabricar produtos em 110V. Da mesma forma, se o SO da maioria é o Windows, é melhor fabricar programas (aplicativos) que rodem no Windows - efeito de rede. Pode ser quebrado, mas leva um tempo e não é fácil.

    Daí, Linux no desktop/notebook só em fã como eu. A MS está muito mais interessada em olhar o avanço dos Mac's. Se bem que a galera só não muda pro Linux por causa do MS Office (ou da falta dele no mundo Linux)

    Mas, a maioria das pessoas usa Linux e nem sabe: no router wi-fi, na central de telefone, no celular (android tem como kernel um linux mexido pela Google), no caixa eletrônico, em brinquedos inteligentes, etc., etc., etc. - e deve continuar assim!
  • Anonimo  02/11/2015 10:53
    'Se bem que a galera só não muda pro Linux por causa do MS Office (ou da falta dele no mundo Linux)'

    Ué, e não existe open office? Essa desculpa não cola.
  • Andre  29/09/2015 17:25
    Obrigado Auxiliar!
    Terminei de ler e tenho que "digerir" as ideia, mas de bate pronto todos meus receios em relação a monopólio/cartel numa sociedade com seus fundamentos na escola austríaca, foram por água abaixo.
    Abç
  • Henrique Zucatelli  29/09/2015 14:25
    Fernando, Leandro, bom dia.

    Elogios não faltam em como o IMB explica como chegamos aqui (Brasil e mundo)

    Agora posso dar uma sugestão? Por que não fazem uma série de artigos com a pauta do futuro economico do Brasil baseado no que temos hoje? Não seria um exercício de futurologia na minha opinião, mas um bálsamo de sabedoria, porque eu tenho certeza que irão acertar na mosca.

    Outa sugestão: um grande artigo (ou vários pequenos) com a pauta: "E se tivéssemos seguido outro caminho em X aspecto", para informar principalmente aos leigos em EA como seria melhor o Brasil em condições liberais na educação, saúde, obras de infra estrutura, energia etc.

    Abraços,
  • Alex Ranauro  02/11/2015 02:40
    Li vários artigos do site. Concordo que o livre mercado é a melhor opção possível. Mas me surgiu uma dúvida: na prática o livre mercado é possível de ser implementado? Não será ele tão utópico quanto o socialismo?

    Justificando a pergunta: mesmo que não existisse governo, um grupo inevitavelmente passaria a "comandar"; fazendo isso eles inevitavelmente manipulariam as regras para se beneficiar e monopolizar sem necessariamente produzir riquezas para todos; então me parece que é impossível implementar na prática o livre mercado; e pensando assim o caos da realidade humana se justifica pois tanto um quanto outro modelo econômico gerariam no final controle em benefício de um grupo.

    Objetivando a pergunta: Como implementar na prática o livre mercado?
  • Marcos  02/11/2015 04:29
    "mesmo que não existisse governo, um grupo inevitavelmente passaria a "comandar";"

    Como? Se todos os cidadãos estão armados (já que não há governo para desarmar as pessoas), como surgiria este grupo? Como ele tomaria o controle de tudo? Como ele faria todos obedeceram às suas regras? Como ele faria todos darem dinheiro para ele?

    Apresente um plano concreto.

    "fazendo isso eles inevitavelmente manipulariam as regras para se beneficiar e monopolizar sem necessariamente produzir riquezas para todos;"

    Apresente um plano concreto.

    "então me parece que é impossível implementar na prática o livre mercado; e pensando assim o caos da realidade humana se justifica pois tanto um quanto outro modelo econômico gerariam no final controle em benefício de um grupo."

    Ou seja, segundo você próprio, o pior que pode acontecer é o surgimento de um grupo monopolístico exatamente nos moldes de um estado como temos hoje. Ou seja, segundo você, o pior que pode acontecer é, com o tempo, criar um arranjo idêntico ao que já temos hoje.

    Se isso é o pior que pode acontecer, então eu digo apenas que "let's give it a try!"
  • ancap  01/12/2015 03:00
    saúde,educação, e segurança é um direito ou serviço
  • Viking  01/12/2015 14:05
    tudo, de saúde a educação, de segurança a prática esportiva, tudo é bem.
    tudo é um produto ou serviço.
  • Edujatahy  01/12/2015 18:44
    é recurso escasso? Então é um bem, e o moral seria existir propriedade privada sobre ele.
    Serviços são recursos escassos.
  • Emerson Luis  06/03/2016 11:18

    Claro como água pura, exceto para quem foi doutrinado a considerar todo e qualquer lucro como intrinsecamente errado. Se uma pessoa pode produzir algum valor para dar em troca dos benefícios que recebe de outros, porque não deveria fazê-lo? Por que uma pessoa capaz de trabalhar deveria ser isentada de fazê-lo e outros que trabalham deveriam ser coagidos a ajudá-la pela expropriação dos frutos de seu trabalho?

    Não significa que atividades com valor econômico imediato baixo ou nulo não devam ser feitas, ou que pessoas com pouca ou nenhuma capacidade de produzir devam ser abandonadas. Porém, mesmo nestes casos, ninguém deve ser coagido a financiar algo ou ajudar alguém por políticos e burocratas que fazem caridade com o chapéu alheio.

    * * *
  • Antonio Ferrao Neto  01/07/2017 23:29
    Ótimo artigo para quem não entende nada sobre o básico de economia de mercado e capitalismo. Os que possuem um mínimo de conhecimento e inteligência já entenderam isso há muito tempo e o artigo se torna muito básico, quase infantil. E, acredito eu, a maioria da população minimamente esclarecida, já se tornou doutora neste assunto.
    Os socialista/comunistas "intelectuais" também sabem disso tudo muito bem. O problema é que eles são amorais, não possuem caráter. Eles defendem uma revolução bolivariana para ELES conquistarem o poder. Eles são somente a elite, é claro. Os "idiotas úteis" ficarão de fora. Muitos são massacrados. E se for preciso destruir o país para a conquista do poder, eles não pensam duas vezes. Exemplos não faltam.
    O artigo é óbvio demais. Os "intelectuais" socialistas/comunistas devem achar muita graça deste artigo e de quando alguém tenta mostrar "que eles são imorais" ou "que eles estão errados". Eles já sabem disso! Esta foi a opção deles! Eles são marginais, canalhas, irresponsáveis, sem caráter, bandidos, assassinos e tudo o que existe de pior. E eles sabem disso!
    É como se esse artigo dissesse que o Fernandinho Beira-Mar não agiu com moralidade quando praticou os seus crimes. Ou, no momento de um assalto, alguém dissesse para o assaltante que roubar é crime e é imoral.


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